segunda-feira, agosto 20, 2012

Uma Visão Abrangente Da Ufologia - PARTE 2


UMA VISÃO

ABRANGENTE

DA UFOLOGIA - PARTE 2


Major Jesse Marcel examinando os
fragmentos de um balão

De acordo com Marcel, os verdadeiros fragmentos eram leves e resistentes, pois não podiam ser
dobrados, quebrados ou destruídos pelo fogo. Algumas partes eram pequenas traves nas quais se podiam
ver símbolos indecifráveis.
O Museu UFO de Roswell (Roswell UFO Museum and Research Center) possui uma réplica desta
suposta peça (possivelmente, uma contrafação).

Réplica da suposta peça do UFO

3.3.2 – Houve uma Queda de UFO em Aztec?
Um memorando datado de 22 de março de 1950, enviado pelo agente Guy Hotel ao diretor do FBI,
J. Edgar Hoover, informava que três supostos discos voadores haviam sido recuperados no Novo México,
após uma queda na localidade de Aztec.
A notícia, aparentemente, veio das mesmas fontes163 que levaram o jornalista Frank Scully, da
revista Weekly Variety, a divulgar este fato em um livro que escreveu, Behind the Flying Saucers. Scully o
escreveu baseado nas informações que recebeu de dois indivíduos, Silas Mason Newton e Leo Arnould
Julius GeBauer (ou, supostamente, um tal Dr. Gee), que afirmavam ter boas relações com o governo.

Silas M. Newton Leo A. GeBauer

Simões, citando Scully, diz que
Scully nos diz que a história real dos discos voadores começou no dia 8 de março
de 1950, na cidade de Denver, Colorado. Nesse dia, 350 estudantes e professores da
Universidade de Denver, desistiram de almoçar para, durante esse tempo, ouvirem
uma conferência secreta. O conferencista desejava manter-se incógnito. Foi ele
introduzido por um certo George T. Koehler, pertencente à estação de rádio
KMYR, de Denver.
Antes de mais nada, o conferencista declarou que era necessário manter em
anonimato, não só o seu, como também outros nomes de cientistas envolvidos no
assunto. Igualmente não poderiam ser revelados certos detalhes, tais como datas e
lugares, por questões de segurança, impostas pelas autoridades. A conferência
durou cinqüenta minutos. Junto aos estudantes sentaram-se os professores da
Universidade, muitos deles com seus cadernos de notas na mão.
Principiou o conferencista por dizer existir o que se chama “disco voador” e a
Força Aérea, a despeito de suas declarações em contrário, não tinha, conforme
anunciara, abandonado o Projeto Saucer, criado para investigar o fenômeno. O que
163 O agente Hotel recebeu a notícia de um agente do OSI (órgão da Força Aérea) em Washington.

a Força Aérea havia feito, fora cancelar publicamente o Projeto Saucer, e criar uma
nova organização para funcionar secretamente, com outro nome.
(...)
Para benefício de seus ouvintes, o cientista informou que vinha trabalhando para o
governo americano desde 1942, juntamente com outros1700 cientistas, sempre sob
regime de segredo. Durante esse tempo haviam descoberto mais novidades a
respeito de magnetismo, do que todos os sábios do mundo nos últimos séculos.
Chegaram assim à conclusão de que tudo quanto existe deve a sua forma às linhas
de força magnética.
164
O palestrante disse ainda que teriam caído quatro disco-voadores sobre território americano, os
quais teriam sido recuperados, inclusive seus tripulantes.
Frank Scully, que já tinha ouvido falar da queda deUFOs por várias outras fontes, ficou
interessado no assunto. Instigado pela jornalista Dorothy Kilgallen,
165
resolveu escrever um livro a
respeito.
166
Scully, que conhecia Silas Newton desde 1944, começou a se envolver com as atividades dele
entre 1948 e 1949, ocasião em que recebeu mais detalhes acerca da queda do UFO, detalhes este que
Newton teria recebido de um amigo, George Koehler (o mesmo que apresentou o palestrante na
Universidade de Denver).
Por razões ainda desconhecidas, Scully passou a receber informações distorcidas e sem nexo de
Newton e GeBauer. Como ele não possuía formação científica, ele as reproduziu em seu livro.
167
Assim
que foi publicado, o livro sofreu severas críticas,sendo que Scully foi ridicularido e teve manchada a sua
reputação de jornalista.
Quanto a Newton e GeBauer, além de terem os seus títulos acadêmicos contestados, foram levados
aos tribunais, acusados de fraude e de outras infrações. Um jornalista da revista True, J. P. Cahn, após
uma pesquisa sobre eles, publicou uma reportagem sobre o assunto, na qual acusava os dois de serem
golpistas e fraudadores.
168
164
SIMÕES, 1959, pp. 170-185.
165
Dorothy Kilgallen morreu logo após de uma maneira inesperada. Seus papéis a respeito do caso Aztec e de outros incidentes
relativos aos UFOs desapareceram misteriosamente desua residência.
166
Sua iniciativa, assim que se tornou pública, parece ter provocado uma rápida reação governamental, que, como se sabe pelo
que aconteceu em Roswell, era sabidamente intimidatória e repressiva, inclusive com ameaças diretas àstestemunhas, quando
não a sua simples supressão.
167
É possível que, já nesta época (enquanto o livro era escrito), ambos tivessem sido cooptados pelos agentes do governo. Tal
conclusão se impõe quando se sabe que eles, posteriormente processados e condenados por fraude, tiveram a suas sentenças
suspensas. É possível que, ameaçados de passar longo tempo atrás das grades, tenham optado por colaborar com o governo,
montando uma encenação em cima de Scully, visando colocá-lo em descrédito.
168
Para o artigo de Cahn, ver: http://www.physics.smu.edu/pseudo/UFOs/Scully/Cahn1.pdf . Em seu livro, Ruppelt repete a
história de que Silas e o Dr. Gee tinham sido indiciados pelo promotor de Denver, que investigava os seus negócios. Esta
investigação teria ocorrido cerca de dois anos apósa publicação do livro de Scully.
124
Tudo isto levou o público e a imprensa a acreditar que tudo não teria passado de uma farsa
perpetrada por Scully, Newton e GeBauer, visando lucro nas vendas do livro.
Entretanto, posteriormente veio a público a história de Nicholas von Poppen e do Dr. George C.
Tyler. Poppen, fotógrafo especializado, teria sido contratado pelo cientista Eric Henry Wang (que
supostamente viria a substituir o cientista Vannevar Bush à frente do Projeto Majestic – veja-se o item
3.5), para fazer fotografias do disco acidentado emAztec.
169
Ele fez mais de 2000 fotos, das quais
guardou algumas para si.
Sobre o caso, ele fez comentários confidenciais a um amigo seu, o cientista Dr. George C. Tyler.
Este, infelizmente, não se conteve, e espalhou o que tinha ouvido de Poppen.
Ambos vieram a morrer em circunstâncias estranhas. Tyler foi encontrado inconsciente em sua
casa, que parecia revolvida, como se tivesse ocorrido uma luta desesperada dentro dela. Levado ao
hospital, morreu sem recobrar a consciência. Anos depois também Poppen morreu de um modo parecido.
Silas Newton era ou não um milionário do petróleo? A melhor resposta pode ser esta: a revista
TIME descobriu em 1930 que a sua jovem repórter de esportes (golfe), Nancy (Nan) O’Reilly,
170
era
casada em segredo com um milionário chamado Silas M. Newton (desconhecido, à época), o qual era
diretor-presidente da Indiana Southwestern Gas & Utilities Corp.
171
Newton era conhecido como um hábil golfista, seis vezes campeão do Estado da Virginia.
172
Devido ao casamento deles ser mantido em segredo, quando se encontravam em eventos esportivos,
fingiam não se conhecer.
173


169
Eric Wang possuía uma elevada autorização (Security Clearence) para o assunto UFO.
170
Ela começou sua carreira aos 14 anos, vindo em época posterior a se tornar a editora-chefe da página de golfe do jornal The
New York Evening Journal. Ela faleceu em 1937, com 41 anos de idade. Consultar:
http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F60B1EFF395E177A93C3A91788D85F438385F9. Newton veio a falecer em
1972 (ou 1974), aos 85 (ou 87) anos (as discrepâncias surgem das diversas fontes consultadas).
171
De acordo com Scully, Newton seria o presidente daNewton Oil. Resta saber se Newton (que perdeu a esposa em 1937)
ainda era rico na época do evento Aztec.
172
Moore minimiza o fato, dizendo que Newton era um campeão amador.
173
Ver: http://www.theufochronicles.com/2007/05/happy-days-for-saucer-pundit-silas.html.
125
Em um artigo publicado na WEB, The Aztec Incident Revisited, seus autores, Scott & Suzanne
Ramsey
174
afirmam que o Dr. Gee era uma terceira pessoa, e não Leo GeBauer. Afirmam também que os
cientistas citados na palestra realizada na Universidade de Denver eram pesquisadores envolvidos na
guerra anti-submarinos (deve-se lembrar que a 2ª. Guerra Mundial acabara recentemente), a qual seria a
Divisão 6, uma parte do R&DB – The Research and Development Board(antigo OSR&D – Office of
Scientific Research and Development, criado durante a guerra por Ordem Executiva do Presidente
Roosevelt).
Este Escritório tinha Vannevar Bush como diretor, oqual se reportava diretamente ao General
Marshall. A Divisão 6
175
tinha como diretor alguém que parece ter sido o palestrante (o famoso e
desconhecido Dr. Gee).
176
Mais recentemente, o pesquisador William Leonard Moore publicou um relatório supostamente
imparcial sobre o assunto,
177
no qual retomou as acusações contra Scully. Moore,que se baseou em parte
na reportagem de Cahn, constrói uma imagem fortemente negativa de Newton, acusando-o de ser um
contumaz trapaceiro, e que manipulava o seu companheiro, GeBauer.
178
Para Moore, quem era rico seria a
esposa de Newton, Nan O’Reilly, a quem ele acusa deser parceira de Newton em transações duvidosas.
Moore acusa também um escritor recente, William Steinman (que ele chama de “escritor
frustrado”) de abrir um “caso encerrado”, baseando-se (segundo Moore) em “boatos, alusões, invenções e
fantasias”.
179
Em sua sanha de desencorajar pesquisas a respeito do caso Aztec, Moore chegou a criticar tanto o
escritor Leonard Strinfield quanto uma sua testemunha, o Capitão da Força Aérea (G-2 Air – 82ª. Divisão
174
Ver: http://www.theufochronicles.com/2005/12/aztec-incident-revisited-part-one.html.
175
Um dos dispostivos inventados na Divisão 6 era chamado Magnetic Anomaly Device – MAD, que veio a ser extensamente
utilizado na pesquisa petrolífera. Era fabricado inicialmente pela Geophysical Service Inc., que viria a se transformar na todo-poderosa indústria do Hardware, a Texas Instruments. De acordo com Moore (ver nota seguinte), este equipamento teria sido
inventado por GeBauer.
176
Bush convidou uma equipe de cientistas para avaliar o UFO caído (eles se reuniram em Durango Airfield), sendo que quase
todos os cientistas que ele recrutou vieram a se tornar membros do MJ-12. Ver:
http://www.ufoevidence.org/Cases/CaseSubarticle.asp?ID=889.
177
Acidentes de Ufos e Resgates de Tripulantes. Publicado na Coleção Biblioteca UFO n
o
. 6. CBPDV, 1993. Outra abordagem
“imparcial” pode ser vista em: http://www.skepdic.com/aztec.html, com as indefectíveis acusações à dupla Silas & GeBauer e a
conseqüente negação do caso Aztec (ainda que Newtone GeBauer fossem fraudadores, isto não seria motivo para colocar todo
o caso Aztec sob suspeita).
178
De acordo com Moore, Scully teria defendido a integridade de Newton até o fim. Para Scully, Newton teria sido apanhado
em uma trama de “infelizes circunstâncias”. Mas umaoutra questão sempre esteve em causa em todo este episódio: qual era o
real statuscientífico de GeBauer, apontado como o Dr. Gee? (Moore admite que ele era engenheiro, mas sem acesso a
segredos do governo). Acompanhando Cahn, Moore envida todos os esforços para manchar a reputação dele e de Newton. A
este respeito, pode-se perguntar: qual foi a responsabilidade do jornalista J. P. Cahn em tudo isso? Qual era o interesse real de
Moore em continuar essa campanha de difamação contra os dois? Parece que Scully, infelizmente, veio a se transformar na
primeira vítima da “desinformação” que viria a surgir em relação ao assunto UFO.
179
Steinmann publicou em 1987 o livro UFO Crash at Aztec, juntamente com o pesquisador Wendelle C. Stevens.Ver:
http://www.ufoevidence.org/Cases/CaseSubarticle.asp?ID=889.
126
Aerotransportada) Virgil A. Postlethwait,
180
que informara Stringfield acerca do incidente.
181
Posteriormente, ele criticou também a pesquisadora Linda Moulton Howe, de Filadélfia, que pretendia
possuir provas irrefutáveis acerca da verdade do caso Aztec.
O mais curioso é que o próprio William Moore veio aser acusado de pertencer a uma “rede” de
desinformação do governo, encarregada de disseminarnotícias falsas sobre UFOs.
182
Um fato que,
naturalmente, depõe contra a sua visão do caso Aztec.
3.3.3 – O Acobertamento da Queda de um UFO em Kingman
Em maio de 1953 teria caído um UFO em Kingman, Arizona. Dezesseis especialistas de diversas
áreas foram reunidos na Base Aérea de Indian Springs, e levados de ônibus até Phoenix, no Arizona. Cada
um dos especialistas foi informado (por um Coronel)que deveriam investigar um desastre ocorrido com
um veículo super-secreto da Força Aérea, dentro de sua especialidade específica, e que estavam proibidos
de realizar qualquer contato entre si.
Em 1973, um ex-integrante da Força Aérea, Fritz A. Werner,
183
fez uma declaração juramentada a
Raymond E. Fowler, que foi publicada no Official UFO em abril de 1976, a respeito deste evento, do qual
ele teria participado. Segundo Werner, a equipe de peritos encontrou um objeto metálico ovalado, que
penetrara cerca de vinte polegadas na areia, aparentemente após um choque. Não aparentava, entretanto,
nenhum dano estrutural. Tinha cerca de 30 pés de diâmetro, 3,5 pés de altura e 1,5 de largura. Pareciater
um único ocupante, um ser de quatro pés de altura, que envergava uma roupa metálica. Este ser teria
morrido após o choque.
Após a inspeção, a equipe, ainda sem comunicar-se entre si, foi levada de volta ao ônibus, onde o
Coronel mandou-os levantar a mão direita e prestar um juramento de que jamais revelariam a ninguém o
que tinham visto. De acordo com Werner, ele jamais voltou a ver qualquer um dos outros peritos.
180
Para poder desacreditar o Capitão Postlethwait, Moore deliberadamente confunde-o com o Capitão VirgilArmstrong, ex-Boina Verde e ex-agente da CIA (mas não oficial da Força Aérea), um assíduo freqüentador de popularescos e duvidosos
programas de TV sobre ufologia.
181
Postlethwait mandara, do Campo Hale, o seguinte telegrama ao Quartel-General da G-2 (Inteligência do Exército) em
Washington, iinformando acerca da operação de recuperação do UFO):
"FLYING OBJECT OF UNKNOWN ORIGIN RECOVERED NEAR AZTEC, NEW MEXICO. CRAFT APPROXIMATELY
100 FEET DIAMETER, 30 FEET HEIGHT, ONE WINDOW PORT BLOWN, BODIES ON BOARD. ALL OCCUPANTS
DEAD, 4 FEET HEIGHT, OVERSIZED HEADS. CRAFT HAS METALLIC SKIN, THIN AS NEWPAPER, BUT TOO
TOUGH TO PENETRATE BY CCNVENTIONAL TOOLS. PRIVATE PROPERTY WAS PURCHASED FROM LOCALS
IN ORDER TO FACILITATE TRANSPORTING THE CRAFT TO BASE."
182
Em carta aberta publicada em 1988 Moore se defendedos rumores e das acusações levantadas contra ele (ver:
http://www.skepticfiles.org/ufo1/moorelet.htm). Suareputação, entretanto, jamais se recuperou.
183
Posteriormente identificado como sendo Arthur G. Stancil. Inicialmente, Stancil tinha receio de dar oseu verdadeiro nome.
Entretanto, verificou-se que todas as suas credenciais batiam com as informações que ele tinha prestado.
127
3.3.4 – O Acobertamento da Queda de um UFO em Kecksburg
Desde Roswell, circulam nos meios ufológicos histórias sobre várias outras quedas de UFOs.
Talvez uma das mais famosas seja a de uma queda de UFO que teria ocorrido em Keksburg.
Segundo testemunhas, uma “bola de fogo” atravessou os céus do Canadá, Ohio e Pennsylvania em
5 de dezembro de 1965. A rádio WHJB de Greensburg noticiou o evento às 18:30 h. A locutora, Frances
Kalp, noticiou que teria ocorrido uma queda em um floresta perto do Condado de Westmoreland.
O Departamento de Polícia Estadual foi imediatamente avisado, tendo enviado investigadores para
Kecksburg. Os policias informaram nada terem encontrado na floresta.
Um repórter da emissora, John Murphy, recebeu este comunicado official, mas ele se convenceu
de que havia um acobertamento do episódio, principalmente após a chegada de militares à localidade.

Mapa da região de Kecksburg

Logo se tornou de conhecimento de todos que alguns civis tinham chegado à região antes dos
militares. Eles foram entrevistados pelo jornalistaStan Gordon, e contaram uma história espantosa.
Segundo eles disseram, um objeto voador em forma dedisco havia caído na floresta. Entre outras coisas,
disseram que havia uma espécie de hieróglifos semelhantes aos egípcios, em volta do objeto. Não
puderam ver mais, porque foram rapidamente expulsospelos militares.
Nada foi oficialmente explicado a respeito do acontecido.

Jornal que noticiou queda em Kecksburg


3.3.5 – O Programa CARET. Os Drones
De acordo com um ex-membro do staff do General MacArthur (e posteriormente do General
Eisenhower), além de membro do Departamento de Tecnologia Exterior do Pentágono, o Coronel Philip
J. Corso, grande parte da moderna tecnologia surgida após a Segunda Guerra Mundial teria origem
alienígena. Existiria até um programa instituído nos anos 1980, o CARET – Comercial Applications
Research for Extraterrestrial Techology(que funcionava no Palo Alto CARET Laboratory – PACL).
184
Objetos voadores estranhos (conhecidos como drones) vistos na Califórnia (Saratoga/South Bay
Area) seriam máquinas fabricadas e testadas em Moffet Fielde no Centro de Pesquisas Ames, da NASA
(NASA Ames Research Center).
185
184
Para uma completa explanação sobre CARET, ver: http://www.dronehoax.com/drone_history/isaac_documentation.htm.
185
Ver: http://isaaccaret.fortunecity.com/. Ver também: http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/drones.htm. Também:
http://www.dronehoax.com/.
129

Um tipo de Drone

Drones são aeronaves não tripuladas – UAV
186
(VANT – Veículo Aéreo Não Tripulado) que
possuem complexos sistemas de robótica, programadosde modo a garantir uma elevada autonomia nas
mais diversas missões, sem intervenção humana.
187
Podem ter uso militar (quando são usados em missões
de espionagem, vigilância ou até mesmo como armas de ataque) ou civil (neste caso são usados para
monitoramento atmosférico, estudos de navegação aérea, observação de vulcões, de áreas de tragédia ou
mesmo para pesquisa de meio ambiente).
A GFS Projects, de Peterborough, uma pequena empresa britânica, anunciou ter projetado um tipo
de UAV, ou disco-voador robô, chamado Fenstar 50.


Fenstar 50


O Fenstar 50 utilizará um motor de combustão interna, e seu voo baseia-se no Efeito Coanda
186

Efeito Coanda

Os Drones
188
também são pesquisados no Brasil, onde deverão servir para vigiar as extensas
fronteiras marítimas e terrestres, conforme os mapas mostrados a seguir.
189


Fronteiras brasileiras marítimas e terrestres
190


3.4 – Vazamento de Informações na ex-União Soviética
O colapso da União Soviética em 1989 permitiu que alguns segredos se tornassem públicos.
Segundo foi noticiado pela imprensa internacional,
191
o exército russo teria filmado um

UFO acid

entado
que caiu na região de Yekatrinburg em março de 1969.

Queda de UFO na URSS

Queda de UFO na URSS

Relação de supostas quedas de UFOs ocorridas em todo o mundo, entre 1947 e 1978.

3.5 – MAJIC - O Governo Aperta o Cerco
Alguns ufólogos afirmam que o governo norte-americano teria sob o seu poder vários alienígenas
(denominados EBE - Entidades Biológicas Extraterrestres) alguns mortos e outros vivos, em um hangar
secreto da Base de Wright-Patterson. Tal seria o famoso Hangar 18, tema inclusive de filme, e ao qual o
senador Barry Goldwater, que foi candidato à presidência dos EUA, teve negado o acesso (por não possuir
o nível necessário de autorização – clearance), quando procurou inteirar-se do assunto. Goldwater
afirmou que “Há muito desisti de entrar no salão azul da Wright-Patterson, pois colecionei uma longa
série de negativas, vindas de um chefe após outro. Este negócio ficou tão secreto (...), que é impossível
conseguir qualquer informação sobre ele.”
Afirma-se também que o governo Truman criou um órgão secretíssimo, MAJI (Majestic Agency
for Joint Intelligence),
193
o qual teria a incumbência de estudar os seres humanóides capturados, analisar
suas naves, procurar contato com eles, e, entre outras providências, promover a máxima desinformação no
meio ufológico.

Suposto memorando de Truman
193

O estudo científico de tudo que se referisse aos alienígenas teria sido colocado, supostamente, sob
a chefia do Dr. Vannevar Bush, e posteriormente, paassado ao cientista austríaco Dr. Eric Henry Wang
(especialista em metalurgia, falecido em 1965), diretor do Departamento de Estudos Especiais de Wright-Patterson. Wang se reportaria diretamente ao seu chefe imediato, líder dos projetos secretos, o (à época)
Secretário de Estado dos EUA, Dr. Henry A. Kissinger.

Vannevar Bush

Henry Kissinger

O memorando enviado pelo Presidente Truman ao Secretário da Defesa, Forrestal, teria dado
autorização para a criação do chamado Grupo MAJIC-12, encarregado de tudo que se referisse aos discos
voadores e alienígenas.
A criação deste órgão secretíssimo foi parcialmente provada pelo depoimento do Dr. Robert
Sarbarcher. Sarbarcher, um professor conceituado, diretor de várias corporações e consultor graduado de
várias agências governamentais entre os anos 1940 e1950, afirma que teria sido criado nesta época um
projeto a um nível elevadíssimo de segredo, para tratar do problema com os UFOs.
Em 29 de novembro de 1983, o Dr. Sarbacher respondeu a uma consulta do ufólogo William
Steinman dando as seguintes declarações:
Em relação às minhas próprias experiências no que concerne à recuperação de
discos voadores, não tive qualquer associação com qualquer das pessoas envolvidas
na recuperação e não tenho conhecimento de datas emque foram feitas. Se
soubesse, lhe teria enviado tal informação.
Quanto à confirmação de as pessoas relacionadas pelo senhor estarem envolvidas
nestes eventos, tudo o que posso dizer é:
John von Neumann, com certeza esteve envolvido. O Dr, Vannevar Bush com
certeza esteve envolvido, e acho que o Dr. Robert Oppenheimer também. Meu
vínculo com o Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento sob a direção do Dr.
Compton durante a administração Eisenhower foi um tanto limitada; na verdade,
apesar de ter sido convidado a participar de diversos debates associados às
chamadas apreensões, não pude comparecer às reuniões. Na certa, eles teriam
convidado o Dr. Von Braun. É provável que tenham convidado os demais
135
relacionados pelo senhor, os quais podem ter comparecido ou não. Isto é tudo de
que tenho certeza (...)
A única coisa de que me recordo agora é que certos materiais que se dizia serem de
acidentes com discos voadores eram muito leves e resistentes. Estou certo de que
nossos laboratórios os analisaram muito cuidadosamente.
Segundo constava nos relatórios, os instrumentos ouas pessoas que operavam essas
máquinas também eram muito leves, o suficiente paraaguentar o impacto da
desaceleração e aceleração associadas à sua maquinaria. Conversando com algumas
pessoas da agência, lembro-me de ter tido a impressão de que esses “alienígenas”
eram construídos como alguns insetos que observamosna Terra, motivo pelo qual o
impacto da baixa massa das forças de inércia envolvidas na operação desses
instrumentos seria bem reduzido.
Ainda não sei por que foi dada uma alta ordem de classificação nem qual o motivo
da negação da existência desses artefatos.
194
Também o antigo chefe do Projeto Magnet do governo canadense, Wilbert (ou Wilbur) S. Smith,
fez, na década de 1950, declarações que jamais foram contestadas oficialmente: que os UFOs eram reais;
que nos Estados Unidos, este assunto era tratado com um sigilo superior ao do Projeto Manhattan; que
existia um pequeno grupo de altas patentes do governo cuidando do assunto. Esta última declaração foi
dada ao pesquisador C. W. Fitch, que a publicou na revista Saucer News, de dezembro de 1964. Neste
mesmo artigo, Fitch menciona o livro The Invisible Government, de David Wyse e Thomas B. Ross,
também publicado em 1964, onde o grupo citado por Smith é chamado Grupo 54/12. É patente, neste
caso, a semelhança com a denominação MJ-12!
O grupo que formou o MJ-12 teria sido constituído pelas seguintes pessoas:
195
Alm. Roscoe H. Hillenkoetter
Dr. Vannevar Bush
Sec. James V. Forrestal
Gen. Nathan F. Twining
Gen. Hoyt S. Vandenberg
Dr. Detlev Bronk
Dr. Jerome Hunsaker
Sr. Sidney W. Souers
Sr. Gordon Gray
Dr. Donald Menzel
Gen. Robert M. Montague
Dr. Lloyd V. Berkner
194
Conforme: STRIBER, 1987, pp. 215-216; THOMPSON, 2002, pp.139-140.
195
Richard Boylan, um autor de temas sobre ufologia, informou que o Dr. Steven Greer, Diretor do CSETI, afirmara que o
Grupo MJ-12 teria mudado sua designação para Grupo PI-40.
136
Com a morte do Secretário Forrestal em 22 de maio de 1949, a sua vaga foi ocupada pelo General
Walter B. Smith, a primeiro de agosto de 1950.
Atualmente, há uma grande controvérsia acerca da autenticidade dos documentos pretensamente
oficiais, liberados através da Lei de Liberdade de Informação, que teriam dado origem à Operação MAJIC
ou MAJESTIC.
Tudo teria começado quando o escritor e pesquisadorJaime Shandera recebeu um pacote pelo
correio, contendo um filme de 35 mm não revelado. Este filme continha um documento de nove páginas
com o carimbo ULTRA SECRETO/CONFIDENCIAL/MAJIC, comum documento preparado para o
Presidente Eisenhower pelo Almirante Roscoe H. Hillenkoetter, primeiro diretor da CIA. Este documento
definia a chamada OPERAÇÃO MAJESTIC-12, ultra-secreta, cuja finalidade era estudar o fenômeno
UFO em profundidade, e adequar uma política oficial(secreta) de como lidar com o fenômeno.
A publicação desses documentos causou verdadeiro furor tanto entre a classe dos ufólogos quanto
entre a dos “explicadores”, que através de seu representante máximo, Philip Klass, atacou imediatamente
a autenticidade do documento (ele teria encontrado erros de datação e de assinatura). Ao mesmo tempo
em que este ataque era perpetrado, surgia em meio àcomunidade ufológica a suspeita de que os
documentos (surgiram outros, em meio aos documentosdo Arquivo Nacional) teriam sido forjados e
plantados no Arquivo Nacional, como uma forma de ludibriar a boa-fé dos pesquisadores e levar ao
ridículo a sua reputação pública.
196
Estes documentos, de qualquer maneira, referem-se apenas a uma das três seções científicas do
grupo MAJI, o MJ-12, encarregado de estudar a natureza física dos alienígenas e seus objetivos, bem
como procurar armas adequadas para a defesa contra eles. De acordo com o escritor Whitley Strieber, o
grupo MAJI completo compreenderia de MJ-1 até MJ-12.
197
Entre eles, o MJ-3 seria o responsável pela operação de negação e ridicularização das testemunhas
e pesquisadores do fenômeno.
198
A posição MJ-3 será ocupada pelo Coordenador de Operações Civis, responsável
pela propaganda e pela manutenção da ignorância pública em face das extensivas e
óbvias atividades alienígenas, que incluem substanciais e publicamente visíveis
vôos de Objetos Voadores Não Identificados (UFOs) ede Naves Alienígenas
Identificadas (NAIs). Essas atividades aparentemente incluem também o rapto tanto
de civis como de militares, por razões desconhecidas. A missão principal do MJ-3 é
esconder o fato de que o governo não tem meios paraimpedir essas atividades e não
sabe o seu propósito. MJ-3 operará um programa de negação e ridicularização. O
ceticismo natural dos jornalistas será alimentado por meio de uma total, absoluta e
completa negação de toda e qualquer notícia de naveavistada, desaparecimento de
pessoas, naves pousadas, etc. Este programa será levado a cabo mesmo que seja
196
Uma explanação bem completa sobre todos os eventosMAJIC pode ser encontrada em THOMPSON, 1991, pp. 211-218.
197
STRIEBER, 1991, pp. 249-254.
198
Um projeto especial encarregado de originar desinformação para o público teria recebido o nome de Projeto DOVE.
137
óbvia a verdade de um determinado relato. É absolutamente essencial que
NENHUMA aparição alienígena, mesmo que seja óbvia, seja explicada como fato
“desconhecido.” Essa explicação pode levar a perguntas difíceis de responder e a
exigências dos jornalistas e virá a ameaçareste programa. Além disso. MJ-3
organizará uma campanha de ridicularização dos civis que fizerem os relatos. Se
forem persistentes, esses civis deverão ser metodicamente desacreditados. As
pessoas vinculadas a instituições científicas e universidades, que se mostrarem por
demais interessadas neste assunto, serão aconselhadas a se afastar. Se persistirem,
medidas rígidas serão tomadas, conforme for considerado apropriado. A atmosfera
de negação e ridicularização é sugerida como meio de reduzir o entendimento de
parte do público, e de afastar os cientistas não vinculados ao projeto MAJIC, para
que venham a ignorar tudo. MJ-3 também será responsável pela infiltração de
agentes junto aos grupos de estudos de “discos voadores”, que agora se formam em
toda parte, como resultado da recente atenção demonstrada pelo rádio e pelos
jornais. Todas as operações secretas serão coordenadas pelo MJ-3. [Todos os
itálicos são do texto original].
199
O MJ-12, especificamente, teria o seguinte encargo:
MJ-12 é o Coordenador de Atividades Científicas. Sob MJ-12 encontrar-se-ão duas
posições subsidiárias, a MJ-12(A) e MJ-12(B). MJ-12(A) será o coordenador de
atividades científicas relativas à defesa, com prioridade sobre o desenvolvimento de
armas/estratégias que proporcionarão aos Estados Unidos um meio de deter os
alienígenas, já que nada parecido existe no momentopresente. MJ-12(B) será o
coordenador de outras atividades científicas, com prioridade para a compreensão da
natureza física dos alienígenas e seus motivos/objetivos.
200
Após a criação deste grupo, a Força Aérea, para todos os efeitos, tornou-se apenas uma fachada,
com o objetivo de desviar a atenção de quem realmente se ocupava do fenômeno UFO (todas as
informações concernentes à segurança aérea eram centralizadas no ATIC – Air Technical Intelligence
Center, ou Centro de Inteligência Técnica Aérea, sediado na base aérea de Wright Patterson, em Dayton,
Ohio). Foi da ATIC que surgiu o relatório inicial, enviado ao General Hoyt S. Vandenberg, que concluía
que os UFOs eram naves interplanetárias.
Na atualidade, alega-se que o governo norte-americano estaria mantendo instalações ultra-secretas
para estudo dos UFOs em uma região de aproximadamente 260 quilômetros quadrados e
aproximadamente 100 quilômetros ao norte de Las Vegas, no estado de Nevada. Esta localidade seria
199
STRIEBER, obra citada, pp. 250-251. Como esta obrafoi publicada em forma de ficção, Strieber poderiase esquivar de ter
que provar a consistência e verdade dessa suposta revelação sobre o grupo MAJIC.
200
STRIEBER, idem, p. 254. É interessante considerar que, se não existe um órgão oficial como o MJ-12, parece existir um
outro, real, que age exatamente como ele é descrito.
138
conhecida por vários nomes, como Área 51, Groom Lake, Watertown, ou então, Dreamland (existiria
também a área S-4).

