domingo, novembro 18, 2012

Eles Estão Entre Nós Por C.R.P Wells


C. R. P. Wells
ELES ESTÃO
ENTRE NÓS
Não há Mais como
Negar esta Realidade
MADRAS
2001
Dedicatória
À minha adorada Christine, mulher extraordinária
e esposa exemplar, que mesmo nos momentos
mais difíceis de minha vida soube ser paciente,
amiga e compreensiva.
A meus queridos amigos Nilson, Renata, Ricardo,
Verinha, Selton, Vera, Marinho, Aguinaldo, Val,
Cassiano, Alessandro, Magali, Regina, Giovanni e
muitos mais que, no momento de maior tristeza e
desespero, sempre tiveram uma palavra de
conforto, amizade e carinho, pois jamais me
deixaram só.
A meu querido Diego Alberto Curió, que mesmo
divergindo de opiniões, visões e ações, sua
amizade, carinho e respeito estarão sempre
presentes em meu coração.
A meu falecido pai, que em paz descanse, e a
quem sempre serei grato pela oportunidade que
me brindou.
A Aldo e Ione Braghetto, pois sem a sua ajuda teria
sido difícil enfrentar as minhas dificuldades.
A todos os meus companheiros, atuais, antigos e
futuros, que um dia cruzaram seus caminhos
comigo e que, ainda, um dia os cruzarão.
E a todos aqueles que, independentemente de
seus credos, linha de trabalho, filiação esotérica ou
filosófica, acreditam que ainda é possível construir
um mundo melhor em que se possa viver em paz,
dignamente, e em que a fé na capacidade de
realizar, a confiança no futuro, o respeito a todas
as criaturas e o amor como forma de ser e estar
serão o exercício diário da própria vida.
Índice
Introdução
O Início de Tudo
O Universo e a Matéria
A Teoria do Big-Bang se Reforça
Formação das Estrelas
A Nossa Galáxia
Tipos de Galáxia
Formação dos Planetas
Planetas Fora do Sistema Solar
Métodos de Medida Astronômica
O Nosso Sistema Solar
Um Mistério sem Resolver: A Vida
Vida em Marte
Missões Espaciais a Marte
Egito em Marte
Extraterrestres na Pré-história
Os Deuses Extraterrestres
O Enigma de Súmer
Os Egípcios e a Tecnologia Perdida
Enigmas do Passado
Os Visitantes Anfíbios
Extraterrestres no Oriente
O Nascimento da Ufologia
Os OVNIs
O Primeiro Contato
O Controle de Nossas Mentes
Alternativa 3
OVNIs no Espaço
Os Astronautas e os OVNIs
Estruturas na Lua
Contatos e Abduções
Extraterrestres
Hipóteses sobre os Objetos dos Extraterrestres
Contatos e Comunicações com Alienígenas
Estudo das Variações Tipológicas
Abduções
Cenário Geral
Histórico
Números
Prós e Contras
Interesse Acadêmico
"Nem Tudo São Flores"
A "Vivência"
Conclusões
Cronologia Astroarqueológica
Nota do Editor: Para melhor compreensão das
referências temporais utilizadas pelo autor,
informamos que esta obra foi escrita em 1998.


Misteriosas
formações circulares
surgidas em
plantações de cereais
no interior da
Inglaterra.


Introdução
Ufologia ou Ovniologia são as denominações que
definem uma atividade devotada à investigação de
fenômenos vinculados à possível presença de
objetos e entidades de origem desconhecida em
nosso mundo. A investigação objetiva descobrir a
origem destes fenômenos, assim como a sua
natureza, as quais não necessariamente podem
estar vinculadas a uma razão extraterrestre.
A palavra UFO deriva das siglas inglesas
Unidentified Flying Object, que quer dizer Objeto
Voador Não-Identificado ou OVNI. Estas denominações
correspondem a uma época recente,
pois durante a Segunda Guerra Mundial os OVNFs
eram conhecidos como Bogguies ou Foo-Fighters.
A presença de estranhos eventos e manifestações
ao longo da existência humana é vasta e
interessante. Os registros de fenômenos aéreos e
os relatos de curiosas personalidades avistadas
durante séculos, e até os nossos dias, povoam os
livros de história, resultando, em muitos casos, de
mitos e lendas.
O número de informações e registros de estranhas
e curiosas presenças desde o início da humanidade
é enorme, permitindo realizar uma divisão
histórica para facilitar o seu estudo. Desta
forma, temos três grandes períodos que reúnem
dados importantes, identificados da seguinte forma:
Pré-Históricos, Antigos e Modernos.
A investigação de estranhos fenômenos que envolvem
presenças de origem alienígena, isto é,
alheias à humanidade, vem reunindo ao longo dos
anos enorme contingente de curiosos e interessados
pelo tema. Nesse processo, algumas
pessoas cobraram relevância, vindo a destacar-se
não somente no âmbito da investigação como
também por serem responsáveis pelo surgimento
de grupos organizados de pesquisa, tanto civis
como militares.
Desta forma, pessoas e organizações
governamentais, militares e civis vieram fazer
parte do universo investigativo de uma
fenomenologia emergente. E, para tanto, diversos
processos e procedimentos foram desenvolvidos
na intenção de permitir melhor compreensão
sobre o que está ocorrendo em nosso mundo,
assim como para identificar a origem e natureza
desse confuso e intrigante fenômeno.
Vejamos, a seguir, a relação dos principais Projetos
de Investigação:
Projeto Sounder Bureau Número 13 (Alemanha)
Projeto realizado durante a Segunda Guerra
Mundial quando a Alemanha percebeu a presença
de estranhas aeronaves que acompanhavam os
seus aviões durante as diversas missões de
bombardeio. Os ministros militares alemães
solicitaram detalhada investigação para descobrir
a fonte tecnológica destes artefatos, cujos vôos
pareciam produto de magia.
Projeto Masei (Inglaterra)
Projeto desenvolvido pelo Serviço de Inteligência
inglês, durante a Segunda Guerra Mundial, com o
objetivo de descobrir a fonte tecnológica de
estranhos objetos voadores avistados durante as
incursões aéreas.
Operação Majestic 12 (EUA)
Primeiro projeto de investigação no período pósguerra.
Nasceu no dia 24 de setembro de 1947,
por intermédio do Tenente General Nathan F.
Twining, chefe da Divisão de Inteligência do
Comando de Materiais Aéreos da Força Aérea em
Wright Field, e do presidente Harry Truman,
quando este emitiu uma ordem executiva especial,
de caráter confidencial, que autorizava ao Tenente
General Twining bem como a onze militares e
cientistas o acesso às evidências físicas e à
documentação classificada com o código Eyes
Only sobre os OVNIs, abrindo de imediato uma
investigação paralela, à margem da CIA, FBI e da
Força Aérea. Isto teria surgido em função das
informações e das evidências relacionadas com o
OVNI sinistrado em 1947 e seus tripulantes, além
de tudo o mais registrado até o momento.
Projeto Sign ou Soucer (EUA)
Concebido em 30 de dezembro de 1947 e
implementado no dia 22 de janeiro de 1948, o
"Projeto Sign", também chamado de "Projeto
Soucer", foi idealizado por iniciativa da Divisão de
Inteligência do Comando Aéreo da base de Wright
Field, atual Wright Patterson Air Force Base, cujo
objetivo era recolher, avaliar e distribuir entre as
agências interessadas toda a informação sobre os
avistamentos que indicassem perigo para a
segurança nacional. O projeto ficou a cargo de
James D. Forrestal, então Secretário de Estado da
Defesa, que mais adiante morreria em condições
que até hoje não foram bem explicadas.
Projeto Twinkle (EUA)
O Inspetor-Geral do Escritório de Investigação
Especial da Força Aérea dos Estados Unidos,
inconformado com o resultado dos informes
reunidos no período, iniciou por conta própria uma
pesquisa em dezembro de 1948. Esta pesquisa
resultou no desenvolvimento de um trabalho de
investigação paralelo ao "Projeto Sign", o qual foi
chamado de "Projeto Twinkle", sob
responsabilidade do Dr. Lincoln La Paz, cientista
especializado em meteoritos. O novo estudo
considerou o período compreendido entre
dezembro de 1948 e maio de 1950, resultando
muito mais profundo e detalhado que o trabalho
anterior. Nesse registro, os UFOs teriam sido
avistados sobre importantes instalações militares
e governamentais, especificamente sobre o Estado
do Novo México e as bases de Kirtland, White
Sands e Los Alamos.
Projeto Grudge (EUA)
Este projeto, concebido em dezembro de 1948
para substituir o "Projeto Sign", foi implementado
no dia 11 de fevereiro de 1949, partindo da
hipótese de que muitas das aparições e registros
desses objetos eram simples produto de
fenômenos ambientais, focalizando a investigação
nas testemunhas.
Projeto Blue Book (EUA)
Em março de 1952, o "Projeto Grudge" foi
substituído pelo famoso "Projeto Blue Book", sob
responsabilidade do Capitão Edward J. Ruppelt da
Força Aérea. Este engenheiro aeronáutico e
veterano da Segunda Guerra, também participante
do Comando Técnico Aéreo de Inteligência da
Força Aérea (ATIC — Air Technical Intelligence
Command), afirmava haver solicitado ao ATIC
detalhado estudo sobre os OVNIs em setembro de
1950, quando o "Projeto Grudge" já se encontrava
caducando. Segundo Ruppelt, uma vez concluído o
estudo requerido, um completo relatório foi
encaminhado para o General John Sanford, novo
diretor do Serviço de Inteligência da Força Aérea.
Somente após o recebimento do relatório e de sua
correspondente avaliação, foi que o Capitão
Ruppelt foi comissionado para o cargo do recém-
criado "Projeto Blue Book". No dia 17 de dezembro
de 1969, uma comissão de inquérito da Força
Aérea, reunida na cidade de Daytona, Ohio, e
presidida pelo então secretário de Aeronáutica, Sr.
Robert Seamans Jr., encerrou definitivamente o
"Projeto Blue Book" após a publicação de conclusão
negativa apresentada pelo Dr. Edward U.
Condon. No texto, ele afirmava categoricamente
que os discos voadores não passavam de simples
ilusão de ótica provocada por diversos fenômenos
atmosféricos, produtos de causas naturais. Por
outro lado, salientava também a falta de
evidências conclusivas em prol de uma natureza
extraterrestre, embora 40% dos casos analisados
não tivessem qualquer explicação. O Sr. Seamans
apoiou essa decisão no pronunciamento que fez na
Academia de Ciências dos Estados Unidos sobre o
relatório Condon. O fim do "Projeto Blue Book"
trouxe para a Força Aérea a perfeita manobra das
relações públicas, alegando a cada pergunta sobre
o tema a resposta de estar sendo realizada uma
investigação minuciosa do fenômeno, sem jamais
apresentar uma posição oficial.
Projeto Colorado (EUA)
Desenvolvido em outubro de 1966, na
Universidade do Colorado, escolheu o físico Dr.
Edward U. Condon para dirigir o primeiro estudo
acadêmico e civil sobre os discos voadores; porém,
tanto a iniciativa quanto a verba destinada para a
empreitada saíram do Departamento de
Investigação da Força Aérea. Quem, então, levava
adiante o "Projeto Blue Book" era o Major Hector
Quintanilla, que procurou por todos os meios
desvincular as autoridades militares do novo
programa, destacando que a sua única função
seria a de fornecer cópias dos informes existentes
sobre OVNIs nos arquivos do projeto. Porém, desde
o início do "Projeto Colorado", como foi conhecido
o programa, pesquisadores civis desconfiaram de
suas verdadeiras intenções e objetivos,
considerando que tudo não passava de tentativa
de distração e acobertamento de informações e
conclusões, procurando apenas colocar de lado a
responsabilidade militar e oficial. E isto ficou
evidente poucos anos depois.
Projeto Magnet (Canadá)
Desenvolvido pelo governo canadense entre 1950
e 1954 para a investigação de fenômenos aéreos.
Projeto Hessdalen (Escandinávia)
Desenvolvido por profissionais liberais e membros
de grupos de pesquisa ufológica entre 1981 e
1985.
Relação dos mais importantes investigadores
mundiais:
Dr. Jacques Vallée (França/EUA), Hilary Evans
(EUA), Dr. Roberto Pinotti (Itália), Aimê Michel
(falecido — França), Dr. Leo Sprinkle
(Canadá/EUA), Félix Zigel (Rússia), Valery Uvanov
(Rússia), Vladimir Azhaza (Rússia), Jenny Randles
(Inglaterra), Jaime Maussan (México), Timothy
Good (Inglaterra), Joseph Allen Hynek (falecido —
EUA), Dr. Bruce Maccabee (EUA), Cynthia Hinde
(África do Sul), V. J. Ballester Olmos (Espanha),
Josep Guijarro (Espanha), Pedro Canto (Espanha),
Juan José Benitez (Espanha), Dra. Gilda Moura
(Brasil), Professora Irene Granchi (Brasil), Professor
Flávio Pereira (Brasil), Philip van Putten (Brasil),
Carlos Paz Garcia Corrochano (falecido — Peru),
Rose Marie Paz Wells (Peru), Henrique Castillo
Rincon (Colômbia), Carlos e Ricardo Vilchez (Costa
Rica), William Chalker (Austrália), Jerome Clark
(EUA), Gordon Creighton (EUA), Leon Davison
(EUA), Paul Devereux (França), Budd Hopkins
(EUA), Donald E. Keyhoe (falecido — EUA), Philip J.
Klass (EUA), Jim e Coral Lorenzen (EUA), Dennis
Stacy (EUA).
Grupos de Pesquisa:
APRO (Aerial Phenomena Research Organization)
— EUA
CAUS (Citizens Against UFO Secrecy) — EUA
CUFUS (Center for UFO Studies) — EUA
MUFON (Mutual UFO Network) — EUA
UNICAT (EUA) GEPAN/SEPRA (França)
Projeto Hessdalen (Escandinávia)
SOBEPS (Bélgica)
BUFORA (British UFO Research Association) —
Inglaterra
MUFORA (Manchester UFO Research Association)
— Inglaterra
CUFORN (Canadian UFO Research Network) —
Canadá
IPRI (Instituto Peruano de Relações
Interplanetárias) — Peru

Misteriosas
formações
circulares surgidas
em plantações de
cereais no interior
da Inglaterra.

O Início de Tudo
Desde tempos que se perdem na lembrança, o
homem vem pesquisando o Universo em busca
de respostas, não apenas em relação ao início da
própria criação e do seu porquê, mas, também, a
respeito do papel que a vida tem a representar
nesse vasto e extraordinário cenário cósmico.
Para nossa sorte, o tempo e o desenvolvimento
surgiram para permitir superar as barreiras da
ignorância e a limitação de recursos, oferecendo
grandes oportunidades para a realização de
profundas e maravilhosas descobertas. Nesse
sentido, passado mais de meio século de grandes
investigações, novas metodologias e achados
astronômicos, auxiliados evidentemente pelas
grandes conquistas espaciais do momento,
conseguimos obter, como síntese e conclusão, a
imagem cada vez mais próxima de uma
concepção objetiva e evidente de como o
Universo se originou. E esta conquista não vem
sendo apenas difícil, mas ainda é desafiadora e
complicada.
A questão fundamental de toda ciência é a que
concerne às origens do Universo em que vivemos,
e possivelmente o seu maior feito é conseguir
respondê-la, se não com total precisão, pelo
menos com exatidão suficiente para satisfazer a
todos os investigadores mais exigentes, afirma o
astrofísico inglês John Gribbin.
Segundo Gribbin, o quadro atual do Universo é
de expansão. Cúmulos de galáxias vão se
afastando uns dos outros à medida que o espaço
entre eles se expande, o que evidentemente
significa que no passado as galáxias estavam
mais próximas umas das outras. Disso se conclui
que, num dado momento, toda a matéria e a
energia do Universo estavam concentradas em
um único ponto matemático, a partir do qual
explodiram para criar o Universo como o
conhecemos. A este incrível instante se deu o
nome de "Big-Bang".
Porém, cabe destacar que esta visão
cosmogênica é bastante recente, já que, até os
anos 20, a concepção científica do Universo o
definia como um ambiente constante e imutável,
isto é, estável. Mas logo este pensamento foi
sendo abandonado, em razão de novos
processos de investigação e descobertas.
Tal é o caso da teoria da relatividade geral,
idealizada e publicada por Albert Einstein em
1917. Esta teoria descreve a natureza da
gravitação, em que o Universo, em geral, é por
ela dominado. Nas equações de Einstein, a
gravitação é concebida como espaço curvo (ou
melhor, o espaço-tempo), e a quantidade de
matéria existente no Universo determina o grau
de curvatura do espaço. Em outras palavras, o
espaço vazio ou espaço-tempo é dotado de vida
dinâmica própria, a qual se curva, se expande ou
se contrai de acordo com leis bem definidas. Porém,
como naquela época Einstein seguia a
mesma linha de pensamento dos seus colegas,
isto é, acreditava num Universo estático e
imutável, ficou perplexo e perturbado ao
descobrir que seus cálculos previam a expansão
do espaço-tempo e, portanto, o crescimento do
Universo. Por isso, procurou "alterar" ou "corrigir"
as equações, introduzindo novo termo, o da
"constante cosmológica", para anular a expansão
e restaurar a estabilidade no resultado. Vários
anos depois, Einstein referiu-se a essa correção
como o maior erro científico que cometera.
Foi somente em 1922 que o matemático
soviético Alexander Friedmann, após ter
analisado e melhorado os cálculos de Einstein
sobre a natureza do Universo, comunicou ao
mundo seus resultados. Neste trabalho, o
cientista elaborou o que foi chamado de os
"Modelos de Friedmann", isto é, uma visão de
duas possibilidades que resultaram na base atual
de compreensão do Universo. Ambas as
alternativas têm como base considerar um
estado de densidade infinita existindo num ponto
matemático, a qual se expande em estados de
menor densidade. Mas a curvatura do espaço
depende da quantidade de matéria existente no
Universo, o que leva a considerar duas
possibilidades. Se a matéria existente é inferior a
uma quantidade crítica, então a expansão
continua eternamente, com os cúmulos de
galáxias afastando-se cada vez mais uns dos
outros. Nesse caso, estamos fazendo parte de
um Universo "aberto". Mas, se a matéria
existente supera a quantidade crítica, a
gravitação é suficientemente forte para curvar o
espaço a tal ponto que a expansão primeiro
cessa e depois entra em colapso, de modo que o
Universo retorna a um estado super denso. Neste
outro caso, trata-se de um Universo "fechado".
Por outro lado, esta teoria acabou por concluir
que se o Universo estava em expansão, também
ele poderia acabar. Isto é, teríamos duas
possibilidades, dependendo da quantidade de
matéria existente no Universo. Já que o nosso
sistema solar e todas as galáxias encontram-se
unidos pela força da gravidade, também a massa
total do Universo exerce uma atração constante
sobre todos os seus componentes. A medida que
o Universo se expande, impelido pela força
explosiva do Big-Bang, essa atração gravitacional
diminui. Mas se houver no Universo matéria suficiente,
a gravitação poderá superar a expansão,
que irá gradativamente diminuindo, até cessar.
Nesse caso, todo o processo seria invertido, isto
é, o Universo passaria a se contrair cada vez
mais rapidamente, enquanto a força
gravitacional aumentaria até o ponto de voltar a
desintegrar-se em uma outra bola de fogo super
densa, vindo a extinguir-se definitivamente ou
podendo expandir-se novamente e gerar um
outro Big-Bang. Tudo isso nos dá a imagem de
um balão que se enche de ar até seu limite e
depois volta a ficar sem ar. Tudo se expande
para depois se contrair ou como um filme que
vemos até o final e o assistimos novamente, só
que começando pelo final até o início. Mas, se
toda a massa do Universo não for suficiente para
que predomine a força gravitacional, a expansão
do Universo continuará eternamente. Segundo se
conhece, alguns cientistas procuraram calcular a
massa total do Universo posteriormente,
medindo a quantidade de matéria visível.
Curiosamente, seus cálculos levaram ao
resultado de que a massa total aproximada do
Universo situava-se na zona crítica entre essas
duas possibilidades. O destino do Universo
parece equilibrado num fio de navalha.
Mas, paralelamente a este período de grande
atividade intelectual e científica, os astrônomos
iniciaram, em maior escala, a utilização de
grandes e modernos telescópios, vindo a
descobrir um vasto e incrível cenário provido de
bilhões de estrelas. Foi nesta época que Edwin
Hubble, trabalhando no observatório de Monte
Wilson, demonstrou que grande número das
manchas de luz observáveis à noite no céu são,
na verdade, enormes cúmulos estelares, isto é,
grandes agrupamentos de estrelas, constituindo
também enormes galáxias situadas muito além
da nossa, a Via Láctea. E suas descobertas não
ficaram apenas por aí. Mais adiante, Hubble
descobriu que a luz das galáxias distantes
apresentava um deslocamento para o vermelho
proporcional à distância que as separava da Via
Láctea, significando, que as características do
espectro luminoso se deslocam para a
extremidade vermelha, o que pode ser interpretado
como um alongamento das ondas
luminosas, visto que a luz vermelha está no
extremo das ondas longas do espectro visível, já
que, contrariamente, uma diminuição do
comprimento das ondas acarreta um
deslocamento para o azul. Hubble entendeu,
pois, que o comprimento da onda luminosa se
alonga porque a galáxia distante está num processo
de afastamento da Via Láctea.
Conforme nos explica o astrofísico John Gribbin, a
descoberta de Hubble, de que o deslocamento
para o vermelho é proporcional à distância,
corresponde ao efeito previsto nos modelos de
Einstein e Friedmann, mostrando claramente que
existe no espaço um movimento relativo, ou
seja: não é que a nossa galáxia esteja situada no
centro do Universo, do qual tudo se afasta, mas
sim que outras galáxias também nos vêem
recuar em relação a elas. Gribbin exemplifica a
imagem desta afirmação: "é como visualizar um
balão repleto de manchas na sua superfície e
que está sendo inflado. Cada mancha vê as
demais se afastando a uma velocidade
proporcional à distância que as separa, mas, na
verdade, nenhuma delas está se movendo sobre
a superfície do balão". A lei de Hubble acabou
por demonstrar que o Universo se comporta da
mesma maneira: o espaço vazio, o espaço-tempo
de Einstein, se expande e, com isso, separa cada
vez mais as galáxias, embora estas não se
movam no espaço.
Toda essa teoria mexeu com a visão cósmica da
época, permanecendo um tanto abstrata para a
grande maioria durante as seguintes décadas.
Embora os astrônomos compreendessem
teoricamente esse maravilhoso fenômeno e
convivessem com a implicação de que o Universo
teria tido um começo concreto a partir do qual se
iniciou a sua expansão, era difícil concretizá-lo
definitivamente, o que só veio ocorrer por volta
da década de 60.
Até aquele momento, o conceito do Big-Bang era
uma noção abstrata, algo intangível e que não
oferecia uma base necessariamente sólida.
Assim, em 1964, bem por acaso, os rádioastrônomos
Arno Penzias e Roberf Wilson, que
trabalhavam nos laboratórios da empresa Bell
Telephone, dos EUA, descobriram a prova
tangível da existência do Big-Bang.
Ao estudar os fracos sinais de rádio refletidos
pelos satélites Echo, utilizando um sistema ultrasensível
de antena de 7m e um amplificador,
detectaram um desconhecido e contínuo ruído de
rádio. O ruído parecia vir uniformemente de
todas as direções do céu, sem se modificar com
o passar dos meses, independentemente da
rotação da Terra em torno do seu eixo e em
torno do Sol, ou mesmo quando se virava a
antena para outra direção. O ruído não podia ser
atribuído a qualquer fonte na Terra, no sistema
solar ou na nossa galáxia. Pensou-se que
houvesse falha no equipamento, razão pela qual
este foi desmontado e remontado novamente.
Mas o ruído continuou persistentemente de
maneira inexplicável. Nesse momento, ambos
rádio-astrônomos tomaram conhecimento dos
cálculos de P. J. E. Peebles, físico da Universidade
de Princeton. Segundo estes cálculos, se o
Universo tivesse tido origem numa grande
explosão, seria necessária imensa quantidade de
radiação para impedir que as partículas se
fundissem em elementos pesados, e para liberar
hidrogênio e hélio suficientes para formar as
estrelas e galáxias do Universo que hoje
conhecemos. À medida que o Universo se
expandiu, a radiação esfriou, continuando,
contudo, a impregná-lo, ainda que de modo mais
fraco, mais diluído. Segundo Peebles, hoje seria
possível detectar a radiação a uma temperatura
de poucos graus acima do zero absoluto na
escala Kelvin.
O sinal captado parecia estar cheio de ondas de
rádio muito fracas, com uma energia equivalente
a 3°K (o zero na escala Kelvin de temperatura é
igual a -273°C). Tratava-se de um sinal que,
embora fraco pelos padrões normais, enchia todo
o espaço, o que representava uma energia
considerável. Com isso, ficava explicada a
origem do ruído de baixa freqüência captado,
pois, na verdade, a radiação cósmica que enchia
todo o espaço era um eco distante daquela
explosão inicial, isto é, do Big-Bang.
A descoberta de Arno Penzias e Robert Wilson,
realizada ao acaso, apenas por decidirem um dia
aproveitar o equipamento para captar o débil
ruído de um sinal fraco, porém uniforme,
proveniente de todas as direções do espaço,
valeu-lhes o Prêmio Nobel de 1978, pois haviam
dado a conhecer ao mundo o eco da grande
explosão primordial.
O Universo e a Matéria
Nunca deve ter faltado a qualquer um de nós,
numa noite clara e acolhedora, a oportunidade
de ter olhado para o céu e percebido um vasto
mar cintilante de estrelas preenchendo
maravilhosamente esse eterno e magnificente
espaço. E é bem possível que, nesse cativante
momento, não faltasse o desejo de elevar em
direção a este incomensurável todo estelar
profundos pensamentos, repletos de ingênua
imaginação, desvendando o mistério do instante
de sua criação. Tudo isso sem deixar de
considerar, de forma idealista, a possibilidade de
compreender e perceber a sua real dimensão,
sem esquecer, é claro, uma importante questão:
afinal, somos a única forma de vida inteligente a
existir?
Mas todas estas dúvidas e indagações vêm sendo
parte do grande histórico humano, havendo
estado presentes em cada momento evolutivo de
nossa espécie. Dúvidas perturbadoras sobre a
origem do Universo e seu destino são questões
profundas que mergulham o homem em uma
busca sem fim, lugar nem tempo.
O nosso Universo, como lugar que alberga todos
os corpos celestes e, portanto, também a nossa
querida Terra, teve seu início numa grande e extraordinária
explosão, segundo aceitam os
evolucionistas, e esta hipótese, denominada de a
"explosão do Universo primordial" ou "Big-Bang",
encontra a cada dia mais e mais confirmações.
Isto é, a teoria de que o Universo está em constante
movimento e expansão a partir de um
ponto infinitesimal original, embora ainda
persistam alguns que considerem que o Universo
é estacionário, que continua e continuará sempre
igual, inclusive gerando matéria. Mas o modelo
evolucionista, que a grandes rasgos é
consistente em si mesmo, encontra-se
estruturado na interpretação de determinados
fenômenos astrofísicos importantes. Mesmo que
alguns indícios sugiram que de fato se cumpram
seus pressupostos, não está fechada ainda a
polêmica à seu respeito, pois permanecem por
enquanto algumas discrepâncias nas interpretações
de diversas observações. Mas, até
hoje, a teoria do Big-Bang continua sendo o
modelo de origem do Universo mais aceita. E
para compreender melhor toda esta teoria, é
fundamental mergulharmos em alguns dados e
conhecermos certos aspectos importantes relativos
à estrutura da matéria.
Na atualidade, sabe-se que a maior parte que a
compõe, isto é, aproximadamente 75% da
matéria existente no Universo, está constituída
por hidrogênio e 24%, por hélio (alguns cientistas
consideram esta relação de 70% hidrogênio e
27% hélio). Os demais elementos químicos da
composição, todos juntos, correspondem apenas
a 1% do total (ou de 3% na segunda relação).
Cabe destacar que, se considerarmos que o
hélio, assim como todos os demais elementos
pesados que constituem a matéria cósmica se
originaram a partir do hidrogênio, então a
questão sobre a origem do Universo reduz-se a
apenas uma pergunta: quando se originou o
hidrogênio?
O átomo de hidrogênio está formado por um
núcleo dotado de carga positiva, o protón, e de
uma crosta que contém uma única partícula,
dotada de carga negativa, o elétron. A troca de
partículas sem massa, mas dotadas de grande
energia, isto é, os fótons, é a responsável pela
aparição de uma força eletromagnética atrativa
entre o protón e o elétron. O próton, elemento
importante do átomo, está, por sua vez, composto
de partículas ainda menores, os quarks.
Na atualidade, existem na natureza dois tipos de
quarks: os chamados quarks up, ou "os de cima"
(u), e os quarks down, ou "os de baixo" (d),
sendo que, desta forma, um próton está formado
por um quark up e um quark down. Se
pressupomos que a carga elementar do elétron é
igual a -1, então a carga do quark up é de +2/3 e
a do quark down vale -1/3. Desta forma, a carga
do próton é igual a +1. Porém, no caso dos
nêutrons, estes estão formados por apenas um
quark up e dois quarks down, isto é, trata-se de
partículas eletricamente neutras. Diferentemente
do que ocorre com outras partículas
elementares, os quarks nunca se apresentam
isolados. Sua interação no interior do próton ou
do nêutron é tão incrivelmente intensa que não
poderia ser vencida ou quebrada, nem mesmo
com a energia obtida de transformar a totalidade
da matéria de um próton. De forma análoga ao
que ocorre com a troca de fótons, que é o
responsável por prótons e elétrons
permanecerem unidos no átomo, considera-se
também (isto ainda em teoria) que a força
extremamente intensa que mantém colados os
quarks no interior dos prótons e dos nêutrons
baseia-se na troca de partículas. Estas partículas
são conhecidas pelo nome de "gluons" (do inglês
glue, cola) e estão relacionadas com uma
segunda carga dos quarks, de caráter elétrico,
conhecida pelo nome de "cor".
Como se conhece atualmente, existe para cada
partícula elementar sua correspondente
antipartícula (composta de antimatéria). Se uma
partícula e sua correspondente antipartícula se
encontram, então ambas se transformam em
energia de imediato (de acordo com a fórmula
proposta por Albert Einsten: E = m.c2). A
antipartícula que corresponde ao elétron chamase
positron; a energia radiante que é gerada
quando se chocam um elétron e um positrón
descreve-se como dois fótons. Uma combinação
especialmente interessante pressupõe os
mésons, formados por um quark e um antiquark.
Esta união é naturalmente bastante instável: o
quark e o antiquark aniquilam-se mutuamente,
dando como resultado dois fótons. O processo,
graças ao qual a matéria e a antimatéria se
aniquilam mutuamente dando lugar à liberação
de energia, é reversível. Desta forma, pode-se
obter, a partir de dois fótons, um elétron e um
positrón, ou um quark e um antiquark.
O fato de que tanto um elétron e um positrón
como também um quark e um antiquark se
aniquilem mutuamente mediante a liberação de
dois fótons, em cada caso, deu lugar a que
viesse a suspeitar-se de que os elétrons e os
quarks possuem basicamente a mesma natureza,
podendo ser manifestações diferentes de uma
mesma força originária. Aqui é que
desempenham um papel importante os
neutrinos, partículas elementares muito ligeiras,
inclusive possivelmente sem massa, que carecem
de carga elétrica. O elétron, o neutrino, etc.
designam-se com o nome de leptons. Existem
muitos fatos conhecidos que indicam que os
quarks podem se transformar em leptons e viceversa,
graças à chamada interação X que, na
atualidade, é somente uma hipótese. Esta proposta
pressupõe que a troca de uma partícula X
seja a responsável pelo processo de
transformação dos quarks. E para que a
transformação chegue a ocorrer, tem-se
calculado que a partícula X deva ser muito pesada,
razão pela qual não é de estranhar que não
se tenha conseguido gerá-la nas instalações
dedicadas ao estudo das partículas elementares.
As partículas X correspondem também
antipartículas denominadas X, sendo que se
pressupõe que ambas foram geradas somente
uns 1040 segundos depois do Big-Bang, a partir
de uma nuvem de energia inimaginavelmente
densa e quente. Ambas as partículas são
instáveis, pois se desintegram imediatamente
depois de sua geração, produzindo,
respectivamente, dois quarks, ou um quark e um
elétron. Para cada par de partículas X/X aparece
no total três quarks e um elétron. Os quarks
unem-se entre si para dar um próton; o resultado
de tudo isso é a formação dos componentes de
um átomo de hidrogênio. Por outro lado, as
partículas X/X podem também desintegrar-se
dando o surgimento de um antiquark e um
positron, ou a dois antiquarks, isto é, dando lugar
à componentes de um átomo de hidrogênio de
antimatéria. Existem muitas evidências de que
as duas variações de desintegração descritas não
se dão com a mesma freqüência, mas que a
primeira se realiza de forma mais rápida que a
segunda. Portanto, temos que, de um processo
de aniquilação mútua e constante de 10 bilhões
de quarks e antiquarks, sobrevive apenas um
quark. E é a partir destes modestos restos
sobreviventes que se forma a totalidade da
matéria do Universo.
Aproximadamente 10-6 segundos depois do Big-
Bang a temperatura reinante havia descido
desde os 1032 K (K = grau Kelvin) até aproximadamente
1014 K. Graças a isto, os quarks
inicialmente livres puderam se encontrar para
formar prótons e nêutrons, que mais tarde
dariam lugar aos núcleos atômicos. A totalidade
da matéria cósmica estava formada,
aproximadamente um segundo depois do Big-
Bang, por prótons, nêutrons, elétrons e
neutrinos. Transcorridos 100 segundos — a
temperatura da nuvem de matéria primogênita
em rápida expansão já era de tão-somente 1
bilhão de K —, formaram-se os primeiros núcleos
atômicos complexos no seio de um plasma
quente. Transcorridas mais de 2,5 horas,
formaram-se os primeiros átomos. Esse
processo, que supera nossa capacidade de
imaginação, teve lugar há mais de 15 bilhões de
anos. Este número se pode calcular desde que os
astrofísicos conheceram a velocidade relativa do
distanciamento das galáxias, isto é, da velocidade
de expansão do Universo. Partindo
deste cálculo, toda a matéria que existe, na
atualidade, no Universo, teve de estar contida
num mesmo ponto naquela época.
Porém, a idade do Universo está sendo
contestada nesse momento, pois cientistas da
Universidade de Edimburgo, que tentaram
realizar este cálculo, encontraram uma galáxia
que parece ser mais antiga que o próprio Big-
Bang. Segundo informações de James Dunlop,
descobridor da galáxia conhecida como 53W091,
esta galáxia está tão distante que levaria mais
de 15 bilhões de anos para que sua luz chegasse
até a Terra. Tudo isto reforça, evidentemente, a
idéia de que o Universo é muito mais antigo do
que se imaginava.
A Teoria do Big-Bang se Reforça
Um grupo de astrônomos, encabeçado pelo Dr.
Arthur F. Davidsen, da Universidade John
Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, anunciou
no dia 12 de junho de 1995 que foi detectado
pela primeira vez hélio primordial no espaço, o
que confirmaria as hipóteses baseadas na
chamada teoria da Grande Explosão ou Big-Bang
sobre a origem do Universo. Durante décadas, os
cientistas buscaram provas da existência do
hélio primordial no meio intergaláctico, isto é, o
vasto espaço compreendido entre as formas
conhecidas de matéria. O achado, baseado nas
observações de um telescópio conhecido como
Astro-2, que foi transportado em março de 1995
pelo transportador espacial Endeavour, da Nasa,
foi dado a conhecer na reunião da Sociedade
Astronômica dos Estados Unidos em Pittsburgh.
Os astrônomos comentaram que haviam achado
uma clara evidência da existência de hélio na luz
ultravioleta emitida por um quasar situado a 10
bilhões de anos-luz da Terra.
Formação das Estrelas
Aproximadamente um milhão de anos depois do
surgimento dos componentes essenciais da
matéria os átomos começaram a dar origem a
estruturas maiores, iniciando-se assim a
formação de nebulosas, estrelas e galáxias. A
forma em que tudo isso ocorreu ainda pode ser
observada em algumas partes do Universo onde
existem estrelas em formação. E este processo
pode ser observado na atualidade no seio de
nuvens interestelares, como no caso,
especificamente, do plano central dos braços
espirais da Via Láctea. Estas nuvens estão
formadas por átomos de hidrogênio com uma
densidade de tão-somente 10 a 1.000 átomos
por cm3. E este valor é extremamente baixo,
sendo que, mesmo na Terra, utilizando-se os
mais modernos laboratórios em que seja gerado
alto vácuo, não é possível atingi-lo. Apesar de
densidade extremamente baixa, a massa total
deste tipo de nuvens encontra-se entre 100 e 1
milhão de massas solares, sendo que a sua
temperatura oscila entre 10 e 10.000 K. Também
encontramos em seu interior, de forma bastante
dispersa, partículas sólidas de pó que, no total,
não representam nada mais que reduzido
percentual da massa da nuvem. Entre estas
diminutas partículas e, naturalmente, entre os
átomos de hidrogênio, atuam as forças
gravitacionais, que fazem com que as nuvens se
comprimam lentamente, até que cheguem a
atingir uma densidade próxima a 1.000 e 1
milhão de átomos por cm3. E neste momento
que se inicia a formação de moléculas. Uma vez
que as nuvens se encontram mais densas,
algumas zonas — novamente devido à ação das
forças gravitacionais — começam a entrar em
colapso para dar lugar ao surgimento de estrelas,
cujas regiões centrais esquentam muito devido à
contração gravitacional que continua. A evolução
posterior das estrelas depende, principalmente,
de sua massa inicial. Com freqüência — como no
caso do Sol —, devido ao incremento da
temperatura, dá-se início a uma reação nuclear,
e desta forma é que o processo de colapso
gravitacional cessa. Em outro caso, temos, para
estrelas de grande massa, que o processo de
colapso continua até que a imponente força de
atração provoque um colapso gravitacional,
chegando a explodir, como observamos numa
supernova.
A matéria ejetada durante este fenômeno, isto é,
durante a explosão da supernova, passa a
misturar-se com as zonas vizinhas da nuvem
interestelar, que podem voltar a comprimir-se
devido à gravitação. Segundo diversas hipóteses,
alguns elementos pesados, como os que se
encontram em parte na Terra, procedem destas
supernovas. Estes acúmulos de matéria, isto é,
as estrelas e os planetas, não estão de forma
alguma distribuídas de maneira uniforme no
Cosmos, mas concentradas em galáxias e, à sua
vez, a distribuição destas no Universo também
não é uniforme. Uma galáxia média possui
tamanho que varia entre 10 e 100 mil anos-luz
de diâmetro, sendo que a distância entre a Terra
e a galáxia gigante mais próxima, a nebulosa de
Andrômeda, ultrapassa os 2,5 milhões de anosluz.
As galáxias concentram-se, formando cúmulos,
cujo diâmetro, no caso das maiores, chega a 10
milhões de anos-luz, ou até supercúmulos, que
por sua vez são agrupações de cúmulos, os quais
chegam a variar entre 100 e 300 milhões de
anos-luz. O cúmulo de galáxias a que pertence a
Via Láctea, é relativamente pequeno,
compreendendo unicamente uma dúzia de
galáxias.
Vale explicar que, até pouco tempo, era
impossível conhecer a estrutura dos
supercúmulos estudando as fotografias, já que
nestas fotografias as galáxias parecem situar-se
lado a lado. É claro que isso não significa que
estejam realmente próximas umas das outras. É
bem possível que tais galáxias estejam situadas
a diversas distâncias da Terra e que só por acaso
apareçam quase no mesmo eixo visual quando
observadas do nosso planeta. Só se pode
determinar a posição exata das galáxias no
espaço construindo-se uma imagem
tridimensional. Para isso é necessário
acrescentar uma terceira coordenada (a
distância que nos separa da galáxia) às duas
coordenadas angulares, que indicam a posição
da galáxia na esfera celeste (e que são análogas
à latitude e à longitude geográfica).
A distância das galáxias longínquas é obtida
aplicando-se a lei de Hubble, segundo a qual a
velocidade com que uma galáxia se afasta de
nós é proporcional à distância que dela nos
separa. O coeficiente de proporcionalidade é
chamado de constante de Hubble. A velocidade
de uma galáxia é obtida a partir do efeito
Doppler, ou seja, medindo-se o deslocamento
para o vermelho da luz por ela emitida.
Até hoje já se mediu o deslocamento para o
vermelho de mais de 10 mil galáxias. Com as
distâncias assim obtidas foi possível construir,
com a ajuda de computadores, imagens
tridimensionais da distribuição das galáxias no
espaço. E o resultado deste trabalho foi
surpreendente.
Segundo se supunha, com base nos
conhecimentos prévios dos cientistas, as
galáxias agrupam-se em cúmulos, assim como as
estrelas agrupam-se em galáxias. A existência de
tais cúmulos era mais um argumento em favor
desta hipótese. Mas a realidade, porém, revelouse
totalmente outra. Constatou-se que as
galáxias, em sua grande maioria, entre 80 e 90%
delas, estão concentradas em grupos
filamentosos de grande extensão, com menos de
30 milhões de anos-luz de espessura e mais de
300 milhões de anos-luz de comprimento.
Filamentos adjacentes entrecruzam-se formando
uma estrutura combinatória e tridimensional,
como uma rede celular ou um favo. Esta
estrutura é geralmente chamada de sistema de
supercúmulos. E, junto a estes cúmulos e
supercúmulos de galáxias, existem também
grandes espaços completamente livres, como
grandes vazios espaciais.
Porém, recentemente, o telescópio espacial
Hubble detectou que a galáxia conhecida por
ARP 220 era, na verdade, a colisão de duas
galáxias espirais, que dão a impressão de estar
uma engolindo a outra. Por outro lado, é possível
observar no núcleo a formação acelerada de
grande volume de estrelas, dando como
resultado a aparição de aglomerados dez vezes
maiores que os normalmente avistados.
Até o momento não existe ainda nenhuma
explicação satisfatória do porquê da distribuição
heterogênea da matéria cósmica.
A Nossa Galáxia
A nossa galáxia, a Via Láctea, tem formato espiral,
apresentando cinco braços. Seu diâmetro é
de aproximadamente 100.000 anos-luz, com
10.000 anos-luz de espessura, contendo um total
de 300 a 400 bilhões de estrelas, segundo as
mais recentes observações do telescópio
espacial Hubble. O sistema solar encontra-se
aproximadamente a 30.000 anos-luz do núcleo
da Via Láctea e 20.000 anos-luz de sua borda,
participando da espiral de Orion. Atualmente,
especula-se que o número de galáxias existentes
no Universo ultrapasse a cifra de 100 bilhões.
Tipos de Galáxias
As galáxias são as unidades de construção do
Universo e atualmente são conhecidas mais de
100 bilhões, mas com o aumento da potência do
instrumental vem-se descobrindo novas galáxias
a cada momento.
As galáxias agrupam-se em cúmulos e estes em
supercúmulos. A classificação atual das galáxias
provém daquela que Hubble fez em 1925 a partir
de sua forma física e, portanto, temos: galáxias
elípticas, lenticulares, espirais e irregulares.
O desenvolvimento da radioastronomia permitiu
a descoberta, em 1949, das primeiras
radiogaláxias, e entre 1960 e 1963, dos
primeiros quasares. Nos dias de hoje, temos boas
razões para acreditar que se tratam de
manifestações de um mesmo fenômeno, isto é,
de galáxias de núcleo ativo.
Todas as galáxias, incluindo a nossa, apresentam
alguma atividade no seu núcleo, mas esta é
muito pequena em comparação com outras.
Denominamos de núcleo ativo as galáxias que
apresentam no seu centro uma região
energética, de aparência estelar e bastante
pequena, como para que sua estrutura fique fora
das possibilidades de resolução de qualquer
fotografia.
De forma geral, em função da atuação e
características do seu núcleo, as galáxias podem
ser classificadas como sendo de: núcleo ativo,
pouco ativo, muito ativo, galáxias N (núcleo
luminoso e pouco ativo) e quasares (núcleo mais
luminoso que toda a galáxia).
Formação dos Planetas
Enquanto o nascimento de estrelas ainda é
observável diretamente nos dias de hoje, os
astrofísicos vêem-se limitados em relação às
hipóteses referentes à formação dos sistemas
planetários orbitando uma estrela central. Porém,
existe grande variedade de teorias que buscam
uma explicação sobre a formação dos planetas,
as quais podem subdividir-se em dois grandes
grupos. As teorias evolutivas consideram a formação
de sistemas planetários como um
processo cósmico normal. O segundo grupo
abrange as teorias catastrofistas, que partem do
pressuposto de que a formação do nosso sistema
solar deve considerar-se como uma casualidade
única e muito rara. Segundo esta visão, a colisão
de um poderoso e gigantesco cometa com o
nosso Sol teria sido a responsável por colocá-lo
em rotação, arrancando, no impacto, os
elementos e fragmentos formadores dos
planetas do nosso sistema. Na atualidade, vêemse
favorecidas, em geral, as teorias de caráter
evolutivo.
Esta linha de interpretação compreende grande
quantidade de modelos formulados por
eminentes cientistas, como Pierre Simon de
Laplace, Bertrand Russell, Fred Hoyle, Kristian
Birkeland, Hannes Alfvén e Carl Friedrich von
Weizsäcker.
Dentro das diversas teorias evolucionistas, as
variadas hipóteses formalizaram, afinal, um
modelo padrão, o qual vem se cristalizando
atualmente. De acordo com este modelo padrão,
o processo que teve como conseqüência a
formação dos planetas partiu da existência de
uma nebulosa de gás e pó em rotação ao redor
do Sol recém-formado. Esta nebulosa foi se
deformando devido à interação gravitacional e às
forças centrífugas, dada uma velocidade de
rotação cada vez maior, até transformar-se num
disco plano de gás e pó. A pressão do gás e a
força centrífuga impediram que o disco se
precipitasse contra o Sol, permitindo assim a
formação de um sistema dinâmico estável. As
partículas sólidas e pesadas deslocaram-se em
direção à parte central do disco, em que as
partículas de pó passaram a formar os núcleos
dos planetas graças a sua atração mútua. Os
núcleos de maior tamanho, como os que
formariam Júpiter, Saturno, Urano e Netuno,
capturaram adicionalmente grande quantidade
de gás procedente da nebulosa protoplanetária.
Devido às instabilidades gravitacionais, na área
dos núcleos planetários formaram-se
inicialmente protoplanetas, cujo tamanho
oscilava entre poucos metros até vários
quilômetros. Estes protoplanetas, ou
planetesimais, atraíam outros materiais e com
freqüência colidiam uns contra os outros, vindo a
unir-se e fundir-se entre si. Desta maneira, foram
crescendo até atingir o tamanho de planetas.
Porém, todo este processo não se desenvolveu
de maneira uniforme, dada a presença de
diversos fenômenos, isto é, ao aumento ou ao
acréscimo de massa destes corpos planetários,
devido a estas fusões ou junções, se lhe opunha
uma perda de massa produzida durante a
introdução de matéria, esta provocada pelo
impacto na junção.
Inicialmente, quando as velocidades relativas
entre os planetesimais eram muito pequenas,
predominava o acréscimo de massa. Mas, devido
às perturbações interativas, as órbitas ao redor
do Sol descritas por esses corpos se foram
diferenciando. As excentricidades e as inclinações
das órbitas foram aumentando. Os
impactos tornaram-se cada vez mais violentos,
formando grande número de crateras e marcas
em suas superfícies. O efeito de perda de massa
passou a eliminar gradualmente os planetesimais
de menor tamanho, enquanto os maiores foram
capturando para si todo esse material.
Finalmente, a matéria livre havia se reduzido
tanto, que os planetas formados não podiam
mais incrementar de forma significativa a sua
massa.
Neste modelo de formação planetária,
encontram espaço duas concepções muito
diferentes entre si, já que poderíamos considerar
que o processo de acréscimo de partículas de pó
poderia haver-se verificado de maneira
homogênea ou heterogênea.
O modelo homogêneo parte da suposição de que,
na época de formação dos planetas, a
composição química das partículas de pó
dependia única e exclusivamente da
temperatura e da pressão da nebulosa
protoplanetária homogênea. Naturalmente,
ambas magnitudes não eram iguais em toda a
nebulosa, isto é, temperatura e pressão, mas seu
valor diminuía com o incremento da distância
com relação ao Sol. Assim, a temperatura de
1.400 K nas proximidades do que seria Mercúrio
no futuro haveria descido até aproximadamente
100 K na área do que seria Plutão, enquanto a
pressão haveria mudado de 1.000 para 0,1
pascais. De acordo com este modelo, todos os
planetas haveriam tido em sua origem uma
composição química uniforme, que teria
dependido unicamente de sua distância com
relação ao Sol. Os planetas como Vênus, Terra e
Marte haveriam-se formado a temperaturas de
uns quantos centos de graus centígrados; sua
composição originária teria sido
aproximadamente similar à dos meteoritos,
conhecidos como côndritos carbonáceos.
O segundo modelo parte do ponto em que as
partículas de pó se haveriam concentrado,
imediatamente depois de sua aparição, por uma
condensação a partir da nebulosa
protoplanetária, dando espaço aos planetesimais
e planetas. O modelo heterogêneo considera
que, durante a formação de planetas, a nebulosa
protoplanetária continuou se resfriando, dando
lugar a produtos de condensação diferentes.
Deste modo, não se haveriam gerado planetas
homogêneos, mas planetas esféricamente
diferenciados desde o princípio.
Recentemente, alguns cientistas consideram que
tanto o modelo homogêneo como o heterogêneo
simplificam as coisas de modo inadmissível.
Partem de bases muito mais complexas
baseadas em extensos processos de mistura e
interações na nebulosa protoplanetária.
Atualmente, parece impor-se uma teoria que
pode ser considerada, em grande medida, como
variante do modelo heterogêneo. De acordo com
esta concepção, a nebulosa protoplanetária
estava formada por dois componentes
diferentes, um deles se encontrando
aproximadamente dentro do que seria a futura
órbita do planeta Marte, ocupando o espaço
exterior dessa órbita. Na fase inicial da formação
dos planetas somente as partes relativamente
quentes e quimicamente muito ativas do
componente interior colaboraram para a
formação dos planetas. Mais tarde, os planetas
foram chegando, devido à excentricidade cada
vez mais restrita de suas trajetórias, às áreas
ocupadas pelo componente exterior e, somente
nesse momento, esse componente foi
incrementado, participando da massa dos
planetas. O segundo componente, mais frio,
haveria estado totalmente oxidado, contendo
uma porção muito maior de partes voláteis, entre
as quais se encontraria também água. Para o
planeta Marte, estima-se que a relação de
massas entre o componente interior e exterior
seja de 60:40, enquanto na Terra estima-se que
esta proporção seja de 85:15. Se este modelo
fosse totalmente correto, então teríamos que a
região interior da Terra (núcleo e partes da
crosta) careceria essencialmente de água e estaria
formada por material muito reduzido.
Durante a formação dos planetas, inclusive
durante os primeiros tempos posteriores a sua
formação, estes corpos experimentaram forte
aquecimento, e todo o material sólido se fundiu.
A esta forte elevação de temperatura
contribuíram diversos fatores: a energia
gravitacional, a de compressão, a das marés e,
em primeiro termo, a da desintegração radiativa.
Além do mais, também se pode considerar
fundamentalmente o aquecimento
eletromagnético, mas apenas para corpos bem
menores, como asteroides ou planetesimais.
A energia gravitacional teve duplo efeito de
aquecimento pela formação do núcleo e pela
energia do impacto dos planetesimais capturados.
Para a formação do núcleo, o qual
desempenha papel importante somente no caso
da hipótese homogênea da formação dos
planetas, os elementos pesados e minerais
deslocaram-se durante os processos de fusão em
direção ao centro da Terra, liberando, durante
essa atividade, considerável quantidade de
energia cinética, que se transformou em calor.
Quanto ao impacto de meteoritos, asteroides ou
planetesimais, cabe distinguir entre corpos
pequenos e grandes. A energia de impacto
liberada por pequenas partículas voltava-se a
irradiar com maior ou menor velocidade, sendo
que, no caso de impactos de massas maiores,
eram provocadas profundas crateras, aquecendo
as rochas, e o material que se depositava no
local, pelo assentamento posterior, vinha a
formar uma capa protetora e isolante que
evitava a irradiação de calor.
A comunicação de calor devida à energia de
compressão é comparável ao aquecimento da
mistura de gás inflamável no interior do cilindro
de um motor diesel durante a fase de
compressão.
No período de crescimento dos planetas, foram
aumentando a intensidade de seus campos
gravitacionais, assim como a sua densidade.
Estima-se que a compressão das rochas pode ter
aquecido o núcleo da Terra umas centenas de
graus, enquanto nos planetas maiores este aquecimento
pode ter chegado até uns 1.000 graus.
Assim, pois, esta fonte de calor era, em
comparação com outras, insignificante.
O aquecimento devido às energias da maré não
se refere, obviamente, aos mecanismos de sobe
e desce dos mares, mas ao das rochas, isto é, do
magma, que possui também determinadas
propriedades centrífugas. Esta energia é tanto
maior quanto maior é o grau de fusão em que se
encontram as rochas. A energia das marés não
colaborou apenas para o aquecimento dos
planetas, mas também no aquecimento de seus
pequenos satélites. Na atualidade, parece
desempenhar ainda papel importante no caso de
um satélite de Júpiter, Io, e de uma lua de Urano,
Miranda.
Mas a energia de aquecimento provavelmente
mais importante liberou-se graças a processos
nucleares. Os nêutrons que fazem impacto sobre
núcleos atômicos instáveis (por exemplo, o
isótopo 235 do urânio) podem fissioná-los,
liberando novamente nêutrons. Se a matéria
fissionável tem densidade muito baixa, então a
probabilidade de que esses novos nêutrons
colidam contra núcleos atômicos adequados é
relativamente baixa. Neste caso, produzem-se
desintegrações nucleares isoladas. Com o
incremento da densidade, por exemplo, durante
o processo da formação dos planetas, aumenta a
probabilidade de que os nêutrons façam impacto.
Superado o limite crítico, para o qual cada
nêutron de fissão dá lugar novamente a um
nêutron que faz impacto, origina-se uma
multiplicação exponencial de nêutrons, isto é,
produz-se uma reação nuclear em cadeia.
Nos reatores nucleares se mantém, graças a
mecanismos de dispersão adequados, a relação
de multiplicação dos nêutrons sempre igual à
unidade. Assim, a reação nuclear em cadeia tem
lugar de forma desacelerada. Nas bombas
atômicas em explosão, ao contrário, dispara-se
em frações de segundo. As reações nucleares em
cadeia de ambos os tipos eram freqüentes nos
planetas primitivos, dado que a fração total de
materiais radiativos era muito maior que na
atualidade. Calcula-se que o tempo necessário
para a fusão completa dos planetas terrestres
tenha sido de um bilhão de anos.
A fusão dos planetas fez possível o
fracionamento químico-físico de seus
componentes. As substâncias mais pesadas
deslocaram-se devido à força gravitacional, para
o interior, enquanto as mais leves flutuaram na
superfície. Bastante cedo se separam do núcleo o
manto e a crosta planetária. No núcleo
concentraram-se principalmente o ferro e o
níquel, enquanto na primeira crosta ainda
primitiva encontram-se silicatos leves, flutuando
como uma espécie de pele fina sobre um oceano
de magma líquido. Esta é a fase na qual se
encontrava a Terra há 4 bilhões de anos.
Planetas Fora do Sistema Solar
Durante séculos o homem veio se perguntando
se, dentro deste vasto mar de estrelas que
compõe o Universo, apenas a Terra seria o único
planeta habitado. E claro que sempre se
imaginou que outros mundos pudessem existir,
mas jamais foram detectados ou vistos, já que
não emitem luz própria. Mas a ciência moderna
vem considerando que, dentro dos mais de 200
bilhões de estrelas que compõem a nossa Via
Láctea (extra-oficialmente o telescópio Hubble já
elevou esse número para 300 a 400 bilhões),
pelo menos um terço delas possuem planetas,
das quais, se eliminadas aquelas instáveis,
teríamos uma cifra ao redor de 65 bilhões de
estrelas com a possibilidade de ter planetas, e
isto é apenas uma especulação.
As primeiras pesquisas a respeito de planetas
fora do sistema solar surgiram no observatório
Sproul, na Pensilvânia (EUA), em que foi realizado
um trabalho de investigação na estrela de
Barnard, quando se identificou um
comportamento curioso de oscilação, alertando
para a possibilidade de ter a sua órbita afetada
pela presença de um planeta. Outro caso foi o da
estrela Epsilon Eridani, cujo comportamento
suscitou a mesma possibilidade. E, para alegria
geral dos cientistas, em 1983 o satélite IRAS
detectou a presença de uma grande estrutura de
pó cósmico em volta da estrela Vega (Alfa Lirae),
o que sugeria a possibilidade de existir um sistema
solar ao seu redor. Mais tarde, o IRAS
detectou um outro caso similar, desta vez na
estrela Alfa Piseis Austrini e, logo depois, na
estrela Beta Pictoris, a somente 78 anos-luz de
distância do nosso sistema solar. Mas até aqui
apenas existiam especulações, que se faziam
cada vez maiores, porém sem nenhuma
confirmação positiva.
Em 6 de outubro de 1995, a grande dúvida com
relação a outros mundos fora do nosso sistema
acabou por ser dirimida, e tal feito coube aos
astrônomos suíços Michel Mayor e Didier Queloz,
do observatório de Genebra, na Suíça. Ambos se
devotaram a estudar por mais de um ano a
estrela de número 51 da constelação boreal de
Pégaso, Pegasi ou Cavalo Alado, que se encontra
a 47,9 anos-luz de distância, identificando um
efeito de movimento caracterizado pelas
mudanças na emissão de luz (efeito Doppler). As
constantes pesquisas apontaram que a movimentação
desta estrela, caracterizada pelas
intensas mudanças na sua coloração de
vermelho para azul, devia-se necessariamente à
influência de um outro corpo. Finalmente, após
considerar interferências possíveis de uma outra
estrela, os cálculos apontaram para a presença
de um planeta, cujo aspecto seria semelhante ao
planeta Júpiter em tamanho (80%
aproximadamente), embora sua massa fosse
provavelmente apenas a metade. Segundo
considerações dos cientistas pela localização do
planeta em relação a sua estrela, este se
apresenta constituído por forte estrutura
rochosa.
Esta descoberta motivou os astrônomos norteamericanos
Geoffrey Marcy, professor de física e
astronomia, e Paul Butler, ambos do observatório
Lick da Universidade Estadual de San Francisco,
a direcionar suas pesquisas para a estrela 51 da
constelação de Pégaso, seguindo a trilha dos
cientistas suíços. Ambos já pesquisavam a
existência de possíveis planetas desde 1987, e,
até aquele momento, nada haviam conseguido.
Seguindo a trilha, os norte-americanos
conseguiram não somente confirmar a
descoberta dos seus colegas, mas em janeiro de
1996 descobriram o segundo planeta fora do
sistema solar, que se encontra próximo da
estrela 47 da Ursa Maior, a 43,3 anos-luz, com
sua massa 3,5 vezes maior que a de Júpiter e
provavelmente de consistência gasosa.
Mas o trabalho destes dois norte-americanos não
parou por aí. Em março, descobriram o terceiro
planeta fora do sistema solar, e desta vez foi na
estrela 70 da constelação de Virgem, a 71,7
anos-luz. Segundo se calculou, este novo planeta
possui características interessantes, por apresentar
uma superfície quente (ao redor de 85°C),
o que de imediato cria a possibilidade de existir
água em estado líquido e de propiciar as reações
típicas e necessárias para o desenvolvimento
primário de moléculas orgânicas. Seja como for,
esta descoberta abre enormes possibilidades
para se imaginar um processo de vida incipiente.
Recentemente, a dupla norte-americana de
cientistas deu a conhecer mais uma fantástica
descoberta, a do quarto planeta fora do sistema
solar, desta vez próximo da estrela 55 de Câncer,
a 43,7 anos-luz da Terra. Mais uma vez, segundo
foi identificado pelos descobridores, as
características deste novo mundo apontam
enorme semelhança com a massa de Júpiter,
sendo que este se encontra posicionado a uns 15
milhões de quilômetros de sua estrela. Neste
momento, a ciência já se prepara para anunciar a
possível confirmação de mais quatro descobertas,
estas realizadas nas estrelas HR3522,
HR5185, HR458 e HD114762, que serão dadas a
conhecer em breve, e o resultado das
prospecções realizadas nas estrelas Tau Bootis, a
48,9 anos-luz, e Epsilon Andromedae, a 53,8
anos-luz.
Todas estas descobertas estão sendo realizadas
com planetas de tamanhos similares ao de
Júpiter, que é o maior de todos os existentes em
nosso sistema solar. Daqui para frente, os Drs.
Marcy e Butler pretendem utilizar os melhores
recursos tecnológicos existentes de observação
para localizar planetas de menor tamanho, já que
estes são mais difíceis. Provavelmente, em
breve, a possibilidade de se encontrar outra
Terra não esteja tão distante assim.
Métodos de Medida Astronômica
Na astronomia empregam-se três unidades de
distância: a unidade astronômica (AU), o ano-luz
e o parsec (pc).
A unidade astronômica (AU) define-se como o
raio da órbita circular que descreveria um
planeta isolado e sem massa que tivesse o
mesmo período de revolução que a Terra.
Noutras palavras, é praticamente a distância
média entre a Terra e o Sol. Assim, 1 AU =
149.597.870 km.
O ano-luz é a unidade de comprimento igual à
distância percorrida pela luz (ou qualquer outra
radiação eletromagnética) em um ano no vácuo.
Assim, 1 ano-luz = 9,4605 x 1012 km = 63.240
AU. Um ano-luz equivale, pois, a 9 trilhões e 460
bilhões de quilômetros. Também se utilizam os
segundos-luz, dias-luz, meses-luz, etc.
O parsec (pc) é a distância em que se
encontraria um astro que tivesse um paralaxe
heliocêntrico de um segundo de arco. Assim, 1 pc
= 3,0857 x 1013 km = 3,2616 anos-luz =
206.265 AU.
O Nosso Sistema Solar
O nosso sistema solar possui uma antigüidade de
12 bilhões de anos, desde a sua formação, contra
os mais de 20 bilhões de anos de antigüidade do
Universo. Compreende um pequeno Sol amarelo
de magnitude G2 (existem as classificações O, B,
A, F, G, K e M, sendo que, em cada classe,
existem 10 níveis, que vão de 0 a 10), nove
planetas, 64 satélites e uma enorme quantidade
de corpos menores, que incluem asteróides,
cometas, partículas dos anéis planetários e pó.
A forma física do nosso sistema solar assemelhase
a um disco plano, com o Sol no seu centro e
os planetas orbitando ao seu redor em órbitas
concêntricas e elípticas, mantendo entre si uma
distância em progressão geométrica. O
movimento de translação dos planetas ao redor
do Sol faz-se em sentido contrário às agulhas de
um relógio visto desde o norte. A maior parte dos
satélites existentes também se movimenta no
mesmo sentido ao redor de seus respectivos
planetas. A rotação dos planetas em relação ao
seu eixo também segue o mesmo
comportamento, excetuando Vênus e Urano, cuja
rotação é em sentido inverso. O diâmetro do
nosso sistema é de mais de 12 bilhões de
quilômetros. A estrela mais próxima é Alfa
Centauri, que se encontra a 4,2 anos-luz, o que
demonstra as incríveis distâncias existentes no
Universo.
O sistema solar é um conjunto variado de corpos.
Por outra parte, não conhecemos nenhum outro
para compará-lo. Isto faz com que seja muito
difícil encontrar uma teoria definitiva para
explicar a sua formação e as razões pelas quais
chegou à situação atual. Porém, o fato de que as
órbitas dos planetas estejam situadas
praticamente no mesmo plano nos obriga a
supor que foram formados a partir de um disco
de partículas concêntrico em relação ao Sol.
A grandes rasgos, os planetas do nosso sistema
são divididos em dois grupos: os terrestres ou
telúricos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), por
serem menores e de elevada densidade, e os
jovianos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). No
caso de Plutão, este resulta muito especial, pois
as suas características físicas o diferenciam dos
demais.
Os planetas jovianos possuem grande número de
satélites, alguns deles inclusive maiores que
Mercúrio, vindo a reproduzir em menor escala
comportamentos similares a um planeta, como
comprovado pela sonda espacial Galileu ao
investigar as luas de Júpiter, Ganimedes, Calisto,
Europa e lo.
Dentro de todos os planetas do nosso sistema
solar, apenas a Terra é o único com vida ativa,
pelo menos de acordo com o constatado até o
momento.
Mercúrio, o primeiro planeta do sistema bastante
próximo do Sol (57.910.000 km), é também um
dos mais quentes, possuindo uma atmosfera
insignificante (hélio e sódio) e nenhum satélite.
De aparência similar à nossa Lua, pois apresenta
uma superfície repleta de grandes crateras,
possui uma rotação lenta (58,66 dias) e uma
grande massa metálica, que produz um fraco
campo magnético (1/100 do terrestre). Sua
elevada densidade surpreende para um corpo
tão pequeno (5,43 g/ cm3), tal qual as diferenças
de temperatura existentes entre suas regiões
diurna e noturna, conseqüência de sua
proximidade do Sol e de sua lenta rotação. Por
outro lado, em 1994, o radiotelescopio de
Arecibo, em Porto Rico, detectou a presença de
gelo nos pólos de Mercúrio, sendo este um
descobrimento surpreendente pelas
elevadíssimas temperaturas existentes (430°C
de dia e -180°C à noite).
Vênus, localizado em segundo lugar depois de
Mercúrio (108.200.000 km), é, por sua vez,
depois do Sol e da Lua, o corpo mais brilhante no
céu. Sua atmosfera, composta por dióxido de
carbono (97%), nitrogênio (3%), oxigênio, vapor
de água e outros componentes, segura o calor da
superfície, provocando um contínuo "efeito
estufa", estabelecendo a manutenção de
elevadas temperaturas na atmosfera (480°C em
média). Por outro lado, também não possui
satélites. As imagens obtidas em 1984 pelas
sondas espaciais Venera 15 e Venera 16
indicaram que existe uma grande atividade
vulcânica e enormes cadeias montanhosas, mais
que em qualquer outro planeta do sistema, com
exceção da Terra. Em 1993, depois de exaustivas
investigações após as pesquisas realizadas pela
sonda espacial Magalhães, os cientistas da
Universidade de Brown, nos Estados Unidos,
afirmaram que os vulcões de Vênus estão
agrupados de forma análoga aos terrestres, o
que significaria que a crosta da superfície deste
planeta flutuaria sobre um magma derretido, à
semelhança do que ocorre na Terra. Por outro
lado, a falta de um campo magnético em Vênus
estaria justificada por sua lenta rotação (243,7
dias), já que o seu dia é maior que o seu ano
(224,7 dias), além de ser contrária em relação
aos demais planetas do sistema solar.
A Terra, terceiro planeta em relação ao Sol
(149.587.900 km), é o mais denso de todos os
conhecidos, e a maioria de suas características
não está manifestada em nenhum dos outros
planetas do sistema, por enquanto, é o único
planeta em que existe vida, pelo menos como a
conhecemos. A temperatura de sua superfície é
de 15°C em média, apresentando uma
composição atmosférica de nitrogênio (76%),
oxigênio (21%) e alguns outros gases em menor
participação. O núcleo do planeta é metálico,
líquido em 95% e quente, estando constituído
principalmente por ferro, níquel e enxofre, sendo
que habitamos uma crosta fria, flutuando num
oceano de rocha fundida de poucos quilômetros
de espessura. A Terra possui apenas um satélite,
a Lua, que, segundo as pesquisas mais atuais,
jamais estiveram juntas, isto é, a Lua foi um corpo
capturado e nunca esteve ligado à Terra. A
relação Terra-Lua é considerada como um
sistema planetário duplo, pois ambos se movimentam
ao redor de um centro de gravidade
comum.
Marte é o quarto planeta na seqüência
(227.900.000 km) e, diferente de Vênus, sua
frágil atmosfera não segura o calor da superfície
(26°C de dia e -111°C à noite). Sua atmosfera é
composta principalmente de dióxido de carbono
(95,3%), nitrogênio (2,7%) e outros gases,
incluindo oxigênio (0,13%). Depois de grande
número de missões espaciais a Marte (Mariner,
Viking, Mars, Fobos, etc.), conhece-se que este
planeta enfrentou um passado vulcânico ativo,
ostentando o maior vulcão do sistema solar, o
monte Olympus, com 26 km de altura. Além do
mais, as diversas observações permitiram
verificar que no passado existiu água em
grandes quantidades, e que a sua superfície
sofreu grandes alterações. Por enquanto, os
famosos canais marcianos continuam um
enigma, assim como as características do seu
pólo, sendo que o seu frágil campo magnético
indica a presença de um núcleo metálico. Marte
possui duas luas de aspecto asteroidal (Fobos e
Deimos).
Entre as órbitas de Marte e Júpiter existe uma
nuvem de mais de 100.000 asteróides,
chamados também de planetas menores. Alguns
cientistas aceitam a possibilidade de serem
restos da explosão de um antigo planeta que
existiu nessa órbita, embora outros considerem
ser sobras de elementos que não conseguiram se
integrar durante a formação do sistema solar. O
primeiro asteróide a ser detectado foi Ceres, em
1801, pelo abade Giuseppe Piazzi. Hoje existem
2.736 asteróides catalogados, sendo que, em 29
de outubro de 1991, a sonda Galileu registrou a
menos de 1.600 km o asteróide Gaspra (20 km x
11 km), obtendo as primeiras imagens deste
objeto.
Júpiter, embora o quinto planeta em relação ao
Sol (778.360.000 km), é o maior de todos, porém
é fundamentalmente gasoso. Segundo pode ser
observado, este planeta é, na verdade, uma
proto-estrela, isto é, se sua massa fosse doze
vezes maior que a atual, Júpiter poderia se
transformar num segundo Sol, mas mesmo não
tendo chegado a esse nível, atualmente, o
gigantesco corpo emite o dobro da energia que
obtém do Sol à seu satélites. Noutras palavras,
Júpiter constitui um minissistema solar. Sua
grande velocidade de rotação (24,62 horas) e
baixa densidade (3,93 g/cm3) provocam um
achatamento dos pólos, além de especular-se
sobre uma possível influência nas tempestades
que ocorrem na sua atmosfera, que está
conformada principalmente por hidrogênio
(90%), hélio, metano, amoníaco e grande
número de outros gases. Este planeta é
gigantesco. Apenas a famosa mancha vermelha,
que já dura mais de 300 anos, é três vezes maior
que a Terra, sendo que esta gira em sentido
contrário às agulhas do relógio.
Júpiter possui um enorme campo magnético e
está rodeado por um fino sistema de anéis. As
primeiras informações, colhidas pela sonda
espacial Voyager, foram corrigidas e melhoradas
pela sonda espacial Galileu, a qual descobriu, em
agosto de 1996, que Ganimedes, a maior lua
joviana, comporta-se surpreendentemente como
um planeta, pois parece gerar seu próprio campo
magnético, além de possuir atmosfera e gelo.
Além do mais, surgiram evidências de uma
grande atividade de forças dinâmicas similares
às terrestres na superfície, indicando a existência
de um núcleo quente, segundo reportou James
Head, da Brown University. De igual forma, as
fotografias de Io, o quarto satélite em tamanho,
apresentaram evidências de uma grande
erupção vulcânica, que se estendeu até a 100
km no espaço.
Recentes descobertas realizadas pela sonda
apontam que a lua Europa está envolvida em
água congelada ou líquida. Segundo se acredita,
pode estar a nada menos que 100 quilômetros
de profundidade, o que resulta algo
impressionante, já que, na Terra, os mares
alcançam 12 quilômetros apenas. Embora a
superfície do satélite aparente ser uma crosta
gelada, os cientistas estão animados, pois
suspeitam que a lua dispõe de um núcleo
quente. Segundo algumas audaciosas especulações,
acredita-se que exista um vasto oceano
debaixo do gelo, albergando os elementos
necessários para a formação de vida. A possível
presença de água em estado líquido e quente já
é condição mais que necessária para pressupor
que a vida possa existir e ter evoluído. As atuais
descobertas sobre a vida têm permitido
compreender que não é necessária a presença
de oxigênio nem de luz para surgir, pois a
reunião dos elementos necessários para a
construção de moléculas orgânicas já ocorre em
grandes profundidades, inclusive nas bocas dos
vulcões submarinos, em que as temperaturas
são incrivelmente elevadas e não carecem de
qualquer fonte de luz.
No total, considera-se que Júpiter possui 16 luas
e mais alguns pequenos fragmentos em sua
órbita. Apenas Ganimedes, Calisto, Europa e Io
são os maiores em tamanho.
Na seqüência, temos o planeta Saturno, o
segundo em tamanho e o sexto em relação ao
Sol (1.427.000.000 km), cujas características
também o colocam no rol dos planetas gasosos.
Embora siga Júpiter em tamanho e achatamento
polar, é o menos denso de todos os planetas do
sistema, único inclusive a apresentar densidade
geral inferior à água. Porém, sua densidade
atmosférica aumenta gradualmente apenas
conforme se realiza uma aproximação à seu
pequeno núcleo interior, composto de rochas e
gelo. O campo magnético é mil vezes o terrestre
e encontra-se alinhado com o eixo de rotação.
Seu sistema de anéis tem resultado num grande
desafio para os cientistas, pois alguns deles realizam
órbitas em sentido contrário entre si,
provocando grandes dificuldades para a
compreensão destes fenômenos. Além do mais,
de seus 23 satélites conhecidos, destaca-se
Titan, o maior de todos, cuja atmosfera é rica em
nitrogênio, à semelhança da Terra, permitindo
especular sobre a possibilidade de existir algum
tipo de vida. Em 1989, algumas evidências
coletadas pela sonda Voyager permitiram
considerar a possibilidade de existir terra e
mares em Titan, similares à Terra, porém com a
diferença de que seus oceanos seriam de etano
líquido.
A seguir, surge Urano, o sétimo planeta do
sistema solar (2.869.140.000 km). É o terceiro
planeta em tamanho, perdendo pouco para
Netuno. Um dos aspectos característicos e
interessantes deste planeta é a curiosa
inclinação do seu eixo (97°86'), o que o deixa
quase deitado e os pólos no horizonte, além de
apresentar uma rotação invertida, como a de
Vénus, isto é, contrária em relação aos demais
planetas. As informações coletadas pela sonda
Voyager 2 mostraram que seu campo magnético
é mais intenso que o terrestre, e que sua
superfície apresenta uma coloração esverdeada
pela presença do metano na atmosfera. Seu
sistema de anéis foi descoberto em 1977. Estes
giram numa órbita localizada no plano equatorial
e, embora estejam compostos pelos seus 15
satélites e outras partículas, resultam de difícil
observação.
Netuno é considerado o planeta gêmeo de Urano.
Embora um pouco menor em tamanho, possui
mais massa. Localizado no oitavo lugar no
sistema (4.496.670.000 km), é o quarto planeta
em tamanho. Igual ao seu vizinho, Netuno possui
forte presença de metano na atmosfera, refletindo
uma cor azulada e esverdeada. As
informações enviadas pela sonda Voyager 2
indicaram que os ventos mais fortes do sistema
solar (2.400 km/h) ocorrem aqui, ao redor de
uma mancha visível desde o espaço. Igualmente
a Urano, encontra-se inclinado uns 47° em
relação ao seu eixo de rotação. Acredita-se que
Netuno possui um núcleo rochoso contendo
vários metais pesados. Mas o interessante é que,
além de possuir oito luas conhecidas, existe
grande atividade vulcânica em Tritão, a maior lua
do sistema solar. Esta lua, além de possuir
atmosfera com presença de nitrogênio,
apresenta uma órbita retrógrada, isto é, em
sentido inverso, o que caracteriza que foi
capturada pelo planeta.
E, por último, segue Plutão, o último planeta
conhecido do sistema solar (5.900.000.000 km).
Além de ser o mais distante do sistema, é
também o mais frio de todos (-238°C) e foi o
último a ser descoberto (1930). Por ser
extremamente distante e possuir tamanho tão
pequeno (2.285 km de diâmetro equatorial), já
que é dois terços da nossa Lua, resulta ser
terrivelmente difícil a sua observação e,
portanto, o único ainda não explorado por uma
sonda espacial. Mesmo com todas estas
dificuldades, o telescópio espacial Hubble
detectou o que parece ser uma calota polar
cortada por uma faixa escura, além de uma
região que apresenta as características de
possuir uma espécie de rio. Mas, de qualquer
forma, Plutão parece estar coberto por enormes
camadas de gelo de metano e nitrogênio. Na sua
fina atmosfera predominam o nitrogênio gasoso
e o metano. Existem evidências que indicam a
existência de complexos ciclos atmosféricos e
regiões polares, que variam de acordo com
prolongadas estações. Por outro lado, este
planeta apresenta comportamento orbital
curioso, pois existem períodos em que se coloca
no meio de Urano e Netuno, passando a alternar,
com este último, o lugar de planeta mais externo
do sistema solar. Curiosamente, possui um único
satélite, chamado Caronte, descoberto apenas
em 1978. Ambos os corpos orbitam ao redor de
um eixo comum, demonstrando se tratar de um
minissistema binário.
Um Mistério sem Resolver: A Vida
Um dos grandes enigmas da atualidade é a questão
da origem da vida. O surgimento da vida na
Terra vem reunindo a cada dia novos interessados
e o aparecimento de curiosas e interessantes
teorias, já que a base destas descobertas
permitiriam compreender os processos que
poderiam, analogamente, dar origem a outras
formas de vida no espaço afora.
Nas primeiras décadas do século XX o investigador
russo Alexander Oparim foi o primeiro a elaborar a
primeira teoria do surgimento químico da vida.
Desde essa época até hoje, as investigações têm
revelado alguns segredos sobre o surgimento da
vida a partir de elementos inanimados, mas, a
cada descoberta, diversas outras questões surgem
para ser respondidas.
Segundo nos é possível conhecer, o planeta Terra
foi formado há mais de quatro bilhões de anos. As
condições atmosféricas nesse tempo eram
completamente diferentes das atuais. Provavelmente,
nem existia oxigênio como hoje, apenas
gases vulcânicos tóxicos. Com o tempo, essa mistura
de calor e diversos gases provocou condensações,
precipitando chuvas que caíram ininterruptamente
por muito tempo, dando origem aos
atuais oceanos. Somente há 500 milhões de anos
é que a vida parece surgir neste inóspito panorama,
pois, ainda hoje, existem criaturas microscópicas
do tipo bacteriano, que conseguem existir
em ambientes privados de oxigênio. Curiosamente,
segundo pesquisas realizadas por notáveis
cientistas, o período de formação da Terra e, é
claro, das condições de resfriamento coincidem
com uma grande atividade meteorítica, isto é,
houve grande período de tempo em que a Terra foi
bombardeada por grande número de meteoros e
cometas. Além do mais, os cometas aportaram
importante massa de água na sua colisão, por
serem compostos fundamentalmente de gelo.
Embora todas estas catástrofes alterassem
radicalmente as características do planeta ainda
em formação, permitiram também a introdução de
grande número de compostos químicos trazidos no
interior destes objetos, compostos estes
precursores da vida. Como uma incrível e cósmica
fecundação, estes objetos espaciais propiciaram
gradualmente a introdução de elementos
orgânicos, dando espaço à formação de
aminoácidos, componentes fundamentais das
proteínas que formam os seres vivos.
Desta forma, mesmo que a vida no planeta Terra
possa ser considerada um fenômeno apenas
terrestre, suas reais origens estariam no espaço
profundo, sendo a vida, afinal, um acidente
cósmico.
A presença dos componentes essenciais para a
formação da vida no pó interestelar é algo que não
oferece mais dúvidas. E esta afirmação encontra
sustentação nas descobertas realizadas pela
sonda espacial Giotto, ao encontrar no núcleo do
cometa Halley alguns compostos pré-biológicos.
Porém, não somente é necessária a existência
destes compostos para gerar vida, mas também é
fundamental a reunião de certas condições
ambientais, razão pela qual não foi possível existir
vida nos demais planetas do nosso sistema,
embora fossem tão bombardeados por meteoritos
e cometas quanto a Terra.
Segundo o paleontólogo norte-americano William
Schopt, foram encontrados os fósseis dos seres
vivos mais antigos que se conhece. Sua
antigüidade remonta a 3 bilhões e meio de anos,
apenas 1 bilhão de anos após a formação da Terra.
Estes seres foram achados próximos à costa da
Austrália e correspondem a onze espécies de
microorganismos filamentosos, de aspecto e
tamanho similares a alguns tipos das atuais
bactérias. Segundo Schopt, trata-se de fósseis de
criaturas complexas, capazes de realizar a
fotossíntese e produzir oxigênio igual às plantas e
microorganismos atuais.
Tudo isso indica que a evolução biológica teve
lugar muito antes do que se imagina, pois,
segundo é possível perceber, estas primitivas
bactérias se reproduzem pelo DNA, o composto
que tem codificada toda a informação biológica, o
mesmo que ocorre com os organismos vivos. Tudo
isso pressupõe que a vida se originou de forma
simples, vindo a existir um processo contínuo e
ininterrupto de sua transmissão, evoluindo de
primitiva bactéria até organismos tão complexos
quanto o próprio homem.
Porém, entre o bombardeio cósmico, com a
chegada dos precursores biológicos, e o
surgimento das primeiras formas primitivas de
vida, teve lugar uma série de reações e processos
evolutivos químicos que ainda não é possível
compreender em detalhe. No entanto o que não
resta mais dúvida é que, num primeiro momento,
surgiu no planeta um tipo de "quase-vida",
chamado de RNA (ácido ribonucleico).
Em 1981, o Dr. Thomas Cech descobriu algumas
moléculas de RNA, composto muito similar ao DNA
e que nos seres vivos desempenha papel essencial
na expressão da informação herdada e que tem a
propriedade de catalisar sua própria duplicação.
Estas substâncias, denominadas de ribozimas,
reuniam numa só molécula duas das propriedades
da vida: ter codificada uma informação e poder
fazer cópias de si mesmas. A partir desse
momento iniciou-se uma reflexão sobre a possibilidade
de que antes que surgisse "nossa" forma
de vida tivesse surgido aquela outra.
Os seres vivos possuem sua informação herdada
codificada no DNA, e para que esta se reproduza
faz-se necessário determinado tipo de proteína,
chamado de enzima, que pode multiplicar a
velocidade do processo em milhões de vezes. Mas
tanto o DNA como as proteínas são moléculas
complexas, pelo que resulta compreender que
tivessem aparecido simultaneamente.
Contrariamente a isso, as ribozimas não
necessitam de outro composto: possuem a
informação e capacidade suficientes para catalisar
sua duplicação.
Recentemente, o investigador Jack Szostak
apresentou uma nova ribozima, que, à diferença
das encontradas anteriormente, possui uma
capacidade de catalisação comparável à das
modernas enzimas. Isto lhe permite acelerar uma
reação sete milhões de vezes, isto é, consegue
que um processo, que em condições normais
levaria trinta anos para se produzir, realize-se em
menos de dez minutos.
A ribozima é, pois, uma forma de vida, já que é
uma molécula que pode fazer cópias de si mesma,
o que nada mais é que uma das capacidades da
vida. Porém, ainda se desconhece como foram
sintetizados os primeiros componentes do RNA e
como se obteve a energia com que a molécula se
unira e formara-se.
Vida em Marte
No dia 6 de agosto deste ano, a ciência mundial
recebeu, estrondosamente, a maior descoberta do
século: os claros indícios de que, no planeta Marte,
existira vida num remoto passado. Todos os meios
de comunicação transmitiram quase que simultaneamente
as detalhadas informações oferecidas
por um prestigioso grupo de cientistas norte-americanos
da renomada Direção Nacional de Astronáutica
e do Espaço (Nasa) e da Universidade de
Stanford, os quais, numa reunião de imprensa, informaram
oficialmente o achado.
Segundo o diretor da Nasa, Sr. Daniel Goldin, que
informara previamente o Congresso norte-americano
e o Presidente Bill Clinton do achado, a descoberta
de algumas moléculas complexas, cristais
similares aos que são produzidos por bactérias terrestres
e a presença de minúsculos cilindros
semelhantes a fósseis de bactérias resulta num
importante passo na descoberta de vida fora da
Terra. E, além do mais, consiste numa descoberta
sem precedentes, pois também são a forma de
vida mais antiga que se conhece no mundo, já que
as encontradas na Terra datam de 3,5 bilhões de
anos, enquanto as marcianas são de 3,6 bilhões de
anos. Esta modesta diferença de 100 milhões de
anos é um sério indicativo de que a vida no nosso
sistema solar não começou primeiramente na
Terra, podendo ter-se originado em outros
planetas, sendo que, ao chegar aqui, encontrou
um ambiente propício para se desenvolver e
evoluir.
Passados exatos 20 anos desde que as sondas
espaciais Viking I e II visitaram Marte trazendo
grandes e interessantes revelações, o planeta
vermelho guardava surpresas bem à vista dos
cientistas. Toda esta agitação começou quando
uma equipe de investigadores da Fundação
Nacional de Ciências descobriu, em 1984, entre as
montanhas Allan, na Antártida, um meteorito do
tamanho de uma batata grande e pesando menos
de dois quilos, depositado no local há 13.000 anos.
Este meteoro foi chamado de Allan Hills 84001
(ALH84001), sendo o décimo segundo existente
em poder dos cientistas norte-americanos e o mais
antigo do grupo.
Apenas em 1993 soube-se definitivamente que o
meteoro analisado pertencia ao planeta Marte, de
uma época bastante antiga, quando a sua crosta
ainda estava em formação. E isto somente foi
possível quando a composição mineral do meteoro
foi comparada com a análise que a sonda Viking
fez da estrutura do solo marciano. Por outro lado,
outras experiências permitiram a confirmação,
como, por exemplo, a reação da rocha ao
aquecimento, já que ao esquentar emite uma
mistura de gases típica da atmosfera marciana. E
pelo que foi apurado, consta que o planeta vermelho
foi, no seu distante passado, muito diferente
do que atualmente podemos apreciar. De acordo
com as investigações, a temperatura média de
Marte era muito similar à terrestre, e sua
atmosfera, nesse período, era tão densa quanto a
da Terra. O meteoro apresenta também vestígios
claros de presença de água em estado líquido no
passado.
Segundo frisou a equipe de cientistas e o próprio
Daniel Goldin, diretor da Nasa, não se trata do
achado de homens verdes, mas da nítida
evidência de vida fora da Terra. Os cientistas não
estão dispostos a confirmar nada, definitivamente,
por enquanto, comenta Everett Gibson, membro
da equipe que estudou o material, porém, o
conjunto de evidências existentes demonstra
tratar-se de moléculas orgânicas petrificadas, isto
é, de fósseis extraterrestres. O geólogo e líder das
pesquisas, David McKay, do Centro Espacial
Johnson, em Houston, Texas, vai mais longe,
desafiando em seus comentários, a quem quiser,
que provem que estas evidências são falsas.
A descoberta destes fósseis foi possível apenas
recentemente, graças aos avanços realizados no
desenvolvimento de microscópios eletrônicos de
grande potência de amplificação e resolução. A
pesquisa empregou o auxílio de raios laser e
equipamentos eletrônicos de última geração. De
acordo com as possibilidades da tecnologia
empregada nesta pesquisa, os instrumentos
utilizados permitiriam, no momento, enxergar até
a estrutura atômica de algumas substâncias
químicas.
Ao que tudo indica, 3,6 bilhões de anos atrás
glóbulos de minérios denominados carbonatos
passaram a formar-se dentro das pequenas
fissuras da rocha, vindo a espalhar-se como
depósitos de água dura em tubulações cilíndricas.
Ao longo do tempo, o planeta vermelho foi perdendo
a sua atmosfera, e a água líquida foi
desaparecendo ou infiltrando-se da superfície para
camadas profundas. E bem provável que mais
adiante, uns 15 ou 16 milhões de anos, um grande
asteroide ou cometa colidisse contra o planeta,
lançando ao espaço grandes quantidades de rocha
que, com o tempo, chegaram a cair na Terra,
depois de permanecerem girando ao redor do Sol.
Diante deste achado, o Dr. Richard Zare, químico
da Universidade de Standford e membro da equipe
de investigação, utilizou raios laser, feixes de
elétrons e um espectrómetro de massa (que
detecta substâncias químicas pelo tom de luz
emitido), sendo este um detector muito sensível,
com o objetivo de identificar moléculas chamadas
de hidrocarbonos, composto essencial para a
formação da vida. Embora este tipo de composto
seja produto de combustão, também pode ser
formado pela decomposição e fossilização de
organismos vivos. De acordo com o cientista, os
resíduos achados no ALH84001 são, em grande
número, extremamente similares aos deixados por
matéria orgânica, sendo esta uma das razões que
fizeram com que os cientistas pesquisassem o meteoro.
As amostras coletadas apresentaram um
número maior de moléculas no interior das
fissuras muito superior às que habitualmente são
achadas nas rochas geladas da Antártida, o que
sugere procedência exterior.
O maior dos fósseis extraterrestres não é maior
que um centésimo da espessura de um fio de
cabelo humano. Em aparência e tamanho, são
muito similares aos fósseis de bactérias
encontrados na Terra. O fato de que os fósseis se
encontram concentrados no interior das fissuras
permite descartar a possibilidade de que o
meteorito tenha sido contaminado por bactérias
terrestres depois de ter caído na Antártida.
De qualquer forma, a rocha marciana contém
compostos orgânicos e alguns cristais de ferro
oxidado, comumente associados à atividade
biológica das bactérias. As conclusões apontam
para uma época em que o planeta Marte detinha
uma atmosfera quente e vastos oceanos líquidos,
em que, num ambiente sem oxigênio ou luz solar,
apenas rico em compostos sulfúricos aquecidos
por vulcões submarinos, fontes hidrotermais
permitiram o surgimento de vida bacteriana como
a descoberta nas profundas fossas submarinas da
Terra.
Missões Espaciais a Marte
Durante quase 34 anos o planeta Marte tem sido
alvo de grandes atividades exploratórias espaciais,
representando a cada momento um fantástico e
maravilhoso enigma a ser desvendado. Além do
mais, desde tempos distantes, bem na antigüidade,
o planeta vermelho sempre cativou e
inspirou a imaginação do homem terrestre,
fazendo-o sonhar com um mundo habitado por
seres estranhos.
A curiosidade sobre nosso vizinho vermelho
alimentou o desenvolvimento de várias missões
espaciais, como:
Mars 1, sonda soviética. Lançada em 1962. Foi a
primeira sonda marciana que abandonou a Terra,
mas falhou durante o vôo, perdendo contato com a
base antes de chegar ao seu destino.
Mariner 3, sonda norte-americana. Lançada em
1964. Perdida na abertura dos seus painéis
solares.
Mariner 4, sonda norte-americana. Lançada em
1964. O primeiro lançamento com sucesso,
chegando próximo de Marte, passando a 9.920km
e realizando 22 fotografias mostrando a superfície
do planeta.
Mariner 6, sonda norte-americana. Lançada em
1969. Também foi um sucesso, chegando a passar
a 3.400km de Marte. Proporcionou imagens em
vídeo, além de informar as características
ambientais.
Mariner 7, sonda norte-americana. Lançada em
1969. Fotografou a região sul do planeta, enviando
200 fotografias.
Mars 2, sonda soviética. Lançada em 1971. Seu
objetivo era orbitar e aterrissar na superfície
marciana. Foi destruída ao colidir com a superfície,
tornando-se a primeira presença humana em
Marte.
Mars 3, sonda soviética. Lançada em 1971. Seu
objetivo foi similar ao de seu antecessor,
conseguindo pousar na superfície marciana com
sucesso. Porém, apenas transmitiu seus sinais
durante 20 segundos, para depois perder total
contato com a Terra.
Mariner 9, sonda norte-americana. Lançada em
1971. Com o objetivo de orbitar Marte, conseguiu
elaborar um trabalho cartográfico que reuniu 85%
da superfície. Foi a primeira a transmitir as
primeiras imagens de Fobos e Deimos.
Mars 4, sonda soviética. Lançada em 1973. Seu
objetivo era orbitar Marte, mas sofreu uma pane
no trajeto, proporcionando apenas um limitado
número de fotos.
Mars 6, sonda soviética. Lançada em 1973. Seu
objetivo foi orbitar e pousar na superfície
marciana. Após ingressar na atmosfera de marte,
148 segundos depois de aberto seu pára-quedas, a
nave perdeu transmissão.
Mars 7, sonda soviética. Lançada em 1973. Seu
objetivo foi igual ao da sonda anterior. Porém,
também fracassou por uma falha nos foguetes de
freio.
Viking I, sonda norte-americana. Lançada em
1975. Seu objetivo foi orbitar e pousar em marte.
Foi o primeiro pouso em outro planeta com
sucesso. Enviou mais de 26.000 imagens, além de
descobrir a presença de água congelada nas capas
polares.
Viking II, sonda norte-americana. Lançada em
1975. Seu objetivo foi orbitar e pousar em marte.
Foi o segundo pouso com sucesso em outro
planeta. A sonda detectou a presença de gases na
atmosfera marciana, sendo que ambas as missões
não conseguiram ser conclusivas em relação à
presença de vida.
Phobos 1, sonda soviética. Lançada em 1988. Seu
objetivo foi orbitar e pousar em marte. Enviada
para investigar a lua marciana Fobos, foi perdida
quando seus painéis solares perderam a posição.
Mars Observer, sonda norte-americana. Lançada
em 1992. Seu objetivo era orbital. Deveria captar
imagens da superfície marciana com grande
definição e detalhe. Foi perdida antes de ingressar
em órbita.

 Avistamento
fotografado por Mr.
Lauersen em uma
manhã de domingo.

