quarta-feira, dezembro 14, 2011

( LIVRO ) PARTE 2. O triângulo das Bermudas completo Charles Berlitz



6 - Aberrações de Tempo Tempo-Espaço e Outros
Mundos.


Investigadores dos fenômenos do
Triângulo das Bermudas há muito notaram a
existência de outra área misteriosa nos mares
de nosso mundo, a sudeste do Japão, entre o
Japão e as ilhas Bonin, especificamente entre
Iwo Jima e a ilha Marcus, com registros e
uma reputação indicativa de perigos especiais
para navios e aviões. Se os navios que ali se
perderam foram vítimas de vulcões
submarinos ou maremotos repentinos, esta
área, muitas vezes chamada de "Mar do
Demônio", goza pelo menos oficialmente de
uma reputação ainda mais sinistra que o
Triângulo das Bermudas, já que as
autoridades japonesas a declararam como
zona de perigo.
O "Mar do Demônio" é temido há longo
tempo pelos pescadores, que acreditam que
ele seja habitado por diabos e monstros que
capturam os barcos desprevenidos.
Aeronaves e embarcações têm desaparecido
nesta região há muitos anos, porém, durante
a época em que o Japão estava em paz, nove
navios modernos sumiram entre o período de
1950 a 1954, com tripulações que totalizavam
várias centenas de pessoas e em
circunstâncias características (extensas
buscas por ar e mar, falta de destroços e
manchas de óleo) dos acontecimentos do
Triângulo das Bermudas.
O Triângulo das Bermudas e o Mar dos
Demônios, por uma fantástica
coincidência.apresentam ambos o mesmo
fenômeno insólito.
Pelo Triângulo das Bermudas passa,
quase em seu limite ocidental, a 80.° de
longitude oeste, uma linha onde o norte
verdadeiro e o norte magnético se tornam
alinhados e não se pode calcular a variação
das bússolas. Este mesmo meridiano de 80.°
de longitude oeste, e que muda de
designação quando atravessa os pólos, se
transformando em 150° de longitude leste,
passa a leste do Japão e cruza o centro do
Mar dos Demônios. Nesta área a agulha
magnética também vai apontar para o norte
verdadeiro e o norte magnético ao mesmo
tempo, exatamente como acontece na parte
ocidental do Triângulo das Bermudas do outro
lado do mundo.
As perdas inexplicáveis neste equivalente
japonês do Triângulo das Bermudas serviram
para inspirar uma investigação oficial do
governo em 1955. Esta expedição, com
cientistas anotando dados de bordo de seu
navio, o Kaiyo Maru 5, fez uma travessia pelo
Mar dos Demônios e terminou de maneira
realmente espetacular — o navio explorador
desapareceu de repente com sua tripulação e
todos os cientistas!
A existência de uma ou mais áreas de
desaparecimentos nos oceanos do mundo
levaram a especulações incomuns. Teorias a
respeito de aberrações antigravitacionais
foram formuladas, pressupondo áreas em que
as leis da gravidade e de magnetismo normal
de atração não funcionassem da maneira a
que nós estamos acostumados. Ralph Barker,
autor do livro Grandes Mistérios dos Ares,
acentua que novos aperfeiçoamentos na física
apontam para a "evidência da existência de
partículas antigravitacionais de matéria",
sugere que "a presença de matéria
antigravitacional ou contra-ter-rena, de uma
natureza completamente contrária àquelas
que são conhecidas neste planeta... de um
caráter espantosamente explosivo quando
(ela) chega nas proximidades da matéria da
forma comum que conhecemos... encravadas
em certas áreas bem localizadas na Terra..." —
Ele acha possível que esta matéria tenha
vindo do espaço e se incrustado na crosta
terrestre, algumas vezes por baixo da terra,
porém na maioria das vezes abaixo do mar.
Esta teoria poderia explicar o nãofuncionamento
de aparelhos eletrônicos e
magnéticos dentro de determinadas áreas,
mas não explica, no entanto, inúmeras perdas
de navios e aviões. Lembramo-nos, neste
caso, de relatórios feitos em outras áreas de
anomalias magnéticas através do mundo,
aonde a força de atração úe alguma coisa por
baixo das águas é maior que a do Polo Norte
Magnético.
Um estudo mais detalhado do Triângulo
das Bermudas e de outras áreas suspeitas foi
feito por Ivan Sanderson e discutido em seu
artigo "Os Doze Cemitérios do Diabo em Torno
do Mundo", escrito para a revista Saga.
Estudando as estatísticas de desaparecimento
de navios e aviões pelo mundo inteiro,
Sanderson e seus associados descobriram,
em primeiro lugar, que a maioria destas
perdas misteriosas ocorria em seis regiões,
todas elas tendo mais ou menos a forma de
um losango e, coincidentemente, entre as
latitudes de 30° e 40° norte e sul do Equador e
que incluíam o Triângulo das Bermudas e o
Mar dos Demônios.
Desenvolvendo mais ainda a sua teoria,
Ivan Sanderson estabeleceu uma rede de doze
"anomalias" a intervalos de setenta e dois
graus em torno da Terra, centrados mais
precisamente aos 36° de latitude sul e norte,
sendo cinco no Hemisfério Norte, cinco no
Hemisfério Sul e incluindo os Pólos. A razão
do Triângulo das Bermudas ser o mais
conhecido, acrescenta ele, é que é o mais
atravessado de todos. Mas todos os outros,
se bem que localizados em áreas menos
freqüentadas, apresentam, igualmente
evidências consideráveis de anomalias
magnéticas de tempo-espaço.
