sexta-feira, agosto 10, 2012

Coleção Zecharia Sitchin Livro 1 / O 12º Planeta - 2ª PARTE




Oprof. H. Frankfort (Cylinder Seals) [Selos Cilíndricos], demonstrando comotanto a arte da fabricação dos selos cilíndricos mesopotâmicos e os assuntosneles representados se espalharam através do Mundo Antigo, reproduz o desenhode um selo encontrado em Creta e datado do século 13 a.C. O desenho do selodescreve claramente uma nave espacial movendo-se nos céus e propulsionada porchamas que escapam da sua retaguarda.


Oscavalos alados, os animais enlaçados, o globo celestial alado e a deidade comchifres salientes em seu toucado são todos temas mesopotâmicos conhecidos.Podemos certamente concluir que o foguete faiscante mostrado no selo cretenseera também um objeto familiar ao longo de todo o antigo Oriente Médio.
De fato, um foguete com "asas" ouestabilizadores - alcançáveis por uma "escada" - pode ser visto numabarra escavada em Gezer, uma cidade da antiga terra de Canaã, a oeste deJerusalém. A dupla impressão do mesmo selo mostra também um foguete pousado nosolo ao lado de uma palmeira. O destino ou a natureza celestial dos objetos éatestado pelos símbolos do Sol, da Lua e das constelações zodiacais que adornamo selo.

Os textos mesopotâmicos que se referem aos recintos interiores sagrados dostemplos ou às celestiais jornadas dos deuses, ou até a circunstâncias em que osmortais ascenderam aos céus, empregam o termo sumério mu ou seus derivativossemitas shu-mu ("aquilo que é um mu"), sham ou shem. Devido ao fatode o termo definir também "aquele pelo qual alguém é lembrado", apalavra acabou por significar "nome". Mas a aplicação universal de"nome" a remotos textos que falam de um objeto usado para voarobscureceu o, verdadeiro significado dos antigos registros.
Destemodo, G.A. Barton (The Royal Inscriptions of Summer and Akkad) [As InscriçõesReais da Suméria e da Acádia] estabeleceu a irrefutável tradução da inscriçãodo templo de Gudea - de "seu MU abraçará as terras de horizonte ahorizonte" para "o seu nome encherá as terras". Da mesmamaneira, um hino a Ishkur enaltecendo seu "MU emissor de raios" quepodia atingir as alturas do céu é traduzido como segue: "Teu nome éradiante, alcança o zênite dos céus". Pressentindo, no entanto, que mu oushem podem significar um objeto e não "nome", alguns eruditostrataram o termo como um sufixo ou fenômeno gramatical sem tradução, evitandodeste modo a conclusão global.
Nãoé difícil recuar até a etimologia do termo e traçar a rota através da qual a"câmara do céu" assumiu o significado "nome". Foramencontradas esculturas que mostram um deus no interior de uma câmara em formade foguete, como neste objeto de extrema antiguidade (agora em posse do MuseuUniversitário de Filadélfia) onde a natureza celestial da câmara é atestadapelos doze globos que a decoram.

Similarmente muitos selos representam um deus (e às vezes dois) dentro destas "câmarasdivinas" ovais; em muitas circunstâncias, estes deuses dentro das suassagradas ovais estão descritos como objetos de veneração.
Desejandoadorar seus deuses através das terras, e não apenas na "casa" oficialde cada divindade, os povos antigos desenvolveram o costume de construirimitações do deus dentro da sua divina "câmara-do-céu". Pilares depedra desenhados para dissimular o veículo oval foram erigidos em locaisselecionados e a imagem do deus era gravada dentro da pedra para indicar queele estava no interior do objeto.
Foiuma mera questão de tempo até que reis e governantes, associando estes pilares(chamados estelas) com a capacidade de ascender à residência celestial,começassem a gravar suas próprias imagens sobre as estelas como forma de seassociarem eles próprios à residência celestial. Se eles não podiam fugir aoesquecimento físico, era importante que pelo menos seu nome fosse para semprecelebrado.


Mais adiante pode ser deduzido, a partir do termo pelo qual estas pedras eramconhecidas na Antiguidade, que o objetivo dos pilares de pedra comemorativosera o de representar uma atividade espacial de fogo. Os sumérios chamavam-lhesNA.RU ("pedras que se erguem"). Os acádios, babilônios e assírioschamavam-lhes naru ("objetos que lançam luz"). Os amurru apelidam-nosde nuras ("objetos de fogo") - em hebraico, ner significa ainda hojeum pilar que emite luz, ou seja, a popular vela. Nas línguas indo­-européiasdos hurritas e dos hititas, as estelas receberam o nome de hu-uashi("pássaro de fogo de pedra").
Referênciasbíblicas indicam familiaridade com dois tipos de monumentos comemorativos, umyad e um shem. O profeta Isaías comunicou do seguinte modo ao povo sofredor daJudéia a promessa do Senhor de um futuro melhor e mais seguro:

E eu dar-lhes-ei,
Em minha casa e dentro de minhas paredes,
Um yad e um shem.

Traduzido literalmente e cumulando significados, istoqueria dizer que a promessa do Senhor falava em fornecer a seu povo uma"mão" e um "nome". Felizmente, contudo, aprendemos, apartir de monumentos antigos chamados yad e que ainda se erguem da TerraSagrada, que estes se distinguem por seus topos de forma piramidal. Os shem,por outro lado, eram memoriais de topo oval. Ambos, parece evidente, começaramcomo simulações da "câmara do céu", o veículo dos deuses paraascender à residência eterna. No Egito Antigo, de fato, os devotos faziam peregrinaçõesa um templo especial em Heliópolis para ver e adorar o ben-ben - um objeto deforma piramidal no qual os deuses chegaram à terra em tempos imemoriais. Osfaraós egípcios, à hora da morte, se submetiam a uma cerimônia de"abertura da boca", durante a qual supunha-se que eram transportadosà divina residência da vida eterna por um yad ou um shem.

A persistência dos tradutores da Bíblia em empregar "nome" sempre quedeparavam com o termo shem foi ignorada por um avançado estudo publicado hámais de um século por G.M. Redslob (in Revista da Sociedade Alemã Oriental), noqual ele corretamente salientou que o termo shem e o termo shamaim("céu") derivam da palavra de raiz shamash, significando "aquiloque está para o céu". Quando o Antigo Testamento relata que o rei Davi"fez um shem" para marcar a vitória sobre os aramaicos, disseRedslob, ele "não fez um nome", mas edificou um monumento apontadopara os céus.
Acompreensão de que em muitos textos mesopotâmicos mu ou shem devia ser lido nãocomo "nome", mas como "veículo do céu" abriu caminho para acompreensão do verdadeiro significado de muitos contos antigos, incluindo ahistória bíblica da Torre de Babel.
Olivro do Gênesis, no capítulo XI, relata a tentativa dos humanos no sentido delevantarem um shem. O relato bíblico é feito em concisa (e precisa) linguagemque revela um fato histórico. No entanto, gerações de estudiosos e tradutoresprocuraram conceder à narrativa apenas um significado alegórico porque (talcomo eles o entenderam) o conto dizia respeito à ânsia do gênero humano em"fazer um nome" para si próprio. Tal aproximação esvaziou o conto doseu significado factual. Nossa conclusão no que se refere ao verdadeirosignificado de shem torna o conto tão rico em significado como o deve ter sidopara os próprios povos da Antiguidade.
Oconto bíblico da Torre de Babel trata dos acontecimentos que se seguiram aorepovoamento da terra depois do dilúvio, quando alguns dos povos "viajaramdo leste, e encontraram uma terra plana na Terra de Shinar, e aí se estabeleceram".
ATerra de Shinar é, claro, a terra da Suméria, na planície entre os dois rios daMesopotâmia do Sul. E o povo, já familiarizado com a arte da fabricação detijolo e alta construção para uma civilização urbana, disse:

Construamos para nós uma cidade,
E uma torre cujo topo alcance os céus;
E façamos para nós um shem,
Para que não sejamos espalhados sobre a faceda terra.

Mas este esquemahumano não estava conforme os desejos de Deus.
­
E o Senhor desceu,
Para ver a cidade e a torre
Que os filhos de Adão erigiram.
E ele disse: Contempla,
Todos são como um povo com uma língua,
E isto é apenas o começo dos seusempreendimentos.
Agora, tudo o que eles planejarem fazer
Não mais lhes será impossível realizar.

Eo Senhor disse (a alguns companheiros que o Antigo Testamento não nomeia):

Vinde, desçamos,
E uma vez lá, confundamos sua língua;
Para que eles não entendam a fala uns dosoutros
E o Senhor espalhou-os dali
Por sobre a face de toda a terra,
E eles cessaram a construção da cidade.
Por isso o seu nome foi Babel,
Porque foi aí que o Senhor confundiu alíngua da terra.

Atradução tradicional de shem por "nome" tornou o conto ininteligíveldurante gerações. Por que é que os antigos residentes de Babel - Babilônia - seempenharam em "fazer um nome", por que é que o "nome" teriade ser colocado no topo de uma "torre cujo cume tocará os céus", ecomo é que "a construção de um nome" poderia contrariar os efeitos dadispersão do gênero humano sobre a terra?
Setudo o que aqueles povos queriam era fazer (como explicam os estudiosos) uma"reputação" para eles próprios, por que é que esta tentativaaborreceu tanto o Senhor? Por que é que a composição de um "nome" eraconsiderada pela Divindade como um feito a seguir ao qual “tudo o que elesplanejaram fazer, não mais lhes será impossível realizar"? As explicaçõestradicionais são certamente insuficientes para esclarecer por que o Senhorconsiderou necessário convocar outros deuses sem nome para descer à terra e pôrum fim a este esforço humano.
Acreditamosque as respostas para todas estas perguntas se tomam plausíveis, óbvias até,assim que lemos "veículo em direção ao céu" em vez de"nome" para traduzir a palavra shem, que é o termo empregado no textooriginal hebraico da Bíblia. A história trataria então da preocupação dahumanidade com a dispersão dos povos sobre a face da terra, que resultaria numaperda de contatos entre si. Por isso, eles decidiram construir um "veículoem direção ao céu" e erigir uma "torre de lançamento" para talveículo para que também eles, tal como, por exemplo, a deusa Ishtar, pudessemvoar num mu "sobre todas as terras povoadas".
Umaparte do texto babilônico conhecido como a "Epopéia da Criação"relata que o "portão dos deuses" foi construído na Babilônia pelospróprios deuses. Aos Anunnaki, os deuses de condição inferior, foram dadasordens para:

Construir o portão dos deuses...
Deixemos que seu trabalho de tijolo sejadesenhado.
O seu shem será posto no lugar designado.
Durantedois anos, os Anunnaki afadigaram-se - "aplicaram as ferramentas...moldaram tijolos" - até que "levantaram até ao cume de Eshagila"("casa dos grandes deuses") e "construíram a torre de andarestão alta como os Altos Céus".
Foi,portanto, um desaforo da parte da humanidade estabelecer sua própria torre delançamento, criada originalmente para uso dos deuses, uma vez que o nome dolocal, Babili, significava literalmente "portão dos deuses".
Haverámais provas que corroborem o conto bíblico e a nossa interpretação dele?
Osacerdote-historiador babilônico Berossus, que no século 3 a.C. compilou umahistória da humanidade, relatou que “os primeiros habitantes da terra, ufanando-sede sua própria força... empreenderam erguer uma torre cujo 'topo' deviaalcançar o céu". Mas a torre foi derrubada pelos deuses e por fortesventos, "e os deuses introduziram uma diversidade de idiomas entre oshomens, que até àquele dia tinham todos falado a mesma língua".
GeorgeSmith (The Chaldean Account of Genesis) [A Versão da Caldéia sobre o Gênesis]encontrou nos escritos do historiador grego Hestaeus um relato em que, deacordo com as "vetustas tradições", o povo que escapara ao dilúvioveio até Senaar na Babilônia, mas foi afastado dali por uma diversidade deidiomas. O historiador Alexander Polyistor (século 1 a.C.) escreveu que,antigamente, todos os homens falavam a mesma língua. Depois, alguns pensaramerigir uma enorme e suprema torre para que pudessem "subir ao céu".Mas o Deus principal frustra seus desígnios enviando um furacão, e a cada tribofoi dada uma língua diferente. "A cidade onde isso aconteceu foiBabilônia.”
Hojeem dia poucas dúvidas restam de que os contos bíblicos, assim como os relatosdos historiadores gregos de há 2.000 anos e do seu predecessor Berossus,derivam das mesmas antiqüíssimas raízes sumérias. A.H. Sayce (The Religionof the Babylonians) [A Religião dos Babilônios] apresentou um estudo sobre umabarra fragmentária do Museu Britânico, a "versão babilônica da construçãoda Torre de Babel". Em todas as circunstâncias, a tentativa de alcançar oscéus e a conseqüente confusão de línguas são elementos básicos desta versão. Háoutros textos sumérios que registram a deliberada confusão das línguas humanascomo resultado da ira de um deus.
Presumivelmente,o gênero humano não possuía naquele tempo a tecnologia necessária para talprojeto aeroespacial; a orientação e a colaboração de um deus no conhecimentodessas técnicas era, pois, essencial. Teria um deus desafiado os outros paraajudar a humanidade? Um selo sumério descreve um confronto entre deuses armados,aparentemente devido à disputada construção pelo homem de uma torre de andares.


Uma estela suméria, agora em exposição em Paris,no Louvre, pode bem descrever o incidente relatado no livro do Gênesis. Foiconstruída por volta do ano 2.300 a.C. por Naram-Sin, rei da Acádia, e osestudiosos consideram que ela descreve o rei vitorioso sobre seus inimigos. Masa grande figura central é a de uma divindade, e não a de um rei humano, uma vezque a pessoa usa um elmo adornado com chifres, a marca característica exclusivados deuses. Além disso, esta figura central não parece ser o chefe dos humanos(de menor estatura), mas antes parece espezinhá-los. Estes homens, por seuturno, não parecem envolvidos em nenhuma atividade guerreira: eles marcham em frentee estão adorando o mesmo enorme objeto cônico, no qual se focaliza também aatenção do deus. Armado com um arco e uma lança, a deidade parece olhar oobjeto mais em atitude de ameaça do que de adoração.

O objeto cônico está apontado na direção de três corpos celestiais. Se seutamanho, forma e objetivo indicam que se trata de um shem, então a cena retrataum deus zangado e completamente armado atropelando as pessoas que comemoram aascensão de um shem.
Tantoos textos mesopotâmicos como a versão bíblica revelam a mesma mensagem: asmáquinas voadoras eram para os deuses e não para o gênero humano.
Oshomens, afirmam tanto os textos mesopotâmicos como os bíblicos, podiam ascenderà residência celestial apenas sob o expresso desejo dos deuses. E a esserespeito existem muitos contos de subidas ao céu e até de vôos espaciais.

OAntigo Testamento registra a subida aos céus de vários seres mortais. Oprimeiro foi Enoc, um patriarca antediluviano a quem Deus favoreceu e que"andava com o Senhor". Ele era o sétimo patriarca na linha de Adão eo bisavô de Noé, herói do dilúvio. O capítulo V do livro do Gênesis lista asgenealogias de todos estes patriarcas e as idades com que eles morreram, excetoa de Enoc, "que partiu, porque o Senhor o levou". Por conseqüência etradição, foi na direção dos céus, para escapar à mortalidade terrena, que Deuslevou consigo Enoc. O outro mortal foi o profeta Elias, erguido da terra elevado em direção aos céus por um "furacão'”.
Umareferência pouco conhecida a um terceiro mortal que visitou a divina residênciae que foi dotado com grande sabedoria é fornecida pelo Antigo Testamento e dizrespeito ao governante de Tiro (um centro fenício na costa oriental doMediterrâneo). Lemos no capítulo XXVIII do livro de Ezequiel que o Senhorordenou ao profeta que lembrasse ao rei como ele estava capacitado, perfeita esabiamente, pela divindade a abençoar com os deuses:

Tu estás moldado por um plano
Cheio de sabedoria, perfeito na beleza.
Tu estiveste no Éden, o jardim de Deus;
Cada pedra preciosa era o teu bosque...
Tu és um sagrado querubim protegido;
E eu coloquei-te na montanha sagrada,
Como se fosses um deus,
Movendo-se por entre pedras de fogo.

Predizendoque o governante de Tiro sofreria uma morte "dos não circuncidados"pela mão de estrangeiros mesmo que ele lhes gritasse "Eu sou umadivindade", o Senhor explicou então a Ezequiel a razão disto: depois de orei ter sido levado à residência celestial e de lhe ter sido dado acesso a todaa sabedoria e riqueza, seu coração "crescera arrogante", eleempregara mal sua sabedoria e profanara os templos.

Porque teu coração é arrogante, dizendo:
Um deus eu sou!
Na residência da divindade eu me sento,
No meio das águas.
Embora sejas um homem, não um deus,
Tu consideras teu coração como o de um deus.

Ostextos sumérios falam também de vários homens aos quais foi dado o privilégiode ascender às alturas. Um deles foi Adapa, o "homem modelo" criadopor Ea. A ele Ea "dera sabedoria; vida eterna não lhe foraconcedida". À medida que os anos decorriam, Ea decidiu evitar o fim mortalde Adapa, fornecendo-lhe um shem com o qual ele deveria alcançar a celestialresidência de Anu, para aí partilhar do Pão da Vida e da Água da Vida. QuandoAdapa chegou à residência celestial de Anu, este perguntou quem fornecera aAdapa o shem com o qual pudera alcançar o celestial local.
Hávárias pistas importantes a serem encontradas tanto nos textos bíblicos comonos contos mesopotâmicos das raras ascensões de mortais à residência dosdeuses. Adapa, tal como o rei de Tiro, também foi feito de um "molde"perfeito. Todos tinham de conseguir e usar um shem - "pedra de fogo"- para alcançar o "Éden" celestial. Alguns subiram e regressaramdepois à terra; outros, como o herói mesopotâmico do dilúvio, permaneceram láfruindo a companhia dos deuses. Foi para encontrar este "Noé"mesopotâmico e obter dele o segredo da Árvore da Vida que o sumério Gil­gameshpartiu.
Aprocura fútil pelos homens mortais da Árvore da Vida é o objeto de um dos maislongos e poderosos textos épicos legados à cultura humana pela civilizaçãosuméria. Chamada pelos estudiosos modernos "A Epopéia de Gilgamesh",o comovente conto diz respeito ao governador de Uruk, nascido de pai mortal emãe divina. Como resultado, Gilgamesh era considerado "dois terços divinoe um terço humano", uma situação que lhe concedia o direito de procurarescapar à morte, destino do comum dos mortais.
Atradição informara-o de que um de seus antecessores, Utnapishtim, o herói dodilúvio, escapara à morte, sendo transportado à celestial residência com suaesposa. Gilgamesh decidiu assim alcançar tal lugar e obter de seu antepassado osegredo da vida eterna.
Oque o instigou a partir foi aquilo que tomou como sendo um convite de Anu. Osversos descrevem a observação da queda de volta à terra de um foguete usado.Gilgamesh descreveu a ação deste modo à sua mãe, a deusa NIN.SUN:

Minha mãe,
Durante a noite eu senti-me alegre
E eu andei por entre os meus nobres.
As estrelas reuniram-se nos céus.
O trabalho manual de Anu desceu na minhadireção.
Eu procurei erguê-lo; era demasiado pesado.
Procurei movê-lo; movê-lo eu não podia!
O povo de Uruk reuniu-se à sua volta.
Enquanto os nobres beijavam suas pernas.
Quando ergui minha fronte, eles apoiaram-me.
Eu levantei-o! Eu trouxe-o a ti!

Ainterpretação do incidente pela mãe de Gilgamesh está mutilada no texto e é,deste modo, confusa. Mas, obviamente, Gilgamesh foi encorajado pela observaçãoda queda do objeto, o "trabalho manual de Anu", a embarcar naaventura. Na introdução à epopéia, o antigo relator chama a Gilgamesh "osensato, aquele que tudo experimentou":

Coisas secretas ele viu,
O que está escondido ao homem ele viu.
Ele até trouxe notícias de um tempoanterior ao dilúvio.
Ele fez também uma longínqua viagem,fatigante e sob dificuldades.
Ele regressou e gravou todo seu esforçosobre um pilar de pedra.

A"longínqua viagem" que Gilgamesh empreendeu foi, claro, sua jornada àresidência dos deuses. Foi acompanhado pelo seu amigo Enkidu. Seu objetivo eraa Terra de Tilmun, porque aí Gilgamesh podia erguer um shem para si próprio. Astraduções correntes empregam o suposto "nome" sempre que nos textosantigos aparece o sumério mu ou o acádio shumu. Nós, no entanto, empregaremosshem para que o verdadeiro sentido do termo - um "veículo em direção aoscéus" - possa transparecer:
O governante Gilgamesh orienta seuespírito
Na direção da Terra de Tilmun.
E ele diz ao seu companheiro Enkidu:
Ó Enkidu...
Eu entrarei na terra, farei o meu shem.
Nos locais onde os shem's eram levantados
Eu erguerei o meu shem

Incapazesde o dissuadir, tanto os anciães de Uruk como os deuses a quem Gilgameshconsultou, aconselharam-no a obter primeiro o consentimento e a assistência deUtu/Shamash. "Se tu vais entrar na terra, informa Utu", avisaram-noeles. "A terra está a cargo de Utu", acentuaram e insistiram eles.Deste modo, previamente avisado e aconselhado, Gilgamesh apelou para Utu paraobter permissão:

Deixa-me entrar na terra,
Deixa-me construir meu shem.
Nos locais onde os shem's são erguidos,
Deixa-me erguer o meu shem...
Traz-me até ao local de aterrissagem em...
Estabelece sobre mim tua proteção!

Umainfeliz quebra na barra deixa-nos na ignorância quanto à localização do"local de aterrissagem". Mas, onde quer que fosse, Gilgamesh e seucompanheiro conseguiram, finalmente, alcançar os seus arredores. Era uma"zona restrita", protegida por intimidantes guardas. Fatigados e comsono, os dois amigos decidiram pernoitar antes de prosseguir viagem.
Malo sono os vencera, e logo algo os fez estremecer e os despertou."Ergueste-me?", perguntou Gilgamesh ao seu parceiro. "Estouacordado?", perguntou este, uma vez que testemunhava tão invulgaresvisões, tão intimidantes que duvidava se estaria acordado ou sonhando. Eledisse a Enkidu:


No meu sonho, meu amigo, o alto solo ruiu.
Atirou-me por terra, amassou meus pés...
O esplendor era poderosíssimo!
Um homem apareceu;
O mais puro da terra era ele.
A sua graça...
De sob o solo em ruínas ele me puxou,
Deu-me água para beber; meu coraçãoaquietou-se!

Quemera este homem, "o mais puro da terra", que puxou Gilgamesh de entreas ruínas, lhe deu água, "aquietou seu coração"? E que era o "poderosíssimoesplendor" que acompanhou o inexplicado desmoronamento de terras?
Inseguro,perturbado, Gilgamesh voltou a adormecer, mas não por muito tempo.

No meio da vigília seu sono terminou.
Ele ergueu-se, dizendo ao amigo:
Meu amigo, chamaste-me tu?
Por que estou eu desperto?
Não me tocaste?
Por que estou eu confuso?
Não passou por aqui nenhum deus?
Por que está o meu corpo paralisado?

Assim,de novo misteriosamente acordado, Gilgamesh perguntou-se quem lhe tocara. Senão fora seu parceiro, seria "algum deus" que passara? Mais uma vez,Gilgamesh passou pelo sono, para logo ser acordado pela terceira vez. Eledescreve a perturbante ocorrência ao seu amigo, assim:

A visão que eu tive era inteiramentemedonha!
Os céus gritaram, a terra agitou-seruidosamente;
A luz do dia falhava, a escuridão sobreveio.
O relâmpago faiscou, uma chama disparou.
As nuvens avolumaram-se, chovia morte!
Depois a incandescência esvaiu-se; o fogoextinguiu-se.
E tudo o que caíra se tornou cinzas.

Nãoé preciso ter muita imaginação para ver nestes poucos versos uma antiga versãodo testemunho do lançamento de um foguete. Primeiro, o tremendo baque quando osmotores do foguete se ligaram ("os céus gritaram"), acompanhado porum notável estremecimento do solo ("a terra agitou-se ruidosamente").Nuvens de fumo e pó envolveram o local de lançamento ("a luz do diafalhou, a escuridão sobreveio"). Depois, o brilho dos motores acionadossurgiu ("o relâmpago faiscou"); à medida que o foguete começava asubir em direção aos céus, "uma chama disparou". A nuvem de poeira edestroços "aumentou" em todas as direções; depois, à medida quecomeçava a descer, "chovia morte!". Agora a nave estava lá no alto,riscando o céu em direção aos deuses ("a incandescência desvaneceu-se, ofogo extinguiu-se"). O foguete desapareceu de vista e os destroços"que caíram tornaram-se cinzas".
Apavoradocom o que via, e, no entanto, mais determinado que nunca a chegar a seudestino, Gilgamesh apelou uma vez mais para Shamash para que o protegesse eapoiasse. Ultrapassando um "monstruoso guarda", alcançou a montanhade Mashu, onde se podia ver Shamash "levantar-se para a residência docéu".
Agora,estava próximo do seu primeiro objetivo, o "lugar onde os shem's sãoerguidos". Mas a entrada para o local, aparentemente penetrando amontanha, estava guardada por destemidos guardas:

O seu terror é pavoroso, o seu olhar émorte.
O seu cintilante foco de luz varre asmontanhas.
Eles vigiam Shamash.
Enquanto ele ascende e descende.

Umarepresentação em selo (fig. 76) mostrando Gilgamesh (segundo da esquerda) e oseu companheiro Enkidu (extrema direita) pode bem descrever a intercessão de umdeus junto de um dos guardas semelhantes a autômatos que podiam varrer a áreacom focos luminosos e emitir raios mortais. A descrição traz à mente aafirmação do livro do Gênesis, segundo a qual Deus colocara a "espadagiratória" à entrada do Jardim do Éden para bloquear seu acesso aos humanos.


Quando Gilgamesh explicou sua origem parcialmente divina, o objetivo da sua viagem("desejo interrogar Utnapishtim sobre a vida e a morte") e o fato deseguir caminho com o consentimento de Utu/Shamash, os guardas permitiram-lhecontinuar.
Seguindo"ao lado da rota de Shamash", Gilgamesh encontrou-se na mais completaescuridão; "não vendo nada à frente ou atrás", gritou em pânico.Viajando durante muitos beru (uma unidade de tempo, distância ou o arco doscéus), continuou submerso em escuridão. Finalmente, "quando atingiu dozeberu, a luz nasceu".
Otexto danificado e borrado situa depois Gilgamesh chegando a um magníficojardim onde as árvores e os frutos estavam cravejados de pedras semi-­preciosas.Utnapishtim residia ali. Colocando seu problema a seu antecessor, Gilgameshrecebeu uma resposta desapontadora: "O homem, disse Utnapishtim, não podeescapar a seu mortal destino". No entanto, ofereceu a Gilgamesh um meio deadiar a morte, revelando-lhe a localização da Planta da Juventude - "Ohomem torna-se jovem na velhice", tal como a planta era chamada.Triunfante, Gilgamesh obteve a planta. Mas, tal como o destino queria, eleperdeu-a loucamente no caminho de regresso e voltou de mãos vazias a Uruk.
Colocandode lado os valores literários e filosóficos do conto épico, a história deGilgamesh interessa-nos aqui, principalmente, por seus aspectos"aeroespaciais". O shem de que Gilgamesh teve necessidade paraalcançar o domicílio dos deuses era, indubitavelmente, uma nave-foguete, cujolançamento ele avistara quando se aproximou do "local deaterrissagem". Os foguetes, parece, estavam dentro de uma montanha, e aárea era uma zona bem vigiada e restrita.
Nenhuma representação pictórica de Gilgamesh veio atéagora à luz do dia. Mas um desenho encontrado no túmulo de um governadoregípcio de uma longínqua terra mostra uma cápsula de foguete sob o solo numlocal onde crescem árvores de época. A cápsula é claramente armazenada sob osolo, num silo feito pelo homem, construído com segmentos tubulares e decoradocom peles de leopardo.

Muito ao modo dos modernos desenhistas, os antigos artistas mostram o silosubterrâneo em corte transversal, no qual se pode ver os compartimentos dofoguete. O compartimento inferior mostra dois homens rodeados de tubos curvos,Sobre eles há três painéis circulares. Comparando o tamanho da cápsula - oben-ben - com o tamanho dos dois homens no interior do foguete, é evidenteque a cápsula, equivalente ao sumério mu, a "celestial câmara", podiafacilmente transportar um ou dois operadores ou passageiros.
TIL.MUNera o nome da terra para onde Gilgamesh viajou. O nome significa literalmente"terra dos mísseis", Nesta terra os shem's eram erguidos, uma terrasob a autoridade de Utu/Shamash, um local onde se podia ver este deus"erguer-se até a residência dos céus".
Eembora o correspondente celestial deste membro do Panteão de Doze fosse o Sol,nós sugerimos que seu nome não significasse "Sol ", mas fosse antesum epíteto descrevendo as suas funções e responsabilidades. Seu nome sumérioUtu queria dizer "ele que brilhantemente entra". Seu derivado nomeacádio, Shem-Esh, era mais explícito: Esh significa "fogo"; e nóssabemos agora o que é que shem significava originalmente.
Utu/Shamashera "o das naves-foguetes faiscantes", Ele era, sugerimos, ocomandante do porto espacial dos deuses.

Opapel de comando de Utu/Shamash em assuntos de viagens para o domicílio celestedos deuses e as funções desempenhadas pelos seus subordinados nesta conexão sãoabordados com mais pormenores em mais de um conto sumério de uma jornada àsalturas empreendida por um mortal.
Aslistas de reis informam-nos que o 13º. governante de Kish era Etana,"aquele que aos céus ascendeu". Este breve depoimento não precisavade elaboração, uma vez que o conto do rei mortal que viajou até aos mais altoscéus era bem conhecido por todo o antigo Oriente Médio e era objeto denumerosas representações em selos.
Etana,dizem-nos, foi designado pelos deuses para trazer à humanidade a segurança e aprosperidade que a monarquia, uma civilização organizada, devia fornecer. MasEtana, ao que parece, não podia assumir a paternidade de um filho que lhecontinuaria a dinastia. O único remédio conhecido era uma certa Planta doNascimento que Etana só podia obter colhendo-a nas alturas.
Talcomo Gilgamesh mais tarde, Etana voltou-se para Shamash para obter permissão eassistência. Como revela a epopéia, torna-se claro que Etana pedia a Shamash umshem!

Ó senhor, possa tua palavra realizar isso!
Concede-me a Planta do Nascimento!
Mostra-me a Planta do Nascimento!
Retira minha deficiência!
Faz para mim um shem!

Lisonjeadopelas orações e mantido pelos carneiros dos sacrifícios, Shamash concorda emaceder ao pedido de Etana e fornecer-lhe um shem. Mas em vez de lhe falar de umshem, Shamash diz a Etana que uma "águia" o levará até ao localcelestial desejado.
DirigindoEtana até o fosso onde a águia fora colocada, Shamash informou-­a antes dotempo da missão a cumprir. Trocando mensagens críticas com "Shamash, seusenhor", a águia foi assim instada: "Um homem eu mandarei para ti;ele tomará tua mão... leva-o daqui... faz o que quer que ele diga. .. faz comoeu digo".
Chegandoà montanha que lhe fora indicada por Shamash, "Etana viu o fosso", e,dentro dele, "estava a águia". "Ao comando do valente Shamash",a águia entrou em comunicações com Etana. Uma vez mais, Etana explicou seu fime destino, e, logo depois, a águia começou a ensinar a Etana o processo de"levantar a águia de seu fosso". As duas primeiras tentativas falharam,mas, à terceira, a águia ergueu-se corretamente. Quando o dia nasceu, a águiaanunciou a Etana: "Meu amigo... para cima, até ao céu de Anu eu tetransportarei!" Ensinando-lhe como parar a nave, a águia levantou vôo eeles ficaram no alto, subindo rapidamente.
Comoque relatado por um moderno astronauta observando o afastamento da terra àmedida que sua nave-foguete se ergue, o antigo contador de histórias descreve omodo como a terra ia ficando cada vez menor aos olhos de Etana:

Quando já o elevara um beru no alto,
A águia diz-lhe, a Etana:
Vê, meu amigo, como a terra aparece!
Examina o mar dos lados da casa da montanha:
A terra tinha-se, realmente, tornado nummero monte,
O largo mar é apenas uma bacia.

Quantomais alto se erguia a águia, tanto menor se tornava a terra. Quando se tinhamjá elevado um segundo beru, a águia disse:

Meu amigo,
Lança um olhar e vê como aparece a terra!
A terra tornou-se um único sulco,
O largo mar é apenas um cesto de pão...
Quando já o elevara um terceiro beru,
A águia diz-lhe, a Etana:
Vê, meu amigo, como a terra aparece!
A terra tornou-se uma vala de jardineiro!

Edepois, enquanto ascendiam, a terra ficou subitamente fora de vista.

Enquanto relanceava meu olhar, a terradesaparecera,
E sobre o largo mar minha vista não se podiajá alongar.

Deacordo com uma versão deste conto, a águia e Etana alcançaram o céu de Anu. Masoutra versão afirma que Etana ficou gelado de medo quando deixou de ver aterra, e ordenou à águia que mudasse o curso e "mergulhasse" naterra.
Umavez mais, encontra:mos um paralelo bíblico para tão invulgar relato deobservação aérea da terra a grande distância. Exaltando o Senhor Javé, oprofeta Isaías disse: "É ele que se senta sobre o círculo da terra, e oshabitantes vistos daí parecem insetos".
Oconto de Etana informa-nos que ele, procurando um shem, tinha de comunicar comuma águia dentro de um fosso. Uma descrição de selo mostra uma alta estruturaalada (uma torre de lançamento?) sobre a qual uma águia levanta vôo.

Que ou quem era a águia que levou Etana até os distantes céus?
Não podemos impedir-nos de associar o antigo texto com a mensagem transmitida à terra, em julho de 1969, por Neil Armstrong, comandante da Missão Apolo 11: "Houston! Aqui mar da Tranqüilidade! A Águia aterrissou!”
Ele relatava a primeira aterrissagem do homem na Lua. O "mar da Tranqüilidade" era o local de aterrissagem; Águia era o nome do módulo lunar que se separou do foguete e levou no seu interior os dois astronautas até a Lua (e depois de volta à nave-mãe). Quando o módulo lunar se separou pela primeira vez para iniciar seu próprio vôo na órbita lunar, os astronautas disseram à Missão de Controle em Houston: "A Águia tem asas".
Mas "Águia", podia também designar os astronautas que tripulavam a missão. Na Missão Apollo 11, a "águia" era também o símbolo dos próprios astronautas, que o usavam como emblema em seus uniformes. Tal como no conto de Etana, também eles eram "águias" que podiam voar, falar e comunicar.


