terça-feira, agosto 21, 2012

Livro / Arquivo UFO ( Alerta Brasil )


ARQUIVO UFO (Alerta Brasil)
A obra aborda, principalmente,
relatos de arquivos, de aparições
de Objetos Aéreos Não
Identificados e contatos com
tripu lantes de OVNIs, de 1954 à
1979, incluindo casos pesquisados
por minha equipe junto à SIFETE -Pesquisa Ci entífica.
Em alguns relatos, a obra apresenta
resultados de análises epesquisas
que atestam a veracidade das
aparições.



I
Há algo de errado em nosso passado longínquo que dista
de nós, milhares e milhares de anos.
Há algo de errado em nossa Arqueologia! Por que esta-mos encontrando acumuladores elétricos que datam de mui tos,
milhares de anos?
Por que achamos números com quinze casas e n enhum
computador os colocou ali?
Mas por que aqueles homens primitivos tiveram a capa-cidade de criar tantas coisas inacreditáveis?
A ânsia pela paz, a procura da imortalidade, a sau dade
das estrelas; tudo isso fervilha na consciência humana e procura
desde tempos imemoráveis, irresistivelmente, tornar- se realida-de.
É natural essa aspiração profunda implantada no ser h u-mano?
São realmente só desejos humanos ou esconde- se atrás
daqueles anseios de realização, daquela saudade das e strelas a l-go bem diferente?
Não parece certo que a formação da inteligência h u mana
tenha sido o resultado de um interminável desenvolv i mento,
pois esse processo, se realizou muito repenti namente. Provavel-mente nossos antepassados receberam sua inteligên cia de seres
superi ores, os quais deviam dispor de conheci mentos que possi-bilitaram esse processo em um curto prazo.
Desde os tempos pré- históricos, o homem já era fascina-do pela idéia de se elevar do solo terrestre para o ar.
2
Que diríamos a respeito do mapa de Piri Reis? Teria o
seu cartógrafo executado o mapa durante um vôo? Apenas com-paremos a foto da Terra tirada pela Apolo 8.
O homem continuou buscando, aprendendo, se desen-volvendo. Criando e executando coisas que, se hoje não são i m-possíveis, nos garantem, pelo menos, u ma dificuldade ex trema.
A planície de Nazca, por exemplo, seria um campo de
pouso para objetos voadores? Ou seria simples símbolo de signi-ficado religioso?
No interior do templo Maia em Palenque, o que se ch a-mou de "o Astronauta Maia". Seria realmente um astronauta?
Na Porta do Sol, em Tiahuanaco, dez toneladas em um
só bloco. A lenda menciona uma espaçonave dourada que veio
das estrelas.
Na Bolívia, estradas de alvenaria para um povo que não
usava rodas.
E os achados vão se amontoando e deparamos com m o-num entos à nossa frente. O homem, na idade da pedra, conhe-cendo o espaço. Elevando templos e monumentos, l avrando t o-neladas de rochas com equipamentos primiti vos.
Assim, só podemos perguntar: quando e de que m aneira
tornaram - se inteligentes nossos antepassados?
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Ceticismo, medo e espanto cercam o assunto. Para uns,
uma nova religião. Para outros, fantasia. E a verdade?
3
A prova irrefutável de contato com seres do espaço side-ral torna agora impossível não acreditar em discos voadores.
Os discos voadores têm sido vistos por milhões de pes-soas em todo o mundo e nos últimos anos houve milh ares de
casos de aterrissagens comprovadas. Muitos deles aparecem s o-bre bases militares e de mísseis e há notícias do aparecimento de
misteriosos homens de preto que parecem ter constrangido f a-mosos pesquisadores de discos v oadores, bem como milhares de
pessoas que nada sabiam sobre esses objetos mas que apenas
viram alguma coisa que não lhes dizia respeito.
Em 1947, um aviador americano, observou um estr anho
fenômeno no céu. Um enorme objeto em forma de disco, girava
como um pião e refletia a luz do sol. Da história rel atada surgiu,
pela primeira vez, o termo disco voador.
Surgiram mais relatos do gênero. Livros que contavam
histórias decontatos com seres extraterrestres. Vi agens em n a-ves estranhas, pessoas que afirmam ter visto objetos e j u ram ter
encontrado espaçonautas.
Por trás de uma nova barreira de sigilo, a Força Aérea
dos Estados Unidos está empenhada num jogo peri goso que i n-clu i ataque aos UFOs.
Apesar das negativas da Força Aérea, os OVNIs conti-nuam agindo em nossos céus.
Durante o ano de 1972, os encontros aumentaram de r e-pente. O CDA - Comando de Defesa Aeroespacial fez rapida-mente vôos de interceptação. Através de ordem ri gorosas, os
pilotos foram proibidos de divulgarem aquelas persegui ções e o
seu verdadeiro objetivo.
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Em Washington, uma frota de OVNIs sobrevoa a c i dade.
Na Bahia, Brasil, eles saem das águas.
Em 1962, Carpinter fotografou, da Mercury VII, um o b-jeto voador nã o identificado. A foto foi posteriormente l i berada
pela NASA.
Em 1965, Gordon Cooper faz comentários sobre seu
misterioso encontro e é censu rado pela NASA.
A Gemini V fotografou OVNIs sobrevoando o Himalaia.
A avalanche de aparições começa a tomar conta d e nosso
diminuto planeta e algumas imagens já não têm o por quê de s e-rem confidenciais.
A França reconhece oficialmente os Discos Voadores.
Na Bélgica, eles aparecem fazendo evoluções. No Texas, em
agosto de 1951, Call Hurt tirou fotos de OVNIs circulares.
Na Venezuela, um OVNI foi avistado sobre a r epresa de
Guaricho.
Na Gávea, Rio de Janeiro, o fotógrafo Ed Keffel fez uma
seqüência de cinco fotos com nitidez espantosa.
Enfim, as máquinas sobrevoando o nosso céu. Tal vez,
estejamos próximos de uma grande reviravolta da qual podere-mos ser protagonistas. As máquinas voadoras estão em nosso
meio. E lá em cima, um objeto voador paira silenciosamente.
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Tal como as observações de OVNIs, as narrações de e n-contros entre os humanos e os extraterrestres são inumeráveis,
constituindo um dos maiores temas da literatura ufol ógica.
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Humanóides, homenzinhos verdes ou marcianos, apare-cem aqui e ali, segundo vários testemunhos. Colhem amostras
do nosso planeta, deixam mensagens, ameaçam uns, cu ram ou-tros ou simplesmente conversam durante instantes com os te r-restres antes de partirem para o espaço infinito em seus discos
voadores.
Que crédito dar a essas descrições? Serão, como afirmam
os homens de ciência, simples alucinações? Ou, aocon trário,
como pensam vários ufólogos, fenômenos reais?
Mesmo não existindo nenhuma prova material desses
encontros, o certo é que algumas narrações são bastante pertu r-badoras.
Entre o conjunto dos numerosos testemunhos provenien-tes do mundo inteiro sobr e casos de aterrissagens de OVNIs, um
certo número dentre eles, relata a presença de ocu pantes.
Em um mínimo de 35% dos casos, as aterrissagens de
OVNIs com presença de ocupantes, se manifestam em locais
isolados sendo que em 30% dos casos, deixam ve stígios.
Os seres observados podem se classificar em diferen tes
tipos muito variados.
Alguns possuem uma morfologia semelhante à nossa,
medindo de 0,90 a 1,35 m com uma grande cabeça. A testa alta
poderia revelar um desenvolvimento intelectual avançado. Os
olhossão comumente grandes e encarqu i lhados o que permite
uma visão global, e indica uma sen sibilidade anormal à luz. Vá-rias vezes a atenção das testemunhas foi alertada para o seu e s-tranho olhar.
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A cor dos olhos varia do negro ou azul marinho até o
amarelo ou vermelho vivo.
De uma para outra observação, as orelhas se rev elam
praticamente inexistentes.
O nariz pode também ser semelhante a um nariz h u mano
ou então serem descritos como simples fendas.
A boca se assemelha ou a uma fenda com lábios ou a
um orifíci o estriado.
Os maxilares são normalmente pouco evidentes e ten dem
para um queixo pontiagudo.
Quanto aos braços, são geralmente longos e m agros com
mãos semelhantes às nossas com ombros largos e um pescoço
espesso ou inexistente.
Quanto ao traje, geralmenteessa categoria de ocupan te
de UFO, é vista com um tipo de vestimenta metal i zada, sem cos-tura, por vezes com um escafandro.
Outro tipo catalogado mede de 1,20 a 1,80m. Seu aspec-to físico é bem semelhante ao terrestre. Descreve - se normalmen-te o seu rosto como se fosse inteiramente de forma humana.
Alguns relatórios davam conta que a pigmentação da p e-le era azulada ou esverdeada.
Seu traje é composto de uma única peça e as horas mais
freqüentes de observação são durante o dia.
Uma terceira categoria praticamente não apareceu mais,
depois da grande vaga de 1950.
Esse tipo de ocupante possui uma grande cabeça em
forma de abóbora. Tem um aspecto geralmente nu e peludo. Os
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olhos são de cor laranja ou amarelo, com formidáveis garras
terminando os seus longos braços desproporcionais.
Em geral, esses seres são bípedes e em certos casos,
também quadrúpedes. Medem entre 0,60 e 2,10m. Seu compor-tamento revela que foram treinados para fazerem levantame n tos
de amostras biológicas ou geológicas.
Tudo o quanto não figura nosgrupos precedentes, se e n-contra nesta quarta categoria, que comporta toda a espécie de
extravagância.
Em geral, não há nenhum humanóide, mas, sobretudo,
formas amebóides e brilhantes.
Esse tipo em particular, é bastante raro em comparação
às outras categorias.
Investigações registraram mais de cem aparições de ocu-pantes de OVNIs apenas no ano de 1954 e daí para cá, as narra-tivas foram se tornando cada vez mais freqüe n tes.
Algumas narrativas vão ainda mais longe. Alguns, tipi-camente humanos, centenas deles,talvez milhares, já est ariam
vivendo entre nós há muito tempo.
A questão da proveniência desses visitantes e consequen-temente dos OVNIs, fica em aberto.
Há realmente uma visita de seres extraterrestres ou ape-nas uma psicose mundial?
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Em 21 de dezembro de 1954, o jornal Correio P opular de
Campinas, noticiava um acontecimento que ficou conhecido
como a "Chuva de Prata".
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Populares diziam ter visto estranhos objetos no céu.
Dois dias antes, uma senhora, que não quisser identif i-cada, encontrava- se no quintal de sua casa, quando notou que do
alto, caia algo como se fosse uma "Chuva de Prata".
As bátegas, em pequeno número, ao tocarem o solo, des-prendiam fumaça e só então, a referida senhora pode observar
que se tratav a de um líquido incandescente. Emoci onada pelo
episódio, ela então se pôs a olhar para o alto, pois só poderia e s-tar caindo do céu aquela "Chuva de Prata".
—Vi quando bem alto, passaram três objetos estranhos,
disse ela. Eram redondos e de cor cinza meio f osco. Possuíam
dois corpos que viravam sem parar. Eram parecidos com os di s-cos voadores que a gente vê nos livros. Fiquei apavorada, conti-nuou a senhora. Quase não me mexia de m edo. Quando resolvi
olhar o líquido que havia caído, ele já h avia endurecido e pare-ciam pedaços de prata. Tentei pegar um deles mas estava muito
quente. Daí fui chamar o meu vizi nho. (Benedito Nascimento -Rua Major Solon, 28 - Campi nas - SP). Ele pegou os pedaços,
que já haviam esfriado e levou embora, con cluiu a senhora.
O senhor Benedito ficou intrigado e resolveu fazer um
exame do local. Segundo ele, para estarem naquele lugar, os
fragmentos só poderiam ter caído do céu.
O senhor Benedito Nascimento não acreditava em discos
voadores como ele mesmo colocou. Na época, colaborava com a
imprensa escrevendo artigos para public ação. Em um desses a r-tigos, deixou claro a sua descrença quanto a e ssas naves espaci-ais. No entanto, o destino cu i dou para que sua crença fosse r e-vista.
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—Um dia, eu mesmo vi um desses aparelhos, disse B e-nedito. El e passou rápido próximo à minha casa e por s obre o
Colégio Ateneu Paulista. Parecia ser muito grande. Era r edondo
com duas partes e sua cor era como metal sem bri lho. A parte de
baixo rodava bem rápido como aquelas coroinhas de festa juni-na. A partir daí, completou, mudei minha opinião quanto à exis-tência de discos voadores.
Uma equipe de reportagem do jornal "Correio Popu lar"
de Campinas pediu ao senhor Benedito, pedaços do estranho
metal. O objetivo era encontrar um laboratório quími co que p u-desse classificar o estranho metal.
Recorreram assim aos laboratórios das Indústrias Young
(Rua Francisco Teodoro - Vila Industrial - Campi nas - SP).
À primeira impressão, tratava- se de estanho mistu rado a
outras substâncias. De qualquer forma, o material seria submeti-do à pesquisas mais profundas antes de qualquer concl u são.
Deixando o químico entregue aos seus estudos, a equipe
procurou obter informes mais elucidativos que v i essem a ofere-cer uma explicação para o fenômeno. A s enhora que contemplou
a "Chuva de Prata" e disse ter visto os discos v oadores, garantiu
não ter havido equívoco em relação ao que viu, afirmando não
se tratar de nenhum avião. A equipe não pode também encontrar
explicação para a mencionada "Ch u va", que não contava ante-cedentes na história. Diantedisso, guardaram ciosamente os
fragmentos que conseguiram colher, deixando - os na redação do
jornal, ao inteiro dispor das autoridades do Departamento de D e-fesa Nacional da Aeronáutica, interessadas que estavam na el u-cidação do mistério do "Disco Voador".
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Em 23 de dezembro de 1954, o jornal Correio P opular de
Campinas publicava os resultados do exame do material. Trata-va- se de um estanho de pureza ainda não conhecida na Terra. Na
sua composição não foram encon trados indícios de corpos que
existem no estanhocomum. Além de elevada ox i dação, nenhu-ma outra impureza foi constatada.
Disse o Dr. Maffei, engenheiro químico responsável pela
análise, que se tratava de um estanho, com teor de 88,91%, por-tanto, de um estanho dos mais puros e super i or ao estanho c o-nheci do até então. Ainda mais: o estanho comum, contém certa
porcentagem de ferro, chumbo, antimônio e ou tros corpos co-nhecidos. O material que teria caído do céu, não apresentava a
menor impureza, nada contendo além de elevada oxidação. Es-tranhou, o Dr. Maffei , essa extraordinária pu reza do material
analisado, pois, o nosso mais puro estanho, não era idêntico à-quele. No seu certificado de anál i se, dizia o Dr. Maffei, textual-mente: "Nota importante - O material em análise apresentou c a-racterísticas de oxidação e levada, com teor de estanho combin a-do ao oxigênio sob forma de óxido de carbono. Não foi determ i-nada nenhuma outra impureza no material em questão."
Assim, ao que parecia, o material era ainda desconheci-do. O estanho comum, o mais puro, apresentava um índi ce de
79% de mistura de enxofre, arsênico, antimônio, chumbo, ferro
e outros corpos. O material em questão, continha 86,91%, de
estanho e o restante de oxigênio. Não foi nele assinalada a pre-sença de outros corpos. Esclareceu o Dr. Maf fei, que o referido
m aterial, por certo não poderia ser tomado como solda que hou-vesse caído de algum avião em trânsito, pois se fosse solda, d e-
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veria conter além de estanho, certa porcentagem de antimônio e
de chumbo. Tais esclarecimentos, vieram assim, aumentar ex-traordinariamente a curiosidade da opinião pública em torno do
estranho caso. Tudo indicava ser uma composição nova, ainda
não conhecida. Interpelado também sobre a possibilidade de se
tratar de um meteoro, esclareceu o Dr. Maffei que entre as pla-cas apresentadas e meteoro existia enorme diferenciação. Mos-trou-se o químico da Young muito interessado no caso, seria-mente intrigado com o mistério que encerrava esse material,
produto de uma "Chuva de Prata" mais misteriosa ainda e que
teria caído justamente durante a passagem de "Discos Voado-res", esse grande enigma do espaço.
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O material caído de um Disco Voador, na cidade de
Campinas, em 1954, foi reanalisado pela SIFETE -Pesquisa
Científica em 03 de agosto de 1976.


Um pedaço do referido material, fragmentado em três
partes, chegou às nossas mãos através de um já extinto grupo de
pesquisas de Campinas, o CIAPE (Centro de Investigações As-tronômicas e Pesquisas Espaciais).
As análises foram efetuadas no laboratório do Colégio
Técnico Industrial Conselheiro Antônio Prado, por Luiz Regis,
12
tendo como responsável, Rogério Pereira da Silva, na ocasião
Coordenador do Departamento de Mineralogia da SIFETE.
Amostra 01 - Laboratório analítico.
Procedência: Campinas
Data: 20/06/76
Amostra de: Metal
Característica: Branca, metálica, facilmente riscável.
Análise: Método clássico.
Resultado - A amostra contém:
Estanho (Sn) - 94%
Ferro (Fe) - 2%
Impurezas - 4%
Obs.: Impurezas diversas.
O estanho não é um metal porosível diante do ar. No e n-tanto é atacado por ar seco. Na natureza é encontrado pratic a-mente sob a forma de cassiterita (SnO2).
O estanho, como o zinco, é utilizado na proteção do ferro
ou aço comum. Como exemplo de ferro estanhado t emos as f o-lhas de Flandres, as quais são emprega das na con fecção de reci-pientes metálicos.
O estanho pode ser obtido até 99,9% de pureza, portanto
essa porcentagem de pureza é normal. (O que contradiz o índice
apresentado pelo Dr. Maffei que informou ser de 79% - obs. do
autor).
Amostra 02 - Mineral
Características: Cor marrom brilhante, sólida.
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Resultados - A amostra contém:
Ferro (Fe) - 42%
Magnésio (Mg) - 1,3%
Alumínio (Al) - 0,75%
Cobre (Cu) - 4,12%
Não identificados - 52,83%
Observações:
O ferro se encontra livre.
O magnésio sob a forma de óxido.
O alumínio sob a forma de bauxita (Al2O3.2H2O)
O cobre se encontra livre.
Os não identificados, pelo menos 20%, são compostos orgân i-cos.
Nota: O ferro só é encontrado livre nos meteoritos.
Amostra 03 - Mineral
Características: Cor marrom opaca, sólida.
Resultados - A amostra contém:
Ferro (Fe) - 33%
Alumínio (Al) - 14%
Carbono (C ) - 11,43%
Não identificados - 41,57%
Observações:
O ferro sob a forma de siderita (FeCO3).
O Carbono livre sob a forma de grate.
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II
Nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 1970, às 20h30m, o
Dr. Nelson Yassushi, fez uma seqüência de f otos, durante suas
férias em Salvador, Bahia, no local denominado Jardim de Al-lah. A sua única preocupação era com a linda noite de luar. Nas
duas primeiras fotos armou a sua Caronet QL 17 sobre o t ripé
com diafragma na abertura máxima e tempo de exposição de um
segundo.
Acreditando não ter havido tempo de exposição necessá-rio, no que estava certo, destravou a máquina, para obter tempo
de exposição maior. Quando revelou as fotos, a pri meira atitude
do Dr. Yassushi, foi de aborrecimento. "Manchas" haviam es-tragado suas fotos.
Segundo o Dr. Yassushi, a sua intenção era unicamen te
testar a capacidade da máquina e do filme na obten ção de fotos
noturnas, coloridas e, ainda, tentar fotos de valor artísti co,dada
a maravilha da paisagem noturna, com luar, ser propícia no
momento.
Estava com ele, na ocasião, Dina, sua esposa, e, f i xando
o tripé, bateu inicialmente duas chapas, com abertura do di a-fragma 1,7 (abertura máxima) e tempo de exposição 1 s egundo.
Acreditando intuitivamente não ter havido tempo de exposição
suficiente para a fixação da paisagem (e realmente na revelação
só aparece a lua e ligeiro reflexo seu no mar), destravou a m á-quina para conseguir tempo de exposição i n determinado "B" e
bateu duas ch apas, uma, com tempo de 2 minutos e outra com o
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tempo de 2,5 minutos aproximad amente, quando apareceram na
revelação os estranhos fen ômenos.
Não se trata de nenhum truque fotográfico, disse o Dr.
Yassushi, ao contrário, as manchas nos negativos só nos causa-ram aborrecimento, eis que entendo que enfeiam as fotos obti-das. Finalmente, continuou, só vimos o estranho objeto depois
de reveladas as fotos.
Naquela noite das fotos, restavam ainda quatro chapas a
serem batidas do filme que se encontrava na m áquina doDr.
Nelson.
Bateu as duas primeiras normalmente, com rápidas ex-posições de 1 segundo; depois mais duas, com tempo de exposi-ção demorado.
O laboratório que fez a revelação considerou as duas
primeiras imprestáveis, não fazendo ampliações. Assim, o Dr.
Nelson não viu o resultado das duas primeiras fotos. Como pes-quisador, o repórter da revista "O Cruzeiro", cuidou de fazer isso
tirando cópias em vários tam anhos.
Observou que, após ter sido feita a foto número 3, o Dr.
Nelson teve que rodar o filme para fazera última. Naquele m o-mento, provocou um pequeno deslocamento da máqu i na, que
estava sobre o tripé; tanto assim que as luzes artifici ais conheci-das que aparecem à esquerda da foto 3 estavam levemente des-locadas na última foto.
Numa espécie de jogo dos sete erros, comparando- se as
duas imagens, também foi fácil observar que o "OANI" estava
na foto número 3, mais alto sobre o mar do que na seguinte.
Quanto a real forma do objeto, era preciso considerar que, d u-
16
rante o tempo de exposição demorado, deveria ter ocorrido m o-vimentos no próprio objeto, impedindo a fixação de sua forma
exata.
Acreditava o repórter, que o objeto, naqueles minu tos,
deveria ter apresentado movimentos de rotação além de oscila-ções em torno do seu eixo. Tal objeto estaria ainda projetando
u ma luz sobre o mar, o que permitiria grandes especu lações em
face do que já se conhece sobre a atividade dos "OANIs" no
fundo dos mares.
De posse dos negativos, o repórter da Revista "O Cruzei-ro", chegando ao Rio, procurou colher opiniões técn i cas.
Fato cu rioso foi que todos os que viam as fotos pergun-tavam logo se era um cogumelo de uma explosão nuclear. O r e-pórter esclarecia logo que as fotos haviam sido feitas em Salva-dor - BA.
O primeiro técnico que cuidou de fazer as ampliações
especiais afirmou ao repórter não se tratar de nenhum defeito do
filme. Dois outros profissionais examinaram os negativos, afi r-mando que poderia ser reflexo da Lua, já que a coloração da
"coisa" apresentava uma tonal i dade bem diferente.