Mapa da região da Área 51


São absolutamente proibidos qualque tipo de voo nãoautorizado sobre esta região, e qualquer
piloto que a sobrevoar sem autorização corre o risco de sofrer Corte Marcial.
O seu acesso por terra é totalmente controlado por dispositivos eletrônicos, além de ser
constantemente percorrida por viaturas de vigilância. Civis que entrarem nesta região estão sujeitos à
prisão e pagamento de multa, além de correrem riscode vida, porque é permitido o uso de força maior
(atire antes e pergunte depois!). Extensas regiões territoriais foram acrescentadas à área original, para
impedir que cumes de montanhas fossem usados como pontos de observação.
201
201
A progressiva transformação de um Estado democrático (os EUA) em uma sub-reptícia potência ditatorialnão tem passado
desapercebida. Já no governo Reagan foram emitidas diretivas (Ordens Executivas) que previam um controle estatal caso fosse
promulgada uma lei marcial. Os planos militares específicos eram conhecidos como REX 84. Nada de novo,entretanto.
Roosevelt foi dos Presidentes mais intervencionistas (com leis quase sempre inconstitucionais) da história americana (tudo
bem, ele mudou para melhor a organização da sociedade norte-americana). O Presidente Lyndon Johnson assinou um
memorando que reverteu um outro, assinado por John Kennedy, o qual daria fim à guerra no Vietnã. Recentemente, o ataque às
Torres Gêmeas deu ao presidente Bush (filho) a desculpa para fazer passar leis restritivas às liberdades civis. O atual Presidente
americano, Obama, está sendo acusado de tentar promulgar leis extremamente intervencionistas em seu(?)país.
139
Sucessivamente, todos os presidentes dos EUA tem mantido e renovado as regalias atribuídas a
esta região, que entretanto, por espantoso que pareça, não é reconhecida como uma “área oficial”.
202

Foto terrestre da Área 51

Foto terrestre da Área 51

Mapa das instalações na Área 51

Foto de satélite da Área 51

Foto de Groom Lake

Ao norte do Novo México situa-se a pequena cidade de Dulce, localidade onde costumam ocorrer
mutilações de gado e onde se alega existir uma basecom vários níveis de instalações subterrâneas. Nesta
base estariam trabalhando alienígenas em conjunto com os terrestres.
203
Aguns pesquisadores chegam a
alegar que o governo norte-americano teria feito umacordo com os alienígenas, em troca de tecnologia,e
que estes teriam recebido permissão para se instalarem nesta localidade, em subterrâneos profundos.
De acordo com o pesquisador William F. Hamilton III, no nível 4 (em Dulce) seriam realizados
atividades do tipo que somente a parapsicologia poderia enquadrar (é possível que seja dali que surjamos
modernos “zumbis”, ou MIBs). No nível 6 seriam realizadas terríveis experiências envolvendo o DNA e
conhecimentos genéticos extremamente complexos e perigosos (esta poderia ser uma razão para a
mutilação feita em animais, se estas já não acontecessem desde o século passado).
204

Supostas bases subterrâneas em território americanoe os túneis que as interligam

Militares envolvidos na escavação de túneis secretos?

Túneis secretos?


Afirma-se, igualmente, que alguns projetos secretos(SIGMA, SNOWBIRD, AQUARIUS,
JOSHUA, etc) estariam em desenvolvimento, em váriasagências mais ou menos secretas (NACA, NRO,
NSA, DIA, CIA, etc), sempre com o objetivo de estudar tudo o que se refira aos alienígenas. O sigilo,
145
como sempre, é completo, e sempre secundado por umaintensa e bem orquestrada campanha de
desinformação sistemática, onde as histórias mais incríveis são lançadas para confundir, desacreditar e
perturbar as pesquisas sérias sobre UFOs.
Parte da campanha de desinformação é afirmar, periodicamente, que o governo se prepara para
liberar documentos e dizer a verdade sobre os UFOs.J. Lorenzen, o falecido diretor da APRO, mencionou
certa vez que foi iludido por contatos que possuía dentro do governo. Ele recebeu de três fontes diferentes
a informação de que algo assim aconteceria em alguns meses. Nada disso, evidentemente, aconteceu no
prazo estipulado. Isto não impede que outros pesquisadores continuem afirmando, estimulados por
contatos “seguros” de dentro do governo, de que é iminente uma revelação “sensacional.”
205
Por outro
lado, supostos contatados continuam afirmando que “em breve” os ufonautas irão se revelar. Além de
nada disso acontecer, o sigilo continua.
Mesmo a Lei de Liberdade de Informação (FOIA – Freedom of Information Act) nos EUA não foi
suficiente para fazer liberar a extensa documentação existente, e qualquer documento, antes de ser
liberado através desta Lei, sofre uma censura prévia que elimina todas as partes que pretensamente
possam por em perigo a Segurança Nacional.
206
A cada dia, documentos falsos e apócrifos são apresentados como autênticos, e documentos
autênticos perdem a credibilidade quando apresentados em meio aos comprovadamente falsos.
207
Histórias acerca de complôs unindo alienígenas e o governo americano são constantemente mencionados
em congressos ufológicos internacionais, que se tornaram palco para a megalomania ou paranóia de
alguns
208
(os congressos não são freqüentados unicamente porsimpatizantes da temática UFO. Agentes
governamentais vêem neles o local perfeito para saber o que acontece dentro da ufologia, bem como
descobrir e fichar quem se interessa pelo assunto, pesquisadores e público).
205
O final da década de 1990 foi infestado por notícias de iminentes “desembarques” e de catástrofes a acontecerem,
simultaneamene.
206
Uma determinada organização norte-americana de pesquisa ufológica (CAUS) descobriu que podia conseguir documentos
oficiais com um mínimo de censura. Bastava solicitar, periodicamente, os mesmos documentos; cada vez que estes eram
liberados, o censor (nem sempre o mesmo, e com critérios diferentes de censura) eliminava partes diferentes dos mesmos.
Depois, era só juntar as partes não censuradas.
207
Diversos ufólogos norte-americanos vêm se acusandomutuamente de pertencerem aos órgãos de inteligência
governamentais e de fazerem parte dos planos de acobertamento e despistamento. Alguns são acusados de disseminarem
informação falsa. Entre os mais notórios, estariam:John Lear; William (Bill) Moore; William F. Hamilton III; Milton Cooper,
Bill English, Bob Lazar. É claro, não se pode afirmar que tudo que falaram ou escreveram deve ser, ipso facto, descartado.
208
“O mundo da ufologia é tão atormentado por inveja e fofocas quanto qualquer disciplina acadêmica já sonhou ser. Tem suas
manias e modas, suas áreas quentes e águas paradas.Os pesquisadores de OVNIS, como mestres de poesia romântica inglesa
ou bioquímica, têm de encontrar os tópicos certos se quiserem se dar bem no circuito de seminários e no mundo editorial”.
(PATTON, 2000, p. 211).
146
3.6 – Surge o “Aviário”
Nos anos 1970 uma quantidade inexplicável de agentes com altas Security Clearances
209
invadiu
as redes de televisão falando, disfarçados, sobre os UFOs e sobre supostas relações existentes entre o
governo e os ETs.
210
Devido ao fato de se disfarçarem atribuindo-se nomes de aves, todos estes agentes
vieram a ser conhecidos no meio ufológico como O Aviário. Os pesquisadores ufológicos acreditam que a
maior parte do que eles disseram era pura desinformação.
211
De acordo com o escritor e pesquisador de UFOS Richard J. Boylan seriam estes os principais
integrantes desta fauna:
• Blue Jay(Gaio Azul): Dr. Christopher "Kit" Green, MD, Ph.D; Chefe do Departamento de
Ciências Biomédias da General Motors, antigo chefe dos arquivos de UFO da CIA, na "Weird
Desk."
212
• Pelican(Pelicano): Ron Pandolfi, CIA Diretor Delegado para a Divisão de Ciência e Tecnologia e
atual custodiador dos arquivos sobre UFO no "Weird Desk".
• Penguin(Pinguim): John Alexander, Ph.D. em Death Sciences; Tenente-Coronel da Inteligência
do Exército, especialista em Remote Viewing e Psychic Warfare, psicotrônica e projetos militares
de controle da mente.
• Chickadee(Tico-tico): Comandante C.B. Scott Jones, Ph.D., USN (Reformado), ex-oficial do
Escritório da Inteligência Naval. Ligado a projetosdo DNA, DIA e DARPA.
213
Interesse em
paranormalidade.
• Condor(Condor): Capitão Bob Collins, USAF (Reformado); Agente Especial do Escritório de
Investigações Especiais da Força Aérea.
• Falcon(Falcão): Sargento Richard "Dick" Doty, USAF (Reformado); Agente Especial do
Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea.
209
Autorizações de Segurança, cujo nível, dizia-se, era até mais elevado do quea Security Clearancepresidencial.
210
Em setembro de 1988 foi publicada (pela editora Arturus Book Service, da Geórgia) a obra chamada Matrix(ou Informe
Matrix), um alentado volume de 361 páginas. De acordo comeste documento, o governo norte-americano teria feito um acordo
com os alienígenas em troca de tecnologia, e permitiram que eles estabelecessem bases subterrâneas e fizessem experimentos
com humanos. O autor, que se escondia sob o pseudônimo Vladamar Valerian, era na verdade o capitão John Grace, do Serviço
de Inteligência da Força Aérea, conhecido atualmente como um divulgador de desinformação.
211
Parece haver uma tendência à paranormalidade e a aspectos “teológicos” no conteúdo das diversas informações prestadas
por alguns de tais agentes.
212
“Escritório Fantástico” (literalmente, “Escrivaninha Fantástica”).
213
DNA: Defence Nuclear Agency(Agência de Defesa Nuclear); DIA: Defence Intelligence Agency(Agência de Inteligência
da Defesa); DARPA: Defence Advanced Research Projects Agency(Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada).
147
3.7 – As Teorias da Conspiração
Ao optar pelo sigilo absoluto, o governo norte-americano agravou o clima de conspiração e de
paranóia existente sobre o assunto. Mas, o mais surpreendente é que, além dos órgãos secretos envolvidos
no fenômeno UFO, o mistério assume proporções inconcebíveis quando se alega o envolvimento de
sociedades secretas mundiais, sociedades estas existentes há séculos e que encobririam segredos e ações
políticas que, no passado, determinaram o nosso presente, e que hoje, determinariam o nosso futuro.
214

Quando se observa que nem presidentes conseguem acesso às informações altamente classificadas
(secretas), e nem conseguem abrir, com toda a sua autoridade, as portas de agências que em princípio
deveriam prestar-lhes obediência, isto leva à conclusão de que realmente pode existir um vasto
acobertamento, uma conspiração tão gigantesca que chega a dar calafrios.
Surgem a cada dia evidências cada vez mais fortes das relações existentes entre fatos
aparentemente díspares, tais como:
• As profecias da Senhora de Fátima (em especial a terceira profecia) e o aparente envolvimento
de UFOs quando tal fato se deu;
• as profecias de Nostradamus; o Vaticano e o papado (que inclui a morte misteriosa do papa
João Paulo I e o aparecimento de UFOs sobre Roma, nos dias de sua morte);
• a influência notória de sociedades secretas (Maçonaria, Cavaleiros Templários, Priorado do
Sião, Illuminatti, Golden Dawn, Ordem de Nossa Senhora dos Mistérios, etc) na direção dos
acontecimentos mundiais, visando a um governo mundial (e cujas tentativas de unificação
européia são apenas um capítulo);
• o ressurgimento do nazismo dentro dos EUA.
Para o pesquisador americano Jim Keith, O Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign
Relations), a Comissão Trilateral e o Grupo Bilderberg estariam por trás de toda as conspirações.
Não se pode mais ignorar que os principais líderes dos EUA pertencem a organizações secretas
das quais eles sequer tentam negar sua ligação. Isto se evidencia pelos gestos característicos de sua
filiação, mostrados em público.

É claro, a chamada “Teoria da Conspiração” pode se revelar apenas um tipo de paranóia, e já
existem muitas afirmações bombásticas no meio ufológico que assim podem ser classificadas. Juntando-se a contínua desinformação à “verborragia” de alguns “ufólogos”, tudo isto torna extremamente difícil
para o pesquisador sério encontrar um veio de racionalidade em meio à ganga impura.
Para alguns pesquisadores “conspiracionistas”, a agência norte-americana NSA (National Security
Agency) teria sido criada não (apenas) para decifrar os códigos dos países inimigos, mas também para
tentar decifrar possíveis idiomas alienígenas. Entrando em uma vertente própria da “Conspiração”, a NSA
ajudou a criar uma rede mundial de escuta (Echelon), um sistema fantástico que pode literalmente escutar
TUDO. Todas as comunicações são suportadas por uma rede de satélites militares interligados por bases
situadas no mundo todo.

Bases para recepção de satélites

O emaranhado de temas contraditórios dentro da ufologia contribui para separar os pesquisadores
em várias correntes ou tendências, até opostas entre si. Em uma ponta, a corrente mais abrangente, mas
também mais prosaica, aceita pura e simplesmente a explicação extra-terrestre. Outras correntes (místicas,
científicas, etc) oferecem explicações mais ou menos abrangentes, até chegar às correntes mais avançadas
(das quais Jacques Vallée
215
talvez seja o melhor representante), que vai muitoalém de explicações
simplistas, buscando envolver também parâmetros histórico-mitológicos, psicológicos e parapsicológicos,
considerações religiosas e conceitos científicos extremamente complexos e avançados, quando não uma
verdadeira manipulação realizada a nível mundial.
Vallée chega a afirmar que “eu acredito que exista um real problema UFO. E tenho começado a
acreditar que ele está sendo manipulado para fins políticos. E os dados sugerem que os manipuladores
podem ser seres humanos com um plano de controle social.”
216

Jacques Vallée


Os grupos internacionais que mais se destacam na pesquisa de UFOs sofrem um constante assédio
por parte dos órgãos de inteligência governamentais, e muitos acabam desaparecendo (entre os mais
importantes, APRO e NICAP), quando não cooptados. Eos pesquisadores mais competentes continuam
morrendo ou desaparecendo misteriosamente.
3.8 – A Decepção
217
Apolo: Uma Verdade?
O próprio Projeto Apolo de conquista da Lua, uma operação aparentemente cristalina e sem
subterfúgios, mereceu de alguns pesquisadores dúvidas sobre a sua credibilidade, mais especificamente
sobre se todosos vôos foram reais. De acordo com estes pesquisadores, a NASA forjou algumas viagens à
215
Vallée é um dos membros do NDIS – National Institute for Discovery Science, onde trabalhariam eminentes cientistas (John
Alexander, Ph.D.; Warren Burggren, Ph.D.; Douglas P. Ferraro, Ph.D.; Albert A. Harrison, Ph.D.; Edgar Mitchell, Ph.D.;
Melvin Morse, M.D.; Martin Piltch, Ph.D.; Harold E.Puthoff, Ph.D., Presidente do Conselho; Theodore Rockwell, D.Sc.; John
F. Schuessler, M.S.; Jessica Utts, Ph.D.; Jacques Vallee, Ph.D.; Jim Whinnery, M.D., Ph.D.; além de: Robert T. Bigelow,
Presidente e fundador; Colm A. Kelleher, Ph.D.; Administrador (Molecular Biology & Biochemistry); Bruce Cornet, Ph.D.,
Vice-Presidente (Geologia, Botânica e História Natural).
216
Jacques Vallée, que em 1965 era mais cientificista(“The problem of UFOs boils down to two major issues:First the theory
of time and gravitation; then the question of the nature of human intelligence.”), já em 1969 passou a acreditar que os UFOs
seriam uma manifestação de um tipo de “sistema de controle”
217
Do Inglês deception, cuja melhor tradução seria: enganação.
150
Lua, entre 1969 e 1972, porque ela não podia voltarlá (devido à presença ostensiva dos UFOs), mas não
tinha uma desculpa plausível para não fazê-lo (o último vôo “oficial” à Lua teria ocorrido com a Apolo
XVII, em dezembro de 1972).
De acordo com David Percy, um premiado produtor de filmes de TV, algumas fotos liberadas pela
NASA provam isto. Em um artigo para a revista inglesa Fortean Times, ele apresenta várias fotos,
analisa-as e dá provas para a sua afirmação. Nas duas fotos da página seguinte, entre as apresentadas por
ele, são visíveis os desvios das sombras dos raios luminosos, desvios estes sem explicação, exceto se se
admite uma iluminação artificial.

Astronautas na Lua
(Foto oficial da NASA)

Foto do Módulo Lunar
(Foto oficial da NASA, sobrescrita por D. Percy)

Outras críticas surgiram, como a ausência de estrelas no céu lunar, e a falta de detritos sob o
Módulo Lunar, que deveriam ter sido criados pelo jato de saída do motor.
218
Nestas fotos oficiais da NASA da Apolo XI e Apolo XII (forjadas?), por exemplo, não é possível
ver nenhuma estrela.
218
As principais acusações de falsidade

Foto oficial da NASA – Apolo XI

Foto oficial da NASA – Apolo XII

Comparem-se estas fotos com a foto a seguir, uma foto oficial (real) da cratera Copernicus. Nesta,
podem ser vistas estrelas no horizonte escuro.

Cratera Copernicus

Na foto a seguir, com bastante marcas de botas para “mostrar” uma “presença”, também não se
poder ver nada no horizonte, cujo céu está bastantenegro. De todo modo, é uma paisagem facilmente
reproduzível em “estúdio” aqui na Terra.
Mas será que os voos lunares foram uma fraude completa?

Foto oficial da NASA

O problema é que a viagem à Lua deu um trabalho extra aos encarregados de acobertar o
fenômeno UFO. Além das conversas gravadas, fotos foram tiradas e filmes foram feitos.
219
E ao revelar
os filmes a NASA descobriu imagens perturbadoras, tais como auroras inexplicáveis, estruturas
transparentes e simétricas, estruturas em formato de domo, objetos estranhos à volta e suspensos no
espaço, além de inexplicáveis rastros que denunciavam uma anterior ocupação do terreno em que
estavam.
As missões Apolo XI e Apolo XII foram especialmente problemáticas. As comunicações da Apolo
XI com o Centro de Controle chegaram a sofrer um atraso (delay) provocado artificialmente, para que se
pudesse fazer a censura prévia do que eles falavam.E os astronautas da Apolo XII foram obrigados a
deixar na superfície lunar um filme completo. Por que?
Das fotos que foram liberadas, muitas tiveram queser retocadas, para ocultar alguns objetos e
estruturas que surgiam nas imagens. Mesmo assim, muitas fotos acabaram sendo liberadas,
220
mostrando
objetos estranhos na Lua.
219
Além de que dificilmente houve um astronauta que não tenha relatado avistamentos.
220
Algumas delas foram realmente escamoteadas para fora da NASA, por alguns funcionários.

Avistamentos na Lua (NASA)

Foto da Lua tirada a partir da Apollo XVI
221

Então, o que parece ser provável, e até possível, é que algumas fotos realmenteforam feitas em
estúdio, na Terra. Tais fotos teriam sido feitas para substituir aquelas que, efetivamente tiradas na
superfície lunar, não poderiam ser divulgadas.
222
221
Foto 58351main_apollo16_1.
222
Esta, é claro, é uma opinião pessoal do autor, queacredita que esta seja a única explicação possível.

Negar, como foi feito, que o Homem tenha ido à Lua, é uma afirmação tola e inconsequente. A
União Soviética, rival dos Estados Unidos nesta corrida espacial, fatalmente denunciaria qualquer farsa
neste sentido.
Há outras provas palpáveis, além das rochas e pedras (cerca de 480 kg, nas várias missões)
trazidas da Lua. Por exemplo, entre os equipamentoslá deixados, há:
• Um espelho cuidadosamente posicionado, colocado em sua superfície com o objetivo de
refletir raios laser emitidos da Terra (que permitem aferir a distância exata entre a Terra e a
Lua).
• Sismógrafo detector de lunamotos (abalos sísmicos lunares).
• Medidores de radiação e de temperatura.
• Detector de gases atmosféricos (apesar da tenuidadeda atmosfera lunar, gases podem ser
detectados).
• Medidores de “vento solar” (fluxo de partículas elétricas que fluem a partir do Sol).
Afirma-se que os computadores da época não teriam capacidade para realizar os cálculos
necessários para esta complexa tarefa. Aqui, dois fatos merecem ser mencionados. 1) A CIA e a NSA (e
não NASA) já tinham, na década de 1950, computadores cuja capacidade de processamento e de memória
só veio a se tornar disponível para o usuário comumna década de 1990
223
; 2) uma coisa é processar dados
numéricos brutos, e outra, gastar tempo de processamento e memória em computação e apresentação
gráfica. Basta um exemplo: um processador de palavras do tipo WORD pode ser realizado tanto no DOS
quanto nas várias versões do Windows; o que muda é a velocidade de processamento. À medida que os
micro-processadores evoluíram, os programas se tornaram mais “pesados”, para acompanhar esta
disponibilidade.
Em um texto anterior à era Apolo, Baget dizia:
Em vez de levar uma porção de cartas ou mapas, a cápsula Apolo terá um arquivo
de microfilmes com numerosos e adequados pontos de referências na Terra e na
Lua. O navegador poderá vê-los quando quiser, no posto de navegação. Pode,
então, anotar a posição (latitude e longitude) do ponto de referência escolhido e
introduzi-la no computador através da chave de perfuração própria para instruir
[programar] o computador.
224
A memória do computador armazena todas as
constantes necessárias para a computação da posiçãoda Terra e da Lua durante o
tempo que durar a missão. Também na memória do computador está fixada a
posição de numerosos e importantes corpos celestes.Assim, o computador não
apenas está apto a fazer os cálculos necessários para a navegação, como também
carrega todas as informações básicas para realização das computações. Está,
223
Não implica, é claro, que a NASA possuísse tais computadores, que de todo modo eram bastante volumosos. Não existia,
também, calculadoras portáteis, o que obrigava que os cientistas e engenheiros usassem réguas de cálculo.
224
A entrada de dados ao computador utilizava cartõesperfurados (nota de LGA).

Mapa da Lua


225
FAGET, 1965, p. 89. Veja-se também: NASA, 1965, Saturn V Flight Manual (MSFC-Man-503).
226
A verdade é o que lançamento do Sputinik russo em 1957 pegou os EUA de surpresa, e trouxe o receio deque o país
estivesse sendo superado tecnologicamente. Isto levou a um esforço de superação da União Soviética, esforço este que se
concretizou, inicialmente, por uma elevação maciça dos investimentos em educação geral e científica (com a troca dos modelos
educacionais por outros mais eficientes) e posteriormente, na promessa, feita por Kennedy, de que o país chegaria à Lua ainda
na década de 1960. Ver: http://www.comciencia.br/reportagens/guerra/guerra07.htm.