Como podia um antigo artista ter representado os pilotos das naves dos deuses? Poderia ele, por alguma obra do acaso, tê-los representado como águias?
Foi exatamente isto que nós descobrimos. Um selo assírio gravado, datado de cerca do ano 1.500 a.C., mostra dois "homens-águias" saudando um shem!

Foram encontradas numerosas representações destas "águias" - os eruditos chamam-lhes "homens-pássaros". Muitas representações mostram-nos flanqueando a Árvore da Vida, como que para realçar que eles, nos seus shem's, forneciam a ligação com a residência celestial onde o Pão da Vida e a Água da Vida seriam encontrados. De fato, a representação comum dos águias mostra-os segurando numa mão o Fruto da Vida e na outra a Água da Vida, em completa conformidade com os contos de Adapa, Etana e Gilgamesh.
As muitas representações destes águias mostram claramente que não se tratava de seres monstruosos, "pássaros-homens", mas de seres antropomórficos usando roupas ou uniformes que lhes davam a aparência de águias.
O conto hitita com respeito ao deus Telepinu, que desaparecera, relata que os "grandes deuses e os deuses inferiores começaram à procura de Telepinu" e "Shamash enviou uma veloz águia" para o encontrar.
No livro do Êxodo, diz-se que Deus lembrou às crianças de Israel: "Eu trouxe-vos sobre as asas das águias e transportei-vos até mim", confirmando, ao que parece, que a via para alcançar a divina residência passava por sobre as asas das águias, tal como relata o conto de Etana. Na verdade, numerosos versos bíblicos descrevem a divindade como um ser alado. Boaz deu as boas-vindas a Ruth e à comunidade judaica como "tendo vindo sob as asas" do Deus Javé. O salmista procurou segurança "sob a sombra das asas" do Senhor e descreveu a descida dele dos céus. "Ele montou um querubim e partiu voando; Ele pairou nos ares sobre asas de vento." Analisando as similitudes entre o bíblico El (empregado como título ou termo genérico para a deidade) e o cananita El, S. Langdon (Mitologia Semita) demonstra que ambos eram representados, em textos e em moedas, como deuses alados.
Os textos mesopotâmicos apresentam, invariavelmente, Utu/Shamash como o deus encarregado do local de aterrissagem dos shem's e das águias. E tal como seus subordinados, por vezes ele aparecia envergando com todo o esplendor uma veste de águia.

No exercício de tal capacidade, ele podia conceder aos reis o privilégio de "voar nas asas dos pássaros" e de se "erguer desde os mais baixos céus até as mais supremas alturas". E quando era lançado ao alto num foguete faiscante, "atingia distâncias desconhecidas, durante horas sem conta". Adequadamente, "sua rede era a terra, sua teia, os longínquos céus".
A terminologia suméria para objetos relacionados com viagens celestiais não estava limitada aos me's que os deuses envergavam ou aos mu's, seus "carros" de forma cônica.
Os textos sumérios, descrevendo Sippar, relatam que possuía uma parte central escondida e protegida por poderosas paredes. Dentro destas paredes estava o templo de Utu, "uma casa que é como uma casa dos céus". Num pátio interior do templo, protegido também por altos muros, ficava "erigido em direção ao alto, o poderoso APIN" ("um objeto que abre caminho através", de acordo com os tradutores).
Um esboço encontrado no monte do templo de Anu em Uruk representa tal objeto. Teríamos tido dificuldade há algumas décadas em adivinhar de que objeto se tratava; hoje, sabemos que é um foguete espacial de múltiplos andares, no topo do qual descansa o cônico mu, ou cabina de comando.

A prova de que os deuses da Suméria possuíam não só "câmaras voadoras" para deambular pelos céus da terra, mas também naves-foguetes espaciais de múltiplos andares surge também do exame de textos que descrevem os objetos sagrados no templo de Utu em Sippar. Dizem-nos que às testemunhas na suprema corte suméria era requerido um juramento prestado num pátio interior, em que eles, através de um portão, podiam ver e estar na frente de três "divinos objetos". Tinham o nome de "esferas douradas" (a cabina da tripulação?), de GIR, e as alikmahrati - um termo que significava, literalmente, "acelerador que faz andar a nave", ou aquilo a que nós chamamos uma máquina, um motor.
O que ressalta daqui é uma referência a uma nave-foguete de três partes, com a cabina ou módulo de comando no topo, os motores em baixo e o gir no meio. Este último termo foi usado extensivamente em relação à noção de vôo espacial. Os guardas que Gilgamesh encontrou à entrada do local de aterrissagem de Shamash tinham o nome de homens-giro. No templo de Ninurta, a sagrada ou a muito guardada área interior era chamada GIR.SU ("onde o gir é acionado").
Gir, reconhece-se de modo geral, é um termo usado para descrever um objeto de pontas agudas. Um olhar mais profundo ao signo pictórico para gir fornece uma melhor compreensão da natureza "divina" do termo; por aquilo que vemos, trata-se de um objeto longo, em forma de seta, dividido em várias partes ou compartimentos:


Que o mu podia flutuar nos céus da terra por si próprio, ou voar por sobre os solos da Terra quando associado a um gir, ou tornado em módulo de comando no topo de um apin de múltiplos andares, é testemunho nítido da ingenuidade da engenharia dos deuses da Suméria, os deuses do céu e da terra.
Uma vista de olhos pelos pictografismos não deixa dúvidas de que quem quer que desenhasse estes sinais estava familiarizado com as formas e objetivos de foguetes com caudas de chamas de fogo, veículos semelhantes a mísseis e "cabinas" celestiais.
Finalmente, lancemos uma vista de olhos pelo signo pictográfico sumério para "deuses". O termo é uma palavra dissilábica, DIN.GIR. Já vimos qual era o símbolo GIR; um foguete de dois andares com estabilizadores. DIN, a primeira sílaba, significava "justo", "puro", "brilhante". Em conjunto, então, DIN.GIR tal como "deuses" ou "seres divinos" levam ao significado facilmente traz ao espírito a idéia de um motor a jato expelindo chamas da cauda e cuja parte da frente está aberta, para nossa confusão. Mas a confusão redunda em estupefação se "soletrarmos" dingir combinando os dois pictografismos. A cauda do gir com estabilizadores entra perfeitamente na abertura da frente do din.


KA.GIR (“boca do foguete”) mostrava um gir equipado de estabilizadores, ou foguete, dentro de um recinto subterrâneo semelhante a um dardo.

O primeiro era ESH (“celestial residência”), a câmara ou módulo de comando de um veículo espacial.
O segundo era ZIK (“ascender”), um módulo de comando levantando vôo?
“Os justos, dos brilhantes objetos pontiagudos”, ou, mais explicitamente, “os puros dos foguetes resplandecentes”.
O signo pictográfico para din era este:
que facilmente traz ao espírito a idéia de um motor a jato expelindo chamas da cauda e cuja parte da frente está aberta, para nossa confusão. Mas a confusão redunda em estupefação se “soletrarmos” dingir combinando os dois pictografismos. A cauda do gir com estabilizadores entra perfeitamente na abertura da frente do din.


O espantoso resultado é uma gravura de nave espacial propulsionada por um foguete com uma nave de aterrissagem perfeitamente incorporada ­tal como o módulo lunar que estava incorporado à nave espacial Apollo 11. É, na verdade, um veículo de três estágios em que cada parte se ajusta exatamente à seguinte: a parte da propulsão, contendo os motores, a seção intermediária, contendo reservas e equipamento e a cilíndrica "câmara do céu", abrigando pessoas chamadas dingir - os deuses da Antiguidade, os astronautas de há milênios.
Poderão subsistir dúvidas de que os povos antigos, ao chamar suas deidades "deuses do céu e da terra", queriam dizer literalmente que eles tinham vindo de algum lugar para a terra, descendo dos céus?
A evidência acerca dos antigos deuses e seus veículos, já longamente exposta à apreciação, não deixa dúvidas de que eles eram realmente seres vivos de carne e osso, literalmente gente que desceu à terra vinda dos céus.
Até os antigos compiladores do Antigo Testamento, que dedicaram a Bíblia a um único Deus, acharam necessário manifestar a presença sobre a terra em tempos remotos de tais criaturas divinas.
A seção enigmática, um horror para tradutores e teólogos, constitui o início do capítulo VI do Gênesis. Está interposta entre o retrospecto sobre a expansão do gênero humano ao longo das gerações após Adão e a história da desilusão divina com a humanidade que precedeu o dilúvio. Afirma-se aí, inequivocamente, que naquele tempo:
Os filhos dos deuses,
Viram as filhas dos homens, elas estavam bem;
E eles levaram-nas como esposas,
De todas as que escolheram.
As implicações destes versos e os paralelos com os contos sumérios de deuses de seus filhos e netos, e da prole semi-divina resultante da coabitação entre os deuses e mortais, acumula-se à medida que continuamos a ler os versos bíblicos:
Os Nefilim estavam sobre a terra,
Naqueles dias e depois também,
Quando os filhos dos deuses
Viviam com as filhas de Adão,
E elas lhes deram filhos.
Eles eram os poderosos filhos da Eternidade –
­O povo do shem.
­
A tradução acima citada não é a tradicional. Durante muito tempo, a expressão "Os Nefilim estavam sobre a terra" foi traduzida como "Havia gigantes sobre a terra", até que os tradutores mais recentes, reconhecendo o erro, recorreram simplesmente ao expediente de deixar o termo hebraico intacto na tradução. O verso "o povo do shem", como se poderia esperar, foi entendido como "o povo que tem um nome" e, deste modo, "o povo de renome". Mas como já estabelecemos, o termo shem deve ser tomado em seu significado original, um foguete, uma nave espacial.
Então, que quer dizer o termo "Nefilim"? Derivado da palavra de raiz semita NFL ("a ser lançado"), significa literalmente isso, ou seja, aqueles que foram lançados para a terra!
Teólogos contemporâneos e eruditos da Bíblia tiveram tendência a evitar os versos problemáticos. Para isso, elaboraram uma tentativa de explicação alegórica ou então, muito simplesmente, ignoraram esses versos. Mas os escritos judeus da época do Segundo Templo reconheceram nestes versos os ecos de antigas tradições de "anjos malditos". Alguns dos antigos trabalhos acadêmicos mencionam até os nomes destes seres divinos "que caíram do céu e estavam na terra naqueles dias": Sham-Hazzai ("a atenção do shem"), Uzza ("poderoso") e Uzi-El ("poder de Deus").
Malbim, um comentador bíblico de renome do século 19, reconheceu estas antigas raízes e explicou que “em tempos remotos os governadores de regiões eram os filhos das deidades que chegaram à terra vindos dos céus, e governaram a terra, e casaram com as filhas do homem; e sua prole incluía heróis e pessoas poderosas, princesas e soberanos". Estas histórias, diz Malbim, eram de deuses pagãos, "filhos de deidades que em tempos imemoriais caíram das alturas sobre a terra... é por isso que eles chamaram a si próprios 'Nefilim'", ou seja, "Aqueles que se arruinaram".
Não levando em conta as implicações teológicas, o significado literal e original dos versos não nos pode escapar: os filhos dos deuses que vieram para a terra, do alto dos céus, eram os Nefilim.
E os Nefilim eram o povo do Shem - povo das naves-foguetes. Daqui em diante, chama-los-emos pelo seu nome bíblico.
6
O Décimo Segundo Planeta
A sugestão de que a Terra foi visitada por seres inteligentes vindos de outros lugares postula a existência de outro corpo celestial sobre o qual os seres inteligentes estabeleceram uma civilização mais avançada que a nossa.
A especulação sobre a possibilidade da visita de seres inteligentes à Terra vindos de alguma outra parte estabeleceu como seu lugar de origem planetas como Marte e Vênus. No entanto, agora que está provado que estes dois vizinhos planetários da Terra não possuem nem vida inteligente nem uma civilização avançada, aqueles que acreditam na visita à Terra olham para as outras galáxias e estrelas distantes como pátria destes astronautas extraterrestres.
A vantagem destas sugestões é que, enquanto não podem ser provadas, também não podem ser desacreditadas. A desvantagem é que estes “lares" sugeridos ficam a distâncias fantásticas da Terra, sendo necessários anos e anos de viagem à velocidade da luz para os alcançar. Os autores destas sugestões postulam, assim, viagens de sentido único à Terra: uma equipe de astronautas numa missão-sem-retorno, ou, talvez uma nave espacial perdida e fora de controle, aterrissando de emergência sobre a Terra.
Esta não é, com toda a certeza, a noção suméria da celestial residência dos deuses.
Os sumérios aceitaram a existência de tal "residência celestial", "um local puro", "uma primeva residência". Enquanto Enlil, Enki e Ninhursag foram para a Terra e aí construíram seu lar, seu pai Anu permaneceu na residência celestial como seu governante. Não só referências ocasionais, mas também detalhadas "listas de deuses" nomeiam realmente 21 casais divinos da dinastia que precedeu Anu no trono do "puro lugar".
O próprio Anu reinou sobre uma corte de grande esplendor e extensão. Tal como Gilgamesh relatou (e o livro de Ezequiel confirmou), era um lugar com um jardim artificial completamente esculpido de pedras semi­-preciosas. Aí Anu residiu com sua esposa oficial Antu e mais seis concubinas, oitenta descendentes (dos quais catorze eram de Antu), um primeiro-­ministro, três comandantes encarregados dos mu's (naves espaciais), dois comandantes das armas, dois grandes mestres do conhecimento escrito, um ministro das Finanças, dois chefes da Justiça, dois "que com o seu som impressionam", dois chefes escribas com cinco escribas assistentes.
Os textos mesopotâmicos referem constantemente a magnificência do domicílio de Anu e os deuses e as armas que guardavam seu portão. O conto de Adapa relata também que o deus Enki, tendo fornecido a Adapa um shem:
Fê-lo tomar a estrada para o céu,
E para o céu ele subiu.
Quando ele ascendera ao céu,
Aproximou-se do portão de Anu.
Tammuz e Gizzida montavam guarda
Ao portão de Anu.
Guardada pelas armas divinas SHAR.UR ("caçador real") e SHAR.GAZ ("real assassino"), a sala do trono de Anu era o local da assembléia dos deuses. Nestas ocasiões, um estrito protocolo governava a ordem de entrada e lugares:
Enlil entrou na sala do trono de Anu,
Senta-se no lugar da justa tiara,
À direita de Anu.
Ea entra [na sala do trono de Anu],
Senta-se no lugar da sagrada tiara,
À esquerda de Anu.
Os deuses do céu e da terra do antigo Oriente Médio não só são originários dos céus, como podiam também regressar à residência celestial. Anu, numa ocasião, desceu à Terra em visitas de estado; Ishtal reuniu-se no alto com Anu pelo menos duas vezes. O centro de Enlil em Nippur estava equipado com o "elo céu-terra". Shamash estava encarregado das águias e do local de lançamento das naves espaciais. Gilgamesh subiu ao Local da Eternidade e regressou a Uruk. Adapa também fez a viagem e regressou para contar tudo; e assim o fez o bíblico rei de Tiro.
Um grande número de textos mesopotâmicos tratam da Apkallu, um termo acádio derivado do sumério AB.GAL ("o grande que conduz" ou "senhor que aponta o caminho"). Um estudo de Gustavo Guterbock (Die Historische Tradition und Ihre Literarische Gestaltung bei Babylonier und Hethi­ten) [A Tradição Histórica e a Sua Forma Literária entre os Babilônios e os Hititas] assegura que estes são os "homens-pássaros" representados como águias, como já mostramos. Os textos que falavam dos seus feitos dizem de um que de "fez descer Inanna dos céus, para o templo E-Anna ele a fez descer". Esta e outras referências indicam que estes Apkallu eram os pilotos das naves dos Nefilim.
Viagens de dois sentidos eram não só possíveis, como planejadas em primeiro lugar, uma vez que nos é dito que, tendo decidido estabelecer na Suméria o portão dos deuses (Babili), o chefe dos deuses explica:
Quando à fonte primeva
Para a assembléia vocês ascenderem,
Aí haverá um lugar de repouso para a noite
Para vos receber a todos.
Quando dos céus para a assembléia vocês descerem,
Aí haverá um lugar de repouso para a noite para vos receber a todos.
Compreendendo que estas viagens de dois sentidos entre a Terra e a residência celestial eram não só planejadas, como praticadas, o povo da Suméria não exilou seus deuses para distantes galáxias. O domicílio dos deuses, revela-nos o legado sumério, estava dentro do nosso próprio sistema solar.
Vimos Shamash no seu uniforme oficial como comandante das águias. Em cada um de seus pulsos ele usa um objeto que lembra um relógio, mantido em posição por fivelas de metal. Outras descrições das águias revelam que todos os importantes usavam tais objetos. Se eram eles puramente decorativos ou se serviriam para algum útil fim, não sabemos. Mas todos os acadêmicos estão de acordo que os objetos representam rosáceas - um aglomerado circular de "pétalas" irradiando de um ponto central.


A rosácea era o símbolo decorativo mais comum de templos em todas as terras antigas, predominantemente na Mesopotâmia, Ásia Ocidental, Anatólia, Chipre, Creta e Grécia. É opinião geralmente aceita que a rosácea como símbolo de templo era uma expansão ou estilização de um fenômeno celestial: um sol rodeado por seus satélites. O fato de os antigos astronautas usarem este símbolo em seus pulsos dá ainda mais credibilidade a esta opinião.
Uma representação assíria do portão de Anu na celestial residência confirma a antiga familiaridade com um sistema celestial análogo ao do nosso Sol e seus satélites. O portão de Anu na celestial residência é flanqueado por duas águias, indicando que eram necessários seus serviços para atingir tal local. O Globo Alado, o supremo emblema divino, assinala o portão. Ele é ladeado ainda pelos símbolos divinos do número sete e do crescente lunar representando (acrescentamos nós) Anu ladeado por Enlil e Enki.


Onde estão os corpos celestiais representados por estes símbolos? Onde está a residência celestial? O artista antigo responde com mais uma representação, desta vez de uma grande deidade celestial lançando seus raios para onze corpos celestes menores que a circundam. Um sol em cuja órbita gravitam onze planetas.
A reprodução de outras descrições em selos cilíndricos como este, em exposição no Museu do Antigo Oriente Médio, em Berlim, provam facilmente que esta não foi uma representação isolada.


Quando se aumenta o deus central ou corpo celeste no selo de Berlim, vê-se uma grande estrela emitindo raios, rodeada por sete corpos celestes, os planetas. Estes, por sua vez, repousam numa cadeia de 24 globos menores. Tratar-se-á apenas de uma coincidência que o número de todas as "luas" ou satélites dos planetas de nosso sistema solar (os astrônomos excluem aqueles com dezesseis quilômetros ou menos de diâmetro) seja também exatamente 24?


Agora, claro, há uma boa razão para reivindicar que estas representações (um sol com onze planetas) reproduzem o nosso sistema solar, uma vez que os estudiosos nos dizem que o sistema planetário, do qual a Terra faz parte, compreende o Sol, a Terra e a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Isto perfaz a quantidade de um Sol e apenas dez planetas (se contarmos a Lua também como planeta).
Mas não é isso que os sumérios dizem. Eles afirmam que nosso sistema é constituído pelo Sol e mais onze planetas (contando a Lua) e defendem firmemente a opinião de que, para além dos planetas hoje conhecidos, existiu um décimo segundo membro do sistema solar - o planeta pátria dos Nefilim.
A este chamaremos Décimo Segundo Planeta.
Antes de verificarmos a exatidão das informações sumérias, passemos em revista a história do nosso próprio conhecimento da terra e dos céus que a circundam.
Sabemos hoje que, para além dos gigantescos planetas Júpiter e Saturno, a distâncias insignificantes em termos de universo, mas imensas à dimensão humana, mais dois grandes planetas (Urano e Netuno) e um terceiro pequeno (Plutão) pertencem a nosso sistema solar. Mas este conhecimento é bastante recente. Urano foi descoberto por meio do uso de telescópios aperfeiçoados em 1781. Depois de o observarem durante cerca de cinqüenta anos, alguns astrônomos chegaram à conclusão de que sua órbita revelava a influência de outro planeta ainda. Guiado por estes cálculos matemáticos, o planeta desaparecido, chamado Netuno, foi detectado pelos astrônomos em 1846. Depois, por volta do fim do século 19, tornou-se evidente que mesmo Netuno estava sujeito a uma atração gravitacional. Haveria então outro planeta em nosso sistema solar? O quebra-­cabeça foi solucionado em 1930 com a observação e localização de Plutão.
Até 1780 pois, e durante séculos antes desta data, acreditou-se que havia sete membros do nosso sistema solar: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte Júpiter e Saturno. Nosso planeta não era contado como tal, uma vez que se acreditava que outros corpos celestes circundavam a Terra, o mais importante corpo celestial criado por Deus sobre o qual vivia a mais importante criação de Deus - o homem.
Nossos manuais dão geralmente a Nicolau Copérnico o crédito de ter descoberto que a Terra é apenas um dos vários planetas num sistema heliocêntrico (centrado no Sol). Temendo a ira da Igreja Católica por contestar a posição central da Terra, Copérnico publicou seu estudo (De Revolutionibus Orbium Coelestium) [Das Revoluções dos Mundos Celestes}, apenas quando se encontrava já no seu leito de morte em 1543.
Levado a examinar as pistas legadas por seculares conceitos astronômicos primeiramente pelas necessidades navegatórias da Idade das Descobertas e pelas descobertas de Colombo (1492), Magalhães (1520) e outros, de que a Terra não era plana, mas esférica, Copérnico baseou-se em cálculos matemáticos e procurou as respostas em antigos textos. Um dos poucos homens da Igreja que apoiou Copérnico, o cardeal Schonberg, escreveu­-lhe em 1536: "Soube que conhece não só o trabalho de base das antigas doutrinas matemáticas, como acabou de criar também uma nova teoria... de acordo com a qual a Terra se movimenta e é o Sol que ocupa a posição fundamental e por isso mesmo cardinal".
Os conceitos depois defendidos baseavam-se em tradições gregas e romanas, segundo as quais a Terra, que era plana, era "abobadada por cima" pelos distantes céus, nos quais as estrelas estavam fixas. Contra os céus salpicados de estrelas, os planetas (da palavra grega para "vagabundo") movem-se à volta da Terra. Havia assim sete corpos celestes dos quais derivam os sete dias da semana e os seus nomes, por exemplo, nas línguas francesa e inglesa: o Sol (Sun) - Sunday (domingo, em inglês); a Lua (Moon) - Monday (segunda-feira, em inglês); Marte (Mars) - mardi (terça­-feira, em francês); Mercúrio (Mercure) - mercredi (quarta-feira, em francês); Júpiter (Jupiter) - jeudi (quinta-feira, em francês); Vênus (Venus) ­vendredi (sexta-feira, em francês); Saturno (Saturn) - Saturday (sábado, em inglês).

Estas noções astronômicas procedem dos trabalhos e codificações de Ptolomeu, um astrônomo da cidade de Alexandria, no Egito, no século 2 a.C.
Suas descobertas definitivas dizem-nos que o Sol, a Lua e mais cinco planetas se movem em círculos à volta da Terra. A astronomia ptolomaica predominou durante mais de 1.300 anos, até que Copérnico colocou o Sol no centro.
Enquanto alguns chamaram Copérnico de "Pai da Moderna Astronomia", outros viram-no mais como um pesquisador e reconstrutor de primitivas idéias. O fato é que ele se embebeu na leitura dos escritos dos astrônomos gregos que precederam Ptolomeu, como, por exemplo, Hiparco e Aristarco de Samos. Este último sugeriu no século 3 a.C. que os movimentos dos corpos celestiais poderiam ser mais bem explicados se o Sol, e não a Terra, fosse considerado como centro do sistema. De fato, 2.000 anos antes de Copérnico, os astrônomos gregos enumeram os planetas na sua ordem correta a partir do Sol, reconhecendo assim que o Sol, e não a Terra, era o ponto focal do sistema solar.
O conceito heliocêntrico só foi redescoberto por Copérnico, e, o mais interessante, os astrônomos sabiam mais no ano 500 a.C. do que nos anos 500 e 1500 d.C.
De fato, os eruditos encontram hoje dificuldades para explicar como é que, primeiro, os antigos gregos e, depois, os romanos puderam considerar a Terra como plana, erguida de um leito de tenebrosas águas sob as quais ficava o Hades ou "Inferno", quando algumas das provas deixadas pelos astrônomos gregos dos primórdios indicam que eles pensavam de modo diferente.
Hiparco, que viveu na Ásia Menor no século 2 a.C., discutiu o "deslocamento do signo solsticial e equinocial", o fenômeno agora chamado precessão dos equinócios. Mas o fenômeno pode ser explicado apenas em termos de uma "astronomia esférica", na qual a Terra está rodeada por outros corpos celestiais como uma esfera dentro de um universo esférico.
Saberia Hiparco que a Terra era um globo e terá ele feito seus cálculos em termos de uma astronomia esférica? Igualmente importante, oferece-­se ainda outra questão. O fenômeno da precessão podia ser observado relacionando a chegada da primavera com a posição solar (tal como se fosse vista da Terra) em dada constelação zodiacal. Mas a passagem de uma casa zodiacal para outra requer 2.160 anos. Hiparco não pode ter vivido o suficiente para fazer aquela observação astronômica. Então, de onde obteve ele essa informação?
Eudóxio de Cnido, outro matemático e astrônomo grego que viveu na Ásia Menor dois séculos antes de Hiparco, desenha uma esfera celestial, da qual uma das cópias foi colocada em Roma numa estátua de Atlas segurando o mundo em seus ombros. Os desenhos na esfera representam as constelações zodiacais. Mas, se Eudóxio concebeu os céus como uma esfera, onde, em relação aos céus, ficava a Terra? Terá ele pensado que o globo celeste assentava sobre uma Terra plana - uma composição bastante difícil -, ou será que ele tinha conhecimento de uma Terra esférica, envolta por uma esfera celestial?

Os trabalhos de Eudóxio, perdidos nos seus originais, chegaram até nós graças aos poemas de Arato que, no 3º. milênio a.C., "traduziu" os fatos introduzidos pelos astrônomos para linguagem poética. Neste poema (que deve ter sido familiar a São Paulo, que o cita) as constelações são descritas com grande detalhe, "desenhadas a toda a volta"; e seu agrupamento e designação são atribuídos a uma época precedente muitíssimo mais remota. "Alguns homens dos velhos tempos pensaram e projetaram uma nomenclatura e encontraram formas apropriadas.”
Quem eram os "homens dos velhos tempos" a quem Eudóxio atribuiu a designação das constelações? Baseados em certas pistas do poema, os astrônomos modernos acreditam que os versos gregos descrevem os céus tal como eram observados na Mesopotâmia por volta do ano 2.200 a.C.
O fato de tanto Hiparco como Eudóxio terem vivido na Ásia Menor levanta a possibilidade de eles terem retirado seu conhecimento das fontes hititas. Talvez tenham mesmo visitado a capital hitita e observado aí a procissão divina gravada nas rochas do local. Na verdade, o fato de ter observado entre os deuses que marcham dois homens-touros segurando um globo pode ter inspirado Eudóxio a esculpir Atlas e a esfera celeste.