 Egito em Marte
As fotos realizadas pelas sondas espaciais norteamericanas
Viking I, em 1976, que chegou a enviar
mais de 26.000 imagens, e Viking II, permitiram
elaborar não apenas um mapa mais detalhado
da superfície marciana, mas propiciaram também
o início de uma grande polêmica a respeito
de ter havido ou não registros que
evidenciassem a presença de vida inteligente em
Marte.
Após o estudo detalhado das diversas fotos obtidas
de Marte, em diversos ângulos e momentos,
pôde-se constatar a presença de grande grupo
de imagens que revelaram estruturas e
formações simétricas demais para serem
atribuídas à simples ação dos fortes ventos
marcianos. Para tanto, vários investigadores
norte-americanos devotaram-se a um estudo
exaustivo de todo esse material, vindo a concluir
que existem, em Marte, monumentos realizados
por alguma entidade inteligente.
Quase dez anos passados dos registros da missão
Viking, a foto, catalogada pela Nasa como
35A72, chamou a atenção de Richard Hoagland,
fazendo-o realizar grande quantidade de complexos
cálculos para conseguir provar que o rosto,
tanto quanto os demais objetos existentes na
foto, não eram simples montículos lavrados pela
erosão, mas estruturas intencionalmente realizadas
por alguma forma de inteligência no passado
marciano.
Entre os anos 1877 e 1880, o astrônomo italiano
Giovanni Schiaparelli, investigando
profundamente o planeta vermelho, descobriu e
batizou uma região com o nome de Cydonia, em
referência à pequena cidade grega localizada na
ilha de Creta. No passado, porém, diversos
astrônomos, como
o próprio Schiaparelli e Percivall Lowell,
identificaram enormes traçados, concluindo tratarse
de complexos canais que percorriam todo o
planeta vermelho, levando a acreditar na
existência de intrincado sistema de irrigação. Mas
as primeiras sondas Mariner (lançadas de 1964 até
1969) demonstraram que se tratava de uma
simples ilusão de ótica.
Porém, nem tudo o que Marte oferece parece
resultado de simples ilusão de ótica, tal é o caso
do registro da imagem de uma montanha, cujas
características se assemelham incrivelmente a um
rosto, vindo a ser chamada mais tarde de a
"Esfinge de Cydonia". O registro em questão foi
realizado pela sonda Viking numa de suas
primeiras passagens pela área.
A primeira explicação justificando a curiosa forma
da montanha foi realizada por Gerald Soffen, chefe
científico do projeto. Quando, no dia 25 de julho de
1976, a sonda Viking da Nasa, que sobrevoava
Marte, enviou a estranha fotografia de um rosto,
cujos traços eram humanóides, instaurou-se entre
os técnicos controvertida polêmica. Posteriormente,
a foto foi mostrada para numerosos
jornalistas na época, todos presentes no
Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena,
Califórnia. Segundo Richard Hoagland, naquela
época cronista da revista American Way, Soffen se
referiu à foto como ao efeito brincalhão provocado
por sombras e luzes.
Importante salientar que, nessa mesma reunião
com a imprensa, foram apresentados os primeiros
resultados das análises realizadas pelo laboratório
portátil da sonda Viking, sendo que estes induziam
a acreditar que o solo marciano parecia certos
fenômenos químicos, os quais poderiam ser
considerados a evidência de que também existia
atividade biológica em Marte; porém, os cientistas
não apresentaram nenhuma conclusão definitiva.
E o motivo do não-comprometimento tinha a sua
razão.
O físico nuclear da Nasa, Dr. Conway W. Snyder,
colaborador nas investigações do projeto,
descobriu provas interessantes do que poderia
representar alguma forma de vida. Segundo ele,
os laboratórios internos de cada sonda estavam
providos de três tipos de dispositivos, cujo objetivo
era realizar diversas provas nas amostras do solo.
Na primeira experiência, uma porção de terra
marciana foi exposta a um fluxo de ar radiativo; se
existisse nesse material, organismos vivos, com
toda certeza acumulariam a radiação ao respirar
esse ar. Este experimento foi realizado,
inicialmente, utilizando o laboratório da sonda
espacial, resultando numa leitura de 96 unidades.
Porém, quando o experimento foi realizado nos
laboratórios da Nasa com microorganismos, estes
absorviam uma radiação suficiente para que os
instrumentos detectassem apenas uma atividade
de 15 unidades. Segundo afirmou o Dr. Harold
Klein, um dos cientistas que participou da análise,
se tivesse obtido esse mesmo resultado na Terra,
isto teria sido, sem dúvida nenhuma, interpretado
como sinal evidente de alguma forma de vida. Um
segundo experimento foi realizado logo mais
adiante, o qual consistia em detectar os gases que
os microorganismos vivos liberam ao ingerir
alimentos. Para tal fim, fez-se uma mistura de solo
marciano com nutrientes radiativos, tudo isso num
dos dispositivos especiais. De imediato, aquilo que
se encontrava na amostra começou a digerir as
substâncias e a lançar gases radiativos. Algo
estava alimentando-se dos nutrientes. O
experimento prolongou-se durante horas, levando
os cientistas e particularmente o Dr. Klein a uma
conclusão: existem microorganismos em Marte, e
estes seguem ciclos regulares que correspondem
ao dia e à noite para comer e descansar, tal como
se comportam todos os seres na Terra.
A terceira experiência realizada tinha como
objetivo final descobrir se os microorganismos de
Marte liberavam oxigênio enquanto se
alimentavam. A conclusão da experiência deixou
todos perplexos, pois haviam constatado que os
microorganismos emitiam oxigênio ao se alimentar,
à semelhança dos terrestres. Além do
mais, o oxigênio liberado era 15 vezes maior que o
necessário na Terra para evidenciar a sua
presença. Tudo isso levou os cientistas a realizar
mais uma experiência, que consistia em
carbonizar, até o vapor e cinzas, uma amostra de
solo. E foi aqui que os cientistas ficaram mais
surpresos, pois não havia resíduos de
microorganismos mortos. Tudo indicava a
presença de vida, mas parecia que não havia
morte, pois não tinham encontrado na amostra os
restos dos microorganismos.
Para procurar a explicação da não-presença dos
cadáveres, recorreu-se a diversas hipóteses: que
os cadáveres foram devorados rapidamente pelos
microorganismos sobreviventes; que formaram
colônia sem aparentes conchas, dando sumiço aos
mortos; ou que suas formas de vida seriam
totalmente alheias às da Terra, sendo que, ao
morrer, se desintegrariam completamente. Em
qualquer um dos casos, somente foi possível
elaborar apenas hipóteses nada conclusivas. De
acordo com isso, ficou evidente que algo anormal
ocorria no solo do planeta vermelho. Todas estas
reações obtidas pelos diversos experimentos
realizados apontavam claramente para uma forma
de vida ativa, mas também poderia ser o resultado
de uma desconhecida reação química, antes nunca
observada, que imitava fantasticamente as
reações vitais dos organismos vivos.
Os equipamentos das sondas espaciais Viking
somente poderiam detectar vida microscópica, já
que foram projetados apenas para esse fim. E o
irônico de tudo é que nenhum desses laboratórios
altamente sofisticados foi equipado para detectar
outras formas de vida mais complexas, como
animais, plantas ou até seres inteligentes.
Inclusive, apenas estavam programados para
registrar fotografias da paisagem e não para
qualquer objeto em movimento. Esta afirmação
tem sentido, pois uma experiência, ocorrida ainda
em Houston, demonstrou que quando uma
tartaruga passou caminhando na frente da câmera
da Viking, esta não foi registrada. Esta curiosa
particularidade nos leva a refletir sobre a
possibilidade de que em Marte exista uma forma
de vida superior que não foi registrada nem
captada pelas câmeras, por não estarem elas
destinadas nem projetadas para esse fim.
Depois deste incidente nada mais foi mencionado,
e mesmo a foto 35A72 não mereceu qualquer tipo
de investigação, indo parar no arquivo, junto com
milhares de outras imagens enviadas.
Anteriormente ao projeto Viking, um grande
número de informações havia sido coletado pelos
projetos que o precederam. Todas as sondas
espaciais enviadas a pesquisar Marte, como Mars
1, Mariner 3, Mariner 4, Mariner 6, Mariner 7, Mars
2, Mars 3, Mariner 9, Mars 4, Mars 6 e Mars 7, nada
haviam obtido que pudesse levar a pensar que, em
algum momento, pudesse ter existido ou que
existisse algum tipo de vida superior em Marte,
pelo menos que fosse de conhecimento público,
razão pela qual o projeto Viking foi desenvolvido
especificamente para procurar apenas sinais de
vida básica. Porém, ninguém esperava que, neste
momento, empregando lentes mais precisas que
permitissem obter melhores vistas, surgissem
imagens que lembrassem construções.
Em fins de 1978, o engenheiro Vincent DiPietro,
especialista em processamento eletrônico de
imagens do Centro Espacial Goddard da Nasa,
passou a revisar os arquivos de imagens, tendo
uma incrível surpresa. Olhando para a foto 35A72,
sentiu que aquela imagem o observava. Pensando
que pudesse tratar-se de uma alteração de
imagem, produto de alguma falha de transmissão,
passou a analisar o processo de envio e recepção.
Para enviar uma foto de Marte, é necessário a
existência de dois poderosos computadores, um
no interior da sonda espacial e outro na Califórnia.
Estão aí o emissor e o receptor. Ao longo de 335
milhões de quilômetros transitaram sinais de rádio
contendo uma interminável cadeia de zeros e uns,
elementos básicos do código binário processados
em cada extremo. Em Marte, o computador
registra a imagem e a transforma em números,
que, à sua vez, são convertidos em sinais de rádio.
Ao chegar às antenas de recepção na Terra, os
sinais são transformados novamente em números.
Combinados, comporão uma imagem. Foi desta
forma que a Nasa recebeu o rosto marciano.
DiPietro mostrou a foto a Gregory Molenaar, um
dos seus colegas de investigação. Intrigados,
processaram-na mediante o "melhoramento de
imagens", método utilizado pelos técnicos da Nasa
para aperfeiçoar a qualidade das fotos obtidas
pelas sondas espaciais. Por meio desta técnica, é
possível aumentar ou reduzir contrastes, colorir,
melhorar detalhes e eliminar distorções, erros ou
ruídos provocados durante a transmissão
radioelétrica. O resultado desta experiência foi
espetacular. Entre as imagens aparecia
claramente um rosto quase humano, com simetria
bilateral e rasgos tridimensionais únicos, mas nem
a comunidade científica nem a Nasa aceitaram o
que para ambos os cientistas era evidente. Diante
da ampla divulgação do trabalho dos cientistas, o
desmentido da Nasa não se fez esperar. Veio
novamente pelo Dr. Gerald Soffen, que mais uma
vez alegou tratar-se de distorções de luzes e contrastes,
mencionando que, poucas horas depois da
primeira foto, havia realizado uma nova bateria de
fotografías sobre a região sem aparecer
absolutamente nada de peculiar ou estranho.
Molenaar e DiPietro estavam totalmente
convencidos do resultado do seu estudo e, para
rebater a colocação do Dr. Soffen, decidiram
investigar as referidas novas fotografias. Na
verdade, não eram várias, apenas uma única foto,
havendo sido realizada não algumas horas, mas 35
dias depois. Esta era a fotografia classificada com
o código 70A13. Neste registro, as condições de
luz, o ângulo, a altitude e a inclinação eram
completamente diferentes. Porém, quando
realizaram o processo de digitalização, a imagem
do rosto, com todos os seus detalhes, permanecia
nitidamente presente, embora à simples vista
passasse despercebida. De qualquer forma, a Nasa
já se havia pronunciado, desconsiderando o
trabalho dos jovens cientistas.
Em 1981, num congresso astronômico em
Washington, cujo tema central era Marte,
Molenaar e DiPietro apresentaram, numa sessão
paralela (já que seus trabalhos haviam sido
rejeitados por revistas científicas e congressos), os
resultados de sua investigação. O divulgador
científico e ex-consultor da Nasa, Dr. Richard
Hoagland, que também participava do mesmo
congresso, não teve dúvidas de que aí se
encontrava algo mais que uma simples brincadeira
de sombras, e, desde então, devotou-se ativamente
a desenvolver uma investigação
independente de Marte.
Quatro anos passados, deu-se início a um novo
processo. O engenheiro eletrônico Mark Carlotto,
após longo período de investigação, chegou à
conclusão de que o objeto fotografado não era, em
qualquer hipótese, uma formação natural. Para
isso, valeu-se de uma fórmula que permite saber
se uma estrutura determinada está sujeita à
proporcionalidade ou não, concluindo que o rosto
era artificial.
Por seu lado, Hoagland encarregou-se de estudar
as relações matemáticas que poderiam existir
entre o rosto de Cydonia e as outras estruturas
geométricas que se encontravam na mesma
região, chamadas de "pirâmides", "cidade inca",
"montículo" e a "fortaleza", encontrando apoio nos
cálculos realizados pelo cartógrafo Erol Torun,
técnico da Agência Cartográfica da Defesa Norteamericana,
e pelo Dr. Mark Carlotto, da
Corporação de Ciências Analíticas. Primeiro foi
realizada uma pesquisa na "pirâmide" detectada
por DiPietro e Molenaar na foto 35A72, depois,
ante a surpresa geral, surgiu a "cidade", descrita
como um conjunto ordenado e retilíneo de
pirâmides, entre as quais existem outras menores,
dispostas em ângulo reto em relação às maiores,
além de apresentar alguns edifícios cônicos
menores. Se esta estrutura é uma cidade
realmente, alguém teve de construí-la, comentou
Hoagland numa de suas entrevistas.
Outra foto da região proporcionou novo ângulo
visual. Assim como a primeira foto havia sido
realizada na volta 35 da Viking, a segunda foi
obtida durante a volta de número 70,
classificando-se como 70A13. Uma terceira foto, a
70A11, apresentou visão em perspectiva da região
em que Hoagland havia detectado a "cidade".
Baseado nesses novos dados e imagens, Hoagland
iniciou, junto com o seu grupo de investigadores,
um processo comparativo arquitetônico com
antigos monumentos da humanidade,
estabelecendo uma relação aparente bastante
estreita com o antigo Egito. Segundo seus estudos
e conclusões, antigas civilizações, como a egípcia
e a suméria, poderiam haver tido no passado
alguma relação bastante íntima com a civilização
marciana.
Toda esta teoria cobrou muito maior força, quando
Hoagland decidiu dividir o rosto de Cydonia em
duas metades, buscando compor cada metade
com a mesma, duplicada de forma invertida. O
resultado obtido com um dos lados em particular
provocou grande alvoroço, pois apresentava a
fisionomia de um leão. Este resultado veio reforçar
ainda mais a sua hipótese de haver existido uma
antiga relação entre os seres de Marte e da Terra.
Independentemente disso, as investigações de
Hoagland derivaram posteriormente no sentido de
estabelecer uma relação solar com as construções,
isto é, comprovar pela orientação das estruturas
se elas seguiam propósitos astronômicos. Por meio
de complicados cálculos matemáticos, Hoagland
procurou estabelecer relações entre os
monumentos de Marte e sua orientação, além de
realizar detalhadas comparações arquitetônicas,
utilizando como modelo as conhecidas ao redor do
mundo, vindo, mais tarde, a estabelecer notória
similaridade com as construções egípcias, não
somente em relação à forma, mas também à
distribuição.
Para Hoagland, a civilização responsável por esses
monumentos em Marte era também de
extramarcianos, isto é, teriam vindo colonizar
Marte, não pertencendo originariamente a esse
planeta, opinião não partilhada por todos os seus
companheiros de investigação.
Toda esta movimentação encontrou no caminho
outros investigadores que, paralelamente ao
trabalho de DiPietro, Molenaar e Hoagland, vinham
desenvolvendo análise também detalhada de
fotografias. Tal é o caso dos cientistas Drs. Jim
Cutts e Larry Soderblum, ambos participantes do
projeto de investigação espacial marciano. Os dois
passaram a analisar criteriosamente as fotografias
marcianas, inclusive as dos projetos anteriores.
Numa delas, obtida pela sonda Mariner 9, era
perfeitamente identificável uma formação
retangular de linhas interconectadas, muito similar
às fotografias arqueológicas aéreas de culturas
andinas e mexicanas. Por essa razão, batizaram a
estrutura de "cidade inca".
Esses dois cientistas não descartaram a
possibilidade de que a estrutura fosse uma
formação natural, embora grande número de
evidências demonstrasse o contrário. A maioria
das formações geológicas não costuma guardar
uma ordem tal como a existente nesta estrutura.
Quando existe uma rede de linhas
interconectadas, a engenharia, a topografia e a
matemática podem oferecer o grau de conexão e
da artificialidade de determinada estrutura.
Quanto maior for seu grau de conexão, menor será
a possibilidade de ser uma estrutura geológica
natural, formada ao acaso, e maior também será a
possibilidade de ser produto de uma inteligência.
Segundo alguns cientistas, as linhas retas e os
ângulos de 90 graus não se encontram facilmente
na natureza, muito menos se as linhas se cruzam
transversalmente entre si.
Outro famoso cientista que veio a integrar-se a
esse grupo de interessados pela "cidade inca" foi o
professor Harold Masursky, investigador do Centro
de Estudos de Arizona, cientista de indiscutível
prestígio que apóia a hipótese em favor de a
estrutura ser artificial, produto de alguma
inteligência. Por outro lado, um aspecto também
curioso da estrutura é a sua localização, já que ela
se encontra muito próxima do Pólo Norte, onde
está localizada a maior concentração de água do
planeta, pois esta região se apresenta coberta por
grande camada de gelo. Em relação ao Pólo Sul, é
interessante observar que a camada que recobre a
região é de dióxido de carbono, não de água. Se
existiu vida em Marte, tal como apontam estes
achados, a civilização marciana devia estar
concentrada, pois, no Pólo Norte, próximo da água.
E estas informações são muito importantes, já que
os maiores obstáculos da ciência para considerar a
possibilidade de vida em Marte eram precisamente
a falta de água e de oxigênio. Um fato que faz
aumentar as expectativas em favor da existência
de vida no planeta vermelho é justamente a
presença de água em seus três estados: líquido,
sólido e gasoso, já que pelo menos em duas
regiões marcianas possivelmente existam reservas
de água no subsolo.
Diante de tudo isso, Richard Hoagland recorreu a
um ex-ministro do Congresso por New Jersey, Sr.
Robert Roe, que fez pressão junto à Nasa para que
fosse realizada nova bateria de fotografias,
especificamente nas regiões que apresentavam as
curiosas e insólitas estruturas, o que somente
seria possível mediante uma nova missão espacial,
mais bem equipada. Desta forma, o
aproveitamento de um novo projeto de observação
marciana, munido de equipamento altamente
sofisticado, destinado a realizar registros mais
detalhados, foi a única alternativa para encerrar
toda essa polêmica. A missão Mars Observer,
programada para entrar em órbita marciana em
agosto de 1993, resultou num terrível e caro
fracasso. Três dias antes de a sonda ingressar em
órbita, especificamente no dia 21 de agosto às
18:00H, os cientistas perderam totalmente o
contato com a nave. Mais de um bilhão de dólares
jaziam suspensos no espaço sem qualquer
utilidade. Um trabalho de longos e exaustivos
meses se havia esvanecido, deixando o mundo
todo aguardando resposta. Embora essa situação
fosse difícil de aceitar, o meio civil e científico
surgiu com nova e provocante questão: estaria a
Nasa ocultando informações sobre Marte? Desde
quando?
Era sabido por todos os envolvidos que a missão
Mars Observer havia recebido como diretiva
principal a refotografia das regiões polêmicas de
Cydonia, Eliseu e Cóprates. Segundo especulam
alguns, a desaparição da sonda poderia estar
ligada a um grupo de cientistas que não desejava
qualquer esclarecimento a respeito. Certamente,
desde o início dessa missão espacial, várias
anormalidades estavam ocorrendo em alguns
aspectos. Por exemplo, soube-se que a Nasa
enviou ao Senador Richard Lugar, de Indiana, um
dossiê com informações referentes às estruturas
de Cydonia. Este senador havia escrito à Agência
Espacial (Nasa), por meio de seu representado, Sr.
Dick Criswell, de Indianápolis, que desejava saber
se a Nasa iria fotografar novamente a região de
Cydonia, em Marte. No referido dossiê, a Nasa
indicava claramente que este assunto estava
praticamente concluído, já que seus cientistas
haviam demonstrado que o rosto marciano era
tão-somente um efeito de sombras. Por outro lado,
resulta curioso o fato de que, mesmo com todas
estas alegações, a Nasa jamais apresentasse ao
público as demais fotografias que afirmara possuir
destas regiões marcianas, excetuando a segunda
foto analisada por DiPietro e Molenaar. De acordo
com tudo isso, é possível concluir que tais
fotografias não existam como a Nasa faz crer, ou,
se existem, não foram mostradas por complicarem
ainda mais a situação. Se existissem tais fotos, a
Nasa teria enorme facilidade em encerrar o
assunto e condenar qualquer afirmação em
contrário, mas, até hoje, elas não foram
apresentadas ao público.
Cabe observar que, bem antes de ser lançado ao
espaço o Mars Observer, houve problemas em
terra com a missão. O lançamento teve de ser
atrasado porque no interior do sistema de
nitrogênio da sonda, que se encontrava protegido
com filtros, foram encontrados restos de materiais.
Foi como se alguém tivesse sabotado
intencionalmente os filtros, colocando lixo no seu
interior. E este mistério até hoje não foi
esclarecido, não se encontrando qualquer
explicação.
O segundo problema que a sonda enfrentou veio
logo que ela foi lançada. Já a caminho de Marte, a
sonda teve uma falha nos transistores, perdendo
contato com a base por mais de meia hora.
Quando foi recuperado o contato, sua antena já se
encontrava totalmente estendida e a caminho do
planeta vermelho, sendo que a falha não foi
explicada.
Muitos dos problemas enfrentados pelo projeto
começaram tão-logo este fora anunciado. Alguns
dos cientistas envolvidos desde o início foram
contra a idéia de que Cydonia fosse novamente
fotografada. De fato, membros da Nasa nunca
quiseram confirmar se voltariam a fotografar ou
não a região, até que um ex-membro do
Congresso os pressionou-os, e eles cederam.
Podemos dizer que isso só foi possível pela pronta
ação de Hoagland, que, com o auxílio do Dr.
Carlotto e do Dr. Torun, entre outros, formou a
equipe de pressão.
Um dos aspectos mais importantes da missão
estava centrado na camera da sonda, com
capacidade para obter a melhor definição até hoje
realizada de Marte, podendo registrar imagens
com até 50 vezes melhor resolução que as da
sonda Viking. Desde sua órbita, a sonda teria
capacidade de fotografar objetos tão pequenos
como uma mesa de café na superfície. Isso
possibilitaria inevitavelmente a descoberta de
incríveis detalhes da superfície marciana,
permitindo o início de um fantástico e profundo
trabalho de investigação das estruturas, além de
poder dar fim a qualquer confusão ou equívoco em
relação à verdadeira natureza das estruturas.
Porém, a Nasa, que forçadamente se viu
retornando ao assunto, desprezou completamente
esta possibilidade, assim como sua merecida
importância. O Dr. Malin, cientista da Universidade
do Arizona, contratado pela Agência Espacial e que
estava a cargo do processamento das imagens,
afirmou que percebia uma exagerada expectativa
em relação ao que a sonda pudesse registrar, não
concedendo credibilidade ao tema de Cydonia ou a
respeito de evidências de vida em Marte. Em vista
desta indiferença por parte da Nasa, Stanley
McDaniel, epistemólogo, etólogo e historiador da
ciência durante trinta anos e professor emérito da
Universidade Estatal de Sonora, iniciou suas
investigações, achando por demais curiosa a
atitude da Nasa com relação ao caso de Cydonia.
O professor McDaniel estudou durante um ano o
tema e registrou as suas conclusões num espesso
documento, ao qual deu o seguinte título: O Mars
Observer da Nasa: um fracasso da
responsabilidade Executiva, Congressional e
Científica? Neste trabalho, o professor inclui partes
de um informe preparado para a Nasa no Instituto
Brookings, o qual havia sido enviado ao Congresso
norte-americano em 1961. Contratado pela Nasa
em 1958, o Instituto Brookings preparou o informe
para explorar a busca pacífica no espaço. No
conteúdo havia várias hipóteses em que se
considerava a possibilidade de contato extraterrestre
e o achado de artefatos não-humanos.
Na página 215 do documento Brookings é possível
ler claramente o seguinte: "... Enquanto os
encontros face a face com a vida inteligente
extraterrestre não venham a ocorrer nos próximos
20 anos... artefatos extraterrestres, deixados em
algum momento no tempo por estas formas de
vida, poderiam, possivelmente, ser descobertos
durante nossas atividades espaciais na Lua, Marte
ou Vênus". Inclusive, o informe Brookings frisava
claramente alguns aspectos relativos ao prejuízo
que as sociedades tecnologicamente mais
avançadas costumavam provocar nas menos
desenvolvidas: "...Os arquivos antropológicos
possuem exemplos de sociedades existindo num
aparente equilíbrio que, logo depois, se tem
desintegrado ao ser absorvidas por outras mais
avançadas, as quais apresentavam outras idéias e
modo de vida".
Também na página 215 do referido documento,
temos o seguinte: "... Como poderia tal informação
— a realidade da vida extraterrestre —, e sob
quais circunstâncias, ser apresentada ou retida do
conhecimento público? Com que fim?"
Parte da recomendação do informe, no que tange
a vetar qualquer informação ao público sobre
descobertas de vida extraterrestre, pode encontrar
a sua explicação na página 225, em que temos
referências específicas em relação ao efeito sobre
as seitas religiosas fundamentalistas e outras
atitudes anticientíficas: "... uma das coisas
importantes sobre a matéria é que nos lugares em
que estas seitas se proliferam, atraem a gente
inculta ou pouco culta... Para eles, a descoberta de
outras formas de vida, mais que qualquer outro
produto espacial, seria eletrizante".
O informe também comentava que o contato com
uma civilização tecnologicamente muito mais
avançada que a nossa poderia ter efeito nocivo
para os cientistas e engenheiros terrestres:
"...Tem-se especulado no sentido de que, entre
todos os grupos, os cientistas e engenheiros
poderiam ser os mais devastados pelo
descobrimento de criaturas relativamente
superiores, já que estas profissões estão mais
nitidamente associadas ao domínio da natureza".
É bem provável que, devido a estes argumentos, a
Nasa estabelecesse como regra geral ocultar
informações ou descobertas que pudessem
comprometer a sua atividade, mesmo que isso
fosse de interesse de toda a humanidade. Quando
Don Savage, oficial para assuntos públicos da
Nasa, foi inquirido a respeito do informe Brookings,
este se limitou a afirmar que aquilo não passava
de um trabalho de recomendações feitas há mais
de trinta anos, e caso fosse encontrada vida
extraterrestre já existiam diretrizes
preestabelecidas para orientar os procedimentos.
Mas nem tudo é como aparenta ser. Atualmente
existe nos Estados Unidos a Ata de Liberdade de
Informação, uma lei que obriga a tornar público
segredos outrora bem guardados. Antes que o
almirante Richard Truly fosse demitido de seu
cargo, como administrador da Nasa, pelo expresidente
George Bush, o membro do Congresso
pelo Partido Democrata, Senador Howard Wolpe,
de Michigan, descobriu alguns documentos que
detalhavam explicitamente a forma de burlar a Ata
de Liberdade de Informação. Os documentos
traziam instruções específicas para os
responsáveis sobre como redigir, destruir e alterar
documentos, de tal forma que estes viessem a
parecer sem importância. Estas instruções se
encontravam redigidas em apenas duas páginas,
tendo sido descobertas quando investigadores do
Congresso estudavam documentos sobre um
programa de desenvolvimento nuclear espacial. O
demitido almirante Truly afirmou que não tomaria
parte nessa forma ilegal de atuação, assegurando
que cumpriria com a lei de abertura de
informação. Este foi o motivo pelo qual o expresidente
George Bush o dispensou do cargo,
vindo a ocupar a vaga um veterano com mais de
25 anos de experiência na indústria para a defesa
nacional, Dr. Daniel Goldin, quem recentemente
deu a conhecer a descoberta de formas de vida no
meteoro marciano.
Vários cientistas interessados no planeta Marte
acreditam que o Mars Observer não desapareceu,
como alguns membros da Nasa afirmam. Bem ao
contrário, têm certeza de que, neste momento, a
sonda espacial deve estar enviando sinais à Terra
num código apenas conhecido pela Nasa, e que
apenas um grupo da elite científica da Agência
Espacial estaria revisando e analisando as
informações coletadas, tanto de Cydonia como de
outras regiões marcianas.
Richard Hoagland mantém também esta suspeita
e afirma que, segundo fontes internas da Nasa,
esta equipe deve estar analisando os registros
com a intenção de se preparar para, no futuro,
contornar qualquer situação. Em outras palavras,
os cientistas espaciais estabeleceram uma forma
de censura, cerceando para a humanidade a
oportunidade de conhecer a verdade.
Hoagland e sua equipe já levam mais de dez anos
pesquisando o tema de Cydonia. Toda sua
investigação foi revisada científica e objetivamente
pelo Dr. McDaniel, que denunciou o
comportamento anticientífico da Nasa.
O famoso informe do Dr. McDaniel foi dado a
conhecer, precisamente, no mesmo dia em que a
sonda espacial Mars Observer deveria entrar em
órbita ao redor de Marte. Esta é outra curiosidade
em relação ao caso, pois uma cópia deste informe
foi enviada e entregue ao cientista responsável
pelo projeto, Dr. Bevan French, às 10:00 hs do dia
20 de agosto de 1993, sendo que no dia 21 a
sonda espacial perdia contato definitivamente com
o Centro Espacial.
No dia 22, Hoagland havia previsto intervir em um
debate pela televisão no programa Good Morning
America. Seu oponente era precisamente o Dr.
French, e o tema a debater, o encobrimento das
descobertas de Cydonia e de outras regiões
marcianas. O programa, na verdade, acabou não
sendo tudo o que se esperava, já que o Dr. French
conseguia escorregar, fugindo especificamente do
encobrimento de informações. Porém,
curiosamente, o término do programa foi o
momento em que se anunciou oficialmente a
perda de contato com a sonda espacial, a que já
se encontrava desaparecida havia 12 horas desde
o dia 21 de agosto.
A Nasa e o Laboratório de Propulsão a Jato
informaram que o incidente havia ocorrido durante
uma ordem de silêncio de rádio, enquanto a nave
regulava automaticamente a pressão do seu
sistema de combustível. Era a primeira vez em
toda a história da Nasa que um sistema de
telemetria de uma nave espacial era desligado
deliberadamente, num momento tão importante
de uma missão. E isso levantava muitas suspeitas
para todos os interessados. Se existisse alguém
interessado em que não chegasse qualquer
informação sobre Marte e que, de forma alguma,
qualquer transmissão fosse colocada em rede
nacional de televisão, podia dar-se por feliz e
satisfeito. O mundo foi privado de grande
oportunidade pela deliberada desconexão do rádio
na sonda. Segundo alguns comentários realizados
por engenheiros do projeto pertencentes ao
Laboratório de Propulsão a Jato e ao Centro Ames
da Nasa, assim como por técnicos e engenheiros
da empresa Martin Marrieta, sua colaboradora na
fabricação de equipamentos, em nenhum
momento houve recomendações ou instruções
para desligar o rádio da sonda em circunstâncias
críticas, tal como a Agência Espacial teima em
justificar. Está claro que a Nasa tem muito a
explicar, pois são demasiadas as contradições
dentro deste projeto, assim como o são as
explicações de fácil contestação por parte dos
cientistas denunciantes. Mas não será tão cedo
que as respostas virão ao nosso encontro.



Misteriosas
formações
circulares surgidas
em plantações de
cereais no interior
da Inglaterra.

Extraterrestres na Pré-história
Uns 12 bilhões de anos atrás, o planeta Terra era
apenas um primitivo agregado de elementos
protoplanetários participando de um anel de
partículas, semelhante a uma bola de gases
incandescentes suspensa no espaço, orbitando ao
redor de um singelo Sol amarelo ainda em
formação. Nessa época o Universo,já existia,
pulsando
na escuridão do Cosmos havia pelo menos 3 a 5
bilhões de anos. E é bem provável que seja bem
mais do que isso, como apontam as atuais
descobertas. Mas, de qualquer forma, bilhões de
anos haviam transcorrido desde a explosão
primordial, ou Big-Bang, proporcionando a
oportunidade de
muitos sistemas solares se formarem, assim como
o nosso, bem antes de este existir.
Foi somente há 4,6 bilhões de anos que o nosso
pequeno planeta iniciou seu processo de
resfriamento, tendo como conseqüência a formação
dos seus oceanos. Nesse período, o Universo
já carregava uma idade próxima dos seus 13 bilhões
de anos, sendo que, em muitos mundos bem
distantes do nosso, a vida já deveria ter surgido,
evoluído e provavelmente acabado. A cadeia do
desenvolvimento de muitas espécies na vastidão
cósmica provavelmente havia girado inúmeras vezes
lá fora, antes de iniciar-se em nosso planeta.
Nesta jovem Terra, a vida se desenvolveu aproximadamente
há 3,5 bilhões de anos, dando espaço
inicial a seres microscópicos, isto é, fundamentalmente
bactérias e, mais adiante, a uma variedade
bem diversificada de algas e vegetais aquáticos.
A origem de formas de vida mais complexas,
como mariscos e moluscos, surgiram bem
posteriormente, por volta de 500 milhões de anos
apenas.
Seguindo a evolução, algum tempo depois teriam
aparecido os peixes e os anfíbios, sendo estes
últimos os responsáveis pelo surgimento de
animais em terra. Os gigantescos répteis, que
tomaram conta do planeta, apareceram por volta
de 360 milhões de anos, encontrando seu período
mais intenso de povoamento há 290 milhões de
anos. Esses colossais animais estiveram presentes
perambulando por mais de 200 milhões de anos,
vindo a desaparecer misteriosamente há 65
milhões de anos. Até hoje, não se conhece ao
certo o número total de espécies de dinossauros
que existiram, já que foram descobertas três
novas espécies desbancando alguns mitos do
nosso pré-histórico passado. Um deles
corresponde ao achado do Carcharodontosaurus
saharicus no deserto do Saara que, em vida,
deveria medir uns 15 metros de altura e pesar
umas 10 toneladas, isto é, 3 metros mais alto e 2
toneladas mais pesado que o maior Tiranossauro
Rex descoberto até hoje. Uma outra espécie,
também descoberta no Saara, é o chamado
Deltadromeus agilis, um dinossauro de 9 metros
de altura e 5 toneladas de peso, mais ou menos do
tamanho de um Tiranossauro Rex pequeno, porém
bem maior e mais veloz que qualquer Velociraptor
já descoberto até hoje. A última descoberta,
realizada na Argentina, é do Gigantosaurus
carolina, um réptil do tipo caçador de 13 metros
de altura. Os mamíferos têm seu aparecimento por
volta de 240 milhões de anos, sendo que os
primatas, isto é, os ancestrais dos hominóides em
geral, assim como dos hominídeos e,
conseqüentemente, do próprio homem, apenas
surgem há 40 milhões de anos.
Em relação a nós, os ancestrais primitivos do
homem apareceram por volta de 3 milhões de
anos atrás, já que as ferramentas mais antigas
descobertas até hoje datam de 2,8 milhões de
anos aproximadamente. Esses pretensos protohomens
evoluíram lentamente, até chegar como
conseqüência um novo tipo de criatura, bastante
diferente em relação a seus contemporâneos,
chamada de Homo-Hábilis. Cabe destacar que este
é verdadeiramente o primeiro ser na condição
realmente humana, e tudo isso ocorre por volta de
1,5 milhões de anos. Desse período em diante, o
homem firmar-se-ia por volta dos 100 mil anos,
consagrando-se definitivamente no planeta apenas
uns 45 mil anos atrás.
A trajetória do homem ao longo de sua evolução
representa uma saga realmente interessante, que
se torna ainda mais extraordinária quando nos
deparamos com a presença de objetos, registros
ou fósseis que indicam que toda esta genealogia
até agora relatada pode estar errada.
Para entender melhor esta colocação, devemos
considerar que, ao longo destes últimos 50 anos, a
ciência vem descobrindo coisas cada vez mais
surpreendentes, principalmente em relação ao
passado. Embora os fósseis sempre tenham sido a
melhor forma de perceber como foi a nossa préhistória,
também nos demonstra que este passado
pode ter sido bem mais avançado que o próprio
presente. Tal é o caso de um famoso peixe,
considerado extinto havia 70 milhões de anos,
chamado Celacanto, e descoberto ainda vivo em
1938 perto das ilhas Comores, ao longo de
Moçambique, na África. E do famoso caranguejo
ferradura, também descoberto algumas décadas
atrás, o qual se considerava extinto havia 130
milhões de anos.
Enquanto passado e presente se misturam à luz
das atuais descobertas, a cronologia da nossa
jovem humanidade resulta, neste momento,
atropelada por grande número de achados
arqueológicos, os quais demonstram que o nosso
planeta já viu instantes de uma tecnologia muito
mais avançada em tempos em que o homem
sequer existia.
Um destes curiosos e inexplicáveis achados
encontra-se no Museu Natural de Londres,
Inglaterra, na seção pré-histórica. Ali, pode ser
observado um crânio descoberto nas cavernas de
Broken Hill, na região norte da Rodésia, na África,
que apresenta características Neanderthalenses e
cuja antigüidade pode ser superior a 40 mil anos.
O curioso desta ossada é que apresenta um orifício
completamente circular no lado esquerdo e um
outro de iguais características no lado oposto. Não
existem vestígios de trincas radiais ou quebras,
freqüentes em função de traumatismos produzidos
por impacto de pedras ou armas primitivas.
Segundo um dos grandes investigadores europeus
de astroarqueologia (a ciência que investiga
evidências pré-históricas da presença extraterrestre),
Sr. Peter Kolosimo, o crânio apresenta os
furos produzidos pelo impacto de um projétil, que
o atravessou de um lado a outro. O lado direito do
crânio Neanderthal apresenta estilhaçamento e
fragmentação que lembra bastante o produzido
por disparo de espingarda. Conforme relata
Kolosimo, resulta impossível aceitar que esses
ferimentos possam ser associados a um ritual de
trepanação (cirurgia de corte do crânio) ou algo
similar, já que os Neanderthal nunca foram
praticantes deste tipo de intervenção. As
perfurações artificiais do crânio foram praticadas
por algumas antigas culturas com fins terapêuticos
ou rituais, como foi conhecida na América do Sul
principalmente, ou até para objetivos de
canibalismo nas regiões européias de então. As
marcas destes orifícios são perfeitamente
circulares, o que descarta de imediato a utilização
de lanças ou flechas com pontas de pedra,
empregadas nesse período, como responsáveis
pela perfuração. O ferimento produzido por este
tipo de armas deixaria marcas irregulares e
fraturas, além de rachar em vários fragmentos a
estrutura óssea.
Um outro achado, também de características
insólitas, vem ao encontro deste anterior,
reforçando a teoria da presença de uma tecnologia
bem mais avançada para a época. Encontramos
essa evidência no Museu Paleontológico de
Moscou, na ex-União Soviética, onde podemos
observar em exposição o crânio de um bisão, isto
é, um tipo de búfalo que perambulou ao oeste do
rio Lena, nas tundras da República Socialista
Autônoma de Yakutia, que se encontra extinto há
mais de 10 mil anos. Na testa deste crânio
podemos observar nitidamente a cicatriz, quase
que parcialmente regenerada, de um furo
perfeitamente circular, demonstrando que o
animal não somente foi alvejado há mais de 10 mil
anos como também sobreviveu ao impacto do
projétil. Segundo o Dr. Kazantsev, reconhecido
investigador russo, os restos deste animal préhistórico
resultam em mais uma evidência objetiva
de que, num remoto passado, a Terra foi visitada
por uma civilização mais avançada. Paralelamente
a esta opinião, o Dr. Konstantin Fliórov, diretor do
Museu de Moscou, prefere não concluir qualquer
hipótese. O crânio do bisão de Yakutia representa
grande desafio para os paleontólogos russos,
assim como para todos os demais, pois não
existem explicações plausíveis para justificar um
tipo de ferimento como aquele, principalmente na
época em que ocorreu.
Recentemente, um grupo de antropólogos
australianos afirmou ter descoberto no continente
um estranho objeto no interior de um crânio
humano, de características Neanderthalenses, cuja
antigüidade beira os 100 mil anos. O Dr. Morton
Sorrel, chefe da expedição e renomado
investigador, afirmou aos meios de comunicação
que o crânio foi achado no interior de uma rocha,
onde também foram encontradas outras ossadas
humanas. Após a realização dos exames, foi
constatada a presença de um objeto estranho
fundido no crânio, localizado pouco acima dos
olhos, lembrando um típico implante de
monitoramento.
Segundo as análises realizadas sobre a
composição do estranho objeto, pôde se
comprovar que ele era composto de um material
desconhecido e anticorrosivo, o que sugeria a
possibilidade de tratar-se de um componente
eletrônico ou elétrico. Observações mais apuradas
permitiram deduzir que o objeto resultava ser um
mecanismo avançado de transmissão de sinais,
similar ao utilizado por investigadores no estudo e
monitoramento do comportamento animal. O
próprio Dr. Sorrel apontou a possibilidade de este
objeto ser de origem extraterrestre, utilizado da
mesma forma que nós humanos o fazemos no
estudo das migrações e desenvolvimento animal.
Um grupo de especialistas da Universidade de
Sydney, na Austrália, realizou diversos estudos e
análises sobre as características e composição do
objeto descoberto, mas, até o presente momento,
não houve oficialmente qualquer pronunciamento
oficial.
Porém, o número de evidências não pára por aqui.
Registros fósseis de pegadas humanas, muito
antes de os dinossauros desaparecerem, vêm
sendo descobertas em várias partes do mundo. Tal
é o caso das descobertas realizadas no chamado
"Vale dos Gigantes", no leito do rio Paluxy,
próximo de Glen Rose, no Texas. Em 1971, o Dr. C.
N. Dougherty apresentou os registros de centenas
de pegadas humanas fossilizadas nesta região,
bem ao lado de nítidas marcas deixadas por
dinossauros, ambas fazendo parte da mesma
massa de pedra. A única conclusão possível seria a
de que, no mesmo período em que dinossauros e
homens transitaram pelo local, outrora um leito de
rio ou lago, suas pegadas ficaram marcadas no
barro mole, petrificando-se ao longo de milhares
de anos. Segundo Dougherty, não há outra forma
de registrar ou trucar essas marcas, pois hoje são
rocha. As marcas do rio Paluxy apresentam
claramente as pegadas de um Tiranossauro Rex de
tamanho médio, sendo que, bem ao seu lado,
temos as pegadas de um pé perfeitamente
humano, bem maior que o normal, cujas
características o colocam na condição de um
gigante. O detalhe é que as medidas deste pé
humano, pela profundidade da pegada, indicam
que este indivíduo deveria ter mais de 3 metros de
altura. Por outro lado, as pegadas pertencem ao
período Cretáceo, isto é, possuem uma
antigüidade superior a 140 milhões de anos.
Outras curiosas pegadas também foram achadas
em 1931 pelo Dr. Wilburg G. Burroughs, do
departamento de geologia do Berea College de
Kentucky, nos Estados Unidos. O Dr. Wilburg
localizou 10 pegadas humanas com os perfeitos
cinco dedos, medindo 23,73 x 10,25 cm, ao
noroeste de Mount Vernon, cuja antigüidade se
encontraria próxima dos 250 milhões de anos. Na
região de Mount Victoria, o Dr. Rex Gilroy, diretor
do Mount York Natural History Museum, descobriu
em 1970 a marca de um pé gigante, medindo 59 x
18 cm. De acordo com a profundidade da pegada,
seu dono devia pesar aproximadamente mais de
250 kg. Outro pé gigante fossilizado numa laje de
argila foi encontrado na jazida carbonífera de Cow
Canyon, a uns 40 km ao leste de Lovelock, cuja
antigüidade beira os 22 milhões de anos. De igual
maneira, foram encontradas pegadas fossilizadas
numa região de Valdecevilla, na Rioja, Espanha,
aparentando serem também humanas, com mais
de 70 milhões de anos de antigüidade.
Um outro achado, também espetacular, foi
realizado em 3 de junho de 1968 pelo Sr. William
Meister, um grande interessado pela paleontologia
e colecionador de fósseis, quando se encontrava a
43 milhas da cidade de Delta, no Estado de Utha,
nos Estados Unidos. Nesta região, chamada de
Antelope Spings, o Sr. Meister, junto com o Sr.
Francis Shape, encontraram numa laje de pedra as
perfeitas marcas fossilizadas de dois pés calçados,
medindo 32,5 x 11,25 cm. As pegadas não
somente apresentavam a perfeita forma de
sapatos com seus respectivos saltos gravados na
rocha, mas também estava presente o fóssil de um
pequeno artrópode, cujas características lembram
algum tipo de crustáceo, provavelmente
esmagado pelo dono dos sapatos. O curioso disso
é que, sob o sapato esquerdo, os restos do
pequeno animal esmagado correspondiam às
características de um trilobite, tipo de criatura
extinta do planeta Terra havia 250 milhões de
anos. Outra marca fossilizada de um sapato foi
achada no Fisher Canyon, no Condado de
Pershing, Nevada. As características desta pegada
permitem ver claramente a forma da sola e,
segundo alguns pesquisadores, apresentaria uma
antigüidade de 15 milhões de anos.
Além do mais, foram realizadas outras tantas
descobertas fantásticas, como os ossos de um
homem gigante em 1936, pelo antropólogo
alemão Dr. Larson Kohl, no lago Elyasi, na África
Central, assim como a dos alemães Drs. Gustav
von Konizwald e Franz Weidenreich, que acharam
em Hong Kong, por sua vez, o esqueleto de outro
homem gigante, vindo ao encontro dos fósseis
descobertos nos Estados Unidos e Espanha.
A presença de seres humanos em períodos tão
remotos implica, obviamente, uma presença
alienígena, ou, numa outra hipótese, teríamos de
pensar haver existido uma outra humanidade
anterior a esta, o que resulta de mais difícil
consideração. O fato de existirem marcas desta
presença sugere que permaneceram em nosso
mundo por determinado tempo, razão pela qual
deveriam também existir vestígios de instrumentos,
aparelhos ou até de construções utilizadas por
estas entidades.
Segundo o investigador norte-americano, Dr.
Ronald J. Willis, no dia 13 de fevereiro de 1961, um
grupo de jovens, composto por Mike Mikesell,
Wallace A. Lane e Virgínia Maxey, proprietários de
uma loja de pedras e cristais semipreciosos em
Olancha, na Califórnia, encontrou próximo do lago
Owens, a uns 1.300 metros sobre o nível do mar,
uma peça singular e curiosa. Tratava-se de um
tipo de geodo ou pedra oca, com fragmentos de
fósseis aderidos na capa externa e estranhamente
mais pesada que o normal. Quando tentaram
cortá-lo ao meio de forma convencional, a serra
ficou danificada, demonstrando que alguma coisa
dura e diferente encontrava-se em seu interior.
Após grande esforço e utilizando uma serra de
diamante, o geodo foi dividido ao meio. Em seu
interior revelou-se depositada uma estrutura de
porcelana ou cerâmica circular, tendo em seu
centro uma vareta metálica de 2 mm de diâmetro,
terminando em uma espécie de espiral ou algo
similar, difícil de definir, dado o estado de
deterioração; tudo isso, envolto num estojo
hexagonal de material não identificável, pois
estava praticamente desintegrado, restando, tãosomente,
a marca da forma. Radiografado, o
contido no interior da pedra apresentou
características evidentes de ser um objeto
manufaturado, produto de uma tecnologia. De
acordo com as pesquisas realizadas a partir do
achado, o Dr. Willis concluiu que o objeto
apresentava todas as características de uma vela
de ignição para um motor à explosão, porém sua
antigüidade poderia ultrapassar, tranqüilamente,
um milhão de anos.
Um outro caso também extraordinário é a
chamada "estatueta de Nampa", pequena figura
de argila de 2 cm apenas, encontrada em 1889 no
povoado de Nampa, em Idaho, nos Estados Unidos,
a uma profundidade de 90 metros. Este objeto foi
pesquisado pelo Dr. Kuntz, do Museu de Devis
Park, que o datou com pelo menos um milhão de
anos. Em 1851, na pequena cidade de Whiteside
Country, Illinois, nos Estados Unidos, foram
achados dois pequenos anéis de cobre a uma
profundidade de 36,5 metros, e, mais tarde, em
junho do mesmo ano, uma explosão na cidade de
Dorchester, Massachusetts, colocou na superfície,
no interior de um sólido bloco de pedra, um sino
incrustado, adornado com motivos florais e feito
de metal. Já em 1871, nas proximidades de
Chillicote, no Estado de Illinois, foi encontrado, a
mais de 40 metros de profundidade, um disco de
bronze reduzido a uma forma quase irregular. Na
mesma linha, em 1885, numa mina austríaca, foi
achado um curioso cubo metálico num estrato
carbonífero, datado do período Terciário, o qual se
encontra hoje no Museu de Salisbury. As
características do achado colocam o objeto em
questão numa antigüidade não menor a 70
milhões de anos. E, para finalizar, temos um outro
achado não menos curioso, totalmente fora de
época. Em 1869, nas "Galerias da Abadia" de
Treasure City, em Nevada, no interior de uma
rocha foi encontrada a marca de um parafuso de
5,08 cm de comprimento, que se desgastou a
ponto de desintegrar-se e deixar o molde de sua
antiga forma. O achado foi pesquisado pela
Academia de Ciências de São Francisco, mas a
entidade não conseguiu chegar a nenhuma
conclusão, provocando apenas enorme
repercussão no cenário científico.
A presença de sociedades mais avançadas resulta
evidenciada pela constante descoberta de fósseis
e objetos fora do seu tempo, dando a entender
que o nosso planeta foi habitado por longo período
por entidades anteriores ao homem. Mas seria
possível achar mais evidências da passagem
destas entidades pelo nosso mundo?
A superfície do nosso planeta tem mudado muito
nesses milhões de anos, o que dizer então dos
últimos 18 mil anos em que o mar aumentou seu
nível em pelo menos 100 metros, colocando
muitos sítios arqueológicos debaixo dos oceanos.
Inclusive, não somente o mar esconde hoje
grandes jazidas de objetos pré-históricos, mas
também os vulcões se encarregam de fazê-lo. A
própria superfície do planeta Terra pode estar
escondendo, neste momento, incríveis segredos,
como já foi descoberto ao longo destes últimos
séculos. Tal é o caso da descoberta em 1711 das
cidades de Herculano e Pompéia, sepultadas por
uma erupção do Vesúvio, na Itália, no ano 79 d.C.,
sendo que, até esse momento, se desconhecia a
sua existência. Ou até do caso da desaparecida
cidade de Akrotire, na ilha de Kallisté, descoberta
em 1967 a mais de 9 metros de profundidade,
sepultada por uma explosão vulcânica no ano
3.500 a.C, tendo sido a sua existência um grande
achado, já que não se conhecia nada a seu
respeito. Quantas cidades ou lugares devem
encontrar-se sepultados pelo tempo, aguardando a
sua descoberta?
De qualquer forma, devemos pressupor que, se
estas entidades perambularam pela superfície da
Terra em diversas épocas, em algum momento
travaram contato com o homem primitivo. Se isso
realmente ocorreu, evidências deste
relacionamento teriam de aparecer. E isso não é
um trabalho difícil, bem ao contrário, pois os
registros de pinturas rupestres em cavernas têm
reunido incrível coleção de imagens curiosas e
insólitas. Sabemos perfeitamente que, durante o
período paleolítico (aproximadamente há 2
milhões de anos), o homem utilizou como refúgio o
único lugar que tinha a sua disposição, as
cavernas, abrindo-se espaço contra ursos, leões,
tigres e demais predadores. Nesses lugares,
desenvolveram atividades não somente
domésticas, típicas da sobrevivência, mas também
diversos rituais mágicos e cultos religiosos. Desta
forma, em muitos desses lugares foram gravadas
nas paredes e nos tetos pinturas concretas e
abstratas, cujo conteúdo retratava um pouco
daquele então.
Os achados rupestres têm permitido reconstruir,
em muitos casos, a vida de alguns grupos, assim
como tomar conhecimento de seus mitos e
crenças, mas, por outro lado, também têm
permitido a descoberta de imagens que fogem
totalmente a qualquer coisa conhecida na época
ou no seu tempo.
Em muitas cavernas, junto às tradicionais
representações de animais, atividades domésticas,
rituais, etc. vêm surgindo figuras humanóides e
estranhos objetos de incômoda e difícil
identificação. Um destes casos foi investigado em
1838 nas regiões de Kimberley, na Austrália.
Nessa localidade, descobriram-se as chamadas
Wondjinas, algumas extraordinárias pinturas
consideradas sagradas pelos aborígenes. No local,
é possível distinguir claramente grande número de
figuras antropomorfas, que deixam a idéia de
serem apenas bustos. Essas figuras aparecem
pintadas às vezes em grupo ou fileira. O efeito
provocado por estas imagens, conforme comenta
o escritor John Michell, é o da figura de um homem
vestindo uma máscara contra gás de cor branca. O
investigador George Grey constatou que as
Wondjinas não apresentam boca, e os olhos são
grandes e desproporcionais; algumas possuem
uma espécie de halo púrpuro, o qual se assemelha
muito ao tipo de halo colocado na cabeça dos
santos nas imagens católicas. Segundo os aborígenes
locais, o halo significa a confirmação de
que aqueles seres ali representados eram
entidades superiores. De acordo com as pesquisas
do professor Homet em relação ao material
orgânico utilizado na elaboração das pinturas, a
sua antigüidade está bem próxima dos 10 mil
anos. Numa outra região australiana, investigada
pelos irmãos Leyland, foi descoberto um petroglifo
de quase 20 mil anos, em que pode ser observada
uma entidade usando um tipo de capacete e
trajando uma roupa com zíper frontal. O ser
encontra-se no interior de uma semi-esfera,
apoiada num tripé.
O mais curioso de tudo é que as mesmas imagens
encontradas em Kimberley também se encontram
espalhadas por diversos outros lugares da
Austrália, e foram encontradas até na Nova
Zelândia. O interessante é que praticamente todas
as pinturas datam aproximadamente do mesmo
período, e é de se pressupor que dificilmente
alguém naquela época teria saído vagando por
toda a Austrália e atravessado um oceano
infestado de tubarões para chegar até a Nova
Zelândia e pintar a mesma imagem em algumas
cavernas. Resultaria mais fácil pensar na
possibilidade de que o modelo que gerou a pintura
tivesse a habilidade de locomover-se facilmente,
razão pela qual foi ou foram registrados pelos
grupos humanos locais.
Ao redor do mundo podemos encontrar registros
similares, como é o caso das pinturas encontradas
nas cavernas de Varzelândia, em Minas Gerais, em
que podem ser claramente identificados desenhos
que lembram perfeitamente discos voadores e
esquemas da composição do nosso sistema solar,
até com a relação proporcional de distanciamento
entre os planetas, ou das 17 grutas da faixa
franco-catábrica (França e Espanha), que se
estende desde a zona atravessada pelo rio Vézere,
próximo a Limousin, na França, até as regiões de
Altamira, em Santander, na Espanha. Neste outro
caso, a arte das pinturas franco-catábricas
distinguem-se fundamentalmente pelo seu
realismo, à diferença de outros grupos. Em todas
as cavernas investigadas pelo pesquisador Aimê
Michel, especificamente nessa área, existem pelo
menos dúzias de objetos de difícil explicação, bem
ao lado de animais e elementos típicos da época e
da região. Em muitos casos, é possível distinguir
objetos em forma de sino, chapéus, setas,
retângulos, cúpulas e até objetos com patas. Um
dos grandes investigadores espanhóis, Sr. Antônio
Ribera, tem-se referido às pinturas da caverna de
La Pasiega, na localidade de Puente Viesgo,
Espanha, como sendo a silhueta de um objeto
muito similar ao disco voador fotografado em 1952
pelo Sr. Ed Keffel, na praia da Tijuca, no Rio de
Janeiro.
Outro local de grandes e majestosas revelações
tem sido as cavernas de Altamira. Essa gruta
espanhola, descoberta em 1877, é considerada
uma das melhores coleções de arte pré-histórica
da Península Ibérica. As pinturas de Altamira,
localizadas próximas à região de Santillana dei
Mar, em Santander, possuem uma antigüidade de
20 mil anos. No interior da caverna, é possível
observar claramente a presença de estranhos
objetos de formas variadas, desenhados com tinta
vermelha.
Alguns pesquisadores mais arrojados aventaram a
possibilidade de que alguns dos desenhos de
Altamira apresentem semelhança com os
encontrados na região de Tassili, no Saara
argelino. Nesse lugar, mais de 5 mil pinturas foram
descobertas e identificadas pelo pesquisador Henri
Lhote em 1933, o qual batizou alguns destes
trabalhos pré-históricos como "os marcianos". As
paredes de Tassili, situadas numa plataforma
arenosa de 800 km de longitude por 60 km de
largura, apresentam detalhada informação sobre o
homem pré-histórico daquela região. Nos murais, é
possível identificar perfeitamente a fauna local do
período, além dos procedimentos de caça e as
armas utilizadas. Porém, ao lado dos caçadores,
existem desenhos de seres de enormes cabeças
arredondadas, providas de apenas um único olho.
Alguns investigadores mais cautelosos sugerem
que os desenhos representam homens com algum
tipo de máscara cerimonial, cumprindo algum
ritual. Mas ocorre também que os desenhos de
Tassili encontram seus similares nas regiões de
Kimberley, na Austrália.
Se tudo isso parece algo fora da realidade,
devemos parar e nos concentrarmos nos achados
realizados na região de Fergana, no Uzbequistão,
antiga União Soviética. Nesta localidade, o
arqueólogo russo Gueorqui Chatseld encontrou,
numa das cavernas, um desenho extremamente
incrível: a imagem de um ser que lembra um misto
de anjo e demônio, segurando, na mão esquerda,
um disco com desenhos em seu interior dispostos
em espiral, além do mais, ao seu lado e ao fundo,
podia ser observado um outro ser, menor em
tamanho e com antenas na cabeça, vestindo uma
roupa de astronauta, e um disco voador perfeitamente
elaborado, na situação de decolagem.
Quando Chatseld viu pela primeira vez a pintura,
pensou que se tratava de algum trote ou piada dos
moradores locais, motivo pelo qual, de imediato,
não devotou maior atenção. Mas, particularmente
curioso, passou a retirar amostras da tinta
empregada para realizar a obra, tendo, como
conseqüência, enorme surpresa: a pintura
apresentava uma antigüidade superior aos 12 mil
anos. Por esta razão, batizou a pintura de "o
homem de Marte". No jornal de maior credibilidade
soviética, o Pravda Vostoka, na edição de 17 de
janeiro de 1965, Chatseld comparava a pintura de
Fergana com um outro achado pré-histórico
descoberto em 1956 na região dos Alpes italianos,
de Val Camonica, por um arqueólogo francês. Vale
destacar que as pinturas italianas apresentam,
claramente, as figuras de dois seres utilizando
nítidos capacetes transparentes, além de curiosos
objetos em suas mãos.
Por outro lado, a pintura de Fergana recebeu outro
importante apoio de caráter extraordinário vindo
da China. Nas cavernas da região de Baiam-Kara-
Ula, próximas ao Tibet, o arqueólogo chinês,
professor Tsum-Um-Nui, da Universidade de
Pequim, descobriu em 1965 um total de 716 discos
de granito, em cuja superfície se encontrava
gravado um grupo de sulcos e símbolos
organizados em espiral, e cuja antigüidade beirava
os 12 mil anos. De igual modo ao desenho de
Fergana, os discos apresentavam um furo no
centro. Segundo o professor, a tradução dos
símbolos referia-se a uma antiga cultura chamada
de Ham, que narrava a chegada dos seus deuses,
vindo montados em grandes objetos semelhantes
a carros de fogo, chamados de Dropas. O texto
rezava que os deuses não retornaram para seus
lugares originais, permanecendo definitivamente
entre os locais.
Atualmente, existem nas redondezas duas tribos
de características mongóis, chamadas Dropas e
Ham, sendo que nenhuma delas ultrapassa a
medida de 1,27 m. Conforme narra a lenda destas
duas culturas, em tempos remotos, os deuses,
seres de baixa estatura, chegaram dos céus à
Terra e misturaram-se com os moradores locais ao
longo do tempo, sendo os Dropas e os Ham
descendentes destas entidades.
Os discos de pedra achados nas cavernas de
Baiam-Kara-Ula foram investigados e submetidos a
diversos e rigorosos testes. Suas características
materiais apresentaram grande percentual de
cobalto na composição, além de detectar-se a
presença de uma tênue, mas persistente,
atividade elétrica na estrutura. A descoberta foi
completada mais adiante com o achado de restos
parecidos com humanos, nas cavernas próximas
da região. As ossadas revelavam seres de aspecto
curioso, pois seus crânios eram desproporcionais
em relação ao tamanho do corpo. Mais pareciam
crianças com síndrome de hidrocefalia que
humanos normais, porém a antigüidade também
se encontrava batendo os 12 mil anos. Nenhum
pesquisador se atreveu a dar opinião conclusiva
em relação à descoberta, atribuindo o achado dos
corpos a crianças anormais que teriam morrido
naturalmente ou sido sacrificadas.
Em 1952 foi estabelecido o primeiro contato com a
tribo dos índios caiapós, habitantes das regiões do
Alto Amazonas, no Brasil. Este grande passo na
aproximação de duas culturas revelou alguns
aspectos insólitos e curiosos, que permitem,
tranqüilamente, especulação a respeito.
João Américo Peret, um dos mais renomados
indigenistas, pesquisou profundamente a cultura
caiapó, descobrindo mitos e lendas, em sua
maioria, responsáveis por grande número de
rituais e cerimoniais. Uma destas lendas, em
particular, conta que um dia, bem nos tempos
antigos, houve forte tremor de terra, surgindo
muita fumaça e fogo bem no topo de uma
montanha. Toda a tribo, apavorada, refugiou-se no
interior da aldeia. Alguns dias passados, jovens
guerreiros teriam tido coragem para investigar o
ocorrido, dando de encontro com um estranho
homem. Segundo associaram, este homem teria
vindo com o tremor de terra, razão por que
deveriam destruí-lo. Porém, seus machados,
lanças, flechas e dardos nada puderam contra
esse ser, que zombou de sua impotência. Segundo
narra a lenda, o visitante permaneceu por longo
tempo entre os caiapós, vindo a aprender a sua
língua e, aos poucos, ensinando-lhes algumas
normas de conduta, técnicas de agricultura,
formas de caça, enfim, transmitindo para o povo
toda a sua sabedoria. O visitante era conhecido
pelo nome de Bebgoróroti, que significa "velho do
Cosmos". Porém, um dia, Bebgoróroti vestiu
novamente suas estranhas roupas brilhantes,
afirmando que seu tempo se esgotara e que teria
de retornar ao seu lugar de origem, pois em breve
viriam à sua procura. Na oportunidade, despediuse
e solicitou que ninguém o seguisse até a
montanha, mas alguns jovens e curiosos
guerreiros o seguiram, desrespeitando a ordem;
contemplaram a fumaça novamente e ouviram o
estrondo da terra, observando como o sábio
visitante retornava para o céu de onde ele tinha
vindo. A partir daquele dia e em sua homenagem,
os caiapós passaram a reproduzir as vestes de
Bebgoróroti, lembrando-o em suas festividades. As
roupas de palha utilizadas nas festividades,
deixam patente a imagem de roupa de astronauta,
já que este povo vivia quase que literalmente nu.
Além do mais, existe uma infinidade de registros
artísticos, como cerâmicas, esculturas e pinturas
em tecido, que apresentam figuras curiosas e
estranhas para a época, tal é o caso dos cerâmicos
da cultura Jama Coaque, descobertos no Equador,
e cuja antigüidade resulta ser pré-colombiana,
provavelmente por volta do ano 1000. Ambas as
estatuetas representam uma entidade vestindo
uma roupa pesada, um elmo cobrindo a cabeça e
uma mochila nas costas. O elmo deixa claro que
apenas o rosto encontra-se à mostra. As
características destas pequenas estatuetas
apresentam incrível similaridade visual com a
reprodução de um astronauta, com direito a
mochila de sobrevivência, botas e capacete com
visor transparente, ou como os cerâmicos Tolima,
da Colômbia, que lembram perfeitamente discos
voadores.
Em função de tudo isso, seria possível acreditar
que em tempos remotos, até anteriores ao
homem, uma ou mais civilizações de origem
extraterrestre teriam vindo ao nosso mundo?
É perfeitamente possível.
Restos fósseis, pinturas rupestres, petroglifos,
ossadas, enfim, registros existem em quantidades
enormes, ofertando a possibilidade de pensar que,
um dia, o nosso passado pode ter sido visitado por
uma pequena amostra do nosso presente.
Os Deuses Extraterrestres
A presença extraterrestre em nosso mundo não se
deu apenas ao longo da pré-história, como pudemos
perceber. Sua presença aparece constantemente
ao longo da história, influenciando, sobremaneira,
grande número de culturas. E isto é
de fácil comprovação.
Há mais de 500 anos, dois homens pertencentes a
mundos completamente diferentes encontraramse
frente a frente. Separados um do outro pela
cultura, pela distância e pelo conhecimento, eles
se reuniu num determinado dia, sendo que o morador
da região em que se deu o encontro fez o
seguinte pronunciamento ao visitante: "... Há cinco,
talvez dez dias, eu me encontrava angustiado.
Tinha fixo o olhar na Região do Mistério. E tu
chegaste entre nuvens, entre trevas. Isto era como
nos tinham dito os reis, os que comandaram, os
que governaram tua cidade; que chegarias aqui...
Pois agora está realizado: tu chegaste, com grande
fadiga, com grande entusiasmo vieste. Chega até
tua terra: vem e descansa; toma posse de tuas
residências reais; acalma o teu corpo. Cheguem a
tua terra, senhores..." (registro de Frei Bernardino
Sahagún, no livro História Geral das Coisas de
Nova Espanha).
O pronunciamento de boas vindas aqui apresentado
foi declamado por Moctezuma Xocoyotzin, rei
e sumo-sacerdote do império de Thenochtitlan,
fundado em 1325 no lago Texcoco, atual cidade do
México, para o seu conquistador Hernán Cortés,
em 1520.
Não é possível medir a repercussão que este encontro
teve na conquista do México, mas está
perfeitamente claro que os conquistadores, que
acabavam de chegar, não foram recebidos como
inimigos potenciais, porém reconhecidos como
aqueles que, segundo as velhas e antigas
tradições relatavam, deviam chegar e tomar conta
do que lhes pertencia, sendo que os astecas o
haviam conservado até o seu retorno.
O próprio Hernán Cortés assim narrou para o
imperador Carlos V, numa carta escrita no dia 30
de outubro de 1520. E foi desta mesma forma que
os cronistas Francisco López de Gomara e Frei
Bernardino Sahagún o registraram.
O comportamento dos astecas não foi único em
relação à conquista da América. De igual forma, o
império Inca padeceu do mesmo mal. Quando o
conquistador espanhol Francisco Pizarro chegou ao
Peru em 1532, o império do Tahuantinsuyo foi logo
comunicado da presença de homens brancos,
provocando enorme alvoroço. Segundo uma lenda
local, circulava naquela época a seguinte profecia:
"... já não é mais tempo de falar de nenhum
governo, pois os Viracochas chegarão sem demora
para governar num reino em nome de um grande
senhor todo-poderoso...". Esta informação
profética foi obtida no oráculo da Huaca Pariacaca,
após um interrogatório realizado pelo imperador
inca Huayna Capac, com o objetivo de saber a
respeito do futuro do império e de seus dois filhos,
Huáscar e Atahualpa. Segundo o historiador
indígena Huaman Poma de Ayala, outras lendas
falavam ainda sobre a vinda em tempos muito
remotos de deuses cuja pele era branca,
chamados de "Viracochas", em homenagem ao
deus criador. Os espanhóis de imediato foram
associados aos antigos deuses, tanto que, Felipo,
indígena capturado e utilizado como intérprete,
considerava, até determinado momento, estar
prestando serviços aos próprios deuses, desejando
com isso colaborar contra Atahualpa, que, nesse
momento, ambicionava para si todo o império,
mesmo que para isso tivesse de assassinar seu
irmão Huáscar, toda a sua família e seus
seguidores.
Por esta razão foi que quando Pizarro entrou na
cidade de Cajamarca teve facilidade em prender
Atahualpa, já que tanto o inca como todos os seus
guerreiros temiam qualquer reação dos espanhóis,
segundo nos conta o cronista Cieza de Leon.
Num trecho dos registros realizados por Francisco
López de Gomara, durante a conquista do México,
consta o seguinte: "... E das naves afirmavam que
vinha o deus Quetzalcoatl com seus templos nas
costas, que era o deus do ar e que havia ido
embora, mas lhe aguardavam."
Os astecas chamaram os conquistadores de
"teteuh", que significa "deuses", porque isso
significava para eles, assim como para os incas,
que chamaram de "Viracochas" seus respectivos
dominadores. Mas, como Pizarro, seus irmãos e
seus generais no Peru, o conquistador Pedro de
Alvarado perpetrou as mais absurdas violências no
México na ausência de Cortés. Diante de tudo isso,
tanto os méxica (astecas) como os incas
abandonaram gradualmente a idéia de considerar
os conquistadores deuses, vindo a chamá-los de
"bárbaros".
No caso dos astecas, o nome do famoso deus
Quetzalcoatl significa "serpente emplumada", e
seu culto parece ter existido ao longo de toda a
mesoamérica. Para todas essas culturas,
Quetzalcoatl era uma das principais divindades,
tendo seu templo no centro de Thenochtitlan.
Porém, pelo que se conhece, seu culto já era bem
mais antigo. Em tempos do início do império
mexicano, os astecas encontraram na cidade
abandonada de Teotihuacán um enorme e
imponente templo deste deus. Segundo narra a
história, os astecas ficaram impressionados pela
sua beleza e grandiosidade, denominando o lugar
de Teotihuacán, que, em língua náhuatl, significa
"lugar onde os homens se transformam em
deuses". Vale destacar que, tanto os maias como
os náhuatl, os olmecas e a maioria das culturas
tiveram neste deus seu principal benfeitor.
Quetzalcoatl foi tido como um deus relacionado
com a vida, a criação e a renovação, mas também
foi sempre associado ao ar, ao vôo e ao céu, tal é
o início do nome "Quetzal", que obedece à
denominação de ave sagrada, de maravilhosas
penas. Esta ave simbolizava para os maias o céu e
o Cosmos, além de as penas simbolizarem o vôo.
Um outro aspecto interessante é que, como os
deuses incas, Quetzalcoatl pertencia a uma raça
diferente.
A falta de documentos escritos obrigou os
historiadores e investigadores da época a procurar
as tradições orais. As lendas e mitos, recolhidos
em língua náhuatl pelos cronistas, acabaram
resultando numa mistura cultural de origem bem
primitiva. Segundo esta recompilação,
Quetzalcoatl resulta ser um deus responsável pela
fertilidade das águas, da força renovadora, da
natureza e, ao mesmo tempo, todo o
conhecimento espiritual e transcendental. Entre os
maias, também era conhecido por Kukulcán, o
deus dos ventos que abria caminho em meio às
tempestades, sendo ao mesmo tempo um valente
aventureiro, sempre triunfante nas batalhas e nos
desafios.
Algumas tradições toltecas deram a este deus o
nome de Ce-Acatl, filho de Mixcoatl ("serpente das
nuvens") e de Chilmalma ("escudo estendido").
Noutras palavras, seu pai era do céu e sua mãe,
da terra. Segundo narra a lenda, Ce-Acatl
Quetzalcoatl passou grande parte dos primeiros
anos de sua vida preocupado com a identidade de
seu pai, a quem nunca conheceu. De acordo com
as tradições, parece que o seu nascimento ocorreu
por volta do ano 843 d.C., vindo a governar por
volta do ano 977 d.C., o que significaria que subiu
ao trono com 134 anos. Embora a sua origem seja
um mistério, não se podendo precisar a época
exata do seu reinado, está perfeitamente claro e
registrado o efeito que provocou sobre os toltecas
e as culturas posteriores. O período do seu
governo permanece na lembrança como uma
época dourada, repleta de paz e harmonia jamais
igualada. Por ser metade humano e metade deus,
foi tentado pelo demônio Tezcatlopoca, seu eterno
inimigo, tornando-se, com o tempo, vaidoso,
caindo facilmente nos vícios vulgares, como a
bebida e a luxúria. Porém, foi por pouco tempo,
reagindo logo depois e, ao tomar consciência de
seus excessos, considerou que sua missão no
mundo havia fracassado, vindo a abandonar tudo
e todos. Seguido apenas pelos seus discípulos,
rumou em direção ao leste, vindo parar na costa
do México. Arrependido pelos seus atos, prometeu
retornar um dia e redimir-se, transformando-se em
fogo, e apenas seu coração voltou para o céu, o
qual se converteu na estrela da manhã, isto é, no
planeta Vênus.
O final narrado na lenda pode ser interpretado
como apenas mero simbolismo: o fogo como
elemento purificador, sob o qual a parte divina
retorna a sua origem celestial. Mas também se
poderia num evento de características espaciais,
interpretado apenas por testemunhas ignorantes.
Poderíamos imaginar Quetzalcoatl ingressando
num veículo espacial, iniciando a disparada dos
foguetes e, gradualmente, distanciando-se no
espaço até parecer apenas um ponto brilhante no
infinito, deixando estarrecidos os limitados
espectadores. É claro que um arqueólogo
tradicional dificilmente poderia cogitar desta
última hipótese. Se realmente foi desta forma,
resulta ser grande possibilidade, já que,
normalmente, um ser mítico é, na maioria das
vezes, enaltecido e colocado numa condição
supra-humana, inclusive em relação à beleza e
capacidades. No caso de Quetzalcoatl, seu
passado é o de um homem feio aos olhos dos
indígenas, pois é de pele branca, barba cerrada,
elevada altura e com algumas grandes qualidades,
e que é capaz de errar, prometendo um dia
retornar. Foram estes os argumentos que fizeram
os astecas acreditar que os conquistadores eram,
na verdade, os emissários de Quetzalcoatl, já que
este desapareceu, prometendo retornar num ano
Ce-Acatl, data em que, coincidentemente, ocorreu,
para a desgraça geral, a chegada dos espanhóis.
Embora os arqueólogos empenhem-se fortemente
em negar a possibilidade da troca cultural entre
grupos europeus com os impérios astecas, maias,
olmecas, toltecas e incas, os mitos e lendas
existentes entre esses grupos persistem em incluir
a presença de homens brancos nas suas histórias,
embora sejam eles providos de poderes
extraordinários e conhecimentos além de qualquer
questão. Até hoje, não foi confirmada a presença
de vikings ou de outras colonizações na América
Central ou do Sul, porém, existem relatos de
cronistas que contam do achado dos "guanches",
uma tribo de homens loiros, brancos e altos, que
foi exterminada pelos conquistadores na sua
chegada ao Caribe.
Seja como for, estes homens especiais
distinguiram-se totalmente dos demais, não por
serem brancos apenas, mas por ofertarem vasto
conhecimento, capaz de promover incríveis
mudanças culturais e tornar um pequeno grupo
sedentário num grande e poderoso império, num
curto espaço de tempo.
Como já vimos anteriormente, o benefício da
confusão trouxe enorme vantagem aos
conquistadores. A esse respeito, Francisco Pizarro,
numa de suas cartas para a Espanha, narra o
seguinte: "... A classe dirigente do império do
Tahuantinsuyo era de pele clara e cabelo loiro escuro,
algo assim como a cor do trigo maduro. Os
grandes senhores e as damas eram, na sua
maioria, brancos como os espanhóis. Naquele país
encontrei uma índia com seu filho, que tinha a
pele tão branca que apenas teria podido distinguila
da gente branca e loira. Deles, comentava-se
que eram “filhos dos deuses".
Desta forma, Francisco Pizarro descreveu os
antigos membros da dinastia Inca, isto é, da
dinastia dominante, todos eles, no passado, racialmente
diferenciados dos demais membros dos
povos deste país e reconhecidos, portanto, como
deuses. Deuses estes que, como tais, tiveram uma
genealogia original e fora do comum, sendo
capazes de incríveis feitos.
A origem dos incas mal pode ser localizada no
tempo, já que não existe sequer consenso em
relação ao tempo em que durou o império. Apenas
se sabe com certeza que se encontravam no poder
no período da conquista do Peru no século XVI. A
história, porém, consegue relacionar um total de
treze imperadores ou incas, embora hoje esteja se
considerando que, na verdade, possam não ter
sido indivíduos, mas dinastias, o que de imediato
pressuporia não um período de três a quatro
séculos de dominação, mas, talvez, um a dois
milênios, desde a sua origem e fundação.
Poucas e curtas foram as informações que
puderam ser coletadas a respeito das origens e
desenvolvimento do império inca. Os cronistas
espanhóis pouco puderam reunir ao longo de sua
infrutífera tentativa de catequese. Mas
conseguiram reunir, pelo menos, maravilhosa e
interessante coleção das características que
destacaram os responsáveis pelo início de cada
dinastia.
Segundo narram as lendas peruanas, logo depois
de concluir o último e terrível dilúvio universal
(Uno Pachacuti), do interior de uma caverna, numa
montanha distante, surgiram quatro homens e
quatro mulheres, chamados de irmãos Ayar.
Conforme as lendas, enorme era o seu poder e
grandes suas realizações. Voavam dos céus para a
terra, vestindo roupas de uma textura jamais vista
até então e com suas fundas lançavam pedras que
trespassavam as montanhas, transformando-as
em quebradas. Carregavam consigo uma caixa,
em cujo interior encontrava-se uma ave que
possuía o poder de falar.
Neste tipo de tradição mitológica resulta difícil
distinguir onde começam ou terminam os fatos e
se dá espaço às fábulas. É claro que, de forma
conservadora, poderíamos afirmar que toda a
narrativa da lenda é apenas um enunciado de
fantasias descabidas. Porém, se despojados de
qualquer preconceito interpretássemos o conteúdo
dentro da ótica de ignorantes indígenas frente a
miraculosas manifestações, não poderíamos
desprender de tudo isso a possibilidade do relato
de entidades com o poder de voar, de utilizar
radiotransmissores, armas cujos projéteis tivessem
grande poder de fogo e cujas roupas fossem de
um acabamento jamais visto, tudo isso fruto de
uma civilização e tecnologias fora do seu tempo?
Providos de tudo isso, os quatro casais Ayar
passaram a organizar as tribos que encontraram
em seu caminho, impondo normas de conduta e
melhorando grandemente sua condição de vida.
De acordo com a lenda, teriam sido eles que
trouxeram o milho, responsável pelos assentamentos
sedentários de grandes grupos humanos
na América. E isto é algo sumamente interessante,
já que, até hoje, não existe consenso científico
para explicar o aparecimento do milho, e, mais
ainda, do porquê de apenas nas regiões andinas
existir tantas variedades na cor, gosto e tamanho,
totalmente diferentes de qualquer outra
encontrada na América. Inclusive, sabemos hoje
que os cereais são produto da natureza, à
diferença do milho, já que este é o possível fruto
de longos processos de hibridagem e manipulação,
resultando num produto artificial, incapaz de
reproduzir-se por si mesmo.
Para os antigos mexicanos e peruanos, a origem
do milho era apenas uma: resultava num presente
ofertado pelos deuses aos homens. Seja como for,
os cientistas não conseguem explicar a presença
do milho no planeta, mas persistem em descobrir
a sua origem, chegando a elaborar um grande
conjunto de teorias, dentro das quais atribuem o
seu passado a um distante parente silvestre,
chamado de milho teosinte ou tunicado. E possível
imaginar que realmente o milho tenha evoluído de
um parente distante e diferente; o curioso seria
saber como um grupo de ignorantes indígenas,
quase sedentários, teve a habilidade e conhecimento
suficientes para alterar geneticamente um
cereal primitivo, a ponto de transformá-lo num
produto final de excelentes características alimentares
e, ainda mais, produzir dele um enorme
grupo de opções totalmente diferenciadas. Por
outro lado, se estes ignorantes indígenas não o
fizeram, quem fez?
De qualquer forma, caberia analisar o fato de que
todas as culturas americanas, sem qualquer
restrição, atribuem procedência divina ao milho, e
isto deve ter alguma razão. Cabe relembrar que,
excluindo o milho, todos os demais alimentos
consumidos pelos indígenas americanos, incluindo
a folha da coca, jamais tiveram qualquer
atribuição a uma origem divina ou sobrenatural.
Por que fazê-lo apenas com um único alimento e
ser isto geral em toda a América?
Um outro aspecto, interessante de ser analisado,
reside no fato de que sempre consideramos os
homens antigos criaturas completamente
ignorantes e carentes de sentido comum. Porém,
ante a esta colocação existe um nítido e evidente
paradoxo, dado o parque de monumentos e
construções que hoje podemos observar ao longo
de toda a América e do mundo em geral, vestígios
evidentes, de fato, da presença de uma tecnologia
construtiva que foge completamente do banal, e
que desafia qualquer engenhosidade, dada a falta
de recursos e meios como aqueles de que hoje
dispomos para tal fim. Seria possível imaginar
esses homens realizando incríveis e complexos
cálculos, tanto astronômicos como construtivos,
sendo capazes de levantar templos de rocha pura
no topo de altas e escarpadas montanhas,
reorientar rios, construir pontes, trabalhar os
metais e estruturar uma sociedade quase perfeita
em que não existia a pobreza, a miséria ou a
violência, e, ainda, chamá-los de supersticiosos
ignorantes?
É difícil de acreditar que homens de semelhante
nível fossem incapazes de identificar claramente,
mesmo que isto demorasse, quem é um deus e
quem não passa de um aproveitador. Neste
sentido, que o digam tanto Pizarro como Cortês, já
que a sua divina hegemonia durou bem pouco
tempo. Mas acredito que, positivamente, seria
possível ocorrer que homens de capacidades
realmente extraordinárias pudessem ser
facilmente divinizados. E, neste caso em
particular, podemos observar que estes supostos
deuses, que visitaram as Américas e algumas
outras partes do mundo antigo, mais se
assemelhavam a técnicos qualificados e bemintencionados
que a meros espiritualistas
doutrinadores.
E neste sentido é possível exemplificar facilmente,
trazendo à nossa lembrança os restos de uma
antiga cultura andina, ainda silenciosamente
presente nos tempos modernos. Bem no planalto
boliviano, se levantam-se maravilhosas e caladas,
as evidentes estruturas de uma antiga e majestosa
cultura chamada Tiahuanaco. Segundo as
tradições locais, foi nesse lugar que o deus
Viracocha se instalou quando chegou na Terra.
Desse lugar, numa época em que o Sol, a Lua e as
estrelas não podiam ser vistas, planejou a criação
do homem. Após algumas infrutíferas tentativas,
dentre as quais podem ser incluídos alguns
gigantes, optou pelo que parece ser uma
constante entre os deuses criacionistas: fabricar o
homem à sua imagem e semelhança. Depois do
ato, Viracocha passou a ensinar a suas criações
alguns conhecimentos técnicos, assim como as
instruiu em relação a normas de conduta. Sua
empreitada evangelizadora passou à posteridade
como um mito, havendo sido pesquisada pela
investigadora Maria Scholten de D'Ebneth.
De acordo com a tradição recolhida pelo cronista
Betanzos, Viracocha enviou desde Tiahuanaco dois
emissários: um para o Contisuyo e o outro em
direção ao Antisuyo (duas das grandes províncias
em que mais tarde se dividiu o império inca do
Tahuantinsuyo), sendo que ele próprio se dirigiu
para Cuzco. O Contisuyo é o norte, e o Antisuyo é
o oeste do Peru, o que significa a existência de
uma orientação cardinal média em direção
noroeste. O trajeto de Tiahuanaco em direção
noroeste leva impecavelmente até Cuzco e
Pukara, sendo conhecido como a "rota de
Viracocha". Pukara foi um centro fundado por
Viracocha na sua passagem para Cuzco.
Neste lugar, depois de haver provocado a descida
de fogo do céu e castigado os homens impuros
que ali moravam, Viracocha decidiu enviar o mais
velho dos seus filhos, Imaimana Viracocha, a um
outro local, Pachacamac, com a missão de
consertar os solsticios. O curioso de tudo é que
Pukara, centro importante na "rota de Viracocha",
se encontra exatamente na reta entre Tiahuanaco
e Cuzco, equidistando de ambos os lugares 234
km exatamente. Depois de passar por Pukara e
Cuzco, os cronistas afirmam que Viracocha
continuou seu caminho em direção a Cajamarca.
Ali, abandonou a rota em linha reta, que já se
encontrava próxima dos 1.000 km, rumando em
direção a Puerto Viejo, no Equador, onde se
despediu dos seus acompanhantes para logo
perder-se no oceano Pacífico, caminhando sobre
as águas.
Contado dessa forma nada tem de especial, mas
se elaborarmos um traçado das direções teremos
um resultado curioso. Se traçarmos uma linha reta
entre Tiahuanaco, Pukara e Cuzco, veremos que a
sua projeção nos leva diretamente para
Cajamarca, região considerada importante e
sagrada nas atividades incas e local onde
Atahualpa tinha um palácio, já que foi aqui que
Pizarro o capturou. Se a partir de Cuzco, e tendo a
reta até Cajamarca como eixo (rota de Viracocha),
abrirmos uma projeção para o oeste (Antisuyo)
com um ângulo de 28 graus e 57 minutos, teremos,
exatamente na reta, o grande centro
cerimonial de Pachacamac no litoral. Se fizermos a
projeção de Tiahuanaco para o oceano Pacífico e a
tivermos como eixo, abrindo para o norte a partir
de Cajamarca uma projeção em linha reta com um
ângulo de 28 graus e 57 minutos, teremos
chegado ao grande centro de Puerto Viejo, no
Equador.
Se deixarmos de lado as valorizações simbólicas
ou escatológicas, pensando apenas nas
coordenadas apresentadas, a única conclusão possível
é que a "rota de Viracocha" foi planejada por
alguém que realizou um perfeito trabalho
topográfico, já que as distâncias, que separam
cada cidade umas das outras, estão repletas de
enormes montanhas, vales gigantescos e um dos
terrenos mais difíceis do planeta. Além do mais, é
absurdo acreditar que nesta evidente
concordância angular tudo fosse apenas
coincidência.
A presença de miraculosos deuses tem sido uma
constante ao longo do desenvolvimento das
culturas primitivas. Anteriormente, vimos
Quetzalcoatl e Kukulcan entre os toltecas,
teotihuacanes, maias e astecas, e Viracocha entre
os incas. Mas no caso dos povos mexicanos,
Quetzalcoatl não foi o deus principal, apenas um
secundário, muito mais próximo de um homem
divinizado que de um deus universal.
Os toltecas adoravam Huitzilopochtli, entidade que
passou a ser cultuada também pelos maias e
astecas. Huitzilopochtli era o deus da guerra entre
os toltecas, passando a divindade principal para os
demais povos, sendo que este deus, em particular,
desempenhou importante papel no
desenvolvimento do antigo México. Foi por causa
deste deus que os méxica (astecas) abandonaram
suas terras e cidades para iniciar um êxodo similar
ao que muitos séculos antes realizara o povo
judeu.
Segundo os investigadores, foi por volta do ano
1.111 d.C. que teve início a grande viagem. Nesta
data, Huitzilopochtli fechou uma aliança com o
povo, mudando o nome de astecas para méxicas
e, além de entregar-lhes um instrumento técnico,
ordenou de imediato deixarem Aztlán, lugar em
que até então residiam, colocando-os a caminho
de uma nova terra de fartura. Na crônica
Mexicayotl, páginas 22 e 23, encontramos as
palavras de Huitzilopochtli dizendo: "...Agora não
sereis chamados de astecas; agora sois já
mexicanos; então, quando tomaram o nome de
mexicanos, agora chamados de méxicas, furoulhes
as suas orelhas e também lhes deu as flechas,
o arco e a rede, com que, percebiam do alto,
conseguiam flechá-lo muito bem".
Durante 234 anos os méxicas caminharam de um
lado para outro. Algumas vezes detinham-se por
alguns dias e, se o local era bom, permaneciam
nele por vários anos. Assim como os judeus
receberam no Sinai os seus mandamentos, os
agora méxicas os receberam no monte Teotilán,
mas, à diferença da nuvem trovejante de Moisés,
receberam-nos de um enorme e brilhante pássaro,
que falou em meio a uma tempestade de trovões e
relâmpagos. Da mesma forma que Deus utilizou da
Arca da Aliança para passar instruções ao seu
povo, Huitzilopochtli fez o mesmo, utilizando para
tanto uma caixa feita de juncos, transportada
apenas por quatro sacerdotes e à qual somente
eles podiam ter acesso. Assim como os judeus
tiveram Moisés, os méxicas tiveram Mexi, e como
os judeus, também tiveram um grande grupo de
eventos cujas coincidências são extraordinárias
com a saga do povo hebreu. A semelhança é tanta
que quando os primeiros sacerdotes católicos
tomaram conhecimento da história dos méxicas
estes ficaram profundamente impressionados, a
ponto de considerar que os judeus poderiam ter
chegado à América antes deles.
Por outro lado, o mar cumpre também
interessante papel em todos estes mitos.
Quetzalcoatl, assim como Viracocha, despede-se
próximo do mar, prometendo retornar algum dia. É
o mesmo caso da lenda de Tacaynamo, fundador
da primeira dinastia chimú no Peru, que narra o
seguinte: "... O deus criador veio do mar e ensinou
o povo de Yunca a construir cidades e templos.
Ensinou também a abrir canais e ampliar os vales
da costa para que cultivassem a mandioca, o
milho, o algodão, a abóbora e as frutas". Similar a
esta lenda, há também a do deus Nai-Lamp ou Ay-
Apaeq entre os mochicas, vizinhos dos chimús,
que um dia veio do interior do oceano Pacífico
montado num grande pássaro, vindo a realizar os
mesmos feitos.
A falta de documentos escritos faz do passado
americano um lugar propício para as
especulações, já que está muito distante de ser
linear e ordenado. Está certo que não devemos
encontrar por trás de cada máscara funerária um
rosto extraterrestre ou um contato imediato préhistórico,
porém existe grande número de eventos
e relatos que somente teriam sentido se
entendidos sob esta ótica.
O passado americano encerra atrás de si enorme
volume de aspectos e fatos não explicados. O
clima que circunda os restos destas maravilhosas
cidades pré-hispânicas é de total e absoluto
mistério. A presença de deuses extraterrestres,
acompanhados por auxiliares ou apenas sós, não é
uma simples especulação, mas um dado a mais a
ser considerado dentro da enorme e ampla
variedade de possibilidades. É o caso dos toltecas,
dos maias, dos olmecas, dos pipiles, dos náhuatl,
dos xiximecas, dos zapotecas e dos itzaes na
América meridional. De igual forma, não somente
os incas foram conseqüência da visita de
Viracocha, mas também os chavin, os mochicas e
os chimús no Peru pré-inca. Todas estas culturas
tiveram enormes saltos culturais de forma
incompreensível, devido à chegada de entidades
divinizadas, o que resulta em algo impressionante
se observarmos que este mesmo fenômeno também
se repetiu em outras regiões da América,
como no Canadá, onde os peles-vermelhas
receberam a chegada do deus Glooskap, e no
Brasil, com o deus Bebgoróroti dos caiapós. Até
nas ilhas do oceano Pacífico encontramos lendas
similares, como a dos maoríes. Ali, deuses chamados
de papalaugos chegaram nas mesmas
condições que os demais. Inclusive, podemos ir
mais longe, pois até no Oriente Médio, ao norte da
África e nas civilizações do Mediterrâneo, podemos
encontrar lendas e mitos similares. Era como se
existisse um plano bem elaborado, com a intenção
de elevar o nível cultural do homem,
estabelecendo experimentos isolados
geograficamente ou pelo tempo, permitindo
acompanhar o desdobramento do realizado. Seja
como for, todas estas entidades apareceram
nitidamente como deuses/mestres, propiciando o
desenvolvimento daquelas culturas, e isso não
pode ser negado, porém continua difícil de ser
aceito.
O Enigma de Súmer
Durante muito tempo a história nos fez crer que
apenas o poder e o desenvolvimento de Roma e
Grécia foram, verdadeiramente, o berço do conhecimento
humano, e que o limite do real processo
civilizatório estava restrito a essas únicas
coordenadas geográficas e temporais.
Mas vale relembrar que Roma somente conquistou
a sua realização como cultura e civilização na
época de Cristo, e os gregos, alguns séculos antes
na Idade Clássica.
Depois do surgimento da Egiptologia, graças à
campanha de Napoleão no Egito e a descoberta da
famosa pedra de Roseta em 1799, compreendeuse
que a civilização egípcia havia atingido incrível
e complexa forma cultural milênios antes que a
Grécia ou Roma. E o fato tomou outra imagem
quando, entre o pó do deserto, os arqueólogos
passaram a realizar algumas importantes descobertas.
Aos poucos, incríveis restos foram sendo
encontrados nas regiões do Oriente Médio, que
revelavam requintes de sofisticação e conhecimentos
inimaginados para culturas tão antigas. As
descobertas alertaram para a existência de uma
única cultura mãe, responsável pelo exercício de
uma enorme e radical influência em todas as
culturas locais, provocando desdobramentos
importantes ao longo dos séculos seguintes, inclusive
com conseqüências até os dias de hoje.
Porém, resulta de difícil explicação para os cientistas
como foi possível que, num distante passado,
seres humanos desprovidos de quaisquer
meios de desenvolvimento como os atuais
pudessem construir, tão rapidamente, uma
civilização, cujas bases existem presentes até hoje
ou cujos conhecimentos científicos serviram para
sustentar muitas das descobertas atuais.
Segundo o escritor norte-americano Zecharia
Sitchin, em tempos remotos seres extraterrestres
vieram para a Terra, estabelecendo importante
relacionamento com alguns seres humanos e, em
especial, com algumas poucas culturas que
consideraram interessantes aos seus propósitos,
provocando grandes saltos civilizatórios,
continuando a influenciar a humanidade até os
dias de hoje.
Todas as descobertas realizadas até o momento
apontam que uma antiga e fantástica civilização
surgiu repentinamente, sem qualquer processo
gradual ou transitório de desenvolvimento, por
volta do ano 4.000 a.C., isto é, há pelo menos 6
mil anos. E tudo isso ocorreu ao sul da antiga
Mesopotâmia, exatamente nas regiões do Oriente
Médio, atual Iraque, particularmente entre os rios
Tigre e Eufrates. Além do mais, ninguém sabe ao
certo qual foi a origem deste povo, pois sua
linguagem e cultura não apresentam antecedentes
identificáveis.
De acordo com grande número de achados
arqueológicos, foi possível descobrir que invenções
como a roda, o forno e os ladrilhos já faziam parte
do seu conhecimento tecnológico há muito tempo,
dando a entender que provavelmente aqui
surgiram pela primeira vez em nosso mundo.
Também foi aqui em que a religião, os templos e o
sacerdócio se originaram, em que as cidades
literalmente floresceram com prédios de vários
andares, palácios requintados, portos para a
navegação e o comércio, além de uma incrível
rede de irrigação e canalização de água potável.
Um sistema legal com leis, cortes, juízes,
advogados e promotores também existiu, não
deixando nada a desejar em relação à moderna
estrutura atual. As artes, a música, a dança e a
pintura proliferaram amplamente. De igual forma a
educação e o ensino gozavam de escolas e
academias em que se aprendia de tudo, inclusive
medicina, química, matemática e outras ciências.
No meio de todos estes conhecimentos e
conquistas, também se encontra a escrita, levada
adiante dentro de um processo amplamente
sofisticado de gravação. Recibos, contratos,
códigos, leis, processos judiciais, arquivos reais,
documentos históricos, dicionários de outras
línguas e muitos outros trabalhos literários e
científicos foram registrados em pequenas tábuas
de barro, num processo de escrita chamado de
"cuneiforme". As pequenas tábuas eram gravadas
ainda frescas e moles e, quando secavam,
tornavam-se registros permanentes. Ao longo das
escavações foram encontradas centenas de
milhares destas tábuas de argila, que agora
podem ser lidas e traduzidas. Em algumas delas
existem também contos épicos, que relatam a
vinda de entidades estranhas ao mundo e ofertam
o conhecimento da civilização ao homem, ou histórias
míticas de antigos dilúvios universais, e até a
busca da imortalidade.
Entre o enorme acervo de tábuas existentes,
foram achados desenhos esquemáticos e
desenhos para decorar, ilustrar ou registrar a título
de cabeçalho, isto é, para evidenciar a origem do
documento, como hoje fazemos no nível
empresarial político. Em muitos casos os desenhos
eram realizados com uma espécie de sinete ou
selo feito em metal, pedra ou cerâmica que, ao
rodá-lo no barro mole, deixava gravado em baixo
ou alto-relevo o seu desenho. Cabe destacar que o
acesso aos textos desta civilização chamada
"suméria" (por pertencerem à civilização de
"Súmer") foi conseguido por meio das descobertas
de dicionários e documentos escritos em línguas
de outras culturas (acádica/suméria), o que
permitiu decifrar gradualmente o significado da
escrita, já que não existiam antecedentes de sua
evolução.
A civilização suméria encontrou seu apogeu
durante 1.500 anos, resistindo heroicamente a
mais de um século e meio de assédio político por
parte de seus vizinhos do norte, os acádicos (reino
de Acade). Mas, por volta de 2.000 a.C., as
investidas dos amontas e elamitas acabaram com
a sua estrutura, destruindo-os como civilização
autônoma. Porém, suas conquistas tecnológicas e
culturais sobreviveram, vindo a influenciar as
culturas próximas e posteriores, como a dos
babilônios, dos assírios e, inclusive, a dos judeus.
Os sumérios não somente impactaram o mundo
em que viveram, mas também o mundo científico
atual, não só por terem demonstrado possuir alta
sofisticação cultural em tempos incrivelmente
remotos, mas, principalmente, por possuírem um
conhecimento astronômico que somente hoje
pudemos confrontar, descobrindo que estes
primitivos habitantes do Oriente Médio conheciam
mais coisas do espaço há 6 mil anos do que nós
atualmente.
Poucas pessoas hoje podem compreender que
muitos dos conceitos atuais da astronomia
moderna são basicamente de origem suméria.
Dentre eles, como exemplo, temos o zênite, o
horizonte, a esfera celestial e a divisão de um
círculo em 360 graus. Além disso, temos também
o conceito da banda celestial dividida em doze
casas, na qual os planetas realizam seu percurso
ao redor do Sol e a relação zodiacal associada a
determinado grupo de estrelas (constelações),
com um nome e um símbolo pictórico. Por outro
lado, também temos os conceitos de ascensão
heliacal e os critérios para os movimentos
celestes, além do conhecimento do fenômeno da
precessão equinocial (que precisa de uma observação
de 2.160 anos). Fora isso, os sumérios
sabiam que a Terra não é plana, mas redonda, e
que giramos ao redor do Sol, conhecimentos estes
que escaparam totalmente dos astrônomos
posteriores ocidentais até o Renascimento, com as
primeiras idéias de Copérnico e Kepler.
Os conhecimentos sumérios estão registrados em
milhares de tábuas, representando um intrincado
quebra-cabeças. Grande parte deste legado é
exclusivamente sobre astronomia, em que
podemos encontrar relações ou listas de estrelas e
constelações na sua correta posição celeste, assim
como manuais de observação para a saída e
desaparição das estrelas e dos planetas. E tudo
isso é relativamente fácil de entender, pois os
sacerdotes sumários eram fundamentalmente
astrônomos, já que observavam o céu
continuamente dos templos, que eram pirâmides
ou torres escalonadas de elevadas proporções,
chamadas de "zigurats".
Porém, simples observações, realizadas a olho nu,
não explicam todo esse vasto conhecimento
acumulado nos registros desta cultura. Os
sumários conheciam, de alguma forma, a
verdadeira natureza do nosso sistema solar.
Descreveram o Sol, e não a Terra, como sendo o
centro do sistema, à diferença dos gregos. Para os
sumérios, a Terra era considerada o sétimo
membro do sistema solar, sendo que para nós é o
terceiro a partir do Sol. Mas se contarmos do
último planeta em direção ao Sol somos realmente
o sétimo planeta. E isto não são especulações
estapafúrdias, pois esta civilização deixou para
trás uma série de documentos que apresentam
não apenas a seqüência dos planetas na ordem
correta, mas se dão ao luxo de apontar as
distâncias existentes entre eles. Tudo isso há mais
de 4.000 anos a.C., sendo que o último planeta a
ser descoberto pelos nossos telescópios data
apenas de 1930, como foi o caso de Plutão. Por
outro lado, dada a sua cosmologia, os sumérios
consideravam a Lua como mais um membro do
sistema solar, afirmando que o sistema todo
reuniria um total de doze membros: o Sol, a Lua e
mais dez planetas. Atualmente conhecemos
apenas nove, porém eles confirmavam a
existência de um décimo planeta bem mais
distante que Plutão, chamado Nibiru, do qual os
seus mestres extraterrestres, os "anunnakis",
haviam vindo para a Terra. Sitchin comenta que
Nibiru possui ampla órbita excêntrica em torno do
Sol, cuja revolução leva cerca de 3.600 anos
terrestres.
Na descoberta de um selo sumério, de 4.000 anos
de antigüidade, temos um fato realmente
interessante, pois nos faz rever de imediato o
conceito que fazemos de primitivo. Nesta curiosa
representação, em que constam cenas de uma
atividade provavelmente cerimonial, podemos
observar na parte superior uma representação do
Sol e de todos os planetas do sistema solar ao seu
redor, incluindo o planeta dos Anunnaki que,
segundo o mito sumério passa entre Marte e
Júpiter a cada 3.600 anos.
O fato de que os planetas além de Saturno (Urano,
Netuno e Plutão) fossem de conhecimento
sumério, é algo realmente assombroso, mas ainda
resulta mais significativa a descrição que realizam
sobre eles, pois os detalhes são simplesmente
incríveis, já que a humanidade atual somente pôde
confrontar o relato sumério quando a Voyager 2 os
fotografou entre 1986 e 1989.
Infelizmente as ilustrações dos sumérios não são
coloridas, porém, as detalhadas descrições que
realizaram preenchem essa dificuldade. Segundo
os sumérios, o planeta Netuno era associado à
água e denominado de HUM.BA, que significa
"vegetação pantanosa". Por outro lado, Urano era
conhecido por Kakkab Shanarnma, isto é, "planeta
duplo". As fotografias lançadas para a Terra da
Voyager 2, em 1986, demonstraram que Urano é
um planeta de cor azul-esverdeada, cujo eixo se
encontra tombado, girando quase que no
horizonte. E o mais incrível de tudo foi quando, em
1989, a sonda espacial enviou as primeiras fotos
de Netuno, comprovando que o planeta é um
perfeito gêmeo de Urano em tamanho e aspecto
visual, além de apresentar também rotação
tombada. Num outro catálogo cuneiforme, o
mesmo Urano é chamado de EN.TI.MASH.SIG, que
significa "planeta de brilhante vida verde". A
Voyager 2 colocou dentro de todos os lares do
mundo as primeiras imagens em cores do verde e
azulado Urano em 1986, além de descobrir que,
aparentemente, existem grandes quantidades de
líquido na sua superfície, apresentando enormes
possibilidades de reunir as substâncias necessárias
para dar início a um processo de geração de vida.
Todas estas informações a respeito de Urano e
Netuno existiam enterradas nas areias do deserto
há mais de 4.000 anos a.C., sendo absurdo que
somente entre 1986 e 1989 a sonda espacial
Voyager 2 confirmasse as descrições sumérias.
Segundo relata Sitchin em suas traduções dos
textos sumários, este povo insistia em afirmar que
toda a sua sabedoria veio para a Terra trazida
pelos anunnakis, inclusive precisando a data deste
evento como sendo no ano 3.760 a.C. De acordo
com os textos, o conhecimento dos anunnakis
incluía de tudo, desde a configuração de um
estado monárquico, a organização social, até a
medicina, a matemática e as ciências da Terra.
Em vários textos traduzidos, Sitchin acredita ter
descoberto o relato da criação do sistema solar
realizado de forma detalhada. De acordo com o
texto, existiam apenas três corpos celestes
inicialmente no primitivo sistema solar: Apsu,
Mummu e Tiamat. Apsu era o pai original, isto é, o
Sol. Mummu era seu seguidor de confiança, ou
seja, o planeta Mercúrio, e, finalmente, Tiamat era
a deusa-mãe que, junto com Apsu, teria gerado os
demais planetas, como Vênus, Marte, Júpiter e
Saturno. Os textos não comentam como Júpiter e
Saturno produziram Urano, que por sua vez gerou
Netuno, porém relata como Saturno engendrou a
Plutão para ser o seu satélite. Segundo a lenda,
não demorou muito para que os planetas-deuses
começassem a atravessar as órbitas uns dos
outros, razão pela qual Apsu (o Sol) e Mummu
(Mercúrio) arquitetaram um plano para livrar o
Universo dos inconvenientes jovens planetários.
Porém, o plano foi descoberto e o jovem Netuno
lançou um terrível ataque preventivo contra o Sol.
Conforme a interpretação de Sitchin, isto
significaria que, num determinado momento,
Netuno teria apresentado alta elevação radiativa,
o que haveria provocado a sua completa
esterilização, afastando-se da região em que se
encontrava toda a matéria original de onde foram
gerados os novos planetas.
Mas o texto continua relatando que,
repentinamente, do interior do espaço, chegou um
novo planeta-deus, chamado Nibiru, ingressando
no sistema solar. Chegou vomitando fogo,
aparentemente derretido, e emitindo radiação.
Sua presença perturbou a órbita de Tiamat,
colidindo com um dos satélites de Nibiru e
arrancando novos corpos celestiais do corpo dela.
Lançando essas novas luas em rotação ao redor de
si mesma, Tiamat desafiou a situação, e quem saiu
em sua defesa foi Kingu (a Lua), o seu preferido e
maior satélite. Os jovens deuses pensaram em
vingar-se, mas temiam ser fracos demais. Saturno
tomou consciência de que Nibiru era forte o
necessário para derrotar Tiamat, insistindo para
que o fizesse. Nibiru concordou, sob apenas uma
única condição: de que outros planetas-deuses lhe
outorgassem a supremacia sobre todos eles. Cada
um deles concordou com a condição, ajustando
suas respectivas órbitas para colocar-se em rota
de colisão com Tiamat. Nibiru dirigiu-se contra
Tiamat, carregando consigo um exército de
tempestades (asteróides). Ao chegar, seus satélites
chocaram-se contra Tiamat, despedaçando-a
numa primeira batida. A primeira metade
estilhaçada transformar-se-ia no cinturão de
asteróides que hoje existe entre Marte e Júpiter.
Uma segunda batida teria despedaçado ainda
mais Tiamat, transformando grande parte dela no
planeta Terra e deixando Kingu como sua eterna
Lua. O impacto provocado haveria lançado a futura
Terra a sua atual posição orbital, enquanto os seus
fragmentos estariam condenados a vagar eternamente
pelo espaço. Finalmente, Nibiru castigou
Kingu pelo seu atrevimento, condenando-o a ser
estéril e privado de vida. Após a batalha, o sistema
solar estava finalmente concluído e completo.
De acordo com as explicações de Sitchin, Nibiru
era um planeta errante que ingressou no nosso
sistema carregando consigo todos os elementos
necessários para o desenvolvimento da vida. Com
o impacto contra Tiamat, a futura Terra, ele teria
colocado nela todos os elementos fundamentais
para permitir o surgimento da vida, razão pela
qual esta surgiu tão vasta e plural. Por outro lado,
em Nibiru teria ocorrido o mesmo, somente de
forma mais rápida e elevada, transformando estes
seres em criaturas altamente desenvolvidas em
comparação com a Terra.
Segundo Sitchin, há pelo menos 450 mil anos os
seres de Nibiru, ou os anunnakis, perceberam que
suas vidas corriam sério risco. A atmosfera de
Nibiru estava se dissipando lentamente.
Preocupados com o prazo que lhes restava para
salvar o seu mundo, os cientistas anunnakis
idealizaram uma solução: desenvolveriam um
escudo protetor de partículas de ouro que ficaria
suspenso sobre sua fraca e frágil atmosfera. Os
anunnakis sabiam para onde poderiam dirigir a
sua procura, já que as quantidades de partículas
deveriam ser elevadas. Sondas enviadas anteriormente
haviam revelado que a Terra era o
único planeta do sistema solar que reunia as
condições necessárias para ser explorado. Sem
perda de tempo, os anunnakis planejaram uma
expedição de investigação e extração do minério.
Porém, dada a órbita de Nibiru ser tão aberta em
relação ao Sol, os anunnakis foram obrigados a
aguardar o momento de aproximação com a Terra.
Desta forma, chegado o momento, aterrissaram
durante o período da segunda era glacial,
encontrando um terço do mundo coberto de gelo.
Por esta razão, os colonos anunnakis procuraram
dirigir-se para uma região mais quente, que hoje é
o Oriente Médio. Nesse lugar, no que seria a Mesopotâmia
futuramente, encontraram um clima
cálido, bem temperado e com bastante água, além
de encontrar petróleo para utilizar como combustível.
Foi nessa região que, originariamente,
passaram a procurar ouro, mergulhando nas
maravilhosas águas do Golfo Pérsico.
Durante a prospecção e extração, os anunnakis
fundaram na região da costa setentrional do Golfo
Pérsico a sua primeira cidade, Eridu, que quer
dizer em sumério "casa construída na distância".
Pouco a pouco novas cidades passaram a ser
fundadas, num padrão que delinearia um corredor
de aterrissagem visível para os astronautas que
chegavam do espaço. Os textos parecem indicar
que os anunnakis deixaram objetos orbitando a
Terra, como intermediários entre as naves vindas
de Nibiru e as colônias da Terra. O deus chamado
Enki, nas velhas lendas sumérias, parece ter sido o
líder da missão, havendo mantido a sede do seu
poder na cidade de Eridu. Tudo indica que o seu
mandato sobre a Terra teve curta duração, pois
parece que não conseguiu ouro suficiente das
águas do golfo. Assim, seu pai, Anu, o trocou por
outro líder, chamado Enlil, seu meio-irmão. Dessa
forma, após a primeira viagem, Enki foi obrigado a
ceder o poder para Enlil. Como a média de vida
dos anunnakis era de 28.800 anos, a Terra já
iniciava a sua saída da era glacial. As grandes
massas de gelo derretiam-se rapidamente,
aumentando o volume dos oceanos e passando a
inundar os antigos centros de atividade anunnakis.
Os colonos foram obrigados, gradualmente, a
modificar seus locais de residência, passando a
habitar a região central da Mesopotâmia.
Temporariamente, Enlil veio habitar a cidade de
Larsa, enquanto a nova capital, Nippur, começava
a ser construída. Após 21.600 anos de obras,
Nippur tornou-se um importante centro de
atividade de comando, de onde os anunnakis
podiam ordenar as viagens de transporte para
Nibiru.
Após o terrível fracasso de Enki na procura de ouro
no oceano, Enlil passou a procurá-lo em terra,
acabando numa região de incrível beleza longe da
Mesopotâmia. Segundo Sitchin, provavelmente
seria a região do atual Moçambique, na África.
Nesse lugar, despreparados em relação ao clima,
os anunnakis esgotaram-se terrivelmente com as
condições de trabalho, produzindo-se uma
situação de insatisfação geral. A dificuldade
enfrentada chegou a condições realmente críticas,
a ponto de, Enlil ter de conter um motim de
enormes proporções quando visitava as minas,
narrado nos textos religiosos como a rebelião dos
anjos.
De acordo com a tradição dos textos sumérios, os
anunnakis rebelaram-se violentamente,
proclamando guerra. Mas, insensível e determinado,
Enlil não se comoveu, e os amotinados
encontraram apoio em Enki, seu rival, e em Anu,
seu pai. Diante desta situação, Enki sugeriu, junto
com a deusa da medicina Ninharsag, que fosse
criado um "lulu", isto é, um trabalhador primitivo
para aliviar o terrível trabalho dos deuses. Aceita a
proposta, foram combinados genes de aves, bois,
leões e diversos animais da Terra com os de um
ser, que parecia estar numa condição evolutiva
acima dos demais: um homem-macaco, isto é, um
hominídeo. Porém os experimentos foram uma
total decepção para os cientistas anunnakis, até
que, finalmente, conseguiram criar o "lulu" ideal,
ou seja, o primeiro ser humano, misturando o
material genético do homem-macaco com o de um
anunnaki. A deusa Ninharsag modificou seu nome
para Ninti, que quer dizer "senhora que dá a vida",
após mostrar a todos o resultado satisfatório do
seu experimento.
O "lulu" feito pelos anunnakis era muito similar a
eles, bem ao contrário dos seus ancestrais mais
próximos. De acordo com um texto sumério, o
híbrido é descrito assim: "... a sua pele é como a
de um deus". Ao que parece, os primeiros "lulus"
eram estéreis, sendo reproduzidos em massa de
forma artificial pelos anunnakis.
Esta visão do gênesis sumério vem ao encontro de
quase todos os mitos existentes da criação. Em
cada um deles, os deuses criaram o homem à sua
imagem, ou, em outros casos, realizaram uma
série de experiências até acertar, como no caso
dos mitos e lendas dos povos da mesoamérica. Por
outro lado, todas as teorias evolucionistas em
relação à origem do primeiro homem apontam o
continente africano como o berço gerador, o que
parece uma interessante coincidência com o relato
sumério. Cabe lembrar que a origem do primeiro
verdadeiro hominídeo, o Homo-Hábilis, se dá no
meio de um grupo de hominóides chamados de
australopitecídeos, isto é, em meio a um grupo de
seres pré-humanos. O Homo-Hábilis surge em
meio a estes seres sem estabelecer um elo de
ligação gradual que justifique a sua distinção, ou
seja, não há vestígios da ramificação da árvore
genealógica humana que indique o momento
exato de sua independência em relação à
linhagem dos pré-humanos. Ao que parece, o
surgimento do primeiro homem assemelha-se a
uma aparição espontânea, sem vestígios ou
históricos. Apenas sabemos que, paralelamente ao
seu surgimento, coexistiam vários seres cujas
características coincidem com a descrição de
homens-macacos.
De acordo com Sitchin, o Homo-Sapiens
representa um salto incrivelmente extremo dentro
do lento processo evolutivo de uma espécie, mais
ainda se considerarmos a capacidade de falar, que
sequer tem qualquer relação com os primatas
primitivos. Para Sitchin, a raça humana é produto
de uma hibridização extraterrestre.
Depois de a criação ocorrer, os humanos foram
enviados para a Mesopotâmia. Ali, Enlil e Enki
travaram terrível batalha pelo domínio do planeta.
Na luta, Enki procurou estabelecer alianças com os
humanos, encorajando-os a procriar. Assim, os
humanos descobriram a capacidade de procriar e
o poder de reger suas próprias vidas. Enlil,
enraivecido e temeroso de que os homens
pudessem aprender também o segredo da
imortalidade, expulsou-os definitivamente do seu
local de moradia, para que não descobrissem os
segredos dos anunnakis. Banidos, os humanos
continuaram a procriar e a disseminar-se pela
Terra, chegando até a misturar-se com os
anunnakis. Enlil percebeu que um desastre estava
a caminho. Nibiru logo passaria próximo da órbita
da Terra, provocando uma influência gravitacional
que desestabilizaria as camadas de gelo nos pólos,
as quais invadiriam rapidamente os oceanos. Isto,
como conseqüência, elevaria de imediato o nível
das águas em todo o planeta, provocando o
afogamento de toda a vida da superfície.
Quando o momento se aproximou, os anunnakis,
sob o comando de Enlil, fugiram da Terra sem
avisar os humanos do desastre. Porém, Enki,
protetor da humanidade, havia informado a um
homem chamado Utnapishtim sobre o desastre
iminente. Este, sabendo da inundação, construiu
um enorme barco, carregando-o de plantas e
animais de toda espécie. Assim, passado o
desastre, a humanidade, a fauna e a flora
sobreviveram.
Quando as águas secaram, os deuses retornaram
para a Terra encontrando a humanidade, que
havia sobrevivido. Surpreso e enraivecido, Enlil
parou para refletir, voltando atrás na sua posição
de destruir a humanidade. Daquele dia em diante,
os anunnakis uniram-se aos humanos, trabalhando
juntos como parceiros na Terra. Gradualmente, os
deuses foram ensinando aos homens as bases de
uma organização social, vindo a ofertar-lhes, mais
adiante, o reino de Súmer, como um legado ao seu
desenvolvimento e uma prova de
responsabilidade.
Tudo isso, curiosamente, se encontra também
registrado nos textos bíblicos do Antigo
Testamento, quando se menciona a relação sexual
estabelecida entre os filhos de Deus e as filhas dos
homens no Gênesis (6:4) ou do pacto de Deus com
Noé após o dilúvio. Além de tudo isso, temos
comentários muito interessantes a respeito da
relação homens/deuses/anjos no Livro dos
Vigilantes, do profeta Henoc. Cabe relembrar que
Henoc foi o profeta que conversou diretamente
com Deus (Gên. 5:24), segundo o relato bíblico,
tendo sido descendente direto do terceiro filho de
Adão e Eva, chamado Set. Henoc foi filho de Jared,
pai de Matusalém, avó de Lamec e bisavó de Noé.
Embora se conheça alguma coisa sobre a sua
existência, pouco foi legado à posteridade, o que
realmente resulta num contra-senso, pois este
profeta deveria ter sido muito mais considerado
dentro do judaísmo, assim como no Cristianismo,
em razão de ter acessado a verdade diretamente
do próprio Deus. Mas, pelo que tudo indica, o que
Henoc veio a saber do próprio Deus acabou não
sendo interessante para o Judaísmo nem para o
Cristianismo, razão pela qual nenhum dos seus
livros foi incluído no cânon de ambas as religiões.
Por outro lado, vale observar que Abraão, pai do
judaísmo, era um semita sumério, já que, segundo
o texto bíblico, Deus fala com seu pai Taré,
pedindo que abandonem Ur dos caldeus e se
dirijam para Haran. Se Taré e seu filho Abraão
moravam em Ur, esta cidade era suméria, o que
significa que toda a formação deste grupo
obedecia às características deste povo. Por outro
lado, não será pois de estranhar que toda a
genealogia da criação (Adão e Eva, o paraíso,
etc.), a história do dilúvio universal, assim como a
relação de anjos com mulheres, registrada no
judaísmo (Torá), encontre tanta semelhança com
os contos resgatados da mitologia suméria.
Segundo o profeta Henoc, os anjos teriam vindo
para a Terra em tempos remotos, quando se
relacionaram com o homem. O profeta chama os
anjos de "vigilantes" ou "guardiões", e isto
encontra um clímax interessante quando, no texto
descoberto em Qumram e desconhecido do
judaísmo, encontramos Lamec, neto de Henoc,
chamando a atenção de sua mulher por achar que
o filho que carregava, e que mais adiante seria
chamado de Noé, fora concebido de uma relação
adúltera com os "guardiões", os anjos do senhor.
Historicamente, a humanidade está repleta de
textos antigos, como os Vedas, o Kojichi, o Huai-
Nan-Tzu, o Shu-King, o Chuang-Tsu, o Liu-Shi-
Ch'un Ch'iu, o Feng-Shen-Yen-i, o Kanjur, o Tanjur,
o Mahabharata, o Samaranganasutradhara, o
Popol-Vuh, o Chilam Balam, o Ramaiana, o
Vanaparvan, o Bhisma Parva, o Drona Parva e muitos
mais, em que encontramos relatos das guerras
entre deuses, relações com os seres humanos,
processos de criação, visitas dos deuses aos
homens, enfim, situações variadas e curiosas. A
grande maioria dos textos converge num possível
quadro criacionista, em que o planeta Terra pode
ter sido o berço da construção de uma espécie
nova de vida inteligente, desenvolvida
artificialmente por extraterrestres.
Até hoje, tanto a antropologia como as demais
ciências que investigam o nosso passado somente
fizeram aumentar o quadro de dúvidas e questões,
não conseguindo explicar, definitivamente, o
momento em que o homem se fez homem, e se
isso foi um evento realmente natural ou não.