Nesses contatos, o repórter tomava atitude de si lêncio,
observando as reações. Só depois, explicou o acontecido, quan-do os técnicos confirmaram que as fotos conferiam com os d a-dos fornecidos. Mas, a preocupação do repórter era a de encon-trar alguém que não o conhecesse e que não pudesse relacionar a
sua pessoa com os Discos Voadores. Recordaram - no então o Sr.
Paulo Pereira da Costa, Diretor e Fototécnico dos Laboratórios
Colorart e Artecolor. Tratava- se de um pioneiro no Brasil em
17
técnica de fotografias coloridas. Foi dos primeiros a fazer, no
Brasi l, serviços de microfotografias coloridas de anatomia pat o-lógica e histologia de peças operat órias.
O laboratório que dirigia na época tinha a capaci dade de
reprodução para tirar 30 mil cópias coloridas di árias, além de
estar revelando 800 filmes por dia. Quando o repórter lá chegou
e iniciaram o diálogo, o repórter era para ele um desconhecido.
Apresentou - lhes as fotos e os n egativos pedindo sua opinião
técnica. Mais tarde, saiu de lá satisfeito com o que havia apre n-dido. Dias depois, voltou, informando- lh e que iria preparar uma
reportagem sobre o assunto e que desejava obter dele um pequ e-no relatório, por escrito, daquele primeiro e n contro, contendo os
dados técnicos por ele mencionados.
Então, de posse de seu relatório, o repórter sabia qual t i-nha sido a sua reação íntima das fotos artísticas.
O relatório dizia o seguinte: "Pelo fato de tal imagem ser
muito curiosa, perguntamos se a razão pela qual nos tinha procu-rado seria para reclamar possível falha do nosso laboratório, c u-ja especialidade é de serviçode foto, acabamento em cores para
profissionais, pois pensamos tratar- se de um trabalho de comp o-sição fotográfica.
O Sr. Cleto, repórter de "O Cruzeiro", respondeu - me que
o assunto era outro. Na realidade desejava a nossa opini ão since-ra e fria com referê ncia ao objeto que aparecia na f oto. Esclare-ceu - nos não ser o autor das fotografias, exibindo- nos uma tira de
filme CN 17 35mm, a qual observamos tratar- se de negativos
comuns de amador. Posteriormente ele esclareceu como teriam
sido obtidas.
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Para nosso espanto, disse- nos que a pessoa que h avia
tomado as fotografias não viu tal objeto que aparecia em a m bas
as fotos.
Diante disso, passamos a analisar friamente o m aterial e
constatamos que na realidade, o objeto apresentava formas um
pouco diferentes daquelasque pensamos, quando vimos as fotos
despreocupadamente. Sem usar a imaginação, passamos a des-crever o objeto:
a) Objeto de forma circular, tendo na parte superior de
sua periferia uma tonalidade de cor avermelhada bem
delineada;
b) Da parte inferior do círculo, observa - se uma estru tura
menos definida em forma de funil, pouco acima da
superfície do mar, na linha do h orizonte;
c) Tendo examinado posteriormente os negativos, veri-fiquei que eram autênticos; não havia qual quer pos-sibilidade de fraude.
A principal perg unta do Sr Cleto foi feita no senti do de
saber se seria possível aparecer em uma foto comum um objeto
que na realidade não tinha sido visto por quem o fotografou.
Na ocasião, nos limites de nossos conhecimentos profis-sionais e sem nenhum compromisso, apresentamos o nosso pon-to de vista com fundamento que agora, por escrito, poderão ser
mais bem concatenados."
Assim, o Sr. Paulo Pereira Costa prosseguiu numa des-crição técnica, pormenorizada, onde conceituava luz e cor.
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Somente uma pequena parte do espectro e letromagn ético
afeta o olho humano. As longitudes de ondas correspon dentes à
luz visível não representam mais de uma oitava pa rte, 400 a 700
nanômetros, e mesmo assim o olho humano é capaz de perceber
a série de matizes que denominamos cores e cada uma del as cor-responde a uma longitude de onda parti cular.
A região do espectro que interessa à fotografia colori da
está compreendida na região cujo comprimento de onda varia
entre o azul 400 e o vermelho 700 nanômetros. A região mais
sensível do nosso olho está e ntre o verde e o alaranjado, cor a
que chamamos de amarelo, que, na realidade, é uma v i bração do
vermelho/verde.
A região de maior energia do espectro visível encon tra-se no início violeta/azul 400 nanômetros; para que o brometo de
prata de uma emulsão fotográfica possa ser impressionada pelo
resto do espectro visível, é necessário que a ela sejam incorpo-rados corantes especiais que estendam a sens i bilidade até 700
nanômetros, correspondente ao vermelho.
Antes da região do azul, encontram - se outros compri-mentos de ondas curtas e, consequentemente, de maior energia,
que embora não possam ser percebidas pelo olho humano po-dem ser perfeitamente gravadas pela emulsão fotográfica.
(Compilado da Revista "O Cruzeiro" de 14/11/1973).
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Numa madrugada de setembro de 1957, pescadores de
Ubatuba - SP, observaram com espanto um objeto l u minoso em
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forma de disco, descer ao nível do mar, expl odir com um grande
estrondo e se consumir em chamas provocando um enorme cl a-rão.
No local da explosão os pescadores recolheram p equenos
pedaços metálicos, que através de um jornalista, foram encam i-nhados ao Rio de Janeiro, ao pesquisador Olavo Fon tes, que
desde 1954 estudava o assunto.
As naturais dúvidas sobre a origem dos fragmentos f o-ram sendo derrubadas pelos perigosos testes a que foram subm e-tidos como análise de metalografia e muitos outros, realizados
pelos melhores laboratórios do país, inclusive no Mi nistério da
Agricultura.
Os resultados dessas análises, que só apareceram em
1962, c inco anos depois do aparecimento dos fragmentos, ind i-cavam serem eles compostos de magnésio puro, pureza essa,
inexistente em qualquer parte do nosso plan eta.
"Essa constatação - disse Flávio Pereira, pesquisador dos
fenômenos UFOs - foi de uma importânciafu n damental para a
comprovação da existência dos Discos Voadores. O magnésio é
o material mais indicado nas construções de n aves espaciais,
tanto assim que os Est ados Unidos e a Rússia usam - no em seus
foguetes e satélites, obtendo ótimos result ados".
Essemagnésio, usado na construção de foguetes terres-tres, era, entretanto, de uma pureza infinitamente menor que o
dos fragmentos de Ubatuba.
Alguns pedaços metálicos dos que foram encontrados em
Ubatuba foram enviados aos Estados Unidos para análises ainda
m ais rigorosas que as efetuadas no Brasil, mas os resultados i n-
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dicaram o mesmo grau de pureza e provocaram o mesmo alvo-roço nos meios científicos que o verificado no Brasil.
Os fragmentos de Ubatuba foram guardados nos cofres
da Comissão, no Rio de Janeiro,com os resultados das análises
que provavam ser o material oriundo de a l gum ponto do espaço
que não a Terra.
"Toda a problemática do Disco Voador envolve sem pre
três perguntas básicas - disse o Professor Flávio Pereira - o que
são, de onde vêm e o que que rem?"
"A primeira questão está ligada à tecnologia e é por isso,
a que mais interessa aos cientistas. Se a ciência tivesse meios de
conhecer a tecnologia, milhares de anos na frente da nossa, que
cerca os Discos Voadores, nós terí amos na Terra uma revolução
igual à causada com o ap arecimento da roda."
A Segunda pergunta - de onde vêm? - era, para Flávio
Pereira, de interesse das Forças Armadas, já que a questão e n-volvia sempre um problema de segurança nacional. Já l evantou -se, inclusive, a hipótese de os Di scos Voadores serem armas s e-cretas de grandes potências como os Estados Unidos e a Rússia,
hipótese esta que nunca reuniu muitos adeptos, dado o mistério
de proporções muito além das possibilidades de simples super-potências, e que sempre cercou o apareci mento de Discos.
A terceira questão - o que querem? - parecia ser ainda
uma incógnita completa. Até então nunca tinha sido provado
que as intenções dos possíveis extraterrestres fossem hostis. Mas
o contrário, também não.
A importância dessas três questões, sobre as quais se
concentram milhares de estudiosos de todo o mundo, foi sinteti-
22
zada pelo ex - secretário das Nações Unidas, U. Than, quando há
anos atrás afirmou: "O problema dos Discos Voadores tem para
as Nações Unidas a mesma i m portância que a guerra fri a e o
subdesenvolvimento econômico dos países do terceiro mun do."
O aparecimento de fragmentos metálicos em Santa Cata-rina em 1957, segundo os pescadores de São Miguel, após a e x-plosão de um objeto voador não identificado que caiu no mar,
foi para o Prof. Flávio Pereira, de grande importân cia, mas ele
ressaltou que seria necessário uma rigorosa verificação para a-purar se os pedaços metálicos não seriam parte dos chamados
"lixo cósmico", composto de restos de foguetes e satélites lança-dos pelos Estados Unidos e Rússia, na corrida espacial e que f i-caram perdidos no espaço.
Mas ao mesmo tempo, o Professor salientou que, na
maioria das vezes, esses fragmentos de satélites ou f oguetes
queimariam - se ao reentrar na atmosfera terrestre não chega n do a
atingir a terra.
As pesquisas sobre os fragmentos de Santa Catarina d e-veriam demorar ainda algum tempo e estavam sendo acompa-nhadas pela Marinha do Brasil, que também estava empenhada
em descobrir de onde teriam vindo os misteriosos pedaços de
metal recolhidos pelos espantados pescadores de São Miguel.
____________________________________________
A Organização de Pesquisa de Fenômenos Aéreos, grupo
particular de estudos, que se achava em desacordo com a Força
Aérea dos Estados Unidos, de 1947 até 1973 em mais de 1.000
relatórios sobre as aparições de Discos Voadores, declarou nos
23
Estados Unidos que fragmentos de objetos m etálicos, recolhidos
depois de uma explosão no Brasil são de magnésio puro, uma
forma metálica desc onhecida na Terra. A Organização fez tal
declaração em apoio às suas informações sobre a explosão extra-terrestre e (por veículos espaciais) da atmosfera da Terra. O d i-retor do grupo, Coral Lorenzen, fez a seguinte referência da e x-plosão e colheita dos fragmen tos.
Um objeto não comum explodiu sobre as costasdo Bra-sil à vista de vinte pescadores, em setembro de 1957. As teste-munhas oculares estiveram de acordo em que o objeto pequeno,
brilhante, de forma de disco, que viajava a grande velocidade
em direção ao oceano, se elevou bruscamente afastando- se da
águae explodiu. Cada fragmento resplandeceu com grande bri-lho sob o sol do meio dia, como se tratasse de fogos de artifício.
Um observador recolheu fragmentos apagados pelas águas e d e-pois de a l gum tempo entregou - os ao Dr. Olavo Fontes, cientista,
médico da E scola Nacional de Medicina e membro do grupo i n-vestigador. O Dr. Olavo Fon tes enviou alguns fragmentos para
análise no Laboratório Nacional de Produção Mineral. Espectro-análises feitas pela Dra. Luisa Barbosa, química- chefe, revel a-ram que o material era m agnésio absoluto, sem impurezas. Su r-preso, o Dr. Olavo Fontes ordenou a comprovação das análises.
Não se conhece nenhum método para reduzir ao estado de pure-za absoluta e não se sabe que o metal exista em forma pura na
Terra, e m bora haja fartura dele. A Segunda prova, realizada a 24
de outu bro de 1957, confirmou a resposta da primeira e então
foram usados novamente métodos de difração de Raio - X na D i-
24
visão de Geologia e Mineralogia do Departamento Naci onal de
Produção Mineral.
Segundo o grupo investigador, a análise foi efetu ada pelo
Dr. Elisiário Távora Filho, famoso cristalógrafo brasilei ro e n o-vamente verificou - se que os fragmentos eram magnésio puro. A
Organização de Pesquisa de Fen ômenos Aéreos disse:
"O mais puro magnésio já produzido na Terra ainda con-tém impurezas que podem ser identificadas facilmente nas anál i-ses espectográficas. As amostras de Ubatuba não mo straram n e-nhuma impureza".
25
III
09 de julho de 1974, o então Deputado do Ceará, José
Simões dos Santos, do extinto partido ARENA, declarou, após
uma viagem pelo interior do estado, que na Serra dos Macacos
desciam freqüentemente, às noites, aparelhos estranhos, inten-samente luminosos. E a 8 de agosto, um Deputado Federal, tam-bém ARENA cearense, em discurso na Câmara, fez apelo ao
Governo Federal p ara que mandasse observar, em profundidade,
a aparição de objetos estranhos nos céu do seu estado. Na cidade
de Pereiro, divisa com o Rio Grande do Norte, esses objetos
surgiram lançando jatos de luz sobre as casas. Tinham a aparên-cia debolas incandescentes e as luzes que lançavam pareciam
potentes faróis. Havia quem ligasse esses fatos com os pequenos
tremores de terra sentidos na região, l ogo após.
____________________________________________
No dia 9 de setembro de 1974, um lavrador mato-grossense procurou as autoridades policiais de Campo Gran de
para comunicar que, perto da ponte sobre o rio Imiruçu, avistou,
em companhia de seus filhos, um aparelho branco bri lhante, em
forma de bola, pousado sobre o campo limpo de uma invernada
Depois de algum tempo, ele se elevou no e spaço, deixando uma
esteira de luz brilhante. Ao mesmo tem po, muitas outras pessoas
informavam aos jornais locais a presença, nos arredores da cid a-de, de um objeto desconheci do que fazia evoluções, diminuindo
e aumentan do de veloci dade.
26
Coincidentemente, na madrugada do dia 9, o Professor
Wilson Ribeiro, do Colégio Sílvio Leite, em Niterói, disse ter
testemunhado a descida, a cerca de duzentos metros da praia de
Itaipú, de um aparelho que emitia jatos de luz alara n jados.A
princípio pensou que fosse um gran de balão, mas notou que ele
girava sobre si mesmo e produzia um leve z u nido. Além disso,
ficou pairando a uns dez metros acima do mar. A mesma coisa
foi vista pelos estudantes Regina Lúcia de Oliveira e José Ca r-los, que assistiram também a súbita e vertiginosa subida do obje-to.
____________________________________________
No Brasil, o incidente da Base de Gravataí, no Rio
Grande do Sul, em 1954, foi assim descrito, em comuni cado ao
Coronel Hardmann, Comandante da Base: "No dia 24 de out u-bro do corrente, entre o período de 13 e 16 horas, foi o bservada
a presença de corpos estranhos sobre a Base. Não foi possível
calcular a altura dos mesmos nem a velocidade com que se des-locavam, embora seja razoável dizer que seu valor émuito aci-ma do que qualquer outro de que a Base tenha conhecimento.
Seu formato era, de modo geral, circular e sua cor prateada fos-ca. Tendo em vista sua altura, seus movimen tos intermitentes e
volta ao local de partida, não seria possível confundi - los com
corpos celestes conhecidos. No momento da observação não h a-via balões de sondagem meteorológica sobre Porto Alegre. O
fato foi comprovado por v ários oficiais aviadores, sargentos,
praças e civis. A Base já comunicou ao Estado Maior da Aero-náutica e solicitou uma investigação a respeito. Solicita - se ao
27
povo em geral que, caso seja observ ada ocorrência similar, seja
trazida ao conhecimento deste comando, por escrito, com des-crição detalhada, citando testemunhas se as houver, hora, local,
tipo de observação (olho nu ou por meio de instrumentos), nome
por extenso do observador, residência e profissão. Seria, de d e-sejar, que a firma fosse reconhecida. Quando houver possibili-dade, a presença da pessoa que fez a observação seria
intere ssan te".
Este comunicado foi publicado e não deixa margem à
dúvidas ou interpretações. Poucos dias depois, no Rio de Janei-ro, o então Chefe do Estado Maior da Aeronáutica, Brigadeiro
Gervásio Duncan, deu uma entrevista coletiva à imprensa, du-rante a qual limitou - se a ler cinco dos dezesseis relatórios rece-bidos de Porto Alegre. Quando lhe perguntaram o que eram a-queles objetos, o Brigadeiro apenas respon deu:
—Não sei!
O assunto só voltou a ser revivido quando, em d ezembro
daquele mesmo ano, o Brigadeiro João Adil Ol i veira (na época
Coronel Aviador e Chefe do Serviço de Informação da Aeroná u-tica), realizou conferência acerca dos UFOs no auditório da E s-cola Técnica do Exército, p ara os diplomatas da Escola Superior
de Guerra. Nessa con ferência, o Coronel Adil fez um retrospecto
do problema, citou casos impressionantes e terminou apresen-tando os oficiais da Base de Gravataí e o u tras testemunhas. Em
certo trecho de sua conferência, o Coronel Adil afirmou, com
todo o peso da sua aut oridade:
—O problema é sério e merece ser tratado com serieda-de. Quase todos os governos das grandes potências se interes-
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sam por ele e o tratam com seriedade e reserva, dado seu int e-resse militar.
Em janeiro de 1958 aconteceu o caso da Ilha da Trinda-de, que só foi levado a público em fins de fevereiro. Os detalhes
e as quatro fotos tiradas de bordo do Almirante Saldanha prov o-caram nota oficial da armada, declarações positi vas do então
comandante da ilha, Capitão de Corveta, Carlos Alberto Bacel-lar, e um pedido de informações na Câmara dos Deputados, d i-rigido pelo De putado Sérgio Magalhães ao Mi nistro da Marinha
(que foi re spondido em documento oficial). Era Presidente da
República naquele tempo, o Sr. Jucelino Kubitchek, que se inte-ressou pessoalmente pelo fato. E que, ainda no ano em curso,
entrevistado por um repórter de TV, que lhe perguntou repent i-namente se acreditava nos objetos aéreos não identificados, res-pondeu afirmativamente, desenvol vendo vários conceitos em
torno do tema, com aquela grande capacidade de expressão que
todos conhecemos.
29
IV
Na tarde de 20 de agosto de 1966, Jorge da Costa A l ves,
de 18 anos, subiu o morro do Vintém - RJ, para soltar pipa. E n-controu dois homens mortos e voltou aterrori zado para casa. Em
poucos momentos o local ficou repleto de pol i ciais, bombeiros,
perícia e imprensa. Os dois corpos estavam próximos um do o u-tro e já cheiravam mal. Vest i am ternos e estavam deitados de
costas, ligeiramente encobertos pelo m ato. Sobre os ternos, duas
capas imperm eáveis. Nenhum sinal visível de violência. Nem no
local, nem nos corpos. Ao lado, uma garrafa de água mineral
vazia e um pacote com duas pequenas toalhas. No rosto dos c a-dáveres, duas máscaras de chumbo.
A polícia identificou - os pelos documentos encontrados:
Manuel Pereira da Cruz e Miguel José Viana. Am bos, técnicos
em Eletrôni ca, residentes em Campos - RJ. Além das estranhas
máscaras de chumbo, ainda foram encontrados i n dícios que
complicaram mais as circunstân cias. Uma agenda, com sinais e
números ao estilo de mensagem cifrada. Bilhetes, entre os quais
um que dizia: "16,30 estar local determinado. 18,30 ingerir cáp-sula após efeito proteger metais aguardar si nal máscara".
Eles haviam saído de Campos, no dia 17, dizendo que i-riam a São Paulo comprar material de trabalho. Um carro tam-bém estava na possibilidade de compra, para o que traz i am a
importância, na época, de 2 mil e 300 cru zeiros novos. Segundo
testemunhas, empacotados num saco plástico, en volto em papel
grosso. Esse dinheiro nunca foi encontrado. Todos os seus pas-sos desde que de lá saíram foram rigorosamente levantados pe-
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los detetives cariocas. Tomaram o ônibus às 9 horas da manhã,
chegando a Niterói às 14h 30m. Com praram num armarinho as
duas capas impermeáveis e num bar a água mineral. Depois s e-guiram direto para o local onde foram e n contrados mortos. Para
que e por qu e, somente eles dois sabi am. Inicialmente, a polícia
acreditou que a vinda d eles a Niterói se devesse a um encontro
com um terceiro personagem. Um dos bilhetes e o desapareci-mento do dinheiro reforçavam essa hipótese. No entanto, faltou
base nas investigaç ões do delegado Venâncio Bittencourt e os
detetives Idovã e Oscar. Um latrocínio explicaria alguns deta-lhes, mas deixaria muitos outros sem explicação. Duas outras
hipóteses foram levantadas, dentro de um quadro de homicídio.
Espi onagem ou contrabando. Os dois teriam sido eliminados por
elementos de uma ou outra organização. Aquele morro era sabi-damente um reduto de contrabandistas, e os dois sempre mostra-ram interesse em peças estrangeiras. Eram suposições, e daí não
passaram.
Quando encontrados, os corposapresentavam uma col o-ração rosada. Um bilhete falava em "proteger metais e aguardar
sinal máscara". As máscaras estavam lá. Típicas para a proteção
dos olhos contra luz intensa. Talvez calor exag erado ou mesmo
radiação. As capas impermeáveis, absolut amente desnecessárias
naquele dia. Todos os requ i sitos para um bom caso policial. Um
novelista talvez não pedisse tanto. Isso tudo autoriza a pensar,
inclusive, em coisas extraterr enas. E muita gente pensou, provar
é que não houve jeito. Estariam os técnicos em Eletrônica ten-tando comunicação com seres de outros mundos? Seria um co n-tato com habitantes de outros planetas? Que viriam de Discos
31
Voadores ou de outras formas para o encontro? As declarações
de Dona Gracinda Barbosa Coutinho de Souza foram importan-tes neste aspecto. Ela era moradora nas redondezas e o pronun-ciamento foi feito na ocasião. Afirmou juntamente com os f i-lhos, que viram um Di sco Voador sobre o Morro do Vintém.
Um objeto de forma arredondada, cor de laranja, que teria s o-brevoado e permanecido ali por alguns minutos. Exatamente no
dia e h ora da morte dos dois moços. Coincidência, imaginação,
verdade, ficção, nada pode ser desprezado, até que alguma coisa
fique confirmada com provas. Que os rapazes eram dados a e s-sas tentativas não há dúvidas. Vi viam tentando contato com o u-tros mundos ou com forças sobrenaturais. Eram dados à práti cas
místicas. Faziam experiências estranhas, barulhentas e perigo-sas. Uma foi realizada na praia de Atafona, próxima de Cam pos.