Seriam os remotos astrônomos gregos que viveram na Ásia Menor, mais bem informados que seus sucessores, porque podiam aproximar-se das fontes mesopotâmicas?
Hiparco confirmou em seus escritos que seus estudos se baseavam em conhecimento acumulado e verificado ao longo de muitos milênios. Ele nomeia como seus mentores "astrônomos babilônicos de Erech, Borsippa e Babilônia". Geminus de Rodes designa os "caldeus" (os antigos babilônicos) como os descobridores dos movimentos exatos da Lua. O historiador Diodoro Sículo, escrevendo no século 1 a.C., confirmou a exatidão da astronomia mesopotâmica; ele afirma que "os caldeus deram nome aos planetas... no centro do seu sistema estava o Sol, a maior luz, da qual os planetas 'descendiam', refletindo o brilho e a posição do Sol".
A fonte reconhecida da sabedoria astronômica grega era, então, a Caldéia. Invariavelmente, estes remotos caldeus possuíam um mais extenso e apurado conhecimento do que o dos povos que os seguiram. Durante gerações ao longo do Mundo Antigo, o nome "caldeu" foi sinônimo de
"contemplador de estrelas", astrônomo.
Abraão, originário da cidade de "Ur dos caldeus", foi instalado por Deus para contemplar as estrelas quando as futuras gerações hebraicas fossem discutidas. De fato, o Antigo Testamento estava repleto de informações astronômicas. José compara-se e aos seus irmãos a doze corpos celestes, e o patriarca Jó abençoa seus doze descendentes associando-os com as doze constelações do zodíaco. Os salmos e o livro de Jó referem-se repetidamente a fenômenos celestes, às constelações zodiacais e a outros grupos de estrelas (tal como as Plêiades). O conhecimento do zodíaco, a divisão científica dos céus e outras informações astronômicas eram, pois, comuns no antigo Oriente Médio muito antes dos dias da Grécia Antiga.
O alcance da astronomia mesopotâmica no qual os antigos astrônomos gregos se basearam deve ter sido vasto, porque só o que os arqueólogos encontraram forma uma avalanche de textos, inscrições, impressões de selos, relevos, esboços, listas de corpos celestes, presságios, calendários, tábuas das horas do nascer e pôr-do-sol e dos planetas e previsões de eclipses.
Muitos destes textos mais tardios eram por natureza mais astrológicos que astronômicos. Os céus e os movimentos dos corpos celestes parecem ter sido uma preocupação essencial dos poderosos reis, sacerdotes do templo e povos da Terra, em geral. A contemplação de estrelas, ao que parece, deve ter tido como objetivo a descoberta nos céus de uma resposta para o curso dos acontecimentos na Terra - guerra, paz, abundância e fome.
Compilando e analisando centenas de textos do 1º. milênio a.C., R.C. Thompson (The Reports of the Magicians and Astrologers of Nineveh and Babylon) [Os Relatos dos Mágicos e Astrólogos de Nínive e Babilônia] foi capaz de demonstrar que estes contempladores de estrelas estavam preocupados com os destinos da terra, dos seus povos e dos seus governantes, de um ponto de vista nacional, e não com os destinos individuais (ao contrário da astrologia "horoscópica" atual):
Quando a Lua no seu tempo previsto não for vista, haverá uma invasão de uma poderosa cidade.
Quando um cometa atinge a órbita do Sol, a inundação do solo será diminuída; por duas vezes acontecerão tumultos.
Quando Júpiter acertar com Vênus, as orações da Terra chegarão aos corações dos deuses.
Se o Sol permanece na estação da Lua, o rei da Terra estará seguro em seu trono.
Até esta astrologia requereu um conhecimento astronômico integrado e apurado, sem o qual nenhum presságio era possível. Os mesopotâmicos, na posse deste conhecimento, fizeram a distinção entre as estrelas "fixas" e os planetas que "vagueavam", e sabiam que o Sol e a Lua não eram nem estrelas fixas nem planetas comuns. Eles estavam familiarizados com cometas, meteoros e outros fenômenos celestes e podiam calcular as relações entre os movimentos do Sol, da Lua e da Terra e predizer eclipses. Seguiam os movimentos dos corpos celestes e relacionavam-nos com a órbita da rotação da Terra através do sistema helicoidal, ainda hoje em uso, que calcula o nascimento e o ocaso de estrelas e planetas nos céus da Terra em relação ao Sol.
Para acompanhar o desenvolvimento dos movimentos dos corpos celestes e de suas posições nos céus em relação à Terra e em relação de uns com os outros, os babilônios e assírios elaboraram efemérides precisas. Estas tábuas catalogavam e prediziam as posições futuras de corpos celestes. O prof. George Sarton (Chaldean Astronomy of the Last Three Centuries a.C.) [Astronomia Caldéia dos Últimos Três Séculos a.C.] descobriu que elas eram calculadas segundo dois métodos: um posterior, usado na Babilônia, e um mais antigo, vindo de Uruk. A inesperada descoberta revelou que o antigo método de Uruk era mais sofisticado e preciso do que o sistema posterior. O professor explica esta surpreendente situação concluindo que as noções astronômicas errôneas dos gregos e dos romanos resultaram da mudança para a filosofia que explica o mundo em termos geométricos, enquanto os sacerdotes-astrônomos da Caldéia seguiam as fórmulas e as tradições sumérias prescritas.
A descoberta das civilizações mesopotâmicas há 100 anos não deixa dúvidas de que, no campo da astronomia, como em tantos outros, as raízes profundas de nosso conhecimento estão na Mesopotâmia. Também neste campo nos aproximamos e damos continuidade à herança da Suméria.
As conclusões de Sarton foram reforçadas pelos estudos de largo alcance do prof. O. Neugebauer (Astronomical Cuneifonn. Texts) [Textos Cuneiformes Astronômicos], que se admirou ao descobrir que as efemérides, precisas como eram, não se baseavam em observações feitas pelos astrônomos babilônicos, que as preparavam. Em vez disso, eram calculadas "a partir de esquemas aritméticos fixos... que eram determinados e não podiam sofrer interferências dos astrônomos que os usavam".
Esta adesão automática a "esquemas aritméticos" foi adquirida com a ajuda de "textos de conduta" que acompanhavam as efemérides, os quais "forneciam as regras para calcular as efemérides passo a passo" de acordo com uma "estrita teoria matemática". Neugebauer concluiu que os astrônomos babilônicos ignoravam as teorias em que se baseavam as efemérides e seus cálculos matemáticos. Ele admitiu também que "a fundamentação empírica e teórica" destas tábuas precisas, em grande parte, escapa até aos eruditos de hoje. Ainda assim, ele está convencido de que "devem ter existido antigas teorias astronômicas, porque é impossível projetar esquemas de cálculo altamente complexos sem um plano muito elaborado".
O prof. Alfred Jeremias (Handbuch der Altorientalischen Geistkultur) [Livro de Bolso da Cultura Espiritual do Antigo Oriente] concluiu que os astrônomos babilônicos estavam familiarizados com o fenômeno do movimento retrógrado, com o aparentemente irregular movimento de serpente descrito pelos planetas quando vistos da Terra, causado pelo fato de a Terra girar ao redor do Sol com maior ou menor velocidade que os outros planetas. O significado deste conhecimento repousa não só no fato do movimento retrógrado ser um fenômeno relacionado com as órbitas à volta do Sol, como também por serem necessários longos períodos de observação para as compreender e seguir seu curso.
Onde foram desenvolvidas estas complicadas teorias, e quem fez as observações sem as quais elas não poderiam ter sido desenvolvidas? Neugebauer salienta que “nos textos de conduta deparamos com um grande número de termos técnicos de leitura totalmente desconhecida, se não de desconhecido significado". Alguém muito anteriormente aos babilônios possuiu conhecimento astronômico e matemático muito superior ao da posterior cultura da Babilônia, Assíria, Egito, Grécia e Roma.
Os babilônios e os assírios dedicaram uma parte substancial dos seus esforços astronômicos na manutenção de um calendário exato. Tal como o calendário judaico até hoje, era um calendário solar-lunar correlacionando ("intercalando") o ano solar de pouco mais de 365 dias com um mês lunar de pouco menos de trinta dias. Enquanto se impunha um calendário para os negócios e outras necessidades mundanas, sua precisão era requerida primordialmente para determinar o exato momento e dia do ano-novo e outras festas e adoração dos deuses.
Para medir e correlacionar os intricados movimentos do Sol, Terra, Lua e planetas, os sacerdotes-astrônomos mesopotâmicos baseavam-se numa complexa astronomia esférica. A Terra era considerada como uma esfera com um equador e pólos; os céus estavam também divididos em linhas equatoriais e polares imaginárias. A passagem dos corpos celestes relacionava-se com a elíptica, a projeção do plano da órbita da Terra à volta do Sol sobre a esfera celestial, os equinócios (os pontos e os horários em que o Sol no seu movimento anual aparente cruza a norte e a sul o equador celestial) e os solstícios (a época em que o Sol durante o seu movimento anual aparente ao longo da elíptica está na sua maior inclinação a norte e a sul). Todos estes conceitos astronômicos são usados até hoje.
Mas os babilônios e os assírios não foram os inventores do calendário nem dos engenhosos métodos para seu cálculo. Seus calendários, tal como os nossos, são originários da Suméria. Aí os estudiosos encontraram um calendário em uso desde os tempos mais remotos, que é a base de todos os calendários posteriores. O principal calendário e modelo era o de Nippur, a sede e o centro de Enlil. O nosso calendário atual tem aquele como modelo.
Para os sumérios, o ano-novo começava no momento exato em que o Sol atravessava o equinócio da primavera. O prof. Stephen Langdon (Tablets from the Archives of Drehem) [Barras dos Arquivos de Drehem] descobriu que registros deixados por Dungi, um governante de Ur por volta do ano 2.400 a.C., mostram que o calendário de Nippur selecionava certo corpo celeste cuja posição contra o nascer do Sol possibilitava a determinação do momento exato da chegada do novo ano. Isto, concluiu ele, era feito "talvez 2.000 anos antes da era de Dungi", ou seja, cerca do ano 4.400 a.C.!
É possível que os sumérios, sem os instrumentos atuais, tenham, ainda assim, tido o sofisticado conhecimento astronômico e matemático requerido por uma astronomia e geometria esféricas? De fato, tal como nos mostra sua língua, tiveram-no.
Eles possuíam um termo - DUB - que significava (em astronomia) a "circunferência do mundo" de 360°, em relação à qual falavam da curvatura ou arco dos céus. Para seus cálculos astronômicos e matemáticos desenharam o AN.UR, - um "horizonte celeste" imaginário contra o qual podiam calcular o nascimento e ocaso dos corpos celestes. Perpendicularmente a este horizonte colocaram uma linha vertical imaginária, a NU.BU.SAR.DA; com sua ajuda, obtiveram o ponto de zênite e chamaram­-lhe AN.PA. Traçaram as linhas a que chamamos meridianos e puseram-lhes o nome de "as meias-luas graduadas"; as linhas de latitude chamavam-se "linhas médias do céu". A linha de latitude marcando o solstício de verão, por exemplo, era chamada AN.BIL. ("ponto de fogo dos céus").
Os textos acádios, hurritas, hititas e outras obras-primas literárias do antigo Oriente Médio, sendo traduções ou versões dos originais sumérios, estavam repletos de palavras emprestadas da língua suméria dos campos vocabulares dos corpos celestiais e fenômenos. Os estudiosos babilônicos e assírios que redigiram listas de estrelas e assentaram cálculos dos movimentos planetários fizeram freqüentes notas nos originais sumérios em barras indicando que se tratava de cópias ou traduções. Os 25 mil textos dedicados à astronomia e astrologia, que se diz terem estado incluídos na biblioteca de Nínive do rei Assurbanipal, contêm freqüentemente a indicação de suas origens sumérias.
Uma série astronômica principal, a que os babilônios chamavam "O Dia do Senhor", foi declarada por seus escribas como tendo sido copiada de uma barra suméria escrita no tempo de Sargão de Acádia, no 3º. milênio a.C. Uma barra datada da terceira dinastia de Ur, também no 3º. milênio a.C., descreve e lista uma série de corpos celestes com tanta clareza que os estudiosos modernos tiveram poucas dificuldades em reconhecer no texto uma classificação de constelações, entre as quais a Ursa Maior, o Dragão, a Lira, o Cisne e Cefeu, e o Triângulo nos céus do norte; Órion, Cão Maior, Hidra, Corvo e Centauro nos céus do sul; e as constelações zodiacais normais na faixa celeste central.
Na Mesopotâmia Antiga os segredos do conhecimento celestial eram preservados, estudados e transmitidos por astrônomos-sacerdotes. Talvez de acordo com esta tradição, três dos estudiosos a quem se dá o crédito de nos terem devolvido esta perdida ciência "caldaica" são padres jesuítas: Joseph Epping, Johann Strassman e Franz X. Kugler. Kugler, num primoroso trabalho (Sternkunde und Sterndienst in Babel) [Astronomia e Astrologia na Babilônia], analisou, decifrou, selecionou e explicou um vasto número de textos e listas. Em dada altura, "invertendo os céus" matematicamente, conseguiu apresentar uma lista de 33 corpos celestiais nos céus da Babilônia no ano 1.800 a.C. que estava nitidamente sistematizada de acordo com os atuais agrupamentos!
Depois de muito trabalho, decidindo quais os verdadeiros grupos e aqueles que eram meramente subgrupos, a comunidade astronômica mundial concordou (em 1925) em dividir os céus, tal como são vistos da Terra, em três regiões - norte, centro e sul - e agrupar as estrelas em 88 constelações, veio-se a descobrir mais tarde que não havia nada de novo nisto, porque os sumérios foram os primeiros a dividir os céus em três faixas ou "caminhos" - o "caminho" do norte tomou o nome de Enlil, o do sul, de Ea, e a faixa central era a "Via de Anu" - e associou a estas faixas várias constelações. A atual faixa central, com doze constelações zodiacais, corresponde exatamente à Via de Anu, na qual os sumérios agruparam as estrelas em doze casas.
Na Antiguidade, como hoje em dia, o fenômeno era relacionado com o conceito do zodíaco. O grande círculo da Terra à volta do Sol estava dividido em doze partes iguais de 30° cada uma. As estrelas vistas em cada um destes segmentos, ou "casas", eram agrupadas numa constelação; depois, cada uma delas era denominada de acordo com a forma que as estrelas do grupo pareciam tomar.
Devido ao fato das constelações e suas subdivisões, e até das estrelas individuais dentro das constelações, terem
alcançado a civilização ocidental com os nomes e descrições emprestados em grande parte da mitologia grega, o mundo ocidental inclinou-se durante quase dois milênios a conceder o crédito desta conquista aos gregos. Mas agora está evidente que os mais remotos astrônomos gregos simplesmente adaptaram à sua língua e mitologia uma astronomia já existente obtida dos sumérios. Já observamos como Hiparco, Eudóxio e outros obtiveram o seu conhecimento. Até Tales, o mais antigo astrônomo grego de peso, que se diz ter previsto o eclipse solar total de 28 de maio de 585 a.C., que fez parar a guerra entre lídios e medos, confessou que as fontes de seu conhecimento eram de origem mesopotâmica pré-semita, nomeadamente, suméria.
Adquirimos o termo "zodíaco" da palavra grega zodiakos kiklos ("ciclo animal"), porque a exposição dos grupos de estrelas assemelhava-se à forma de um leão, de peixes, e por aí adiante. Mas estas formas e nomes imaginários foram, na verdade, idealizados pelos sumérios, que chamavam às doze constelações zodiacais UL.HE. ("o brilhante rebanho"):
1. GU.AN.NA ("touro celestial"), Touro.
2. MASH.TAB.BA ("gêmeos"), nosso Gêmeos.
3. DUB ("pinças", "tenazes"), o Caranguejo ou Câncer.
4. UR.GULA ("leão"), Leão.
5. AB.SIN ("o pai dela era Sin"), a Donzela, Virgem.
6. ZI.BA.AN.NA ("destino celestial"), as escalas da Balança, Libra.
7. GIR.TAB ("que crava e corta"), Escorpião.
8. PA.BIL ("defensor"), o Arqueiro, Sagitário.
9. SUHUR.MASH ("peixe-cabra"), Capricórnio.
10. GU ("senhor das águas"), o Carregador de Água, Aquário.
11. SIM.MAH ("peixes"), Peixes.
12. KU.MAL ("o habitante do campo"), Carneiro, Áries.


As representações pictóricas ou signos do zodíaco, tal como seus nomes, permaneceram virtualmente intactos desde sua introdução na Suméria.
Até a introdução do telescópio, os astrônomos europeus aceitaram o reconhecimento ptolomaico de apenas dezenove constelações nos céus do norte. Por volta de 1925, quando se chegou a um acordo sobre a classificação corrente, já 28 constelações tinham sido identificadas naquela que os sumérios chamavam a Via de Enlil. Não nos devemos admirar que, ao contrário de Ptolomeu, os antigos sumérios reconheceram, identificaram, agruparam, denominaram e listaram todas as constelações dos céus do norte!
Dos corpos celestiais na Via de Enlil, doze eram julgados como sendo de Enlil, estabelecendo um paralelo com os doze corpos celestes zodiacais da Via de Anu. Do mesmo modo, no hemisfério sul dos céus - a Via de Ea - doze constelações foram listadas não meramente como fazendo parte dos céus meridionais, como também sendo do deus Ea. Em adição a estas doze constelações principais de Ea, várias outras foram listadas para os céus do sul - embora não tantas como as até hoje identificadas.
A Via de Ea pôs sérios problemas aos assiriologistas que empreenderam a imensa tarefa de desenredar o antigo conhecimento astronômico não apenas em termos de conhecimento moderno, mas também baseados no aspecto dos céus de séculos e milênios atrás. Observando os céus meridionais de Ur ou Babilônia, os astrônomos podiam apenas ver pouco mais de metade dos céus do sul - o resto ficava já abaixo do horizonte. Ainda assim, se corretamente identificadas, algumas das constelações da Via de Ea ficam bem abaixo do horizonte. Mas surgiu um problema ainda mais grave: se (tal como consideraram os estudiosos) os mesopotâmios acreditaram (tal como os gregos em tempos posteriores) que a Terra era uma massa de terra seca pousada sobre uma caótica escuridão de um mundo inferior (o Hades grego) - um disco chato sobre o qual os céus se arqueavam em semicírculo -, então, não deveria haver nenhum céu do sul!
Limitados à pressuposição de que os mesopotâmios estavam obrigados a um conceito de Terra plana, os eruditos modernos não podiam permitir que suas conclusões os levassem muito mais abaixo do que à linha equatorial dividindo norte e sul. A evidência, no entanto, mostra que as três "vias" sumérias englobavam os céus inteiros de uma Terra esférica e, claro, não plana.
Em 1900, T. G. Pinches relatou à Real Sociedade Asiática que conseguira reunir e reconstruir um astrolábio mesopotâmico completo (literalmente, um "tomador de estrelas"). Ele apresentou um disco circular, dividido como uma pizza em doze segmentos e três anéis concêntricos, resultando num campo de 36 frações. Todo o desenho tinha a aparência de uma rosácea de doze "folhas", cada uma das quais com o nome de um mês aí escrito. Pinches numerou-as então de I a XII, por conveniência, começando com Nisannu, o primeiro mês do calendário mesopotâmico.

Cada uma das 36 frações contém também um nome com um pequeno círculo embaixo, significando que se tratava do nome de um corpo celeste. Desde então, esses nomes têm sido encontrados em muitos textos e "listas de estrelas" e são indubitavelmente os nomes de constelações, estrelas ou planetas.
Cada um dos 36 segmentos tinha também um número escrito sob o nome do corpo celeste. No anel mais interior, os números vão de 30 a 60; no anel central, de 60 (escrito como "1") a 120 (este "2" no sistema sexagesimal significava 2 x 60 = 120); e no anel exterior, de 120 a 240. Que representavam estes números?
Escrevendo quase cinqüenta anos depois da apresentação de Pinches, o astrônomo e assiriologista O. Neugebauer (A History of Ancient Astronomy: Problems and Methods) [Uma História da Antiga Astronomia: Problemas e Métodos] só pode dizer que "todo o texto constitui uma espécie qualquer de mapa celestial esquemático... em cada um dos 36 campos encontramos o nome de uma constelação e números simples cujo significado não está ainda hoje claro". Um importante perito no assunto, B. L. van der Waerden (Babylonian Astronomy: the Thirty-Six Stars) [Astronomia Babilônica: as Trinta e Seis Estrelas], refletindo sobre a clara ascensão e queda dos números em alguns ritmos, pode apenas sugerir que "os números têm algo a ver com a duração da luz diurna".
O quebra-cabeça, acreditamos, só pode ser resolvido se nos afastarmos da idéia de que os mesopotâmios acreditaram numa Terra plana e se reconhecermos que seu conhecimento astronômico era tão bom como o nosso - não porque eles tivessem melhores instrumentos que nós, mas porque sua fonte de informação eram os Nefilim.
Sugerimos que os números enigmáticos representam graus do arco celestial, tendo o Pólo Norte como ponto de partida, e que o astrolábio era um planisfério, a representação de uma esfera sobre a superfície plana.
Enquanto os números aumentam e diminuem, aqueles que estão nos segmentos opostos à Via de Enlil (tal como Nisannu - 50, Tashritu ­ 40) somam 90; todos os da Via de Anu somam 180; e os da Via de Ea somam 360 (tal como Nisannu, 200, Tashritu, 160). Estas figuras são demasiado familiares para serem mal interpretadas; representam segmentos de uma circunferência esférica completa: um quarto (90°), metade (180°), ou o círculo completo (360°).
Os números dados para a Via de Enlil estão emparelhados de modo a mostrar que este segmento sumério dos céus setentrionais se expandia ao longo de 60° desde o Pólo Norte, fazendo fronteira com a Via de Anu a 30° abaixo do equador. Depois, mais para sul e ainda mais longe do Pólo Norte, fica a Via de Ea - aquela parte da terra e do globo celeste situada entre 30° sul e o Pólo Sul.




Osnúmeros nos segmentos da Via de Ea perfazem 180° em Addaru (fevereiro-março) e Ululu(agosto-setembro). O único ponto que está a 180° de distância do Pólo Norte é oPólo Sul, quer se dirija para o sul pelo leste ou pelo oeste. E isto só podeser verdadeiro se se tratar de uma esfera.
Aprecessão é o fenômeno causado pela oscilação do eixo norte-sul da Terra,fazendo com que o Pólo Norte (aquele que indica a Estrela do Norte) e o PóloSul descrevam um grande círculo nos céus. O evidente atraso da Terra contra asestreladas constelações chega acerca de cinqüenta segundos de arco durante umano, ou um grau em 72 anos. O grande círculo - o tempo que leva o Pólo Norte daTerra para apontar a mesma Estrela do Norte - dura, deste modo, 25.920 anos (72x 360) e é aquilo a que os astrônomos chamam o Grande Ano ou o Ano Platônico(uma vez que, ao que parece, também Platão estava a par deste fenômeno).
Onascimento e ocaso de várias estrelas consideradas significantes na Antiguidadee a determinação precisa do equinócio da primavera, ou vernal (que anunciava oano-novo) estavam relacionadas com a casa zodiacal na qual ocorriam. Devido àprecessão, o equinócio vernal e outros fenômenos celestiais, retardados de anopara ano, foram, finalmente, atrasados uma vez em 2.160 anos por uma casazodiacal completa. Os nossos astrônomos continuam a empregar um "pontozero" ("o primeiro ponto de Áries") que marcava o equinóciovernal por volta do ano 900 a.C., mas este ponto foi agora desviado até a casade Peixes. Cerca do ano 2.100 da nossa era, o equinócio vernal começará aocorrer na casa de Aquário precedente. É isto que querem dizer aqueles quefalam que estamos para entrar para a Era de Aquário.


Umavez que o deslocamento de uma casa zodiacal para outra leva mais de doismilênios, perguntaram-se os eruditos, como e quando poderia Hiparco teraprendido o fenômeno da precessão no século 2 a.C. É agora claro que esta fontede conhecimento era suméria. As descobertas do prof. Langdon revelam que ocalendário de Nippur, estabelecido por volta do ano 4.400 a.C., na Idade doTouro, reflete o conhecimento da precessão e deslocamento das casas zodiacaisque ocorreram 2.160 anos mais cedo. O prof. Jeremias, que correlacionou ostextos astronômicos mesopotâmicos com os textos astronômicos hititas, foitambém da opinião de que as mais velhas barras astronômicas registravam amudança de Touro para Áries e, concluiu ele, os mesopotâmios predisseram eanteciparam a mudança de Áries para Peixes.
Reforçandoestas conclusões, o prof. Willy Hartner (The Earliest History of theConstellations in the Near East) [A Remota História das Constelações no OrienteMédio] sugeriu que os sumérios deixaram uma vasta evidência pictórica queconcorre para essas mesmas conclusões. Quando o equinócio vernal estava nozodíaco de Touro, o solstício de verão ocorria no zodíaco de Leão. Hartnerchamou a atenção para o tema constante de um "combate" Touro-Leãoaparecer nas descrições sumérias desde os mais remotos tempos e sugeriu queestes temas representaram as posições-chave das constelações de Touro (o tourodo "combate") e de Leão para um observador a 30° norte (tal como sefosse de Ur) por volta do ano 4.000 a.C.

Amaior parte dos estudiosos considera que a tônica dos sumérios em apresentaremTouro como sua primeira constelação, prova não só a antiguidade do zodíaco -datado de cerca do ano 4.000 a.C. -, como é testemunha também da época em que acivilização suméria tão repentinamente começou. O prof. Jeremias (The OldTestament in the Light of the Ancient East) [O Antigo Testamento à Luz doAntigo Oriente] encontrou provas mostrando que o "ponto zero"zodíaco-cronológico dos sumérios ficava precisamente entre Touro e Gêmeos;deste e de outros fatos, ele concluiu que o zodíaco fora idealizado na Idade deGêmeos - ou seja, antes até do início da civilização suméria. Uma barra sumériano Museu de Berlim (VAT.7847) começa a lista das constelações zodiacais comLeão, levando-­nos de volta até cerca do ano 11.000 a.C., quando o homem acabara de começar a lavrar a terra.
Oprof. H. V. Hilprecht (The Babylonian Expedition of the University of Pensylvania)[A expedição Babilônica da Universidade de Pensilvânia] foi ainda mais longe.Estudando milhares de barras com classificações matemáticas, concluiu que"todas as tábuas de multiplicação e divisão das bibliotecas do templo deNippur e Sippar e da biblioteca de Assurbanipal [em Nínive] se baseiamsobre [o número] 12.960.000". Analisando este número e seu significado,concluiu que só se podia relacionar com o fenômeno da precessão e que ossumérios tinham conhecimento do Grande Ano de 25.920 anos.
Istoé, na verdade, uma fantástica sofisticação astronômica impossível em tal época.
Talcomo é evidente que os astrônomos sumérios possuíram um conhecimento que comtoda a certeza não podiam ter adquirido por eles próprios, assim há tambémprovas que mostram que uma boa parte do seu conhecimento não tinha uso práticopara eles.
Istodiz respeito não apenas aos muito sofisticados métodos astronômicos que eramusados - quem na antiga Suméria precisava realmente estabelecer um equadorcelestial, por exemplo? -, como também a uma variedade de textos elaborados quetratam das medições das distâncias interestelares.
Umdestes textos, conhecido como AO.6478, lista as 26 estrelas principais,visíveis ao longo da linha a que hoje chamamos Trópico de Câncer, e fornece asdistâncias entre elas como medidas de três formas diferentes. O texto dá-nos,primeiro, as distâncias entre estas estrelas por intermédio de uma unidadechamada mana shukultu ("medido e pesado"). Crê-se que este engenhosoartifício relacionava o peso da água fluindo com a passagem do tempo. Tornoupossível a determinação das distâncias entre duas estrelas em termos de tempo.
Asegunda coluna de distâncias era em termos de graus do arco dos céus. O diacompleto (período de luz e noite) estava dividido em doze horas duplas. O arcodos céus compreendia um círculo completo de 360°. Por isso, um beru ou"hora dupla" representava 30° do arco dos céus. Por este método, apassagem do tempo na terra fornecia uma medida das distâncias em graus entre oscorpos celestes nomeados.
Oterceiro método de medição era o beru ina shame ("comprimento noscéus"). F. Thureau-Dargin (Distâncias entre Estrelas Fixas) salientou que,enquanto os dois primeiros métodos eram relativos a outros fenômenos, esteterceiro método fornecia medições absolutas. Um "beru celestial",acredita ele e outros, equivalia a 10.692 metros atuais. A "distância noscéus" entre as 26 estrelas foi calculada no texto como sendo somada a655,200 "beru desenhados no céu".
Aexistência de três diferentes métodos de medição de distâncias entre asestrelas dá-nos a exata noção da importância vinculada a semelhante assunto. E, no entanto, quem entre oshomens e as mulheres da Suméria precisava de tal conhecimento, e quem entreeles podia ter idealizado os métodos e servir-se apropriadamente deles? A únicaresposta possível é esta: os Nefilim, eles sim, tinham o conhecimento e anecessidade de tão exatas medições.
Capazesde viajar no espaço, chegando à Terra vindos de outro planeta, deambulandopelos céus da terra, eles eram os únicos que podiam possuir, e possuíam, àépoca da alvorada da civilização humana, o conhecimento astronômico querequereu milênios para se desenvolver; os métodos sofisticados, a matemática eos conceitos de uma avançada astronomia, e a necessidade de ensinar os escribashumanos a copiar e registrar, meticulosamente, tábua após tábua, as distânciasnos céus, a ordem de estrelas e grupos de estrelas, os helicoidais nascimentose ocasos, um complexo calendário Sol-Lua-Terra, e o restante e notávelconhecimento tanto do céu como da terra.
Contraeste painel de fundo, ainda poderemos julgar que os astrônomos mesopotâmicos,guiados pelos Nefilim, não tinham consciência dos planetas para além deSaturno, não sabiam de Urano, Netuno e Plutão? Seu conhecimento da própriafamília da terra, o sistema solar, seria menos completo do que o das longínquasestrelas, de sua ordem e de suas distâncias?
Asinformações astronômicas dos tempos antigos contidas em centenas de textosdetalhados inventariam corpos celestes, nitidamente arranjados por sua ordemcelestial, ou pelos deuses, com meses, terras ou constelações às quais estavamassociados. Um destes textos, analisado por Ernst F. Weidner (Handbuch derBabylonischen Astronomie) [Livro de Bolso da Astronomia Babilônica], é chamado"A Grande Lista de Estrelas". Nele estão inventariadas em cincocolunas dezenas de corpos celestes relacionados uns com os outros, com osmeses, regiões e deidades. Outro texto lista corretamente as principaisestrelas das constelações zodiacais. Um texto indexado com a referência B.M.86378 sistematizava (em sua parte intacta) 71 corpos celestes por sualocalização nos céus - e o mesmo se passa em muitos outros textos.
Esforçando-sepor dar um sentido a esta avalanche de textos, e especialmente em identificarcorretamente os planetas de nosso sistema solar, uma série de estudiosos chegoua intrigantes resultados. Como sabemos agora, seus esforços estavam condenadosao fracasso porque consideraram, erradamente, que os sumérios e seus sucessoresdesconheciam que o sistema solar era heliocêntrico, que a Terra não era senãoum entre vários outros planetas e que existiam mais planetas para além deSaturno.
Ignorandoa possibilidade de certos nomes nas listas de estrelas poderem ter sido aplicadosà própria Terra, e procurando aplicar o grande número de outros nomes eepítetos apenas aos cinco planetas que julgavam ser os únicos conhecidos pelossumérios, os estudiosos chegaram a conflituosas conclusões. Alguns sugeriramaté que a confusão não era deles, mas sim dos caldeus. Por alguma razãodesconhecida, diziam eles, os caldeus agitaram-se à volta dos nomes dos cincoplanetas "conhecidos".
Ossumérios referem-se a todos os corpos celestiais (planetas, estrelas ouconstelações) por MUL ("quem brilha nas alturas"). O termo acádiokakkab era, do mesmo modo, aplicado pelos babilônios e assírios como o termogeral para designar qualquer corpo celeste. Esta prática continuou a frustraros estudiosos, que procuravam decodificar os antigos textos astronômicos. Masalguns mul's, denominados LU.BAD, designavam claramente planetas de nossosistema solar.
Sabendoque o nome grego para os planetas era "vagabundos", os eruditos leramem LU.BAD "carneiros vagabundos", derivando de LU. ("Aqueles quesão guardados pelo pastor") e de BAD ("alto e longínquo"). Masagora que mostramos que os sumérios tinham plena consciência da verdadeiranatureza do sistema solar, os outros significados do termo bad ("osvetustos", "a fundação", "aquele onde está a morte")assumem uma significação direta.
Estesepítetos são apropriados para o Sol e segue-se que, por lubad, os sumériosentendiam não só "carneiros vagabundos", mas também"carneiros" guardados pelo pastor Sol - os planetas do nosso Sol.
Alocalização e a relação dos lubad entre si e com o Sol eram descritas em muitostextos astronômicos mesopotâmicos. Havia referências aos planetas situados"acima" e aos situados "abaixo", e Kugler imaginoucorretamente que o ponto de referência era a própria Terra.
Mas,em sua maior parte, as composições dos textos astronômicos, falavam dosplanetas como MUL.MUL, um termo que fez os estudiosos usarem a imaginação. Naausência de uma melhor solução, a maior parte dos estudiosos concordaramem que o termo designava as Plêiades, um conglomerado de estrelas naconstelação zodiacal do Touro, através do qual passava o eixo do equinócio daprimavera (visto da Babilônia) cerca do ano 2.200 a.C. Os textos mesopotâmicosindicavam freqüentemente que o mulmul incluía sete LU.MASH (sete "vagabundosque são familiares"), e os eruditos julgaram que estes eram os maisbrilhantes componentes das Plêiades, que podem até ser vistos a olho nu. O fatode que, dependendo da classificação, o grupo tem seis ou nove estrelas degrande magnitude, e não sete, colocou um problema; mas ele foi posto de ladopela falta de melhores sugestões acerca do significado de mulmul.
FranzKugler (Sternkunde und Stemdienst in Babel) aceitou relutantemente as Plêiadescomo solução, mas exprimiu sua surpresa ao encontrar nos textos mesopotâmicos,sem nenhuma ambigüidade, a indicação de que mulmul incluía não só os"vagabundos" (planetas), mas também o Sol e a Lua - o que tornaimpossível a aceitação da idéia das Plêiades. Ele deparou com textos queafirmam claramente que "mulmul ul-shu 12" ("mulmul é uma faixade doze"), dos quais dez formam um grupo distinto.
Nossasugestão é que o termo mulmul se referia ao sistema solar, usando a repetição(MUL.MUL) para indicar o grupo como um todo, como "o corpo celestecompreendendo todos os corpos celestes".
CharlesVirolleaud (L’Astrologie Chaldéenne) [À Astrologia Caldéia] fez atransliteração de um texto mesopotâmico (K.3558) que descreve os membros domulmul ou grupo kakkabu/kakkabu. As últimas linhas do texto são explícitas:

Kakkabu!kakkabu.
O número dos seus corpos celestes é doze.
Doze as estações dos seus corpos celestes.
Os meses completos da Lua são doze.

Otexto não deixa dúvidas: o mulmul - o nosso sistema solar - era constituído pordoze membros. Talvez que isto não devesse constituir surpresa, uma vez que oestudioso grego Diodoro, explicando as três “vias" dos caldeus e aconseqüente listagem de 36 corpos celestes, afirmou que "desses deusescelestiais, doze sustinham uma grande autoridade; a cada um destes os caldeusassociam um mês e um signo do zodíaco".
ErnstWeidner (Der Tierkreis und die Wege am Himmel) [O Zodíaco e os Caminhos no Céu]relata que, além da Via de Anu e de suas doze constelações zodiacais, algunstextos se referem também à "via do Sol", constituída também por dozecorpos celestes: o Sol, a Lua e outros dez. A linha 20 da assim chamada barraTE afirmava: “naphar 12 sheremesh ha.la sha kakkab.lu sha Sin u Shamash inalibbi ittiqu”, o que significa, "ao todo, doze membros aos quais pertencema Lua e o Sol, onde os planetas orbitam”.
Podemosagora entender o significado do número doze no Mundo Antigo. O grande círculodos deuses sumérios e, depois deles, os deuses olímpicos consistiam exatamenteem doze membros. Os deuses mais jovens apenas podiam juntar-se a este círculose os mais velhos se retirassem. De modo semelhante, qualquer vaga tinha de serpreenchida para manter o divino número de doze. O principal círculo celestial,a via do Sol com seus doze membros, estabelece o padrão, de acordo com o qualcada outra faixa celestial foi dividida em doze segmentos ou a ela seatribuíram doze corpos celestes principais. Do mesmo modo, havia doze meses numano, doze horas duplas em cada dia. A cada divisão da Suméria seassociavam doze corpos celestes como medida de boa sorte.
Muitostextos, como, por exemplo, o de S. Langdon (Babylonian Menologies and theSemitic Calendar) [Menologias Babilônicas e Calendários Semitas], mostram que adivisão do ano em doze meses era, desde seus primórdios, relacionada com osdoze grandes deuses. Fritz Hommel (Die Astronomie der alten Chaldäer) [AAstronomia dos Antigos Caldeus] e outros, depois dele, mostraram que os dozemeses estavam intimamente relacionados com os doze signos zodiacais e que ambosderivaram de doze corpos celestes principais. Charles F. Jean (LexicologieSumerienne) [Lexicologia Suméria] reproduz uma lista suméria de 24 corposcelestes emparelhando doze constelações zodiacais com doze membros do nossosistema solar.
Numlongo texto, identificado por F. Thureau-Dangin (Ritueles Accadiens) [RituaisAcádios] como um programa de templo para o Festival de Ano-Novo na Babilônia,as provas da consagração do doze como o fenômeno celeste central sãopersuasivas. O grande templo, o Esagila, tinha doze portões. Os poderes detodos os deuses celestes eram investidos em Marduk pela récita, doze vezespedida, da declaração "Meu Senhor, não é Ele o meu senhor". Depois,era invocada a misericórdia do deus doze vezes, e a de sua esposa doze vezestambém. O total de 24 era então conjugado com as doze constelações zodiacais eos doze membros do sistema solar.
Umapedra fronteiriça, gravada com os símbolos dos corpos celestes por um rei deSusa, descreve aqueles 24 signos: os doze familiares signos do zodíaco e ossímbolos que representam os doze membros do sistema solar. Estes eram os dozedeuses astrais da Mesopotâmia, assim como dos povos hurrita, hitita, grego, etodos os outros antigos panteões.

Emboranosso número de base natural seja o número dez, o número doze penetrou em todosos assuntos celestes e divinos, muito depois dos sumérios terem desaparecido.Havia doze Titãs gregos, doze tribos de Israel, doze partes da couraça mágicado alto sacerdote israelita. O poder deste doze celeste transportou-se até osdoze apóstolos de Jesus, e mesmo em nosso sistema decimal nós contamos de um adoze, e apenas depois do doze, regressamos ao "dez e três" (treze),"dez e quatro", e assim por diante.
Deonde proveio este poderoso e decisivo número doze? Dos céus.
Umavez que o sistema solar - o mulmul - incluía, também, além de todos osplanetas por nós conhecidos, o planeta de Anu, aquele cujo símbolo - um radiosocorpo celeste - representava na escrita suméria o deus Anu e"divino". "O kakkab do cetro supremo é aquele dos carneiros emmulmul", explicava um texto astronômico. E quando Marduk usurpou asupremacia e repôs Anu como o deus associado a este planeta, os babilôniosdisseram: "O planeta Marduk aparece dentro do mulmul".
Comunicandoà humanidade a verdadeira natureza da terra e dos céus, os Nefilim informaramos antigos astrônomos-sacerdotes não apenas acerca dos planetas para além deSaturno, como também da existência do mais importante planeta, aquele de ondeeles provinham: O DÉCIMO SEGUNDO PLANETA.

7
A Epopéia da Criação

Nagrande maioria dos antigos selos cilíndricos até hoje encontrados, os símbolosque substituem certos corpos celestes, membros do nosso sistema solar, aparecemsobre as figuras de deuses ou humanos.
Umselo acádio do 3º. milênio a.C., agora na posse do Departamento Pré-Asiático doMuseu de Estado de Berlim Oriental (com o número de catálogo VA/243), desvia-seda maneira habitual de representação dos corpos celestes. Não os mostraindividualmente, mas antes como um grupo de sete globos rodeando uma grandeestrela raiada. Trata-se nitidamente da descrição do sistema solar talcomo era conhecido pelos sumérios - um sistema consistindo em doze corposcelestiais.


Normalmente, representa-se esquematicamentenosso sistema solar por uma linha de planetas estendendo-se a partir do Sol emdistâncias progressivamente maiores. Mas se nós representarmos os planetas nãonum eixo, mas um a seguir ao outro num círculo (sendo o mais próximo, Mercúrio,o primeiro, depois Vênus, em seguida a Terra, e assim por diante), o resultado seriaalgo semelhante na figura abaixo. (Todos os desenhos são esquemáticos e não emescala; as órbitas planetárias nos desenhos que se seguem são mais circularesdo que elípticas para facilidade de apresentação.)

Selançarmos agora um segundo olhar para uma ampliação do sistema solar gravada noselo cilíndrico VA/243, veremos que os "pontos" que rodeiam a estrelasão, na verdade, globos cujos tamanhos e ordem se adaptam ao do sistema solarrepresentado na figura anterior. O diminuto Mercúrio é seguido de um Vênusmaior. A Terra, do mesmo tamanho que Vênus, é acompanhada pela pequena Lua.Prosseguindo na direção anti-horária, Marte é corretamente mostrado menor que aTerra, mas maior que a Lua ou Mercúrio.