Lado oculto da Lua – Apolo XVI

3.9 – UFOs no Reino de OZ
As histórias sobre UFOs, por si só extremamente insólitas, emaranham-se em uma extensa teia de
contradições, revelações sensacionalistas, maquinações e inacreditáveis contatos, tornando o assunto UFO
uma mistura fantástica onde entram ingredientes dosIrmãos Grimm, de Lewis Carrol e Isaac Asimov,
temperando um roteiro dirigido por Steven Spielberg.
Parece não haver limite para as coisas que podem surgir a respeito de temas forteanos.
227
No final
do anos 1990 falou-se muito de alguém chamado John Tithor (ou Titor), um suposto viajante do tempo
proveniente do ano 2036, que começara a fazer postagens em fórums públicos e salas de Chat na Internet,
227
Referência ao escritor Charles Fort, que distinguiu-se na pesquisa de temas fantásticos.
158
falando sobre sua condição. Ele dizia que a sua máquina do tempo era um modelo GE C204, que
permitiria saltos de 50 a 60 anos.
Tudo, é claro, não passaria da excentricidade de ummaluco, não fossem os desenhos, descrições e
explicações técnicas ajuntadas, que faziam um certosentido. Além do mais, conforme afirmou, ele teria
ido até o ano de 1975 para recuperar uma máquina IBM 5100, que seria necessária para recuperar
“antigos” programas da IBM. O problema é que, quando o único modelo que restava em um museu de
máquinas IBM foi procurado, após esta notícia, não foi encontrado. Tithor, que jamais apareceu
pessoalmente, fez algumas previsões (que não se realizaram) e depois desapareceu de vez.
A seguir, fotos de equipamentos e desenhos técnicosda máquina para a viagem no tempo,
apresentados por Tithor.

Esquema técnico


Esquema técnico

Módulo principal

Interligação de módulos

A máquina, instalada em um automóvel

O equipamento IBM 5100


CAPÍTULO IV
POSSÍVEIS EXPLICAÇÕES
“Uma ciência superior à nossa deve, necessariamente,
aparecer aos nossos olhos como magia.”
Arthur Clarke
“Não há nada maravilhoso demais
que não possa ser verdadeiro.”
Michael Faraday
“A explicação de um fenômeno deve assumir apenas as
premissas estritamente necessárias à sua explicação.”
228
William Ockham
4.1 – O Método Científico
Se considerada como Ciência ou Para-Ciência, ainda assim a Ufologia permite o uso do Método
Científico, e pode ser, assim, considerada uma disciplina válida de estudos.
Acerca da Ufologia pode-se dizer que:
• tem por objeto o estudo de fenômenos aéreos inexplicáveis pela ciência ortodoxa;
• tem uma metodologia própria (coleta e classificaçãode dados: basicamente, informações
oriundas de observadores do fenômeno);
• possui uma finalidade ou objetivo, que é entender eexplicar estes objetos e fenômenos,
pela sistematização dos dados coletados.
*
A Ufologia surgiu da necessidade de estudar, identificar e explicar os avistamentos contínuos
feitos por testemunhas de todo tipo, por séculos a fio, de objetos voadores não identificados nos céus, ou
mesmo aterrissados.
229
228
Ou também: "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor". Esta é a
chamada Lei da Parcimônia(ou: Navalha de Ockham). Este princípio é válido em muitas circunstâncias, mas não em todas. Se
fosse levado aos extremos pelos físicos, teria impedido o desenvolvimento da teoria quântica. Como disse Niels Bohr a uma
teoria de Wolfgang Pauli: “Estamos de acordo que a sua teoria é louca. Mas o que nos divide é se ela élouca o bastante para
ser verdade”.
229
É importante considerar que o fenômeno designado pelo nome Disco-Voador é apenas uma parte da Ufologia. A hipótese de
que estes objetos sejam interestelares e constituamnaves alienígenas é considerada, atualmente, como uma conjectura restritiva
de todo o fenômeno, e que não o explica como um todo.
164
Evidentemente, nem todo objeto voador atrai a atenção, mesmo que não seja identificado de
imediato. Os chamados UFOs (ou OVNIs) atraem a atenção pela sua peculiaridade, aspecto bizarro ou
mesmo completa estranheza em relação aos aspectos normais da realidade. Se chamam a atenção, é
porque não pertencem ao contexto físico normal do ambiente, seja pela sua simples presença, seja pelo
seu comportamento incomum.
O astrônomo J. Allen Hynek estabeleceu uma lista determos a serem utilizados na pesquisa de
UFOs:
230
RELATÓRIOS SOBRE UFOs – declaração feita por uma oumais pessoas abalizadas, que
descreve uma visão direta ou uma percepção por instrumentos, de um objeto ou luz no céu ou no solo,
com possíveis efeitos físicos.
EXPERIÊNCIA UFO – o conteúdo de um relatório UFO.
FENÔMENO UFO – abrange tanto o relatório UFO quantoa experiência UFO.
UFO – correlato existencial (material) do fenômeno UFO. A decisão sobre a sua existência está
sujeita a uma prévia investigação sobre o fenômeno UFO.
DISCO VOADOR – termo popular ou jornalístico, pelo qual os UFOs costumam ser
designados.
231
De acordo com estes termos, um objeto deixa de ser um OVNI, ou Objeto Voador Não Identificado (UFO
– Unidentified Flying Object), e passa a ser um OVI, ou Objeto Voador Identificado (IFO – Identified
Flying Object) quando o conteúdo do RELATÓRIO UFO permite a sua explicação e catalogação (ou
Sistematização) de acordo com a tecnologia científica atual.
A partir da relação identificado/não-identificado
232
, pode-se construir um esquema simples do que
constitui o objeto da Ufologia:
FASE EVENTO CLASSIFICAÇÃO
Fase 0 Avistamento / Contato OVNI
Fase 1 Estudo / Pesquisa de Campo OVNI
Fase 2 Explicação / Catalogação ?
Fase 3 Sistematização ou Sistemática OVI
233
/ OVNI
Fase 4 Reprodução do Fenômeno (?) ?
230
Que serão doravante, assim designados.
231
“A fim de introduzir um método rigoroso e de estabelecer uma base de pesquisas em um domínio que foi,por tanto tempo,
entregue ao ridículo que se conhece, fomos inicialmente obrigados a nos liberar de uma terminologia desagradável que a
imprensa havia imposto por sua feição sensacionalista, mas que o domínio científico não pode manter. O‘disco-voador’ não é
atualmente suscetível de estudo científico, nem mesmo objeto de definição...”. (Jacques e Janine Vallée, citados por
DURRANT, 1977, p. 74).
232
Aqui, a designação não-identificadoimplica que o observador não pode, ou não consegue, classificar o objeto, seja por
desconhecimento técnico, seja porque o objeto apresenta peculiaridades desconhecidas, ou ainda porque sua visibilidade total é
prejudicada devido à distância, condições climáticas, etc.
233
Objeto Voador Identificado.
165
A fase inicial, ou Fase 0, constitui o que se denomina Casuísticado fenômeno UFO.
Atualmente, a Casuística do fenômeno UFO já atingiuum número bastante expressivo, com
dezenas de milhares de avistamentos por todo o mundo,
234
e agrupados por pesquisadores em vários
Bancos de Dados.
235
A Fase 1 é aquela em que o pesquisador dedica-se àcoleta dos dados e informações necessários à
compreensão e explicação do fenômeno.
As Fases 2 e 3 constituem as fases de organização eclassificação geral dos dados coletados, que
sejam capazes de enquadrar (Sistemática) o objeto ou fenômeno em uma de duas categorias: objeto
voador identificado (OVI) ou (ainda) objeto voador não identificado (OVNI).
A Fase 4 contitui uma fase hipotética, a ser realizada quando a Ciência conseguir explicar e/ou
reproduzir o fenômeno (ressalte-se que, à Ufologia,cabe não apenas identificar o objeto, mas também
explicar o(s) fenômeno(s) envolvido(s) ).
*
Quatro perguntas básicas são sempre formuladas quando se aborda o fenômeno UFO: o que são;
qual a sua origem; qual a tecnologia envolvida; quais são as suas intenções.
O pesquisador brasileiro Flávio A. Pereira apresentou o seguinte quadro metodológico para um
estudo do fenômeno UFO (ONI – Objeto Não-Identificado):
236
234
Considerando-se tão somente os avistamentos relatados; presume-se que o total de avistamentos atinja a centenas de
milhares de ocorrências.
235
A Casuística parece ter chegado a um beco sem saída. Catalogar milhares e milhares de avistamentos separece com o
método científico da Indução, em que se quer provaralgo juntando o máximo possível de observações. Mas a Indução é uma
generalização que nada prova. Por exemplo, medir milhares de ângulos de triângulos retângulos construídos jamais provará que
a soma de seus ângulos internos (na geometria Euclidiana) é igual a 180º. A prova definitiva, no caso,é a demonstração, que se
atinge pela Dedução. Se se deve utilizar o Método Científico para a validação de uma disciplina de estudos, este método deve
utilizar a dedução como processo de conhecimento. Ao usar o método indutivo, os ufólogos, que investigam e acumulam casos
e mais casos de avistamentos, jamais conseguirão provar nada a respeito do fenômeno UFO (p. ex., a liberação de toneladas de
documentos oficiais sobre OVNIs, ipso facto, não prova a verdade da Ufologia). O problema, entretanto, é que acreditar ou não
na existência deste fenômeno deixou de ser (se algum dia o foi) um problema de Verdade Científica e passou a ser um
problema de crença pessoal, crença esta que deve ser defendida, com unhas e dentes, como um verdadeirodogma religioso.
236
Com este quadro metodógico Flávio Pereira admite explicitamente uma origem extraterrestre para o fenômeno e considera
que os UFOs (ONI) possam ser naves espaciais.

Ou, apresentando de modo resumido:
Procedência – Tecnologia – Intenções.
Diversas hipóteses tem sido apresentadas a respeitodo que são e de sua possível origem: extra-planetários, intra-planetários (proviriam do centroda Terra), viajantes do tempo, viajantes dimensionais
(proviriam de dimensões paralelas ou de universos paralelos), anjos, demônios, etc.
Em virtude dos fenômenos psíquicos envolvidos, a explicação deve envolver necessariamente a
parapsicologia, quando não o ocultismo e o esoterismo. Tudo isso, naturalmente, repugna a ciência
ortodoxa acadêmica, que não se arrisca a estudar o assunto, nem que este tivesse a explicação simplista
extra-planetária.
A ciência se recusa a acreditar que visitantes longínquos sejam capazes de vencer as tremendas
distâncias interestelares, isto porque acredita firmemente que a velocidade da luz seja a velocidade limite
do universo. Este limite, que se deduz matematicamente da teoria da relatividade de Einstein, é também
um limite paradigmático que, qual fronteira intransponível, cerca e reprime inexoravelmente a imaginação
dos cientistas. Infelizmente, estes tendem a crer que os atuais conhecimentos científicos são definitivos,
quando a história da ciência prova o contrário. No ritmo atual, apenas cem anos de progresso científico e
tecnológico transformariam a ciência em algo irreconhecível, indistinto da magia.
Mesmo atualmente, se todo o conhecimento científicoque vem se acumulando das pesquisas
secretas militares e de laboratórios avançados governamentais pudesse ser publicada, a ciência tradicional
sofreria forte impacto conceitual, e teria que rever muitos de seus fundamentos. Entretanto, em virtude
dos segredos industriais e militares, ainda deverãodecorrer talvez até décadas, antes que se possa publicá-los.
167
4.2 – Procedência Terrestre?
Alguns pesquisadores afirmam que alguns dos UFOs possuem procedência terrestre, e que são
parte de uma tecnologia secreta e avançada norte-americana. Esta opinião decorre de algumas revelações
feitas no pós-guerra, atribuídas a alguns oficiais nazistas. De acordo com o ex-oficial dos Serviços
Técnicos Especiais do exército alemão, Ulbricht vonRittner, quando as tropas norte-americanas
ocuparam a parte ocidental da Alemanha, uma organização chamada Joint Intelligence Objective
Commiteefoi encarregada de reunir materiais, equipamentos e estudiosos alemães (entre os quais o
famoso Wernher von Braun, que chegou a chefiar os projetos espaciais norte-americanos) e levá-los para
os Estados Unidos. Esta organização levou 15.000 toneladas de material incluindo planos militares,
segredos e projetos de novas armas. Além das bombasV-1 e V-2, os cientistas alemães estariam
desenvolvendo outros projetos, que iam da V-4, um foguete de 52 toneladas capaz de alcançar uma
distância de 15.000 quilômetros, a até 10.000 quilômetros por hora, até outros mais avançados, tais como
as V-8 e V-9, cujo esboço lembraria a forma arredondada dos discos voadores.
4.2.1 – A Operação “Cavalo de Tróia”
A desinformação técnica e científica da população faz com que certas divulgações, muitas vezes,
sejam tomadas literalmente como ficção.
Desde há alguns anos, vem ocorrendo (principalmentena Espanha) um estranho fenômeno sem
explicação. Alguns pesquisadores começaram a receber estranhas mensagens pelo correio,
237
mensagens
estas com um conteúdo científico e tecnológico extremamente sofisticado. As mensagens atribuem a si
próprias uma pretensa origem alienígena, e seus autores seriam provenientes de um planeta denominado
Ummo.
Um dos mais abalizados e bem informados pesquisadores de UFOs, o francês-americano Jacques
Vallée, acredita que o fenômeno seja uma farsa, parte conspiração e parte experimento sociológico, e que
seu conteúdo não passa de pseudo-ciência. Vallée crê que as informações científicas disseminadas são
uma parte dos estudos não publicados do cientista russo Andrei Sakharov.
Entretanto, é sabido que alguns físicos franceses de altíssimo gabarito estão estudando
sigilosamente as teorias físicas apresentadas em tais documentos, o que não seria o caso se eles não
contivessem um conteúdo verossímil.
237
As cartas iniciaram a chegar em 1968, para vários pesquisadores ufológicos espanhóis, entre os quais Antonio Ribera, que
chegou a escrever sobre o tema.

Suposta nave de Ummo

Não se sabe se tal conhecimento científico foi aceito pela ciência oficial; entretanto, certas
evidências fazem presumir que este conhecimento tenha sido recolhido por setores militares de pesquisa.
Uma obra (literária?) extensa, que vem sendo publicada recentemente em vários volumes, tem
sido mal interpretada e recebida como ficção, inclusive por alguns especialistas que a estudaram. Tal obra,
denominada Operação Cavalo de Tróia (OCT), apresenta a mais incrível e bem documentada seleçãode
conhecimentos científicos jamais apresentada em umaobra não acadêmica.
238
Uma ciência
avançadíssima, com termos técnicos corretos e conceitos extremamente bem fundamentados, é
apresentada em notas de pé de página, acompanhando a narrativa principal. Com exceção da
antigravidade, toda a tecnologia presumidamente envolvida nos UFOs está, igualmente, extensamente
descrita em detalhes, nesta obra.
239
O volume de conhecimentos específicos e especializados ventilado nesta obra é, na verdade, tão
grande, e tamanho o nível de detalhismo técnico, que seria impossível que um leigo, com formação
superior unicamente em jornalismo, como é o caso deBenitez, o abarcasse em seu todo, mesmo porque o
nível de descrição é muito mais profundo do que aquele que resultasse apenas de consultas a
enciclopédias especializadas. Apenas quem tenha profundo conhecimento científico (conhecimentos
médicos, de engenharia espacial, históricos, etc) eesteja profundamente familiarizado com a linguagem
238
Esta, no próprio texto, afirma ser um diário (escrito por um Major norte-americano enquanto realizavaexperiências para um
organismo secretíssimo de pesquisas dos EUA), o qual acabou, pela vontade do Major, por cair nas mãosde Benitez, que o
publicou. A narrativa principal do diário refere-sea uma pretensa viagem no tempo, voltando à época de Cristo, realizada pelo
Major, a bordo de uma espécie de módulo lunar.
239
Uma controversa polêmica surgiu a partir do instante em que a obra de Benitez foi denunciada como um plágio, fosse dos
documentos UMMO, fosse da obra canalizada URANTIA, que contém um mesmo tipo de conteúdo.
169
científica (ou então somente uma equipe de especialistas) seria capaz de escrever esta obra.
240
Da
astronomia e agronomia à zoologia, todos os campos e especialidades do conhecimento são nela
abordados, com profundidade de especialista.
Por exemplo, em uma longa anotação, o “Major”, que teria presenciado a crucificação de Jesus,
faz o seguinte comentário, no qual se juntam extensos conhecimentos especializados de medicina e de
engenharia:
Os peritos do Cavalo de Tróia, em informe posteriora esta primeira “grande
viagem”
241
baseados em dados de Jesus (peso, comprimento dos braços, distância
ombros-cravos e o ângulo de vinte e cinco graus queformavam seus membros
superiores com a horizontal) expuseram, entre outros, os seguintes cálculos: a
distância entre os cravos dos punhos e uma linha horizontal (imaginária) que
passasse pelo centro das articulações dos ombros era de 26 centímetros,
aproximadamente. Esta era, em suma, a arrepiante altura a que devia elevar-se o
Mestre cada vez que inspirava mais profundamente. Considerando-se que uma das
funções do músculo deltóide (que se estende da clavícula e da omoplata ao úmero)
é elevar o membro superior, cujo peso é de mais de um quilo, o esforço a que se viu
submetido o Galileu é simplesmente excepcional. É fácil comprovar sua enorme
dificuldade se pensarmos no singular exercício ginástico que se executa com
argolas, popularmente conhecido como “fazer o Cristo”. Não podendo contar com a
ajuda dos músculos das pernas, a musculatura do ombro tem de erguer o peso
correspondente ao conjunto formado por cabeça, tronco e pernas. Quer dizer:
supondo que a massa total do Cristo fosse de 82 kg,a musculatura deveria arcar
com 2/3 da massa corporal. Em outras palavras, com quase 55 kg. De acordo com a
expressão peso = massa x gravidade, obtém-se que 55x 9,8 = 540 newtons. Ao
cronometrar a elevação de 26 centímetros (0m26) em 1,5 segundo, Cavalo de Tróia
deduziu que a aceleração sofrida por Jesus de Nazaré foi de 0,2311 metros por
segundo a cada segundo (m/s
2
). Levaram-se em conta, obviamente, os seguintes
parâmetros: “e” = espaço (ou distância) percorrido;“Vo” = velocidade inicial –
neste caso, zero; “a” = aceleração; “t” = tempo gasto. A fórmula que relaciona esses
parâmetros é: e = Vo + at
2
/2. Isso significa o seguinte: 0,26 = a(1,5)
2
/2, de onde a =
0,2311. Também foi calculada a força que teve de fazer o Mestre em cada uma das
violentas elevações em vertical: força = massa x aceleração. Quer dizer, F = 540 +
55 x 0,2311 = 550 newtons. Quanto ao trabalho desenvolvido, eis aqui a arrepiante
240
Há um tipo de jargão científico para cada categoria profissional, cujos praticantes, e só eles, conhecem bem o procedimento
técnico de sua profissão ou especialidade. Jargões científicos e procedimentos especializados, principalmente na engenharia e
na medicina, dificilmente são assimilados e reproduzidos por leigos, a não ser que tenham uma constante acessoria dos
profissionais de cada área. Isto, é claro, exige uma equipe de especialistas cujo custo de criação pode se tornar bastante
elevado.
241
Teriam ocorrido vários “saltos” ao passado, para omesmo ponto histórico: o ano zero da cristandade (nota de LGA).
170
cifra: trabalho = força x distância, ou seja, T = 550 x 0,26 = 145 joules. Isto
equivale a uma potência de 95 watts! (potência = trabalho/tempo, ou 145/1,5). Se
compararmos esses 95 watts com os 2,5 normalmente gerados pela mesma
musculatura para simplesmente elevar o braço, começaremos a intuir o gigantesco e
dolorosíssimo esforço que desenvolveu Jesus de Nazaré na Cruz.
242
Benitez, em outra obra anterior a esta série, O Enviado, conta com ar blasé e como se fosse a coisa
mais natural do mundo, que ele (Benitez) teria “visto” através do que ele chama de “projeção mental” os
momentos finais (açoitamento e crucificação) de Jesus, e que ele descreve na obra citada. Benitez não
entra em detalhes acerca desta técnica, que poderiaser a Remote Viewing.
O problema é que em 1979 nada se sabia acerca destatécnica, que era secreta e classificada, e
cujas menções públicas não se deram antes de 1995. Benitez, que diz que esta técnica seria bem
conhecida dos praticantes de ioga, controle mental,meditação transcendental, etc., e aconteceria ao
colocar o cérebro em um “ritmo alfa”. Benitez não voltou ao tema em outras obras, o que lança um certo
ar de dúvida sobre o caso. Entretanto, por que o trecho deste livro (anterior ao Cavalo de Tróia), ainda que
mais resumido, se parece tanto com o que veio escrito na obra seguinte? Como poderia Benitez ter
conhecimento do espisódio que descreve em O Enviado, se foi este livro que serviu de senha para que ele
se encontrasse com o “Major”, que lhe passaria o texto do Diário?
Benitez, por outro lado, talvez surpreendido pela transformação da obra em best-seller, reluta em
revelar a sua verdadeira origem.
As informações técnicas apresentadas em notasde pé de página corresponderiam às etapas e
procedimentos relativos às pesquisas e conhecimentos científicos envolvidos, ressalvada uma pré-censura
realizada pelo próprio Major para evitar externar conhecimentos de âmbito restrito e secreto. Vários
aparelhos de sofisticada tecnologia são descritos, sendo que de muitos deles jamais se ouviu falar; outros,
entretanto, por incrível que pareça, correspondem aequipamentos que somente muito recentemente foram
colocados no mercado (a viagem do Major teria sido realizada em 1973). Só para dar alguns exemplos, o
microscópio de tunelamento e o sistema de exploração do corpo por ressonância magnética são descritos
na primeira edição do livro (1984), muito antes destes equipamentos se tornarem disponíveis aos
estabelecimentos hospitalares e de pesquisa.
No diário, o Major revela que os conhecimentos científicos e tecnológicos utilizados para
construir os sofisticadíssimos equipamentos que tornaram possível a viagem no tempo, foram trazidos
pela CIA da Europa. Ora, nesta época (e mesmo atualmente), a ciência praticada nas universidades e
centros de pesquisas europeus não estava tão avançada assim, e se a CIA recolheu este saber (como afirma
o Major) na Europa, não foi no ambiente universitário. Segundo estes conhecimentos, a cosmologia e a
física quântica modernas estariam apoiadas em premissas erradas; o espaço e o tempo não teriam uma
242
BENITEZ, 1987, pp. 485-486, nota de pé-de-página. É o tipo de texto que, pela sua tecnicidade, interessa muito pouco à
maioria dos leitores, e nenhum escritor se daria aotrabalho de fazer uma extensa pesquisa deste tipo para colocar o assunto em
nota de pé de página. Não seria o caso, é claro, seo texto realmente estivesse sendo escrito como um diário, por alguém que
tivesse formação superior em ambas as especialidades. Veja-se também o item 4.5.4.
171
existência real, porque seriam determinados pelas partículas primordiais do universo (desconhecidas pela
ciência).
243
Em outras palavras, o espaço e o tempo, partes de outras dimensões superiores, não são o que se
pensa deles (não existem, ou só existem segundo a nossa concepção deles). Atravessar o espaço, ou
deslocar-se na dimensão temporal conhecida, seria possível apenas pelo deslocamento dos eixos virtuais
das partículas universais (denominadas swivel). De acordo com esta concepção, não existem
deslocamentos reais; assim como uma frente de onda não desloca os seus componentes, mas sim “vibra”
nos campos encontrados, assim também a matéria não se desloca, mas ressurge a cada momento (no nível
daquelas partículas) em outro espaço-tempo contíguo, ao mudarem imperceptivelmente os seus eixos
virtuais (o que, para a observação ao nível dos sentidos humanos, corresponde a um “deslocamento”).
Também o nosso vetor universal de tempo (o que conhecemos por tempo) seria formado por todo um
conjunto de eixos com o mesmo ângulo entre si; ao mudar a posição destes eixos, passa-se para outro
tempo-espaço contíguo, que pode corresponder ao nosso “amanhã” ou ao nosso “ontem.”
Sendo assim, toda a nossa ciência espacial estaria obsoleta, por se basear em uma física
(newtoniana-einsteiniana) que não corresponde à realidade. As naves espaciais não necessitariam de
propulsão para se deslocarem, mas sim de uma manipulação dos eixos de seus swivels (que lhes
permitiria tanto deslocamentos espaciais quanto temporais).
4.2.2 – O Projeto Filadélfia
A respeito deste tema, é conveniente relembrar aquio Projeto Filadélfia (ou o projeto oficial
evocado por esta designação – Project Rainbow). Em uma extraordinária conferência na MUFON, em 13
de janeiro de 1990, o palestrante, Alfred Bielek, faz revelações fantásticas a respeito da experiênciacitada
(que se baseou em teorias originais de Nikola Teslae de von Neumann).
244
Entre outras coisas, ele afirma
que a estrutura do campo magnético da Terra, de todos os planetas do sistema, da galáxia e toda a massa
conhecida possuem uma Referência de Tempo Zero, queé o eixo ou vetor da nossa dimensão tempo.
Tudo que existe tem que fazer referência ao ponto de Tempo Zero. Von Neumann teria descoberto que há
uma dimensão temporal além da nossa, uma quinta dimensão, que seria como que um rotator (vetor)
girante à volta de um vetor primário, o qual indicao fluxo e a direção do tempo (o nosso tempo).
Tudo que existe no nosso universo estaria ligado a esta Referência de Tempo Zero, de forma que o
fluxo de tempo é comum para todo o universo (nesse caso, a teoria da não-simultaneidade do tempo, de
Einstein, não se aplica, por se basear na velocidade finita da luz). Quando a referência temporal se quebra,
propositalmente ou por acidente, o sujeito ou objeto desliza na dimensão temporal, e se perde de vista. Ele
deixa de possuir vínculos com o universo anterior efica à deriva nas dimensões superiores, que nos são
invisíveis.
243
Veja-se o item 4.5.4, para mais detalhes sobre a tecnologia descrita em OCT.
244
Al Bielek é um personagem incômodo na comunidade ufológica. Ao mesmo tempo que apresenta uma históriaque beira as
raias do inconcebível, por outro lado a ilustra cominformações e conhecimentos que “se encaixam” em outros episódios
(igualmente bizarros) da fenomenologia UFO.
172
4.2.3 – Informação ou Desinformação?
Voltando ao diário citado, se todo este conhecimento fazia parte daqueles veiculados pelos
“ummitas”, é quase certo (se o diário não é apócrifo) que a CIA apoderou-se dos mesmos, e os levou para
grupos secretíssimos de pesquisas nos EUA, sem entretanto revelar a sua verdadeira origem (que seriam
documentos recebidos, pelos Correios (!), por ufólogos espanhóis. Ao apresentá-los como documentos
acadêmicos, teriam conseguido a atenção dos cientistas, que os rejeitariam se eles fossem apresentados
como documentos alienígenas).
Na obra mencionada informa-se que a crucificação deCristo teria sido filmada pelo Major, com o
auxílio de uma sofisticada vara ou cajado, o qual continha uma microfilmadora a raio laser. Ora, em um
espantoso documento publicado pelo norte-americano Milton Cooper, ex-militar da Marinha, no qual
revela um suposto controle do planeta Terra pelos alienígenas dos UFOs, independente do seu
sensacionalismo, ele afirma que os norte-americanosfazem viagens no tempo, utilizando tecnologia
alienígena, e em uma passagem do referido documento, diz também que em uma destas viagens a
crucificação de Cristo foi filmada (Cooper é apresentado atualmente pela comunidade ufológica
internacional como um disseminador de desinformação. Entretanto, toda desinformação deve envolver
obrigatoriamente algo de informação verdadeira, quelhe dê uma aparência de credibilidade. O problema
real está em separar o joio do trigo).
Se toda esta história é verdadeira, ela subverteriacompletamente tudo o que se pensa saber sobre o
verdadeiro grau de avanço tecnológico dos EUA. Todoo programa espacial americano seria unicamente
uma cortina de fumaça para ocultar o que verdadeiramente existe. Isto não é, absolutamente, impossível.
O governo brasileiro conseguiu ocultar por muitos anos o seu programa nuclear paralelo (inclusive
dos governos estrangeiros preocupados com este programa nuclear), que embora com menos verbas, era o
autêntico. Sendo assim, mesmo um programa esbanjador de verbas como foi o programa espacial norte-americano (programa Apolo) poderia ser, ou um disfarce, ou a manifestação material do pensamento
acadêmico científico, enquanto que outras opções mais secretas seriam conhecidas apenas de uns poucos
iniciados (todo o Programa Cavalo de Tróia teria apenas 61 membros, segundo o Major), conhecedores de
avanços científicos sabidos unicamente em um círculo restrito (no livro acima citado, de Benítez, existem
menções a dois outros projetos secretos, sendo que um deles teria o objetivo de realizar viajens ao futuro,
e o outro (denominado Operação Marco Polo), teria oobjetivo de realizar o transporte instantâneo da
matéria – e de astronautas, por extensão – a distâncias inconcebíveis).
Por uma questão de bom-senso, o sigilo estaria maisdo que justificado se este conhecimento
existisse realmente. As conseqüências de sua divulgação poderiam ser terrivelmente desastrosas; se hoje
em dia corre-se o risco permanente de que países e povos fanatizados possam utilizar a tecnologia
nuclear, ou, pior ainda, de que armas deste tipo caiam em mãos de terroristas, imagine-se se a suposta
tecnologia capaz de permitir a viagem no tempo se tornasse disponível! A própria continuidade da espécie
ficaria em perigo, se manipulações temporais fossemrealizadas.
Se, além disso, a tecnologia envolvida no Projeto Filadélfia estiver disponível (mesmo a níveis
secretíssimos), e parece que este projeto teve (e está tendo) continuidade no denominado Projeto
173
Montauk, então o acesso a universos paralelos talvez não seja possível apenas nas páginas das histórias de
ficção-científica.
Tudo o que foi até aqui explanado daria a impressãode que, afinal de contas, os alienígenas não
passariam de astronautas terrestres, mais especificamente norte-americanos, testando armas sofisticadas e
avançadíssimas. Hipótese sedutora, mas todas as evidências levam a crer que os alienígenas são realmente
alienígenas (deve-se mencionar que o conceito de alienígena não evoca, necessariamente, o conceito de
ser de outro planeta). O sigilo envolvido leva a crer que, seja o que for que esteja sendo ocultado, é tão
monumental que aterroriza até mesmo as pessoas que,conhecedoras do segredo, têm a imensa
responsabilidade de mantê-lo oculto.
4.2.4 – A Visão Remota
Na década de 1960 a CIA iniciou um projeto de estudos das possibilidades ocultas do homem, em
uma nova disciplina derivada da parapsicologia e demétodos de controle da mente. Esta pesquisa deu
origem ao que passou a ser denominado R.V. (Remote Viewing, ou Visão Remota). A R.V. seria um tipo
mais avançado e consistente (capaz de ser estudado cientificamente) de clarividência e pré-cognição, já
bastante conhecidos pela parapsicologia, mas de difícil estudo. A R.V. permitia (e permite) que seu
praticante adentre nas dimensões paralelas à dimensão normal espaço-temporal, indo para outras época ou
até para outros planetas (de uma forma não física, evidentemente).
245
Ainda que pareça inverossímil, a
documentação hoje existente a respeito destes estudos é conclusiva, e não deixa dúvidas às suas imensas
possibilidades investigativas.
Alguns estudos em Visão Remota vieram lançar uma nova e assustadora dimensão ao problema
UFO. De acordo com alguns pesquisadores (visualizadores remotos), existiria toda uma dimensão paralela
à nossa realidade física, densamente povoada, e os habitantes desta dimensão teriam tomado parte
importante na história de nosso planeta, bem como fariam parte, também, de todo o folclore e mitologia
presentes na história dos povos e nações antigas. Na verdade, estariam fortemente presentes na Bíblia e
em outros livros sagrados, não necessariamente na forma de anjos.
246
Eles coexistiriam com a
humanidade há longo tempo, e, de uma forma misteriosa, fariam parte da própria psique do homem.
245
Um praticante militar de R.V., David Morehouse, aoser indagado em uma entrevista a Uri Dowbenko se ele “vira alguma
coisa de significativo”, respondeu: “Só a percepçãode que não estamos sós”, ele diz. “Eu nunca vi Deus, Cristo ou Buda. Mas
posso dizer-lhe que há outros mundos, outras civilizações e planetas. Estão lá, em outras dimensões. Enão apenas em nossa
dimensão física, em nosso universo físico. Há outros portais que levam a outros universos, e há universos sobre universos. E é
ilimitado, infinito. É de dar vertigem”.
246
A Casuística tem relatado contatos com entidades cuja natureza vai além de tudo que se possa imaginar. Desde os
acontecimentos ocorridos com a família Sutton em 1955, em Hopkinsville, no Kentucky (EUA); o caso Chupa-chupa
investigado pela Operação Prato; a captura (?) de uma entidade em Varginha, Minas Gerais; os fenômenosestranhos que
ocorrem na fazenda “Skinwalker” (o Bigellow Ranch), no Utah, EUA; etc. Todo este mosaico revela um espectro de
fantasmagoria cujas explicações vão bem além da existência de alienígenas ou naves extraterrestres visitando ou pesquisando a
Terra. Aliás, esta parece ser uma opinião compartilhada pelo ufólogo Ubirajara Rodrigues (pesquisador do Caso Varginha),
como a externou em entrevista. É também uma opiniãoantiga formulada por Jacques Vallée.
174
4.3 – Os Alienígenas são “Alienígenas”?
No Epílogo do livro Projeto Majestic, a Nave Perdida, Whitley Strieber diz que “minha intenção,
com este livro, não é dar a impressão de estar afirmando que os ‘outros’ são alienígenas vindos de outro
planeta. O que pretendo dizer, de maneira específica, é que eles são seres aparentemente inteligentes e
desconhecidos. É apenas isso que pretendo dizer e que, no momento atual, acho que pode ser dito.”