Avistamento ocorrido
na Província de
Ontário.

Os Egípcios e a Tecnologia Perdida
O famoso delta do rio Nilo fascina qualquer visitante
por inúmeras razões, tal a quantidade de
maravilhas ali concentradas. Toda a história de um
povo milenar encontra-se esculpida entre as
rochas que contornam cada curva, assim como em
quase todos os monumentos encontrados ao longo
do seu caminho.
Porém, um dos lugares que mais chamam a atenção
é, sem dúvida alguma, o Vale dos Reis. Ali, em
meio a um grupo de montanhas a poucos quilômetros
do Cairo, se encontra uma várzea entre
montanhas baixas, que parece propositalmente
lavrada para criar o efeito de um labirinto. Entre
seus contornos, a história tem revelado, pouco a
pouco, os túmulos perdidos de antigos faraós e
rainhas, assim como ressuscitado a sua memória.
Após persistentes e difíceis buscas, lendários
arqueólogos e caçadores de tesouros escavaram
as encostas e os recantos das pedreiras, deparando-
se com fantásticas e inesquecíveis descobertas.
Nomes, outrora perdidos na vastidão do
tempo, voltaram à vida na Era das grandes
descobertas. A sofisticação e riqueza de tempos
perdidos retornavam luxuriante, a entorpecer com
ouro e pedras preciosas a cobiça do homem moderno.
O antigo império do alto e baixo Egito ressurgiu
vagarosamente das areias do deserto, trazendo
consigo não apenas a grandiosidade de
seus ourives e artistas, mas também mistérios
cada vez mais complexos e difíceis de explicar.
Até 5.000 a.C. não foram achados vestígios da
civilização egípcia, a não ser escassos restos da
passagem e atividade de povos nômades. Parecia,
na verdade, como se, repentinamente, esta
civilização tivesse surgido do nada, construindo
complexos palácios, incríveis pirâmides e
descoberto os profundos segredos da astronomia,
da escrita e da matemática. Seu aparecimento
como civilização é, pois, quase espontâneo. E o
que resulta curioso é o fato de que, conforme foi
tornando-se uma civilização cada vez mais antiga,
houve, paradoxalmente, uma involução
tecnológica e cultural, pois os prédios, assim como
as construções mais recentes, resultam ser mais
imperfeitas, menos sofisticadas e mais malacabadas.
Apenas nas primeiras dinastias é
possível encontrar exímios artífices da pedra de
extrema dureza, como o diorito, assim como
construções de rochas cortadas ou trabalhadas
com grande precisão. Tanto é verdade que o faraó
Niuserre, apenas 130 anos posterior a Quéops ou
Khufu, somente conseguiu levantar uma pirâmide
com apenas 50 metros de altura. E não é apenas
isso, ou seja, com o passar do tempo não somente
esqueceram-se de como construir pirâmides, mas
também da escrita, a ponto de, com a chegada de
Cristo ao mundo, os hieróglifos serem tidos como
símbolos mágicos e de desconhecida
interpretação. Teoricamente, é fácil pressupor que
uma civilização de semelhante conhecimento no
passado tivesse buscado aperfeiçoá-la com o
transcorrer do tempo, porém não é isso que os
achados apresentam: tem-se a impressão de que
todo este conhecimento pertencera a alguém que
existira à margem desta civilização e, tendo este
desaparecido, o conhecimento se perdera,
havendo, então a necessidade de se improvisar.
Tal é o caso da famosa e gigantesca estátua de
Memnón, isto é, da representação do faraó
Amenofis III, levantada ao lado do seu gêmeo por
volta de 1.500 a.C., formando os conhecidos
Colossos de Memnón. Segundo narram alguns
cronistas, como Estrabão, por volta do ano 90 a.C.,
Germânico, 19 d.C., Juvenal, 90 d.C., Pausanias e o
imperador Adriano, 130 d.C., uma das esculturas
colossais emitia um som sutil e agudo muito
peculiar, semelhante à corda de uma harpa
desafinada, unicamente quando o Sol saía de
manhã, ocorrendo isso por vários séculos.
Segundo alguns comentários da época, a estátua
parecia saudar o Sol a cada ressurgir, e o som
original era agradável e melodioso. Cabe
relembrar que os Colossos de Memnón foram
parcialmente destruídos no ano 524 a.C. por
Cambises e danificados por um terremoto no ano
27 a.C. De acordo com as tradições, foi
exatamente durante o reinado do imperador
romano Septimio Severo que, após um trabalho de
restauração iniciado sob seu comando, as estátuas
calaram-se definitivamente.
Por outro lado, no conteúdo de um manuscrito
árabe chamado Murtadi, traduzido em 1666 em
Paris por Pierre Vattier, temos o relato da
descoberta de duas estátuas, uma de um homem
e outra de uma mulher, ambas com características
étnicas completamente diferentes das egípcias,
encontradas no interior da "sala do rei", na
pirâmide de Quéops. Em meio a estas duas
figuras, o texto narra a existência de um jarro feito
em cristal vermelho que, quando cheio de água,
apresentava o mesmo peso que quando vazio.
Além do mais, a narrativa dá a entender o achado
do que parece ser um tipo de robô no interior da
pirâmide, pois o texto afirma claramente: "... Num
lugar quadrado, como para realizar uma
assembléia, haviam muitas estátuas e, entre elas,
a figura de um galo de ouro vermelho. Esta figura
era incrível e estava adornada por pedras
preciosas, das quais duas representavam seus
olhos, que resplandeciam como grandes tochas...
Quando os homens se aproximaram, o animal
emitiu um grito terrível, começou a bater as asas
e, ao mesmo tempo, ouviram-se vozes
procedentes de todas as direções..."
Aparentemente, este relato apresenta a perfeita
descrição de um tipo de máquina animada com
aspecto de galo; porém, ocorre que este tipo de
tecnologia era totalmente desconhecida na época
do relato. Uma outra situação similar ocorreu com
duas personalidades famosas, Santo Tomás de
Aquino, filósofo e teólogo do século XIII, e Santo
Alberto Magno, padre dominicano, mestre de
Santo Tomás. Segundo relatos da época, Santo
Alberto descobriu, entre escritos antigos e livros
perdidos de origem egípcia, os dados para
construir um tipo de boneco articulado, capaz de
realizar tarefas domésticas sob o comando de seu
construtor. Dessa forma, decidiu reunir uma série
de substâncias e metais desconhecidos, iniciando
a construção do boneco com o formato de uma
mulher, que levou vinte anos para ser finalizado. O
resultado foi uma empregada maravilhosa,
disposta a realizar um trabalho eficiente e
ininterrupto. Porém, a atividade exagerada da
doméstica mecânica, assim como sua contínua
atitude inquieta e brincalhona fora dos limites,
passou a incomodar ambos os teólogos. Assim
sendo, irritado com barulho e cansado do robô,
Santo Alberto pegou um martelo, num momento
de raiva, acabando completamente com a sua
criação. E os relatos deste tipo de tecnologia não
acabam por aqui. Até o famoso filósofo grego
Platão, discípulo de Sócrates, comenta sobre seus
robôs em vários dos seus escritos, inclusive
afirmando que eles eram tão perfeitos que era
necessário tomar cuidado com eles, pois podiam
chegar a agir por conta própria. Por outro lado, até
os deuses do Olimpo grego possuíam robôs.
Segundo as lendas, o deus Hefaistos, forjador ou
ferreiro oficial do Olimpo, teria construído para si
dois robôs, cujas formas eram de duas belas e
maravilhosas mulheres, as quais o transportavam
nos ombros e corriam a socorrer a todo o exército
de deuses quando necessário.
Todos estes mitos parecem pura e absoluta ficção
científica; porém, o entendimento destes mitos
mudou radicalmente a partir de uma descoberta
arqueológica de incríveis proporções. O achado
ocorreu em 1900, perante a costa da ilha de
Antikythera, no mar Egeu, quando um grupo de
pescadores de esponjas, do povoado de
Dodecaneso, encontrava-se procurando refúgio
para o barco contra uma tempestade. Depois de
passado o perigo, os pescadores mergulharam no
local, achando os restos de um antigo navio grego
a setenta metros de profundidade. Do seu interior,
retiraram vários objetos, entre estátuas de
mármore e bronze, ânforas e jarrões, além de
outros mais. Dentre eles, conseguiram levar para a
superfície um objeto recoberto de cracas e
disforme pela corrosão, parecido apenas com uma
peça de bronze deformada, razão por que não lhe
deram muita importância.
As posteriores pesquisas realizadas pelos
historiadores Solla Price e Valerios Stais, assim
como pelos especialistas Merrit e Jorge Stamires,
demonstraram que o navio grego correspondia a
um naufrágio ocorrido no século I a.C.,
remontando a uma antigüidade de 2 mil anos.
Porém o melhor estava por vir, e isso somente
ocorreu quando o misterioso objeto foi limpo,
revelando-se uma incrível descoberta. Tratava-se
de um tipo de mecanismo construído em bronze
por volta do ano 85 ou 65 a.C., embora alguns
acreditem ser mais antigo. A máquina, conservada
atualmente no Museu Arqueológico de Atenas, foi
construída reunindo complexo sistema de
engrenagens e dispositivos, compreendendo 40
rodas de vários tamanhos, 9 escalas móveis, 3
eixos, uma roda central de 240 dentes, um
diferencial e um eixo maior que, provavelmente,
serviria para colocar todo o mecanismo em
funcionamento, saindo do exterior.
Conforme pôde ser investigado, a roda central
continha uma borda dentada, cujo relevo era de
1,3 milímetros em cada dente. A máquina, como
um todo, encontrava-se no interior de um tipo de
caixa, também de bronze. De acordo com os
pesquisadores, pôde ser identificado em seu
interior algumas inscrições, sendo que algumas
delas fazem menção ao famoso calendário grego
de "Geminos de Rodas" (ano 77 a.C.), reproduzindo
parte dele, além de aparecer desenhos
representando o Sol, Vênus, as estações, o horário
lunar e mais algumas coisas difíceis de definir pela
corrosão. Por outro lado, também foi possível
identificar reparos realizados na estrutura e nas
engrenagens em diversas ocasiões, o que revela
que o mecanismo se encontrava em uso havia
bastante tempo. O aparelho demonstrou
claramente tratar-se de um dispositivo de controle
do tempo extremamente preciso e sofisticado,
além de apresentar um requinte construtivo,
apenas comparável com a tecnologia atual. Tudo
isso indica que a tecnologia existente naquela
época era capaz de desenvolver máquinas desse
tipo, e até outras para diversos fins, embora não
exista nenhuma informação histórica a respeito
deste processo chegado até nossos dias. Isto é, a
descoberta da máquina de Antikythera demonstra
a existência concreta de uma tecnologia
extraordinária um século antes de Cristo,
ocorrendo que, até onde essa tecnologia chegou,
como surgiu e qual foi seu processo de
desenvolvimento, jamais chegou ao conhecimento
de nossos arqueólogos ou historiadores,
representando um grande enigma em relação ao
potencial real que a civilização grega realmente
alcançou, ou seja, é bem provável que venhamos a
descobrir outras máquinas similares ou até mais
complexas, cujos fins poderiam ter sido os mais
variados num breve futuro, porém resultando claro
que todo esse conhecimento se perdeu no tempo.
Parece ridículo, pois, observar que foi Leonardo Da
Vinci quem, no século XVI, utilizou a engrenagem
pela primeira vez, tornando-se o pai da engenharia
mecânica, sendo que, mais de 1.500 anos antes
dele, os gregos já haviam fabricado um
computador astronômico. A origem desta
tecnologia está perdida no tempo, mas é bem
provável que muitos escritos, documentos e
registros sobre estas descobertas, assim como sua
origem, tenham sido destruídos ao longo da
história pelo "Santo Ofício", mais conhecido pelo
nome de Inquisição. Mas, mesmo assim, temos de
admitir que, em tempos antigos, aqueles que se
perdem na lembrança da humanidade, houve um
conhecimento apenas equiparado com o atual, e
talvez até superior, cuja origem permanece
desconhecida ou associada apenas aos deuses.
Outro grande mistério resulta do fato de que os
egípcios cavaram seus túmulos, assim como
construíram as pirâmides, iluminando seu cenário
de trabalho provavelmente apenas com tochas;
porém, é difícil acreditar nesta hipótese por várias
razões: uma é o fato de não se ter achado marcas
de fuligem nos tetos dos túmulos, profundos ou
não; a segunda é que os locais eram fundos
demais, o que provocaria uma queda do oxigênio
pelo fogo. Além disso, as pinturas encontradas
nestes lugares gozam de cores maravilhosamente
combinadas e de perfeição incrível, o que
dificilmente se conseguiria por meio de deficiente
iluminação. Por outro lado, a utilização de espelhos
para levar a luz solar ao interior dos locais está
completamente descartada, já que existe uma
perda pelo distanciamento, além do que não se
conheciam espelhos como os atuais, pois os da
época não apresentavam superfície suficientemente
refletiva.
Alguns relatos têm apontado para a possibilidade
de que, naquela época, os egípcios já
conhecessem a eletricidade. E isto não é impossível,
pois recentes descobertas na Mesopotâmia
demonstraram que, por volta do século V a.C., já
se conhecia a galvanoplastia, isto é, o banho de
estátuas de prata com ouro por meio de eletrólise.
Isso corresponde às estátuas achadas, assim como
ao famoso recipiente encontrado nas escavações
das colinas de Radua, no Irã, pelo arqueólogo
Wilhelm Konig, em 1938. O recipiente em questão
foi feito de argila clara, com a forma de um jarro;
em seu interior encontrava-se um cilindro de cobre
de 26 mm de diâmetro e 19 cm de altura e dentro
dele havia uma vareta de ferro apresentando os
restos de um antigo revestimento de chumbo, e
sua antigüidade foi marcada próxima do ano 227
a.C. Segundo apontam os investigadores, o objeto
reúne as características de uma bateria elétrica
quando acrescentado em seu interior vinho ou
algum suco cítrico, provocando de imediato uma
carga elétrica pela reação eletrolítica com os
metais. Além do mais, outros objetos similares
foram também achados em Tell Olar e Ktesifon, na
Turquia, datando do século X a.C. Aqui, podemos
ver que, mais de 200 anos a.C., a eletricidade já
era conhecida, mas foi somente por volta do
século XVIII que Alessandro Volta e Luigi Galvani
empregaram a eletricidade pela primeira vez desde
aquela época. O conhecimento da eletricidade
em tempos remotos tem tomado força na
explicação de certos fatos, inclusive resultando na
única possível resposta para antigos relatos, como
para a realização de trabalhos artísticos, como os
encontrados no Egito.
Atualmente, no Egito, o túmulo de Ramsés VI é um
dos mais visitados pelo seu estado de
conservação, pela sua beleza e proximidade com o
túmulo de Tutankamon, isto sem considerar as
famosas e eternas pirâmides de Gizé. Grandes
monumentos apresentam a implementação de
conhecimentos tecnológicos construtivos como
ninguém jamais poderia imaginar, assim como a
arte de escavar túneis e túmulos na rocha em
profundidades realmente impressionantes.
Porém, a beleza presente na terra do Nilo parece
ter surgido de um período bastante remoto.
Segundo o historiador Manetón, bem antes de ter
surgido a primeira dinastia e seu respectivo faraó,
Menes, existiu um período de dominação e reinado
divino que durou quase 13 mil anos, seguindo o
período de 11 mil anos regido pelos semideuses. O
faraó Menes teria herdado o conhecimento e
crenças dos tempos antigos, quando o deus Osíris
veio dos céus contraindo matrimônio com a sua
irmã, a deusa Isis, e dando à luz o deus Horus.
Este último deus se misturou com o povo, vindo a
ter descendência, razão pela qual os egípcios
acreditam serem descendentes dos deuses.
Fazendo um pequeno paralelo, temos que os
gregos tiveram também o deus Cronos, e os
romanos, Saturno, filho de Urano, os quais
também se misturaram com os humanos.
De qualquer forma, desde a primeira dinastia os
egípcios passaram a representar objetos voadores
que transportavam os seus deuses, fosse por meio
de barcas com asas e depois discos solares
também com asas ou, mais tarde, a partir da
quinta dinastia, pelo símbolo do deus falcão Hórus.
A evolução da barca ao disco solar nos remete à
possibilidade de ser a representação de objetos
espaciais, possibilidade esta que não deveria ser
descartada. A presença deste tipo de
representação é uma constante em todos os
túmulos.
Na maior parte dos túmulos foram encontrados
textos de livros sagrados, em forma de papiros
abertos, pelos tetos e paredes. E é precisamente
no túmulo de Ramsés VI que o número de textos é
maior. Escritos e cenas do Livro das Portas, do
Livro das Cavernas (uma variante do Livro de
Amduat), capítulos do Livro dos Mortos, do Livro
da Vaca Celeste e do Livro do Dia e da Noite
podem ser encontrados no interior dos corredores,
no salão principal e na sala do sarcófago. É óbvio
que as inscrições não foram realizadas
especificamente para que os turistas do futuro as
apreciassem, mas resultam, em sua maioria, em
maldições para os violadores de túmulos e
conselhos para ajudar os mortos. Os hieróglifos
explicam que as almas dos defuntos viajavam ao
distante país de Amenti, situado ao oeste, de onde
vieram os deuses ou os primeiros viajantes e onde
ressuscitariam quando chegasse o momento. Mas,
dentro de todo esse Universo impressionante de
desenhos e ilustrações dos textos antigos, dois
símbolos em particular, os denominados Tit e Djed,
continuam sendo curioso e interessante enigma.
Ninguém sabe até hoje o que representam o signo
Tit e a coluna Djed, assim como também ninguém
se atreve oficialmente a pronunciar-se a respeito.
A forma da coluna Djed lembra bem os isolantes
de vidro dos postes de iluminação que sustentam
cabos de alta tensão, e se juntarmos o signo Tit,
teremos exatamente o efeito que sofre um processo
de iluminação.
Numa sala subterrânea do templo de Dendera,
próximo ao delta do Nilo, existem vários desenhos
em baixo-relevo, que parecem representar, com
todo o luxo de detalhes, lâmpadas ou ampolas de
vidro com filamentos internos para iluminação. Em
algumas das galerias subterrâneas podemos
observar perfeitamente esses desenhos mostrando
ampolas enormes com filamentos internos, ao
modo de lâmpadas, seguradas pelas colunas Djed
e atuando como isolante ou fornecedor de energia.
No desenho, aparece uma fonte de energia unida
à lâmpada, deixando claramente aparecer os
filamentos internos, em que o signo Tit parece agir
como espécie de lanterna, sendo portada por
estranhos personagens.
Todos estes desenhos sugerem a possibilidade de
que os antigos egípcios tivessem conhecido não
somente a eletricidade, mas também a fabricação
de lâmpadas muito antes de Thomas Edison as ter
inventado, em 1878. Além do mais, explicaria
também como puderam realizar as construções de
pirâmides, galerias e pinturas, sem ter deixado
marcas de fuligem ou de qualquer imperfeição.
O fato de que os egípcios conheciam a eletricidade
encontra sustentação nos relatos do famoso Farol
de Alexandria, extraordinária torre levantada no
porto da cidade de Alexandria, em cujo topo se
encontrava uma luz que brilhava continuamente
orientando as embarcações que até ali aportavam.
Mesmo com tempo bom ou ruim, chovendo ou
não, a luz do farol guiava o caminho dos navios
com uma luz forte e diferente de qualquer tocha, é
o que narra o sábio grego Heródoto.
Outro achado, que confirma também a utilização
da eletricidade por parte dos egípcios, ocorreu por
volta da metade do século XIX, quando o
pesquisador Augusto Mariette encontrou nas
redondezas de Gizé algumas peças cobertas por
uma fina capa de ouro. Esse tipo de tratamento de
chapado somente é possível com a utilização de
banhos de ouro por eletrólise. Porém, no Egito não
foram achados até o momento os aparelhos que
serviram para esse tipo de trabalho, embora na
Mesopotâmia seja diferente.
Segundo relato de Santo Agostinho, existiu uma
lâmpada que não podia ser apagada nem pelo
vento nem pela chuva no Egito, e outra em
Antioquia, que se manteve acesa por mais de
quinhentos anos. De acordo com os relatos de
alguns historiadores romanos, o templo de Numa
Pompílio, em Roma, ostentava no topo de sua
cúpula uma luz mágica, que permanecia acesa
constantemente. Na famosa Via Appia, em Roma,
foi descoberto um túmulo no qual se encontrava
enterrada uma mulher, cujo cadáver foi
conservado em perfeitas condições. De acordo
com alguns detalhes, este túmulo se encontrava
iluminado por uma luz vermelha, que ali
permaneceu durante muitos séculos. O jesuíta
Kircher recolheu na sua obra Édipo Egipcíaco, de
1.562, pedaços de um antigo documento indiano
primitivo, o qual dava detalhes sobre a construção
de uma bateria elétrica. O texto diz: "...Colocar
uma lâmina de cobre bem limpa, numa vasilha de
barro; cobri-la com sulfato de cobre e em seguida
cobri-lo todo com serragem úmida, para evitar a
polarização. Depois colocar uma capa de mercúrio
amalgamado com zinco por cima da serragem
úmida. O contato produzirá uma energia
conhecida pelo duplo nome de Mitra-Varuna. A
água será decomposta pela ação desta corrente
em Pranavayu e Udanavayu. Diz-se que uma
cadeia de cem vasilhas deste tipo proporciona
uma força muito ativa e eficaz". O que está
relatado no texto indiano é a perfeita descrição de
uma bateria elétrica com seu respectivo ânodo e
cátodo, na qual a água é decomposta em seus
elementos oxigênio e hidrogênio.
Toda essa tecnologia parece ter sido esquecida
por completo pelo mundo logo depois do
nascimento de Cristo. Embora no século IV a.C. o
sábio Aristarco de Samos já tivesse calculado a
circunferência da Terra e confirmado que ela era
redonda, encontramos o absurdo de que, quando
Colombo saiu para descobrir a América em 1.492,
a Terra era considerada plana por todos na época.
Além do mais, incontáveis relatos apresentam
evidências de que, no passado, uma tecnologia
extraordinária, tanto construtiva como destrutiva,
existiu em nosso mundo. Para ilustrar melhor esta
afirmação, podemos nos reportar a um fragmento
do relato contido no Vanaparvan, um épico indiano
escrito por volta do século II a.C., que, numa
passagem, diz:
"Arjuna ascendeu ao céu para obter dos seres
celestiais armas divinas e aprender seu uso...".
Como é possível que um lendário príncipe, de
cultura remotamente antiga, tivesse a facilidade
de subir aos céus e ainda adquirir armas para
combater seus inimigos? Que tecnologia existia
nessa época que permitia tal feito e que armas são
essas?
A narrativa deste curioso texto não acaba aqui. No
capítulo 102 do Vanaparvan, podemos ler:
"Quando Arjuna retornou do céu com seu
indestrutível veículo, descobriu uma maravilhosa
cidade entre as estrelas... A cidade aparecia
radiante girando entre as estrelas, cheia de
estruturas e com seus acessos fortemente
vigiados...".
Num outro trecho o texto diz: "...Quando Arjuna foi
informado sobre a origem da cidade giratória
chamada Hiranyapura (que significa Cidade
Dourada), soube que, pouco a pouco, os asuras se
haviam apropriado dela, deixando os deuses de
lado...".
Para uma visão moderna, este relato descreve
claramente a viagem ao espaço de um ser
chamado Arjuna, que se defronta com uma
estação espacial orbitando provavelmente a Terra.
Mas são apenas contos, frutos da imaginação, ou
fatos reais testemunhados há milhares de anos e
que, pela ignorância dos que vieram depois, foram
tidos por mitos e lendas?
Seja qual for a resposta final, teremos de aguardar
até que novas descobertas venham a esclarecer o
mundo moderno. Porém, resulta surpreendente
observar que os relatos antigos descrevem com
extraordinária semelhança tecnologias que neste
momento preenchem as necessidades da nossa
Era. Como pode ser possível que homens de
milhares de anos atrás, cuja ignorância deveria ser
enorme em relação à atual, foram capazes de
construir cidades que resistiram ao tempo, a
terremotos, a conquistas e guerras. Civilizações
que impressionaram o tempo a ponto de legar ao
futuro seu conhecimento, de fazer basear o mundo
moderno nas estruturas do passado. Resulta, pois,
incrível que, com todo o conhecimento atual,
passemos a descobrir que não estamos
inventando nada novo, pois os deuses do passado
já haviam ensinado tudo isso e mais ao homem
primitivo. Tanto que o presente se faz em função
dos mestres do tempo, dos deuses vindos do céu e
das estrelas.

Misteriosas
formações
circulares surgidas
em plantações de
cereais no interior
da Inglaterra.

Enigmas do Passado
Em apenas doze meses, a Suécia registrou a aparição
de mais de mil observações de objetos voadores
não-identificados. O total, embora surpreendente,
não é tanto quanto o ano em que isso ocorreu,
1.946.
Esta incrível seqüência de observações poderia ser
associada a uma paranóia de guerra, dado que a
Segunda Guerra Mundial acabara havia pouco.
Porém, os relatos a respeito destes avistamentos
noturnos reportavam, segundo as descrições, as
formas de estranhos charutos de cor amarelada ou
alaranjada. Entre os dias 9 e 30 de julho desse
ano, as Forças Armadas da Suécia receberam mais
de 600 relatos de luzes coloridas que se
deslocavam com uma velocidade incrível pelos
céus durante a noite.
Esses objetos causaram muitos problemas para as
autoridades suecas, assim como norte-
americanas, pois temiam tratar-se de uma nova
arma desenvolvida por algum potencial inimigo.
Neste caso, a preocupação dirigia-se
principalmente aos cientistas alemães capturados
pelos soviéticos, já que, durante a última grande
guerra, os famosos mísseis VI e V2 teledirigidos
haviam destruído grande parte da Inglaterra,
sendo possível que estes objetos avistados fossem
novos artefatos teledirigidos em teste pelos
soviéticos.
Porém, nem tudo o que se moveu no céu durante
o período da Segunda Guerra foram bombas,
aviões ou balões. Durante o mês de novembro de
1944, uma esquadrilha de combate, sobrevoando
Rhin em direção a Estrasburgo, observou durante
a noite um enorme grupo de objetos realizando
manobras impossíveis de acompanhar. E isso tem
sido uma constante até os dias de hoje.
Embora a ciência moderna não tenha assumido
posição definitiva e oficial a respeito do assunto
"discos voadores", mesmo contando com farta
documentação escrita, fotográfica e cinegráfica, a
evidência desta presença se mostra antiga e
impressionante. E isto é patente, já que o volume
de relatos vem sendo recompilado desde longa
data. Neste sentido temos o trabalho realizado por
um dos pioneiros na investigação deste fenômeno,
o famoso escritor Sr. Charles Hoy Fort, que
defendeu arduamente a necessidade de reunir
maior número de informações para compreender o
que estava ocorrendo, referindo um grande
número de ocorrências em sua obra O Livro dos
Condenados, publicada pela primeira vez em
1.919.
O período de 1.896 a 1.897 resulta num dos mais
agitados em relação ao tema discos voadores, pois
corresponde a uma grande atividade de
observações no território norte-americano. De
forma similar ao evento ocorrido na Suécia, os
Estados Unidos viveram total paranóia de observação
de charutos voadores percorrendo todo o
território nacional. O evento chegou a tal nível que
testemunhas acreditavam tratar-se de objetos
construídos pelo homem, já que projetavam feixes
de luz contra o solo. A própria imprensa local
dedicou enormes manchetes ao tema,
considerando a possibilidade de serem
espaçonaves extraterrestres.
Um dos casos mais interessantes do período foi o
do fazendeiro Sr. Alexander Hamilton, do Kansas,
que presenciou algo extraordinário. Por volta das
22:30 horas do dia 19 de abril de 1897, o Sr.
Hamilton foi acordado por enorme barulho vindo
do curral. Levantou-se da sua cama e foi dar uma
olhada lá fora, levando um tremendo e não incompreensível
susto. Na frente de sua casa e sobre o
curral, a mais ou menos 200 metros dele,
aproximadamente, encontrava-se um enorme objeto
que descia vagarosamente sobre seus
animais. Impressionado, chamou aos brados seu
filho e um empregado, e os três saíram
rapidamente em direção ao curral, armados de
machados e escopetas. Neste instante, o curioso
objeto flutuava estático a escassos 10 metros do
solo, aparentando possuir entre 80 e 90 metros de
comprimento, com a perfeita forma de um
charuto. De acordo com o depoimento do Sr.
Hamilton, no objeto viajava uma média de doze
seres, que dirigiram um raio de luz na sua direção.
Perplexo, observou que o objeto iniciou a sua
subida, detendo-se a uns 90 metros do solo.
Somente neste momento o Sr. Hamilton percebeu
que uma de suas vacas estava sendo levantada
em direção ao objeto, não tendo quaisquer meios
para deter os seres. Concluído o rapto do animal, o
objeto elevou-se, fugindo em grande velocidade
para o céu, até se perder de vista.
Inconformado com o roubo e sem que ninguém
acreditasse no seu relato, o Sr. Hamilton saiu de
manhã bem cedo para procurar o animal raptado.
Porém, foi o seu vizinho quem encontrou os restos:
somente a cabeça, as patas e o couro do animal.
Numa entrevista do Sr. Hamilton para o jornal
Colony Free Press do Kansas, ele declarou: "Não
sei se são anjos ou demônios. Apenas sei que
todos vimos claramente o objeto e seus
ocupantes, e não quero nada com eles". Diante do
ocorrido, o jornal procurou explicar o evento, publicando
o seguinte: "...Consideramos que não se
trata de uma aeronave deste mundo. Acreditamos
que ela se encontra sob controle de cientistas
marcianos, os quais provavelmente estavam
divertindo-se à nossa custa ou encontravam-se em
algum tipo de missão com fins científicos".
O mais interessante do ocorrido é que já no século
XIX atribuía-se a responsabilidade destes eventos
aos marcianos, e isso tinha a sua razão. Nesse
mesmo ano, o famoso escritor inglês H. G. Wells
publicava a novela A Guerra dos Mundos, cuja
trama oferecia uma fictícia invasão da Terra por
seres de Marte.
Um outro caso, também interessante, ocorreu na
tarde do dia 17 de novembro de 1896, na cidade
de Sacramento, na Califórnia. Nesse dia, enquanto
o maquinista de bonde Sr. Charles Lusk
descansava na varanda de sua casa, observou
uma luz brilhante que se deslocava do horizonte, a
mais ou menos 300 metros de sua posição,
deixando ver claramente uma espécie de rastro ou
cauda atrás de si. Uma outra pessoa não somente
afirmou ter visto o mesmo objeto, mas também o
descreveu como sendo um cilindro brilhante,
tendo percebido a presença de dois ocupantes em
seu interior.
Durante esse período, toda a cidade de São
Francisco pôde observar, durante várias semanas
à noite, a presença de um estranho objeto voador
iluminando o céu, motivando inúmeras
reportagens nos jornais locais. No dia 24 de
novembro, as denúncias de observações
provinham da cidade de Washington. No dia
seguinte, os relatos chegavam de Oakland e Los
Angeles.
Porém, a presença destes objetos e seus
respectivos tripulantes era mais antiga, havendo
convulsionado o mundo não somente nesse
período. Em agosto de 1883, o famoso astrônomo
mexicano José Bonilla teve a grande sorte de
presenciar um festival de objetos do Observatório
de Zacatecas, onde se dedicava a fotografar as
manchas solares. Durante quase duas horas
chegou a contar até 283 objetos luminosos
deslocando-se na direção leste para oeste. As
fotografias obtidas pelo astrônomo
(provavelmente as primeiras em toda a história da
ufologia) não foram suficientes para poder
identificar tais objetos.
Todo este material fotográfico foi analisado pelo
astrônomo francês Camille Flammarion, que
sugeriu, sem muita credibilidade, que poderia se
tratar de fotos de insetos, o que acabou por
desencorajar qualquer atitude do Sr. Bonilla.
No dia 14 de novembro de 1868, o jornal El
Constituyente, de Copiapó, cidade ao norte de
Santiago do Chile, publicou um curioso artigo,
reportando que mais de cem objetos voadores
passaram sobre a cidade, em perfeita formação,
cruzando toda a região e oferecendo um
espetáculo surpreendente, com alguns destes
objetos realizando vôos extremamente baixos, a
pouco mais de 200 metros de onde se encontravam
os observadores.
Os cientistas da época interpretaram este
fenômeno como sendo um efeito provocado por
uma chuva de meteoros em combinação com
outras alterações atmosféricas.
Cabe destacar que, nessa época, fazia apenas 5
anos que Charles Darwin escandalizara o mundo
com o lançamento de sua teoria sobre a seleção
natural das espécies. O pensamento científico de
então, que afirmara anos antes que o organismo
humano jamais suportaria velocidades superiores
a 20 km/h quando da descoberta do vapor,
restringia-se apenas a um antropocentrismo
absurdo e a um dogmatismo religioso exacerbado.
Mas o século XIX havia-se iniciado com uma
grande e impressionante observação em Baton
Rouge, capital do Estado da Louisiana, nos Estados
Unidos, durante a noite de 5 de abril de 1.800.
Naquela oportunidade, um enorme objeto
luminoso, grande como uma casa, passou a pouco
menos de 200 metros do solo diante de grande
número de testemunhas, para logo dirigir-se rumo
a noroeste. Tão intensa foi a sua luminosidade que
os observadores perceberam claramente um
aumento na temperatura local.
Num século anterior, o astrônomo inglês Edmund
Halley recebeu dados sobre a observação de um
estranho objeto, obtidos por um renomado
matemático italiano em março de 1.676. De
acordo com o relato, o objeto era aparentemente
de tamanho superior ao de nossa Lua, que cruzou
toda a península italiana a uma altitude próxima
dos 60 mil metros, produzindo uma espécie de
assobio acompanhado de um som similar ao
produzido pelas rodas de uma charrete trafegando
por solo pedregoso. Segundo o relato do
matemático italiano, a velocidade do objeto
deveria ser próxima a 15.360 km/h. Para o
astrônomo inglês, jamais se havia visto fenômeno
igual.
Um ano depois de sua investigação, por volta de
1.716, o Sr. Halley observou as evoluções de um
objeto cujo brilho lhe permitia ler um texto escrito
durante a noite. Segundo suas próprias
declarações, o brilho reavivou-se duas horas
depois de sua aparição, assemelhando-se ao efeito
produzido ao colocar mais combustível numa
fogueira.
De igual forma, muitos testemunharam na cidade
de Nuremberg, Baviera, entre os meses de abril de
1561 e setembro de 1571, o movimento de um
enorme grupo de esferas e discos vermelhos, azuis
e pretos, próximos do horizonte, exatamente no
momento do amanhecer. E este evento foi
perfeitamente documentado na época pelo jornal
A Gaceta de Nuremberg. O mesmo ocorreu
posteriormente na cidade de Basiléia, na Suíça, no
dia 7 de agosto de 1566, ante um enorme grupo
de testemunhas. Nessa mesma cidade, no dia 29
de setembro de 1571, o jornal Neue Zeitung
registrou a aparição no céu de uma enorme esfera
preta, que permaneceu visível para quem quisesse
ver durante todo o dia, chegando a cobrir o Sol por
completo.
Inclusive, o próprio Cristóvão Colombo teve a
oportunidade de participar de uma incrível e
fantástica experiência quando se encontrava a
pouco de descobrir o continente americano.
Naquele dia, 11 de outubro de 1492, às 22:00
horas, Colombo encontrava-se na ponte da
caravela Santa Maria, quando acreditou ver no
horizonte uma luz deslocando-se rapidamente a
grande distância. O vigia de turno confirmou a
observação do objeto, que voltou a aparecer várias
vezes, para desconcerto geral dos navegantes.
Em tempos ainda mais antigos, especificamente
por volta do século IX, existe a documentação de
um caso realmente incrível ocorrido em Lyon, na
França. Nessa oportunidade, seres extraterrestres
teriam levado consigo um grupo de seres humanos
para que conhecessem sua civilização, sendo que,
logo depois, foram devolvidos ao seu lugar de
origem. Porém, a população local, aterrorizada
pelo evento, tomou-os por bruxos, submetendo-os
a toda sorte de torturas, executando-os na
fogueira pouco depois, provocando a morte de
alguns deles.
Segundo o texto original, obtido pelo investigador
Brinsley Le Poer Trench, no trabalho The Flying
Saucer Story, diz o seguinte: "... Isto ocorreu em
Lyon. A gente viu descer de uma aeronave três
homens e uma mulher. Toda a cidade se reuniu
em volta deles, acusando-os de serem bruxos
enviados pelo duque Grimaldo de Benevento,
inimigo de Carlomagno, para destruir as colheitas
dos francos. Ninguém os ouviu quando tentaram
explicar que eram compatriotas, levados por
homens milagrosos para visitar grandes
maravilhas, cujos detalhes deviam importar aos
seres humanos".
Segundo o relato, para sorte destes infelizes, a
chegada do bispo Agobardo conseguiu salvar
alguns da fogueira, pois este escutou os
argumentos de uns e outros, determinando que os
torturados não eram bruxos caídos do céu,
ordenando que os libertassem.
Quanto mais recuamos no tempo, mais
interessantes são os relatos, pois mais parecem
associados com a parafernália tecnológica de que
hoje dispomos. Tal é o caso dos velhos textos
antigos, escritos em sânscrito, que relatam sobre
as divindades guerreiras que sulcavam os céus em
suas carruagens voadoras, chamadas vimanas,
que portavam armas aterradoras e poderosas.
Num trecho do texto sagrado Drona Parva, escrito
em sânscrito e traduzido em 1889, temos o
seguinte relato: "...Saiu disparado um projétil
brilhante, possuído do brilho de um fogo sem
fumaça, e os exércitos inimigos ficaram rodeados
por um denso nevoeiro. Por todas as partes se fez
a escuridão. Sopravam ventos terríveis e as
nuvens se levantavam, vermelhas como sangue:
os mesmos elementos mostravam a sua confusão.
Giravam o Sol e o mundo calcinados pelo calor
daquela arma; parecia a tomada de uma febre. Os
elefantes fugiam apavorados, buscando refúgio. As
criaturas aquáticas abrasavam-se, e o inimigo caía
como árvores derrubadas por um terrível
incêndio... Cavalos e carros, destruídos pela
energia daquela arma, semelhavam a troncos
consumidos pelo fogo de um bosque. Por todas as
partes se derrubavam carros e militares. E então,
a escuridão abateu-se sobre o exército..."
Os manuscritos antigos, pois, mencionam
claramente diversos tipos de armas e tecnologias,
como a famosa "Saeta de Indra", no Vanaparvan,
acionada por um mecanismo de reflexão circular,
que, por sua vez, era acionado e desligado como
um refletor, emitindo um raio luminoso cuja
energia consumia em poucos segundos qualquer
alvo.
Analisando estes relatos sob a ótica dos dias
atuais, seria fácil interpretar as descrições como
uma bomba atômica e um aparelho de raios laser.
Porém, estes relatos e descrições têm milhares de
anos, e foram realizados numa época considerada
primitiva e ignorante.
Num outro texto sânscrito, apresentado por W.
Raymond Drake no seu livro Gods and Spacemen
in the Ancient East, encontramos o seguinte relato:
"... a arte de fabricar aeronaves cômodas para o
viajante, como força unificadora do Universo que
contribuirá para o bem-estar dos humanos". Num
outro trecho do mesmo manuscrito encontramos a
definição do "vimana" como sendo "o que se
desloca por si mesmo como as aves, por terra, mar
e ar". "Vimana" é o veículo capaz de viajar entre
lugares, terras e mundos.
A versão inglesa deste texto, realizada por
Maharishi Bharadwaja, foi publicada pela
Academia Internacional de Estudos de Sânscrito de
Mysore, na índia, e leva o surpreendente título de
Aeronáutica: um manuscrito pré-histórico.
Se estes textos, cuja antigüidade remonta há
vários milhares de anos no tempo, fazem clara
referência a uma incrível tecnologia utilizada pelos
deuses, apenas comparável à que conhecemos
hoje em dia, resulta bem provável que em outros
textos religiosos seja possível identificar eventos
também voltados à atividade extraterrestre no
passado.
Os diversos enfoques de pesquisa têm levado
alguns investigadores a considerar a própria Bíblia
como um documento de grande conteúdo
fenomenológico. Neste caso, alguns especialistas
consideram que a estrela de Belém poderia ter
sido perfeitamente uma observação ufológica. E
isto pode ser considerado, pois os famosos Magos,
segundo as narrativas do Novo Testamento,
seguiram a trajetória da estrela até sua parada
sobre o local em que se encontrava o menino
Jesus recém-nascido. É fato que nenhum corpo
celeste poderia ter realizado semelhante feito,
cabendo apenas a um objeto voador tal condição.
Um grande pesquisador de fenômenos
extraterrestres em textos bíblicos, o pastor
presbiteriano de Endwell, em Nova York, Sr. Barry
L. Downing, opina que muitos milagres ou eventos
de origem sobrenatural referidos na Bíblia
poderiam ser interpretados como manifestações
extraterrestres. Em vez de ser obras de espíritos
ou mensageiros divinos, os anjos poderiam
perfeitamente ser possíveis visitantes espaciais. E
o Deus, que dialoga com o homem e se mostra na
imagem de um anjo referido nas escrituras,
também poderia ser considerado um possível ser
extraterrestre desejoso de orientar os humanos
em momentos críticos.
Examinando o livro do Êxodo, Downing assinala
que, quando os judeus saíram do Egito, o "Senhor"
ia diante deles "de dia como uma nuvem" e "de
noite como uma coluna de fogo para iluminar o
seu caminho"; e que assim poderiam prosseguir
ininterruptamente. De acordo com Downing,
aquela coluna de fogo referida no texto deveria ser
perfeitamente algum tipo de objeto voador, razão
pela qual recebeu várias denominações. Além do
mais, considera que Moisés esteve na verdade em
contato com extraterrestres e que foi deles que
recebeu as Tábuas da Lei ou Decálogo, já que o
texto claramente afirma: "... A glória do Senhor
pousou sobre a montanha e a nuvem a cobriu
durante seis dias. Ao sétimo dia chamou o Senhor
a Moisés do meio da nuvem. A glória do Senhor
aparecia à vista dos filhos de Israel como um fogo
devorador sobre o cimo da montanha. Moisés
penetrou na nuvem...". Destes versículos Downing
conclui que as descrições apontam claramente
para acreditar que Moisés subiu a bordo de uma
espaçonave alienígena e ali recebeu as Leis que
ordenariam o comportamento de um povo e, mais
tarde, o mundo cristão e judeu.
O fato é que tanto judeus como cristãos
prefeririam ter uma visão mais ortodoxa ou
sobrenatural destes eventos religiosos. Porém, a
quantidade de relatos contidos na Bíblia é
verdadeiramente surpreendente. Tal é o caso da
incrível experiência do profeta Ezequiel, um
sacerdote que naquela época deveria contar com
uns 30 anos de idade (ano 563 a.C.). O relato do
texto bíblico em que Ezequiel narra sua fantástica
visão nos diz: "... No trigésimo ano, no quinto dia
do quarto mês, encontrava-me entre os exilados,
junto ao rio Cobar, eis que os céus se abriram e
tive visões de Deus... Eu olhei: havia um vento
tempestuoso que soprava do norte, uma grande
nuvem e um fogo chamejante em torno de uma
grande claridade, e no centro algo que não parecia
electro no meio do fogo. No centro, algo com
forma semelhante a quatro animais, mas cuja
aparência fazia lembrar uma forma humana. Cada
qual tinha quatro faces e quatro asas. As suas
pernas eram retas e seus cascos como os de
novilho, mas luzentes, lembrando o brilho do latão
polido. Sob as suas asas havia mãos humanas
voltadas para as quatro direções, como as faces e
as asas dos quatro. As asas tocavam-se entre si;
eles não se voltavam ao caminharem; antes, todos
caminhavam para a frente; quanto às suas faces,
tinham forma semelhante à de um homem, mas os
quatro apresentavam face de leão do lado direito e
todos os quatro apresentavam face de touro do
lado esquerdo. Ademais, todos os quatro tinham
face de águia. As suas asas abriam-se para cima.
Cada qual tinha duas asas que se tocavam e duas
que cobriam o corpo; todos moviam-se
diretamente para a frente, seguindo a direção em
que o espírito os conduzia; enquanto se moviam,
nunca se voltavam para o lado...".
O texto continua comentando que a cada ser lhe
correspondia uma roda resplandecente que lhe
acompanhava em todos os seus movimentos,
inclusive ao elevar-se do chão. Duas
características específicas chamaram a atenção de
Ezequiel: pareciam montados um dentro do outro
e ao rodar moviam-se em qualquer direção, sem
necessidade de girar. O profeta facilita muitos
detalhes na sua narrativa, considerada já
visionária, como indicando grande esforço para
expressar da melhor forma a sua visão,
empregando uma interpretação e linguagem
simples. Porém, esta descrição narrativa é por
demais diferente de todas as encontradas na
Bíblia, pois Ezequiel, embora sacerdote, utiliza
uma minuciosidade assombrosa no seu relato,
fugindo do misticismo clássico. Sem entrar muito
na questão de qual seria o seu conceito de Deus e
dos anjos, tem-se a sensação de que Ezequiel teria
contemplado algo totalmente estranho, fora de
sua compreensão e conhecimento, razão pela qual
pontualmente pretende relacionar os componentes
e propriedades que envolveram a visão. Razão
mais que suficiente para que os partidários da
presença histórica extraterrestre encontrasse
neste conteúdo a melhor descrição sobre um
remoto encontro histórico entre humanos e
alienígenas.
Erick von Daniken, famoso escritor e pesquisador,
é um dos melhores representantes deste tipo de
investigadores. Ele relata que o engenheiro
espacial Josef F. Blumrich, responsável pelo
desenvolvimento de projetos de veículos aéreos e
espaciais para a Nasa, como o famoso foguete
Saturno V que levou Apolo XI até a Lua em 1969,
após minucioso e detalhado estudo do relato da
visão do profeta, reconheceu perfeitamente a
descrição de aeronaves tripuladas, completamente
fora da tecnologia da época. Blumrich, em seu
livro The Spaceships of Ezekiel, afirma que os
quatro seres do relato eram provavelmente os
suportes de pouso de uma nave espacial, providos
cada um deles com algum dispositivo capaz de
girar em qualquer direção. Este tipo de roda
descrita é hoje perfeitamente capaz de ser
reproduzida tecnicamente e já se encontra
patenteada. Enquanto as quatro asas relatadas
provavelmente se tratavam de hélices ou aspas
similares ao rotor de um helicóptero, cuja forma dá
a sensação de que ao girar se tocam entre si,
aparentemente o impulso principal deveria ser
proporcionado por algum tipo de foguete, alojado
na estrutura central.
De toda a sua investigação, Blumrich conclui que a
tecnologia apontada por Ezequiel não somente
foge a qualquer ficção, mas também resulta
surpreendente a proximidade com a que
atualmente possuímos. Além do mais, enfatiza que
o objeto relatado deveria ser uma aeronave de
pequeno alcance, dependendo necessariamente
de algum tipo de nave-mãe.
A Bíblia está repleta de grande número de eventos
curiosos relacionados a possíveis encontros
extraterrestres, como já vimos. Porém, o caso de
Henoc, filho de Jared, descendente de Set, pai de
Matusalém e bisavó de Noé é um caso à parte.
Segundo o texto do Gênesis, Henoc teve a
oportunidade de andar ao lado de Deus. O curioso
é que tanto judeus como católicos jamais
incorporaram os livros escritos por Henoc nos seus
respectivos cânones. E isto é realmente
importante analisar, pois Henoc obteve
diretamente de Deus a revelação, coisa que
parece não ter importado a qualquer um de ambas
as religiões. O fato reside em que os relatos de
Henoc, a respeito do conteúdo do diálogo com
Deus, atentam total e completamente contra o
que o judaísmo e o catolicismo pregam, razão
mais que suficiente para jamais o ter considerado
de dois mil anos até hoje, embora, no passado,
fosse parte do cânon.
Para finalizar, temos que, é claro, alguns destes
relatos poderiam ser facilmente explicados como
fenômenos atmosféricos de diversos tipos. Porém,
muitos deles existentes jamais poderiam ser
atribuídos a este tipo de justificativa. As descrições
dos fenômenos têm sido por demais detalhadas, a
ponto de refletir perfeitamente a presença de
entidades cujo potencial e conhecimento
tecnológico as colocaram nas condição de deuses,
vindo a interferir com o desenvolvimento da nossa
humanidade. Hoje, num momento em que a
conquista do espaço tornou-se algo normal e
comum, faz-se necessária profunda reflexão a
respeito de como o passado poderia perceber o
futuro e, na sua ingenuidade e ignorância, podea
descrevê-lo. Com esta mesma humildade, faz-se
necessário olhar para as estrelas e compreender
que, muito antes de existirmos, uma infinidade de
mundos já haviam perecido e tornado a surgir.
Os Visitantes Anfíbios
Muitos dos historiadores que não temem o ridículo
e se atreveram a revisar os conhecimentos
existentes das culturas da antigüidade, em busca
de pistas com relação à presença de entidades
extraterrestres, não deixaram qualquer região do
planeta sem investigação. E a África, por exemplo,
não foi uma exceção.
Neste continente, a tribo dogon, localizada na África
ocidental, especificamente no planalto de
Bandiagar e nos montes Hombori, na República do
Mali, vem cultivando uma complexa mitologia
baseada na crença segundo a qual, em algum momento
do passado remoto da humanidade, seres
anfíbios, chamados por eles de nommo, visitaram
a Terra com a missão de civilizá-la.
Os dogons, tribo formada por uma população beirando
os 300 mil membros, rendem culto aos
nommo, deuses criadores da vida que procedem
do sistema Sírius. A estrela de Sírius, a uma distância
de 8,5 anos-luz, é a mais brilhante do céu
depois do Sol. De cor branca e magnitude -1,6,
pertencente à constelação do Grande Cão, foi
reconhecida em 1.844 pelo astrônomo alemão
Friedrich Wilhelm Bessel.
Nos seus desenhos e ornamentos rituais, os
dogons representam a estrela de Sírius acompanhada
por duas outras invisíveis: uma pequena e
extremamente densa e outra que seria quatro vezes
mais leve. Segundo afirmam os dogons, os
nommo provêm de um planeta pertencente ao sistema
desta última estrela.
Somente em 1834, Bessel descobriu a
irregularidade nos movimentos próprios de Sírius,
que não evolui em linha reta, mas promove
ondulações. Nesse sentido, durante dez anos,
Bessel ordenou aos seus assistentes manter uma
estrita vigilância sobre o comportamento do astro,
promovendo um levantamento sistemático do seu
posicionamento. No final, conseguiu confirmar a
sua suspeita: algum objeto estaria influenciando a
órbita de Sírius. Os astrônomos chamaram este
astro invisível de Sírius B. Somente em 1862 este
astro foi avistado pela primeira vez pelo norteamericano
Alvan Clark, quando dirigiu as lentes de
47 cm de diâmetro do seu telescópio na direção
indicada por Bessel. Porém, apenas em 1926 a
superdensidade desta segunda estrela do sistema
Sírius foi descoberta pelo astrônomo inglês Arthur
Stanley Eddington.
O principal promotor da idéia de que os dogons
estiveram em contato com os habitantes da
suposta terceira estrela de Sírius é o escritor e
lingüista Sr. Robert K. G. Temple, membro da
Royal Astronomical Society de Londres, que tem
procurado verificar as crenças desta tribo
rastreando em outras regiões mitos similares e
comparando os conhecimentos astronômicos dos
dogons com os progressos da astronomia
moderna. No seu livro The Sirius Mistery, Temple
afirma que a tribo não teve forma de conhecer
detalhes sobre a estrela Sírius B antes da chegada
do antropólogo francês Dr. Mareei Griaule, que
começou a investigar os dogons em 1931. Nessa
época, o pesquisador francês ficou fascinado e
confuso ante as informações coletadas sobre Sírius
pela mitologia dogon.
Segundo os relatos do Dr. Griaule, que conseguiu
elaborar um maravilhoso trabalho sobre a
intrincada mitologia dogon, ele conseguiu
perceber a fantástica relação existente entre os
deuses e algumas estrelas. Identificou também
que a tribo celebrava festividades repetidamente a
cada 50 anos, conforme a tradição observada até
hoje. Segundo o ritual, em cada nova festa a
geração seguinte terá de confeccionar novas
máscaras, as quais, desde séculos, vêm sendo
preservadas cuidadosamente numa espécie de
templo-arquivo na aldeia, como registro vivo do
passado.
Em 1946, o Dr. Griaule passou uma nova
temporada com os dogons, desta vez
acompanhado pela etnóloga Dra. Germaine
Dieterlen, atualmente secretária-geral da Societé
des Africanistes, no Museu do Homem, em Paris. O
resultado dos quatro anos desta nova pesquisa foi
publicado numa obra sob o título Um Sistema
Sudanês da Estrela Sírius, editada em 1951. Neste
trabalho, os Drs. Griaule e Dieterlen reuniram os
conhecimentos dogons sobre o sistema da estrela
Sírius, revelando que a cada 50 anos a estrela
"Digitaria" (Sírius B) completava sua órbita ao
redor de Sírius, ficando, nesse momento, invisível.
Desta forma, os dogons afirmam que "Digitaria"
seria a estrela mais pesada, a que determina a
posição de Sírius ao orbitar ao seu redor. Existe
também uma segunda estrela, mais leve,
chamada Emme Ya, ainda não descoberta pela
astronomia moderna. De acordo com as pesquisas
de alguns especialistas, a primeira festividade
"Sigui", celebrada pelos dogons em homenagem a
seus deuses nommo, deveria ter ocorrido por volta
do século XV; porém, de acordo com outros
elementos presentes na coleção de recipientes, a
data pode ser próxima do século XII.
A descrição dos nommo, segundo Temple, é
suficientemente clara e objetiva: trata-se de uma
raça de seres anfíbios e sua função consistia em
civilizar e dar vida. Segundo a tradição, em
tempos distantes os nommo chegaram à Terra,
trouxeram as plantas, os animais e criaram um
casal de humanos, que gerou oito ancestrais do
homem e tiveram vida longa. Finalizada a missão,
os nommo retornaram para o céu.
Os investigadores que buscaram uma explicação
racional para os surpreendentes conhecimentos
dos dogons assinalaram que, desde 1907, na
mesma região houve escolas francesas em que se
ensinava geografia e história natural. Temple tem
rejeitado toda e qualquer hipótese que justifique a
contaminação dos dogons pelo conhecimento
moderno. Está por demais claro que a misteriosa
antecipação dos mitos dogons em relação a Sírius
e Sírius B resulta em algo desconcertante. O
professor Peter James, da Universidade de
Londres, opina que não resultaria curioso o fato de
que algumas culturas antigas tivessem introduzido
o culto a Sírius por ser a mais brilhante estrela
visível no céu, sendo a mais destacada dentro do
seu grupo de deuses. Durante muitos anos, a
maior visibilidade desta estrela coincidiu com a
subida do Nilo no Egito, revestindo-se de especial
importância cronológica para muitos povos
africanos. Porém, Temple difere desta opinião,
marcando os paralelos existentes entre as lendas
gregas e dogons sobre os anfíbios civilizadores, o
que pode ser visto nos mitos gregos que contam
da existência de seres com corpo de peixe,
morando nas profundezas oceânicas.
Seja como for, resulta difícil contestar o que uma
tribo perdida entre as montanhas da África teve a
mostrar para o mundo moderno. Conhecimentos
astronômicos que somente foram comprovados
vários séculos depois e que, na época, eram
desconhecidos do homem moderno pela falta de
recursos tecnológicos. Como é possível existir uma
visão do Universo mais completa e exata sem se
ter para tal, recursos técnicos nem ferramentas
para a obtenção de semelhantes conhecimentos?
A história da humanidade está repleta de objetos e
conhecimentos fora de sua época, todos eles
entregues pelos deuses, entidades que vieram das
estrelas buscando colaborar com o homem, para
civilizá-lo.
Extraterrestres no Oriente
No final do dia 24 de agosto de 1980, Hsing Sheng
e Bi Jiang saíram de Pequim com suas bicicletas e
mochilas para realizar mais uma excursão na
região das montanhas Changping e aguardar o
nascer do Sol do dia seguinte. Porém, aquele novo
amanhecer resultaria o mais especial de suas vidas.
Por cima da montanha, ambos avistaram uma
branca e deslumbrante luz, por volta das 4:08 horas,
que sobrevoava as proximidades da grande
muralha. Ambos os estudantes sabiam perfeitamente
que não podia ser o Sol, pois, além de ser
um objeto, ele se deslocava vagarosamente sobre
a montanha.

Misteriosas
formações
circulares surgidas
em plantações de
cereais no interior
da Inglaterra.

Hsing Sheng e Bi Jiang procuraram aproximar-se o
máximo possível do objeto luminoso subindo a
montanha. Mais tarde, ambos descreveram a
observação como sendo a de um objeto que parecia
formar um "T" invertido, com três pontos
luminosos em sua estrutura, assemelhando-se a
três estrelas unidas por um núcleo escuro. Ao
redor desse centro escuro podia-se perceber um
anel de luz, e o centro parecia girar. O objeto encontrava-
se pairando vagarosamente no céu ainda
escuro, não tendo apresentado qualquer som
durante a sua passagem.
Hsing Sheng e seu companheiro de estudos observaram
o objeto durante quase meia hora, e
como o primeiro levava sua câmera fotográfica
aproveitou a oportunidade para realizar algumas
fotos. Durante todo esse tempo o objeto permaneceu
por cima de uma das encostas da montanha,
para logo depois subir a uma enorme velocidade
e desaparecer no espaço. Essa observação
foi divulgada por quase toda a República Popular
da China, ocupando-se disso grande número de
jornais, já que Hsing Sheng havia enviado o fume
fotográfico para a redação do Jornal Pequinês da
Tarde, que revelou os negativos e publicou as
fotos que impressionaram pelo seu resultado. O
jornal considerou que se tratava das primeiras e
únicas fotografias de objetos estranhos aéreos
realizadas na China, publicando tal conclusão.
Logo depois teve de se retratar, ao constatar que
grande número de leitores havia encaminhado
para a redação um farto material fotográfico com o
registro de estranhos objetos aéreos, e, em muitos
casos, a antigüidade de algumas fotografias
remontava a décadas.
Dentre estas fotos antigas, existe uma, realizada
em 1942, em que aparece uma rua comercial
pertencente ao porto de Tientsing, em que se pode
distinguir claramente no céu um pequeno objeto
em forma lenticular, dotado de uma cúpula.
Durante toda essa polêmica, publicou-se também
em outros jornais chineses a foto de dois
estranhos objetos voadores, obtida em 1973 na
cidade de Taiwan. Esta foto foi realizada quando
dois estranhos objetos executavam arrojadas
manobras no céu da cidade, ante um público
curioso e assustado.
Mais tarde, passou pela redação do Jornal
Pequinês da Tarde um comerciante japonês, que
apresentou algumas fotos realizadas por ele em
1981 em regiões próximas a Pequim e Shangai.
Todos esses eventos encontram-se hoje
pesquisados e coletados por um organizado grupo
de investigadores chineses, que têm colocado o
mundo moderno em contato com todas essas
observações por meio do Journal of UFO-Research,
uma publicação chinesa bimensal com tiragem de
mais de 300.000 exemplares, em que se
encontram registradas as mais atuais observações
de fenômenos aéreos da China e de outros países,
reunindo um incrível e interessante histórico de
relatos.
Segundo pôde ser investigado, a aparição desses
estranhos objetos não ocorre por acaso. Já no
histórico do Império Chinês e em épocas ainda
mais idas, quase lendárias, da China antiga e
primitiva surgem as referências de visões desses
objetos. Como o caso ocorrido durante o ano 24 do
reinado do imperador Chao Wang, da dinastia
Cheu, em que encontramos a descrição do
seguinte fenômeno: "... No dia 8 da 4a Lua,
apareceu uma luz pelo lado sudoeste que iluminou
o palácio do rei. O monarca, surpreendido pelo
fulgor, interrogou os sábios a respeito. Eles lhe
mostraram livros que indicavam que esses
prodígios significavam a aparição do grande sábio
do ocidente, cuja religião haveria de ser
introduzida no país".
Mitos e lendas similares ao relato anterior podem
ser encontradas no território de Yueh, onde está a
grande cordilheira Kuen-Lun. Ali circulam inúmeras
lendas que descrevem misteriosos objetos
denominados "sinos voadores". E, segundo a
população local, esses enigmáticos objetos
voadores apresentam a peculiaridade de aparecer
e desaparecer misteriosamente, conforme narram
as histórias mais antigas. Para completar, temos o
caso do professor de literatura chinesa Sr. Ke
Yang, da Universidade Lanzhou, que encontrou
evidências de que houve visões aéreas anormais
registradas em textos clássicos chineses. Um deles
faz menção a um dia de janeiro do ano 2 (314 da
nossa Era), sob o reinado do imperador Jianxing,
quando o Sol se precipitou em terra e outros três
sóis surgiram juntos por cima do horizonte. Outro
dia, o Sol desceu rapidamente até o solo e outros
três sóis voaram, um junto ao outro, depois de
haverem-se elevado em direção oeste, dirigindo-se
depois até o leste.
Estranhos objetos foram observados em território
chinês em inúmeras oportunidades; porém, a
percepção de semelhantes acontecimentos
somente veio com o tempo e a modernidade.
Em 1.928, o arqueólogo alemão Richard Henning
escreveu a respeito o seguinte: "... O fato de que,
nas religiões e contos de todos os tempos e povos;
os deuses, anjos, mágicos e bruxos podiam voar é
um tema à parte". E claro que naquele tempo a
aeronáutica encontrava-se ainda no seus primeiros
passos, porém, resultaria realmente difícil para
qualquer cientista admitir que muitos dos mitos ou
lendas pudessem ter algo de verdade e, talvez, de
extraterrestre, razão por que seria bem provável
eliminar qualquer tentativa de investigar mais
fundo ou de sequer procurar mais detalhes a
respeito.
No tratado A Pré-história da Aviação, editado há
seis décadas na obra Anuário da Sociedade de
Engenheiros Alemães, Richard Henning escreveu o
seguinte: "... No caso de semelhantes seres
sobrenaturais, não é importante mencionar meios
técnicos para poder voar; eles podiam fazer tudo o
que ao homem seria impossível, e, em último
caso, deve bastar a indicação de que esses seres
sobrenaturais possuíam asas, como o mensageiro
dos deuses gregos Hermes... Porém, muda a
postura quando a poesia atribui a seres humanos o
poder de voar pelos ares. Neste caso é preciso
explicar o milagre tecnicamente. Por esse motivo
são especialmente atrativas, tanto para os
técnicos como para os psicólogos, as lendas de
homens voadores, porque sempre mostram a
forma em que almas primitivas imaginam a
solução técnica de como pode voar o homem...".
Naquele tempo, Henning encarava o assunto sobre
vôos no passado de forma um pouco leviana. Isto
porque, claramente, faltavam recursos ou achados
científicos para sustentar qualquer hipótese ou
argumentação sobre a possibilidade de que
alguém, no passado, tivesse tecnologia ou pelos
menos conhecimento suficiente para poder voar
em tempos considerados primitivos.
Porém, com o tempo, tanto Henning como muitos
outros investigadores e cientistas puderam
perceber que o passado antigo da China encerrava
uma incrível quantidade de relatos e eventos
associados necessariamente com a presença de
uma tecnologia muito mais avançada, inclusive
para os dias de hoje.
Dentre as antigas lendas da China, existe a do
Cavalo de Madeira, muito parecida com os Contos
das Mil e Uma Noites, inspirada em remotas lendas
orientais. Na lenda chinesa, encontramos a história
de um príncipe que utilizava um cavalo artificial de
madeira, com o qual podia voar, para chegar até a
sua amada princesa. Seria muito fácil limitar-se ao
fato de tratar-se de um cavalo miraculoso de
incríveis poderes, razão pela qual podia voar, e
encerrar a análise. Porém, mergulhando fundo nos
detalhes deste conto, vemos que o príncipe
apaixonado devia observar algumas normas
técnicas para operar o cavalo voador. Segundo
narra a lenda, o príncipe estranhamente escutou a
seguinte instrução: "...Majestade, meu cavalo é um
cavalo mágico... Para abreviar, este cavalo tem
vantagens em relação aos demais cavalos de
carreiras mais notáveis porque pode voar. Leva 26
parafusos: se girar o primeiro parafuso, o cavalo
eleva-se pelo ar; girando o segundo, começa a
voar à velocidade de um pássaro; se girar os 26
parafusos, o cavalo desloca-se como uma flecha
pelas nuvens, que os veleiros do ar e mais rápido
que uma águia. Com esse cavalo, majestade,
pode-se viajar pelo mundo, seguro e sem esforço".
Neste relato, observa-se certo conhecimento
técnico que, provavelmente, deve ter existido
naqueles tempos, mas que parece ter-se perdido.
Na comemoração do dia 27 de maio de 1909 da
China Society, houve uma animada troca de
impressões entre o cientista inglês Dr. Herbert A.
Giles e o legado de China, Lord Li. Nessa
oportunidade, o diplomata havia formulado uma
interessante comparação, que surpreendeu
sobremaneira o Dr. Giles, quando afirmou: "... Que
imagem agradável nos mostraria o professor de
Cambridge ao apresentar um taxímetro que
circulava há dois mil anos na capital do reino Cheu
sem cobrar. Tudo o que hoje se nos afigura novo
parece ter um equivalente remoto na antiga China.
Quem sabe se, antes que voltemos a nos reunir no
ano que vem, neste lugar, haverá descoberto o
professor competidor que o esperto povo Cheu
utilizava com freqüência o avião".
O que pareceu em princípio uma piada acabou
encontrando posteriores confirmações para o Dr.
Herbert A. Giles, após minuciosas investigações.
Voar não era apenas um sonho na antiga China,
mas um relativo conhecimento quase empírico que
chegou até nossos dias, conforme narram alguns
cronistas. Tal conhecimento é comprovado pelo
fato de este milenar povo oriental conhecer de
longa data o termo Fei-Chi, pois Fei significa voar,
e Chi traduz-se como máquina, força ou energia.
Desta forma, a antiga e milenar palavra Fei-Chi
significaria, pois, "máquina que voa".
O Dr. Giles descobriu mais adiante, no livro Po Wy
Chin, escrito por volta do século III, curiosos
relatos sobre as aptidões artísticas do povo Chi-
Kung. Segundo a lenda a respeito deste povo, eles
possuíam conhecimentos ignorados pelos demais
habitantes da China, além de vários Fei-Chi ou
"máquinas voadoras", com os quais viajavam pelo
ar a grande velocidade. Inclusive, persistem até
hoje alguns desenhos destas máquinas voadoras
realizados em nanquim na obra Yu Kuo Chih,
publicada no século XIV. Numa das pinturas, em
particular, podemos apreciar perfeitamente um
tipo de cesta com uma hélice ou roda, dando a
entender que não se trata de um veículo apenas
mágico, mas que possui algum sistema de
propulsão.
Os relatos sobre os misteriosos Fei-Chi do povo
Chi-Kung remontam a épocas próximas dos 3.800
anos, uma distância enorme em relação ao que
poderíamos considerar como primitivo. Dentre os
mitos deste povo, existe uma lenda relativa aos
construtores das máquinas voadoras, que diz:
"...Chi-Kung é um povo com muitas artes. Possuem
o conhecimento de muitas coisas que outros povos
ignoram. Em grandes carros viajam a grande
velocidade pelo ar. Quando o imperador Tang
governava o mundo, um vento do oeste levou os
carros voadores a Yuchow (atual Hunan), onde
aterrissaram. Tang mandou desarmar os carros e
escondê-los. Facilmente e em demasia o povo
acreditava em coisas sobrenaturais, e o imperador
não queria que seus súditos ficassem intranqüilos.
Os visitantes permaneceram dez anos ali; depois
voltaram a montar os carros, carregaram os
presentes do imperador e voaram sobre um forte
vento para o leste. Chegaram sãos ao país Chi-
Kung, a 40 mil li mais além da porta de jade. Mais
não se sabe sobre eles...".
Nas transmissões literárias e históricas, também
encontramos dentre os poemas de Kuo Po (324-
270 a.C.) o seguinte relato: "... Admiráveis são as
artes do povo Chi-Kung. Aliado com o vento,
esforçou seu cérebro e inventou um carro voador,
Fei-Iun, que, subindo e descendo segundo seu
caminho, o levou até o imperador Tang...".
E esta referência não é um caso isolado. Também
na obra Chen Kao, de Tao Hung Ching, e no livro
Schu Itschi, de Jen Fang, assim como num escrito
do imperador Yuan-Ti, todos do século V da Era
cristã, menciona-se a presença de carros voadores
ou de rodas voadoras como meio de transporte.
Além do mais, também no século XI permanecia a
lembrança dos antigos aparelhos voadores
chineses, como escreve Su Tungpo: "... Gostaria
de poder montar num carro voador...".
Nas lendas da China antiga freqüentemente
surgem referências a misteriosos objetos, frutos
de alguma tecnologia miraculosa, mas também
aparecem comentários sobre personagens
insólitos. E o caso de algumas lendas que afirmam
que, num passado longínquo, a China foi
governada por uma dinastia divina e celestial por
quase 18 mil anos.
Todos os membros desta misteriosa dinastia
proclamaram-se "filhos do céu", salientando uma
origem divina.
Lendas antigas afirmam que os divinos ancestrais,
dos que mais tarde seriam chamados de "filhos do
céu", haviam chegado, no princípio dos tempos,
para o mundo em "dragões de fogo" e fundado o
Império Celestial. Desde tempos remotos, os
homens de todos os povos civilizados deste
planeta tinham por "divinos" todos os que
apresentavam possuir poderes sobrenaturais.
Cabe lembrar que "sobrenatural" era para o povo
tudo aquilo que não se podia compreender por
meio dos seus cinco sentidos básicos.
Logicamente, é possível concluir que aqueles
"divinos imperadores" poderiam bem ser
astronautas de outros mundos, ou seja,
extraterrestres que, de uma forma ou outra,
haviam colonizado aquela região do antigo oriente,
onde mais tarde viria a desenvolver-se a cultura
chinesa e os seguidores e/ou continuadores do
"Império Celestial".
Diante dessa possibilidade, analisando um pouco a
relação dos governadores e imperadores da antiga
China, poderemos perceber aspectos curiosos e
interessantes, como a dinastia dos San-Huang, isto
é, dos primeiros que pisaram na Terra como filhos
cósmicos do céu. O nome "San-Huang" significa
"os três veneráveis", que também são apresentados
como "emissários divinos", a cuja frente
se encontrava Fu-Hsi. Porém, infelizmente é
impossível determinar o período ou época em que
isso teria ocorrido.
Depois dos San-Huang, vieram os "cinco
imperadores" ou "Chin-Wu-Ti". Neste caso, a sua
existência já se pode comprovar, pois existem
datas específicas. Na relação, temos inicialmente
Huang-Ti, o mítico imperador amarelo que
governou de 2.674 a 2.575 a.C. A ele seguiram o
imperador Chuan-Hsu entre 2.490 e 2.413 a.C., o
imperador Ku entre 2.412 e 2.343 a.C., o lendário
imperador Yao entre 2.333 e 2.234 a.C., e
finalmente o imperador Shun, cujo reinado
começou em 2.233 e finalizou no ano 2.184 a.C.,
tendo aqui início as dinastias hereditárias.
As dinastias historicamente garantidas são: a
dinastia Hia (aproximadamente do ano 2.000 até
1.520 a.C.), ainda considerada lendária; a dinastia
Shang (por volta dos séculos XV e XII a.C.); e a
dinastia Chou (do século XI até o ano 249 a.C.).
Seja como for, desconhece-se a origem das
dinastias identificadas como os "filhos do céu".
Porém, no texto de uma lenda da época do
imperador Yao existe a seguinte descrição: "... os
cinco sábios que adotaram esta decisão voltaram,
depois das festividades rituais, ao espaço... Os
cinco sábios dos cinco planetas voaram como
estrelas para incorporar-se às plêiades". Ao que
parece, neste antigo texto podemos concluir que
seriam, pois, alguns dos antigos imperadores da
China seres extraterrestres vindo de distantes
mundos para colonizar a Terra? Aparentemente
sim.
Ao que tudo indica, para os chineses não foi o
soviético Yuri Gagarin o primeiro homem a ir para
o espaço numa cápsula espacial. Dados históricos,
encontrados na China em alguns empoeirados
arquivos em 1981, apresentam a idéia de que, por
volta de 480 anos passados, teve lugar a primeira
tentativa de viagem espacial. Segundo o
documento, o sábio chinês Wan Hu, no ano 1.500,
tentou disparar-se para o espaço com 47 foguetes
amarrados numa cadeira. Para voltar para a Terra,
pretendia utilizar um enorme "papagaio" de papel.
O experimento, é claro, fracassou terrivelmente:
ao acionar os foguetes estes explodiram, matando
de imediato o sábio Wan Hu. Em memória a sua
corajosa empreitada, os chineses batizaram uma
região da Lua com o seu nome.
Este exemplo demonstra que os chineses da Idade
Média haviam perdido muito do seu conhecimento
ancestral. E quanto mais tempo passasse, mais
esqueceriam. Mas têm chegado lendas até nossos
dias em que encontramos que os antepassados de
Wan Hu tiveram bastante sucesso nas suas
viagens para o espaço. Segundo alguns mitos
recolhidos, os chineses teriam pisado na Lua há
mais de quatro mil anos. E esta afirmação vem da
interpretação da lenda do arqueiro Hou Yi e de sua
mulher Chang E, que viveram durante o governo
do imperador Yao. Nessa época existiam dez sóis
no firmamento; seu calor queimava os campos,
destruía as colheitas, e os homens sofriam
constantemente. Então, os imortais tiveram
piedade dos homens que sofriam, e o imperador
celestial enviou o campeão de tiro Hou Yi para
ajudar o imperador Yao a restaurar a ordem na
Terra. Porque Hou Yi podia voar e possuía um arco
mágico, enviou flecha após flecha, até que nove
dos dez sóis caíram à Terra. A história é simpática,
e a maioria dos chineses conhece esta lenda, pois
virou tema de muitos poemas.
Numa outra versão da mesma lenda, encontramos
que Hou Yi montou num grande pássaro celestial,
voando para o centro do horizonte infinito, onde
abateu os nove sóis falsos (aparelhos voadores
artificiais?) com sua arma mágica. Porém, sempre
que alguém tem sucesso, existe um outro com
inveja, e não foi exceção. Pelo reconhecimento
que obteve pelo seu ato de bravura, perdeu a
simpatia dos imortais, que o caluniaram ante o
imperador celestial. Este acreditou nas mentiras
dos inimigos de Hou Yi e o desterrou para sempre
da Terra. O campeão de tiro, inconformado com a
ingratidão dos "filhos do céu", montou no seu pássaro
celestial e voou para o espaço numa rajada
de forte vento. Hou Yi aterrissou na Lua e ali
admirou o horizonte, que parecia congelado.
Depois de reconhecer o local de descida e seu
redor, Hou Yi construiu o palácio do "grande frio".
Também a esposa Chang E participou da
empreitada.
Em duas obras da dinastia do oeste Han (206 a.C.
até o ano 9 d.C.), o Livro das Montanhas e dos Rios
(Shanhajing) e o Huainanzi, uma coleção de
artigos filosóficos, históricos e científicos,
guardada pelo príncipe Nan de Huaipor e
conservada até nossos dias, encontramos a
descrição que Chang E faz da imagem da Lua vista
do espaço. Segundo seu relato: "... é uma bola
luminosa enorme e muito fria, brilhando como se
fosse de cristal".
A lenda de Hou Yi e de sua esposa Chang E é um
perfeito tema para profunda e meticulosa
investigação. Mas existem ainda outras
descobertas talvez tão ou mais enigmáticas a
serem desvendadas, como é o caso dos relatos
existentes, relacionados ao ano em que subiu ao
trono o imperador Yao. Neste período, os
manuscritos Chaung-Tzu, no capítulo 2, Liu-Shi-
Chun Chiu, volume XII e capítulo 5, Huainan-Tzu,
capítulo 8, descrevem vários incidentes de
características insólitas vividos pelo imperador
Yao. Por exemplo, no ano 42 do seu reinado, uma
estranha estrela desceu do céu até a cratera de
um vulcão. No ano 70 do seu governo, a estrela
emergiu da cratera do vulcão. Outro exemplo é
relatado na obra chinesa Ciência Natural, em cujo
texto, no seu capítulo 10, encontramos a seguinte
descrição: "... sob o reinado do imperador Xia Ji
foram vistos dois sóis no ribeirão do rio Feichang,
um deles ascendendo no leste e o outro descendo
no oeste; ambos rugiam como o trovão".
O Nascimento da Ufologia
Algumas semanas após o bombardeio da base
militar de Pearl Harbor no Havaí pelos japoneses, a
costa oeste dos Estados Unidos encontrava-se em
alerta de guerra permanente. Os olhares de toda
uma nação estavam voltados para o céu, já que o
astuto inimigo poderia chegar voando sem ser
percebido e descarregar suas mortais bombas.
Neste sentido, cabe destacar que, nessa época, o
radar ainda não havia sido inventado, sendo a
própria Segunda Guerra Mundial o fenômeno
propulsor desta descoberta, assim como da
utilização da energia nuclear como bomba, do
desenvolvimento de aviões, de mísseis à propulsão
a jato e do sistema de guia por rádio.
Foi no dia 25 de fevereiro de 1942, nas primeiras

Discos com forma
semelhante a cúpulas
avistados e fotografados
na região de Las hunas,
México.