A maioria destas áreas ativas fica a leste
de massas de terras continentais aonde
correntes oceânicas quentes se dirigem para o
norte, colidindo com as correntes frias que
vêm para o sul. Somando-se a esta colisão de
correntes, estas áreas representam também
os pontos básicos aonde as correntes
oceânicas superficiais seguem uma direção e
as correntes da subsuperfície seguem outra.
As grandes correntes de maré de
subsuperfície se movimentam
tangencialmente, e influenciadas por
temperaturas diferentes, criam redemoinhos
magnéticos, que afetam as comunicações por
rádio, o magnetismo — talvez até mesmo a
gravidade — e eventualmente em condições
especiais, podem fazer com que aviões e
embarcações desapareçam — navegando ou
voando para um ponto diferente no tempo ou
no espaço. Uma explicação interessante sobre
os fenômenos que se passam nestas áreas é
sublinhado por Sanderson ao descrever as
espantosas "chegadas adiantadas" de vôos
aéreos cuidadosamente controlados: alguns
aviões têm chegado tão antes do horário
previsto que a única explicação possível seria
um vento de cauda soprando atrás deles, por
exemplo, a 800 quilômetros por hora. Tais
incidentes podem ser o resultado de ventos
não registrados, mas eles parecem ocorrer
mais freqüentemente dentro do Triângulo das
Bermudas e outras áreas de turbilhões, como
se os aviões que houvessem encontrado esta
anomalia tivessem sido arrebatados ou
empurrados com segurança através dos
"buracos no céu" que já custaram a vida de
tantos viajantes.


 
Doze seções da Terra, vórtices de
aberrações eletromagnéticas, como são sugeridas
pela teoria de Ivan Sanderson. As duas
áreas que não são mostradas nesta projeção
estão sobre os pólos. A área a leste do Japão
corresponde ao "Mar dos Demônios", o
equivalente japonês ao Triângulo das
Bermudas.
Um incidente envolvendo um lapso de
tempo ocorreu no aeroporto de Miami há
cinco anos atrás e nunca foi satisfatoriamente
explicado. Passou-se com um avião 727 de
passageiros da National Airlines (Aerovias
Nacionais), aproximando-se por nordeste e
que, sendo seguido pelo radar do Centro de
Controle Aéreo, desapareceu repentinamente
da tela durante cerca de dez minutos e depois
tornou a aparecer. O avião aterrissou sem
incidentes e o piloto e sua tripulação ficaram
surpresos com a preocupação da turma de
terra, já que eles não haviam notado nada de
anormal. Como explicação, um dos membros
da equipe do Controle Aéreo disse a um dos
pilotos: — Homem, durante dez minutos
vocês simplesmente não existiram... — Foi a
esta altura que os tripulantes verificaram seus
relógios e os vários indicadores de tempo de
vôo do avião e descobriram que eles todos
estavam uniformemente com dez minutos de
atraso de acordo com o tempo real. O fato foi
especialmente singular pois o avião havia feito
uma verificação rotineira de horário vinte
minutos antes do incidente e naquela ocasião
não havia nenhuma diferença de tempo.
Fazendo a ressalva que o nosso planeta opera
em eletromagnetismo, Ivan Sanderson propõe
uma pergunta: E se o Triângulo das
Bermudas e certas outras áreas funcionando
como... "imensas máquinas, gerassem ainda
uma outra forma de anomalia... Será que elas
poderiam criar redemoinhos para dentro ou
para fora, redemoinhos nos quais objetos
materiais pudessem cair ou ser repelidos para
uma outra dimensão de tempo-espaço?" Pois
além dos muitos desaparecimentos que já
ocorreram, um número muito maior vem
acontecendo nos últimos anos e através dos
séculos, por todo o mundo, e que parecem
continuar a acontecer apesar das negativas
oficiais e do fato de que eles são logicamente
"impossíveis".
Nenhum investigador dos acontecimentos
dentro do Triângulo das Bermudas pode
evitar a confrontação com os relatórios a
respeito de OVNI (objetos voadores nãoidentificados).
OVNIs têm sido o assunto de
milhares de relatórios e investigações nos
Estados Unidos desde as primeiras e confusas
aparições em tempos de paz em 1947, e
através de outros milhares de aparecimentos
pelo mundo inteiro (dez mil apenas em 1966).
Muitos milhões de pessoas pretendem ter
visto OVNIs nos Estados Unidos e outros
países. Eles têm sido noticiados e descritos
por observadores cientificamente
competentes — nas palavras do Dr. J. Allen
Hyneck, antigo consultor das Forças Aéreas
norte-americanas para os OVNIs: "A
inteligência dos observadores e pessoas que
viram os OVNIs é certamente média. Em
muitos casos acima da média. Em alguns
casos embaraçosamente muito acima da
média."
Eles têm sido fotografados em vários
graus de clareza; têm sido vistos
acompanhando aviões, ocasionalmente
interferindo ou mesmo destruindo aviões, e
diversas vezes foram observados
sobrevoando em grande número capitais
importantes de nosso mundo, como
Washington e Roma. O Governo dos Estados
Unidos, a Força Aérea e a Marinha têm
publicado circulares que atribuem a maior
parte das visões à lua, halos lunares,
cometas, miragens, balões, estrelas muito
brilhantes, meteoros, os planetas
(especialmente Vênus), aeronaves em teste,
holofotes de buscas, auroras boreais, bolas de
fogo, fogos de artifício, autocínese (quando
um objeto que está sendo observado parece
mover-se), pós-miragem (quando um objeto
que está sendo observado se desvanece
muito lentamente e nos dá a impressão de
ainda ser visto em outro local), fogos-fátuos,
mistificações, ou ilusão de massas.