Whitley Strieber

Em Comunhão, outro livro seu, ele diz ainda que “eu não ficaria absolutamente surpreso se os
visitantes fossem reais e estivessem, lentamente, entrando em contato conosco, seguindo uma
programação por eles criada, que prossegue à medidaque a compreensão humana aumenta. Se eles não
pertencem ao nosso universo, será necessário entendê-los antesque possam surgir em nossa realidade. Em
nosso universo, suas realidades podem depender de nossa crença. Então o corredor para entrar no nosso
mundo seriam, na verdade, as nossas próprias mentes.” Strieber diz ainda que pode ser “um fato muito
real que entidades físicas saiam do inconsciente.”
O problema é que talvez o mistério dos UFOs faça parte do imenso mistério do homem. O
psicólogo suíço Carl Gustav Jung exprimiu a opiniãode que, embora os UFOs possam ter existência
física ou material, constituem primordialmente um fenômeno psicológico, ligado aos mitos e arquétipos
mais profundos do inconsciente. Jung acreditava mesmo que em certos casos, os UFOs seriam apenas
projeções psíquicas ligadas a certos símbolos ou arquétipos universais, projeções estas que adotariam a
forma mais adequada à condição histórica do momento(é curioso lembrar que os nomes ligados ao
fenômeno não o explicam, apenas o descrevem em função de objetos que se lhe aparentam pela forma:
disco, pires, prato, escudo, sino, charuto, lágrima, etc). De acordo com Jung, a partir de certa época, um
grande número de pacientes começou a narrar sonhos nos quais surgiam dos céus estranhas formas
circulares. Para ele, essas visões poderiam ser conjuradas e materializadas, à semelhança dos fiéis
católicos que conjuram em si mesmos os estigmas (ferimentos infligidos) de Jesus.
A aparente contradição entre um objeto “material” eum outro projetado psiquicamente pode ser
solucionada, se se levar em conta o que foi dito pelo astrônomo-pesquisador de UFOs, Allen Hynek, na
revista OMNI de abril de 1984. Em um artigo, Hynek sugere que a natureza aparentemente sólida e
entretanto efêmera dos UFOs poderia talvez ser explicada enxergando-a como “um intermediário entre a
nossa realidade e uma outra realidade paralela, umaporta de entrada para outra dimensão.”
247
247
Para o escritor John A. Keel, “Aparentemente, os OVNIs não existem como objetos palpáveis, fabricados; não se
enquadram nas leis da natureza que nós aceitamos. Parecem ser apenas metamorfoses capazes de se adaptar à nossa
175
4.4 – Há Realmente um Fator-Tecnologia?
O fator tecnologia tem importância na avaliação do fenômeno, porque é uma dimensão claramente
perceptível. A tecnologia, em última instância, é técnica, e envolve conceitos de materialidade, tais como
metalurgia, resistência dos materiais, estruturas dissipativas, etc, pelo menos no que se refere ao aspecto
físico e estrutural do objeto. Os conceitos de engenharia podem abarcar (por comparação com a ciência
terrestre): dinâmica de vôo, inércia, aceleração aerodinâmica, navegação, orientação espacial,
comunicação, etc. Tópicos avançados deverão incluir: antigravidade, invisibilidade, transparência ao
radar, fontes avançadas de energia, supervelocidade, interação multi-dimensional, etc. Supondo que seja
uma nave militar, incluem-se ainda conceitos tais como armamento, blindagem, camuflagem, táticas de
combate (ataque, defesa, interceptação, evasão, etc). E se é uma nave estelar, deve ter suprimentos,
calefação/pressurização, suporte de vida, etc.
Mas há mais: sabe-se que a técnica não depende da ciência, ao contrário da tecnologia. Conforme
afirmam os escritores franceses Louis Pauwells e Jacques Bergier,
Nossa cultura clássica, organizada e configurada por filósofos, espíritos literários e
pedagogos, tende a nos convencer de que a técnica éum subproduto da ciência. O
sábio descobre os princípios e o técnico deles se utiliza para suas realizações
práticas. De acordo com este esquema convencional, na origem do progresso
estariam generalistas como Euclides, Descartes, Newton, Fresnel, Maxwell, Planck
e Einstein. E o papel de espíritos como os de Arquimedes, Roger Bacon, Galileu,
Marconi e Edison ficaria adstrito ao campo das deduções extraídas do
conhecimento fundamental das leis do universo. Partir-se-ia da compreensão,
continuada pela ação. Porém, um esquema desta ordem, sobre o qual repousa toda a
reflexão contemporânea e, por conseguinte, toda a nossa maneira de considerar o
passado, não corresponde à realidade. De um modo geral, a maioria das grandes
construções do gênio científico não culminou em qualquer transformação do
ambiente material em que vivemos, nem contribuiu para qualquer progresso da
civilização material ou para facilitar o domínio dohomem sobre a natureza. Em
compensação, a maioria das etapas do progresso técnico que levaram ao nosso grau
atual de domínio dos fenômenos naturais, foi conseqüência de intervenções sem o
menor alcance filosófico e, as mais das vezes, realizadas por indivíduos
desprovidos de uma verdadeira cultura científica e cujos grandes feitos decorreram
não do fato de serem sábios mas justamente do fato de o não serem suficientemente
para se darem conta de que os mesmos eram impossíveis. O cientificismo
aristocrático que preside ao esquema convencional não corresponde de modo algum
à realidade dinâmica.
248
inteligência. Milhares de contatos com aqueles seres levam à conclusão de que, propositadamente, nos fazem de bobos”.
(Citado em BUTTLAR, 1978, p.53).
248
(PAUWELS & BERGIER, 1971, pp. 200-201).
176
Mas ambas dependem de uma estrutura sócio-político-econômica (falando de uma maneira
antropomórfica e terráquea) capaz de sustentá-las. Por exemplo, a conquista da Lua pelo homem só
poderia acontecer na nossa época histórica, de ampla riqueza e de consumo em larga escala.
249
A
tecnologia alienígena, entretanto, parece não se enquadrar neste esquema. Tudo indica que os alienígenas
não parecem estar interessados em trocas comerciais, nem em adquirir ou vender tecnologia. O estudo
interminável que fazem de nosso planeta não demonstra existir um objetivo a longo prazo (ou seja, não
parece que estão fazendo um levantamento de nossas riquezas e recursos naturais). Na verdade, parece
que estão atrás de alguma coisa mais impalpável, própria de sua cultura (e de suas necessidades), mas que
nos escapa completamente e à qual não damos o devido valor.
Ainda com relação à técnica e à tecnologia, sabe-se que o homem somente conseguiu produzi-las
em virtude de uma adaptação anatômica resultante deuma longa evolução: uma mão com polegar
preênsil. Foi esta característica humana que permitiu a formação de uma civilização baseada na técnica,
inicialmente, e na tecnologia depois, após um longoprogresso da ciência.
As características culturais díspares em todo o mundo possuem um caráter em comum, que é o
conhecimento e a exploração da natureza por todos os habitantes da Terra. Da agricultura à conquista do
espaço, o homem literalmente manipulou, com as suasmãos, os recursos existentes, moldando-os e
manufaturando-os de forma a lhe proporcionarem alimentação, segurança e conforto.
4.5 – Realizações da Ciência e Tecnologia Atuais
Os atuais objetos aéreos produzidos pelo homem podem, ou voar dentro e através da atmosfera, ou
ir além dela e penetrar o espaço. São os aviões e os foguetes.
A atmosfera é constituída de várias camadas, sendo elas:
• A troposfera (até cerca de 11 km de altitude).
• A estratosfera (até cerca de 50 km de altitude).
• A mesosfera (até cerca de 90 km de altitude).
• A termosfera (até cerca de 500 km de altitude).
• A exosfera (além de 500 km de altitude).
Acima da troposfera e no início da estratosfera existe uma camada de ozônio, chamada ionosfera,
que protege contra a radiação solar ionizante. No início da termosfera existe uma camada ou cinturão de
pó. Na exosfera costumam ocorrer as auroras boreaise austrais.
249
E que só poderia ter sido realizada pelas duas potências da época, URSS e EUA.

4.5.1 – Aviões: A Dinâmica de Voo
Os aviões usuais (e não os experimentais), que se limitam à troposfera,
250
obedecem a uma
dinâmica de voo que leva em conta o peso, o formatoaerodinâmico, a resistência do ar, a potência dos
motores, etc. De todo modo, dois princípios básicosdevem ser sempre levados em consideração:
impulsão e sustentação. E para garantir a integridade do piloto e do avião, as manobras de voo devem
considerar a velocidade e a gravidade. Abaixo de certa velocidade o avião perde sustentação e estola,
caindo em queda livre.
Quanto às manobras de voo, como o piloto está submetido às forças G (gravitacionais), elas não
podem ser bruscas e nem em ângulos muito fechados, porque isto pode provocar o desfalecimento
temporário do piloto, colocando-o em perigo.
251
250
Providos de oxigênio, os pilotos podem chegar a altas altitudes, desde que a sua velocidade e a densidade do ar permitam a
sua sustentação.
251
Os discos voadores, tal como relatado pelas testemunhas, não estão submetidos à inércia gravitacionalou à resistência do ar.
As radarizações mostram que eles podem atingir velocidades de mais de 40.000 km/h, dentro da atmosfera.
178
A aerodinâmica de voo, que inclui o formato das asas e da fuselagem, evoluiu de modo a poder
superar a velocidade do som (Mach 1 ≈1.225 km/h ou 340,29 m/s) nos aviões a jato. Devido à resistência
do ar ocorre o que se chama estouro sônico, uma característica intrínseca comum a todos os aviões a jato
que ultrapassam esta velocidade.
252

Estouro ao ultrapassar a velocidade do som

Teste em Túnel de Vento

É provável que uma das partes mais importantes do avião sejam as asas, porque, além de lhe
darem sustentação, as suas características é que determinam como ele vai voar.
252
Os primeiros pilotos que chegaram a voar a velocidades próximas à do som encontraram dificuldades inesperadas: inversão
de comandos, instabilidade, incontrolabilidade, grande turbulência e vibrações destrutivas, efeitos que causaram inúmeros
acidentes, muitos deles fatais.
179
Cada asa tem as seguintes características principais:
253
• Bordo de ataque: a extremidade dianteira da asa, geralmente arredondada.
• Bordo de fuga: a extremidade traseira da asa, geralmente bem fina.
• Nervuras: estruturas de madeira ou material sintético que determinam o perfil da asa.
• Longarinas: vareta, tubo ou ripa interna à asa, em direção perpendicular às nervuras, com a
função de dar resistência à asa e evitar que se dobre com o peso do avião.
• Chapeamento: cobertura da estrutura da asa com material rígido

Outras características que definem como será o voo,são: formato da asa; perfil da asa.
O formato pode ser diedro, quando a asa tem um ligeiro formato em V, e poliedro, quando a asa é
reta na parte central, subindo nas laterais. Nos dois casos o efeito é de estabilização.
O perfil da asa também determina como será o vôo. Modelos de treinamento têm perfil plano-convexo (asa plana na parte inferior e convexa na parte superior) ou undercamber(côncava na parte
inferior e convexa na parte superior). Em qualquer caso a forma do perfil vai determinar o arrasto e
sustentação, mas basicamente estes perfis geram bastante sustentação em vôo nivelado e nenhuma
sustentação ou sustentação negativa em vôo de dorso.
Aviões mais rápidos ou acrobáticos usam perfil simétrico ou semi-simétrico, curvo dos dois lados.
Asas deste tipo permitem vôo de dorso, pois conseguem gerar sustentação, mesmo invertidas. Os grupos
básicos de perfil (undercamber, plano-convexo, semi-simétrico, simétrico) estão exemplificados a seguir.


Perfis lentos

A asa tem várias medidas básicas:
• Envergadura: É a distância entre as extremidades esquerda e direita da asa;
• Corda: É a distância entre a ponta do bordo de ataque e a ponta do bordo de fuga da asa (que se
pode expressar como percentual da envergadura);
• Espessura: é a altura da asa, geralmente expressa como percentual da corda;
• Área alar: é o produto da multiplicação da corda pela envergadura. A sustentação da asa é
diretamente proporcional à área e diretamente proporcional ao quadrado da velocidade
• Carga alar: é a razão entre peso do modelo em relação à área da asa, e determina a velocidade
do avião. Mais peso precisa de mais sustentação, que se pode obter aumentando a velocidade
ou aumentando a asa. Todo avião forma um vórtice (redemoinho) de turbulência na ponta da
asa, que atrapalha o vôo e aumenta a resistência doar. Como isto não acontece no meio da asa,
quanto menor a corda em relação à envergadura, menor será o arrasto.
Para atender às necessidades mecânicas da dinâmica de voo, a aeronave deve ser capaz de executar
certos movimentos em torno de seus eixos, tais comoos mostrados a seguir.


Eixos de movimentos e os controles que os possibilitam
A maioria dos aviões permanece dentro da troposfera(até cerca de 11 km de altitude). Alguns
aviões experimentais voam bem mais alto. Mas além deles, outros objetos podem chegar tão alto: os
balões. Em 1960 um balão tripulado por um homem alcançou a maior altitude já alcançada por balões: 30
km acima do nível do mar.
Este recorde foi alcançado por Joseph (Joe) William Kittinger II, que além deste feito, ainda pulou
de paraquedas desta altitude, realizando o maior salto da história. Em 16 e agosto de 1960, ele subiu aos
céus na gôndola do Excelsior III, e atingiu a estratosfera, chegando a 31.330 metros. Ao saltar, e durante a
queda, Kittinger encontrou temperaturas menores que70 graus negativos, que só pode suportar devido ao
traje que usava. Ele caiu por 13 segundos antes do pára-quedas de estabilização abrir. Permaneceu em
queda livre por 4 minutos e 36 segundos, e atingiu a velocidade máxima de 988 km/h antes de abrir seu
pára-quedas.
Kittinger se tornou o detentor de quatro incríveisrecordes: maior altitude alcançada por um balão,
maior altitude de um salto de pára-quedas, maior queda livre e maior velocidade alcançada por um
homem através da atmosfera. Seus recordes nunca foram quebrados.

Após a Segunda Guerra Mundial foram projetados vários modelos de aviões experimentais cujo
objetivo era testar a velocidade Mach-1. A partir do avião Bell X-1 foram construídas três aeronaves
designadas: X-1-1, X-1-2 e X-1-3 (a letra X indica que o avião é experimental). Sua fuselagem tinha o
formato de uma bala de metralhadora calibre .50, umprojétil que viajava a uma velocidade maior que a
do som.
Possuíam um motor-foguete XLR-11, construído pela Reaction Motors Inc., capaz de produzir
6.000 libras de empuxo. O X-1 era lançado do ar, a partir de avião bombardeiro B-29 A, que o carregava
em seu compartimento de bombas. Seu combustível erauma mistura de álcool etílico e oxigênio líquido,
que rapidamente se esgotava e o motor parava. A partir daí o avião entrava em um voo planado.
Os testes planados com o X-1-1 começaram em 25 de janeiro de 1946, e o primeiro voo com o uso
do motor ocorreu em 11 de abril do mesmo ano, tendopor piloto Chalmers "Slick" Goodlin.
Em 14 de outubro de 1947, pilotado por "Chuck" Yeager, o X-1-1 voou mais rápido do que o som.
O X-15 era um avião foguete experimental fabricado para a Força Aérea dos Estados Unidos pela
North American Aviation, no início da década de 1960. Ele quebrou vários recordes de velocidade
(passava dos 7.000 km por hora – chegou a alcançar a velocidade de 7,274 km/h, ou Mach 6,85) e
altitude. Em dois voos, ele chegou a mais de 100 kmacima do nível do mar, considerado um voo sub-orbital.

Avião-foguete X-15


Mais tarde , durante os anos 70, os aviões do programa X-15 alcançariam uma altitude de 354 mil
pés (aproximadamente. 118 mil e velocidade de Mach 6,7, ou inacreditáveis 7.358 km/h), abrindo
caminho para a exploração do espaço.
Nas décadas de 1980 e 1990 foram produzidos uma série de aviões experimentais e/ou secretos,
muitos deles de formato tão estranho que sua identificação poderia se tornar problemática, mesmo para
observadores esclarecidos, mas não especializados em aeronáutica.

Avião experimental Tacit Blue (Shamu)

Avião Espião SR71A

Avião Bombardeiro B2 (Asa Voadora)

Avião Aurora (suposto)

4.5.2 – Foguetes: Trajetórias Sub-orbitais e Orbitais
A conquista espacial começou a partir dos foguetesalemães V-2 capturados na Alemanha. Estes
foguetes foram inicialmente usados tanto por soviéticos quanto por norte-americanos, antes que modelos
mais sofisticados fossem desenvolvidos.
Em sua ascenção, um foguete sofre as seguintes forças físicas:
254

O voo suborbital de um foguete é aquele no qual ele apenas margeia o espaço exterior, em uma
espécie de órbita balística.
254
O foguete obedece à força newtonianade de ação e reação, ou seja, a uma ação de descarga de gases ou de chamas
(expelidas por/para trás) corresponde um empuxo (uma reação) para a frente na mesma proporção.

A velocidade de escape (ou velocidade necessária para vencer a atração da gravidade terrestre) é
de cerca de 11 km/s. Atingindo esta velocidade, o foguete entra em órbita à volta da Terra, fazendo o
chamado voo orbital. Para sair da órbita da Terra, são utilizados vários estágios. Cada um dá uma
quantidade de empuxo, e à medida que o combustível,aquele estágio é ejetado, diminuindo o peso total.
Desde que os foguetes foram inventados pelos chineses há séculos, o combustível usado para fazê-los voar pode-se apresentar na forma sólida ou na forma líquida. Atualmente, os combustíveis sólidos
costumam equipar os foguetes militares, e os combustíveis líquidos, os foguetes civis de lançamento de
satélites. Os últimos têem uma reação química mais rápida, mas são menos seguros, para as condições
específicas de lançamento de foguetes militares.
Atualmente, os foguetes (em geral) costumam usar tanto propelentes sólidos quanto líquidos, em
seus vários estágios.

Tipos de motores de foguetes e seus combustíveis

O precursor dos voos espaciais foi o norte-americano Robert Hutchings Goddard (o Centro
Espacial Goddard deve-lhe o nome), que fez experiências com sucesso em 1926. Ele seguia as idéias do
russo Konstantin Eduardovitch Tsiolkovski, que escrevera sobre o tema no final do século XIX, como
também as idéias do alemão Hermann Oberth, que escrevera sobre o tema em 1923. Os foguetes alemães
baseavam-se na tecnologia originada por Goddard.
A chamada “Corrida Espacial” teve início com o lançamento do satélite russo Sputinikem 4 de
outubro de 1957. A Agência Espacial Americana – NASA, foi criada em 1958 como uma resposta ao
lançamento russo. O primeiro homem a entrar em órbita foi o russo Yuri Gagarin, na Vostok. Entretanto,
a “Corrida” terminou com a vitória americana, que colocou o primeiro homem na Lua – Neil Armstrong –
em 20 de julho de 1969. O programa espacial americano foi constituído de três fases: Projeto Mercury;
Projeto Gemini; Projeto Apolo (cada um possuía a sua própria cápsula espacial, com os mesmos
nomes)
255
255
A NASA, que pretendia mandar um homem para Marte ainda em 1981, teve o seu projeto frustrado quando osenador
William “Bill” Proxmire realizou cortes de orçamento que o fizeram ser cancelado. Proxmire era o presidente do Comitê
Econômico do Senado, que investigava, entre outras coisas, os gastos governamentais com a pesquisa espacial. Ele ordenou
que todos os planos, equipamentos e máquinas que podiam construir o foguete lançador Saturno V fossem destruídos.
Estranhamente, as duas superpotências EUA e URSS perderam repentinamente o interesse pela Lua. O programa Lunakhod, da
União Soviética, foi cancelado apenas sete meses depois da missão Apolo XVII (que ocorreu em 7 de dezembro de 1972). Uma
das causas foi a perda da nave Lunakhod 2, que estava a somente 175 km do ponto de alunissagem da Apolo XVII (o Centro de
188
O Projeto Apolo foi o que levou os astronautas norte-americanos à Lua. Foram realizados
dezessete voos Apolo, sendo que o que primeiro que alunissou foi o Apolo XI.
256
A nave Apolo era
conduzida pelo foguete Saturno C-5 (Saturn V), de seis estágios.

O módulo de reentrada (ou Módulo de Comando – MC, que abriga os astronautas) possuía uma
blindagem anti-térmica capaz de resistir ao atrito com a atmosfera.
257
A reentrada deveria ser realizada
segundo um ângulo específico, para evitar que o módulo fosse rebatido de volta ao espaço. O módulo
(norte-americano) era dirigido para cair nos oceanos, onde seria então recuperado.
258

Módulo de reentrada

Módulo já recuperado, com os sinais de queimadura

Atualmente, os voos espaciais restringem-se ao âmbito da atmosfera terrestre, e são realizados
com os chamados “ônibus espaciais” (space shuttle)
259
, naves capazes de reentrar na atmosfera e
aterrissarem. Deste modo, os ônibus espaciais são os primeiros veículos capazes de decolar como um
foguete, orbitar como uma espaçonave e reentrar na atmosfera planando como um avião convencional. O
sistema é composto de três partes: o veículo, que possui três propulsores principais; o tanque externo, que
contém o combustível líquido mais o gás comburente;dois propulsores de lançamento, que são fixados no
tanque principal.
Vários ônibus espaciais foram construídos, e receberam diferentes designações.
Enterprise: foi o protótipo, assim denominado em uma homenagem à famosa nave Starship
Enterprise, do seriado de TV Jornada nas Estrelas. Testada entre 1977 e 1979, jamais foi ao espaço,
substituída que foi pela nave Colúmbia.
Columbia: foi o ônibus espacial mais antigo. Em 1º.de fevereiro de 2003 se desintegrou numa
altura de 62 km sobre o estado do Texas, em um desastre causado provavelmente por falha no escudo
térmico.
Challenger: foi o segundo ônibus espacial espacial a entrar em operação. Fez o primeiro voo em
1983. Realizou dez missões. Em 28 de fevereiro de 1986 o Challenger explodiu 73 segundos depois de
decolar e todos os setes tripulantes morreram.
Discovery: foi o terceiro ônibus espacial. Era maisleve que o Challenger.
Atlantis: foi o quarto e penúltimo ônibus espacial.
Endeavour: é o ônibus espacial mais recente. Sua primeira missão foi em maio de 1992.


Revestimento anti-térmico da nave Discovery
*

Foguete lançador russo N1 (ou N1-3L)

Foguete lançador russo N1 (ou N1-3L)

Módulo lunar russo (LK lander). Jamais foi utilizado.