horas da madrugada, que a cidade de Los Angeles,
na Califórnia, veio a justificar seus temores quando
um sinistro blecaute e a passagem de um estranho
grupo de objetos voadores de origem desconhecida
tomaram conta dos céus, apavorando
toda a população e deixando preocupado todo o
comando militar.
Um grupo de fantasmagóricos objetos atravessou
os céus da cidade de Los Angeles, justo no
momento em que o clima reinante era de guerra,
obrigando a população e as instituições militares a
responder atordoadamente com as armas, provocando
um estrondo de canhões por quase uma
hora. Obviamente, não houve baixas provocadas
pela passagem dos estranhos engenhos e nenhum
deles foi abatido, apenas três pessoas acidentalmente
morreram naquele dia, sendo que testemunhas
do evento reportaram a observação de
algumas curiosas aeronaves e de um estranho e
enorme objeto que teria se afastado próximo à
costa da região de Santa Mônica e Long Beach.
Finalmente, a resposta oficial não demorou. O
governo prontamente comunicou à população de
que tudo não passara de falso alarme, provocado
simplesmente por crescente estado de tensão
nervosa, dado o recente bombardeio de Pearl
Harbor. Porém, a verdade levaria mais de
quarenta anos para ser descoberta.
Em 1987, o pesquisador norte-americano Timothy
Good obteve um documento oficial sobre este
incidente, graças à nova lei do ato de liberação de
informação dos Estados Unidos, que havia
permanecido escondido por todo esse tempo, sem
jamais ser divulgado. O documento, um
memorando para o Presidente Roosevelt do
General George C. Marshall, escrito vinte e quatro
horas depois do incidente, indicava claramente
que, apesar das negativas oficiais, quinze
aeronaves não-identificadas haviam sobrevoado os
céus de Los Angeles a uma velocidade de 200 mph
(320 km/h), a uma altitude entre 9 mil e 18 mil pés
(2.700 e 5.400 m). Noutras palavras, a cidade de
Los Angeles havia sido palco da passagem de um
grupo de estranhos objetos voadores, fruto de
uma tecnologia tão desconhecida como os
objetivos que os haviam trazido até aquele lugar.
Este curioso e inexplicável evento foi explorado
amplamente pelo cineasta norte-americano Steven
Spielberg na comédia 1941, em que satiriza o
comportamento das Forças Armadas naquele dia.
Durante os últimos três anos da Segunda Guerra
Mundial, pilotos aliados, assim como inimigos,
travaram extraordinários encontros com estranhos
objetos voadores semelhantes a pequenas bolas
de luz por quase todos os céus da Europa. Alguns
pensaram na oportunidade que se tratava de
algum tipo de fenômeno elétrico, semelhante ao
chamado "fogo fátuo"; porém, as pequenas bolas
de luz voavam e realizavam movimentos rápidos,
acompanhando os aviões por longos percursos.
Assim foi o caso registrado no dia 23 de novembro
de 1944, quando o Tenente E. Schluter, do 415
esquadrão de vôo noturno de combate, observou
grande número de objetos similares a bolas
sobrevoando a região de Estrasburgo. Logo depois,
no dia 27, encontramos o registro dos Tenentes
Henry Giblin e Walter Cleary, que observaram um
gigantesco objeto sobre o seu avião em Speyer, na
Alemanha. E, para finalizar, temos o ocorrido no
dia 22 de dezembro de 1944 às 18:00 horas,
quando o Tenente norte-americano David McFalls,
também do esquadrão 415 de vôo noturno,
encontrava-se sobrevoando a região da Alsácia-
Lorena, na linha entre a França e a Alemanha,
quando informou pelo rádio: "... Duas luzes muito
brilhantes subiram do chão. Elas se nivelaram
conosco próximas da cauda do avião. Eram
enormes, brilhantes e de cor alaranjada. Estiveram
conosco por dois minutos... Daí se afastaram
rapidamente, parecendo apagar-se".
Com o aumento da incidência de observações, os
norte-americanos batizaram as bolas luminosas de
foo-fighters, associando-as ao desenho animado
do personagem "Smoky Stover", um urso guardabosques
muito popular nos Estados Unidos. A frase
em inglês deste personagem dizia: Where ther's
foo ther's fire, isto é, "onde há fumaça há fogo"; e
foi esta a associação que os pilotos fizeram, dando
às estranhas bolas fantasmagóricas a condição de
"objetos de fumaça briguentos". E para os
alemães, já que também realizaram inúmeros
encontros com esses objetos, esses
inconvenientes engenhos passaram a ser
chamados de kraut-ball.
No dia 2 de janeiro de 1945, o The New York Times
publicou o incidente ocorrido em dezembro de
1944 com o Tenente Donald Meiers, quando este
se encontrava sobrevoando a Alemanha num avião
Beaufighter. De acordo com o artigo, Meiers
descreve o incidente da seguinte forma: "... Bolas
de fogo vermelho apareceram flanqueando nossas
asas, enquanto voavam ao nosso lado. Um
segundo grupo, formado por três bolas de fogo,
deslocava-se verticalmente bem diante de nós, e
um terceiro grupo de umas quinze luzes ia longe, à
nossa frente, com sinais que acendiam e
apagavam...".
No mesmo dia em que o The New York Times dava
a conhecer a reportagem de Meiers, a revista Time
relatava a experiência de outros pilotos norteamericanos
em circunstâncias similares, ocorridas
durante as suas missões sobre a Alemanha.
Embora até o momento nenhum desses objetos
tivesse provocado qualquer acidente ou danificado
qualquer avião, sua presença continuou
persistentemente, a ponto de incomodar o
desempenho de algumas missões de combate. Por
esta razão, tanto aliados como inimigos passaram
a considerar esses objetos como possíveis armas
secretas, sendo que cada lado atribuía a autoria do
engenho ao outro. A situação chegou a ser tão
desconcertante que o serviço de inteligência inglês
desenvolveu um projeto chamado "Masei", por
meio do qual descobriria a origem tecnológica
destes objetos. Logo depois, tanto alemães quanto
norte-americanos fariam o mesmo.
Em 1945, o presidente norte-americano Truman
conhecia perfeitamente dois dos maiores segredos
mais bem guardados do mundo. O primeiro foi
revelado no dia 6 de agosto, quando uma bomba
atômica explodiu devastadoramente sobre a
cidade de Hiroshima no Japão. O segundo
mantinha-se ainda sigilosamente oculto entre os
maiores segredos da inteligência militar: a certeza
da presença de seres extraterrestres em nosso
mundo.
No finalizar da guerra em 1946, tanto Alemanha
quanto Japão admitiram publicamente a sua
perplexidade ante o fenômeno, fazendo com que
os Estados Unidos percebessem que se estava
enfrentando um verdadeiro problema global. Três
anos se passariam antes que a documentação da
inteligência militar revelasse aos demais
departamentos e agências da inteligência norteamericana
o verdadeiro interesse das autoridades
governamentais em resolver o mistério dos foofighters;
e a isso se somariam posteriores
observações destes objetos sobre diversas bases
militares.
Nesse mesmo período iniciava-se a terrível e
famosa Guerra Fria. O mundo saía de um conflito
global para encontrar-se dividido ideologicamente
por duas megatendências, com uma cruel muralha
dividindo a derrotada Alemanha e com o Japão
reconstruindo as cidades de Hiroshima e Nagasaki,
vítimas da era atômica; e as observações de estranhos
objetos no céu continuavam a
convulsionar o mundo.
Por volta do mês de maio, durante uma escura
noite, nos céus da Suíça um enorme objeto
flamejante com uma cauda foi avistado movendose
a grande velocidade, deixando a população
local apavorada. No dia seguinte, em plena luz do
dia, foi observado um objeto semelhante a um
"charuto" sobrevoando a região. Mais tarde, no dia
10 de junho, vários objetos, lembrando os foguetes
V-2 alemães, foram observados sobrevoando a
Finlândia. Dois dias depois, o Serviço de Defesa da
Suíça ordenou secretamente à polícia permanecer
em estado de alerta, por causa da observação de
um estranho objeto no céu. Um mês depois, no dia
18 de julho, dois "foguetes fantasmas" foram
avistados perto do Lago Mjosa, na Noruega. E, no
dia seguinte, por volta do meio-dia, um grupo de
testemunhas observou um estranho foguete perto
do Lago Kolmojorv, na Suíça. Até o final do ano,
mais de mil estranhos objetos foram observados
na Suíça, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Portugal,
África do Norte, Itália e índia, provocando o maior
alvoroço nos círculos militares, pois pressupunham
a existência de testes de alguma nova arma, cujo
proprietário era desconhecido.
Perturbado pela grande incidência destes objetos,
o Tenente-General Nathan Twining, chefe da
Divisão de Inteligência do Comando de Materiais
Aéreos da Força Aérea em Wright Field,
encaminhou um documento para o Comandante-
Geral da Força Aérea em Washington, informando
que os estranhos objetos aéreos registrados eram
artefatos que mereciam um estudo minucioso e
profundo. Por essa razão, em setembro de 1947,
as autoridades norte-americanas organizaram um
esquema de investigação detalhado, confiando a
tarefa a um grupo de expertos do Comando
Técnico Aéreo de Inteligência da Força Aérea
(ATIC-Air Technical Intelligence Command). A
partir desse momento, deu-se início a uma
atividade de investigação que se estenderia por
quase vinte e dois anos, finalizando somente em
dezembro de 1969.
Desse resultado surgiu no dia 22 de janeiro de
1948 o "Projeto Sign", ou também chamado de
"Projeto Soucer", por iniciativa da Divisão de
Inteligência do Comando Aéreo da base de Wright
Field, atual Base da Força Aérea de Wright
Patterson, cujo objetivo era recolher, avaliar e
distribuir entre as agências interessadas toda a
informação sobre os avistamentos que indicassem
perigo para a segurança nacional. O projeto ficou a
cargo de James D. Forrestal, então Secretário de
Estado da Defesa, que mais adiante morreria em
condições até hoje não bem explicadas.
Dentro deste projeto, vários informes foram
elaborados a respeito das inúmeras investigações
realizadas de testemunhos da observação de
estranhos objetos. Segundo o informe da
inteligência aérea norte-americana, classificado
com o registro 100-203-79 do dia 10 de dezembro
de 1948, preparado pelo Escritório Naval de
Inteligência e pela Divisão de Inteligência Aérea
dos Estados Unidos, podemos observar em seu
conteúdo detalhada análise dos diversos
incidentes ocorridos pela observação de UFOs (da
sigla em inglês definida por Unidentified Flying
Object, ou OVNI, Objeto Voador Não-Identificado)
ao longo de todo o território norte-americano.
Cabe ressaltar que um enorme clima de mistério
rodeava desde o início este informe de 28 páginas,
pois levava consigo um texto específico de alerta
para o efeito direto que poderia provocar este
assunto sobre o sistema de defesa do país. Tão
delicado era seu conteúdo que, após sua leitura,
cada informe deveria ser destruído pelo próprio
destinatário. O informe também comentava que
observadores altamente qualificados, como oficiais
da Força Aérea, técnicos de investigação e um
amplo e experiente pessoal do Serviço
Metereorológico, informaram haver observado
estranhos objetos voadores de origem
desconhecida, e que os objetos em questão
haviam sido classificados em três tipos: em forma
de disco, de charuto e de bola de fogo. Neste
sentido, os objetos em forma de disco teriam
aspecto metálico; um estudo os considerava como
possível resultado de avançada tecnologia soviética
e não propunha uma conclusão formal sobre
sua natureza; as possibilidades permaneceram
abertas para qualquer eventual resposta por parte
das agências de inteligência e dos serviços
militares, permitindo a continuação das
investigações. O Inspetor-Geral do Escritório de
Investigação Especial da Força Aérea dos Estados
Unidos, inconformado com o resultado do referido
informe, iniciou por conta própria uma pesquisa
em dezembro de 1948. Esta pesquisa resultou no
desenvolvimento de um trabalho de investigação
paralelo ao "Projeto Sign", que foi chamado de
"Projeto Twinkle", sob a responsabilidade do Dr.
Lincoln La Paz, cientista especializado em
meteoritos. O novo estudo considerou o período
compreendido entre dezembro de 1948 e maio de
1950, resultando muito mais profundo e detalhado
que o trabalho anterior. Nesse registro, os UFOs
teriam sido avistados sobre importantes
instalações militares e governamentais,
especificamente sobre o Estado do Novo México e
as bases de Kirtland, White Sands e Los Alamos.
Num outro relatório, classificado como documento
número (24-B)-28, encontramos um resumo das
observações de fenômenos aéreos realizadas na
região do Novo México, em que se pode identificar
claramente a presença de cientistas, agentes
especiais do Escritório de Investigações Especiais
da Força Aérea, inspetores de segurança da base
de Los Alamos, militares, pilotos militares e de
diversas linhas aéreas como testemunhas oculares
dos fatos, cuja credibilidade e confiabilidade encontravam-
se fora de qualquer dúvida. Do mesmo
documento também consta a menção de que nos
dias 17 de fevereiro de 1949 e 14 de outubro do
mesmo ano foram realizadas reuniões na base
aérea de Los Alamos, no Novo México, com o
objetivo de discutir o problema. A essas reuniões
compareceram representantes das seguintes
instituições: do 4º Exército, das Forças Especiais
dos Meios de Defesa, da Universidade do Novo
México, do Escritório Federal de Investigação (FBI),
da Comissão de Energia Atômica, da Universidade
da Califórnia, da Comissão de Assessoria Científica
da Força Aérea, do Comando da Divisão de
Investigação de Recursos Geofísicos e do Escritório
de Investigações Espaciais da Força Aérea dos
Estados Unidos. Com esse estudo, chegou-se à
conclusão de que o fenômeno físico existiu e que
devia ser estudado cientificamente, razão pela
qual o relatório foi distribuído para doze agências
militares e de inteligência.
O "Projeto Sign" foi logo substituído pelo "Projeto
Grudge", no dia 11 de fevereiro de 1.949, que
partiu da hipótese de que muitas das aparições e
registros desses objetos teriam sido simples
produto de fenômenos ambientais, focalizando a
investigação nas testemunhas. Nesse período, a
Força Aérea iniciou um plano de relações públicas
objetivando reduzir a importância e a validade do
assunto. Num gesto sem precedentes, os militares
abriram seus arquivos para um jornalista do
Saturday Evening Post, acreditando que os discos
voadores não representavam qualquer interesse
para o público. O mesmo ocorreu quando a revista
True creditou ao major retirado da marinha,
Donald E. Keyhoe, um amplo informe sobre o
assunto. Os resultados de ambas investigações
provocaram enorme impacto no público,
principalmente pelo livro publicado por Keyhoe,
sob o título Flying Saucer From Other Space, em
1.953. Finalmente, após um trabalho de seis
meses e 244 informes analisados, o resultado foi
que, em pelos menos 56 deles, existiam
evidências mais que contundentes para considerar
o assunto importante e de interesse geral,
recomendando que as investigações sobre os
UFOs ou OVNIs recebessem outro tratamento
oficial.
Quando a curiosidade do público civil sobre os
OVNIs aumentou de intensidade, o homem comum
passou a experimentar um ressentimento contra
as instituições militares e governamentais pela sua
apatia e falta de posição oficial sobre o fenômeno.
Cabe lembrar que dois anos antes, isto é, em
1.947, um dos casos mais detalhados havia
chamado a atenção do todo o mundo, provocando
uma situação constrangedora para militares e
oficiais do governo: quando Kenneth Arnold,
respeitado comerciante de Idaho e experiente
piloto, havia relatado ter avistado nove objetos.
Desde 1.952 o Escritório Científico da Agência
Central de Inteligência (CIA) encontrava-se
preocupado que o público chegasse a saber da
existência dos discos voadores. Suas investigações
demonstravam que os OVNIs eram objetos
voadores reais em forma de disco e de origem
desconhecida. Assim atesta o comunicado
anteriormente mencionado, datado do dia 23 de
setembro de 1.947, enviado pelo Tenente-General
Nathan F. Twining, chefe da Divisão de Inteligência
do Comando de Materiais Aéreos da Força Aérea
em Wright Field, para o Comandante-Geral da
Força Aérea em Washington. Nesse documento, o
Tenente-General Twining reconhece que os discos
voadores são objetos metálicos reais e que
apresentam o tamanho de um avião. Além do
mais, comenta também que eles se deslocam
provocando um som que não tem qualquer relação
com o de um objeto que voe a velocidades
superiores a 300 nós e que não deixa qualquer
rastro. Porém, outros documentos adicionais da
época demonstram que o Tenente-General
Twining, assim como outros membros de alta
patente das Forças Armadas, não estavam
informando corretamente as entidades
governamentais ou as agências do que
verdadeiramente estava ocorrendo.
Ironicamente, no dia seguinte à carta de 23 de
setembro do Tenente-General Twining, o
presidente Harry Truman emitiu uma ordem exe-
cutiva especial, de caráter confidencial, que
autorizava tanto o Tenente-General Twining
quanto onze militares e cientistas acesso às
evidências físicas e à documentação classificada
com o código Eyes Only sobre os OVNIs, abrindo
de imediato uma investigação paralela, à margem
da CIA, do FBI e da Força Aérea. Tudo indicava que
se abria uma porta para acessar as informações e
as evidências relacionadas com o OVNI sinistrado
em 1947 e seus tripulantes, além de todo o
registrado até o momento para um pequeno e
seleto grupo, dando, assim, por iniciado o famoso
projeto "Operação Majestic 12".
Esta informação encontra respaldo num
memorando para o então diretor do FBI Sr. J. Edgar
Hoover, datado de 22 de março de 1.950, em que
a fonte governamental comenta que três supostos
discos voadores haveriam sido recuperados no
Novo México, assim como os tripulantes. O
documento oficial descrevia os objetos como
sendo de forma circular de mais ou menos 15
metros de diâmetro e com cúpulas elevadas no
meio, contendo em seu interior três corpos cada
um, cujas formas eram semelhantes à humana,
mas de baixa estatura, vestindo roupas metálicas
de textura bastante fina, similar à utilizada por
pilotos de aeronaves.
E mais do que evidente que o presidente Harry
Truman sentiu a necessidade de resolver o
problema rapidamente, buscando ele próprio
conduzir uma investigação a seu modo,
convocando para tanto um grupo de especialistas
de confiança. Os membros participantes deste res-
trito grupo foram indicados pelo Dr. Vannevar
Bush e pelo Secretário de Defesa James D.
Forrestal, que logo depois seria nomeado
responsável pelo "Projeto Sign". A seleta equipe
estava composta pelo próprio Dr. Vannevar Bush,
o Secretário de Defesa James D. Forrestal, o
Tenente-General Nathan Twining, o Almirante
Roscoe H. Hellenkoetter, o General Hoyt S.
Vandemberg, Dr. Detler Bronk, Dr. Jerome
Hunsaker, Srs. Sidney W. Souers e Gordon Gray, o
astrônomo Dr. Donald Menzel, o General Robert M.
Montague e o Dr. Lloyd Berkner. Com a morte de
James D. Forrestal em 22 de maio de 1.949, a vaga
foi preenchida somente no dia l2 de agosto de
1.950 pelo General Walter B. Smith.
Mais tarde, em março de 1.952, o "Projeto Grudge"
foi substituído pelo famoso "Projeto Blue Book",
sob a responsabilidade do Capitão Edward J.
Ruppelt da Força Aérea. Este engenheiro
aeronáutico e veterano da Segunda Guerra,
também participante do Comando Técnico Aéreo
de Inteligência da Força Aérea (ATIC-Air Technical
Intelligence Command), afirmava haver solicitado
ao ATIC detalhado estudo sobre os OVNIs em
setembro de 1950, quando o "Projeto Grudge" já
se encontrava caducando. Segundo Ruppelt, uma
vez concluído o estudo requerido um completo
relatório foi encaminhado para o General John
Sanford, novo diretor do Serviço de Inteligência da
Força Aérea. Somente após o seu recebimento e a
correspondente avaliação é que o Capitão Ruppelt
resultou comissionado para o cargo do recémcriado
"Projeto Blue Book".
Vale destacar que o estudo indicava que de 434
observações de objetos classificados como
desconhecidos, por um processo de redução de
dados, somente doze estavam suficientemente
descritos para considerá-los como discos
voadores. Mas, entre 1.948 e 1.952, a análise dos
dados proporcionados pelas testemunhas das
observações padeceu de total falta de rigor e
sistematização científica, requisitos fundamentais
para apurar respostas, o que somente ocorreu com
a chegada de Ruppelt.
Porém, as coisas não eram na verdade tão simples
assim. Em 24 de abril de 1.949, menos de dois
meses após a substituição do "Projeto Sign" pelo
"Projeto Grudge", o Capitão Edward J. Ruppel,
quando ainda se encontrava no ATIC, recebera um
relatório confidencial sobre as possíveis
conseqüências e os riscos de pânico generalizado
que provocaria qualquer divulgação oficial da
realidade desses objetos. O relatório fazia
referência enfática ao terrível susto que vitimara
milhares de norte-americanos em 30 de outubro
de 1938, quando da famosa transmissão de rádio
da novela A Guerra dos Mundos, do escritor inglês
H. G. Wells, transformada em radionovela pelo
então jornalista Orson Welles. O documento
resultara numa evidência clara da necessidade de
afastar toda e qualquer informação do público,
como argumento suficiente para manter total
silêncio.
Depois que o Capitão Ruppelt deixou o "Projeto
Blue Book" com uma atitude positiva em relação à
validade da investigação sobre os OVNIs em
setembro de 1953, o trabalho e o projeto
começaram a perder importância. Neste sentido,
os envolvidos foram gradualmente forçados a
aceitar casos de OVNIs que recebiam grande
publicidade e que apresentavam ampla
documentação fotográfica para sustentar sua
validade, mas com o objetivo de refutá-los e
destruir qualquer evidência. E, paralelamente a
tudo isso, a equipe do projeto tratava
silenciosamente de consolidar a teoria de que os
OVNIs eram, na verdade, possíveis engenhos
extraterrestres. Mas este não era o pensamento
de todos os envolvidos.
No dia 12 de janeiro de 1.953, uma comissão de
peritos e cientistas norte-americanos foi reunida
no Pentágono sem conhecimento do público ou da
imprensa. Esta reunião, batizada de "O Grande
Júri", foi presidida pelo Prof. Dr. H. P. Robertson,
professor de física teórica no Instituto de
Tecnologia Californiano. Entre outros sábios da
época, estavam presentes o Prof. Luiz W. Alvarez,
físico do laboratório Lawrence da Universidade
Berkeley, Califórnia, Prêmio Nobel de Física de
1.968; os Profs. Thorston Page, Lloyd V. Berkner,
Samuel A. Goudsmith, o Brigadeiro-General
Garland, os Srs. H. Marshall Chadwell e Ralph L.
Clark da CIA; e o Prof. Allen Hynek, como
conselheiro científico.
No decurso da primeira sessão, a comissão
recebeu o pedido do comando aéreo para que
chegasse a uma conclusão final. As alternativas
sugeridas e deliberadas, após a apresentação de
inúmeros relatórios e documentos oficiais, eram as
seguintes: a) todos os relatórios de observações
sobre discos voadores são explicáveis por
fenômenos naturais; b) os relatórios de
observações não contêm dados suficientes sobre
os quais fundamentar uma conclusão; e c) os
discos voadores existem verdadeiramente e são
engenhos espaciais de origem extraterrestre.
O Major Dewey Fouret, integrante da comissão
especializada na investigação de testemunhos e
relatos, apresentou em seguida amplo e completo
estudo das manobras desses OVNIs, concluindo
finalmente, e sem quaisquer dúvidas, que se
tratava de aparelhos de navegação espacial de
origem desconhecida e provavelmente
extraterrestre.
Infelizmente, no decurso das últimas sessões de
redação do relatório final, e notadamente naquela
em que a futura linha política deveria ser definida,
os homens da CIA intervieram. Pediram que a
sombra de mistério que envolvia o assunto fosse
atenuada e que os serviços militares procedessem
a um "abafamento" sistemático de qualquer
evidência pública, sem poupar meios para isso. A
situação política internacional, com os blocos
comunista e socialista (a famosa Guerra Fria), foi a
perfeita justificativa.
Logo depois de se estabelecerem estas diretrizes,
as primeiras tentativas realizadas pelas diversas
agências de inteligência assim como por militares
para desprestigiar o fenômeno OVNI conseguiram
fácil sucesso. Um comunicado para a imprensa do
Departamento de Defesa, datado de 25 de outubro
de 1.955, resume bem a posição dos militares a
respeito do assunto. No teor do comunicado
podemos claramente ler o seguinte: "... Não foi
encontrada qualquer evidência da suposta
existência dos popularmente chamados discos
voadores...". Para sustentar sua posição a respeito
e contornar qualquer explicação das 131
observações estudadas, a Força Aérea sugeriu que
novos aparelhos desenvolvidos pela aviação, com
formatos diferenciados, poderiam ter provocado a
grande maioria das confusões e as demais,
produto de fenômenos naturais. E como se isso
fosse pouco, o Coronel Frederick A. Fahringer, da
Força Aérea, escreveu uma carta para o então
Senador Federal Sr. Wayne Morse, na qual
explicava: "... Nos 18 anos de investigação de mais
de nove mil observações de OVNIs, a evidência
provou que, além de qualquer dúvida razoável, os
fenômenos aéreos reportados foram simplesmente
objetos criados pelo homem ou enviados por ele
para o espaço, ou, provavelmente, apenas
imagens criadas por condições atmosféricas ou
por corpos celestes, ou simplesmente criados por
resíduos de atividade meteorítica...".
Cabe lembrar que, com o objetivo de agregar
respeitabilidade a toda essa teoria da Força Aérea,
o notável astrônomo Donald Menzel, conhecido
refutador do fenômeno OVNI, havia sido
incorporado às investigações oficiais, sendo
também membro do seleto e secreto grupo de
investigação do projeto "Operação Majestic 12",
estabelecido pelo presidente Truman. A posição
pública de Menzel era a de que os discos voadores
seriam apenas uma combinação de fenômenos
naturais associados a objetos criados pelo homem.
O Sr. Donald Menzel levou as suas conclusões ao
público norte-americano numa série de livros que
detalhavam a sua opinião sobre os diversos
aspectos do tema, negando sempre qualquer
origem extraterrestre. Tudo isso resultado de
simples manobra intencional do governo para
afastar a população da realidade do fenômeno e
continuar a manter o controle da situação. Isso
ficou claramente configurado no trabalho The
Report on Unidentified Flying Objects, do Capitão
Edward J. Ruppelt, editado em 1956, que, mesmo
fora do "Projeto Blue Book" desde 1953,
demonstrava uma linha de abafamento do
assunto, querendo justificar grande número de
observações como sendo confusões provocadas
por balões-sonda, inclusive nos casos do Capitão
Mantell e do Tenente Gorman.
Algum tempo depois, em outubro de 1.966, a
Universidade do Colorado escolheu o físico Dr.
Edward U. Condón para dirigir o primeiro estudo
acadêmico e civil sobre os discos voadores, sendo
que tanto a iniciativa quanto a verba destinada
para a empreitada sairiam do Departamento de
Investigação da Força Aérea. Quem então levava
adiante o "Projeto Blue Book" era o Major Héctor
Quintanilla, que procurou por todos os meios
desvincular as autoridades militares do novo programa,
destacando que a sua única função seria a
de fornecer copias dos informes existentes sobre
OVNIs nos arquivos do projeto. Porém, desde o
início do "Projeto Colorado", como foi conhecido o
programa, pesquisadores civis desconfiaram de
suas verdadeiras intenções e objetivos,
considerando que tudo não passava de tentativa
de distração e acobertamento de informações e
conclusões, procurando apenas colocar de lado a
responsabilidade militar e oficial. Isso ficou
evidente poucos anos depois.
No dia 17 de dezembro de 1969, uma Comissão de
Inquérito da Força Aérea, reunida na cidade de
Daytona, Ohio, e presidida pelo então secretário
de Aeronáutica Sr. Robert Seamans Jr., encerrou
definitivamente o "Projeto Blue Book", após a
publicação de uma conclusão negativa
apresentada pelo Dr. Edward U. Condón. No texto,
afirmava-se categoricamente que os discos
voadores não passavam de simples ilusão de ótica
provocada por diversos fenômenos atmosféricos,
produto de causas naturais. Por outro lado,
salientava-se também a falta de evidências
conclusivas em prol de uma natureza
extraterrestre, embora 40% dos casos analisados
não tivessem qualquer explicação. O Sr. Seamans
apoiou sua decisão no pronunciamento da
Academia de Ciências dos Estados Unidos sobre o
relatório Condón. O fim do "Projeto Blue Book"
trouxe para a Força Aérea a perfeita manobra das
relações públicas, dando a cada pergunta sobre o
tema a resposta de estar sendo realizada uma
investigação minuciosa do fenômeno, sem jamais
apresentar uma posição oficial.
Vale destacar que, de 1.947 até 1.969, foram
registrados 12.618 casos de observação de OVNIs
apenas em território norte-americano, além de
alguns registrados por astronautas. Desse total,
somente 701 permaneceram na categoria de
OVNIs, já que os demais conseguiram ser
explicados.
Porém, o assunto, embora oficialmente
abandonado pelos militares, continuou a perturbar
o mundo nos anos seguintes, chegando a provocar
uma mobilização sem precedentes. No dia 14 de
julho de 1.978, uma reunião celebrada na sede das
Nações Unidas em Nova York apresentava a
necessidade de estabelecer uma agenda para
discutir o assunto "Objetos Voadores Não-
Identificados". Nessa reunião, participaram como
defensores do assunto o ex-astronauta Leroy
Gordon Cooper, o astrofísico Jacques Vallée, o
engenheiro Claude Pocher, chefe do projeto
francês de investigação (GEPAN), Dr. J. Alien Hynek
e outras tantas personalidades internacionais.
Cabe lembrar que a discussão sobre o tema na
ONU já havia ocorrido antes, quando da gestão do
secretário-geral U. Thant, entre 1.961 e 1.971,
sendo o tema posteriormente reatado pelo
primeiro-ministro de Granada, Sr. Eric Gairy, em
1.975, que considerava que a investigação
científica do fenômeno deveria ser parte integrante
das atividades da ONU em relação a sua
importância mundial.
No dia 27 de novembro de 1.978, o Comitê
Especial Político das Nações Unidas estabeleceu
finalmente uma agenda sobre o assunto OVNI,
passando a ouvir cientistas envolvidos com a
investigação do fenômeno. A reunião, iniciada por
volta das 11:00 horas, teve como item número 126
da agenda a discussão sobre a possibilidade de
criar uma agência ou um departamento dentro das
Nações Unidas para realizar, reunir, coordenar e
distribuir informações e resultados da investigação
sobre a presença dos Objetos Voadores Não-
Identificados e fenômenos vinculados ao nível
mundial. Enquanto isso, o Departamento de
Estado norte-americano já se encontrava pronto
para destruir essa possibilidade, com sua
delegação não comparecendo ao evento. Na reunião,
o Sr. Eric Gairy, alentado por uma favorável
reação geral em relação a suas propostas, insistiu
na necessidade de um trabalho científico a
respeito do assunto, buscando que a ONU
adotasse uma resolução oficial para desenvolver
novos e mais profundos estudos sobre o fenômeno.
Mesmo com a intervenção e exposição do Dr.
Hynek, do Dr. Jacques Vallée e dos relatos do
Tenente-Coronel Larry Coyne sobre a carta do exastronauta
Gordon Cooper o resultado foi
negativo.
No dia seguinte, 28 de novembro de 1978, um
artigo no jornal New York Post aparecia com a
manchete "Estados Unidos veta OVNIs na ONU",
demonstrando a recusa norte-americana a
qualquer atitude oficial diante do fenômeno.
Em conseqüência, na Assembléia Geral da ONU,
realizada no dia 18 de dezembro do mesmo ano,
buscou-se rever a criação da entidade
anteriormente citada (uma agência ou
departamento para reunir, coordenar e distribuir
informações e resultados da investigação sobre a
presença dos Objetos Voadores Não-Identificados
e fenômenos vinculados a eles), sob a insistência
do Sr. Gairy, de Granada, não encontrando mais
apoio. A delegação norte-americana alegou não
querer destinar qualquer tipo de investimento para
esse fim, negando sua participação e
desaprovando definitivamente a tentativa. Algum
tempo depois, o Sr. Eric Gairy perdeu o poder, e
Granada foi invadida pelos Estados Unidos,
acabando de vez com a polêmica.
A realidade ufológica, isto é, a presença de
entidades extraterrestres em nosso mundo,
representa para todos os governos, instituições e
interesses um grave problema, difícil de ser
enfrentado e resolvido. A presença destes seres
não apenas coloca por terra nossos conhecimentos
científicos em relação à física ou à tecnologia
aeroespacial, mas, principalmente, estabelece
uma polêmica em relação a nossa forma de viver e
conceber a nossa sociedade. Uma civilização
extraterrestre evoca de imediato uma reflexão
sobre os aspectos social, econômico, político,
jurídico, familiar, religioso e profissional, já que
eles próprios, como cultura e estrutura, devem
possuir um modelo em que todos esses elementos
participam de alguma forma.
O fato de terem vindo até o nosso mundo implica,
de imediato, serem detentores de um
conhecimento muito avançado, é claro, mas principalmente
que, como civilização, sobreviveram a
ele e a si próprios, situação que não é a nossa. Isto
significa que, como seres participantes de uma
estrutura social, souberam congeminar avanço
tecnológico com sociedade e humanidade,
souberam conviver nesse desenvolvimento junto
com o seu meio ambiente e que superaram as
divergências internas próprias de uma sociedade
hierarquizada e estratificada, pois não findaram
vítimas de lutas de classe ou guerras territoriais,
religiosas ou étnicas.
Esta simples consideração nos obriga a aceitar
que, provavelmente, estes seres superaram as
barreiras políticas e sociais que limitam o
desenvolvimento e a conquista de uma vida
organizada e justa, construindo um mundo que
ultrapassou as diferenças de classe, etnia ou
credo, fugindo do peso das hierarquias e dando
espaço à livre iniciativa e à criatividade
tecnológica, desimpedidas da pressão de
interesses econômicos, comerciais, culturais e até
doutrinários.
Desta forma, caberia aceitar que o simples fato de
qualquer entidade oficial reconhecer clara e
definitivamente a existência destes seres ante a
opinião pública representaria o fim do sistema por
nós conhecido. Toda a estrutura econômica seria
obrigada a ser revista, já que a presença destes
seres, aceita oficialmente, pressuporia a imediata
chegada de um novo modelo econômico, além de
uma tecnologia que tornaria obsoleto todo o
parque industrial existente, destruindo totalmente
o mercado de ações e levando à quebra total do
sistema financeiro mundial. Isto, sem considerar a
necessária revisão da nossa origem histórica, pois
muitos eventos do passado, tidos por milagres,
iluminações, revelações ou simples manifestações
divinas, teriam sua aceitação totalmente
reformulada, pois poderiam ser simples
experiências de antigos contatos extraterrestres,
destruindo, de imediato, enorme grupo de
religiões ou filosofias institucionalizadas, deixando
sem base todo um contingente de sacerdotes e
fiéis seguidores, agora psicologicamente
traumatizados pela frustração e decepção, não
tendo mais onde focalizar a sua justificativa de
continuidade existencial.
Por outro lado, a organização profissional estaria
ameaçada pelo total desemprego diante de uma
nova realidade, cuja forma seria outra. As classes
beneficiadas pelo poder econômico ou político
estariam à beira de perder suas mordomias e
benefícios, juntando-se ao contingente de
humanos que agora exigiriam uma revisão
completa da distribuição de oportunidades e
alimentos, pois a geração de renda estaria
comprometida.
Finalmente, temos de concluir que a simples
confirmação oficial da existência de uma presença
alienígena em nosso mundo pressupõe a
instauração de um caos total em escala mundial
com aqueles que detêm o destino do mundo tendo
de abdicar de imediato e dar início a uma nova
realidade social, política, econômica e doutrinária,
deixando de lado o modelo atual.
Não é, pois, de se estranhar que,
desesperadamente, os interesses vigentes,
percebendo-se ameaçados pela acolhida desta
presença, busquem quase que irracionalmente
confundir a opinião pública com meias-verdades
ou absurdas mentiras, vindas não apenas de
personalidades do mundo científico,
governamental ou militar, mas principalmente de
entidades oficiais particulares ou não, que se autointitulam
defensoras da realidade extraterrestre.
Particularmente, é muito mais fácil dividir para
vencer, como dizia Napoleão Bonaparte, motivo
que leva a estes especialistas a infiltrar-se no meio
para destruir a credibilidade no tema, afetar a
integridade e confiabilidade das testemunhas ou,
simplesmente, para ridicularizar e eliminar
qualquer atitude ou informação que atente contra
os interesses de seus patrocinadores.
No passado, discos voadores eram coisa de loucos,
alucinados ou pessoas desequilibradas. Hoje, na
impossibilidade de negar o que é evidente, a única
forma de manter o público distante desta
extraordinária revolução cultural é simplesmente
dizer: "eles são ruins e você pode ser o próximo
experimento".
Infelizmente, os tempos do obscurantismo não
acabaram. Os antigos inquisidores foram
substituídos por outros que nos dizem em que
devemos acreditar. Os juízes da verdade
continuam a pensar por nós, distanciando-nos da
oportunidade de abrir os olhos e atingir a nossa
maturidade. Porém, dos confins do Universo uma
grande verdade se aproxima, lenta, mas
arrasadora. E, afinal, o mundo enfrentará sua ignorância,
pagando o preço do seu conformismo. E
quando isso ocorrer, o "livro da vida" terá sido
aberto, e uma nova Jerusalém estará descendo dos
céus para a Terra.
Os OVNIs
No dia 24 de junho de 1.947, o Sr. Kenneth
Arnold, distinto homem de negócios de 32 anos,
proprietário da Sociedade Abastecedora de
Material de Incêndio do Grande Oeste, nascido
em Boise, no Estado de Idaho, nos Estados
Unidos, encontrava-se a bordo do seu
monomotor a uma altitude de 2.800 metros
sobre as montanhas Cascades, no Estado de
Washington, tendo decolado de Chehalis em
direção a Yakima.
Era uma maravilhosa tarde de sol, com excelentes
condições atmosféricas e de visibilidade, razão
por que Kenneth Arnold, também membro do
Pelotão Aéreo do condado de Ada, participava da
busca de um avião C-46 da Marinha, sinistrado
na região e cuja recompensa representaria US$
5.000 no bolso. Quando completava uma curva
de 180 graus, um grande brilho, semelhante à
cauda de um cometa, interrompeu sua tranqüila
manobra. Pensou de imediato que se tratava de
algum tipo de explosão, pela potência do brilho,
que havia sido muito forte. Para sua surpresa,
deparou-se com um brilho de tom brancoazulado
que ondulava a incrível velocidade sobre
o pico do monte Rainier. O relógio do seu painel
de instrumentos marcava um minuto para as
15:00 horas. Seu coração palpitava enquanto
aguardava o barulho e a sacudida do que
pressupunha ser uma explosão. Mas nada
ocorreu. Por um momento pensou que o brilho
poderia ter vindo do reflexo de outra aeronave,
mas a única que conseguia distinguir a distância
era um avião DC-10, que voava na rota de São
Francisco a Seattle. Quando voltava a respirar
mais tranqüilo, um segundo brilho brancoazulado
iluminou toda a cabine. Não muito
distante de onde se encontrava, Arnold avistou
uma deslumbrante formação de nove estranhos
objetos que passavam quase raspando os picos
das montanhas a uma enorme velocidade.
Impressionado, abriu a janela para poder ver
melhor e com detalhe, percebendo que os
objetos "balançavam" refletindo a luz do sol
sobre as suas superfícies, que pareciam
brilhantes como um espelho. Ainda sob os efeitos
do espanto, Arnold conseguiu cronometrar em
um minuto e quarenta e dois segundos a
trajetória dos objetos entre os montes Rainier e
Adams, calculando mais tarde com o seu amigo
Al Baxter que a velocidade dos objetos deveria
ser de no mínimo 2.664,5 km/h, velocidade essa
três vezes maior que a de qualquer aeronave
terrestre.
Numa entrevista realizada pela rádio de
Pendleton, no Estado do Oregon, ocorrida no dia
seguinte, Arnold comentou: "Em princípio pensei
que se tratava de patos selvagens, porque
voavam como patos, mas iam tão rápido que...
de imediato mudei de idéia e pensei que se
tratava do vôo de um novo tipo de aeronaves
com reatores... A distância era difícil de determinar,
mas acredito que poderiam estar a uns 30
quilômetros. Pareciam um prato cortado pela
metade com uma espécie de triângulo convexo
atrás".
Em Pendleton, Arnold foi procurar o responsável
pelo FBI para dar um informe detalhado sobre
sua observação. Ele ainda acreditava que
aqueles objetos poderiam ser algum tipo de
míssil guiado ou controlado a distância, como lhe
foi sugerido por um piloto do aeroporto de
Yakima. Porém o escritório do FBI estava
fechado.
No dia seguinte, Arnold contou a sua experiência
ao East Oregonian, o jornal local, tendo sido
entrevistado por Nolan Skiff, que haveria de
converter-se no primeiro jornalista encarregado
de difundir a incrível experiência de Arnold.
Durante o depoimento, o piloto relatou todo o
evento, salientando que os objetos avistados
deslocavam-se como "o faria um prato se
lançado sobre a superfície da água". Mas, por um
erro de interpretação do exemplo pelo jornalista
responsável da edição, o artigo o descreveu
como tendo forma de "prato voador", dando
assim início ao surgimento desta expressão e
conceito.
A imprensa, numa primeira etapa cética em
relação ao assunto, não tardou em convencer-se
da honestidade de Arnold, comentando o
seguinte: "... Ele parece o mais respeitável dos
cidadãos: é um bem-sucedido vendedor de
equipamentos contra incêndio e um experiente
piloto de busca e resgate, havendo acumulado
mais de quatro mil horas de vôo e sobrevoado
em várias oportunidades a região das Cascades".
Porém, houve jornalistas que insistiram em
questionar Arnold e seus cálculos, já que durante
o episódio não havia empregado nenhum tipo de
instrumento especial. Porém, a velocidade dos
objetos estranhos, por mais pessimista que
fosse, continuava perto dos 2.172 km/h. É claro
que continuavam não sendo aviões à propulsão a
jato, mas também não podiam ser mísseis.
Arnold, numa entrevista posterior, afirmou: "...
Nada, excetuando os foguetes alemães, poderia
atingir semelhante velocidade".
Seja como for, a Força Aérea não negou nem
reconheceu ter aviões nos céus das Casacades
naquele momento. Simplesmente, os militares
rejeitaram o relato, alegando ser apenas produto
de uma ilusão de ótica, devido a uma miragem
produzida nos picos nevados das montanhas por
uma capa de ar quente, o que provocava o efeito
de parecer flutuar por cima do horizonte.
Quatro dias depois da experiência de Arnold, um
grupo composto por dois pilotos e outros tantos
membros do serviço de informação militar
observou "manobras teoricamente impossíveis"
de um potente foco luminoso sobre a base aérea
de Maxwell, em Montgomerry, no Alabama. No
mesmo período, um piloto de um jato avistou
cinco objetos de formato desconhecido nas
proximidades do lago Meade, em Nevada. No dia
4 de julho, os dois tripulantes de um DC-3
comercial assistiram ao vôo de uma formação de
cinco objetos discoidais durante 45 minutos, e,
ainda, uma segunda formação vinda logo depois.
Em qualquer um dos casos, a visão de Arnold
marcou apenas a chegada dos "pratos
voadores", sendo que, apenas alguns dias depois
destes relatos, grande número de testemunhas
afirmaram ter observado a presença de
estranhos objetos similares aos descritos por
Arnold ao longo de todo o território norteamericano.
Ninguém jamais poderia prever que uma grande
polêmica estava para começar e que jamais
acabaria. O clima que rodeava as primeiras
notícias profetizava uma possível rápida solução
para o enigma, como se fosse natural aguardar
uma confirmação oficial que pudesse esclarecer
o assunto, por meio da revelação de algum novo
aparelho ou tecnologia. Porém, o prognóstico não
se cumpria, e as respostas tardavam chegar.
Mais que isso, ocorreu que, durante quase os
cinco anos seguintes, continuaram reunindo-se
milhares de novas observações, chegando a
haver comentários sobre que, em apenas
semanas, seria possível contabilizar milhares de
testemunhos, rodeados sempre pela mesma aura
de assombro e entusiasmo. Desde então, os
relatos destas experiências tornaram-se um dos
temas favoritos da imprensa, refletindo a
crescente preocupação e interesse públicos.
Cientistas, militares, jornalistas e pilotos
encontraram-se inúmeras vezes para debater o
assunto, gerando apenas incontáveis questões,
cujas respostas pareciam sempre fugir das mãos.
Nesse período, o homem preparava-se para
conquistar o espaço e resultava quase óbvio
pressupor que outras civilizações poderiam fazer
ou ter feito o mesmo. Nada poderia opor-se à
possibilidade de isso estar acontecendo agora ou
de já ter ocorrido no passado. Porém, teríamos
capacidade ou preparação suficiente para
enfrentar as suas conseqüências?
Embora ainda apenas mera especulação, a idéia
desta presença começava a dividir o mundo
moderno. Duas linhas claramente definiam-se a
cada nova oportunidade: crentes e céticos. A
Força Aérea norte-americana, guardiã dos céus
da poderosa nação do norte, iniciava uma
atuação com vistas a ridicularizar as
testemunhas e abalar a sua credibilidade,
enquanto, por "baixo do pano", organizava
custosos projetos de investigação. Os militares
estavam particularmente interessados em obter
informações sobre seu próprio pessoal, razão
pela qual foram criados departamentos especiais
sob várias classificações de segurança. A atitude
quase eremita que caracterizou a atividade da
Força Aérea norte-americana foi atribuída, em
diversos momentos, ao presente temor de que
alguns destes estranhos objetos pudessem ser
armas secretas soviéticas, ou, até, de ser
acusados de imperícia, em função de não ter
capacidade de explicar ou identificar de forma
clara o que estava ocorrendo, pois o que pudesse
ser descoberto poderia resultar no maior perigo
de todos diante do que representaria em relação
ao seu poder potencial. Porém, os altos níveis
militares, na realidade, estavam tão intrigados e
perplexos como todas as testemunhas, já que
muitos dos relatos resultavam tão fantásticos e
surpreendentes que nem a Força Aérea levava a
sério as interpretações. Mais tarde soube-se que
a aparente despreocupação com que abordavam
a questão era parte de uma atitude premeditada,
mediante a qual pretendiam encobrir um projeto
encarregado de registrar todos os fatos
relacionados com os discos voadores. Como no
dia 23 de setembro de 1.947, quando a Casa
Branca declarava ao público não estar
interessada no assunto "discos voadores", mas,
paralelamente, o Tenente-General Nathan
Twining, chefe da Divisão de Inteligência do
Comando de Materiais Aéreos da Força Aérea em
Wright Field, atual Wright Patterson,
confidenciava ao governo que os documentos
obtidos reuniam suficiente importância para ser
realizado um estudo mais detalhado.
Dentro dessa ótica e na possibilidade de que os
estranhos objetos fossem aviões soviéticos,
frutos de extraordinário avanço tecnológico, no
dia 30 de dezembro ficava estabelecida a
primeira comissão oficial com o objetivo de
recolher, checar, avaliar e comunicar toda e
qualquer informação sobre a presença de
estranhos objetos. O projeto em questão
dependeria do Centro de Inteligência Técnica do
Ar, apelidado de "Sign" ou "signo". Assim nasceu
o primeiro projeto de investigação oficial,
denominado "Projeto Sign", ou também chamado
de "Projeto Soucer", que analisou 243 informes,
156 dos quais, segundo foi considerado,
mereceram estudo mais profundo. Os resultados
desta primeira análise foram tão interessantes
que o comandante da base de Wrigth Field
enviou, num documento classificado como Top
Secret (totalmente secreto), uma mensagem ao
Pentágono em que concluía que os objetos em
questão poderiam ser espaçonaves
extraterrestres. O General Hoyt Vandemberg,
chefe do staff da. Força Aérea, desconsiderou a
sugestão por aparente "falta de provas". O certo
foi que os responsáveis pelo projeto tiveram de
recuar e, em sua avaliação final, expressaram
que "não se dispunha de nenhuma evidência
definitiva que pudesse provar ou negar a
existência desses objetos como aviões reais de
configuração desconhecida e não convencional".
Porém, se por um lado estabeleceram que o
problema não constituía perigo para a segurança
nacional, estava claro que a questão não podia
se reduzir a uma conspiração de brincalhões.
Menos ainda porque foram os técnicos desse
projeto os que estiveram a cargo da investigação
do evento de Roswell, ocorrido várias semanas
depois da observação realizada por Kenneth
Arnold, quando se teve acesso pela primeira vez
ao informe de um disco voador sinistrado e da
captura de seus tripulantes.
Segundo os rumores que a imprensa da época
recolheu, um fazendeiro do Novo México teria
descoberto uma espaçonave extraterrestre
sinistrada em suas terras e comunicado o fato às
autoridades militares locais, pensando tratar-se
do acidente de algum protótipo de avião militar.
Nesse informe, o Sr. W. Mac Brazel confirmava
ter achado os destroços de um veículo aéreo no
campo da fazenda Foster durante a manhã do
dia 3 de julho, a 48 quilômetros de Corona, em
Lincoln County, e 120 quilômetros ao noroeste de
Roswell, no Novo México.
Um comunicado da agência Associated Press
datado de 9 de julho de 1947, reproduzido em
quase todos os jornais da época, reportava que o
fazendeiro, criador de ovelhas, encontrou grande
quantidade de pedaços de papel cobertos por
uma substância semelhante ao alumínio, unidos
por pequenas barras. Disperso ao longo de 180
metros havia uma espécie de borracha escura.
De acordo com outras versões, o incidente teria
ocorrido no dia 2 de julho, quando o Sr. Dan
Wilmot e sua esposa teriam observado um
enorme objeto luminoso nessa localidade voando
a grande velocidade em direção sudeste, sendo
que, na mesma noite, o Sr. Mac Brazel teria
ouvido grande explosão semelhante a um forte
trovão. No dia seguinte, procurando fazer uma
vistoria no rebanho de ovelhas, Brazel foi em
direção a uma região montanhosa a 160
quilômetros de distância, divisa com suas terras
e com região de Socorro, próxima do Rio Grande.
Numa espécie de várzea, ao oeste de Socorro,
encontrou os primeiros vestígios do desastre. Os
rumores também consideravam que o fazendeiro
teria encontrado entre os destroços uma espécie
de disco, que teria entregado para um oficial da
Base Aérea de Roswell.
A sensacional notícia, mergulhada num mar de
confusão e contradições, estaria muito longe de
confirmar-se. No dia 8 de julho, o jornal Roswell
Daily Record colocava na boca do Tenente
Warren Haught, oficial de relações públicas da
Base Aérea de Roswell, as seguintes declarações:
"... Os rumores relacionados com o disco voador,
ontem, transformaram-se em realidade, quando
o escritório de inteligência do Grupo de
Bombardeio 509 da Oitava Força Aérea, sediada
em Roswell Army Air Field, foi suficientemente
afortunado para conseguir a posse de um disco
graças à cooperação de um dos fazendeiros
locais e do escritório do comissário". A notícia
evidentemente provocou enorme movimento
geral, informando inclusive que o objeto teria
sido achado a 120 quilômetros de Roswell. As
linhas telefônicas da base estiveram bloqueadas
durante dias, mas a Força Aérea não comentou
absolutamente nada. Somente algumas semanas
depois o Brigadeiro-General Roger Ramey,
entrevistado num programa de rádio local,
afirmou que tudo não passava de um completo
erro de informação, já que os destroços
pertenciam apenas a um balão-sonda.
Quando ainda não se haviam dissipado os
comentários do incidente de Roswell, ocorrido no
deserto do Novo México, os relatos de
observações voltaram a surgir. Algumas das
primeiras fotos destes objetos começaram a
aparecer, como a realizada em Phoenix, no
Arizona. Ali, no dia 7 de julho de 1.947, o
fotógrafo William Rhodes, por volta do
entardecer, informou que se encontrava em sua
casa quando ouviu enorme barulho. Por alguma
razão pensou que podia tratar-se de um disco
voador, saindo com a sua câmera, a tempo de
obter duas fotos de um objeto que se afastava a
grande velocidade. Rhodes o descreveu como
sendo algo semelhante a um salto de sapato
masculino, o que correspondia perfeitamente
com a descrição realizada por Kenneth Arnold
quando observou esses objetos sobre
Washington. As fotos de Rhodes foram
publicadas logo depois no jornal Republic, do
Arizona, no dia 9 de julho. Mais adiante, o
fotógrafo contou que na semana seguinte fora
interrogado durante várias horas por um agente
do FBI e um oficial da Força Aérea. Ambos lhe
solicitaram o empréstimo dos negativos, ao que
Rhodes acedeu. Um mês depois, Rhodes
reclamou o retorno dos negativos, recebendo por
carta a resposta de que estes não poderiam ser
devolvidos. Finalmente, no início de 1.948
ocorreu um último encontro com outros oficiais
do "Projeto Sign", quando estes foram entrevistálo,
resultando no último, para nunca mais ser
incomodado. Por outro lado, Rhodes nunca mais
recebeu seus negativos de volta e não quis mais
saber nada sobre o assunto "discos voadores".
Nos arquivos da USAF (United States Air Force), o
incidente de Phoenix aparece classificado como
"possível engano", embora também se saiba que
alguns oficiais consideraram o material
autêntico, o que parece mais provável, visto que
permaneceram com os negativos.
A idéia do público em relação ao que se
convencionou chamar pela sigla UFO, em inglês
(Unidentified Flying Object), ou OVNI (Objeto
Voador Não-Identificado), era de que se tratava
de um fenômeno fascinante, porém inofensivo.
Mas jamais se poderia imaginar que um elemento
trágico pudesse ser incorporado ao total
de observações registradas, pois, logo depois,
uma notícia deixou o público atordoado, quando
um jornal publicou que um jovem piloto havia
morrido, vítima da perseguição de um estranho
objeto. Agora os OVNIs podiam ser mortais.
O certo é que, no dia 7 de janeiro de 1948, às
13:15 horas, uma equipe de observadores
militares localizados em Madisonville, no Estado
de Kentucky, informava à base aérea de Camp
Godman que um aparelho redondo, com mais de
70 metros de diâmetro, voava rapidamente em
direção a Fort Knox. Enquanto isso, a base de
Wright Patterson divulgava um comunicado de
que não se estavam realizando atividades de vôo
na região.
As 13:45 horas, um observador militar da base
aérea solicitou a identificação do objeto por
rádio, enquanto os oficiais em terra o localizavam
através dos binóculos. Logo depois, o
comandante da base, Coronel Hix, ordenou
imediatamente pelo rádio que três caças
Mustang F-51, que ainda se encontravam no ar,
interceptassem o artefato.
Em seguida, a pequena patrulha, comandada
pelo Capitão Thomas Mantell, conseguiu localizar
seu alvo, às 14:45 horas, partindo para
interceptá-lo. Dois aviões tiveram de retornar por
falta de combustível, e o terceiro, pilotado pelo
jovem Capitão Mantell, informou pelo rádio que o
engenho estava por cima dele e que tentaria
alcançá-lo para examiná-lo melhor.
A uma velocidade de 500 km/h e a 5.000 metros
de altitude, Mantell informou tratar-se de um
objeto enorme e metálico que continuava a
ascender. As 15:15 horas, já a 6.000 metros, o
capitão comunicou à base que o objeto
continuava a subir e que abandonaria a
perseguição por não contar com máscara de
oxigênio. Foi sua última mensagem.
As 16:00 horas foram encontrados os destroços
do F-51 de Mantell num raio de vários
quilômetros, mostrando que o avião havia se
desintegrado a grande altitude e em pleno vôo.
O corpo do jovem Mantell foi encontrado entre os
restos do avião a 140 quilômetros de Godman.
Segundo os peritos militares, a conclusão foi a de
que o Capitão Mantell teria desmaiado quando
ultrapassou a altitude de 5.000 metros, correndo
atrás do reflexo do planeta Vênus, precipitando
contra o chão. Obviamente, uma justificativa por
demais infantil, já que algumas investigações,
realizadas por alguns inconformados,
demonstraram que a posição do avião de Mantell
não coincidia com o ponto de observação do
planeta Vênus naquele dia. Alguns, porém,
alimentaram a hipótese de que o avião teria sido
abatido pelo OVNI, em conseqüência de um
ataque.
Algum tempo depois, o Dr. Urner Liddel, do
Escritório de Investigações Navais, ofereceu uma
explicação que a Força Aérea não havia
considerado: de que a Marinha estava realizando
estudos a grande altitude como parte de um
programa chamado de "Skyhock", isto é, utili-
zação de balões-sonda estratosféricos. Noutras
palavras, o capitão Mantell teria se confundido
com um balão.
O caso de Mantell, de confrontar-se com um
OVNI, não foi o único nesse período. Meses
depois, no dia Ia de outubro daquele mesmo ano,
o Tenente George F. Gorman, da Guarda Aérea
Nacional, defrontar-se-ia com um objeto nas
proximidades de Fargo, em Dakota do Norte.
Nesse dia, o Tenente Gorman retornava a sua
base após efetuar um vôo rotineiro de
reconhecimento. Nas proximidades, solicitou à
torre permissão para pousar, obtendo
autorização imediatamente, informando que,
além de um avião civil, a área estava livre.
Gorman arremeteu em direção à pista e
comprovou a trajetória do outro avião, situado
bem abaixo dele. Tudo transcorria perfeitamente
bem quando, de improviso, uma luz adiantou-se
pela direita. Não houve condições de identificar o
objeto, mas evidentemente tratava-se de uma
outra aeronave. Sob suas reclamações, a torre
de controle não pôde confirmar absolutamente
nada, certificando apenas que o único objeto
próximo resultava ser o avião civil anteriormente
reportado. Assustado e confuso, Gorman optou
por subir novamente e perseguir a luz. Ao
manobrar, distinguiu claramente o contorno do
objeto sobre o centro da cidade de Fargo,
embora parecesse não ser um objeto sólido.
Acelerando a toda velocidade, observou que a
luz era na verdade uma série de luzes brilhando,
procedentes de um núcleo circular. Após atingir
uma distância de aproximadamente 1.000
metros do objeto, este realizou algumas
manobras, iniciando-se uma perseguição aérea.
Depois de uma série de evoluções, o objeto
colocou-se em trajetória de colisão com o avião
de Gorman, que optou por evadir-se. As
manobras de tentativa de colisão frontal
ocorreram duas vezes, e, afinal, o aparelho
discoidal elevou-se, perdendo-se no espaço. Ao
retornar para a base, Gorman reportou
textualmente: "... Estou certo de que alguém
controlava essas manobras...". Outras quatro
pessoas testemunharam a presença do objeto na
cidade de Fargo, mas ninguém percebeu a
caçada aérea.
De qualquer forma, o Pentágono convenceu-se
da necessidade de contar com auxílio científico
para esclarecer os informes chegados até o
"Projeto Sign". Para tanto, foi escolhido o
acadêmico Dr. Joseph Alien Hynek, professor de
astronomia da Universidade Estatal de Ohio. Os
motivos pelos quais Hynek era o candidato ideal
residiam no seu tremendo ceticismo em relação
à presença extraterrestre, o que resultava num
grande alívio e perspectivas de enorme
colaboração para a Força Aérea, pois os militares
estavam mais que impacientes por colocar um
ponto final no assunto. Por outro lado, embora o
astrônomo Donald Menzel colaborasse com a
Força Aérea, também participava da "Operação
Majestic 12", o que não ocorria com o Dr. Hynek.
Nesse sentido, as informações a que Hynek tinha
acesso resultavam diferentes e reduzidas em
relação às de Menzel.
Vale relembrar que o famoso astrônomo Dr. J.
Alien Hynek foi quem assessorou o cineasta
Steven Spielberg no filme Contatos Imediatos de
Terceiro Grau, no qual se coloca à mostra o
terrível desespero que as agências
governamentais norte-americanas
experimentavam por buscar justificar os
fenômenos observados, com o objetivo de
evadir, dessa forma, o assédio da imprensa e a
curiosidade popular.
Porém, mesmo havendo desenvolvido diversos
projetos de investigação oficial e extra-oficial, o
governo norte-americano não conseguia conter a
opinião pública nem seu crescente interesse.
Anos mais tarde, o "Projeto Blue Book" não
conseguiu mais esconder do conhecimento da
imprensa as diversas ondas de observações de
OVNIs ocorridas por todo o planeta,
arrebanhando centenas de curiosos sobre o tema
pelos artigos publicados. A excitação pública
chegou a tal nível de insatisfação diante da
atitude do governo, que grupos civis de
investigação passaram a ser formados. Um dos
primeiros foi a Aerial Phenomena Research
Organization (APRO), que reunia tal volume de
informação a respeito, que editava uma revista
quinzenal sobre as últimas observações e
descobertas. Alguns anos depois, o próprio Major
reformado Donald E. Keyhoe funda o National
Investigations Commitee on Aerial Phenomena
(NICAP), com sede em Washington, vindo a
tornar-se a mais importante entidade de
investigação do país. Ao longo do tempo, esse
exemplo passaria a ser seguido por diversos
países, sendo o Peru um dos primeiros a fundar
uma entidade de investigação na América do Sul,
sob o nome de Instituto Peruano de Relações
Interplanetárias (IPRI) em 1.955. Logo depois
surgiram outros grupos de investigação, inclusive
no Brasil, como a Comissão Brasileira de
Pesquisa Confidencial dos Objetos Aéreos Não-
Identificados (CBPCOANI), e na Argentina, sob o
nome de Comissão Observadora de OVNIs
(CODOVNI).
Embora a presença dos OVNIs no continente sulamericano
tenha sido tão expressiva como o foi
no resto do mundo, a Argentina foi um dos
primeiros países a voltar-se militarmente para a
investigação do fenômeno. De acordo com as
declarações do então chefe da base naval de
Puerto Belgrano, Capitão Luis Sánchez Moreno, o
interesse do círculo militar argentino pelos OVNIs
ocorreu por volta de 1.952. Porém, somente em
1.962 foi constituído o primeiro grupo oficial de
investigação, sob o nome de Comissão
Permanente de Estudos do Fenômeno OVNI,
vinculada a um único segmento militar e
integrada pelos Capitães Constantino Nunez e
Omar Roque Pagani e os jornalistas Eduardo
Azcuy e Guillermo Gainza Paz, que colaboraram
voluntariamente. A Força Aérea, por seu lado,
preferiu deixar o Serviço de Inteligência como
responsável pelas investigações. Desta forma,
um comunicado emitido pelo Serviço de
Informações da Aeronáutica, datado de outubro
de 1.962, dirigido aos observatórios
meteorológicos de todo o país, informava da
criação de uma Divisão de Investigação do
Fenômeno OVNI, colocando à disposição um
endereço para receber toda e qualquer
informação sobre o assunto.
Num posterior documento, identificado como
"confidencial", o Capitão Sánchez Moreno emitia
uma declaração classificada com o número
02778, em que informava que, no dia 22 de maio
de 1.962, uma formação de aviões da Marinha,
em vôo próximo da Base Aeronaval Comandante
Espora, em Bahia Blanca, havia sido interceptada
por vários objetos voadores de procedência
desconhecida, que permaneceram no local por
quase 35 minutos.
Outros países foram desenvolvendo programas
oficiais de investigação, embora não tenha sido
possível o acesso a todos. A França incorporou-se
ao time no dia 12 de maio de 1.977, quando o
Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES)
colocava em andamento um novo serviço no
Centro Espacial de Toulouse, o primeiro
organismo científico e oficial dedicado
exclusivamente ao estudo dos OVNIs. A entidade,
identificada como Grupo de Estudo dos
Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados
(GEPAN), foi uma resposta à curiosidade
manifestada pela população francesa a respeito
do assunto, conforme comentou um dos
diretores do CNES. O primeiro responsável pelo
projeto foi o engenheiro Claude Poher, que já era
investigador amador e contava com a simpatia
do público, assim como de alguns grupos
particulares. Em outubro de 1978 o organismo
passou para as mãos do Dr. Alain Esterle, que
proporcionou ao GEPAN enorme agilidade, vindo
a estabelecer metodologias bastante originais,
bem próximas de um trabalho eminentemente
científico. Em julho de 1988, a publicação
francesa Science et Nature criticou a existência
do GEPAN em função dos escassos resultados
obtidos em quase onze anos de atividade. Logo
depois, o GEPAN foi dissolvido, e os seus
integrantes se reuniram sob a denominação de
Serviço para a Identificação de Fenômenos de
Reentrada Atmosférica (SEPRA), dirigido por
Jean-Jacques Velasco, último chefe do GEPAN.
Durante o seu funcionamento, o grupo examinou
1.660 relatos de OVNIs, dos quais somente três
(isto é, 0,2% do total) permaneceram sem qualquer
explicação. Desde o seu funcionamento, em
1977, quando se recolheram 900 observações de
estranhos objetos, a quantidade ficou reduzida
para apenas 50, em 1987.
Na América do Sul, o Uruguai somou-se à
pesquisa militar da mesma forma que a
Argentina, ingressando na investigação oficial no
dia 7 de agosto de 1.979, pela ordem número
1.873 do Comando Geral da Força Aérea, quando
dava por criada a Comissão Receptora e Investigadora
de Denúncias de OVNIs (CRIDOVNI).
Em seu primeiro comunicado, a entidade
informava que a Força Aérea Uruguaia havia
considerado necessária a existência da entidade
oficial, já que o assunto afetava profundamente a
opinião pública, ameaçando distorcer a verdadeira
dimensão do fenômeno. A experiência da
CRIDOVNI foi considerada extraordinária, porque,
apesar de recém-constituída, já havia recebido o
apoio de todos os grupos de investigação locais,
com os quais realizou enorme trabalho de
pesquisa. Até 1985, a Comissão foi presidida pelo
Tenente-Coronel Eduardo Aguirre.
Uma nova época iniciava-se para o mundo. A
investigação do fenômeno abandonava
totalmente a exclusividade do segmento militar
para ingressar com grande força no civil. Porém,
a força da pressão e manipulação militar e
governamental não deixaria de existir, bem ao
contrário; agora, ingressaria numa nova
modalidade de atuação, encontrando melhor e
mais eficiente forma de manipulação da
informação e sua filtragem, colocando entre os
interessados uma seleta equipe de cientistas e
civis constituída intencionalmente para
impressionar o mundo e poder confundi-lo, a
ponto de controlar o comportamento do público e
suas manifestações, gerando com isso a
distância necessária da verdade e privando o
mundo das reais intenções destes seres. Os próprios
civis seriam a censura e o filtro, sob o
comando de entidades e instituições invisíveis,
cujos objetivos estariam salvos do conhecimento
público e de qualquer evidência incriminatória.
Inadvertidamente, os entusiastas do assunto
ingressariam num processo de manipulação e
orientação, em que informações e
desinformações, implantadas estrategicamente,
permitiriam a reação objetivada, provocando
medo, receio, desconfiança e suficiente confusão
para promover o distanciamento entre eles e os
verdadeiros fatos, assim como entre os corretos
investigadores, semeando invejas, intrigas e
competição. E os contatados, principais
testemunhas dessa incrível realidade, também
não seriam poupados. Alguns contatados
verdadeiros ou forjados intencionalmente, cujos
relatos ou atitudes fossem condizentes com os
propósitos destes articuladores, seriam
facilmente promovidos a conhecimento público,
enquanto aqueles, cuja fenomenologia fugisse do
controle dos manipuladores, seriam
marginalizados e destruídos diante da opinião
pública, por carecer de uma "autenticação" por
parte destes "ufólogos" reconhecidos,
eliminando, desta forma, toda e qualquer
possibilidade de descoberta de sua escura
atividade, ou simplesmente para evitar o
confronto que poderia levar o público a refletir
sobre as incoerências de postura existentes. Ao
mesmo tempo, a mistificação e a "ufolatria" não
seriam desaproveitadas, resultando também
numa nova arma em favor destas elites
articuladoras, utilizando-se de "sacerdotes
contatados" para gerar argumentos suficientes
que desabonassem a credibilidade dos verdadeiros,
cujo discurso pudesse parecer próximo. E,
finalmente, a melhor forma de fechar totalmente
o cerco ao público contra a verdade resultaria
simplesmente na construção de uma elite
representativa de "ufólogos" nacionais e
internacionais, subordinados clandestinamente a
esses organismos invisíveis, o que seria
suficiente para servir de forma ativa a seus
interesses, sem qualquer risco desnecessário.
De qualquer forma, o público jamais saberia que
havia virado massa de manobra. Mais uma vez,
os interesses criados roubavam a verdade
daqueles desejosos da oportunidade de crescer e
apreender a viver. Porém, a justiça tarda, mas
não falha. Independentemente de quem manipula
e por que, seres de outros mundos estão
chegando um pouco mais a cada dia. A hora, o
dia e o ano ninguém sabe, apenas eles.
O Primeiro Contato
Na famosa e prestigiosa revista O Cruzeiro do dia
23 de outubro de 1954 foi publicado um artigo da
série "Na Esteira dos Discos Voadores", sob o
título "Espiões Interplanetários", no qual se informava
que seres do planeta Vênus estariam
vigiando a Terra e desembarcando em zonas desertas
do interior de discos voadores, história
esta contada pelo Sr. George Adamski. Pela
primeira vez, o Brasil tomava conhecimento de
um fato inusitado e diferente: um homem
afirmava estar em contato com seres
extraterrestres de forma contínua e inteligente.
Nas proximidades da encosta sul do famoso
monte Palomar, na Califórnia, onde se localiza o
famoso Observatório Hale, morava numa
modesta casa da "highway to the stars" (estrada

Avistamento ocorrido
em 16/6/1967 em
Rhode Island,
Woonsocket, USA,
fotografado por
Harold Trudel.

para as estrelas) um polonês de nascimento,
naturalizado norte-americano, de 63 anos, cujo
nome era George Adamski. Tinha
aproximadamente 1,65m, cabelos brancos,
aspecto forte, maneira simples, ar inteligente,
palavra fácil e olhos tristes, sonhadores e
ligeiramente estrábicos. Assim o descreveu o jornalista
brasileiro João Martins, que o entrevistou,
na oportunidade, para a revista O Cruzeiro.
George Adamski não somente estava convencido
da realidade do fenômeno extraterrestre, como
também sabia que seus tripulantes eram cordiais
e semelhantes aos humanos, pois se havia encontrado
com eles em diversas oportunidades.
Interessado desde longa data pela astronomia e
pelo tema extraterrestre, Adamski participava,
com um grupo de entusiastas aficionados ao
tema, da pesquisa de aparições e reunião de
dados. Tão devotado foi em relação ao assunto
que acabou por dedicar-se à fotografia,
realizando incríveis fotos de discos voadores
mais adiante.
Segundo ele próprio comenta, tudo começou no
dia 9 de outubro de 1946, quando ocorreu uma
enorme chuva de meteoros na região. Nessa
oportunidade, embora já aceitasse a
possibilidade de vida fora da Terra, nunca havia
experimentado qualquer confirmação a esse
respeito. Porém, durante a chuva, Adamski
encontrava-se absorto, contemplando o
fenômeno no monte Palomar, quando percebeu,
a olho nu, a presença de um enorme objeto
escuro, semelhante a um dirigível, pairando no
céu e deslocando-se vagarosamente em direção
à cidade de San Diego. Em princípio pensou
tratar-se de algum aparelho norte-americano
destinado a fins científicos, que logo depois
elevou o nariz e subiu a alta velocidade para o
espaço, desaparecendo rapidamente. Mais tarde
teve a confirmação de que não era um aparelho
comum, ao ouvir pelo rádio a reportagem da
observação de um objeto voador não-identificado
em forma de charuto percorrendo os céus da
Califórnia.
Embora desconfiado de sua observação, ouviu
algumas testemunhas no seu restaurante em
"Palomar Gardens", que confirmaram ter visto o
mesmo objeto naquela noite. A partir daquele
dia, Adamski passou a observar o céu
sistematicamente, e no verão de 1947 um grupo
de notícias sobre observações de OVNIs
estimulou-o a continuar. Somente no mês de
agosto, durante a noite de uma sexta-feira, sua
paciência foi generosamente recompensada ao
observar, junto com mais quatro pessoas, a
passagem de um grande grupo de "bolas
luminosas", que surgiram de leste para oeste em
fila indiana. Algumas paravam no ar e voltavam
na direção contrária, podendo-se observar que
havia uma espécie de anel luminoso, ao redor de
um corpo, no meio. A última das bolas luminosas
parou alguns segundos e pareceu disparar dois
raios de luz, um para o sul e outro para o norte,
antes de continuar o seu caminho. Segundo
Adamski e seus amigos, contaram 184 objetos no
total, que também foram observados por
funcionários do Observatório Hale, para os quais
o número era ainda maior.
Toda essa experiência animou Adamski
sobremaneira para continuar suas observações,
às quais se dedicou disciplinadamente. Porém,
num dia chuvoso de 1949, seu relacionamento
com o assunto passaria a um novo estágio.
Naquela oportunidade, quatro pessoas foram
para o seu restaurante dando início a uma
conversa sobre discos voadores que culminaria
numa interessante proposta. Os Srs. J. P. Maxfield
e G. L. Bloom, ambos do Point Loma Navy
Eletronics Laboratory, próximo de San Diego,
estavam com mais outras duas pessoas
uniformizadas e desconhecidas de Adamski. No
restaurante, os visitantes comentaram que se
dirigiam para o Observatório Hale com a intenção
de solicitar o auxílio dos astrônomos na
observação dos OVNIs. Por outro lado, solicitaram
que Adamski permanece-se atento nas suas
observações, já que com o equipamento que
utilizava seria possível ter sucesso; com o seu
telescópio de seis polegadas poderia agir
facilmente e observar perfeitamente qualquer
objeto, inclusive fotografá-lo. Nesse sentido,
concluíram que a Lua poderia estar sendo
utilizada como base, razão pela qual mereceria
constante atenção. Mais adiante, Adamski tornou
a encontrar-se com o Sr. G. L. Bloom no dia em
que a rádio KMPC de Bervely Hills, Califórnia,
anunciou que um disco voador havia aterrissado
próximo da cidade do México. Nesse encontro, o
Sr. G. L. Bloom recebeu duas fotografias de
objetos estranhos na Lua obtidas por Adamski
por intermédio do seu telescópio.
Em março de 1950, o jornalista Sanford Jarrel do
San Diego Journal, assim como outros do Union e
Tribune, publicaram as fotografias da Lua.
Adamski confirmou que haviam sido analisadas
no Point Loma Navy Eletronics Laboratory. Um
tanto céticos, os jornalistas foram ao laboratório
para confirmar a informação, gerando enorme
confusão e desencontros. Finalmente, pediram
mais informações ao Pentágono, recebendo
como resposta simplesmente que não tinham
qualquer conhecimento sobre as fotografias e
que, a respeito do assunto discos voadores, os
serviços oficiais encontravam-se ainda
estudando os relatórios, sem qualquer conclusão
definitiva.
Durante vários anos, Adamski devotou-se a
investigar e observar o céu, mas até a primavera
de 1.951 não havia colhido grandes resultados,
apenas umas duzentas fotos de objetos
luminosos no espaço. Do verão de 1.951 até
1.952, conseguiu mais de quinhentas fotos, e
umas doze de objetos em forma de charuto,
mandando uma coleção delas para a Base de
Força Aérea de Wright Patterson, sem ter
qualquer resposta.
Muitas pessoas especularam desde o início que
Adamski falsificava as fotografias para promoverse
pessoalmente, assim como para divulgar o
seu restaurante. Embora jamais tenha
demonstrado ostentação ou riqueza, teve de
enfrentar críticas ferrenhas em relação ao seu
material, tanto em sua época como
posteriormente, permanecendo esse assunto até
hoje ainda controvertido.
No dia 20 de novembro de 1952, Adamski
realizou nova excursão rumo ao deserto com as
Sras. Alice K. Wells e Lucy McGinnis, esta última
proprietária do "Palomar Gardens", juntando-se
mais adiante os casais Bailey, de Winslow, e
Williamson, de Prescott, nas proximidades de
Blythe, por volta das oito horas da manhã. No
local do encontro, organizaram os detalhes da
nova direção a seguir, passando a olhar mapas e
trocar idéias. Finalmente, Adamski determinou a
rota, que seria próxima a uma antiga base aérea
e centro de treinamento militar abandonado. O
critério adotado para tal decisão foram apenas o
seu impulso e sensações. A determinação não
havia sido racional, mas totalmente intuitiva.
Todos de acordo, rumaram para o Desert Center,
desviando depois pela estrada para Parker, no
Arizona. Após onze milhas de estrada, decidiram
parar para fazer um reconhecimento da área e
descansar. Adamski continuava sentindo algo
estranho, como se alguma coisa importante
fosse ocorrer, e isso o incomodava, pois não
sabia determinar a natureza desse estado.
Enquanto isso, o Dr. Williamson analisava as
características do local, que era completamente
agreste e desprovido de vegetação. Por volta do
meio-dia pararam para fazer um lanche, observando
a passagem de um avião bimotor a grande
altura; porém, logo depois, perceberam a
presença de um estranho objeto no céu. A
grande altura, brilhando pelo reflexo do sol numa
superfície prateada, surgiu um objeto de formato
alongado, como um charuto. Com os binóculos
distinguiram que a parte superior era de cor
laranja. O Dr. Williamson, que no passado havia
sido membro da Força Aérea, percebeu uma
marca escura do lado da fuselagem, semelhante
a uma espécie de insígnia, mas completamente
diferente de tudo o que já tivera visto.
Emocionado, Adamski comentou que esse objeto
o estava procurando, razão pela qual deveriam
mover-se para um outro local, à procura do disco
que o aguardava. No carro sob direção da Sra.
Lucy e ao lado do Sr. Bailey, acompanharam o
objeto por quase uma milha, saindo da estrada.
Abandonando o veículo, subiram por um
montículo de pedras, passando a fotografar o
objeto através do telescópio de seis polegadas e
com uma câmera Hagge-Dresden Graflex
acoplada. Enquanto isso, a Sra. Lucy voltava com
o carro para recolher os retardatários. Minutos
depois, um enorme clarão se deu no céu,
surgindo um objeto circular que descia silenciosa
e vagarosamente para a terra, a menos de meia
milha de distância. Quando aterrissou, houve
tempo de Adamski bater pelo menos as sete
chapas que possuía, quando percebeu a saída de
um homem do seu interior que fazia sinais para
que se aproximasse. Adamski passou a caminhar
em direção ao homem, que descreveu como
tendo cabelos longos, caídos sobre os ombros,
baixa estatura, aparentando uns 28 anos,
vestindo uma roupa estranha e com a cabeça
descoberta. Embora a expressão do visitante
fosse simpática e aparentemente amistosa,
Adamski sentia, quando de sua aproximação,
uma sensação esquisita, que não conseguia
identificar.
O ser estendeu a mão para o surpreso Adamski,
que respondeu o gesto tocando a palma de sua
mão contra a dele num leve contato. A forma do
ser era angelical, quase não dando para
identificar se era homem ou mulher. Seus olhos
eram esverdeados e ligeiramente puxados, sua
testa era larga, cabelos loiros, as maçãs do rosto
mais salientes que o normal e o nariz também
mais grosso. A boca era de tamanho médio e,
quando sorria, dava para perceber a presença de
dentes perfeitos e brancos. A pele era
bronzeada, porém lisa e sem qualquer presença
de barba. A roupa era de tom marrom,
parecendo ser feita de uma única peça. O tecido
aparentava ser bastante fino, que caía em
dobras curiosas, sem evidenciar botões,
costuras, bolsos nem zíperes. Apenas utilizava
uma espécie de cinto de cor marrom-ouro. Os
sapatos, ou botas, eram avermelhados e feitos
de um material tão fino e leve que dava para
perceber o movimento dos dedos dos pés.
Adamski perguntou à entidade de onde vinha,
mas ela não pareceu entender as suas palavras.
Na insistência, o ser balançou a cabeça levemente,
como indicação de que não o
compreendia. Nesse momento, Adamski
procurou concentrar-se mentalmente na figura
de um planeta, apontando para cima com a mão.
O ser pareceu compreender. Seguidamente, por
meio de gestos e encenações, Adamski foi
montando um quadro em relação ao Sol e
identificando a Terra como o terceiro planeta em
que se encontravam, e o ser realizou um quadro
similar, apontando para um segundo planeta em
relação ao Sol. Dessa indicação, Adamski
identificou como sendo o planeta Vênus o local
de procedência daquele ser.
Durante algum tempo, as tentativas de mútuo
entendimento derivaram numa série de
conclusões: esses seres não tinham qualquer
objetivo agressivo em relação aos humanos;
aparentemente radiações muito fortes estavam
sendo emanadas pela Terra em função das
atividades nucleares, afetando o espaço exterior;
e a intensificação desta atividade poderia provocar
no futuro uma série de desastres no
planeta, de proporções terríveis. Segundo o ser,
estariam vigiando nosso comportamento de
perto, aguardando o momento em que, se
necessário, teriam de intervir. Por outro lado,
Adamski concluiu que esses seres se
encontravam numa condição de grande
desenvolvimento, não somente material e
tecnológico, mas também espiritual, pois de
hábitos fundamentalmente vegetarianos. Soube
também que muitas das naves extraterrestres
observadas em nosso planeta pertenciam a
outras civilizações fora do sistema solar e que as
viagens desses seres eram realizadas em
grandes naves alongadas, das quais eram lançados
os discos. De acordo com o tamanho da
espaçonave, algumas eram tripuladas ou não,
utilizando a força magnética de atração e
repulsão.
O ser fez Adamski compreender que a
humanidade ainda não estava preparada para
um contato aberto e que não tinham interesse de
um confronto direto, pela ignorância atual. A
Terra ainda não se encontrava no grau de
evolução necessário para permitir um
intercâmbio, pois sua presença provocaria uma
revolução na ciência, na religião, nos costumes,
enfim, em todos os aspectos da vida, provocando
um desequilíbrio de tal magnitude que o homem
não teria condições de enfrentar. Nesse sentido,
pessoas da Terra já haviam sido levadas para
outros planetas voluntariamente, e a presença
desses seres é bastante freqüente para estudar
os nossos costumes, inclusive misturando-se
entre nós. Por outro lado, o ser deu a entender
que o aspecto físico humanóide é muito comum
no espaço, havendo grande quantidade de
planetas com seres similares a nós.
Olhando para o disco, que mais parecia um sino,
Adamski percebeu algumas sombras nas janelas.
O objeto parecia constituído de um material
brilhante metálico e não se encontrava pousado,
e sim flutuando a uns cinqüenta centímetros do
solo. A cúpula era escura, com um anel dentado
sustentando-a e uma espécie de esfera ou bola
no topo. Finalizado o encontro, o ser voltou para
o disco, elevando-se tão silenciosamente como
quando havia chegado.
Todas as pessoas que acompanharam Adamski
naquela oportunidade testemunharam o
encontro a uma relativa distância, registrando o
fato numa declaração diante de um tabelião.
Porém, muitas pessoas contestaram o evento,
alegando tratar-se de um embuste, uma mentira,
com a cumplicidade de todos, ou simplesmente
que as testemunhas foram vítimas de um
trabalho de hipnose.
Após este incidente, outros encontros pessoais
vieram a ocorrer, num total de nove. Em duas
oportunidades, Adamski chegou a ingressar num
disco e ser levado a uma nave interplanetária, o
que gerou uma série de desenhos esquemáticos
sobre seu funcionamento e distribuição interna.
Numa outra conversa, Adamski também explicou
que na Lua os seres haviam construído bases, e
que o incidente do Capitão Mantell fora apenas
um terrível acidente, pois o avião se aproximou
demais da nave, chegando a colidir com o campo
de força que a rodeava.
A experiência do Sr. George Adamski atravessou
décadas impactando um mundo cético e arredio.
Embora seu resultado transmitisse um conteúdo
de revisão de uma realidade inconseqüente e
negligente, parece que o caminho que a
humanidade seguiu não foi melhor que o praticado
naquela época. A mensagem de tolerância,
paz e reflexão sobre a condição vigente,
simplesmente foi considerada como oportunismo
de um aproveitador em busca de publicidade e
autopromoção. Inclusive, o fato de contar com o
apoio de testemunhas e centenas de fotografias
não resultou argumento suficiente para garantirlhe
credibilidade ou atestar a veracidade de suas
experiências e seu conteúdo. É curioso que, daquela
época até hoje, muitos contatados estejam
experimentando a mesma situação. Mesmo
angariando testemunhos dos mais diversos em
seu favor, estes continuam não sendo
satisfatórios para os "pesquisadores", que os
consideram reacionários em relação aos
interesses que defendem, acusando-os
simplesmente de mentirosos ou aproveitadores,
para desacreditá-los ante a opinião pública e,
assim, retirá-los de circulação, garantindo dessa
forma a perpetuação de sua hegemonia e a
continuidade do exercício de sua manipulação.
Porém, George Adamski não foi a primeira vítima
de um mundo corrompido pelos interesses
particulares e egoístas que trazia a vivência de
uma realidade extraordinária. Também foi o
caso, na época, do técnico em explosivos Sr.
Daniel Fry, que trabalhava na Aerojet General
Corporation.
No dia 4 de julho de 1950, o Sr. Daniel Fry
encontrava-se trabalhando no campo de provas
da base de White Sands, no Novo México, próximo
da cidade de Las Cruzes. Naquela noite,
tendo perdido a última condução para a cidade,
ficou dormindo no campo de provas. Totalmente
só e sem nada para fazer, percebeu, por volta
das oito horas da noite, que o barracão estava
quente demais, saindo para refrescar-se.
Caminhando sem rumo numa maravilhosa noite
sem nuvens, observou que um estranho corpo
escuro estava deslocando-se no céu, percebendo
logo o seu formato arredondado. Ainda surpreso,
o objeto foi se aproximando vagarosamente em
sua direção, pousando levemente, como uma
pena, a pouco mais de vinte metros de onde se
encontrava. Era um objeto oval metálico, de
aproximadamente 15m de diâmetro na parte
mais larga, sem janelas, portas, juntas ou rebites
aparentes. Lentamente e munido de enorme
curiosidade, Daniel Fry aproximou-se do objeto,
chegando a tocá-lo rapidamente, percebendo
uma superfície lisa e suave.
Enquanto pensava a respeito, uma voz invadiu o
ambiente, dando-lhe um enorme susto, fazendoo
recuar e tropeçar na areia. Apavorado, escutou
novamente uma voz amigável dizendo: "... Tenha
calma, você está entre amigos".
Daniel levantou-se sacudindo a areia e
retrucando meio aborrecido, convencido de que
estava com algum companheiro por perto:
"... Você bem que podia abaixar o volume de sua
voz. Não havia razão para explodir dessa forma".
A voz respondeu: "... Explodir? Ah! Sim, você
quer dizer que o aviso foi muito alto. Desculpe,
mas você estava quase se matando e não houve
tempo de regular os controles".
O diálogo continuou por alguns minutos, dando a
entender que o tripulante daquele objeto não era
terrestre e que ainda faltava algum tempo para
poder pisar em terra, pois deveria adaptar-se ao
ambiente. Por outro lado, instruiu Daniel para
que tomasse cuidado, pois poderia se ferir
seriamente, até morrer, se continuasse a manter
uma distância próxima da nave. A entidade
informou que objetivavam investigar e determinar
a capacidade de adaptação dos terrestres,
além de verificar a facilidade de resposta diante
de situações fora do normal. Segundo comentou
o visitante, anteriores expedições ocorridas em
épocas distantes não tiveram bons resultados, e
agora as suas expectativas eram de melhores resultados,
já que estavam procurando por mentes
mais receptivas.
Diante de tudo isso, Daniel consultou se poderia
voltar para a base e convocar alguns cientistas
para prosseguir o intercâmbio, pois não era justo
que apenas ele tivesse o privilégio dessa
oportunidade. A entidade retrucou
negativamente, afirmando que vinham
pesquisando a mente de muitos cientistas e que,
infelizmente, embora muitos tivessem avançado
em conhecimentos técnicos, estavam travados
em relação a uma visão de vida mais humana.
Assim como haviam avançado, teriam de
retroceder, pois a ciência não era tudo, e valores
essenciais para uma vida realmente melhor
haviam sido desconsiderados.
Após um longo diálogo, percebeu que a voz não
provinha de nenhum lugar em particular, mas
que se encontrava em sua mente. O ser estava
se comunicando telepaticamente. O convite para
ingressar no interior do disco foi feito. Sem
titubear Daniel aceitou, entrando sem encontrar
ninguém para recebê-lo. Perguntado, o
extraterrestre afirmou que aquela era uma nave
de carga, enviada para coletar amostras e com
pouco espaço interno para tripulantes,
comandada por controle remoto desde uma
nave-mãe em órbita, razão pela qual encontravase
vazia. Já no interior, o surpreso passageiro
encontrou uma espécie de sala não muito ampla,
de uns 3x2 m e 1,80 m de altura, sentando-se
confortavelmente numa das quatro poltronas
perfeitamente anatômicas. Prestando enorme
atenção aos detalhes da nave, o diálogo
prosseguiu, e Daniel obteve longa explicação
sobre alguns conceitos tecnológicos.
Finalmente, o extraterrestre propôs que Daniel
Fry desse uma volta rápida até a cidade de Nova
York, em apenas trinta minutos, alertando que
ele não sentiria os efeitos da aceleração, mesmo
que isso representasse uma velocidade de oito
mil milhas por hora. Amedrontado, mas curioso,
percebeu que o metal começou a se tornar
transparente, obtendo uma perfeita vista do local
onde se encontrava estacionado. Segundos
depois o objeto decolou com Daniel em seu
interior, deslocando-se a uma enorme
velocidade. Logo depois, ele conseguia identificar
a cidade de Las Cruzes abaixo dele, e, enquanto
apreciava a paisagem, o ser explicava alguns
conceitos da tecnologia de vôo. Chegando até
Nova York, foi possível apreciar um espetáculo
de luzes e prédios do céu; o objeto evoluiu sobre
a cidade e rapidamente iniciou o seu retorno
para o deserto do Novo México, chegando
suavemente na base de White Sands. Ali, Daniel
foi deixado sem qualquer violência ou agressão,
mas com a certeza de que não estamos sós, e
que a distância que nos separa de outras
civilizações é gigantesca.
A experiência de Daniel Fry foi a primeira em que
um ser humano teria viajado num disco voador;
porém, contatos com outros humanos
começaram a suceder-se de forma
impressionante. A legião de contatados
extrapolou os Estados Unidos, vindo até a Europa
e a América como um todo. Mas os comentários
e as mensagens eram sempre os mesmos: "... a
raça humana precisa progredir não apenas no
que diz respeito a sua tecnologia, mas,
principalmente, em relação ao respeito e à
conquista de uma melhor forma de vida".
Os encontros com seres extraterrestres de forma
consciente não foram realmente a única
modalidade de contato praticado por esses seres
naquela época. Embora a grande maioria das
experiências de contato fossem tranqüilas e sem
qualquer agressão, logo depois surgiram os
encontros borrados do consciente, em que os
extraterrestres demonstraram não somente uma
capacidade mental elevada, mas também o
poder de dominar a nossa mente por completo. E
isso parece estar associado principalmente às
experiências que envolveram trabalhos de
caráter científico e investigativo, em que o ser
humano, levado ao interior do objeto, era
submetido a uma bateria de exames e análises,
às vezes incômoda. Vale esclarecer que a
ufologia mundial denominou de "abdução" a
condição de rapto de uma pessoa pelos
tripulantes de uma nave extraterrestre e o seu
correspondente submetimento a qualquer tipo de
análise por parte destes seres. Desta forma, um
"abduzido" é aquele que foi levado ao interior de
uma nave extraterrestre, com ou sem sua
vontade, pelos respectivos tripulantes.
O caso mais famoso de um processo de abdução,
com a respectiva perda de memória, que se
conhece é o do casal norte-americano Barney e
Betty Hill, ocorrido em 1.961. De acordo com os
detalhes do caso, tudo ocorreu no dia 19 de
setembro, quando Barney e Betty se dirigiam,
em seu veículo, para a sua residência, na
localidade de New Hampshire, depois de umas
pequenas férias no Canadá. Num determinado
momento da viagem, perceberam a presença de
uma pequena luz no céu, que foi crescendo em
tamanho, dando a sensação de que seguia uma
trajetória paralela à do seu veículo. Curiosos,
acompanharam a luz, percebendo que a pouco
menos de um quilômetro o objeto aterrissara.
Impressionados, seguiram até o local, detendo-se
ao lado da estrada. Barney abandonou o veículo
e retirou seus binóculos do estojo para observar
o enorme objeto. Ao perceber as janelas que
rodeavam o objeto aterrissado, Barney ficou
apavorado, retornando rapidamente para o
interior do veículo.
Nesse instante, Barney e Betty foram
incomodados por um apito intermitente, fazendoos
abandonar o automóvel, sentindo uma
tremenda sonolência. Passadas duas horas, o
apito voltou a tocar com força, e eles
perceberam que se encontravam viajando a
cinqüenta quilômetros do local em que haviam
parado para observar o objeto pousado. Nesse
momento, não se lembravam em absoluto do
que havia ocorrido naquelas duas horas. Quando
chegaram a sua residência, perceberam algumas
marcas de queimadura na superfície do
automóvel, não podendo precisar a causa.
Ainda sem qualquer idéia do ocorrido, o casal
entrou em contato com a Base Aérea de Pease, e
com o Comitê Nacional de Investigações sobre
Fenômenos Aéreos (NICAP), de Donald E.
Keyhoe, estabelecido em Washington. Somente
após três longos anos todo o ocorrido seria
conhecido.
Passado algum tempo da estranha experiência, o
casal começou a ter alguns sonhos estranhos e
problemas no relacionamento, razão por que
decidiram participar de algumas sessões de
psicoterapia. Ambos foram submetidos à hipnose
pelo hipnoterapeuta Benjamin Simons, que
descobriu que os estranhos sonhos possuíam
estreita relação com a experiência vivida em
1.961.
No estado de transe, Betty e Barney relataram
ter escutado um apito forte e intermitente e ser
retirados do interior do veículo por um grupo de
seres de baixa estatura e levados ao interior de
uma nave extraterrestre estacionada numa
clareira. Logo depois, foram depositados cada
um numa espécie de mesa de hospital, passando
a ser minuciosamente examinados. Barney
percebeu que lhe colocaram uma espécie de
cálice próximo do quadril para retirar sangue, e
Betty teve uma agulha introduzida próxima do
umbigo, sentindo dor. Na expressão de dor, o
extraterrestre que a observava surpreendeu-se,
colocando de imediato a mão em sua testa e
eliminando totalmente a dor. Em ambos os
casos, foram-lhes retiradas amostras de cabelo,
unhas e pele. Os seres surpreenderam-se ao
perceber que os dentes de Barney eram falsos, e
fixos os de Betty. Num dos momentos no interior
da nave, Betty percebeu uma espécie de mapa
tridimensional em uma parede, inquirindo o
possível comandante da nave a respeito dele. O
ser explicou que era um mapa estelar de rotas
de viagem pela Via Láctea, indicando os lugares
freqüentemente visitados. Curiosa a respeito,
Betty perguntou de imediato se ele podia indicar
qual o planeta de sua procedência, ao que o ser
retrucou, perguntando sobre seus conhecimentos
de astronomia. Betty era enfermeira e respondeu
que seu conhecimento a esse respeito era
extremamente precário. O ser simplesmente
respondeu que de nada valeria fazer qualquer
esclarecimento, já que, em vista dessa
precariedade, seria impossível para ela
identificar a estrela da qual provinham. De
qualquer forma, Betty reteve em sua mente a
imagem do mapa, reconstruindo-o sob transe. A
investigadora norte-americana Sra. Marjorie Fish
procurou reconstruir o mapa, conseguindo fechar
o enigma após vários anos da experiência,
justamente quando os astrônomos anunciaram a
descoberta de duas novas estrelas, identificadas
como Zeta Retículi 1 e 2, as quais eram o eixo
central de todo o mapa. Este evento confirmou a
veracidade da experiência do casal, assim como
a descrição do exame a que Betty foi submetida,
isto é, Betty teve uma agulha introduzida no
abdome para ver se estava grávida ou não. O
teste do líquido amniótico foi desenvolvido
muitos anos depois deste evento pela nossa
medicina, sendo desconhecido na época. A
experiência desse casal foi registrada pelo
investigador John G. Fuller no seu livro The
Interrupted Journey.
Este tipo de evento, isto é, a perda da
consciência por um lapso de tempo, ou missing
time, é muito comum nos tempos atuais em relação
a experiências abdutivas, ou seja, situações
de rapto por entidades alienígenas.
Porém, as experiências de contato com seres de
outros mundos nem sempre foram fáceis ou
simpáticas para as pessoas vítimas da experiência,
embora isso dependa muito da "cabeça", da
preparação e do nível intelectual de quem
enfrenta tal situação. Exemplo é o caso Villas
Boas, pesquisado pelo reconhecido investigador
brasileiro já falecido Dr. Olavo
T. Fontes, pioneiro no Brasil deste tipo de
trabalho. Segundo é conhecido, no dia 15 de
outubro de 1957, o trabalhador rural Antônio
Villas Boas, de 23 anos de idade na época, foi
abduzido, isto é, raptado por uma nave
extraterrestre. Embora Villas Boas já tivesse
observado estranhos objetos no céu, nunca havia
passado por uma experiência similar.
Nesse dia, depois de uma segunda observação,
Antônio encontrava-se lavrando a terra quando
percebeu uma esfera luminosa no céu, que
desceu, parando na frente de seu trator.
Assustado, pulou para fora do veículo, tentando
fugir, não conseguindo, porém, chegar muito longe.
Três seres de baixa estatura, trajando roupas
especiais e capacetes, agarraram-no pelos
braços, com força, levando-o para o interior da
nave. Dentro do objeto, encontrou mais três
seres de características semelhantes,
percebendo que se comunicavam por um tipo de
uivo ou grito. De imediato, retiraram suas
roupas, passando a lavar-lhe o corpo dos pés à
cabeça, e retirando amostras de sangue logo
depois do maxilar inferior. Finalizado o trabalho,
Antônio foi colocado numa sala, em que havia
apenas uma espécie de poltrona ou sofá.
Amedrontado e sem saber qual seria o seu
destino, o jovem Villas Boas entrou em pânico.
Cada minuto parecia uma eternidade, e Antônio
sentiu-se cada vez mais longe de poder obter sua
liberdade novamente. Após um tempo, apareceu
uma mulher nua, de baixa estatura, aparentando
ter 1,30 m, de corpo miúdo, cabelos quase
brancos e olhos azuis. As maçãs do rosto eram
altas, nariz quase reto e maxilar inferior pontudo.
Embora fosse uma mulher, suas características
eram um tanto diferentes e estranhas. Lentamente,
foi chegando perto do constrangido
Antônio que, sem entender o que estava
ocorrendo, realizou com ela um ato sexual.
O resultado desse estranho encontro sexual
entre seres de dois mundos completamente
diferentes foi profundamente investigado pelo
Dr. Olavo T. Fontes, que submeteu Antônio a
uma bateria de exames, identificando a presença
de um claro envenenamento por radiação, além
de perceber as lesões de onde fora extraído o
sangue.
É difícil saber se realmente a experiência de
Antônio Villas Boas foi 100% real, ou apenas
parte dela. As experiências de caráter extraterrestre
nem sempre são assimiladas pela
testemunha tal como verdadeiramente
ocorreram. Às vezes é possível que a vítima
idealize algum aspecto do encontro ou releve
algum detalhe em particular; até aspectos
históricos passados podem surgir do
inconsciente, misturando-se com a realidade,
provocando total distorção dos fatos. Por outro
lado, algumas vezes as carências e desajustes da
personalidade do abduzido podem provocar um
resultado confuso e difícil de ser analisado,
comprometendo totalmente a interpretação das
intenções extraterrestres.
O Controle de Nossas Mentes
Assim como muitas pessoas foram testemunhas
de observações a distância da passagem de estranhos
objetos, muitas também testemunharam
experiências de contato com seus tripulantes em
todo o mundo, vindo a prestar relevantes
informações, como já relatado. Porém, desse
enorme grupo de relacionamento com supostas
entidades extraterrestres, surge no contexto
fenomenológico uma dualidade interpretativa em
que podemos notar experiências aparentemente
violentas nas quais, embora a vítima se sentisse
agredida, ao longo do contato se estabeleceu um
profundo sentimento de afeição pelos raptores.
Noutros casos, porém, o sentimento de
frustração, impotência e fragilidade, acaba num
estado desagradável e traumático.

Misteriosas formações
circulares surgidas em
plantações de cereais
no interior da
Inglaterra.