Entretanto, relatórios sobre OVNIs continuam
a chegar e grandes associações destinadas ao
estudo dos OVNIs e a proliferação de livros
sobre o assunto mantêm a questão sempre
em dia. Seja lá o que eles forem, nos parece
quase certo que não são armas secretas
pertencentes aos países conhecidos da Terra.
(Cada uma das facções que lutou na Segunda
Guerra Mundial pensava que as bolas de fogo
luminosas que esvoaçavam em torno de seus
aviões de caça fossem armas secretas de
seus adversários). Desde esta época, como
tem sido observado, se os OVNIs fossem
armas secretas dos russos ou americanos,
eles não iriam mantê-los em segredo durante
tanto tempo. Ê interessante reconhecer-se
que apesar da Força Aérea dos Estados
Unidos afirmar que os OVNIs não podem ser
explicados e, portanto, não existem, o
regulamento AFR 80-17 das Forças Aéreas dá
instruções detalhadas aos pilotos sobre quais
as providências a tomar se avistarem um
OVNI.
Muitos dos parágrafos do regulamento
AFR 80-17 dão crédito às perspectivas de
investigações da Força Aérea tanto quanto
à persistência dos OVNIs, tantas vezes
desacreditados nos relatórios oficiais.
Os objetivos contidos no regulamento
dizem o seguinte: — ..."para determinar se o
OVNI é uma possível ameaça aos Estados
Unidos e usar todos os dados científicos ou
técnicos recolhidos dos Estudos sobre os
relatórios dos OVNIs."
Enquanto o regulamento
reconfortantemente afirma que: — "A maioria
dos OVNIs referidos às Forças Aéreas tem
sido objetos convencionais ou familiares que
não apresentam nenhuma ameaça à nossa
segurança", — acrescenta: — "É possível que
nações estrangeiras possam aperfeiçoar
veículos de configuração ou propulsão revolucionários".
Existe algo paradoxal, no entanto,
na afirmação que: — "freqüentemente
supostos OVNIs são confundidos com
aeronaves"; logo seguida por uma outra: — "a
não ser quando as aeronaves são definidas
como estímulo aos relatórios sobre OVNIs,
elas não precisam ser investigadas dentro dos
dispositivos deste regulamento", — pois se o
observador que faz o relatório de um objeto
estranho não pode ter certeza, não pode
também saber se ele é uma aeronave ou não,
especialmente quando ele estiver nos ares." O
regulamento ainda acrescenta que: — "Cada
comandante de uma base das Forças Aéreas
deve estipular a possibilidade das
investigações sobre os OVNIs".
A maior parte do regulamento AFR 80-17
diz respeito sobretudo à cadeia de comando
para os relatórios e investigações dos OVNIs e
às instruções para a revelação das fotografias
tomadas destes objetos. Incluídas neste
regulamento estão também as instruções
sobre as informações que o comandante da
base pode revelar à imprensa local quando
inquirido sobre os OVNIs avistados na área: —
"Em resposta às perguntas locais a respeito
dos OVNIs vistos nas proximidades de uma
base das Forças Aéreas, o comandante da
base pode transmitir informações aos
noticiários locais ou ao público depois que o
objeto for positivamente identificado. Se a
excitação com a visão dificultar a sua
identificação dentro dos níveis normais, o
comandante pode afirmar que a visão está
sendo investigada e que as conclusões serão
liberadas pela SAF-OI depois que a
investigação for completada." O comandante
pode ainda declarar que as Forças Aéreas irão
rever e analisar os resultados desta
investigação. Quaisquer inquéritos posteriores
serão dirigidos ao SAF-OI. Isto traduzido para
a nossa linguagem civil quer dizer: — Se não
for um avião ou qualquer coisa parecida, diga
para eles agüentarem a mão — neste meio
tempo não se metam em enrascadas...
O Adendo 1 ao citado regulamento é, com
efeito, uma lista de perguntas de uma meia
dúzia de páginas contendo diagramas, questões
e as supostas respostas para ajudarem a
classificar um relatório exato a respeito dos
OVNIs. A pergunta N.° 13, por exemplo, pede
que a pessoa que viu o objeto responda com
um "sim", ou "não", ou "desconheço" uma das
várias possibilidades a respeito da ação do
pretenso OVNIs que ela viu. As questões são
formuladas da seguinte maneira: — O
fenômeno — movimentava-se em linha reta?
— ficou parado alguma vez? —
repentinamente movimentou-se a grande
velocidade e desapareceu? — partiu-se em
pedaços e explodiu? — mudou de cor? —
deixou escapar fumaça? — mudou de forma?
— brilhava ou piscava? — flutuava ou
vacilava? — aparecia e desaparecia? — girava
feito um pião? — fazia algum barulho? —
mudou de brilho? — A pergunta é interessante
quando se apresenta como um resumo do
que os observadores têm verificado quando
vêem ou pensam que vêem discos voadores,
isto é, tudo a não ser os homen-zinhos verdes
ou outros humanóides que alguns destes
observadores afirmam ter visto dentro dos
discos.