Foguete Próton

Foguete Soyuz-U

Foguete Soyuz TMA-3

Soyuz é também o nome da nave usada nos projetos Salyut e Almaz, que levaram à construção da
primeira estação orbital, a estação russa MIR. A estação MIR funcionou até 23 de março de 2001, sendo
então desativada. A partir de 1998 começou a ser construída a Estação Espacial Internacional(ISS), que
gradativamente substituiu a estação MIR.
260

Estação MIR

Estação Espacial Internacional


Os futuros projetos espaciais dos EUA (que deverão ter início em 2015) deverão levar o nome de
Projeto Constellation. Entre estes projetos, está ode uma missão a Marte. A nave a ser utilizada, batizada
Órion, deverá levar um máximo de seis astronautas, e será conduzida pelo foguete especialmente
projetado para isso, Ares I. Outro foguete bem maior, o Ares V, será responsável pela condução do
Módulo Lunar, ao qual a Órion deverá se acoplar. Nesta viagem a Marte, a Lua deverá ser usada como
base intermediária.
261
O foguete Ares I deve utilizar no primeiro estágio um propulsor de combustível sólido. Quanto ao
segundo estágio, este deverá ser alimentado por oxigênio e hidrogênio líquidos (como já o são os motores
principais do Ônibus Espacial). A Cápsula Orion ficará no topo do foguete.
O Ares V foi projetado para transportar equipamentos à Lua ou para mais longe. O primeiro
estágio tem dois propulsores de combustível sólido e um conjunto de seis motores-foguete acionados por
combustível líquido.
261
A viagem a Marte (cuja distância da Terra varia entre cerca de 55 milhões e 400 milhões de quilômetros, dependendo das
respectivas órbitas) deverá demorar cerca de 520 dias. A tripulação deverá ficar um mês explorando a superfície de Marte; o
restante do tempo inclui o percurso de ida e volta

Foguetes Ares V e Ares I

Comparação entre foguetes lançadores
262

Modulo Lunar da Apolo

Módulo Lunar da Órion
263

Entre mil e cinco mil quilômetros de altitude ocorre uma concentração de partículas
264
no campo
magnético terrestre, formando uma espécie de cinturão à volta da região equatorial. Um segundo cinturão
fica situado entre 15.000 e 25.000km, e contém partículas eletricamente carregadas de origem tanto
atmosférica quanto solar.
265
Estes cinturões são chamados de Cinturões de Van Allen, porque foram
descobertos por James Van Allen em 1958.

Cinturões de Van Allen

Qualquer foguete que adentre o espaço exterior deve evitar estes cinturões. Por outro lado, deve
possuir também proteção contra radiações solares nocivas.
4.5.3 – Indo Além da Ciência
Em 1953 um engenheiro francês, o Tenente Jean Plantier,
266
publicou um estudo no qual emitia
uma hipótese de funcionamento para um engenho inter-estelar ideal, hipótese esta baseada em alguns
postulados iniciais. Para Plantier, um engenho assim deveria ser propulsionado por campo de forças, a
partir de uma energia cósmica onipresente (é importante considerar que ele não tinha inicialmente em
vista estudar ou mesmo explicar o funcionamento dosUFOs). O engenho libertaria uma energia
semelhante àquela dos raios cósmicos, a qual se irradiaria na forma de um fluido “corpúsculo-ondulatório” no sentido do deslocamento, a velocidades próximas à da luz, e formando um feixe contínuo,
que além de propulsá-lo, dar-lhe-ia sustentação quando estacionário.
O princípio da propulsão por campo de forças, nas acelerações, se daria sobre todas as moléculas
do engenho, com o que elas progrediriam simultaneamente, à mesma velocidade, evitando amontoamento.
Deste modo, o piloto não sofreria nenhum dano nas viradas bruscas, por não estar submetido à força de
inércia. Prosseguindo no desenvolvimento de sua hipótese, Plantier (que ficou surpreso ao encontrar
aspectos coincidentes com o que as testemunhas descreviam acerca dos UFOs) desce a pormenores
altamente técnicos, que não serão aqui explanados. Basta dizer que alguns dos aspectos mais
desconhecidos a respeito do funcionamento dos UFOs,tais como o aparecimento dos fios denominados
266
O Tenente Plantier, das Forces Aériennes Françaises, teve a sua atenção despertada para o fenômeno UFO quandoestava
em uma guarnição em Blida, Argélia. O seu comandante, Capitão Rougier, viu um disco e descreveu-o a Plantier, que começou
a conjecturar sobre qual seria a tecnologia capaz de permitir as evoluções realizadas pelos discos voadores.
198
“cabelos de anjo”, bem como mudanças de aspecto, coloração, silêncio, movimento em “folha-seca”,
formação de nuvens de formatos diferentes, vôo em zigue-zague, luminescência, etc, foram todos
previstos em sua teoria.
Finalmente, Plantier afirma que engenhos deste tipopoderão se desintegrar instantaneamente caso
sua proteção “aerodinâmica” (que lhes permite voar a alta velocidade pela atmosfera, sem atrito) se
desfaça; neste caso, ele irá se chocar com o ar imóvel estando com uma elevada energia cinética, fazendo
subir a temperatura em sua superfície a graus elevadíssimos. Esta, talvez, seja a explicação para a queda
relatada de alguns UFOs.
267
Quando se abordou o Fenômeno Ummo e a Experiência de Filadélfia, falou-se também acerca da
Referência de Tempo Zero, com relação aos deslocamentos no tempo.

Nikola Tesla

Os trabalhos de Tesla neste campo foram desenvolvidos pelo Tenente-Coronel (reformado)
Thomas E. Bearden, que trabalhou nos conceitos de teoria escalar e vetor de ponto zero. De acordo com a
ciência ortodoxa, um sistema de forças com soma zero é nulo. Para Tesla, e também para Bearden, seus
componentes continuam a existir, e eventualmente criam uma tensão no vácuo.
A teoria escalar, por seu lado, compreende os efeitos de uma onda eletromagnética bastante
conhecida (e indesejada) pelos radioamadores, a onda estacionária. Quando há um casamento de
impedâncias inadequado entre o cabo que conduz a onda e a antena transmissora (as resistências elétricas
internas de cada um são diferentes), resulta uma onda inversa ou refletida que retorna para o transmissor,
e sua combinação com a onda principal (ou onda incidente) pode danificar o transmissor e o cabo de
transmissão. Tesla descobriu que podia usar esta onda peculiar para gerar energia em qualquer ponto
distante que ele quisesse, apenas alterando os vetores nulos do local visado.
De acordo com Bearden, os soviéticos (à época) teriam desenvolvido complexos equipamentos de
geração de ondas escalares, com as quais eles transmitiam por sobre o território americano. Os
radioamadores se referiam a estas ondas como a “rede Pica-Pau”.
Fenômenos atmosféricos estranhos podiam ser vistos nesta época, como mostra a foto a seguir,
tirada em Green Valley, 1999. Antes disso, no entanto, houve relatos de ocorrências idênticas ocorridas
em Huntsville, Alabama, em 1986.

De acordo com Bearden, o vácuo é composto por um número infinito de camadas ou extratos
virtuais, sendo que cada uma delas corresponde a uma dimensão sucessiva a ser adicionada ao nosso
espaço tetra-dimensional. Na primeira camada (a nossa), a velocidade máxima é “c” (velocidade da luz);
na segunda camada, “c²”; e assim sucessivamente.
268
O sistema escalar ou sistema de vetor nulo pode produzir uma tensão no próprio espaço-tempo do
vácuo, a qual representa um efeito gravitacional. As energias dos vários componentes eletromagnéticos
em uma região local são bloqueadas em um potencial artificial, o qual, de acordo com a teoria da
relatividade geral, representa um potencial gravitacional.
De acordo com a teoria Kaluza-Klein, este potencialpossui no mínimo cinco dimensões. Se este
sistema de forças for variado simultaneamente, mas sempre em fase, isto gera uma variação rítmica na
densidade energética do vácuo local, o qual constitui uma onda gravitacional.
Segundo esta teoria [Kaluza-Klein], a “carga elétrica” das partículas carregadas,
tais como a dos elétrons dos orbitais de um átomo ou a dos prótons de seu núcleo,
representa uma diferença na intensidade do fluxo (potencial) entre a partícula local
e o vácuo ambiente.É o que chamamos de vazamento contínuo de cargas
gravitacionais 5-d em cargas elétricas.
Suponhamos dispor de um meio para brecar esse vazamento ou até de revertê-lo O
resultado será um drástico efeito sobre o potencialgravitacional e a carga. O
potencial G a 5-d
269
terá se transformado em potencial G a 4-d e em carga 4-d
respectivamente. O meio usado para forçar o campo Ga 5-d a vazar como campo G
a 4-d poderá ser um sistema de “carga” de um objetocom disposição
eletromagnética escalar, e já sabemos que, quando isso acontece, o objeto carrega-268
Toda esta teoria é também ventilada nos textos “ummitas” e aparece extensamente citada nas notas de pé de página do livro
de Benitez, pretensamente anotadas pelo Major “autor” do texto.
269
G = gravitacional; 5-d = cinco dimensões (nota de LGA).
200
se gravitacionalmente 10
42
vezes mais do que ocorre normalmente no vazamento
preferencial do campo G a 5-d para a quinta dimensão, a do eletromagnetismo.
Como no núcleo do átomo, a carga transfere-se entreprótons e neutros, essa mesma
carga é difundida por todo o núcleo e repartida portodos os núcleons.
Por outro lado, cada elemento (e seus isótopos) possui seu próprio “modelo
conjunto”, suas próprias freqüências escalares, amplitude, etc. Esse modelo pode
ser analisado, estudado e reproduzido artificialmente por um transmissor EM
escalar. Entretanto, no caso particular dos núcleons pode existir um modelo escalar
comum, que pode representar como que a “chave mestra” para neles poder atuar.
Se a carga “for revertida”, invertendo esta disposição e carregando a massa com
“carga invertida”, um observador externo notará quevai ficando progressivamente
mais leve, enquanto sua inércia vai ficando progressivamentemenor. O objeto
poderá até chegar a adquirir massa e inércia negativas, o que o fará acelerar para
fora da Terra. O objeto tenderá a “cair para cima”,em vez de “cair para baixo”.
E não é só isso: aparecerão também efeitos no tempo; o objeto poderá mover-se
mais lentamente no tempo do que o observador, e poderá até mover-se para trás no
tempocom relação a esse observador.
Caso a carga tenha sido distribuída por todo o objeto, em seu interior parecerá não
ter ocorrido qualquer mudança. O mais interessante , porém, é que para um
observador internoé o ambiente externoque, repentinamente, torna-se estranho!
E isto nos leva irresistivelmente aos fenômenos queacontecem na área do
Triângulo das Bermudas, onde navios e aviões experimentam, ocasionalmente,
dificuldades espaço-temporais, pois em condições corretas, as radiações escalares
da Terra, nessa área, afetam a carga gravitacional do veículo. Para os passageiros e
tripulantes é o ambiente externo que, de repente, fica esquisito, fantástico,
diferente...
Simultaneamente, é afetado o funcionamento de todosos instrumentos EM e
inerciais a bordo, e podem ocorrer fenômenos luminosos e outros estranhos efeitos,
se as cargas forem distribuídas em padrões diferentes nas várias partes do veículo.
E é isso que várias vezes tem sido relatado pelos raros sobreviventes a essa
armadilha escalar terrestre.
Ora, “a reversão ou diminuição da carga eletrogravitacional” pode ser controlada,
regulando os transmissores para influenciar o potencial terrestre.
E se os transmissores encontram-se dentro do próprio veículo, este poderá variar
seu próprio potencial em relação ao potencial G a 5-d do vácuo local, (não
podemos esquecer que em EM escalar, transmitir significa também receber,
dependendo só dos potenciais). O veículo poderá, assim, “receber cargas
potenciais”. A corrente dessa carga poderá ser positiva ou negativa, ou seja, seu
potencial poderá ser aumentado ou diminuído em relação ao do vácuo.
201
Suponhamos reduzir materialmente ou reverter a carga gravitacional (potencial G a
5-d em eletromagnetismo de soma zero, estrangulando, assim, o vazamento
eletromagnético da quinta dimensão).
Que acontecerá?
Para um observador externo, o veículo de carga zerogravitacional parecerá não
possuir massa nem inércia. Por isso, ele será capaz de acelerações extremas,
realizar curvas em engulo reto e até inverter a direção do movimento
instantaneamente, etc.
O veículo estará à beira de desmaterializar-se e tornar-se luminoso.
Pode-se assim, por exemplo, fazer flutuar um metal ou um corpo humano, uma
nave de batalha ou um avião. Pode-se desmaterializar ou “teletransportá-lo”.
Tudo o que os pilotos deverão fazer, será ajustar acarga do veículo e originar o
vazamento apropriado que produzirá uma força hiperespacial.
Isto poderá ser realizado, impondo soma zero e disposição zero no interior de
transmissões escalares EM.
Em outra palavras, para o controle das viagens hiperespaciais, o veículo deverá ser
carregado em múltiplas situações zero aninhadas, simultaneamente e
correspondentes às hiperdimensões em que pretende trabalhar. No hiperespaço de
mais baixo nível, esse veículo poderá realizar coisas muito estranhas. Poderá, por
exemplo, “penetrar” na matéria sólida ou, pelo menos, assim parecerá a um
observador externo. Na realidade, o veículo estará circulando no quarto espaço
KALUZA-KLEIN “em volta” e “fora” da matéria em trêsdimensões.
Se estiver atravessando a atmosfera, poderá atingirvelocidades supersônicas sem
originar o estrondo sônico nem fundir ou evaporar-se pelo atrito com o ar, pois não
estará se movendo “através da atmosfera”, e sim através de outro espaço, foradas
partículas da atmosfera.
As várias superfícies do objeto tornar-se-ão brilhantes ou assumirão o aspecto de
luzes rolantes. E exibirá incríveis “performances aerodinâmicas”. Parecerá
materializar-se ou desmaterializar-se. Poderá mergulhar no oceano sem levantar
ondas ou dele emergir silenciosamente. E poderá operar dentrodo oceano ou
dentro da própria Terra.
270
Ficção-científica? Baboseiras? Por que a ciência ortodoxa não aceita este tipo de “conhecimento”,
se ele parece ser tão avançado?
A resposta passa pela forma como a ciência moderna veio a se organizar, e pelo modo como são
aceitos e ensinados nas universidades os conceitos sobre a teoria da gravidade e do eletromagnetismo.
271
270
SALVO, 1992, pp. 109-112. Esta obra tem uma boa exposição da Teoria Escalar, como também de teorias “Ummitas”.
Para uma introdução à teoria de Kaluza-Klein, ver: http://arkadiusz-jadczyk.org/papers/kk.htm#kkp.
271
É claro, passa também sobre a forma como transcorre a carreira acadêmica. Geralmente, constitui suicídio profissional ou
acadêmico o interesse tanto por assuntos “metafísicos” quanto por teorias exóticas, que estejam fora das correntes tradicionais
202
A Física moderna está assentada, de um lado, nas equações de James Clerk Maxwell que
unificaram a eletricidade e o magnetismo, e de outro, nas concepções geométricas sobre superfícies,
introduzidas através do chamado tensor métrico de Riemann.
272
As equações de Maxwell possuem atualmente a seguinte representação matemática:


Equações de Maxwell

Como a segunda e a última linha são equações vetoriais que representam três equações cada uma,
estão assim, representadas oito equações. Se elas forem reescritas relativisticamente, reduzem-se a apenas
uma equação:
υ
µ
Fµ ν
= j
ν
Quanto a Riemann, ele fez a representação de um espaço quadridimensional através de uma matriz
com dez números em cada ponto (como g
12
= g21
, g13
= g31, etc, os dezesseis componentes podem ser
reduzidos a dez):

Tensor métrico de Riemann
Sobre esta base físico-matemática Einstein apresentou a sua equação relativística, que
revolucionou a física:
de pesquisas nas universidades. A ortodoxia, a tradição e o conservadorismo tendem a manter as mesmas teorias a respeito da
ciência e da realidade. O físico alemão Max Plank chegou a afirmar que uma nova teoria só se torna parte da ciência quando
seus adversários vão morrendo e a nova geração nadatem contra ela. É o que Thomas Khun chama de “paradigmas da ciência”.
272
Georg Bernhard Riemann, matemático alemão.
203
Rµ ν
_ 1g
µνR = _ 8π GTµ ν
2 c
2
A teoria de campo da luz de Maxwel requer quatro campos, enquanto que a teoria métrica da
gravidade de Einstein requer dez. O matemático Theodor Franz Eduard Kaluza, da Universidade de
Königsberg, propôs em 1919 uma unificação entre a teoria da gravidade de Einstein e a teoria da luz de
Maxwell, introduzindo a quinta dimensão.
Para fazer isto, Kaluza propôs reescrever a métricade Riemann em cinco dimensões.


Nesta arrumação feita por Kaluza, a quinta coluna efileira são identificadas como o campo
eletromagnético de Maxwell, enquanto que o bloco 4x4 restante é a métrica quadridimensional de
Einstein.
O campo pentadimensional de Kaluza usa 15 componentes da gravidade pentadimensional de
Riemann (cujo tensor admite Ndimensões) para acomodar os dez componentes do campo de Einstein e os
quatro componentes do campo de Maxwell. Sinteticamente, 15 = 10 + 4 + 1. Como o físico Michio Kaku
comenta, “o componente restante [1] é uma partículaescalar, sem importância (...)”.
273
O problema é que a representação original da equação de Maxwell era baseada nos “quatérnios”
de Hamilton, de entendimento e cálculo mais difícil. Bearden sustenta que as equações atualmente
ensinadas nos cursos de Engenharia Elétrica são um subconjunto simplificado do trabalho original de
Maxwell.
Esta simplificação foi feita por Oliver Heaviside no final do século XIX. Ele tomou as equações
originais de Maxwell (que estavam escritas em quatérnios de Hamilton) e eliminou a parte escalar dos
números complexos (que Kaku diz serem sem importância), deixando intata a parte de vetores, que era
mais fácil de trabalhar. De acordo com Bearden, a supressão desta parte escalar da equação teria
eliminado a possibilidade de unificação da gravitação com o eletromagnetismo.
274
273
KAKU, 2000, p. 122.
274
O tensor métrico de Riemann tinha somente dez componentes. A chamada teoria da supergravidade, em 11 dimensões,
utiliza um supertensor métrico da supergravidade que tem centenas de componentes. Atualmente, a teoriamais abrangente é
chamada de Teoria das Cordas(a 10 dimensões). Esta teoria, ao contrário das anteriores, permite correções quânticas, ou seja,
204
A moderna teoria das supercordas, em suas várias vertentes, avançou no sentido de deixar de
considerar as partículas de matéria como possuindo a dimensão de um ponto, sem extensão espacial, e
passando a considerá-las como padrões vibratórios de cordas.
275
Na obra de Annie Besant e C. W. Leadbeater, Química Oculta, publicada em 1908, a constituição
interna do átomo
276
foi investigada através da clarividência. De acordo com estes autores, existiriam na
natureza dois tipos de átomos, simétricos, formadospor vórtices concêntricos
277
que se enroscam em
sentidos contrários, em uma forma vibrátil. O modo como se enroscam e o tipo de vibração define o tipo
de átomo que se tornam.

Representação hiper-física dos dois tipos de á-tomos

Assim também o afirma Pietro Ubaldi, em obra intuitiva:
A par do princípio da trindade, outro existe, a quejá aludimos ao ilustrar o conceito
monístico do universo, estudando depois a gênese e constituição das formas
dinâmicas. É dado pela ‘lei da dualidade’, que diz respeito não ao reordenamento
da unidade em superiores sistemas coletivos, mas à sua íntima composição. Acima
da unidade está o 3, e no seu interior está o 2, e isso se explica porque a
individuação nunca é uma unidade simples, mas é sempre um dualismo que, no seu
aspecto estático, divide a unidade em duas partes, a do ser e a do não-ser: em duas
metades inversas e complementares, contrárias e recíprocas, antagônicas e
necessárias ao mesmo tempo. (UBALDI, s/d, p. 137).
ela se tornou quase uma Teoria Quântica da Gravidade. Como os físicos modernos buscam uma conciliação entre a
relatividade geral (que inclui a gravidade) e a teoria quântica, eles realmente não estão interessadosem ondas escalares.
275
De acordo com Brian Greene, esta concepção teve início nas propostas de Pauli, Heisenberg, Dirac e Feynman, de que os
componentes da natureza não eram pontos, mas sim, pequenas “bolhas” flutuantes. (GREENE, 2001, p. 179).
276
Não o átomo da física moderna, mas sim o á-tomo (indivisível), a menor “partícula” ou “forma”, da natureza.
277
Cada vórtice (esquerdo ou direito) é formado por dois grupos de laços (três mais sete linhas) entrelaçados, cujo formato as
faz “ocuparem” um “espaço” (chamado de koilon, pelos clarividentes. Para estes, o koilon é uma substância universal,
homogênea e indecomponível, pré-existente por si mesma).
205
A física atual parece ir neste sentido; os modelos interpretativos atuais usam o chamado espaço de
Calabi-Yau, ou formas de Calabi-Yau, formas estas (algumas) que se assemelham bastanteaos átomos de
Besant e Leadbeater.

Um exemplo de espaço de Calabi-Yau

Este é um tema de matemática realmente abstrusa, envolvendo avançados conceitos de topologia e
geometria algébrica. As equações que decorrem da teoria das cordas restringem as formas geométricas das
dimensões adicionais admitidas por ela. A classe específica de formas geométricas de seis dimensões que
satisfaz as condições exigidas é chamada de Espaço de Calabi-Yau.
278
O problema é que físicos e
matemáticos não sabem como deduzir, das esquações da teoria das cordas, qual das formas Calabi-Yau
constituiria as dimensões adicionais exigidas pela teoria. Assim, o exemplo de espaço de Calabi-Yau
mostrado na figura anterior é apenas um dos tipos possíveis. Alguns dos outros tipos possíveis são
mostrados a seguir.


Variantes de espaços de Calabi-Yau


A própria simetria antevista pelo método clarividente foi prevista pela teoria das cordas: é o
chamado par espelhado, ou simetria especular. A simetria especular afirma que os pares de espaços de
Calabi-Yau possuem uma relação íntima. Ou seja, cada espaço de Calabi-Yau tem um par espelhado, e de
acordo com a teoria das cordas, a estrutura física associada aos dois membros do par espelhado é
idêntica!
279
*
A ciência (que Carl Sagan define muito mais como ummodo de pensar, do que como um corpo de
conhecimento), ou a evolução da ciência, se faz pela superação de paradigmas, como bem descobriu
Thomas Khun. Tal, contudo, é a ciência acadêmica que se produz nas universidades e é expressa nos
jornais e revistas científicas de todo o mundo. Aquela produzida nos centros militares mais avançados,
embora com os mesmos fundamentos, pode ter premissas e uma base de sustentação teórica talvez bem
mais avançada do que a da ciência conhecida e tradicional.
Por outro lado, e paradoxalmente, sabe-se que mesmoproduções científicas de cunho
avançadíssimo são marginalizadas por ter sua origemfora dos muros acadêmicos. Cientistas como
Heaviside, Fillipov, Tesla (do qual se diz que antecipou a ciência do século XXI) e outros considerados
excêntricos pela comunidade científica, ainda possuem centenas de páginas de pesquisas não analisadas,
embora se saiba que eram gênios de altíssimo quilate.
Mesmo aqueles que são aceitos pelo sistema, tais como Norbert Wiener, von Neumann e mesmo
Einstein, bem como outros de menor estatura científica, de toda a sua produção científica, a maior parte
nunca foi totalmente entendida e investigada. Em alguns casos de autores de importantes (mas
inoportunas) descobertas, a ciência acadêmica simplesmente ergue um muro de silêncio em volta deles.
O problema é que a ciência acadêmica parece dividir-se em dois campos opostos.
I) No primeiro campo militam os cientistas estritamente ortodoxos, aos quais repugna a simples
menção de conceitos heréticos na ciência – dos quais podem ser citados, a título de exemplo: Wilhelm
Eduard Weber; Robert A. Milikan; Hendrik Antoon Lorentz; Ernst Mach; Max Planck; Erwin
Schrödinger; Max Born; Werner Karl Heisenberg; Louis de Broglie; Paul Dirac; Wofgang Pauli; George
Gamow; Niels Bohr; J. R. Oppenheimer; Murray Gell-Mann; Roger Penrose; Michio Kaku; John D.
Barrow; Paul Davies; Freeman Dyson; Richard Feynman; Stephen W. Hawking; John Schwarz; Edward
Witten; (geralmente, ganhadores do prêmio Nobel), emais uma legião de pesquisadores ortodoxos menos
famosos, que seguem as idéias dos primeiros.
Esta atitude faria crer que a ciência é monolítica,e que as teorias científicas seguem uma ordem
evolutiva que iria da menor para uma maior abrangência de hipóteses aceitas, suficientes para explicar
toda a natureza.
Entretanto, esta tranqüilizadora imagem da ciência não é verdadeira.
280
279
A simetria especular implica em uma imagem de espelho. Exatamente como se apresentam os átomos visualizados por
Besant e Leadbeater.
280
Acerca de uma visão não-ortodoxa da ciência, ver: http://www.greatdreams.com/grace/.
207
A verdade é que a maioria dos cientistas da primeira metade do século XX teve dificuldade em
interpretar as intrigantes e revolucionárias descobertas e experiências feitas na época, que iam contra a
lógica e o bom-senso: a radioatividade; a teoria quântica; a interpretação da velocidade da luz; o problema
da existência do éter; a interpretação da teoria darelatividade,
281
etc.
Mesmo no campo ortodoxo existem alguns cientistas “heréticos”, proponentes de teorias que
incomodam os mais tradicionalistas. Entre eles, podem ser citados: Theodor Kaluza; David Bohm; Fritjof
Capra; Hugh Everett III.
II) No outro campo militam cientistas que arriscam sua reputação indo contra idéias estabelecidas
da ciência. Geralmente, estes cientistas seguem as idéias – nos vários campos da física não-convencional
(antigravidade, energia-livre, campos escalares, energia de ponto-zero,
282
etc.) – dos pioneiros e
antecipadores que viveram durante a transição do século XIX para o século XX: Nikola Tesla; T. Henry
Moray; John Worrell Keely; John Searl; David Hamel;Wilhelm Reich; Viktor Schauberger; T. T. Brown;
bem como dezenas de outros visionários mais ou menos conhecidos: H. E. Puthoff; R.L. Talley; M.
Tajmar; D. R. Buehler; Mason Rose; Tom Vallone; DonHotson; etc.
4.5.3.1 – Aplicações Práticas de Idéias CientíficasNão Convencionais
Antigravidade:
O cientista norte-americano Thomas Townsend Brown foi o descobridor do efeito Biefeld-Brown,
relativo a antigravidade.
283
Townsend, que trabalhava com o seu professor, o cientista suíço (ou
281
Conta-se que Planck teria ficado horrorizado com as implicações de sua teoria quântica. Einstein, porsua vez, jamais
aceitou estas implicações. Suas próprias idéias acerca da Relatividade sequer mereceram um prêmio Nobel.
281
Townsend
Brown não conseguiu que o seu orientador, o físico Milikan, se interessasse por suas teorias da eletrogravitação. Einstein levou
tempo para aceitar as idéias expostas pelo físico Theodor Kaluza. Um dos experimentos mentais mais conhecidos da teoria
quântica, a do Gato de Schrödinger, proposto por este cientista em 1935, era considerado por ele como um “experimento
ridículo”. O físico Hugh Everett III, que propôs a teoria dos “múltiplos-universos”, foi ridicularizado por muito tempo, antes
que sua teoria fosse sequer considerada. A Teoria das Cordas, proposta por vários físicos no início dadécada de 1970, foi
inicialmente completamente ignorada pela comunidadeacadêmica.
282
Uma boa introdução ao conceito de energia de ponto-zero pode ser vista em: http://users.erols.com/iri/ZPENERGY.html.
283
A história deste cientista é peculiar, porque ele encontrou estranhos obstáculos sempre que pretendiadesenvolver em
laboratório as suas idéias e invenções. Jacques Bergier, em sua obra OS LIVROS MALDITOS, refere-se a uma espécie de
conspiração existente ao longo da História, cujos responsáveis encarregam-se de suprimir, sistematicamente, todas as
informações e segredos da natureza descobertos pelas antigas civilizações, destruição esta realizada através de queima de
bibliotecas e livros. (BERGIER, 1971). Relacionado a este fato estão as misteriosas mortes de vários cientistas ingleses,
australianos e norte-americanos, ligados a instituições de pesquisa militar. Vinte e dois (ou 25) cientistas ingleses da empresa
GEC-Marconi, ligada à pesquisa de defesa SDI (Defesa Aeroespacial), por exemplo, apareceram mortos entre 1982 e 1988,
sendo que o inquérito apontou o suicídio como causa(!) para todas as mortes. Vide: http://www.fiu.edu/~mizrachs/sdi-deaths.html. Ver também: http://gazbom.blogspot.com/2008/02/misterious-deaths-of-25-gec-marconi.html. Para aplicações do
efeito Biefeld-Brown, veja-se:
http://www.zephyrtechnology.com/UFO_Technology/Build_Flying_Saucer_/build_flying_saucer_.html. Para uma
compreensão do efeito Biefeld-Brown, veja-se (e os sites relacionados):
208
alemão) Paul Alfred Biefeld, descobriu que fortes campos eletromagnéticos produzem um efeito de
antigravidade. Ele construiu modelos em escala de discos voadores, os quais eram capazes de flutuar e
de se deslocar.