Aantiga representação mostra, depois, o planeta desconhecido por nós -consideravelmente maior que a Terra, mas menor que Júpiter e Saturno, queclaramente o seguem. Mais distante; outro par se ajusta perfeitamente ao nossoUrano e Netuno. Finalmente, aparece o minúsculo Plutão, mas não no local ondeagora o colocamos (depois de Netuno); em vez disso, aparece situado entreSaturno e Urano.
Tratandoa Lua como um autêntico corpo celeste, a representação suméria dá contacompleta de todos os planetas nossos conhecidos, coloca­-os na ordem correta (àexceção de Plutão) e mostra-os por tamanho.
Noentanto, esta representação com 4.500 anos insiste também em que havia, ouhouvera, outro planeta principal entre Marte e Júpiter. Este é, como veremos, oDécimo Segundo Planeta, o planeta dos Nefilim.
Seeste mapa celeste sumério fosse descoberto e estudado há dois séculos, osastrônomos julgariam que os sumérios tinham uma total falta de informação eimaginavam loucamente a existência de outros planetas para além de Saturno.Hoje em dia, no entanto, sabemos que Urano, Netuno e Plutão estão realmente lá.Será que os sumérios imaginaram as outras discrepâncias, ou estariam elescorretamente informados pelos Nefilim de que a Lua era um membro do sistemasolar por direito próprio, de que Plutão estava situado perto de Saturno e deque havia um Décimo Segundo Planeta entre Marte e Júpiter?
Ateoria persistentemente defendida de que a Lua não era mais que uma"gelada bola de golfe" não foi abandonada senão quando as missõesnorte­-americanas Apolo à Lua chegaram a uma feliz conclusão. As melhoressugestões alvitravam que a Lua era um pedaço de matéria que se separara daTerra quando esta estava ainda em fusão e tinha plasticidade. Sem o impacto demilhões de meteoritos que deixaram crateras na face da Lua, este satélite seriaum pedaço de matéria, inerte e sem relevo, que solidificara e para sempreseguiria a Terra.
Observaçõesefetuadas por satélites não tripulados começavam, entretanto, a pôr em dúvidaestas velhas crenças. Determinou-se que a composição química e mineral da Luaera suficientemente diferente da composição química da Terra, o que podiadesafiar a teoria da "separação". As experiências conduzidas na Luapelos astronautas americanos e o estudo e a análise das amostras de solo erocha lunares que trouxeram consigo estabeleceram, sem margem para dúvidas, quea Lua, apesar de ser hoje estéril, foi outrora um "planeta vivo". Talcomo a Terra, a Lua possui um solo em camadas, o que significa que solidificoudesde sua própria idade original de fusão. Tal como a Terra, gera calor, mas,enquanto o calor da Terra provém de seus materiais radioativos"cozidos" dentro da Terra sob uma enormíssima pressão, o calor daLua, aparentemente, tem sua origem em camadas de materiais radioativos situadosmuito próximos da superfície. Estes materiais, no entanto, são demasiadopesados para terem flutuado. Então, o que os depositou próximo da superfícielunar?
Ocampo de gravidade da Lua parece ser bastante irregular, como se enormespedaços de matéria pesada (tal como o ferro) não tivessem penetrado até o seunúcleo de forma igual, mas se tivessem espalhado ao acaso pela superfície. Porque processo ou força, podemos perguntar? Há provas que afirmam que as antigasrochas da Lua eram magnetizadas. Há também provas de que os campos magnéticosforam mudados ou invertidos. Terá sido por algum desconhecido processo interno,ou por uma influência exterior indeterminada?
Osastronautas da Apolo 16 encontraram na Lua rochas (chamadas brechas) queresultam dos estilhaços de rocha sólida de novo soldada por um súbito e enormecalor. Quando e como se despedaçaram e voltaram a se fundir essas rochas?Outros materiais da superfície lunar são ricos em fósforo e potássioradioativos raros, materiais que na Terra se encontram apenas a grandes profundidades.
Conjugandotodos estes achados, os cientistas têm agora a certeza de que a Lua e a Terra,formadas quase pelos mesmos elementos por volta da mesma época, evoluíram comocorpos celestes separados. Na opinião dos cientistas da NASA, a Lua evoluiu"normalmente" durante seus primeiros 500 milhões de anos. Depois,dizem eles (citado no jornal norte-americano The New York Times):

O período de maiores cataclismos ocorreu há4 bilhões de anos, quando corpos celestes do tamanho de grandes cidades epequenas províncias vieram colidir com a Lua formando as extensas bacias e asaltaneiras montanhas.
As enormes quantidades de matériasradioativas deixadas pelas colisões começaram a aquecer a rocha por debaixo dasuperfície, fundindo quantidades maciças desses materiais e forçando os maresde lava a entrar para as crateras da superfície.
A Apolo 15 encontrou uma queda de rochedosna cratera Tsiolovsky seis vezes maior que qualquer queda de rochas na Terra. AApolo 16 descobriu que a colisão que criara o mar do Néctar depositara tambémdetritos num raio superior a 1.500 quilômetros.
A Apolo 17 alunissou próximo de uma escarpaoito vezes mais alta que qualquer uma na Terra, o que significa que foi formadapor um abalo sísmico lunar oito vezes mais violento que qualquer outro nahistória da Terra.

Asconvulsões que se seguiram a este evento cósmico continuaram durante 800milhões de anos para que a composição da Lua e sua superfície adquirissem suaforma gelada há cerca de 3,2 bilhões de anos.
Ossumérios, então, tinham razão em representar a Lua como um corpo celeste pordireito próprio. E, como em breve veremos, deixaram-nos também um texto queexplica e descreve a catástrofe cósmica a que se referem os peritos da NASA.
Oplaneta Plutão foi cognominado "o enigma". Enquanto as órbitas àvolta do Sol executadas pelos outros planetas se afastam apenas um pouco de serum círculo perfeito, o desvio ("excentricidade") de Plutão é tal, queele descreve a mais extensa e elíptica órbita à volta do Sol. Enquanto os outrosplanetas orbitam o Sol mais ou menos dentro do mesmo plano, Plutão está fora deordem por uns largos 17º. Devido a estes dois padrões pouco usuais de suaórbita, Plutão é o único planeta que atravessa a órbita de outro planeta,Netuno.
Pelotamanho, Plutão está, na realidade, na classe dos "satélites". Seudiâmetro, 5.800 quilômetros, não é muito maior que o de Tritão, um satélite deNetuno, ou o de Titã, um dos dez satélites de Saturno. Devido às suascaracterísticas pouco comuns, sugeriu-se que esta "inadaptação"poderia ter iniciado sua vida celeste como um satélite que, de uma forma ou deoutra, escapou ao seu senhor e passou a orbitar o Sol por si próprio.
Comoveremos em breve, foi isto o que realmente aconteceu, de acordo com os textossumérios.
Eatingimos agora o clímax da busca de respostas para os primeiros eventoscelestes: a existência do Décimo Segundo Planeta. Por mais espantoso que istopossa parecer, o fato é que os astrônomos têm procurado as provas quedemonstrem que, na realidade, tal planeta existiu outrora entre Marte eJúpiter.
Jápróximo do fim do século 18, mesmo antes de Netuno ter sido descoberto, váriosastrônomos demonstraram que “os planetas estavam colocados a certas distânciasdo Sol de acordo com alguma lei definida". A sugestão, que veio a serconhecida como a Lei do Presságio, convenceu os astrônomos de que o planetadevia ter girado num local onde até agora se desconhecia a existência dequalquer corpo celeste - ou seja, entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Instigadospor estes cálculos matemáticos, os astrônomos começaram a esquadrinhar os céusna zona indicada para o "planeta desaparecido". No primeiro dia doséculo 19, o astrônomo italiano Giuseppe Piazzi descobriu, na exata distânciaindicada, um diminuto planeta (780 quilômetros de largura), a que chamou Ceres.Por volta de 1804, o número de asteróides ("pequenos planetas")encontrados elevou-se para quatro. Até o presente, foram contados quase 3.000asteróides orbitando o Sol, no chamado Cinturão de Asteróides. Sem margem de dúvidas,trata-se aqui dos fragmentos de um planeta que foi reduzido a pedaços. Osastrônomos russos chamaram-lhe Phayton ("Carro Triunfal").
Entretanto,se os astrônomos estão seguros da existência de tal planeta, são incapazes deexplicar seu desaparecimento. Teria o planeta explodido por si próprio? Mas,neste caso, seus fragmentos voariam em todas as direções e nunca seconcentrariam num único cinturão. Se uma colisão despedaçasse o planetadesaparecido, onde estaria o corpo celeste responsável pela colisão? Ter-se-áele também despedaçado? Mas os destroços circundando o Sol, quando reunidos,são insuficientes até para formar um só planeta completo, quanto mais dois. Domesmo modo, se os asteróides englobavam os fragmentos de dois planetas,deveriam ter mantido a rotação axial de dois planetas. Mas todos os asteróidestêm uma única rotação axial, o que indica que vieram todos de um único corpoceleste. Como se despedaçou então o planeta desaparecido, e o que o terádespedaçado?
Asrespostas para estes quebra-cabeças nos foram legadas pela Antiguidade.

Hácerca de um século, a decifração dos textos encontrados na Mesopotâmiatransformou-se inesperadamente na compreensão que lá mesmo, na Mesopotâmia,existiam textos que não só constituíam um paralelo, como também precediamalgumas partes das Sagradas Escrituras. Die Kielschriften und das alteTestament [Os Escritos à Pena e o Antigo Testamento], escrito por EberhardSchräder em 1872, deu origem a uma avalanche de livros, artigos, conferências edebates que duraram metade de um século. Houve, nos dias remotos, um elo entrea Babilônia e a Bíblia? Uma comparação entre as capitulares afirmam-no oudenunciam-no provocantemente: BABEL e BIBEL.
Entreos textos descobertos por Henry Layard nas ruínas da biblioteca de Assurbanipalem Nínive havia um que contava a lenda da criação de modo não diferente daqueleusado no livro do Gênesis. As barras partidas, reunidas e publicadas pelaprimeira vez por George Smith, em 1876 (The Chaldean Genesis) [A GêneseCaldéia], estabelecem bastante definidamente que aí existiu, na verdade, umtexto acádio, escrito no dialeto babilônico antigo, que narra como certadivindade criou o céu e a terra e tudo o que existe sobre a terra, incluindo ohomem.
Existeagora uma vasta literatura que compara o texto mesopotâmico com a narrativabíblica. O trabalho da deidade babilônica foi executado, senão em seis"dias", então no curto espaço de tempo de seis barras. Paralelamenteao bíblico sétimo dia de descanso e distração de Deus do seu trabalho manual, aepopéia mesopotâmica dedica uma sétima barra à exaltação da divindadebabilônica e de suas realizações. Adequadamente, L.W. King dá ao seu autorizadotexto acerca do assunto o nome de The Seven Tablets of Creation [As Sete Barrasda Criação].
Agorachamado "A Epopéia da Criação", o texto era conhecido na Antiguidadepor suas palavras de abertura, Enuma Elish ("Quando nas alturas"). Oconto bíblico da criação começa com a criação dos céus e da terra; o texto daMesopotâmia é uma verdadeira cosmogonia, abordando importantes acontecimentos etransportando-nos até o princípio dos tempos:

Enuma elish la nabu shamamu.
Quando nas alturas o céu não fora nomeado.
Shaplitu ammatum shuma la zakrat.
E embaixo, solo firme [terra] não forachamado.

Foinessa altura, diz-nos a epopéia, que dois primitivos corpos celestes deram àluz uma série de "deuses" celestiais. À medida que o número de serescelestiais aumentava, começaram a fazer grande barulho e agitação perturbando oPai Primevo. O seu fiel mensageiro fez-lhe ver, então, a pressa de tomar fortesmedidas para disciplinar os jovens deuses, mas estes conspiraram contra ele eprivaram-no de seus poderes criativos. A Mãe Primeva procurou tirar vingança. Odeus que liderara a revolta contra o Pai Primevo fez uma nova sugestão: deixar,ou melhor, fazer que seu jovem filho fosse convidado a reunir-se à assembléiados deuses e lhe fosse concedida supremacia para que ele pudesse lutar semajuda com o "monstro" em que a mãe deles se tornara.
Garantidasua supremacia, o jovem deus - Marduk, de acordo com a versão babilônica -decidiu enfrentar o monstro, e, depois de uma renhida batalha, venceu-o edividiu-o em duas partes. De uma parte ele criou o céu, e da outra, fez aterra.
Depoisproclamou uma ordem fixa nos céus e associou a cada deus celestial uma posiçãopermanente. Na terra, produziu montanhas, mares e rios, estabeleceu estações evegetação, e criou o homem. A Babilônia e seu templo altaneiro foramconstruídos na terra como duplicação da residência celestial. Homens e deusesreceberam nomeações, ordens e rituais para serem cumpridos. Os deusesproclamaram depois Marduk como a suprema deidade e concederam-lhe os"cinqüenta nomes", as prerrogativas e a categoria numérica do reinode Enlil.
Àmedida que mais barras e fragmentos eram encontrados e traduzidos, tornou-seevidente que o texto não era um simples trabalho literário; tratava-se, sim, damais reverenciada epopéia histórico-religiosa da Babilônia, lida como parte dosrituais de ano-novo. Pretendendo propagar a supremacia de Marduk, a versãobabilônica faz dele o herói do conto da criação. Isto, contudo, nem sempre sepassou assim. Há provas suficientes para demonstrar que a versão da epopéia erauma poderosa falsificação político-­religiosa das versões sumérias anteriores,nas quais Anu, Enlil e Ninurta eram os heróis.
Noentanto, não importa que nomes tivessem os atores neste drama divino e celeste,o conto é com certeza tão antigo quanto a civilização suméria. Muitosestudiosos consideram-no uma obra filosófica - a mais antiga versão da eternaluta entre o Bem e o Mal - ou um conto alegórico da natureza verão e inverno,nascer e pôr-do-Sol, morte e ressurreição.
Maspor que não tomarmos a epopéia em seu valor nominal, como nada menos ou nadamais que o relato de fatos cosmológicos, tal como eram conhecidos pelossumérios, tal como os Nefilim lhos transmitiram? Usando esta ousada e romanescaaproximação, descobrimos que a "Epopéia da Criação" explicaperfeitamente os acontecimentos que, provavelmente, tiveram lugar em nossosistema solar.
Opalco no qual se revela o drama celeste do Enuma Elish é ouniverso primevo. Os atores celestes são os que criaram e também os queestão sendo criados. Ato I:

Quando nas alturas o céu não fora nomeado,
E embaixo, a terra não fora chamada;
Nada, exceto o primordial APSU, seu criador,
MUMMU e TIAMAT - ela que os deu à luz, atodos;
As suas águas foram reunidas.

Nenhum junco se formara, nenhum pântanoaparecera.
Nenhum dos deuses tinha já sido trazido àvida,
Nenhum tinha nome, seus destinos estavamindeterminados;
Foi então que os deuses se formaram no meio.

Comuns poucos rasgos do estilete de junco sobre a primeira barra de argila - emnove curtas linhas - o antigo poeta-cronista consegue fazer-­nos sentar nocentro da fila da frente, e ousada e dramaticamente levanta a cortina para omais majestoso espetáculo de tempo: a criação do nosso sistema solar.
Nagrande superfície do espaço, os "deuses" - os planetas - estão aindapor aparecer, por nomear, por ter seus "destinos" - suas órbitas -estabelecidos. Existem apenas três corpos: "o primordial AP.SU"("um que existe desde o princípio"); MUM.MU ("um quenasceu"), e TIA-MAT ("donzela da vida"). As "águas" deApsu e Tiamat juntaram-se, e o texto deixa bem claro que isto não se refere àságuas onde os juncos cresciam, mas às águas primordiais, os elementos básicosportadores de vida do universo.
Assimsendo, Apsu é o Sol, "um que existe desde o princípio".
Maispróximo dele está Mummu. Mais para diante, a narrativa épica esclarece-nosque Mummu era o auxiliar e emissário de confiança de Apsu - uma boa descriçãode Mercúrio, o pequeno planeta girando em torno de seu gigantesco senhor. Naverdade, este era o conceito que os antigos gregos e os romanos tinham acercado deus-planeta Mercúrio, o rápido mensageiro dos deuses.
Maislonge ficava Tiamat. Ela era o "monstro" que, mais tarde, Mardukdespedaçaria, o "planeta desaparecido". Mas, em tempos primordiais,ela fora a primeira Mãe Virgem da primeira Divina Trindade. O espaço entre elae Apsu não era de vácuo - estava preenchido com os elementos primordiais deApsu e Tiamat. Estas "águas" misturaram-se intimamente e foi geradoum par de deuses celestiais - planetas - no espaço entre Apsu e Tiamat.

As suas águas foram confundidas...
Deuses foram gerados entre elas:
O deus LAHMU e o deus LAHAMU foram dados àluz;
Pelo nome eles foram chamados.

Etimologicamente,os nomes destes dois planetas derivam da raiz LHM ("fazer guerra").Os antigos legaram-nos a tradição de que Marte era o Deus da Guerra e Vênus,simultaneamente, a Deusa do Amor e da Guerra. LAHMU e LAHAMU são,respectivamente, nomes masculino e feminino, e a identidade dos dois deuses daepopéia e dos planetas Marte e Vênus é assim confirmada tanto etimológica comomitologicamente. E astrologicamente o fato é também confirmado, uma vez que oplaneta desaparecido, Tiamat, se localizava para além de Marte. Marte e Vênusestão, de fato, localizados no espaço entre o Sol (Apsu) e "Tiamat".Isto pode ser ilustrado se seguirmos o mapa celeste sumério.



Oprocesso de formação do sistema solar prosseguiu então. Lahmu e Lahamu - Martee Vênus - foram dados à luz, mas mesmo:

Antes que eles avançassem nos anos
E em estatura até ao tamanho idealizado ­
Formaram-se o deus ANSHAR e o deus KISHAR,
Que os ultrapassaram [em tamanho].

À medida que os dias se alongavam e os anosse multiplicavam,
O Deus ANU tornou-se filho deles - um rivalde seus antecessores.
Depois o primogênito de Anshar, Anu,
Engendrou à sua imagem e semelhançaNUDIMMUD.

Comuma elegância conjugada apenas com a precisão da narrativa, desenrolou-se,ligeiro, ante nossos próprios olhos o ato I da Epopéia da criação. Sabemos queMarte e Vênus deviam desenvolver-se até determinado tamanho, mas, antes mesmode sua formação estar completa, outro par de planetas foi gerado e formado.Eram dois planetas majestosos, como se pode evidenciar pelos seus nomes:AN.SHAR ("príncipe, o primeiro nos céus") e KI.SHAR ("o primeironas terras firmes"). Eles deixaram para trás, em tamanho, o primeiro par,"ultrapassando-o" em estatura. A descrição, os epítetos e alocalização deste segundo par facilmente os identificam como Saturno e Júpiter.


Decorreu,então, mais algum tempo ("multiplicaram-se os anos"), e outro par deplanetas, o terceiro, foi dado à luz. Primeiramente veio ANU, menor que Anshare Kishar ("filho deles"), mas, maior que os primeiros planetas("de seus antepassados", um rival). Depois Anu, por seu turno, gerouum planeta gêmeo, "à sua imagem e semelhança". A versão babilônicachama a este planeta NUDIMMUD, um epíteto de Ea/Enki. Uma vez mais, asdescrições de tamanhos e localizações adaptam-se ao seguinte par de planetasconhecido em nosso sistema solar, Urano e Netuno.
Haviaainda um outro planeta a ser explicado entre estes planetas exteriores, ao qualchamamos Plutão. A Epopéia da Criação referiu-se já a Anu como "oprimogênito de Anshar", implicando assim a existência de outro deusplanetário "nascido" a Anshar/Saturno. A epopéia alcança esta deidadeceleste mais tarde, quando relata como Anshar enviou seu emissário GAGA emvárias missões aos outros planetas. Gaga aparece igual em função e estatura aoemissário de Apsu, Mummu. Isto traz à mente as muitas semelhanças entreMercúrio e Plutão. Gaga era, então, Plutão. Mas os sumérios, em seu mapa doscéus, não colocam Plutão para além de Netuno, mas ao lado de Saturno, do qualele era "emissário", ou satélite.


Quandoo ato I da Epopéia da Criação chegou ao fim, existia já um sistema solarconstituído pelo Sol e por nove planetas:

SOL- Apsu, "um que existiu desde o princípio".
MERCÚRIO- Mummu, conselheiro e emissário de Apsu.
VÊNUS- Lahamu, "senhora de batalhas".
MARTE- Lahamu, "divindade da guerra".
- Tiamat, "donzela que deuvida".
JÚPITER- Kishar, "O primeiro emterra firme".
SATURNO- Anshar, "o primeiro noscéus".
PLUTÃO- Gaga, conselheiro e emissáriode Anshar.
URANO- Anu, "ele doscéus".
NETUNO- Nudimmud (Ea), "engenhosocriador".
Ondeestavam a Terra e a Lua? Ainda por criar, elas resultariam da futura colisãocósmica.
Como fim do majestoso drama do nascimento dos planetas, os autores da Epopéia daCriação levantam agora a cortina para o ato II, um drama de celestiais distúrbios. A família de planetasrecentemente criada estava longe de ter atingido a estabilidade. Os planetasgravitavam na direção uns dos outros convergindo para Tiamat, o que perturbavae punha em perigo os corpos primordiais.

Os divinos irmãosjuntavam-se em grupo;
Eles perturbavamTiamat enquanto se agitavam [para a frente e para trás]. Eles incomodavama “barriga" de Tiamat
Com suaspalhaçadas nas casas do céu.
Apsu não podiadiminuir seu clamor;
Tiamat estavaemudecida com suas maneiras.
Seus atos eramrepugnantes...
Fastidiosas assuas maneiras.

Temosaqui referências óbvias a órbitas irregulares. Os novos planetas"agitavam-se para a frente e para trás"; ficavam demasiado próximosuns dos outros ("juntavam-se em grupo"); interferiam na órbita deTiamat, aproximando-se demasiado de sua "barriga"; suas"maneiras" eram fastidiosas. Embora fosse Tiamat a que maior perigocorria, também Apsu achou as maneiras dos planetas "repugnantes". Eleanunciou sua intenção de "destruir, arruinar suas vias". Elereuniu-se às pressas com Mummu, pediu-lhe conselho em segredo. Mas "o quequer que tenham tramado entre si" foi escutado pelos deuses e o plano parasua destruição deixou­-os mudos. O único que não perdeu suas capacidades foiEa. Ele arquitetou um plano para "derramar o sono sobre Apsu". Quandoos outros deuses celestiais concordaram com o plano, Ea "desenhou um mapafiel do universo" e lançou um feitiço divino sobre as primevas águas dosistema solar.
Queseria este "feitiço" ou força exercida por "Ea" (o planetaNetuno) - ou seja, o planeta mais exterior - enquanto orbitava o Sol e rodeavatodos os outros planetas? Teria sua própria órbita à volta do Sol afetado omagnetismo solar e, deste modo, suas emanações radioativas? Outeria o próprio. Netuno, por sua iniciativa, emitido algumas vastasradiações de energia? Quaisquer que fossem os efeitos, a epopéia igualou-os aum "derrame de sono." - um efeito calmante - sobre Apsu (o Sol). Até"Mummu, o Conselheiro, ficou incapaz de se mexer".
Comono conto bíblico de Sansão e Dalila, o herói, derrotado pelo sono, pôdefacilmente ser privado de seus poderes. Ea agiu rapidamente para roubar de Apsuseu papel criativo. Extinguindo, ao que parece, as imensas imanações de matériaprimitiva do Sol, Ea/Netuno "tirou de Apsu a tiara, retirou seu manto deaura". Apsu estava "conquistado". Mummu já não podia deambular.Ele foi "despachado e deixado para trás", um planeta sem vida ao ladodo seu senhor.
Privandoo Sol de sua criatividade - travando o processo de emissão de mais energia ematéria para a formação de planetas adicionais -, os deuses trouxeram uma paztemporária ao sistema solar. A vitória foi ainda marcada pela mudança dosignificado e localização de Apsu. Este epíteto foi, a partir daí, aplicado à"residência de Ea". Quaisquer planetas adicionais, a partir destemomento, podiam apenas vir do novo Apsu, do "Abismo", os longínquoslimites de espaço que o planeta mais exterior enfrentava.
Quanto.tempo decorreu até que a paz celestial fosse de novo quebrada? A Epopéia não odiz. Mas prossegue, com uma pequena pausa, e levanta a cortina para o ato III:

Na Câmara daFortuna, o local dos Destinos,
Foi engendrado umdeus, o mais capaz e sensato dos deuses;
No âmago doAbismo foi MARDUK criado.

Umnovo "deus" celestial, um novo planeta, junta-se à casta. Ele foiformado no Abismo, longe no espaço, numa zona em que o movimento orbital - o"destino" de um planeta - lhe tinha de ser comunicado. Foi atraídopara o sistema solar pelo planeta de órbita mais exterior: "Aquele que ocriou foi Ea (Netuno.)". O novo planeta era digno de contemplação:

Fascinante erasua figura, cintilante o erguer dos seus olhos;
Altivo seu porte,autoritário como de velhos tempos...
Entre os deusesele era intensamente exaltado, excedendo [através...]
Ele era o maissupremo dos deuses, incomparável sua altura;
Seus membros eramenormes, ele era extremamente alto.

Aparecendodo espaço exterior, Marduk era ainda um planeta recém­-nascido, vomitando fogo e emitindo radiação. "Quando eleabria seus lábios, o fogo resplandecia em frente.”
Àmedida que Marduk se aproximava dos outros planetas, "eles encaminhavam emsua direção seus medonhos raios", e ele cintilou deslumbrantemente,"vestido com o halo de dez deuses". Sua aproximação estimulouemissões elétricas (e outras) dos restantes membros do sistema solar. E umaúnica palavra confirma aqui a nossa decifração da Epopéia da Criação: Dez corpos celestiais o aguardavam: oSol e apenas outros nove planetas.
Anarrativa épica leva-nos agora ao longo da velocíssima rota de Marduk. Elepassa primeiro. pelo planeta que o "criou", que o atraiu para osistema solar, o planeta Ea/Netuno. À medida que Marduk se aproxima de Netuno,a força gravitacional deste último sobre o recém-chegado aumenta deintensidade. Torna redonda a via de Marduk, "fazendo-a boa para seuobjetivo".
Mardukdevia estar ainda nessa época num estágio muito plástico. À medida quepassava por Ea/Netuno, a força gravitacional fez com que a face de Mardukadquirisse um bojo, como se possuísse uma "segunda cabeça". Noentanto, nenhuma parte de Marduk foi arrancada como resultado desta passagem.Mas, enquanto alcançava as vizinhanças de Anu/Urano, pedaços de matériacomeçaram a separar-se dele, resultando daí a formação de quatro satélites deMarduk. "Anu deu à luz e idealizou os quatro lados, concedeu seus poderesao chefe da hoste." Chamados "ventos", os quatro satélites foramarremessados para uma órbita rápida em torno de Marduk, "redemoinhandocomo um furacão".
A ordem de passagem, primeiro por Netuno, depois porUrano, indica que Marduk se aproximava do sistema solar não na direção orbitaldo sistema (direção contrária à dos ponteiros do relógio), mas no sentidohorário. Prosseguindo, o planeta em movimento foi em breve apanhado pelasimensas forças gravitacionais e magnéticas dos gigantes Anshar/Saturno e depoisKishar/Júpiter. Sua trajetória inclinou-se ainda mais para o interior, nadireção de Tiamat.


Aaproximação de Marduk em breve começou a perturbar Tiamat e os planetasinteriores (Marte, Vênus, Mercúrio). "Ele produziu correntes, perturbouTiamat; os deuses não tinham descanso, levados como numa tempestade.”
Emboraneste ponto as linhas do antigo texto estejam parcialmente danificadas, é-nosainda possível ler que o planeta que se aproximava "enfraqueceu seusórgãos vitais... comprimiu seus olhos". A própria Tiamat "andava deum lado para o outro, enlouquecida", com sua órbita evidentementeperturbada.
Aforça gravitacional do grande planeta que se aproximava em breve começou aarrancar pedaços de Tiamat. De seu centro surgiram onze "monstros",um tropel "resmungão e enraivecido" de satélites que "sesepararam a si próprios" do corpo de Tiamat e "marcharam a seulado". Preparando-se para enfrentar o apressado Marduk, Tiamat"coroou-os com halos", dando-lhes a aparência de "deuses"(planetas).
Departicular importância para a Epopéia e para a cosmogonia mesopotâmica foi osatélite principal de Tiamat, cujo nome era KINGU, "o primogênito entre osdeuses que formaram sua assembléia".

Ela exaltouKingu,
No meio deles elao fez grande...
O altocomando da batalha
Ela depositou nasmãos dele.

Sujeitoa forças gravitacionais conflitantes, este grande satélite de Tiamat, começou aflutuar na direção de Marduk. Esta concessão a Kingu de uma Barra dos Destinos- um caminho planetário próprio - preocupou, em especial, os planetasexteriores. "Quem concedera a Tiamat o direito de dar à luz novosplanetas?", inquiriu Ea. Ele conduziu o problema até Anshar, o giganteSaturno.

Tudo o que Tiamatarquitetara, ele lhe repetiu:
... Elaconstituiu uma assembléia e está furiosa com raiva...
Ela juntou armassem rival, produziu monstros-deuses...
Além dos doze doseu gênero que ele trouxe ao mundo;
De entre osdeuses que formaram sua assembléia,
Ela elevou Kingu,seu primogênito, o fez chefe...
Deu-lhe uma Barrados Destinos, cingiu-a a seu peito.

Voltando-separa Ea, Anshar perguntou-lhe se ele podia partir e assassinar Kingu. Aresposta perdeu-se devido a uma fratura nas barras, mas, ao que parece, Ea nãosatisfez Anshar, uma vez que a continuação da narrativa apresenta Ansharvoltando-se para Anu (Urano) para tentar saber se deveria "ir e fazerfrente a Tiamat". Mas Anu "foi incapaz de a enfrentar eregressou".
Nasagitadas alturas forma-se um confronto; um deus depois do outro, todos vão sedesviando. Será que nenhum vai batalhar com a irada Tiamat?
Marduk,tendo passado Netuno e Urano, aproxima-se agora de Anshar (Saturno) e dos seusextensos anéis. Isto dá uma idéia a Anshar: "Ele que é potente será nossovingador; ele que gosta de batalhas: Marduk, o Herói!" Chegando ao alcancedos anéis de Saturno ("ele beijou os lábios de Anshar"), Mardukresponde:

Se, na verdade,eu como vosso Vingador
Tenho deconquistar Tiamat, salvar vossas vidas ­
Convoquem umaassembléia para proclamar a supremacia do meu Destino!

Acondição era audaciosa, mas simples: Marduk e seu "destino" - suaórbita em torno do Sol - teriam de ser supremas entre todos os deusescelestiais. Foi então que Gaga, o satélite de Anshar/Saturno - e o futuroPlutão - foi desligado de sua órbita:

Anshar abriu suaboca,
A Gaga, seuConselheiro, ele dirigiu uma palavra...
Fica no teucaminho, Gaga,
Manifesta tuaposição entre os deuses,
E aquilo que eute disser
Tu o repetirás aeles.

Passandopelos outros deuses/planetas, Gaga instigou-os a "fixar vossos decretospara Marduk". A decisão foi como que antecipada: os deuses estavam apenasdemasiado desejosos de ter alguém mais para marcar pontos para o lado deles."Marduk é rei", gritaram eles e incitaram-no a não perder mais tempo:"Vai e corta a vida de Tiamat!”
Acortina ergue-se agora para o ato IV, a batalha celeste.
Osdeuses decretaram o "destino" de Marduk; sua forçagravitacional combinada determinou já a via orbital de Marduk para que elenão possa seguir senão um caminho, o que leva a uma "batalha", umacolisão com Tiamat.
Comocompete a um guerreiro, Marduk armou-se com uma grande variedade de armas.Encheu seu corpo com uma "abrasadora chama"; "construiu umarco... ligou-lhe uma seta... em sua frente ele colocou o relâmpago"; e"depois fez uma rede para envolver Tiamat". Estes são nomes comunspara aquilo que pode apenas ter sido uma série de fenômenos celestiais - adescarga de raios elétricos quando os dois planetas convergiram, a forçagravitacional (uma "rede") de um planeta sobre o outro.
Masas principais armas de Marduk eram seus satélites, os quatro “ventos" queUrano lhe fornecera quando Marduk passou por ele - Vento Sul, Vento Norte,Vento Leste e Vento Oeste. Passando agora pelos gigantes, Saturno e Júpiter, esujeito às suas tremendas forças gravitacionais, Marduk "deu à luz"mais três satélites - Vento Vil, Furacão e Vento Incomparável.
Usandoseus satélites como um "carro de tempestades", "fez avançar osventos que dera à luz, todos os sete". Os adversário estavam prontos paraa batalha.

O Senhoravançou, seguiu seu caminho;
Na direção dairada Tiamat ele virou sua face...
O Senhoraproximou-se para esquadrinhar a face interior de Tiamat ­-
Para se aperceberdo esquema de Kingu, seu esposo.

Masà medida que os planetas orbitavam mais e mais perto uns dos outros, a rota deMarduk tornou-se errante:

Enquanto olha,sua trajetória fica perturbada.
Sua direção édesviada, seus atos, confusos.

Atéos satélites de Marduk começaram a desviar sua rota:

Quando os deuses,seus ajudantes,
Que marchavam aseu lado,
Viram o valenteKingu, sua visão ofuscou-se.

Seráque, no fim de tudo, os combatentes iriam faltar?
Masa decisão estava tomada, os rumos irrevogavelmente em rota de colisão."Tiamat emitiu um rugido"... "o Senhor levantou a tempestadecaudalosa, sua poderosa arma". Enquanto Marduk se aproximava cada vezmais, a "fúria de Tiamat crescia", "as raízes de suas pernasbalançavam para trás e para a frente". Ela começou a lançar"feitiços" contra Marduk, a mesma espécie de ondas celestiais que Eausara anteriormente contra Apsu e Mummu. Mas Marduk continuou em sua direção deencontro a ela.

Tiamat e Marduk,os mais sensatos de todos os deuses,
Avançavam deencontro um ao outro;
Apressaram-separa o combate individual,
Aproximaram-separa a batalha.

AEpopéia volta-se agora para a descrição da batalha celestial, na seqüência daqual foram criados os céus e a terra.

O Senhorespalhou sua rede para a envolver;
O VentoVil, o da retaguarda, eledesatrelou à frente dela.
Quando ela,Tiamat, abriu a boca para o devorar ­–
Ele dirigiu o VentoVil para ela, para que não pudesse fechar os lábios.
Os ferozes ventosde tempestade atacaram então sua barriga;
Seu corpodistendeu-se - sua boca estava escancarada.
Através dela eledisparou uma seta, ela rasgou sua barriga;
Cortou suasentranhas, rasgou até seu ventre.
Tendo-a assimsubmetido, ele extinguiu seu hálito de vida.

Aquiestá uma teoria muito original explicativa dos quebra-­cabeças com que aindahoje nos confrontamos. Um sistema solar, composto pelo Sol e nove planetas, foiinvadido por um grande planeta parecido com um cometa vindo do espaço exterior.Primeiro ele encontrou Netuno; quando passou por Urano, pelo gigante Saturno epor Júpiter, sua rota foi profundamente inclinada para dentro, em direção aocentro do sistema solar, e deu à luz sete satélites. Depois, foiinalteravelmente colocado em rota de colisão com Tiamat, o planeta seguinte nalinha.


Masos dois planetas não colidiram,fato de importância astronômica fundamental: foram os satélites de Marduk quese chocaram com Tiamat, e não o próprio Marduk. Eles "distenderam" ocorpo de Tiamat, fizeram nela uma larga rachadura. Através destas fissuras emTiamat, Marduk disparou uma "seta", um "relâmpago divino",um imenso raio de eletricidade que saltou como uma faísca de Marduk carregadode energia, o planeta que estava cheio de "esplendor". Encontrandoseu caminho nas entranhas de Tiamat, "extinguiu seu hálito de vida".Neutralizou as forças e os campos elétricos e magnéticos próprios de Tiamat, e"extinguiu-os".
Oprimeiro encontro entre Marduk e Tiamat deixou-a cheia de fissuras e estéril,mas seu destino final seria ainda determinado por encontros futuros entre osdois. Kingu, chefe dos satélites de Tiamat, seria tratado separadamente. Mas odestino dos outros dez satélites menores de Tiamat foi desde logo determinado.