A Força Aérea, talvez a entidade mais
intimamente ligada aos OVNIs, contratou a
Universidade do Colorado para preparar um
estudo e um relatório final sobre os OVNIs e
que foi produzido em 1968. Este projeto, feito
sob a direção do Dr. Edward A. Condon,
diretor científico do relatório final, "Estudo
Científico dos Objetos Voadores Não
Identificados", descobriu que a maioria dos
relatórios apresentados eram explicáveis de
uma forma ou de outra e que apenas uma
pequena porcentagem não podia ser
explicada. Foi igualmente descoberto que o
tempo e o dinheiro gastos nas pesquisas não
justificavam as informações científicas obtidas
e com a implicação que quaisquer esforços
posteriores seriam pura perda de tempo.
Entretanto, os OVNIs continuaram a ser
vistos, sozinhos ou em vôos compactos, nos
céus de diferentes partes do mundo e
também no espaço.
Apesar das constantes negativas oficiais,
uma desvantagem óbvia das pesquisas
planejadas sobre os OVNIs é a leviandade
geral provocada pelas informações
transmitidas quando são feitos relatórios ao
público. Quando aumentaram
consideravelmente as referências aos OVNIs,
em outubro de 1973, vistos na Louisiana, em
Ohio, no Missis-sipi, em Minnesota, na
Geórgia e na Flórida, e testemunhas que incluíam
pessoas presumivelmente de alto
gabarito como o Governador de Minnesota e
numerosos oficiais da Polícia e da Patrulha
Estadual, surgiu um interesse público
suficiente para garantir relatórios freqüentes
feitos pela imprensa. Assim, a CBS de Rádio
ofereceu a seus ouvintes uma descrição
razoavelmente detalhada das visões — mas
que foi transmitida em versos/Outro relatório
informativo foi fornecido pelas forças policiais
da cidade de Detroit, onde se estabelece o
processo para lidar-se com os ocupantes dos
OVNIs, quando e se eles deveriam ser postos
sob custódia, e até mesmo estabelecendo, se
necessário, uma separação de sexos no caso
de cativos masculinos ou
femininos (sempre na hipótese de que
existissem diferenças biológicas terrenas
entre as centenas de milhões de planetas
potencialmente habitados).
A persistência dos relatórios sobre os
OVNIs e o não reconhecimento oficial diversas
vezes trazem à tona sentimentos de crença
similares aos descritos por F. J. Rippelt, que
dirigiu uma investigação das Forças Aéreas
sobre os OVNIs, em seu livro O Relatório dos
Objetos Voadores Não-Identificados:
' 'O que constitui uma prova? Será que é
preciso que um OVNI desça na entrada
principal do Pentágono, perto dos escritórios
dos chefes do Estado-Maior? Ou já é uma
prova quando uma estação de radar baseada
em terra detecta um OVNI, envia um avião a
jato para interceptá-lo, o piloto do jato avista o
OVNI, segue-o com seu radar, apenas para
vê-lo desaparecer a uma velocidade
fenomenal? Será uma prova quando o piloto
do jato atira sobre o OVNI, e se apega a sua
história até mesmo sob a ameaça de uma
corte marcial?..."
Referências sobre OVNIs na área ao sul da
Flórida e nas Bahamas foram e continuam
sendo muito numerosas com relação a outras
de lugares diversos. Eles têm sido vistos por
baixo das águas transparentes tanto quanto
nos céus, indo do céu para o mar, e do mar
para o céu, por muitos observadores de
confiança. O número dos locais das visões
deu lugar a teorias de que a presença dos
OVNIs tem algo a ver com os
desaparecimentos dentro do Triângulo das
Bermudas, ou melhor, para sermos mais
explícitos, que os OVNIs vêm seqüestrando
aviões e navios há muitas gerações.
Um dos mais expressivos defensores
desta teoria é John Spencer, autor de O
Limbo dos Perdidos. Spencer é familiarizado
com aeronaves, sendo ele mesmo um piloto
veterano de dez anos de serviço nas Forças
Aéreas, e é também um estudioso dos
fenômenos dos OVNIs e um membro do
NICAP (National Investigation Committee on
Aerial Phenomena — Comitê Nacional de
Investigação sobre os Fenômenos Aéreos),
uma organização séria de pesquisas para o
estudo dos OVNIs e que inclui entre os seus
membros figurões do alto comando do
Governo Norte-americano, da Marinha e das
bases de foguetes. Spencer se tornou um
interessado no Triângulo das Bermudas, que
ele prefere chamar de "Limbo dos Perdidos",
durante a época do desaparecimento do
submarino atômico americano Scor-pion, que
muitas pessoas ligaram, na ocasião, com
outras perdas ocorridas dentro da área do
Triângulo das Bermudas. A perda do Scorpion
não permaneceu um mistério, pois ele foi
finalmente localizado a cerca de 400 milhas
dos Açores, e parcialmente graças — na
opinião de Spencer — a um prévio
rastreamento feito pelos russos e gentilmente
cedido à Marinha norte-americana. Ele
continuou, de qualquer forma, a estudar a
área do desaparecimento e, analisando as
perdas relatadas sobre um mapa, concluiu
que a maior parte delas ocorreu sobre a
plataforma continental em frente ao Cabo
May em Nova Jersey, até o fim da Flórida e
mais além, continuando a leste até o Golfo do
México e o sudoeste das Antilhas, incluindo
igualmente uma circunferência de 450 milhas
sobre as Bermudas e todo o arquipélago das
Bahamas.