Thomas Townsend Brown e o seu invento

Thomas Townsend Brown e o seu invento

Entre 1928 e 1965 Townsend Brown efetivou várias patentes relativas às suas invenções:
GB300311 (15 /11/1928); U.S. Patent 1.974.483 (25/09/1934); U.S. Patent 2.949.550 (16/08/1960); U.S.
Patent 3.018.394 (23/01/1962); U.S. Patent 3.022.430 (20/02/1962); U.S. Patent 3.187.206 (01/06/1965);
U.S. Patent 3.196.296 (20/07/1965).
Também outro pesquisador de efeitos iônicos, G. E. Hagen, teve sua invenção sobre antigravidade
patenteada em 1964: U.S. Patent 3.120.363.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.zamandayolculuk.com/cetinbal/AE/browndisk.jpg&imgrefurl=http://w
ww.zamandayolculuk.com/cetinbal/biefeldbrowneffect.htm&usg=__DtxVCZLPhiOcXAyODFeWz68B6hk=&h=299&w=240&
sz=11&hl=pt-BR&start=16&um=1&tbnid=Nsjxua1Q4n-JXM:&tbnh=116&tbnw=93&prev=/images%3Fq%3Dbiefeld%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:en-US:official%26sa%3DN%26um%3D1. Ver também:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.zamandayolculuk.com/cetinbal/AE/browndisk.jpg&imgrefurl=http://w
ww.zamandayolculuk.com/cetinbal/biefeldbrowneffect.htm&usg=__DtxVCZLPhiOcXAyODFeWz68B6hk=&h=299&w=240&
sz=11&hl=pt-BR&start=16&um=1&tbnid=Nsjxua1Q4n-JXM:&tbnh=116&tbnw=93&prev=/images%3Fq%3Dbiefeld%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:en-US:official%26sa%3DN%26um%3D1. Para uma explanação científica geral,
veja-se: http://sciencerealm.net/index.php?.

Dispositivo de Hagen
Energia-livre:
Uma dupla de engenheiros brasileiros, Cesar Soos e Roberto Frascari, membros do grupo STOP
the Destruction of the World,
284
desenvolveu um motor (chamado Keppe Motor) que busca aplicar as
idéias de Tesla.
285
Esta parece ser uma aplicação do conceito de energia-livre, derivada das idéias de
Tesla e de Bearden.
286
284
Ver: http://pesn.com/2009/02/18/9501525_KeppeMotor_overunity_claimed/.
285
O motor, que (supostamente) ultrapassa 100% de eficiência, é baseado no livro do Dr. Norberto Keppe (psiquiatra), The
New Physics Derived from A Disinverted Metaphysics. Ver: http://www.keppemotor.com/. Ver também:
http://peswiki.com/index.php/Directory:Keppean_Scalar_Motor#Book:_The_New_Physics_Derived_from_A_Disinverted_Me
taphysics. Para variações e similaridades com outros tipos de motores, veja-se:
http://peswiki.com/index.php/Directory:Electromagnetic. Sobre energia-livre, veja-se:
http://peswiki.com/index.php/Directory:Solid_State_Generators.
286
Assim como aconteceu com as pesquisas de antigravidade feitas por Townsend Brown, também a pesquisa de energia-livre
tem encontrado muitos obstáculos. Um exemplo pode ser dado, relativo ao inventor Lester Hendershot, que encontrou uma
forma revolucionária de gerar energia (na década de1920). Ele recebeu uma vultosa quantia para dar fim às suas pesquisas, e
acabou cometendo suicídio em 1960. Ver: http://peswiki.com/index.php/Directory:Electromagnetic. Sobre a supressão de
invenções, veja-se: http://www.bibliotecapleyades.net/ciencia/supressed_inventions/suppressed_inventions.htm#Contents