Depois de ele tertrucidado Tiamat, a líder,
Seu grupo foidespedaçado, sua hoste partida.
Os deuses, seusajudantes que marchavam a seu lado,
Tremendo de medo,
Voltaram suascostas para salvar e preservar suas vidas.

Poderemosidentificar este exército "despedaçado... partido", que tremeu e"voltou suas costas", inverteu sua direção?
Fazendoisto oferecemos uma explicação para ainda mais um quebra-­cabeça do nossosistema solar: o fenômeno dos cometas. Minúsculos globos de matéria, sãofreqüentemente referidos como os "membros em rebelião" do sistemasolar, uma vez que parecem não obedecer a quaisquer normas usuais de estrada.As órbitas dos planetas à volta do Sol (à exceção de Plutão) são quasecirculares; as órbitas dos cometas são alongadas, e, em algumas circunstâncias,tão alongadas que alguns deles desaparecem de nossa vista durante centenas oumilhares de anos. Os planetas (à exceção de Plutão) orbitam o Sol no mesmoplano geral; as órbitas dos cometas repousam em vários planos diversos.Significativamente, enquanto todos os planetas que conhecemos giram à volta doSol, no sentido anti-horário, muitos cometas movem-se na direção inversa.
Osastrônomos são incapazes de dizer que força, que acontecimento criou os cometase os lançou para suas extravagantes órbitas. Nós respondemos: Marduk! Passandorapidamente na direção inversa, num plano orbital próprio, ele despedaçou,fraturou a hoste de Tiamat em cometas menores e afetou-os com sua forçagravitacional, sua assim chamada rede:

Atirados para arede, eles viram-se presos no laço...
O grupocompleto de demônios que marchara ao lado dela.
Ele lançou-lhegrilhões, ligou suas mãos...
Estreitamenterodeados, eles não podiam escapar.

Depoisde terminada a batalha, Marduk levou de Kingu a Barra dos Destinos (a órbitaindependente de Kingu) e prendeu-a a seu próprio peito (o de Marduk): suatrajetória foi inclinada para uma permanente órbita solar. A partir dessetempo, Marduk passou a ser obrigado a regressar sempre à cena da batalhaceleste.
Tendo"conquistado" Tiamat, Marduk flutuou nos céus, fora no espaço, àvolta do Sol, e voltou a traçar sua passagem pelos planetas exteriores:Ea/Netuno, "cujo desejo Marduk alcançou", Anshar/Saturno, "cujotriunfo Marduk estabeleceu". Depois, seu novo caminho orbital fez Mardukregressar à cena de seu triunfo, "para fortalecer seu poder sobre osdeuses conquistados ", Tiamat e Kingu.
Quandoa cortina se prepara para erguer para o ato V, aqui - e apenas aqui, embora atéhoje não se tenha entendido isto -, o conto bíblico do Gênesis encontra a Epopéia da Criação da Mesopotâmia. É apenasneste ponto que a narrativa da Criação dos Céus e da Terra realmente começa.
Completandosua primeira e eterna órbita à volta do Sol, Marduk "regressou então aTiamat, a quem ele subjugara".

O Senhorfez uma pausa para apreciar seu corpo sem vida.
Entãoengenhosamente planejou dividir o monstro.
Depois, eleseparou-a em duas partes, como um mexilhão.

Opróprio Marduk agride agora o planeta derrotado, separando Tiamat em dois,arrancando seu "crânio" ou parte superior. Depois, outro satélite deMarduk, o chamado Vento Norte, colidiu de encontro a uma das metades separadas.O pesado sopro transportou esta parte, destinada a tornar-se a Terra, até umaórbita em que nenhum planeta orbitara antes:

O Senhorcalcou a parte traseira de Tiamat;
Com sua arma,cortou a fundo o crânio ligado;
Arrancou oscanais de seu sangue;
E fez com que oVento Norte a levasse
Até locaisdesconhecidos.

ATerra fora criada!
Aparte inferior teve outro destino: na segunda órbita, o próprio Mardukchocou-se com ela reduzindo-a a pedaços:


A [outra] metadedela ele colocou como um anteparo para os céus: Fechando-os juntos, comovigilantes ele os estacionou...
Inclinou a caudade Tiamat para formar com o Grande Grupo um bracelete.

Tiamatfoi dividida: a sua despedaçada metade é o céu. - o Cinturãode Asteróides; a outra metade, a Terra, é levada para outra órbita novapelo satélite de Marduk “Vento Norte”. O principal satélite de Tiamat, Kingu, torna-sea Lua da Terra! Os seus outros satélites constituem agora os cometas.

Ospedaços desta metade quebrada foram batidos até se tornarem um"bracelete" nos céus, atuando como um anteparo entre os planetasinteriores e os planetas exteriores. Eles foram estendidos num "grandegrupo". Estava criado o Cinturão de Asteróides.
Astrônomose físicos reconhecem a existência de grandes diferenças entre os planetasinteriores, ou "terrestres" (Mercúrio, Vênus, Terra, com sua Lua, eMarte), e os planetas exteriores (Júpiter e para além dele), dois gruposseparados pelo Cinturão de Asteróides. Encontramos agora, na epopéia suméria,uma identificação antiga destes fenômenos.
E,mais que isso, é-nos oferecida pela primeira vez umaexplicação cosmogônico-científica coerente dos acontecimentos celestes quelevaram ao desaparecimento do "planeta desaparecido" e à conseqüentecriação do Cinturão de Asteróides (mais os cometas) e da Terra. Depois quevários de seus satélites e de seus raios elétricos dividiram Tiamat em dois,outro satélite de Marduk desviou sua metade superior para uma nova órbita, fezem pedaços a parte inferior e dispersou-os numa enorme faixa celeste.
Cadaquebra-cabeça que mencionamos encontra sua resposta na Epopéia da Criação talcomo nós a deciframos. Além disso, possuímos também a resposta para a questãode a Terra ter seus continentes concentrados num lado, e uma enorme e profundacavidade (o leito do oceano Pacífico) no extremo oposto. A constante referênciaàs "águas" de Tiamat é também esclarecedora. Ela era chamada oMonstro das Águas e é fácil perceber que a Terra, como parte de Tiamat, receba,do mesmo modo, como legado estas águas. De fato, alguns estudiosos modernosdescrevem a Terra como o "Planeta Oceano", uma vez que é o únicoplaneta conhecido de nosso sistema solar a ser abençoado com estas águas quedoam a vida.
Pormuito novas que possam parecer estas teorias cosmológicas, eram fato assente eaceite pelos profetas e sábios cujas palavras enchem o Antigo Testamento. Oprofeta Isaías relembrou "os primevos dias" quando o poder do Senhor"gravou O Altivo, fez rodar o monstro das águas, secou as águas de Tehom-Raba". Chamando ao SenhorJavé "meu primevo rei", o salmista transmite em poucos versos acosmogonia da epopéia da criação. "Pelo teu poder tu fizeste as águasdispersar; o chefe dos monstros aquosos tu partiste." Jó relembrou comoeste Senhor celestial assassinou também "os assistentes do Altivo" ecom uma impressionante sofisticação astronômica exaltou o Senhor que:

A abóbada partidaele estendeu no lugar de Tehom,
A Terra suspendeuno vazio...
Seus poderesprenderam as águas,
Sua energiafendeu
O Altivo SeuVento mediu o Bracelete Partido;
Sua mão extinguiuo tortuoso dragão.

Oseruditos da Bíblia reconhecem agora que o hebraico Tehom (“abismo aquoso") deriva de Tiamat; que Tehom-Raba significa "grande Tiamat"e que a compreensão bíblica dos acontecimentos primevos se baseia nas epopéiascosmológicas sumérias. Deveria também ficar claro que o primeiro e principaldestes paralelos são os versos de abertura do livro do Gênesis, descrevendo como o vento do Senhor pairou sobre aságuas de Tehom e como orelâmpago do Senhor (Marduk na versão babilônica) iluminou a escuridão doespaço quando atingiu e separou Tiamat, criando a Terra e a Rakia (literalmente, o"bracelete partido"). Esta faixa celestial (traduzida aqui como"firmamento") é chamada "os céus".
Olivro do Gênesis (1:8) afirmaexplicitamente que a este "bracelete partido" o Senhor chamou"céu" (shamaim). Ostextos acádios chamam também a esta zona celestial "o braceletepartido" (rakkis) edescrevem como Marduk estendeu a parte inferior de Tiamat de extremo a extremoe a cingiu num grande círculo permanente. As fontes sumérias não deixam dúvidade que o "céu" específico, distinto do conceito geral de céus eespaço, era o cinturão de asteróides.
Anossa Terra e o cinturão de asteróides são o "céu e a terra" tantodas referências bíblicas como das mesopotâmicas, criadas quando Tiamat foidesmembrado pelo celeste Senhor.
Depoisdo Vento Norte de Marduk ter empurrado a Terra para sua nova localizaçãoceleste, ela obteve sua própria órbita à volta do Sol (resultando daí as nossasestações) e recebeu seu fuso axial (dando-nos o dia e a noite). Os textosmesopotâmicos sustentam que uma das tarefas de Marduk depois de ter criado aTerra foi, de fato, "atribuir [à Terra] os dias do Sol e estabelecer oslimites do dia e da noite". Os conceitos bíblicos são idênticos:

E o Senhor disse:
Que haja luzes nocéu partido,
Para dividir odia e a noite;
E que eles sejamsinais celestiais
E para estações epara dias e para anos.

Osestudiosos modernos acreditam que, depois de a Terra se ter tomado planeta, elaera uma bola quente de vulcões ardentes, enchendo os céus com nevoeiros enuvens. A medida que as temperaturas começaram a arrefecer, os vaporescondensaram-se em água, separando a face da Terra em terra seca e oceanos.
Aquinta barra de Enuma Elish, emboramuito mutilada, comunica exatamente a mesma informação científica. Descrevendoo fluxo de lava como a "saliva" de Tiamat, a narrativa épica dacriação coloca corretamente este fenômeno de atmosfera, dos oceanos da Terra edos continentes. Depois de as "nebulosas águas estarem reunidas", osoceanos começaram a formar-se e os "alicerces" da Terra - seuscontinentes - foram erguidos. À medida que acontecia "a fabricação defrio" - um arrefecimento -, apareceram a chuva e as névoas. Entretanto,"a saliva" continuou a "derramar-se", formando camadas,dando forma à topografia da Terra.
Umavez mais o paralelo bíblico é claro:

E o Senhor disse:
Que se reúnam aságuas sobre os céus, juntas num só lugar, e que surja a terra seca.
E assim se fez.

ATerra, com oceanos, continentes e uma atmosfera, estava agora pronta para aformação de montanhas, rios, nascentes e vales. Atribuindo toda a criação aoSenhor Marduk, Enuma Elish continuoua narração:

Colocando emposição a cabeça de Tiamat [Terra],
Ele ergueu aí asmontanhas.
Ele abriunascentes, afastou as torrentes.
Através dos olhosdela ele libertou o Tigre e o Eufrates.
De seios eleformou as supremas montanhas,
Furou nascentespara a água ser levada em regos.

Emperfeito acordo com os achados modernos, tanto o livro do Gênesis como o Enuma Elish e outros textosmesopotâmicos relacionados situam o começo da vida sobre a terra no seio daságuas, seguindo pelas "criaturas vivas que pululam" e "pelacriação que voa". Só nessa altura é que "criaturas vivas do gênerodeles, gado e coisas e animais rastejantes"; apareceram sobre a terra,culminando com o aparecimento do homem - o ato final da criação.
Comoparte da nova ordem celestial sobre a terra, Marduk "fez aparecer a divinaLua... designou que ela marcasse a noite e definisse os dias em cada mês".
Quemera este deus celeste? O texto chama-lhe SHESH.KI ("deus celeste queprotege a terra"). Não há nenhuma menção anterior na epopéia a um planetacom este nome; e, no entanto, aí está ele, "dentro de sua pressão celestial [campogravitacional]". E a quem se refere este "sua": a Tiamat ou àTerra?
Ospapéis de Tiamat e da Terra e as referências sobre elas parecem serpermutáveis. A terra é a reencarnação de Tiamat. A Lua chama-se o"protetor" da Terra, ou seja, exatamente como Tiamat chamava a Kingu,seu satélite principal.
Acriação épica exclui especificamente Kingu da "hoste" de Tiamat, quefoi despedaçada, disseminada e posta em movimento inverso à volta do Sol comocometas. Depois de Marduk ter completado sua primeira órbita própria e terregressado à cena da batalha, ele decretou o destino se­ parado de Kingu:

E a Kingu, que se tornara chefe entre eles,
Ele fez tremer;
Como deus DUG.GA.
E ele o contou.
Ele tirou-lhe a Barra dos Destinos,
Que não era legalmente sua.

Marduk, então, não destruiu Kingu: puniu-o com aretirada de sua órbita independente que Tiamat lhe conced
concederaquando aumentou de tamanho. Reduzido a um tamanho menor, Kingu ficou um"deus", um membro planetário de nosso sistema solar. Sem uma órbita,ele podia apenas tornar-se de novo um satélite. Como a parte superior de Tiamatfoi arremessada para uma nova órbita (como o novo planeta Terra), nós sugerimosque Kingu foi levado com ela. Nossa Lua, pensamos, é Kingu, o satélite anteriorde Tiamat.
Transformadonum duggae celeste, Kingu foraprivado de seus elementos "vitais" - atmosfera, águas, matériaradioativa -, ele diminuiu de tamanho e tornou-se "uma massa de argila semvida". Estes termos sumérios descrevem adequadamente nossa estéril Lua, asua história recentemente descoberta e o destino que este planeta recebeucomeçando como KIN.GU ("o grande emissário") e terminando comoDUG.GA.E ("pote de chumbo").
L.W. King (The Seven Tablets ofCreation) relata a existência de três fragmentos de uma barraastronômico-mitológica que apresentava outra versão na batalha de Marduk comTiamat, incluindo versos que tratavam do modo como Marduk despachou Kingu. "Kingu,sua esposa, com uma arma não de guerra ele separou... As Barras do Destino deKingu ele tomou em sua mão." Uma tentativa posterior levada a cabo por B.Landesberger (em 1923, no Arquivo para a Pesquisa da Escrita Cuneiforme), nosentido de editar e traduzir completamente o texto, demonstrou apermutabilidade dos nomes Kingu/Ensu/Lua.
Estestextos não só confirmam nossa conclusão sobre o fato do satélite principal deTiamat se ter tornado nossa Lua; eles explicam também as descobertas da NASAreferentes a uma enorme colisão "quando corpos celestes do tamanho degrandes cidades chocaram-se com a Lua". Tanto as descobertas da NASA comoo texto encontrado por L. W. King descrevem a Lua como o "planeta que foideixado deserto".
Foramdescobertos selos cilíndrios que descrevem a batalha celeste, mostrando Marduklutando com uma feroz deidade feminina. Tal descrição mostra Marduk disparandoseu relâmpago contra Tiamat, com Kingu, claramente identificado com a Lua,tentando proteger Tiamat, seu criador.

Estaprova pictórica de que a Lua da Terra e Kingu foram o mesmo satélite éposteriormente sublinhada pelo fato etimológico de que o nome; do deus SIN, emtempos posteriores associado com a Lua, derivou de SU.EN ("senhor da Terradeserta").
Tendoderrotado Tiamat e Kingu, Marduk mais uma vez "atravessou os céus einspecionou as regiões". Desta vez sua atenção focaliza-se na"habitação de Nudimmud" (Netuno), para fixar um "destino"final para Gaga, outrora o satélite de Anshar/Saturno que foi feito um"emissário" para outros planetas.
Aepopéia informa-nos que, como um de seus atos finais nos céus, Marduk atribuiua este deus celeste "um lugar escondido", uma órbita até hojedesconhecida em frente ao "abismo" (espaço exterior), e concedeu­-lhe"o cargo de conselheiro da Aquosa Profundidade". De acordo com suanova posição, o planeta voltou a receber nome - US.MI ("um que indica ocaminho"), o planeta mais exterior, nosso Plutão.
Segundoa Epopéia da Criação, Marduk em certa altura alardeia: "As vias dos deusescelestiais eu alterarei engenhosamente... em dois grupos elas serãodivididas".

E,de fato, ele cumpriu o que dissera. Eliminou dos céus o primeiro companheiro-de-criaçãodo Sol, Tiamat. Deu vida à Terra, lançando-a numa nova órbita mais próxima doSol. Ele partiu um "bracelete" nos céus - o cinturão de asteróidesque separa o grupo dos planetas interiores do grupo dos planetas exteriores. Transformoua maior parte dos satélites de Tiamat em cometas; ao principal satélite deTiamat, Kingu, pôs em órbita à volta da Terra, convertendo-o na Lua. E desviouum satélite de Saturno, Gaga, para o transformar no planeta Plutão,transmitindo-lhe algumas das características orbitais próprias de Marduk (como,por exemplo, um plano orbital diferente).
Osquebra-cabeças de nosso sistema solar - as cavidades oceânicas sobre a Terra, adevastação na Lua, as órbitas invertidas dos cometas, o enigmático fenômeno dePlutão - são todos integral e perfeitamente respondidos pela epopéiamesopotâmica da criação, tal como a interpretamos.
Tendodeste modo "construído as estações" para os planetas, Marduk guardoupara si próprio a "Estação Nibiru" e "atravessou os céus einspecionou" o novo sistemasolar. Este era agora constituído por doze corpos celestes, com doze grandesdeuses como seus correspondentes.


8
A Realeza doCéu

Estudosda "Epopéia da Criação" e textos paralelos (por exemplo, o de S.Langdon, The Babylonian Epic ofCreation [A Epopéia Babilônica da Criação]), mostram que, em algumlugar, por volta do ano 2.000 a.C., Marduk, filho de Enki, foi o bem-sucedidovencedor de uma disputa com Ninurta, filho de Enlil, pela supremacia entre osdeuses. Os babilônios reuniram então o original sumério da "Epopéia daCriação", expungiram dele todas as referências a Ninurta e a maior partedas referências a Enlil e voltaram a nomear o planeta invasor Marduk.
Averdadeira elevação de Marduk ao estado de "rei dos deuses" sobre aterra foi assim acompanhada pela associação a ele, como sua contrapartecelestial, do planeta dos Nefilim, o Décimo Segundo Planeta. Como "senhordos deuses celestes [os planetas] ", Marduk era também, e do mesmo modo,"rei dos céus".
Algunsestudiosos começaram por acreditar que "Marduk" era ou a Estrela doNorte ou qualquer outra brilhante estrela avistada nos céus da Mesopotâmia naaltura do equinócio da primavera, uma vez que o celeste Marduk era descritocomo um "brilhante corpo celestial". Mas Albert Schott (Marduk und sein Stern) [Marduk e SuaEstrela] e outros mostraram, concludentemente, que todos os antigostextos astronômicos falam de Marduk como de um membro do sistema solar.
Umavez que outros epítetos descrevem Marduk como o "grande corpo celestial"e "um que ilumina", foi aventada a teoria de que Marduk era o DeusSol babilônico, paralelo ao deus Ra egípcio, a quem os egípcios viam tambémcomo um Deus Sol. Textos descrevendo Marduk como aquele "que esquadrinhaas alturas dos distantes céus... vestindo um halo cujo esplendor inspira otemor" apóiam esta teoria. Mas o mesmo texto continuava dizendo que"ele vistoria as terras como Shamash [o Sol]". Se Marduk era, emalguns aspectos, semelhante aoSol, é claro que ele não podia ser oSol.
SeMarduk não era o Sol, qual dos planetas era ele? Os antigos textos astronômicosnão são capazes de identificá-lo com nenhum planeta. Baseando suas teorias emcertos epítetos (tais como, Filho do Sol), alguns estudiosos apontaram paraSaturno. A descrição de Marduk, como um planeta de cor avermelhada fez tambémde Marte um candidato. Mas os textos colocavam Marduk em markas shame ("no centro docéu"), e isto convenceu muitos estudiosos de que a correta identificaçãodevia ser Júpiter, que está localizado no centro da linha dos planetas:

Júpiter
MercúrioVênus Terra Marte Saturno Urano Netuno Plutão

Estateoria padece de uma contradição. Os mesmos estudiosos que a apresentam sãoaqueles que defenderam o ponto de vista de que os caldeus não tinhamconsciência da existência de planetas para além de Saturno. Estes estudiososlistam a Terra como um planeta, enquanto defendem que os caldeus pensavam naTerra como um centro plano do sistema planetário. E eles omitem a Lua, que osmesopotâmios contaram definitivamente como um dos "celestes deuses".Equiparar o Décimo Segundo Planeta com Júpiter não resolve a questão.
A"Epopéia da Criação" afirma claramente que Marduk era um invasorvindo de fora do sistema solar, passando pelos planetas exteriores (incluindoSaturno e Júpiter) antes de colidir com Tiamat. Os sumérios chamaram NIBIRU, aesse planeta, o "planeta da travessia", e a versão babilônica daepopéia conservou as seguintes informações astronômicas:

Planeta NIBIRU:
As estradascruzadas do céu e da terra ele ocupará.
Acima e por baixoeles não atravessarão.
Eles terão de oaguardar.

Planeta NIBIRU:
Planeta que ébrilhante nos céus.
Ele tem a posiçãocentral;
A ele renderãohomenagem.

Planeta NIBIRU:
É ele que semenfado
Continua aatravessar o meio de Tiamat.
Que"TRAVESSIA" seja o seu nome ­–
Aquele que ocupao centro.

Estaslinhas fornecem as informações adicionais e concludentes que nos permitem dizerque, com a divisão dos outros planetas em dois grupos iguais, o Décimo SegundoPlaneta “continua a atravessar o meio de Tiamat" - ou seja, sua órbitaleva-o uma e outra vez sempre ao local da batalha celeste, onde antes estavaTiamat.
Nósdescobrimos que os textos astronômicos que tratam, de um modo altamentesofisticado, dos períodos planetários, assim como as listas de planetas em suaordem celestial, sugerem também que Marduk apareceu algures entre Júpiter eMarte. Uma vez que os sumérios sabiam de todos os planetas, o aparecimento doDécimo Segundo Planeta "na posição central" confirma nossasconclusões:

Marduk
MercúrioVênus Lua Terra Marte JúpiterSaturno Urano Netuno Plutão

Sea órbita de Marduk o leva até onde Tiamat estava outrora, relativamente próximode nós (entre Marte e Júpiter), por que ainda não avistamos este planeta que,supostamente, é grande e brilhante?
Ostextos mesopotâmicos falam de Marduk alcançando regiões desconhecidas dos céuse os longínquos confins do universo. "Ele perscruta o escondidoconhecimento... ele vê todos os quadrantes do universo." Ele era descritocomo o "monitor" de todos os planetas, aquele cuja órbita lhe dápossibilidade de rodear todos os outros. "Ele segura suas faixas[órbitas]", faz um "arco" à volta deles. Sua órbita é "maissuprema" e "superior" que qualquer outra de outro planeta.Ocorreu deste modo a Franz Kugler (Sternkundeund Sterndienst in Babylon) que Marduk fosse um corpo celeste movendo-sea altas velocidades, orbitando numa via de grande elíptica tal como umcometa.
Umatal órbita elíptica, focalizada no Sol como um centro de gravidade, tem umapogeu - o ponto mais longínquo do Sol, onde se inicia o vôo de regresso - e umperigeu - o ponto mais próximo do Sol, onde se inicia o regresso para o espaçoexterior. Descobrimos que estas duas “bases" estão de fato associadas comMarduk nos textos mesopotâmicos. Os textos sumérios descreviam o planeta comoindo desde AN.UR ("Base do Céu") a E.NUN ("Residência Senhorial").A Epopéia da Criação diz de Marduk:

Ele atravessou océu e inspecionou as regiões...
Depois ele mediua estrutura do abismo do Senhor.
Estabeleceu E-Shara como sua notável residência;
Como um grandedomicílio ele estabeleceu E-Shara.

Uma"residência" era assim "notável" - distante nas profundasregiões do espaço. A outra foi estabelecida no "céu", nos limites docinturão de asteróides, entre Marte e Júpiter.


Segundoos ensinamentos de seu antecessor sumério, Abraão de Ur, os antigos hebreusassociaram também sua deidade suprema com o supremo planeta. Tal como os textosmesopotâmicos, muitos livros do Antigo Testamento descrevem o"Senhor" como tendo sua residência nas "alturas do céu",onde ele “observa os principais planetas tal como foram erguidos"; umSenhor celestial que, invisível, "nos céus gira como um círculo". Olivro de Jó, tendo descrito a colisão celeste, contém estes significativosversos que nos dizem para onde se dirigira o altaneiro e senhorial planeta:

Por sobre oabismo ele delineou uma órbita;
Onde a luz e aescuridão {se fundem}
É o seu maislongínquo limite.

Nãomenos explicitamente, os Salmos sublinham a majestosa rota do planeta:

Os céussugerem a glória do Senhor;
O BraceletePartido proclama seu trabalho manual...
Ele avança comoum camareiro vindo da abóbada;
Como um atletaele deleita-se a correr a rota.
Dos confins doscéus ele emana,
E seu circuitofica no fim deles.

Reconhecidocomo um grande viajante nos céus, planando em alturas imensas no seu apogeu edepois "descendo, inclinando-se para o céu" no seu perigeu, o planetaé representado como um globo alado.
Todavez que os arqueólogos descobriram vestígios de povos do Oriente Médio, osímbolo do globo alado estava visível, dominando templos e palácios, esculpidoem rochas, gravado em selos cilíndricos, pintado em paredes. Acompanhava reis esacerdotes, aparecia sobre seus tronos, "flutuava" sobre eles emcenas de batalhas, aparecia gravado em seus carros. Objetos de argila, metal,pedra e madeira eram adornados com este símbolo. Os governantes da Suméria e daAcádia, Babilônia e Assíria, Elam e Urartu, Mari e Nuzi, Mitanni e Canaã -todos eles reverenciaram o símbolo. Os reis hititas, os faraós egípcios, os shar's persas - todos proclamaram asupremacia do símbolo (e daquilo que ele representava). E assim permaneceudurante milênios.


Elemento central nas crenças religiosas e naastronomia do Mundo Antigo, era a convicção de que o Décimo Segundo Planeta, o"Planeta dos Deuses", permanecia no interior do sistema solar e quesua grandiosa órbita regressava periodicamente às proximidades da Terra. Osigno pictográfico para o Décimo Segundo Planeta, o "Planeta daTravessia", era uma cruz. Este signo cuneiformeque significava também “Anu” e"divino", evoluiu nas línguas semitas para a letra tav,
quequeria dizer "o signo".
Defato, todos os povos do Mundo Antigo consideravam a aproximação periódica doDécimo Segundo Planeta como um indício de convulsões sociais, grandesmodificações e novas eras. Os textos mesopotâmicos falam do aparecimentoperiódico do planeta como de um acontecimento antecipado, previsível eobservável:

O grandeplaneta:
A sua aparência,vermelho-escuro.
O céuele divide ao meio
E permanece comoNibiru.

Muitostextos abordando a chegada do planeta profetizavam os efeitos que o eventodesencadearia na terra e sobre a humanidade. R. Campbell Thompson (The Reports of the Magiciens andAstronomers of Nineveh and Babylon) reproduziu vários destes textos quedelineiam o progresso do planeta quando ele "rodeou a estação de Júpiter"e chegou ao posto de cruzamento, Nibiru:

Quando da estaçãode Júpiter
O planetapassa em direção ao oeste,
Esse será umtempo de residir em segurança.
Gentilmente a pazdescerá sobre as terras.
Quando da estaçãode Júpiter
O planetaaumenta de brilho

E no zodíaco decâncer se torna Nibiru,
A Acádia seráinundada com a abundância,
O reide Acádia crescerá poderoso.
Quando Nibiruculmina...
As terras serãohabitadas seguramente,
Reis hostisficarão em paz,
Os deusesreceberão preces e ouvirão súplicas.

Esperava-se,no entanto, que o planeta que se aproximava causasse chuvas e inundações,devido aos seus conhecidos efeitos gravitacionais de grande poder:

Quando o planetado trono do céu
Crescer embrilho,
Haverá inundaçõese chuvas...
Quando Nibiru atingeseu perigeu,
Os deuses darãopaz;
Os distúrbiosserão resolvidos,
As complicaçõesdeslindar-se-ão.
Chuvas einundações virão.

Talcomo os sábios mesopotâmicos, os profetas hebreus consideraram a época daaproximação do planeta à Terra e de sua manifestação visível à humanidade comoum período introdutor de uma nova era. A similaridade entre os presságiosmesopotâmicos de paz e prosperidade que acompanhariam o planeta do trono do céue as profecias bíblicas de paz e justiça que se estabeleceriam sobre a Terradepois do Dia do Senhor pode ser mais bem expressa nas palavras de Isaías:

E virá parapassar no fim dos dias:
...O Senhorjulgará entre as nações
E repreenderámuitos povos.
Eles forjarãosuas espadas para relhas de arado
E suas lanças empodões;
Nenhuma naçãolevantará a espada contra outra nação.

Emcontraste com as bênçãos da nova era, que se seguiriam ao Dia do Senhor, opróprio dia é descrito no Antigo Testamento como uma época de chuvas,inundações e terremotos. Se pensarmos nas passagens bíblicas comoreferências, tal como suas correspondentes mesopotâmicas, à passagem pela Terrade um grande planeta de enorme força gravitacional, as palavras de Isaías serãoplenamente compreendidas:

Como o barulho damultidão nas montanhas,
Um tumultuosoruído como o de muita gente junta,
De reinos enações reunidos em conjunto;
Assim é o Senhordos Exércitos,
Comandando umahoste para a batalha.
De uma longínquaterra eles vêm,
Do extremo opostodo céu
Vem o Senhor esuas armas de fúria
Destruir a terrainteira...
Por isso euagitarei o céu
E a terra serásacudida do seu local
Quando o Senhordos Exércitos atravessar
O diade sua ardente cólera.

Enquantona superfície da terra "montanhas se fundirão... vales serãofendidos", o fuso axial da Terra será também afetado. O profeta Amósprediz explicitamente:

E nesse diaacontecerá,
Disse o SenhorDeus,
Que eu farei oSol descer à tarde
E eu farei aterra escurecer a meio do dia.

Anunciando,"observem, o Dia do Senhor está para vir", o profeta Zacarias informouo povo que este fenômeno de prisão do eixo da Terra à volta do seu próprio eixoduraria apenas um dia:

E nesse diasucederá,
Que não haveráluz alguma - anormalmente, fará frio.
E haverá um dia,conhecido por Deus,
Que não será nemdia nem noite,
Quando à tardinhahouver ainda luz.

NoDia do Senhor, disse o profeta Joel, "o Sol e a Lua serão obscurecidos, asestrelas retirarão seu esplendor", "o Sol será transformado emescuridão e a Lua será como sangue vermelho".
Ostextos mesopotâmicos exaltaram o brilho do planeta e sugeriram que ele podiaser visto até de dia: "Visível ao nascer do Sol, desaparecendo devista ao pôr-do-sol". Um selo cilíndrico encontrado em Nippur representaum grupo de homens com o arado olhando com temor enquanto o Décimo SegundoPlaneta (descrito com seu símbolo-cruz) é visível nos céus.


Ospovos antigos não só esperavam a chegada periódica do Décimo Segundo Planeta,como também desenhavam em quadro sua progressiva rota.
Váriaspassagens bíblicas - especialmente em Isaías, Amós e Jó - relatam o movimentodo celestial Senhor para várias constelações. "Sozinho, ele alongou-sepelos céus e trilhou sobre o mais alto abismo; ele chega à Ursa Maior, Órion eSírius e às constelações do Sul." Ou: "Ele faz sua face sorrir sobreTouro e Áries; de Touro a Sagitário ele viajará". Estes versos descrevemum planeta que não só transpõe os mais altos céus, como também entra vindo do Sul e gira na direção dos ponteiros do relógio - tal comonós deduzimos dos dados fornecidos pelos mesopotâmios. Bastante explicitamente,o profeta Habacuque afirmava: "O Senhor virá do Sul... sua glória encheráa Terra... e Vênus será como que uma luz, seus raios dados pelo Senhor".
Entreos muitos textos mesopotâmicos que abordam o assunto, um é particularmenteclaro:

Planeta do deusMarduk:
Ao seuaparecimento: Mercúrio.
Subindo trintagraus do arco celestial: Júpiter
Quando colocadono local da batalha celeste: Nibiru.

Comoo seguinte quadro esquemático ilustra, os textos acima transcritos não aplicamsimplesmente ao Décimo Segundo Planeta vários nomes (como julgaram osestudiosos). Eles abordam, antes, os movimentos do planeta e os trêspontos cruciais nos quais seu aparecimento pode ser observado e desenhado apartir da Terra.