Spencer, que estudou o problema durante
muitos anos, crê que a única explicação
razoável para o desaparecimento de tantos
navios e aviões, junto com seus tripulantes e
passageiros, seja o de que eles tenham sido
ou estejam sendo fisicamente levados dos
mares e dos céus onde trafegavam. E observa
que:
"Já que o desaparecimento completo de
embarcações de mais de 185 metros (575
pés) em mares calmos e a cinqüenta milhas
da costa ou de aparelhos comerciais se
aproximando dos aeroportos não podem
acontecer de acordo com os padrões
terrestres e, no entanto, estão acontecendo,
sou forçado a concluir que eles estão sendo
levados para fora do nosso planeta."
Exames em detalhes dos diversos
relatórios sobre as visões de OVNIs, não
somente em nossos tempos, mas através de
todos os relatos da história, levaram-no a
acreditar que existem dois tipos básicos
principais. Um deles seria o onipresente "disco
voador" de cerca de vinte e cinco metros de
circunferência, e o outro, o tremendo naviomãe
capaz de levar uma dúzia ou mais de
"discos" em seu interior — ou talvez espécimes
maiores de veículos — da Terra para fora. Esta
gigantesca espaçonave corresponderia às
formas freqüentemente citadas de um imenso
cilindro ou forma oblonga (ocasionalmente
citado como em formato de um charuto),
vistos em diversos locais, porém não tão
freqüentemente como os "discos voadores".
Spencer pensa que a razão para que
tantos "seqüestros" tenham sido realizados no
Limbo-Triângulo seja que a oportunidade para
a captura de espécimes humanos seja maior
ali, pois em geral estes pretensos
seqüestradores parecem evitar as operações
em terra e o contato com seres humanos. A
região é muito usada por viajantes de ar e mar
e é fácil para eles (as entidades alienígenas)
entrar e sair. O poder funcional dos OVNIs
pode ser, na opinião dele, baseada num uso
sofisticado da freqüência do rádio como um
meio propulsor, e que, por seu turno,
explicaria a drenagem eletrônica notada na
maioria dos incidentes.
A teoria de Spencer a respeito dos
seqüestras espaciais em uma tal escala pode
ser estudada como uma das mais estranhas e
interessantes e é compartilhada por vários
outros estudiosos do assunto que parecem a
ela ter chegado independentemente uns dos
outros. Sublinhando que entre o
desconcertante número de planetas em
outros sistemas solares dentro de nossa
galáxia (existem aproximadamente 1021
estrelas, cada qual presumivelmente com seu
próprio sistema solar!), a lei das
probabilidades pressupõe a existência de
civilizações altamente desenvolvidas, ele
sugere a possibilidade de que as populações
de outros planetas no passado tenham se
auto-destruído através do uso errado da
energia e se transformaram em sóis
flamejantes, sem deixar qualquer espécie de
vestígios de sua história, populações, ou
desenvolvimentos culturais e científicos. Por
esta razão, visitantes de outros mundos
podem possivelmente estar interessados em
preservar uma relíquia viva da Terra em
algum outro planeta ou talvez queiram
verificar o avanço de nossa presente civilização
terrestre antes que o uso errado da
energia nuclear se torne um perigo para os
outros planetas. Ou talvez eles tenham outros
motivos, totalmente inconcebíveis para nós.
Quem sabe se estas entidades alienígenas
estejam mesmo satisfeitas em nos deixar
viver a nossa maneira enquanto eles nos
observam, mas querem apanhar alguns
espécimes que irão preservar como um
exemplo da vida na Terra antes que o planeta
se autodestrua, e que, no caso dos outros
planetas, eles não tenham conseguido realizar
esta tarefa a tempo?
O exame detalhado dos muitos relatórios
sobre o que tenham sido os OVNIs antes da
idade dos aviões nos dá a impressão de que a
Terra há muito se encontra sob a observação
de outros mundos e outras civilizações. No
entanto, já que através de toda a sua história
o homem sempre olhou para os céus à
procura de sinais e presságios (e quase
sempre os encontrou) é por vezes difícil
diferenciarmos entre os OVNIs atuais (se eles
existem mesmo) e os muitos e ardentes presságios
vindos dos céus e que foram
variadamente interpretados como avisos,
incentivos ou profecias. Um trecho dos anais
de Tutmés III, um faraó egípcio da 18.a
dinastia, identificado no Museu Egípcio do
Vaticano, talvez venha a ser o primeiro relato
por escrito de um OVNI visto na antigüidade.
Ao contrário das narrações visionárias dos
séculos posteriores, ele descreve a aparição
estranha com uma independência de
julgamento louvável:
No ano 22, do terceiro mês do inverno, na
sexta hora do dia, o escriba da Casa da Vida...
reparou que um círculo de fogo estava
chegando dos céus... seu corpo tinha um rod
(rod: medida antiga egípcia de comprimento
equivalente a 5 metros) de largura... eles
pousaram sobre o ventre... (então) foram dizer
ao Faraó o que estava acontecendo... Sua
Majestade estava meditando sobre o que
estava sucedendo aqui... estas coisas foram
se tornando muito mais numerosas nos céus
do que antes... elas brilhavam mais
intensamente do que brilhava o sol e se
estendiam além dos limites dos quatro pilares
dos céus.
O exército do Faraó foi ver o que era... e
ele foi junto. Foi depois da refeição da tarde
que aqueles círculos de fogo subiram muito
alto nos céus e seguiram em rumo sul.
O Faraó ordenou que se queimasse
incenso para restabelecer a paz sobre a terra e
ordenou que o que acontecera fosse escrito
nos anais da Casa da Vida... para que fosse
lembrado para sempre...