Keppe Motor
*
A verdade é que as descobertas modernas da cosmologia e astrofísica, tais como quasares,
pulsares, estrelas de nêutrons, buracos-negros, teoria das cordas (strings), etc, introduziram o fantástico no
âmbito científico. Mais e mais, os físicos modernosadmitem o mistério do universo, ainda que seja
unicamente a nível material e destituído de espírito.
4.6 – Há uma Super-Tecnologia Terrestre?
Como já foi dito anteriormente, há nas notas de pé-de-página dos livros de Benitez (OCT)
descrições de gadgetstecnológicos e teorias abstrusas que parecem ter saído das páginas de um texto de
ficção-científica ou da tela de um filme futurístico. Apenas para dar alguns exemplos, serão aqui
transcritos os textos relativos às seguintes tecnologias: viagem espacial além da velocidade da luz; viagem
no tempo; invisibilidade; sondas anti-gravitacionais; lentes gasosas; imunidade ao choque com moléculas
da atmosfera
287
; pele invulnerável; teletermografia à distância; arma de raios paralisantes.
288
Chama-se
aqui a atenção do leitor para o fato de que as descrições possuem um rigor tecno-científico de pasmar,
289
que vão além do que a ciência conhecia, pelo menos oficialmente, em 1984, ano da primeira edição da
obra.
290
Viagem espacial além da velocidade da luz: “Em essência, já que não é a minha intenção, aquie
agora, ocupar-me excessivamente de questões puramente técnicas, esse sistema básico que havia
impulsionado a operação consistia na descoberta de uma entidade elementar, gerada no Cosmo, na qual a
ciência não havia reparado até esse momento, e que resultara, e resultaria no futuro, na ‘pedra angular’
para uma melhor compreensão da formação da matéria e do próprio universo.
287
Em todos os voos radarizados de UFOs (em altíssimavelocidade) através da atmosfera, notou-se que eles a atravessam
como se ela não existisse, sem arrasto ou explosão sônica. Ou seja, o corpo desloca-se sem qualquer contato com as moléculas
de ar.
288
Outros exemplos podem ser buscados na obra em si.
289
As notas, segundo Benitez, pertencem ao verdadeiroautor do diário, um Major da Força Aérea dos EUA.
290
E muito menos na época em que tais equipamentos, segundo o Major, teriam sido inventados: década de 1960! Assim, é
plausível perguntar: em que nível se encontra, hojeem dia (2009/2010) a tecnologia, e especificamentea tecnologia militar?
211
“Tal entidade elementar – que foi batizada com o nome de Swivel– evidenciou que todos os
esforços da ciência para detetar e classificar novas partículas subatômicas nada mais eram do que estéril
miragem. A razão, minuciosamente comprovada pelos homens da operação na qual trabalhei, era tão
simples quanto espetacular: um Swiveltem a propriedade de alterar a posição ou orientação de seus
hipotéticos ‘eixos’ e transformar-se, com isso, em um Swiveldiferente. Ainda hoje, e posto que este
sensacional achado não foi dado a conhecer à comunidade científica do mundo, numerosos pesquisadores
e peritos em física quântica continuam descobrindo e detetando infinidades de subpartículas (neutrinos,
mésons, antiprótons, etc.) que só contribuem para obscurecer o intrincado campo da física. No dia em que
os cientistas tiverem acesso a esta informação, compreenderão que todas essas partículas elementares que
informam a matéria não são outra coisa senão diferentes cadeias de Swivels, cada uma delas orientada
para uma forma peculiar em relação às outras. Tantoos especialistas que participaram desta operação,
como eu mesmo, tivemos de alterar nossas velhas concepções euclidianas de espaço, com sua trama de
pontos e retas, para assimilar que um Swivelé formado por um feixe de eixos ortogonais que ‘nãp podem
cortar-se entre si’. Esta aparente contradição foi explicada quando nossos cientistas comprovaram que não
se tratava de ‘eixos’ propriamente ditos, mas de ângulos. (...) A chave, portanto, estava em atribuir aos
ângulos uma nova propriedade ou um novo caráter: o dimensional.
“O espaço, por exemplo, não podia mais ser considerado como um ‘contínuo escalar’ em todas as
direções. O descobrimento do Swiveldeitava por terra as velhas abstrações de ‘ponto’,‘plano’ e ‘reta’.
Não são esses os verdadeiros componentes do Universo. Cientistas como Gauss, Riemann, Bolyai e
Lobatchevski ampliaram genialmente os restritos critérios de Euclides, elaborando uma nova geometria
para um ‘n-espaço’. (...) o espaço não é outra coisa senão um conjunto associado de fatores angulares,
integrado por cadeias de Swivels. (...) Em princípio de 1960, ... uma das equipes concretizou outra
descoberta ... no qual os hipotéticos eixos elementares tiveram invertida a sua posição... o protótipo
desapareceu da vista ... enquanto o instrumental continuava detetando-lhe a presença.
“Como disse anteriormente, (...), na inversão de todos e cada um dos Swivels(...) o processo é
instantâneo e ... o aporte da energia necessária para esta transformação física é muito considerável. Essa
energia necessária, posta em jogo até o instante emque todas as subpartículas sofreram sua inversão, é
restituída integralmente, sem perdas, retransformando-se no novo marco tridimensional em forma de
massa. Os experimentos prévios demonstraram que, imediatamente depois desse salto de marco
tridimensional, o módulo se deslocava a uma velocidade superior, sem que a brusca mudança de
velocidade (aceleração infinita) no instante da inversão fosse acusado pelo veículo. Este procedimentode
viagem, como é fácil adivinhar, torna inúteis os demais esforços dos engenheiros e especialistas em
foguetes espaciais, ainda empenhados em obter equipamentos cada vez mais sofisticados e poderosos...
mas sempre impulsionados pela força bruta da combustão ou da fissão nuclear. (...) Ao levar a cabo estes
saltos ou mudanças de marcos tridimensionais, observamos desconcertados que, no novo marco, a
velocidade-limite, ou velocidade da luz (299792,4580 ± 0,0012 km por segundo) mudava notavelmente.
A tal ponto que a única referência que pode refletir a mudança de eixo é precisamente a medida dessa
velocidade, ou constante ‘c’. Teremos assim uma família de valores C0, C1, C2,... Cn, que se estende desde
C0= 0 (velocidade da luz nula) a Cn
= infinito, cada uma representando um sistema referencial definido.”
(BENITEZ, J. J. OCT 1, pp. 61-65).
212
Viagem no tempo:
291
“As sucessivas verificações demonstraram, por exemplo, que o tempo pode
assemelhar-se a uma série de Swivelscujos eixos estão orientados ortogonalmente em relação aos raios
vetores que implicam distâncias. Com isto descobrimos que pode dar-se o caso – se a inversão dos eixos
for adequada – de um observador, em seu novo marco de referência, apreciar como distância o que no
antigo sistema referencial era valorado como ‘intervalo de tempo’. É fácil então compreender porque um
acontecimento ocorrido longe da Terra (por exemplo,em um planeta da reunião globular M-13, situado a
22.500 anos-luz) não pode ser jamais simultâneo a outro que se registra em nosso mundo. Isto nos deu a
explicação de como um objeto que pudesse viajar à velocidade da luz encurtaria sobre o eixo de
translação até reduzir-se a um par de Swivels. Distância que, ainda que tenda a zero, não é nula, como
aponta erroneamente uma das transformações do matemático Lorentz. (Talvez possa referir-me, em outra
nota deste relato, ao que descobrimos acerca da velocidade limite ou da luz, ao inverter os eixos dos
Swivels e passar, portanto, a outros marcos dimensionais).
“(...) Não foi muito difícil detectar que, por um desses milagres da natureza, os eixos do tempo de
cada Swivelapontavam em uma direção comum... para cada um dosinstantes que poderíamos definir
puerilmente como o ‘meu agora’. No instante seguinte, e no seguinte, e no seguinte – e assim
sucessivamente – esses eixos imaginários variavam sua posição, dando passo a diferentes ‘agora’. E o
mesmo ocorria, obviamente, com os ‘agora’ que chamamos ‘passado’. Aquele potencial – simplesmente
ao alcance de nossa tecnologia,
292
fez-nos vibrar de emoção, ao imaginar as esplêndidas possibilidades de
‘viagens’ ao futuro e ao passado.
293
“(...) Como disse, nossos cientistas entendem um intervalo de tempo ‘T’ como uma sucessão de
Swivels, cujas direções diferem entre si em quantidades constantes. Quer dizer, consideramos em um
Swivelos quatro eixos (que outra coisa não são senão umarepresentação do marco tridimensional de
referência), que não existem na realidade; em outras palavras, são tão convencionais como um símbolo,
ainda que sirvam ao matemático para fixar a posiçãoda direção real. Se dentro deste marco ideal oscila a
direção real, imaginemos agora um novo sistema referencial nas direções, cada uma das quais formando
90º com as quatro anteriores. Esse novo marco de ação de uma direção real e o anteriormente descrito
definem respectivamente espaço e tempo. Observemos que os ‘eixos diretores’, que definem espaço e
tempo, possuem graus de liberdade diferentes. O primeiro pode percorrer ângulos – espaço em três
orientações diferentes, correspondendo a três dimensões típicas do espaço; o segundo está ‘condenado’ a
deslocar-se em um só plano. Isto nos leva a crer que dois Swivels, cujos eixos difiram em um ângulo tal
que não exista no Universo outro Swivelcujo ângulo esteja situado entre ambos, definirão o mínimo
intervalo de tempo. A este intervalo, repito, chamamos ‘instante’.
“ (...) Ao manipularem-se os eixos dos Swivels, comprovou-se que estas entidades elementares não
‘sofriam’ o passar do tempo. Elas eram o tempo! Longas e laboriosas investigações [puseram] em relevo,
291
Para uma abordagem científica ortodoxa ao tema, ver: HAWKING e PENROSE, 2004; NOVELLO; 1997.
292
De acordo com o Major, esta tecnologia foi desenvolvida entre os anos de 1964 e 1969, dando ensejo aos programas de
viagem no espaço e no tempo, a partir de 1973.
293
O Major informa no texto que três projetos foram arquitetados: viagens a outros marcos dimensionais (viagens no espaço);
viagens ao futuro imediato; viagens a um passado escolhido (da qual ele participou).
213
por exemplo, [que] o que chamamos ‘intervalo infinitesimal de tempo’
294
não era outra coisa senão uma
diferença de orientação angular entre dois Swivelsintimamente ligados.
“ (...) Como simples apontamento complementar, mencionarei algumas definições do que agora
entendemos como ‘tempo’. No contínuo ‘espaço-tempo’– erroneamente concebido ainda por muitos
físicos – o homem não é outra coisa senão uma espécie de ‘ruga’ a mais desse Espaço; uma ‘depressão’
através da quarta dimensão, que poderíamos definir matematicamente com dez dimensões. Em suma, uma
‘massa’ com volume e tempo associados. Para a maioria dos seres humanos atuais, esse homem é um ser
de três dimensões que ‘vive’ o fluir do tempo através de uma sucessão ecadeada de fatos ou acontimentos.
Para essas pessoas so há ‘lembranças’ de acontecimentos ou situações pretéritas. O presente é a única
realidade eo futuro, naturalmente, não existe.
“Nossas descobertas demonstraram que essa concepçãoé errônea. Colocarei um exemplo:
imaginemos todos os sucessos que viveu, vive e viverá um ser humano ao longo de sua existência. E
imagine-mo-los alinhados sobre um eixo que represente a dimensão ‘tempo’. Cada acontecimento aparece
com uma data. Pois bem, de acordo com nossas descobertas, o espaço e o tempo excontram-se tão
estreitamente vinculados que, se fundirmos esses sucessos todos, formando uma única imagem, resultará
uma estranha ‘criatura’ de quatro dimensões (volumemais tempo), e de forma cilíndrica ou tubular. Cada
seção será a representação de um fato. A esse formidável ‘tubo’ poderíamos qualificá-lo como um
‘contínuo’ e permanente presente. Um para cada indivíduo.
“E que representa um corte ou seção desse ‘contínuopresente’? Um sucesso em que o ser humano
é o protagonista. Mas esse sucesso é mera ficção. Como seria uma ilusão pensar que a totalidade do
‘cilindro’ não pode ser cortada em rodelas, formando um todo inviolável. Usarei outro símile.
Suponhamos um bosque pelo qual sepenteia um túnel de cristal ou plástico transparente. No interior do
túnel encontram-se móveis, utensílios domésticos e objetos diversos. E imaginemos um homem – nossa
consciência – que caminha por ele. É noite e ele traz uma lanterna. Ao longo de sua caminhada, o
indivíduo vai iluminando os objetos que encontra emsua passagem, incluindo parte das árvores mais
próximas às paredes transparentes do sinuoso corredor. Surpreendido, nosso protagonista irá vendo outros
pontos luminosos (outras lanternas) que outra coisanão são senão uma infinidade de homens, como ele,
que caminham por seus respectivos túneis. Tanto o passadiço como o bosque já existiam anteriormente à
aparição de cada ser humano. Todavia, cada um dos que ali transitam pensa que o que está iluminando
nesse instante acaba de ocorrer nesse preciso momento. E o chama ‘presente’. O que foi deixado para trás
ele chama de ‘passado’; e os objetos que ainda não viu, de ‘futuro’. Certamente, nem um nem outro –
‘passado’ e ‘futuro’ – existem para esse ser humano. Evidentemente se equivoca. ‘Tudo é um permanente
presente’.
“Pode-se argumentar, com razão, que esta situação excluiria a liberdade. Aí, exatamente, intervém
outro ‘fator’ (...) – e que ‘descobrimos’ em nossa segunda exploração: o que muitos chamam de ‘alma’.
Uma entidade difícil de etiquetar, adimensional, que goza de uma sublime prerrogativa: poder ‘modelar’a
conduta do corpo em que se aloja. (...) O homem, que ao nascer, começa a caminhar por ele, não é o seu
294
De acordo com a teoria quântica, existe um intervalo mínimo de tempo, denominado Tempo de Planck, equivalente a
5,39124 x 10
-44
s. É o tempo que a luz leva para percorrer (no vácuo) o Comprimento de Planck, equivalente a 1,6 x 10
-35
m.
214
autêntico dono. Trata-se apenas de um corpo e uma ‘consciência’.
295
(BENITEZ, J. J. OCT 1, pp. 63-65;
OCT 2, p. 67; OCT 2, pp. 214-215).
Invisibilidade: “(...) Como já mencionei, o ‘berço’
296
dispunha de um sistema de emissão de
radiação infravermelha que o tornava invisível aos olhos de qualquer hipotético observador. Essa fonte
energética radiava a partir de toda a ‘membrana’, que, como também já expliquei, recobria totalmente a
nave. As funções básicas desta membrana eram: primeiro, como ficou dito, a camuflagem do módulo por
meio de um ‘escudo’ ou ‘colchão’ de radiação infravermelha (acima dos 700 nanômetros). Este requisito
era imprescindível para nossas observações, não afetando, assim, o ritmo natural dos indivíduos que se
pretendia estudar ou controlar. Segundo, procurar aabsorção – sem reflexo ou retorno – das ondas
decimétricas, utilizadas fundamentalmente nos radares. (No caso das camuflagens militares israelenses,
estes dispositivos de segurança foram previamente ajustados às ondas utilizadas por tais radares: 1.347 e
2.402 megaciclos.) Este procedimento anulava a possibilidade de localização eletrônica do ‘berço’
enquanto era elevado a 800 pés, ponto de eleição para a imediata fase de inversão de massa dos Swivels.
Por último, a ‘membrana’ que cobre a blindagem externa da nave, cujo espessador é de 0,0329 metros,
deveria provocar uma incandescência artificial que eliminasse qualquer tipo de germe vivo que aderisseà
sua superfície. Essa precaução evitava que tais germes fossem invertidos tridimensionalmente com a
nave. Um involuntário ‘ingresso’ de tais organismosem outro ‘tempo’ ou outro marco dimensional
poderia acarretar conseqüências imprevisíveis de caráter biológico. Como informação puramente
descritiva, posso dizer que a ‘membrana’ possui propriedades de resistência estrutural muito especiais.
Este recobrimento poroso do ‘berço’, de composição cerâmica, goza de elevado ponto de fusão:
7.260,64ºC, sendo seu poder de emissão externa igualmente alto. Sua condutibilidade térmica, ao
contrário, é muito baixa: 2,07113 x 10
-6
Col/cm/s/
o
C. (Para esta membrana é muito importante que a
ablação se mantenha dentro de uma margem de tolerância muito ampla.) Para isto utiliza-se um sistema
de resfriamento por transpiração, com base no lítioliquefeito. Além disso, foi provida de uma fina capa de
platina coloidal colocada a 0,0108 metros da superfície externa. (BENITEZ, J. J. OCT 2, pp. 208-209).
Sondas gravitacionais: “Assim, pois, o General Curtiss, com sua conhecida habilidade,
conseguiu do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea Norte-Americana (AFOSI) um
protótipo quase mágico que, com muita propriedade, foi batizado pelos homens do projeto como o ‘olho
de Curtiss’.
“O ‘berço’ foi dotado de seis dessas maravilhas da engenharia eletrônica: umas esferas de aço de
2,19 centímetros de diâmetro, totalmente blindadas,suscetíveis de ser lançadas do módulo e,
convenientemente camufladas na faixa do espectro IR, teledirigidas a distâncias não superiores a 10
quilômetros, podendo imobilizar-se, até, a uma altitude de 1.000 metros. Esses equipamentos ... nos
permitiriam ‘registrar’ cenas e conversações que, em condições normais, seriam de difícil acesso.
295
O texto (do Major? de Benitez? de quem?) possui uma inacreditável estranheza, e as suas abordagens vão, com certeza,
além do conhecido e muito além da ciência tradicional. Quando avança na metafísica, falando de “alma” (p. ex.), o texto, ipso
facto, afasta inelutavelmente qualquer cientista dito “sério” e ortodoxo, que jamais arriscaria a sua “reputação científica”
abordando tais assuntos “malditos”.
296
Um módulo lunar modificado. Este teria sido utilizado para as viagens no tempo, realizadas pelo Major. (Nota de LGA).
215
“Conquanto o ‘Olho de Curtiss’ pertença especificamente ao âmbito do segedo militar, o que me
impede de revelar as chaves de seus microsistemas, penso não violar nenhuma norma se apenas me
limitar a indicar aquelas funções que estiveram diretamente relacionadas com nosso trabalho. Em síntese,
essas esferas haviam sido providas de várias câmaras fotográficas eletrostáticas,
297
com uma propulsão
magnetodinâmica que, como eu disse, lhes permite elevar-se a uma determinada altura e captar imagens
fotogramétricas e toda sorte de sons. Em seu interior havia sido disposto um microfone diferencial,
integrado por 734 células de ressonância, sensibilizadas cada uma em uma gama restrita de freqüências
acústicas. O campo de audição estendia-se dos 16 até os 19.500 ciclos por segundo. Os níveis
‘compensados’ – com respostas praticamente planas –dispõem de uma entrada inferior aos 16 decibéis.
(É preciso acrescentar que as células registradorasde freqüências infra-sônicas, devido a suas
‘microdimensões’, não trabalhavam com ressonância própria.) O nível de corte superior era de 118
decibéis.
“Outro dos dispositivos alojados no ‘olho de Curtiss’ consistia em um detector de hélio líquido
muito preciso, capaz de registrar freqüências eletromagnéticas que se estendem da gama centimétrica até a
faixa beta. O equipamento de registro discrimina freqüências, amplitude e fase, controlando
simultaneamente o tempo em que se verificou a detecção. Também dispõe de um emissor de faixa
múltipla, gerador de ondas gravitacionais, de grande utilidade nas comunicações com os órgãos de
controle situados no ‘berço’, assim como um retransmissor para a informação captada pelos diferentes
equipamentos. O ‘olho’ podia imobilizar-se no ar, graças a um dispositivo, igualmente miniaturizado, de
nível gravitacional, que lhe permite estabelecer ‘estacionário’ a diferentes altitudes mediante o registro do
campo gravitacional ou o correspondente dispositivopropulsor. (A medição do campo se faz com um
acelerômetro que avalia a constante ‘g’ em cada ponto, controlando o comportamento de queda livre de
uma molécula de SCN
2HG (tiocianato de mercúrio)).
“O delicado engenho podia deslocar-se de acordo comdois sistemas de controle. Em alguns casos,
um transceptor de campo gravitacional em alta freqüência emitia impulsos codificados de controle que
eram automaticamente corrigidos quando o ‘olho’ se achava nas imediações de um obstáculo. O operador,
em terra, podia observar em uma tela todo o campo visual detectado pela esfera. Este procedimento era
complementado mediante a ‘carga’ de uma seqüência de imagens e perfis topográficos do terreno que se
desejava espionar. (...) A sucessão de imagens levava fixada a trajetória, que por sua vez era memorizada
em uma célula de titânio cristalizado, quimicamentepuro. No interior do ‘olho’, uma ‘micro-câmara’ –
cujo filme fora substituído por uma tela que traduza recepção de fótons em impulsos elétricos – recolhe
as sucessivas imgens dos lugares sobre os quais voaa esfera. (A sensibilidade da tela se estende até uma
freqüência de 7.10
12
ciclos por segundo (espectro infravermelho), o quetorna possível sua orientação até
mesmo em plena obscuridade.) (...) Desse modo, o ‘olho de Curtiss’ pode orientar seus próprios
297
Neste tipo de câmara, a imagem, após ter sido focalizada, é projetada sobre uma tela de mica recoberta de material sensível
à luz (é o mesmo processo utilizado nas antigas câmaras de TV). Ao ser atingido pela luz, os elétrons são excitados,
produzindo cargas elétricas na tela, sendo que cadapequena região eletriza-se conforme o grau de luminosidade da cena
focalizada. No processo de “leitura” da tela as regiões eletrizadas positivamente se descarregam e sãoneutralizadas. As cargas
negativas da face posterior se movem através de um circuito conectado à placa e formam uma corrente elétrica que é
proporcional à carga positiva existente. A varredura de toda a tela corresponde à transformação da imagem eletrostática nela
projetada em uma corrente elétrica variável. (Nota de LGA).
216
movimentos, sem necessidade de uma manipulação externa de natureza teledirigida. (BENITEZ, J. J.
OCT 3, pp. 218-219).
Imunidade ao choque com moléculas da atmosfera: “O chamado cinturão antiabrasão consistia
em um especial dispositivo criado pelos engenheirosdo Projeto Swivele que, conquanto concebido
originariamente para outro tipo de navegação (a espacial), foi igualmente introduzido no ‘berço’... Como
se sabe, uma nave espacial cria a seu redor um campo gravitacional que, embora não escessivamente
intenso, vê-se incrementado em determinadas regiõesdo espaço. A poeira cósmica e partículas de
variadas naturezas chocam-se inevitavelmente contraa estrutura do veículo, provocando, com o tempo,
uma abrasão e um desgaste perigoso. Pois bem, o cinturão antiabrasão elimina o problema. A camada
superficial da membrana exterior ... foi provida deuma finíssima subcapa, integrada por partículas
coloidais de platina e emulsionadas em um meio de elevado coeficiente.
“Na periferia da nave instalaram-se igualmente células ‘ionizadas’ que desempenham uma dupla
tarefa. Em primeiro lugar, reforçam os gradientes eletrostáticos ao redor do veículo. No caso por exemplo,
de uma grande nebulosa de poeira atômica, com partículas sólidas de metano, níquel-ferro, silício ou
amoníaco, que envolva a nave, essas partículas podem ser de natureza neutra (sem carga elétrica) ou
ionizada (em positivo ou negativo). Na primeira hipótese – neutras – as partículas se orientarão para a
nave, devido ao gradiente gravitacional, favorável a este fluxo. Previamente, o computador central registra
e analisa a densidade espacial dessas partículas, seu espectro gravimétrico (quer dizer, a distribuição
estatística em função de suas massas e morfologias), sua composição química e suas carga eletrostática
média (nula neste caso), assim como sua função cinética com respeito aos núcleos galácticos emissores de
referência.
“Analisados esses parâmetros, a resposta do sistemaantiabrasão é fulminante. As células
geradoras de íons emitem elétrons, que, impulsionados por uma elevada energia, se projetam em
trajetórias paraboloidais para o exterior. Ao mesmotempo, a membrana de plasma coloidal carrega-se de
um potencial eletrostático que pode alcançar entre 180.000 e 900.000 volts (potencial negativo). Qualquer
partícula que se dirija para a membrana exterior capta um ou vários elétrons, procedentes do fluxo emitido
pela nave. A partícula fica ionizada. Como o gradiente de potencial elétrico é muito elevado à volta do
veículo, a repulsão elétrica compensa tanto a energia cinética daquela quanto a força de atração
gravitacional, não estabelecendo contato com a superfície externa da nave.
“No caso de que a poeira cósmica esteja previamenteionizada, a submembrana de platina se
ioniza com carga idêntica à do elemento agressor. (É preciso ter em conta que a subcapa de platina
coloidal está protegida por outro estrato superior do mesmo material cerâmico que a capa superficial da
membrana.) Um efeito secundário da transferência decargas entre a superfície livre da membrana e a
subcapa de platina coloidal origina uma emissão fotônica do córtex da cerâmica, dentro do espectro
visível, em ondas de longitude no vácuo de 596,9 milimicra e 602,68 milimicra. Esta eletroluminescência
não é provocada pelo impacto de elétrons sobre a massa, mas pelo campo elétrico gerado por eles, à sua
passagem pela massa cerâmica translúcida.
“Um observador externo veria uma intensa luminosidade, cujos matizes estão na dependência da
longitude de onda emitida, oscilando entre o verde-amarelado e o carmezim. O controle do potencial
eletrostático em cada unidade superficial do córtexou membrana exterior está projetado de tal forma que
217
a distribuição de cargas (densidade superficial eletrostática) pode variar de um perímetro a outro atéo
ponto de que, em uma área, a densidade apenas alcance alguns décimos de microcolúmbio
298
, mesmo que
esteja circulando por zonas de potencial elétrico muito elevado. A função potencial não é, pois, constante
para áreas da mesma curvatura ou arqueamento. Em suma, não é harmônico na periferia da nave.
“Várias são as razões por que se faz uso desta flexibilidade na distribuição da carga elétrica.
Primeiro: porque a densidade de partículas agressoras não é a mesma em toda a periferia. Além disso,
como estas vão orientadas em uma direção (caso típico do ‘vento’ de partículas cósmicas), obviamente
não incidirão todas com a mesma energia cinética sobre a nave. A abrasão seria mais intensa que em
outras áreas, em uma zona definida que terá de ser protegida com um potencial mais intenso. Por último,
nesta sumária descrição, convém recordar que, num dado instante, pode suceder que o elevado potencial
de uma zona perturbe qualquer medição ou análise deum transdutor de funções, em cujo caso a rede de
computadores anula a carga superficial usurpadora”.(BENITEZ, J. J. OCT 3, pp. 183-185).
299
Lentes gasosas: “(...) A chave, ou fundamento, encontra-se no fenômeno da refração da luz. Sabe-se que quando um raio de luz passa de um meio transparente a outro de natureza e densidade diferentes,
sofre uma mudança de direção. Toda a teoria óptica geométrica tende à análise destas alterações no caso
de ‘dióptricos’ e lentes, ou diferentes tipos de superfícies reflexivas ou espelhos. Em outras palavras: os
técnicos conseguem integrar a imagem visual de um objeto luminoso qualquer, refratando os raios de luz
por meio de um objeto, de perfil estudado cuidadosamente e composição química definida, a que chamam
‘lente’, ainda que de estrutura rígida. Todavia, o fenômeno da refração é provocado também em um meio
elástico, como é o caso de um gás. As ‘lentes gasosas’ partem, em suma, deste princípio, que em parte
lembra o mecanismo fisiológico do olho, no qual a ‘lente’ – o cristalino – não é rígida, mas elástica.Pois
bem, nossas câmeras substituíram estes meios – rígido (vidro) ou semi-elástico (gelatina) – por um meio
gasoso, de refrigência variada. Comento outro exemplo: em um recipiente cheio de ar, aquecido na parte
inferior, e refrigerado na superior, as camadas inferiores serão menos densas do que as superiores. Neste
caso, devido à dilatação térmica do gás, um raio deluz sofrerá sucessivas refrações, curvando-se para
cima. Se invertermos o processo, o raio se curvará para baixo. A equipe do Projeto, com base nestes
princípios, conseguiu um controle de temperatura muito preciso nos diversos pontos de uma massa sólida,
líquida, gasosa ou de transição. Isso se conseguiu emitindo-se dois feixes de ondas ultracurtas, que
esvaziaram o gradiente de temperatura em um ponto concreto ‘P’ de uma massa de gás. Quer dizer,
obteve-se um aquecimento de pequena parte de gás nessa zona. Por este procedimento, pode-se aquecer,
por exemplo, a totalidade de um recipiente, deixando-se no interior uma massa de gás frio que adota uma
forma lenticular e que pode ser alterada, logrando-se mudança em sua espessura e forma óptica. A luz que
atravessa essa massa previamente ‘trabalhada’, de gás frio, seguirá direções definidas, de acordo com as
leis ópticas universais. Essa foi a chave para substituir definitivamente as lentes tradicionais de vidro
pelas gasosas. Estas lentes revolucionárias são criadas no interior de um cilindro transparente, de paredes
298
O colúmbio é a quantidade de carga que exerce, a uma distância de um metro, e sobre uma quantidade decarga igual, a
força de 9 x 10
9
N (newtons). É equivalente a 6,23 x 10
18
elétrons. Um microcolúmbio é equivalente a um milionésimo de
colúmbio.
299
No caso do módulo utilizado pelo Major, a proteçãocontra abrasão se daria no interior da atmosfera, visto que o módulo
não ultrapassaria este âmbito. (Nota de LGA).
218
muito delgadas, e cheio de gás nitrogênio. Uma série de 1200 radiadores de alta freqüência, distribuída
perifericamente, aquece à vontade, e em várias temperaturas, os diferentes pontos da massa gasosa,
conseguindo-se desde um simples menisco lenticular de luminosidade f:32 até um complexo sistema,
equivalente, por exemplo, a uma teleobjetiva ou umagrande-angular de 180 graus. Estas ‘câmaras’ não
dispõem de diafragma, posto que a luminosidade ‘óptica’ varia à vontade. O filme, de selênio, carregado
eletrostaticamente, fixa nele uma imagem elétrica que substituiu a imagem química.
300
Esta película é
formada por cinco lâminas superpostas transparentes, cuja sensitometria é calculada para fixar outras
tantas imagens de diferentes comprimentos de onda. Além de uma segunda câmara de gás xenon, para
novo e completo tratamento óptico das imagens (criando instantaneamente uma espécie de prisma de
reflexão), nossas câmaras de lente gasosa são alimentadas por um minúsculo computador nuclear, que
constitui o ‘cérebro’ do aparelho. Este microcomputador, provido também de memória de titânio, rege o
funcionamento de todas as suas partes, programando os diversos tipos de sistemas ópticos no cilindro de
gás e tendo em conta todos os fatores físicos que intervêm: intensidade e brilho de imagem, distâncias
focais, distância do objeto para o seu correspondente enfoque, profundidade de campo, filtragem
cromática, ângulo do campo visual, etc.”
301
(BENITEZ, J. J. OCT 1, pp. 188-189).
302
Pele invulnerável: “ (...) Por aspersão, o corpo era pulverizado comuma substância que formava
uma fina película. O elemento básico era um composto de silício em dissolução coloidal em um produto
volátil. Ao ser esparzido sobre a pele, este líquido evapora rapidamente e o diluente e a cobre de uma
delgada capa porosa de natureza eletrostática. Essaepiderme artificial e milimétrica protegeria o
explorador de possíveis ataques bacteriológicos e mecânicos, suportando, por exemplo, impactos
equivalentes ao disparo de uma bala (calibre 22 americano) a uma distância de 6 metros. Este eficaz
‘traje’ protetor não inibia, ademais, o processo natural de transpiração. (BENITEZ, J. J. OCT 2, p. 228)
Teletermografia à distância: “A detecção de temperatura cutânea à distância – base de nossas
experiências de teletermografia – realizaram-se graças à propriedade da pele humana, capaz de comportar-se como um emissor natural de radiação infravermelha (R1). Como se sabe, pela formulada lei de
Stephan-Boltzmann (W = єJT
4
), a emissão é proporcional à temperatura cutânea, e dado que T se acha
elevado à quarta potência, pequenas variações em seu valor provocam aumentos ou reduções, assinalados
na emissão infravermelha (W: energia mitida por unidade de superfície; є: fator de emissão do corpo
considerado; J: constante de Stephan-Boltzmann; e T: temperatura absoluta).
300
É de se notar a referência, antecipada de muitos anos, à fotografia digital, cuja imagem é registradaeletricamente (nota de
LGA).
301
As máquinas fotográficas digitais foram inicialmente desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial, mas apenas no
âmbito militar. Mesmo as máquinas digitais usadas pela NASA, na década de 1960, possuíam resolução muito pequena, além
de serem em P&B. Em 1969 surgiu o CCD, que captura as imagens e viria a equipar as máquinas digitais. A primeira máquina
digital comercial foi lançada pela Sony em 1981; entretanto, elas só se tornaram populares (e mais sofisticadas) a partir da
década de 1990. Mas somente no final desta década começaram a surgir as máquinas capazes de oferecer atecnlogia descrita
pelo Major. (Nota de LGA).
302
Atualmente, já há referências na literatura científica acerca de telescópios feitos com lentes a gás.Veja-se: A Gas-lens
telescope. In: http://www.nature.com/nature/journal/v353/n6344/abs/353547a0.html.
219
“Em numerosas experiências iniciadas por Hardy, em 1934, havia-se podido comprovar que a pele
humana se comporta como um emissor infravermelho similar ao ‘corpo negro’ e, em conseqüência, não
emite radiação infravermelha refletida de volta. (Esse escpectro de radiação infravermelha emitido pela
pele humana é amplo, com um pico máximo de intensidade fixado em 9,6 µ.). Nosso dispositivo de
teletermografia consistia, portanto, em um aparelhocapaz de detectar, à distâsncia, mínimas intensidades
de radiação infravermelha. Basicamente constava de um sistema óptico que localizava a ‘RI’ sobre um
detector. Este era formado por substâncias semicondutoras (principalmente Sbin e Ge-Hg) capazes de
emitir um mínimo sinal elétrico cada vez que um fóton infravermelho, de intervalo de longitudes de onda
determinado, incidia em sua superfície. E, embora odetector fosse do tipo ‘pontual’ – capaz de detectar o
‘RI’ procedente de um único ponto geométrico – o Projeto Cavalo de Tróia havia conseguido ampliar seu
raio de ação mediante um complexo sistema de varredura, formado por mini-espelhos rotatórios e
oscilantes. A alta velocidade de varredura permitiaanalisar a totalidade do corpo ... várias vezes por
segundo. Isso, por sua vez, possibiitava a obtençãode imagens dinâmicas (daí o nome de teletermografia
dinâmica). Em seguida à emissão, o sinal elétrico correspondente à presença de fótons infravermelhos era
amplificado e filtrado, para ser conduzido depois aum osciloscópio miniaturizado. Nele, graças à alta
voltagem existente e à varredura sincronizada com odetector, obtinha-se a imagem correspondente, que
ficava armazenada na memória de cristal de titânio do computador.
303
Certamente, nosso teletermógrafo
dispunha de uma escala de sensibilidade térmica (0,1; 0,2 ou 0,5 graus centígrados, etc.) e de uma série de
dispositivos técnicos adicionais, que facilitavam amedição de gradientes térmicos diferenciais entre zonas
de termograma (isotermas, análise linear etc.) As imagens assim obtidas podiam ser de dois tipos: em
escala de branco e preto, muito adequada para o estudo morfológico dos vasos; e em escala de cor, entre
oito e dezesseis cores, muito útil para efetuar medições térmicas diferenciais com precisão. Ambos os
sistemas, naturalmente, podiam ser usados de forma complementar. Cavalo de Tróia, depois de numerosas
provas, selecionou os equipamentos AGA-661, assim como uma associação do Barnes-Pyroscan e os do
sistema CSF-IR, como os mais indicados para nossa missão.
(...).“Esses ultra-sônicos – com uma velocidade de propagação no corpo humano de 1.000 a 1.600
m por segundo, com exceção dos ossos, permitem ... uma excelente exploração e posterior visualização
dos órgãos desejados, logrando-se até a captação dosom cardíaco e do fluxo sanguíneo, através de um
sistema de adaptação denominado ‘efeito Doppler’. Com intensidades que oscilam entre os 2,5 e os 2,8
miliwatts por centímetro quadrado e com freqüênciaspróximas aos 2,25 megaciclos, o dispositivo de
ultra-som transforma as ondas iniciais em outras audíveis, mediante uma completa rede de
amplificadores, controles de sensibilidade, moduladores e filtros de faixas. Para evitar o árduo problema
do ar – inimigo dos ultra-sons – os especialistas idearam um sistema capaz de ‘encarcerar’ e guiar os
ultra-sons através de um finíssimo ‘cilindro’ ou conjunto de tubos de luz laser de baixa energia, cujofluxo
de elétrons livres ficava ‘congelado’ no instante da sua emissão.
“O processo para ‘congelar’ o laser, dando lugar aoque poderíamos qualificar de ‘luz sólida’,
304
cujas aplicações no futuro serão inimagináveis, nãome é permitido revelar. (...) Ao conservar uma
303
Em outra parte do texto, o Major refere-se a esta memória especial, que seria capaz de armazenar um Terabyte, capacidade
esta que somente foi alcançada e superada, em computadores comerciais, no início do século XXI. (Nota de LGA).
304
A literatura ufológica tem relatado casos em que as testemunhas vêem um tipo de “luz sólida” emitida pelas naves. (Nota de
LGA).
220
longitude de onda superior a 8.000 ansgströns (0,8 micra), o ‘tubo’ laser continua desfrutando a
propriedade essencial do infravermelho, com o que só podia ser visto mediante o uso de lentes especiais
de contato (‘crótalos’). Dessa forma, as ondas ultra-sônicas podiam deslizar pelo interior do ‘cilindro’ ou
‘túnel’ formado pela ‘luz sólida ou coerente’, podendo ser lançadas a distâncias que oscilavam entre os 5
e os 25 m. O apelido de ‘crótalos’ devia-se à semelhança com o sistema de que é dotado esse tipo de
serpente. Suas fossas ‘infravermelhas’ permitem-lhea caça de suas vítimas através das emissões de
radiação infravermelha dos corpos das presas. Qualquer corpo cuja temperatura seja superior ao zero
absoluto (menos 273ºC), emite energia do tipo infravermelho. Essas emissões de raios infravermelhos,
invisíveis para o olho humano, são provocadas pelasoscilações atômicas no interior das moléculas e, em
conseqüência, acham-se extremamente ligadas à temperatura de cada corpo. (...) o olho do homem, como
está demonstrado, só vê uma pequena parcela do espectro eletromagnético da luz: a que se estende dos
400 aos 700 nanômetros. Por cima desta última aparece toda a gama do infravermelho. Mas, mediante o
uso de óculos especiais, adequados à emissão do infravermelho, o homem pode ‘ver’ também nessa
freqüência. (...) Os especialistas do projeto haviam logrado confeccionar essas quase milagrosas lentes de
contato
305
‘infravermelhas’, incorporando uma série de faixasperiféricas à superfície básica monocurva,
dotadas de centenas de microcélulas, que não eram outra coisa que outros tantos filtros ‘Wratten 898’,que
só deixavam passar a radiação infravermelha.
306
O peso específico obtido foi de 1,19. Sua força flexional
(ppi) era de 10.000-15.000, e a dureza Rockell, de M85-M105.
“No caso dos ultra-sons, a cabeça de cobre, de cor branca, podia adotar duas posições
diferenciadas: a primeira, para ativar o lançamentode ondas com uma freqência de 3,5 MHz (suficiente
para explorar órgãos internos), e a segunda, de 7,5a 10 MHz (para rastreio de superfície e tecidos moles).