Aprimeira oportunidade de observar o Décimo Segundo Planeta no momento em quesua órbita o traz de novo às proximidades da Terra era, então, quando o planetaalinhava com Mercúrio (ponto A) - pelos nossos cálculos, num ângulo de 30° emrelação ao imaginário eixo celestial Sol­-Terra-perigeu. Aproximando-se mais daTerra e parecendo deste modo "levantar-se" mais alto nos céus daTerra (outros 30° para sermos exatos), o planeta atravessa a órbita de Júpiterno ponto B. Finalmente, chegando ao local em que se travara a batalha celeste,o perigeu, ou o Local de Cruzamento, o planeta é Nibiru, ponto C. Desenhando umeixo imaginário entre o Sol, a Terra e o perigeu da órbita de Marduk, osobservadores na Terra viram Marduk primeiramente alinhado com Mercúrio numângulo de 30º (ponto A). Avançando outros 30° Marduk atravessa a via orbital deJúpiter no ponto B.
Depois,no seu perigeu (ponto C) Marduk alcança o Cruzamento: de volta ao local dabatalha celeste, ele estava mais próximo da Terra e começou em sua órbita denovo até aos longínquos confins do espaço.
Aantecipação do Dia do Senhor em antigos escritos mesopotâmicos e hebreus (cujoeco é encontrado nas esperanças expressas no Novo Testamento na vinda do Reinodos Céus) era, deste modo, baseada nas reais experiências do povo da Terra: seutestemunho do regresso periódico do planeta do reino às vizinhanças da Terra.
Oaparecimento e o desaparecimento periódico deste planeta, contemplado da Terra,confirmam a suposição de sua permanência em órbita solar. Assim sendo, ele agecomo muitos cometas. Alguns dos cometas conhecidos, tal como o cometa deHalley, que se aproxima da Terra de 75 em 75 anos, desapareceriam de vista porperíodos de tempo tão longos que os astrônomos tinham dificuldade em perceberque observavam o mesmo cometa. Outros cometas foram vistos apenas uma vez namemória humana e julga-se que possuem períodos orbitais de milhares de anos. Ocometa Kohoutek, por exemplo, descoberto pela primeira vez em março de 1973,chegou a 120 milhões de quilômetros da Terra em janeiro de 1974 e desapareceupor detrás do Sol pouco tempo depois. Os astrônomos calculam que elereaparecerá em algum lugar daqui a 7.500 até 75.000 anos no futuro.
Afamiliaridade humana com os aparecimentos periódicos do Décimo Segundo Planetasugere que seu período orbital é mais curto do que aquele calculado paraKohoutec. Se é assim, por que nossos astrônomos não têm consciência daexistência deste planeta? O fato é que mesmo uma órbita com metade da duraçãoda estimativa mais baixa proposta para Kohoutec levaria o Décimo SegundoPlaneta cerca de seis vezes mais longe de nós do que o planeta Plutão - umadistância em que tal planeta não seria visível da Terra, uma vez que malpoderia refletir (ou não refletiria sequer) a luz do Sol em direção à Terra. Defato, os planetas conhecidos para além de Saturno foram primeiramentedescobertos não visual, mas matematicamente. As órbitas dos planetasconhecidos, descobriram os astrônomos, eram aparentemente afetadas por outroscorpos celestes.
Osastrônomos poderão "descobrir" o Décimo Segundo Planeta pelo mesmocaminho. Houve já especulação acerca da existência do "Planeta X"que, embora invisível, pode ser "sentido" através de seus efeitos nasórbitas de certos cometas. Em 1972, Joseph L. Brady, do Laboratório LawrenceLivennore da Universidade da Califórnia, descobriu que as discrepâncias naórbita do cometa de Halley poderiam ser causadas por um planeta do tamanho deJúpiter orbitando o Sol de 1.800 em 1.800 anos. À distância estimada de 9bilhões de quilômetros a sua presença podia ser detectada apenasmatematicamente.
Enquantotal período orbital não pode ser traçado, as fontes mesepotâmicas e bíblicasapresentam fortes provas de que o período orbital do Décimo Segundo Planeta éde 3.600 anos. O número 3.600 era escrito em sumério como um largo círculo. Oepíteto do planeta - shar ("supremogovernante") - significa um "círculo perfeito", um "ciclocompleto", e também o número 3.600. E a identidade dos três termos -planeta/órbita/3.600 - não podia ser mera coincidência.
Berossus,o estudioso sacerdote-astrônomo babilônico, falava de dez governantes quereinaram sobre a Terra antes do dilúvio. Resumindo os escritos de Berossus,Alexandre Polyhistor escreveu: "No segundo livro havia a história de dezreis dos caldeus e dos períodos de cada reino, que consistia coletivamente em120 shar's ou 432.000 anos,atingindo o tempo do dilúvio".
Abydenus,um discípulo de Aristóteles, cita também Berossus em termos de dez governantespré-diluvianos cujos reinados totais somavam 120 shar's. Ele deixa bem claro que estes governantes e suas cidadesestavam localizados na antiga Mesopotâmia:
Diz-se que o primeiro rei da Terra foiAlorus. ... Ele reinou dez shar's.
Agora, um shar crê-se que representa 3.600 anos...
Depois dele Alaprus reinou três shar's; a ele sucedeu Amillarus, dacidade de Panti-Biblon, e ele reinou treze shar's...
Depois dele, Ammenon reinou doze shar's; ele era da cidade de Panti-­Biblon.Depois Megalurus da mesma cidade, governou dezoito shar's.
Depois Daos, o Pastor, governou pelo espaçode dez shar's...
Depois deles, houve outros governantes, e oúltimo de todos foi Sisithrus; assim, ao todo foram dez reis e a duração deseus reinados eleva-se a 120 shar's.

Apollodorusde Atenas relatou também as revelações pré-históricas de Berossus em termossemelhantes - dez governantes reinaram durante um total de 120 shar's (432.000 anos) e o reinado decada um deles é também medido em unidades shar de 3.600 anos.
Como advento da sumeriologia, os "vetustos textos" aos quais Berossus sereferia foram encontrados e decifrados; tratava-se de listas de reis sumériosque aparentemente estabelecem a tradição dos dez governantes que reinaram sobrea Terra desde o tempo em que “a realeza desceu dos céus" até ao tempo emque o "dilúvio varreu a face da Terra".
Umalista suméria de reis, conhecida como texto WB/144, registra os reinos divinosem cinco lugares estabelecidos ou "cidades". Na primeira cidade,Eridu, houve dois governantes. O texto prefixa ambos os nomes com asílaba-título "A", significando "progenitor".

Quando a realeza desceu dos céus,
Ela chegou primeiro a Eridu.
Em Eridu,
A.LU.LIM tornou-se rei; ele governou 28.800anos.
A.LAL.GAR governou 36.000 anos.
Dois reinaram sobre Eridu durante 64.800anos.

Arealeza transferiu-se depois para outras sedes de governo onde os governanteseram chamados en, ou"senhor" (e, em certa época, pelo divino título dingir).

Eu renunciei a Eridu;
Sua realeza foi levada até Bad-Tibira.
Em Bad-Tibira,
EN.MEN.LU.AN.NA governou 43.200 anos;
EN.MEN.GAL.AN.NA governou 28.800 anos.
O Divino DU.MU.ZI, Pastor, reinou 36.000anos.
Três reis governaram a cidade durante108.000 anos.

Alista nomeia as cidades que se seguiram, Larak e Sippar, e seus governantesdivinos; e, por último, a cidade de Shuruppak, onde um humano de ascendênciadivina era rei. O fato impressionante acerca das fantásticas durações destesgovernos é que, sem exceção, elas são múltiplos de 3.600:

Alulim - 8 x 3.600 = 28.800
Alalgar - 10 x 3.600 = 3. 000
Enmenluanna - 12 x 3.600 = 43.200
Enmengalanna - 8 x 3.600 = 28 800
Dumuzi - 10 x 3.600 = 36.000
Ensipazianna - 8 x 3.600 = 28.800
Enmenduranna - 6 x 3.600 = 21.600
Urbartutu - 5 x 3.600 =18.000

Outrotexto sumério (W-B/62) adicionava Larsa e seus dois governantes divinos à listade reis e os períodos de reinado que ele fornece são múltiplos perfeitos do shar de 3.600 anos. Com ajuda deoutros textos, a conclusão a que chegamos é que houve, de fato, dez governantesna Suméria antes do dilúvio: cada governo durou tantos shar's e no conjunto seus reinados duraram 120 shar's - tal como relatou Berossus.
Aprópria conclusão sugere que estes shar'sde reinado estavam relacionados com o período orbital shar (3.600 anos) do planeta"Shar", o "Planeta do Reino", e que Alulim reinou duranteoito órbitas do Décimo Segundo Planeta, Alalgar durante dez órbitas, e assimpor diante.
Seestes governantes pré-diluvianos eram, como sugerimos, os Nefilim que vierampara a Terra do Décimo Segundo Planeta, então, não surpreenderá a ninguém queseus períodos de "reinado" na Terra estejam relacionados com operíodo orbital do Décimo Segundo Planeta. Os períodos de tal exercício depoder ou reinado duravam desde o instante de uma aterrissagem até ao momento deuma decolagem; assim que um comandante chegava do Décimo Segundo Planeta,terminava o tempo de outro. Uma vez que as aterrissagens e as decolagens devemter estado relacionadas com a aproximação da Terra do Décimo Segundo Planeta,os períodos de exercício de poder dos comandantes só podiam mesmo ter sidomedidos em termos de tais períodos orbitais, ou seja em shar's.
Éclaro que podemos perguntar se algum dos Nefilim, tendo aterrissado na Terra,poderia ter permanecido no comando aqui pelos referidos 28.800 ou 36.000 anos.Não admira que os eruditos falem da duração destes reinados como"lendária".
Masque é um ano? O nosso "ano" é simplesmente o tempo que leva a Terra acompletar uma órbita à volta do Sol. Porque a vida se desenvolveu na Terraquando ela já girava à volta do Sol, a vida na Terra é tipificada por estaduração de órbita. (Até um menor tempo de órbita, como o da Lua, ou ciclodia-noite, é suficientemente poderoso para afetar quase todas as fontes da vidana Terra.) Nós vivemos determinado número de anos porque nossos relógiosbiológicos estão engrenados a determinado número de órbitas à volta do Sol.
Poucasdúvidas poderão restar de que a vida num outro planeta seria"cronometrada" pelos ciclos desse mesmo planeta. Se a trajetória doDécimo Segundo Planeta à volta do Sol fosse tão extrema que uma órbita sua secompletasse no mesmo tempo que leva a Terra para completar 100 órbitas, entãoum ano dos Nefilim equivaleria a 100 dos nossos anos. Se sua órbita fosse 1.000vezes mais longa que a nossa, então 1.000 anos terrestres equivaleriam apenas aum único anos dos Nefilim.
Eque aconteceria se, tal como pensamos, sua órbita à volta do Sol durasse 3600.anos da Terra? Então 3600 dos nossos anos seriam apenas um ano nocalendário dos Nefilim e também apenas um ano no seu tempo de vida. Os períodosde exercício da realeza relatados pelos sumérios e Berossus não seriam, assim,nem "lendários" nem fantásticos: eles teriam durado cinco, ou oito,ou dez anos dos Nefilim.
Jásalientamos em capítulos anteriores que a marcha da humanidade para acivilização, através da intervenção dos Nefilim, passou por três estágiosseparados por períodos de 3.600 anos: o período Mesolítico (cerca do ano 11.000a.C.), a fase da cerâmica (cerca do ano 7.400 a.C.) e a súbita civilizaçãosuméria (cerca do ano 3.800 a.C.). É provável então que os Nefilim tivessemperiodicamente revisto (e resolvido continuar) o progresso da humanidade, umavez que podiam reunir-se em assembléia a cada vez que o Décimo Segundo Planetase abeirava da Terra.
Muitosestudiosos (por exemplo, Heinrich Zimmern, in The Babylonian and Hebrew Genesis [O Gênesis Babilônico e Hebreu]) salientaram que o AntigoTestamento continha tradições de chefes de clãs ou antecessores pré-diluvianose que a linha de Adão a Noé (o herói do dilúvio) lista dez destes governantes.Recapitulando a situação anterior ao dilúvio, o livro do Gênesis (capítulo VI) descreveu odesencanto divino com a humanidade. "E o Senhor arrependeu-se de tercriado o homem na Terra... e o Senhor disse: Eu destruirei a humanidade quecriei.”

E o Senhor disse:
Meu espírito nãoprotegerá o Homem para sempre;
Tendo errado, elenão é senão carne.
E seus dias foram120 anos.

Geraçõese gerações de eruditos leram o verso "E seus dias serão 120 anos"como a concessão ao homem de um período de vida de 120 anos pela divindade. Masisto não faz nenhum sentido. Se o texto trata do desejo de Deus em destruir ahumanidade, por que razão ofereceria ele simultaneamente uma longa vida? E nósdescobrimos que, mal o dilúvio abrandou, e já Noé vivera muito mais que osuposto limite de 120 anos, tal como aconteceu também aos seus descendentesShem (600), Arpakhshad (438) Shelah (433), e assim por diante.
Procurandoaplicar o período de vida de 120 anos ao homem, os estudiosos ignoram o fato deque a linguagem bíblica não usa o futuro - "Seus dias serão" -, mas o passado -"E seus dias foram 120anos". Então, a pergunta óbvia é: a quem pertence o período de temporeferido aqui?
Nossaconclusão é de que a conta de 120 anos se destinava a ser aplicada à divindade.
Asituação de um acontecimento momentâneo em sua correta perspectiva temporal é umpadrão comum aos textos épicos sumérios e babilônicos. A Epopéia da Criaçãoinicia-se com as palavras Enuma elish ("quandonas alturas"). A história do encontro do deus Enlil com a deusa Ninlil ésituada no tempo "em que ohomem ainda não fora criado", e por assim adiante.
Alinguagem e o objetivo do capítulo VI do Gênesisestão engrenados para servir um mesmo fim: colocar os acontecimentosmomentosos da grande inundação em sua correta perspectiva temporal. Logo, aprimeira palavra do primeiro verso do capítulo VI é quando:

Quando osterráqueos
Começaram aaumentar de número
Sobre a face daTerra,
e começaram anascer filhas entre eles.

Este,continua a narrativa, foi o tempo em que:

Os filhos dosdeuses
Viram as filhasdos terráqueos
E elas eram compatíveis;
E eles levarampara eles próprios
Esposas de todasas que escolheram.

Foio tempo em que:

Os Nefilimestavam sobre a Terra
Nesses dias, edepois também;
Quando os filhosdos deuses
Co-habitaram comas filhas dos terráqueos
E elasconceberam.
Eles eram ospoderosos que são de Olam,
O povo do Shem.

Foientão, nesses dias, naquela época em que o homem estava para ser varridoda face da Terra pelo dilúvio.
Quandose passou isso exatamente?
Oversículo 3 diz-nos inequivocamente quando: quando sua, a vidada divindade, era 120 anos. Cento e vinte "anos", não do homem enão da Terra, mas tal como eram medidos pelos poderosos, o "Povo dosFoguetes", os Nefilim. E seu ano era o shar, 3.600 anos terrestres.
Estainterpretação não só clarifica os desorientadores versículos do capítulo VI do Gênesis, como mostra também de quemodo os versículos se conjugam com a informação suméria: 120 shar's, 432.000 anos da Terra,decorreram entre a primeira aterrissagem dos Nefilim na Terra e o dilúvio.
Baseadosem nossas estimativas sobre quando terá ocorrido o dilúvio, situamos a primeiraaterrissagem dos Nefilim na Terra há cerca de 450.000 anos.

Antesde voltarmos aos antigos registros referentes às viagens dos Nefilim à Terra eseu estabelecimento aí, há duas questões básicas que precisam encontrarresposta: poderiam seres obviamente não muito diferentes de nós ter evoluídonoutro planeta? Poderiam tais seres ter tido a capacidade, 1 milhão de anosatrás, de realizar viagens interplanetárias?
Aprimeira questão aborda outra de caráter ainda mais essencial: haverá vida talcomo nós conhecemos em outros lugares para além do planeta Terra? Os cientistassabem hoje que existem numerosas galáxias como a nossa, contendo inumeráveisestrelas semelhantes ao nosso Sol, com números astronômicos de planetasfornecendo todas as combinações imagináveis de temperaturas, atmosferas eprodutos químicos e oferecendo bilhões de possibilidades de existência de vida.
Elesdescobriram também que nosso próprio espaço interplanetário não é vazio. Porexemplo, há moléculas de água no espaço, resíduos daquilo que se julga teremsido nuvens de cristais de gelo que aparentemente envolviam as estrelas em seusmais remotos estágios de desenvolvimento. Esta descoberta empresta seu apoio àspersistentes referências mesopotâmicas às águas do Sol que se misturaramintimamente com as águas de Tiamat.

Asmoléculas básicas da matéria viva foram também descobertas"flutuando" no espaço interplanetário, e a crença de que a vida sópode existir dentro de certas atmosferas ou limites e temperaturas foi tambémabandonada. Além disso, a noção de que a única fonte de energia e calordisponível aos organismos vivos são as emissões do Sol foi descartada. Assim, amissão espacial Pioneer 10 descobriuque Júpiter, embora muito mais longe do Sol que a Terra, era tão quente comoesta e deve ter tido suas próprias fontes de energia e calor.

Um planeta com uma abundância de elementos radioativosem suas profundezas não geraria apenas seu próprio calor, ele experimentaria tambémuma substancial atividade vulcânica. Esta atividade vulcânica dá origem a umaatmosfera. Se o planeta é suficientemente grande para exercer uma intensa forçagravitacional, ele manterá sua atmosfera quase indefinidamente. Tal atmosfera,por seu turno, cria um efeito de estufa: protege o planeta do frio do espaçoexterior e impede que o calor próprio do planeta se dissipe no espaço - muito àsemelhança do que faz nosso vestuário mantendo-nos quentes por não permitir queo calor do corpo se dissipe. Com isto em mente, as descrições dos textosantigos do Décimo Segundo Planeta (como que "vestidas com um halo")assumem mais do que apenas significado poético. A ele se referem sempre como umplaneta radiante - "o mais radiante dos planetas é ele" -, e suas descriçõesmostram­-no como um corpo emissor de raios. O Décimo Segundo Planeta podiagerar seu próprio calor e reter esse mesmo calor devido a seu mantoatmosférico.

Oscientistas chegaram também à inesperada conclusão de que a vida podia não sóter evoluído nos planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno), comoprovavelmente evoluiu. Estesplanetas são constituídos pelos elementos mais leves do sistema solar, têm umacomposição mais semelhante à do universo em geral e oferecem uma profusão dehidrogênio, hélio, metano, amônia e provavelmente neônio e vapor de água emsuas atmosferas - todos os elementos requeridos para a produção de moléculasorgânicas.
Paraa vida, tal como nós sabemos que ela se desenvolveu, a água é um elementoessencial. Os textos mesopotâmicos não deixam dúvidas de que o Décimo SegundoPlaneta era um planeta aquoso. Na Epopéia da Criação, a lista de cinqüentanomes do planeta incluía um grupo exaltando seus aspectos aquosos. Baseados noepíteto A.SAR ("rei aquoso"), "quem estabeleceu os níveis deágua", os nomes descrevem o planeta como A.SAR.U ("supremo, brilhanterei aquoso"), A.SAR.U.LU.DU ("supremo, brilhante rei aquoso cujaprofundidade é variada"), e assim por diante.
Ossumérios não tinham dúvidas de que o Décimo Segundo Planeta era umverdejante planeta de vida; de fato, eles chamam-lhe NAM.TIL.LA.KU, "odeus que mantém vida". Ele era também "concessor de culturas","criador de cereais e ervas que causam o rebento da vegetação... que abriuregos, trazendo as águas de abundância" - o "irrigador do céu e daterra".
Avida, concluíram os cientistas, evoluiu não sobre os planetas terrestres comseus pesados compostos químicos, mas nas orlas exteriores do sistemasolar. Destas orlas do sistema solar veio para o meio de nós o Décimo SegundoPlaneta, um avermelhado e resplandecente planeta, gerando e irradiando seupróprio calor, fornecendo a partir de sua própria atmosfera os ingredientesnecessários para a química da vida.
Sehá um verdadeiro quebra-cabeça, ele é o aparecimento da vida na Terra. A Terraformou-se há cerca de 4,5 bilhões de anos, e os cientistas acreditam que asformas de vida mais simples já estavam presentes na Terra depois de algumascentenas de milhões de anos. Há também várias indicações de que as mais velhase simples formas de vida, com mais de 3 bilhões de anos, tinham moléculas deorigem biológica, ao invés de não­-biológica. Diferentemente afirmado, istosignifica que a vida que existiu na Terra logo que ela nasceu, descendia de umaforma prévia de vida, e não oresultado da combinação de produtos químicos e gases estéreis.
Oque tudo isto sugere aos estupefatos cientistas é que a vida, que não podiafacilmente ter evoluído na Terra, de fato, não evoluiu na Terra. Escrevendo narevista científica Icarus (setembro1973), o vencedor do Prêmio Nobel, Francis Crick, e o dr. Leslie Orgelaventaram a teoria de que "a vida na Terra pode ter surgido de ínfimosorganismos de um distante planeta”.
Elesiniciaram seus estudos a partir do conhecido constrangimento entre oscientistas acerca das teorias correntes das origens da vida na Terra. Por que éque haverá apenas um códigogenético para toda a vida terrestre? Se a vida começou do "caldo"primitivo, como acredita a maior parte dos estudiosos, dever-se-iam terdesenvolvido organismos com uma variedade de códigos genéticos. E depois, porque é que o elemento molibdênio desempenha um papel-chave nas reaçõesenzimáticas essenciais à vida, se o molibdênio é um elemento tão raro? Por queé que elementos como o cromo ou o níquel têm tão pouca importância nas reaçõesbioquímicas?
Abizarra teoria oferecida por Crick e Orgel não só dizia que toda a vida naTerra pode ter surgido de um organismo de outro planeta, como acrescenta queesta "sementeira" foi deliberada- que seres inteligentes de outro planeta lançavam a "semente davida" de seu planeta natal para a Terra numa nave espacial, seguindo oobjetivo expresso de iniciar a cadeia da vida na Terra.
Semse beneficiarem dos dados fornecidos por este livro, esses dois eminentescientistas chegaram perto do fato real. Não houve sementeira"premeditada": em vez disso, houve uma colisão celeste. Um planetaportador de vida, o Décimo Segundo Planeta e seus satélites, colidiu com Tiamate dividiu este em dois, "criando" a Terra de uma de suas metades.
Duranteesta colisão, o solo e o ar portadores de vida do Décimo Segundo Planeta"semearam" a Terra, dando-lhe as remotas e complexas formasbiológicas de vida para cujo primitivo aparecimento não existe outraexplicação.
Sea vida no Décimo Segundo Planeta começou até mesmo 1% antes que na Terra, entãoela começou lá cerca de 45 milhões de anos mais cedo. Mesmo por esta margeminsignificante, seres tão desenvolvidos como o homem podiam já viver sobre oDécimo Segundo Planeta quando os pequenos mamíferos tinham apenas começado aaparecer na Terra.
Dadoeste remoto início para a vida no Décimo Segundo Planeta, foi possível aoseu povo realizar viagens no espaço uns meros 500.000 anos atrás.

9
Aterrissagem no Planeta Terra

Atéagora só pisamos a Lua e sondamos apenas os planetas mais próximos de nós emmissões não tripuladas. Para além de nossos vizinhos relativamente próximos,tanto o espaço interplanetário como o exterior estão ainda fora do alcance, atéde pequenas missões de sonda. Mas o planeta próprio dos Nefilim, com sua vastaórbita, serviu como observatório itinerante, levando-os através das órbitas detodos os planetas exteriores e possibilitando-lhes a observação em primeira mãoda maior parte do sistema solar.
Nãoadmira, então, que, quando eles aterrissaram na Terra, uma grande parte doconhecimento que traziam consigo dissesse respeito à astronomia e à matemáticacelestial. Os Nefilim, "deuses do céu" sobre a Terra, ensinaram ohomem a erguer os olhos para os céus, tal como Javé vivamente recomendou aAbraão.
Nãoadmira, também, que até as mais remotas esculturas e esboços possuam símboloscelestes de constelações e planetas e que, quando os deuses tinham de serrepresentados ou invocados, seus símbolos celestiais fossem usados como umaabreviatura gráfica. Invocando os símbolos celestiais ("divinos"), ohomem já não estava só: os símbolos ligavam os terráqueos com os Nefilim, aterra com o céu, a humanidade com o universo.
Algunsdos símbolos, acreditamos nós, convencionam também a informação que apenaspodia estar relacionada com viagens espaciais à Terra.
Fontesantigas fornecem uma profusão de textos e listas falando de corpos celestes esuas associações com as várias deidades. O antigo hábito de associar váriosnomes e epítetos tanto aos corpos celestes como às deidades tornam difícil aidentificação. Mesmo no caso de identificações estabelecidas, tais comoVênus/Ishtar, a gravura está confundida pelas mudanças no panteão. Deste modo,em tempos mais anteriores, Vênus estava associada com Ninhursag.
Dequalquer modo, obteve-se uma maior explicitação com eruditos, tais como E. D.Von Buren (Symbols of the Gods inMesopotamian Art) [Símbolos dos Deuses na Arte Mesopotâmica], quereuniram e classificaram os mais de oitenta símbolos - de deuses e corposcelestes - que podem ser encontrados em rolos cilíndricos, esculturas, estelas,relevos, murais e marcos de pedra de fronteira (kudurru, em acádio), com grande pormenor e clareza. Quando sefaz a classificação de símbolos, torna-se evidente que, à parte derepresentarem algumas das mais bem conhecidas constelações meridionais esetentrionais (como, por exemplo, a Serpente do Mar para a constelação Hidra),eles representam ou as doze constelaçõesdo zodíaco (por exemplo, Câncer para Escorpião), os doze deuses do céu e da terra, ou os doze membros do sistema solar. O kudurru estabelecido por Melishi­pak, rei de Susa, mostra osdoze símbolos do zodíaco e os símbolos dos doze deuses astrais.
Uma estela erigida pelo rei assírio Asaradão mostra ogovernante segurando a Taça da Vida enquanto olha na sua frente os principaisdoze deuses do céu e da terra. Vemos quatro deuses sobre animais, entre osquais Ishtar, que monta o leão, e Adad, que segura o raio dentado, podem serdefinitivamente identificados. Quatro outros deuses estão representados pelasferramentas de seus atributos especiais, como, por exemplo, o deus da guerraNinurta com seu bastão de cabeça de leão. Os restantes quatro deuses sãomostrados como corpos celestes - o Sol (Shamash), o Globo Alado (o DécimoSegundo Planeta, o domicílio de Anu), o Crescente Lunar e um símboloconsistindo em sete pontos.


v
Emboraem tempos posteriores o deus Sin estivesse associado com a Lua, identificadapelo crescente, um vasto leque de provas diz-nos que em "temposantigos" o crescente era o símbolo de uma idônea deidade de barbas, um dosverdadeiros "vetustos deuses" sumérios. Freqüentemente mostrado comotendo à sua volta correntes de água, este deus é indubitavelmente Ea. Ocrescente era também associado à ciência de medição e cálculo da qual Ea era odivino mestre. Era correto que ao Deus dos Mares e Oceanos, Ea, fosse associadacomo sua contraparte celestial a Lua, que está na origem da formação das marésdos oceanos.
Qualera o significado do símbolo dos sete pontos?
Muitaspistas não deixam dúvida de que se tratava do símbolo celestial de Enlil.A representação do Portão de Anu (o Globo Alado) flanqueado por Ea e Enlil,representa-os pelo crescente e pelo símbolo dos sete pontos. Algumas das maisnítidas representações dos símbolos celestes que foram meticulosamente copiadaspor Sir Henry Rawlinson (The Cuneiform Inscriptions of Western Asia)[As Inscrições Cuneiformes da Ásia Ocidental] atribuem a posição maisproeminente a um grupo de três símbolos que representam Anu ladeado por seusdois filhos; estas inscrições mostram que o símbolo para Enlil podia ser tantoos sete pontos como a "estrela" de sete pontas. O elemento essencialna representação celestial de Enlil era o número sete (a filha, Ninhursag, era por vezes incluída e representadapela faca umbilical).

Oseruditos têm sido incapazes de entender uma afirmação de Gudea, rei de Lagash,onde ele diz: "o celestial 7 é 50". Tentativas de soluçõesaritméticas - algumas fórmulas pelas quais o número sete tomaria parte docinqüenta - não conseguiram revelar o significado da afirmação. Todavia, nósvemos uma resposta simples: Gudea afirmou que o corpo celestial que é"sete" representa o deus que é "cinqüenta". O deus Enlil,cuja categoria numérica era cinqüenta, tinha como sua contraparte celestial oplaneta que ocupava a sétima posição.
Queplaneta era o de Enlil? Recordemos os textos que falam dos remotos tempos emque pela primeira vez os deuses vieram à Terra, quando Anu permaneceu no DécimoSegundo Planeta e seus dois filhos que desceram à Terra lançavam sortes. A Eafoi dada a "supremacia sobre as profundezas" e a Enlil "a Terrafoi dada para seu domínio". E a resposta para o quebra-cabeça brota emtodo o seu significado:

O planeta de Enlil era a Terra.
A Terra, para os Nefilim, era o sétimoplaneta.
Emfevereiro de 1971, os Estados Unidos lançaram uma nave espacial não tripuladana mais longa missão empreendida até a data. A nave viajou durante 21 meses,passou Marte e o Cinturão de Asteróides para um encontro precisamente marcadocom Júpiter. Depois, como o previram os cientistas da NASA, a imensa forçagravitacional de Júpiter "apoderou­-se" da nave espacial earremessou-a para o espaço.
Especulando acerca das possibilidades de a Pioneer 10 poder ser algum diaatraída pela força gravitacional de outro "sistema solar" e seresmagada contra algum planeta no universo, os cientistas da Pioneer 10 juntaram-­lhe uma placa emalumínio gravada com a "mensagem".

Amensagem emprega uma linguagem pictográfica - signos e símbolos não muitodiferentes dos usados na primeiríssima escrita pictográfica da Suméria. Elatenta contar, a quem quer que venha a encontrar a placa, que a humanidade émasculina e feminina, de uma estatura relacionada com o tamanho e forma da nave espacial. Ela descreve osdois elementos químicos básicos de nosso mundo e nossa localizaçãorelativamente a certa fonte interestelar de emissão de rádio. Representa aindanosso sistema solar como tendo um Sol e nove planetas, narrando ao descobridor:"A nave que encontraste vem do terceiroplaneta deste Sol".
Nossaastronomia está encadeada com a noção de que a Terra é o terceiro planeta -que, de fato, o é, se começarmos a contar desde o centro do nossos sistema, o Sol.
Maspara alguém aproximando-se do nosso sistema solar vindo do exterior, o primeiro planeta com quedepararia seria Plutão, depois, em segundo lugar, Netuno, e, em terceiro, Urano- não a Terra. O quarto planeta seria Saturno, o quinto Júpiter, e o sexto, Marte.
Ea Terra seria o sétimo.

Ninguém,a não ser os Nefilim, viajando para a Terra passando por Plutão, Netuno, Urano,Saturno, Júpiter e Marte, poderia ter considerado a Terra como “o sétimo”.Mesmo se, por amor da tese, se considerasse que os habitantes da Mesopotâmiaantiga, mais do que viajantes pelo espaço, tinham o conhecimento ou a sabedoriapara contar a posição da Terra não a partir do Sol central, mas dos limites dosistema solar, então seguir-se-ia que os povos antigos sabiam da existência de Plutão, Netuno e Urano. Uma vez que elesnão podem ter adquirido por eles próprios o conhecimento da existência dosplanetas exteriores, essa informação deve ter-lhes sido comunicada parcialmentepelos Nefilim.
Nãoimporta que suposição seja adotada como ponto de partida, a conclusão é semprea mesma: apenas os Nefilim podiam saber da existência de planetas para além deSaturno, como conseqüência dos quais a Terra, contando a partir do exterior, éo sétimo planeta.
A Terra não é o único planeta cuja posição numérica nosistema solar é representada simbolicamente. Uma vasta quantidade de provasmostra que Vênus era representada como uma estrela de oito pontas - Vênus é ooitavo planeta, seguindo a Terra, quando os numeramos a partir do exterior. Aestrela de oito pontas representa ainda a deusa Ishtar, cujo planeta era Vênus.

Muitos selos cilíndricos e outras relíquias gráficas representam Marte como o sexto planeta. Um selo cilíndrico mostra o deus associado a Marte (originalmente Nergal, depois Nabu) sentado num trono sob uma "estrela" de seis pontas como seu símbolo. Outros símbolos no selo mostram o Sol, muito ao jeito da nossa maneira atual de o descrever, a Lua e a cruz, símbolo do "Planeta da Travessia", o Décimo Segundo Planeta.

Muitos selos cilíndricos e outras relíquias gráficas representam Marte como o sexto planeta. Um selo cilíndrico mostra o deus associado a Marte (originalmente Nergal, depois Nabu) sentado num trono sob uma "estrela" de seis pontas como seu símbolo. Outros símbolos no selo mostram o Sol, muito ao jeito da nossa maneira atual de o descrever, a Lua e a cruz, símbolo do "Planeta da Travessia", o Décimo Segundo Planeta.





Em tempos assírios, a "conta celestial" de um planeta de um deus era freqüentemente indicada pelo número correto de símbolos-estrelas colocados próximo ao trono do deus. Deste modo, uma placa representando o deus Ninurta continha quatro símbolos-estrelas em seu trono. Seu planeta Saturno é, de fato, o quarto planeta, tal como era contado pelos Nefilim. Foram encontradas descrições similares para a maior parte dos outros planetas.

O acontecimento religioso central da Mesopotâmia antiga, o Festival de Ano Novo de doze dias, estava repleto de simbolismo relacionado com a órbita do Décimo Segundo Planeta, a composição do sistema solar e a viagem dos Nefilim para a Terra. As mais bem documentadas destas "afirmações de fé" eram os rituais babilônicos do ano-novo; mas a evidência mostra-nos que os babilônios apenas copiavam as tradições que remontavam ao início da civilização suméria.

Na Babilônia, o festival seguia um austero e detalhado ritual; cada parte, ato e oração tinha um motivo tradicional e um significado específico. As cerimônias iniciavam-se no primeiro dia de Nisan - ou seja, o primeiro mês do ano, coincidindo com o equinócio da primavera. Durante onze dias, os outros deuses com status celeste reuniam-se com Marduk numa ordem prescrita. Ao décimo segundo dia, cada um dos outros deuses partia para sua própria residência e Marduk era deixado sozinho em seu esplendor. O paralelo para o aparecimento de Marduk dentro do sistema planetário, sua "visita" com os outros onze membros do sistema solar e a separação ao décimo segundo dia - deixando o Décimo Segundo Deus continuar a ser o rei dos deuses, mas isolado deles - é óbvio.

As cerimônias do Festival do Ano Novo têm seu paralelo na rota do Décimo Segundo Planeta. Os primeiros quatro dias, conjugando-se com a passagem de Marduk pelos primeiros quatro planetas (Plutão, Netuno, Urano e Saturno), eram dias de preparação. No fim do quarto dia, os rituais exigiam que se marcasse o aparecimento do planeta Iku (Júpiter) dentro dos limites visuais de Marduk. O celestial Marduk aproximava-se do local da batalha celeste; simbolicamente, o alto-sacerdote começava a recitar a "Epopéia da Criação", o conto daquela batalha celeste.

A noite era passada em claro. Terminada a recitação do conto da batalha celeste e enquanto o quinto dia nascia, os rituais exigiam a proclamação doze vezes repetida de Marduk como "O Senhor", afirmando que, como conseqüência da batalha celeste, havia agora doze membros no sistema solar. As récitas nomeavam então os doze membros do sistema solar e as doze constelações do zodíaco.

Em alguma parte, durante o quinto dia, o deus Nabu, filho e herdeiro de Marduk, chegava de barco do seu centro de culto, Borsippa. Mas ele apenas penetrava no complexo do templo da Babilônia ao sexto dia, porque por essa altura Nabu era um membro do panteão babilônico de doze e o planeta associado a ele era Marte, o sexto planeta.

O livro do Gênesis informa-nos que em seis dias "o céu e a Terra e toda a sua hoste" estavam completados. Os rituais babilônicos comemorando os acontecimentos celestiais que resultaram na criação do Cinturão de Asteróides e da Terra foram também completados nos primeiros seis dias de Nisan.

Ao sétimo dia, o festival voltava sua atenção para a Terra. Embora os detalhes dos rituais do sétimo dia sejam escassos, H. Frankfort (Kingship and the Gods) [A Realeza e os Deuses] acredita que eles envolviam uma representação dos deuses liderados por Nabu, da libertação de Marduk de sua prisão nas "Montanhas da Terra Inferior". Uma vez que foram encontrados textos que descrevem em detalhes lutas épicas entre Marduk e outros candidatos ao domínio da Terra, podemos deduzir que os acontecimentos do sétimo dia eram uma nova representação da luta de Marduk pela supremacia na Terra ("O Sétimo"), suas derrotas iniciais e sua vitória final e usurpação de poderes.