Ali, os dois falecidos, mais dois companheiros de nomes Élcio
Gomes e Valdir, provocaram um fenômeno que resultou numa
tremenda explosão. Várias casas da redondeza ficaram ligeir a-mente danificadas. E durante algum tempo não se fal ava noutra
coisa no lugar. Surgiu até uma versão de que um Disco Voador
teria caído na praia. Essas histórias e outras de igual calibre
constam de vários depoimentos de pessoas intimamente ligadas
aos dois experimentistas. Isso, portanto, está mais do que prov a-do testemunhal e materialmente, porque as sobras dos fenôm e-noseram eventualmente recolhidas por pessoas e foram confis-cadas pela polícia. Pedaços de canos galvanizados, pólvora, e s-poletas etc. Sim porque, as experiências não passavam, na real i-dade, de detonação de bom bas caseiras. Todas essas passagens
constam dos depoimen tos tomados em cartório, de: D. Nelly,
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viúva de Manuel Pereira da Cruz; Sebastião da Cruz, pai de M a-nuel; Aluísio Batista Azevedo, amigo de ambos, que os levou de
Jeep à rodoviária, a fim de pegarem o ônibus; Elza Gomes Vi a-na, viúva de Mi guel José Viana; e muitos outros. Eles faziam
segredo de tais práticas, e só um grupo reduzido sabia. Um cí r-culo pequeno de amigos. Todos espíritas, que realizavam ses-sões, reuniões e trabalhos, ora na casa de um, ora na casa de o u-tro. Deles, Miguel, um dos mortos, e Élcio eram os mais ativos e
empolgados. Já Manuel vivia "entre a cruz e a cadeirinha"; acre-ditava desconfiando. Miguel insistia com o companheiro Man u-el para convencê- lo. Uma vez convidou - o a assistir a uma "pro-va" no quintal de sua casa. Fogos correram p elo chão e culmin a-ram num estrondo. Posteriorme n te o pai de Manuel, que a tudo
assistia da janela, recolheu no lugar os restos da "prova". Um
pedaço de cano galvanizado e fios, que mostrou ao filho, adver-tindo - o de que estava sendo estupidamente enganado. Mas a d ú-vida permaneceu, tanto que num dos depoimentos havia uma
referên cia a que Manuel, em dia próximo ao de sua morte, teria
dito: "Vou assistir a uma ex periência definitiva. Depois dela, eu
digo se acredito ou não".
Essas versões extraterrenas e sobren aturais são sem pre a
tônica de casos de difícil solução. Geralmente tratam de fatos
apoiados em depoimentos, nunca em provas reais. É uma faixa
de perigoso trato, onde qualquer resvalo pode conduzir ao ridí-culo. Entretanto, nunca podem ser desprezadas, poi s constituem
invariavelmente uma possibilidade viável. Neste já famoso caso
das máscaras de chumbo, essas hipóteses vingaram na não de-term i nação da "causa mortis". E o problema tomou dimensões
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que ultrapassaram os limites do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um enigma que desafiou a técnica policial br asileira. Se foi
crime, teria de haver um terceiro personagem na história. Inici-almente todas as suspeitas recaí am sobre Élcio Gomes, porém
nada ficou que pudesse lançar- lhe a mais leve culpa. Nem mes-mo a possibilidade de latrocínio, na qual o terceiro homem p o-deria ser alguém absolutamente desconhecido. Suicídio, nem se
pode cogitar, por falta total de base. Sobrou ainda a versão de
aci dente. Um bilhete falava em "ingerir cápsulas". Eles teriam
tomado algu ma droga letal com a finalidade de buscar a "tran s-cendência". Mas o diabo é que isso não apareceu nos exames
toxicológicos. O que eram as tais cápsulas? Quem as forneceu?
Quem as manipulou? Perguntas que, se respondi das, poderiam
trazer muita luz ao caso. Acontece que tanto o delegado Venân-cio como o delegado Sérgio Rodrigues e seus comandados esg o-taram os meios, sem nada conseguir. A conclusão a que todos
chegaram foi que somente a determinação da "causa mortis"
poderia trazer a solução definitiva.
O Secretário da Segurança Dr. Homero Homem, o C o-missário Luizinho, Oficial de Gabinete, o delegado Sérgio Ro-drigues e o delegado Idovã, formaram uma linha de ataque ao
problema. Novas diligências foram feitas na cidade de Campos e
Macaé. Outro levantamento de local, mais minucioso e cuidado-so. Reinquirição de todas as testemunhas já ouvidas. Depoimen-tos de novas testemunhas. Enfim, uma arrancada para a elucid a-ção total e satisfação da sociedade. Prova alguma, porém, surgiu
que pudesse atribuir a responsabili dade aalguém pelas mortes
de Manuel Pereira da Cruz e M i guel José Viana. Cada vez mais
34
se concretizava a idéia de que a chave do mistério residia na i-dentificação da "causa mortis". Convictas disso, as autoridades,
em agosto de 1967, exumaram os dois corpos. Os Drs. Sebastião
Faillace e Adal berto Otto colheram mais material para exame.
Com a colaboração de mais dois médicos legistas do então E s-tado da Guanabara, fizeram um belíssimo trabalho de Medicina
Legal. Infeliz mente, a presença de formol nos corpos exumados
prejudicou sensivelmente o trabalho dos legistas. O embalsa-mamento pôs por terra grande parte da chance, porque certas
substâncias tóxicas não puderam ser testadas.
Num balanço das medidas até então tomadas, tínhamos
os seguintes resultados: exames de local, da época (1967), e atu-al (1968): nada que determinasse morte violenta ou não. Laudo
da necrópsia da época: nada que pudesse determinar a morte.
Exame toxicológico do local: nada que pu desse causar a morte.
Exame toxicológico na época e na exumação: nada responsável
pela morte. Exame grafotécnico: os bilhetes foram escritos por
Miguel.
Uma pergunta sem resposta. Que tipo de morte e steve no
morro do Vintém, na noitinha de 20 de agosto de 1966? Deste
planeta; de outros espaços; de outra dimen são? Que mo rte que
levou duas almas, sem justificar? Que não deixou nada que a
identificasse, porque veio mascar ada? Com duas máscaras de
chumbo...
(Revista "O CRUZEIRO" -1968 -Do texto de Jorge Audi)
35
V
Na noite de 4 de julho de 1971, por volta das 22h 30m, o
fotógrafo José de Oliveira, do jornal "Correio Popular" de Cam-pinas SP, ouviu um repentino alarido vindo da rua, e no mesmo
instante algumas crianças irromperam casa adentro, gritando por
ele, pedindo que olhasse pela janela. Olhou e viu: o objeto em
forma de pires luminosíssimo, desenvolvendo movimentos gira-tórios em volta de si mesmo, e aparentemente parado, flutuante.
O fotógrafo apanhou a máquina sobre a mesa, encaixou rapida-mente a teleobjetiva, colocou o filtro em ponto infinito e mirou
o objeto,que decidiu mover- se. A máquina fez "clic". O ú nico
pecado consistiu em que dentro da máquina não havia filme a l-gum.
Segundo observadores das imediações do bairro, e do
próprio bairro, o Jardim Proença, a luz começou dimi nuta, mu i-tos julgaram que fosse av ião, embora a luminescência que o ci r-cundava não fosse comum a qualquer av i ão. À medida que se
aproximava, num crescendo assustador, as pessoas p u deram ver
a sua forma justa, um disco irradiante e silencioso, severí ssimo.
O objeto, ameaçadoramente baixo, t omou o rumo da E s-cola de Cadetes sobrevoando o bairro do Castelo, onde cen tenas
de pessoas puderam vê- lo. Nas portas dos bares e ao longo das
ruas muita gente parou, tenebrosa, para seguir com os olhos a
36
caminhada sinistra do "pires voador". Os testemunhosinvari a-velmente coincidem, mas as opiniões se diversificam. Instru-mento do outro mundo, máquina de espionagem estrangeira ou
imaginação coletiva, o fato é que o bairro inteiro viu e come n-tou. E tomou partido.
Renato Esmarriaga, de uns doze anos, virou - se em certo
instante para seus companheiros e gritou: "chi, olha lá um disco
voador!". Os outros garotos levantaram o rosto para o céu: o
"disco" veio vindo, ligeirinho, sem barulho. Grande, a inconfu n-dível luz cor - de- rosa circundando- o, venceu o bai rro do Castelo
e sumiu para os lados da E scola de Cadetes.
Abdala Bittar, dono de uma sapataria do bairro do Caste-lo, testemunha de duas aparições dos misteriosos discos, esta do
dia 4 e outra mais ou menos antiga, prefere deixar de lado as d e-finições científicas. Busca de entre as prateleiras cobertas de s a-patos a sua surrada bíblia e aponta para o repórter o capítulo
primeiro do livro de Habacu que, versículos 8- 9. Lá se vê: "E
virão de longe, voando como águias que se apressam à comida.
Eles todos virão com violên cia." O repórter fecha o livro e o s a-pateiro, com cara de triunfo, sorri e diz: "Eles existem sim, por
que não?".
As hipóteses se multiplicam e as investigações vão se
confundindo cada dia. Uns são céticos e frios: Os f enômenos são
meras manifestações atmosféricas e bolas de fogo geradas por
húmus da terra. Outros crêem que a imaginação do povo tran s-forma os inúmeros satélites experimentais em monumen tos vo a-dores, dando- lhes formas as mais exóticas e atribuições extran a-turais.
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O conhecido C. G. Jung considerou os discos voadores
sob o aspecto de neurose coletiva, em que atrás dos fatos "se e s-conde um componente psíquico de peso essencial". Con corda
porém que "foi provavelmente a aparição no céu de corpos reais
e concretos que desencadeou nos homens projeçõesde ordem
mitológica". Mas, como estu dioso, reconhece a existência do
fenômeno.
As aparições dos objetos não identificados remonta a m i-lênios atrás. Já a bíblia nos fala dela. Isaías, o profeta judeu, e s-creveu: (cap. 60- 8 e 9)" certamente as olhas me guardarão. (...)
quem são estes que vêm voando como n u vens e como pombos
às suas janelas?". Nostradamus, vidente do século XVI, e cujas
previsões segundo alguns vêm se cumpri n do religiosamente, dá
a interpretação: As ilhas, na acepção dos judeus, eram todas as
terras situadas além do mar. Vêm voando como nuvens, Isaías
teve uma visão. Viu grandes aviões ou grupos deles, como n u-vens. Como pombas às suas j anelas. Os viajantes vão sentados,
junto às janelas.
Resta saber se a profecia se refere realmente aos atu ais
discos ou a aviões de fabricação terrena. Mas o obstinado Nos-tradamus vai buscar argumento nos velhos cronistas romanos,
que em 98 anos antes de Cristo, num estilo de diário escrev e-ram: "ao por do sol, foi visto um círculo, semelhante a uma r o-dela, que se desloca do oriente para o ocidente".
(Jornal "Correio Popular" 07/12/1971)
"Renato Inácio da Silva, autor do livro "No espaço não
estamos sós" já lançado em 2.ª edição, faz um relato do apare-
38
cimento, de discos voadores no Brasil de 1954 a 1960. Cita os
casos, datas, nomes de pessoas.
Relata, na página 281, o que aconteceu em 30 de agosto
de 1970. Quando dava guarda às instalações da Hidrelétrica do
Funil, a dez quilômetros da cidade de Itatiaia, estado do Rio de
Janeiro, o vigilante Almiro Martins Fre i tasfoi atingido por um
objeto não identificado. Segundo os médicos que o atenderam, o
guarda teve cegueira psí quica por alguns dias e permaneceu em
estado emocional abalado. Passava das nove horas da noite
quando ele começou a fazer ronda nas torres dos tran sformado-res. Ao ultrapassar a casa de força notou acima da construção de
cimento, uma estranha lumin osidade. Rapidamente abaixou - se e
começou a rastejar. A 10 quilôm etros de distância, viu algo que
definiu como "uma forma estranha", pou sada na plataforma de
cimento, emitindo fortes luzes de diversas cores.
O objeto, segundo descrição de Almiro, era redon do, ci r-cundado de luzes azuis, amarelas, verdes e não fazia ruído al-gum. Temendo sim alguma coisa que tivesse ali para destruir a
estação, o guarda apitou, fez soar o alarme e ao mesmo tempo
sacava de sua arma, desfechando três tiros contra o o bjeto. M i-nutos após, Almiro foi encontrado caído pelos colegas e gritan-do:
—Não olhem para a luz. Ela me atacou, estou cego.
Foi levado para a enfermaria onde recobrou os
mov i men tos, pois até então estivera paralisado. No local ao
ocorrido, o chefe da guarda e outros vigilantes notaram que
embora tivesse chovido um pouco naquela hora, o chão estava
completamen te seco, como se tivesse recebido calor. O ponto
indicado ach ava- se misteriosamente enru gado numa extensão de
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va- se misteriosamente enru gado numa extensão de três metros
de diâmetro, diferido do resto de cimento que era recente e mui-to bem plainado. Entre 30 de agosto e 7 de setembro, mais cinco
guardas da Companhia Hidrelétrica do Funil, considerada zona
de segurança nacional, (proibida a qualquer pessoas que não
fosse funcionário), avistaram OVNIs sobrevoando a área. Um
garoto de oito anos correu para a casa de sua avó d i zendo ter
visto um "bicho cheio de luzes perto da barragem". Um leiteiro e
várias pessoas afirm aram ter visto nas imediações, em diferentes
situações, Objetos Voadores Não Identifi cados (OVNIs).
____________________________________________
Grande parte da população do distrito de Souzas, Cam-pinas, SP, viveu em junho de 1973 em estado de expectati va d i-ante de coisas estranhas que aconteceram em virtude, aparente-mente, de uma "bola de fogo" - expressão criada para identificar
algo que em termos mais científicos, seria apontada como um
"objeto voador não identifi cado" - descoberto em janeiro do
mesmoano, pelo jovem bancário Gilmar Apareci do Barijan.
A "coisa", que parecia ter forma oval e cor vermelha bas-tante acentuada, foi indicada por populares como fator determ i-nante, da repentina falta de energia elétrica registrada na escola
local no dia 7 de j unho de 1973. Pelo menos, segundo morado-res do distrito, o estabelecimento escureceu simult aneamente à
passagem da "bola de fogo" sobre seu prédio e técnicos da
CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) afirmaram, quanto a
isso, que a falta de luz havia sid o provocada pela queima de f u-síveis. A dúvida persistiu entretanto. Houve quem lançou a hipó-
40
tese de que a avaria havida nos fusíveis foi devida, justamente à
"coisa".
Gilmar Aparecido Barijan, jovem de 16 anos que anun-ciou aos moradores de Souzas a existên cia da "bola de fogo",
declarou à reportagem do jornal "Correio Popular" sobre os a-contecimentos, assegurando sempre, entre suas declarações que
"a coisa me persegue".
Funcionário da agência do Bradesco e aluno do ginásio
Estadual "Manoel Marcondes Machado" (a escola que teve suas
luzes apagadas), Gilmar contou ao jornal que avi stou a "coisa"
pela primeira vez havia seis meses, pairando sobre um cafezal
existente na fazenda onde morava juntamente com seus pais.
Não distinguiu bem, nessa oportunidade, a conformação e col o-ração do objeto e não ousou também aproximar- se dele. Não deu
ainda importância ao fato e prosseguiu em sua vida normal.
Uma existência que se resumia no trabalho de oito horas no
Banco, no estudo noturno e nas viagens di árias que efetuava e n-tre Souzas e sua casa, localizada a poucos quilômetros de Joa-quim Egídio.
Teve, no entanto, que voltar novamente sua aten ção para
o estranho objeto quando, voltando da escola em seu carro, avi s-tou - o próximo ao Distrito de Joaquim Egídio. A "coisa", com
efeito, parecia segui - lo e desapareceu - repent i namente - somen-te após Gilmar entrar em sua residência e comunicar ainda, o
fato a seus pais e irmãos. Aparecido s u pôs que a "coisa" estives-se a uma distância de 700 metros do pon to de observação: apre-sentava, n essa ocasião, a forma e o tamanho de um globo.
41
A partir desse momento, durante vinte e cinco dias con-secutivos, pode avistar, em suas viagens, a mesma "bola de f o-go". Notou, ao longo desse tempo, que o trajeto do objeto, e m-bora obedecendo um traçado mais o u menos definido - transita-va entre Souzas e a fazenda onde residia Gilmar - variava bas-tante: aparecia alternadamente à sua direita e a sua esquerda.
Prova de que, realmente, mov i mentava- se.
A prova definitiva - e objetiva - Gilmar só a obteve, con-tudo, n o último dia 7, numa experiência que resultou bastante
dolorosa. Gilmar queria, neste dia, convencer suas irmãs de que
a "bola de fogo" realmente existia e conduziu- as em seu veículo
até o local onde a encontrava comumente.
Partiu de Souzas, aproximadamente às 22 horas, decid i-do a validar suas afirmações. A pouca distância de Joaquim Egí-dio os três irmãos - Gilmar, Neide e Suely - puderam o bservar a
"coisa", aparecendo repentinamente no céu. Segundo Aparecido
distava 500 metros do carro. Confirmado o fato eabandonado
todo o ceticismo, as i rmãs insistiram então para que o jovem
voltasse rapidamente para Souzas. Não esperavam encontrar
verdadeiramente o objeto, nem apresentar tal atitude de pavor
diante da situação.
Inquirido, Gilmar preparou - se, assim a fazer o retorno.
Estava a colocar o veículo - um Fusca - em marcha- a- ré quando,
a "bola de fogo" investiu contra o carro e "estaci onou" por al-guns segundos diante dele. Parecia estar, então, a uma distância
de 50 metros. Tinha as dimensões de um automóvel de p equeno
porte, emanava intensa luz vermelha e emitia raios concêntricos
amarelos, envolven do- se, assim, num círculo de "fogo".
42
Nos poucos instantes em que Gilmar esteve "frente a
frente" com a coisa - como ele próprio disse - pode o bservar sua
forma elíptica e a influência em seu corpo e no veículo. "Duran-te cinco minutos tentei colocar novamente o carro em movime n-to, porque o motor havia morrido, en quanto sentia um intenso
formigamento na pele e uma tremenda dor de c abeça".
Foram sintomas que não passavam, embora Gilmar já e s-tivesse no dia seguinte, trabalhando regularmente. Contou ao
jornal sua experiência ainda aparentando a f adiga do dia anterior
e acentuando que "os fatos foram d olorosos demais". Por muitos
meses ainda Gilmar permaneceu em Souzas, resi di ndo em casa
da irmã. "Não quero repetir a experiência tão cedo", disse ele na
ocasião.
Cleuza Aparecida João e Edna Ribeiro, estudantes uni-versitárias, foram duas outras pessoas que puderam presen ciar,
no dia 6 de junho de 1973, o espetáculo da "bola de f ogo".
Retornavam nesse dia da escola (eram 22h 30m), quando
encontraram dois homens parados no acostamento da estrada,
olhando para o alto.
Cleuza diminuiu a velocidade do carro e as moças saí ram
investigando o céu.. Num misto de surpresa, espan to e terror,
concentraram suas atenções sobre um estranho objeto esférico a
uma altura de aproximadamente 200 metros do carro. Envolvia-se numa luz intensa e assemelhava- se, realmen te, àquilo que se
convencionou chamar "disco voador".
Verdadeiramente surpresas, Cleuzae Edna conscientiza-ram - se da situação apenas quando a "bola de fogo" com eçava a
43
mover- se inicialmente em sentido horizontal e posteriormente
em linha vertical.
Caravana foi organizada para investigar o fato. A "coi sa"
estava, no entanto, muito distante para que pudesse ser consid e-rada um "OVNI".
Igual dúvida parece não ter existido, entretanto, entre a-lunos e funcionários do Colégio de Souzas, que disseram ter a s-sistido ao fenômeno já no sábado anterior. O objeto apresentou -se naquele dia, de acordo com al guns mestres e estudantes, bas-tante próximo e visível.
Na quarta- feira, quando as luzes da cidade foram apag a-das, as mesmas pessoas avistaram novamente a "coi sa", embora
seu sobrevôo tivesse sido consideravelmente rápido.
Curiosos ao extremo, os alunos reu niram - se na sex ta-feira, dia 8, após as aulas, 23 horas, e rumaram, em mais de vin-te veículos, à Serra das Cabras (onde Gilmar Aparecido teste-munhou todo o fenômeno). A nova caravana estava integrada
até por estudantes da PUCC (Pont i fícia Universidade Cató lica
de Campinas), informados do fato por moradores do Distrito e
igualmente curiosos. Todos objetivavam obter ma i ores detalhes
sobre aquilo que se definiu às vezes como uma "bola de fogo" e
outras como um alongado corpo luminoso.
A pergunta era a mesma em todas as mentes: "il u são de
óptica, disco voador ou fenômeno físico facilmente expl i cável"?
44
VI
O depoimento abaixo foi colhido por mim e faz parte do
relatório N.º 0001 da SIFETE - Pesquisa Científi ca.
N.º 0001
Depoimento do Sr. Álvaro Fávero.
Idade: 40 anos, residente à rua Senhora da Concei ção,
146 - Paulínia - SP.
Profissão: Motorista.
"Eram cerca de 23 horas do dia 6 de abril de 1976. Esta-va fazendo minha última viagem Campinas - Paulínia. Notei que
vários caminhões à minha frente estavam diminu in do a marcha.
Quando consegui ultrapassar os caminhões, na segunda tentati-va, meu filho a meu lado se e spantou com o que via e imediata-mente eu diminui a marcha, porém não cheguei a parar.
Eu estava a uns quatro quilômetros de Paulínia. Era um
objeto bastan te grande da forma dos que chamamos Di scos V o-adores. Como uma semi- esfera sobre um prato. Era de cor ve r-melho- alaranjado. Não deu para ter idéia do tamanho exato, mas
talvez estivesse a uns 500 ou 600 metros de di stância e a uns 20
metros do chão. Então el e descreveu uma trajetória irregular ou
talvez na forma de um triângulo e desapareceu como se nunca
estivesse estado ali".
Sumaré, 8 de abril de 1976.
O referido depoimento foi assinado pelo Sr. Álvaro Fá-vero dando ciência do fato.
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45
No dia 7 de maio de 1952, dois repórteres fotográf i cos
do semanário brasileiro "O CRUZEIRO", chamados João Mar-tins e Ed Keffel foram enviados à Barra da Tijuca, no rio de J a-neiro. Tinham que obter várias fotografias do lugar denominad o
"Ilha dos Namorados". Martins e Keffel haviam começado seu
trabalho no lugar indicado quando Martins, ao levantar a vista,
foi surpreendido pela chegada de um silen cioso objeto que se
movia acima deles. À distância parecia um avião visto de frente,
mas oestranho era que se deslocava lateralmente e a enorme
velocidade. "Vinha diretamente do oceano para a terra - expl i-cou depois Martins - e em direção perpendicular às rotas das l i-nhas comerciais de aviação. Eu disse: "Olha Keffel, que diabo
será isso?" Qualquer outra pessoa não teria dado importância ao
fato, mas nós somos cronistas e por dever profissional temos a
atenção sempre alerta. O objeto pareceu diminuir de velocidade
e suas formas se apresen taram mais claras ao passar em frente
ao sol. Keffel tinha uma lente ultra rápida e uma carga completa
em sua máquina. Focalizou o disco e apertou o disparador. C o-mo se do aparelho nos tivessem observando, enquanto Keffel o
fotografou mudou de rumo, pôs - se em posição vertical e desapa-receu no horizonte, do lado do mar, numa velocidade extraordi-nária."