A diversidade de respostas psicológicas humanas
a este tipo de experiência constitui um enorme
"quebra-cabeças" confuso e desconcertante. E
experiências assim não faltam; são os casos, em
nossos dias, do Sr. Whitley Strieber, registrado
no livro e no filme Comunion (Comunhão); do Sr.
Ed Walters, nas experiências de observações e
abduções de Gulf Brease, na Flórida, Estados
Unidos; e da famosa experiência de Travis
Walton, ocorrida em Snowflake, no Arizona, que
virou filme, sob o título Fire in the Sky (Fogo no
Céu). Porém, mesmo com as evidências típicas
deste tipo de encontro, isto é, marcas ou
eritemas na pele, traumas psicológicos,
testemunhas paralelas, evidências físicas locais,
registros de autoridades, etc., sempre há quem
distorça os fatos para amedrontar a opinião
pública. Exemplo disso é o caso ocorrido com a
experiência de Travis Walton.
No dia 5 de novembro de 1975, um grupo de
lenhadores do povoado de Snowflake
encontrava-se voltando calmamente, por volta
das 18:00 horas, numa caminhonete, de mais um
longo dia de atividades. O grupo retornava
percorrendo uma região a 240 km da cidade de
Phoenix, no Arizona, quando perceberam a
presença de um objeto no ar a baixa altura,
medindo aproximadamente 6x2,5 m. O grupo
parou próximo do objeto, que encantou o jovem
Travis Walton. Impressionado, saiu da
caminhonete para olhar mais de perto. De
imediato, o objeto lançou um feixe de luz contra
o peito de Travis, lançando-o a vários metros.
Seus companheiros, aterrorizados, fugiram,
abandonando-o, por pensarem que estivesse
morto. Ao chegarem ao povoado, notificaram as
autoridades sobre o ocorrido, procedendo às
buscas. No retorno ao local dos fatos, nada foi
encontrado. Durante seis longos dias Travis
esteve desaparecido, o que provocou a suspeita
de assassinato por parte das autoridades, razão
pela qual seus companheiros foram submetidos a
diversos interrogatórios, inclusive ao detector de
mentiras. Finalmente, a irmã de Travis recebeu
um telefonema da localidade de Heber, a 20 km
de Snowflake. De imediato, seu cunhado e irmã
foram ao seu encontro, achando-o em perfeito
estado. O jovem abduzido relatou haver sido
raptado por um grupo de seres de
aproximadamente 1,5m de altura, olhos grandes
e carecas. Ao acordar dentro do objeto, sobre
uma maca, passou a ameaçar os pequenos seres
que o rodeavam, que abandonaram o recinto em
que se encontrava. Apavorado, saiu da sala,
percorrendo um longo corredor, chegando até
uma outra sala. Ali, foi abordado por um ser de
características perfeitamente humanas e
masculinas, que o conduziu para fora da nave,
que se encontrava no interior de uma outra.
Nesse momento, observou a presença de um
outro ser humano. Após esse segundo encontro,
perdeu completamente a consciência, acordando
algum tempo depois, já em terra. Travis não
apresentou qualquer tipo de traumatismo físico
ou psicológico, apenas os seis dias desapareceram
totalmente de sua lembrança.
Esse foi o relato do ocorrido com o jovem Travis
Walton naquela oportunidade; porém, no filme
Fire in the Sky, que foi assistido por gente de
todo o mundo, a experiência de Travis é
mostrada como um encontro com seres
psicóticos, sádicos e que gostam de submeter
humanos a sessões de tortura extraterrestre. No
filme, o jovem Travis aparece retornando,
finalmente, traumatizado, ferido e
completamente perturbado, coisa que jamais
ocorreu.
Isto demonstra perfeitamente como um caso
real, completamente documentado e repleto de
testemunhas, foi manipulado para servir explicitamente
a interesses particulares, a fim de
desvirtuar o assunto e amedrontar a opinião
pública. Os meios de comunicação foram
propositalmente utilizados para mentir a respeito
de um fato real e provocar medo e rejeição sobre
a presença extraterrestre. E este tipo de
manipulação não é o primeiro.
Segundo o grande investigador francês Jacques
Vallée, existem informações que atestam que,
durante longo tempo, a humanidade foi exposta
a um extenso processo de manipulação
intencional visando determinados resultados em
relação ao fenômeno extraterrestre. Isto é,
alguns organismos invisíveis teriam utilizado a
crença e a aceitação do fenômeno para encobrir
investigações secretas e desvirtuar algumas
descobertas. De acordo com isso, a humanidade
poderia ter sido vítima de um vasto programa de
controle individual ou de massa.
Ao que parece, temos que, durante algumas
décadas, numerosos incidentes cuja
responsabilidade fora atribuída a entidades
extraterrestres podem, na verdade, ter sido
produto de programas e projetos perpetrados por
um grupo de organizações ou entidades
comandadas por algum tipo de poder central,
que dividiu funções e objetivos. Exemplo disso foi
um programa ou projeto denominado MK-Ultra,
que passou quase despercebido durante duas
décadas, até que uma comissão investigadora do
Senado norte-americano iniciou a sua
descoberta, sendo que, dele próprio, derivaram
mais de 149 subprojetos relacionados com a
manipulação experimental do comportamento
humano, realizados por 185 cientistas e 74
instituições. Embora a CIA norte-americana
negasse em 1977 que não trabalhava para
nenhum projeto similar, existem evidências de
que alguns experimentos foram continuados por
outras agências de inteligência e alguns grupos
privados a serviço de certos níveis
governamentais e/ou militares.
No início dos anos 60, já existiam técnicas
sofisticadas para induzir e provocar alucinações
em pessoas, alterando sua percepção da realidade
e provocando estados de amnésia ou
bloqueios mentais. Isto quer dizer que a
possibilidade de gerar agentes inconscientes por
intermédio de métodos hipnoprogramados,
lavagem cerebral e drogas seria perfeitamente
possível nessa época, o que significa que existiria
grande número de experimentos nesse sentido,
com o objetivo de encobrir sabotagens,
assassinatos ou ações similares. Fica difícil
pressupor até onde pode ter chegado o domínio
destas técnicas por parte de agências e centros
patrocinados pelos militares com o intuito de
dominar e controlar a mente humana,
principalmente se seus objetivos eram de
interesse de segurança nacional e de
espionagem, inclusive se considerarmos a
existência de uma enorme e bem planejada rede
de controle e uma sofisticada estrutura de
desinformação para acobertá-la e protegê-la da
opinião pública, já que a utilização dessas
técnicas evidentemente atentava
completamente contra a ética, a moral e
qualquer legalidade. Nesse sentido, a
manipulação, da qual tem sido objeto o assunto
extraterrestre, pode nos dar uma idéia bem
próxima de até que ponto a verdade se diluiu e
as meias-verdades confundiram, proporcionando
uma pseudo-realidade mentirosa e perturbadora
que ameaçou totalmente a possibilidade de que
a humanidade tomasse consciência de que, até
hoje, foi conduzida como um rebanho em direção
ao matadouro, servindo passivamente a um
controle que nos engana e faz agir conforme
seus propósitos e interesses.
Este é o caso do famoso informe Matrix, um
documento de 361 páginas publicado em
setembro de 1988 pela livraria Arturus Book
Service, da Geórgia, nos Estados Unidos. O
documento, repleto de surpreendentes
"revelações", levava a pensar que o governo
norte-americano havia estabelecido um acordo
com uma civilização extraterrestre aparente e
incrivelmente mais avançada que a nossa, em
que pela troca de conhecimentos destes seres
ela obteria impunidade para agir, raptar e
experimentar quantos seres humanos fosse
necessário, além de estabelecer bases
subterrâneas em território norte-americano. Por
outro lado, dava-se a entender que os propósitos
extraterrestres poderiam ser até da utilização do
homem como fonte de alimento, envolvendo
inclusive experiências genéticas. Além do mais,
no conteúdo do documento, doenças como a
AIDS e algumas outras desconhecidas teriam
sido desenvolvidas por estes seres para
experimentação.
O documento encontrou força nas declarações
ocorridas no dia 22 de maio de 1988, pelo piloto
veterano John Lear, que afirmou que o governo
norte-americano escondia segredos terríveis, e
que o seu povo havia sido vendido aos
extraterrestres pelos governantes.
O resultado da circulação deste relatório foi
estrondoso. Grande número de investigadores e
interessados no assunto, em todo o mundo,
passou a acreditar que realmente os
extraterrestres se haviam instalado na América
do Norte e encontravam-se realizando atividades
semelhantes às praticadas na Segunda Guerra
com seres humanos, tudo isso sob o
consentimento do governo norte-americano. Mais
uma vez, a imagem negativa, destrutiva e hostil
dos extraterrestres ganhava espaço no imaginário
humano, e uma repulsa a sua existência
e presença cobrava força no íntimo daqueles que
aceitavam essa crença.
Até pouco tempo, o autor do documento
escondia-se, utilizando o pseudônimo de
Vladamar Valerian. Mais tarde, descobriu-se ser
ele, na verdade, o capitão John Grace, do Serviço
de Inteligência da Força Aérea. Além do mais, o
piloto veterano John Lear era também, na
verdade, um colaborador da CIA.
Nesse sentido, redunda ser evidente que a vida
não nos pertence, apenas serve para garantir a
continuidade daqueles que dominam o mundo. A
realidade extraterrestre é arrancada da
humanidade para evitar que a sua aceitação
popular se transforme no estandarte de uma
nova revolução cultural sem precedentes em
nível mundial, e isso é histórico.
Quando em 1953 a CIA concluiu que o assunto
extraterrestre não representava potencial
problema imediato para a segurança nacional, e
que a sua natureza e propósitos escapavam
completamente da compreensão humana, surgiu
o projeto MK-Ultra, com a intenção de manipular
a crença sobre o assunto, sendo que as suas
implicações psicológicas e sociológicas
fascinaram as agências de inteligência norteamericanas.
No período, iniciou-se uma
campanha de distorção que fez desacreditar
observadores, testemunhas e investigadores
ante a opinião pública; paralelamente,
infiltraram-se entidades privadas e
personalidades no segmento, minando as
organizações de investigação e os simpatizantes.
Este é o caso da NICAP, a mais famosa
organização particular norte-americana de in-
vestigação que influenciou entidades do mundo
todo, fundada pelo major reformado Donald E.
Keyhoe; seu vice-presidente foi o fundador da
CIA, e entre os diretores encontravam-se os
fundadores de sua seção de guerra psicológica.
Na frente do público, a entidade exigia dos
órgãos militares a abertura das informações
sobre o fenômeno extraterrestre; por um lado,
respondia para o público como comprometida
com o esclarecimento do assunto, mas, por outro
lado, seus principais membros faziam parte do
serviço de inteligência norte-americano, filtrando
as informações e confundindo a opinião pública,
que confiava nesta organização como defensora
de seus interesses diante da realidade da
presença extraterrestre. Ingenuamente, a
opinião pública sofria a manipulação daqueles
que deveriam ser seus aliados no esclarecimento
dos fatos. As pessoas haviam depositado sua
confiança em quem respondia com a omissão,
representando um teatro bem armado para
cativar, seduzir, obter informações e devolver
apenas o que lhes interessava.
Estrategicamente, uma elite ufológica, a serviço
das agências de inteligência, obtinha do próprio
público o material para o exercício de sua
manipulação, filtrando e retomando apenas o
que servisse a seus interesses, destruindo
evidências ou forjando resultados para confundir
internacionalmente. Assim, o controle da informação
era total. O ingênuo público circulava
num ambiente em que as informações alteradas
alimentavam a sua curiosidade, colocando
estrategicamente dúvidas, distâncias em relação
aos fatos verdadeiros e provocando reações
negativas com relação às testemunhas, eventos
ou contatados que fossem considerados
subversivos à continuidade de seus interesses.
Foram reunidas suficientes evidências de que,
posteriormente a esse período, outras agências
de inteligência continuaram o trabalho de
manipulação, auxiliadas por entidades privadas,
envolvendo inclusive seqüestros, que
começaram a proliferar por volta de fins da década
de 60. Algumas evidências indicam que as
vítimas destes seqüestros tiveram, realizados
pelas agências, não somente resultados de alterações
psicológicas, mas também de caráter
genético. Tudo isso para responsabilizar os
extraterrestres de algo que a ciência aberta não
poderia realizar, já que a experimentação
genética e mental em seres humanos não era
permitida pela lei. Noutras palavras, esse tipo de
experiência atribuída a uma civilização
extraterrestre redundaria num enorme resultado
se os experimentos pudessem ser para futuro
uso militar, sem responsabilizar qualquer
entidade governamental ou privada. Que melhor
forma de submeter seres humanos a
experimentos dos mais variados senão
responsabilizando seres extraterrestres, mesmo
que de cidadania norte-americana?
Desta forma, é bem possível que muitos
abduzidos acreditem haver sofrido experiências
de contato extraterrestre ou ter sido submetidos
a algum tipo de intervenção ou implante,
confirmando seus depoimentos com eritemas ou
marcas de tais exames. Mesmo investigados por
meio de processos de regressão hipnótica, sua
descrição estaria calcada nos programas de
indução mental aos quais teriam sido
submetidos, confirmando apenas aquilo que
seria necessário para endossar o fato de um
suposto rapto extraterrestre, e, assim, apenas os
extraterrestres levariam a culpa e a
responsabilidade do transtorno, bem como a
fama.
Seja como for, o fato é que estes procedimentos
não permaneceram apenas em território norteamericano,
tendo sido exportado para diversos
países em que os interesses vigentes
aconselhavam manter a população à margem da
verdade. Não é, pois, por acaso que o assunto
discos voadores permanece, ainda nos dias de
hoje, um tema controvertido e difícil de ser
discutido abertamente. Embora a população
mundial não possa mais deixar o assunto de
lado, persistem dificuldades em sua aceitação.
Percebamos, pois, que num momento como hoje,
de grande atividade ufológica mundial, que neste
ano aponta estatísticas com incremento de mais
de 400% de observações e experiências em nível
mundial apenas em relação a 1995, temos
também paralelamente uma explosão de filmes
de ficção científica, como O Dia da
Independência (Independence Day) e A Invasão
(Arrival), além de muitos mais que deverão
chegar em breve, todos apresentando uma
imagem extraterrestre hostil, violenta e
indiferente em relação aos direitos humanos. A
necessidade de impor subliminarmente a
possibilidade de uma presença alienígena
perigosa e ameaçadora torna-se crucial para a
perpetuação da manipulação e o distanciamento
do ser humano comum desta realidade. Desta
forma, os meios de comunicação submetem-se
inconscientemente a esse jogo, servindo de
canais de programação mental, ingressando
diretamente na mente do telespectador que,
curioso, busca informação, encontrando apenas
a consolidação do que poucos desejam: o medo,
a insegurança e a dúvida. O esclarecimento
estará sempre distante, pois as regras deste
escuro jogo é justamente a confusão e a
alimentação da controvérsia. E, pelo jeito, a
situação permanecerá assim por muito tempo.
Antigamente o assunto era coisa de loucos,
pessoas perturbadas e sem nada melhor para
fazer, usando o tema para "aparecer". Quem se
expunha a relatar um fato estranho corria o risco
de ser considerado tolo e ridicularizado
publicamente, comprometendo sua credibilidade
e competência. Porém, é absurdo perceber que,
normalmente, uma pessoa que tivesse
testemunhado uma aproximação extraterrestre
correria de imediato o sério risco de ser
desacreditada ante a opinião pública, visto que,
se a mesma pessoa testemunhasse uma
assassinato, seu depoimento poderia levar o
responsável a uma pena capital. Hoje, não dá
mais para negar a existência dessa realidade. Os
antigos métodos de afastamento não funcionam
mais; portanto, já que estas organizações não
podem destruir a crença pública da existência
deste seres, a ordem é dizer que são ruins e que
desejam apenas nos utilizar como cobaias numa
megaexperiência extraterrestre. Desta forma,
basta assustar para manter a população longe da
possibilidade do contato; basta destruir os
contatados publicamente ou negar-lhes a
oportunidade de falar, para afastar o público da
verdade dos fatos e da real intenção desses
seres em relação à raça humana. E, pois,
suficiente compor um grupo de pessoas que
assuma o poder sobre o assunto para ter toda a
população submetida ao exercício da
manipulação. E, descobrir quem é quem nesse
meio, não será tarefa fácil.
Como diria uma das melhores séries de televisão
atual: "A verdade está lá fora".
Alternativa 3
Dentro do Universo das informações existentes
sobre a presença extraterrestre, inúmeras mentiras
e pseudo-verdades têm transitado por todos
os meios de comunicação, afetando sobremaneira
o comportamento, a apreciação e o interesse
da população sobre as intenções, os propósitos
e, principalmente, sobre a controvertida
polêmica da real existência destes seres. O
cabedal de boatos e informações implantadas
pelas diversas agências governamentais e militares
tem-se sobreposto a inúmeras verdades,
que, eclipsadas pelas intencionais fraudes, con-
tinuam a confundir os mais assíduos curiosos e
investigadores, transformando-os em marionetes
inconscientes de suas vontades e agentes de
censura e manipulação.

Giro periscópico de um
disco voador muito perto
do solo observado e
fotografado por Gir Herr
Walter Schilling.

Tal é o caso de um surpreendente programa de
televisão, que foi ao ar há mais de um quarto de
século, em que categoricamente se dava a
entender que um seleto grupo de sábios e
cientistas de todo o mundo estava sendo
transferido secretamente para uma colônia em
Marte, o que, de imediato, já parece algo
absurdo de acreditar. Porém, no trabalho de
investigação realizado sobre este assunto, pelo
eminente pesquisador chileno Sr. José Antônio
Huneeus, temos que, no dia 1º de abril de 1977,
a cadeia de televisão inglesa ITV colocou no ar
um programa denominado Science Report
(Informe Científico), produzido pela empresa
Anglia Televisión de Norwhich, dedicado ao que
foi chamado de "Alternativa 3", uma suposta
conspiração que envolvia os Estados Unidos e a
então União Soviética, cujo objetivo era
preservar e instalar uma amostra bem seletiva
da raça humana sob todos os aspectos em Marte,
enquanto o planeta Terra se deteriorava sob a
contaminação ambiental e o chamado "efeito
estufa". O programa foi escrito por David
Ambrose, dirigido por Christopher Miles,
produzido em 1977 por John Rosenberg e John
Woolf, e narrado por Tim Brinton. Embora
estivesse numa linha de documentário, sua
concepção lembrava claramente a estrutura de
um drama muito similar ao da Guerra dos
Mundos, transmitido pelo rádio por Orson Welles
no "Dia das Bruxas" de 31 de outubro de 1.938.
Vale lembrar que o trabalho de Welles provocou
enorme pânico na população norte-americana, já
que, embora estivesse baseado na novela de
ficção do escritor inglês H. G. Wells, foi
apresentado como simulação de um programa
de notícias. De qualquer forma, os profissionais
que geraram o programa "Alternativa 3"
afirmaram tratar-se de simples ficção construída
a partir de algumas especulações e tendências
científicas e tecnológicas; mas, mesmo assim, o
programa converteu-se numa grande dúvida
internacional ao longo do tempo, estimulando a
imaginação de muitos.
Para termos uma idéia, o programa jamais foi ao
ar nos Estados Unidos, mas o tema "Alternativa
3" reuniu grande legião de crentes ao longo dos
anos. Apenas fitas de vídeo "pirateadas" e o livro
com o mesmo título, escrito por Leslie Watkins,
David Ambrose e Christopher Miles, publicado
pela Editora Sphere Books, da Inglaterra, em
1978, e pela Avon Books, dos Estados Unidos, em
1979, procurados continuamente, foram a única
fonte de informação para alimentar a imaginação
desse público.
Porém, mesmo que na época o programa e as
informações apresentadas não tivessem
provocado grande impacto, alguns aspectos então
surgidos começaram a ser associados ao seu
conteúdo, como as contínuas declarações de
observações de estranhos objetos e luzes na
superfície lunar, assim como a notícia das
evidentes futuras intenções da Nasa a respeito
do planeta Marte, isto é, de tornar seu ambiente
habitável artificialmente para a colonização de
humanos, além de outras coisas.
No livro, assim como no programa, a trama
envolve uma conspiração que visa permitir a
sobrevivência de um seleto grupo de humanos
em Marte, o local escolhido. Após o
desaparecimento de cientistas e da criação de
escravos humanos, militares de ambos os lados
(norte-americanos e soviéticos) realizam diversos
encontros para dar início ao projeto,
assassinando quem resistir ou interferir. Para
viabilizar o objetivo, inicialmente são montadas
bases na Lua para servir de degrau imediato até
a conquista de Marte. Porém, por vários fatores,
a base na Lua é destruída totalmente, concluindo
assim o projeto.
A idéia da existência do projeto "Alternativa 3"
transformou-se num mito, mesmo diante da
constante afirmação de seus autores de que tudo
era apenas ficção. E isso não é de se estranhar,
como podemos observar em relação à obra
Operação Cavalo de Tróia, de J. J. Benitez.
Nesta, um enorme público considera o trabalho
uma verdade, isto é, que os norte-americanos
teriam viajado através do tempo e encontrado Jesus,
o que demonstra certa credulidade ou até
ingenuidade por parte do público sensível ao
tema. Nesse sentido, caberia aqui fazer profunda
reflexão a respeito, já que muitos outros mitos
atuais circulam no ambiente ufológico
internacional. É caso da febre do mito
"Alternativa 3" modificado, trazido à tona
novamente aos Estados Unidos pelos Srs. John
Lear e William Cooper, que adaptaram aspectos
da história para a idéia de bases extraterrestres
construídas dentro do território norte-americano
sob a aprovação do governo e a presença de
seres extraterrestres considerados ruins ou "nãoconfederados",
que têm por hábito retalhar
animais e fazer experimentos com seres
humanos de diversas maneiras e de forma
violenta, inclusive torturando-os
psicologicamente, chegando ao ponto de utilizar
as mulheres como incubadoras de embriões
híbridos. Além, é claro, do mito de que é
impossível existir contato inteligente com esses
seres, em que a relação estabelecida seja clara,
objetiva, inteligente, cordial e constante.
Tudo isso demonstra como a população mundial
está vulnerável para receber qualquer
informação, por mais absurda que possa ser, tornando-
a uma possível realidade. Minar a mente
do homem tornou-se algo relativamente simples
hoje em dia; basta apenas saber colocar a
informação no momento certo e por meio da
fonte correta que, em breve, o mundo todo
estará discutindo o assunto e aceitando-o como
possibilidade.
Um outro exemplo foi a paranóia perpetrada pelo
ex-suboficial da armada norte-americana, Sr.
William Cooper, de que conspirações políticas e
ufológicas pairavam sobre a população, que
atribuiu a existência de operações da CIA e do
FBI e a origem da AIDS e de outras doenças a
seres extraterrestres, chegando ao ponto de
imputar a morte do presidente Kennedy e o
suposto suicídio da atriz Marilyn Monroe à
existência de acordos secretos entre
extraterrestres, governo e entidades do mundo
econômico e político da época.
Vale destacar que as palestras de Cooper são
empolgantes e fartamente assistidas por um
público ávido e curioso, repletas de sensacionalismo
exacerbado no discurso, o que também
podemos registrar em outros "ufólogos" que
defendem idéias semelhantes, como o Sr. John
Lear, autor de vários trabalhos sobre
extraterrestres.
Numa palestra ocorrida por volta de 1991
durante a UFO Expo West de Los Angeles, o Sr.
John Lear discursou, protegido por uma barreira
de seis guarda-costas (criando, é claro, um clima
propício de suspense e tensão), denunciando que
o governo norte-americano realmente possuía
bases secretas na Lua desde longa data, e que
os projetos Mercury, Gêmini, Apolo, Skylab e
Space Shuttle da Nasa eram todos uma fraude
para acobertar toda essa atividade. Afirmou,
inclusive, que já existia uma base em Marte
instalada há vários anos, e que os marcianos
existiam como civilização mais avançada,
morando no subsolo, aparentando forma física
similar à humana.
De qualquer forma, podemos observar que a
intoxicação de informações a respeito da
presença extraterrestre, assim como sobre as
verdadeiras atividades oficiais em relação a este
relacionamento, sofre de uma terrível
manipulação, encontrando no ingênuo público
interessado eco suficiente para se expandir e
contaminar. Porém, não somente o público leigo
e interessado torna-se vítima desta situação,
mas também os próprios investigadores, que se
transformam em massa de manobra para
perpetuar a distorção.
Mas, dentro de toda essa loucura e especulação,
deixando a paranóia da invasão de lado e
retornando à análise do fenômeno, temos que,
realmente, existe vasto repertório de
informações e observações que corroboram uma
atividade anômala e estranha ocorrendo tanto
em nossa Lua quanto no espaço que nos
circunda. E isto vem acontecendo desde o século
XIX, o que de imediato invalida a possibilidade de
ser o governo norte-americano o responsável por
estes fenômenos. Por outro lado, seria
importante refletir sobre até que ponto a
atividade espacial humana tem nos permitido
tomar conhecimento do que ocorre no espaço
afora? Até que ponto podemos ter certeza de que
a presença desses estranhos seres é certamente
extraterrestre? Será que os astronautas tiveram
encontros com esses seres?
Vale considerar que realmente existem várias
teorias para explicar o fenômeno OVNI. Algumas
delas sugerem que pode ser realmente produto
da presença de seres de origem extraterrestre
com a missão de investigar outras formas de
vida e localizar novas fontes de suprimento. Há
aqueles que sugerem ser viajantes terrestres do
futuro realizando uma investigação sobre o
passado. Além do mais, poder-se-ia extrapolar no
sentido de considerá-lo como fruto de
fenômenos, objetos e/ou manifestações
pertencentes a outras dimensões de matéria ou
a outros Universos. De igual forma, existem
aqueles que insistem em considerar o fenômeno
como resultante da observação e registro de
naves e aparelhos "terrestres" desenvolvidos por
uma tecnologia avançada secreta, originária de
alguma potência humana não revelada; e, mais,
temos aqueles que o definem como luzes e
irradiações telúricas provenientes de fenômenos
geotécnicos desconhecidos; ou, simplesmente,
que tudo não passa de alucinações coletivas e
histeria geral.
De qualquer forma, existem diversos aspectos
que apontam para a consagração da hipótese da
natureza extraterrestre, como, as evidências de
uma atividade espacial e lunar registradas por
astrônomos e pelas diversas missões espaciais,
tanto por meio de relatos como de filmes e foto-
grafias; o enorme volume de testemunhas
oficiais e civis da presença dessa tecnologia em
nosso planeta, colhido por relatos, resíduos,
fotos, filmes, marcas no solo, no corpo ou na
mente, reunidos ao longo de mais de cinqüenta
anos; e o acúmulo de grande volume de
informações obtidas de inúmeros contatos e
contatados, embora nem sempre considerados
pelos ditos "ufólogos científicos". Vale comentar
que, historicamente, quase tudo o que se sabe
hoje sobre a presença destas entidades está
sedimentado pelo elevado número de evidências
fornecidas por testemunhas, sendo que muitas
delas não são sequer consideradas pelo fato de
seus relatos não se encaixarem com o que
alguns investigadores consideram "padrão" ou
"comum". Em muitos casos, a investigação
invade o aspecto pessoal para considerar a
credibilidade da testemunha, como se o
fenômeno estivesse direcionado apenas a um
público específico. Cabe lembrar que qualquer
pessoa, em qualquer circunstância da vida e
dentro de qualquer condição mental, social,
econômica, legal, profissional ou mesmo
doutrinária poderá constituir-se uma
testemunha, mesmo que algumas de suas
características não agradem os investigadores.
Infelizmente, existe hoje uma corrente nítida de
preconceitos dentro da dita "ufologia científica",
afastando totalmente da investigação e do
público o acesso a informações de conteúdo e de
eventos, pela simples razão de não considerá-las
apropriadas para o "consumo" popular.
Críticas à parte, devemos lembrar que a
humanidade é muito jovem na sua prospecção
espacial, razão mais que suficiente para considerarmos
que as surpresas futuras poderão ser
muitas. Por outro lado, a presença de objetos de
origem desconhecida bem próximos das diversas
missões espaciais, tanto tripuladas como não,
encarregaram-se de reforçar a tese
extraterrestre da origem desses artefatos, assim
como de seus ocupantes, já que demonstraram
mover-se com enorme agilidade tanto no espaço
quanto sob os oceanos, e até mesmo em nossa
própria atmosfera.
Nesse sentido, a atividade espacial do mundo
moderno tem sido bastante intensa desde
outubro de 1957, quando do lançamento do
Sputnik 1 da ex-União Soviética, o primeiro
satélite artificial colocado no espaço pelo
homem. Logo depois, seguiu-se o lançamento do
Sputnik 2, em 3 de novembro do mesmo ano,
contendo em seu interior a pequena cadela de
nome Laika. Vale destacar que, segundo alguns
pesquisadores, o acompanhamento da trajetória
da Sputnik 2 por alguns astrônomos revelou a
presença de um segundo objeto de origem
desconhecida, escoltando de perto a sonda
soviética. E somente em 2 de janeiro de 1959 é
que foi lançada a primeira sonda espacial
soviética Luna 1 para observar a nossa Lua, a
primeira a atingir a superfície do satélite, em 2
de setembro.
Nos anos seguintes, a corrida espacial permitiu
cogitar da presença humana no espaço, dando
origem a vários projetos envolvendo missões
tripuladas com um homem apenas. Assim, no dia
12 de abril de 1961 foi lançada para circundar a
Terra a missão soviética Vostok 1, contendo em
seu interior o tripulante Yuri Gagarin, o primeiro
astronauta humano no espaço. Segundo alguns
relatos não-oficiais, Gagarin teria observado a
presença de um objeto no espaço pouco antes de
sua reentrada na atmosfera terrestre. A seguir,
seu companheiro de aventura, German Titov,
lançado meses depois na Vostok 2, comentou
também que um grupo de objetos luminosos
havia seguido a sua cápsula.
Logo depois do lançamento de Gagarin ao
espaço, no dia 5 de maio seguiu o astronauta
norte-americano Alan B. Shepard Jr. na missão
Mercury 3, o segundo homem no espaço. E como
os norte-americanos não perdiam tempo na
corrida para dominar a tecnologia espacial,
Shepard foi logo seguido pelo lançamento da
Mercury 4 em 21 de julho, tripulada pelo
astronauta Virgil I. Grisson.
Após o lançamento da Vostok 2 em 7 de agosto
de 1961 pelos soviéticos, veio a missão Mercury
5 em 29 de novembro, com o lançamento do
macaco Enos. Mais tarde, em 20 de fevereiro de
1962, a Mercury 6 levava ao espaço o Tenente-
Coronel da Marinha John Herschel Glenn, sob o
código Friendship 7, que pouco antes de ingressar
na Terra declarou ter observado no espaço
um grupo de objetos luminosos que o
acompanhou.
Aqui surge um dos primeiros relatos registrados
da observação de um estranho fenômeno no
espaço, que foi ilustrado no filme The Right Stuff
(Os Eleitos), sobre a corrida espacial, justificado
como evento associado ao processo de ionização
provocado pelo ingresso da cápsula na atmosfera
terrestre. Em diversos encontros no espaço entre
astronautas e UFOs ou OVNIs, a Nasa sempre
procurou abafar a situação e buscar explicações
das mais variadas, sempre contornando, nunca
solucionando.
Mas, de qualquer forma, temos que, pelo que foi
possível coletar de informações, a observação de
estranhos objetos sobrevoando o espaço e, em
muitos casos, acompanhando as cápsulas
espaciais, foi uma constante durante quase todas
as missões espaciais, inclusive na Lua. Entre os
anos de 1961 e 1973, circulou grande número de
relatos sobre estas observações, afirmando até
que os astronautas da missão Apolo 11,
Armstrong e Aldrin foram acompanhados e
contatados por seres extraterrestres na Lua.
Muitas fotos com objetos ou manchas luminosas
foram distribuídas ao público pela Nasa, sendo
que a posição oficial da agência espacial, assim
como dos próprios astronautas, em princípio,
resultou sempre em negar completamente a
existência desses incidentes. Porém, um dos
casos menos conhecidos foi publicado no boletim
Just Cause, da Organização Cidadãos Contra o
Segredo dos OVNIs (CAUS), uma das entidades
mais sérias e respeitadas dos Estados Unidos.
No exemplar de março de 1987, o editor Barry
Greenwood (co-autor do livro Clear Intent)
transcreve uma carta redigida por um exinspetor
de segurança do Centro Espacial
Johnson da Nasa, em Houston, no Texas, cujo
trabalho era exatamente a vigilância do prédio
30, em que se encontra localizado o famoso
centro de controle das missões espaciais. O
segurança, identificado pelo pseudônimo de Bob
Davis, descreve no documento como ele e um
companheiro de trabalho encontravam-se observando,
durante breve descanso, a tela do
centro de controle, quando os astronautas
filmavam de dentro do veículo lunar a região de
Hadley Rille, na Lua. Embora Bob Davis não
tenha indicado o nome da missão espacial nem a
data do evento, Greenwood confirma que a
expedição a essa região lunar ocorreu durante a
missão de doze dias da Apolo 15, lançada no dia
26 de julho de 1.971, com os astronautas Alfred
M.
Worden, David R. Scott e James B. Irwin. Na
carta, Bob Davis comenta que, enquanto
observava a tela, repentinamente surgiu em
cena um objeto pequeno, brilhante, movendo-se
em linha reta da esquerda para a direita, ao
longo da parte superior da tela. Nesse momento,
Davis pensou inicialmente que se tratava da
própria cápsula Apolo orbitando no céu escuro ao
redor da Lua, mas logo duvidou disso, já que, de
imediato, um dos controladores perguntou,
assustado, o que era aquilo, alertando os
astronautas que estavam no veículo dessa
presença. Quando Davis perguntou a um dos
técnicos presentes sobre a natureza do objeto,
recebeu como resposta que provavelmente teria
sido uma bolha de óleo que pingara na lente da
câmera, e que o melhor que podia fazer era
aceitar essa resposta, além de não contar isso
para ninguém, se quisesse manter o emprego. O
próprio Greenwood lembra haver percebido
alguma coisa na transmissão direta dessa
missão, porém não se recorda de qualquer
referência a um possível avistamento nos jornais.
As mudanças comportamentais de grande
número de astronautas, incluindo os da missão
Apolo 15, foram realmente curiosas, e isso não
pode ser atribuído apenas à simples experiência
de haver enfrentado a solidão do espaço e da
Lua. O impacto psicológico e espiritual dessa
aventura não poderia resultar mudanças tão
radicais, como foi no caso do astronauta coronel
James B. Irwin, da Apolo 15, que criou em 1972 a
Fundação High Flight (Alto Vôo), uma entidade
cristã voltada a espalhar a mensagem de que
Deus caminhando sobre a Terra é mais importante
que o homem caminhando sobre a Lua. Um
dos ambiciosos projetos do coronel Irwin foi
procurar a desaparecida Arca de Noé no monte
Ararat, na Turquia, demonstrando haver sido
"tocado" por certa experiência místico-religiosa
no espaço.
Interessante foi o fato de que outro astronauta
dessa missão, Alfred M. Worden, atualmente
dedicado à poesia, comentara abertamente sobre
o que pensava das visitas extraterrestres ao
nosso mundo, durante uma entrevista para um
programa de televisão, chamado O Outro Lado
da Lua, apresentado por ocasião do vigésimo
aniversário da chegada da Apolo 11 na Lua. De
acordo com os seus comentários, temos a
seguinte declaração: "... Penso que podemos ser
uma combinação de criaturas que estavam
vivendo aqui na Terra em algum tempo no
passado e que houve uma visita de seres de
alguma parte do Universo, e estas duas espécies
juntaram-se e tiveram descendentes; não estou
convencido completamente de que não sejamos
o resultado dessa união particular ocorrida há
muitos milhares de anos".
Uma das evidências mais interessantes e menos
conhecidas, que poderiam provar algum tipo de
atividade artificial sobre a órbita lunar, é uma
série de vídeos captados pelo técnico e
investigador japonês Yasuo Mizushima, que
também em 1.982 teve a oportunidade de
observar um objeto de formato cilíndrico
sobrevoando a localidade de Chinasaki, no Japão.
A experiência mais importante deste jovem
investigador ocorreu em outubro de 1983,
enquanto observava a Lua com o seu telescópio
Celestron, quando registrou a passagem de cinco
objetos da parte sudeste do satélite, que
apresentavam a forma de grãos de arroz. O
jovem técnico calculou que o diâmetro dos
objetos deveria ser de 400 a 500 metros
aproximadamente. Outros astrônomos amadores
que também presenciaram o evento, como os
Srs. Nakamura e Namashima, ainda registraram
o movimento de outros objetos sobrevoando
diversas direções.
O investigador Yasuo Mizushima possuía dois
telescópios Celestron, dos modelos C-14 e C-8,
sendo que este último apresentava uma câmara
de vídeo acoplada. Com este equipamento,
Mizushima observou umas seis ou sete vezes a
Lua sendo sobrevoada por diversos objetos,
tendo como resultado pelo menos quatro
gravações sobre as crateras Tycho, Platão,
Copérnico e Alphonsus. Os tamanhos e distâncias
variavam e, em alguns casos, registrou apenas o
deslocamento de algumas sombras passando em
meio as crateras, que indicavam a presença de
objetos muito próximos da superfície lunar.
Segundo comenta Yasuo, numa oportunidade
mostrou seus vídeos ao astronauta James Irwin,
quando ele se encontrava em Tóquio para
participar do Congresso Internacional de
Astronáutica. Depois de ver o vídeo, o astronauta
confidenciou a Yasuo que, durante sua
permanência na Lua, havia observado vários
OVNIs. Em 1983, Mizushima publicou um
trabalho no Japão sob o título Outra Alternativa 3,
cujo conteúdo discute os mistérios da Lua, Marte
e Vênus. No texto, o investigador cogita da
possibilidade de existir uma colônia
extraterrestre na Lua e outras em diversos
pontos do nosso sistema solar.
A presença de estranhos objetos na Lua também
foi observada em outros países por diversos
astrônomos, como é o caso registrado no dia 16
de agosto de 1966, do telescópio situado em
North Dakota, nos Estados Unidos, quando, em
plena área de sombra na Lua, os astrônomos
norte-americanos observaram impressionados
uma enorme mancha luminosa, que registraram
fotograficamente. De igual forma, temos o caso
registrado no dia 18 de agosto de 1966 pelo
diretor do Observatório Astronômico de Adhara,
em São Miguel, Buenos Aires, na República
Argentina. Nesse dia, o padre Benito Reyna
escreveu para o investigador Jack Perrin: "...Mais
vale tarde do que nunca. Primeiramente, muito
obrigado pelo seu gentil envio de fotos de OVNIs,
tão interessantes. Depois, solicito as suas
desculpas por escrever-lhe em espanhol e não
em inglês, ou talvez em francês, que você
compreenderia.
Não estranhe que agora lhe responda, pois tenho
muitas ocupações apostólicas por diversos
lugares no interior da República. Em relação ao
seu pedido de uma foto da Lua com OVNIs,
anexo-lhe a obtida no dia 12 de dezembro de
1965. Nessa noite, enquanto obtínhamos algumas
fotos da Lua, de várias partes nos
perguntavam por telefone se percebíamos algo
estranho nela, pois alguns viam passar estranhos
pontos escuros. Ao revelar a sexta foto das
obtidas a cada quatro minutos, registradas com
1/50', apareceu uma frota de OVNIs que a
cruzavam. Perceberá três grandes na atmosfera;
a do centro mostra uma torre superior, enquanto
a maior está distorcida pela atmosfera; além do
mais, em frente ao Mare Pluvium temos outro; na
parte do leste, dois pares e ... fora da borda há
outro, que perceberá se colocar a foto contra a
luz...". Porém os registros argentinos não
acabariam tão facilmente. Novas fotografias de
objetos na Lua seriam obtidas no dia 4 de janeiro
de 1969, pelo Observatório de Adhara, em São
Miguel, desta vez por intermédio do astrônomo
Sr. Francisco Busciglio, que registrou a presença
de objetos estranhos sobrevoando a Lua por
volta da meia-noite.
Todo esse material vai ao encontro das diversas
fotos de objetos na Lua obtidas por George
Adamski durante fins da década de 40 e início da
de 50, assim como de outros astrônomos.
Naquela época, no caso de Adamski, as fotos
foram consideradas uma fraude, assim como as
demais, inclusive até hoje, ainda que objetos de
idênticas características tivessem sido
fotografados ao redor do mundo inúmeras vezes
e até depois de sua morte, como ocorrido no dia
19 de outubro de 1973 em Lima, no Peru, quando
o arquiteto Sr. Hugo Luyo Veiga registrou um
objeto exatamente igual ao fotografado durante
as experiências do contatado norte-americano.
Adamski foi um dos primeiros a apresentar claras
evidências da presença desses objetos
transitando livremente pela Lua, ainda que, hoje,
o seu material continue sendo polêmico para
muitos investigadores. De igual forma, sofre o
mesmo tipo de desconfiança o material obtido
pelas experiências de Billy Meier, na Suíça, e de
Ed Walters, nos Estados Unidos. Embora eles
tenham reunido farto material fotográfico e em
vídeo de suas experiências, assim como
apresentado testemunhas e testemunhos, não
gozam de apoio ou prestígio por parte de
significativo número de investigadores. E isto é
fácil de entender. Como é possível que apenas
um seleto grupo de cidadãos possa ter tal
facilidade de relacionamento com
extraterrestres, se existem centenas de
"grandes" pesquisadores do fenômeno em todo o
mundo que nunca viram nada na sua vida? Por
que estas pessoas seriam privilegiadas em
detrimento daqueles que devotam seu tempo e
vida a este tipo de investigação? Talvez, valeria
refletir até que ponto muitos dos investigadores
do fenômeno são verdadeiramente cientistas no
correto significado da palavra e até que ponto
buscam aproximar-se do fenômeno por meio da
pesquisa na tentativa de "cavarem" a sua própria
experiência? É bem provável que muitos
"investigadores" estejam utilizando as
informações, assim como as testemunhas e
contatados, como degrau imediatamente
superior para realizar a sua própria experiência,
o que pode bem justificar, em muitos casos, o
preconceito existente ou a pressão que alguns
investigados sofrem para produzir e oferecer
provas.
Seja como for, independentemente dos
contatados, das testemunhas, das observações e
da vontade dos investigadores, quem tem a
última palavra são e serão sempre os próprios
extraterrestres. Desta forma, apenas eles
poderão dizer com quem, quando e como.
Enquanto isso, o volume de informações e
evidências existentes não podem ser
desprezados nem subestimados, e muito menos
superestimados, apenas considerados modesta e
responsavelmente.
OVNIs no Espaço
A humanidade, ao longo de milhares de anos,
vem se deparando com intrincados e
desconcertantes fenômenos que colaboraram
para complicar ainda mais a sua já difícil tarefa
de evoluir. A presença de eventos considerados
estranhos passou ao longo dos últimos cem anos
a ter uma explicação fora dos padrões divinos,
miraculosos e extraordinários, para ser apreciada
como eventos relacionados com a presença de
uma tecnologia mais desenvolvida.

Misteriosas
formações
circulares surgidas
em plantações de
cereais no interior
da Inglaterra.

A tudo isso veio se somar as viagens espaciais,
colocando o homem em contato com o Universo
e abrindo uma passagem empolgante e desafiadora,
demonstrando que, além de não estarmos
sós, existem aquelas civilizações que dominam
as viagens espaciais há muito mais tempo que
nós, e isso tem sido constantemente registrado
pelas diversas missões espaciais, tanto de norteamericanos
quanto de soviéticos. Nesse sentido,
foram realizadas centenas de gravações em
vídeo e filme, assim como obtidos centenas de
fotos e registros de diálogos dos astronautas com
o respectivo centro de controle.
Embora toda essa documentação esteja transitando
pelo mundo, a controvérsia permanece
pela constante negativa da Nasa em não divulgar
informações, assim como de alguns dos
astronautas, embora estes estejam cada vez
mais abertos para falar conforme se afastam da
agência espacial. Vale lembrar que graças ao Ato
ou à Ata de Liberdade de Informação (FOIA), cuja
cláusula permite a todo norte-americano obter
acesso a qualquer documentação, mesmo
considerada top-secret (de alto segredo), grande
volume de documentos, muitos deles
censurados, encarregaram se de confirmar o
envolvimento oficial de diversos personagens
importantes da historia, além de órgãos
governamentais e militares, e de diversas
agências de inteligência na investigação do
fenômeno OVNI, demonstrando que o assunto é
sério e de grande importância.
Neste sentido, os registros de diversos
astronautas trouxeram à tona a existência de
grande atividade espacial alienígena, mostrando
que estas entidades dominam perfeitamente o
espaço. Assim mostra o relato de um dos
pioneiros da astronáutica e o último a participar
das missões Mercury, isto é, voar sozinho no
espaço, o astronauta Gordon Cooper.
No dia 15 de maio de 1963, o Major Leroy
Gordon Cooper foi lançado ao espaço numa
apertada cápsula Mercury 9, para uma jornada
de vinte duas órbitas ao redor da Terra. Durante
a órbita final, o Major Cooper relatou à estação
de Muchea, próxima de Perth, na Austrália, que
estava observando um estranho objeto
esverdeado, incandescente, à sua frente, se e
que este se aproximava rapidamente em sua
direção. O objeto de origem desconhecida era
real e sólido, pois fora captado pelo radar da
estação de Muchea. A visão de Cooper foi
reportada pela Companhia Nacional de Rádio,
que cobriu o vôo passo a passo; porém, quando
Cooper retornou, os jornalistas foram informados
de que não receberiam permissão para fazer
perguntas sobre a observação do OVNI. Mas esta
não foi a única experiência do gênero que teve
como astronauta. Quando da sua missão na
Gêmini 5, em 21 de agosto de 1965, junto com o
astronauta Charles P. Conrad Jr., observaram a
presença de vários objetos no espaço.
O Major Cooper acreditava firmemente nos
OVNIs, já que quase uma década antes, em
1.951, avistara um enquanto pilotava um avião
F-86 Sabrejet sobre a Alemanha ocidental. De
acordo com sua descrição, eram objetos
metálicos de formato discoidal, lembrando um
pires, que se encontravam a uma altitude
considerável, dando a perceber que eram
capazes de deixar para trás todos os aviões
norte-americanos de combate.
Vale lembrar que Major Cooper foi o único
astronauta a testemunhar na reunião de
novembro de 1978, ocorrida nas Nações Unidas,
enviando uma carta para ser lida e cujo conteúdo
apresentava o seguinte: "... Eu acredito que
estes veículos extraterrestres e seus tripulantes
visitam nosso planeta a partir de outros
mundos... Muitos astronautas estão relutantes
em discutir sobre os OVNIs... Tive a
oportunidade, em 1951, de observar durante dois
dias muitos deles, de diferentes tamanhos,
voando sobre a Europa em formação de
combate, em geral do Leste para o Ocidente...".
Numa entrevista realizada e gravada por J. L.
Ferrando, o Major Cooper afirmou: "... Por muitos
anos convivi com um segredo, imposto a todos
os especialistas em astronáutica. Agora posso
revelar que a cada dia, nos Estados Unidos,
nossos instrumentos de radar interceptam
objetos de forma e composição desconhecidas. E
há milhares de relatos de testemunhas e uma
quantidade de documentos para prová-los,
porém ninguém quer fazê-lo publicamente. Por
quê? É que as autoridades temem que as
pessoas possam pensar quão horríveis invasores
são esses. Assim, o lema ainda é: evitar o pânico
a qualquer custo. Também testemunhei um
fenômeno extraordinário neste planeta Terra.
Aconteceu há alguns meses na Flórida. Lá eu vi,
com meus próprios olhos, uma área definida
sendo consumida pelas chamas, com quatro
buracos provocados por um objeto voador, que
desceu no meio de um campo. Seres deixaram o
veículo, já que havia outros sinais para prová-lo.
Eles pareciam ter estudado a topografia,
coletando amostras do solo e, finalmente,
retornaram para seu lugar de origem,
desaparecendo com enorme velocidade ... Eu
soube que as autoridades fizeram de tudo para
manter o incidente em sigilo perante a imprensa,
temendo uma reação de pânico por parte do
público".
Numa outra entrevista do Major Cooper,
concedida para Michael Lindemann da CNI News,
encontramos em algumas passagens a seguinte
informação: "Para muitos interessados emUFOs,
Gordon Cooper é uma lenda. Como astronauta
pioneiro da Mercury, ele foi um daqueles norteamericanos
de visão clara, ambiciosos, otimistas,
sinceros, com a coisa certa — como disse Tom
Wolfe —; homens que fizeram o programa
espacial americano ser um sinônimo de sucesso
e orgulho nacional. Porém, ao contrário da
maioria de seus companheiros astronautas,
Gordon Cooper afirmou durante décadas que ele
particularmente acreditava que pelo menos
alguns UFOs são objetos espaciais alienígenas.
Com a ajuda de um amigo comum, encontrei
Gordon Cooper em seu escritório, em Van Nuys,
Califórnia, no dia 8 de fevereiro. Ele não é tão
grande como eu pensava, nem na altura nem no
físico. Em 1968 ele estava careca. Sua marca
ainda é o sorriso, dentes fortes, levemente
estrábico. Tem olhos azuis, atentos. Fala
pausadamente e de maneira concisa.
Simplesmente puxamos algumas cadeiras ao
redor de sua mesa e começamos a falar.
Eu disse que gostei do filme de Denis Quaid
retratando Cooper em Os Eleitos (The Right
Stuff), e perguntei se ele havia gostado. 'Gostei.
Ele fez um bom trabalho', disse Cooper. 'Então
você pensou em si mesmo como um cachorroquente?',
perguntei. 'Sim, acho que sim',
respondeu-me.
Conversamos sobre o programa espacial.
Segundo comentou, subiu na Mercury 9 em 15
de maio de 1963, completando vinte duas órbitas,
um recorde norte-americano na época. Em
agosto de 1965, ele saiu novamente na Gêmini 5
com Charles "Pete" Conrad, permanecendo lá em
cima por oito dias, realizando cento e vinte duas
órbitas, um recorde mundial. Eles estipularam
passar à frente dos soviéticos, pelo menos
simbolicamente. 'Era o momento da transição na
corrida espacial. Já estávamos preparados para a
Lua. Conseguimos. Os soviéticos nunca
conseguiram', afirmou Cooper.
Cooper ia para a Lua, porém, no seu lugar, foi
Alan Shepard, e aí o programa Apolo foi
cancelado. Cooper ia também para Marte. Poucos
norte-americanos sabiam que a Nasa estava
muito adiantada nos planos para uma missão
tripulada em Marte, com aterrissagem
programada para 1.981. Cooper estava previsto
para comandar esta missão. Teria sido uma nave
espacial movida a energia nuclear, montada
durante órbitas ao redor da Terra, depois das
partes terem sido enviadas para o espaço com
uma série de foguetes Saturno 1-B. 'Os motores
nucleares estavam prontos. Muitas das naves
espaciais estavam prontas. Eles estavam ainda
trabalhando, disse ele, E aí o programa foi
cancelado também. Tudo pelo Senador Proxmire,
o pior inimigo que a América jamais teve',
afirmou Cooper.
Eu perguntei sobre seu famoso encontro com um
UFO. Foi na Alemanha, em 1951. Ele e vários
outros pilotos estavam voando jets F86; 'mal
eram aviões supersônicos', ele disse. Quando
olharam para cima, viram o que parecia ser um
amplo grupo de objetos voadores de forma
lenticular dupla, os clássicos pires voadores,
voando em formação. Cooper disse que estes
objetos estavam a uma altitude muito maior do
que o seu avião podia voar, embora não pudesse
precisar o quanto. Também eram mais velozes,
embora também não pudesse dizer o quanto.
Nos próximos dois ou três dias ele e outros
pilotos viram algumas centenas desses objetos.
Cooper disse que realizavam manobras muito
parecidas àquela do seu próprio esquadrão. Ele e
as outras testemunhas encontravam-se de
comum acordo de que estavam presenciando
uma tecnologia que não era humana.
Cooper e seus colegas relataram o que viram a
seus superiores. No devido tempo a explicação
oficial foi: 'cascas de sementes em alto vôo', o
que resultou num grande absurdo.
Porém, Cooper já havia formado sua própria
opinião, ou seja, a de que UFOs representam
visitas de alguma parte, e em tempo hábil tornou
sua posição clara. Escreveu uma carta para as
Nações Unidas em 1978, dizendo: '... acredito
que os UFOS existem e que suas tripulações
visitam este planeta a partir de outros, que são,
obviamente, um pouco mais avançados do que
nós aqui na Terra... sinto que precisamos ter um
programa coordenado de alto nível para coletar e
analisar cientificamente dados de toda a Terra...'.
Em 1.978 Cooper estava convicto de que estes
visitantes extraterrestres eram amigáveis, pelo
menos a maioria. Ele mantém esta posição até
hoje.
Eu lhe disse que a maioria dos pesquisadores
neste campo está convicta de que alguém no
governo sabe muito mais do que diz. E Cooper
concordou.
'Então, como a verdade pode vir à tona?',
perguntei. 'Acho que isso é mais com eles, os
alienígenas', ele disse. 'Parece que eles se
mostram quando, onde e para quem querem. Eu
gostaria que escolhessem pessoas que
realmente desejam encontrá-los, em vez de
alguns pescadores em Pascagoula, Mississipi',
falou, referindo-se ao famoso seqüestro ocorrido
em 1973 com Charles Hickson e Calvin Parker.
'O que há sobre Roswell, por exemplo?',
perguntei.
'Bem, estou certo de que algo foi captado em
Roswell', respondeu Cooper.
Nesse momento perguntei-lhe sobre a existência
de corpos, no que ele respondeu:
'Talvez sim. Porém, creio que havia melhores do
que em Roswell. Conseguimos alguns vivos'.
'Vivos? Alienígenas vivos? Claro que a gente
ouve boatos e histórias fantásticas. Você
realmente sabia que havia alguns alienígenas
vivos?'
'Eu conheci um sujeito que trouxe um', afirmou.
'O quê? Trouxe um? O que significa isso,
exatamente?'
Segundo Cooper, foi nos anos 50, em White
Sands Proving Ground, em meio ao deserto do
Novo México. O amigo de Cooper, chamado
Moser, queja faleceu há alguns anos, era
especialista em foguetes. Moser estava
trabalhando por conta própria num campo de
testes para foguetes, aprontando-se para um
experimento no dia seguinte. Repentinamente,
sem aviso prévio, ouviu uma voz chamar seu
nome. Ele não sabia de onde vinha a voz. Olhou
ao redor e não viu ninguém. A voz repetiu seu
nome e disse: 'Não se preocupe, estou sobre
você, num veículo, a algumas milhas acima'.
Gordon Cooper afirma que a voz pertencia a uma
pessoa que pediu para Moser que providenciasse
algumas informações básicas sobre a Terra e os
humanos, pois precisaria começar a se adaptar à
vida aqui na Terra. Ficou acertado que Moser
levaria livros para o visitante, que os leria numa
velocidade incrível, e que lhe providenciaria
mais. Moser viajou na nave do visitante repetidas
vezes. O visitante parecia humano o suficiente
para andar na rua, porém não estava
acostumado à gravidade da Terra e passou duro
período respirando o nosso ar. Precisou de cinco
anos para se aclimatar às condições do nosso
planeta quando começou a viver na superfície.
Moser permaneceu em estreito contato com ele.
Eu perguntei a Cooper se alguma vez havia
encontrado o visitante, ao que ele respondeu
negativamente. 'Fiz várias tentativas, dei indiretas,
mas Moser nunca nos apresentou',
afirmou. 'Segundo Moser, o visitante teria se
misturado atualmente com a população,
tornando-se um homem de negócios...'.
Como foi possível apreciar ao longo desta
entrevista, algumas informações realmente nos
levam a pensar que as Forças Armadas conhecem
de longa data o fenômeno, e que as
experiências ufológicas são das mais variadas.
Inclusive, que seja muito provável que seres
extraterrestres já estejam convivendo entre nós,
dadas as características físicas de alguns deles.
Da totalidade de informes e experiências com
OVNIs ocorrida com astronautas, os especialistas
convergem em considerar o relato do
comandante da Gêmini 4, James MacDivitt, como
um dos mais interessantes e reveladores. Na
transmissão de MacDivitt para o Cabo Cañaveral,
no dia 4 de junho de 1965, encontramos o
seguinte: "... Acabo de ver alguma coisa aqui em
cima, mas justamente quando me aproximava
para obter uma boa foto, o Sol ficou na frente e o
perdi... Agora estou recebendo as novas
instruções. Mas daqui a pouco vou ver se consigo
encontrar a coisa outra vez. Acho que será difícil
porque se distanciava muito rápido. Parece-me
ter uns braços muito longos que saíam do seu
corpo. Somente a vi durante um minuto, mas
tenho um par de fotos obtidas com uma das
câmeras móveis e com a Hasselblad".
Uma vez em terra firme, o comandante da
Gêmini 4 teve de enfrentar a imprensa.
Reconheceu haver sido o autor das fotografias,
embora não se mostrasse muito seguro do que
havia observado: "... Provavelmente foi algum
tipo de satélite artificial que não consegui
identificar no momento", explicou. Segundo os
ufólogos, pelo menos as declarações de McDivitt
apontavam claramente para a correta definição
de um UFO ou OVNI, e isso já era suficiente para
promover grande entusiasmo nesse meio.
Depois, o astronauta passou a negar as
afirmações. O divulgador científico da Nasa, Sr.
James Oberg, declarou que após detalhada
análise das fotos, estas resultaram ser apenas o
simples reflexo da janela da cápsula. O
astronauta rejeitou a interpretação de Oberg,
mas não se pronunciou em favor de qualquer
outra hipótese: "... Não sei o que era aquilo, mas
duvido muito que exista alguém no mundo que
possa sabê-lo".
Segundo o Dr. Alien Hynek, eminente astrônomo
e, naquela época, diretor do Centro de Estudos
de UFOs, um dos poucos documentos
fotográficos para os quais a Nasa não conseguiu
achar qualquer explicação convincente foi aquele
obtido pelos tripulantes da missão Apolo 11 no
dia 16 de julho de 1969, pouco antes de descer
na superfície lunar. Nessa oportunidade, o
comandante da missão Neil A. Armstrong e os
astronautas Edwin E. Aldrin e Michael Collins
teriam observado um objeto cilíndrico que,
conforme a mudança de ângulo, variava a sua
forma e definição. Vale destacar que os
astronautas pensaram, em princípio, que o
comentado objeto fosse apenas algum tipo de
fragmento ou parte de alguma missão anterior,
ou até parte de um foguete Saturno 5, razão por
que solicitaram a Houston uma confirmação. A
base teria informado que o objeto estava longe
demais para ser observado à simples vista pelos
astronautas, além de encontrar-se em outra
posição. Por outro lado, a tripulação da Apolo 11
insistia em afirmar estar assistindo a um
espetáculo incrível, bem na frente de seus
narizes, exatamente entre a sua nave e a Lua.
Inclusive, Armstrong observou o fenômeno
através de binóculos, comentando que a forma
do objeto era parecida a um "L", como "um livro
aberto". A sua vez, Collins mencionou que
pareciam "cilindros ocos conectados entre si".
Em sua transmissão para a base, acrescentou:
"Isto é realmente sobrenatural". Ainda que a
Nasa negasse qualquer relação extraterrestre
com o evento, ou simplesmente informasse que
os astronautas "confundiram-se com um dos
estágios do Saturno 5", os especialistas da
investigação ufológica estavam convictos de que
algo ocorrera na Lua.
Difícil acreditar que homens como os
astronautas, pilotos experientes e treinados
arduamente para missões espaciais, tivessem
confundido suas observações. O Sr. James Oberg
também procurou desmistificar o episódio,
afirmando que: "... uma das conversas por rádio
que costumam publicar livros e revistas
ufológicas é uma fraude, e, no caso da suposta
presença de objetos não-identificados vistos na
Lua, tem como único ponto de apoio uma
seqüência fotográfica trucada numa revista
japonesa".
Mesmo que as contradições ou respostas nos
levem a pensar em manobras e estratégias de
abafamento ou da existência de uma
conspiração, não é a Nasa o alvo principal do
público voltado à investigação ufológica. Ao
contrário do que se imagina, a Nasa é acusada
de manter uma posição dúbia e ambígua,
colocando sempre uma mensagem ou
informação de duplo sentido, o que não ocorre
com a atitude mantida pela Agência Central de
Inteligência (CIA) e pela Agência Nacional de
Segurança (NSA), que realmente ocultam
informações ou as deturpam. Os que apontam
essa ambigüidade por parte da Nasa enfatizam
que a agência espacial divulga material em que
aparecem estranhos objetos registrados,
enquanto, por outro lado, a agência e seus
integrantes, incluindo os astronautas, negam
categoricamente qualquer relação com o
fenômeno extraterrestre. E isso parece mais
nítido pela própria postura do astronauta Gordon
Cooper, que não somente defende o assunto
como também dá fé de ter observado vários
objetos, porém, sem jamais confirmar suas
observações no espaço em 1.963 e em 1.965
quando a serviço da Nasa.
Segundo Oberg: "... Tudo o que nossos
astronautas fotografaram no espaço está à
disposição de quem o requeira". E esta postura
por parte da Nasa, de mostrar a quem quiser
todo o material obtido, coloca por terra a
pretensão de acreditar que exista algo similar a
uma política de encobrimento por parte da
agência espacial. Mas a realidade não é bem
assim.
Sobre o exposto, vale relembrar que, por volta
dos anos 70, o escritório central da agência
espacial em Houston, Texas, recebia milhares de
cartas de jovens reclamando informação
confiável sobre os OVNIs, assim como numerosos
chamados telefônicos de gente irritada pela falta
de interesse que demonstrava a agência em
divulgar sua postura oficial sobre o assunto.
Como única resposta, a Nasa limitava-se a
remeter aos solicitantes mais insistentes uma
carta-modelo, em que explicava que em suas
dependências não havia qualquer tipo de
atividade de investigação sobre o assunto, o que
foi interpretado como tentativa de eximir-se de
responsabilidades. Atualmente, é sabido que,
apesar dos contínuos desmentidos, a agência
espacial vem intervindo no estudo de alguns
casos importantes, sobretudo dos vinculados à
CIA. Documentos liberados, graças ao Ato de
Liberdade de Informação, provaram que técnicos
da Nasa participaram da busca de um suposto
OVNI, sinistrado numa área nas redondezas da
cidade de Bermejo, na Bolívia, próxima à
fronteira argentina, em 15 de maio de 1.978.
Nessa oportunidade, comprovou-se que um
objeto de origem desconhecida havia colidido
numa das ladeiras do Cerro Bravo, segundo
aponta um documento assinado pelo embaixador
norte-americano em La Paz, obtido pelos
investigadores Lawrence Fawcett e Barry
Greenwood, autores do livro Clear Intent.
Diversas iniciativas, como a liderada pelo grupo
norte-americano Cidadãos Contra o
Silenciamento OVNI (CAUS), conseguiram obter,
por meio do Ato de Liberdade de Informação
(FOIA), grande volume de documentos. Nestes,
ficou constatada a existência de relatórios em
que certos casos foram ventilados de forma
pouco comprometedora ou que foram
disponibilizados apenas com a evidente
finalidade de atenuar a ansiedade popular em
relação ao assunto. Noutros, o trâmite para a sua
liberação transformou-se em verdadeiras
batalhas legais, em que se comprovou que o
aparente desinteresse pelo assunto não era tão
desinteressado assim, permitindo identificar que,
em diversas épocas, existiram várias dezenas de
subcomissões que permaneceram ocultas do conhecimento
público, trabalhando completamente
voltadas para o esclarecimento do fenômeno
OVNI.
A polêmica estruturada em relação à conduta da
Nasa aumenta ainda mais a desconfiança por
parte dos investigadores e dos mais devotados
curiosos do assunto. Estaria a Nasa alimentando
a ansiedade pública com pseudo-verdades? Até
que ponto poderíamos confiar no relato dos
próprios astronautas?
Embora o Dr. Allen Hynek, após uma visita às
dependências da Nasa em Houston, em julho de
1976, tivesse comentado que nenhuma
observação realizada em vôos espaciais merecia
plena confiança, temos que o Dr. Franklin Roach,
um dos principais assessores da famosa
comissão geradora do relatório Condon, que
acabou por encerrar a investigação oficial do
fenômeno, assinalou, no capítulo 6 do relatório, o
seguinte: "... as observações dos astronautas
continuam sendo um desafio para quem as
analisa".
Seja como for, alguma coisa de estranho está,
realmente, acontecendo, e a única forma de
saber exatamente o quê não dependerá dos
organismos oficiais nem das entidades de
investigação ou dos próprios ufólogos, mas do
momento em que o próprio fenômeno nos
envolver e viermos ser, todos nós, testemunhas
e vítimas.
Os Astronautas e os OVNIs
Milhares de anos transcorreram desde que o homem
abandonou as cavernas e passou a peregrinar
pela vasta Terra, dando início a fantásticas
civilizações que, até hoje, impressionam pela sua
beleza, engenhosidade e sofisticação. De igual
forma, há milhares de anos estranhos fenômenos
acompanham o desenrolar desta humanidade,
aparentemente às vezes, observando ou
intervindo em outras, conforme parece ser a sua
vontade. Nesse longo período, estranhos
encontros macularam a já turbulenta evolução
humana, sugerindo a possível presença de algum
plano ou processo de investigação articulado por
entidades de origem desconhecida. Como que
obedecendo a um processo silencioso e
misterioso, testemunhas e relatos vêm sendo
arregimentados por todos os cantos deste
pequeno planeta com a nítida pretensão de
tornar a sua presença algo comum e aceitável.
Durante todo esse tempo, pessoas de todos os
níveis sociais, culturais, doutrinários, raciais, profissionais
e etários, em todas as épocas, foram
transformadas em importantes observadores de
uma presença não-humana, resultando referenciais
de pesquisa e elementos de análise. Porém,
ao longo do nosso avanço tecnológico, peritos,
técnicos, cientistas e diversos tipos de militares
foram forçadamente engajados neste grupo,
transformando-se em fundamentais elementos
de investigação, dado o seu grau de
comprometimento em relação às suas
responsabilidades profissionais. E neste mar de
estranhos eventos, objetos luminosos de mágicos
movimentos também foram observados no
espaço afora, encontrando por testemunhas
tanto astronautas soviéticos quanto norteamericanos,
e deixando atordoados técnicos e
dentistas que os acompanhavam nos centros de
controle.
Desde que as agências espaciais deram início à
grande corrida pela conquista do espaço,
lançando o primeiro satélite Sputnik 1 em 4 de
outubro de 1957, o Universo abriu enorme janela
para as possibilidades de uma compreensão
maior da dimensão do vasto espaço que nos cerca,
assim como da origem da vida em nosso
planeta. As expectativas em torno desse novo
campo de exploração e investigação eram de poder
obter grande número de respostas a respeito
da antigüidade do nosso sistema solar e, é claro,
das condições que permitiram dar origem à vida
em nosso mundo, e se é possível isso ocorrer
também em outros lugares do Universo. Porém, o
mais interessante de tudo isso foi que,
infelizmente, toda essa atividade científica
acabou gerando muito mais questões que
respostas. E, ao que parece, a tendência é
continuar.
A presença de outras entidades inteligentes no
espaço não demorou para ser identificada pelos
cientistas, logo após o início da atividade
espacial humana. Os registros nesse sentido
apontaram para um acompanhamento
sistemático de nossas experiências, identificando
quase sempre mais alguém lá em cima. Como o
caso ocorrido depois do lançamento da cápsula
espacial soviética Sputnik 2, no dia 3 de
novembro de 1.957, levando em seu interior a
cadela de nome Laika. Ironicamente, a cadela foi
o primeiro ser terrestre no espaço e,
infelizmente, a primeira vida terrestre a morrer
ao acabar o oxigênio da cápsula, reentrando na
nossa atmosfera somente em abril de 1.958.
Fora o cruel resultado, temos que a experiência
permitiu que alguns astrônomos, que acompanharam
o percurso da cápsula no espaço e
realizaram as respectivas análises fotográficas,
atentaram para a presença de um segundo
objeto, que não pôde ser identificado.
Alguns anos mais tarde, a primeira missão
espacial tripulada, a soviética Vostok 1, lançada
em 12 de abril de 1961, que transformou o
Coronel Yuri Alekseyevich Gagarin o primeiro
homem no espaço a completar uma órbita em
89,1 minutos, foi também a primeira experiência
humana a defrontar-se com algo estranho fora
da Terra. Pouco antes do seu reingresso na
atmosfera e de ser resgatada nas proximidades
de Smelovka, relatou-se ter observado alguma
coisa brilhante próxima da cápsula. Alguns
meses depois, seu companheiro, o astronauta
Coronel-General German Stepanovich Titov,
lançado em 7 de agosto de 1961 na Vostok 2 e
que completou dezessete voltas e meia ao redor
da Terra em vinte cinco horas, também relataria
uma experiência similar, mas com a diferença de
haver realizado um registro fotográfico do
evento. E isso não se daria apenas com os
soviéticos.
Após o lançamento de cinco cápsulas Mercury
não tripuladas e uma sexta com um macaco
(29/7/1960, 19/12/1960, 31/1/1961, 21/2/ 1961,
24/3/1961 e 25/4/1961), tendo várias delas
falhado e explodido antes de entrar em órbita, os
norte-americanos conseguiram colocar o
primeiro astronauta no espaço no dia 5 de maio
de 1961, menos de um mês depois dos
soviéticos. A missão, sob comando de Alan
Bartlett Shepard Jr. daria início a uma lenda
sobre a coragem destes homens que, mesmo
sabendo da falta do preparo técnico dos
foguetes, enfrentaram corajosamente o desafio
da corrida espacial.
Dentro desse espírito, a terceira missão espacial
norte-americana tripulada por humanos levou ao
espaço a cápsula Mercury 6, no dia 20 de
fevereiro de 1962, sob o comando do Tenente-
Coronel John Herschel Glenn Jr., que após realizar
a terceira órbita informou à base australiana de
Woomera a observação de estranhos objetos
luminosos circundando sua cápsula. Esta
passagem ficou dissimulada no filme The Right
Stuff (Os Eleitos), quando o ator Dennis Quaid
observa uma série de pequenas luzes pela
escotilha, dando a entender que eram faíscas da
ionização atmosférica produzidas pelo ingresso
na atmosfera.
Porém, não somente no espaço as observações
persistiam impactando as agências
governamentais e os organismos militares.
Muitos militares foram acompanhados por
estranhos objetos em diversos tipos de missões
ou experiências de caráter militar ou
aeronáutico.
No dia 11 de maio de 1962, o piloto da Nasa,
Joseph A. Walker revelou que uma de suas
tarefas, como militar, era detectar UFOs durante
seus vôos com o famoso X-15, um avião de
propulsão a jato. Numa dessas oportunidades,
em abril daquele mesmo ano, ele teria consegui-
do filmar cinco ou seis estranhos objetos durante
um vôo a cinqüenta milhas de altitude, o que
naquela época era um recorde. Segundo Walker,
era a segunda vez que filmava UFOs em pleno
vôo. Durante uma palestra por ocasião da
Segunda Conferência Nacional de Uso Pacífico de
Recursos Espaciais, ocorrida na cidade de
Seattle, Washington, Walker afirmou: "... Não
quero fazer especulações sobre eles (UFOs).
Tudo o que sei é o que apareceu no filme, que foi
revelado após o vôo...". Até aquele momento,
nenhum dos filmes realizados pelo piloto havia
sido liberado para o público.
No mesmo período, o também piloto do projeto
X-15 Major Robert White relatou a observação de
um UFO durante um vôo realizado a cinqüenta e
oito milhas de altitude, ocorrido no dia 17 de
julho do mesmo ano (1962), ou seja, apenas dois
meses depois de Walker. Numa entrevista para o
jornal The Time, o major comentou: "... Não
tenho idéia do que possa ser. Era acinzentado, a
uns trinta ou quarenta pés de distância... Há
coisas por aqui! Realmente há!...".
Enquanto isso, os astronautas continuavam
sendo acompanhados no espaço. Passados três
meses da missão de John H. Glenn, o quarto
astronauta norte-americano foi lançado ao
espaço num foguete Atlas, no dia 24 de maio de
1962, na cápsula espacial Mercury 7. O jovem
Tenente-Comandante da Marinha Malcolm Scott
Carpenter, sob o codinome Aurora 7, foi o
segundo norte-americano a realizar um vôo
orbital. Durante a realização de três órbitas ao
redor da Terra, Carpenter observou a presença
de um objeto muito luminoso que se destacava
no espaço, do qual realizou algumas fotos.
Segundo consta, os radares de Cabo Cañaveral
registraram a presença do objeto, não indicando
tratar-se de qualquer satélite ou fragmento de
algum foguete. Curiosamente, a cápsula Mercury
7, perfeitamente posicionada para ingressar na
atmosfera, acabou caindo a duzentos e
cinqüenta milhas fora do local demarcado para o
resgate, provocando uma dramática busca de
trinta e nove minutos até a sua localização.
Segundo a Nasa, o desvio teria sido ocasionado
por um defeito no sistema automático de
controle de altitude, provocando o desvio em
direção ao sudoeste. Das fotos obtidas por
Carpenter, apenas uma delas chegou ao
conhecimento público, apresentando a imagem
de um objeto de forma quase cilíndrica e
brilhante, tendo aparentemente um segundo
objeto saindo do seu interior.
Alguns meses depois, a missão soviética Vostok
3, ainda orbitando no espaço com o astronauta
Major Andrian G. Nikolayev, recebeu a
companhia da missão Vostok 4, lançada ao
espaço em 12 de agosto de 1962 com o
astronauta Pavel Popovich. A Vostok 3 completou
sessenta e quatro órbitas, enquanto a Vostok 4,
apenas quarenta e oito, quando ambas iniciaram
o seu ingresso na atmosfera. Pouco antes de
retornar, o astronauta Pavel Popovich reportou
ao centro de controle soviético a presença de um
grupo de objetos ou partículas luminosas
próximas de sua cápsula. De igual forma,
semanas depois, o astronauta Tenente-
Comandante Walter M. Schirra, pilotando a
cápsula Mercury 8, lançada em 3 de outubro de
1962, enfrentaria o mesmo fenômeno no espaço,
chamando os objetos observados pela primeira
vez pelo código de "Papai Noel existe", utilizado
mais tarde pela tripulação da Apolo 8. Durante a
sua observação, Walter Schirra comunicou ao
centro espacial o seguinte: "... Por favor, saibam
que Papai Noel existe e está aqui...".
Quase meio ano depois, em 15 de maio de 1963
o Major Leroy Gordon Cooper, a bordo da cápsula
Mercury 9, cumprindo a última missão do projeto
Mercury, durante a órbita final, relatou à estação
de Muchea, próxima de Perth, na Austrália, estar
observando estranho objeto esverdeado à sua
frente, o qual rapidamente se aproximava em
sua direção. O objeto, de origem desconhecida,
fora captado pelo radar da estação de Muchea.
Simultaneamente, técnicos da Nasa detectaram
sinais de uma misteriosa e aterradora voz
metálica, numa linguagem indecifrável. Este
acontecimento encontra-se melhor decrito na
página 177.
Um mês depois, foi lançado o astronauta
soviético Valeri Bykovsky na missão Vostok 5, no
dia 14 de junho do mesmo ano, com o objetivo
de aguardar o lançamento da Vostok 6, com a
primeira mulher astronauta, a famosa Valentina
Tereshkova. Porém, um atraso por defeitos no
equipamento obrigou o lançamento da Vostok 6
a se realizar somente no dia 16 de junho. Após
completar quarenta e oito órbitas, Tereshkova
retornou à Terra, enquanto Bykovsky somente
retornou depois de completadas oitenta e uma
órbitas. Durante a estada de ambos os
astronautas no espaço, tanto Tereshkova como
Bykovsky reportaram ao Centro Espacial soviético
a presença de objetos luminosos, que
acompanharam suas cápsulas a curta distância,
proporcionando-lhe detalhada descrição. Em
certo momento, Tereshkova pensou tratar-se da
Vostok 5, quando da primeira observação,
solicitando por rádio insistentemente que seu
colega alterasse o rumo de sua espaçonave com
medo de enfrentar uma colisão, mas Bykovsky
estava a mais de cinco mil metros do local.
As experiências dos soviéticos com estranhos
objetos no espaço não acabariam por aqui, pois
logo depois, quando do lançamento da missão
Voskhod 1, em 12 de outubro de 1964, uma nova
forma de aproximação estaria se iniciando. Nesta
missão, três homens foram colocados de uma
única vez no espaço, os astronautas Vladimir
Komarov, Konstantin Feoktistov e Bóris Yegorov,
que após dezesseis órbitas retornaram para a
Terra. Segundo consta, os astronautas
perceberam e observaram a presença de um
objeto não-identificado que os acompanhou
durante o seu ingresso na atmosfera, evento
este testemunhado pelos três tripulantes. Pouco
depois, os astronautas Pavel Belyayev e Alexei
Leonov foram lançados na missão Voskhod 2, no
dia 19 de março de 1965. Esta missão seria a
primeira em que um ser humano flutuaria livre
pelo espaço, cabendo ao astronauta Leonov a
honra de tal façanha. Porém, após a primeira
tentativa em que Leonov flutuava preso apenas
por um cabo, tornando-se o primeiro homem a
caminhar no espaço, um problema impediu que a
cápsula retornasse após a órbita dezesseis,
forçando-o a ingressar na cápsula depois de
completar a órbita dezessete. Na primeira
tentativa, os foguetes de freio não funcionaram
de forma automática, tendo então de ser
acionados de forma manual, porém sem muita
potência, transformando a cápsula numa bola de
fogo, a ponto de derreter a antena de rádio. Os
astronautas caíram, sem sofrer qualquer dano,
próximo das montanhas Urais, numa região bastante
fria. Em uma reunião de imprensa
celebrada posteriormente em Moscou, à qual
somente concorreram jornalistas locais, os
astronautas revelaram que, momentos antes de
inexplicavelmente abandonarem a sua órbita,
encontraram um misterioso objeto discoidal,
totalmente desconhecido no espaço, que voava a
grande velocidade.
A essa altura, os norte-americanos já haviam
iniciado as experiências com o projeto Gêmini
desde o dia 8 de abril de 1964, quando do
lançamento da primeira cápsula não-tripulada,
seguida pela Gêmini 2 em 19 de janeiro de 1965.
Depois, seguiram-se as missões Gêmini 3, com
os astronautas Virgil I. Grissom e John W. Young,
em 23 de março, e a famosa Gêmini 4, com os
astronautas James McDivitt e Edward H. White,
em 3 de junho de 1965.
A missão Gêmini 4, lançada pelo foguete Titan 2,
objetivava realizar a mesma façanha perpetrada
pelo soviético Leonov, isto é, White flutuaria no
espaço por aproximadamente vinte e um
minutos, apenas ligado à cápsula por um cabo de
sete metros. Após concluir sessenta e duas
órbitas, a missão estaria concluída, retornando
para a Terra. Porém, as condições encontradas
no espaço não foram tão calmas assim.
Depois de quase vinte e quatro horas do
lançamento e sobrevoando o Havaí, o astronauta
White informou a observação de um objeto
cilíndrico no espaço com elementos estendidos,
aparentando ser algum tipo de antena, que
McDivitt passou a fotografar e filmar
repetidamente. A seguir, o objeto em questão
passou a se aproximar, assustando os
astronautas, que pensaram na possibilidade de
uma colisão. Na transmissão de rádio entre
White e o centro de operações de Cabo
Canaveral temos o seguinte texto:
— White: "... Havaí...".
— Controle: "... Gêmini 4, Guymas Cabo
Canaveral...".
— White: "... Adiante, Guymas, Gêmini 4...".
— Controle: "... De acordo, temos vocês verde.
Como estão as coisas aí em cima?...".
— White: "... Bem. Acabo de ver algo a mais aqui
em cima comigo, mas justamente quando me
aproximava para obter uma boa foto o Sol se
colocou na frente e o perdi...".
— Controle: "... De acordo. Temos algumas
mudanças de vôo para você. Quer estar alerta
para copiá-los?...".
— White: "... Sim, estou atento e vou ver se
posso encontrar a coisa outra vez...".
— Controle: "... Há grande número tempestades
ao redor neste momento. Os relâmpagos estão
iluminando o interior da nave espacial...".
— White: "... Conforme. Adiante. Não parece que
voltarei a vê-lo outra vez...".
— Controle: "... Isso é certeza? Ainda estão
buscando essa coisa aí em cima?...".
— White: "... Não. Eu a perdi. Parecia que tinha
uns braços grandes que saíam do seu corpo.
Somente a vi por um minuto. Tenho um par de
fotos, uma obtida com a câmera manual, e a
outra, com a Hasselblad, mas me levava o fluxo
e antes que tivesse obtido o controle fui levado e
o perdi...".
— Controle: "... Bem feito...".
Passado o susto, os astronautas voltariam a ter
um novo encontro, mas desta vez com dois
objetos voando em formação sobre as regiões do
Paquistão e da China, realizando também
algumas fotos.
Finalmente, após White tomar-se o segundo
homem a caminhar no espaço, os astronautas
retornaram para a Terra; os filmes foram levados
junto com todo o material do porta-aviões para o
Centro Espacial, demorando quatro dias para que
McDivitt pudesse examinar as fotos reveladas.
Enquanto isso, o analista de fotos da Nasa já
havia encaminhado para divulgação três a quatro
fotos, porém McDivitt negou que elas
correspondessem ao que ele havia registrado e
visto. Quando conseguiu examinar pessoalmente
o material, Mc Divitt confirmou que o objeto
registrado realmente era o mesmo visto no
espaço, se bem que a qualidade da imagem
assim como da ampliação não permitiam apreciar
o objeto com boa definição, apenas de forma
difusa.
Numa posterior entrevista com McDivitt, no dia 3
de outubro de 1967 e realizada pelo investigador
sueco Gosta Rehn, temos a seguinte conclusão:
"... O astronauta viu um objeto cilíndrico com
uma prolongação que parecia uma antena. Seu
aspecto lembrava um pouco o segundo estágio
do foguete Titan. Não foi possível estabelecer
suas proporções, mas apresentava uma
superfície angular, isto é, que visualmente não se
parecia como uma forma circular. Em plena luz, o
objeto era branco e prateado. No momento, a
cápsula espacial navegava em vôo livre sobre
algum ponto do oceano Pacífico.
McDivitt obteve algumas fotos num filme preto-ebranco.
A impressão era de que o objeto não
avançava em linha paralela à Gêmini, mas que
se lhe aproximava, encontrando-se bastante
próximo. Os astronautas reagiram para evitar a
colisão. O objeto desapareceu da vista quando o
Sol deu em cheio na escotilha. McDivitt procurou
localizar novamente o objeto, alterando a
posição da cápsula, para que o Sol não os
cegasse com seu reflexo, mas não conseguiu.
McDivitt comentou mais tarde que,
provavelmente, o objeto era um satélite nãotripulado.
Por sua vez, o departamento
aeroespacial investigou sobre a posição dos
diferentes satélites no espaço, chegando à
conclusão de que poderia se tratar do satélite
Pegasus 2, que no momento das fotos
encontrava-se a 1.900 km da Gêmini. Diante
disso, McDivitt ficou inconformado com a
interpretação. Nesse sentido, o cientista Dr.
Franklin Roach, também curioso em relação ao
incidente, elaborou um quadro comparativo em
que relacionava todos os satélites, incluindo o
Pegasus 2, e fragmentos de satélites,
especificando distâncias e tempos. O Dr. Roach
concluiu que o Pegasus 2 era demasiado
pequeno para que tivesse sido fotografado e
filmado pelos astronautas, além do que, pelas
descrições de McDivitt, o misterioso objeto teria
passado a menos de 37 km da cápsula. Isto
desconsideraria de imediato o satélite, pois ele
estava bem mais longe.
Numa entrevista posterior, McDivitt afirmou: "...
Eu vi nada menos que um satélite a grande
altitude... Parecia uma dessas estrelas que se
percebem da Terra e que vemos passar
fugazmente a enormes distâncias. Quando
percebi, tínhamos o satélite quase em cima de
nós. Parecia que se deslocava da esquerda para
a direita..., como se retornasse para o oeste, o
que induz a supor que seguia uma trajetória sulnorte...".
Mais adiante, o Dr. Roach indicou que o incidente
deveria ser considerado na classificação dos
casos dúbios, pois mesmo que os astronautas
tivessem chamado o objeto fotografado de
satélite pela sua trajetória mais elevada e polar,
ele apresentava todas as características de um
objeto fora dos padrões de um satélite. Mas
essas não foram as únicas observações de
estranhos objetos realizadas pelos astronautas
da Gêmini 4. De acordo com a agência de
notícias Associated Press, McDivitt e White
informaram também a observação de outros
misteriosos objetos luminosos ao sobrevoar a
China e a Ásia Oriental. Nesse sentido, McDivitt
afirmou: "... Não sei o que eram e duvido muito
que exista alguém no mundo que possa sabêlo...".
Dois meses passados da experiência dos
astronautas da Gêmini 4, em 21 de agosto de
1965, uma nova missão norte-americana
retornou para o espaço no foguete Titan 2. A
Gêmini 5, com os astronautas Leroy Gordon
Cooper Jr. e Charles P. Conrad Jr., tinha como
missão simular as manobras para um encontro
espacial com outra cápsula Gêmini; esse
encontro ocorreria com as missões posteriores
Gêmini 6 e 7. Porém, uma pane no controle de
combustível fez abortar a missão, passando as
cápsulas apenas a realizar belíssimas filmagens
da Terra vista do espaço, gerando dados que
propiciaram o desenvolvimento futuro de projetos
de rastreamento e espionagem militar
espacial. Após quebrar o recorde de permanência
no espaço, com 7,96 dias, e de realizar cento e
vinte e oito órbitas, os astronautas retornaram
para a Terra no dia 29. Mas, além da pane nos
instrumentos, no dia 24 de agosto a Gêmini 5
também observara a presença de três estranhos
objetos quando sobrevoava a Austrália, a China e
a Ásia Oriental, registrando fotograficamente um
desses objetos na região do Himalaia.
Mais tarde, quando os astronautas retornaram, a
Nasa realizou uma reunião confidencial com eles,
pois parte da conversa mantida entre Houston e
a tripulação da Gêmini 5 havia conseguido vazar,
apesar dos esforços do serviço de inteligência.
Pelo conteúdo das fitas gravadas, o encontro dos
astronautas com os estranhos objetos teria
ocorrido nos dias 21 e 24 de agosto, segundo
algumas fontes. E de acordo com as
transmissões de rádio, temos o seguinte diálogo:
— Dr. Chistopher Kraft: "... Garotos, alguma
coisa voa junto com vocês?...".
— Gêmini 5: "... Aguarde... Negativo, por que
perguntam?...".
— Dr. Chistopher Kraft: "... Temos uma imagem
no radar...Trata-se de um objeto espacial
tripulado, juntamente com vocês e a umas duas
a dez mil jardas de distância...".
Este primeiro objeto foi detectado apenas por
Houston, mas Cabo Canaveral continuava as
buscas ao objeto, até que a cápsula passou além
da curvatura da Terra próxima da Ilha de
Ascensão, a última estação de rastreamento e
contato. A próxima seria em Cornarvon, na Austrália.
Foi aí que o estranho objeto voltou a
aparecer, da mesma forma que havia ocorrido
com a Gêmini 4. Nesse momento as
transmissões de rádio registraram o seguinte:
— Houston: "... Gêmini 5, Gêmini 5. Aqui
Houston...".
— Gêmini 5: "... Houston, Gêmini 5...".
— Houston: "... Conforme Gêmini 5. Aqui
Houston. Alertamos que temos detectado outro
objeto que tripulava junto com vocês enquanto
sobrevoavam os Estados Unidos. A distância era
de umas duas a dez mil jardas da cápsula.
Podem olhar e ver se o localizam? Infelizmente
não podemos dar a direção em que devem
olhar...".
— Gêmini 5: "... A que hora é isso?...".
— Houston: "... O que você disse? Que tamanho
ou que hora?...".
— Gêmini 5: "... Hora...".
— Houston: "... Bom, parece estar com vocês. E
dessa forma que o estamos detectando.
Justamente ao seu lado...".
-— Gêmini 5: "... Conforme...".
— Houston: "... Vamos perdê-los dentro de pouco
aqui; assim que perceberem algo, porque não o
deixam registrado na próxima estação?...".
— Gêmini 5: "... De acordo...".
— Houston: "... O retorno de radar era
aproximadamente o mesmo que o de vocês, pelo
menos em magnitude...".
— Gêmini 5: "... Conforme...".
A imprensa desabou sobre os astronautas da
Gêmini 5, buscando a confirmação de suas
observações no espaço. Porém, a Nasa censurou
totalmente os comentários dos astronautas,
negando qualquer possibilidade extraterrestre.
Mas a grande aventura espacial e a presença de
estranhos objetos sulcando a estratosfera
terrestre não acabaria tão cedo.
Quatro meses depois, os norte-americanos
dariam início a uma nova missão Gêmini,
procurando o tão anunciado encontro de duas
cápsulas no espaço. Assim, no dia 15 de
dezembro de 1965, era lançada a missão Gêmini
6, com os astronautas Walter Shirra e Tom
Stafford, para encontrar-se no espaço com a
Gêmini 7, lançada em 4 de dezembro, com os
astronautas Frank Borman e James Lovell. Um
defeito na missão Gêmini 6 havia atrasado o seu
lançamento do dia 25 de novembro para o dia 15
de dezembro, permitindo que a Gêmini 7 subisse
antes que ela. Porém, a sorte não estava do seu
lado. Logo depois de subir, a Gêmini 6 teve de
retornar, permanecendo no espaço por apenas
um único dia. Porém, a Gêmini 7 permaneceu por
13,78 dias, ou trezentas e trinta horas, no
espaço, estabelecendo um novo recorde,
retomando para a Terra apenas no dia 18 de
dezembro. Embora o acompanhamento de
ambas as cápsulas ocorresse no espaço, a
missão não pôde continuar, forçando o aborto do
experimento.
Desta forma, a Gêmini 7 acabou permanecendo
mais tempo no espaço, razão por que registrou a
passagem de vários objetos em diversos
momentos da missão, inclusive quando realizava
a aproximação com a Gêmini 6. Esta foi uma das
missões com farto material divulgado de
estranhos objetos registrados no espaço, em que
constam objetos luminosos fotografados a 297
mil metros de altitude e diversos outros voando
em formação a dois. Além do mais, as
transmissões de rádio entre os astronautas e
Cabo Canaveral apontaram perfeitamente o que
ocorreu durante as manobras:
— Gêmini 7: "... Espantalho às 10 horas...".
— Houston: "... Aqui Houston... Fale novamente
7...".
— Gêmini 7: "... Garotos, temos um espantalho
na direção 10 horas, mas um pouco mais em
cima...".
— Houston: "... Pode ser algum dos estágios do
foguete impulsor Titan 2...".
— Gêmini 7: "... Este é um objeto identificado!...
Não é o foguete impulsor!... Sabemos onde está
o foguete!... Que fazemos?...".
Diante desta resposta, os controladores de vôo
apenas se mantiveram em silêncio. Após o
incidente, a Nasa preferiu não divulgar nada,
permanecendo tudo registrado na fita magnética
número 43, correspondente à missão Gêmini 7.
No informe secreto da Nasa sobre o evento,
Houston apontou a possibilidade de que os
astronautas tivessem confundido os objetos com
uma peça da cápsula, supostamente o
sobrealimentador. Porém, tanto Lovell como
Borman foram enfáticos em afirmar ao controle
de terra que esta peça se encontrava em foco ao
mesmo tempo que os OVNIS.
No dia 3 de junho de 1966 foi lançada a missão
Gêmini 9, com os astronautas Thomas P. Stafford
e Eugene A. Cernan. Esta missão foi a
continuação da Gêmini 8, lançada em 16 de
março, porém com atraso de quase um mês (17
de maio) por falha do equipamento. Em seu interior
se encontravam os astronautas Neil
Armstrong e David R. Scott, mas dela não
existem registros de qualquer incidente
ufológico. Sumamente curioso é o fato de que
tanto a Gêmini 8 quanto a Gêmini 9 quase
fracassaram completamente em suas missões.
No caso da Gêmini 8, seus astronautas
enfrentaram graves problemas no espaço para
conseguir acoplar sua cápsula a um foguete
Agena, lançado uma hora antes; mas ao ser
disparado um dos pequenos foguetes de
manobra, as duas naves começaram a girar no
espaço sem qualquer freio, de forma
assustadora. Numa incrível e rápida atitude, o astronauta
Armstrong desligou o foguete,
conseguindo assim eliminar o perigo, porém
obrigando a abortar a missão pela terrível perda
de combustível. Após concluir seis órbitas e
meia, isto é, 10 horas, 41 minutos e 26 segundos
da missão, a Gêmini 8 retomou para a Terra. De
igual forma, a Gêmini 9 também falhou na
tentativa de acoplamento, obrigando o
astronauta Cernan a sair da cápsula por duas
horas para realizar os reparos. Depois de
completar quarenta e cinco órbitas e permanecer
por mais de três dias no espaço a missão
também foi dada por encerrada. Segundo alguns
registros, a missão Gêmini 9 teria sido
acompanhada desde o seu lançamento por
estranhos objetos, que teriam sido observados
tanto pela tripulação como pela equipe técnica
de terra. O curto espaço de tempo de ambas as
missões provavelmente tenha influenciado a
possibilidade de observação de estranhos
objetos, o que não ocorreu com as missões
posteriores.
No dia 18 de julho do mesmo ano, a missão
Gêmini 10, tripulada pelos astronautas John W.
Young e Michael Collins, era lançada de Cabo
Canaveral para atingir uma altitude de 762 mil
metros. Nesta missão, o astronauta Collins
conseguiu completar um passeio de pelo menos
30 minutos, realizando alguns trabalhos
externos. Porém, pouco tempo depois de
ingressar em órbita, Young chamava, assustado,
Houston, dizendo: "... Temos à vista dois objetos
brilhantes... Estão aqui em cima e deslocam-se
em nossa órbita... Não são estrelas!... Voam
paralelamente a nós e são vermelhos!...".
A mensagem foi captada por todos os que se
encontravam no centro de controle, inclusive por
Leroy Gordon Cooper, que estava presente
acompanhando o desenrolar da missão. De
imediato, Houston solicitou aos astronautas que
fornecessem mais detalhes, sendo que, nesse
momento, os objetos saíram da órbita e
começaram a se distanciar da cápsula, para logo
perder-se no espaço. O astronauta Young
insistiu, comentando: "... Pareciam satélites de
algum tipo...". Essa comunicação parece forçada,
pois, para que satélites em órbita venham a
afastar-se, é necessário que utilizem foguetes, o
que em nenhum momento foi mencionado.
Finalmente, após completar quarenta e quatro
voltas à Terra, a missão foi concluída.
Em seguida subiu ao espaço a cápsula Gêmini
11, no dia 12 de setembro de 1966, contando
com os astronautas Richard Gordon Jr. e Charles
Conrad Jr., que estabeleceu novo recorde de
altitude (1.368 km), concluindo perfeitamente
seus objetivos. Esta missão realizou uma série de
manobras com o foguete Agena, permitindo o
passeio espacial do astronauta Gordon por 2
horas e 43 minutos pelo espaço afora, ligado por
um cabo de 33 metros à cápsula.
Quando se completava a décima oitava órbita,
sobrevoando a ilha de Madagáscar, Gordon e
Conrad observaram a presença de um objeto
brilhante e alargado, que se mantinha a uma
distância constante, dando a impressão de os
estar observando. Sem perder tempo os
astronautas conseguiram fotografar o objeto,
mas, posteriormente, os laboratórios de
avaliação fotográfica da Nasa somente a
puderam rotular como pertencente a um objeto
não-identificado ou algum satélite, sendo classificada
sob o número S66-54661. Assim, ao
completar quarenta e quatro órbitas ou 2,97
dias, a missão retornou para a Terra.
Mais adiante, no dia 11 de novembro de 1966, a
Gêmini 12 partia para o espaço, carregando os
astronautas James Lovell Jr. e Edwin E. Aldrin,
iniciando a última missão da série. Como parte
das atividades, o astronauta Aldrin realizaria uma
série de fotografias e quebraria o recorde de
passeios espaciais, permanecendo por 5 horas e
30 minutos no espaço, preso apenas por um
cabo de oito metros.
Nos dias seguintes ao seu lançamento, os dois
astronautas comunicaram Houston sobre algo
que havia começado a se transformar numa
rotina para os controladores e para os próprios
astronautas: vários OVNIs haviam se aproximado
da cápsula em várias oportunidades. Segundo
registros, Lovell e Aldrin teriam sido bem
objetivos quando afirmaram: "...Vimos quatro
objetos muito próximos de nossa órbita... E
podemos afirmar que não são estrelas!...". Essa
informação encontra reforço na fotografia
classificada como S66-63402, obtida pelo
astronauta Aldrin durante a missão espacial, em
que é possível observar o veículo espacial Agena
e estranhos objetos sobrevoando-o ao fundo;
este mesmo fato está na foto classificada como
S66-62871, obtida por Lovell, em que se observa
um estranho objeto acompanhando a cápsula
espacial em órbita; e na foto classificada como
S66-62966, pode-se apreciar a presença de dois
objetos voando em formação.
Ao completar sessenta e três órbitas a missão foi
concluída, retornando para a Terra. Durante toda
essa atividade, ambos os astronautas realizaram,
além das mencionadas, outras fotografias, mas a
Nasa qualificou os objetos de simples fragmentos
de lixo espacial ou apenas possíveis reflexos.
Tudo isso foi frustrante, já que a Nasa
desautorizava seus pilotos, fazendo-os de "tolos"
ante a opinião pública e os meios de
comunicação.
Devemos acreditar que os astronautas são
homens treinados para distinguir qualquer coisa,
já que, acima de tudo, a maioria deles foi piloto
de combate, razão mais que suficiente para se
ter muita atenção em relação ao que se
aproxima.
Paralelamente ao projeto Gêmini em 1964, a
Nasa já havia dado início a uma série de
experiências denominadas Apolo, lançadas
inicialmente com o foguete "Little Joe II" nãotripulado,
e, mais tarde, colocadas no espaço
com o poderoso Saturno 5. Assim, finalizada a
etapa das cápsulas de dois tripulantes, deu-se
início aos projetos Apolo procurando colocar três
astronautas no espaço, realizando agora os
preparativos para a chegada e a descida na Lua.
Desta forma, após um total de quatro missões
Apolo entre 1964 e 1966, algumas abortadas por
defeitos e outras bem-sucedidas, foi dado início à
conquista da Lua com a tentativa de lançamento
da Apolo 1. Assim, no dia 27 de janeiro de 1967
os experientes astronautas Virgil I. Grissom,
Edward H. White e o novato Rodger B. Chaffee
tiveram sua viagem frustrada, morrendo
dramaticamente ao ocorrer um incêndio
produzido por um curto circuito no interior da
espaçonave. O ar da cápsula, oxigênio puro, fez
com que a morte dos astronautas fosse instantânea.
Nunca mais foi empregado esse tipo
de condição de ar interno novamente, além de
vir a estabelecer todo um procedimento de
resgate para prevenir futuras eventualidades.
Passado o terrível incidente, foram realizadas
mais cinco missões sem tripulação, até o
lançamento da missão Apolo 7, no dia 11 de
outubro de 1968. Nesse dia, o poderoso foguete
Saturno 5 levava consigo os astronautas Walter
Schirra, Don Eisele e Walter Cunningham, cujo
objetivo seria realizar algumas manobras no
espaço para as futuras missões lunares. Já
durante a decolagem, os técnicos do centro de
controle detectaram e fotografaram a presença
de um estranho objeto acompanhando o foguete;
durante a órbita sobre a Austrália, o astronauta
Cunningham comunicou para o Cabo Kennedy,
na Flórida, a presença de vários objetos
escoltando a cápsula a curta distância, por mais
de cinco minutos. Depois de realizar cento e
sessenta e três órbitas e permanecer por onze
dias no espaço, a missão foi concluída e retornou
à Terra.
Na continuação, no dia 21 de dezembro de 1968,
a missão Apolo 8 subia ao espaço com os
astronautas Frank Borman, James Lovell e
William Anders, com o objetivo de realizar a
primeira viagem tripulada para a Lua e de orbitála.
Durante o Natal, enquanto a cápsula girava
em torno da Lua a uma distância de 112 km da
superfície, ocorreu um silêncio de pelo menos
seis minutos, por uma pane no equipamento.
Apesar dos insistentes chamados de Houston,
não havia retorno do sinal de rádio. Porém, o
silêncio foi repentinamente quebrado quando
surgiu a voz do astronauta James Lovell no rádio,
afirmando enfaticamente: "... Temos a comunicar
que de fato existe Papai Noel!...". Novamente o
codinome, empregado pelo astronauta Walter
Schirra na sua observação durante a missão
Mercury 8, foi empregado por Lovell para
identificar a presença de UFOs na Lua. E isto
pode ser comprovado, pois no momento da
transmissão do astronauta os monitores, que
controlavam a pulsação da tripulação em
Houston, apontaram um aumento repentino para
cento e vinte batidas por minuto em Lovell.
Segundo posteriores informações, o astronauta
teria observado primeiro uma forte luz vindo de
uma cratera lunar. Depois de completar dez
órbitas lunares e seis dias no espaço, os
astronautas voltaram para a Terra. Futuras
missões apontariam que os astronautas da Apolo
8 teriam realizado importante mapeamento da
superfície lunar, identificando a presença de
estranhas estruturas.
Posteriormente, a missão Apolo 9, lançada no dia
3 de março de 1969 com os astronautas James A.
McDivitt, David R. Scott e Russel Schweickart, foi
também até a Lua, onde realizou manobras de
acoplamento com o módulo de descida. Esta
missão permaneceu um total de dez dias no
espaço. De igual forma, a Apolo 10, lançada em
18 de maio com os astronautas John W. Young,
Thomas P. Stafford e Eugene A. Cernan, também
chegou até a Lua, permanecendo no espaço por
sete dias. Tanto a Apolo 9 quanto a 10
comunicaram em suas viagens a presença de
estranhos objetos escoltando seus vôos, e, em
vários momentos, estes realizaram diversas
manobras bem próximos das cápsulas. A Apolo
10 chegou a fumar a presença de luzes na
superfície lunar, como o atestam os fotogramas
classificados pelos códigos AS-10-32-4822.
Existem duas versões da mesma seqüência, uma
oficial, do arquivo do Centro Espacial Goddar,
que não mostra nada de especial, e outra do
Centro Espacial Johnson, em que a mesma
seqüência de fotogramas apresenta uma luz ou
forte brilho na borda de uma cratera lunar.
Porém, a mais curiosa e interessante das
situações ocorreria com a missão Apolo 11,
lançada no foguete Saturno 5 em 16 de julho de
1969, com os astronautas Neil A. Armstrong,
Michael Collins e Edwin E. Aldrin, que seriam os
primeiros a pousar na Lua. De acordo com alguns
astronautas da missão, esta teria sido a mais
terrível experiência de suas vidas.
No mesmo dia do lançamento, isto é, pouco
depois de entrar em órbita terrestre, um
estranho objeto luminoso não-identificado foi
observado próximo da cápsula Apolo 11,
acompanhando por longo período a trajetória dos
astronautas, e de imediato fotografado. Porém, a
misteriosa companhia não abandonou a missão,
passando a escoltá-los até a metade de sua
viagem para a Lua. De acordo com a tripulação,
o objeto encontrava-se muito próximo deles,
mantendo a mesma distância em relação à
Terra, isto é, aproximadamente 150.000 km. De
acordo com as descrições, o objeto apresentava
o formato de um "livro aberto" ou "L". A seguir,
temos a transcrição do arquivo técnico da Nasa
sobre esse evento:
— Aldrin: "... A primeira coisa estranha que
vimos acredito ter sido um dia antes, bastante
próximo da Lua. Tinha grandes dimensões, assim
que focamos a câmera nele...".
— Collins: "... Como percebemos essa coisa,
olhamos através da escotilha. E aí estava...".
— Aldrin: "... Sim, e não estávamos seguros de
se seria o Saturno 1-B. Consultamos a Terra e
nos informaram que o Saturno 1-B estava a seis
mil milhas de distância. Estávamos com um
problema com a altitude que havíamos
conseguido nesse momento, verdade?...".
— Collins: "... Havia algo. Notamos um pequeno
choque ou talvez o imaginamos...".
— Armstrong: "... Estava pensando que a
M.E.S.A. poderia haver-se soltado...".
— Collins: "... Penso que realmente não
percebemos nada...".
— Aldrin: "... Certo. Víamos toda classe de
objetos pequenos que nos passavam e então
vimos esse objeto brilhante. Olhamos através da
câmera e parecia ter um pouco a forma de um
'L'...".
— Armstrong: "... Como um livro aberto...".
— Aldrin: "... Então estávamos em PTC nesse
momento, assim que cada um de nós teve
oportunidade de vê-lo, e realmente parecia estar
dentro de nossa vizinhança e com tamanho
considerável...".
— Armstrong: "... Deveríamos dizer que estava
justo no limite da resolução do olho. Era muito
difícil dizer concretamente que forma apresentava.
E não havia jeito de saber o tamanho
sem saber a distância, ou de saber a distância
sem saber o tamanho...".
— Aldrin: "... Então me abaixei no LEM e comecei
a olhar através das câmaras. Estávamos
confusos porque, com o sextante um pouco fora
de enfoque, o que víamos parecia ser
cilíndrico...".
— Armstrong: "... Ou na verdade anéis...".
— Aldrin: "... Sim...".
— Collins: "... Não, parecia como um cilindro oco.
Não parecia como dois anéis conectados. Podiase
ver a coisa balançar. Quando virou de perfil,
podia-se ver através do seu interior. Era um
cilindro oco. Mas mudando-se o enfoque no
sextante, também mudava, parecendo com um
livro aberto. Era realmente estranho...".
— Aldrin: "... Penso que não há muito o que dizer
a respeito, porém apenas que era um cilindro...".
— Collins: "... Foi durante o período em que
pensávamos que era o cilindro quando
consultamos sobre o Saturno 1-B e quase nos
convencemos de que isso era o que devia ser.
Mas, de verdade, não temos nenhuma outra
conclusão. Na realidade, como não o vimos mais,
exceto nesse período, não temos uma conclusão
sobre o que poderia ter sido, qual o tamanho ou
a distância. Era algo que não formava parte dos
objetos que víamos. Estamos bastante seguros
disso...".
Algum tempo depois, quando se aproximavam da
décima terceira órbita lunar, que havia sido
estabelecida para iniciar as manobras que
permitiriam o descenso ao norte da cratera
Moltke, sobre o chamado Mar da Tranqüilidade,
dois objetos foram avistados, fotografados e filmados
próximos dos módulos dos astronautas.
Nesse sentido, a revista II Giornale dei Misteri,
publicada em Florença, na Itália, conseguiu, por
intermédio da CBA, uma organização de
investigação, vinte e dois fotogramas do filme
em cores de dezesseis milímetros dos
astronautas, nos quais é possível observar a
presença de dois objetos esféricos próximos da
Lua, apresentando certo brilho e características
quase fantasmagóricas. Vale destacar que, em
relação a esse material, existe divergência, já
que alguns especialistas afirmam que a filmagem
foi realizada no dia 20 de julho, antes de os
astronautas pousarem na Lua, enquanto outros
contestam, afirmando que a filmagem foi
realizada no dia 22, ou seja, depois de haverem
estado na superfície lunar.
Mesmo assim, os astronautas continuaram a
realizar as manobras de pouso, e o módulo de
descida chamado "Águia", contendo em seu
interior os astronautas Armstrong e Aldrin,
iniciava os preparativos da alunissagem.
Enquanto isso, Collins permanecia no módulo de
comando Colúmbia, em órbita a 110 km da
superfície lunar, monitorando o trabalho. Mesmo
enfrentando problemas técnicos com o módulo
de descida, Armstrong conseguiu realizar o
imortal pouso na Lua, de forma manual, no dia
21 de julho, às 16:17 horas. Durante 21 horas e
37 minutos, os astronautas Aldrin e Armstrong
permaneceriam na superfície lunar, enfrentando
uma aventura jamais imaginada.
Ao saírem com as roupas especiais e tocando o
solo lunar, dava-se início a uma nova etapa na
conquista espacial. Enquanto ambos os astronautas
recolhiam amostras de rochas e
levantavam seus instrumentos de medição,
perceberam, para seu espanto, que não estavam
sozinhos. Apavorados, entraram de imediato em
contato com o centro de controle de Houston,
transmissão esta vetada aos meios de comunicação,
mas que acabou sendo revelada mais
adiante por um grupo de radioamadores que,
segundo eles, possuíam equipamentos
sofisticados que lhes permitiram gravar o
diálogo.
De acordo com a gravação divulgada por estas
fontes, temos:
— Apolo 11: "... Um momento!... Um
momento!...".
— Houston: "... Que foi?... Que diabos foi?... E só
isso que queremos saber!...".
— Apolo 11: "... Esses 'bebes' são enormes,
senhor!... São enormes!...".
"... Não... Não... Não é uma ilusão de ótica nem
uma distorção... Oh!... Meu Deus!... Ninguém
acreditaria nisso!...".
"... Eu lhes digo, há outras naves espaciais aqui,
alinhadas na borda da cratera!... Estão na luz,
nos observando!...".
— Houston: "... Que... Que... Que está ocorrendo
com vocês?... Que diabos ocorre?...".
— Apolo 11: "... Estão sob a superfície!...".
— Houston: "... Que está funcionando mal?...
Controle chamando Apolo 11...".
— Apolo 11: "... Roger... Roger... Estamos bem
aqui, mas temos encontrado alguns visitantes.
Sim, estiveram aqui durante algum tempo, a
julgar pelas suas instalações...".
— Houston: "... Missão central falando. Confirme
a última mensagem...".
— Apolo 11: "... Estou lhe dizendo que aqui há
outras naves espaciais. Estão alinhadas em fila,
do lado mais distante da borda da cratera...".
— Houston: "... Repita... Repita!...".
—• Apolo 11: "... Examinaremos a órbita...
Queremos voltar para casa... Em 625 e um
quinto. O relógio automático está colocado. Minhas
mãos tremem de tal forma que não
consigo...".
— Houston: "... Filmar?...".
— Apolo 11: "... Diabos!... É assim... As
condenadas câmeras estão funcionando mal aqui
em cima...".
— Houston: "...Vocês, rapazes, conseguiram
alguma coisa?...".
— Apolo 11: "... Não temos mais filmes agora...
Temos apenas três tomadas de OVNIs, ou o que
quer sejam, mas podem ter velado o filme...".
— Houston: "... Missão... Controle. E a missão
controle. Estão para partir?... Repita... Vocês
estão para ir embora?... Que significa toda essa
agitação?... Por cenas de OVNIs?... Expliquem...".
— Apolo 11: "... Estão pousados aqui!... Estão na
Lua, nos observando!...".
— Houston: "... Obtenham fotografias!... Todas
as fotografias possíveis dos OVNIS... Vocês estão
filmando?...".
— Apolo 11: "... Sim, os espelhos estão todos no
seu lugar... Mas esses seres podem vir amanhã e
levá-los embora... Seja qual for a sua forma,
aquilo eram naves espaciais... Não há dúvida...".
Este foi o diálogo registrado ocorrido entre os
astronautas Aldrin e Armstrong e o centro de
controle de Houston, confirmado mais adiante
por Otto Binder, membro da equipe espacial da
Nasa, e pelo diretor Christopher Craft, ao deixar
a agência espacial. Porém, a aventura da Apolo
11 não acabaria por aí.
Ao iniciar o retorno para a Terra, o módulo de
descenso partia para acoplar-se com o módulo
de comando, em que aguardava o solitário
Collins. Nesse instante, os três astronautas
voltaram a observar a presença de três objetos
que os seguiam a mais ou menos 60 km de
distância. Mal estavam conseguindo enfrentar a
situação, quando perceberam a presença de
mais outros três objetos, pousados na superfície
de uma cratera. Mesmo com todo esse tumulto,
os astronautas conseguiram lançar-se ao espaço,
retornando para a Terra no dia 24 de julho,
caindo no oceano a 1.460 km ao sudeste das
ilhas do Havaí.
Poucos dias depois, o jornal norte-americano The
Washington Post publicava a transcrição
completa do diálogo entre os tripulantes da
Apolo 11 e o centro de controle em Pasadena.
Como sempre, a Nasa negou completamente as
alegações.
Somente alguns anos depois Armstrong
comentaria abertamente que alienígenas teriam
uma base na Lua e que os teriam alertado para
se retirarem do local e permanecer longe dali.
Numa entrevista realizada durante um evento
ocorrido nas dependências da Nasa, Armstrong
teria respondido algumas perguntas sobre a
missão a um professor, cujo conteúdo de uma
delas é o seguinte: "... É incrível. Certo. Sempre
soubemos que havia uma possibilidade. O caso é
que fomos avisados. Nunca houve dúvida sobre
uma estação espacial ou uma cidade na Lua" .
Questionado sobre o tal aviso extraterrestre,
Armstrong respondeu: "... Não posso entrar em
detalhes, exceto para dizer que as naves deles
eram muito superiores às nossas, tanto em
tamanho como em tecnologia. É, meu Deus,
como eram grandes... E ameaçadoras!...".
Finalmente, quando a pergunta diz respeito às
demais missões depois da Apolo 11 e sobre o
conhecimento da Nasa com relação à presença
alienígenas na Lua, Armstrong acrescentou: "...
Naturalmente a Nasa estava comprometida e
não pôde arriscar-se a provocar pânico na Terra.
Porém, realmente foi uma notícia sensacional...".
Neste depoimento, o astronauta Neil Armstrong
parece confirmar a veracidade dos eventos
ocorridos na Lua, mas claramente evita entrar
em detalhes, admitindo numa outra conversa
que a CIA estava por trás do abafamento.
De acordo com o ufólogo soviético Dr.
Aleksander Kasantsev, o astronauta Aldrin
obteve fotografias coloridas dos objetos
observados do interior do módulo, assim como
filmagens de quando saíram para a superfície
lunar.
Em 1979, o antigo chefe do sistema de
comunicações da Nasa, Sr. Maurice Chateiam,
confirmou que o astronauta Armstrong realmente
havia observado dois UFOs na borda de uma
cratera lunar. Além do mais, Chatelain acredita
que alguns UFOs ou OVNIs podem ser de alguma
civilização do nosso próprio sistema solar,
inclusive de Titan, a maior lua de Saturno.
Está mais que claro para Otto Binder, Garry
Henderson, Christopher Craft e Maurice Chatelain
que os astronautas receberam ordens expressas
para não discutir o que viram, e isto é fácil de
entender. Embora a Nasa seja uma entidade
civil, muitos de seus programas são custeados
pelo Departamento de Defesa, o que já
estabelece uma condição de submissão aos
interesses governamentais. Inclusive o fato de os
astronautas serem militares os coloca sujeitos às
regras de segurança militar. Além do mais, a
Agência Nacional de Segurança protege todo o
material fotográfico e filmes, assim como
monitora e controla as transmissões de rádio das
missões espaciais.
Seja como for, grande número de astronautas e
membros da equipe técnica do centro de
controle da Nasa participaram ao longo de vários
anos de uma incrível aventura, digna do melhor
filme de ficção científica. Embora possa parecer
absurdo o aqui relatado, devemos lembrar que
todos os astronautas que enfrentaram diversas
experiências do gênero mudaram radicalmente
de vida, encaminhando-se para um estilo
religioso e até místico.
A grande aventura espacial norte-americana
continuou a enfrentar grandes e surpreendentes
descobertas. Muitas delas inimagináveis, como
foram as experiências registradas pelas próximas
missões, a ponto de perceber que não somente
não estamos sós no Universo, mas que além de
seres de outros lugares estarem nos visitando,
também estão estruturando bases em diversos
lugares, inclusive na nossa Lua.
Estruturas na Lua
Alguns meses após a grande aventura da Apolo
11, sua sucessora, a Apolo 12, era colocada no
espaço, no dia 14 de novembro de 1969. Na cápsula
encontravam-se os astronautas Charles P.
Conrad Jr., Richard F. Gordon e Alan F. Bean, que,
logo após a decolagem, foram bombardeados por
dois impressionantes clarões de luz, deixando
tanto astronautas como técnicos extremamente
impressionados. E bem depois de entrar em
órbita, isto é, no dia 15 de novembro, os
impressionados astronautas comunicavam a
Houston o seguinte: "... Desde ontem, estamos
sendo seguidos por um objeto voador, que
podemos ver através da escotilha quando o
ângulo de rotação é de 35 graus... Que pode
ser?...".
Pouco tempo depois, os astronautas reportaram
a presença de mais um objeto desconhecido,
passando a ser dois que os escoltavam, um à
frente da cápsula e outro atrás, como se
estivessem mantendo uma fila indiana. Segundo
o relato, os objetos eram tão brilhantes que
podiam ser observados da Terra.