No oitavo dia do Festival de Ano Novo na Babilônia, Marduk, vitorioso na Terra, tal como o trabalhado Enuma Elish o fizera nos céus, recebeu os poderes supremos. Tendo-os legado a Marduk, os deuses, assistidos pelo rei e pela populaça, embarcavam, então, ao nono dia numa procissão ritual que levava Marduk de sua casa dentro do sagrado recinto fechado da cidade até a "Casa de Akitu", fora das portas da cidade. Marduk e os onze deuses visitantes permaneciam aí ao longo do décimo primeiro dia; no décimo segundo dia, os deuses dispersavam-se para seus vários domicílios e o festival terminava.

Dos muitos aspectos do festival babilônico, que revelam suas origens sumérias mais antigas, um dos mais significativos era aquele que pertencia à Casa de Akitu. Vários estudos, tais como o de S. A. Pallis (The Babylonian Akitu Festival) [O Festival Babilônico de Akitu], estabeleceram que esta casa é retratada em cerimônias religiosas na Suméria em períodos tão remotos como o 3º. milênio a.C. A essência da cerimônia era uma procissão sagrada que observava o Deus reinante abandonar seu domicílio ou templo e ir, passando por várias estações, até um local bem fora da cidade. Um navio especial, um "Divino Barco", era usado para o propósito. Depois o deus, bem-sucedido em sua missão junto da Casa de A.KI.TI, regressava ao cais da cidade no mesmo Barco Divino e refazia seu caminho de volta ao templo por entre os festejos e o júbilo do rei e da populaça.

O termo sumério A.KI.TI (do qual derivou o babilônio akitu) significava, literalmente “construir vida na Terra”. Isto, adicionado aos vários aspectos da misteriosa jornada, leva-nos a concluir que a procissão simbolizava a arriscada, mas bem-sucedida, viagem dos Nefilim desde sua residência até o sétimo planeta, a Terra.

Escavações conduzidas ao longo de cerca de vinte anos no local da antiga Babilônia, brilhantemente correlacionadas com os textos rituais babilônicos, possibilitaram a equipes de estudiosos conduzidas por F. Wetsel e F. H. Weissbach (Das Hauptheiligtum des Marduks in Babylon) [O Santuário de Marduk na Babilônia] a reconstrução do sagrado recinto de Marduk, dos padrões arquitetônicos do seu zigurate, e da Via Processional, dos quais foram reerigidas partes no Museu do Antigo Oriente Médio, em Berlim Oriental.

Os nomes simbólicos das sete estações e o epíteto de Marduk em cada estação são dados tanto em acádio, como em sumério - atestando tanto a antiguidade, como as origens sumérias da procissão e de seu simbolismo.

A primeira estação de Marduk, na qual seu epíteto era "Governante dos Céus", era chamada "Casa da Santidade", em acádio, e "Casa das Brilhantes Águas", em sumério. O epíteto do deus na segunda estação está ilegível; a estação chamava-se "Onde o Campo se Separa". O nome parcialmente mutilado da terceira estação começava com as palavras "Local em face ao planeta...", e o epíteto do deus muda aí para "Deus do Fogo Derramado”.

A quarta estação se chamava "Sagrado Local de Destinos", e Marduk era aí chamado "Senhor da Tempestade das Águas de An e Ki". A quinta estação parece ser menos turbulenta. Chamava-se "A Estrada", e Marduk assumia o título "Onde Aparece a Palavra do Pastor". Uma navegação mais suave é também indicada na sexta estação, chamada "O Navio do Viajante", onde se muda o epíteto de Marduk para "Deus do Portão Assinalado".

A sétima estação era Bit Akitu ("Casa de Construir Vida na Terra"). Aí, Marduk tomava o título "Deus da Casa de Repouso".

Estamos convencidos de que as sete estações na procissão de Marduk representavam a viagem espacial dos Nefilim desde seu planeta até a Terra; que a primeira "estação", a "Casa de Brilhantes Águas", representava a passagem por Plutão; a segunda ("Onde o Campo se Separa"), era Netuno; a terceira, Urano; a quarta, um local de celestes tempestades, Saturno; a quinta, onde "A Estrada" se torna clara, "Onde Aparece a Palavra do Pastor", era Júpiter; a sexta, onde a jornada se desvia para "O Navio do Viajante", era Marte.

E a sétima estação era a Terra, o fim da jornada, onde Marduk oferecia a "Casa de Repouso" (a "casa de construir vida na Terra" dos deuses).

Como teria a "Administração da Aeronáutica e Espaço" dos Nefilim visto o sistema solar em termos de vôos espaciais para a Terra?

Logicamente, e de fato, eles encaram o sistema em duas partes. Uma zona real de preocupação era a zona de vôo que abarcava o espaço ocupado pelos sete planetas de Plutão à Terra. O segundo grupo, para além da zona de navegação, era constituído por quatro corpos celestes: Lua, Vênus, Mercúrio e Sol. Em astronomia e genealogia divinas, os dois grupos eram considerados separadamente.

Genealogicamente, Sin (tal como a Lua) era a cabeça do grupo dos "quatro". Shamash (tal como o Sol) era seu filho e Ishtar (Vênus), sua filha. Adad, tal como Mercúrio, era o tio, irmão de Sin, que acompanhava com seu sobrinho Shamash e (especialmente) com sua sobrinha Ishtar.

Os "sete", por outro lado, eram aglomerados em conjunto em textos tratando dos negócios tanto de deuses, como de homens e de acontecimentos celestes. Eles eram "os sete que julgam", "sete emissários de Anu, seu rei", e foi depois deles que o número sete foi consagrado. Havia "sete vetustas cidades"; as cidades tinham sete portas; as portas tinham sete ferrolhos; as bênçãos pediam sete anos de abundâncias; as maldições lançavam fome e pragas durando sete anos; os casamentos divinos eram celebrados com "sete dias de amor", e assim sempre por diante.

Durante cerimônias solenes, como as que acompanhavam as raras visitas à terra de Anu e sua consorte, às divindades representando os sete planetas eram atribuídas certas posições e vestes cerimoniais, enquanto os quatro eram tratados como um grupo à parte. Por exemplo, antigas regras de protocolo afirmam: "As deidades Adad, Sin, Shamash e Ishtar sentar-se-ão na corte até o romper do dia".

Nos céus, esperava-se que cada grupo ficasse em sua própria zona celeste e os sumérios julgavam que havia uma "barra celeste" mantendo os dois grupos separados. "Um importante texto mitológico astral", segundo A. Jeremias (The Ola Testament in the Light of the Ancient Near Bast) aborda alguns notáveis eventos celestes quando os sete "irromperam sobre a Barra Celeste". Nesse levantamento, que aparentemente se tratou de um alinhamento incomum dos sete planetas, "eles fIzeram aliados do herói Shamash [o Sol] e do valente Adad [Mercúrio]" - significando, talvez, que todos exerciam uma força gravitacional numa única direção. "Ao mesmo tempo, Ishtar, procurando um glorioso local de residência com Anu, envidou todos os seus esforços no sentido de se tornar Rainha dos Céus" - Vênus estava, de um ou de outro modo, desviando sua morada para um "local de residência" mais "glorioso". O maior efeito foi exercido em Sin (a Lua). "Aos sete que não temem as leis... Sin, o concessor de luz, sitiou violentamente." De acordo com este texto, o aparecimento do Décimo Segundo Planeta salvou a escurecida Lua e fê-la "brilhar adiante nos céus" uma vez mais.

Os quatro estavam localizados numa zona celestial a que os sumérios chamavam GIR.HE.A ("águas celestes onde se confundem os foguetes"), MU.HE ("confusão de missão espacial"), ou UL.HE ("faixa de confusão"). Estes desconcertantes termos fazem sentido logo que percebemos que os Nefilim consideravam os céus do sistema solar em termos de suas viagens espaciais. Apenas recentemente, os engenheiros da Comsat (Corporação das Comunicações Via Satélite) descobriram que o Sol e a Lua "enganam" os satélites e "desligam-nos". Os satélites da Terra podem ser "confundidos" por chuvas de partículas das chamas solares ou por alterações na reflexão pela Lua de raios infravermelhos. Também os Nefilim tinham plena consciência de que as naves-foguetes ou naves espaciais entravam numa "zona de confusão" uma vez ultrapassada a Terra e aproximando-se de Vênus, de Mercúrio e do Sol.

Separados dos quatro por uma suposta barra celeste, os sete estavam numa zona celestial, para a qual os sumérios usavam o termo UB. O ub consistia em sete partes chamadas (em acádio) giparu ("residência da noite"). Há poucas dúvidas de que esta fosse a origem das crenças do Oriente Médio nos "Sete Céus".

As sete "orbes" ou "esferas" do ub compreendiam o acádio kishshatu ("a totalidade"). A origem do termo era o sumério SHU, que implicava também "aquela parte que é mais importante", o Supremo. Os sete planetas eram por isso e por vezes chamados "os Sete Brilhantes SHU.NU" ­os sete que "repousam na Parte Suprema".

Os sete eram tratados com maior detalhe técnico que os quatro. As listas celestiais sumérias, babilônicas e assírias descrevem-nos com vários epípetos e listam-nos na sua ordem correta. A maior parte dos estudiosos, considerando que os textos antigos não podiam de forma alguma ter abordado planetas para além de Saturno, acharam dificultosa a correta identificação dos planetas descritos nos textos. Mas as nossas próprias descobertas tornam a identificação e a compreensão dos significados dos nomes relativamente fácil.

O primeiro a ser encontrado pelos Nefilim aproximando-se do sistema solar foi o planeta Plutão. As listas da Mesopotâmia chamam a este planeta SHU.PA ("supervisor do SHU"), o planeta que guarda a aproximação à Suprema Parte do sistema solar.

Como veremos, os Nefilim só podiam aterrissar na Terra se sua nave espacial fosse lançada do Décimo Segundo Planeta bastante antes de se aproximar das vizinhanças da Terra. Deste modo, eles podiam ter atravessado a órbita de Plutão não só como habitantes do Décimo Segundo Planeta, mas também como astronautas de uma nave espacial nova. Um texto astronômico dizia que o planeta Shupa era aquele onde “a deidade Enlil fixara o destino para a Terra" - onde o deus, encarregado de uma missão espacial, estabelecera a rota correta para o planeta Terra e para a terra da Suméria.

A seguir à Shupa ficava IRU ("volta completa"). Em Netuno, a missão espacial começava provavelmente sua larga curva ou "volta completa" em direção ao seu alvo final. Outra lista apelida o planeta HUM.BA, que conota "vegetação de terreno pantanoso". Quando, e se algum dia sondarmos Netuno, será que descobriremos que sua persistente associação com águas se deve aos aquosos pântanos que os Nefilim viram sobre o planeta?

A Urano se dava o nome de Kakkab Shanamma ("planeta que é o duplo"). Urano é, na verdade, o gêmeo de Netuno em tamanho e aspecto. Uma lista suméria chama-lhe EN.TI.MASH.SIG ("planeta de radiante vida esverdeada"). Será também Urano um planeta no qual abundava a vegetação pantanosa?

Para além de Urano assoma Saturno, um planeta gigante (quase dez vezes maior que a Terra) distinguível pelos seus anéis que se estendem por mais do dobro em distância que o diâmetro do planeta. Armado de uma tremenda força gravitacional e dos misteriosos anéis, Saturno deve ter representado muitos perigos aos Nefilim e suas missões espaciais. Isto bem pode explicar o fato de eles chamarem ao quarto planeta TAR.GALLU ("o grande destruidor"). O planeta era também apelidado KAK.SI.DI ("arma de integridade") e SI.MUTU ("ele que pela justiça mata"). Ao longo do antigo Oriente Médio o planeta representou o castigador dos injustos. Seriam estes nomes expressões de temor ou referências a reais acidentes no espaço?

Os rituais Akitu, como vimos, fazem referência a "tempestades das águas" entre An e Ki no quarto dia, quando a missão espacial estava entre Anshar (Saturno) e Kishar (Júpiter).

Um texto sumério muito antigo, considerado desde sua primeira publicação em 1912 como sendo "um antigo texto mágico", registra muito possivelmente a perda de uma nave espacial e seus cinqüenta ocupantes. Relata como Marduk, chegando a Eridu, se apressou a ir ter com seu pai Ea com algumas terríveis novidades:

Foi criado como uma arma;

Atacou para a frente como a morte...

Os Anunnaki, que são cinqüenta,

Ele assassinou...

O voador, semelhante a uma ave SHU.SAR,

Ele assassinou no peito.

O texto não identifica o "ele" aquilo que destruiu o SHU.SAR (o voador "supremo perseguidor") e seus cinqüenta ocupantes. Mas o medo de um perigo celeste é evidente só em relação a Saturno.

Os Nefilim devem ter passado por Saturno e chegado à vista de Júpiter com uma grande sensação de alívio. Eles chamavam ao quinto planeta Barbaru ("o brilhante"), assim como SAG.ME.GAR ("o grande, onde as vestes espaciais são apertadas"). Outro nome para Júpiter, SIB.ZI.AN.NA ("verdadeiro guia dos céus"), descreve também seu papel provável na viagem à Terra - ele era o sinal para fazer a curva na difícil passagem entre Júpiter e Marte e entrar na zona perigosa do Cinturão de Asteróides. A partir dos epítetos, pareceria que neste ponto os Nefilim colocam os seus me's, suas vestes espaciais.

Marte, muito corretamente, era chamado UTU.KA.GAB.A ("luz estabelecida à porta das águas"), recordando-nos as descrições sumérias e bíblicas do Cinturão de Asteróides como o "bracelete" celeste separando as "águas superiores" das "águas inferiores" do sistema solar. Mais precisamente, a Marte se referiam como Shelibbu ("um próximo do centro" do sistema solar).

Um invulgar esboço num selo cilíndrico sugere que, passando Marte, uma missão espacial dos Nefilim que chegasse estabelecia constante comunicação com o "Controle da Missão" na Terra.




O objeto central neste antigo esboço simula o símbolo do Décimo Segundo Planeta, o Globo Alado. E, ainda assim, ele parece diferente: é mais mecânico, mais manufaturado que natural. As suas "asas" parecem quase os painéis solares com os quais as missões espaciais norte-americanas são equipadas para converter a energia solar em eletricidade. As duas antenas são inconfundíveis.

A nave circular, com seu topo semelhante a uma coroa e suas extensas asas e antenas, está situada nos céus, entre Marte (a estrela de seis pontas) e a Terra e sua Lua. Na Terra, uma divindade estende sua mão para cumprimentar um astronauta ainda fora nos céus, perto de Marte. O astronauta é mostrado usando um elmo com um visor e um escudo. A parte inferior de sua veste assemelha-se a um "homem-peixe", um requisito necessário, talvez, no caso de uma aterrissagem de emergência no oceano. Numa mão ele segura um instrumento; com a outra, retribui o cumprimento da Terra.

E depois, seguindo viagem, estava a Terra, o sétimo planeta. Nas listas dos "Sete Deuses Celestes", ela era chamada SHU.GI ("justo local de repouso de SHU"). Significava ainda a "Terra no fim do SHU", da Suprema Parte do sistema solar, o destino de longa jornada pelo espaço.

Enquanto no antigo Oriente Médio o som gi se transformava por vezes no mais familiar ki ("terra", "terra seca"), a pronúncia e sílaba gi ganharam nos nossos tempos seu significado original, exatamente como os Nefilim o entendiam: geo-grafia, geo-metria, geo-logia.

Na mais remota forma de escrita pictográfica, o signo SHU.GI significava também shibu ("o sétimo"). E os textos astronômicos explicavam:

Shar shadi il Enlil ana kakkab SHU.GI ikkabi.

"Senhor das Montanhas, divindade Enlil, é idêntica ao planeta Shugi.”

Estabelecendo o paralelo com as sete estações da viagem de Marduk, os nomes dos planetas falam ainda de vôo espacial. A terra no fim da jornada era o sétimo planeta, a Terra.

Talvez nunca saibamos se, daqui a anos sem conta, alguém noutro planeta encontrará e entenderá a mensagem desenhada na placa fixada à Pioneer 10. Do mesmo modo, uma tal placa ao inverso, ou seja, uma placa trazendo aos terráqueos informações sobre a localização e a rota do Décimo Segundo Planeta.

E, no entanto, tal prova extraordinária existe.

A prova é uma barra de argila encontrada nas ruínas da Real Biblioteca de Nínive. Tal como muitas das outras barras, é sem dúvida uma cópia assíria de uma barra suméria anterior. Ao contrário de outras, é um disco circular, e, embora alguns signos cuneiformes nela inscritos estejam excelentemente preservados, os poucos estudiosos que se entregaram à tarefa de decifração da barra acabaram por lhe chamar “o mais desconcertante documento mesopotâmico".

Em 1912, L. W. King, conservador de antiguidades assírias e babilônicas no Museu Britânico, fez uma meticulosa cópia do disco que está dividido em oito segmentos. As partes não danificadas contêm formas geométricas não vistas em nenhum outro artefato antigo, desenhadas e esboçadas com uma considerável precisão. Nelas se incluem setas, triângulos, linhas que se interseccionam e até uma elipse, uma curva geométrico-­matemática anteriormente considerada como estranha aos tempos antigos.

A invulgar e desconcertante placa de argila chegou ao conhecimento da comunidade científica num relato submetido à apreciação da Real Sociedade Britânica de Astronomia em 9 de janeiro de 1880. R. H. M. Bosanquet e A. H. Sayce, num dos mais antigos tratados sobre "A Astronomia Babilônica", referem-se a ela como a um planisfério (a reprodução de uma superfície esférica como um mapa plano). Eles anunciaram que alguns dos signos cuneiformes nela inscritos "sugerem medidas... parecem carregar algum significado técnico", Os muitos nomes dos corpos celestes que apareceram nos oito segmentos da placa estabeleceram claramente seu caráter astronômico. Bosanquet e Sayce ficaram particularmente intrigados com os sete "pontos" num segmento. Disseram que podiam representar as fases da Lua, se não fosse pelo fato de os pontos parecerem correr ao longo de uma linha nomeando a "estrela das estrelas" DIL.GAN e um corpo celeste chamado APIN.

"Não podem restar dúvidas de que esta enigmática figura é suscetível de uma explicação simples", diziam eles. Mas seu próprio esforço para fornecer tal explicação não foi além da correta leitura dos valores fonéticos dos signos cuneiformes e da conclusão de que o disco era u

m planisfério celeste.

Quando a Real Sociedade de Astronomia publicou um esboço do planisfério, J. Oppen e P. Jensen melhoraram a leitura dos nomes de algumas estrelas ou planetas. O dr. Fritz Hommel, escrevendo numa revista alemã em 1891 ("A Astronomia dos Antigos Caldeus"), chamou a atenção para o fato de cada um dos oito segmentos do planisfério fo

rmar um ângulo de 45°, fato a partir do qual ele concluiu que estava representada uma curva total dos céus - todos os 360° das alturas. Ele sugeriu que o ponto focal marcasse qualquer local "nos céus babilônicos".

E por aí ficou o assunto, até que Ernst F. Weidner, primeiro num artigo publicado em 1912

(Babyloniaca: "Para Uma Astronomia Babilônica") e depois em sua principal obra Handbuch der Babylonischen Astronomie (1915), analisou cabalmente a barra apenas para concluir que ela não fazia sentido.

Sua estupefação foi causada pe

lo fato de que, enquanto as formas geométricas e os nomes das estrelas ou planetas escritos nos limites dos vários segmentos eram legíveis ou inteligíveis (mesmo se seu significado ou objetivo era pouco claro), as inscrições ao longo das linhas (passando em ângulos de 45º de umas para as outras) não faziam, pur

a e simplesmente, sentido. Elas eram, invariavelmente, uma série de sílabas repetidas na língua assíria das barras. Elas passavam-se assim, por exemplo:

la bur di lu bur di bur di

bat bat bat kash kash ka

sh kash alu alu alu alu

Weidner concluiu que a placa era não só astronômica, como também astrológica, usada como barra mágica para exorcismos, como muitos outros textos consist

indo em sílabas repetidas. Com isto, negou qualquer interesse posterior à singular barra.

Mas suas inscrições assumem um aspecto completamente diferente se nós a tentarmos ler não em palavras-signos assírias, mas em palavras silábicas sumérias; po

rque então podem restar poucas dúvidas de que a barra representa uma cópia assíria de um anterior original sumério. Quando olharmos para um dos segmentos (que podemos numerar como I), as sílabas sem nexo:

na na na na a na a na nu (ao long

o da linha descendente)

sha sha sha sha sha sha (ao longo da circunferência)

sham sham bur bur Kur (ao longo da linha horizontal)

Brotam em toda sua significação se

penetrarmos no significado sumério destas palavras silábicas.



O que aqui se revela é um mapa de órbitas, assinalando o caminho pelo qual o deus Enlil "passou pelos planetas", acompanhado de algumas instruções de operações. A linha inclinada a 45º parece indicar a linha descendente de uma nave espacial de um ponto que é "alto alto alto alto", através de "nuvens de vapor" e uma zona inferior sem nenhum vapor, na direção do ponto do horizonte, no qual céus e terra se encontram.

Nos céus perto da linha horizontal, as instruções para os astronautas fazem sentido: é-lhes ordenado "ajustar ajustar ajustar" seus instrumentos para a aproximação final; depois, enquanto se aproximam do solo, "foguetes foguetes" são ligados para abrandar a força da nave, que aparentemente devia ser erguida ("acumulada") antes de atingir o ponto de aterrissagem porque tem de passar sobre terreno alto ou escarpado ("montanha montanha").

A informação fornecida neste segmento pertence claramente a uma viagem espacial empreendida pelo próprio Enlil. Neste primeiro segmento é-nos dado um preciso esboço geométrico de dois triângulos ligados por uma linha que faz um determinado ângulo. A linha representa uma rota, uma vez que a inscrição afirma claramente que o esboço mostra como a "deidade Enlil passou pelos planetas".

O ponto de partida é o triângulo à esquerda representando os longínquos limites do sistema solar; a área de objetivo está à direita, onde todos os segmentos convergem na direção do ponto de aterrissagem.

O triângulo à esquerda, desenhado com a base aberta, é semelhante a um signo conhecido na escrita pictográfica do Oriente Médio; seu significado pode ser lido como "o domínio do governante, a terra montanhosa". O triângulo à esquerda é identificado pela inscrição shu-ut il Enlil ("via do deus Enlil"); o termo, como sabemos, denota os céus setentrionais da Terra.

A linha oblíqua, então, liga aquilo que acreditamos ter sido o Décimo Segundo Planeta - "o domínio do governante, a terra montanhosa" ­com os céus da Terra. A rota passa entre dois corpos celestiais - Dilgan e Apin.

Alguns estudiosos defenderam que estes eram os nomes de estrelas distantes ou partes de constelações. Se as modernas missões tripuladas e não tripuladas podem navegar por uma "determinação de posição" em brilhantes estrelas pré-determinadas, não se pode excluir para os Nefilim uma similar técnica navegacional. No entanto, a teoria de que os dois nomes representam essas estrelas distantes não concorda, de certo modo, com o significado de seus nomes: DIL.GAN significava, literalmente, "a primeira estação" e APIN, "onde a rota correta é ajustada".

Os significados dos nomes indicam estações de caminhos, pontos já ultrapassados. Tendemos a concordar com tais autoridades como Thompson, Epping e Strassmaier que identificavam Apin com o planeta Marte. Se é assim, o significado do esboço torna-se claro: a rota entre o Planeta da Realeza e os céus por sobre a Terra passava entre Júpiter ("a primeira estação") e Marte ("onde a rota correta é ajustada").

Esta terminologia pela qual os nomes descritivos dos planetas estavam relacionados com seu papel na viagem espacial dos Nefilim, combina com nomes e epítetos nas listas dos Sete Shu Planetas. Como que para confirmar nossas conclusões, a inscrição afirmando que esta era a rota de Enlil aparece debaixo de uma fileira de sete pontos - os Sete Planetas que se estendem de Plutão à Terra.

Sem constituir surpresa, os quatro corpos celestes restantes, aqueles na "zona de confusão", são mostrados separadamente, para além dos céus setentrionais da Terra e da faixa celestial.

Em todos os outros segmentos há também provas de que se tratava de um mapa celeste e manual de vôo. Continuando no sentido anti-horário a parte legível do segmento seguinte contém a inscrição: "tomar tomar tomar lançar lançar lançar lançar completo completo completo". No terceiro segmento, onde se vê uma seção da invulgar forma elíptica, as inscrições legíveis rezam "kakkab SIB.ZI.AN.NA... enviado de AN.NA... deidade ISH.TAR" e a intrigante frase: "A deidade NI. NI, supervisor da descida ".

No quarto segmento, que contém aquilo que parecem ser instruções de como estabelecer o destino de cada um de acordo com certo grupo de estrelas, a linha descendente é especifIcamente identificada como a linha do céu: a palavra é repetida onze vezes sob a linha.

Representará este segmento uma fase de vôo já mais próxima da Terra, mais próxima do ponto de aterrissagem? Pode ser realmente este o conteúdo da legenda sobre a linha horizontal: "montes montes montes montes topo topo topo topo cidade cidade cidade cidade". A inscrição no centro diz: "kakkab MASH.TAB.BA [Gêmeos] cujo encontro é fixado: kakkab SIB.ZI.AN.NA [Júpiter] fornece conhecimento".

Se, como parece ser o caso, os segmentos estão organizados numa seqüência de aproximação, então nós quase podemos partilhar a excitação dos Nefilim à medida que se aproximam do aeroporto espacial da Terra. O segmento seguinte, de novo identificando a linha descendente como “céu céu céu", anuncia também:

nossa luz nossa luz nossa luz

mudança mudança mudança mudança

atenção caminho e solo alto

... terra plana...

A linha horizontal contém, pela primeira vez, números:

foguete foguete

foguete levantar planar

40 40 40

40 40 20 22 22

A linha superior do segmento seguinte já não afIrma: "céu céu"; pelo contrário ela chama "canal canal 100 100 100 100 100 100 100". Pode-se perceber um desenho neste segmento grandemente danificado. Ao longo de uma das linhas, a inscrição diz-nos: ''Ashshur'', que pode significar "Ele que vê" ou "Vendo".

O sétimo segmento está demasiado danificado para ser somado à nosso exame; as poucas sílabas discerníveis significam "distante distante... vista vista" e as palavras de instruções são "pressionar para baixo". O oitavo e último segmento, no entanto, está quase integral. Linhas direcionais, setas e inscrições marcam um caminho entre dois planetas. Instruções para "acumular montanha montanha", mostram quatro conjuntos de cruzes, inscritas por duas vezes "combustível água cereal" e duas vezes "vapor água cereal".

Seria este um segmento tratando das preparações para o vôo em direção à Terra, ou um segmento tratando do armazenamento para o vôo de regresso ao encontro do Décimo Segundo Planeta? Talvez seja o último caso, uma vez que a linha com a aguçada seta apontando para o local de aterrissagem na Terra tem em sua extremidade final outra "seta" apontando para a direção oposta, e a legenda "Regressos".


Quando Ea conseguiu que o emissário de Anu "fizesse Adapa tomar a estrada do céu" e Anu descobriu o ardil, ele exigiu saber:

Por que é que Ea, a um indigno humano

Revelou o plano de céu-terra ­–

Tornando-o distinto,

Fazendo um Shem para ele?

No planisfério que acabamos de decifrar, podemos, de fato, ver tal mapa de rotas, um "plano céu-terra". Em linguagem de signos e em palavras, os Nefilim desenharam para nós a rota desde seu planeta ao nosso.

Textos, de outro modo inexplicáveis, tratando de distâncias celestes fazem também sentido se os lermos em termos de viagem espacial a partir do Décimo Segundo Planeta. Determinado texto, encontrado nas ruínas de Nippur e que se crê ter 4.000 anos de antiguidade, está agora guardado na coleção Hilprecht na Universidade de Jena, na Alemanha. O. Neu­gebauer (The Exact Sciences in Antiquity) [As Ciências Exatas na Antiguidade] demonstrou que a barra era indubitavelmente uma cópia de "uma composição original mais antiga"; contém relações de distâncias celestes começando da Lua até a Terra e depois através do espaço para seis outros planetas.

A segunda parte do texto parece ter fornecido as fórmulas matemáticas para a resolução de qualquer problema interplanetário, afirmando (de acordo com algumas leituras):

40 4 20 6 40 X 9 é 6 40

13 kasbu 10 ush mul SHU.PA

eli mul GIR sud

40 4 20 6 40 X 7 é 5 11 6 40

10 kasbu 11 ush 6 1/2 gar 2 u mul GIR tab

eli mul SHU.PA sud

Nunca houve um acordo total entre os eruditos quanto à correta leitura das unidades de medição nesta parte do texto (uma nova leitura foi-nos sugerida numa carta do dr. J. Oelsner, encarregado da Coleção Hilprecht, em Jena). É claro, no entanto, que a segunda parte do texto media distâncias a partir de SHU.PA (Plutão).

Apenas os Nefilim, atravessando as órbitas planetárias, podiam ter concebido estas fórmulas; apenas eles tinham necessidade destes dados.

Levando em consideração que seu próprio planeta e seu objetivo, a Terra, estavam ambos em contínuo movimento, os Nefilim tiveram que direcionar sua nave não para onde a Terra estava na época do lançamento, mas para onde ela estaria na época da chegada. Podemos julgar, com segurança, que os Nefilim projetavam suas trajetórias de modo muito semelhante àquele que empregam os cientistas modernos para fazer os mapas das missões à Lua e a outros planetas.

A missão espacial dos Nefilim foi provavelmente lançada do Décimo Segundo Planeta em direção à própria órbita do Décimo Segundo Planeta, mas muito antes de sua chegada às vizinhanças da Terra. Baseando-se nestes e em inúmeros outros fatores, Amnon Sitchin, doutorado em Aeronáutica e Engenharia, elaborou para nós duas trajetórias alternativas para a missão espacial. De fato, com pouco gasto de energia, a nave não só mudaria seu curso, mas também diminuiria sua velocidade. Enquanto o Décimo Segundo Planeta (também um veículo espacial, embora de enorme tamanho) continuava sua ampla órbita elíptica, a nave espacial seguiria um curso elíptico muito mais reduzido e alcançaria a Terra bem antes do Décimo Segundo Planeta. Esta alternativa pode ter oferecido tanto vantagens como desvantagens aos Nefilim.

O período completo de 3.600 anos terrestres que se aplicava a períodos de exercício de poder e outras atividades sobre a Terra sugere que eles devem ter preferido a segunda alternativa, a de uma pequena viagem e uma estada nos céus da Terra, coincidindo com a chegada do próprio Décimo Segundo Planeta. Isto teria exigido o lançamento da nave espacial (C) quando o Décimo Segundo Planeta estava acerca de meio caminho de perigeu, início de sua rota de volta ao apogeu. Com a velocidade própria do planeta aumentando rapidamente, a nave espacial requereu fortes motores para ultrapassar seu planeta natal e alcançar a Terra (D) uns anos antes do Décimo Segundo Planeta.



Baseados em complexos dados técnicos assim como em textos mesopotâmicos, podemos dizer que nos parece que os Nefilim adotaram para suas missões à Terra a mesma aproximação que a NASA adotou para as missões à Lua: quando a nave espacial principal se aproximava do planeta objetivo (Terra), entrava em órbita à volta desse planeta sem aterrissar realmente. Em vez disso, uma nave menor era libertada da nave-mãe e executava a aterrissagem real.

Difíceis e precisas como eram as aterrissagens, as decolagens da Terra devem ter sido ainda mais delicadas. A nave de aterrissagem precisava reunir-se à nave-mãe, que tinha então de aquecer os motores e acelerar até velocidades extremamente altas, uma vez que devia alcançar o Décimo Segundo Planeta, que, por essa altura, passava por seu perigeu entre Marte e Júpiter à sua máxima velocidade orbital. O dr. Sitchin calculou que havia três pontos na órbita da nave à volta da Terra, que propiciavam um impulso na direção do Décimo Segundo Planeta. As três alternativas ofereciam aos Nefilim a escolha de alcançar o Décimo Segundo Planeta no espaço de 1,1 até 1,6 anos terrestres.

Terreno apropriado, orientação da Terra e coordenação perfeita com o planeta natal eram os requisitos necessários para chegadas, aterrissagens, decolagens e partidas bem-sucedidas da Terra.

Como veremos, os Nefilim preencheram todos estes requisitos.

10

Cidades dos Deuses

A história da primeira colonização da Terra por seres inteligentes é uma saga de tirar a respiração, não menos inspirada que a descoberta da América ou a circunavegação da Terra. Foi, com certeza, um acontecimento de importância maior, porque, como resultado desta colonização, nós e nossas civilizações estamos hoje aqui.

A Epopéia da Criação informa-nos que os "deuses" vieram para a Terra seguindo uma decisão deliberada de seu chefe. A versão babilônica, atribuindo a decisão a Marduk, explica que ele esperou até o solo da Terra secar e endurecer o suficiente para permitir as operações de aterrissagem e construção. Depois, Marduk anunciou sua decisão ao grupo de astronautas:

Nas profundas alturas, onde tu tens residido,

“A Real Casa das Alturas" eu construí.

Agora, uma contraparte dela

Eu construirei lá embaixo.

Marduk explicou então seu objetivo:

Quando das alturas para assembléia vocês descerem

Haverá um lugar de repouso para a noite para vos receber a todos.

Eu lhe chamarei "Babilônia" - ­O Portão dos Deuses.

A Terra não era assim meramente o objeto de uma visita ou de uma rápida estada de exploração; estava destinada a ser um permanente "lar longe do lar".

Viajando a bordo de um planeta que era uma espécie de nave espacial, atravessando as rotas da maior parte dos outros planetas, sem dúvida os Nefilim esquadrinhavam primeiro os céus a partir da superfície do próprio planeta. Sondas não tripuladas devem ter-se-lhes seguido. Mais tarde ou mais cedo eles adquiriram a capacidade de enviar missões tripuladas aos outros planetas.

Quando os Nefilim procuraram uma "casa" adicional, a Terra deve tê-los impressionado favoravelmente. Seus matizes azuis indicavam que ela possuía água e ar mantenedores de vida; os castanhos revelavam a existência de terra firme; os verdes falavam-lhes da vegetação e da base para vida animal. No entanto, quando os Nefilim finalmente viajaram para a Terra, ela deve ter-lhes parecido de algum modo diferente da visão atual que nossos astronautas têm dela. Não esqueçamos que, quando os Nefilim vieram pela primeira vez à Terra, ela estava no meio de uma idade do gelo - período glacial que se constitui em fases de congelamento e descongelamento do clima da Terra:

Glaciação remota - iniciada há cerca de 600.000 anos.

Primeiro aquecimento (período inter-glacial) – 550.000 anos atrás.

Segundo período glacial - há 480.000 e 430.000 anos.