"Não fazia nenhum ruído de motor e apenas deixava uma
esteira que se desvaneceu em seguida. Creio que as pessoas que
se achavam perto de nós nem sequer perceberam sua presença."
"Quando chegamos à redação corremos ao gabinete de
revelação para ver o que Keffel havia fotografado. Eram fotos
claras de um Disco Voador. Ao calcular em seguida seu tam a-
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nho chegamos à conclusão de que o disco media entre 20 e 30
metros de diâmetro e sua espessura era de 4 a 6 metros. A i m-pressão que eu e Keffel tivemos do local começou a ter de novo
efeito sobre nós quando pudemos ver as provas das revelações."
As provas gráficas desses hábeis repórteres foram minu-ciosamente controladas pelo governo brasileiro e por funcion á-rios do FBI norte- americano. Não existe nelas nada que permita
qualificá - las de falsas e são consideradas como uma das mais
valiosas já obtidas.
(Jornal Tribuna da Imprensa -Rio de Janeiro -11 e 12 de agosto de 1973)
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A Sra. I rene Granchi, representante no Rio de J aneiro da
APRO - Uma Organização Internacional de Pesquisas s obre f e-nômenos aéreos relacionados a objetos não identificados, com
representação em mais de 50 países - contou sua experiência
pessoal, ocorrida em 1947, q ue determinou o iní cio de seu inte-resse pelo assunto:
" —Eu estava em minha chácara, em Vassouras, no esta-do do Rio de Janeiro, eram mais ou menos 15h 30m. Olhava a
horta, despreocupada, quando minha vista foi atraída p elo brilho
do sol refletido num objetoem forma de disco, com sulcos ci r-culares, de aparência metálica, que percorria a pou ca altura o
longo dos trilhos da estrada de ferro.
O vôo do objeto era semelhante ao de uma folha ao ven-to. Não condizia, absolutamente, com a natureza do mat erial de
que ele parecia ser feito. Isto foi o que mais me impressi onou."
Ela disse que calculou em alguns minutos o tempo que o
objeto esteve sob sua vista e que lhe ocorreu imediatamente um
47
pensamento nítido: "Nunca mais vou ter sossego enquanto não
souber o que é is to."
" —Mais tarde, através de pesquisas e estudos, cheguei à
conclusão de que o objeto devia ser uma sonda, pois era pequ e-no. Mas na hora vi que era apenas um objeto estranho, d i ferente
de qualquer outro conhecido com o qual p u desse ser confundido
à distân cia."
A Sra. Granchi ( brasileira naturalizada, de origem ingle-sa, professora de línguas, moradora em Copacabana) achou i m-portante notar que na época ela não conhecia n ada sobre o a s-sunto.
" —Pouco tempo depois, li uma entrevista sobre objetos
não identificados dada pelo Dr. Olavo Fontes - já falecido - que
era então médico bastante conhecido e professor da Faculdade
de Medicina do Rio. Procurei o Dr. Fontes, contei - lhe meu caso
e ele me pôs em contato com as publicações e org anizações i n-ternacionais ligadas às pesquisas científicas sobre estes estra-nhos fenômenos."
" —O nome do Dr. Olavo é conhecido internacionalmen-te entre os estudiosos da Ufologia por ter sido um dos p i oneiros
da pesquisa científica em seu país. Houve nos Estados Unidos,
um prêmio oferecidopela APRO a uma pesquisa s obre os ch a-mados Discos Voadores."
Na época, 1973, o representante brasileiro da APRO era
o Professor Flávio Pereira que fundou, em São Paulo, o Instituto
Brasileiro de Aeronáutica e Ciências Espaciais e a Associação
Brasileira de Estudos de Civilizações Extraterrestres.
48
Os estudiosos da Ufologia em todo o mundo têm um s é-rio e importante apelo a fazer: é preciso mudar a mental i dade em
relação aos estudos de objetos não ident i ficados. Em vez de ser
ridicularizado, o assunto deve ser encarado e tratado da maneira
mais séria possível para que as investigações sobre os assuntos
possam prosseguir e se desenvolver rapi damente. Se tivéssemos
uma outra atitude em relação a estes fenômenos talvez já pudés-semos ter estabelecido uma comunicação avançada com tripu-lantes de discos extraterrenos. Você já pensou nessa possibilid a-de?
(Jornal do Brasil -19/10/1973)
___________________________________________
Um objeto voador não identificado foi visto no aeroporto
de Viracopos - Campinas - SP, por volta das 23 horas do dia 6
de novembro de 1973, por alguns policiais que lá estavam a
serv i ço.
O objeto não identificado, foi visto pelo cabo da Pol í cia
Militar, José Carlos de Moraes, de 38 anos, pelo tenente Mari-nho e cabo Russo.
Segundo declarações do cabo José Carlos de Moraes,
que estava na noite de terça- feira em serviço de rotina de patru-lhamento no aeroporto Internacional de Viracopos, junt amente
com seus companheiros, quando se di rigiu à cabeceira da pista
de aterrissagem do aeroporto, junto com o cabo Russo, foi su r-preendido por uma forte luminosidade refletida no asfalto da
pista. Quando, ao notarem a intensa luz refletida no asfalto, pro-curaram localizá- la, confirmaram, para sua surpr esa, que vinha
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de um estranho objeto de forma arredondada, q ue pairava s obre
a cabeceira da pista.
Imediatamente, os dois cabos da Polícia Militar procur a-ram chamar seus colegas de patrulhamento, alguns inclusi ve,
apesar de estarem fiscalizando as imediações da pista de Vira-copos, já também haviam visto o estranho objeto, e estavam a-pressadamente se dirigindo ao encontro de seus colegas, local i-zados, segundo o cabo José Carlos de Moraes, "d ebaixo da luz".
Cinco componentes da polícia estavam então presen tes
ao local onde oferecia a melhor possibilidade de admiração do
objeto luminoso, e passaram então a descrevê- lo.
"Era bastante estranho o objeto. A princípio pensei tra-tar- se de um helicóptero, mas logo notei suas dimensões e con-clui que não podia ser", disse o cabo Moraes.
Alguns funcionários do aeroporto também foram teste-munhas oculares do fato e, juntamente com os policias mili tares
da fiscalização, descreveram o objeto como de forma arredon-dada, achatada, "parecendo um Disco Voador", como declarou
uma das testemunhas.
Sobre seu tamanho e cor disseram: "Era bastante grande,
maior do que a figura dos aviões naquela mesma altu ra, porém
seu barulho era pouco alto, semelhante a um zumbido de abe-lha". O que mais impressionou as testem u nhas do objeto não
identificado, foram suas cores que segundo decl arações, eram
tonal idades de um vermelho al aranjado, "super luminoso", e de
vez em quando emitia raios esverdeados, tornando o espetáculo
ao mesmo tempo maravilhoso e espantoso.
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Estas cores variavam de tonalidade, de acordo com a p o-sição do observador, visto que vários relatos de observadores de
várias posições estratégicas, confirmaram o alaranjado e os raios
verdes como principal fato visual, sendo que o u tros, os da cabe-ceira da pista, disseram ser vermelho forte a cor predominante.
Tudo isso ocorreu durante cerca de três m inutos, co n ta
um dos observadores, mesmo assim a torre do centro de controle
do Aeroporto, situada não muito longe da posição inicial das
observações, foi avisada por um dos policiais mili tares, e esta,
por sua vez, começou a procurar uma identificação desespera-damente, o que no entanto foi inútil, pois o objeto voador não
identificado, não conseguia ser identificado de modo algum, as-sustando o pessoal da torre.
O objeto continuava ainda pairando sobre o ar, imóvel,
notando- se apenas as variações de cor e os raios esverdeados
emitidos pelo estranho objeto.
Nada podendo fazer para uma possível identificação, os
observadores continuaram apenas a observá- lo, esperando que
algo sucedesse, o que não demorou a acon tecer.
"De repente, enquanto não tirava os olhos d a luz cor de
laranja, as cores passaram a se misturar e o estranho aparelho se
deslocou para o lado da cidade de Itu, numa veloci dade superior
a de qualquer avião a jato que tenha visto, parecendo mais um
foguete, que enquanto se afastava subia aos céus em velocidade
inacreditável", declara a principal testemunha ocular, o cabo da
Polícia Militar José Carlos de Moraes.
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Nos dias após a aparição, depois do interesse já ter s i do
levantado, todos em serviço procuravam ver novas apar i ções, o
que não aconteceu.
" Da próxima vez que 'ele' aparecer, estarei com minha
câmara fotográfica", declarou um funcionário do aeroporto.
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Nas pequenas vilas do Nordeste o povo saia assu stado de
casa: falava- se no fim do mundo.
No telef one, nervoso, o prefeito de uma pequena c i dade
do norte do Ceará, insistia em falar com o governador César
Cals: era urgente, urgentíssimo. Em Ibiau, sudoeste da Bahia, o
prefeito Hildebrando Nunes mandava um comunicado u rgente à
6.ª Região Militar.
Na estrada para Feira de Santana, o trânsito parou: f i las
enormes de caminhões de cargas, carros particulares e cen tenas
de motoristas de olho no céu.
No Ceará, dois aviões Xavante, da FAB, levantaram vôo
para uma missão incomum; perseguir um estranho objeto que
tanto podia ser azul ou vermelho, conforme a hora que cortava
os céus do nordeste, numa longa viagem para o sul.
São algumas histórias de discos voadores. Em feverei ro
de 1974 eles foram vistos em cinco estados - Bahia, Pernambu-co, Ceará, Piauí, Alagoas - durante rês horas. E todos contaram
quase a mesma história: era um objeto de forma oval, que m u-dava de cor e tamanho, com um bri lho tão forte que queimava a
vista.
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Tribuna do Ceará, primeira página: "Objeto lumi noso
deixa a cidade em pânico". Como a Tribu na, quase todos os jor-nais de Fortaleza esgotaram cedo nas bancas: todo mundo queria
detalhes sobre a viagem do estranho objeto que subiu nos céus
da cidade às 18h 30m de um Domingo de fevereiro de 1974.
Nos bairros mais nobres, o OVNI foi recolhido como u m
sinal do fim do mundo: assustado, o povo saía de casa e corria
em direção à rua. Logo que o objeto apareceu, os dois aviões da
FAB levantaram vôo, mas regressaram à base pou co depois: o
OVNI havia sumido.
Os telefones das redações dos jornais de Fortalez a toca-ram a noite inteira: eram pessoas ligando do interior do e stado,
para falar da passagem do "Disco Voador". O prefeito que ligou
para o governador César Cals deixou um recado falando sobre a
invasão dos OVNIs: o gove rnador não estava no palácio.
O depoimento dos que viram: era um objeto de forma
oval, ora parecia como uma lua cheia, ora bem maior. Enredava
do amarelo para o vermelho, para o azul, para o verde.
Em Teresina, muita gente saiu às ruas entre 19 e 19h
30m para ver o objeto "que cortava o céu da cidade irradian do
uma luz muito branca. Tinha quarenta centímetros de diâm etro e
desapareceu na direção norte, deixando uma nuvem esbranqu i-çada".
O astrônomo Cláudio Pamplona, do Observatório Hercel
Eistein, que no momento da aparição estava na fundação de M e-teorologia e Chuvas Artificiais, acha que o fen ômeno foi causa-do por um bólido, isto é, um meteoro explosi vo.
53
Isso - segundo ele - acontece quando um meteoro e n tra
na atmosfera, num ângulo aproximado da linha vertical, g a-nhando uma velocidade muito grande que provoca a sua expl o-são.
Normalmente, explicou, o bólido deixa um rastro de i o-nização, fragmentos de sua desintegração. Neste caso específico,
"observou - se um rastro que durou dez minutos, perto da conste-lação de Carneiro, um pouco ao sul do plan eta Marte".
Em Feira de Santana, Bahia, o astrônomo Augusto César
Orrico, do Observatório de Antares, desde a aparição tornou - se
um homem sem sossego: todos queriam ver as fotos que ele t i-rou do objeto que viajou pelos céus da cidade durante trinta m i-nutos.
Augusto César usou um filme de 400 asas, mas as f otos
não ficaram nítidas.
Orrico tinha duas hipóteses para explicar o fen ômeno: o
ingresso de um satélite artificial na atmosfera ou a explosão de
uma estrela. Ele disse que o objeto foi observado por cen t enas
de pessoas em Feira de Santana: no c omeço, parecia uma estrela
fixa de Segunda grandeza, soltando uma luz mu i to branca; de-pois aumentou de tam anho, passando a soltar uma luz azul, para
finalmente, div i dir- se em duas nuvens que se desintegraram.
No Recife, Nélia Noronha Pimentel, 17 anos, estuda n te
do Colégio São João, voltava para casa no bairro da Várzea
quando descobriu o OVNI. Correu para casa e poucos minu tos
depois, o bairro inteiro estava na rua, acompanhando a v i agem
do disco. Durante três minutos, ele sobrevoou o bairro, crescen-
54
do de tamanho para depois desaparecer, dei xando uma sombra
azul no espaço.
Em Caruaru, a 130 quilômetros de Recife, muita gen te
conta que também viu o disco: ele ficou parado du rante muito
tempo sobre o céu da cidade, com um brilho intenso.
Em Limoeiro, 80 quilômetros a noroeste do Recife, o
comerciante Inácio Roberto Queiroz disse que "viu o sinal lumi-noso no céu às 18h 5m, com uma cauda de grande luminosida-de". O padre holandês Jorge Polman, do C olégio São João Reci-fe, desmentiu a opinião do astrônomo Augusto C ésar, da Bahia:
"não era um satélite artificial. E tampouco a explosão de uma
estrela."
Em Viçosa, a 92 quilômetros de Maceió, João Guedes,
técnico em eletrônica, estava trabalhando quando viu o objeto
aparecendo por "trás de uma nuvem branca": João foi uma das
pessoas que ligaram para as redações dos jornais de Maceió
dando a notícia da passagem do OVNI por Alagoas.
Em Maceió, o objeto começou a ser observado depois
das 18 horas e foi visto durante muito tempo no bairro do F arol,
na rua Pará e avenida Fernades Lima. No Colégio São J osé, o
padre Sarmento contava às freiras como tinha visto o disco, "de
forma oval, brilhando como uma grande estrela".
(Jornal da Tarde -Fevereiro 1974)
55
VII
A partir das 19h 30m dodia 22 de junho de 1974, mora-dores do ABC e dos bairros da zona sul de São Paulo começa-ram a ver uma estranha luminosidade no céu, fotograf ada por
Kenji Honda, do jornal "O Estado de São Pau lo" e descrita das
maneiras mais controvertidas em diferentes locais. Clóvis Cran-chi Sobrinho, um fotógrafo resi dente no Bom Pastor, bairro de
Santo André, viu assim a luz estranha: "parecia um enorme ba-lão, com o formato de charuto, que emitia uma luminosidade
forte, mas constante, e de coloração alaranjada. Ela se mov ime n-tava mas d esaparecia de vez em quando, acredito que por causa
de algumas nuvens que a en cobria".
Essa descrição coincide com a da maioria das pessoas
que viram o fenômeno. Mas há uma outra que se g eneralizou
entre os moradores do bairro Eldorado, às ma rgens da represa
Billings, em Diadema, local de onde a luz pode ser vista com
maior nitidez:
"Havia duas luzes. Uma delas era vermelha, forte e a o u-tra azul. A vermelha apagava - se de vez em quando e então a a-zul quase nem podia ser notada".
O cabo Alimari,da Polícia Rodoviária, e mais dois col e-gas viram duas vezes o objeto quando passavam com a viatura
pela estrada velha de Santos, por volta das 22horas de quinta-feira, e na sexta- feira de manhã: "eram duas luzes fortes e bra n-cas, como as de um helicópteromuito grande. Nossa viatura
chegou a trocar sinais giroflexo com eles. Nós não chegamos a
parar a viatura, nós apagamos e acendemos o g i roflexo diversas
56
vezes. Em todas elas o estranho aparelho respondeu, acendendo
e apagando uma luz vermelha muito forte" .
Na Faculdade de Engenharia Industrial, em São Bernar-do, alguns alunos viram a mesma luminosidade e acrescentaram
uma outra característica ao fenômeno: "o u vimos um barulho
mais ou menos forte, como o de um jato vindo bem alto. Olha-mos então para o céu e v imos aquela luz al aranjada, misteriosa,
mas muito bonita".
A partir das 21 horas do dia 21 de junho de 1974, a luz
pode ser vista de quase todos os pontos do ABC. Muitos tinham
a impressão que caminhava em direção à Di adema.
Para essa cidade se dirigiram v ários carros, seguindo p a-ra a afastada localidade de Sete Praias, ao lado do bairro Eldora-do, às margens da Represa Billings. Até as 2 horas da madruga-da, carros do ABC, Santo Amaro e da Zona Sul de São Paulo
eram vistos se dirigindo a Eldorado, com os ocu pantes olhando
o ponto luminoso no céu. Houve muita exci tação e conversas
sobre aparições de Discos Voadores e al guns jornalistas foram
levados a procurar crateras no meio do mato seguindo indic a-ções de que o "Disco Voador aterrissou aqui perto e chegou a
abrir uma vala de 15 metros de diâmetro" o que não foi confir-mado.
Para os cientistas brasileiros que participaram do Simpó-sio Internacional de Pesquisas Espaciais, no Parque Anhembi, a
luminosidade nada mais foi do que conseqüência de um fen ô-meno natural com infinitas explicações. Uma delas seria um dos
balões meteorológicos que o aeroporto solta diversas vezes du-rante o dia, inclusive quase no mesmo hor ário em que foi visto o
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"disco". Um dos que não acreditavam na história do "disco", um
estudante da Fundação Santo An dré, deu a seguinte explicação
científica para o fenômeno: "nuvens cristalizadas que fun cionam
como uma espécie de espelho, refletindo a lumi nosidade da
chama da Petroquímica de Capuava".
A versão é coincidente com a do Sargento Newton, da
torre de congonhas, pois alguns aviões da FAB sobrevoaram o
ABC e não localizaram nenhum aparelho estranho. O "espelho"
explicaria também as respostas aos sinais luminosos emitidos
pelos policiais rodoviários na estrada velha de San tos. Muitos
não acreditaram nessa história "porque se nuvens se cristalizam,
algum avião já teria batido nelas e não sabemos de histórias des-se tipo até hoje".
(Jornal Correio Popular -junho 1974)
____________________________________________
No dia 30 de junho de 1974, quando todas as aten ções se
voltaram para o jogo entre Brasil e Argentina, dois h omens, um
médico e um filósofo - tomaram o rumo da rodovia Castelo
Branco e viajaram 150 quilômetros até a cidade de Tietê. Ali
passaram praticamente o dia, interrogando um fazendeiro, f a-zendo anotações e olhando minuto a minuto o horizonte que se
estendia - claro e límpido - em direção a Porto Feliz, Cerquilho,
Capivari, Campinas, V i racopos...
Como veteranos pesquisadores que não mais traem suas
emoções diante do mais fantástico relato, eles fizeram o fazen-deiro repetir dezenas de vezes a sua história, ouvi ram os seus
filhos - estudantes - e vizinhos, levando - os a repetir n ovamente
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detalhes que, aparentemente, para os interrogados, não tinham o
efeito de impressionar os dois homens como eles imaginaram.
—Mas já disse aos senhores que eu vi... E minha fal ecida
esposa, os filhos, todos viram... O que estou lhes contan do é a
verdade, a mais pura verdade... Ali, da direção de V i racopos...
Sempre das 18h 30m às 19 horas e em maior n ú mero àsquartas
e sábados... Arredondados, metálicos, parecendo deslizar no e s-paço... Até já responderam aos meus si nais de lanterna...
Os dois homens sorriam complacentemente, mas... "Va-mos ver de novo... A que distância mesmo? Por favor, estique os
braços e junte os dedos no tamanho exato... Ali, sempre de sul
para norte... A luz emitida, de que tamanho mesmo? Amarela?
Azul? Vermelha? Fixa ou móvel? E os objetos, isolados ou em
formação? A que altura?
—Mas eu já disse... Ora, conheço bem aviões... Sim, sei
que é rota para Viracopos... E eu sei diferenciar... As luzes ve r-melhas e verdes, dos que vi, ficavam a uma distância bem m e-nor... A dos aviões piscam mais depressa... E eles respon deram
aos meus sinais... Não, não eram aviões... Eu conheço, ora...
Acho que os senhores não estão acreditando em mim. (Um pou-co sem graça)... Mas, esta é a verdade.
E o fazendeiro somente viu diminuída a sua decepção -"Mas os senhores não trazem instrumentos, lunetas, radares m ó-veis?" - quando um dos homens, ainda sorri n do, lhe disse que o
seu caso "merece em princípio ser pesquisado e estudado com
maior profundidade, dado o grau de confiabilidade e estranheza
que encerra".
59
Max Berezovski, o médico, e Guilherme Wirz, o filól o-go, acabavam de completar ali, numa fazenda às margens da
Rodovia Marechal Rondon, em Tietê, mais uma investigação
preliminar, sobre o aparecimento nos céus do estado de São Pau-lo de mais um "objeto aéreo não identificado", os OANIs, mu n-dialmente conhecidos como Discos Voadores.
Desde que reuniram em 1968 - junto com outros médi-cos, psiquiatras, engenheiros, técnicos e interessados - para fun-dar a ABECE (Associação Brasileira de Estudo das Civi lizações
Extraterrestres), que já receberam a denúncia de m i lhares de c a-sos, viajaram mais de dez mil qu i lômetros para inve stigar uns
30, encontraram - se em dúv i da com relação a uns dez e deram o
seu veredicto de "real e verdadeiro" a apenas uma meia dúzia.
O caso do fazendeiro de Tietê - cujo nome preferi ram
não divulgar por questão de ética - ficou entre os arquivados p a-ra posteriores investigações. Mas garantiram que o seu grau de
estranheza era baixo, ao contrário das experiências - fasci nantes
e investigadas inclusive pela Aeronáutica - de Maria Cintra a
enfermeira de Lins; de Toríbio Pereira, o tratorista também de
Lins; de Tiago Santos, o vendedor de fru tas de Pirassununga; e
de Caetano Sérgio Santos, o vigia n oturno de Caconde.
—De tudo o que aparecia e que era visto, apenas um por
cento se ficava sabendo.