(BENITEZ, J. J. OCT 1 pp. 323-325; pp. 423-424).
Arma de raios paralisantes: “ (...) Um gerador de alta freqüência alimentava a placa, produzindo
assim as ondas ultra-sônicas (com frequência oscilando entre 16.000 e 10
10
Hertz). (...) Essa [última]
freqüência, chegando quase ao hipersônico, era fulminante para determinadas espécies animais...
“ Um dos dispositivos localizados no interior do cajado
307
– o de ondas ultra-sônicas, de natureza
mecânica, e cuja freqüência se encontra acima dos limites da audição humana (superior aos 81.000 Hertz
– havia sido modificado com vistas a essa nova missão. O Cavalo de Tróia
308
proibia terminantemente
que seus ‘exploradores’ ferissem ou matassem os indivíduos objeto de suas observações. O código moral,
como eu já disse, era estrito. Mas, na previsão de possíveis ataques de animais ou homens, e como meio
dissuassório e inofensivo, Curtiss
309
havia aceitado que os ciclos das ondas fossem intensificados para
305
Esta tecnologia está hoje ao alcance de qualquer um, pois há diversos binóculos IV à venda no comércio especializado. Não
ainda, entretanto, sob a forma de lentes de contato. (Nota de LGA).
306
Nada de mais acerca desta tecnologia, como se podever por este artigo ainda de 1927: A. L. SCHOEN, "A
PHOTOGRAPHIC METHOD OF SPECTROPHOTOMETRY IN THE REDAND INFRARED," J. Opt. Soc. Am. 14, 179-185 (1927). In: http://www.opticsinfobase.org/josa/abstract.cfm?URI=josa-14-2-179.
307
Um simples “cajado”, típico do contexto histórico da época de Jesus, e que por isto não chamaria a atenção, continha
dispositivos tecnológicos que eram verdadeiras maravilhas, apropriados às diversas funções necessáriasà missão. (Nota de
LGA).
308
Modo como o Major referia-se ao projeto, como um todo. (Nota de LGA).
309
Nome fictício (dado pelo Major) ao General que comandava todos os projetos. (Nota de LGA).
221
cima dos 21.000 Hertz. Em caso de necessidade (...)o uso dos ultra-sons poderia resolver situações
perigosas, sem que ninguém chegasse a perceber o sistema utilizado. Como expliquei também, tanto os
mecanismos de ‘teletermografia’ como os de ultra-sons eram alimentados por um microcomputador
nuclear, estrategicamente alojado na base do bastão. A ‘cabeça emissora’, disposta a 1,70 m da base da
‘vara’, era acionada por um cravo de larga cabeça de cobre, trabalhado – como tudo o mais – de acordo
com as antiqüíssimas técnicas metalúrgicas descobertas por Glueck no vale do Arabá , ao sul do Mar
Morto, e em Esyon-Gueber,
310
o legendário porto de Salomão no Mar Vermelho. Os ultra-sons, por sua
característica e sua natureza inócua, eram idôneos para a exploração do interior do corpo humano. Com
base no efeito piezelétrico, o Cavalo de Tróia dispôs na cabeça emissora, camuflada sob uma faixa negra,
uma placa de cristal piezelétrico, formada por titanato de bário. Um gerador de alta freqüência alimentava
a placa, produzindo assim as ondas ultra-sônicas. (BENITEZ, J. J. OCT 2, pp. 240-241)
4.7 – Há uma Tecnologia Extraterrestre?
No caso dos alienígenas, com seu físico franzino e mãos frágeis de apenas três ou quatro dedos, é
de espantar que apresentem uma tecnologia tão avançada. Mas, pergunta-se, seria esta tecnologia
resultado de uma atividade industrial? A disparidade de modelos de naves avistadas leva a deduzir que
existiriam inúmeros modelos à disposição dos interessados. Entretanto, as características por demais
estranhas mostradas por estas naves, bem como pelosseus ocupantes, pode levar à conclusão de que sua
forma e matéria possam ser adequadas à sua extrema evolução. Talvez a sua manufatura não se dê por
meios industriais tal como os conhecemos. Pode ser o caso, por exemplo, de uma simbiose mente-matéria, de um domínio tão amplo da mente sobre a matéria, que esta poderia até ser manipulada, de
modo a conseguir criar tais naves.
Se os alienígenas possuem uma evolução tão à nossa frente, talvez eles tenham evoluído tanto, que
seus próprios poderes mentais se tornaram ilimitados. Deste modo, seria fácil para eles manipular a
matéria diretamente, e com isto produzirem naves espaciais ao seu bel-prazer (outra hipótese, talvez até
mais plausível, seria a utilização de robôs inteligentes para tal tarefa).
4.7.1 – Há Realmente uma Tecnologia por trás do Fenômeno UFO?
A dimensão ou fator tecnológico não é absolutamente, determinante para o estudo dos UFOs. Isto
é demonstrado pela casuística ufológica, ao se estudar determinadas manifestações ou avistamentos
ocorridos no passado, e que foram registrados com maior ou menor fidelidade.
Sob o ponto de vista do conhecimento terrestre, este fator é insuficiente para abarcar o fenômeno
UFO, pois não explica suas mudanças de forma, variações de densidade, quantificação de materialidade
(materialização/desmaterialização), efeitos físicose psíquicos, etc.
Uma dimensão que se enquadre sob aquilo que se convencionou chamar de magia (conceito lato)
não pode ser descartada, mesmo que não receba o aval da ciência, sob pena de descaracterizar e
empobrecer o fenômeno. Como escreveu o escritor de divulgação e ficção científica Arthur Clarke, “uma
310
Ou Ezion-Geber. Nelson Glueck, antigo diretor da American Schoolem Jerusalém, foi o arqueólogo que descobriu as ruínas
de Ezion-Geber, no Golfo de Áqabah (Gulf of Aqabah). (Nota de LGA).
222
ciência superior à nossa deve, necessariamente, aparecer aos nossos olhos como magia”. Clarke,
entretanto, não acreditava na magia, e sim na ciência, e com esta declaração ele desejava tão somente
fazer uma metáfora.
Sabe-se, pelos extensos registros jornalísticos da época, que o ano de 1897 foi extremamente fértil
em “avistamentos”. Sabe-se, também, que eram vistasaeronaves em forma de charuto (dirigíveis), mas
extremamente lentas, abertas e até com âncoras penduradas de suas bordas.
Há extensos relatos de pessoas que desciam e pediamalimentos ou ferramentas para ajudá-los a
reparar seus barcos voadores (pode-se citar, por exemplo, o incidente ocorrido com William Megiveron,
instado a fornecer sanduíches a alguns tripulantes). Isto, entretanto, aconteceu bem antes que os primeiros
“zepelins” se tornassem funcionais (voassem).
Sobre os céus da Suécia e Noruega, em 1933, por outro lado, eram vistos aviões sem identificação,
mas de duas asas, como se fossem aviões comuns (apropriados à tecnologia da época). Tais aviões,
entretanto, voavam em condições difíceis, o que os aviões existentes à época não podiam fazer.
Entretanto, é possível perguntar: eram mesmo dirigíveis, os objetos vistos no século passado?
Eram mesmo aviões, os objetos vistos sobre a Suéciaem 1933? São mesmo discos voadores, os objetos
vistos hoje em dia? Mesmo com todas as evidências de materialidade densa, pode-se dizer que os UFOs
são objetos reais? Não seria o caso, por exemplo, de os alienígenas estarem se expondo de uma forma
adaptada à tecnologia de cada momento histórico? Ouestariam eles copiando o nosso futuro?
4.8 – A Natureza da Realidade
A natureza, a realidade, o ser e o universo não podem ser abrangidos por teorias simplistas e
reducionistas, elaboradas para se adaptarem a preconceitos e paradigmas personalistas.
311
Já em 1932 (ou em 1930) o físico inglês Paul Dirac apresentou uma teoria sofisticada, de base
matemática extremamente complexa, segundo a qual o mundo observável é tão somente uma tênue
camada sobre a superfície da verdadeira realidade, a qual se constituiria de um denso oceano de partículas
(na verdade, anti-partículas, ou pósitrons) elementares e imperceptíveis. Para Dirac, tais partículas devem
encontrar-se em um estado energético inferior a zero, ou seja, seriam negativas. Esta hipótese recebeu
confirmação experimental, revelando que o universo deve ter uma estrutura simétrica, de matéria e anti-matéria.
312
Embora com base em outras premissas, também ofísico David Bohm teorizou a este respeito. Para
ele, a realidade tangível é uma espécie de ilusão, sendo que a realidade fundamental está a um nível mais
profundo. Bohm compara o mundo a uma projeção holográfica, sendo que a parte visível é o nível mais
superficial, que ele chama de “ordem exposta” ou “ordem revelada”, e a parte invisível, subjacente, é o
311
A verdade é que a realidade (o real) não pode ser colocada em equações, e quando se tenta observá-la,ela se desvanece
como névoa, não se submetendo a regras, leis ou princípios definitivos. As teorias da ciência, muito embora as fantásticas
conquistas tecnológicas conseguidas, apenas arranham a superfície, não penetrando a tessitura interna dos fenômenos. Além
disso, os especialistas sabem, a partir das pesquisas modernas sobre física quântica e lógica matemática, que não há nenhuma
disciplina científica, inclusive a matemática, que possua fundamentos sólidos, reais e definitivos.
312
Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Antiparticle.
223
nível mais profundo, ao qual ele chama “ordem envolvida” ou “ordem velada.” Neste nível, não existe o
aqui-agora, ou dimensão espaço-tempo; existe apenaso que ele chama de “não-localidade” (que foi
previsto no famoso paradoxo Einstein-Rosen-Podolsky).
A teoria de Bohm foi compartilhada pelo neurofisiologista Karl Pribam. Conforme diz Michael
Talbot,
Consideradas juntas, as teorias de Pribam e Talbot fornecem um modo novo e
profundo de ver o mundo: nosso cérebro constrói matematicamente a realidade
objetiva ao interpretar freqüências que são, na verdade, projeções provenientes de
uma outra dimensão, de uma ordem mais profunda de existência que está além,
tanto do tempo quanto do espaço. O cérebro é um holograma envolvido num
universo holográfico.
Para Pribam, esta síntese fez compreender que o mundo objetivo não existe, pelo
menos não do jeito que estamos acostumados a acreditar. O que está “lá fora” é um
vasto oceano de ondas e freqüências, e a realidade parece concreta a nós, só porque
o nosso cérebro é capaz de perceber o borrão holográfico e convertê-lo em paus e
pedras e outros objetos familiares que compõem o nosso mundo.
313
Esta concepção avançada está prevista na inacabada Teoria do Campo Unificado, de Einstein.
Bohm diz que Einstein propôs que o conceito de partícula não deveria ser tomado como básico, e que, ao
invés, a realidade total fosse vista como constituída de campos (expressos por equações não-lineares)
consistentes com a teoria da relatividade. As equações poderiam ter soluções na forma de pulsos
localizados, ou regiões de campo intenso que poderia se mover pelo espaço como um todo estável (similar
a uma partícula), mas com intensidade decrescente. “Em última instância, o universo inteiro (com todasas
suas ‘partículas’, incluindo aquelas que constituemos seres humanos, seus laboratórios, instrumentos de
observação, etc), tem de ser entendido como um único todo indiviso, no qual a análise em partes
existentes separada e independentemente não possui qualquer statusfundamental”.
A manipulação das estruturas do real, onde a mente é afetada e distorcida, substituindo os quadros
do cotidiano por eventos de natureza fantástica, pode ser realmente uma manipulação mágica, aos moldes
ou à feição daquela magia descrita nas obras de Carlos Castañeda.
314
313
TALBOT, 1991, p. 179. Aliás, esse entendimento começou com o filósofo Kant. Para este, a percepção e a representação de
qualquer objeto na mente é sempre feita no tempoe no espaço. Entretanto, Kant considera tempo e espaço não como abstrações
ou algo que exista fora da mente: são formas da sensibilidade, ou seja, são ferramentas humanas inatas e necessárias, as quais
permitem ao homem construir toda a sua experiência do mundo. Essas formas de sensibilidade são um tipode filtro que define
a forma como se pode perceber a realidade. Para Kant, aquilo que aparece para nós já filtrado pelas formas da sensibilidade – o
fenômeno– é chamado “coisa para nós”; o que ele chama de “a coisa em si” – o númeno– não pode ser percebida pela razão
humana porque ultrapassa toda experiência possível.Também a literatura esotérica afirma que o Homem não tem (ainda)
“olhos” para ver a Realidade, tal como ela é!
314
Esta magia (descrita principalmente nas obras O Presente da Águia, O Fogo Interior, O Poder do Silêncio) refere-se às
conseqüências da mudança de posição de um ponto, denominado “ponto de aglutinação”, que é, presumidamente, um vórtice
224
Carlos Castañeda, estudante de antropologia na UCLA, conhecera no México um feiticeiro, a
quem ele chamou de Dom Juan. Após vários anos de convívio intermitente com este feiticeiro, Castañeda
percebeu que ele não era um velho excêntrico ou mesmo um feiticeiro comum, e sim, que ele era (o que
ele, Dom Juan, afirmava ser) um herdeiro das antigas tradições feiticeiras toltecas.
O que importa, aqui, no entanto, é o relato de um episódio ocorrido em abril de 1962 com
Castañeda, o qual ele descreve em seu livro Viagem a Ixtlán.
Um dia, quando perambulavam pelo deserto, encontraram três índios que se diziam aprendizes de
feiticeiro. Eles acamparam em um lugar próximo a uma pedra gigante. Em determinado momento, Dom
Juan disse que iria mostrar uma coisa, e foi para trás da pedra. Após alguns instantes, ele reapareceu.
Conforme relata Castañeda, ele teve um “momento de perplexidade”:
Don Juan havia colocado um esquisito chapéu preto. O objeto tinha bico dos lados,
junto das orelhas, e era redondo em cima. Ocorreu-me que, na verdade, era um
chapéu de pirata. Ele vestia um casaco comprido, preto, de abas como fraque, preso
por um único botão metálico reluzente, e tinha uma perna de pau.
Castañeda diz que depois que Dom Juan voltou para trás da pedra ele se pôs a conversar com os
aprendizes, e, após descrever as roupas de Dom Juan, perguntou-lhes se aquilo tinha algum significado
para eles (para ele mesmo, aquilo tudo parecia apenas uma comédia burlesca). Conforme Castañeda,
O rapaz olhou para mim com uma expressão vazia e esquisita. Parecia estar
confuso. Repeti minha pergunta e o outro rapaz ao lado dele olhou bem para mim,
tentando ouvir.
Eles se olharam, aparentemente na maior confusão. Falei que, a meu ver, o chapéu,
a perna de pau e o fraque faziam dele um pirata.
A essa altura os quatro rapazes tinham-se juntado em volta de mim. Riram baixinho
e se remexeram, nervoso. Davam a impressão de não encontrar palavras. Por fim, o
mais ousado deles falou comigo. Disse que Dom Juan não estava de chapéu, nem
de casaco comprido e, certamente, não usava perna de pau, e sim portava um
capucho ou xale preto na cabeça e uma túnica preta retinta, como a de um frade,
que lhe ia até os pés.
– Não! – exclamou baixinho um dos rapazes. – Ele não tinha capucho.
– Isso mesmo – disseram os outros.
O rapaz que tinha falado primeiro olhou para mim com uma expressão de
incredulidade total.
Afirmei que tínhamos que passar em revista o que havia acontecido, com muito
cuidado e calma, e que tinha certeza de que Dom Juan queria que o fizéssemos, e
por isso nos deixara a sós.
de energia alojado no ovóide luminoso que envolveria o ser humano. Tal ponto de aglutinação, quando convenientemente
manipulado, permitiria a distorção da realidade, ouaté mesmo deslocamentos dimensionais.
225
O rapaz à minha extrema direita disse que Dom Juan estava de andrajos. Tinha
vestido um poncho todo rasgado, ou algum tipo de casaco de índio e um sombrero
muito surrado. Segurava uma cesta cheia de coisas, mas ele não tinha certeza de
que objetos eram. Acrescentou que Dom Juan não estava propriamente vestido de
mendigo, e sim como um homem voltando de uma viageminterminável, carregado
de coisas estranhas.
O rapaz que vira Dom Juan com um capucho preto disse que ele não tinha nada nas
mãos, mas que seus cabelos estavam compridos e revoltos, como se ele fosse um
louco que acabasse de matar um frade e tivesse vestido as roupas dele, porém sem
conseguir esconder sua loucura.
O rapaz à minha esquerda deu uma risadinha e comentou como era tudo tão
estranho. Disse que Dom Juan estava vestido como umhomem importante que
acabava de desmontar do cavalo. Tinha pederneiras de como para montaria,
grandes esporas, um chicote que batia em sua palma esquerda, um chapéu
chihuahua de copa cônica e duas pistolas automáticas, calibre .45. Afirmou que
Dom Juan era a imagem de um rancheroabastado.
O rapaz à minha extrema esquerda riu, encabulado, enão se ofereceu para revelar o
que vira. Pedi que o fizesse, mas os outros não se mostraram interessados. Ele
parecia muito encabulado para falar.
315
É evidente que não se está a sugerir que os alienígenas sejam feiticeiros do Cosmos, ou que, à
maneira de Dom Juan, estejam usando magia para manipular a realidade. Pode haver, entretanto, uma
semelhança estrutural e funcional no conhecimento mágico deste e daqueles, ou talvez, a estrutura
operatória comum a ambos tenha a mesma origem.
316
Todos estes fatos, entretanto, servem para demonstrar que a realidade não é tão simples como se
acredita. A percepção do mundo exterior, realizada através dos cinco sentidos, está ligada à estruturados
lóbulos cerebrais e aos processos mentais associados (o hipnotismo modifica temporariamente estes
processos, abrindo portas normalmente cerradas). Ossentidos humanos são extremamente restritos, para
que uma percepção fiel do mundo ou da realidade seja possível. Os sentidos mais desenvolvidos são a
visão e a audição; a luz visível, no entanto, é umaínfima janela de percepção no amplíssimo espectro
eletromagnético, e a faixa acústica (de audição) é uma das mais pobres do reino animal.
Certos aspectos invisíveis da realidade podem ser detectados através de equipamento eletrônico
especializado. A maioria dos operadores de radar játeve oportunidade de captar certos objetos invisíveis
315
CASTAÑEDA, 1972, pp. 194-196.
316
O comportamento mágico está excessivamente disseminado em todas as culturas do mundo para que possa ser simplesmente
descartado como superstição ou mito. O racionalismocientífico, cético e materialista, é uma exceção exclusiva da cultura
ocidental, herdeira da tradição grega (mas somente após Aristóteles; a tradição pré-socrática é eivadade magia); em todas as
outras culturas, o pensamento mágico prepondera na determinação das estruturas da realidade. O pensamento mágico não
caracteriza a fase infantil de uma sociedade; ele possui a sua própria lógica interna e uma coerência intrínseca que regula e
normatiza o comportamento dos seus membros, revelando uma complexa estrutura inerente a esta sociedade.
226
na atmosfera, que eles denominam “anjos”. A meteorologia procura explicar estes objetos dizendo que
eles são produto de inversões térmicas ou outros fenômenos conhecidos.
Algumas evidências científicas levam à conclusão que a realidade parece ser uma construção da
mente, não somente quanto a dimensão perceptiva, mas também quanto a dimensão operatória. Em seu
livro The Seth Material(uma apresentação das idéias avançadíssimas de um ser espiritual) Jane Roberts
diz (citando Seth): “A idéia básica é que os sentidos são desenvolvidos, não para permitir tomar
consciência de um mundo material já existente, mas para criá-lo...”
Considerem uma rede de fios, um labirinto de fios interminavelmente
interconectados de modo que olhando através deles, eles pareceriam não ter início
nem fim. O plano de vocês poderia ser comparado a uma pequena posição entre
quatro fios bem delgados, e o meu plano poderia sercomparado a uma pequena
posição nos fios vizinhos, do outro lado. Não somente estamos em diferentes lados
dos mesmos fios, mas estamos ao mesmo tempo abaixo ou acima, de acordo com o
seu ponto-de-vista. E se considerarem os fios como se formassem cubos (...) então
os cubos podem se encaixar uns dentro dos outros, sem perturbar uma vírgula os
habitantes de cada um. E estes cubos estão eles mesmo dentro de cubos, e estou
falando agora somente da pequena partícula de espaço tomada pelo plano de vocês
e o meu.
Pensem de novo em termos de seu plano, limitado pelos seus pequenos e estreitos
conjuntos de fios, e meu plano do outro lado. Estes, como tenho dito, são solidários
e possuem ilimitada profundidade, ainda que para umlado, pois para o outro é
transparente. Vocês não conseguem ver, mas os dois planos movem-se um através
do outro constantemente. Espero que vocês entendam o que estou fazendo. Estou
colocando a idéia de movimento, porque a verdadeiratransparência não é a
habilidade de ver através, mas mover-se através.
Isto é o que eu quero dizer por quinta dimensão. Agora, removam a estrutura dos
fios e dos cubos. As coisas comportam-se como se osfios e os cubos existissem,
mas eles servem somente para construí-las, mesmo para aquelas no meu plano...
Nós construímos imagens adequadas aos sentidos que esperamos ter. Nós
simplesmente construímos linhas imaginárias para andarmos por elas.
317
Alguns aspectos realmente estranhos e inacreditáveis relatados por testemunhas
318
parecem provir
dessa manipulação da realidade, ou seja: aquilo quea testemunha vê (ou acredita estar vendo) não parece
317
The Seth Material(tradução do autor).
318
A maioria dos ufólogos parece ter optado por rejeitar este aspecto bizarro do fenômeno, devido ao seuabsurdo intrínseco.
227
corresponder à “realidade” cotidiana, aquilo com o que ela está acostumada.
319
Ou então a testemunha
acredita que o que está vendo é bastante “natural”,não obstante o seu aspecto bizarro.
4.9 – Dualismo na Realidade Ufológica
À maneira da dualidade corpúsculo-onda da física, os UFOs parecem possuir uma dualidade
material-imaterial, dualidade esta que não se ressente da contradição de seus conceitos. Apesar da
inequívoca materialidade dos objetos (peso, consistência, massa, opacidade à luz e ao radar), outras
características de seu comportamento os enquadram como imateriais (quando fundem-se dois ou mais em
um só; quando aparentam ser não apenas máquinas, mas seres vivos e aqui apresenta-se outra
contradição conceitual insanável). Além disso, parece que os UFOs, de algum modo, são capazes de
manipular a realidade, criando um campo de realidade distorcida, virtual ou mesmo múltipla (que talvez
nem sempre corresponda às lembranças posteriores doabduzido).
(...) o fenômeno dos OVNIs funciona como um transformador da realidade (ou, na
definição de Bertrand Meheust, modificador da realidade), provocando nas
testemunhas uma série de situações simbólicas que se tornam indistinguíveis da
realidade. Estas situações, que frequentemente se iniciam por uma série atordoante
de luzes coloridas piscando ou de extraordinária intensidade, induzem a um estado
de profunda confusão nos envolvidos, que se tornam vulneráveis à inserção de
novos pensamentos e experiências visuais inéditas. A resposta dos ufologistas à
confusão dos sequestrados tem sido desastrosa. Ao aceitar literalmente as
manifestações simbólicas, e ao hipnotizar as testemunhas em um esforço para
solucionar a confusão, muitos pesquisadores bem intencionados acabaram, na
verdade, por reforçar a realidade alternativa induzida pela visão do OVNI, desta
maneira exacerbando o que pode muito bem ser apenasum efeito colateral,
perdendo de vista a experiência principal.
320
Conforme relata o pesquisador ufológico R. Thompson,
Em 1980, uma semana antes do Dia de Ação de Graças,um casal dirigia ao norte
de Denver. O homem, um artista comercial, relatou ter visto uma “luz azul-celeste”, após o que o casal passou por uma hora deperda de tempo.
321
A regressão
hipnótica foi realizada em 5 de julho de 1984 por Richard sigismund, um sociólogo
de Boulder, Colorado. Sob hipnose, a mulher disse que eles foram içados em um
319
“O que é, portanto, mais provável: que estamos sofrendo uma invasão maciça, mas em geral imperceptível, de alienígenas
que cometem abusos sexuais, ou que as pessoas estãoexperimentando um estado mental que desconhecem e não
compreendem?” (SAGAN, 1996, p.189).
320
VALEÉE, 1990, p. 173.
321
Tempo perdido.
228
carro por um feixe luminoso e transportados para uma nave próxima dali, pousada
sobre esteios. Um “homem” alto e calvo num manto azul os chamou por hipnose.
Em sua descrição desta cena, o homem reagiu ao aparente absurdo do traje do ser:
322
“Ele está olhando para nós, dizendo-nos para entrar. Ele é o líder. O líder vestido
num manto azul. Que estupidez! Isto não tem lógica.Este manto é ilógico. Ele não
precisa de um manto. Não um manto desses. (...) Elenão fala com a boca. Ele fala
com a mente.”
(...)
Existem outros relatos apresentando entidades vestidas em trajes estranhos.
323
Um
exemplo disto é o contato amistoso da Sra. Cynthia Appleton com belos e altos
seres vestidos em roupas de plástico com golas “elisabetanas”.
324
Um caso ocorrido com um cubano que emigrou para os EUA reúne, igualmente, todos os
elementos do simbolismo e da realidade manipulada e/ou transformada (até quase se pode dizer,
mistificada).
Em 3 de janeiro de 1979, Filiberto Cardenas, um imigrante cubano, andava de carro junto com a
esposa, a filha de 13 anos e um amigo, pela região de Hialeah. Em certo momento perceberam que o carro
parou de funcionar, e saíram para olhar o motor. Nesse momento, começaram a perceber luzes vermelhas
e violáceas e um som semelhante ao voo de abelhas. Fernando, o amigo que estava debaixo do carro, saiu
a tempo de ver o amigo ser levantado pelo ar, e um objeto enorme que ascendeu e afastou-se.
A próxima coisa que Filiberto se lembrou foi de teracordado em meio à rodovia, cerca de 16 km
distante de onde estava. Posteriormente, quando foihipnotizado, Filiberto se recusou a dizer o que tinha
acontecido, falando que “eles me disseram para não falar nada”. Algum tempo depois, concordou em
contar o que presenciara. Segundo ele, havia uma espécie de robô e dois homenzinhos com vestes bem
justas. Um deles tentou se comunicar em vários idiomas e ia ajustando um dial em seu peito, cada vez que
mudava de idioma. Filiberto diz que lhe fizeram 108marcas no corpo. Depois, o teriam conduzido frente
a um indivíduo sentado em um trono elevado, que vestia um manto e tinha uma corrente da qual pendia
uma pedra triangular.
325
Quando as testemunhas vêem coisas estranhas, vestuários exóticos, isto talvez possa estar sendo
retirado de propósito de seu próprio repertório interior de imagens. Talvez, na impossibilidade de a
testemunha entender o fenômeno “em si”, a coisa real, a sua mente seja manipulada de forma que ela
possa poder interpretar essa “realidade” de acordo com modelos familiares, que não chocam o bom-senso.
322
THOMPSON, 2002, p. 395.
323
Strieber também faz menção a trajes exóticos, vestidos pelos alienígenas.
324
O próprio comportamento da testemunha parece ser constantemente previsto e manipulado. No livro A Quinta Coluna do
Espaço, J. J. Benítez fala a respeito de um objeto aéreo luminoso avistado à noite por um guarda rodoviário,objeto este que
sumiu repentinamente. Em seguida, como que vindo donada, surgiu um carro negro na estrada, com algumas pessoas estranhas
e misteriosas em seu interior.
325
Todo o relato é permeado de situações e imagens simbólicas que se situam na fronteira da realidade e dos estados oníricos e
simbólicos, e que podem ter sido extraídos seja do inconsciente do abduzido, seja do denominado Inconsciente Coletivo.
229
O escritor e pesquisador Jim Keith deu uma entrevista acerca da natureza dos UFOs em novembro
de 1995, que aqui será reproduzida em alguns de seus trechos mais importantes.
O que pretendo explorar hoje são alguns de meus pensamentos e opiniões sobre a
natureza dos UFOs, alienígenas e realidade, baseados em interesses que tenho
desde 1957. Focarei em algum material que sugere que os UFOs e os ETs
caminham em uma fina linha entre a realidade e o pensamento (ou consciência).
Isto não sugere, contudo, que isto seja uma experiência ilusória. Eu não acredito
que a experiência UFO seja ilusória. Eu quero explorar o que pode ser chamado de
fronteira da manifestação do fenômeno UFO.
Não estou sugerindo que os UFOs e os alienígenas são imaginários, nem garantirei
que eles sejam completamente, materialmente, solidamente “reais”. Realmente,
penso que a sua existência desafia as definições derealidade e imaginação, e situa
suas limitações. A mim parece que os UFOs atravessam algumas vezes estas linhas
de demarcação e desafiam as definições. O modo comoo fazem dá-nos alguns
indícios que apontam para algo mais, para a natureza da realidade, para o que é
realmente real e o que é possível, em termos de compreensão e expansão da
consciência.
Realidade é um conceito amorfo. Minha experiência sugere que há um entre-reino
neste universo ou omniverso onde pensamento e matéria se encontram (...).
(...) A consciência, tanto quanto posso conceber deminha prórpia experiência, não
possui qualquer tipo de limitação. É potencialmentecriadora, e pode criar liberdade
e limitação. Ela, de um modo bastante interessante,cria a própria concepção de si
mesma (...).
A consciência cria pensamentos e crenças, e penso que é a criadora da matéria
sólida (...). Eu creio que você cria a totalidade de sua referência física (...). Você
pode re-estruturar toda a sua experiência, mudar sua identidade inteiramente, e
experimentar o que quer que deseje.
326
*
Certos fenômenos, embora pouco conhecidos, nem por isto deixam de ser reais. A um nível
prosaico, embora espetacular, é possível manipular a realidade através do hipnotismo, fazendo o
hipnotizado ver coisas ou pessoas que não estão à sua frente, ou deixar de ver pessoas fisicamente
presentes. O mais surpreendente é que se pode fazercom que o hipnotizado mantenha diálogos com
pessoas ausentes, como se estas estivessem à sua frente, e descobrir coisas a respeito delas que ele não
sabia.
326 A entrevista se transformou em um artigo que foi publicado na revista eletrônica Paranóia.O artigo completo, UFOs at
the Edge of Reality, pode ser visto aqui: http://www.paranoiamagazine.com/edge.html.
230
Uma experiência realizada pelo cientista russo Vasiliev (da extinta União Soviética), em 1921,
causou extrema perplexidade pelo seu alto grau de estranheza. Vasiliev descobriu que aproximando um
imã em ferradura da nuca de uma pessoa hipnotizada,de modo que o polo norte do imã fique a cinco
centímetros da região temporal direita, e sem que aexperiência seja do conhecimento do hipnotizado,
imagens ópticas que lhe sejam sugeridas (imagens sem existência real) se deslocam ou distorcem, em
função da aproximação do imã.
Mas a hipnose, que pode ser uma técnica investigativa muito proveitosa, infelizmente tornou-se
uma obsessão fanática dos pesquisadores norte-americanos da atualidade. Neste processo, pesquisadores
sem treinamento em hipnose clínica chegam a criar falsas lembranças nas testemunhas, na sua busca de
respostas fundamentais precedida pelo fornecimento de pistas sutis.
A explicação para os fatos citados talvez possa estar na telepatia, na clarividência ou até mesmo na
retro ou pré-cognição, mas qualquer conclusão a respeito seria apressada.
Com relação aos contatados (verdadeiros), verificou-se que é muito fácil o hipnotizador
contaminar o hipnotizado com as suas crenças básicas, e com isto invalidar a experiência. Esta
contaminação se daria através de perguntas indutoras, que já apontam em seu conteúdo as respostas
desejadas inconscientemente pelo interrogador.
O processo hipnótico, muitas vezes, não consegue vencer barreiras de sugestões anteriores. Como
se tem constatado em vários casos, o abduzido não se lembra de partes do que aconteceu, ou
simplesmente se recusa a falar a respeito, mesmo hipnotizado.
O hipnotismo clássico, de todo modo, não é um instrumento de pesquisa definitivo, porque
envolve variáveis que a maioria dos pesquisadores não consegue dominar. Freud, por exemplo, deixou de
utilizá-lo na psicanálise, por não poder controlar os seus resultados.
Entretanto, sabe-se que processos de hipnotismo desenvolvidos em agências secretas (sub-produtos de pesquisas militares)
327
são extremamente eficientes para criar bloqueios hipnóticos.
Ainda durante a Segunda Guerra Mundial foram criados métodos extremamente avançados de
hipnotismo pelos norte-americanos, como conta o Dr.George H. Estabrooks, antigo diretor do
Departamento de Psicologia da Universidade Colgate.
Durante a guerra, ele hipnotizou um Capitão do Serviço de Intendência do Exército Americano,
sem o conhecimento deste. O Capitão recebeu uma informação codificada, a qual deveria ser repetida a
um agente em outro continente, quando este pronunciasse uma palavra-chave, palavra esta capaz de
colocar o Capitão em transe profundo imediatatamente. Em seguida seria dada uma resposta também em
código, que seria trazida de volta e repetida, tudoisto sem o conhecimento (e a anuência) consciente do
militar. Além disso, ele recebia uma sugestão hipnótica tão profunda que somente reagiria às sugestões
hipnóticas que viessem de um dos dois agentes. Qualquer outro que tentasse hipnotizá-lo encontraria uma
barreria instransponível.
327
São métodos aos quais os civis geralmente não possuem acesso, ou sequer tem conhecimento a respeito.
231
Estes métodos de hipnotismo, também conhecidos por russos e chineses, foram desenvolvidos por
estes últimos de tal forma que permitiam fazer autênticas “lavagens cerebrais” em prisioneiros e fazê-los
mudar de crença política ou mesmo servir de inconscientes agentes de uma “quinta-coluna”. Este processo
de lavagem cerebral teve a sua eficiência comprovada quando os EUA receberam de volta prisioneiros
norte-americanos que tinham estado por meses nas mãos dos norte-coreanos, na Guerra da Coréia. Todos
eles vieram a se mostrar agentes indesejáveis de propaganda comunista em solo americano.
328
Jacques Vallée afirma que “Os pesquisadores dos seqüestros fazem uma objeção válida ao
conceito de que todas as lembranças [que podem ser recuperadas pelo hipnotismo] são fantasias. Não só
os elementos hipnotizados recordam certos padrões, como testemunhas que lembram conscientemente de
todo o episódio (...) descrevem padrões similares. Entretanto, as pesquisas recentes sobre a memória, e
especialmente a pesquisa de crimes por testemunhas nos tribunais, indicam que devemos proceder com
muita cautela nesta questão.”
Em determinadas experiências levadas a cabo nos EUA, pessoas hipnotizadas foram levadas a crer
que tinham sofrido um processo de abdução por UFOs (experiência esta não acontecida de verdade). Para
surpresa dos pesquisadores, em alguns casos elas passaram a descrever os aspectos da abdução com a
mesma riqueza de detalhes dos abduzidos reais, inclusive com os pormenores usuais. Este fato pode ter
várias explicações: conhecimento prévio, pelo hipnotizado, (através da leitura de jornais, livros e revistas)
da casuística ufológica; possível contaminação através de perguntas indutoras; acesso da mente a um
inconsciente coletivo, tal como descrito por Jung; descoberta acidental de um abduzido que não conhecia
a sua condição.
Keith Thompson diz que “Atualmente, nos reinos da ciência, discute-se acaloradamente sobre a
conveniência de se continuar a falar da realidade como algo absoluto e eternamente independente das
nossas observações e dos nossos pensamentos. Contrariando a idéia tradicional e tranqüilizadora de quea
ciência aproxima-se cada vez mais do conhecimento edo mapeamento da natureza exata de um universo
supostamente auto-suficiente, novas descobertas na ciência do conhecimento indicam que o papel ativo do
observador deve ser incluído – e explicitamente levado em conta – na explicação científica.”
A experimentação científica, como qualquer cientista sabe, é uma relação sujeito-objeto, onde o
sujeito (observador) pode alterar o objeto (realidade) no ato da experimentação (observação). A
impossibilidade de descobrir o que seja o objeto, pela experimentação, existe tanto a nível microfísico
(teoria da indeterminação de Heisenberg e indeterminação quântica) quanto a nível macrofísico (teoria da
relatividade de Einstein).
329
Pela teoria quântica, a “realidade” é uma “função de onda” probabilística que
“colapsa” em uma determinada forma assim que se fazuma observação. Enquanto não se realiza a
observação, existem infinitas “formas de ser”.
328
Ou seja, a lavagem cerebral foi tão eficiente que eles foram cooptados. Aliás, talvez tenha sido esteo motivo pelo qual o
Exército dos EUA fez pouco empenho em resgatar prisioneiros que tinham ficado muito tempo em mãos dos norte-vietnamitas.
Sobre métodos de lavagem cerebral e manipulação da mente, veja-se: DELGADO, 1969; LÖBSACK, 1972; BROWN, 1963;
PACKARD, 1965.
329
Por exemplo, a impossibilidade da “simultaneidade”. Como a “informação” viaja na maior velocidade possível (a da luz),
que é limitada, não seria possível saber se dois fenômenos, ocorridos a grande distância entre si, foram simultâneos ou não.
232
Assim, o conhecimento do real é um conhecimento deduzido de interferências (e de inferências)
sobre o objeto, conhecimento este que só pode ser expresso através de equações matemáticas. Mas isto tão
somente em relação ao universo “observável” ou perceptível pelos sentidos; o universo não percebido
sequer é considerado pela ciência, exceto aquele deduzido nas considerações altamente abstrusas da
matemática superior.
Talvez a realidade não seja única, e sim múltipla, com dimensões paralelas e/ou superpostas
(algumas modernas teorias da física preconizam a existência de dez ou mais dimensões, no universo).
Talvez os UFOs estejam em interação com aspectos ouentidades ocultas que permeiam ou
convivam com os humanos, sem que estes os percebam (para o pesquisador Leonard Stringfield, existe
uma região nos EUA, que abrange porções dos estadosde Ohio, Kentucky e Indiana, com centro
aproximado em Cincinnati, que parece exercer uma estranha atração sobre os UFOs, deles merecendo
uma atenção ou uma aparente vigilância especial e inexplicável).
*
Toda esta digressão foi feita a propósito da relação entre a intenção por trás do fenômeno UFO e a
possibilidade de que possam perceber realidades intangíveis que o homem não consegue perceber. Se os
UFOs (os alienígenas) podem perceber uma realidade oculta, é possível que esta realidade seja a face de
um plano ou esquema gigantesco, no qual o homem seja somente a cobaia de um experimento, e tão
merecedor de atenção e piedade quanto um rato de laboratório. Isto aparentemente atenta contra a
dignidade humana, mas qualquer consideração neste sentido é viciada pelos padrões de pensamento
usuais. Em nome de uma moral que não pratica, o homem costuma verberar contra toda injustiça, desde
que esta não seja oriunda de seus próprios atos. Talvez, enfim, o homem esteja sob a tutela destes
estranhos seres, tutela esta que queiramos ou não, se regerá pelos seus exclusivos critérios.
4.10 – Abduções Terrestres?
Surgem cada vez mais evidências de que pelo menos uma parte de todo este fenômeno de
abduções tenha origem puramente terrestre, como aplicação de descobertas militares.
Talvez algumas abduções não tenham sido, realmente,realizadas por alienígenas, e sim por
militares em busca de cobaias para suas experiências. Já em 1950 as experiências pioneiras do Dr. John
Cunningham Lilly em comunicações com golfinhos, drogas psicodélicas e “mapas cerebrais” humanos
chamaram a atenção dos militares, que o procuraram no sentido de conhecer possíveis aplicações
militares para as suas descobertas (Lilly recusou colaborar).

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