Quando os Nefilim aterrissaram pela primeira vez na Terra, há cerca de 450.000 anos, cerca de um terço de sua área firme estava coberta com lençóis de gelo e glaciares. Com uma porção tão grande das águas da Terra congeladas, a queda de chuva foi reduzida, mas não por toda a parte. Devido às peculiaridades dos padrões de vento e terreno, entre outras coisas, algumas áreas que são hoje bem irrigadas eram estéreis na época, e algumas áreas que hoje têm apenas chuvas de estação experimentavam na época chuvas durante todo o ano.

Os níveis de água eram também mais baixos porque muita água fora capturada como gelo nas massas de terra. As provas indicam que, no auge das duas maiores idades do gelo, os níveis do mar eram cerca de 180 ou 200 metros mais baixos que hoje em dia. Assim, havia terra seca onde atualmente temos mares e praias. Onde os rios continuaram a correr, foram criadas profundas gargantas e desfiladeiros se seus cursos os levaram por terreno rochoso; se suas águas correram em terra macia e argila, chegaram à idade do gelo através de vastos pântanos.

Chegando à Terra em tais condições climáticas e geográficas, onde poderiam os Nefilim colocar seu primeiro domicilio?

Eles procuraram, sem dúvida, um local com um clima relativamente temperado, onde não eram precisos mais que simples abrigos e onde podiam se movimentar com leves roupas de trabalho em vez de pesadas vestes isolantes. Devem ter procurado também água para beber, lavar e para fins industriais, assim como para manter a vida animal e vegetal necessárias à alimentação. Os rios facilitam a irrigação de largas faixas de terra e simultaneamente deviam fornecer um meio de transporte conveniente.

Apenas uma zona relativamente estreita da Terra podia preencher todos estes requisitos, assim como satisfazer a necessidade de longas e planas áreas adequadas às aterrissagens. A atenção dos Nefilim, sabemo-lo agora, focalizou-se em três principais sistemas de rios e suas planícies: o Nilo, o Indo e o Tigre-Eufrates. Cada uma das bacias destes rios era adequada à primitiva colonização; cada uma, a seu tempo, se tornou o centro de uma antiga civilização.

Os Nefilim apenas muito dificilmente podiam ter ignorado outra necessidade: uma fonte de combustível e energia. Na Terra, o petróleo tem sido uma versátil e abundante fonte de energia, calor e luz e ainda matéria-­prima a partir da qual inúmeros bens essenciais são produzidos. Os Nefilim, a julgar pelas práticas e registros sumérios, fizeram uso extensivo do petróleo e seus derivados; é lógico que ao procurar o habitat mais adequado na Terra, os Nefilim preferissem um local rico em petróleo.

Com isto em mente, os Nefilim colocaram, provavelmente, a planície do Indo em último lugar, uma vez que não se trata de uma área onde possa ser encontrado petróleo. O vale do Nilo foi posto em segundo lugar; geologicamente, está situado numa zona principal de rochas sedimentares, mas a área do petróleo só se encontra a alguma distância do vale e requer profunda perfuração. A Terra dos Dois Rios, Mesopotâmia, foi, indubitavelmente, colocada em primeiro lugar. Alguns dos mais ricos campos petrolíferos estendem-se desde a orla do golfo Pérsico até às montanhas onde o Tigre e o Eufrates nascem. E, enquanto na maior parte dos locais se tem de perfurar profundamente para trazer à superfície o petróleo bruto, na antiga Suméria (agora sul do Iraque) os betumes, alcatrões, resinas e asfaltos fervilhavam ou afloravam espontaneamente na superfície.

É interessante que os sumérios tinham nomes para todas as substâncias betuminosas - petróleo, óleo bruto, asfaltos nativos, asfaltos de rocha, alcatrão, asfaltos pirogênicos, mástique, ceras e resinas. Tinham nove nomes diferentes para os vários betumes. Por comparação, a antiga linguagem egípcia tinha apenas dois e o sânscrito apenas três.

O livro do Gênesis descreve o domicilio de Deus na Terra - Éden ­como um local de clima temperado, ameno e, no entanto, refrescado pela brisa, uma vez que Deus passeava à tarde para aproveitar a refrescante brisa. Era um local de bom solo, oferecendo-se à agricultura e horticultura, especialmente ao cultivo de pomares. O local obtinha suas águas de uma cadeia de quatro rios. "E o nome do terceiro rio [era] Hidekel [Tigre]; é aquele que flui na direção do leste da Assíria; e o quarto era o Eufrates.”

Enquanto as opiniões referentes à identidade dos primeiros dois rios, Fison, ("abundante") e Geon ("que jorra para a frente"), são inconclusivas, não há incertezas no que se refere aos outros, o Tigre e o Eufrates. Alguns estudiosos localizam o Éden na Mesopotâmia do Norte, onde os dois rios e os dois afluentes secundários têm sua origem; outros (tais como E. A. Speiser, in The Rivers of Paradise) [Os Rios do Paraíso] acreditam que as quatro correntes convergiam no topo do golfo Pérsico, e assim o Éden não ficava situado na Mesopotâmia do Norte, mas sim na do Sul.

O nome bíblico de Éden é de origem mesopotâmica, derivando do acádio edinu, significando "planície". Lembramos que o título "divino" dos antigos deuses era DIN.GIR ("os íntegros/justos dos foguetes"). Um nome sumério para o domicílio dos deuses, E.DIN, terá significado "casa dos íntegros", uma descrição adequada.

A escolha da Mesopotâmia como o lar na Terra foi provavelmente motivada por, pelo menos, uma outra importante razão. Embora, a seu devido tempo, os Nefilim tivessem estabelecido um aeroporto espacial em terra seca, algumas provas sugerem que, pelo menos inicialmente, eles aterrissaram chapinhando no mar numa cápsula hermeticamente selada. Se foi este o método de aterrissagem, a Mesopotâmia oferece não um, mas dois mares - o oceano Índico ao sul e o Mediterrâneo a oeste - para que, em caso de emergência, a aterrissagem não dependesse apenas de um único local aquoso. Como veremos, uma boa baía ou golfo a partir da qual podiam ser iniciadas viagens por mar era também essencial.

Em antigos textos e gravuras, as naves dos Nefilim eram inicialmente chamadas "barcos celestiais". A aterrissagem de tais astronautas "marítimos", podemos imaginar, podia ter sido descrita em antigos contos épicos como o aparecimento de um gênero qualquer de submarino-dos-céus no mar, a partir do qual "homens-peixes" emergiam e vinham à costa.

Na verdade, os textos mencionam que alguns dos AB.GAL que navegaram nas naves espaciais estavam vestidos como peixes. Um texto abordando as divinas viagens de Ishtar cita-a procurando alcançar o "grande gallu" (navegador-chefe) que partira "num barco submerso". Berossus transmitiu lendas referentes a Oannes, o "Sendo Dotado de Razão", um deus que fez seu aparecimento do "mar Eritreu que era limítrofe à Babilônia" no primeiro ano da descida da realeza do céu. Berossus relatou que, embora Oannes parecesse um peixe, tinha uma cabeça humana e pés como um homem sob sua cauda de peixe. "Também sua voz e linguagem eram articuladas e humanas."



Os três historiadores gregos, através dos quais sabemos o que Berossus escreveu, relatavam que tais divinos homens-peixes apareciam periodicamente vindo à costa do "mar Eritreu", a massa de água a que hoje chamamos mar Arábico (a parte ocidental do oceano Índico).

Por que teriam os Nefilim aterrissado chapinhando no oceano Índico, a centenas de quilômetros do seu lugar escolhido na Mesopotâmia, em vez de pararem no golfo Pérsico, que fica muito mais perto desse local? Os antigos relatos confirmam indiretamente nossa conclusão de que as primeiras aterrissagens ocorreram durante o segundo período glacial quando o atual golfo Pérsico não era um mar, mas uma extensão de pântanos e lagos superficiais nos quais era impossível uma aterrissagem aquática.

Descendo no mar Arábico, os primeiros seres inteligentes na Terra fizeram depois seu caminho em direção à Mesopotâmia. Os pântanos estendiam-se mais profundamente para o interior que a atual linha de costa. Aí, nos limites dos pauis, estabeleceram sua primeiríssima colônia em nosso planeta.

A essa colônia chamavam eles E.RI.DU ("casa na lonjura construída"). Como é apropriado o nome!

Até hoje mesmo, o termo persa ordu significa "acampamento". É uma palavra cujo significado tomou raízes em todas as línguas: a terra colonizada chama-se Erde em alemão, Erda no velho alto-alemão, fördh em irlandês, ford em dinamarquês, Airtha em gótico, Ertha no inglês médio; e, voltando atrás geográfica e cronologicamente, "terra" era Aratha ou Ereds em aramaico, Erd ou Ertz em curdo, Eretz em hebraico.

Em Eridu, na Mesopotâmia do Sul, os Nefilim fundaram a Estação Terrestre I, um solitário posto avançado num planeta semi-gelado.


Um posto avançado isolado num planeta estranho A Ásia como seria vista do ar em pleno período glaciar. Um nível do mar mais baixo provocou um recorte litoral diferente do de hoje. O Golfo Pérsico e a Mesopotâmia meridional não passavam de pântanos, lagos e terras barrentas.

............. A linha de costa atual.

Triângulo preto – Presumível redemoinho no Mar Arábico

Quadrado preto – Posição de Eridu, na orla dos pântanos.

Os textos sumérios, confirmados por posteriores traduções acádias, listam as colônias originais ou "cidades" dos Nefilim pela ordem em que foram sendo fundadas. É-nos dito até qual dos deuses foi encarregado de cada uma destas colônias. Um texto sumério, que se acredita ter sido o original das "Barras do Dilúvio" acádias, relata o seguinte a propósito das cinco primeiras sete cidades:

Depois de a realeza ter descido dos céus,

Depois de a exaltada coroa, o trono da realeza

Ter descido dos céus,

Ele... completou os procedimentos,

Os divinos mandados...

Fundou cinco cidades em locais puros,

Deu-lhes nomes,

Transformou-os em centros.

A primeira destas cidades, ERIDU,

Ele deu a Nudimmud, o chefe,

A segunda, BAD-TIBlRA,

Ele deu a Nugig.

A terceira, LARAK,

Ele deu a Pabilsag.

A quarta, SIPPAR,

Ele deu ao herói Utu.

A quinta, SHURUPPAK,

Ele deu a Sud.

O nome do deus que desceu a realeza dos céus à terra, que planejou a fundação de Eridu e quatro outras cidades e designou seus governadores ou comandantes está, infelizmente, apagado. Todos os textos, no entanto, concordam que o deus que, com dificuldades, passou a vau os pauis até aos seus limites e disse "Aqui ficaremos" era Enki, apelidado "Nudimmud" ("ele que fez coisas") no texto acima transcrito.

Os dois nomes deste deus - EN.KI ("senhor do solo firme") e E.A. ("cuja casa é água") - eram muito apropriados. Eridu, que permaneceu a sede de poder de Enki e seu centro de adoração ao longo de toda a história da Mesopotâmia, estava construída em solo artificialmente elevado acima das águas dos pântanos. As provas estão contidas num texto chamado (por S. N. Kramer) o "Mito de Enki e Eridu":

O senhor das profundezas aquáticas, o rei Enki...

Construiu sua casa...

Em Eridu ele construiu a Casa da Margem da Água...

O rei Enki... construiu uma casa:

Eridu, como uma montanha,

Ele levantou acima do solo;

Num bom local ele a construiu.

Estes e outros textos, em sua maior parte fragmentários, sugerem que uma das primeiras preocupações destes "colonizadores" na Terra tinha a ver com os lagos superficiais e os pântanos aquáticos. "Ele trouxe...; determinou a limpeza dos pequenos rios". O espaço para dragar os leitos e afluentes para permitir um melhor corrimento das águas tinha por intenção drenar os pântanos, obter água potável, mais pura, e adicionar irrigação controlada. A narrativa suméria indica também alguns aterros ou levantamento de diques para proteger as primeiras casas das águas onipresentes.

Um texto chamado pelos eruditos "o mito" de "Enki e a Ordem da Terra" é um dos mais longos e mais bem preservados dos poemas narrativos sumérios até agora desenterrados. Seu texto consiste em cerca de 470 linhas, das quais 375 são perfeitamente legíveis. Seu início (cerca de cinqüenta linhas) está, infelizmente, partido. Os versos que se seguem são dedicados a uma exaltação de Enki e ao estabelecimento de suas relações com a deidade principal Anu (seu pai), Ninti (sua irmã) e Enlil (seu irmão).

Seguindo estas introduções, o próprio Enki "toma o microfone". Por mais fantástico que possa soar, o fato é que o texto inclui um relato na primeira pessoa, pelo próprio Enki, falando de sua aterrissagem na Terra.

Quando eu abordei a Terra,

Havia muita inundação.

Quando me aproximei de seus verdes prados,

Morros e montes acumularam-se

A uma ordem minha.

Eu construí minha casa num puro local...

Minha casa

Sua sombra alonga-se por sobre o Pântano da serpente...

Os peixes de água doce agitam aí suas caudas

Por entre os pequenos juncos de gizi.

O poema passa depois a descrever e registrar, na terceira pessoa, as realizações de Enki. Aqui estão alguns versos selecionados:

Ele assinalou o pântano,

Colocou nele carpas e... - peixe;

Ele marcou as canas do bosque,

Colocou nele... - juncos e canas verdes

Enbilulu, o inspetor de canais,

Ele colocou no cargo dos pântanos.

Ele que colocou redes para que nenhum peixe escapasse,

De cuja armadilha nenhum... escapa,

De cujo laço nenhum pássaro foge,

...O filho de... um deus que ama peixe

Enki colocou no cargo dos peixes e pássaros.

Enkimdu, o da vala e do dique.

Enki colocou no cargo da vala e do dique.

Ele cujo... molde dirige,

Kulla, o fabricante de tijolo da terra,

Enki colocou no cargo do molde e do tijolo.

O poema lista outras realizações de Enki, incluindo a purificação das águas do rio Tigre e a junção (por meio de um canal) do Tigre e do Eufrates. Sua casa, perto da margem da água, ficava junto do cais no qual jangadas de juncos e barcos podiam ser ancorados e do qual podiam partir e navegar. Muito apropriadamente, a casa chamava-se E.ABZU ("casa do Abismo"). O sagrado recinto de Enki em Eridu foi conhecido por este nome durante milênios depois.

Não há dúvida de que Enki e sua equipe de aterrissagem exploraram as terras à volta de Eridu, mas Enki parece ter preferido viajar pela água. O pântano, dizia ele num dos textos, "é meu ponto favorito; ele estende para mim seus braços". Noutros textos, Enki descreveu a navegação por entre os pântanos em seu barco, chamado MA.GUR (literalmente, "barco para voltear"), nomeadamente, um barco de recreio. Ele diz como os homens da tripulação "moviam os remos em uníssono", como eles costumavam "cantar doces melodias, fazendo o rio rejubilar". Nessas alturas, confessou ele, "canções sagradas e encantamentos enchiam minhas Aquáticas Profundezas". Até um detalhe tão mínimo como o nome do capitão do barco de Enki é registrado.



As listas de reis sumérios indicam que Enki e seu primeiro grupo de Nefilim permaneceram sozinhos na Terra durante bastante tempo: oito shar's decorreram (28.800 anos) até que o segundo-comandante ou "chefe de colônia" fosse nomeado.

É lançada uma interessante luz sobre o assunto quando examinamos as provas astronômicas. Os estudiosos ficam estupefatos com a aparente “confusão" suméria no que toca a qualquer uma das doze casas zodiacais que está associada com Enki. O signo do peixe-cabra, que representa a constelação Capricórnio, estava aparentemente associado com Enki (e pode, de fato, explicar o epíteto do descobridor de Eridu, A.LULIM, que talvez significasse "carneiro das fulgentes águas"). Ainda assim, Ea/Enki era freqüentemente descrito segurando vasos de águas correntes - o original Portador de Água, ou Aquário; e ele era certamente o deus dos peixes e assim associado ao signo Peixes.

Os astrônomos encontram muitas dificuldades para esclarecer como é que os antigos contempladores de estrelas realmente viam num grupo de estrelas os contornos de, digamos, peixes ou de um aquário. A resposta que vem à mente é que os signos do zodíaco não foram nomeados segundo a forma do grupo de estrelas, mas de acordo com o epíteto ou atividade principal de um deus primariamente associado com a época em que o equinócio vernal estava naquela específica casa zodiacal.

Se Enki pousou na Terra - como acreditamos - no início da Idade de Peixes, ele presenciou um desvio precessional para Aquário e permaneceu durante um Grande Ano (25.920 anos) até que começou uma Idade de Capricórnio, uma vez que ele esteve verdadeiramente no comando solitário da Terra durante os supostos 28.800 anos.

A passagem do tempo relatada confirma também nossa anterior conclusão de que os Nefilim chegaram à Terra no meio de uma idade de gelo. O difícil trabalho de levantar diques e cavar canais começou quando as condições climáticas eram ainda rigorosas. Mas, depois de passados uns poucos shar's de sua aterrissagem, o período glacial deu lugar a um clima mais quente e com mais chuvas (há cerca de 430.000 anos). Foi então que os Nefilim decidiram mudar-se avançando para o interior e expandindo suas colônias. Convenientemente, os anunnaki (os Nefilim de baixa condição) chamaram ao segundo-comandante de Eridu "A.LAL.GAR" ("ele que é tempo de chuva trouxe descanso").

Mas enquanto Enki experimentava as agruras do pioneirismo na Terra, Anu e seu outro filho Enlil vigiavam do Décimo Segundo Planeta os desenvolvimentos de nosso planeta. Os textos mesopotâmicos deixam bem claro que aquele que estava realmente encarregado da missão na Terra era Enlil, e, mal foi decretada a decisão de prosseguir com a missão, o próprio Enlil desceu à Terra. Para ele foi construída uma colônia especial ou base chamada Larsa por EN.KI.DU.NU ("Enki escava fundo"). Quando Enlil tomou pessoalmente conta do local, ele foi apelidado ALIM ("carneiro"), coincidindo com a "idade" da constelação zodiacal de Áries.

A fundação de Larsa iniciou uma nova fase na colonização da Terra pelos Nefilim. Ela assinalou a decisão de prosseguir com as tarefas para as quais fora destacado para a Terra, tarefas essas que requeriam o envio para a Terra de mais "força humana", ferramentas e equipamento e o regresso de valiosas mercadorias para o Décimo Segundo Planeta.

Aterrissagens no mar deixaram de ser adequadas para estes pesados carregamentos. As mudanças climáticas tornaram o interior da região mais acessível - era tempo de deslocar o local de aterrissagem para o centro da Mesopotâmia. Neste momento crítico, Enlil veio à Terra e procedeu de Larsa ao estabelecimento de "Controle Central da Missão" - um sofisticado posto de comando a partir do qual os Nefilim na Terra podiam coordenar viagens espaciais para e de seu planeta natal, guiar os pousos das naves que iam e vinham e aperfeiçoar as decolagens e entradas com a nave espacial orbitando a Terra.

O local que Enlil selecionou para este fim, conhecido durante milênios por Nippur, era por eles chamado NIBRU.KI ("travessia da Terra"). (Lembramos que o local celeste em que o Décimo Segundo Planeta passa mais perto da Terra era chamado "Local Celeste da Travessia"). Aí Enlil estabeleceu o DUR.AN.KI, o "elo céu-terra".

A tarefa era compreensivelmente complexa e absorvedora de tempo. Enlil ficou em Larsa durante 6 shar's (21.600 anos) enquanto Nippur estava em construção. O empreendimento de Nippur era também longo, como o evidenciam as alcunhas zodiacais de Enlil. Tendo feito o paralelo com Carneiro (Áries) enquanto esteve em Larsa, ele foi subseqüentemente associado ao Touro. Nippur foi fundada na "idade" de Touro.

Um poema de devoção composto como um "Hino a Enlil, o Todo-­Beneficente", ao glorioso Enlil, à sua consorte Ninlil, à sua cidade Nippur e à sua "suprema casa", à E.KUR, diz-nos muito acerca de Nippur. Em primeiro lugar, Enlil tinha à sua disposição alguns instrumentos altamente sofisticados: um "'olho' erguido que esquadrinha a terra" e um "feixe erguido que pesquisa o coração de toda a terra". Nippur, diz-nos o poema, estava protegida por medonhas árvores: "Sua vista inspira pavoroso medo, terror"; "do seu exterior, nenhum poderoso deus pode se aproximar". Seu "braço" era "uma ampla rede" e no seu núcleo agachava-­se um "pássaro que marcha rápido", um "pássaro" a cuja "mão" os mesquinhos e os maus não podem escapar. Seria o local protegido por alguma espécie de raio mortífero, por um campo de poder eletrônico? Haveria em seu centro um estrado para helicóptero, um "pássaro" tão veloz que ninguém podia ficar fora de seu alcance?

No centro de Nippur, no alto de uma plataforma elevada artificialmente, ficavam os aposentos e um quartel-general de Enlil, o KI.UR ("local da raiz da Terra"), onde o "elo entre céus e terra" se ergue. Este era o centro de comunicações do Controle da Missão, o local a partir do qual os Anunnaki na Terra se comunicavam com seus camaradas, os IGI.GI ("eles que voltam e vêem") na nave espacial que ficava orbitando.

Neste centro, continua o texto a dizer, havia um "alto pilar dirigido às alturas, alcançando o céu". Este "pilar" extremamente alto, firmemente plantado no solo "como uma plataforma que não pode ser contornada", era usado por Enlil para "pronunciar sua palavra" para os céus. Esta é uma descrição simples de uma torre de radiodifusão. Logo que a "palavra de Enlil" - a sua ordem - "se aproximava dos céus, a abundância escorria para a Terra". Que maneira simples de descrever o fluxo de matérias, comidas especiais, medicamentos e ferramentas trazidos para baixo pela missão vaivém, logo que soava a "palavra" de Nippur!

Este Centro de Controle numa plataforma erguida, a "suprema casa" de Enlil, continha uma misteriosa câmara chamada DIR.GA:

Tão misteriosa como as distantes águas,

Como o celestial zênite.

Entre os seus... emblemas,

Os emblemas das estrelas.

O ME leva-a à perfeição.

Suas palavras são para emissão...

Suas palavras são graciosos oráculos.

Que era esta dirga? Fraturas na antiga barra furtaram-nos o conhecimento de mais dados; mas o nome fala por si próprio, uma vez que significa "a câmara escura semelhante a uma coroa", um local onde eram guardados quadros de estrelas, onde eram feitas previsões, onde os ME (as comunicações dos astronautas) eram recebidos e transmitidos. A descrição faz-nos lembrar o Controle de Missões Espaciais, e em Houston, no Texas, orientando os astronautas em suas missões à Lua, amplificando suas comunicações, traçando seus cursos de encontro ao céu estrelado, dando-lhes "graciosos oráculos" de orientação.

Podemos relembrar aqui o conto do deus Zu, que fez seu caminho até o santuário de Enlil e surripiou a Barra dos Destinos, após o que "suspensa estava a emissão de ordens... a santificada câmara interior perdeu seu fulgor... a quietude se espalhou... o silêncio prevaleceu".

Na "Epopéia da Criação", os "destinos" dos deuses planetários eram suas órbitas. É compreensível imaginarmos que a Barra dos Destinos, tão vital às funções de Enlil no "Centro de Controle da Missão", também controlava as órbitas e rotas de vôo das naves espaciais que mantinham o "elo" entre o céu e a terra. Ela bem pode ter sido a indispensável "caixa-preta" contendo os programas de computador que guiavam as naves espaciais, sem os quais o contato entre os Nefilim na Terra e sua ligação com o planeta natal era interrompido.

Muitos estudiosos tomam o nome de EN.LIL para dizer "senhor do vento", o que se ajusta à teoria de que os antigos "personificavam" os elementos da natureza e, deste modo, encarregavam um deus de tomar conta dos ventos e tempestades. Ainda assim, alguns estudiosos já sugeriram que, nesta circunstância, o termo LIL significa não um tempestuoso vento da natureza, mas o "vento" que sai da boca, uma elocução, uma ordem, uma comunicação falada. Uma vez mais, os arcaicos pictogramas sumérios para o termo EN - especialmente como são aplicados a Enlil - e para o termo LIL lançaram luz sobre o assunto. Pelo que vemos, é uma estrutura com uma alta torre de antenas projetando-se dela, assim como uma engenhoca que lembra bastante as gigantescas cadeias de radares hoje erigidas para capturar e emitir sinais, a "ampla rede" descrita nos textos.


Em Bad-Tibira, estabelecida como um centro industrial, Enlil instalou seu filho Nannar/Sin no comando; os textos falam dele na lista de cidades como NU.GIG ("ele do céu noturno"). Aí, acreditamos, nasceram os gêmeos Inanna/Ishtar e Utu/Shamash, acontecimento assinalado pela associação de seu pai Nannar com a constelação zodiacal seguinte, os Gêmeos. Como deus especializado em foguetes, a Shamash foi associada a constelação GIR (significando tanto "foguete" e "garra do caranguejo" ou Câncer), seguida por Ishtar e pelo Leão, sobre o dorso do qual ela era tradicionalmente representada.

A irmã de Enlil e Enki, "a enfermeira" Ninhursag (SUD), não foi negligenciada; a seu cargo, Enlil colocou Shuruppak, o centro médico dos Nefilim - acontecimento assinalado pela designação de sua constelação "A Donzela" (Virgem).

Enquanto estes centros eram fundados, o acabamento de Nippur foi seguido pela construção do aeroporto espacial dos Nefilim sobre a Terra. Os textos tornam claro que Nippur era o local em que as "palavras" ­ordens - eram pronunciadas: aí, quando "Enlil ordenou: 'Para o céu!'... aquele que cintila sempre elevou-se como um foguete dos céus". Mas a própria ação teve lugar "onde Shamash se ergue", e aquele local- o "cabo Kennedy" dos Nefilim - era Sippar, a cidade a cargo do chefe das águias, onde foguetes de múltiplos estágios eram levantados do interior deste especial enclave, o "sagrado recinto".

Quando Shamash amadureceu para tomar o comando dos foguetes faiscantes, e a seu tempo também para se tornar o Deus da Justiça, a ele foram atribuídas as constelações Escorpião e Libra (a Balança).

Completando a lista das primeiras sete cidades dos deuses e a correspondência com as doze constelações zodiacais veio Larak, onde Enlil colocou seu filho Ninurta no comando. As listas da cidade chamam-lhe PA.BIL.SAG ("grande protetor"), o mesmo nome pelo qual é chamada a constelação Sagitário.

Seria pouco realista supor que as primeiras sete cidades dos deuses foram fundadas por acaso. Estes "deuses", capazes de realizar viagens espaciais, localizaram as primeiras colônias de acordo com um plano definido, servindo uma necessidade vital: tornar possível pousar na Terra e deixar a Terra para seu próprio planeta.

Qual era este plano-mestre?

Quando procuramos uma resposta, nos perguntamos: qual é a origem do símbolo astronômico e astrológico da Terra, um círculo bisseccionado por uma cruz de ângulos retos, o símbolo que usamos para significar "alvo"?

O símbolo remonta às origens da astronomia e da astrologia na Suméria I e é idêntico ao hieróglifo egípcio para "local".

Será isso coincidência ou significativa evidência? Teriam os Nefilim pousado na Terra sobrepondo em sua imagem ou mapa alguma espécie de "alvo"?

Os Nefilim eram estranhos à Terra. Quando do espaço esquadrinhavam sua superfície, devem ter prestado especial atenção às montanhas e cadeias montanhosas. Elas podiam representar incidentes inesperados por ocasião das aterrissagens e das decolagens, mas podiam também servir de marcos no terreno para a navegação.

Se os Nefilim, quando pairavam sobre o oceano Índico, olharam na direção da Terra Entre-os-Rios, que escolheram para suas primeiras tentativas de colonização, um marco de terreno lhes deve ter, indiscutivelmente, aparecido: o monte Ararat.

Como maciço vulcânico extinto, o Ararat domina o planalto armênio onde hoje se encontram as fronteiras da Turquia, Irã e Armênia Soviética. Ele se ergue nos lados oriental e setentrional acerca de 900 metros acima do nível do mar, e, no lado noroeste, a 1.500 metros. Todo o maciço tem cerca de 40km de diâmetro, um imponente cume salientando-se da superfície da terra.

Outras características o tornam proeminente não apenas no horizonte, mas também de cima, visto dos céus. Primeiro, está localizado entre dois lagos, o Van e o Se-Van. Segundo, dois picos se erguem do alto maciço: o Pequeno Ararat (3.900m) e o Grande Ararat (5.195m). Nenhuma outra montanha rivaliza com as solitárias alturas dos dois picos, que estão permanentemente cobertos de gelo. São como dois brilhantes faróis entre os dois lagos que, durante o dia, agem como refletores gigantes.

Temos razões para crer que os Nefilim selecionaram seu local de pouso coordenando um meridiano norte-sul com um iniludível marco de terreno e uma conveniente localização de raios. Ao norte da Mesopotâmia, o facilmente identificável Ararat com seus picos gêmeos devia ter sido o marco óbvio de terreno. Um meridiano desenhado através do centro do Ararat de picos gêmeos dividia ao meio o Eufrates. Esse era o alvo, o local escolhido para o aeroporto espacial.



Seria um local apropriado para aterrissagens e decolagens?

A resposta é sim. O local escolhido fica num plano; as cadeias de montanhas que rodeiam a Mesopotâmia se encontram a uma distância razoável. As mais altas (para leste, nordeste e norte) não atrapalhariam o pouso daquela espécie de ônibus espacial que vinha de sudeste.

Seria um local acessível? Astronautas e materiais poderiam ser trazidos até ali sem muita difIculdade?

De novo, a resposta é sim. O local podia ser atingido por terra e, via rio Eufrates, por missões aquáticas.

E mais uma pergunta decisiva: haveria por ali uma fonte de energia, de combustível para a força e a luz? A resposta é um enfático sim. A curva do rio Eufrates, onde seria fundada Sippar, era, na Antiguidade, uma das mais ricas fontes em betumes de superfície, produtos petrolíferos que vertem de poços naturais e podiam ser reconhecidos da superfície sem nenhuma escavação ou perfuração a grandes profundidades.

Podemos imaginar Enlil, rodeado por seus ofIciais no posto de comando da missão espacial, desenhando a cruz dentro de um círculo no mapa.

"Como vamos chamar a este local?", pode ter perguntado.

"Por que não Sippar?", alguém devia ter sugerido.

Nas línguas do Oriente Médio, o nome significava "pássaro". Sippar era o local onde as Águias viriam fazer ninho.

Como pousariam os ônibus espaciais em Sippar?

Podemos visualizar um dos navegadores espaciais apontando a melhor rota: à esquerda, eles tinham o Eufrates e o planalto montanhoso a oeste deste; à direita, o Tigre e a cadeia Zagros a leste deste. Se a nave devia aproximar-se de Sippar ao ângulo relativamente simples de 45° em relação ao meridiano de Ararat, seu caminho leva-la-ia seguramente entre estas duas zonas acidentadas. Além disso, entrando na Terra com tal ângulo, a nave atravessaria ao sul por sobre a orla rochosa da Arábia em alta altitude e começaria seu pouso por sobre as águas do golfo Pérsico. Indo e vindo, a missão teria um campo de visão e comunicação desobstruído com o Controle da Missão em Nippur.

O oficial de Enlil faria então um rápido esboço - um triângulo com águas e montanhas nos lados, apontando com uma seta na direção de Sippar. Um "X" assinalaria Nippur, no centro.


Por mais incrível que possa parecer, este esboço não foi feito por nós; o desenho estava delineado num objeto de cerâmica desenterrado em Susa, num estrado datado de cerca do ano 3.200 a. C. Ele dá a idéia do planisfério que descrevia a rota de vôo e os procedimentos, baseados em segmentos de 45°.

O estabelecimento de colônias na Terra pelos Nefilim não constituiu uma tentativa a esmo. Todas as alternativas foram estudadas, todas as soluções avaliadas, todos os acasos levados em conta; além disso, o próprio plano de colonização foi cuidadosamente esquematizado para que cada local se adequasse à forma final, cujo objetivo era esboçar o caminho de aterrissagem para Sippar.

Ninguém antes tentou reconhecer um plano-mestre nas dispersas colônias sumérias. Mas, se olharmos para as primeiras sete cidades fundadas, descobrimos que Bad-Tibira, Shuruppak e Nippur ficam situadas numa linha que corre precisamente a um ângulo de 45° do meridiano de Ararat, e essa linha atravessava o meridiano exatamente em Sippar! As outras duas cidades cujas localizações são conhecidas, Eridu e Larsa, ficam também situadas numa outra linha reta que atravessa a primeira e o meridiano de Ararat também em Sippar.

Orientando-nos pelo antigo esboço que faz de Nippur o centro de um círculo, e desenhando circunferências concêntricas a Nippur através das várias cidades, descobrimos que outra antiga cidade suméria, Lagash, estava localizada exatamente num destes círculos - numa linha eqüidistante desde a linha de 45°, como a reta Eridu-Larsa-Sippar. A localização de Lagash reflete a de Larsa.

Embora o local de LA.RA.AK ("vendo brilhante halo") permaneça desconhecido, o lugar lógico para ela seria no ponto 5, uma vez que lá situava-se a Cidade dos Deuses, completando o anel de cidades na rota central do vôo em intervalos de seis bem: Bad-Tibira, Shuruppak, Nippur, Larak, Sippar.



1. Eridu

2. Larsa

3. Nippur

4. Bad-Tibira

5. Larak

6. Sippar

7. Shuruppak

8. Lagash

As duas linhas de fora, flanqueando a linha central que passa por Nippur, ficam a 6° em cada lado dela, atuando como delimitadores sudoeste e nordeste da rota central de vôo. Apropriadamente, o nome LA.AR.SA significava "vendo a luz vermelha"; e LA.AG.ASH significava "vendo o halo em seis". As cidades ao longo de cada linha estavam, na verdade, a seis bem (aproximadamente 60km) de distância umas das outras.

Este, acreditamos, era o plano-mestre dos Nefilim. Tendo escolhido a melhor localização para seu aeroporto espacial (Sippar), fundaram as outras colônias de uma forma que delineia a rota de vôo vital para eles. No centro, colocaram. Nippur, onde se localizava o "elo céu-terra".

Nem as cidades originais dos deuses nem seus vestígios poderão ser vistos de novo pelo homem - tudo isso foi destruído pelo dilúvio; que mais tarde assolou a terra. Mas podemos saber muito deles, porque era sagrado dever dos reis da Mesopotâmia reconstruir continuamente os recintos sagrados exatamente no mesmo ponto e de acordo com os planos originais. Os reconstrutores enfatizam sua escrupulosa fidelidade aos planos originais nas inscrições de consagração como nesta (descoberta por Layard), que afirma:

O eterno plano de base,

Aquele que para o futuro

A construção determinou

[Eu segui].

É aquele que suporta

Os desenhos dos vetustos tempos

E a escritura dos céus superiores

Cidades de acordo com a função

O Aeroporto espacial .

Controle de missão

O Esboço do corredor de vôo

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