A declaração foi do Prof. Wirz, citando todos os casos de
aparecimento de objetos aéreos não identificados nos céus de
todo o mundo. Entretanto, desse um por cento conhecido, já foi
possível aos especialistas em Discos Voadores estabelecer uns
tantos pontos básicos a seu respei to.
60
Por exemplo, a maior incidência de OANI,verif i cada até
1974 - pelo menos desde que se estudava com profundi dade o
assunto - ocorreu em outubro de 1954 (a razão pelo m enos ni n-guém diz saber).
Eles sempre são vistos, com maior intensidade, das 18 às
19 horas e das 21 às 24 (registro mínimo, das 1 3 às 15 h oras;
absolutamente nenhum caso, das 15 às 16 h oras).
Já foram avistados nos céus OANIs de até 300 m etros de
diâmetro (naves - mãe), mas segundo a ABECE, os tipos mais
freqüentes são os de oito, quinze e trinta e cinco metros de di â-metro; quanto ao seu contorno, a maioria das descri ções dão
conta de que são duas bacias juntas; em forma de um chapéu de
Napoleão; ovóide vertical; charuto horizontal e chapéu com tri-pé (caso de Pirassununga).
Quanto à descrição de seus ocupantes, o estudioso J áder
Pereira, do Rio Grande do Sul, baseando- se no relato de 333 tes-temunhas, assim os classificou: 95,8% de formas h u manas e
4,2% de formas não humanas (à medida em que se entende por
humano o padrão estético normal).
Os seres que mais se aproximaram da forma h u mana t i-nham entre 1,20 a 2 metros de altura; saíram de suas naves, uns
encapuçados, outros não, outros ainda portanto máscaras de res-piração(?).
Os não humanos, segundo o artigo de Jader Pereira, p u-blicado em uma revista inglesa, tinham uns, orelhas pontu das,
outros a pele enrugada, outros ainda cabeça proeminente "em
síntese, fugiam do padrão".
61
Para o Prof. Guilherme Wirz, que desde 1954 estudava
os OANIs, o caso, entretanto, "mais real e fantástico" que teve a
oportunidade de pesquisar - "e que, inclusive, motivou a criação
do CIONI (Centro de Investigações de Objetos Não Identifica-dos) da 4.ª Zona Aérea, sob a chefia do Brigadeiro José Vaz da
Silva e da supervisão do então Major Zani" - foi ocorrido com o
tratorista Toríbio Pereira, funcionário da pr efeitura de Lins.
Em outubro de 1968 (algumas semanas depois da aven-tura de Maria Cintra), Toríbio, então com 40 anos, "um caboclo
índio, forte e troncudo", caminhava às 6h 25m em direção ao seu
trator, encostado a alguns metros de um barranco no limite norte
da cidade.
Ao subir na esteira, percebeu então do outro lado, e n tre o
trator e o barranco, "um Karmann Ghia". E acoc orados no chão
três pessoas pequenas, de 1,50 metros, ve stidas de uma espécie
de capuz comprido, que descia até os joelhos e, por baixo, uma
camisa.
—Tinham rostos finos e humanos e não se diferenci a-vam. Eram mais iguais entre si que as minhas duas filhas g ê-meas.
Do que me recordou a seguir, o Toríbio, que nas sem a-nas seguintes chegou a perder 15 quilos, lembra- se de que ao
serem pressentidos um dos homenzinhos sacou da manga de sua
capa "uma espécie de mandril" (peça mecânica) e projetou con-tra o seu tronco, uma luz branca, que o imobilizou instantane a-mente.
Em seguida, correram para o "Karmann Ghia" (Torí bio
nunca se afastou dessa imagem durantetodo o interrog atório),
62
fecharam a porta e o aparelho desapareceu com um leve zumb i-do.
Quando o seu caso chegou aos jornais, o tratorista Torí-bio, por ordem das autoridades, foi retirado para uma fazen da.
Perdeu quinze quilos e em São Paulo foi submetido a tratamento
no estômago, no local atingido pela luz branca, onde dizia sentir
"uma leve dorzinha".
____________________________________________
Antesdo Sol nascer em uma madrugada de agosto de
1968, Maria Cintra, 40 anos, uma enfermeira mulata e muito
religiosa do hospital Clemente Ferreira, de Lins, encontrava - se
em sua cama rezando o terço quando escutou o que lhe p areceu
um carro estacionar no pátio.
Olhando pela janela, diz Ter visto uma mulher parada
em frente ao porão do hospital, ocasião em que g ritou lá de c i-ma: "Já vou". Ao descer a escada, tentou apressar- se, imaginan-do tratar- se de um caso de urgência.
Conforme descreveu mais tarde para o médico Max B e-rezovski e para o então Major Zani, que, não oficialmente a-companhava o caso a pedido do Brigadeiro José Vaz da Si l va,
Comandante da 4.ª Zona Aérea, Maria Cintra abriu o portão e
deparou - se com a mulher a mostrar- lhe "uma garrafa muito be-la".
Visivelmente pedindo água ("mas não me falou n ada"), a
mulher foi assim descrita pela enfermeira: da mesmaaltura que
ela, rosto fino, cabelos cobertos, sapatos pontiag u dos e "usando
um uniforme de aviador" (roupa colante).
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Entretanto, no hospital, acompanhou Maria Cintra até o
bebedouro, que encheu a garrafa e bebeu de um outro can eco
que trazia. A uma observ ação da enfermeira - "a água daqui é
muito boa" - tentou repetir a frase, mas o f azendo com um tom
de voz muito gutural.
Já um pouco aterrorizada pelo procedimento da m u lher,
Maria Cintra contou depois que tornou a acompanhá- la até o
portão, mas que ela em vez de se dirigir para o estaci onamento,
caminhou em direção "a um chapéu lá no gramado, a um metro
do solo".
"Gritei e molhei - me toda", confessaria mais tarde en-quanto observava um braço puxar a mulher para dentro do ch a-péu" e desaparecer.
Aos gritos da enfermeira se juntaram os de um paci ente
já acordado.
As investigações no local provaram duas coisas: as i m-pressões dos pés, pontiagudos, da mulher e a grama, alterada,
onde estivera o estranho objeto.
____________________________________________
Uma Prof essora de Inglês, do Instituto de Cultura Ingle-sa, Irene Granchi, era a representante do Instituto Brasile i ro de
Astronáutica e Ciências Espaciais no antigo Estado da Guanaba-ra. Ao contrário dos demais pesquisadores, em sua maioria fís i-cos, astrônomos ou m atemáticos, Irene Granchi era leiga. Seu
interesse pelos Discos Voadores não partiu de uma investigação
científica, mas de uma experiência pessoal ocorrida em 1947 na
cidade de Vassouras, quando avistou, ao longo dos trilhos da
64
estrada de ferro, "um objetobrilhante, de forma circular com
aprox i madamente 30cm de diâmetro, cujo vôo em nada parecia
com o vôo de uma ave ou de qualquer artefato produzido pela
ciência humana". O objeto, segundo Irene Granchi, seria uma
sonda espacial de pesquisa, como as que hoje em dia, o próprio
homem envia ao espaço. A partir de então, Irene Granchi apai-xonou - se pelo assunto, leu muito, entrou em contato com pes-quisadores brasileiros e tornou - se correspondente de revistas
científicas norte- americanas, francesas e belgas. Entreseus am i-gos pesquisadores internaci onais destacavam - se o Doutor L. J.
Lorenzen, Diretor da Organização de Inquérito sobre Fenôm e-nos Aéreos, de Tucson, a mesma autoridade que anunciou a s é-rie de documentários que o governo liberou para a televisão dos
Estados Unidos.
Os pesquisadores, afirmou Irene Granchi, não estavam
mais profundamente interessados em documentos pessoais ou
fotográficos ou de outra ordem que falassem da visita de naves
extraterrestres. Sua existência e o fato de não pertencerem à Ter-ra,para nós, seriam dados de uma serena certeza, com provado
por milhares de outros documentos. Mas, como pou co sabemos,
continuou Irene, da verdadeira origem destas naves e seres, o
que nos interessa agora é documentos sobre con tatos pessoais
com seus tripulantes. Toda tendência da moderna pesquisa está
voltada para este objetivo.
Muito seguidamente, a reação de quem tem um contato
com naves ou mesmo seres extraterrestres é uma reação de pân i-co, ou de agressão. Não seria esta uma ati tude inerente ao ser
human o, espécie de reacionarismo a tudo que é novo, outro, e s-
65
tranho? Irene Granchi é de opinião que, pensar assim, é ser mu i-to rigoroso com o h omem:
—Galileu, Einstein... A humanidade sempre esteve, e e s-tá, pronta a novas descobertas, seja no mundo ext erior, seja no
mundo interior. Além disso, é sabido que os Discos em i tem uma
força, uma energia, talvez magnética que possui um efeito "par a-lisante" cujas conseqüências são imprevisíveis para o ser hum a-no. Diante disso, não é de estranhar que as pessoas fiquem ch o-cadas.
O Brasil, segundo Irene Granchi, é um país bastante visi-tado pelos extraterrestres. A região de seu maior interesse é M i-nas Gerais, pela situação geológica. Este é um dos estu dos que
os cientistas estão fazendo: comparar todas as regiões e locais
mais visitados para descobrir as possíveis semelhanças que exi s-tam entre elas. A resposta a essa questão, talvez dê uma pista,
pelo menos sobre as condições técnicas das n aves utilizadas, que
aterrizaram melhor em determinado tipo de terreno. Além do
Brasil,a Argentina também é um país bastante visitado. Mas o
que recebe visitas mais freqüentes no hemisfério, são os Estados
Unidos. Em seguida vem o Canadá e a União Soviética. Nos p a-íses asiáticos, apenas o Japão se destaca como bastante visitado.
Segundo Irene Granchi, a maior dificuldade para o pes-quisador é a coleta de dados. Normalmente, quando o pesquisa-dor especializado chega ao local, curiosos já man u seiam objetos
que poderiam ter marcas residuais, a história da testemunha já
foi adulterada, contada, e recontada, o fato virou sensação, tes-temunhas fantasiosas também se aprese n tam. É por isso que,
mais do que o fato em si, o que preocupa o pesquisador são os
66
detalhes da narrativa. Os detalhes, diz Irene, são muito difíceis
de fantasiar. Quem não estiver di zendo a verdade vai se perder
em al gum detalhe. Se bem que, ela mesma assegura, nunca se
pode ter certeza da falta de veraci dade de uma narrativa, por
mais fantasiosa que ela se apresente. Certa vez, Irene foi cham a-da ao Estado do Rio para pesquisar um fato, um contato com
uma nave havido com uma única pessoa, por sinal o sujeito mais
fanfarrão da localidade. Por se tratar de uma pessoa brincalhona,
fantasista, ninguém lhe deu atenção e a própria pesquisadora a r-quivou as informações, sem divulgar o fato. M as quem pode g a-rantir, e por que motivo um Disco poderia aparecer a um fanfa r-rão?
Dado bom de pesquisa é aquele que se baseia em vestí-gios deixados sobre a terra, árvores ou objetos. Por isso, os pes-quisadores aconselham: se alguém avistar uma nave em pouso e,
ela tiver "queimado" a grama sobre a qual pousou, por exemplo,
a atitude correta é tomar dois sacos plásticos e, num deles, col o-car um pouco de grama ou da terra queimada. No outro, um
pouco da terra ou grama que esteja na parte e x terior do círculo
qu eimado (até hoje as marcas de pouso são sempre circulares).
Uma ciência, a Ufologia, estudada em várias universida-des norte- americanas, está em pleno desenvolvimento. Por en-quanto, entre nós, ela é apenas uma atividade paralela, o que
muito dificulta o trabalho de nossos especialistas, que precisam,
se dedicar a outras tarefas para poderem sobrev i ver. Mas quem
poderá garantir que, em pouco, a Ufologia estará em pleno cres-cimento entre nós? Fantasia? Imaginação? O que é que, até hoje,
na ciência, não partiu da fantasia, da imaginação, do pensamen-
67
to? A Terra é redonda, e se move, é uma afirmação que modif i-cou toda a visão do mundo. Quem acreditaria, há 1.000 anos,
que o homem iria à Lua? Só mesmo os "loucos", os fantasistas e
os cientistas...
(Eloi Calage -Agência Inform)
68
VIII
Na noite de 20 de junho de 1974, mais de mil pessoas
acompanharam nos céus de São Paulo os movimentos de miste-riosos objetos luminosos.
A "coisa" ora movendo- se a grande velocidade, ora p a-rando a baixa altura, foi descrita como "arredondada" e "lumino-sa" por todas as pessoas que a viram. E entre elas h avia médicos,
engenheiros, um piloto particular... E mais de cem policiais, que
comunicaram as estranhas evoluções pelos rádios de 35 viaturas.
Os depoimentos gravados dessas testemunhas coincidiram em
todos os pontos principais, e as aut oridades se encontraram dia n-te de uma pergunta que era n ecessário responder: que misterioso
fen ômeno era aquele?
Acontece que, mais de três meses depois, todas as expl i-cações propostasainda não conseguiam convencer ninguém i n-teiramente. Segundo um porta - voz da Força Aérea Brasileira, a
luminosidade vista no céu seria a de gases queimados da refin a-ria de Capuava. Para o diretor do Planetário de São Paulo, Prof.
Aristóteles Orsini, todo mundo teria assistido apenas a um f e-nômeno óptico conhecido por "espelhismo". E conforme o téc-nico Luís Alberto Vieira Dias, do Instituto Nacional de Pesqu i-sas Espaciais, as centenas de olhos paulistanos teriam visto ape-nas, "um fenômeno natural". É bem verdade que a existência do
radar do aeroporto de Congonhas poderia ajudar muito na sol u-ção do enigma, mas - por mais incrível que possa parecer - ele
permaneceu compl etamente desligado durante as duas horas em
que o fenôm eno aconteceu.
69
Tudo apurado do episódio, uma coisa porém ficou f ora
de dúvida: algo de bem real andou brilhando nos céus de São
Paulo, naquela noite, pois a luminosidade chegou a ser fotogra-fada, e a impressão na película dos filmes desmente qua l quer
hipótese de histeria coletiva. O que era esse "algo" talvez nunca
venhamos a saber: ele se transformará em mais um caso na i-mensa lista de fenômenos observados por milhares e milhares de
pessoas, desde o século passado, nos céus de todo o mundo. E,
embora tudo acabe parecendo uma repetição dos fa tos narrados
por H. G. Wells em seu livro "A Guerra dos Mundos", muita
gente continua a acreditar, firmemente, que tais fenômenos ref e-rem - se a coisas mais con cretas do que os marcianos criados pela
fértil imaginação do escritor inglês.
Pessoalmente, dizia Roberto Pereira - jornalista da Re-vista Nova - eu me enquadro na legião de curiosos que d esejam
apenas conhecer a verdade. Nunca vi um dos cham ados "Discos
Voadores", embora conheça gente séria que já os viu. Nunca me
filiei a qualquer das organizações par ticulares que estudam o
assunto, mas sei que existem outros grupos de estudos, bem d o-tados funcionando em vários países sob a chancela da Segurança
Nacional. Pref i ro, continua, pensar como os espanhóis: "Yo no
creo en brujas, pero que las hai, las hai..."
Como explicar, por exemplo, o caso do vigia Almi ro
Martins de Freitas, guarda da Usina Hidrelétrica do Funil, tem-porariamente cego e paralisado por um misterioso objeto, em
dezembro de 1970? Segundo seu testemunho, e a observação de
outras pessoas, um Disco Voador sobrevoou a represa pela m a-drugada e, poucos minutos depois, o guarda foi encontrado d e-
70
sacordado e queimado sobre o paredão da r epresa. Ao recobrar
os sentidos, declarou ter sido atingido por um "jato fortíssimo de
luz e calor, lançado por um Disco V oador".
A explicação oficial de que o guarda Almiro fora atingi-do por um raio foi desmentida pelo exame dos registros da usi-na: o controle da eletricidade estática não revelava nenhuma s o-brecarga... e ninguém viu relâmpago algum. Levado para o hos-pital da Cruz Vermelha, e posto sob observação em isolamento
médico, o vigia acabou recuperando a visão, mas ninguém teve
condições de explicar o que realmente aconteceu com ele.
Dois anos antes desse episódio inexplicado, os especi a-listas da Central de Investi gações de Objetos Aéreos Não Ident i-ficados ( a CIOANI, órgão oficial criado em 1968, e subordina-do ao Comando da IV Zona Aérea de São Paulo) já haviam t o-mado conhecimento de outro caso igualmente intrigante. Exa-tamente às 4h 30m da madrugada de 24 de agosto de 1968, D o-na Maria Cintra, enfermeira residente do Hospital Clemente Fer-reira, da cidade paulista de Lins, ouviu na parte exterior do pré-dio alguma coi sa completamente fora de sua rotina: era o ruído
de como que uma freada de carro, bem e m baixo da janel a de seu
quarto. O hospital ficava exatamen te a 5 quilômetros do centro
da cidade em local bastante silencioso, e Dona Maria Cintra e s-tava acordada, de plantão.
Abrindo então a janela para verificar o que se passava, a
enfermeira deu com uma mulher parada embaixo. Perguntou o
que desejava, mas, como não obteve resposta, vestiu uma capa e
desceu para atendê- la. Ao chegar diante da m u lher - que vestia
uma roupa estranha - Dona Maria perguntou - lhe novamente o
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que desejava. Então, a mulher estranha, após uma série de pal a-vras incompreensíveis, apontou para uma garrafinha de vidro
toda trabalhada. Imaginando que se tratava de alguma turista
estrangeira que desejava água, a enfermeira levou - a até o bebe-douro existente na portaria do hospi tal. Após encher a garrafi nha
da desconhecida (que bebeu ela própria um pouco de água, dan-do sinais de satisfação), acom panhou - a até a parte de fora do
prédio. A mulher, repetindo várias vezes, a palavra "empavra", e
batendo- lhe amigavelmente nas costas, ficou um momento ob-servandoos carros dos médicos de plantão e do administrador.
Depois, com um aceno, caminhou ju n to ao jardim onde, pela
primeira vez, a assustada enfermeira viu um objeto escuro "p a-recido com uma pêra enorme", com uma ponta ou tampa aberta
do lado. A mulher entrou ajudada por outra pessoa que a agua r-dava à bordo do veículo. Logo o aparelho levantou vôo com um
ruído de fre i os patinando e desapareceu completamente na noite
de Lins.
Só então, percebendo a extensão do mistério, Dona M a-ria, chorando e gritando, acordou o médico de plantão e diretor,
que a princípio não quis acreditar em sua história. Logo depois,
ao examinar o local apontado pela en fermeira, o médico viu as
três marcas deixadas pelo aparelho no chão, e as pegadas da m u-lher na terra úmida. O diretor do ho spital interditou a área e c o-municou o fato às autoridades da FAB, que vieram examinar o
local da descida do objeto misterioso - mas nunca revelaram n a-da sobre as suas conclusões. Quanto ao diretor, Dr. Alberto Pra-ta - que declarou ser "Dona Mariquinha" pessoa de toda a confi-ança - mandou submeter a enfermeira a exame psicológico, ape-
72
sar de saber que ela não era dada a leituras e nunca inventara
histórias antes. Resultado do exame: Dona Maria Cintra era a b-solutamente normal, mas apresentou sintomas de ter sido "ab a-lada por alguma experiência te rrível..."
____________________________________________
O Comandante do 5.º Distrito Naval de Florian ópolis -SC, em junho de 1974, distribuía nota à imprensa esclarecendo
que "são inverídicas as afirmações de que Capitania dos Portos,
em Itajaí, tenha participado de qualquer investi gação sobre a
queda, no mar, de objeto não identificado, bem como a notícia
de que as autoridades navais estejam preocupadas com o estra-nho acontecimento narrado por pescadores". Segundo a notícia
divulgada na 2.ª semana do mês de agosto de 1974, pescadores
da praia de São Miguel, distante 15 quilômetros de Florianópo-lis, teriam visto um disco voador cair no mar, no mês anterior.
Acrescentava a nota do 5.º Distrito Naval, assinada pelo Capitão
de Corveta Paulo Sérgio dos San tos, assistente do comando, que
dia 13 de junho, cumprindo planejamento, homens- rã da Mari-nha, apoiados por helicópteros da Força Aeronaval, operaram
nas proximi dades de Porto Belo e Itajaí, para levantar subsídios
sobre as praias catarinenses com vistas a exercícios de desem-barque de fuzileiros n avais nos meses subsequentes.
(Folha da Tarde -17/07/1974)
73
No dia 27 de julho de 1974, o Ministério da Aeronáu tica
informava que se dependesse da Força Aérea Brasileira, "o mi s-tério existente em torno da possível queda de um Disco Voador
em Santa Catarina continuaria, pois não poderiam se dar ao luxo
de gastar combustível para procurar todos os objetos voadores
não identificados que eram vistos constantemente no Brasil". A
decl aração foi prestada devido a notícias precedentes da local i-dade catarinense de São Miguel, segun do as quais "pescadores
viram um objeto metálico cair ao mar, no dia 13 de julho de
1974." Contudo, apesar da solici tação de pescadores da zona, o
Ministério daAeronáutica não cogitou providenciar n enhum vôo
sobre a região. Por outro lado, no Ministério da Marinha, ofic i-ais do Gabinete do então Ministro Azevedo Henning, inform a-ram que, até o final daquela semana, aquela arma deveria liberar
um documento com os trabalhos que estavam sendo realizados
pelo Instituto Naval no sentido de descobrir o "Disco Voador".
(Folha da Tarde -São Paulo -pág.2 -24/07/1974)
____________________________________________
Um Disco Voador desceu na primeira semana de agosto
de 1974, na fazenda do Recanto, município de Moselândia, p e-quena cidade distante 400 quilômetros de Goiás. O fotógrafo
Soichi Tokay, do jornal Notícias Populares que se encon trava a
poucos quilômetros da fazenda, ao saber do fato, r u mou imedi a-tamente para o local, "levado pela curios i dade e também pelo
espírito profissional", segundo ele próprio afirmou.
E durante um dia inteiro ficou em contato com diversos
moradores da fazenda e redondezas, colhendo completo relató-
74
rio sobre as atividades dos Discos Voadores naquela região. T o-kay conversou inclusive com fazendeiros e pessoas de nível uni-versitário, todas declarando que realmente as aparições de obje-tos estranhos têm sido freqüentes, em algumas horas do dia,
Das várias histórias ouvidas, Tokay gravou uma, que a-chou bastante interessante e verídica. Aconteceu com o jovem
Péricles Roberto de Lima, de 25 anos, filho do abastado fazen-deiro Lázaro Roberto de Lima, proprietário de longa e x tensão de
terras na região.
O sol tinha se escondido e no céu apontavam as primei-ras estrelas. O silêncio da noite começava a tomar conta do lugar
e os peões recolhiam - se às suas casas, can sados após o fatigado
dia de trabalho.