Misteriosas formações
circulares surgidas em
plantações de cereais
no interior da
Inglaterra.

Mais tarde, na chegada à Lua, o módulo de descida
"Intrepid", com os astronautas Conrad e Bean,
pousou calmamente na região indicada como
Mar das Tormentas ou Mare Procellarum, abaixo
do equador lunar. Nesse local, encontrava-se a
uns 180 metros os restos da sonda espacial
norte-americana Surveyor 3, lançada em abril de
1967 para investigar a Lua. Depois de recolher
amostras dos restos da nave e de algumas
rochas lunares, os astronautas realizaram
enorme bateria de fotos, que seriam
incrivelmente reveladoras.
Vale destacar que, durante as manobras de descida,
os astronautas e o centro de controle de
Houston perceberam a presença de estranhos
sons, assobios e palavras ininteligíveis,
impossíveis de decifrar, o que intrigou
sobremaneira técnicos e astronautas, tornando o
pouso extremamente perigoso. A viagem de
volta também foi tumultuada para os
astronautas.
No dia 24 de novembro, por volta das 11:47
horas, enquanto a cápsula sobrevoava a Índia já
em órbita terrestre para o seu retorno, os
astronautas perceberam a presença de um
objeto claro que projetava um feixe de luz
vermelho sobre o solo e que repentinamente,
desapareceu sem deixar rastro. Após 244 horas,
36 minutos e 24 segundos no espaço, os
astronautas retornaram à Terra para dar
explicações do ocorrido. Porém, sua incrível
aventura ainda continuava.
Ao revelar o material fotográfico obtido na Lua,
os técnicos perceberam a presença de imagens
perturbadoras. Dentre as fotos, uma delas
apresentava uma inexplicável aurora luminosa e
brilhante próxima do astronauta Conrad. Além do
mais, os fotogramas de um dos filmes em
dezesseis milímetros apresentavam a imagem de
enormes estruturas transparentes na superfície
da Lua, cuja simetria mostrava claramente ser
obra inteligente.
Numa das fotos em que aparece o astronauta
Alan Bean é possível observar claramente a
existência de uma estrutura em forma de domo,
quase totalmente transparente, atrás dele. Em
outra foto do mesmo astronauta, realizada por
Conrad, é possível perceber no reflexo do vidro
do seu capacete a presença de um estranho
objeto no ar, pairando por detrás do fotógrafo.
A Nasa não conseguiu até o presente momento
dar qualquer explicação a respeito do material
fotográfico, nem explicar por que uma câmera se
quebrou durante a estada dos astronautas na
Lua, nem a razão pela qual teriam abandonado
um filme completo em solo lunar, o que resultou
na perda de significativo material de pesquisa.
Seja como for, os registros obtidos pela missão
Apolo 12 permitiram que alguns investigadores
identificassem a existência das ruínas de
gigantescas estruturas de origem inteligente e
desconhecida na superfície lunar. As posteriores
missões espaciais norte-americanas encarregarse-
iam de confirmar outros detalhes.
Porém, nada disso era de desconhecimento
geral, bem ao contrário. Tanto norte-americanos
quanto soviéticos já sabiam de longa data da
presença de estranhas e perturbadoras
estruturas na superfície lunar, eis que existem
registros bastante anteriores aos projetos Apolo
sobre o assunto.
No dia 18 de julho de 1965 foi lançada em
direção à Lua a sonda espacial soviética nãotripulada
Zond 3, com 950 kg de peso em
equipamentos, logo após a da missão orbital
Luna 3. Carregando sofisticada parafernália de
instrumentos de transmissão de sinais de rádio e
televisão, a sonda tinha por missão orbitar a Lua
e transmitir imagens de sua superfície ao atingir
10.000 km, o que ocorreu 33 horas depois do seu
lançamento. No dia 20 de julho, a sonda iniciou
uma série de 28 fotografias, obtidas em
intervalos de 134 segundos. Durante 68 minutos,
a sonda enviou imagens do lado escuro da Lua
com uma resolução de 1.100 linhas horizontais,
isto é, mais que o dobro das transmissões
anteriores realizadas pela sonda norte-americana
Ranger 9 (21/3/1965), permitindo que todo esse
material fotográfico servisse para a elaboração
de detalhado mapeamento da superfície lunar.
Mas, dentro de todo esse material fotográfico, os
soviéticos observaram a presença de estranhas
formas aparentemente simétricas sobre a
superfície. Neste caso, numa das fotos realizadas
na seqüência de 68 minutos aparece uma
estrutura elevando-se da superfície a uma altura
de 20 milhas do solo, próxima da região
conhecida como Mare Orientale, chamada de
"torre lunar", que se sobressaiu do horizonte de
forma espetacular. Nas seguintes seqüências, a
torre não era mais visível por causa do
movimento orbital da sonda e pela curvatura da
Lua, porém, aparece no mesmo ângulo uma
outra estrutura, semelhante a um domo quase
transparente.
O fato de que esses objetos lunares nada
naturais sejam realmente estruturas reais e não
reflexos ou sombras em ambas as fotografias
reside no fato de que podem ser identificados
corretamente, já que, movendo-se a sonda para
a parte superior direita da Lua, as estruturas
apresentam o distanciamento proporcional da
sonda. E isso não é tudo. A sonda espacial norteamericana
Clementine, que faz parte do projeto
estratégico de defesa conjunto entre a Nasa e o
governo, lançada no dia 25 de janeiro de 1994 e
que passou a operar na Lua em 21 de fevereiro,
registrou enorme quantidade de fotos da
superfície do satélite, mostrando também a
presença de estruturas simétricas.
Por outro lado, lembremos que já os astronautas
da Apolo 10 haviam registrado, na seqüência
classificada sob o código AS-10-324822 do
Centro Espacial Johnson, a existência de luzes na
Lua. Uma detalhada análise da foto obtida por
essa missão apontou serem essas luzes reflexos
do Sol, numa superfície de material transparente
cujo comprimento deveria ser de
aproximadamente uma milha. A estrutura em si
parece, pela sua geometria, um agregado de
cubos de vidro, ordenados numa espécie de base
ou suporte de formato espiral. Os cientistas batizaram
esse objeto de "Palácio de Cristal".
Seja como for, vale destacar que o material
obtido pela Apolo 12, divulgado ao público e aos
meios de comunicação, sugere claramente ter
sido manipulado pela própria Nasa. Desta forma,
a presença das enigmáticas estruturas lunares
foram literalmente "apagadas" dos filmes e fotos,
evitando qualquer explicação e constrangimento
por parte da agência espacial. Esta afirmação
encontra sustentação num fotograma em pretoe-
branco em que é possível apreciar o módulo
lunar, registrado num filme original de dezesseis
milímetros e distribuído para divulgação. Porém,
ocorre que o material foi alterado. E isto pode ser
observado numa outra análise da seqüência
original do antigo filme, do qual o fotograma foi
retirado. Nessa análise de 1969, por meio de um
processo computadorizado de ampliação, foi
possível identificar a presença de estranhas
formas que se levantavam próximas do módulo
lunar, mas na foto divulgada elas não aparecem.
Num outro fotograma distribuído para
divulgação, obtido pela câmera Hasselblad da
Apolo 12, em que aparece o astronauta Alan
Bean carregando um pacote de instrumentos,
como já mencionado, também nada consta de
anormal. Porém, quando analisado pela versão
computadorizada, encontramos atrás dele uma
enorme estrutura maciça, proporcionando a idéia
de ser uma espécie de domo de cristal.
Além do mais, temos também a foto classificada
como AS-12-48-7071, do capacete de Alan Bean,
realizada por Conrad, também já citada, em cuja
ampliação fotográfica não somente o objeto
suspenso no ar refletido é real, como também
deixa uma sombra no solo. Como conclusão,
podemos acreditar que esta missão tinha por
objetivo vistoriar os restos de uma antiga
estrutura construída por alguma civilização de
origem desconhecida, provavelmente localizada
pelos astronautas das missões anteriores.
Noutras palavras, o achado não pode ser, em
hipótese alguma, casual, e são mais que claras
as intenções da Nasa: obter algum proveito
técnico dessa investigação.
A posterior missão espacial foi a terrível Apolo
13, lançada em 11 de abril de 1970, que
retornou à Terra no dia 17, e quase custou a vida
dos astronautas James A. Lovell, John L. Swigert e
Fred W. Haise por uma série de problemas
técnicos a bordo. Por incrível que pareça, a
missão Apolo 13 acabou imortalizada no cinema
pelos atores TomHanks, Kevin Bacon e Bill
Paxton no papel dos astronautas dessa missão.
Hollywood conseguiu transformar o tremendo
fracasso da Nasa num enorme sucesso dramático
de bilheteria. Neste caso e pela própria situação
que envolveu todo o evento, não existem
registros de qualquer incidente ufológico ocorrido
durante o transcurso da missão, dado que sua
permanência no espaço foi curta, assim como
toda a atenção dos técnicos e da tripulação
esteve voltada à busca de soluções para os
problemas enfrentados, já que o risco de vida foi
total. Desta forma, temos que a preocupação de
todos esteve focalizada apenas no retorno a
salvo e na sobrevivência dos astronautas, não
restando qualquer oportunidade para
prolongadas ou detalhadas observações.
Assim, passado quase um ano do nefasto
fracasso, a Nasa conseguiu lançar a missão Apolo
14 em direção à Lua, no dia 31 de janeiro de
1971. Na cápsula, encontravam-se os
astronautas Alan B. Shepard, Stuart A. Roosa e
Edgar D. Mitchell, cuja missão seria chegar até a
região conhecida como Fra Mauro. Após uma
viagem tranqüila e sem contratempos, sua
chegada na região lunar aconteceu no dia 5 de
fevereiro, estando a cargo dos astronautas
Shepard e Mitchell o pouso na superfície no
módulo lunar "Antares", enquanto Roosa orbitava
a Lua no módulo de comando "Falcão Kitty". De
forma semelhante à missão Apolo 12, os
astronautas Shepard e Mitchell encontraram-se
diante de um complexo de estruturas artificiais,
aparentemente em ruínas, na região do pouso.
No material obtido pelos astronautas com a
fumadora Hasselblad de 70 mm foi possível
identificar a presença de estruturas próximas do
módulo lunar, quase idênticas às fotografadas
pela missão anterior. Num dos registros
fotográficos obtidos pelo astronauta Shepard,
podemos observar, claramente, Mitchell próximo
de uma estrutura de cristal transparente em
forma geométrica. Noutra imagem, obtida pelo
astronauta Mitchell com uma das câmeras de
televisão da Apolo 14 e classificada sob o
número AS-14-66-9301-IN, da região de Fra
Mauro, podemos apreciar, com o auxílio de uma
ampliação computadorizada, a presença de uma
estranha forma quase circular sobre a superfície
lunar parcialmente destruída.
Seja como for, os astronautas retomaram à Terra
216 horas depois de iniciada a missão, isto é, no
dia 9 de fevereiro, carregando consigo mais um
enorme acervo de informações relativas à
presença de construções de origem
desconhecida sobre a superfície lunar, assim
como grande volume de rochas.
Passados apenas poucos meses, no dia 26 de
julho, os astronautas David R. Scott, Alfred M.
Worden e James B. Irwin subiam em direção à
Lua na missão Apolo 15, levados por um potente
foguete Saturno 5.
Depois de percorrer o espaço por longos dias e
realizar as devidas manobras, Scott e Irwin
prepararam seu pouso no módulo lunar "Falcon",
que ocorreu no dia 30 de julho, enquanto Worden
permaneceria orbitando no módulo "Endeavour".
Em princípio, a missão dos astronautas era
explorar a região Hadley Rille até as montanhas
Apeninos e recolher amostras da região; porém,
a presença de estranhos objetos na área de
atividade alterou completamente o seu
programa.
Aqui, alguns trechos dos diálogos ocorridos entre
Houston e os astronautas durante o passeio
lunar:
— Scott: "... Um objeto em forma de ponta de
lança parece correr, realmente, de leste para
oeste...".
— Houston: "... Roger, estamos copiando...".
— Irwin: "... Rastreie aqui, pois vamos descer o
declive...".
— Houston: "... E só seguir o rastro, hein?...".
— Irwin: "... Certo, estamos... Sabemos que é
uma corrida razoável... Estamos mantendo
direção 320, envergadura para 413... não posso
ultrapassar estas delineações, aquela camada
em Monte Hadley...".
— Scott: "... Nem eu. Isto é realmente
espetacular...".
— Irwin: "... Eles são mesmo lindos...".
— Scott. "... Fale sobre a organização...".
— Irwin: "... É a mais organizada estrutura que
jamais vi!...".
— Scott: "... E... tão uniforme em amplitude...".
— Irwin: "... Nada que vimos até então
apresentou grossura tão uniforme do topo dos
rastros até o fundo...".
Mais adiante, os astronautas da Apolo 15
reportariam a presença de vários objetos
luminosos sobrevoando a região de pesquisa,
alertados pelo centro de controle sobre essa
presença.
Após uma permanência de 295 horas no espaço,
os astronautas retornaram no dia 7 de agosto
com dezenas de quilos de pedras lunares e farto
material fotográfico. Além do mais, com uma
experiência que mudaria dramaticamente suas
vidas, como é o caso do astronauta Irwin, que,
como já vimos, passou a procurar algum tempo
depois a Arca de Noé, e em 1972 iniciou as
atividades da Fundação High Flight, uma
entidade espiritualista cristã. De igual forma, o
astronauta Worden não somente passaria a se
dedicar à poesia, como também comentaria
abertamente sobre o que pensava sobre a
presença extraterrestre em nosso mundo.
Lembremos também que o segurança norteamericano
do prédio 30 do Centro Espacial
Johnson da Nasa, em Houston, identificado pelo
pseudônimo de Bob Davis, afirmou ter
presenciado as comunicações entre o centro de
controle e os astronautas quando da observação
dos estranhos objetos voadores na Lua.
De qualquer forma, novamente a presença
extraterrestre manifestava-se na Lua de forma
aberta, inclusive próxima das enigmáticas es-
truturas artificiais. Mas a grande aventura
espacial não acabava assim.
Passados vários meses, uma nova missão partia
rumo à Lua no dia 16 de abril de 1972. Era a
missão Apolo 16, comandada pelos astronautas
John W. Young, Thomas Ken Mattingly, como
piloto do módulo de comando "Casper", e Charles
M. Duke, piloto do módulo lunar "Orion". Todos
eles sequer imaginavam o que encontrariam,
pois sua missão objetivava apenas realizar
algumas experiências científicas e investigar a
região lunar de Descartes, utilizando um veículo
com rodas especialmente desenvolvido para esse
fim, chamado "Rover".
Desta forma, após realizar experimentos com
fungos, vírus e bactérias e coletar rochas de
vários locais, os astronautas conseguiram obter
uma série de fotografias de estranhos objetos
próximos do módulo lunar, como atesta o
seguinte diálogo:
— Houston: "... Você falou sobre algo
misterioso?..".
— Apolo 16: "... Ok... quando estávamos
caminhando... quero lhe contar sobre algo que
vimos próximo do módulo lunar... Quando
chegamos a uns 40 pés de distância havia uma
série de objetos... coisas brancas... voando...
Parecia que estavam sendo propulsados ou
impelidos... mas não estou certo...".
— Houston: "... Copiamos isso... Roger...".
Quais poderiam ser os verdadeiros objetivos
destes projetos espaciais? Apenas continuar a
coletar rochas e fazer experimentos ou existia
alguma coisa por trás? Nesse sentido, uma
transmissão de rádio ocorrida logo após
alunissagem, tornou evidente o verdadeiro
objetivo destes astronautas, assim como os da
Nasa em mandá-los para a Lua. No seguinte
diálogo temos a evidência:
— Apolo 16: "... Orion pousou... Não posso ver a
grossura de (truncado)... Estamos num campo
repleto de blocos, no âmbito do raio sul,
tremenda diferença de albedo... Acabo de ter a
impressão de que estas rochas podem ter vindo
de algum outro lugar... Por toda parte, onde
vimos o fundo, que se estende por todo lado
iluminado pelo Sol, você tem a mesma
delineação mostrada pela foto da Apolo 15 em
Hadley, Delta e Radley Mountain...".
— Houston: "... Ok... Vá em frente...".
— Apolo 16: "... Estou olhando para a Montanha
de Pedra (Stone Mountains)... Parece que alguém
lá fora usou o arado... As praias ou bancos de
areia parecem terraços dispostos uns sobre os
outros... Parecem seguir o contorno bem ao
redor...".
— Houston: "... Há alguma diferença nos
terraços?...".
— Apolo 16: "... Não Tony... Não que eu possa
lhe dizer daqui... Esses terraços podem ter sido
erguidos de (truncado) ou algo parecido...".
— Mattingly/Casper: "... Outra estranha visão
daqui... Parece uma luz penetrante... Penso que
é Annbell... Outra cratera aqui parece estar
inundada, exceto que este mesmo material
parece esvair-se na parte externa... Você pode
ver uma porção definida desta matéria correndo
para dentro... Este material encontra-se no topo
ou foi estruturado lá, porém está no topo de
coisas que estão do lado de fora e mais altas... E
uma operação muito estranha...".
Esta foi a primeira vez que os astronautas
permaneceram investigando por mais tempo fora
do módulo lunar. Durante todas as 71 horas em
que permaneceram na superfície, o objeto de
estudo parece ter sido a presença de outras
estruturas, como atestam os seguintes diálogos:
— Duke: "... Estes mecanismos são incríveis...
Não estou visualizando o gnomo aí...".
— Young: "... Ok, mas, homem, este vai ser um
passo bastante íngreme para dar...".
— Duke: "... Você conseguiu... YOWEEL.
Homem... John... Eu te digo que esta é uma vista
e tanto... Tony, os blocos em Buster estão
cobertos... o fundo está coberto de blocos, cinco
metros na transversal... Aliás, parecem estar
dispostos de acordo com determinada orientação,
ou seja, sentido nordeste/sudoeste...
Transcorrem ao longo do sentido do paredão
nestes dois lados, e do outro, você mal pode ver
5% da extremidade saliente... 90% do fundo
estão cobertos com blocos de uma largura de
5cm ou mais...".
— Houston: "... Bom espetáculo... Parece
secundário...".
— Duke: "... Bem aqui... o azul que descrevi da
janela do módulo lunar é colorido porque está
revestido com vidro, mas por baixo do vidro é
cristalino... textura igual à das rochas Gênesis...
está tudo morto na minha marca...".
— Young: "... Mark... Está aberto...".
— Duke: "... Não acredito...".
— Young: "... E eu deixei esta beldade a
seco!...".
— Houston: "... Dover... Dover... Decolaremos
EVA-2 imediatamente...".
— Duke: "... É melhor vocês mandarem mais
alguns caras para cá... Eles terão de tentar...".
— Houston: "... Parece familiar...".
— Duke: "... Meninos, eu te conto... estes EMUs e
PLSSs são realmente soberbos... fantásticos!...".
Parece evidente que os astronautas não somente
procuravam, como mais uma vez se defrontaram
com estranhas formas artificiais, empregando
desta vez engenhosos códigos para descrever
alguns aspectos ou detalhes. Mas, mesmo assim,
fica patente a emoção que experimentaram ao
se defrontar com essa tecnologia.
A experiência destes astronautas não se concluiu
aí, pois os diálogos continuaram a descrever essa
extraordinária visão:
— Duke: "... Nós o sentimos sob nossos pés... E
um lugar macio. No lugar onde estamos, eu te
conto!... Se este lugar tivesse ar, com certeza
seria lindo... E lindo com ou sem ar... O cenário
no topo da montanha de pedra (Stone
Mountain)... você deveria estar aqui para ver e
acreditar... Estas catedrais são incríveis...".
— Houston: "... Ok... Você poderia dar uma
olhada naquela área nebulosa e verificar o que
há na superfície?...".
— Duke: "... Além dos domos, a estrutura quase
vai para dentro daquele desfiladeiro que descrevi
e a outra se estende até o topo... Na direção
nordeste do desfiladeiro você não pode ver a
delineação... Em direção nordeste há túneis; para
o norte eles mergulham a 30 graus para leste...".
Fica mais que evidente que a Nasa estava
enviando astronautas para a Lua não para trazer
rochas, mas para pesquisar as estruturas
artificiais detectadas durante as primeiras
missões espaciais Apolo. Não é de estranhar,
então, que a sonda Clementine esteja
atualmente mantendo uma vigilância constante
na Lua, já que a tecnologia empregada na
construção desses complexos de cristal deve ter
estimulado sobremaneira o governo norteamericano.
A missão Apolo 16 foi concluída no
dia 27 de abril de 1972, após 265 horas e 51
minutos de atividade espacial, abrindo lugar para
a última missão do tipo.
No dia 7 de dezembro de 1972, o poderoso
foguete Saturno 5 colocava no espaço a última
das missões Apolo, dando por encerrada toda
uma etapa de investigação espacial. Em direção
à Lua, os astronautas Eugene A. Cernan, Ronald
E. Evans e Harrison H. Schmitt conduziam a
missão, cujo objetivo seria pousar na região
Tauros-Littrow e proceder a algumas viagens
com um outro veículo do tipo "Rover".
No dia 11 de dezembro, o módulo lunar
"Challenger", com os astronautas Schmitt e
Cernan, realizou o último pouso de um objeto
tripulado na Lua, enquanto o módulo orbital
"América" permanecia no espaço com Evans.
No espaço, Ron Evans observava detidamente a
superfície lunar, enquanto seus companheiros se
preparavam para pisá-la. Mesmo assim, Evans
comunica para Houston o seguinte:
— Houston: "... Vá em frente Ron...".
— Evans: "... Ok, Robert... Acho que o grande
furo que quero relatar do lado traseiro é que dei
outra olhada para o trevo em Aitkin com os
binóculos... E aquele domo ao sul (truncado) para
leste...".
— Houston: "... Copiamos isso Ron... Há alguma
diferença na cor do domo e no Mare Aitkin?...".
— Evans: "... Sim, há... Aquele Condor,
Condorsey ou Condorcet ou como você desejar
chamá-lo... Hotel Condorecet é aquele que adquiriu
a forma de diamante caindo no chão...".
— Houston: "... Robert, entendido... Hotel
Condorcet...".
— Evans: "... Condor... Condorcet... Alfa... Ou
eles captaram um desabamento ou é um... e não
parece (truncado) do outro lado da parede, do
lado noroeste...".
— Houston: "... Ok... Copiamos parede noroeste
de Condorcet A...".
— Evans: "... A área é oval ou elíptica... Claro, a
elipse está voltada para o topo...".
Temos aqui, evidentemente, a utilização de uma
série de códigos para confundir as mensagens e
disfarçar o conteúdo das descrições. Novamente
podemos perceber que a missão objetivava
claramente observar as estruturas artificiais não
somente no solo, mas também no espaço,
estabelecendo um tipo de vigilância constante
sobre a região e, inclusive, investigando outras
áreas possivelmente não mapeadas.
O astronauta Evans faz referência à cratera
Aitkin, em que, em dezembro de 1996, a Nasa
confirmou oficialmente a existência de água em
seu interior. Lembremos que a cratera em
questão encontra-se na região sul do satélite,
ostentando um diâmetro de 2.500 km e uma profundidade
de 12.000 metros. Segundo a
confirmação oficial, teria sido a sonda espacial
Clementine a realizadora da descoberta, porém,
pelo diálogo anterior e os que veremos a seguir,
entre Houston e o astronauta em órbita, já
existia essa certeza:
— Módulo lunar: "... O que vocês estão
percebendo?...".
— Houston: "... Manchas quentes na Lua?...".
— Módulo lunar. "... Onde estão suas grandes
anomalias?... Você pode fazer um resumo
rápido?...".
— Houston: "... Conseguiremos isso para você no
próximo desfiladeiro...".
— Evans: "... Hei!... Posso ver um amplo trecho lá
embaixo... No lugar do pouso... Onde eles
poderiam ter expelido algo daquela matéria
transparente, parecida à auréola de santo...".
—Houston:"... Roger... Interessante... Muito...
VáparaKilo... Kilo...".
— Evans: "... Hei!... Agora assumiu a coloração
cinza, e o número um se expande..."
— Houston: "... Roger... Pegamos... E copiamos
que está tudo indo para lá... Vá para Kilo... Kilo
lá...".
— Evans: "... Modo está indo para HM... O
registrador está desligado... Um pouco de perda
de comunicação lá... Humm?... Ok... Isto é
Bravo... Bravo, escolha OMNI... Hei!... Vocês
sabem que nunca vão acreditar... Estou direto
sobre a borda de Orientale... Acabei de olhar
para baixo e vi a luz resplandecer novamente...".
— Houston: "... Roger... Entendido...".
— Evans: "... Bem no final do sulco...".
— Houston: "... Alguma chance de...?".
— Evans: "... Está a leste de Orientale!...".
— Houston: "...Você não acha que poderia ser
Vostok?...". Nesse momento ocorre uma
interrupção nas comunicações pela passagem de
um OVNI. Na continuação do diálogo entre os
astronautas do módulo lunar e Houston,
podemos identificar que a presença de água na
Lua se confirma definitivamente:
— Módulo lunar: "... Ok... 96:03... Conseguimos
alguma clareza... Parecem manchas de água
bem claras e elevadas...".
— Evans: "... Há elevadas manchas de água por
toda parte...".
— Módulo lunar: "... Na parte norte de
Tranqüilitatis... Isto é Maraldi, não é?... Você está
certo de que estamos a treze milhas?...".
— Houston: "... Vocês estão a catorze milhas,
para ser exato, Ron...".
— Módulo lunar: "... Eu te conto... Há algo
sinuoso... Caminhos ou escarpas muito, muito
sinuosas... Estamos neste momento passando
uma... Eles não apenas cruzam as áreas planas
inferiores, como também passam direto sobre a
cratera e uma montanha... Muito parecido a uma
cumeada artificial... Um espinhaço parecido a
uma serpente... Claro... Tão artificial como
gostaria que fosse...".
Além da confirmação da presença de água e de
curiosas estruturas sobre a superfície da Lua, os
astronautas atentam para a presença de um
estranho fenômeno, isto é, apontam claramente
para a presença de seres extraterrestres, como
sugerem a anterior e a seguinte transmissão:
— Módulo lunar: "... Ok... Al Buruni captou
variações no chão... Variações nas luzes e seu
albedo... Quase parece uma amostra, como água
fluindo sobre uma praia... Não em grandes áreas,
mas em pequenas ao redor do lado sul... A parte
que parece uma amostra lavada pela água é um
albedo muito mais claro, embora não possa ver
nenhuma fonte real disso... A textura, no
entanto, parece a mesma...".
— Houston: "... América, aqui Houston...
Gostaríamos que você interrompesse o contato
com OMNI Charlie até que possamos lhe dar a
senha...".
— Módulo espacial: "... Wilco...".
— Módulo lunar: "... Os sismógrafos fizeram
algum registro sobre o tempo do impacto em que
vi a luz resplandecente na superfície?...".
— Houston: "... Permaneça firme... Checaremos
isto...".
— Módulo lunar: "... Talvez seja um OVNI, não se
preocupe... Eu pensei que alguém estivesse
observando isso... Poderia ter sido um dos outros
raios de luz...".
— Houston: "... Roger... Copiamos o tempo e...".
— Módulo lunar: "... Marquei o lugar...".
— Houston: "... Passe-o para a sala traseira...".
— Módulo lunar: "... Ok... Também o marquei no
mapa...".
A presença de um objeto voador não-identificado
destaca-se nesta transmissão, dando a entender
uma naturalidade intrigante pelo tipo de
resposta. Noutras palavras, os astronautas,
assim como Houston, encaram a presença de um
objeto alienígena com bastante naturalidade.
A missão Apolo 17 foi concluída no dia 19 de
dezembro de 1972, após 301 horas, 51 minutos e
59 segundos de atividades espaciais, culminando
assim todo um período de grandes e intrigantes
descobertas. Mesmo no seu retorno para a Terra,
os astronautas foram incomodados com a
presença de estranhos objetos no espaço, que
foram comunicados ao centro de controle.
As posteriores missões espaciais, como a Skylab,
mais conhecida como "o laboratório orbital", não
escaparam ao assédio de estranhos objetos
voadores. Como no caso da Skylab 2, lançada no
dia 25 de maio de 1973 com os astronautas
Charles Conrad Jr., Joseph P. Kerwin e Paul J.
Weltz. Segundo consta, a tripulação observou a
presença de um objeto muito brilhante próximo
do laboratório por longo tempo. De igual forma, a
Skylab 3, lançada em 28 de julho do mesmo ano
com os astronautas Alan L. Bean, Owen K.
Garriot e Jack R. Lousma, registrou a presença de
um objeto também muito brilhante, cujo
movimento parecia ser constante. Sob o registro
SL3-118-214, o astronauta Alan Bean obteve
clara imagem do estranho objeto.
Também as posteriores missões Columbia e
Endeavour do ônibus espacial, mais conhecidas
como "Space Shuttle", também enfrentaram a
presença de estranhos objetos, fotografando e
filmando a sua passagem tanto próximos da
nave espacial como simplesmente sobrevoando
a Terra e realizando manobras.
Posteriores missões não-tripuladas, como a
sonda Clementine, conseguiram registrar a
presença de estruturas triangulares próximas da
cratera Ukert, na Lua, localizada quase na região
central, além de detectar a presença de enorme
número de estruturas simétricas em várias
outras regiões e de perceber uma atividade nãohumana
em sua superfície. Evidentemente, a Lua
abrigou num passado bases de outras
civilizações, que deixaram as estruturas como
monumento à sua existência e tecnologia,
porém, apreciadas apenas em sua beleza pelos
poucos astronautas que as visitaram.
Seja como for, a presença de estranhos objetos
voadores, frutos de uma tecnologia
desconhecida, assombraram não somente o
passado da humanidade, mas também o seu
presente, seja em seu céu como no espaço. As
diversas missões espaciais, tanto norteamericanas
quanto soviéticas, não somente
comprovaram a presença de espaçonaves de
origem extraterrestre circulando no espaço como
também descobriram que estas civilizações
existem há muito tempo, utilizando a nossa Lua
como base intermediária de atividades. Por esta
razão, ao longo de muitos anos, diversos
contatados e astrônomos registraram a presença
de luzes e objetos movimentando-se pelo
satélite, alertando a humanidade dessa
atividade, sem encontrar qualquer eco.
A repressão experimentada pelos astronautas
apenas reflete a presença de incontrolável medo
de uma presença que ameaça o estado de ordem
vigente. O homem acredita ser detentor da
verdade absoluta, senhor único do destino deste
planeta. Porém, para sua infelicidade e
desconforto, outras inteligências estão
demonstrando que toda essa arrogância não é
apenas leviana e sem base, mas que sua
depredante e irresponsável atitude reverbera no
espaço afora. Os tempos de uma postura egoísta
e sem visão de conjunto agoniza claramente,
enquanto objetos estranhos povoam os céus do
nosso maltratado planeta, anunciando, com
arauto silencioso, a chegada de uma nova forma
de concepção da vida, do mundo e do próprio
Universo. Sinais chegam dos céus anunciando o
alvorecer de uma nova era e de uma nova
civilização estruturada em moldes agora
desconhecidos. Curiosos anjos de formas
estranhas e veículos brilhantes perturbam a
tranqüilidade dos poderosos e dos ignorantes
que teimam em negar o que resulta evidente.
Em breve, um novo amanhã surpreenderá quem
não tiver a humildade de rever sua postura,
tomando a chegada desta nova realidade uma
terrível e radical forma de seleção.
A qualquer momento, os antigos carros de fogo
ou os famosos dragões voadores chegarão. E
cada um de nós? Como enfrentaremos essa
possibilidade? Esperemos que da melhor forma
possível.

Avistamento
ocorrido em 12/6/1975
na estrada de
Theilingen para Rumlikon,
entre Berg e
Rumli-kon, Suiça,
fotografado por Eduard
Meier.

Contatos e Abduções
Ao longo de todos os fascículos já publicados, e
considerando tudo o que já foi abordado, discutido,
questionado, apresentado e até sugerido
dentre as muitas conclusões possíveis sobre a
questão de toda essa fenomenologia,
poderíamos destacar, especificamente, apenas
três: em primeiro lugar, constatamos que o
fenômeno OVNI é um assunto muito sério, não só
no nível governamental, cujo envolvimento direto
e indireto se faz presente em atitudes de
simulação e manipulação, censura, e até em
discursos de aparente desinteresse ou
desinformação, etc., mas também nos níveis
social e "científico" (científico entre aspas devese
ao fato de que o fenômeno OVNI em si, por
tudo o que implica, ainda está à margem daquilo
que poderia ser objeto de estudo das ciências
tradicionais. Além disso, a grande maioria, dos
autodenominados, "ufólogos científicos" possui
formação parca ou nenhuma, além de certa
miopia intelectiva para uma avaliação isenta e
escorreita do assunto); em segundo lugar, analisando
as várias hipóteses da origem do fenômeno
(seres extraterrestres de passagem ou de visita,
viajantes terrestres do futuro, objetos e formas
dimensionais, naves e aparelhos "terrestres"
de tecnologia avançada, luzes e irradiações
telúricas provenientes de fenômenos geotécnicos
desconhecidos, atividades ou movimentos
cósmico-estelares ainda por postular-se etc.),
temos que, sem dúvida, a mais popular, a mais
discutida, a mais argumentada e contraargumentada,
a mais "palpável" e a que mais
tem sido objeto de estudos é, pois, a chamada
hipótese extraterrestre; e, finalmente, em terceiro
lugar, admitindo-se a realidade de tamanha
"revelação", achamo-nos absolutamente
despreparados e digerirmos, como já foi possível
apreciar mundialmente, para sequer digerirmos a
idéia de que "vizinhos" não só existem como
estão à soleira da porta.
À partir disso, valeria a pena voltarmos nossa
atenção para este aspecto tão controvertido e
importante do fenômeno OVNI, que diz respeito
aos possíveis contatos de seres humanos com
criaturas supostamente extraplanetárias, já que
são elas a fonte direta de comprovação da
existência destas presenças e de sua natureza,
permitindo a identificação de suas intenções e
objetivos, introduzindo novas informações ou
desinformações, e ser alvo de seus fiscais e
intérpretes, os ditos "ufólogos científicos".
Extraterrestres
Faz-se necessário sempre ressaltar que, na
impossibilidade de tocar, apalpar, cortar,
radiografar, emulsionar, enfim, de ter à
disposição o objeto de pesquisa, toda e qualquer
avaliação, afirmação ou conclusão que se faça do
fenômeno OVNI é, por assim dizer, no mínimo,
assaz limitada. Mesmo assim, na impossibilidade
de "condições ideais de pesquisa e análise", a
investigação conta com algumas "ferramentas" à
mão para, pelo menos, dar início a essa aventura
perfeitamente "de outro mundo". Antes de
entrarmos diretamente no chamado "processo de
contato", é importante ter em mente que, no
tocante às diferentes alternativas de tentativa de
explicação da origem e procedência dos OVNI,
uma idéia não invalida a outra; em outras
palavras, as diferentes hipóteses não se
excluem. Ao contrário, muitos acreditam que a
vasta diversidade dos casos surgidos só pode
encontrar respaldo explicativo admitindo-se a
concomitância de várias das possibilidades
anteriormente apresentadas.
Como já foi relatado em publicações anteriores,
poucos anos após o advento da chamada Era
Moderna da ufologia, em fins da década de 40 e
princípios dos anos 50, começaram a aparecer
pessoas que afirmavam ser os discos voadores
naves de transporte interplanetário, tripuladas
por seres de origem extraterrestre. Mas de onde
estas pessoas tiravam tais informações?
Obviamente, de contatos diretos com alguns dos
ditos tripulantes dessas espaçonaves.
Quando se mencionam certos termos como
"seres extraterrestres", "contatos",
"avistamentos de naves de procedência
alienígena", "evidências físicas de determinado
acontecimento dito ufológico", parte-se do
princípio de que tal cabedal de ocorrências
provém de criaturas vivas, de fisiologia similar à
humana ou não, que nos estariam visitando.
Assume-se de imediato que, na vastidão do
Cosmos, a vida não só é apenas uma
possibilidade (para alguns mais que isso, uma
probabilidade), mas um fato mais que
consumado, haja vista o enorme número de
"provas" de que nossos céus são singrados
periodicamente.
Pois bem: admitindo-se como válida tal teoria,
que razões estariam levando seres de
procedência distante (quem sabe quão
longínqua) a viajar tanto? Por que estes supostos
seres se interessariam por nós? Ou será que têm
outros interesses que desconhecemos?
Atualmente existem algumas teorias elaboradas
ao longo do tempo que tratam de responder a
estas perguntas. Dentre as principais e mais
veiculadas, destacaremos apenas algumas,
assim como algumas "ocorrências" que as
justificariam.
Hipóteses Sobre os Objetos dos
Extraterrestres
As hipóteses a seguir descritas foram postuladas
a partir do estudo e análise (guardadas as
devidas limitações) de eventos advindos de
encontros entre OVNIs e seus supostos
tripulantes, com vastíssimo número de pessoas
(dos mais variados tipos, idades e credos),
ocorridos em diferentes países durante os
últimos 50 anos. Encontros similares a estes
continuam a ser relatados diariamente.
1) Comprovação e reflexão sobre a sua
existência por meio da propaganda:
Esta tendência seria aquela responsável por
fazer com que o fenômeno OVNI seja um assunto
constante dentro da nossa sociedade, isto é, que
seja visto, discutido, debatido, fotografado,
filmado, analisado, etc. com o claro intuito de
mostrar-se, de fazer-se presente, de invadir e
estimular a nossa curiosidade, de levar a
humanidade a uma reflexão sobre a pluralidade
de vida e de sociedades que possam existir no
Universo e de comprovar a sua existência. Tudo
indica que muitos dos avistamentos relatados
tenham como pano de fundo clara e objetiva
"campanha de marketing extraterrestre", com o
intuito, talvez, de acostumar a humanidade, por
uma contínua e pesada exposição, à realidade do
fenômeno.
Tomem-se como exemplo os seguintes casos:
·Em agosto de 1947, o artista italiano Rapuzzi
Johannis, enquanto caminhava pelas
montanhas entre a Itália e a antiga
Iugoslávia, avistou um objeto vermelho de
forma discoidal pousado, ladeado por duas
entidades de tipo "anão". Os seres, além de
baixos, possuíam cabeças grandes e rostos
verdes.
·No dia 4 de fevereiro de 1951, uma menina
chamada Sheila, que vivia em Withdean,
Sussex, Inglaterra, brincava no jardim de
sua casa quando avistou um objeto
discoidal de cor cinza-esverdeado, com uma
cúpula transparente. Três criaturas vestindo
roupas coloridas e bufantes foram vistas
saindo do objeto, dirigir-se até a jovem
Sheila, voltar-se e retornar ao objeto, que
em seguida desapareceu.
· No dia 12 de setembro de 1952, no estado
de Virginia, Estados Unidos, o guarda
florestal Gene Lemon, juntamente com
outras testemunhas, enquanto procurava o
local de um suposto pouso de uma nave
avistada instantes antes, deparou-se com
uma criatura de três metros, de rosto
vermelho, olhos protuberantes e corpo
verde-fosforescente.
· No dia 9 de outubro de 1954, em Pournayla-
Chetive, França, quatro crianças,
brincando perto do cemitério local, viram
uma criatura de olhos grandes, cabeça e
rosto cobertos por pêlos, baixa
(aproximadamente l,20m), saindo que saiu
de um disco pousado.
· Perto de Niágara Falis, Estados Unidos, em
janeiro de 1958, uma mulher que dirigia seu
veículo, após perceber na rua em que trafegava
destroços do que parecia ser um
avião, notou duas figuras com quatro patas,
rabo e o que lhe pareceram ser braços na
altura da cabeça. As criaturas
desapareceram de repente, e ao mesmo
tempo um OVNI apareceu no ar.
· Em princípios dos anos 60, em West
Virgínia, foram vistas criaturas tipo
"homem-borboleta", com asas, olhos
vermelhos brilhantes e cabeça diminuta.
· No dia 12 de abril de 1964, em Socorro,
Novo México, o sargento patrulheiro Lonnie
Zamora avistou duas "pessoas" ladeando
um objeto oval pousado.
· Em Cisco Grave, Califórnia, no dia 5 de
setembro de 1964, uma testemunha
conhecida por Mr. S. avistou dois
humanóides com roupas cintilantes, de
olhos proeminentes e que aparentemente
estavam acompanhados por um robô.
· Enquanto esquiavam em Imjarvi, ao sul da
Finlândia, em janeiro de 1970, Aarno
Heinonen e Esko Viljo viram, saindo de uma
luz que desceu do céu na frente deles, uma
entidade que carregava uma caixa nas
mãos. O ser era magro, pálido, de nariz
arrebitado, orelhas pequenas e cabeça
pontuda.
· Enquanto investigava denúncias de
avistamentos na região de Falkville,
Alabama, o chefe de polícia Jeff Greenhaw
deparou-se com um ser de brilho metálico
que caminhava na estrada em sua direção.
Bateu quatro fotos: uma a 15m, outra a 6m
e duas a 3m. Este fato ocorreu no dia 18 de
outubro de 1973.
· Também no dia 19 de dezembro de 1973,
uma testemunha viu, da janela de sua
cozinha, uma criatura tipo humanóide de
aproximadamente 1m de altura, com roupa
que brilhava em tom verde, caminhando
pelo jardim de sua casa, em Vilvoorde.
· Já em junho de 1976, o Dr. Padron Leon,
quando dirigia seu carro nas Ilhas Canárias,
Espanha, deparou-se com um globo
transparente que flutuava sobre a estrada,
aparentemente manipulado por duas
entidades que estavam em seu interior. Os
seres tinham entre 3 e 3,5 m de altura,
vestiam "uniformes" de cor vermelha,
capacetes negros e possivelmente luvas
também negras.
·Em janeiro de 1977, duas testemunhas,
Barbara e seu filho de 12 anos Robert, do
jardim de sua casa em Huyton, Merseyside,
Inglaterra, viram uma figura alta, vestida
com roupa brilhante, flutuando perto de
alguns arbustos vizinhos.
·Em 27 de setembro de 1989, na localidade de
Voronezh, ex-União Soviética, a 300 km de
Moscou, um OVNI pousou e dele emergiram
duas criaturas gigantes de cabeça pequena,
aparentemente acompanhadas por um
robô.
A todos esses casos, alguns envolvendo criaturas
de feições não-humanas, devem ser somados o
incontável número de avistamentos e
experiências correlatas ao longo de todos os
tempos, notadamente ocorridas no último século
e, ainda hoje, observadas por pessoas comuns,
pilotos de aviões civis e militares, foguetes,
cápsulas e ônibus espaciais, assim como
marinheiros em geral e uma gama interminável
de outras testemunhas ao longo de todo o
planeta. E com base nessa "evidência" que se
considera corroborada, por parte de alguns, a
afirmação de que seres de outros mundos estão
se mostrando a olhos vistos.
2) Reparos, Inspeções, Análises, Estudos e
Prospecções
Muitos são os relatos de testemunhas que viram
naves, na maioria dos casos de forma discoidal,
pousadas; em muitas ocasiões, criaturas foram
vistas em pleno desenvolvimento de atividades,
que foram interpretadas como as descritas
anteriormente. Vejamos:
Reparos
·No dia 23 de julho de 1950, em Guyancourt,
perto de Paris, por volta das 23 horas,
Claude Blondeau viu dois objetos pousados,
de forma discoidal, cinzas. De cada lado das
duas naves havia um "homem" de
aproximadamente 1,70m, cabelos
castanhos, roupa escura. Aproximando-se,
Claude perguntou a um dos seres: "Estão
com alguma avaria?". Prontamente o ser
respondeu-lhe, em correto francês: "Sim,
mas logo estará arrumado". Com um minuto
mais de reparos os seres decolaram.
Análise de amostras minerais
·Em maio de 1955, na localidade de Dinan,
costa norte da França, o Sr. Droguet viu no
pátio da escola em que trabalhava uma
nave a 1m (flutuando) do solo e a seu lado
dois humanóides de baixa estatura, vestidos
com escafandros e capacetes, um deles
recolhendo minerais do solo (cascalho
grosso).
·Em fevereiro de 1969, em Nuble, Valparaíso,
Chile, um senhor, sua esposa e duas filhas,
por volta das 4 horas da manhã, viram três
seres "descer" por um raio luminoso,
emitido por uma nave que aterrissou a 60m
da casa em que estavam. Os seres tinham
cerca de 2m de altura, vestiam traje
inteiriço, luvas e botas, e uma insígnia
metálica no peito; andaram pela praia e
coletaram areia e pedras negras.
Levantamento de amostras vegetais
·Em Newark Valley, Nova York, no dia 24 de
abril de 1964, o fazendeiro Gary Wilcox, ao
avistar um objeto de forma oval flutuando
em uma colina de sua propriedade,
acercou-se e viu sair da nave dois
"homenzinhos" de 1,20 m de altura, que
traziam em suas mãos tufos de ervas.
Ambos entabularam uma conversação, e os
seres, além de afirmarem que provinham de
Marte, mostraram-se muito interessados em
adubos e fertilizantes.
Levantamento de amostras animais
·Em abril de 1897, Alexander Hamilton,
fazendeiro em Kansas, viu uma nave em
forma de charuto baixar sobre seu rancho,
erguer um bezerro pelo pescoço e levá-lo
consigo.
Neste tópico poderiam ser incluídos todos os
casos das chamadas "mutilações de animais"
(fenômeno de alcance mundial), aos quais a
responsabilidade se atribui a seres
extraterrestres, com propósitos ainda
desconhecidos.
Levantamento de amostras diversas
·No dia 16 de dezembro de 1965 o ferroviário
César T. Gallardo, em Sauce Viejo,
Argentina, viu um homem trajando uniforme
cintilante, que entrou no compartimento em
que estava, rasgou uma parte do jornal que
o ferroviário estava lendo e o levou consigo,
assim como certa quantidade de petróleo.
Outras testemunhas viram um "homem
luminoso" caminhando sobre a via.
Vale ressaltar que o Brasil, em termos de casos
ocorridos, pesquisados e divulgados, encontra-se
em situação "privilegiada", com uma infinidade
de eventos de diversidade ímpar, tendo muitos
exemplos de "clássicos mundiais". Um dos bons
serviços que a comunidade "ufológica" brasileira
tem feito é justamente a divulgação periódica
das principais ocorrências nacionais.
Além destas duas hipóteses, de cunho
"publicitário" e "científico", ocorreram, e
continuam ocorrendo, situações em que algum
tipo de "contato", de "comunicação" (verbal ou
não), se plasmou. Este é um capítulo todo
especial no que tange ao assunto do qual
estamos tratando; uma "teoria" ou "abordagem"
muito delicada, tão inusitada quanto polêmica.
Contatos e Comunicações com
Alienígenas
A seguir, abordaremos alguns dos mais famosos
casos em que algum tipo de intercambio, de comunicação,
de relação "interpessoal" ocorreu. A
partir da avaliação do "conteúdo" de tais eventos,
"especialistas" têm tentado encontrar os
propósitos ou razões que atrairiam seres de outros
orbes a este rincão da Via Láctea. Desta forma,
admitimos a seguinte subdivisão do tópico:
A) Visualizações: Consideraremos aqui a infinidade
de contatos visuais, feitos por meio de gestos e, às
vezes, palavras, trocados entre terrestres e seres
de procedência não-terrestre. No tocante a gestos,
os mais freqüentes foram os feitos com as mãos
espalmadas (geralmente a direita), os acenos de
cumprimento ou despedida e sorrisos. Cabe
destacar que nas ocasiões em que ditos eventos
ocorreram, a conotação dada aos gestos e
posturas foi a mesma assumida "aqui na Terra",
isto é, de cortesia, simpatia, saudação. Em muitas
ocasiões foram emitidas palavras ou "frases
completas" por parte dos extraterrestres (em
encontros rápidos), a maioria delas em idioma ou
linguagem ininteligível. O francês, o inglês, o
espanhol e o português também já foram ouvidos.
B) Contato Não-Amistoso: Muitas foram as
situações nas quais o "contato" ocorreu, mas antes
de ser considerados "inteligentes" poderiam
perfeitamente ser classificados como nãoamigáveis.
Formam o cabedal de casos que
envolvem lutas, ferimentos, ataques de variadas
formas e até mortes. É extremamente importante
ter sempre em mente que juízos de valor não
podem nem devem ser emitidos, não só devido à
escassez de informações fidedignas e de "primeira
fonte" como também devido à natureza
extraordinária do fenômeno. Assim, leviana seria a
atitude de julgar como crime, abuso, intrusão,
invasão ou qualquer outra maneira depreciativa a
suposta intenção dos alienígenas envolvidos nas
situações em questão. Feita a ressalva, analisemos
alguns casos:
·No dia 21 de outubro de 1917, na província de
Las Hurdes, Espanha, ocorreu o encontro
entre Nicolas Sanchez e uma luz, que além de
interpor-se em seu caminho fê-lo cair de seu
cavalo. Nove dias depois, de forma
inexplicável para a época (hoje manipula-se a
hipótese de irradiação), Nicolas faleceu.
·Entre 1914 e 1921 (não se sabe ao certo), na
Garganta La Olla, Espanha, enquanto
caminhava só por uma estrada deserta, "tio
Mona" deparou-se com um "ser" baixinho,
que lhe atacou; assim que colocou as mãos
no "ser", sentiu uma pilosidade anormal.
Lutaram por alguns segundos e, em seguida,
"tio Mona" viu o "ser" erguer-se em direção a
uma luz, em forma de lua cheia, que pairava
por cima dele.
·Na localidade de Kelly Hopkinsville, Kentucky,
Estados Unidos, entre os dias 21 e 22 de
agosto de 1955, Billy Ray Taylor avistou,
junto a várias outras testemunhas, um OVNI
sobrevoando sua comunidade. Alertado pelos
latidos de seu cachorro, viu aproximar-se de
sua casa uma criatura que caminhava com os
braços esticados, de 1m de altura, cabeça
com forma oval, sem cabelo, olhos enormes
localizados nas partes laterais da cabeça,
boca grande e orelhas do tipo elefante. No
lugar das mãos possuía garras; era de cor
cinza, e os olhos eram brilhantes, amarelos.
Foram vistos outros seres pelas redondezas.
Apesar de haver disparado contra várias
vezes, nenhum corpo foi encontrado.
·No dia 21 de janeiro de 1959, logo após um
murmúrio gerado pela visualização da queda
de um OVNI em Gdynia, Polônia, uma criatura
humanóide foi vista caminhando pela área.
Conduzido a uma clínica médica para
observação, a criatura teve seu "uniforme"
retirado somente após o uso de ferramentas,
e assim que teve seu bracelete retirado,
faleceu. Um exame post-mortem revelou número
anormal de dedos, estranha disposição
de órgãos internos e sistema circulatório em
forma de espiral.
·Em outubro de 1963, o Sr. Eugênio Douglas,
quando dirigia seu caminhão por uma estrada
em Isla Verde, Argentina, teve seu veículo
obstruído por três entidades que emergiram
de um disco voador situado a 10m dele. Os
seres eram altos (3,5 m) e possuíam
capacetes com antenas. Um raio vermelho,
proveniente dos seres ou do disco, atingiu
Eugênio, queimando-o. Em seguida Eugênio
disparou contra eles e fugiu.
·O Sr. Stephen Michalak, em Falcon Lake,
Ontário, Canadá, no dia 20 de maio de 1967,
viu um disco voador pousar a poucos metros
dele. Aproximou-se, escutou vozes que
provinham do interior do disco e, enquanto
analisava o formato da nave, recebeu o
impacto de uma onda de "ar quente" saída de
uma espécie de exaustor, causando-lhe
queimaduras de segundo grau.
·Em 1975, no dia 14 de fevereiro, Antoine
Sévérin testemunhou, na Ilha Reunion, no
oceano Índico, a aproximação e aterrissagem
de um objeto circular de cúpula transparente.
Dele emergiram pequenas criaturas de altura
por volta de 1m, que lhe dispararam um raio
de luz branca, deixando-o inconsciente por
várias horas, causando-lhe distúrbios físicos
dias depois.
·Enquanto trafegavam perto de Huffman, Texas,
Betty Cash, Vickie e Colby Landrum viram um
objeto voador aproximar-se do carro. O calor
emitido pelo objeto era tão intenso que não
se podia tocar nas partes internas do veículo.
Aparentemente as três testemunhas foram
expostas a uma forte radiação, pois Betty,
além de náusea e diarréia, sofreu perda de
cabelos e desenvolveu câncer mamário.
Tanto Vickie quanto Colby sofreram
queimaduras e tiveram seus sistemas
oculares afetados. Este fato ocorreu no dia 29
de dezembro de 1980.
C) Contato Inteligente: Aqui abordaremos
encontros que envolveram um contato mais íntimo
com as "criaturas propriamente ditas", tanto física
como mental-telepaticamente, ocorrido de forma
voluntária ou "forçada". Selecionou-se, da miríade
de casos existentes, alguns daqueles considerados
"clássicos" e "amistosos". Dentre as variantes de
experiências ocorridas, destacam-se aquelas que
decorreram de conversas, viagens (locais e nãolocais),
mensagens das mais diversas e até
mesmo eventos nos quais se constataram distintos
tipos de "curas" a doenças apresentadas pelos
terrestres em tais ocasiões.
· No mês de julho de 1947, no Brasil, o Sr. José
Higgins foi o único de um grupo de
pesquisadores que permaneceu no local
depois do pouso de um disco voador na
frente do grupo. Três entidades de altura
equivalente a 1,80m e roupas brilhantes
indicaram à testemunha que provinham de
Urano, desenhando no solo oito círculos
concêntricos e indicando o primeiro como
sendo o Sol.
·No dia 8 de novembro de 1954, na época com
treze anos, Philip Molava, enquanto dava de
comer a seus coelhos no jardim de sua casa
em Croydon, sul de Londres, viu um pequeno
disco voador passar por sobre a área. No dia
seguinte, Philip acordou vomitando e foi
tratado com suspeita de intoxicação
alimentar. Deitado na cama, viu surgir de
uma nuvem brilhante três criaturas que se
materializam. De nada mais se lembrou, a
não ser do fato de que no dia seguinte já
estava bem, e a partir daí passou a vivenciar
experiências de caráter paranormal.
· Dirigindo distraidamente por uma estrada
deserta, na Áustria, em setembro de 1955, o
Sr. Josef Wanderka deparou-se de repente
com uma nave pousada. Ao avistar seus
supostos tripulantes, foi convidado a entrar
na nave. Disseram a Josef que provinham de
Cassiopéia, e mostraram-se interessados no
funcionamento de motores a combustão.
· Dia 25 de outubro de 1957, a filha de um rico
fazendeiro em Petrópolis, Rio de Janeiro,
Brasil, estava com câncer no estômago. Na
noite em questão, quando sentia muitas
dores, a moça viu, assim como sete pessoas
de sua família presentes no seu quarto, a luz
brilhante de um disco voador que pousou ao
lado da casa. Todos presenciaram a entrada
de duas criaturas, de 1,20m de altura,
cabelos loiros longos e olhos verdes, primeiro
na casa e depois no quarto da jovem. Um dos
seres, por meio de telepatia com o pai da
enferma, tomou conhecimento do problema.
O outro encarregou-se de, por uma luz
branco-azulada, analisar os órgãos internos
da jovem, visualizando o tumor e retirando-o.
Ao pai da paciente foi dada uma caixa em
forma globular contendo trinta pílulas
brancas a ser ministradas diariamente à
menina. Dois meses depois o médico da
jovem constatou a sua completa cura.
· Trinta e oito membros da missão anglicana de
Boinai, juntamente com o Reverendo William
Gill (em Papua, Nova Guiné), testemunharam
o vôo de dois objetos não-identificados sobre
a área em que estavam. Da cúpula de uma
das naves avistaram-se quatro figuras que,
aparentemente, controlavam o objeto. O
Reverendo acenou para eles, que
responderam da mesma maneira. Em seguida,
sinais luminosos foram trocados, por
lanternas, também prontamente respondidos.
Isto ocorreu em 1959.
· Aproximadamente às 11 horas da manhã do
dia 18 de abril de 1961, o fazendeiro Joe
Simonton viu um objeto voador estático no ar
a alguns metros de distância. De uma
abertura na lateral do objeto, viu três
criaturas descritas como "italianos": 1,50m de
altura, cabelos, pele e trajes negro-escuros.
Uma das criaturas pediu-lhe água e
prontamente foi atendida por Joe, que
recebeu dos visitantes três panquecas, bem
"terrestres", com a única ressalva de estarem
totalmente destituídas de sal.
· O Sr. Sid Padrick, que vivia em Watsonville,
Califórnia, em janeiro de 1965, após avistar
um disco voador pousado, de 20m de
diâmetro, escutou uma voz que lhe dizia para
se aproximar, pois nenhum mal lhe seria
causado. Dentro da nave, Sid encontrou-se
com oito alienígenas de aparência totalmente
humana, inclusive uma mulher. Um dos seres
comunicava-se com Sid em inglês, dizendolhe
que era o único capaz de fazê-lo. Padrick
pôde observar o interior da nave; inclusive
lhe foi dada a oportunidade de um passeio
pelos ares. Disseram-lhe que provinham de
um planeta situado no sistema solar, mas não
visível da Terra. O curioso foi a afirmação de
que estavam em missão de observação, mas
a "observação" devia ser feita por parte dos
terrestres, não deles. Padrick foi deixado a
300 km de sua casa.
· Em 4 de maio de 1969, enquanto pescava na
Fazenda dos Ingleses na região de
Bebedouro, perto de Belo Horizonte, Brasil, o
soldado José Antônio da Silva foi atingido por
uma luz que o deixou paralisado. Assistido
por dois humanóides de 1,20m de altura,
vestidos com trajes cinza-escuro, José Antônio
foi levado a uma nave, pousada, em forma de
cilindro. A nave decolou, e José Antônio sentiu
os efeitos da gravidade, tendo sido
necessário o uso de um capacete, fornecido
pelos alienígenas. Em seguida, foi conduzido
a uma sala em forma de pedra, com quadros
de animais e outras cenas terrestres.
Manteve conversa com uma entidade cuja
descrição se assemelha a um gnomo. Após
recusar uma aparente proposta de se tornar
um agente terrestre desta "civilização", José
Antônio foi deixado a 300 km do local onde se
encontrava pescando, quatro dias depois.
· Caçando alces com amigos, no dia 25 de
outubro de 1974, Carl Higdon surpreendeu-se
quando viu a bala do rifle que apontava na
direção de um alce sair vagarosamente do
cano e cair no chão 15m à frente dele.
Sentindo-se num cone de silêncio, viu
aproximar-se uma criatura humanóide, de
pele amarela, dentes grandes, sem orelhas e
aparentemente sem queixo, com uma antena
que lhe saía da testa. "Teletransportado" a
uma nave, Higdon pôde visualizar cenas do
mundo dos alienígenas, que mostravam seres
humanos que viviam em harmonia com o
meio. Interessante ressaltar que lhe foi
mencionado que processos de "hibridização"
por meio de experimentos genéticos eram
realizados com seres terrestres e que ele,
Higdon, aparentemente não "servia" a tal
propósito, porque havia se submetido a uma
vasectomia.
· Elsie Oakensen, quando dirigia pela estrada
A5, em Northhamptonshire, Inglaterra, em 22
de novembro de 1978, avistou um objeto
enorme à sua frente. Após permanecer algum
tempo sob a luz proveniente do objeto,
seguiu viagem. Chegando em sua casa, teve
a típica sensação de missing time (tempo
perdido). A partir deste encontro Elsie teve
sua capacidade paranormal aguçada; hoje,
inclusive, dedica-se a trabalhos de curas
mediúnicas e espirituais.
Para terminar este tópico, concentremo-nos agora
nas chamadas "experiências de contato
inteligente, nas quais uma mensagem (geralmente
à humanidade) foi transmitida; ou, em certos
casos, a experiência vivida não foi unitária, mas
sim uma dentre várias, nas quais um sem-número
de "informações" foram transmitidas, processadas,
arquivadas, divulgadas, manipuladas e
transformadas em objeto de estudos.
Apêndice: A chamada "ciência oficial" ainda resiste
tenazmente em admitir a possibilidade de que
seres de outros planetas possam nos visitar. A
possibilidade, ou mesmo a probabilidade, de
existência de vida fora da Terra é assimilável pelos
"senhores da ciência". Mesmo a asseveração de
vida inteligente (talvez até "mais" que nós)
parece-lhes cabível, sempre e quando não se
ventile que viajam até aqui. Ditos "cientistas"
parecem debater-se contra dois "espinhos".
Primeiro, temos a questão de como poderia o
"acaso" da Biologia cósmica conceber, em lugares
e condições tão díspares, universalmente falando,
criaturas tão similares? Segundo, a questão de
que, ainda que tais criaturas existam, ainda que
possam ter alcançado um nível tecnológico de
envergadura suficiente para viagens
interplanetárias, como vencer milhões de anos-luz,
tetradimensionalmente falando? Esses paradigmas
parecem ser colunas de sustentação de um
gigantesco dique, que tem represado o fluido do
conhecimento já há séculos (para não dizer
milênios), dificultando a vazão de algo tão
precioso e vital quanto o desejo de saber, ainda
que o que venha à tona não seja do nosso agrado.
O melhor que temos a fazer, todos, é curvar-nos
diante do grande "mestre tempo", que, à sua
maneira, destila justiça e compreensão.
Redigido o apêndice, vamos aos casos. Uma última
observação: alguns dos casos mencionados foram
estudados de forma suficientemente exaustiva
para que alguma classe ou tipo de "veredicto"
fosse sentenciada. Quando se fizer o momento
certo, não nos esquivaremos de qualificar os casos
pertinentes, tecendo os comentários que se fizerem
necessários.
· O ano de 1952 viu "aparecer" Howard
Menger, na época morador do Brooklin, Nova
York, que afirmava ter contatos com seres extraterrestres,
principalmente com uma linda
mulher de cabelos longos, que vestia um
traje translúcido e emanava amor e atração
física. De acordo com Menger, os alienígenas
seriam responsáveis pelos avanços dos povos
astecas e outras civilizações antigas. A
mulher em questão afirmava ter quinhentos
anos de idade e ensinou a Menger conceitos
"mecânicos" e espiritualistas. Em 1959,
Menger escreveu o livro From Outer Space to
You.
Comentário: O Sr. Howard Menger, durante as
décadas de 60, 70 e 80, esteve
"desaparecido" do chamado eixo ufológico.
Muitos afirmam que sua ausência deveu-se a
duas razões principais: a primeira seria a
frágil consistência de seus relatos,
severamente criticados por "especialistas"; a
segunda, um esvaziamento de interesse por
parte do público da época, notadamente mais
concentrados e interessados nos relatos do já
mencionados por George Adamski. Nos
primeiros anos da década de 90, Menger
voltou ao "circuito", convidado para vários
congressos e seminários relacionados com o
tema nos Estados Unidos.
·Foi 1954 o ano da publicação de Aboard a
Flying Saucer, de Truman Bethurum, que
afirmava ter sido contatado no deserto da
Califórnia por criaturas de l,50m, pele cor de
oliva e trajando uniformes. Os referidos seres
saíram de urna nave de 90m de largura por
50m de altura, capitaneada por uma mulher,
Aura Rhanes, que afirmou provir do planeta
Clarion, aparentemente escondido no lado
escuro da Lua. Segundo ela, os alienígenas
eram capazes de se passar por seres
humanos.
Comentário: O caso Bethurum nunca foi
levado muito a sério, principalmente quando
ele mesmo chegou a mostrar falta de
interesse em comentar suas experiências.
· Edwin é o nome de um "contatado" que se
corresponde freqüentemente com um
extraterrestre chamado Valdar.
Originalmente, conheceram-se quando Valdar
era o supervisor de departamento da fábrica
em que Edwin trabalhava. Tendo o hábito de
saírem para pescar juntos, certa vez,
enquanto conversavam, Valdar revelou sua
origem extraplanetária. Edwin viu quando ele
partiu num disco voador que havia pousado
na Baía Richards, na localidade de Natal,
África do Sul. Desde então, Edwin assegura
que continua em contato freqüente com
Valdar via rádio, recebendo mensagens de
alerta à situação atual do planeta Terra.
· Marian Keech foi uma "contatada" que
recebia mensagens, principalmente do tipo
psicográfica, de seres do espaço que se
autodenominavam "Os Guardiães". Estes
seres transmitiam conceitos filosóficos de
cunho esotérico e também faziam previsões,
poucas confirmadas. Foi formado um grupo,
que mais tarde se tornou uma seita religiosa,
dissolvendo-se com o passar dos anos e pela
falta de "comprovações".
·O ano de 1968 foi o início dos "contatos" da
mexicana Maria, que afirma ser uma das
quinze mil pessoas "contatadas" neste
planeta, sendo que somente trinta ou
quarenta estão autorizadas a falar
publicamente e comunicar ao mundo suas
experiências e informações, estas
transmitidas por mentes superiores, de cunho
filosófico e científico. Maria atualmente
realiza cursos e forma grupos de trabalho em
vários países da América Central e Europa,
devotando-se especificamente ao campo
terapêutico, para o qual desenvolveu toda
uma teoria e prática com cristais.
·No dia 13 de dezembro de 1973, enquanto
dirigia pelas montanhas de Clermont Ferrand,
França, o Sr. Claude Vorilhon avistou um
objeto voador que pousou perto dele, de
onde emergiu uma criatura de
aproximadamente 90 cm de altura, cabelos
negros e barba, vestindo uma roupa de peça
única, verde. O ser dirigiu-se a Claude em
francês e disse-lhe que sua raça já o
observava há algum tempo e que ele havia
sido escolhido como um "emissário" para expandir
a mensagem extraterrestre aos povos
da Terra. Com as mensagens recebidas nas
semanas seguintes, Claude publicou um livro,
que serviu como introdução para o que foi
chamado de "Movimento Raeliano".
Comentário: Sem entrar no mérito da questão
da "experiência" em si, vale destacar o fato
de que o chamado "Movimento Raeliano" é
constantemente criticado pelas pessoas
vinculadas ao "meio ufológico", não tanto
pela inconsistência de suas afirmações
(consenso geral), mas principalmente pelas
atitudes incongruentes de seu líder e
fundador.
·Em 1975, o então jovem jornalista espanhol
Juan José Benitez Lopez publicou seu primeiro
livro sobre ufologia chamado OVNIs: SOS à
Humanidade, em que relata de maneira
pormenorizada sua visita e estada em Lima,
Peru, para onde havia sido enviado na
qualidade de correspondente para assuntos
internacionais do jornal A Gaceta del Norte.
Nessa oportunidade, seu trabalho consistiu
em averiguar a veracidade de notícias que
circularam na época e que diziam respeito a
um grupo de jovens que afirmavam manter
"contato inteligente" com seres
extraterrestres. Benitez ouviu, perguntou,
gravou e, na ausência de evidência mais
concreta, colocou aos jovens sua posição de
que suas impressões e credibilidade teriam
de se basear apenas na "simpatia" e "boa
vontade". Diante dessa colocação e para sua
surpresa, foi "convidado" a uma experiência
de campo por uma das supostas entidades
extraterrestres, por uma "comunicação"
telepática canalizada por um dos integrantes
do grupo de jovens (Benitez guarda consigo
esta preciosa folha de papel até hoje). Tal
como dizia a "mensagem", no local
assinalado e na hora acertada, de forma
clara, nítida e indubitável, Benitez e todos os
presentes, também convidados, viram
aproximar-se e estacionar quase sobre suas
cabeças dois grandes objetos sólidos, que
emitiam intensa radiação luminosa. A experiência
como um todo durou vários
minutos, para deleite e susto do jovem
jornalista. Desta forma, concluía com êxito o
primeiro registro de um "contato programado
previamente", presenciado por um membro
da imprensa. A partir daí, o grupo de jovens
seguiu com suas experiências, não só
espalhando pelo mundo a "mensagem"
obtida dos seres extraterrestres com os quais
mantinham (e mantêm até hoje) "contato"
(mensagem de reflexão, de autoavaliação, de
esperança num tipo de vida diferente do
atual etc.), mas também tentando estruturar
processos de continuidade de tão singulares
experiências.
Comentário: Advinda destes primeiros
"contatos" ocorridos no Peru em 1974 surgiu
a famosa Missão Rama, que se dividiu em
duas vertentes principais e diferentes, as
quais têm sobrevivido ao longo de vinte e
dois anos em vários países do mundo. Muito
de positivo e negativo ocorreu nesse intervalo
e tem sido atribuído, justa e injustamente, às
diferentes correntes nas quais se
desmembrou o grupo original, não sendo da
alçada desta obra entrar no mérito da
questão nem emitir veredicto a respeito. É
mister, porém, que se ressalte o testemunho
pessoal do escritor de língua espanhola mais
lido da atualidade, J. J. Benitez, ainda que
seus "compromissos" e/ou "convicções"
atuais o levem, às vezes, a relegar à segundo
plano ou mesmo a menosprezar suas
experiências no Peru. Mesmo assim, Benitez
escreveu mais adiante um segundo livro,
chamado 100.000 km em busca de OVNIs, no
qual descreve uma segunda experiência em
companhia de outro jornalista espanhol.
· Em abril de 1980, Aino Ivanoff, dirigindo seu
carro numa tranqüila estrada da Finlândia,
viu-se de repente submerso em uma densa
neblina, quando se sentiu transportado ao
interior de uma nave em que seres
alienígenas, por meio dele, nos aconselharam
a terminar com guerras e destruição.
Aparentemente lhe foi dito, também, da
inabilidade de estes seres terem filhos, o que
indicaria justificativa para processos de
hibridização e experimentos genéticos feitos
principalmente pelas chamadas abduções
(tema a ser tratado no capítulo seguinte).
·Gary Kinder publicou, em 1987, o livro Light
Years, que discorre sobre as experiências e
aventuras do suíço Eduard "Billy" Meier
durante os anos de 1974 e 1978. Kinder
relata as primeiras experiências de "contato"
de Meier, os processos de "comunicação", de
encontros e de preparação utilizados por ele
para realizar aquelas que são consideradas as
melhores e mais nítidas fotografias e
filmagens de discos voadores obtidas até o
momento. Detalha, também, todo o processo
de análise e pesquisa desenvolvido pelo casal
Lee e Brit Elders, investigadores norteamericanos
que divulgaram ao público
mundial as análises das imagens de filmes,
do som/ruído gravado por Meier certa ocasião
e até do material de origem supostamente
extraterrestre recolhido por ele depois de
outro "contato". O caso Meier saiu ileso de
tamanha bateria de exames, apesar de haver
sido considerado polêmico desde o princípio.
Estudos posteriores comprovaram fraudes em
algumas das fotos e filmagens (porém, não
em todas), o que permitiu que muitos
"especialistas" voltassem a ter noites de sono
tranqüilas, sentindo-se "aliviados" da carga
que era admitir a veracidade de tão
"perfeitos contatos". Dentre as milhares de
páginas de mensagens e informações
compiladas pelo suíço, destacam-se as
seguintes: Meier contatava-se com seres
provenientes das Plêiades, principalmente
com duas mulheres, a loura Semjase e a
morena Asket, que pilotava a nave em que
vinham. Semjase contou-lhe sobre suas
origens, de visitas de antepassados seus à
Terra em tempos antigos, da necessidade de
mudança de atitude por parte dos seres
humanos terrestres, que estariam levando
sua própria condição a uma situação limite,
na qual a auto-aniquilação era mais que uma
possibilidade. O chamado Caso Meier esteve
no "topo" das discussões e debates mundiais
por muitos anos, "resfriando-se" no início dos
anos 90. Hoje, sabe-se que Billy Meier
continua "atuando", recolhendo e compilando
informações por intermédio de seus
"contatos". Vez por outra uma nova
publicação é lançada no mercado e um novo
congresso volta a debater o tema, fazendo
com que este seja talvez o caso mais
discutido e comentado da ufologia.
Comentário: A importância do caso Meier
explica-se por si só. E importante ressaltar
que, apesar de comprovadas fraudes em
algumas das fotos e filmagens relativas que
vieram a público, nem todas foram assim
qualificadas; muitas resistiram incólumes às
pesquisas realizadas e até hoje intrigam os
reais investigadores. Além disso, Meier
chegou a dizer que não reconhecia como
suas muitas das fotos taxadas de truques
fotográficos (sabe-se que sua casa sempre foi
muito visitada, e como as fotos eram, pelo
menos no princípio, guardadas numa caixa de
sapatos que ficava embaixo de uma cama, à
vista de todos, a prudência não permite
descartar a possibilidade de que outro ou
outros tenham manipulado ditas fotos); a
pessoa encarregada de revelar as fotos
também defende o suíço, igualmente não
reconhecendo aquelas que teriam, teoricamente,
sido reveladas por ele, além de
jamais colocar em dúvida a idoneidade de
seu "cliente". Finalmente um último
"mistério": assim como no caso de George
Adamski, também massacrado por "parte do
eleitorado insatisfeito" (da ufologia dita
científica), ninguém explica como ano após
ano são relatadas e descritas naves com
formatos extremamente similares (para não
dizer idênticas) às descritas e
fotografadas/filmadas tanto por um quanto
por outro. Será tão extensa a rede de
enganadores promovida por estes indivíduos
ou será que "algo" de verdade e fundamento
tinham e têm seus "contatos"?
Estudo das Variações Tipológicas
Como são os extraterrestres que chegam à Terra?
Analisando os relatos das descrições obtidas, que
a cada dia ocupam mais gavetas e disquetes,
observa-se uma enorme variedade em termos
tipológicos e fenotípicos. Estudiosos têm feito
classificações e divisões, assumindo diferenças
entre raças, reinos e até famílias. A grande
maioria, porém, tem estabelecido a forma
humanóide como tipo básico. Neste conjunto há de
tudo: pequenos e grandes; de tons de pele dos
mais variados, predominando o cinza, o verde, o
branco-pálido e a "cor de pele" normal. Há os de
cabeças grandes, diminutas, encapuzados,
"escafandrados"; rostos quadrados, ovais,
disformes, angelicais; ruivos, carecas e com mais
ou menos dedos nas mãos. Existem ainda os que
se qualificariam num quesito entre "robôs" e
"andróides". Vale a observação de que, de acordo
com estudos estatísticos realizados pelo
competentíssimo pesquisador Jacques Valleé, já
passam de dois milhões os relatos devidamente
registrados de eventos relacionados a OVNIs que
chegaram a aterrissar em todo o mundo
(estimando-se que o total de casos, nos últimos
cinqüenta anos, considerando aqueles que
ocorreram e nunca chegaram a ser relatados, algo
em torno de quatorze milhões), e que aqueles
envolvendo ocupantes, tripulantes ou seres
associados a eles rondaria a barreira de três a dez
mil casos com algum tipo de registro e superior a
cem mil, considerando-se os desconhecidos.
Origens: De onde vêm os extraterrestres? De
acordo com as informações obtidas a partir dos
"contatos", tudo indica que a variedade de tipos
reflete-se nos lugares de procedência indicados
por eles próprios: Plêiades, Mercúrio, Ganimedes,
Orion, Marte, Vênus, Saturno, Júpiter, Urano, Zeta
Reticuli, Sírius, Alfa Centauri e sistemas e planetas
desconhecidos, tais como Clarion, Meton, Apu,
Hera, etc.
Comunicação: De que maneira se comunicam os
extraterrestres? A telepatia tem tido a primazia
como veículo de contato entre terrestres e
alienígenas, obviamente "decodificada" de acordo
com os idiomas e paradigmas de cada um. Os
"contatados" que utilizam (ou são submetidos)
esse meio de comunicação afirmam que "sentem"
ou "escutam" em suas mentes as palavras e frases
provenientes dos extraterrestres. Muitos inclusive
ressaltam o fato de que a comunicação da parte
deles, terrestres, em direção aos visitantes
também é, em muitos casos, realizada
telepaticamente. Além da telepatia, símbolos ou
sinais e "linguagem" são comumente utilizados,
predominando os sinais feitos com as mãos e
desenhos em geral, seja os vistos no interior de
naves ou os feitos no solo. A linguagem dos
ocupantes pode ser separada em dois grupos: a) o
diálogo entre eles próprios, descritos pelas
testemunhas como "palavreado estranho", sons
guturais, grunhidos de porcos, latidos de cães,
coaxar de rãs, mugido de vacas e cacarejo de
gansos; idioma ou linguagem "tipo alemão",
linguagem com um som "k" recorrente; musical;
voz rouca, etc.; b) o diálogo com as testemunhas
também é dividido em dois grupos: 1º em língua
conhecida: pelo que se sabe, apenas quatro
idiomas foram utilizados pelos extraterrestres até
o momento: espanhol, inglês, francês e português.
A natureza dos diálogos varia de uma simples
frase até longas conversas; e 2º em língua
desconhecida.
Faltaria apenas comentar um aspecto específico
da fenomenologia OVNI, tão ou mais polêmico que
o "contato inteligente", aquele que se refere aos
casos que, no jargão da casuística ufológica, se
encontram sob o título de "abduções".

Misteriosas
formações circulares
surgidas em plantações
de cereais no interior da
Inglaterra.