Nota-se que o faraó manteve o seu
autodomínio sob a tensão, portando-se como
um deus, como ele era considerado, e que
provavelmente se considerava que fosse,
apesar de um tanto ou quanto mistificado por
esta manifestação de outros deuses,
superiores.
A prosa épica gilgâmica da antiga
Babilônia, provavelmente herdada da précivilização
da Suméria, descreve o herói Etana
como tendo sido levado pelos ares por deuses
e que ele andou por sobre a Terra até que
ficou tão longe que à sua vista o mar parecia
uma tina d'água e a terra tinha a aparência de
uma tijela de mingau, mais ou menos se ele
estivesse observando o Mar Vermelho, o Golfo
Pérsico e as terras adjacentes de uma grande
(ou mesmo orbital) altura.
A flamejante visita vista por Ezequiel — "O
redemoinho que veio do norte... envolto em
fogo... e saindo do meio da neblina
apareceram quatro criaturas vivas..." — tendo
sido freqüentemente citado como um OVNI,
que aterrissou e levou Ezequiel a bordo como
passageiro. Esta visão celestial, talvez a de
uma nave espacial, teve lugar no século VII
antes de Cristo, e é o assunto da maior parte
do Livro de Ezequiel na Bíblia. Foi
recentemente o motivo de uma investigação
invulgar no livro alemão Da TatSich
DerHimmelAuf(Os Céus Eram Abertos), e
recentemente publicado em inglês como As
Espaçonaves de Ezequiel. Foi escrito por
Joseh Blumrich, um engenheiro de foguetes e
desenhista espacial, atualmente trabalhando
na NASA em Huntsville, no Alabama.
O Dr. Blumrich começa o seu livro com a
intenção de desmascarar a teoria muitas
vezes expressa de que a visão de Ezequiel
tenha sido na realidade uma espaçonave. Ao
aprofundar-se no assunto, entretanto, e ao
reparar nas detalhadas descrições e
referências feitas por Ezequiel da aparição que
ele vira, sentiu que fazia um sentido perfeito
se as "rodas dentro de rodas" fossem
aplicadas à propulsão de um helicóptero que
capacitaria a espaçonave principal a flutuar
por cima da terra, e que os corriqueiros (hoje)
fenômenos de um foguete aterrissando e
decolando eram claramente descritos por
Ezequiel, tanto na mudança de colorido de
acordo com a velocidade, o sopro de vento, a
aparelhagem de pouso, e até mesmo a
vestimenta semelhante ao asbestos de seu
ocupante. Tudo isto fez com que o Dr.
Blumrich mudasse o seu ponto de vista. Ele
escreveu então um livro diametralmente
oposto ao que iniciara, estabelecendo através
de referências bíblicas não somente o fato de
que Ezequiel repetidamente vira espaçonaves
como também que o Ser descrito por Ezequiel
como o Senhor era simplesmente o capitão do
foguete!
A narrativa de Ezequiel é apenas uma de
uma longa série de narrativas históricas do
que talvez possam ter sido OVNIs da antigüidade
e da Idade Média, da Renascença, e
do princípio dos Tempos Modernos. As
diferentes maneiras com que os vários
observadores os têm descrito através dos
séculos são fantasiosas, variadas e, muitas
vezes, divertidas. Mas as suas próprias
variações podem fornecer um encadeamento
de relatórios confirmatórios quando
consideramos que aqueles que os viram os
descreveram com o vocabulário que lhes veio
mais naturalmente às mentes estupefatas.
Podemos supor que Ezequiel, por exemplo,
usou termos como "leão", "boi" e "águia" para
descrever as formas do foguete, e algo
parecido com o que podia ser parte do trem
de pouso como sendo uma pata de bezerro
(aliás uma descrição bastante acurada) já que
ele, pertencendo a uma economia pastoril, era
familiarizado com estes animais domésticos e
selvagens.
Alexandre, o Grande com seu exército,
sendo por seu turno familiarizado com as
operações de guerra, comparou-os a "grandes
escudos prateados e brilhantes", quando
descreveu um OVNI que fez uma incursão no
ano 329 A.C. e que interferiu com a passagem
do exército grego quando este avançava
sobre o rio Jaxartes na índia. Aristóteles (384-
322 a. C.) conhecendo bem os lançamentos
de discos feitos pelos atletas gregos,
qualificou os objetos que ele viu no céu de
discos celestiais. Os romanos, mais belicosos,
como Alexandre, classificaram-nos de
escudos ou dardos flamejantes ou ainda, de
esquadras de navios. Plínio, no Volume II de
sua História Natural (100 A.C), escreveu: —
"Quando Lucius Valcrius e Gaius Valerius
eram cônsules, um escudo chamejante
espalhando centelhas correu através dos céus
durante o ocaso do sol, de leste para oeste." —
Os havaianos descreveram os objetos que
têm visto e relatado há mil anos como os
"akuatele" — espíritos voadores. Na religiosa
Idade Média da Europa os objetos que se
movimentavam pelas noites se pareciam a
cruzes. (Poderia a cruz-que-mudou-a-história
vista por Constantino ter sido uma destas?) E,
algumas vezes, como em Ezequiel, eles foram
descritos como rodas que giravam e
faiscavam.
Durante a era dos descobrimentos e das
explorações os viajantes celestiais assumiram,
aos olhos de seus observadores, a forma de
barcos e, um pouco mais tarde, depois que os
balões foram inventados, os objetos voadores
eram descritos na França como "brilhantes
balões flamejantes". Em Vermont, no século
dezenove, os observadores, que eram em sua
maioria tecelões, chamaram o que viam de
"rocas voadoras".