O gado já não se movimentava, preferindo deitar- se na
relva e esperar a manhã do dia seguinte, ruminando incess ante-mente. Os cães também não latiam mais, e Péricles, term i nando
de jantar, resolveu respirar o ar puro lá fora.
Sentou - se na varanda daquela que era a sede da f azenda.
Ficou quieto por alguns minutos, até que alguma coisa trouxe- o
de volta à realidade.
Péricles ficou abismado quando tudo clareou na f azenda.
—Parecia que tinha amanhecido repentinamente. Fi quei
assustado vendo todo aquele clarão ofuscar a reg i ão.
Péricles firmou a vista no clarão. Seus olhos ardi am mas
ele queria ver o que estava acontecendo. E descobriu a origem
do estranho clarão, como se fosse uma "lanterna az u lada", em
algum ponto da mata.
75
—Ficou tudo claro, aliás, azulado. Pensei que fosse al-gum avião, que estivesse caindo, após ter se incendiado.
Porém, Péricles, cada vez mais curioso,notou que difi-cilmente poderia ser um avião.
—Se fosse, teria explodido ou coisa semelhante. Mas p e-lo contrário, o silêncio continuava cada vez maior, embora os
estranhos fachos de luz continuassem sendo irradiados por toda
a mata. Depois, aos poucos meusolhos foram se acostumando e
somente então pude divisar o estranho objeto responsável pela
claridade.
Para Péricles, o "estranho objeto" era simplesmente o
Disco Voador que rondava a região há muitos dias. Mas ele con-ta mais: durante minutos, o Disco Voad or perm aneceu imóvel
naquela posição, sobre a copa das árvores. "Estava distante da
fazenda pouco mais de quinhentos metros, por isso deu para e n-xergar direito, embora a luz atrapalhasse m i nha visão."
O que aconteceu depois? Foi o próprio Péricles quem
con tou ao fotógrafo Tokay: —"a coisa parecia um relâmpago.
Em incrível velocidade, maior que qualquer avião do mundo,
desapareceu".
Segundo Péricles, ele ficou bastante impressionado com
aquilo. E depois percebeu que vários outros empregados da f a-zenda também tinham visto o mesmo.
Temerosos, se recolheram esperando o dia seguinte para
irem até onde o Disco tinha aterrissado.
Tokay esteve no local. E foi ele quem descreveu o que
viu:
76
—Parecia que uma pesada jamanta tinha sido j ogada no
local. Grossas árvores estavam quebradas, o mato rasteiro todo
amassado como se tivesse sido socado por pesadas m áquinas. O
terreno estava completamente devastado. Coisa impressionante.
E poucos metros, dentro da mata, nada indicava que alguma coi-sa tivesse feito tal e strago. O redor do local continuava intacto e
nenhuma folha sequer estava arrancada de seu lugar.
Nenhum material foi encontrado nem por Péricles e seus
empregados, nem por Tokay, que interrompeu sua pescaria n a-queles dias, para ficar pesquisando o estranho aconteci mento.
Um lavrador que morava na região há trinta anos, lhe
disse num tom de indiferença:
—Olha moço, antigamente a gente ficava assustado com
esses tais Discos Voadores. Hoje, estamos mais acostu mados.
Eles aparecem principalmente à noite, numa bola de luz.Mas de
vez em quando dá pra ver os "pratos grandes v oando".
Tokay descobriu ainda que a região, habitada na sua
maioria por empregados das fazendas espalhadas ao redor de
Moselândia, vinha sendo freqüentemente "iluminada" pelos Di s-cos Voadores, mas até en tão nenhum ser extraterrestre descera
para conversar com os habitantes.
O pessoal de Moselândia estava confuso; ficava s abendo
através de jornais e rádios, notícias de que os Discos Voadores
existiam realmente, e, segundo cientistas estudi osos dos OVNIs
(O bjetos Voadores Não Identificados) vez por outra entravam
em contato com os terrestres, através do aparelho tradutor de
idiomas.
77
—Sei não. Mas tenho muito medo que eles um dia resol-vam descer aqui na sede para conversar com a gente. Será que
eles vão me matar, ou fazer algum mal para o pessoal da faze n-da?
Estes e outros eram os comentários dos habitantes da r e-gião, que naquela época esqueceram de falar sobre futebol, a
falta de chuvas para a lavoura e as músicas sertanejas que esta-vam nas paradas, para falar apenas sobre os Discos Vo adores,
assunto daquele momento. Eles tem i am por suas vidas, pois não
sabiam como seriam os seres interplanetários.
—Mas qualquer dia desses, tenho certeza que eles vão
descer. Aí, a gente vai ficar sabendo como é o pessoal dos D i s-cos.
(Notícias Populares -09/08/1974)
____________________________________________
Caetano Sérgio Santos, de 27 anos, vigia noturno da H i-drelétrica de Caconde, não teve propriamente uma experi ência
direta com um OANI ou seus tripulantes. Às 5 horas dodia 17
de maio de 1968 ele voltava do serviço quando notou em frente
ao seu casebre um estranho objeto brilhante.
Temeroso de que fosse uma bomba, Caetano con tou que
inicialmente examinou o objeto de longe mas, ao perc eber que
não havia relógio, tentou pegá- lo com uma das mãos, não o co n-seguindo.
Ao levantá- lo com as duas mãos, verificou que era par e-cido com uma lata de conservas medindo 17 por 16 centí metros.
E apesar de o cilindro parecer de aço inoxidável (vidro metal i-
78
zado, se supôs depois) e a tampa e o fundo serem de vidro, faz i-am uma junção tão perfeita que não descobriu a menor fenda, a
menor intercepção.
Descobriu ainda que na tampa havia um ponteiro preto e
no fundo um vermelho. E ambos os ponteiros no zero, de uma
numeração até seis, "acho que em dois alfabetos: um me pareceu
árabe e outro não consegui advinhar o que era".
Sem mais pensar no caso, Caetano disse que guardou o
objeto na separação entre a cozinha e o banheiro de sua casa
sem forro e foi dormir.
À meia- noite, ao pretender verificar como ia sua m u lher
- à espera do terceiro filho - notou em frente ao seu casebre os
vizinhos excitados, a mulher e os outros dois filhos chorando e
um buraco no telhado.
Segundo a esposa lhe contou, por volta da meia- noite ela
havia sido despertada por um zumbido e uma luz muito forte
vinda da cozinha, ao mesmo tempo em que o calor a u mentava.
Pensando ser um incêndio, pegou nas duas crianças e começou a
pedir socorro. Então nesse momento, o telhado se rompeu e o
objeto guardado pelo marido passou pela brecha,desaparecendo
nos céus e na noite.
(Correio Popular -15/09/1974)
79
IX
Se Toríbio Pereira e Maria Cintra jamais se recuperaram
de suas experiências, aos 19 anos de Tiago Santos, ao contrário,
foram a principal causa de seu contato - con quanto doloroso -com três tripulantes de um OANI, nas cercanias de Piraçununga.
Vendedor de frutas - depois motorista da Santa C asa de
Santo André - Tiago, em fevereiro de 1969, morava perto do
Instituto de Zootécnica, onde, às 6h 50m de uma certa manhã,
foi chamado por sua vizinha, Dona Maria, para observar pelo
binóculo "um estranho pára- quedas do outro lado do v ale" (em
Piraçununga funciona uma Escola de Cadetes da A eronáutica).
Já então muitos vizinhos se encontravam reunidos, tendo
sido Tiago o único a propor - e a ir - verificar pessoal mente o
que se passava do outro lado. Ao passar em frente ao Instituto de
Zootécnica, combinou com o portei ro Sr. Hans (alemão) tomar
cada qual um atalho até onde se achava o "p ára- quedas".
Tiago tomou o rumo de uma cachoeira e ao se aprox i-mar, contou depois ter visto "um Disco Voador sobre um tripé".
Nisso, a portinhola se abriu e dois seres, de escafandro, passa-ram a flutuar em sua direção.
Enquanto lentamente se aproximavam, Tiago, que estava
fumando, "nervoso, é verdade, mas não com medo", sol tou uma
baforada maior, momento em que lhe pareceu ter escutado, de
dentro do escafandro, "uma espécie de gargalhada", ao mesmo
tempo em que um tubo saía do capacete.
Nesse instante, Hans, que observava do outro lado, pôs-se a berrar. Ao ouvir os gritos, os dois tripulantes flutuaram n o-
80
vamente em direção à portinhola, quando um deles, pegando de
um aparelho, descarregou na coxa de Tiago "uma chama azul,
mas não contínua".
Caindo no chão, o vendedor de frutas percebeu ainda o
objeto afastar- se,enquanto, com a ajuda do companheiro, era
levado de volta para casa. Naquele dia, perdeu o apetite e b ebeu
quatro litros de água, ficando com a coxa inchada, "de um i n-chaço especial", durante várias horas.
(Correio Popular -15/09/1974)
____________________________________________
Os médicos de plantão do Pronto Socorro Munici pal de
Belém, de início, acharam que os ferimentos que o lavrador José
Uchoa apresentava pelo corpo, resultavam apenas de mais um
caso de atropelamento. Mas quando ele começou a con tar que os
ferimentos foram causados "pela imperícia dos pilotos de um
Disco Voador, que teriam errado a rota" os médicos não soube-ram mais o que dizer.
José Uchoa, que morava nas proximidades da rodovia
Belém - Brasília, à altura do quilômetro 48, disse q ue estava em
sua casa uma noite, quando apareceram dois homens com trajes
esquisitos: uma farda avermelhada e luminosa...
Eles perguntavam se eu estava interessado em ver um
Disco Voador. Eu fiquei sem saber o que fazer, mas acabei acei-tando.
"Os homens pediram que no dia seguinte eu cam i nhasse
pela estrada a uma determinada hora".
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De acordo com o que havia sido combinado, José Uchoa
começou a caminhar pela Belém - Brasília no dia e hora marca-dos, mas acabou sendo atropelado.
"Só pode ter havido um erro de cálculo quando esses
homens esquisitos tentaram baixar na estrada", disse ele, procu-rando uma justificativa para o malogro da operação. E contin u-ou:
"Foi exatamente nessa ocasião que eu vi um hol ofote
bem na minha frente e, depois aquele violento baque nomeu
corpo que me jogou para o lado da estrada. Depois eles foram
embora, com medo de ter acontecido alguma coisa e eu ir me
queixar à polícia".
O lavrador foi encontrado à margem da estrada, sem sen-tidos e com vários ferimentos pelo corpo. Como o seu e stado era
grave, foi transportado para Belém. Para os médicos, o "baque
forte" que José sentiu foi realmente um atropel amento..., mas
por um automóvel, e uma forte pancada na c abeça teria afetado
seu cérebro.
Mas José Uchoa continuou insistindo na sua históri a fan-tástica e apenas lamentou a imperícia dos seres estranhos que
afinal acabou impedindo- o de visitar um Di sco Voador.
(Correio Popular 05-07-1974)
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Um mês após a queda de um objeto metálico na prai nha
de SãoVicente, o mistério continuava igual ao do primei ro dia.
Os mergulhadores que planejavam procurar o aparelho desisti-ram. Eles, ante a negativa dos pescadores em apontar o lugar
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onde viram cair o objeto, resolveram adiar a procura. Enquanto
isso, iriam faz er novos planos, já que os pescadores estavam c a-da vez mais assustados e diziam, que só fariam declarações à
Marinha, conforme decidiram após uma visita fei ta à Capitania
dos Portos.
Na prainha de São Miguel o movimento de curiosos a u-mentou bastante. Iracema Becker, dona do único hotel do lugar
disse que o movimento era idêntico ao do período de verão.
Contou que muitos veículos de outros estados cheg avam lá t o-dos os dias, inclusive da Argentina.
No Pontão da Praia, lugar onde se tinha maior visibilida-de, m uitas pessoas olhavam para o mar numa inútil esperança de
entender o segredo do objeto que estava no fundo do mar. Eram
comentadas as teorias que cada um encontrava para o estranho
caso. Os pescadores que viram a queda do aparelho, ficaram f o-ra de casa dur ante o dia inteiro para ev i tar contatos com pessoas
estranhas, decisão tomada depois que a Marinha se interessou
pelo caso.
O bancário aposentado Raul Barbosa estava na praia
desde que ficou sabendo da história dos Discos Voadores. Ele
acreditava na possibilidade de ser uma nave espacial. Citou c o-mo exemplo do que dizia ser uma pesquisa feita havia dois anos.
Contou que russos realizaram estu dos e descobriram que o ci n-turão de Van Hallen, cuja alt u ra normal era de 3.300 metros, em
Itajaí tinha apenas 300. E le estranhava também a recente decisão
da Força Aérea Brasileira em construir uma base de lançamentos
de foguetes na região. Raul achava tudo muito estranho e adm i-tia a possibilidade de espionagem i n terplanetária.
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(Folha da Tarde 16-07-1974)
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O piloto de um "pires voador" aterrou no estado de São
Paulo e falou com um camponês que pescava tranqüilamente na
margem do Rio Paraíba, segundo relato na primeira página de
"O Jornal do Brasil".
O visitante do espaço, com uma estatura de 70 cm, olhos
estranhamente brilhantes, falou em português com João do Rio a
quem autorizou relatar o diálogo.
Antes de subir para bordo do "pires", o espantoso perso-nagem entregou ao camponês um pedaço de metal desconhecido
na Terra com o fim, disse, de convencer os céticos.
Embora João do Rio seja considerado na sua aldeia como
um homem muito sério, o laboratório de uma Companhia pró-xima está a examinar o curioso "cartão de visi tas".
(Folha do Porto -Portugal -15/08/1965)
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—Somente depois que li algum noticiário em jornais de
pessoas que provaram ter visto "Discos Voadores", ou objetos
inexistentes aqui na Terra, foi que me decidi a revelar o que me
aconteceu às 23 horas do dia 5 de julho de 1 975, d i ante de o u-tras cinco pessoas.
Assim, o motorista Isac Garcez, funcionário de uma e m-presa de ônibus que fazia a linha Santos - São Paulo, ini ciou seu
relato do que lhe aconteceu naquela noite:
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O motorista relatou que o ônibus de prefixo 10- 64, com
o qual ele trabalhava desde às 6 horas, subia morosamente a Ser-ra do Mar, no sentido Santos - São Paulo. Na a l tura do quilôm e-tro 44, local denominado curva da Onça, sen tiu uma forte clar i-dade que vinha do céu:
—Imediatamente o motor do ônibus parou e percebi que
um piso muito grande estava no teto. Olhei e vi que duas abas
apareciam em cima do carro, muito brilhan tes. Depois de alguns
segundos, eu e os únicos cinco passageiros ficamos apavorados.
Não houve sequer ruído e o aparelho, de forma oval, decolou da
capota do ônibus e partiu, vagarosamente na horizontal.
Ele continuou muito nervoso, dizendo de sua experiên-cia:
—Sem que eu acionasse a ignição, o motor do ôn i bus
voltou a funcionar e eu segui caminho, ainda muito assustado
com o que via à minha frente. P recisamente no quilômetro 46 -dois quilômetros depois que o aparelho surgiu - ele desapareceu,
provocando um verdadeiro ven daval. Talvez pela luz que emitia,
tive que parar o ônibus porque meus olhos não se adaptavam
mais à "escuridão" dos faróis.
Disse a inda Isac, que era casado e estava com 48 anos de
idade e que residia à Rua 11, N.º 15, no bairro do Rio P equeno:
"depois de 10 minutos parado, meus olhos e os dos passageiros
conseguiram uma readaptação à luz comum".
Isac, que desde as 10 horas da manhã h avia feito três v i-agens a Santos (ida e volta), resolveu elaborar um aviso de sinis-tro à empresa que trabalhava, apanhando apenas - como exigia o
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documento - três nomes dos cinco passageiros, para testem u-nhas.
—Quis fazer o "aviso" porque achei conveniente, apesar
de nada de anormal ter acontecido com o veículo. Af i nal, com-pleta, se depois de alguns dias ele tiver alguma falha m ecânica
ou mesmo danos na funilaria, não serei responsabilizado.
No documento apresentado pelo motorista, con stam os
nomes de Manoel Salgado, que ocupava a poltrona núm ero 7;
Moacyr dos Santos, que também estava sozinho na pol trona 19 e
Aluízio Gomes, da poltrona número 1.
O motorista concluiu dizendo que trabalhava há dois a-nos naquela empresa e era considerado um "ótimo funcion ário" .
Este foi o primeiro aviso de sinistro que teve que com u nicar e
nunca sofrera qualquer acidente. Há 18 anos era habi litado.
(Notícias Populares -08/07/1975)
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Enquanto ninguém explicava o caso do estranho tran s-porte do Professor Antônio Rouik de Campinas para a cidade de
Vilhena em Rondônia, o jornalista e presidente da Associação
dos Amadores de Astronomia e Astronáutica de Campinas, C a-taldo Bove, ilustrava sua opinião de que o Pr ofessor teria sido
transportado por Disco Voador. Depois, ele voltava a dizer que
o seqüestro idêntico ao do Professor, aconteceu em Colatina, no
estado do Espírito Santo, em 1974.
"O caso foi publicado pela revista "Veja". Numa madru-gada do mês de maio de 1974, o fazendeiro César Men elli ouviu
gritos no alto de um morro perto de sua casa."
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"De manhã apareceu um homem, sujo de lama e marca-do de espinhos, no curral da fazenda, a cinco quilômetros de C o-latina. Era Onilson Pátero, um vendedor de livros, de 37 anos de
idade, contando a his tória do seu segundo encon tro com os Di s-cos Voadores em poucos m eses" .
O fazendeiro, segundo Cataldo, descreveu assim a histó-ria:
"Notei que ele estava muito nervoso e com os olhos a d i-zer que havia chorado muito.
Imaginei o que o homem teria ido fazer láno alto da ser-ra, um lugar de difícil acesso, cheio de despenhade i ros e espi-nhos, que até os animais evitavam".
O próprio Pátero, entretanto, é quem conta, ainda de a-cordo com Cataldo:
"Eu não devia estar naquele local, naquele momen to. Eu
devia estar em minha casa, em Catanduva, a quase 700 quilôm e-tros de distância".
Ao delegado de Colatina, teria dito Pátero:
"Eu estava voltando para casa quando, entre as cidades
de Marília e Guarantã, o motor do meu Opala começou a f alhar.
Desci do carro e percebi uma l uz tão forte que cheguei a ver a-través da lataria.
De repente senti que uma espécie de lâmina me carreg a-va para dentro de uma astronave".
Cataldo Bove falou das investidas dos Discos Voadores
contra o vendedor de livros. "Na primeira vez o homem conse-guiu se esquivar, apesar dos instrumentos dos visitantes siderais;
perseguido pela luminosidade, em i tida por um Disco cinzento
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com a forma de dois chapéus juntos, Pátero conseguiu fugir à
pé. Como prova do estranho encontro, ele exibiu durante algum
tempo enigm áticas manchas verdes espalhadas por seu corpo.
Os visitantes do estranho objeto conseguiram finalmente apa-nhar o vendedor de livros. E mais tarde, ele foi deixado sobre o
morro da fazenda de Menelli: passou seis dias no Disco subm e-tido a incontáveis exames físicos e de laboratórios por seres des-critos como iguais à nós com roupas características de astronau-tas, que falavam português. E demonstravam grande preocup a-ção pela superpopulação em seu distante e não identificado pl a-neta. Desta vez ele disse que foi bem tratado e os seqüestradores
espaciais não lhe deixaram nenhuma marca no corpo. Mas de-monstraram que em seu planeta não se cultivam as mais elemen-tares formas de cavalhe i rismo".
"Este caso demonstra que os nossos visitantes tam bém
transportam outros i ndivíduos, no caso o Professor An tonio
Roiuk que foi parar em Vilhena. Enquanto não prov arem que de
alguma forma ele foi transportado, estou com Flávio Perei ra que
no programa "Fantástico", que vai ao ar aos domingos, pela R e-de Globo, disse ser um caso insólito. Como poderia o Professor
se transportar assim como nin guém testemunhou, onde ninguém
se locomove sem CIC, a Carteira de Eleitor, Passaporte etc.?
Aceitemos os fatos até que prove que tudo foi uma farsa,
bem engendrada".
(Jornal Diário do Povo -03/12/1975)
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As circunstâncias inexplicáveis que envolveram o desa-parecimento do Professor Antonio Roiuk foram estu dadas pela
A . P. Ex. (Associação de Pesquisas Exológ i cas) de São Paulo,
que visou saber o grau de confiabilidade do fato e, ao mesmo
tempo, facilitar a pesquisa por órgãos interessados. Essa solic i-tação dos estudos foi feita pelo jornal tablóide "National Inqu i-rer", de quatro milhões e meio de tiragem e localizado na Flór i-da, nos Estados Unidos.
Dois j ornalistas desse semanário estiveram na r edação do
jornal Diário do Povo, de Campinas, para tomar os prime i ros
contatos com o caso do professor, acompanhados do m édico
Max Berezovsk, presidente da A . P. Ex. , Luiz Braga, Vice-presidente, professor Guilherme Wirz, consultor, e da pesquisa-dora brasileira, conhecida internacionalmente por seus trabalhos
na área parapsicol ógica, Elsie Dubugras, de São Paulo.
Quando se constatava estranheza evidente em determ i-nado fato, ele era registrado e passava a integrar os arqu i vos n a-cionais e internacionais, onde já existiam 45.000 casos.
O professor Guilherme Wirz, consultor da Associ ação de
Pesquisas Exológicas, disse do objeto das pesqu i sas em torno do
desaparecimento do professor Antônio Roiuk.
—Queremos analisar, em termos mais profundos, o caso.
Queremos averiguar o grau de confiabilidade e estranheza. A
confiabilidade pode ser dividida de 1 a 10. Um fato até cinco
graus de confiabilidade não se constitui em nenhu ma novidade e
a praça está cheia deles. Diferente é u m caso de confiabilidade
9, por exemplo. Esse merece análise séria. De acordo com o que
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revelar o caso Roiuk, ele poderá passar a constar dos arquivos
nacionais e internacionais.
Entretanto, se o caso nada revelar de interessante si m-plesmente deixará de merecer nossa preocupação. Con tudo, s é-rio ou não, o fato será publicado pelo Jornal Norte- Americano
"National Enquirer".
(Jornal Diário do Povo -Dez. 1975)
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Dois importantes detalhes foram revelados no dia 25 de
novembro de 1975 a respeito do Prof. Antônio Roi uk e seu e s-tranho aparecimento em Vilhena, Rondônia. O primeiro deles é
que seu corpo estava completamente paralisado ao ser encontra-do numa rua daquela localidade. Esse fato, bastante estranho,
contado pel a sua esposa Maria Celeste.
Outra revelação, não menos estranha, foi feita pelo p i loto
Veiga, que trouxe Roiuk de volta à Campinas: o avião que ele
pilotava estava cheirando enxofre na volta, fato que não ocorreu
na ida.