Abduções
O termo "abdução" vem do inglês abduction, que
significa "seqüestro" ou "rapto", e se relaciona, em
ufologia, aos casos em que seres humanos são
teoricamente "forçados" por criaturas alienígenas
a viver algum tipo de experiência. Desnecessário
dizer que ditos "eventos" suscitam enorme
controvérsia não só fora do meio especializado (se
a viabilidade de "visitas" por parte de seres
extraterrestres já é tão combatida, que dizer então
da possibilidade de que "eles" sejam capazes de
interferir em nossas vidas de maneira tão incisiva),
como também no seio da ufologia, cujos
participantes tendem a radicalizar suas posturas,
pró ou contra, quanto à intenções, conseqüências
e atitudes a serem tomadas em relação às
entidades mencionadas. A título de exemplo,
existem aqueles que afirmam ser os eventos dessa
natureza uma clara demonstração de que "nos
invadem", e existem outros que adotam a tese de
que "estão salvaguardando a raça humana". A
disparidade é enorme e perfeitamente explicável e
compreensível quando se considera o "absurdo"
de cada caso, a falta de informações de primeira
fonte "dos dois lados" (já que até o momento
nenhum extraterrestre tratou, de bom grado e em
uma entrevista ao vivo e em cores, de explicar o
porquê de suas atitudes), a falta de preparação,
bom senso e isenção da grande maioria dos
responsáveis pelas pesquisas e a tremenda
variedade de casos que dia-a-dia afloram. O único
consenso parece ser que "sim algo real está
acontecendo" nesse sentido, isto é, pessoas estão
sendo abduzidas atualmente ao redor do mundo
por seres extraterrestres, embora se desconheça
completamente os detalhes precisos de muitos
aspectos envolvidos (psicológicos, formativos,
circunstanciais, contextuais, etc.).
Cenário Geral
Uma típica experiência de caráter abdutivo
normalmente começa com o avistamento de um
OVNI, muitas vezes envolvendo algum tipo de
"efeito", seja de caráter eletromagnético em casas
ou veículos, seja alguma "estranha sensação" por
parte das testemunhas. Após a partida do OVNI,
imediatamente ou horas ou dias depois, a
testemunha percebe que certo tempo "se perdeu",
isto é, não se recorda de haver vivido determinado
período de tempo. Sonhos bizarros com discos
voadores e entidades estranhas são freqüentes,
passado algum tempo, assim como alterações dos
estados físico e anímico, fazendo com que
algumas testemunhas procurem ajuda profissional,
em muitos casos psicólogos ou terapeutas. De
modo próprio ou pela hipnose regressiva, muitas
delas não só "recuperam" a vivência "perdida"
como também se deparam com uma experiência
sui generis, na qual um "rapto" e posterior transporte
a uma espécie de nave ou recinto ocorreram
diante da sua atitude impotente. O transporte,
quando lembrado, normalmente é realizado com a
pessoa flutuando em direção a uma luz ou objeto
de forma discoidal; às vezes a testemunha se
percebe no interior de uma sala muito iluminada e
asséptica, ladeada por criaturas estranhas,
normalmente pequenas (altura aproximada de
1,20 m e 1,50 m), com cabeças grandes e desproporcionais
em relação ao corpo, normalmente em
forma de "pêra invertida". A seqüência indica uma
espécie de exame médico e, na maioria dos casos,
a volta para o lugar de início da experiência. Esta é
uma descrição bem generalizada, baseada na
"reconstrução" dos fatos ocorridos com muitas das
testemunhas (por muitos pesquisadores denominadas
de "vítimas"), por meio de seus
depoimentos, dos "diagnósticos" clínicos e das
conclusões dos especialistas.
Uma espécie de "roteiro a ser seguido", pela
compilação e avaliação sistemática dos principais
casos, foi idealizado pelo famoso e conceituado
pesquisador norte-americano Dr. Richard Haynes,
especialista na área de aviação e acidentes
aéreos. E sempre conveniente recordar que ditas
classificações são parciais, genéricas e funcionam
apenas como suporte para tentativa de estudo e
intelecção do tema. Isto posto, eis a seqüência:
1. Atividade pré-abdutiva: o "antes" da
testemunha.
2. O alerta, estimulo orientado: o que atrai a
atenção para algo anormal.
3. A captura: a "realização" do rapto.
4. Entrada no veículo: o "transporte".
5. Excursão pelo interior do veículo: o "passeio"
de reconhecimento ou já "parte do experimento".
6. Comunicação/Mensagem: a "informação" que
se recebe, pessoal ou não.
7. Exame pessoal: o famoso "exame médico".
8. Excursão para um segundo ambiente: outro
"passeio", talvez com outros propósitos.
9. Retorno à superfície da Terra: a
"volta".
10. Conseqüências: o "depois" da
abdução.
Histórico
Os casos clássicos de abdução com muitos
aspectos comuns aos descritos acima foram os
ocorridos com o casal Barney e Betty Hill, em
setembro de 1961, e de Travis Walton, ocorrido
em novembro de 1975, já mencionados nos
capítulos anteriores. Hoje, dependendo da "elasticidade"
com que se considera o tema, o também
mencionado "Caso Villas-Boas" se posiciona sob a
mesma "classificação", sendo considerado por
alguns ufólogos estrangeiros como o marco inicial
desta "vertente" ufológica. Vejamos alguns casos
interessantes:
• Em Tujunga Canyon, Estados Unidos, em 1953,
Sara Shaw e Jan Whiteley, depois de uma
experiência de "tempo perdido", com ajuda
profissional "resgataram" uma vivência muito
similar aos padrões clássicos.
• Ocorreu na Venezuela, em dezembro de 1954,
uma tentativa fracassada de abdução, quando
Flores Lorenzo e Jesus Gomez foram assaltados
por quatro entidades de baixa estatura que
tentaram forçá-los a entrar numa nave pousada
perto deles. Lorenzo golpeou uma das entidades
com um rifle, quebrando-o.
• Fernando Eustágio, acompanhado de seu irmão
e um vizinho em agosto de 1963, sofreu uma
tentativa frustrada de abdução a uma nave em
forma de globo, por uma entidade muito alta e
magra que carregava uma caixa brilhante e
possuía um olho na testa.
• No dia 3 de dezembro de 1967 ocorreu em
Ashland, Estados Unidos, a fantástica abdução do
patrulheiro Herbert Schirmer, que naquela noite
viu decolar um disco voador e, sentindo os efeitos
de "perda de 30 minutos", submeteu-se à hipnose,
que revelou detalhes do encontro. No momento
em que via decolar o disco, Schirmer sentiu uma
força que o impediu de usar sua arma e de utilizar
o rádio do carro. Viu entidades aproximarem-se do
seu veículo, que dispararam um gás verde, que o
paralisou. Foi tirado do carro e levado escada
acima para dentro da nave. Os tripulantes, de
cerca de 1,5m, eram musculosos, porém magros,
com peitorais largos e cabeças pequenas, olhos
tipo "gato" ou orientais e lábios finos. Estavam
vestidos com roupa de uma peça de cor cinza, sem
zíperes, costuras ou marcas, e possuíam um cinto
em que carregavam "armamentos". Respiravam.
Disseram-lhe que possuíam bases no Triângulo das
Bermudas, na costa da Argentina e dos Estados
Unidos. Naquele momento estavam em Ashland à
procura de eletricidade das torres geradoras da
região. Quando perguntados se eram os
responsáveis por raptos de pessoas, os alienígenas
aquiesceram e justificaram o fato pelo
denominado "programa de análises genéticas". No
final, prometeram a Schirmer mais duas visitas.
• Um dos mais famosos casos é o ocorrido com
Betty Andreasson, no dia 25 de janeiro de 1967.
Betty, estando em sua casa com sua família e sete
crianças, foi abduzida e levada ao interior de uma
nave. Com o líder dos alienígenas, que se
identificou como Quazgaa, ela trocou livros (uma
Bíblia por um "livro religioso" que ela perdeu). Foi
submetida a um exame médico, que incluiu
sondas no nariz e no abdômen. Na seqüência, foi
levada à uma outra sala e coberta com um fluido,
com tubos para poder respirar. Avistou pequenos
alienígenas "répteis" e viu-se flutuando sobre uma
cidade de cristal. Betty afirma ter ouvido a "voz de
Deus". Seu caso é extremamente complexo e está
descrito nos livros The Andreasson Affair e The
Andreasson Affair Phase 2, escritos por Raymond
Fowler. Toda a história foi "descoberta" por meio
de hipnose regressiva.
• Em 1968, dia 2 de maio, depois de haver
presenciado vários avistamentos na região em que
vivia, Shane Kurz foi abduzida e levada ao interior
de uma "sala hospitalar", onde foi estuprada pelo
líder dos alienígenas, de aparência humanóide
bem similar à raça humana. Entretanto, Shane
alega que gostou do encontro sexual,
possivelmente apenas porque sobre seu corpo foi
espalhada uma substância líquida antes do
contato (o mesmo detalhe relatado por Villas-
Boas). Toda essa história foi revelada anos depois,
pela hipnose, quando Shane procurou auxílio
médico para problemas físicos de que padecia.
• Suécia, abril de 1969. Kathryn Howard, Harvey e
Martin foram abduzidos e levados ao interior de
uma nave. Curioso o fato de que, pela hipnose,
Kathryn e Harvey descreveram experiências
similares, enquanto Martin comportou-se como se
tivesse sido "desligado".
• Um clássico deste segmento é o ocorrido no dia
12 de outubro de 1973, em Pascagoula, Mississipi,
Estados Unidos, quando Charles Hickson e Calvin
Parker foram levados a uma nave de formato
ovóide por três entidades de aspecto humanóide,
de pele rugosa e projeções cônicas nos locais
originais do nariz e orelhas, que flutuavam no ar.
Com garras similares às de caranguejo, ergueram
os assustados amigos sem o mínimo esforço.
Dentro da nave foram examinados por um "olho"
que flutuava e "analisava" cada parte de seus
corpos.
• Quando caçava com seu cachorro em Medinaceli,
Itália, em 5 de fevereiro de 1978, o espanhol Julio
F. percebeu que havia tido um "tempo perdido".
Após realizar uma regressão hipnótica posteriormente,
revelou-se a abdução seguida de exames
médicos nele e no cachorro. Os abdutores eram
altos e loiros e revelaram que existiam dois tipos
de seres que visitavam a Terra: os iguais a eles,
similares aos humanos, e os "baixinhos",
responsáveis pelos experimentos de engenharia
genética.
• Em 1982, João Valério da Silva foi abduzido em
Botucatu, São Paulo, atingido por um raio de luz
branca. Dentro da nave, foi cercado por vários
alienígenas, incluindo uma mulher nua; em
seguida, desmaiou. Foi encontrado pela família
deitado sobre o piso de sua casa, com marcas por
todo o corpo, inclusive com lesões no pênis. Seu
relógio estava parado.
• O ano de 1986 marca o início de uma seqüência
de casos mundialmente conhecidos e
controvertidos, tais como as famosas experiências
de Whitley Strieber com criaturas pequenas, de
pele escura e olhos grandes, negros e
amendoados, minuciosamente relatadas em três
best sellers internacionais: Communion,
Transformation e Breakthrough.
• Finalmente, encerraremos esta lista com um dos
mais complexos e impressionantes casos até hoje
registrados. O caso de Kathy Davies (pseudônimo
de Debbie Tomey) e outros membros de sua
família que sofreram múltiplas abduções como
parte de um suposto "programa genético"
extraterrestre de longa duração. Aos seis anos
Kathy foi abduzida, e sangue e pele foram-lhe
retirados (desta experiência possui uma cicatriz na
perna). Com dezoito anos foi novamente "levada"
e sofreu uma forma de "penetração" no útero,
quando possivelmente foi artificialmente
inseminada. Meses depois, em nova abdução, um
feto foi-lhe retirado e, oito anos após, em outro
"rapto", foram-lhe mostrados nove bebês,
supostamente "produtos" da inseminação à qual
fora submetida. Aparentemente até mesmo as
crianças "terrestres" de Kathy foram "levadas".
Este caso, além de interessante, merece destaque
porque tornou-se público e mundialmente conhecido
pelo livro (e posterior série de televisão) de
nome Intruders (disponível nas vídeo-locadoras),
que catapultou à fama não só seu autor, Budd
Hopkins, como também a temática abdutiva, que
ganhou força e interesse a partir de meados da
década de 80. Foi apresentado por Hopkins,
também, o caso que causou comoção no meio
ufológico no início dos anos 90: o de Linda Cortile,
que foi vista sair flutuando pela janela de seu
apartamento, situado a elevada altura num edifício
em plena cidade de Manhattan, em Nova York, por
pelo menos cinco testemunhas independentes.
Dentre as testemunhas, estavam dois agentes ou
seguranças que trabalhavam para as Nações
Unidas (suspeitou-se, inclusive, que no momento
em questão acompanhavam o então Secretário-
Geral Javier Pérez de Cuellar, portanto, outra
suposta testemunha potencial, fato negado por
ele). As testemunhas foram unânimes também na
asseveração de haver presenciado um objeto
discoidal pairando ao lado do mencionado edifício,
para o qual se dirigiu o corpo "inerte" de Linda.
Números
Assumindo-se as atividades ditas abdutivas como
um capítulo à parte dentro do cenário ufológico,
quantos seriam os casos ocorridos? Obviamente
estatísticas confiáveis são raras neste aspecto, por
todas as dificuldades já apontadas. Como
exemplo, valeria a pena mencionar uma pesquisa,
realizada entre julho e setembro de 1991, pela
Organização Roper (responsável por sondagens de
opinião pública), que concluiu que somente nos
Estados Unidos o número de possíveis vítimas em
potencial seria da ordem de algo entre dois e dez
milhões. Claro está que a aceitação desse
resultado como referencial foi pequena,
principalmente em virtude da forma como foi
desenvolvida a enquete, já que interrogou os
entrevistados com perguntas de caráter
extremamente genérico e tendencioso. De
qualquer maneira, esses números refletem a onda
de "psicose" que assola a nação norte-americana
em relação ao tema, já que em nenhum outro
lugar do planeta se discute tanto a fenomenologia
abdutiva. Isso tem, inclusive, levado alguns
pesquisadores a crer que as abduções não passam
de outro "produto de exportação ianque" ou da
presença de algum tipo de conspiração
estruturada.
Mais confiáveis e merecedores de crédito são os
dados apontados pelo pesquisador e folclorista
Thomas E. Bullard, que revelam altos padrões de
similaridade entre casos ocorridos em dezessete
países diferentes, que levaria a quase "zero" a
probabilidade de coincidências de caráter
mitológico, folclórico ou mesmo patológico.
O Brasil, líder em tudo o que concerne à ufologia
(de bom e de ruim), também se destaca no que
tange ao tópico abdução. Dos pesquisadores
envolvidos diretamente no tema destaca-se a
renomada Dra. Gilda Moura (autora do livro UFO:
Contato Alienígena), que além de discorrer de
forma profissional e científica sobre o tema,
encontra-se sempre atualizada devido a seu
constante intercâmbio com o melhor da pesquisa
de ponta de tudo o que se refere a abduções no
nível internacional. Ninguém melhor como
referencial nacional.
Prós e Contras
Concentremo-nos agora em opiniões abalizadas,
tanto a favor como contra, proferidas por
profissionais que emitem juízo não baseados em
"dados coletados" ou "teorias pessoais", mas sim
em profundo trabalho de pesquisa (ainda que
sabidamente parciais).
Por exemplo, o Dr. Alvin Lawson, crítico da
utilização de hipnose regressiva como veículo de
escape de experiências do inconsciente, divulgou
um experimento no qual, recolhendo amostra de
pessoas que não possuíam interesse nem
conhecimento do assunto "discos voadores", estas
foram capazes de reproduzir, sob hipnose,
histórias muito similares àquelas contadas pelos
chamados, "abduzidos autênticos". Por outro lado,
os 270 casos apontados pelo Dr. Thomas E.
Bullard, acabam pesando no sentido contrário (é
dele, inclusive, a concepção original de um
"roteiro" padrão, mais tarde elaborado pelo Dr.
Richard Haynes). O psicólogo e professor Michael
Persinger explica o "dúbio" cenário das abduções
como produto da natureza do cérebro humano.
Nesse sentido, afirma que os relatos de abduzidos
seguem determinados padrões não porque se
referem a experiências similares de vítimas nas
mãos de alienígenas, mas porque elas são
provocadas quando áreas específicas dos lóbulos
temporais do cérebro são estimuladas por mau
funcionamento neuronal. Assim, o contexto dessa
estimulação, aliado a fatores pessoais e culturais,
combina para formar uma imagem específica. Já o
escritor Jim Schnabl especula que as idéias de
"escaneamento" de mente e interferência na vida
sexual por parte dos alienígenas (relatados em
alguns casos) podem refletir a condição de "ser"
do abduzido ao encontrar-se deitado no divã do
hipnólogo; em outras palavras: a condição de
"submissão" imposta pela relação pacienteterapeuta
permitiria engendrar fantasias de caráter
fantástico e sexuais.
Sobre o tema, a famosa pesquisadora inglesa
Jenny Randles sugere que certos estados de
consciência podem gerar uma percepção de
realidades distintas, como os OVNIs, por exemplo.
Essa percepção, que ela denomina "fator Oz" (do
conto "O Mágico de Oz"), pode ser a oportunidade
que algumas criaturas alienígenas estejam
buscando para entrar em contato com a
humanidade, seja pela telepatia, ou por meios
psicotrônicos, processo que envolveria a
implantação de imagens, eventos e mensagens
nas mentes das pessoas que as recebem, em que
os alienígenas poderiam manter-se a distância,
observando sem serem observados (essa hipótese
"explicaria" os casos em que pessoas relataram
experiência abdutiva estando diante de
testemunhas independentes, sem movimentar-se
fisicamente, quando toda uma "saga" ocorria na
privacidade de suas próprias mentes).
Resumindo, o assunto é controverso, mas tem
recebido tratamento "sério" nos últimos anos.
Mesmo que uma resposta à questão da origem e
propósitos esteja ainda fora de alcance, fortes
indícios mostram que realmente "sim, algo de real
está acontecendo".
Interesse Acadêmico
O maior exemplo da seriedade com que se pode
vir a tratar um tema traduz-se quando instituições
acadêmicas assumem a responsabilidade de
estudá-lo. O tema "abdução" tomou tamanha
importância que foi o foco de uma conferência
exclusiva, realizada a portas fechadas à imprensa
e curiosos, no, talvez, mais conceituado instituto
de pesquisas científicas do planeta — o Instituto
de Tecnologia Massachusetts (MIT). Entre os dias
13 e 17 de junho de 1992 mais de uma centena de
eminentes pesquisadores debateram a temática
abdutiva, num encontro que já se transformou em
marco referente ao tema. Dentre os assistentes,
destaque para o Dr. David E. Pritchard, o médico
John G. Miller, o já mencionado Thomas Bullard, o
sempre presente Budd Hopkins, os Drs. David
Webb e Stuart Appelle, a mencionada Jenny
Randles, Ann Druffel, John B. Alexander, o
psicólogo clínico Gwen L. Dean, David Hufford, a
psicóloga brasileira Gilda Moura e a grande
"estrela" da conferência, aquele que não só a
organizou, mas também projetou aos assentos universitários
o tema das abduções: o renomado Dr.
John E. Mack. Fundador do hospital de psiquiatria
de Cambridge, da Universidade de Harvard (da
qual quase foi "expulso" por seu envolvimento
"pouco ortodoxo" em um assunto também tão
"pouco ortodoxo"), autor do livro Abduction:
Human Encounters with Aliens (um best seller
internacional), Dr. Mack assumiu a liderança de
toda uma classe de pesquisadores em combate à
pouca seriedade com que se costuma tratar o
tema. Um resumo da conferência excederia os
limites e objetivos deste trabalho, mas o interessado
pode encontrar maiores referências no
livro Alien Discussions: Proceedings of the
Abduction Study Conference, compilado por David
e Andrea Pritchard, John Mack, Pam Casey e
Claudia Yapp. Importante salientar que os
defensores da realidade do fenômeno abdutivo
não se manifestam com relação à origem de seus
perpetradores, isto é, não apontam os "culpados";
admite-se que nossa realidade espaço-temporal
está sendo invadida. Por quem? Esta é outra
história. Ainda que testemunhas relatem e
descrevam não só as entidades abdutoras como
também os seus propósitos, a cautela tem sido a
tônica no que diz respeito à abordagem dessas
informações.
Além do acima mencionado, merece destaque o
trabalho realizado pelo Dr. David Jacobs,
historiador da Universidade de Temple, autor do
livro Secret Life, cujo trabalho independente com
um grupo de trinta e nove abduzidos corroborou
de maneira ímpar as pesquisas feitas por colegas
seus do círculo universitário.
Na área dos grupos ou entidades de pesquisa, o
que de melhor tem surgido são os primeiros
resultados de um projeto específico da Mufon,
entidade civil de maior renome no momento,
chamado "Projeto de Transcrição de Abdução
Alienígena". Iniciado em 1992, teve analisados 142
casos de abduções submetidos a quinze diferentes
pesquisadores. Dan Wright, coordenador do
projeto, apresentou no simpósio anual da Mufon
de 1995 as seguintes conclusões: a) os abdutores
pertencem a diversos grupos, com diferentes
graus de tecnologia e "evolução"; b) os abduzidos
são tratados de maneiras diferenciadas: enquanto
alguns recebem tratamento de "animais", a outros
dizem que são seres humanos especiais; c) o
envolvimento "governamental" é um fato: a
questão é saber quão direta e qual o diapasão
desta interferência (além, é claro, do porquê). As
pesquisas continuam e certamente os futuros
boletins da Mufon trarão mais novidades.
Nem Tudo São Flores
Acirradas críticas são feitas também por pessoal
"gabaritado". Os principais "torpedos" vêm da área
daqueles que são virtualmente céticos em relação
à realidade do fenômeno OVNI (afirmam que nada
mais são que "fenômenos naturais" perfeitamente
explicáveis ou ainda por explicar) e também da
área que considera absolutamente questionável
(para dizer o mínimo) o uso da hipnose como
veículo de obtenção de informação fidedigna.
Bom exemplo foi o simpósio anual da CSICOP
(Comitê para Investigação Científica de Relatos de
Paranormalidade), ocorrido durante quatro dias
em junho de 1994, em Seattle, Estados Unidos, no
qual a tônica esteve na "ressurreição" do Caso
Roswell, também na questão das abduções.
Reconhecidamente, uma abnegada instituição
contrária à realidade do fenômeno OVNI, que
alberga o "maior número de céticos por metro
quadrado", a CSICOP, deixou a cargo de Robert
Baker e William Cole a tarefa de metralhar o
quadro abdutivo. Seus representantes não
perderam muito tempo e desde o início apontaram
os estados alterados de sono do tipo hipnótico
como sendo a origem da maioria das "vivências"
relatadas, cabendo a anomalias patológicas de
caráter mental o restante dessas vivências. Como
"golpe de misericórdia" soou o depoimento de
Donna Basset, que relatou aos assistentes a
façanha de haver conseguido enganar o "todopoderoso"
Dr. John Mack, simulando uma
experiência e passando incólume por todo um
processo dito "terapêutico". A utilização de
hipnose regressiva como ferramenta de apoio à
investigação dos casos de abdução sofreu seu
mais sério revés.
As conclusões das pesquisas realizadas pelos
espanhóis Josep Guijarro e Javier Sierra,
compiladas na já famosa "Síndrome de Diana",
que se concentrou nos casos envolvendo os
chamados "visitantes de dormitório", revelaram
tipos de distúrbios de caráter mental como fonte
primeva das vivências apontadas.
O debate ferrenho continua, e tão cedo não se
vislumbra qualquer possível "acordo".
A "Vivência"
Afinal, o que acontece aos abduzidos quando
dentro das "naves" ou "salas" às quais são
levados? De acordo com o que eles mesmos
declaram, a partir de lembranças vívidas ou sob
hipnose, poderíamos esquematizar os
"procedimentos" da seguinte maneira (este seria
um resumo das conclusões a que chegaram alguns
dos principais pesquisadores, como Mack, Jacobs,
Hopkins):
a) Muitas das testemunhas fazem um tour por
uma espécie de corredor. Às vezes divisam outras
pessoas também caminhando ou passam por
outras "salas".
b) Invariavelmente as "vítimas" são levadas a
uma "sala cirúrgica", em que amostras de sangue,
pele, esperma (em homens) são coletadas,
incisões e "implantes" (de óvulos, pequenos chips,
esferas diminutas) são feitos e "exames
ginecológicos", realizados. Destaca-se a figura de
uma das entidades que é freqüentemente batizada
pelas "vítimas" de "doutor", responsável pela
coordenação e consecução das principais
atividades neste recinto.
c) Outro tour é descrito como seqüência da
vivência anterior, muitas vezes levando a uma
"sala de incubação" (salas em que "fetos",
supostamente oriundos de um processo de
hibridização "alienígena-homem" são expostos. Há
relatos de criaturas híbridas já crescidas que
aparecem e são levadas à presença das "vítimas"
para que estas as abracem e lhes transmitam carinho)
ou a uma sala vazia em que imagens
provenientes de um monitor são mostradas,
perguntas são feitas ou uma espécie de
"escaneamento" mental é realizado. Muitas vezes
este tour é anterior à visita "ao médico".
Como reagem as "vítimas" quando recompõem as
vivências? As reações são variadas, em muito
influindo a habilidade do terapeuta em ajudá-las a
assimilar tais vivências. Na maioria dos casos a
atitude predominante é de revolta e repugnância
por terem de sofrer passivamente e sentirem que
já não mais detêm o controle de suas vidas. Há
casos, contudo, em que o processo se desenvolveu
de tal maneira que as "vítimas" não se sentem
vítimas, mas sim partícipes de um projeto maior,
de algo que a médio ou longo prazo trará
benefícios a todos. Hoje existem muitos grupos de
apoio às "vítimas" de abduções, com destaque
para a Intruders Foundation, nos Estados Unidos.
Estes grupos, sempre capitaneados por um
terapeuta, visam prestar ajuda de todo tipo, desde
um "ouvido que escute" até o debate conjunto de
cada caso. Muitas são as pessoas que
reconheceram no apoio recebido por parte de tais
grupos a motivação necessária para desistir do
suicídio, alternativa que, como afirmam, chegaram
seriamente a considerar.
Conclusões
O fenômeno OVNI é real. A hipótese extraterrestre
como responsável pelo fenômeno não invalida as
demais nem tampouco explica todos os casos.
Porém, além de ser a mais "simples e aceitável", é
a que tem recebido mais "respaldo" das evidências
apresentadas. Reais são as naves, os seres, os
efeitos físicos advindos da interação OVNI-homem.
As abduções são reais. Produto de somatizações,
delírios mentais, estados alterados de consciência
ou intrusão de entidades de outras dimensões, o
fato é que reais são as cicatrizes, os temores, as
testemunhas independentes.
A "contaminação" de informação feita por pessoas
inescrupulosas, ignorantes ou mesmo mal
(in)formadas não justifica o ceticismo doentio que
por vezes atinge a simples menção do tema
(igualmente condenável é o ufanismo idolátrico).
Caberia nesse sentido uma atitude mais prudente
e cautelosa por parte de todos os envolvidos, tanto
curiosos e investigadores quanto contatados e
simples testemunhas.
O binômio discernimento-paciência parece ser a
chave para que, algum dia, possamos abrir a porta
que encerra os mistérios desta autêntica "Caixa de
Pandora", que hoje responde pela denominação de
Fenômeno OVNI, já que a versatilidade de
entidades e propósitos, assim como de fenômenos
e manifestações, parece inesgotável, colocando à
prova, a cada momento, o bom senso humano.
A presença destes estranhos engenhos não
somente resulta histórica, mas também cultural.
De fato esta relação representa a oportunidade de
darmos um grande passo em direção às estrelas.
Porém, até o momento, parece que estes
"senhores" interplanetários indicam que o primeiro
passo é dá-lo em direção ao nosso interior. E esta
colocação não é "misticóide" nem "espiritualóide",
mas prática. Resulta evidente que, sem
conquistarmos um comportamento coerente e
responsável, jamais obteremos destes seres
qualquer credibilidade; em adquirirmos sentido
comum e respeito pela vida, jamais poderemos
aspirar a uma troca igualitária e de conteúdo; em
construirmos uma filosofia de vida digna e
soberana, que privilegie a igualdade e garanta o
futuro de seus participantes, preservando sua
integridade assim como a do meio ambiente,
jamais faremos parte dessa elite cósmica. Nesta
situação, apenas nos restará assumir de vez a
condição de sermos um eterno e triste laboratório
espacial, em que será possível constatar, objetiva
e praticamente, até que ponto uma criatura pode
degradar a sua inteligência, levar adiante seus
egoísmos e ter como forma de existência simples
o descaso pela vida, própria e alheia.
Acredito que não seja possível existir tanta
mediocridade escondida na alma humana, razão
pela qual considero que todas estas evidências
devam estimular, mesmo que não a aceitação
tácita do fenômeno OVNI como realidade, pelo
menos como possível alerta em relação a forma de
nos comportarmos ante esta possibilidade. Ou
seja, é importante termos a capacidade de refletir
sobre o assunto e ver de que forma ele nos
"pega".
O que é difícil aceitar? É difícil aceitar
extraterrestres nos visitando? Ou difícil é aceitar o
que isso possa representar para nossas crenças
pessoais? Para nossos costumes? Para nossa
forma de viver? Para nossos padrões sociais?
Enfim, será que o mundo que nos cerca e que
construímos é real ou é uma ficção pior que
qualquer contato extraterrestre?
Eu pessoalmente participei de uma incrível e
extraordinária experiência, e o seu lado mais
maravilhoso foi o extraterrestre, e o mais triste e
difícil foi enfrentar os meus semelhantes, que não
souberam me ouvir nem muito menos me
compreender.
Espero, de coração, que todo este trabalho, aqui
apresentado, ofereça a possibilidade de uma
profunda reflexão sobre a vida, o homem e o
Universo que nos cerca, possibilitando considerar
o futuro como nosso aliado, o tempo como nosso
amigo e, a partir de uma reflexão profunda diante
das evidências, possamos todos lutar por um
mundo mais humano e digno.
Cronologia Astroarqueológica
250.000.000 a.C.
· Antigüidade das dez pegadas humanas, com
perfeitos cinco dedos medindo 23,73 x 10,25
em, investigada pelo Dr. Wilburg G.
Burroughs em 1931, do departamento de
geologia do Berea College de Kentucky, nos
Estados Unidos. Encontradas na região
noroeste de Mount Vernon, no Estados
Unidos.
· Antigüidade das pegadas humanas gigantes
medindo 59x18 cm, indicando um peso de
250 kg, encontradas em Mount Victoria, nos
Estados Unidos. Investigadas e descobertas
em 1970 pelo Dr. Rex Gilroy, diretor do
Museu de História Natural de Mount York.
· Antigüidade das pegadas calçadas fossilizadas
que esmagaram um trilobite na região
de Antelope Springs, a 43 milhas da cidade
de Delta, no Estado de Utha, Estados Unidos.
As pegadas, medindo 32,5 x 11,25 cm, foram
descobertas pelos Srs. William Meister e
Francis Shape no dia 3 dejunho de 1968.
70.000.000 a.C.
· Antigüidade das pegadas humanas fósseis
encontradas na região da Valdecevilla, Rioja,
Espanha.
· Antigüidade do cubo metálico encontrado em
1885 numa mina da Áustria, num estrato
carbonífero. O objeto encontra-se hoje no
Museu de Salisbury.
65.000.000 a.C.
· Antigüidade das pegadas humanas
encontradas ao lado das de dinossauros no
famoso "Vale dos Gigantes", ao longo do
leito do rio Paluxy, próximo de Glen Rose,
no Texas, Estados Unidos. As pegadas
foram investigadas em 1971 pelo Dr. C. N.
Dougherty, que apresentou registro de
centenas delas na região.
60.000.000 a.C.
· Antigüidade atribuída à coleção de pedras
gravadas do Dr. Javier Cabrera, encontradas
na região de Ocucaje, próxima à cidade de
Ica, no Peru. Nestas pedras, encontram-se
descrições gráficas de seres que viveram
numa época remota, contemporânea dos dinossauros,
detentores de grande e
avançada tecnologia. De acordo com
Cabrera, esta civilização teria evacuado a
Terra diante do grande grupo de terremotos
e da destruição que acabou com os
dinossauros.
22.000.000 a.C.
· Antigüidade da pegada gigante fossilizada
numa laje de argila, encontrada na jazida
carbonífera de Cow Canyon, a mais ou menos
40 km ao leste de Lovelock, nos Estados
Unidos.
15.000.000 a.C.
· Antigüidade da marca de um sapato
encontrada no Fisher Canyon, no Condado
de Pershing, no Estado de Nevada, Estados
Unidos.
1.000.000 a.C.
· Antigüidade da pequena estátua de 2 cm
feita em argila, encontrada em 1889 no
povoado de Nampa, Idaho, nos Estados
Unidos, a uma profundidade de 90 m.
500.000 a.C.
· Antigüidade do geodo encontrado no dia 13
de fevereiro de 1961, pelo grupo composto
por Mike Mikesell, Wallace A. Lane e Virgínia
Maxey, próximo do lago Owens, na região
de Olancha, na Califórnia, contendo em seu
interior uma peça metálica manufaturada,
cujas características, segundo o Dr. Willis,
assemelhavam-se a uma vela de ignição
para motor a explosão.
100.000 a.C.
· Antigüidade do crânio Neanderthal
encontrado na Austrália pelo Dr. Morton
Sorrel, chefe da expedição, em cujo interior
foi localizado um objeto cujas
características indicavam ser algum tipo de
implante extraterrestre, embora estivesse
sendo investigado por especialistas da
Universidade de Sydney.
40.000 a.C.
· Antigüidade do crânio Neanderthal furado à
bala, exposto no Museu de História Natural
de Londres, Inglaterra. Foi encontrado em
Broken Hill, na região norte da Rodésia,
África.
20.000 a.C.
· Antigüidade de um petróglifo investigado
pelos irmãos Leyland, na Austrália, em que
aparece claramente um indivíduo vestindo
capacete e roupa com zíper frontal, saindo
do interior de um objeto esférico com tripé.
· Antigüidade das pinturas encontradas nas
cavernas de Altamira, próximas à região de
Santillana del Mar, em Santander, Espanha,
em cujo interior foram identificados
desenhos que levam a pensar em discos
voadores.
12.000 a.C.
· Antigüidade da pintura rupestre encontrada
na região de Fergana, Uzbequistão,
descoberta pelo arqueólogo russo Gueorqui
Chatseld, que apresenta uma entidade
vestindo roupas de astronauta ao lado de
um disco voador em vôo.
· Antigüidade dos petróglifos de Val
Camonica, na Itália.
· Antigüidade dos 716 discos de pedra, com
inscrições, achados na região de Baiam-
Kara-Ula, no Tibet, descobertos em 1938
pelo arqueólogo Dr. Chi-Pu-Tei e
pesquisados em 1962 pelo investigador
chinês Dr. Tsum-Um-Nui da Universidade de
Pequim. De acordo com as lendas dos Ham,
moradores da fronteira entre a China e o
Tibet, misteriosos "navios voadores"
trouxeram do céu a raça dos Dropas.
10.000 a.C.
· Antigüidade do crânio do bisão furado à
bala, exposto no Museu Paleontológico de
Moscou, atual Rússia. Foi encontrado ao
oeste do rio Lena, na República Socialista
Autônoma de Yakutia.
· Antigüidade das pinturas rupestres das
Wondjinas encontradas nas regiões de
Kimberley, na Austrália, pesquisadas desde
1838.
8.000 a.C.
· Antigüidade das pinturas rupestres
encontradas nas cavernas de Varzelândia,
em Minas Gerais, Brasil, cujas imagens
apresentam discos voadores e esquemas no
sistema solar.
7.000 a.C.
· Antigüidade das mais de 5.000 pinturas
rupestres encontradas na região de Tassili,
no Saara argelino, na África, pesquisadas
pelo investigador francês Henri Lhote.
2.345 a.C.
· Ano em que subiu ao trono o imperador
Yao. Neste período, os manuscritos Chaung-
Tzu, no capítulo 2; Liu-Shi-Chun Chiu, volume
XII e capítulo 5; o Huainan-Tzu, no
capítulo 8, relatam vários incidentes de
características insólitas vividos pelo
imperador Yao. Por exemplo, no ano 42 do
seu reinado, uma estranha estrela desceu
do céu até a cratera de um vulcão, e no ano
70 do seu governo, a estrela emergiu da
cratera do vulcão.
2.300 a.C.
· Antigüidade da lenda Sei-To-Ki ou do
"homem divino", que desceu dos céus para
a Terra na região da atual Coréia do Norte,
onde reinou entre os povos locais.
2.000 a.C.
· Antigüidade da obra chinesa Ciência
Natural, em cujo texto, no seu capítulo 10,
encontramos a seguinte descrição: "... sob o
reinado do imperador Xia Ji foram vistos
dois sóis no ribeirão do rio Feichang; um
deles ascendendo no leste, e o outro
descendo no oeste, e ambos rugiam como o
trovão". Nesse mesmo ano, na ilha de Kyu
Shu, no Japão, um túmulo Chip-San
apresenta uma inscrição ilustrando a
imagem de um rei elevando as mãos para o
céu, procurando acolher sete discos solares.
1.500 a.C.
· Antigüidade de um registro egípcio em que
"rodas ou discos de fogo" são vistos
planando sobre o palácio do faraó
Thutmosis III ou Thutmés III, membro da
XVIII dinastia.
1.361 a.C.
· Antigüidade do famoso IV canto de
Akenaton, ou também conhecido por
Amenofis IV, antecessor de Tutankamon,
realizado para o deus Aton. No canto, é
possível ler a seguinte descrição: "... E
assim ocorreu que, encontrando-se o faraó
na caça do leão, em pleno dia, seus olhos
avistaram um disco brilhante pousado sobre
uma rocha, que pulsava como o coração do
faraó, e seu brilho era como o ouro e a
púrpura. O faraó colocou-se de joelhos ante
o disco". Neste canto, no III Hino, o faraó
continua a narração dizendo: "...Oh!, disco
solar que com teu brilho ofuscante pulsas
como um coração e minha vontade parece
tua. Oh!, disco de fogo que me iluminas, e
teu brilho e a tua sabedoria são superiores à
do Sol". Cabe destacar que foi após a visão
do disco solar identificado como o deus
Aton que Amenofis IV mudou seu nome para
Akenaton, alterando toda a estrutura
religiosa do antigo Egito, o que lhe valeu ser
assassinado mais tarde.
1.027 a.C.
· Nessa data, correspondente ao ano 24 do
reinado do imperador Chao Wang, da
dinastia Cheu, ocorreu o seguinte
fenômeno: "...No dia 8 da quarta Lua
apareceu uma luz pelo lado sudoeste que
iluminou o palácio do rei. O monarca,
surpreendido pelo fulgor, interrogou os
sábios a respeito. Eles lhe mostraram livros
que indicavam que esses prodígios
significavam a aparição do grande sábio do
ocidente, cuja religião haveria de ser
introduzida no país".
721 a.C.
· Em tempos do início do império romano,
Rômulo, que o teria fundado por volta de
754 a.C, desapareceu em estranhas circunstâncias
após insólita tempestade
precedida de eclipse do Sol. Segundo a
lenda, Rômulo teria sido arrebatado até a
presença dos deuses no céu, numa
carruagem voadora.
708 a.C.
· Durante o reinado do imperador Numa
Pompílio, os escribas romanos registraram a
observação nos céus de um "escudo de
bronze" voador.
508 a.C.
· Segundo relatos do romano Plínio, o velho,
foram observados em Bolsena, na antiga
Itália, "escudos ardentes" voando sobre a
cidade, que a assediaram com raios
caloríficos deixando-a em chamas.
503 a.C.
· Nesse ano e por volta da meia-noite, na
cidade de Roma, foram vistos "navios",
como os de guerra, brilhando no céu.
498 a.C.
· Nesse ano, na Itália, durante a batalha do
lago Regilo provocada pela invasão de
Tarquínio, dois estranhos "cavaleiros de
branco", de uma altura superior à dos mais
altos soldados, apareceram repentinamente
em meio à batalha.
480 a.C.
· Na obra Temístocles VI, Plutarco recolhe
curioso fenômeno produzido na antiga
Grécia, em que, nesse ano, uma grande luz
incandescente apareceu no céu, no
momento em que os gregos venciam a frota
invasora persa do rei Xerxes, na batalha de
Salamina.
461 a.C.
· Segundo o sábio grego Lycosthenes: "...
observou-se que o céu brilhava, e o povo
viu estranhos fantasmas que os
aterrorizavam. As formas e as vozes da
aparição eram terríveis para os olhos e
ouvidos humanos".
394 a.C.
· Segundo narra o livro História Natural VIXXXI,
do romano Plínio, o velho, um
estranho "conjunto celestial" brilhou sobre
Cnido, cidade de Caria, ao mesmo tempo
em que os soldados espartanos eram
derrotados no mar, perdendo o império
grego.
372 a.C.
· Em comemoração à queda da cidade de
Esparta, na Grécia, o historiador Diodoro
Sículo escreveu: "...Um oráculo divino anunciou
a queda do império, pois durante
muitas noites foi vista nos céus uma grande
luz brilhante".
344 a.C.
· Na obra As Nuvens do Engano, Plutarco
comenta que, nesse ano, o grande
legislador grego Timoleonte, ao ser
requerido pelas cidades gregas de Sicília
para expulsar os cartagineses, relata uma
curiosa situação: "... Agora, com sete naves
coríntias, duas de Corcira e uma décima que
proporcionaram os leucadianos, ele zarpou.
E pela noite, após ter entrado no mar aberto
e encontrando-se desfrutando de vento
favorável, os céus pareceram explodir,
abrindo-se subitamente sobre a sua nave,
cuspindo seguidamente abundante e vivo
fogo. Deste se elevou uma tocha no alto,
como aquelas de que são portadores os
místicos, e correndo com eles na sua
trajetória os levou precisamente àquela
parte da Itália à qual haveriam colocado
rumo os pilotos...".
340 a.C.
· Segundo registros recolhidos pelo
historiador Tito Lívio em História Romana
livro VIII, capítulo VI, da antiga república
romana, consta o estranho encontro
ocorrido entre os cônsules romanos, latino e
romano com um indivíduo de aspecto
majestoso e elevada estatura, fora do
normal.
332 a.C.
· No período do cerco da cidade de Tiro pelo
imperador Alexandre, o grande, apareceram
repentinamente sobre o campo "escudos
voadores", como foram chamados, voando
em formação triangular. Dirigia a formação
um disco de maior diâmetro, sendo quase o
dobro dos demais. Os discos passearam
sendo observados pelos exércitos de ambos
os lados, até que, repentinamente, do maior
dos escudos voadores saíram uns raios que
desfizeram as muralhas e as torres como se
fossem feitas de barro. E os sitiantes
lançaram-se em avalanche pelas brechas.
Os escudos voadores permaneceram
suspensos até que a cidade foi conquistada,
desaparecendo rapidamente, logo depois,
no alto, fundindo-se com o azul do céu.
234 a.C.
· Na sua obra Timoleonte, Plutarco comenta
que na cidade de Rimini, nesse ano, foram
vistas três luas enquanto as tribos dos galos
invadiam a Itália.
223 a.C.
· Dion Cássio, historiador grego, escreveu na
sua obra História Romana, livro I, que nesse
ano ocorreram eventos que semearam
grande pavor entre os cidadãos de Roma.
Segundo narra, ocorreu que o rio Picena
teve as águas tingidas com a cor de sangue
em Etruria, e boa parte do céu pareceu
estar incendiada. Em Arimio fulgurou
durante uma noite uma luz como se fosse
dia. Em muitas outras partes da Itália, foram
visíveis três luas durante a noite, e no fórum
um abutre esteve pousado durante vários
dias.
222 a.C.
· No livro História Natural, livro II, escrito por
Plínio, o velho, é descrito que três luas
apareceram ao mesmo tempo durante o
consulado de Gnaeus Domitius e Gaius
Faunus.
221 a.C.
· Segundo consta no trabalho Prodigium
Libellus do grego Lycosthenes, novamente
foram vistas naquele ano três luas na
cidade de Rimini, que voavam em diversos
pontos do céu.
218 a.C.
· Nos livros XII e LXII de sua História Romana,
o historiador Tito Lívio relata como "navios
fantasmas" foram avistados brilhando no
céu. Inclusive em Roma, assim com em
outros lugares, apareceram imagens de
homens altos com brilhantes vestes brancas
que se mantinham a distância, sem
aproximar-se das testemunhas. Nos seus
livros XXI-XXII, o mesmo autor recolhe a
narrativa de como foi avistado um "escudo
voador" nos céus de Arpi (cidade de Apúlia,
na Itália). Também nesses livros se
recolhem novas aparições de "navios
fantasmas", assim como o fenômeno do
"globo solar" menor, e das "lâmpadas
cintilantes", vistas no céu de Praeneste,
cidade de Lácio.
217 a.C.
· Seguindo com as obras de Tito Lívio, no seu
livro XXIII, o autor relata o seguinte: "... O
disco solar apareceu contraído. Resplandecentes
pedras caíram do céu em
Praeneste, e em Arpi apareceram escudos
no céu; o Sol pareceu estar lutando contra a
Lua, e em Caperna duas luas se elevaram
ao mesmo tempo... Em Faleiro, o céu
pareceu desgarrar-se como numa grande
fresta, e através da fenda havia reluzido
uma brilhante luz, e aquelas partes haviamse
contraído ... Em Capua houve o aspecto
de um céu incendiado e de uma lua que
caía em meio a uma grande chuva...".
Nesse mesmo ano, "globos de fogo" foram
avistados no céu quando os romanos foram
derrotados no lago Trasimenus pelas tropas
de Aníbal.
216 a.C.
· Segundo consta no trabalho Prodigium
Libellus, temos o seguinte relato: "No dia da
batalha de Cannae, entre os romanos e os
cartagineses, foram observados objetos
circulares e outros em forma de navio,
fenômeno que durou toda uma noite. Do
solo era possível distinguir formas brancas a
bordo daqueles objetos que se mantinham
no céu, mas podiam ser observados da terra
à vontade.
214 a.C.
· No seu livro XXI, Tito Lívio relata como foi
vista na cidade de Adria uma plataforma no
céu, e próximo dela uma forma de "homem
vestido de branco". No seu livro XXIV, o
autor recolhe incidentes estranhos em
Adria, onde foi visto um "altar no céu", além
do testemunho de algumas pessoas que
afirmaram ter visto legiões armadas sobre
Janículo. Já nos livros XXIV e XLIV foram
avistadas no rio Tarracina naves de guerra
cujas formas eram desconhecidas.
212 a.C.
· No livro XXV de Tito Lívio encontramos o
avistamento de uma pedra grande que
voava pelos céus da cidade de Rhaetia.
206 a.C.
· Neste ano, relata Tito Lívio que dois sóis
foram vistos na região de Alba, e em
Fregelle se fez dia durante a noite.
204 a.C.
· Nesse ano, dois sóis também foram vistos
ao longo da Itália, e em Setia um meteoro
foi visto cruzando o céu de leste a oeste.
175 a.C.
· Nesse ano foi relatado que na cidade de
Lácio foram avistados três sóis brilhantes no
céu simultaneamente, e várias tochas caíram
naquela noite em Lanuvium.
174 a.C.
· Segundo Plínio, nesse ano foram vistos em
Roma, ao mesmo tempo, três sóis no céu.
173 a.C.
· O historiador Tito Lívio escreve que, nesse
ano, ocorreram incríveis eventos em
Lanuvium e Friverum, respectivamente,
sendo que em Lanuvium foi avistado no céu
uma grande frota de navios do espaço e,
em Friverum, uma estranha lã gris cobriu o
solo.
171 a.C.
· Nesse ano, o fórum romano teve condições
de observar três sóis brilhando no céu
simultaneamente.
170 a.C.
· Segundo registros romanos, nesse ano na
Via Ápia, aproximadamente a 25 km de
Roma, foi vista uma frota de naves no céu.
167 a.C.
· Em Lanuvium foi vista uma brilhante tocha
no céu.
166 a.C.
· Novamente na cidade de Lanuvium foi
observada uma tocha no céu, e em Casini
foi avistado um sol por várias horas
brilhando durante a noite, sendo que no
território de Vei apareceu um tipo de lã
entre algumas árvores.
163 a.C.
· Nesse ano foi observado em Capua um sol
durante a noite. Em Forini foram vistos dois
sóis durante o dia, brilhando ao mesmo
tempo como se estivessem em fogo. Em
Cefalonia foi ouvido um som vindo dos céus
que foi interpretado como sendo trombetas
divinas. Seguidamente houve uma chuva de
terra e um vento tempestuoso, que
derrubou casas e arrasou os cultivos. De
noite, um brilhante sol apareceu em
Pisauro.
154 a.C.
· Na região de Compsa, especificamente
sobre a cidade de Sammio, apareceram
armas voando e atravessando o céu de um
ponto a outro.
152 a.C.
· Em muitos lugares de Roma foram
avistadas aparições vestidas com roupas
brancas que, a cada tentativa de
aproximação, desapareciam
repentinamente.
140 a.C.
· Durante esse ano em Praeneste, cidade de
Lácio, na Itália, apareceram imagens no
céu.
137 a.C.
· Nesse ano em Praeneste, cidade de Lácio,
na Itália, foi vista uma tocha no céu durante
a noite.
134 a.C.
· Na região de Amiternum, cidade de Sabinos,
durante várias semanas foi vista à noite
uma luz muito brilhante semelhante ao Sol.
127 a.C.
· Na cidade dos Volscos de Fruosino, foi vista
no céu uma tocha acesa.
122 a.C.
· No Prodigium, capítulo 114, consta que em
Galium, na Sicília, foram observados três
sóis e três luas.
118 a.C.
· Plínio menciona no seu livro II, capítulo
XXXI, como em Roma foram vistos três sóis
no céu nesse ano, afirmando: "... Informa-se
também que vários sóis foram vistos ao
meio-dia no Bósforo e que duraram até o
anoitecer".
116 a.C.
· O historiador Lycosthenes recolhe num
escrito que na cidade de Lácio foram
avistados três sóis no céu, nesse ano,
enquanto Plínio, no seu livro II, capítulo
XXXI, complementa informando que em
Remo também se observou o mesmo
fenômeno, comentando: "... Uma luz no céu
da noite, o fenômeno chamado de 'sóis
noturnos', foi visto durante o consulado de
Caio Cecílio e Cneo Papirio, e durante um
período causou uma: aparição de luz diurna
durante a noite".
106 a.C.
· Novamente na cidade de Roma foi ouvido
grande barulho vindo do céu, sendo que
logo pareceu cair lanças dele. Houve a
seguir uma chuva de sangue. Logo depois,
foi vista uma tocha no céu.
103 a.C.
· Nesse período foram registrados pelos
historiadores vários eventos aéreos
anômalos. Dentre eles Plutarco, em sua
obra Caio Mario, menciona os muitos sinais
que apareceram no céu. O romano Pero de
Meria e Tuda informou que durante a noite
haviam sido vistas lanças flamejantes e
escudos voadores, que em princípio
moviam-se em distintas direções e logo se
chocaram entre si, representando os
movimentos dos homens na batalha.
Finalmente alguns cederam enquanto
outros pressionavam em perseguição, e
todos eles se deslocavam em direção oeste.
O historiador Julius Obsequens descreve: "...
A Lua, com uma estrela, apareceu de dia
desde a hora terceira até a sétima. Na hora
terceira do dia um eclipse do Sol produziu
escuridão. Choveu leite no campo votivo.
Em Picena (Adriático) foram vistos três
sóis". Num outro trabalho, Plínio, o velho,
recolhe em sua História Natural, livro II capítulo
LVIII, alguns dados, comentando o
seguinte: "... nos contam que durante as
guerras contra os címbios ouviram-se ruídos
de metálicas armaduras e sons de
trombetas procedentes do alto, e o mesmo
sucedeu freqüentemente tanto antes como
depois. No consulado de Mario, os
habitantes de Ameria e Turder viram esse
espetáculo de exércitos celestiais
avançando do leste e oeste para enfrentarse
em batalha, sendo derrotados os do
oeste".
100 a.C.
· Um escudo ardente e resplandecente
atravessou o céu de oeste a leste em
direção ao pôr-do-sol, lançando faíscas
durante o consulado de Lucius Valerius e
Caius Marius.
93 a.C.
· Relatos nesse período comentam que, em
Volsini, brotaram chamas do céu no
alvorecer do dia, e depois que se juntaram
todas a chama abriu uma grande faixa de
cor gris, parecendo dividir-se no céu, e da
fenda apareceram línguas de fogo.
91 a.C.
· No capítulo 114 do Prodigium encontramos
como um globo de fogo correu o céu
italiano na região do norte, emitindo terrível
barulho. No mesmo livro, também
encontramos outra menção a um outro
globo de fogo avistado em Spoletium, que
desceu ao nível do solo para logo aumentar
seu tamanho ascendendo, fazendo-se tão
grande que ocultou o próprio Sol.
85 a.C.
· Plínio, o velho, narra no seu livro II, capítulo
XXVI, o seguinte: "... Luzes brilhantes
apareceram de improviso no céu". No capítulo
XXXIII encontramos: "... Um Sol
noturno, isto é, uma luz emanada da noite,
foi avistado durante o consulado de Cecilius
e de Papirius, e em muitas outras ocasiões,
de tal forma que a noite parecia dia".
83 a.C.
· Em Apollonia, segundo Plutarco, os soldados
de Silas prenderam um "sátiro" adormecido,
tal qual os escultores e poetas o descrevem.
Desprezando os muitos intérpretes, ele
emitia um grito rouco, como o de uma
cabra, que não podia ser entendido. Silas,
horrorizado, ordenou que o retirassem de
sua vista.
82 a.C.
· Ocorreu também durante o governo de
Silas, entre Capua e Volturno, um grande
bater de estandartes e armas com
espantoso barulho, de tal forma que os
exércitos pareceram estar em combate
empenhados durante vários dias. Quando
este evento foi investigado mais de perto,
as marcas de cavalos e de homens e das
matas recentemente pisoteadas pareciam
predizer a carga de uma grande guerra.
76 a.C.
· Plínio, o velho, relata na sua obra História
Natural, livro II, capítulo XXXV, o seguinte:
"... Foi durante o consulado de Otávio e
Scribonio que uma luz, caindo de uma
estrela, cresceu ao aproximar-se da Terra,
e, depois de alcançar o tamanho de uma
Lua, derramou a claridade de um dia
encoberto. Este fenômeno foi testemunhado
pelo pró-cônsul Silano e sua comitiva".
73 a.C.
· No capítulo XV da obra Temístocles,
Plutarco relata o estranho caso ocorrido em
Otria, na região de Frigia (mar Negro),
durante o treinamento das tropas do rei de
Ponto, Nitrítades, e o cônsul romano Lóculo,
quando, repentinamente, o céu se abriu e
um objeto envolto em chamas caiu entre os
exércitos. Segundo o relato, o objeto era
muito semelhante a um jarro de vinho, e
sua cor era de prata fundida.
66 a.C.
· Nesta oportunidade, Plínio, no seu livro II,
capítulo XXXV, relatou um novo evento
aéreo anormal: "... No consulado de Cneo
Otávio e Caio Scribonio, foi vista cair uma
faísca de estrela e aumentar de tamanho ao
aproximar-se da Terra, e após se fazer
grande como uma Lua esta difundiu uma
tênue luminosidade, para logo, voltando-se
para o céu, tornar-se como uma tocha; esta
é a única notícia do ocorrido. Foi também
visto pelo pró-cônsul Silas e o seu grupo".
63 a.C.
· Em Spoletium, cidade de Umbria, um
brilhante feixe luminoso atravessou o céu
desde o oeste, sendo toda a cidade
sacudida por vários tremores de terra.
50 a.C.
· Marco Túlio Cícero escreveu na sua obra
Divinationis, livro I, capítulo XLIII, o seguinte
relato: "... Foram vistas aparecer duas ou
três luas, e chamas de fogo foram
observadas no céu. Em outra oportunidade
o Sol substituiu a noite, e sons foram
ouvidos no céu. As próprias nuvens
pareciam explodir, e apareceram estranhos
globos no céu".
49 a.C.
· Segundo Plínio, em Samnium foi observado
nesse período um novo fenômeno aéreo,
durante o consulado de Lucius Paulus e
Caius Marcellus.
· Nesse mesmo ano, Caio Suetônio, em sua
obra Os Doze Césares, recolhe o insólito
encontro de Caio Júlio César com uma
"aparição de sobre-humana estatura e
beleza", na fronteira entre a Gália e a Itália.
Cabe destacar que a vida do imperador Caio
Júlio César está repleta de relatos e eventos
envolvendo a presença de estranhos
objetos voadores, tanto no céu quanto na
Terra, assim como de misteriosas aparições.
48 a.C.
· Plutarco diz em sua obra que, no mês de
agosto desse ano, ocorreu um curioso
incidente em Teaalia, quando, no alvorecer,
um pouco antes da batalha entre os
exércitos de Júlio César e de Pompeo, uma
enorme e brilhante luz apareceu
sobrevoando o campo. O mesmo César
afirmou ter visto uma fulgurante tocha
saída do interior da enorme luz,
precipitando-se sobre o acampamento de
Pompeo enquanto inspecionava a guarda.
Curiosamente, o resultado dessa batalha,
segundo comenta o historiador Dio Cassius,
havia sido revelado na Síria, a mais de
1.500 km de distância do local dos
acontecimentos, por dois estranhos jovens,
que desapareceram tão misteriosamente
como haviam surgido.
44 a.C.
· Na obra César, de Plutarco, capítulo LXIII,
encontramos uma grande quantidade de
relatos sobre a presença de luzes no céu,
esferas e diversos prodígios celestiais, além
de sons estrondosos vindos do espaço e da
aparição de "aves de presságios". De igual
forma, nesse mesmo período, o filósofo
Estrabão afirma que foram apreciados por
diversas multidões grupos de "homens
envoltos em fogo" que se precipitavam
desde o céu. Por outro lado, também Plínio,
no seu livro II, capítulo XXXI, menciona que
foram vistos três sóis nos céus de Roma
nessa época.
42 a.C.
· Vários eventos foram recolhidos nas obras
do filósofo Obsequens ocorridas durante
esse ano. Dentre elas, a aparição de três
sóis observados na cidade de Modena,
próximo da terceira hora do dia, sendo que
os três objetos acabaram, afinal, fundindose
num só corpo. Por outro lado, em Mutina,
os mesmos três sóis foram observados no
mesmo horário. Em Roma, uma enorme luz
brilhou no céu durante a noite, fazendo com
que as pessoas se levantassem para
trabalhar pensando já ser dia.
41 a.C.
· Segundo Lycosthenes, em Cnido, próximo
do rio de Cilicia, foram vistos três sóis no
céu, que também se reuniram formando um
único corpo.
16 a.C.
· Nesse ano, conforme relatam algumas
crônicas, na Itália foi vista uma tocha
envolta em chamas cruzando o espaço,
transformando a noite em dia.
12 a.C.
· Nesse ano, em Roma, um "cometa"
iluminou a cidade imperial durante vários
dias, dividindo-se, mais tarde, em pequenas
tochas, para depois desaparecer.
9 a.C.
· No dia 10 de fevereiro desse ano, na cidade
de Kyu Shu, no Japão, apareceram nove sóis
no céu, provocando grande confusão e pavor
entre a população e os membros da
dinastia Yamato.
7 a.C.
· Nesse ano acredita-se ter sido o do
nascimento de Jesus, data em que a
lendária estrela de Belém teria guiado os
reis magos até a gruta em que se
encontrava o menino recém-nascido.
Início do Primeiro Século
· Nesse período de início de século, foram
inúmeros os estranhos incidentes aéreos
registrados, sendo os historiadores romanos
os melhores cronistas dessas observações.
Alguns deles poderiam ser considerados
como os primeiros ufólogos da história, já
que suas compilações sobre estranhos
fenômenos foram incrivelmente notáveis.
Tal é o caso de Plínio, o velho, que no seu
livro II da História Natural escreve: "...Roma
é o único lugar do mundo dedicado a um
cometa, aquele que o divino Augusto julgou
favorável para si mesmo, o que apareceu no
início de sua vida pública, durante os jogos
celebrados em honra à Vênus-mãe, pouco
depois da morte de seu pai, César, no
colégio instituído por este último para tal
fim, expressando seu gozo com estas
palavras: Durante os dias da celebração de
meus jogos foi observada uma estrela com
cauda, que durou sete dias, na região
setentrional do céu. Esta estrela
permaneceria até quase as onze horas do
dia, era resplandecente e foi visível desde
toda a Terra. Também se deu o caso de
serem visíveis vários sóis ao mesmo tempo,
nunca por cima ou por baixo do Sol, mas do
lado. Nem próximo da Terra ou sua direção,
mas ao levante ou ao poente. Diz-se que
uma só vez se observou esse meteoro
durante o dia; isso ocorreu no Bósforo, e
sua contemplação durou desde a manhã até
o pôr-do-sol. Em outros tempos, freqüentemente,
se viram três sóis; por
exemplo, durante os consulados de
Postumio, Mucio, Mareio, Porcio, Marco
Antônio, Dolabella, Lépido e Planco, e em
nossos dias foram visíveis durante o
principado do divino Cláudio, sendo colega
do seu consulado Cornélio Orfito. Em minha
vida, nunca ouvi que mais três sóis
tivessem sido observados simultaneamente.
Apareceram três luas durante o consulado
de Domício e Fannio...'".
9 d.C.
· Dio Cassius descreveu como o Templo de
Marte, no campo de mesmo nome, foi
atingido por um raio e como numerosos
gafanhotos invadiram a cidade, sendo
devorados pelos pássaros, comentando
também outros eventos: "... e os picos dos
Alpes pareceram derrubar-se
sucessivamente e despedir para o alto três
colunas de fogo. O céu pareceu arder em
muitos pontos, e numerosos cometas apareceu
ao mesmo tempo, e do norte
pareceram ser lançados dardos, que caíram
em direção ao acampamento romano".
14 d.C.
· Cassius relatou que nesse ano o Sol sofreu
um eclipse total, e a maior parte do céu
pareceu estar em fogo, sendo que tochas de
fogo pareceram cair dele, sendo vistos
também cometas de cor vermelho-sangue.
17 d.C.
· Novamente o historiador Plínio, o velho, no
seu livro História Natural, volume XI e
capítulo XXIV, descreveu o seguinte: "... Há
também luzes meteóricas que somente
podem ser vistas quando caem; por
exemplo, uma que correu o céu ao meio-dia
e à vista de todo o público, quando
Germânico estava oferecendo um espetáculo
de gladiadores. Destas existem de dois
tipos: uma espécie das chamadas "tochas"
e outra chamadas de "mísseis", que são da
classe das que apareceram na época do
desastre de Modena. A diferença entre elas
é que as "tochas" produzem longos rastros
com sua parte frontal incandescente,
enquanto os "mísseis" permanecem acesos
em toda a longitude do seu percurso, que é
longo".
18 d.C.
· Segundo os historiadores, nesse ano morreu
Ovídio, que relatou antes de morrer que,
numa oportunidade, em meio à noite, havia
sido surpreendido por um sol branco de
grande luminosidade.
41 d.C.
· Nesse ano o imperador Cláudio, que durante
a época do seu consulado já havia
observado no céu a presença de três sóis,
subiu ao poder, onde permaneceria até o
ano 54 d.C. Durante o período do seu
reinado, segundo relata o filósofo Sêneca na
sua obra Questões Naturais, um comenta
procedente do norte elevou-se do horizonte
para logo rumar em direção leste.
48 d.C.
· Nesse período, segundo relatou o
investigador italiano Giuseppe Rosaccio em
sua obra Le Sei Etá del Mondo, três sóis
foram observados na antiga Roma.
60 d.C.
· Julius Obsequens escreveu que um "escudo
ardente", acompanhado de grande feixe de
luz, foi visto por vários cidadãos de Roma.
Referindo-se também a esse ano, o filósofo
Sêneca escreveu: "... Temos podido
contemplar durante seis meses este cometa
que apareceu no feliz reinado do divino
imperador Nero".
65 d.C.
· Na obra A Guerra dos Judeus, de Titus
Flavius Jusefus, no livro IV, capítulo V, o
autor relata o ocorrido em Jerusalém nesse
ano: "... Uma vez apareceram sobre a
cidade uma estrela, semelhante a uma
espada, e um cometa, ambos
permanecendo por um ano completo. Como
antecedência à rebelião judaica e antes dos
encontros que precederam a guerra, o povo
chegou em grande número para celebrar a
festa do pão ázimo, no oitavo dia do mês de
Nisan; durante a nona hora da noite, brilhou
uma grande luz no altar e no santuário,
análoga à do dia, persistindo por meia
hora...". Mais adiante, Jusefus explica como
poucos dias depois da festa, o vigésimo
primeiro do mês de Jyar, ocorreu um incrível
e maravilhoso fenômeno. Segundo relata, o
evento poderia ser tomado por uma fábula
se não existissem testemunhas e se não
fosse pela índole dos fatos, os quais
justificaram o ocorrido. Foi que, pouco antes
do Sol ocultar-se, surgiram dentre as
nuvens carros e soldados armados dos pés
à cabeça, que sitiaram algumas cidades.
71 d.C.
· De acordo com o relato de Lycosthenes,
nesse período foram vistos no céu da Itália,
simultaneamente, dois sóis, de leste a
oeste, sendo que um ficou mais fraco e
pálido e o outro, mais brilhante e poderoso.
76 d.C.
· Plínio, o velho, escreveu na sua obra
História Natural, livro II, capítulo CXXII, o
seguinte: "... Também existem estrelas que
nascem subitamente no mesmo céu.
Estrelas-dardos vibrantes como uma flecha
e que são um terrível engenho. A esta
classe pertence o cometa sobre o qual Tito
escreveu, durante o seu consulado, em seu
famoso poema, sendo esta a última
aparição até o presente. As mesmas
estrelas, quando são mais curtas e se
reduzem ao tamanho de um punho, têm
sido chamadas de "adagas". Estas são as
mais pálidas de todas e possuem um fulgor
como o brilho de uma espada e não
apresentam irradiação alguma".
77 d.C.
· Julius Obsequens registrou que nesse ano a
aparição de um "escudo envolto em brasas"
foi observada nos céus de Roma.
98 d.C.
· Lycosthenes é quem agora recolhe uma
nova observação realizada por Tarquínio
nesse ano, relatando: "... Foi avistada uma
tocha ardente em todo o céu.
Repentinamente ela caiu. Ao lado do Sol um
escudo incandescente passou pelo céu de
Roma. Este veio brilhando pelo oeste e
cruzou em direção leste".
Século II
· Segundo os teólogos e exegetas
contemporâneos desse período, foi nesse
momento que os textos que viriam a
compor o Novo Testamento começaram a
circular entre as primeiras comunidades
cristãs, assim como as cartas do apóstolo
Paulo. Foi nesse período também que se
reuniram alguns documentos contendo
relatos de eventos ufológicos extraídos do
Torá judeu, os quais passariam a formar
parte do Antigo Testamento católico mais
adiante. Aqui, encontramos o relato de
Ezequiel, com referência à "Glória de
Yahvé", isto é, a coluna de fogo que guiou o
povo de Israel no seu caminho pelo deserto,
além de outras tantas, como a viagem de
Henoc e Elias num carro de fogo. Nesta
época, também ocorreram eventos que
acabaram sendo registrados, como o
referido por Galieno em sua obra
Comentário aos Apotegmas de Hipócrates,
no qual encontramos o seguinte relato: "... E
geralmente sabido que Esculápio foi levado
pelos anjos numa coluna de fogo; coisa
semelhante ocorreu com Dinísio, Hércules e
outros que trabalharam em benefício da
humanidade". Com relação ao mito de
Hércules, por exemplo, Apolodoro escreve
em sua obra História o seguinte: "...
Hércules trasladou-se a Oeta no território
traquiniano e construiu ali uma pira,
montando-a. E quando a pira estava
ardendo, conta-se que uma nuvem o levou
flutuando aos céus".
174 d.C.
· Dio Cassius descreveu na sua obra História
Romana, no volume LX, capítulo XII, o
seguinte relato: "... Durante uma grande
batalha contra os quadri, Marco Aurélio
temeu colocar todo o seu exército. Uma
legião inteira de cristãos rezou pelo seu
Deus, que imediatamente prestou ouvidos
fulminando o inimigo com os seus raios e
aliviando ao mesmo tempo os romanos com
uma intensa chuva. Marco Aurélio ficou
muito assombrado ante tal demonstração e
não somente honrou os cristãos com o seu
edito oficial, mas também deu o título
"Tonante" a sua legião. Numerosos raios
caíram em fileiras inimigas, e a água e o
fogo desciam simultaneamente,
consumindo os bárbaros, pois a chuva era
como óleo que fazia com que o fogo se
estendesse".
192 d.C.
· Herodiano, no seu livro História do Império
depois de Marco Aurélio, volume I,
descreveu um objeto particularmente
brilhante que cruzou o céu, além de outras
maravilhas que ocorreram por aqueles dias,
afirmando que "estrelas foram vistas no ar
em pleno dia". Por sua parte, o historiador
Hélio Lampridio escreve na sua obra Vida de
Cômodo o seguinte: "... Durante o reinado
de Cômodo, um objeto particularmente
brilhante cruzou o céu".
193 d.C.
· Novamente Dio Cassius refere-se a esse
ano, comentando sobre a conspiração
contra Didio Juliano no seu livro História Romana,
e no livro LXXXIV comenta o
seguinte: "... Três homens trataram de
assegurar-se controle dos assuntos: Severo,
Niger e Albibo. Eles eram os três homens
augurados pelas três estrelas que
subitamente apareceram à vista rodeando o
Sol, quando Juliano se encontrava em nossa
presença oferecendo sacrifícios de ingresso
diante do edifício do Senado. Estas estrelas
foram tão visíveis que os soldados ficaram
olhando-as continuamente e assinalando-as
mutuamente, declarando que algum terrível
fato deveria acontecer ao imperador".
217 d.C.
· Novamente no trabalho História Romana de
Dio Cassius recolhe-se um incidente insólito:
"... em Roma, um espírito com aparência de
homem levou um asno até o Capitólio e
depois ao palácio. Ao ser preso por isso e
enviado a Antonio, disse que não se
apresentaria ante o imperador. E quando
chegou a Capua evaporou-se
repentinamente".
249 d.C.
· Um Determinado dia apareceram diante dos
espantados e aterrorizados habitantes de
Palmira duas grandes esferas flamejantes
que giravam uma junto à outra, para depois
afastar-se, deixando passo ao fulgor de
alguns relâmpagos entre elas. Uma das
estrelas, como que se sentindo em perigo,
desceu, passando em alta velocidade sobre
a cidade, de modo que a temperatura
elevou-se subitamente e muitas palmeiras
foram danificadas. O duelo continuou algum
tempo, com persecuções e descargas de
relâmpagos, até que um dos globos
transformou-se numa enorme nuvem e dela
caíram pedaços de objetos que afundaram
na areia, enquanto o outro desapareceu no
alto do céu. Isso foi relatado por Alberto
Fenóglio em sua obra Cronistoria su Oggetti
Del Passato.
312 d.C.
· Nesse ano, escreveu o biógrafo e cronista
do imperador Constantino, o grande, em
sua obra Vida de Constantino, livro I,
capítulo XXIII, referindo-se ao sítio da
batalha da ponte Milvio, o seguinte relato:
"...Por volta das horas medianas do Sol,
disse Constantino que viu com seus próprios
olhos o troféu da cruz nos céus, situado
sobre o Sol, radiante de luz e com uma
inscrição adjunta contendo as palavras
"com isso conquisto" e à vista do ocorrido
ficaram pasmos tanto ele como todas as
suas forças militares, que lhe seguiram em
sua marcha e foram espectadores do
milagre". Posteriormente, o historiador
Edwar Gibbon comentaria sobre esta
observação, afirmando: "... Este
surpreendente objeto do céu assombrou
todo o exército, assim como o imperador,
que ainda indeciso sobre a eleição de uma
religião trocou o assombro em fé pela visão
que teve na noite seguinte. Pois Cristo lhe
apareceu ante seus olhos e, mostrando o
mesmo símbolo da cruz, disse a Constantino
que fabricasse um estandarte semelhante e
marchasse com a segurança da vitória
contra Magêncio e todos seus inimigos".
314 d.C.
· O professor de literatura chinesa Sr. Ke
Yang, da Universidade Lanzhou, encontrou
evidências de que houve avistamentos
aéreos anormais registrados em textos
clássicos chineses. Um deles faz menção a
um dia de janeiro do ano 2 (314 da nossa
Era), sob o reinado do imperador Jianxing,
quando o Sol se precipitou em terra e outros
três sóis surgiram juntos por cima do
horizonte. Outro dia, o Sol desceu
rapidamente até o solo e outros três sóis
voaram, um junto ao outro, depois de
haver-se elevado em direção oeste,
dirigindo-se depois até o leste".
317 d.C.
· Num outro texto pesquisado pelo professor
Yang, temos o seguinte incidente: "... No
ano 5 do reinado do imperador Jianxing, três
sóis brilharam simultaneamente no céu,
pintando-o de tons multicores. Os sóis
estavam rodeados por uma aureola e
suspensos a dez metros acima do solo. No
centro dos sóis, distinguia-se uma coloração
esverdeada".
384 d.C.
· Em tempos do imperador Teodósio o
grande, último imperador do grande Império
Romano, foi avistado no céu um sinal terrível:
um objeto em forma de coluna,
segundo comenta o historiador
Lycosthenes.
393 d.C.
· Novamente o historiador Lycosthenes
relatou uma nova observação, ocorrida em
tempos do imperador Flávio Teodósio,
quando foi visto aparecer bruscamente um
globo que brilhava de forma intensa.
Segundo comenta, pouco a pouco um
grande número de novos globos luminosos
aproximou-se do primeiro, sendo a luz
destas estrelas tão intensa que parecia que
colidiriam violentamente umas com as
outras. Depois, todos esses globos
fundiram-se em uma só chama e à sua
frente apareceu algo como uma espada,
cujo punho era o primeiro globo avistado.
Todos os outros globos que se reuniram
brilhavam tão intensamente como o
primeiro. A "espada" ardeu durante
quarenta dias e logo desapareceu.
394 d.C.
· Uma estranha aparição foi registrada na
cidade de Antioquia, na Turquia, nesse ano.
Segundo relatam algumas testemunhas,
uma espécie de enorme mulher deslocavase
pelo céu sobre as ruínas da cidade,
emitindo um som ensurdecedor.
398 d.C.
· Um objeto parecido com uma "bola de
fogo", acompanhado de uma espécie de
"espada", brilhou intensamente sobre a
cidade de Bizâncio, parecendo arrasar o
solo. Ninguém lembrou ter observado
jamais nada similar.
457 d.C.
· Na obra Prodigium ac Ostentum Chronicum,
de Lycosthenes, encontramos o relato de
como uma espécie de globo foi avistado em
Britânia. O texto diz: "... Era enorme e de
seus raios saiu uma bola de fogo. Parecia
um dragão de cuja boca saíram fogos e
raios, um dos quais se prolongava até
França e outro que se dirigia até a Irlanda".
460 d.C.
· Num curioso trabalho sob o título Os signos
espantosos apareceram novamente no ar
sobre as cidades de Lyon, Nimes,
Montpellier e outros lugares circundantes,
ante o grande assombro do povo, editado
em Lyon e relatado por Enéas Silvius,
encontramos referências sobre a
observação de um curioso incidente aéreo
ocorrido nesse ano: "... No sexto ano depois
do jubileu foram vistas entre Siena e
Florença vinte nuvens as quais agitaram os
ventos, batalhavam umas contra as outras,
cada qual em sua fileira, retrocedendo e
aproximando-se, como se tivessem sido
ordenadas em batalha, e durante esse
enfrentamento das nuvens os ventos
cumpriram também com o seu dever de
demolir, abater, romper, enrugar e destruir
casas, rochas e, inclusive, elevar homens e
bestas pelos ares".
478 d.C.
· Nesse ano, foram registrados na Hungria
três sóis, que foram vistos passeando pelo
céu.
575 d.C.
· Nesse ano, foi registrado um estranho caso
ocorrido na Irlanda, em que uma misteriosa
luz atravessou a espessa parede de uma
casa na cidade de Druceatt e do seu interior
saiu a voz de um anjo.
577 d.C.
· Lycosthenes comentou que, nesse ano, uma
lança atravessou o céu de norte a oeste na
Itália.
584 d.C.
· Na obra Historia Francorum, Gregoire de
Tours comentou como no céu francês
surgiram raios brilhantes de luz que
pareciam cruzar-se e colidir, separando-se e
desaparecendo depois.
585 d.C.
· Gregoire de Tours escreveu que em
setembro desse ano algumas pessoas
testemunharam sinais, raios e cúpulas no
céu francês que, como em outras
oportunidades, atravessaram vertiginosamente
o céu.
609 d.C.
· Nesse período, Muhammad Ibn Abdilah
mudou o nome para Maomé, após
encontrar-se, durante a serena e calma
noite do 17º dia do Ramadã, com o arcanjo
Gabriel. Desde então, Maomé, igual aos
demais profetas de outras religiões,
protagonizou numerosos encontros com
seres vindos do céu. Sua visita aos céus no
cavalo alado, os anjos e arcanjos, os jinas,
etc. serão eventos e situações que
encontram semelhança nos textos bíblicos.
São numerosos os episódios relatados no
Alcorão, em que encontramos similaridades
com os eventos que fundamentaram quase
todas as religiões, em que a presença de
entidades celestiais será uma constante.
619 d.C.
· Nesse ano, um objeto brilhante, com uma
figura humana em seu interior, foi avistado
sobrevoando o rio Gamo, no Japão. Também
nesse período, no Japão, o historiador
Zhang Zuo recolhe outro caso ocorrido
durante a dinastia Tang, na sua obra
História do Poder e da Oposição, na qual
encontramos o seguinte: "... Qui Jingye levantou-
se em armas junto com seus
homens contra o imperador e, sobre o
campo de batalha, dois exércitos
combatiam terrivelmente. Sobre eles se
viam grandes estrelas em formação
batalhando umas contra as outras,
retrocedendo e aproximando-se cada qual
dentro de sua formação; esta cena durou
três noites".
664 d.C.
· No capítulo VII da obra História Eclesiástica
"Gentis Anglorum", pode-se encontrar o
relato de um incidente ocorrido no
Convento de Barking, na Inglaterra.
Segundo comenta o relato, quando algumas
religiosas oravam no cemitério anexo ao
convento, uma grande luz, que ofuscava o
Sol, desceu do céu em direção à elas,
dirigindo-se depois para o outro lado do
cemitério. Na manhã seguinte, outras
religiosas que já haviam se retirado dos
seus claustros, comentaram que alguns
raios luminosos infiltraram-se através das
portas de suas habitações.
678d.C.
· Na mesma obra História Eclesiástica "Gentis
Anglorum", de autoria do monge São Beda,
encontramos o relato de como na Inglaterra
apareceram repentinamente dois homens
misteriosos, considerados enviados do céu
pelo estranho de seu aspecto físico.
679d.C.
· No dia l2 de outubro desse ano, uma
estranha substância similar ao algodão caiu
sem explicação sobre a região de Maniwa,
atual Osaka, no Japão, sendo levada
facilmente pela força do vento a outros
lugares. Seu aspecto lembrava
perfeitamente o fenômeno denominado
"fios da Virgem", freqüentemente
vinculados a experiências ufológicas e
aparições marianas.
684 d.C.
· Na noite de 21 de outubro desse ano, sete
estrelas foram avistadas dirigindo-se juntas
em direção noroeste, onde finalmente se
fundiram numa única luz. Este relato
encontra-se registrado na obra Notas sobre
os Fatos do Passado, do historiador Nihongi,
sendo esta uma tradução do japonês para o
chinês clássico.
746 d.C.
O historiador Lycosthenes registrou nesse
período o avistamento de objetos voadores,
contendo tripulantes de forma humanóide em
seu interior.
773 d.C.
· Na Inglaterra, depois do pôr-do-sol, o
historiador Lycosthenes comentou que uma
"cruz vermelha" apareceu no céu a enorme
velocidade.
776 d.C.
· Na obra Anais Lauricenses encontramos o
relato de como os guerreiros saxões,
responsáveis pelo cerco do Castelo de
Siguburg, foram colocados a correr, para
felicidade dos francos residentes no castelo,
ao avistar grande grupo de escudos
brilhantes, de cor avermelhada, que
desciam dos céus e sobrevoavam a área.
793 d.C.
· Dentro das crônicas anglo-saxônicas,
podemos recolher grande número de
eventos curiosos, em que constam as
observações de objetos no céu semelhantes
a escudos, projetando uma cor avermelhada.
Noutros casos, encontramos a
descrição de potentes luzes que
aterrorizaram os habitantes da Inglaterra,
sendo que estes jamais haviam visto coisa
similar antes vinda do céu.
796 d.C.
· Na obra do monge beneditino Roger de
Wendover podemos encontrar uma nova
ocorrência durante esse ano, descrita como
a aparição de pequenos globos luminosos,
os quais foram avistados girando ao redor
do Sol.
805 d.C.
· Na Itália, foi avistado durante esse ano
grande número de tochas de fogo correndo
ao redor do Sol.
810 d.C.
· O cronista franco Eginhard, também
secretário de Carlo Magno, registra um
episódio protagonizado pelo imperador
durante sua última expedição contra o rei
da Dinamarca. Nessa oportunidade, o
mesmo Carlo Magno presenciou o
aparecimento de uma fulgurante tocha
resplandecente, que desceu lenta e
serenamente do céu para logo atravessar o
firmamento. O cavalo montado pelo
imperador assustou-se terrivelmente, dando
um tranco que quase jogou o cavaleiro ao
chão.
811 d.C.
· No dia 3 de setembro desse ano, o monge
beneditino Roger de Wendover registra o
avistamento de misteriosas luzes
atravessando o céu, que apresentavam
movimento ondulatório.
827 d.C.
· Nesse ano, na Espanha, especificamente
durante a expedição de Pepino I, rei de
Aquitânia e filho de Luis I, o piedoso, foram
avistados terríveis objetos no ar durante a
noite, que se manifestaram com cores
tênues no início e, posteriormente, como
fogos brilhantes cor de sangue.
840 d.C.
· Os tratados de demonologia encontram-se
repletos de estranhos incidentes,
perfeitamente explicáveis sob o aspecto
extraterrestre. Um destes, por exemplo,
encontramos no relato do arcebispo
Agobardo de Lyon, na França, que narra
que, numa oportunidade, vários homens
foram presos e executados como demônios
pelos populares quando foram vistos saindo
de estranhos objetos luminosos que
desceram do céu.
879 d.C.
· Segundo narra o historiador Shang Zuo,
antigos textos chineses indicam que, no ano
6 do reinado do imperador Xinzhong, foram
observados, simultaneamente, dois sóis
durante o dia, sendo que ambos lutavam
mutuamente com determinação. Nesse
mesmo período, outros dois sóis
apareceram novamente no céu representando
um combate aéreo, vindo mais tarde
a fundir-se numa só luz, sob o olhar
impressionado da população. O mesmo
historiador resgata outro caso em que uma
grande estrela em movimento, grande
como um balde, que voava pelo céu do
norte, foi vista acompanhada de outras
menores, durante o dia 29 de maio do ano 2
do imperador Kai Yuan.
890 d.C.
· Segundo Giusseppe Rosaccio, na obra La
Sei Etá del Mondo, nesse ano foram
observados vários objetos sobrevoando os
céus da Itália.
900 d.C.
· Durante o terceiro ano do reinado do
imperador Guang Hus na China, a obra
Novo Livro dos Tang recolhe outro
interessante caso, referindo-se à
observação de uma estrela de cor amarela
vista voando em direção sudoeste. De
acordo com a descrição, a estrela
apresentava cabeça pontuda, com o corpo
acabado em forma de cilindro. Por outro
lado, a obra Contos de Coisas Estranhas
narra como durante o ano 7 do reinado do
imperador Kai Yuan, durante uma noite de
outono, o céu iluminou-se por completo sem
qualquer razão aparente. Mais adiante,
numa outra região, um marinheiro avistou
uma "enorme tartaruga", que surgiu
repentinamente diante do navio em que se
encontrava, ao mesmo tempo em que
apareceram dois sóis no meio da noite,
voltando tudo, logo depois, à normalidade.
919 d.C.
· Na Hungria, um objeto similar a uma tocha
brilhante foi avistado no céu, ao mesmo
tempo em que duas esferas, mais brilhantes
que qualquer outra estrela, separavam-se
em várias direções.
957 d.C.
· No manuscrito dos arquivos da cidade de
Nisa, encontra-se registrado o relato de
como repentinamente dois sóis apareceram
no céu da cidade, assustando todas as
testemunhas.
960 d.C.
· Na sua obra Observações do Céu, o
historiador Zhao Xigu relata como durante a
dinastia Song (entre o ano 960 e 1279)
houve o registro de um grande navio
celestial fabricado por um tal Yan Sun, que
tinha 50 pés de comprimento, soava como o
ferro e resistia à podridão. O navio podia
elevar-se ao céu voando, para depois
retornar à Terra novamente.
989 d.C.
· Três objetos em forma de globos foram
avistados sobrevoando os céus do Japão,
por volta do dia 29 de julho.
1.000 d.C.
· Sobre a cidade de Avigliana, próxima a
Turim, na Itália, objetos semelhantes a
tochas de fogo cruzaram o céu a enormes
velocidades, e uma claridade deslumbrante
que iluminou completamente a noite deixou
aterrorizados os habitantes da vila.
1011 d.C.
· Em Lorena, na França, foi avistada no céu
uma tocha de fogo similar a uma torre. Ao
mesmo tempo grande estrondo deixava-se
ouvir com enorme força.
1015 d.C.
· Durante o 23 de agosto foram avistados, no
Japão, dois objetos luminosos e de forma
esférica, que deixaram escapar estrelas do
seu interior.
1027 d.C.
· No Cairo, Egito, numerosas estrelas
passaram sobre o céu da cidade e o delta
do Nilo, acompanhadas de grande estrondo
e muita luminosidade.
1034 d.C.
· Na cidade de Nuremberg, na Alemanha, foi
avistado um objeto semelhante a um
tronco, envolto em fogo e chamas verdes.
1043 d.C.
· Um estranho objeto de forma esférica e cor
de fogo foi visto atravessar toda a Europa
de sul a leste, mudando depois de direção e
desaparecendo pelo oeste. Este relato
consta num documento em que se pode
apreciar uma gravura, que acompanha a
descrição, sendo possível identificar um
objeto cilíndrico rodeado por chamas. O
documento encontra-se exposto no Museu
de Verdum, na Alemanha.
1067 d.C.
· Segundo registra o cronista Geoffrey
Gaimar, ocorreu nesse período a
observação de um fogo brilhante que voava
pelo céu. Mais tarde, este se aproximou da
Terra, iluminando-a por longo tempo.
Depois subiu ao céu novamente para
desaparecer mais tarde no interior do
oceano, na localidade de Northumberland,
na Inglaterra.
1094 d.C.
· No dia 22 de janeiro desse ano, um objeto
metálico foi avistado nos céus do Japão
pouco antes do pôr-do-sol.
1096 d.C.
· Por volta do mês de julho foram avistados
vários fenômenos estranhos nos céus do
Japão. Nesta oportunidade, dez luzes
dispostas em linha reta cruzaram o país,
sem que ninguém encontrasse qualquer
explicação para o fenômeno.
1105 d.C.
· No mês de abril, especificamente durante o
amanhecer do sábado anterior à Páscoa,
foram observadas duas luas cheias no céu.
Uma em direção leste e a outra, oeste.
Nesse mesmo dia, segundo relata William
de Malmesbury, uma das luas transformouse
num semi-arco.
1130 d.C.
· Conforme relatos coletados por alguns
historiadores, ocorreu a observação de dois
"dragões voadores" de grande
luminosidade, que sobrevoaram a cidade de
Praga.
1157 d.C.
· Na obra O Céu: Caos ou Harmonia!, de Jean-
Pierre Verdet, encontramos a narrativa do
avistamento de três luas no céu. Nesse
mesmo ano, na Itália, dois sóis sobrevoaram
o país. E noutra oportunidade, surgiram três
esferas ao redor do Sol.
1167 d.C.
· Na madrugada do Natal desse ano, segundo
registrado nos Anais de Nicholas Trivetus,
apareceram duas estrelas cor de fogo no
céu, uma grande e outra menor. Em
princípio pareciam unidas uma na outra,
mas logo depois se separaram e
desapareceram rapidamente.
1168 d.C.
· Em março desse ano, encontramos na obra
Anais de Nicholas Trivetus o relato de como
um globo luminoso foi observado des-
locando-se pelo ar. Nos livros relacionados à
astronomia também encontramos o relato
da aparição de três luas no céu,
catalogadas com o nome de "paraselenes".
1180 d.C.
· No dia 27 de outubro desse ano, foi
observado no Japão um objeto semelhante a
um navio feito de cerâmica, que desceu do
céu próximo à montanha de Kyu Shu,
desaparecendo logo depois e deixando um
rastro luminoso atrás de si.
1186 d.C.
· Por volta das duas horas da tarde do dia 9
de agosto desse ano, o céu abriu-se
repentinamente e tanto clérigos como laicos
viram uma cruz muito comprida, brilhante e
de enorme tamanho. A sua aparição durou
até a meia-noite. Assim relata Benedito de
Peterboroung em sua obra Gesta Régis
Henrici Scumdum.
1189 d.C.
· Na interessante obra Chonica de Walter
Hemingford, religioso de Giseburne,
encontramos o seguinte: "... não se deve
guardar silêncio sobre o maravilhoso
prodígio visto por muitas cidades inglesas.
Existe sobre o caminho que vai para
Londres uma nobre vila chamada Bunstable.
Aqui, como ao meio-dia, seus habitantes
viram sobre o céu sereno e sem nuvens
uma imagem do Signo do Senhor, brilhando
branca como a cera. Nela se encontrava
uma figura humana crucificada, muito
similar à que conhecemos como o Senhor
da Paixão. Esse espetáculo foi observado
por milhares de pessoas e logo
desapareceu. Cada um pode interpretá-lo
como seja o seu gosto; eu simplesmente
sou o narrador. Não sei se isso se trata de
um presságio ou de um signo divino". No
mesmo ano, no capítulo sob o título De
quodam puero et puella de terra
emergentibus, que significa "sobre o
menino e a menina que emergiram da
terra", da obra Chonicon Anglican de
Rudolph Coggeshall, encontramos o relato
da aparição de duas estranhas crianças verdes
saídas do fundo da terra.
1213 d.C.
· No dia 10 de março desse mesmo ano,
objetos voadores luminosos apareceram por
detrás da montanha do templo de Hokkedo,
no Japão. Os objetos subiam e apagavam-se
alternadamente, segundo comenta o
cronista japonês Yusuke Matsumura.
1239 d.C.
· O cronista Mathieu de Paris, na sua obra
Historia Anglorum, relata que no dia 24 de
julho ocorreu um curioso incidente na Inglaterra:
"... No findar do dia, com o céu
bastante claro, sereno e brilhante, foi vista
uma estrela grande, similar a uma tocha,
que surgiu do sul e subiu ao céu, emitindo
uma grande claridade. Depois dirigiu-se em
direção norte lentamente, e quando se
encontrava no meio do firmamento deixou
atrás de si um rastro de fumaça e brasas,
com a forma de uma cabeça grande, com a
parte frontal brilhando e a posterior
emitindo fumaça e relâmpagos".
1254 d.C.
· Desde a abadia de Saint Albans na
Inglaterra, no dia l2 de janeiro foi observado
no céu estrelado e com lua cheia um objeto
comprido e elegantemente enfeitado com
maravilhosas cores. Foi visto durante
bastante tempo por vários religiosos que o
descreveram como se estivesse pintado.
Segundo relataram, parecia ser feito de
grandes pranchas de madeira, sendo que
finalmente desapareceu por cima da
abadia, movendo-se muito lentamente.
1264 d.C.
· Novamente o cronista Mathieu de Paris
relata como no dia 7 de janeiro desse ano,
na cidade de Berwick, na Inglaterra: "...
foram observados alguns objetos estranhos
que se dirigiam para a terra, arrastados
pela fúria dos ventos. Eram realmente
enormes e elegantes, com equipamentos
militares que haviam sido vistos naquelas
regiões. Dos objetos saíram seres que não
quiseram se identificar. Ninguém conhecia
seu idioma e por isso lhes foi permitido ir
em paz. Outras embarcações como aquelas
foram vistas no mar".
1271 d.C.
· No dia 12 de julho, bem no momento em
que o monge budista Ichire se preparava
para ser decapitado em Katse, na localidade
de Komukura, no Japão, teve a sua vida
salva pela interferência de um objeto que
apareceu no céu, semelhante a uma lua
cheia, tão luminoso e brilhante que
provocou pânico na população.
1277 d.C.
· O reconhecido poeta chinês Liou Ying, da
dinastia Yuan, relatou em seu poema
Sucesso Visto no Amanhecer, incluído no
capítulo III do Compêndio da Literatura dos
Yuan, sua própria observação. Segundo
narra, bem no alvorecer do dia observou,
através de sua janela, três objetos
luminosos. Dois desapareceram
rapidamente, mas o terceiro, de formato
discoidal, com cinco luzes de cores abaixo
dele e uma cúpula na parte superior,
começou a mover-se como uma folha morta
ao vento, agitando as nuvens a seu passo.
1290 d.C.
· Um manuscrito descoberto no mosteiro de
Ampleforth refere-se à observação ocorrida
no dia 3 de agosto pelos religiosos do mosteiro
de Byland. O texto diz: "... um dos
irmãos da confraria chegou e avisou que
havia um grande objeto lá fora. Todos saíram
e viram uma enorme coisa de prata,
como um disco, que voava lenta, mas
poderosamente, sobre eles, provocandolhes
o maior dos terrores...".
1301 d.C.
· De acordo com o historiador Dino
Compagni, na sua obra Crônica, no capítulo
XIX, encontramos o seguinte: "... Durante a
noite apareceu no céu um sinal
maravilhoso, uma cruz vermelha, sobre o
palácio dos priores. Uma linha tinha
aproximadamente vinte braças e a outra,
cruzada, era um pouco menor. Durou muito
pouco tempo, por isso, nós que a vimos,
compreendemos que Deus estava muito
desgostoso com a nossa cidade...".
1322 d.C.
· O monge beneditino Robert de Reading
descreve que nesse ano uma pilastra de
fogo foi observada por volta das sete horas
da tarde em Uxbridge, na Inglaterra. Era do
tamanho de um pequeno navio de cor clara,
atravessando lenta e majestosamente o
espaço aéreo. A frente do objeto ardia uma
chama, encarnada, lançando grandes raios
de luz ao seu redor. Também foi ouvido um
terrível som, similar ao de uma batalha.
1345 d.C.
· Os habitantes da cidade barcelonesa de
Manresa, na Espanha, observaram no dia 21
de fevereiro uma estranha luz no céu por
volta do meio-dia. A luz vinha da mágica
montanha de Montserrat, cruzando o
espaço em direção à Igreja de Nossa
Senhora do Carmo, sobre a qual se deteve.
Foi tanto o impacto social deste insólito
incidente aéreo que desde então se celebra
anualmente o aniversário da aparição da
"misteriosa Llum de Manresa".
1355 d.C.
· No capítulo VII do texto chinês Notas da
Vida Campestre, de Tao Zhongyi,
recolhemos o relato de uma observação
ocorrida durante o reinado do imperador
Yuam Shum, na vila de Pingyiang, atual
Suzhou. Segundo o texto, por volta do
anoitecer, Zhongyi pôde ver uma enorme
nuvem preta, na qual se moviam homens e
cavalos. A nuvem, que se movia
rapidamente em ziguezague, encontrava-se
precedida de inúmeras chamas de fogo,
grandes como lanternas. O objeto voava tão
baixo que arrancou as telhas dos tetos de
várias residências do povoado. Vários
meses depois desse incidente, na região de
Leicester, na Inglaterra, duas bandeiras,
uma vermelha e outra azul, surgiram no
céu, aparentando combater-se
mutuamente.
1368 d.C.
· Na China, especificamente durante a
dinastia Ming, que se prolongou até o ano
1644 de nossa Era, uma nova observação
foi relatada por Quian Yong, em sua obra
Relatos no Jardim: "... No meu país se
comenta amiúde que, antes do alvorecer,
um dia, perto do final do outono, quando
madura o arroz, o vento se elevou sobre a
densa névoa que cobria o campo.
Destacaram-se dois ou três dragões que
voavam dentro desta névoa, não possuindo
cabeça nem cauda. Repentinamente,
desapareceram com o nevoeiro...".
1387 d.C.
· Na obra Cronicon Monarchi Leycestrensis,
do historiador Henry Knigton, encontramos
a descrição de como foi observada uma luz
no céu, repetidas vezes, semelhante a uma
roda ardente em rotação ou como um barril
em chamas, que emitia fogo pela parte
superior. Também foram observadas coisas
similares com longos raios resplandecentes.
1422 d.C.
· Segundo o depoimento colhido por Yusuke
Matsumura, ocorrido por volta do dia 12 de
outubro no Japão, muitos cidadãos observa-
ram surpresos as evoluções de dois objetos
muito luminosos, semelhantes a sóis, nos
céus. Também em princípios do século XV
ocorreu uma interessante observação na
Itália, a ponto de impressionar o pintor
Fillippo Lippi, que deixou o avistamento
plasmado na pintura "A Madona de São
Giovannino". Na obra, é possível observar,
além da Virgem, um pastor ao fundo com
seu cachorro observando um objeto
discoidal e brilhante pairando no céu. A
pintura conserva-se atualmente na Sala di
Saturno do Palácio Vecchio de Florença, na
Itália.
1428 d.C.
· Exatamente à 1:30 da madrugada do dia 3
de abril desse ano, grande parte dos
habitantes do povoado de Forli, na Itália,
observou no céu uma chama de fogo muito
alta em forma de torre, e também uma
coluna que parecia de fogo subindo pelo ar.
Nesse mesmo dia, entre uma e três da
madrugada, foi observada uma "lâmpada de
fogo" flutuando no ar.
1461 d.C.
· Na página 143 do nono volume da obra
Crônica do Duque de Bourgogne, da Corte
de Felipe III, o Bom, encontramos a descrição
de um evento ocorrido no dia l2 de
novembro desse ano. Segundo o relato, um
objeto brilhante como uma barra de ferro e
do tamanho de meia-lua foi observado por
quinze minutos sobre a cidade francesa de
Arras. O estranho objeto permaneceu
parado e, depois, repentinamente, começou
a subir em espiral, girando até desaparecer
no céu.
1487 d.C.
· O historiador italiano Leone Cobelli recolhe
em suas Crônicas de Forli, a observação de
uma carruagem de fogo procedente do
Monte Pogiolo, no mês de junho, que voava
durante a noite em direção ao povoado. Na
manhã seguinte, um objeto semelhante
parou no céu, justamente sobre a praça
maior da cidade de Forli. Logo depois, no
mês de agosto, um objeto vindo dos montes
Apeninos foi avistado por mais de meia
hora, sendo identificado como uma "roda de
carreta" que voava pelo céu sobre a região
de Ravena, também na Itália.
1492 d.C.
· Poucos dias antes e depois do
descobrimento da América, segundo consta
no diário de bordo de Cristóvão Colombo,
tanto ele quanto Pedro Gutierrez e outros
membros da tripulação puderam observar,
em várias oportunidades, uma espécie de
luz, que se elevava e descia do céu. Logo
depois, seriam incontáveis as ocorrências
de fenômenos aéreos relatados pelos
cronistas da conquista.
1499 d.C.
· Em finais do mês de dezembro desse ano,
três sóis foram observados ao sul da
Polônia.
1513 d.C.
· De acordo com o manuscrito do vice-rei da
Índia Dom Alfonso de Albuquerque ao rei
Dom Manoel de Portugal, conservado no Arquivo
Nacional da Torre do Tombo em
Lisboa, podemos ler o seguinte relato: "... E
aguardamos ali alguns dias até que
tivéssemos tempo para atravessar. E
estando ali, naquele lugar, contra a terra do
Cipreste João, apareceu no céu o sinal da
cruz muito claro e resplandecente. E vimos
uma luz que, ao chegar até ela, se partiu
em várias partes sem tocar a cruz nem
cobrir sua claridade...".
1519 d.C.
· O navegador Antonio Pigafetta, que
participou da expedição de Magalhães ao
redor do mundo, deixou escrito um
detalhado encontro com um disco de fogo,
ocorrido sobre a ilha de Biranota.
1535 d.C.
· No mês de abril, é observada sobre a cidade
de Estocolmo, na Suécia, a presença de
estranhos objetos no céu.
1561 d.C.
· No mês de abril, incontáveis testemunhas
assistiram à passagem de esferas e discos
pelos céus da cidade de Nuremberg, na
Baviera. A documentação deste evento
ficou registrada no jornal A Gaceta de
Nuremberg, em que se informa que quando
o Sol apareceu muitas pessoas puderam
observar objetos de cor vermelha, azul e
preta cruzando o céu. As observações
alastraram-se até o mês de setembro de
1571.
1566 d.C.
· No dia 7 de agosto, a cidade de Basiléia, na
Suíça, amanheceu com o céu coberto por
uma enorme quantidade de objetos de forma
esférica e cor preta, que se dirigiam a
alta velocidade em direção ao Sol, vindo a
celebrar logo depois um incrível combate
aéreo.
1571 d.C.
· No dia 29 de setembro, o jornal Neue
Zeitung, de Basiléia, Suíça, registrou o
relato da aparição de uma enorme esfera
preta que permaneceu visível durante todo
o dia, chegando a cobrir o Sol por completo.
1593 d.C.
· Sobre a cidade de Londres, na Inglaterra, foi
observada a passagem de um "dragão
voador" cercado de chamas, que passou a
grande velocidade ante a uma população
aterrorizada.
1663 d.C.
· No dia 15 de agosto, muitos vizinhos do
distrito de Belozero haviam ido para a Igreja
da aldeia de Robozero, na atual Rússia, para
participar do ritual dominical. Enquanto
participavam da missa, todos os presentes
ouviram enorme estrondo, saindo de
imediato para a rua. Uma das testemunhas,
o Sr. Levka Pedrorof, observou, pasmo,
junto com os demais, a passagem de uma
enorme bola de fogo que havia descido do
céu, apresentando um diâmetro de
aproximadamente 45 m.
1716 d.C.
· Em março desse ano, o famoso astrônomo
inglês Edmond Halley, descobridor do
cometa que leva o seu nome, observou e
relatou a presença de um objeto luminoso
que se manteve no céu por mais de duas
horas. O cientista não conseguiu apresentar
uma resposta satisfatória, pois nada
conhecido poderia ter gerado tal potência
de luz. Halley afirmou que a luz desse
objeto, observado durante a noite, era tão
potente que poderia ler um texto sem
qualquer dificuldade.
· No mesmo mês, o capitão e a tripulação de
um barco, que se encontrava ao noroeste
da Espanha, observaram a presença de uma
nuvem brilhante que se dividia em vários
raios luminosos, todos eles semelhantes à
queda de um cometa. O corpo luminoso em
questão continuou a brilhar até o meio-dia
seguinte, desaparecendo subitamente.
· No dia 31 de março, em Londres, uma
massa luminosa foi observada pela
aterrorizada população sobrevoando a
cidade.
· Por volta das 21 horas do dia 2 de abril,
outra massa luminosa atravessou e
iluminou o escuro céu da cidade de Dublin.
1718 d.C.
· No dia 17 de março, por volta das 19:45
horas, o médico e físico Sir Hans Sloane,
que foi presidente da Royai Society de
Londres, observou uma enorme luz
aparecer repentinamente no horizonte,
entre Oxford e Worcester, na Inglaterra,
comentando o seguinte: "... Pensei que se
tratava de um foguete, mas movia-se de
forma mais lenta, dando a impressão de ir
por debaixo das estrelas. Observei que a
parte terminal do objeto transformou-se em
esférica, mas não de grande tamanho, mais
parecendo uma lua cheia. A cor daquele
corpo era branco-azulada e possuía um
brilho que resplandecia como o Sol num dia
claro...".
1726 d.C.
· Em 19 de outubro, na localidade de Ath, na
Bélgica, conforme narra o documento A
História da Cidade de Ath, de Joseph Gilles
de Boussu, foram observadas grandes
nuvens de fogo, que pareciam colidir entre
si, aterrorizando as testemunhas com seu
grande estrondo. Distinguiam-se também
grandes círculos luminosos abertos na sua
parte baixa, que se empurravam uns aos
outros como ondas no mar agitado. Esses
fenômenos continuaram durante a noite,
desde as 19:30 horas, quando haviam
começado. Porém, no mesmo dia, em
Lisboa, foi observado na mesma hora um
estranho fenômeno no céu, que acabou
transformando em duas pirâmides de fogo.
· No dia 28 de outubro, durante duas horas
seguidas, na localidade de Vilvoorde, na
Bélgica, foram observados terríveis meteoros
no céu, aparecendo entre as nuvens
como relâmpagos e desaparecendo da
mesma forma. Assim consta no livro
História da Cidade de Vilvoorde.
1736 d.C.
· Na cidade de Slank ocorreu um insólito
evento, recolhido em algumas obras de arte
da época. Durante toda uma noite, as
testemunhas observaram uma espécie de
dragão sobre as nuvens, que parecia
rodeado de espadas e canhões estrondosos,
carregando figuras humanas. Este caso está
registrado na obra O Céu: Caos ou
Harmonia!, de Jean-Pierre Verdet.
1737 d.C.
· No dia 5 de dezembro o Sr. Thomas Short
percebeu a presença de uma nuvem de cor
vermelho-escuro, sob a qual havia um corpo
luminoso que projetava feixes de luz muito
brilhantes em direção ao céu. Os raios
luminosos moviam-se durante um tempo e
depois paravam. Fez tanto calor
repentinamente que a testemunha teve de