Enquanto pessoas de cada período
sucessivo tinham a tendência de batizar os
objetos voadores com os nomes que mais
prontamente lhes vinham aos lábios em
momentos de tensão, ficou para a nossa
cultura atual chamá-los primeiro de "discos
voadores" ou "objetos em forma de charuto".
Como uma informação interessante, na
ocasião dos primeiros dois dias de visões em
massa nos Estados Unidos em 1947, primeiro
sobre o estado de Iowa e depois sobre o
Monte Rainier em Washington, os OVNIs
foram primeiro chamados de "pratos" e logo
depois de "formas de tortas", para depois se
transformarem em "discos".
Frank Edwards, observador há longos
anos de fenômenos inexplicáveis, pensa que a
tremenda explosão que ocorreu na Sibéria,
em 30 de junho de 1908, numa região deserta
ao longo do Rio Yenisei e perto do lago Baikal
(apenas renas foram vitimadas), apesar de ter
sido considerado como o resultado do
impacto de um meteorito contra a terra, foi
realmente uma explosão atômica causada
pela desintegração de uma espaçonave. Ele
cita o cientista e escritor russo Alexander
Katzenev, que afirmou que os danos,
examinados recentemente, são idênticos aos
produzidos por explosões atômicas provocadas
pelos homens sob condições
similares, com radioatividade remanescente e
a fusão de metais. Nenhum fragmento de
meteoro, pois, é lógico, que eles deviam estar
muito mais profundamente encravados na
terra, foi recuperado. Edwards conclui: — "Na
catástrofe às margens do rio Yenisei em 1908
nós perdemos um hóspede do espaço."
M. K. Jessup, um pesquisador de OVNIs
de considerável preparo científico e
disciplinar, sendo inclusive astrônomo e
selenógrafo especializado (técnico sobre
assuntos lunares), era de opinião em seu
livro, O Caso dos OVNIs, que os famosos
desaparecimentos de navios e os mistérios
dentro do Triângulo das Bermudas, inclusive
o do Freya, do Mary Celeste, do Ellen Austin,
e de muitos outros, foram causados por
atividades dos OVNIs. Ele se adianta mais
ainda e além do Triângulo, ao descrever o
desaparecimento da tripulação inteira do
Seabird, um imenso veleiro, que sumiu depois
de saudar um barco de pesca perto de seu
porto de origem de Newport, em Rhode
Island, em 1950, com uma anotação no diário
de bordo feita a duas milhas do porto e com
uma refeição preparada e intata sobre a mesa
do refeitório. O Seabird, aparentemente
continuou sem a tripulação no rumo do porto
e encalhou sobre uma praia muito alto, —
"como se houvesse sido levantada por mãos
de gigante" — e então, apesar de firmemente
pousado sobre as areias, desapareceu
durante a noite em uma tempestade. Ao
examinar estes incidentes com tantos navios,
Jessup conclui que tais desaparecimentos são
"quase impossíveis de serem explicados, a
não ser o que o barco tenha sumido para
cima... Alguma coisa operando lá de cima,
com poderes grandes e decisivos, rapidez de
ações..." Ele comenta e sugere: — "escolha
impiedosa", "algo de evasão ou discrição...",
acrescentando: — "Tudo isto são atributos de
seres inteligentes".
Jessup era de opinião que o
desenvolvimento de nossa época aérea "é de
grande interesse para nossos vizinhos
espaciais" e esta bem pode ser a explicação
para o número crescente de OVNIs que foram
vistos nos anos mais recentes, concentrados
numa extensão bem delimitada dentro do
Triângulo ao largo das costas da Flórida e em
torno de Cabo Kennedy. Em uma ocasião
determinada, em Cabo Kennedy, no dia 10 de
janeiro de 1964, um OVNI foi descrito como
tendo-se movimentado velozmente dentro do
raio de ação da trajetória de um míssil Polaris
durante o seu lançamento e por quatorze minutos
o radar seguiu o seu curso antes de
voltar a focalizar o míssil. Apesar de muito
comentado por aqueles que estavam
presentes na ocasião, este relatório não
apareceu na imprensa — possivelmente
porque mistérios não são propícios à
confidencia do público. A teoria de Jessup
sobre o "interesse" dos OVNIs em nossa era
aérea — e que foi, após a sua morte em 1959,
escalada para a era espacial — foi consideravelmente
reforçada por
desenvolvimentos muito recentes. OVNIs têm
sido observados durante vários lançamentos
espaciais, notadamente os das cápsulas
Gemini IV e VII. Na Gemini IV, os astronautas
McDivitte Borman observaram um "fantasma"
progredindo paralelamente a eles e pensaram,
durante algum tempo, que talvez fosse
necessário iniciar uma ação de fuga. Outro
"fantasma" foi visto seguindo a Gemini VII. A
cápsula Apoio XII, em seu vôo para a Lua, foi,
durante um certo tempo, a 211.000
quilômetros de distância da Terra, "escoltada"
por dois OVNIs, um na frente e outro na
retaguarda. O astronauta Gordon observou
que eles eram "muito brilhantes e pareciam
piscar para nós", e, mais tarde, ao comunicarse
com o Centro Espacial de Houston, disse:
— "Nós calculamos que eles fossem
amigáveis." Apesar de não ter havido
confirmação por parte do Centro Espacial de
Houston ou da NASA, estas luzes foram
também percebidas por observatórios
europeus. Posteriormente, neste mesmo vôo,
outra luz brilhante, descrita pelos astronautas
como sendo "do tamanho de Vênus", ficou
visível para a cápsula e entre ela e a Terra por
cerca de dez minutos e depois desapareceu.