Os médicos Nubor Facure e Roberto M oreira, que d eram
assistência ao professor Roiuk, disseram que seu estado de saú-de era bom, que tudo estava bem, ao mesmo tempo em que i n-formavam que ele tinha se submetido a um eletroencefalograma.
Nos exames feitos, nada foi acu sado de anormal.
"Agora el e irá fazer exames de sangue, e vai tirar uma
chapa do crânio, aí, nós médicos poderemos dar maiores deta-lhes. Pelos exames já feitos, tudo está normal", afirmou na oc a-sião o Dr. Nubor.
90
Continuando, disse que no dia 25 de novembro de 1975,
conversou com o professor durante três horas e que ele não con-seguiu se lembrar de nada do que aconteceu antes de aparecer
em Vilhena. Só se lembrou que teve uma forte dor de cabeça,
deitou na direção do carro e só foi acordar na S egunda- feira, dia
17 de novembro, em Rondônia.
O Dr. Nubor disse ainda acreditar que tudo o que Rouik
afirmou era verdade, pois nas três horas em que con versou com
ele, poderia ter caído em contradição. Mas, pelo contrário, ele
sempre falava com firmeza as coisas que lem brava antes de apa-recer em Vilhena.
Disse ainda o médico que foi uma coisa muito estranha
o que ocorreu com ele. "Vamos esperar que ele v enha a se lem-brar do que aconteceu. Ele tem que repousar bastante e fará ai n-da outros exames", completou na ocasi ão.
Eram precisamente 18h 30m quando o Prof. Roiuk saiu
do consultório do Dr. Nubor Facure. Apoiando em seu sogro
Antunes e na esposa Maria Celeste, entraram numa Belina ver-melha, dirigida pelo Sr. Antunes e tomaram rumo ignorado. L o-go que entrou no veículo, o Prof. Antônio Roiuk dei tou - se no
banco traseiro dando mostras de que estava bastante cansado.
Maria Celeste, falando aos repórteres, pediu desculpas
por não poder falar muito sobre seu marido. Disse que Roiuk
tinha ordens do médico para não falar com ni n guém a não ser da
família, e que, a única preocupação sua era quanto ao seu estado
de saúde.
O misterioso aparecimento do professor Roiuk em Vi-lhena, Rondônia, repercutiu em âmbito nacional.
91
João Leite Neto e Edgar Cavalheiro, repórteres da Rede
Globo de Televisão, incumbidos de fazerem reportagem para o
programa "Fantástico", afirmaram que o caso era bastante estra-nho, e que já haviam tentado de todas as formas, explicações
para o caso, sem êxito.
"Eu nunca vi coisa igual", afirmou Leite Neto. "Está tudo
bem confuso, ninguém sabe explicar nada, somente o professor
poderá contar quando ele se lembrar. Até lá, vamos ter que espe-rar, se é que vai se lembrar de alguma coisa".
(Jornal Diário do Povo -27/11/1975)
92
X
Um objeto com formato de um prato, com muitas l u zes,
foi visto por diversas pessoas em vários subúrbios de Campinas,
principalmente na Vila Nova, Taquaral, Vila 31 de Março e e s-trada de Paulínia. "O objeto tinha luzes fortíssimas e uma vel o-cidade espantosa", explicaram as testemunhas.
Algumas chegaram a inform ar o fato no Primeiro Distri-to Policial, o que, no início, foi interpretado como brinc adeira.
O objeto sobrevoou Campinas, conforme os informantes,
apareceu em horários diferentes e, em alguns locais, dei xou a
população apavorada, principalmente uma mulher, que o viu s o-bre sua casa.
(04 de dezembro de 1975)
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Um objeto estranho, não identificado, em forma de di s-co, com luzes fortes e uma ponta em forma de bico, foi visto por
moradores no bairro Taquaral, Vila Costa e Silva e Vila Nova
por volta da meia- noite do dia 2 de dezembro de 1975, às 6 h o-ras, ao meio dia e às 13 horas do dia 3. A notícia logo correu
pelo bairro e os que viram o objeto f alavam de suas diferentes
reações, do medo à curiosidade. Num ponto, ent retanto, todos
concordavam: pelas características do estranho objeto, lumino-sidade e velocidade, tudo levava a crer que se tratava de um di s-co voador.
A primeira pessoa a ver o estranho objeto foi dona Alci-na Amaral Ferracini, residente à Av. Carlos Grimal di, 346, no
93
Taquaral. Pouco antes da meia- noite de terça- feira ela estava no
terraço de sua casa, devido o calor, junt amente com seus filhos
quando, de repente, viu no céu um objeto estranho, com forma
achatada, muitas luzes e uma ponta em forma de bico. D ona A l-cina e sua filha Cássia Aparecida, 13 anos, observaram o apare-lho por alguns instantes mas, perc ebendo que ele estava sobre a
casa, escon deram - se com medo.
O mesmo objeto foi visto pelo encanador Luiz Carlos
Cavalini, 22 anos, solteiro, residente naquela rua. Ele conta:
—Às 6 horas, quando saía para o trabalho, vi um o bjeto
bastante estranho no céu, tipo de um disco voador. Ele tinha l u-zes fortes e um bico. Pelo que pude ver ele t i nha uma velocidade
bastante grande e de repente ele entrou nas n u vens. Luiz Carlos
confessou que ficou apavorado, "pois nunca tinha visto uma coi-sa desta em minha vida. Era um prato todo iluminado com luzes
fortes e na ponta tinha um bico. Deu pra ver bem, pois ele não
estava muito alto."
Dona Maria Madalena Giroto e sua filha Pedrina do
Carmo Giroto, de 14 anos, também residentes na Av. Carlos
Grimaldi,336, disseram que quando o disco apareceu todo mun-do ficou apavorado. Atraída pelos gritos de "olha um disco voa-dor", ela saiu para fora de casa e conta o que viu: "p u demos ver
bem um objeto estranho, parecia um disco, era l u minoso e tinha
uma ponta bicuda. Deveria estar correndo bastante, pois de r e-pente desapareceu nas nuvens."
Dizendo que nunca havia visto coisa igual em sua v i da,
dona Madalena concluiu: "pode ser que ninguém acredite, mas a
verdade é que nós vimos e não temos interesse em men tir. Teve
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gente da Vila 31 de Março que também viu. S erá que não é o
disco voador que levou o professor Roiuk?"
Por volta do meio- dia o mesmo objeto foi visto ainda no
bairro Taquaral por outras pessoas, dentre as quais dona Ana
Maria Degan, residente na Av. Carlos Grimaldi, 326. Naquele
horário ela ia saindo de casa para levar o filho ao colégio e per-cebeu que as vizinhas estavam todas olhando e apontando para o
céu.,
—Eu tive a oportunidade de ver também um objeto e s-tranho no céu. Não posso informar se era um disco vo ador p o-rém o objeto era bastante estranho, luminoso, com veloci dade
espantosa e de repente ele sumiu no meio das nuvens, disse dona
Ana Maria.
Disse ainda que "a gente nunca viu uma coisa desta e f i-ca com bastante medo. E não foi só eu que vi. Minhas vizi nhas
também viram e estão bastante nervosas."
Por volta das 13 horas, o mesmo objeto estranho foi vis-to, pela Quarta vez, por moradores da Vila Nova e Jardim Gua-nabara. O 1.º Distrito Policial, através da escrivã Noêmia rec e-beu vários telefonemas de moradores da área sobre a presença
do objeto tido como disco voador no céu, porém nenhuma pro-vidência foi tomada.
Alberto Piva, 23 anos, residente à Rua Camargo Pimen-tel, 902, no Jardim Guanabara, foi um dos que v i ram o objeto.
Estava almoçando quando sua mãe dona Amélia Piva chamou - o
para ver o estranho objeto.
—Vi, bem no alto, parado, um objeto redondo, ach atado,
luminoso. Eu até cheguei a falar para alguns colegas, na hora:
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será que não é um disco voador? A gente fica "cabrero" quando
vê uma coisa destas, disse Alberto.
Ainda segundo o jovem, o estranho objeto estava p arado
em direção à Estrada de Paulínia.
(Jornal Diário do Povo -04/12/1975)
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Hoje você está aqui. Amanhã pode acordar em Ron dônia
ou mesmo na China. Muitas pessoas têm medo disto acontecer
com elas também. Uma viagem assim pode ser fantástica e m a-ravilhosa. Pode ser também um perigo. Esta vi agem existe ou
não existe?Algumas pessoas acham que sim. Outras que não.
Algumas não têm certeza, mas têm medo de serem transportadas
para lugares estranhos. Tudo isto é muito misterioso.
Em novembro de 1975, o professor Antônio Roiuk, do
Colégio Estadual Hildebrando Siqueira, sai u de casa e foi ao
banco descontar um cheque. Quatro dias depois ele foi despertar
em Vilhena, Rondônia. O professor não se lembra do que lhe
aconteceu nestes dias em que esteve desaparecido. Apenas saiu
do banco, entrou no carro, sen tiu uma forte dor de c abeça, parou
o carro e deitou a cabeça sobre o volante, quanto ao resto, não se
lembra de mais nada. É o que afirma.
Esta história diferente acontecida com o professor abriu
possibilidade de outras pessoas serem levadas tam bém. Muita
gente afirma que gostaria de sentir a experiência. Várias outras
simplesmente têm medo.
Um disco voador, outro objeto estranho e que voa, um
fenômeno sobrenatural ou até mesmo um fenômeno muito nat u-
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ral, porém não identificado, são as diversas hipóteses l evantadas,
com a possibi lidade de qualquer um ser deslocado a qualquer
instante, podendo estar na rua, no campo ou inclus i ve dentro de
casa.
Ivan Simões Saidenberg, escritor e dirigente de uma A s-sociação de Estudos Paranormais, levantou a hipótese do profe s-sor ter feito esta viag em através de um meio chamado teletran s-porte.
—Isto é possível porque existe uma força que a l guns a-tribuem ao espiritismo ou a outras origens sobren aturais ou ai n-da a forças mentais ainda não conhecidas da ciência.
—Eu mesmo já tive esta experiência, só qu e eu me des-loquei e meu corpo ficou no lugar, explicou, contando a seguinte
hi stória:
—Em janeiro de 1974 estava acamado sofrendo de
pneumonia. De repente fui parar na casa de minha tia em São
Paulo (resido em Campinas à Av. Prestes Maia, 836, Jardim do
Trevo), onde minha avó estava muito mal. Lá encontrei meu pai,
já falecido há 20 anos. Ele veio contar - me que m i nha avó tinha
morrido. A casa estava cheia e senti a movimentação das pesso-as por causa da morte. Senti a presença de vários parentes meus
e, maistarde muitos deles vieram co n firmar a minha presença
naquela casa. Depois subitamente vi que já estava em minha c a-sa. Chamei minha mulher, somente ela estava em casa e possi-velmente tão ocupada que não sen tiu nada de anormal. Contei -lhe que minha avó havi a morrido. Ela não acreditou, pressupon-do um possível sonho.
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—No dia seguinte levantei e fui à banca comprar um
jornal da capital, foi então quando vi a notícia da morte e o e n-terro estava marcado para aquela mesma hora em que eu estava
na banca.
—A viagem deve ter sido muito rápida, porque minha
mulher não percebeu nada.
—A partir deste acontecimento comecei a me preocu par
com a possibilidade das pessoas serem transportadas para outros
locais. Foi assim que surgiu a Associação de Estudos Parano r-mais.
—Através de estudos notamos que tais viagens são co-muns, já aconteceram e acontecem com muita gente. Citou co-mo exemplo, os monges do Tibet que conhecedores da ci ência
do teletransporte a utilizam sempre que necessário, fazendo per-cursos de um mosteiro para outro a centenas ou milhares de
qu i lômetros. A explicação é de que eles fazem isso através de
guias espirituais que os transformam em energia capaz de viajar
com a velocidade da luz. Chegando ao local assumem novamen-te a forma material.
—Segundo as notícias ventiladas, o professor Roi uk
sempre teve muita vontade de conhecer Amazonas. D i ante disto
não é totalmente inviável a teoria de que esta forma de teletran s-porte tenha acontecido com ele, embora possam existir muitas
outras explicações.
Ivan Saidenberg nãoacredita na hipótese do disco voa-dor, pois ninguém viu aparelho nenhum e além disso muitas das
pessoas que se dizem transportadas por discos voadores sabem
contar a viagem, o que não acontece com o professor.
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—É possível que Antônio Roiuk após uma viagem por
teletransportes, tenha sofrido uma possível confusão mental e
não se lembre do que fez nestes dias. Ele pode até ter gasto ou
perdido o dinheiro sem se lembrar disso.
—Tal fenômeno pode ser vivido por qualquer outra pes-soa possuidora de guias espirituais que permitam o deslocame n-to. A pessoa pode ter o guia ignorando- o, foi o que aconteceu
comigo. Na época eu não entendia nada a respeito.
—A viagem pode ser feita de duas formas: fisicamen te
ou apenas com o corpo astral ficando o corpo físico no l u gar em
forma de morte. No caso da viagem física, o corpo se torna inv i-sível, já que assume a forma de energia.
Ivan contou ainda outros casos, um deles aconteci do com
ele mesmo:
—Uma vez consegui identificar um meu guia espiritu al
no centro espírita. Ele disse q ue iria levar- me a conhecer um c a-fezal onde trabalhou como escravo. Daí, mu i tos meses depois,
eu me senti voando sobre uma grande plantação que identifiquei
como sendo uma lavoura de café. Eu voava em linha reta e pou-co depois vi uma casa velha, de pedras e tai pas, abandonada e
sobre a qual pousei. Dali enxerguei umas máquinas velhas e e n-ferrujadas. Daquele alto, senti medo de cair e pensei: "é melhor
eu descer antes que me machuque". Nisto, caí. Mas, antes de
cair no chão caí em meu corpo. Foi uma viagem m uito rápida.
Outro exemplo:
—Um dia, uma colega minha havia se deitado quando
lembrou que precisava fazer um telefonema. Ao levantar se n tiu
o corpo ficando sobre a cama. Percebeu que a perna e squerda
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ainda estava ligada ao corpo material. Ela diz que sen ti u um
medo terrível e quis gritar pela mãe. Todavia, o corpo não fazia
barulho. Só depois de muito custo é que conseguiu voltar ao
próprio corpo e gritar por alguém. Aí as pessoas vieram e con s-tataram sua baixíssima temperatura.
Na sua opinião como estudioso de assuntos paranormais,
a pessoa transportada por meio do teletransporte, corre sempre
riscos muito sérios inclusive o perigo de não voltar mais. Muitas
vezes uma pessoa pode estar aparen temente morta, quando na
verdade seu corpo astral está viajando, en quanto o corpo físico
fica sem vida.
É por isso que muitas vezes constata- se que algu mas
pessoas mudam a posição do corpo no caixão, depois de sepu l-tadas. O corpo astral pode levar mais de 24 horas para vo l tar e
nisso o corpo vai para o cemitério.
—Possivelmente, é acreditando nisso que cientistas nor-te- americanos guardam no congelador corpos de pessoas que
morreram devido a doenças não curáveis. Segun do dizem até o
corpo de Walt Disney está no congelador.
—Foi uma tentativa frustrada de volta do corpo ast ral
que surgiram as múmias do Egito. Digo frustradas, porque eles
tiraram partes dos corpos humanos, tirando assim as possibilid a-des de vida.
—A respeito das viagens por teletransportes, existem v á-rias histórias de desaparecimento de pessoas, navios e fr ot as de
aviões em uma parte do mar dos Caraíbas. Somem n avios com
toda tripulação e frotas de aviões e nin guém nunca conseguiu
encontrar o menor vestígio.
100
(Jornal Diário do Povo -5/12/1975)
____________________________________________
1h 40m do dia 12 de março de 1978. O telefone t oca na
sede da SIFETE - Pesquisa Científica. Do outro lado da linha o
Ex - Diretor Técnico da SIFETE faz um comuni cado urgente: "Vi
um Disco Voador e comigo várias testemunhas".
Imediatamente peguei o bloco de relatórios e saí.
Ezequiel fala do objeto
Ezequiel da Silva, morador da Rua Alcides Nogueira,
153, Jardim Planalto - Campinas, estava testando um holofote
no quintal de sua residência, por volta de 1h 20m, quando foi
surpreendido pela estranha aparição.
Ficou indeciso quantoao que observava e chamou seus
irmãos, Efrain e Elias, que ainda chegaram a tempo de observar
o estranho fenômeno.
A aparição, segundo Ezequiel, deu - se exatamente à 1h
23m. "Era algo completamente diferente do que normalmente já
tivemos conhecimento. O co rpo era grande, maior que três jatos.
Pelo menos era a impressão que se tinha. Seu formato era oval a-do, mais para um charuto. Cor alaranjada e uma cau da amarela,
quase branca. Depois, a cauda foi esticando e di stanciando - se do
objeto principal. E duas bolas de luz azuis embaixo foram se a-fastando com a cauda."
A descrição acima também foi confirmada por Edson
Martins da Silva, morador à Rua João Batista Lisboa, 50 e Paulo
101
Roberto da Silva, morador à Rua José Ferreira de C amargo, 55,
Jardim Planalto. Ambos, eufóricos, acompanharam o objeto, e n-quanto se dirigiam para a casa de Ezequiel.
Outras testemunhas
Enquanto ainda colhia os dados da estupenda aparição,
três rapazes, interceptados por nós, Também comentavam s obre
o fenômeno. Estavam no Chopão (Lanchonete no bairro do T a-quaral) quando ocorreu, e segundo eles, todos que estavam no
local puderam presenciar o fato. Mais tarde, fizemos ronda no
local e ainda pudemos colher comentários esporád i cos.
Os três, José Luís Ferreira, residente à Rua Buarque de
Macedo, 312; Avilmar Gozes, mesma rua, n.º 576 e Wilson
D'Gennaro, também mesma rua, n.º 1570, prestaram depoimen-to.
Segundo José Luís, "era semelhante a um cometa, acom-panhado de uma estrela e seu trajeto", a que todos con cordaram,
"foi no sentido norte - leste. O objeto não emitia som e sua vel o-cidade era bastante grande. Sua forma poderia nos lembrar tam-bém um charuto, e tudo isso demorou cerca de 1 minuto."
A forma charuto nos lembra a chamada "nave- mãe" e os
bólidos que dela foram separados, seriam, na verdade, os ch a-mados "discos voadores", que segundo o departamento de Uf o-logia da SIFETE, seriam usados para reconhecimento ou mesmo
combates bélicos.
Caso confirmado
102
Ainda com incansável colaboração de Ezequiel da Si l va,
entramos em contato com o controle da R.P. cujo PM A n tonio
Carlos Lambisten não mediu esforços para que nossa cobertu ra
fosse total.
Segundo ele, os chamados foram inúmeros, solicitan do a
ajuda da polícia, tendo inclusive várias pessoas ligado para o
controle, apavoradas, comunicando que a estranha aparição seria
um avião em chamas.
Soubemos também que a torre de controle do Aeroporto
de Viracopos acompanhou todo o trajeto da fen omenal aparição.
Tentamos em seguida contato com as cidades vizi nhas, de onde
"ele" surgiu, mas não conseguimos muito através das centrais
telefônicas.
Mais tarde os PMs Rodoviários, Cabo Franco de Ol i veira
e Nelson Bergamasco, do Posto Rodoviário do Km 99 da Via
Anhangüera, confirmaram mais uma vez o ocorrido: "... dem o-rou mais ou menos um minuto e tive tempo, inclusive, de apa-nhar o binóculo. Era uma bola com um rabo, sem elhante a um
cometa. Depois saiu outra mais à frente, menor, e no espaço e n-tre as duas, pude observar como se fossem fag u lhas. A bola de
trás era um l aranja avermelhado e a da frente, azul. Depois, a lu z
do poste interrompeu a visão e quando tentei localizá- la nov a-mente, ela já não estava mais lá."
Outras observações ainda, era de que a cauda atrás se a s-semelhava ao fogo de um maçarico.
Conclusão
103
É importante notar no caso, que na madrugada de sába-do, foi constatada a queda de um objeto não identificado na Ser-ra da Cantareira, em São Paulo, como noticiou o jornal Diário
Popular. Pelo que soubemos, a área foi totalmente isolada e nem
os repórteres puderam penetrar. Duas equipes do COE (Coman-do de Operações Especiais) foram mobilizadas e até a rota da
aviação comercial foi mudada para que a região não fosse so-brevoada por pessoas não autorizadas. O último informe que r e-cebemos foi o de que nada fora encontrado. Contudo, sabe- se
que houve grande explosão e emissão de luz prateada de grande
i n tensidade.
Depois, na madrugada de Domingo, foi avistado no Rio
de Janeiro, idêntico objeto ao que foi visto em Campinas.
Que "eles" existem é fato. Que "eles" estão aí, não há
dúvida. Quem ou o quê são "eles"? Bem..., aí então, temos que
voltar às pesquisas, e para isso, necessitamos da colaboração das
autoridades, que devem preparar o povo para "receber" aquilo
que já está entre nós.
(Relatório N.º 6/1979 -SIFETE)
____________________________________________
Depoisde dois dias com policiais vasculhando as matas
da Serra da Cantareira, o COE (Comando de Operações Especi-ais da Polícia Militar) resolveu suspender a busca de um objeto
estranho que, segundo os moradores da redondeza, havia caído
do céu, provocando um forte barulho de explosão.
104
Segundo os policiais do COE, a busca seria prossegui da
pela FAB, "que está mais ligada a esses assuntos". Mas eles a-firmaram que praticamente não havia interesse em co n tinuar
qualquer tipo de busca, já que o objeto não tinha sido c aptado
pelos radares.
Quanto às afirmações dos moradores da região de Tre-membé, São Miguel e Cantareira, os policiais comentaram que
havia grande dose de imaginação em todas as descrições. A h i-pótese de se tratar de um cometa ou de um meteorito não era
afastada pelos policiais.
—As pessoas - contou um dos PMs - podem ter visto
algo desse gênero passando por perto dos morros da Cantarei ra e
ter achado que o "objeto" pousou naquele l ocal.
Antenor Nogueira, funcionário da Prefeitura que m orava
próximo ao reservatório da Sabesp, disse que ficou muito assu s-tado, na Quinta- feira anterior, quando o u viu um forte barulho de
explosão, vindo de um dos morros vizinhos à sua casa:
—No início pensei que um avião tivesse batido numa
dessas torres de alta tensão, porque h á alguns dias as luzes de
sinalização não estavam funcionando. Mas depois pensei que
não poderia ser isso, porque senão eu teria e scutado o ronco do
motor.
Dois dias depois, ainda assustado, ele disse porém, que
nada ocorreu depois da explosão.
Na madrugada do dia 11, entretanto, mais de 40 pessoas
telefonaram para a torre de controle do Aeroporto de Congo-nhas, comunicando sobre o aparecimento de objetos voadores,
com as mais variadas descrições.