tirar a camisa, mesmo estando em campo
aberto. O fenômeno ocorreu sobre a cidade
inglesa de Sheffield.
1738 d.C.
· Por volta das 15 horas do dia 29 de agosto,
na Inglaterra, foi observado um corpo
incandescente com forma de cone, que
lançava chamas por trás, desaparecendo
rapidamente. A figura aparentava ser um
cone de fogo com uma ponta acabada
numa bola brilhante. No mesmo período, na
região de Reading, em Berkshire, testemunhas
escutaram um grande barulho no céu,
seguido de um som surdo e prolongado, que
foi ouvido durante mais de um minuto.
1742 d.C.
· No dia 16 de dezembro, por volta das 19:40
horas, um membro da Royal Society, em
Londres, Inglaterra, observou uma luz de
grandes dimensões deslocando-se
paralelamente ao horizonte, segundo
descreve Bernardino Bueno. De acordo com
os detalhes, temos que o objeto
apresentava as características de uma barra
cilíndrica de ferro opaca, com uma chama
luminosa que se inclinava por trás, bem na
parte extrema.
1743 d.C.
· Segundo encontramos no livro O Céu: Caos
ou Harmonia!, na noite de 28 de dezembro,
estranhos objetos luminosos acompanharam
uma extraordinária tempestade
sobre os céus de Cartagena, na Espanha.
1760 d.C.
· Uma esfera de fogo particularmente
barulhenta foi observada nos céus da Nova
Inglaterra (atual Estados Unidos) no dia 10
de maio. Apresentava um brilho de
tamanha proporção, que provocava uma
segunda sombra nos objetos.
1762 d.C.
· No dia 9 de agosto Monsieur de Rostan,
astrônomo e membro da Sociedade
Econômica de Berna e da Sociedade
Médico-Física de Basiléia, encontrava-se no
lago Ginebra de Lausanne, na Suíça,
medindo a altura do Sol com um quadrante,
quando percebeu a existência de um objeto
opaco, rodeado por uma auréola gasosa que
eclipsava parcialmente o Sol. O objeto, que
se movimentava bem mais lento que o Sol,
foi observado também desde a cidade de
Sole, em Basiléia, por Monsieur da Coste, a
umas 45 léguas ao norte de Lausanne.
Rostan registrou o objeto com uma câmera
escura, remetendo depois a imagem para a
Academia de Ciências de Paris. Embora não
conste qualquer registro deste incidente nas
memórias da Academia, apenas resta o
relatório de Rostan. Este caso é considerado
como o da primeira foto realizada de um
OVNI na história.
1767 d.C.
· Por volta do mês de setembro, um jornal da
época registrou um estranho evento
ocorrido na localidade de Pertshire, na
Escócia, comentando o seguinte: "...Aquilo
tomou forma de uma pirâmide e precipitouse
para o rio a grande velocidade,
desaparecendo rapidamente a 7 km, o que
provocou uma emoção considerável nas
testemunhas. Apesar disso, o objeto
arrastou uma carroça, deslocando-a a vários
metros do campo. Um homem que se
encontrava na rua caiu do cavalo e
permaneceu muito tempo inconsciente.
Além disso, o objeto destruiu também uma
casa e o arco de uma porta. Depois
desapareceu rapidamente...".
1768 d.C.
· Nesse ano, o ilustre escritor alemão Goethe,
autor da célebre obra Fausto, comentaria
uma aventura ocorrida quando contava com
apenas 16 anos de idade, relatando o
seguinte: "... Repentinamente, a um lado do
caminho, observei uma espécie de
anfiteatro enormemente iluminado. Num
lado havia infinitas pequenas luzes, tão
brilhantes que feriam a vista. Essas luzes
não eram fixas, já que pulavam em todas as
direções, embora houvesse algumas que
apenas permanecessem imóveis...".
1777 d.C.
· No dia 17 de junho o astrônomo francês
Charles Messier observa um grupo de
objetos redondos e pretos no céu.
1790 d.C.
· Numa crônica do inspetor de polícia Liabeuf,
encontramos um caso bastante interessante
ocorrido na localidade de Alençon, em Orne,
França. Segundo Liabeuf, um enorme globo
foi observado por testemunhas descendo no
topo de um morro, que foi chamuscado pelo
grande calor que projetava o objeto. As
testemunhas, dois presidentes da Câmara,
um médico, três personalidades locais e
doze fazendeiros, perceberam como
bruscamente se abriu uma portinhola na
esfera, da qual surgiu um homem de
aparência normal, vestindo roupa justa. Ao
ver-se na presença de testemunhas, o
homem murmurou algumas palavras
incompreensíveis, ingressando de imediato
no bosque. Mais adiante, as testemunhas
realizaram meticulosa busca, procurando
achar o curioso personagem; porém, não
conseguiram nenhuma pista.
1798 d.C.
· Por volta das 20:40 horas do dia 10 de
dezembro, um objeto cilíndrico foi visto sair
do interior de uma nuvem na localidade de
Ainwick, na Inglaterra. Uma das
testemunhas relatou que o objeto parecia
dividir-se em duas meias-luas com raios
luminosos. O estranho objeto desapareceu
cinco minutos depois sem deixar vestígios.
1800 d.C.
· O século XIX inicia-se com uma grande e
impressionante observação em Baton
Rouge, capital do Estado da Louisiana, nos
Estados Unidos, durante a noite de 5 de
abril. Naquela oportunidade, um enorme
objeto luminoso, grande como uma casa,
passou a pouco menos de 200m do solo
ante um grande número de testemunhas,
para logo dirigir-se rumo noroeste. Sua
luminosidade foi tão intensa que os
observadores perceberam claramente um
aumento na temperatura local.
1809 d.C.
· No dia 10 de agosto, Sir John Staveley
observou um estranho fenômeno em
Londres, comentando: "...Observei uma
grande quantidade de meteoros junto à
extremidade de uma nuvem preta, da qual
saíam luzes ofuscantes dançando e
passando através da nuvem. Uma delas
aumentou de tamanho até atingir o brilho
de Vénus numa noite clara. Não percebi
nenhum corpo na luz, que se deslocava com
velocidade, embora continuasse junto à
nuvem. Depois se separou, perdeu o brilho
e desapareceu. Observei essas luzes
durante quase uma hora, e quando
aumentavam de tamanho, poderia dizer que
desciam em direção ao solo...".
1810 d.C.
· Nesse ano, vários astrônomos de diversos
lugares identificaram a presença de
numerosos pequenos objetos orbitando ao
redor da Terra. Posteriormente, foram
desqualificadas as observações, justificando
tratar-se de defeitos nas lentes dos
telescópios.
1813 d.C.
· De acordo com o registro de 22 de
setembro do célebre astrônomo Camile
Flamarion, o Sr. Louis Ordinaire observou,
por volta das 19 horas, a presença de uma
esfera luminosa nos céus franceses saindo
do interior de uma nuvem para juntar-se a
outra, esta um pouco mais cumprida. A bola
era incrivelmente brilhante e de cor
amarelo-alaranjado, apresentando
movimentação aérea de quase um minuto.
Quando a esfera desapareceu no interior da
segunda nuvem, foi ouvido um enorme
barulho, semelhante ao som de uma
tubulação....
· No mesmo ano, encontramos cartas
assinalando a passagem de estranhos
objetos voadores sobre os céus do Chile, os
quais foram referidos como "bolas de fogo".
Uma carta do Padre da Merci menciona a
passagem de um objeto luminoso sobre os
céus da cidade de Santiago.
1814 d.C.
· Um disco voador é observado no céu de
Genebra, na Suíça, conforme registro do
jornal local A Tribune de Geneve.
1819 d.C.
· Por volta do mês de dezembro, a imprensa
soviética da época recolheu os testemunhos
de vários vizinhos que denunciaram a
presença de estranhos fenômenos
observados no céu durante várias noites
seguidas. A terra tremia, foram ouvidos
estranhos sons e, durante a noite,
misteriosas tochas voadoras iluminaram o
céu inexplicavelmente, pelo menos em três
oportunidades.
1820 d.C.
· Nesse ano, o astrônomo Françoise Aragó
publicou, em sua obra Annales de Chimie et
de Physique, o relato de uma observação
ocorrida durante um eclipse lunar: "...
Estranhos objetos, a iguais distâncias uns
dos outros, evolucionavam no céu e
preservavam a formação em suas manobras
com precisão militar...".
1831 d.C.
· Do dia 6 de setembro até 1º de novembro, o
Dr. Warthmann e seus assistentes
observaram sobre Genebra, na Suíça, um
estranho objeto luminoso durante várias
noites consecutivas.
1833 d.C.
· O Sr. Charles Fort recolheu um insólito caso
ocorrido nas Cataratas do Niágara, no dia
13 de novembro. Na data, um estranho
objeto luminoso permaneceu estático no
céu durante uma hora. O objeto deixou
sobre o solo uma estranha substância
gelatinosa, que se desfez rapidamente. Ao
mesmo tempo, o objeto também foi
avistado no México, na Jamaica e em outros
países do oceano Atlântico.
1844 d.C.
· No dia 4 de outubro o astrônomo Glaisier
fala da observação de vários objetos de
forma discoidal, emitindo rápidas ondas de
luz.
1845 d.C.
· Nesse ano, encontrando-se a 1.400 km de
Adália, Golfo Pérsico, o capitão e toda a
tripulação do sofisticado navio Vitoria
observam, impressionados, como três
corpos luminosos elevam-se do oceano a
menos de 800 m do navio em direção ao
céu, aparentando estar unidos entre si por
uma espécie de elos brilhantes e apresentando
um tamanho de três vezes maior que
uma lua cheia.
1847 d.C.
· Nuvens de fogo ou luminosas são
observadas por cima da parte central do
Japão, próximo da atual região de
Matsushito, movendo-se a grande
velocidade.
1851 d.C.
· Segundo foi publicado no jornal Le Soir, de
Bruxelas, na época, no dia 21 de fevereiro,
o célebre pintor Navez observou, enquanto
passeava pelo Boulevard de Waterloo por
volta das 19 horas, um' estranho meteoro
envolto em chamas azuladas, deixando um
rastro de fumaça vermelha e chamas
durante a sua lenta e regular trajetória.
1853 d.C.
· A esquadra do almirante norte-americano
Perry visita o Japão nesse ano, sendo que as
crônicas japonesas mencionam também a
observação de estranhos objetos luminosos
no céu nesse período.
1860 d.C.
· Também no Japão, os jornais divulgam a
presença de estranhos objetos luminosos,
semelhantes a estrelas douradas e
prateadas, e a presença de duas luas no
céu numa região diferente.
1863 d.C.
· No Observatório de Zurique, na Suíça, o
astrônomo Dr. Wolf observa grande número
de discos brilhantes vindos do leste.
1868 d.C.
· No Observatório de Radcliffe, próximo de
Oxford, na Inglaterra, vê-se um estranho
objeto luminoso movendo-se no céu a baixa
velocidade, parando e mudando de curso
para o oeste e depois para o sul.
· No dia 14 de novembro, o jornal El
Constituyente, de Copiapó, cidade ao norte
de Santiago do Chile, publica um curioso
artigo, reportando que mais de cem objetos
voadores passaram sobre a cidade, em
perfeita formação, cruzando toda a região e
oferecendo um espetáculo surpreendente,
em que alguns destes objetos realizaram
vôos extremamente baixos, a pouco mais
de 200m de onde se encontravam os
observadores.
1870 d.C.
· No dia 22 de março o capitão F. W. Banner,
comandante do navio Lady of the Lakes,
escreve no seu diário de bordo: "... os marinheiros
do meu navio viram no céu um
curioso objeto voador, que me foi indicado
imediatamente. Tinha forma circular e
ficava imóvel no céu à altura das nuvens,
enquanto estas se deslocavam com o vento.
A observação durou cerca de meia-hora...".
· No dia 26 de setembro, espalha-se a notícia
de que um estranho objeto voador fora visto
destacando-se contra a luz da Lua.
1871 d.C.
· Em 12 de agosto um enorme engenho de
cor prateada é observado sobrevoando o
céu de Marselha, na França.
· No dia 29 de agosto, o astrônomo francês
Trouvelet fala da observação de uma
formação de objetos complexos
sobrevoando o céu, alguns deles de forma
triangular, outros redondos e de formas variadas.
Segundo a descrição, alguns
pareciam planar, e um deles demonstrava
alguma dificuldade, caindo e oscilando de
um lado para outro. O objeto apresentava o
movimento de "folha morta" e muitas vezes
alterava a sua direção.
1873 d.C.
· Nesse ano um disco luminoso sobrevoou por
três vezes a aldeia de Bonham, no Texas, e
desapareceu. No dia seguinte, um outro
objeto luminoso foi observado sobrevoando
Fort Scott, no Kansas.
1877 d.C.
· De acordo com o publicado no jornal Siete
Dias, um enorme objeto vindo do espaço
colidiu contra o solo na região de Carcará. A
análise posterior de seus restos, realizada
por um destacado químico francês, apontou
a presença de 5% de carvão em estado de
grafite e sulfato de magnésio em seu
interior.
1878 d.C.
· No dia 29 de julho, durante um eclipse solar,
o professor James C. Watson, diretor do
Observatório de Michigan, observou vários
estranhos corpos planetários, semelhantes
a discos vermelhos menores que Mercúrio,
a oeste do Sol. O professor Lew Swift, diretor
do Observatório Warner, observou
também os mesmos objetos, porém numa
outra região do céu. Os dois cientistas
registraram os objetos como sendo planetas
intermercuriais. A observação de Swift
determinou que outros objetos de formato
discoidal e de diversas cores estão mais
próximos que os de Watson. Mais adiante, o
Dr. C. H. Peters demonstra que os objetos
em questão não eram planetas, mas sim
objetos de origem desconhecida.
1880 d.C.
· No dia 22 de março desse ano, vários
objetos brilhantes são avistados no céu
sobre a cidade de Kattenau, na Alemanha.
· No dia 25 de agosto, um objeto brilhante
em forma de charuto branco-dourado, com
extremidades pontudas e de cujo interior se
desprenderam dois objetos menores, é
observado em pleno dia por A. Trecul,
membro da Academia Francesa.
1882 d.C.
· Em 17 de novembro, o astrônomo Walter
Maunder, do Observatório de Greenwich, na
Inglaterra, descreve na revista Observatory
um grande disco de luz esverdeada
observado no céu. O objeto atravessou o
horizonte a uma velocidade constante em
apenas dois minutos. Sua forma era
arredondada inicialmente, quando passou a
parecer uma elipse alongada, sendo visíveis
algumas manchas escuras no seu centro.
1883 d.C.
· O destacado astrônomo Dr. José A. Y.
Bonilla, diretor do Observatório de
Zacatecas, no México, observou com o
telescópio no dia 12 de agosto a passagem
de uma formação de 283 objetos nãoidentificados
durante duas horas, enquanto
estudava as manchas solares. Durante a
observação, conseguiu realizar algumas
fotos desses objetos, sendo estas as fotos
mais antigas conservadas até hoje. No dia
seguinte, já havia contabilizado 1.166
objetos que atravessaram o espaço entre a
Terra e a Lua.
1885 d.C.
· Nesse ano, no informativo Bulletin de la
Societé Astronomique de France, o
astrônomo professor A. Trecul apresenta o
seguinte comentário: "... No dia 25 de
agosto de 1880, durante uma tempestade
com trovões e relâmpagos, vi, em pleno dia,
sair de uma nuvem escura um corpo
luminoso muito brilhante, ligeiramente
amarelo, quase branco, de forma um pouco
alongada...".
· No dia le de novembro um enorme disco
voador é observado por numerosas
testemunhas no céu de Andrinopla, na
Turquia, dentre elas um astrônomo.
1887 d.C.
· No dia 12 de novembro, por volta da meianoite,
próximo do cabo Race, uma enorme
bola de fogo apareceu, elevando-se
lentamente do mar até uma altura de 16 m.
Essa bola começou a andar contra o vento e
veio parar junto do navio, de onde era
observada. A observação durou apenas
cinco minutos, segundo registrou o Bulletin
de la Societé Astronomique de France.
1889 d.C.
· Os franceses Faure e Graffigny constroem
uma maquete de um engenho esférico com
um anel circular, cujo princípio de funcionamento
é a utilização da pressão da
irradiação solar para a propulsão no espaço.
· Nesse ano, em Marselha, os astrônomos
Codde e Fayton observam, cada um por seu
lado, um objeto de forma redonda de quase
um décimo do Sol durante um eclipse.
1895 d.C.
· No dia 16 de outubro o exército etíope
encontrava-se em marcha para Aduá, onde
deveria desenvolver-se uma batalha.
Porém, os soldados ficaram aterrorizados ao
observar no céu a passagem de um objeto
estranho de cor verde, que deixava um
rastro longo de fumaça e que emitia um
barulho semelhante ao de trovão. Quem
registra o evento é o inglês Afework,
cronista e amigo de Menelik.
1896 d.C.
· Um caso interessante ocorreu na tarde do
dia 17 de novembro, na cidade de
Sacramento, na Califórnia. Nesse dia,
enquanto o maquinista de bonde Sr. Charles
Lusk descansava na varanda de sua casa,
observou uma luz brilhante que se
deslocava desde o horizonte a mais ou
menos 300 m de sua posição, deixando ver
claramente uma espécie de rastro ou cauda
atrás de si. Uma outra pessoa não somente
afirmou ter visto o mesmo objeto, como
também o descreveu como sendo um
cilindro brilhante, havendo percebido a
presença de dois ocupantes em seu interior.
· No dia 18 de novembro, também na
localidade de Sacramento, continuou a ser
observado no céu um estranho objeto
voador, o qual também foi avistado por
volta das 21 horas em São Francisco e
Oakland.
· No dia 22 de novembro, o jornal San
Francisco Examiner registrou a presença e
observação de um estranho objeto voador
sobre a cidade de São Francisco.
1897 d.C.
· Nesse período, uma incrível onda de
avistamentos de estranhos objetos
voadores, similares aos descritos por Julio
Verne em suas obras Robur, o Conquistador,
e O Dono do Mundo, e de tripulantes de
aspecto oriental, são observados por uma
enorme quantidade de testemunhas ao
longo dos Estados Unidos. Em alguns casos,
os tripulantes chegaram a estabelecer
contato com algumas testemunhas.
· Objetos de forma oval e brilhantes,
predominantemente vermelhos, são
observados também em Sacramento, na
Califórnia, Denver, no Colorado, Nova York e
Kansas.
· Por volta das 22:30 horas do dia 19 de abril,
o Sr. Alexander Hamilton, do Kansas,
acordou com um enorme barulho vindo do
curral. Levantou-se da sua cama e foi dar
uma olhada lá fora, levando um tremendo e
não incompreensível susto. Na frente de sua
casa e sobre o curral, a mais ou menos 200
m dele, aproximadamente, se encontrava
um enorme objeto, que descia
vagarosamente sobre seus animais.
Impressionado, chamou aos brados seu filho
e um empregado, e os três saíram
rapidamente em direção ao curral, armados
de machados e escopetas. Nesse instante, o
curioso objeto flutuava estático a escassos
10 m do solo, aparentando possuir uns 80 a
90 m de comprimento, com a perfeita forma
de um charuto. De acordo com o
depoimento do Sr. Hamilton, no objeto
viajavam uma média de doze seres, que
dirigiram um raio de luz na sua direção.
Perplexo, observou que o objeto iniciou a
sua subida, detendo-se a uns 90 m do solo.
Somente nesse momento, o Sr. Hamilton
percebeu que uma de suas vacas estava
sendo levantada em direção ao objeto, não
tendo quaisquer meios para deter os seres.
Concluído o rapto do animal, o objeto
elevou-se, fugindo em grande velocidade
para o céu, até se perder de vista.
1899 d.C.
· No Bulletin de la Societé Astronomique de
France aparece um comentário em que, do
dia 10 para 11 de agosto, o Sr. Jules Jarlot,
quando se encontrava em Torcy-Sedan,
observou a sudeste a presença de um
objeto muito vermelho, parecendo dez
vezes mais brilhante que Marte. O objeto
manteve-se uns dez minutos visível,
reacendendo-se várias vezes antes de
desaparecer completamente em direção
sudoeste.
1902 d.C.
· No dia 10 de maio, na região de Devon, na
Inglaterra, o coronel Markwick reporta a
observação de numerosos objetos coloridos,
semelhantes a balões de brinquedo, voando
a grande velocidade no céu.
1903 d.C.
· Nesse ano, o matemático e astrônomo
Newcomb Simon demonstra
matematicamente a impossibilidade de um
objeto mais pesado que o ar poder voar.
· No dia 9 de agosto, por volta das 23 horas,
na localidade de Argenteuil, na França, o Sr.
Desmoulins e outras quatro pessoas observam
um objeto voador vermelho sobrevoar
mais ou menos 6 km em menos de vinte
minutos. O objeto não se assemelhava a um
balão, parecendo ser mais transparente.
1904 d.C.
· No dia 28 de fevereiro, às 6:10 horas, o
Tenente da Marinha de Guerra Frank
Schoffield, comandante da USS Supply,
observa no céu da Califórnia uma estranha
formação de três discos voadores,
registrando o fato no seu diário de bordo.
1905 d.C.
· No dia 29 de março, na região de Cardiff,
em Gales, testemunhas reportam a aparição
de uma luz vertical brilhante.
· No dia 2 de abril, na região de Cherbourg,
na França, um objeto oval é observado no
céu.
· No dia 2 de agosto, por volta das 13:30
horas, na região de Silshee, na Califórnia, o
Sr. J. A. Jackson informa ter visto uma
brilhante luz suspensa no céu. Outras
testemunhas observam o mesmo objeto,
identificando outras luzes no seu interior.
· Na quarta-feira, dia 29 de novembro, por
volta da 19:10 horas, Sir David Gill observou
no céu um objeto oval que acabara de
explodir no horizonte. O meteoro
apresentava um diâmetro semelhante ao da
lua cheia, porém mais alongado no sentido
vertical. O objeto manteve-se ali por cinco
minutos e desapareceu no fundo do céu
entre a névoa.
1909 d.C.
· No dia 23 de dezembro, na localidade de
Worcester em Massachusetts, por duas
vezes um objeto voador iluminou a noite da
cidade e o campo com um farol
fantasticamente potente, conforme
registrou o jornal The New York Herald.
· No dia 24 de dezembro o mesmo fenômeno
foi observado em Boston e em Willimantic.
1910 d.C.
· No dia 5 de fevereiro, às 23:45 horas, o
senhor e a senhora Whitney, da localidade
de Everett, em Washington, avistaram um
gigantesco objeto discoidal de cor dourada
a menos de quatro milhas ao norte de
Greer, em Idaho, às margens do rio
Clearwater. O disco não apresentava menos
de meia milha de diâmetro (próximo de 800
m). As manobras do objeto demonstravam
ser resultado de algum tipo de inteligência.
1915 d.C.
· No dia 28 de agosto, no decorrer da
Primeira Guerra Mundial, um grupo de
soldados da Nova Zelândia foi testemunha
do desaparecimento de toda uma tropa do
primeiro batalhão inglês de Fourth Norfolk,
no interior de uma névoa densa que se
formou a sua frente num dia ensolarado,
quando arremetiam contra a montanha 60.
Isto ocorreu na Baía Suvla, na península de
Gallipoli, Turquia.
1917 d.C.
· No dia 13 de outubro, um objeto de formato
discoidal e cor prata, brilhando sem ferir os
olhos, surgiu no céu da localidade de Fátima,
em Portugal, por volta das 12 horas. O
objeto girava sobre si mesmo a grande
velocidade, transformando-se
repentinamente numa roda de fogo e
lançando em todas as direções clarões de
luz semelhantes a um arco-íris. Depois, o
objeto desceu e parou, subindo novamente
céus e, pouco a pouco, tornando-se mais
brilhante, parecendo um verdadeiro Sol,
chegando a ferir os olhos e emitir calor,
secando a roupa das testemunhas pela
emanação de um forte calor, molhadas por
um intensa chuva ocorrida antes do evento.
· No dia 21 de outubro, na província de Las
Hurdes, Espanha, ocorreu o encontro entre
Nicolas Sanchez e uma luz, que além de
interpor-se em seu caminho o fez cair de
seu cavalo. Nove dias depois, de forma
inexplicável para a época (hoje se cogita a
hipótese de irradiação), Nicolas faleceu.
1919 d.C.
· No dia 20 de janeiro, às 10:45 horas, o
astrônomo Raphael Ascar observa em
Zeitun, no Egito, enquanto procurava a
região Gama de Andrômeda com sua luneta
de 108 mm, uma pequena e estranha
nuvem branca, de grandeza quase parecida
à nebulosa de Andrômeda, vista num
binóculo, só que mais luminosa. Porém, a
nuvem apresentava movimento estranho e
rápido demais, sendo mais iluminada no
centro que nas bordas. A nuvem vinha do
oeste para a região polar. Um pouco antes
de atingir o horizonte, o núcleo da nuvem,
que era de cor verde muito vivo, desfez-se
em estilhaços, iluminando o céu com um
clarão.
1921 d.C.
· No informativo Bulletin de la Societé
Astronomique de France, encontramos a
observação de Reyser Bernson ocorrida no
dia 6 de janeiro de 1919, por volta das
17:30 horas, quando avistou uma curiosa
estrela cadente entre Alfa Perseu e Gama
Andrômeda. Nesse momento, dirigia-se
lentamente para o norte numa velocidade
variável, para logo depois diminuir sua
marcha, chegando quase a parar. Antes de
desaparecer, o objeto havia alterado várias
vezes a sua cor original.
1926 d.C.
· No dia 5 de agosto, Nicolai Roerich, famoso
aventureiro que teria descoberto no
Himalaia antigos textos que falavam sobre a
presença de Jesus no Oriente, observava no
céu, por volta das 9:30 horas, na direção
norte-sul, sobre a localidade de Kukonor,
um enorme objeto oval brilhante, refletindo
a luz do Sol e movendo-se a grande
velocidade. Com os binóculos, observou
tratar-se de um objeto de forma
arredondada e de superfície
resplandecente.
1931 d.C.
· Nesse ano, o famoso navegador solitário Sir
Francis Chichester, reconhecido pela própria
rainha Isabel II como grande explorador,
partiu para Nova Gales do Sul, na Austrália,
com o objetivo de aterrissar na Nova
Zelândia. Durante sua viagem e sobrevoando
o mar da Tasmânia, avistou
repentinamente um objeto aéreo
desconhecido, de forma esférica e de cor
cinza-esbranquiçada, cuja luminosidade se
manifestava por clarões intermitentes. Esta
descrição ficou registrada em seu livro The
Lonely Sea and the Sky.
1935 d.C.
· Em outubro, durante a guerra ítalo-etíope,
inúmeras testemunhas observaram um
objeto em forma de disco planar imóvel e
silencioso pela da cidade de Adis-Abeba.
1942 d.C.
· No dia 25 de fevereiro, nas primeiras horas
da madrugada, a cidade de Los Angeles, na
Califórnia, veio a justificar seus temores,
quando um sinistro blecaute e a passagem
de um estranho grupo de objetos voadores
de origem desconhecida tomou conta dos
céus, apavorando toda a população e
deixando preocupado todo o comando
militar. Um grupo de fantasmagóricos
objetos atravessou os céus da cidade de Los
Angeles, justo no momento em que o clima
reinante era de guerra, obrigando a
população e as instituições militares a
responder atordoadamente com as armas,
provocando um estrondo de canhões por
quase uma hora. Obviamente, não houve
baixas, apenas algumas testemunhas do
evento reportaram a observação de
algumas curiosas aeronaves e de um estranho
e enorme objeto, que teria se afastado
próximo à costa das regiões de Santa
Mônica e Long Beach.
· No dia 26 de fevereiro, o cruzador Tromp da
marinha real holandesa atravessou o mar
de Timor, quando o oficial de vigia avistou
um enorme disco metálico aproximar-se do
barco a grande velocidade. Durante três
horas o objeto sobrevoou o navio e
desapareceu, por fim, a uma grande
velocidade.
· No dia 25 de março o comandante Roman
Sobinski retornava de uma operação de
bombardeio sobre Essen, quando, ao passar
por cima de Zuiderzee, ao norte da
Holanda, o seu posto de metralhadora de
cauda informa a presença de um estranho
objeto luminoso. O objeto, de cor
alaranjada, passou a ser caçado pelo
bombardeiro que atirou, atingindo-o
aparentemente, mas sem resultado.
Finalmente, o objeto, após algumas
manobras, desapareceu rapidamente.
· Dentre as fotos mais antigas existentes na
China, temos uma realizada nesse ano, na
qual aparece uma rua comercial
pertencente ao porto de Tientsing e onde se
pode distinguir claramente no céu um
pequeno objeto em forma lenticular e
dotado de uma cúpula.
1944 d.C.
· No dia 12 de fevereiro, no Centro de Ensaios
de Kummersdorf, os alemães realizam a
filmagem do lançamento de um foguete
experimental na presença do Ministro da
Propaganda, Joseph Goebbels, do SSReichsfuhrer
Himmler, e de Heinz Kammler,
além de diversos oficiais. Na revelação do
filme aparece um estranho objeto esférico
no céu acompanhando o deslocamento do
foguete.
· No dia 29 de setembro, no Centro de
Ensaios de Rechlin-Roggenthin, um piloto
testando um novo Messerschmitt observa a
presença de dois objetos luminosos no céu.
Ao aproximar-se, percebe tratar-se de um
objeto cilíndrico de mais de 100 m de
comprimento.
· No dia 23 de novembro, o Tenente Edward
Schluter, do 415 Esquadrão de Vôo Noturno
de Combate observa grande número de
objetos similares a bolas sobrevoando a
região de Estrasburgo.
· Logo depois, no dia 27, encontramos o
registro dos Tenentes Henry Giblin e Walter
Cleary, que observam um gigantesco objeto
sobre o seu avião em Speyer, na Alemanha.
· E, para finalizar, temos o ocorrido no dia 22
de dezembro às 18 horas, quando o
Tenente norte-americano David McFalls,
também do 415 Esquadrão de Vôo Noturno,
se encontrava sobrevoando a região de
Alsácia-Lorena, na linha entre França e
Alemanha, quando informou pelo rádio o
seguinte: "... Duas luzes muito brilhantes
subiram do chão. Elas se nivelaram conosco
próximas da cauda do avião. Eram enormes,
brilhantes e de cor alaranjada. Estiveram
conosco por dois minutos... Daí afastaramse
rapidamente parecendo apagar-se".
· Durante todo o mês de novembro, um grupo
de aviões de combate, sobrevoando Rhin e
em direção a Estrasburgo, observou durante
a noite um enorme grupo de objetos
realizando manobras impossíveis de
acompanhar.
1945 d.C
· No dia 2 de janeiro, o The New York Times
publicou o incidente ocorrido em dezembro
de 1944 com o Tenente Donald Meiers,
quando este se encontrava sobrevoando a
Alemanha num avião Beaufighter. De
acordo com o artigo, Meiers descreveu o
incidente da seguinte forma: "... Bolas de
fogo vermelho apareceram flanqueando
nossas asas enquanto voavam ao nosso
lado. Um segundo tipo de bola de fogo
deslocava-se em linha vertical de formação
a três. Bem adiante de nós um terceiro
grupo de umas quinze luzes ia longe a
nossa frente, com sinais que acendiam e
apagavam...".
1946 d.C.
· Nesse ano, em apenas doze meses, a
Suécia registrou a aparição de mais de mil
observações de objetos voadores nãoidentificados.
· Por volta do mês de maio, durante uma
escura noite nos céus da Suíça, um enorme
objeto flamejante com uma cauda foi
avistado movendo-se a grande velocidade,
deixando a população local apavorada. No
dia seguinte, em plena luz do dia, foi
observado um objeto semelhante a um
"charuto" sobrevoando a região.
· No dia 10 de junho, vários objetos
lembrando os foguetes V-2 alemães foram
observados sobrevoando a Finlândia. Dois
dias depois, o Serviço de Defesa suíço
ordenou secretamente à polícia permanecer
em estado de alerta pela observação de um
estranho objeto no céu.
· Um mês depois, no dia 18 de julho, dois
"foguetes fantasmas" foram avistados perto
do Lago Mjosa, na Noruega. E, no dia seguinte,
por volta do meio-dia, um grupo de
testemunhas observou um estranho foguete
perto do Lago Kolmojorv, na Suíça. Até o
final do ano, mais de mil estranhos objetos
foram observados na Suíça, Dinamarca,
Finlândia, Grécia, Portugal, África do Norte,
Itália e Índia, provocando o maior alvoroço
nos círculos militares, pois estes
pressupunham a existência de testes de
alguma nova arma, cujo proprietário era
desconhecido.
· Entre os dias 9 e 30 de julho desse ano, as
Forças Armadas da Suécia receberam mais
de seiscentos relatos de luzes coloridas que
se deslocavam com uma velocidade incrível
pelos céus durante a noite.
1947 d.C.
· No dia 24 de junho, o Sr. Kenneth Arnold de
Boise, em Idaho, nos Estados Unidos,
encontrava-se a bordo do seu monomotor a
uma altitude de 2.800 m sobre as
montanhas Cascade, no Estado de
Washington, havendo decolado de Chehalis
em direção a Yakima, quando avistou uma
deslumbrante formação de nove estranhos
objetos que passava quase raspando os
picos das montanhas a uma enorme
velocidade.
· No mês de julho, no Brasil, o Sr. José Higgins
foi o único de um grupo de pesquisadores a
permanecer no local depois do pouso de um
disco voador à frente do grupo. Três
entidades de altura aproximada equivalente
a 1,80 m e roupas brilhantes indicaram à
testemunha que provinham de Urano,
desenhando no solo oito círculos
concêntricos e indicando o primeiro como
sendo o Sol.
· No dia 3 de julho, o Sr. W. Mac Brazel
confirma ter achado os destroços de um
veículo aéreo no campo da fazenda Foster,
durante a manhã, a 48 km de Corona, em
Lincoln County, e 120 km ao noroeste de
Roswell, no Novo México.
· No dia 7 de julho, o fotógrafo William
Rhodes, por volta do entardecer, informou
que se encontrava em sua casa quando
ouviu um barulho enorme no lado de fora.
Por alguma razão, pensou que podia tratarse
de um disco voador, saindo com a sua
câmera a tempo de obter duas fotos de um
objeto que se afastava a grande velocidade.
· Em agosto, o artista italiano Rapuzzi
Johannis, enquanto caminhava pelas
montanhas entre a Itália e a antiga
Iugoslávia, avistou um objeto vermelho de
forma discoidal pousado, ladeado por duas
entidades de tipo "anão". Os seres, além de
baixos, possuíam cabeças grandes e rostos
verdes.
1948 d.C.
· No dia 7 de janeiro, às 13:15 horas, uma
equipe de observadores militares
localizados em Madisonville, no Estado de
Kentucky, informava à base aérea de Camp
Godman que um aparelho redondo, com
mais de 70 m de diâmetro, voava
rapidamente em direção a Fort Knox. Em
seguida, a pequena patrulha, comandada
pelo Capitão Thomas Mantell, conseguiu
localizar seu alvo às 14:45 horas, partindo
para interceptá-lo. Às 16 horas são
encontrados os destroços do avião F-51 de
Mantell.
· No dia 22 de janeiro nasceu o "Projeto
Sign", ou também chamado "Projeto
Soucer", por iniciativa da Divisão de
Inteligência do Comando Aéreo da Base de
Wright Field, atual Base da Força Aérea de
Wright Patterson, cujo objetivo era recolher,
avaliar e distribuir entre as agências
interessadas toda a informação sobre os
avistamentos que indicassem perigo para a
segurança nacional.
· No dia 20 de agosto, o renomado astrônomo
Sr. Clyde Tombaugh, que em 1930
descobriu o planeta Plutão, observou em
companhia de sua mulher e filha um objeto
voador não-identificado.
· No dia 1º de outubro, o Tenente George F.
Gorman, da Guarda Aérea Nacional,
defrontou-se com um objeto nas
proximidades de Fargo, em Dakota do
Norte.
· O Inspetor-Geral do Escritório de
Investigação Especial da Força Aérea dos
Estados Unidos, inconformado pelo
resultado do informe referido, iniciou por
conta própria uma pesquisa em dezembro.
Esta pesquisa resultou no desenvolvimento
de um trabalho de investigação paralelo ao
"Projeto Sign", o qual foi chamado de
"Projeto Twinkle", sob a responsabilidade do
Dr. Lincoln La Paz, cientista especializado
em meteoritos.
1949 d.C.
· O "Projeto Sign" foi substituído pelo "Projeto
Grudge" no dia 11 de fevereiro, partindo da
hipótese de que muitas das aparições e
registros desses objetos são simples
produto de fenômenos ambientais,
focalizando a investigação nas
testemunhas.
1950 d.C.
· No dia 4 de julho, o Sr. Daniel Fry, que se
encontrava trabalhando no campo de
provas da base de White Sands, no Novo
México, próximo da cidade de Las Cruzes,
realizou o primeiro contato inteligente com
extraterrestres, estabelecendo diálogo com
um ser chamado A-Lan.
· No dia 23 de julho, em Guyancourt, perto de
Paris, por volta das 23 horas, Claude
Blondeau viu dois objetos pousados, de
forma discoidal, cinzas. De cada lado das
duas naves havia um "homem" de
aproximadamente 1,70 m, cabelos
castanhos e com roupa escura.
Aproximando-se, Claude perguntou a um
dos seres: "Estão com alguma avaria?".
Prontamente o ser respondeu-lhe, em correto
francês: "Sim, mas logo estará
arrumado". Um minuto mais de reparos e
decolaram.
1951 d.C.
· Nesse ano, o futuro astronauta Leroy
Gordon Cooper avistava um OVNI enquanto
pilotava um avião F-86 Sabrejet sobre a
Alemanha ocidental. De acordo com a sua
descrição, eram objetos metálicos de
formato discoidal, lembrando um pires.
· No dia 4 de fevereiro, uma menina chamada
Sheila, que vivia em Withdean, Sussex,
Inglaterra, brincava no jardim de sua casa
quando avistou um objeto discoidal de cor
cinza-esverdeado, com uma cúpula
transparente. Três criaturas vestindo roupas
coloridas e bufantes foram vistas saindo do
objeto, dirigir-se até a jovem, voltar-se e
retornar ao objeto, que em seguida
desapareceu.
1952 d.C.
· Em janeiro nasceu a APRO (Aerial
Phenomena Research Organization), uma
das primeiras entidades civis norteamericanas
de investigação do fenômeno
extraterrestre.
· Em março, o "Projeto Grudge" foi
substituído pelo famoso "Projeto Blue Book",
sob a responsabilidade do Capitão Edward J.
Ruppelt da Força Aérea.
· No dia 5 de abril, as Forças Armadas norteamericanas
emitiram a ordem 200-5,
solicitando que todos os funcionários do
serviço secreto das bases aéreas de todo o
mundo entrassem em contato
imediatamente com o Centro Técnico de
Informação Aérea (ATIC) no caso de
observarem um OVNI.
· Esse ano viu "aparecer" o Sr. Howard
Menger, que afirmava ter contatos com
seres extraterrestres, principalmente com
uma linda mulher de cabelos longos, que
vestia um traje translúcido e emanava amor
e atração física. A mulher em questão
afirmava ter quinhentos anos de idade e
ensinou a Menger conceitos "mecânicos" e
espiritualistas. Em 1959, Menger escreveu o
livro From Outer Space to You.
· No dia 7 de maio um objeto similar a um
disco voador foi fotografado pelos Srs. Ed
Keffel e João Martins, jornalistas da revista
O Cruzeiro, na praia da Barra da Tijuca, no
Rio de Janeiro.
· Entre os dias 19 e 26 de julho, uma enorme
onda de observações ocorreu na cidade de
Washington. No período, foram avistados
grupos de seis e doze objetos sobrevoando
o Capitólio.
· No dia 12 de setembro, no Estado de
Virgínia, Estados Unidos, o guarda florestal
Gene Lemon, juntamente com outras
testemunhas, enquanto procurava o local
de suposto pouso de uma nave avistada
instantes antes, deparou-se com uma
criatura de 3 m, de rosto vermelho, olhos
protuberantes e de corpo verde
fosforescente.
· No dia 20 de novembro, George Adamski
realizou seu primeiro contato físico com
extraterrestres em Desert Center, tendo por
testemunhas as Sras. Alice K. Wells e Lucy
McGinnis, esta última proprietária de
"Palomar Gardens", e os casais Bailey de
Winslow e Williamson de Prescott.
1953 d.C.
· Nesse ano, na localidade de Tujunga
Canyon, nos Estados Unidos, as Sras. Sara
Shaw e Jan Whiteley "resgataram" uma
vivência muito similar aos padrões clássicos
de abdução depois de uma experiência de
"tempo perdido", com ajuda profissional.
· No dia 12 de janeiro, uma comissão de
peritos e cientistas norte-americanos foi
reunida no Pentágono, sem conhecimento
público ou da imprensa. Esta reunião,
batizada de "O Grande Júri" ou "Painel
Robertson", foi presidida pelo Prof. Dr. H. P.
Robertson, professor de física teórica no
Instituto de Tecnologia da Califórnia. O
Major Dewey Fouret, integrante da
comissão especializada na investigação de
testemunhos e relatos, apresentou amplo e
completo estudo das manobras desses
OVNIs, concluindo finalmente, e sem
quaisquer dúvidas, que se tratava de
aparelhos de navegação espacial de origem
desconhecida e provavelmente
extraterrestre.
· No dia 21 de maio, um suposto objeto
voador não-identificado acidentou-se numa
localidade próxima a Kingman, Arizona.
· No dia l2 de julho, o pequeno pastor Máximo
Munoz, de quatorze anos, observou um
objeto esférico do qual baixaram três seres
de 65 cm de altura e cor amarela na região
de Villares del Saz, na Espanha.
1954 d.C.
· Nesse ano foi publicado o livro Aboard a
Flying Saucer, de Truman Bethurum, que
afirmava ter sido contatado no deserto da
Califórnia por criaturas de 1,50 m, pele cor
de oliva e trajando uniformes. Os referidos
seres saíram de uma nave de 90 m de
largura por 50 m de altura, capitaneada por
uma mulher, Aura Rhanes, que afirmou
provirem do planeta Clarion, aparentemente
escondido no lado escuro da Lua. Segundo
ela, os alienígenas eram capazes de passar
por seres humanos.
· No dia 11 de junho, o famoso astrônomo
inglês Sir Percy Wilkins observou de um
avião sobrevoando a região de Virgínia, nos
Estados Unidos, dois objetos brilhantes de
forma esférica, que pareciam suspensos no
céu.
· No período de setembro a outubro, uma
enorme onda de observações foi
identificada na França. E o grande
investigador Jacques Vallée recolheu,
somente nesse período, mais de duzentos
casos.
· No dia 9 de outubro, em Pournay-la-Chetive,
França, quatro crianças brincando perto do
cemitério local viram uma criatura de olhos
grandes, cabeça e rosto cobertos por pêlos,
baixa de aproximadamente 1,20 m), que
saiu de um disco pousado.
· No dia 8 de novembro, na época com treze
anos, Philip Molava, enquanto dava de
comer a seus coelhos no jardim de sua casa
em Croydon, sul de Londres, viu um
pequeno disco voador passar sobre a área.
No dia seguinte, Philip acordou vomitando e
foi tratado com suspeita de intoxicação
alimentar. Deitado na cama, viu surgir de
uma nuvem brilhante três criaturas, que se
materializaram. De nada mais se lembra, a
não ser do fato de que, no dia seguinte, já
estava bem, e a partir daí passou a
vivenciar experiências de caráter
paranormal.
· Em dezembro, ocorreu na Venezuela uma
tentativa fracassada de abdução, quando
Flores Lorenzo e Jesus Gomez foram
assaltados por quatro entidades de baixa
estatura que tentaram forçá-los a entrar
numa nave pousada perto deles. Lorenzo
golpeou uma das entidades com um rifle,
quebrando-o.
1955 d.C.
· No dia 30 de janeiro foi fundado o Instituto
Peruano de Relações Interplanetárias na
cidade de Lima, no Peru, uma das primeiras
entidades de investigação do fenômeno
extraterrestre na América Latina.
· Em maio, na localidade de Dinan, costa
norte da França, o Sr. Droguet viu no pátio
da escola em que trabalhava uma nave a 1
m (flutuando) do solo, e a seu lado dois
humanóides de baixa estatura, vestidos
com escafandros e capacetes, sendo que
um deles recolhia minerais do solo (era
cascalho grosso).
· Na localidade de Kelly Hopkinsville,
Kentucky, Estados Unidos, entre os dias 21
e 22 de agosto, Billy Ray Taylor avistou,
junto a várias outras testemunhas, um OVNI
sobrevoando sua comunidade. Alertado
pelos latidos de seu cachorro, viu
aproximar-se de sua casa uma criatura que
caminhava com os braços esticados, de l m
de altura, cabeça com forma oval, sem
cabelo, olhos enormes localizados nas
partes laterais da cabeça, boca grande e
orelhas de tipo elefante. No lugar das mãos
possuía garras; era de cor cinza, e os olhos
eram brilhantes, amarelos. Foram vistos
outros seres pelas redondezas. Apesar de
haver disparado várias vezes contra o ser,
nenhum corpo foi encontrado.
· Dirigindo distraidamente por uma estrada
deserta, na Áustria, em setembro, o Sr.
Josef Wanderka deparou-se de repente com
uma nave pousada. Ao avistar seus
supostos tripulantes, foi convidado a entrar
na nave. Os seres disseram que provinham
de Cassiopéia e mostraram-se interessados
no funcionamento de motores a combustão.
1956 d.C.
· No dia 29 de agosto foi fundado o Comitê
Nacional de Investigações sobre Fenômenos
Aéreos (NICAP) nos Estados Unidos, sob o
comando de Donald Keyhoe, Frank Edwards
e do Almirante Roscoe Hillenkoetter.
1957 d.C.
· No dia 15 de outubro, o trabalhador rural Sr.
Antônio Villas-Boas, de vinte e três anos de
idade na época, foi abduzido, isto é, raptado
por uma nave extraterrestre. No interior da
nave manteve relação sexual com uma
alienígena. Este foi o primeiro caso
registrado de uma relação sexual entre
seres de diferentes procedências.
· Dia 25 de outubro, a filha de um rico
fazendeiro em Petrópolis, Rio de Janeiro,
Brasil, estava com câncer no estômago.
Naquela noite, quando sentia muitas dores,
viu, assim como sete pessoas de sua família
presentes no seu quarto, a luz brilhante de
um disco voador que pousou ao lado da
casa. Todos presenciaram a entrada de
duas criaturas de 1,20m de altura, cabelos
loiros longos e olhos verdes, primeiro na
casa e depois no quarto da jovem. Um dos
seres, por meio de telepatia com o pai da
enferma, inteirou-se do problema. O outro
encarregou-se de, por uma luz brancoazulada,
analisar os órgãos internos da
jovem, visualizando o tumor e retirando-o.
Ao pai da paciente foi dada uma caixa em
forma globular contendo trinta pílulas
brancas a serem ministradas diariamente à
menina. Dois meses depois, o médico da
jovem constatou a sua cura completa.
· Após o lançamento da cápsula espacial
soviética Sputnik 2 no dia 3 de novembro,
contendo em seu interior a cadela de nome
Laika, o primeiro ser terrestre no espaço, os
observadores de terra perceberam a
presença de um segundo objeto no espaço,
de origem desconhecida, acompanhando a
cápsula.
1958 d.C.
· Perto de Niagara Falis, Estados Unidos, em
janeiro, uma mulher, que dirigia seu veículo,
após perceber na rua em que trafegava
destroços do que parecia ser um avião,
notou duas figuras com quatro patas, rabo e
o que lhe pareceram ser braços na altura da
cabeça. As criaturas desapareceram de
repente, e ao mesmo tempo um OVNI
apareceu no ar.
· No dia 16 de janeiro, por volta das 12:30
horas, o navio da Marinha de guerra
brasileira Comandante Saldanha da Gama,
ancorado na Ilha Trindade, observou e
fotografou um estranho objeto sobrevoando
os rochedos da ilha. As seis fotografias
foram realizadas pelo fotógrafo submarino
Sr. Almiro Baraúna na presença de toda a
tripulação.
· No dia 31 de julho, tornou-se pública a foto
de um OVNI obtida da Base Experimental de
Foguetes de Holloman nos Estados Unidos,
realizada no mês de março. Numerosos
técnicos e militares apoiaram a
autenticidade do registro.
· No dia 21 de janeiro, logo após um
murmúrio gerado pela visualização da
queda de um OVNI em Gdynia, Polônia, uma
criatura humanóide foi vista caminhando
pela área. Conduzida a uma clínica médica
para observação, o ser teve seu "uniforme"
retirado somente após o uso de
ferramentas. Assim que teve seu bracelete
retirado, faleceu. Um exame post-mortem
revelou número anormal de dedos, estranha
disposição de órgãos internos e sistema
circulatório em forma de espiral.
· No dia 20 de abril, próximo da cidade de
Coral Gables, na Flórida, agentes da polícia
encontraram o corpo do Dr. Morris K. Jessup
no interior do seu carro, que estava com o
motor em funcionamento. Aparentemente
foi suicídio, embora sua morte até hoje não
tenha sido esclarecida. Nessa época, Jessup
era um dos mais importantes cientistas a
favor do fenômeno OVNI.
· No dia 27 de junho, trinta e oito membros
da missão anglicana Boinai, em Papua,
Nova Guiné, juntamente com o reverendo
William Gill, testemunharam o vôo de dois
objetos não-identificados sobre aquela área.
Da cúpula de uma das naves avistaram-se
quatro figuras que, aparentemente,
controlavam o objeto. O Reverendo acenou
para eles, que responderam da mesma
maneira. Em seguida, sinais luminosos
foram trocados, por lanternas, também
prontamente respondidos.
1960 d.C.
· No princípio dos anos 60, em West Virginia,
foram vistas criaturas tipo "homemborboleta",
com asas, olhos vermelhobrilhantes
e cabeça diminuta.
· No dia 14 de dezembro, a Nasa publicou
declarações sobre o possível impacto que
ocorreria na sociedade caso fosse
descoberta vida inteligente em outros
planetas.
1961 d.C.
· No dia 12 de abril, foi lançado para
circundar a Terra a missão soviética Vostok
1, contendo em seu interior o tripulante Yuri
Gagarin, o primeiro astronauta humano no
espaço. Segundo alguns relatos não-oficiais,
Gagarin teria observado a presença de um
objeto no espaço pouco antes de sua
reentrada na atmosfera terrestre.
· Aproximadamente às 11 horas da manhã do
dia 18 de abril, o fazendeiro Joe Simonton
viu um objeto voador estático no ar a alguns
metros de distância. De uma abertura na
lateral do objeto, viu três criaturas,
descritas como "italianos", com 1,50m de
altura, cabelos, pele e trajes
negros/escuros. Uma das criaturas pediu-lhe
água e foi prontamente atendida por Joe,
que recebeu dos visitantes três panquecas,
bem "terrestres", com a única ressalva de
estarem totalmente destituídas de sal.
· No dia 7 de agosto o astronauta Coronel-
General German Stepanovich Titov foi
lançado ao espaço na Vostok 2,
completando dezessete voltas e meia ao
redor da Terra em 25 horas. Titov também
relataria a observação de um objeto
desconhecido, mas com a diferença de
haver realizado um registro fotográfico do
evento.
· No dia 19 de setembro, o casal Barney e
Betty Hill dirigia-se, em seu veículo, para a
sua residência na localidade de New
Hampshire, após pequenas férias no
Canadá. No caminho, foram abduzidos e
submetidos a diversos testes por seres
procedentes de Zeta Reticuli. Este foi o caso
a ser acompanhado por um processo de
hipnose regressiva.
· Em novembro, no Rádio Observatório
Astronômico Nacional de Green Bank, na
Virgínia, foi celebrado um grupo de reuniões
com diversos cientistas para debater a
questão da existência de inteligências
extraterrestres. Entre os presentes,
encontrava-se o já falecido astrônomo Carl
Sagan.
1962 d.C.
· Nesse ano, especulou-se sobre a queda de
outro objeto voador não-identificado ao sul
da região de Alamogordo, no Novo México.
Segundo consta, o objeto teria sido
detectado pelos radares militares e
interceptado por aviões de combate, e
possivelmente derrubado.
· Em 20 de fevereiro de 1962, a Mercury 6
levava consigo ao espaço o Tenente-Coronel
da Marinha John Herschel Glenn, sob o
código Friendship 7, que pouco antes de
ingressar na Terra informou ter observado
no espaço um grupo de objetos luminosos
que o acompanhavam.
· No dia 18 de abril, um estranho objeto
voador não-identificado colidiu com a Terra
nas proximidades de Nellis, perto de uma
base aérea nas redondezas da cidade de
Las Vegas, Nevada.
· No dia 11 de maio, o piloto da Nasa, Joseph
A. Walker revelou que uma de suas tarefas,
como militar, era detectar UFOs durante
seus vôos com o famoso X-15, um avião da
propulsão a jato. Numa dessas
oportunidades, em abril desse mesmo ano,
ele teria conseguido filmar cinco ou seis
estranhos objetos durante um vôo a 50
milhas de altitude, o que naquela época era
um recorde.
· No dia 24 de maio, na cápsula espacial
Mercury 7, foi lançado o jovem Tenente-
Comandante da Marinha Malcom Scott
Carpenter, sob o codinome Aurora 7, o
segundo norte-americano a realizar um vôo
orbital. Durante a realização de três órbitas
ao redor da Terra, Carpenter observou a
presença de um objeto muito luminoso que
se destacava no espaço, realizando
algumas fotos.
· No mesmo período, o também piloto do
projeto X-15 Major Robert White relatou a
observação de um UFO durante um vôo
realizado a 58 milhas de altitude, ocorrido
no dia 17 de julho do mesmo ano, isto é,
apenas dois meses depois de Walker.
· A missão Vostok 4 foi lançada ao espaço em
12 de agosto de 1962, com o astronauta
Pavel Popovich. A Vostok 4 e a Vostok 3
iniciaram seu ingresso na atmosfera. Pouco
antes de retornar, o astronauta Pavel
Popovich reportou ao centro de controle
soviético a presença de um grupo de
objetos ou partículas luminosas próximas de
sua cápsula.
· O astronauta Tenente-Comandante Walter
M. Schirra, pilotando a cápsula Mercury 8,
lançada em 3 de outubro, enfrentou o
mesmo fenômeno no espaço, chamando os
objetos observados pela primeira vez pelo
código de "Papai Noel existe", utilizado mais
tarde pela tripulação da Apolo 8.
· No dia 8 de novembro, em Paris, foi criado o
GEPA, um grupo de estudos de fenômenos
aéreos.
1963 d.C.
· No dia 15 de maio, o Major Leroy Gordon
Cooper foi lançado ao espaço numa
apertada cápsula Mercury 9, para uma
jornada de vinte e duas órbitas ao redor da
Terra. Durante a órbita final, o Major Cooper
relatou à estação de Muchea, próxima de
Perth, Austrália, que estava observando um
estranho objeto esverdeado, incandescente,
à sua frente, o qual se aproximava
rapidamente em sua direção. O objeto de
origem desconhecida era real e sólido, pois
foi captado pelo radar da estação de
Muchea.
· No dia 14 de junho, foi lançado ao espaço o
astronauta soviético Valeri Bykovsky, na
missão Vostok 5, com o objetivo de
aguardar o lançamento da Vostok 6 com a
primeira astronauta feminina, a famosa
Valentina Tereshkova. Porém, um atraso por
defeitos no equipamento obrigou a Vostok 6
a ser lançada somente no dia 16 de junho.
Após completar as respectivas órbitas,
ambos retornaram à Terra reportando a
observação de estranhos objetos.
· Em agosto, o Sr. Fernando Eustágio,
acompanhado de seu irmão e um vizinho,
sofreu uma tentativa frustrada de abdução
em uma nave em forma de globo, por uma
entidade muito alta e magra, que carregava
uma caixa brilhante e possuía um olho na
testa.
· Em outubro, o Sr. Eugênio Douglas, quando
dirigia seu caminhão por uma estrada em
Isla Verde, Argentina, teve seu veículo obstruído
por três entidades que emergiram de
um disco voador situado a 10 m dele. Os
seres eram altos (3,5 m) e possuíam
capacetes com antenas. Um raio vermelho
proveniente deles ou do disco atingiu
Eugênio, queimando-o, que em seguida
disparou contra os seres e fugiu.
1964 d.C.
· No dia 12 de abril, em Socorro, Novo
México, o Sargento patrulheiro Lonnie
Zamora avistou duas "pessoas" ladeando
um objeto oval pousado.
· Em Newark Valley, Nova York, no dia 24 de
abril, o fazendeiro Gary Wilcox, ao avistar
um objeto de forma oval flutuando em uma
colina em sua propriedade, acercou-se e viu
sair da nave dois "homenzinhos" de l,20m
de altura, que traziam em suas mãos tufos
de ervas. Ambos entabularam uma
conversação, e os seres, além de afirmar
provirem de Marte, mostraram-se muito
interessados em adubos e fertilizantes.
· No mesmo dia 24 de abril, o policial Lonnie
Zamora, de Socorro, Novo México, observou
o pouso de um objeto oval aterrissando nas
imediações, percebendo sair do seu interior
um grupo de seres de baixa estatura.
· No dia 12 de julho, o Comandante soviético
Viatcheslav Zaitsev, que efetuava o trajeto
Leningrado-Moscou a bordo de um TU 104-
A, avistou no meio do caminho um enorme
disco, surgido bruscamente debaixo da
fuselagem do avião.
· Em Cisco Grave, Califórnia, no dia 5 de
setembro, uma testemunha conhecida por
Mr. S. avistou dois humanóides com roupas
cintilantes, de olhos proeminentes e que
aparentemente estavam acompanhados por
um robô.
· No dia 12 de outubro foi lançada a missão
Voskhod 1. Nesta missão, três homens
foram colocados de uma única vez no
espaço, os astronautas Vladimir Komarov,
Konstantin Feoktistov e Bóris Yegorov, que
após dezesseis órbitas retornaram para a
Terra. Segundo consta, os astronautas
perceberam e observaram a presença de
um objeto não-identificado.
1965 d.C.
· O Sr. Sid Padrick, que vivia em Watsonville,
Califórnia, em janeiro, após avistar um disco
voador pousado, de 20m de diâmetro,
escutou uma voz que lhe dizia para se
aproximar e que nenhum mal lhe seria
causado. Dentro da nave, Sid encontrou-se
com oito alienígenas, de aparência
totalmente humana, inclusive uma mulher.
Um dos seres comunicava-se com Sid em
inglês, dizendo-lhe que era o único capaz de
fazê-lo. Padrick pôde observar o interior da
nave e inclusive lhe foi dada a oportunidade
de um passeio pelos ares. Disseram-lhe que
provinham de um planeta situado no
sistema solar, porém não visível da Terra. O
curioso foi a afirmação de que estavam em
missão de observação, mas a "observação"
deveria ser feita por parte dos terrestres,
não deles. Padrick foi deixado a 300 km de
sua casa.
· No dia 19 de março, os astronautas Pavel
Belyayev e Alexei Leonov foram lançados na
missão Voskhod 2. Após completar a
missão, os astronautas caíram, sem sofrer
qualquer dano, próximos das montanhas
Urais, numa região bastante fria. Em uma
reunião de imprensa celebrada
posteriormente em Moscou, à qual somente
concorreram jornalistas locais, os
astronautas revelaram que, momentos
antes de inexplicavelmente abandonarem
sua órbita, encontraram um misterioso
objeto discoidal, totalmente desconhecido
no espaço, que voava a grande velocidade.
· No dia 23 de abril, faleceu o famoso
contatado George Adamski na Califórnia,
Estados Unidos, deixando uma legião de
seguidores e simpatizantes, além de alguns
trabalhos publicados, como o livro Flying
Saucer have Landed, no qual narra toda a
sua experiência, em parceria com Desmond
Leslie.
· No dia 24 de abril, na localidade inglesa de
South Devon, o fazendeiro Ernst Bryan, que
desconhecia por completo a saga de
Adamski, assim como seu nome e qualquer
coisa a ver com extraterrestres,
experimentou um contato com seres que
aterrissavam num disco voador de 65m de
diâmetro. Os seres, fisicamente humanos,
altos e loiros, passaram a conversar com
ele. Um, em particular, de aspecto quase
infantil e vestindo uma toga com um cinto
dourado, identificado com o nome de
"Yamski" (corrutela de Adamski?),
conversou em perfeito inglês sobre um
amigo humano dos extraterrestres de nome
"Des" (Desmond Leslie?) e de um homem
de nome Mantell (capitão Thomas Mantell?),
de quem teria provas de sua existência
(estaria ainda vivo?).
· Em 3 de junho foi lançada a famosa Gêmini
4, com os astronautas James McDivitt e
Edward H. White. Após quase 24 horas do
lançamento e sobrevoando o Havaí, o
astronauta White informou a observação de
um objeto cilíndrico no espaço com
elementos estendidos, aparentando ser
algum tipo de antena, que McDivitt passou
a fotografar e filmar repetidamente.
· No dia 1º de julho, na região de Valensole,
na França, o Sr. Masse observou o pouso de
um objeto semelhante a uma bola de
futebol norte-americana, a pouca distância,
percebendo a presença de seres que
recolheram amostras do solo.
· Quando da missão na Gêmini 5 em 21 de
agosto, Gordon Cooper, junto com o
astronauta Charles P. Conrad Jr., observou a
presença de três estranhos objetos quando
sobrevoavam a Austrália, a China e a Ásia
Oriental, registrando fotograficamente um
destes objetos na região do Himalaia.
· No dia 15 de dezembro, foi lançada a
missão Gêmini 6, com os astronautas
Walter Shirra e Tom Stafford, para
encontrar-se no espaço com a Gêmini 7,
lançada em 4 de dezembro com os astronautas
Frank Borman e James Lovell. Um
defeito na missão Gêmini 6 havia atrasado o
seu lançamento, do dia 25 de novembro
para o dia 15 de dezembro, permitindo que
a Gêmini 7 subisse antes que ela. Porém a
sorte não estava do seu lado. Logo depois
de subir, a Gêmini 6 teve de retornar,
permanecendo no espaço por apenas um
único dia. Porém, a Gêmini 7 permaneceu
mais tempo no espaço, razão pela qual
registrou a passagem de vários objetos em
diversos momentos da missão, inclusive
quando realizava a aproximação com a
Gêmini 6.
· No dia 16 de dezembro, o ferroviário César
T. Gallardo, em Sauce Viejo, Argentina, viu
um homem trajando uniforme cintilante entrar
no compartimento em que estava,
rasgar parte do jornal que o ferroviário
estava lendo e levá-lo consigo, assim como
certa quantidade de petróleo. Outras
testemunhas viram um "homem luminoso"
caminhando sobre a via.
1966 d.C.
· No dia 18 de julho, a missão Gêmini 10,
tripulada pelos astronautas John W. Young e
Michael Collins, foi lançada de Cabo Cañaveral.
Nesta missão, o astronauta Collins
conseguiu completar um passeio de pelo
menos trinta minutos. Porém, pouco tempo
depois de ingressar em órbita, Young
chamava, assustado, Houston, alertando
sobre presença de estranhos objetos no
espaço.
· No dia 16 de agosto, do telescópio situado
em North Dakota, nos Estados Unidos, em
plena área de sombra na Lua, os
astrônomos norte-americanos observaram
impressionados uma enorme mancha
luminosa, registrando-a fotograficamente.
· No dia 18 de agosto, o diretor do
Observatório Astronômico de Adhara, em
São Miguel, Buenos Aires, na República
Argentina, padre Benito Reyna escreve para
o investigador Jack Perrin sobre a
observação de estranhos objetos na Lua.
· No dia 25 de agosto, a Base Norte-
Americana de Foguetes Intercontinentais de
Dakota do Norte permaneceu inoperante
durante a presença de um estranho objeto
voador de cor avermelhada.
· No dia 12 de setembro sobe ao espaço a
cápsula Gêmini 11, contando com os
astronautas Richard Gordon Jr. e Charles
Conrad Jr., concluindo perfeitamente seus
objetivos. Quando se completava a décima
oitava órbita, sobrevoando a ilha de
Madagáscar, Gordon e Conrad observaram
a presença de um objeto brilhante e
alargado, que se mantinha a uma distância
constante, dando a impressão de estar os
observando. Sem perder tempo os
astronautas conseguiram fotografar o
objeto.
· Em outubro, a Universidade do Colorado
escolheu o físico Dr. Edward U. Condon para
dirigir o primeiro estudo acadêmico e civil
sobre os discos voadores; tanto a iniciativa
como a verba destinada para a empreitada
saíram do Departamento de Investigação da
Força Aérea.
· No dia 11 de novembro, a Gêmini 12 partia
para o espaço carregando os astronautas
James Lovell Jr. e Edwin E. Aldrin, para a
última missão da série. Nos dias seguintes
ao seu lançamento, os dois astronautas
comunicaram a Houston que alguma coisa
havia começado a transformar-se numa
rotina para os controladores e até para os
próprios astronautas: vários OVNIs haviamse
aproximado da cápsula em várias
oportunidades.
1967 d.C.
· Um dos mais famosos casos foi ocorrido
com Betty Andreasson, no dia 25 de janeiro.
Betty, em sua casa com sua família e sete
crianças, foi abduzida e levada ao interior
de uma nave. Com o líder dos alienígenas,
que se identificou como Quazgaa, ela trocou
livros (uma Bíblia por um "livro religioso",
que ela perdeu).
· No dia 27 de janeiro os experientes
astronautas Virgil I. Grissom, Edward H.
White e o novato Rodger B. Chaffee tiveram
sua viagem frustrada na missão Apolo 1,
morrendo dramaticamente ao ocorrer um
incêndio produzido por um curto-circuito no
interior da espaçonave.
· O Sr. Stephen Michalak, quando em Falcon
Lake, Ontário, Canadá, no dia 20 de maio,
viu um disco voador pousar a poucos
metros dele. Aproximou-se, escutou vozes
que provinham do interior do disco e,
enquanto analisava o formato da nave,
recebeu o impacto de uma onda de "ar
quente", saída de uma espécie de exaustor,
causando-lhe queimaduras de segundo
grau.
· No dia 2 de junho, o jornal Informaciones,
de Madri, publicou na primeira página as
fotos de um OVNI observado na região de
San José de Valderas.
· No dia 15 de junho, na fazenda Vale do Rio
do Ouro, na localidade de Alexânia, em
Goiás, o Sr. Wilson Plácido de Gusmão
observou a presença de um pequeno objeto
no interior do seu quarto. O pequeno objeto
estabeleceu contato e prometeu retornar
outras vezes.
· Em julho, o industrial alemão conhecido
pelo pseudônimo de Stefan Denaerde, que
atualmente reside na localidade de Den
Haag com sua esposa e filhos, foi contatado
por extraterrestres enquanto navegava nas
águas de Oosterschelde. Segundo afirmou,
seres do planeta larga solicitaram a sua
ajuda, passando a estabelecer com ele
longo diálogo.
· No dia 8 de setembro, a família King
descobriu um dos primeiros casos de
mutilação de animais na região de Alamosa,
no Colorado.
· No dia 18 de outubro, fundou-se na União
Soviética a primeira Comissão
Cosmonáutica Permanente para o estudo
dos OVNIs.
· No dia 3 de dezembro, ocorreu em Ashland,
Estados Unidos, a fantástica abdução do
patrulheiro Herbert Schirmer, que naquela
noite "viu decolar um disco voador, sentindo
os efeitos de perda" por 30 minutos. Mais
adiante, submeteu-se a hipnose, que
revelou detalhes do encontro.
1968 d.C.
· Nesse ano teve início os "contatos" da
mexicana Maria, que afirma ser uma das
quinze mil pessoas "contatadas" neste
planeta. Maria professa atualmente cursos e
forma grupos de trabalho em vários países
da América Central e Europa, devotando-se
especificamente ao campo terapêutico,
para o qual desenvolveu toda uma teoria e
prática com cristais.
· No dia 2 de maio, depois de haver
presenciado vários avistamentos na região
em que vivia, Shane Kurz foi abduzida e
levada ao interior de uma "sala hospitalar",
onde foi estuprada pelo líder dos
alienígenas, de aparência humanóide bem
similar à raça humana. Entretanto, Shane
alega ter gostado do encontro sexual.
· No dia 11 de outubro foi lançada a missão
Apolo 7. Nesse dia, o poderoso foguete
Saturno 5 levava consigo os astronautas
Walter Schirra, Don Eisele e Walter
Cunningham. Durante sua órbita, os
astronautas reportaram a presença de
objetos estranhos acompanhando a cápsula.
· No dia 21 de dezembro a missão Apolo 8
subiu ao espaço com os astronautas Frank
Borman, James Lovell e William Anders, com
o objetivo de realizar a primeira viagem
tripulada para a Lua e de orbitá-la. Durante
o Natal, enquanto a cápsula girava em torno
da Lua a uma distância de 112 km da
superfície, ocorreu um silêncio de pelo
menos seis minutos por uma pane causada
no equipamento. Apesar dos insistentes
chamados de Houston, não havia retorno do
sinal de rádio. Porém, o silêncio foi
repentinamente cortado quando surgiu a
voz do astronauta James Lovell no rádio,
afirmando enfaticamente: "... Temos a
comunicar que de fato existe Papai Noel!...".
1969 d.C.
· Novas fotografias de objetos na Lua foram
obtidas no dia 4 de janeiro, pelo
Observatório de Adhara, em São Miguel.
Desta vez, por intermédio do astrônomo Sr.
Francisco Busciglio, que registrou a
presença de objetos estranhos sobrevoando
a Lua por volta da meia-noite.
· No dia 11 de janeiro foi publicado o informe
da Universidade do Colorado sobre os
OVNIs, que desde 1966 foi coordenado pelo
Dr. Edward U. Condon.
· Em fevereiro, na localidade de Nuble,
Valparaíso, Chile, um senhor, sua esposa e
duas filhas, por volta das 4 horas da manhã,
viram três seres "descerem" por um raio
luminoso, emitido por uma nave aterrissada
a 60m da casa em que estavam. Os seres
tinham cerca de 2m de altura, vestiam traje
inteiriço, luvas e botas, e tinham uma
insígnia metálica no peito; andaram pela
praia e coletaram areia e pedras negras.
· No dia 3 de março a missão Apolo 9 foi
lançada para a Lua com os astronautas
James A. McDivitt, David R. Scott e Russel
Schweickart. Na sua viagem foi reportada a
presença de estranhos objetos.
· Em abril, o grupo composto por Kathryn
Howard, Harvey e Martin foram abduzidos e
levados ao interior de uma nave na Suécia.
Curioso é o fato de que, pela hipnose,
Kathryn e Harvey descreveram experiências
similares, enquanto Martin comportou-se
como se tivesse sido "desligado".
· No dia 4 de maio, enquanto pescava na
Fazenda dos Ingleses, na região de
Bebedouro, perto de Belo Horizonte, Brasil,
o soldado José Antônio da Silva foi atingido
por uma luz que o deixou paralisado.
Assistido por dois humanóides de 1,20m de
altura, vestidos com trajes cinza-escuro,
José Antônio foi levado a uma nave
pousada, em forma de cilindro. A nave
decolou, e José Antônio sentiu os efeitos da
gravidade, sendo inclusive necessário o uso
de um capacete, fornecido pelos
alienígenas. Em seguida, foi conduzido a
uma sala em forma de pedra, com quadros
de animais e outras cenas terrestres. José
Antônio manteve conversa com uma
entidade cuja descrição se assemelhava a
um gnomo. Após recusar uma aparente
proposta de tornar-se um agente terrestre
desta "civilização", o soldado foi deixado a
300 km do local em que se encontrava
pescando, quatro dias depois.
· No dia 18 de maio foi lançada a missão
Apolo 10, com os astronautas John W.
Young, Thomas P. Stafford e Eugene A.
Cernan, que também chegaram até a Lua.
Os astronautas também comunicaram a
presença de estranhos objetos escoltando
seus vôos, e, em vários momentos,
realizaram diversas manobras bem
próximos das cápsulas. Foi fumada a
presença de luzes na superfície lunar.
· No dia 16 de julho a missão Apolo 11 foi
lançada no foguete Saturno 5 em direção à
Lua, com os astronautas Neil A. Armstrong,
Michael Collins e Edwin E. Aldrin, que seriam
os primeiros a pousar em solo lunar.
Durante a missão, os astronautas
encontraram estranhos objetos, tanto no
espaço quanto na Lua.
· No dia 14 de novembro a Apolo 12 foi
colocada no espaço. Na cápsula,
encontravam-se os astronautas Charles P.
Conrad Jr., Richard F. Gordon e Alan F. Bean
que, logo depois da decolagem, foram
bombardeados por dois impressionantes
clarões de luz, deixando tanto astronautas
quanto técnicos extremamente impressionados.
Logo depois, foram acompanhados
por estranhos objetos e encontram
estruturas na Lua.
· No dia 17 de dezembro, uma comissão de
inquérito da Força Aérea, reunida na cidade
de Daytona, Ohio, presidida pelo então secretário
de Aeronáutica Sr. Robert Seamans
Jr., encerrou definitivamente o "Projeto Blue
Book", após a publicação de uma conclusão
negativa apresentada pelo Dr. Edward U.
Condon.
1970 d.C.
· Enquanto esquiavam em Imjarvi, ao sul da
Finlândia, no mês de janeiro, Aarno
Heinonen e Esko Viljo viram, saindo de uma
luz que desceu do céu à sua frente, uma
entidade que carregava uma caixa nas
mãos. O ser era magro, pálido, de nariz
arrebitado, orelhas pequenas e cabeça
pontuda.
1971 d.C.
· No dia 31 de janeiro a missão Apolo 14
subiu em direção à Lua. Na cápsula,
encontravam-se os astronautas Alan B.
Shepard, Stuart A. Roosa e Edgar D.
Mitchell, cuja missão seria chegar até a região
conhecida como Fra Mauro. Após uma
viagem tranqüila os astronautas
encontraram objetos voadores e estruturas
na Lua, aparentando ser restos de uma
antiga base extraterrestre.
· No dia 13 de junho, o renomado cientista e
investigador ufológico norte-americano Prof.
James E. McDonald foi encontrado morto
com um disparo na cabeça, nas
proximidades do Canhão de Ouro, no
Arizona. Da mesma forma que seu colega,
Dr. Jessup, sua morte não foi esclarecida.
· No dia 26 de julho, os astronautas David R.
Scott, Alfred M. Worden e James B. Irwin
subiram em direção à Lua na missão Apolo
15, carregados por um potente foguete
Saturno 5. Lá encontraram também
extraterrestres e restos de suas antigas
construções.
1972 d.C.
· No dia 16 de abril uma nova missão partia
rumo à Lua. Era a missão Apolo 16,
comandada pelo astronauta John W. Young,
Thomas Ken Mattingly, como piloto do
módulo de comando "Casper", e Charles M.
Duke, como piloto do módulo lunar "Orion".
Na Lua encontraram também objetos e
estruturas de origem desconhecida.
· No dia 7 de dezembro, o poderoso foguete
Saturno 5 colocava no espaço a última das
missões Apolo, dando por encerrada toda
uma etapa de investigação espacial. Em
direção à Lua, os astronautas Eugene A.
Cernan, Ronald E. Evans e Harrison H.
Schmitt conduziram a Apolo 17, cujo
objetivo seria pousar na região Tauros-
Littrow e proceder a algumas viagens com
um outro veículo do tipo "Rover". Na Lua,
encontraram também estranhos objetos
voadores e restos de antigas estruturas.
1973 d.C.
· Nesse ano foram obtidas fotos de estranhos
objetos voadores na cidade de Taiwan,
realizadas quando dois estranhos objetos
executavam arrojadas manobras no céu da
cidade ante um público curioso e assustado.
· No dia 25 de maio foi lançada a missão
Skylab 2, com os astronautas Charles
Conrad Jr., Joseph P. Kerwin e Paul J. Weltz.
Segundo consta, a tripulação observou a
presença de um objeto muito brilhante,
próximo do laboratório, por longo período.
· No dia 9 de julho, além de grande número
de pessoas, a polícia da cidade de Nagai, no
Japão, observou a presença de estranhos
objetos no céu.
· No dia 28 de julho foi lançada a missão
Skylab 3, com os astronautas Alan L. Bean,
Owen K. Garriot e Jack R. Lousma, registrando
a presença de um objeto muito
brilhante, cujo movimento parecia ser
constante. Sob o registro SL3-118-214, o
astronauta Alan Bean obteve clara imagem
do estranho objeto.
· No dia 12 de outubro, em Pascagoula,
Mississipi, Estados Unidos, os Srs. Charles
Hickson e Calvin Parker foram levados a
uma nave de formato ovóide por três
entidades de aspecto humanóide, de pele
rugosa e projeções cônicas nos locais originais
do nariz e das orelhas, e que flutuavam
no ar. Com garras similares às de
caranguejo, ergueram os assustados amigos
sem o mínimo esforço.
· Enquanto investigava denúncias de
avistamentos na região de Falkville,
Alabama, o chefe de polícia Jeff Greenhaw
deparou-se com um ser de brilho metálico,
que caminhava na estrada em sua direção;
na oportunidade, tirou quatro fotos: uma a
15 m, outra a 6 m e duas a 3 m. Este fato
ocorreu no dia 18 de outubro.
· No dia 19 de outubro em Lima, no Peru, o
arquiteto Sr. Hugo Luyo Veiga registrou um
objeto exatamente igual ao fotografado
durante as experiências do contatado norteamericano
George Adamski.
· No dia 13 de dezembro, enquanto dirigia
pelas montanhas de Clermont Ferrand,
França, o Sr. Claude Vorilhon avistou um
objeto voador que pousou perto dele, de
onde emergiu uma criatura de 90 cm de
altura aproximada, de cabelos negros e
barba, vestindo roupa de peça única, verde.
Com as mensagens recebidas, publicou um
livro, que serviu como introdução para o
que foi chamado de "Movimento Raeliano".
· Também no dia 19 de dezembro uma
testemunha viu, da janela de sua cozinha,
uma criatura tipo humanóide de
aproximadamente 1 m de altura, com roupa
que brilhava em tom verde, caminhando
pelo jardim de sua casa, em Vilvoorde.
1974 d.C.
· Nesse ano iniciava-se uma enorme onda de
observações de estranhos objetos no Japão,
avistados nas cidades de Tóquio, Hokkaido,
Daika, Akashi, Sendai, Watanabe e Nagoya.
· No dia 22 de janeiro, em Lima, no Peru, os
irmãos Sixto e Carlos Paz Wells
estabeleceram contato inteligente com uma
suposta criatura procedente de Orion,
operando desde Ganimedes, a maior lua de
Júpiter.
· No dia 7 de fevereiro, os irmãos Paz Wells e
um grupo de amigos realizaram a
confirmação de sua experiência ao
encontrar-se frente a frente com um objeto
lenticular a pouca distância, previamente
combinada, na região de Chilca, a 60 km de
Lima, no Peru.
· No dia 11 de outubro, o Sr. Kazuhiro
Fujimatsu registrou fotograficamente a
presença de estranhos objetos no céu da
cidade de Hiroshima, no Japão, às 6:30
horas.
· Caçando alces com amigos, no dia 25 de
outubro, Carl Higdon surpreendeu-se
quando viu a bala do rifle que apontava na
direção de um alce sair vagarosamente do
cano e cair no chão 15m à sua frente.
Sentindo-se num cone de silêncio, viu
aproximar-se uma criatura humanóide, de
pele amarela, dentes grandes, sem orelhas
e aparentemente sem queixo, com uma
antena que lhe saía da testa.
"Teletransportado" a uma nave, Higdon
pôde visualizar cenas do mundo dos
alienígenas, que mostravam seres humanos
vivendo em harmonia com o meio.
· No dia 7 de setembro, o jornalista espanhol
J. J. Benitez foi convidado por Carlos Paz
Wells a participar de um encontro
programado com dois objetos voadores nãoidentificados,
no dia e hora indicados, na
região de Chilca, a 60 km de Lima, no Peru.
Esta experiência obrigou o jornalista a
escrever um livro chamado OVNIs: SOS à
Humanidade, em que narra os detalhes que
o levaram a esse encontro. Esta foi a
primeira experiência de contato
programado de extraterrestres com a
imprensa.
· Em finais de novembro, Carlos Paz Wells
deu origem ao primeiro grupo sob a
denominação de Missão Rama, em Lima, no
Peru, abrindo linha paralela e diferenciada
daquela praticada pelo primeiro e único
grupo original.
1975 d.C.
· Nesse ano continuou uma enorme onda de
observações iniciada em 1974 no Japão, nas
cidades de Nagoya, Tóquio e Shikoku.
· Em janeiro, o argentino Carlos Alberto Diaz
foi abduzido por um disco voador por volta
das 4 horas, próximo de Bahia Blanca. A
vítima foi devolvida quatro horas depois, a
500 km do local do incidente.
· Em 25 de janeiro, J. J. Benitez retornou a
Lima, no Peru, com o jornalista espanhol
Fernando Mugica, os quais participaram de
mais um encontro com discos voadores,
desta vez a convite de Sixto Paz Wells.
Desta experiência, resultou um novo livro
chamado 100.000 km em busca de OVNIs.
· No dia 28 de janeiro, na localidade de
Hinwil, Suíça, o guarda de segurança Sr.
Eduard Meier desapareceu num bosque,
retornando logo depois. Este foi o início de
uma série de experiências ocorridas até
hoje, e que, mais adiante, se confirmariam
por farto material fotográfico. Segundo
Meier, ele havia iniciado um contato com
uma extraterrestre de nome Semjase,
proveniente das Plêiades.
· No dia 14 de fevereiro, Antoine Sévérin
testemunhou, na ilha Reunion, no Oceano
Índico, a aproximação e aterrissagem de um
objeto circular de cúpula transparente. Dele
emergiram pequenas criaturas de altura por
volta de 1m, que lhe dispararam um raio de
luz branca, deixando-o inconsciente por
várias horas, causando-lhe distúrbios físicos
dias depois.
· No dia 18 de fevereiro, às 15:30 horas,
foram observados objetos estranhos
sobrevoando a região de Punta Cuevas, na
Península de Valdes, Argentina.
· No dia 3 de março estranhos objetos foram
observados na localidade de Montsireigne,
na França.
· No dia 3 de maio, o piloto mexicano Sr.
Carlos Antonio de los Santos observou,
durante dez minutos, três objetos em forma
de disco controlar o seu avião. Isto ocorreu
no trajeto entre Zihuatanejo e México,
capital. A observação foi acompanhada
pelos controladores de tráfego aéreo do
aeroporto internacional do México.
· No dia 21 de maio, estranhos objetos foram
fotografados na localidade de Benodet, na
França.
· No dia 13 de agosto o Sargento da Força
Aérea norte-americana Charles L. Moody foi
abduzido por pequenas entidades de
cabeça grande. Segundo o sargento, essas
entidades retornaram depois, repetidas
vezes, a abduzi-lo.
· No dia 26 de agosto, em pleno Estado de
Carolina do Norte, por volta das 4 horas,
três pessoas, a Sra. Sandra Larson, sua filha
Jackie e o amigo delas Larry, observaram
uma estranha frota de objetos luminosos
chegar próximo do seu veículo. Depois de
ouvir um forte som, perderam a
consciência, retornando somente noventa
minutos depois, ocupando diferentes
lugares no interior do veículo. Em transe
hipnótico, conseguiram rever todos os detalhes
de sua abdução.
· No dia 5 de novembro, um grupo de
lenhadores do povoado de Snowflake,
Arizona, encontrava-se voltando
calmamente, por volta das 18 horas, numa
caminhonete, quando perceberam a
presença de um objeto no ar a baixa altura,
medindo aproximadamente 6 x 2,5 m. O
grupo parou próximo do objeto, que
encantou o jovem Travis Walton.
Impressionado, Travis saiu da caminhonete
para olhar mais de perto. De imediato, o
objeto lançou um feixe de luz contra seu
peito, lançando-o a vários metros. Seus
companheiros fugiram, acreditando que
estivesse morto. Durante seis longos dias
Travis esteve desaparecido, havendo-se
encontrado com seres de diversos tipos
físicos.
1976 d.C.
· Em abril, Carlos Paz Wells formou o primeiro
grupo da Missão Rama no Brasil.
· Já em junho, o Dr. Padron Leon, quando
dirigia seu carro nas Ilhas Canárias,
Espanha, deparou-se com um globo
transparente flutuando sobre a estrada,
aparentemente manipulado por duas
entidades que estavam em seu interior. Os
seres tinham entre 3 e 3,5 m de altura,
vestiam "uniformes" de cor vermelha,
capacetes negros e possivelmente luvas
negras.
· Também no mês de junho, na localidade
francesa de Romans, a altas horas da noite,
Hélene Giuliana sofreu uma experiência de
abdução, justamente depois de o motor do
seu veículo parar diante da aparição, no
céu, de estranho objeto luminoso de cor
alaranjada.
1977 d.C.
· Em janeiro, duas testemunhas, Barbara e
seu filho Robert, de doze anos, do jardim de
sua casa em Huyton, Merseyside, Inglaterra,
viram uma figura alta, vestida com roupa
brilhante, flutuando perto de alguns
arbustos vizinhos.
· No dia 22 de setembro, um enorme objeto
voador, em forma de disco e do tamanho de
um campo de futebol, foi observado na
cidade soviética de Petrozavodsk, na costa
ocidental do lago Onega, por várias horas.
1978 d.C.
· Quando caçava com seu cachorro em
Medinaceli, em Soria, na Itália, no dia 5 de
fevereiro, o espanhol Julio F. percebeu que
havia tido um "tempo perdido". Após
realizar uma regressão hipnótica
posteriormente, seguida de exames
médicos nele e no cachorro revelou-se a
abdução.
· No dia 14 de julho, uma reunião celebrada
na sede das Nações Unidas em Nova York
apresentou a necessidade de estabelecer
uma agenda para discutir o assunto OVNIs.
Nessa reunião, participaram como
defensores do assunto o ex-astronauta
Leroy Gordon Cooper, o astrofísico Jacques
Vallée, o engenheiro Claude Pocher, chefe
do projeto francês de investigação (GEPAN),
o Dr. J. Allen Hynek e outras tantas
personalidades internacionais.
· No dia 21 de outubro, o jovem piloto
australiano Frederick Velentich desapareceu
sobre a Austrália depois de haver notificado
à torre de controle a presença de um
estranho objeto voador próximo ao seu
avião.
· No dia 26 de agosto, a missão espacial
soviética Soyuz 31, com os astronautas
Vladimir Kovalyonok e Alexander
Ivanchenkov, registrou junto ao controlador
de vôo Yuri Georgievich Nazarov a presença
de um OVNI acompanhando a cápsula.
· Elsie Oakensen, quando dirigia pela estrada
A5, em Northhamptonshire, Inglaterra, em
22 de novembro, avistou um enorme objeto
à sua frente. Após permanecer algum
tempo sob a luz que provinha do objeto,
seguiu viagem. Chegando em sua casa,
teve a típica sensação de missing time
(tempo perdido). A partir deste encontro,
teve sua capacidade paranormal aguçada;
hoje, inclusive, dedica-se a trabalhos de
curas mediúnicas e espirituais.
· No dia 27 de novembro, o Comitê Especial
Político das Nações Unidas estabeleceu
finalmente uma agenda sobre o assunto
OVNI, passando a ouvir cientistas
envolvidos com a investigação do fenômeno,
dentre eles o renomado Dr. J. Allen
Hynek. Porém, o resultado final deu por
encerrada a possibilidade de criar qualquer
entidade de investigação oficial sob a tutela
da ONU, após a oposição dos
representantes norte-americanos.
· No dia seguinte, 28 de novembro de 1978,
um artigo do jornal New York Post publicou
a manchete "Estados Unidos veta OVNIs na
ONU", demonstrando a recusa norteamericana
a qualquer atitude oficial diante
do fenômeno.
1979 d.C.
· No dia 6 de fevereiro, os tripulantes do
navio Tamames da empresa espanhola
CEPSA observaram dezesseis luzes
evolucionando em todas as direções do céu,
enquanto realizavam a rota de Alcudia a
Cartagena.
· No dia 11 de novembro, o avião
Supercaravelle da companhia TAE, que se
deslocava de Baleares a Canárias, realizou
um pouso de emergência no aeroporto de
Manises, em Valência, Espanha. A razão foi
um estranho objeto voador, que passou a
incomodar o avião de tal forma que o
comandante, Sr. Javier Lerdo de Tejada,
preferiu proteger seus cento e nove
passageiros.
1980 d.C.
· Em abril, o Sr. Aino Ivanoff, dirigindo seu
carro numa tranqüila estrada da Finlândia,
viu-se submerso em uma densa neblina.
Daí, sentiu-se transportado ao interior de
uma nave em que seres alienígenas, por
intermédio dele, nos aconselharam a
terminar com guerras e destruição.
· No dia 24 de agosto, os jovens Hsing Sheng
e Bi Jiang, de Pequim, observaram, nas
montanhas Changping, uma branca e deslumbrante
luz por volta das 4:08 horas, que
sobrevoava as proximidades da grande
muralha. Hsing Sheng e Bi Jiang procuraram
aproximar-se o máximo possível do objeto
luminoso, subindo a montanha. Mais tarde,
ambos descreveram a observação como
sendo de um objeto parecido com um "T"
invertido, com três pontos luminosos em
sua estrutura, assemelhando-se a três
estrelas unidas por um núcleo escuro. Ao
redor desse centro escuro podia-se
perceber um anel de luz, sendo que o
centro parecia girar. O objeto encontrava-se
pairando vagarosamente no céu ainda escuro,
não apresentando qualquer som durante
sua passagem.
· No dia 25 de dezembro, diversas
testemunhas na Espanha, Portugal, França
e Inglaterra reportaram a observação de
grande número de objetos luminosos no
céu.
· No dia 27 de dezembro, um estranho objeto
aterrissou num bosque próximo da base
militar britânica de Bentwaters, no condado
de Suffolk. Diversas testemunhas relataram
como os militares fecharam o local
procurando comunicação com os ocupantes
do OVNI.
· Enquanto trafegavam perto de Huffman,
Texas, Betty Cash, Vickie e Colby Landrum
viram um objeto voador aproximar-se do
carro. O calor emitido pelo objeto era tão
intenso que não se podia tocar nas partes
internas do veículo. Aparentemente, as três
testemunhas foram expostas a forte
radiação, uma vez que Betty, além de
náusea e diarréia, sofreu perda de cabelos e
desenvolveu câncer mamário. Tanto Vickie
quanto Colby sofreram queimaduras e
tiveram seus sistemas oculares afetados.
Este fato ocorreu no dia 29 de dezembro.
1981 d.C.
· No dia 14 de maio, a missão soviética Soyuz
40, com os astronautas Viktor Petrovich
Savinyikh e Vladimir Vasilyeivich
Kovalyonok tiveram um encontro com um
OVNI enquanto realizavam uma órbita a
mais.
· No dia 31 de agosto, o escritor e jornalista
espanhol Eduardo Pons Prades, reconhecido
historiador, estabeleceu contato com os tripulantes
de um OVNI na região dos pirineus
franceses. O diálogo prolongou-se por várias
horas, dando origem, mais tarde, ao livro
chamado El Mensaje de Otros Mundos.
· Nesse ano foi lançado o livro Missing Time
sobre abduções, do artista plástico e atual
ufólogo de Nova York Sr. Budd Hopkings.
1982 d.C.
· No dia 8 de fevereiro, o comandante Gerson
Mareei de Brito, oficial do vôo Vasp 169,
pilotando um Boeing 727-200, no trajeto
Fortaleza-Rio de Janeiro, foi acompanhado
desde Petrolina até pousar por um objeto
luminoso e de origem desconhecida, o qual
realizou diversas evoluções no caminho.
Toda a tripulação e os passageiros
observaram o fenômeno.
· No dia 8 março, fez-se pública a sentença
definitiva do enfrenta-mento judicial entre o
grupo norte-americano CAUS (Cidadãos
Contra o Segredo dos OVNIs) e a Agência
Nacional de Segurança (NSA) para a
obtenção de documentos oficiais sobre
OVNIs. A CIA afirmava possuir 57
documentos, e a NSA, um total de 131. A
sentença do Supremo Tribunal informou que
a NSA não tinha por que fazer públicas as
informações secretas sobre OVNIs, negando
ao CAUS o acesso aos documentos.
· No dia 29 de novembro o Sr. João Valério da
Silva foi abduzido na cidade de Botucatu,
São Paulo, atingido por um raio de luz
branca. Dentro da nave, foi cercado por
vários alienígenas, incluindo uma mulher
nua; em seguida, desmaiou. Foi encontrado
pela família deitado sobre o piso de sua
casa, com marcas por todo o corpo,
inclusive com lesões no pênis. Seu relógio
estava parado.
1983 d.C.
· Em outubro, o investigador japonês Yasuo
Mizushima, enquanto observava a Lua com
seu telescópio Celestron, registrou a passagem
de cinco objetos na parte sudeste do
satélite, que apresentavam a forma de
grãos de arroz.
1984 d.C.
· No dia 17 de junho, o motorista Sr. Carlos
Cervantes encontrava-se na localidade de
Huaraz, norte do Peru, quando foi curado de
um sério corte no braço, já em estado
avançado de infecção, por um grupo de
extraterrestres, que apareceu do interior de
um estranho objeto luminoso.
· No dia 28 de dezembro, o norte-americano
Sr. Richard Saunder, residente em St.
Marys, na Geórgia, recebeu em sua
residência duas estranhas entidades. Na
conversa, ambas advertiam sobre sua
natureza extraterrestre, e que na
Universidade de Harvard estariam
realizando experiências genéticas que
colocariam em risco a humanidade no
futuro.
1985 d.C.
· No dia 28 de agosto, durante o primeiro
evento sobre os OVNIs realizado em Dalian,
na República Popular da China, foi declarada
a observação de mais de seiscentos
objetos nos últimos anos. O evento
congregou mais de quarenta cientistas de
diversas áreas.
· No dia 26 de dezembro, começaram as
experiências abdutivas do escritor de ficção
científica norte-americano Sr. Whitley
Strieber, enquanto este se encontrava
retirado numa cabana ao norte de Nova
York.
1986 d.C.
· No dia 27 de abril, faleceu o papa da
ufologia norte-americana Dr. Joseph Alien
Hynek.
· No dia 19 de maio, um grupo de objetos
voadores não-identificados afetou a ponte
aérea São Paulo-Rio de Janeiro. A força
aérea enviou dois aviões F-5 e dois Mirage
para enfrentar os inconvenientes objetos.
Num pronunciamento à imprensa, o então
Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Octavio
Moreira Lima, procurou abafar o evento
alegando tratar-se de fenômenos
atmosféricos.
· No dia 23 de junho, os bombeiros da
localidade de Capilla del Monte, próxima à
cidade de Córdoba, na Argentina, realizam o
resgate de quatro jovens perdidos há alguns
dias nas imediações de Cerro Uritorco. Os
jovens relataram que, durante dias, observaram
luzes no céu realizando incríveis
manobras.
1987 d.C.
· No dia ao 1º de maio, o trabalhador rural
panamenho Sr. Máximo Camargo enfrentou
o contato com um disco voador e seus
tripulantes. Os seres eram de forma
humana e passaram a informá-lo sobre seus
objetivos. Mais tarde, no dia 24 de junho, os
seres voltaram a manifestar-se, afirmando
que entre 1987 e 1994 o mundo enfrentaria
grandes problemas sociais e fome, devendo
nesse período garantir-se boa produção de
alimentos. Depois, viriam sete anos de
grande dor, sofrimento e desesperança para
toda a humanidade. Por outro lado,
afirmaram que, entre 1998 e 1999 haveria
um grande fenômeno em nosso sistema
solar, abalando a situação planetária. De
2000 em diante, haverá profundas
mudanças em nosso mundo.
· No dia 11 de novembro, o Sr. Ed Walter,
morador da região de Gulf Breeze, ao norte
da Flórida, nos Estados Unidos, observou
impressionado a descida de um OVNI nas
proximidades da região residencial em que
morava. Após diversas aparições desses
objetos na área, Ed acabou sendo contatado
e abduzido, realizando enorme número de
fotografias e filmes dessas experiências.
1988 d.C.
· No dia 2 de fevereiro, um objeto em forma
de bola de fogo cruzou a Península Ibérica
no final da tarde. Logo depois, um enorme
número de objetos, de formas e cores
variadas, foi observado em diversos lugares
da Espanha.
· No dia 15 de agosto, na região de Castilla,
Espanha, o jovem Julian Arribas e um grupo
de contatados pertencentes ao movimento
"Missão Ponta de Flecha" conseguiram
registrar, num único fotograma (1/24 de
segundo) em Super 8, uma estranha
formação luminosa em forma de sino que,
segundo depoimentos, corresponderia a
uma nave extraterrestre procedente de um
planeta chamado Aproxix, em Andrômeda.
· No dia 29 de novembro, faleceu o fundador
da NICAP, Sr. Donald E. Keyhoe.
· No dia 29 de dezembro a Nasa concluiu o
Protocolo de Pós-Detecção de Vida
Inteligente Extraterrestre, no qual estabeleceu
as diretrizes burocráticas a seguir no
caso de encontrar sinais de vida
extraterrestre inteligente no espaço.
1989 d.C.
· Durante a noite do dia 25 de março,
jornalistas de cinco países reunidos na
região de Chilca, ao sul de Lima, no Peru,
testemunharam a passagem de um objeto
voador não-identificado, convocados por
Sixto Paz Wells, co-fundador, com seu
irmão, da Missão Rama. O objeto foi filmado
pelas equipes de televisão do canal 23, com
a participação do jornalista José Gray, e do
canal 51, com a participação da jornalista
Letícia Callava, ambos de Miami, Estados
Unidos, além da participação do jornalista
Rolando Vera, do canal 2, de Buenos Aires,
Argentina.
· Em abril, a secretária inglesa Patrícia Mee
falou para a prestigiosa organização
BUFORA sobre suas experiências
conscientes e regulares de contatos e
viagens a outros planetas com seres
extraterrestres, que começaram desde os
seis anos de idade.
· No dia 29 de abril os jovens Gullermo Leon e
David Mora, de Sevilha, Espanha, iniciaram
as transmissões de uma série de informações
codificadas por uma pequena
emissora informatizada de um watt de
potência. Seu objetivo foi estabelecer
contato com extraterrestres. Após um mês
de tentativas, a impressora do equipamento
foi ativada sem nenhuma instrução prévia.
E o surpreendente foi que os caracteres
impressos não estavam dentro da programação
do equipamento e não
pertenciam aos que normalmente possui
essa configuração. Mais adiante, os
investigadores receberam também sinais
sonoros ainda não decifrados.
· No dia 7 de maio, um suposto OVNI colidiu
no deserto do Kalahari, na Bostwana, a 70
km da África do Sul. Teria sido registrado
pelo radar da fragata Cisne Branco, que se
encontrava ao sul da cidade do Cabo. Este
caso foi investigado pelo pesquisador inglês
Anthony Dodd, embora seja considerado
falso.
· Em 1º de julho, no decorrer do Mufon Ufo
Simposium, o ufólogo Sr. William Moore
confessou abertamente que desde 1982
esteve trabalhando para os serviços de
inteligência da Força Aérea, fornecendo
informações não somente sobre
investigadores e testemunhas, mas também
colaborando com o processo de contaminação
e desinformação dentro do meio.
· No dia 2 de setembro, no decorrer de uma
viagem dos irmãos Bongiovanni a Fátima,
em Portugal, ambos continuadores do trabalho
do contatado italiano Eugênio
Siragusa, e na oportunidade acompanhados
pelo casal Mourino, da localidade de Vigo, o
jovem Giorgio Bongiovanni vivenciou um
transe no qual apareceu para ele a Virgem
Maria, vindo de imediato a somatizar os
estigmas de Jesus em ambas as mãos. A
partir dessa experiência, os irmãos
Bongivanni deram ênfase escatológica e
milenarista ao seu movimento Fraternidade
Cósmica.
· Em 9 de outubro, foi informado pela agência
TASS que, no dia 27 de setembro, na
localidade de Voronezh, ex-União Soviética,
a 300 km de Moscou, um OVNI pousou e
dele emergiram duas criaturas gigantes de
cabeça pequena, aparentemente
acompanhadas por um robô, deixando no
local uma pedra.
· Em novembro, iniciou-se na Bélgica uma
enorme onda de observações de objetos de
forma triangular e luzes brancas em suas
pontas. Foram centenas as testemunhas.
1990 d.C.
· No dia 9 de janeiro, a missão norteamericana
STS-32 Colúmbia foi lançada ao
espaço, observando uma estranha luz azulesverdeada
aparecida no Cabo Canaveral. O
avistamento começou ao redor das 21
horas, segundo revelou a agência de
notícias France Press, porém a Nasa negou
qualquer confirmação.
· No dia 22 de junho, a jornalista francesa
Marie-Therese de Brosses, do jornal Paris-
Match, foi convidada a ir ao quartel-general
da Força Aérea da Bélgica pelo chefe da
Seção de Operações, Coronel De Brouwer,
responsável pelas investigações da
presença de OVNIs em território nacional. A
jornalista assistiu a uma filmagem da tela
de um radar, registrada na ocorrência do
dia 31 de março desse ano, em que um
objeto de forma triangular foi perseguido
por aviões F-16.
· Em setembro, foi publicado no jornal
soviético Rabochaya Strekalov uma
entrevista dos astronautas Gennadi
Manakov e Gennadi Strekalov, que
afirmaram, durante sua estada na estação
espacial Mir (1986), ter observado uma
gigantesca esfera prateada. Segundo
puderam apreciar, era maior que um barco
e projetou-se num céu totalmente aberto.
· No dia 14 de outubro, durante o II
Congresso Internacional de Ufologia do
Penedés, ocorrido na localidade de El
Vendrell, em Terragona, Espanha, o
contatado Sixto Paz Wells encerrou definitivamente
sua gestão e os grupos
desenvolvidos por ele na Missão Rama,
originada no Peru.
· Em outubro e durante o II Congresso
Internacional de Ufologia do Penedés,
ocorrido na localidade de El Vendrell, em
Terragona, Espanha, o vice-presidente da
reconhecida organização inglesa de
investigação BUFORA admitiu publicamente
ter sido abduzido na Flórida, Estados
Unidos, enquanto estava investigando o
caso da contatada norte-americana Kathryn
Howard.
1991 d.C.
· Nesse ano, iniciou-se uma enorme onda
ufologia ao longo de todo o território
mexicano, ocorrendo observações por todas
as cidades do país, de dia e de noite.
· No dia 11 de maio foram observados
estranhos objetos na localidade de Casimiro
de Abreu, ao norte do Rio de Janeiro.
· No dia 6 de agosto um enorme objeto
voador acompanhado por diversos de
menor tamanho foram observados por mais
de quinhentas testemunhas numa região da
Cordilheira dos Andes, na divisa entre Peru,
Chile e Bolívia. Um grupo de caminhoneiros
que saíram de La Paz, na Bolívia, em
direção a Arica, no Chile, observaram
perfeitamente os objetos, os quais também
foram avistados pelos moradores dos
povoados de Parinacota, Hucuyo e Visviri.
· Em setembro, dois velhos aposentados
ingleses, os Srs. Doug Bower e Dave
Chorley, assumia para o jornal londrino
Today a autoria de todos os famosos
círculos ou pictogramas encontrados na
Inglaterra. Esta afirmação provocou enorme
polêmica, pois de forma alguma poderia
encerrar em definitivo o caso. Primeiro,
porque os pictogramas nos campos de trigo
vinham aparecendo em quase toda a
Inglaterra e em outros países, até na
Austrália, e seria impossível aceitar que
ambos os velhinhos fossem os responsáveis.
Por outro lado, as marcas
surgiam de um dia para outro. Isto significa
que eram produzidos durante a noite, com
uma exatidão milimétrica, sendo desenhos
de algumas dezenas de metros na maioria
dos casos, e construídos à noite, no campo
e sem iluminação ou auxílio técnico.
· No dia 2 de setembro, exatamente dois
anos depois de sua primeira visão, Giorgio
Bongiovanni tornou a cair em transe,
surgindo os estigmas nos pés, dando a
partir dessa data maior força a sua
atividade reveladora do terceiro segredo de
Fátima e do fim de sua missão, a ocorrer em
1997.
1992 d.C.
· No dia 4 de outubro, um estranho objeto
voador foi filmado por um grupo de turistas
em Sydney, na Austrália.
1993 d.C.
· No dia 10 de março, por volta das 6 horas,
um estranho objeto de forma discoidal, com
um segmento desprendendo-se de sua
base, foi fotografado sobre Maslin Beach, na
Austrália.
· No dia 15 de agosto, o jovem turista Nikolai
Yegorov filma em vídeo, num balneário de
férias na Crimea, Ucrânia, um estranho
objeto voador de forma lenticular. O mesmo
objeto havia sido registrado em 1992, em
Sydney, na Austrália.
· No dia 26 de outubro, um grupo de
pescadores que se encontrava na região de
Norfolk, Inglaterra, filmou o mesmo objeto
registrado na Ucrânia e na Austrália.
1994 d.C.
·Em setembro, a onda ufológica no México
continuou registrando um objeto discoidal
na região de Presa del Bosque, em
Michoacan.
1995 d.C.
·Em agosto, foi apresentada pela primeira vez,
publicamente, em Sheffield, Inglaterra, a
autópsia de um extraterrestre associada ao
famoso caso Roswell. O filme foi
apresentado pelo inglês Ray Santilli, um
produtor cinematográfico de 39 anos.
Segundo Santilli, o filme lhe foi vendido por
um técnico militar reformado do exército
norte-americano que, na época, realizou a
gravação.
1996 d.C.
· Iniciou-se a onda ufológica mais importante
da história. Objetos voadores nãoidentificados
foram observados em todo o
planeta Terra, levando os meios de
comunicação e as instituições a discutir o
assunto como nunca.
· Em 20 de janeiro, foi localizado um suposto
extraterrestre na localidade de Varginha,
interior de Minas Gerais, inicialmente
encontrado por três jovens. Aparentemente,
teria sido removido pelas autoridades locais
e militares para investigação. Até o
momento não se conhece o seu possível
destino final, embora muito se tenha
especulado a respeito.
· No dia 5 de março, faleceu o General
Moacyr de Mendonça Uchoa, notável
pioneiro e pesquisador brasileiro, conhecido
pelos seus livros e experiências ocorridas
em Alexânia.
· Na madrugada do dia 21 de agosto, foi
observado por enorme grupo de
testemunhas, fotografado e filmado, um
objeto a baixa altitude, próximo à lagoa de
Paranoá, em Brasília, virando assunto de
primeira página dos principais jornais
brasileiros.
· No dia 29 de dezembro foi informado pela
imprensa que o eletricista inglês Joseph
Carpenter foi indenizado, por uma
companhia de seguros britânica, Goodfellow
Rebecca Ingrams Pearson Ltda., no valor de
US$ 1,7 milhões. O curioso é que o seguro
era contra "seqüestro por extraterrestres".
Segundo a companhia seguradora, o
eletricista apresentou provas irrefutáveis de
sua abdução: uma garra transparente presa
ao seu casaco, uma fotografia e um vídeo
filmado por quatro testemunhas.
Nota:
O número de casos e relatos existentes ao longo
da história é enorme e é impossível relacionar
todos neste trabalho. Pedimos desculpas por
isso, pois nos limitamos apenas aos mais
curiosos e interessantes como referência.
FIM....

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