105
Os objetos também foram avistados por comandan tes de
aviões da VARIG e da Pan American, que comuni caram o fato
às autoridades aeronáuticas.
De acordo com o então presidente da Associação Brasi-leira de Pesquisas Exológicas, Max Berezowsky, a descrição dos
objetos avistados no Rio de Janeiro, coincidia com as fei tas em
São Paulo. Segundo o professor, "estamos atravessan do uma
fase de muita procura por parte das civilizações procedentes de
outras galáxias.". Mas ele não soube explicar o motivo disso.
No Rio de Janeiro, a aparição de objetos estranhos no
céu durante aqu ele fim de semana foi um assunto muito comen-tado ainda no dia 13. As redações dos jornais cari ocas foram
procuradas por muitas pessoas, algumas das quais dizi am ter f o-tografado os objetos. Revelados os fil mes, porém, verificou - se
que nenhuma chapa era aprovei tável: estavam todas sem im a-gens.
No observatório de Valongo, o professor Luís Eduardo
Silva Machado, disse que vários funcionários do observatório
contaram o que viram e que, pelo relato, podia- se concluir que
eram meteoritos, que quando passam a grande altitude, dei xam
um enorme rastro. Machado disse que os meteoritos, conhecidos
pelo povo por "estrelas cadentes", são do tamanho de um grão
de arroz e passam a uma altura média de 20 Quilômetros, à v e-locidade de 40 quilômetros por minuto. Quando acontecede
passar um mais pesado, com um quilo, por exem plo, o atrito
com a atmosfera provoca um clarão que muitos confundem com
discos voadores. Esse clarão pode ser dividi do, o que leva al-guns a julgar que se trata de vários objetos.
106
No Observatório Nacional, p orém, o diretor, prof. Rog é-rio Mourão, apresentou uma versão diferente: ele di sse que não
eram meteoritos, mas sim satélites desativados que en tram na
órbita da Terra.
(Jornal da Tarde -14/03/1978)
____________________________________________
Era mais ou menos uma hora da manhã do domin go de
12 de março de 1978, quando milhares de pessoas no Rio, São
Paulo, Minas, Brasília e até no extremo norte, Manaus, presen-ciaram um fenômeno aéreo - não identificado - que, obv i amente,
no dia seguinte, ganhou destaquenas manchetes dos jornais c o-mo discos voadores. O dado mais importante, contudo, ineg a-velmente, fica por conta da coincidência: em todos os estados,
onde eles misteri osamente apareceram, o fizeram à mesma hora
e com formatos absolutamente semelhantes. Os testemunhos se
repetiam em milhares de depoimentos: aparecimento repen tino
com duração de mais ou menos quinze segundos, deslocamentos
em formação de esquadrilhas, luz intensa (e indefinida, na mai o-ria dos casos) sendo que um deles se destacava dos demais,dan-do nítida impressão de ser uma nave- mãe.
Se no Rio, o chefe dos astrônomos do Observatório N a-cional, o cientista Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, preferiu
ser excessivamente cauteloso em sua análise do fenômeno g a-rantindo que brevemente teria pronunciamen to oficial sobre seu
relatório por parte das autoridades do Smithsonian Institute, dos
Estados Unidos, em Brasília e em São Paulo as autoridades da
Aeronáutica, de forma preconceituosa não se preocuparam em
107
desmentir os comunicados divulgados pela imprensa. De certa
forma, pela primeira vez, publicamente, davam uma espécie de
aval aos incontáveis depoimentos que se avolumam em seus a r-quivos, muitos ainda confidenciais. É claro, nessa hora também
não faltaram os enviados extraterrestres e contatos interplanetá-rios que, em geral, nessas horas, ocupam seus espaços nos jor-nais de maior abrangência. Da mesma forma, aliás, como quatro
semanas antes, as agências noti ciosas internacionais (UPI- AP-France Press) deram destaque ao fato de o presidente Jimmy
Carter, dos Estados Unidos, ter dedicado seu fim de semana ao
conhecimento compl eto dos estudos oficiais norte - americanos
sobre os Objetos Voadores Não Identificados pesquisas coorde-n adas pela NASA e CIA e que incluem relatórios minuciosos
sobre as diversas posi ções oficiais de Governos (notadamente
URSS, França, China, Bélgica e Inglaterra) quanto à controver-tida questão dos discos voadores. Em suas entrevistas à impren-sa o Presidente dos Estados Unidos j amais negou terem sido ele
e sua mulher Roselyn, testem u nh as de uma dessas misteriosas
aparições que durante lon gos minutos se pôs a sobrevoar os céus
de seu estado, Georgia. Desde então, segundo seus assessores
mais íntimos, prometeu a si mesmo que abordaria o tema em
nível ofici al durante sua carreira política.
Também no Brasil a questão já mereceu enfoque m enos
especulativo. Isso ocorreu quando da vinda ao país do c i entista
norte- americano Joseph Allen Hynek, astrofísico, que se encar-regou de estudar, na NASA, o problema OVNI. Não somente o
próprio Ministério da Aeronáutica como o Serviço Nacional de
Informação (SNI)souberam se posicionar ante o tema. E isso, tal
108
como alguns anos antes, havia ocorrido em troca de correspon-dência que levava o carimbo Confidencial, da Marinha de Guer-ra do Brasil comunicando ao Gov erno dos Estados Unidos i n-vestigações oficiais e fotos de um Objeto Voador Não Identifi-cado, que sobrevoara um de seus navios de guerra. O fato man-tido no mais absoluto sigilo, embora a imprensa tenha tido ace s-so às fotos por ordens expressas do então Presidente Juscelino
Kubitschek, só ficou conhecido, em detalhes, no Brasil, depois
que foi oficialmente divulgado por revistas especializadas dos
Estados Unidos e da Argenti na.
A partir de então ficou evidenciado o comportamento o-ficial do Governo Brasileiro diante de um fen ômeno que com e-çava a transpor a inicial barreira do ridícu lo, não obstante os tan-tos anos de idôneos depoi mentos.
Em Brasília onde, não obstante a insistente evidên cia de
manutenção de sigilo por parte das autoridades militares impe-dem pesquisas mais abertas, sobretudo aqueles que f azem o
mundo científico o que se sabe hoje em dia é que o t ema Discos
Voadores já não é tão proibido como antes. Especialmente gra-ças à insistente atuação do General Moacyr Uchoa que, com sua
credencial de ex - Diretor de Ensino da Academia de Agulhas
Negras e depois Diretor Presidente de uma das mais importantes
universidades da capital federal, os pesquisadores brasileiros e
estrangei ros que se deslocavam para o Brasil - área de grande
fluxo de OVNIs - podiam entãoter acesso às investigações of i-ciais, que em nível internacional colocavam o país entre um dos
mais importantes para o estudo do fen ômeno.
(Revista O CRUZEIRO -25/03/1978)
109
____________________________________________
O caso seguinte foi pesquisado por Mário M. C. Frie-dlander da SIFETE - Pesquisa Científica, com a col aboração de
Júlio C. F. Lobo e Solange de Oliveira Castro.
O objetivo da pesquisa era colher depoimentos sobre o
seqüestro de um motorista de táxi em Campinas - SP.
O local pesquisado: Rua Roberto Simonsen, 481, bai rro
Taquaral, Campinas - SP.
Tomamos conhecimento do caso através do jornal "Di á-rio do Povo" que noticiava o caso com grande destaque. Como
foi mencionado que o "seqüestrado", apresen tou logo após o e-pisódio uma mancha azul na pern a, nos interessamos de imedi a-to, pois isso poderia representar uma prova física.
Fomos até o ponto de táxi do bairro Bela Vista, onde ele
trabalhava, e lá constatamos que outro motorista também havia
visto o OVNI na mesma noite, no mesmo local e aproximada-mente à mesma hora. Na seqüência, dirigimo- nos à casa da tes-temunha principal e fizemos um interrogatório, não muito rig o-roso, pelo estado em que ambos se apresentavam; muito nerv o-sos e por que não di zer, apavorados.
1.ª Testemunha: Wilson Bueno de Moraes,44 anos, sol-teiro.
Residência: Rua Roberto Simonsen, 481, Taquaral,
Campinas - SP.
Profissão: Motorista de Táxi.
O Sr. Wilson tinha combinado com a Segunda testem u-nha, para que esta fosse buscá- lo pouco mais adiante da lanch o-
110
nete "Caneco", pois queria andar um pouco, fazer exercícios, já
que dirigia a maior parte do dia.
Durante a caminhada, na esquina da Rua Diogo Álvares
com a Rua Bento de Arruda Camargo, no Parque São Qu i rino,
viu uma luz, que parecia um avião, descer rapidamente em cima
dele. Segundo e le não fazia barulho algum. Fora do objeto, a uns
dois metros dele, viu dois seres com menos de 1 metro de altura,
com macacão, c apacete ou máscara, que falavam entre si. O que
eles fal avam ele não soube sequer imitar. Disse que parecia o
som de um rádio d e polícia. A luz sobre ele era azulada e bem
forte. A noite estava calma e apesar de ser mês de agosto não
havia vento algum. Não se recorda se havia lua ou estrelas no
céu, mas lembra- se que era entre 23h 30m e 24h. do dia 04 de
agosto de 1979. Daí em diante, disse que deve ter desmaiado,
pois só se lembra de estar sua casa, meia hora depois, ou seja, 0h
30m do dia 5. Só mais tarde, veio perceber que tinha na coxa
direita e parte das nádegas, uma mancha azul- arroxeada de
grande dimensão.
Após esse episódio, o Sr. Wilson, que apesar de magro,
se alimentava muito bem, perdeu totalmente o apetite e no lugar
passou a sentir uma sede muito ,grande suando ex ageradamente
durante a noite e com perturbações e sonhos relacionados com
sua experiência. Muito nervoso, tinha medo que eles voltassem
para pegá- lo novamente. A mancha da perna, segundo ele, não
doía. Mesmo assim, alertamos o Sr. Wilson dos perigo que p o-deria estar correndo. Apesar de nossa insistência, ele recusou - se
a visitar qualquer médico para um diagnóstico.
111


Quando perguntado se já se interessara pelo assunto re-lacionado a OVNIs, respondeu que sim. Contou inclusive que
ele e o pai já haviam visto um, na estrada de Moji Mirim, al-guns anos antes. Frisou ainda que adorava assistir filmes de fic-ção e seriados como "Jornadas nas Estrelas" e "Os Invasores".
Pedimos que desenhasse os seres ou representasse a luz,
mas ele se negou dizendo que não conseguiria.
2.ª Testemunha: José Carlos Bernardo, 24 anos, solteiro.
Residência: Rua Círculo Italiani Unithe, 290, bairro Jar-dim Conceição, Campinas -SP.
Profissão: Motorista de Táxi (fez curso de análise quími-ca em Marília).
O Sr. José estava indo encontrar o Sr. Wilson, quando
por volta das 0h 10m da mesma noite e no mesmo local, ele viu
o que descreveu como um "flash, um curto-circuito, um tipo de
transformador estourando". A luz tinha aproximadamente 10
metros de diâmetro e era de cor prata muito forte. Ele fez a ob-servação através do parabrisa do táxi, um Corcel (vermelho -placa: RY 0211).
Depois de parar o carrobruscamente, pois ficou cego du-rante uns dois minutos ("... sumiu o pensamento, sumiu a vista,
sumiu tudo..."; "... a luz ultrapassou o pensamento..."), foi a pro-cura do Sr. Wilson, mas como não o encontrou foi até a casa de-
112
le. Como era tarde não bateu. S ó contou seu caso no dia seguinte
quando então soube do caso do amigo.
Observação: a luz ficou em cima do Corcel. Com autori-zação da testemunha, tiramos uma pequena camada de ti n ta do
capô do carro para verificações de energia acumulada, mas não
houve nenhum resultado positivo.
Durante a observação e após ela, o carro não apresen tou
nenhuma anormalidade. No entanto, no dia seguinte, o altern a-dor não funcionou mais tendo que ser substitu ído.
(Relatório N.º 8/1979 -SIFETE)
____________________________________________
Não foi somente o motorista Wilson Bueno de Morais
que viu o Disco Voador que chegou a pousar no bairro do T a-quaral, na noite de 4 de agosto de 1979. Segundo conseguiu apu-rar o repórter policial do Diário do Povo, duas crianças, por sinal
primos, que estavam brincando, defronte suas casas, três das
quais, ou seja, a 1.º de agosto, também avistaram aquele apare-lho, correndo, assustadas, para dentro e, até hoje, não mais indo
à porta, no período noturno.
O garotinho Denis da Silveira, de 8 anos deidade, que
morava na ocasião, na Rua Henrique Schoroeder, 133, no T a-quaral, disse que se encontrava brincando de jogar bola, com sua
prima Kátia Vecenâncio, 11 anos, m oradora na mesma rua, n.º
123, quando ao atirar a bola para cima, viu um objeto luminoso,
no formato de um prato, chamando a aten ção de sua prima, que
também olhou para o céu, vendo, a m bos, que o objeto ameaçava
113
descer. Ficaram tão desnorteados, segundo o garoto, que cheg a-ram a entrar em casa errada, na ânsia de fugir ao disco.
Tentando expl icar ao repórter como o fato ocorrera, D e-nis, mostrando- se, ainda, bastante assustado, disse:
"Eu e a Kátia estávamos brincando. De repente, olhei p a-ra cima e vi aquele objeto em cima de minha cab eça. Pensei que
era um avião. Depois vi que era um objeto estranho e chamei a
atenção de minha prima. Aí, ele fez um "S" no ar e desapareceu.
Saí correndo e entrei na casa de Kátia enquanto ela entrava na
minha. Mandei que fechassem as portas e jan elas, pois eu tinha
visto um disco voador. Ninguém queria acreditar,mas quando
viram que eu estava verde de medo, acreditaram".
Mostrando- se também com medo e nervosa, a garoti nha
Kátia confirmou a visão do primo. Disse ela que:
"Nós estávamos brincando, quando o Denis man dou que
eu olhasse para o céu, para um objeto estranho. Vi, então, uma
coisa de forma redonda, listrado de azul, que parecia querer des-cer, mas, depois desapareceu. Corremos então, cada um para um
lado e entramos em casas trocadas. Daí, contei tudo o que tinha
acontecido. E não é mentira, não. Nós vimos m esmo um disco
voador bem em cima de nossas cabeças".
Segundo disse a senhora Dolores da Silveira, mãe do p e-queno Denis, ele não dorme mais sozinho, tão apav orado que se
encontra.
Disse ela que "quando vi o meu filho, em casa de m i nha
irmã, que mora pegado, falando que tinha visto o disco voador,
apesar dele estar branco como cera, eu não estava acreditando.
Mas, depois minha sobrinha Kátia também contou a mesma coi-
114
sa e eu passei a ver alguma verdade, principal mente quando de
madrugada, Denis começou a gritar, chamando por mim e di-zendo que tinha alguma coisa fungan do junto à janela de seu
quarto. Fui obrigada a levar sua cama para meu quarto, porque
ele não conseguia mais dormir soz i nho e, até para tomar banho,
era preciso que alguém o acom panhasse. Tanto el e como Kátia,
não queriam nem saber de ir mais brincar na rua, como o faziam
antes. Ora, tudo isso leva a crer que as cri anças não estavam
mentindo e que viram al guma coisa estranha".
Enquanto isso, o motorista Wilson Bueno de Morais, que
viu o disco voador na noite de 4 de agosto de 1979, está mesmo
decidido a não ir a qualquer médico. Diz ele que a mancha azul
ainda continua, mas nem dói e nem incomoda, por isso não vê
motivo para exames.
Jornal Diário do Povo -18/08/1979
________________________________________________
Tão logo soubemos que Eliezer Sanches Correa havia
visto e fotografado um suposto OVNI (Objeto Voador Não Iden-tificado), nos apressamos em tomar o seu depoimento e cons e-guir a referida f otografia para análise.
115


Equipe responsável: Alexa ndre Mendes da Ro-cha, Marcos Carline Bueno, Omar Carline Bueno
Eliezer tinha na época, 1978, 18 anos de idade, era Téc-nico em Mecânica e trabalhava na IBM Brasil, na cidade de
Hortolândia - SP.
—Eu sou um cara muito ligado na cidade de Sumaré e
eu me interessei em tirar uma foto da cidade. Então, minha irmã
tinha acabado, ou melhor, eu tinha acabado de tirar uma foto do
meu cunhado, porque ele fez uma construção. Então nós cheg a-
116
mos no quintal de casa e tiramos. Aí eu falei. Bom! Eu vou subir
em cima da casa. Troquei o filme, a última ch apa eu bati da
construção, minha irmã tinha acabado de me dar o filme naquela
hora.
—Olha! Sério! Foi um negócio muito estranho, porque
desde aquele dia eu estou ainda um pouco passado. Não faz
mu i to tempo. Chegou o filme o ntem de Manaus onde eu mandei
revelar. Então eu subi em cima de casa, ela até seg u rou a escada
pra mim, e lá fiquei olhando a cidade toda pra ver onde ia bater.
Estava com o binóculo no pescoço porque ia fazer um teste. Eu
ia colocar a binóculo na frente d a m áquina e ia ver no que ia dar,
certo?
—Então, estava pronto pra bater, quando escutei um b a-rulho assim, como uma descarga de vapor. Eu não me preocu-pei, certo? Fez muito longe; eu percebi que estava muito longe,
percebi lá em cima assim, mas não vi o que era. Então, lógico
que todo mundo tem um "rabo de olho", né? É assim que se fala;
a gente está olhando aqui mas está vendo lá. E n tão eu vi aquilo
mas achei que era um avião e continuei olhando a cidade, certo?
E fez de novo o barulho e parou. Aí eu notei que ele estava indo
como uma propulsão só e parou. Olhei lá porque eu fiquei preo-cupado com aquilo e fiquei meio assustado. Bati primeiro, cer-to? Pensei em correr atrás dele e quase caí do telhado. Tinha uns
amigos passando pela rua, uns velhos. "Seu Rog ério, olha lá!"
Ele olhou pra mim e... "Olha lá, pô!" Quase estava pulando do
telhado pra correr atrás do "bitelo". Ele tentou olhar mas não deu
tempo. Ele sumiu no horizonte, foi embora "beleza". Foi em fra-
117
ção de segundos. De uma chapa pra outra eu levei menos de s e-gu n dos pra bater.
Depoimento
Segundo depoimento prestado colhemos mais algumas
informações. A data exata, não tinha lembrança, mas sabia que
foi entre julho e agosto, por volta de 17h 30m.
Pedi pra que falasse do tempo e do céu.
—O tempo estava "beleza". Tinha algumas nuvens mas
não estava ventando. Eu calculei que poderia ser um jornal que
tivesse voando. Eu estava vendo uma coisa, estava ouvindo uma
coisa. Tudo que estava passando eu estava ven do, por isso não
podia ser o jornal porque não tinha vento.
Quer dizer que isso aconteceu em Sumaré? perguntei.
—É, foi em Sumaré.
E o objeto? Tinha alguma coloração? Alguma luz?
—Não me lembro porque, francamente, foi num estalo;
por isso eu não contei pra ninguém e esperei a foto vir pra não
ser debochado, porque "vai que a foto fica tudo queimada, bor-rada e tremida". Depois que chegou, aí eu confirmei e, infeli z-mente, ficou muito longe. Era uma máquina ruim mesmo.
E que máquina era?
—Era uma Kodak Instamatic; é aquela que vende b arato
por aí. Aquel a que você compra e ainda vem um filme de graça.
Pré-análise
118
O filme nos foi cedido e pudemos então observar a niti-dez da foto e as formas do objeto em questão. Depois, analisa-mos e estudamos com tranqüilidade e meios adequados, o neg a-tivo fornecido pela testemunha.
Conclusão
Do que pudemos tirar da narrativa, a testemunha real-mente falou sem hesitação ou mesmo contradições. Alguns dias
depois, visitamos novamente a testemunha, então em sua resi-dência (a primeira vez foi no seu local de trabalho), e p u demos
ouvir novamente a história com os mesmos detalhes e sem qual-quer omissão.
Pela análise efetuada no negativo, pudemos concluir que
se trata de foto autêntica, sem qualquer truque fotográf i co, man-cha ou defeito do filme ou na revelação.
Realmente o objeto aéreo estava lá.
Assim, a nossa conclusão é que de fato, um Objeto Voa-dor Não Identificado foi visto e fotografado pela testem u nha E-liezer Sanches Correa.
Observação
Notamos que há diferença no horário da aparição entre o
depoimento e a análise fotográfica, como mostramos a seguir:
Análise do negativo fotográfico
119
Examinando o negativo que me foi enviado para anál i se,
verifica - se o seguinte:
a) Negativo obtido por máquina com objetiva de um só
elemento (do tipo instamatic), não havendo portanto
definiçãoacentuada em seus contrastes e nos contor-nos dos objetos ali fotografados.
b) Com a ajuda de um ampliador com condensador de 2
elementos, plano/convexo, objetiva de corte de
135mm de 5 elementos, a uma elevação de 85cm, o b-tivemos um quadro com 16,5cm X 15,5c m. Nota-mos:
1- Filme marca Kodak, bitola 126, chapa n.º 1.
2- Filme ligeiramente arranhado, pouca densidade
nos primeiros planos, melhorando na linha do h o-rizonte e no céu que se apresenta com n u vens, luz
solar nascente de aproximadamente 11 horas,
com uma incl inação de 60°, na posi ção de trás da
máquina fotográfica, iluminação em todos os o b-jetos constantes da foto, oriun da do mesmo pon-to, inclusive e especialmente observado no objeto
que se encontra em elev ação no ar.
No primeiro plano consta o telhado de uma pos-sível residência, aparecendo o poste de e n trada de
força, um mastro de antena de telev i são, com
seus respectivos fios e pouco mais distanciados
outra antena de televisão; em um plano secundá-
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rio, observa - se uma grande construção, casas e s-parsas e campo.
Na parte superior, um objeto que parece pairar no
ar, apresentando a sua parte inferior plana, segui-da de um bojo superior convexo, refleti n do a luz
solar.

Conclusão
Diante do material apresentado (negativo de imagem di-reta, com cópia de tamanho 25,5cm X 20,0cm e outra 10,0cm X
10,0cm), não foi possível notar sinais que evidenci assem mon-tagem ou superposição de imagens, ou mesmo tr u que fotográf i-co, não só pelo tamanho ínfimo do objeto ora anal i sado, o que
seria dificultoso para quem tentasse.
Analisado por: Instituto Brasileiro de Identificação
Responsável pela análise: Nedyr Mendes da Rocha
(Relatório N.º 11/1980) -SIFETE
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Todos os dados que compões essa obra constam dos arquivos da
SIFETE -Pesquisa Científica.

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