Quando levamos em consideração que os
OVNIs podem ser algo não-identificável,
inclusive pedaços de foguetes auxiliares de
empuxo e outros destroços do espaço, as
atividades de tais OVNIs, assim como a sua
capacidade de aparecer e desaparecer, parece
indicar uma direção independente e nãoorbital.
A respeito das visões de supostos OVNIs
pelos astronautas em vôos espaciais, o Dr.
Franklin Roach observou no Condon Observer
que as "condições sob as quais os
astronautas fizeram as suas observações são
similares àquelas encontradas por uma ou
duas pessoas sentadas no assento dianteiro
de um carro muito pequeno sem janelas
laterais ou traseiras e com pára-brisas
parcialmente coberto e muito empoeirado" —
um comentário que, trocado em miúdos, nos
faz chegar à conclusão que nada que os
astronautas tenham visto através de
observação visual possa ser digno de crédito.
Como tem sido o caso de vários outros
investigadores dos OVNIs e dos
acontecimentos dentro do Triângulo, Jessup
ficou convencido que uma censura
dissimulada vinha encobrindo muitos
relatórios importantes e seus
desenvolvimentos. Seu último livro, escrito
pouco antes de sua morte, era sobre
referências bíblicas, a "discos voadores", e ele
estava igualmente preocupado com a questão
de como o magnetismo controlado pudesse
produzir a invisibilidade, um desenvolvimento
da "teoria do campo unificado" de Einstein, e
que Jessup considerava como a tecla
fundamental tanto para as repentinas
aparições e desaparecimentos de OVNIs,
como também de navios e aviões. Ele estava
em Miami quando faleceu no dia 29 de abril
de 1959. De acordo com o Dr. Manson
Valentine, seu amigo de longa data e uma das
últimas pessoas com quem falou, Jessup se
encontrava num estado mental muito
depressivo. O Dr. Valentine o havia convidado
para jantar na noite de 20 de abril. Jessup
aceitara o convite mas não comparecera. Ele
morreu em sua caminhonete estacionada no
Parque Dade Country, vitimado por um
envenenamento de monóxido de carbono,
pois o cano de descarga havia sido ligado
para dentro do carro por uma mangueira de
borracha. Provavelmente devido à insistência
com que Jessup falava sobre certos aspectos
de uma intervenção nos negócios de nosso
mundo por entes de outros mundos, houve
aqueles que consideraram que a sua morte
não foi auto-induzida e que este incidente era
uma indicação dos perigos de uma pesquisa
mais profunda neste sentido.
O Dr. Manson Valentine, um zoólogo,
arqueólogo e oceanógrafo, estudou durante
várias décadas os acontecimentos singulares
do Triângulo das Bermudas de dentro do
próprio Triângulo — Miami, as Bahamas e
várias outras ilhas. E, in situ, ele é um
investigador que nos fornece uma excelente
fonte de confirmações de que o que aconteceu
ali no passado está acontecendo
também no presente. Muitas
das informações que ele tem à sua
disposição, especialmente aquelas que ele
lembra de suas últimas palestras com Jessup,
são tão surpreendentes que devem ser
transmitidas nas próprias palavras do Dr.
Valentine, da mesma forma com que ele
respondeu às seguintes perguntas:
PERGUNTA: — A quanto tempo o senhor
vem observando os fenômenos do Triângulo
das Bermudas?
RESPOSTA: — Há mais de vinte e oito
anos, desde o desaparecimento dos PBM em
1945, que eu venho juntando dados sobre o
assunto, entrevistando os sobreviventes de
incidentes ocorridos, e tomando notas das
aparições de OVNIs na área e na ocasião
destes desaparecimentos.
PERGUNTA: — Houve um aumento de
aparições de OVNIs na região desde aquela
ocasião?
RESPOSTA: — Tem havido mais aparições
nesta área do que em qualquer outra região.
Temos tido muitas aparições recentes de
aeronaves que nós sabemos que não são
aviões e de embarcações submarinas que
sabemos que não são submarinos comuns.
Uma aparição recente desta última
variedade foi vista pelo Capitão Dan
Delmonico, em abril de 1973. Ele è marinheiro
toda a vida e um observador calmo e de
excelente reputação. Ele viu duas aparições
quase idênticas de um objeto não-identificado
sob as águas muito transparentes da Corrente
do Golfo — ambas aproximadamente na
mesma área — cerca de um terço de distância
entre o Farol de Great Isaac, ao norte de
Bimini, onde as águas da Corrente do Golfo
são muito profundas. Ambas as visões foram
por volta de quatro horas da tarde, com a
superfície do mar muito tranqüila, uma
ondulação normal e excelente visibilidade.
Em ambos os casos foi um objeto branco-
acinzentado, liso e com o formato, como ele
disse "de um charuto grosso com as pontas
arredondadas", e que passou a toda
velocidade por baixo da proa de seu barco.
Delmonico calculou o tamanho do objeto em
pelo menos cinqüenta e sessenta e cinco
metros de comprimento e sua velocidade no
mínimo, sessenta a setenta milhas por hora.
Quando Delmonico viu aquele objeto
submarino se aproximando, pareceu-lhe que
ele iria colidir com o seu barco que estaria
prestes a vir à tona mesmo à sua frente.
Aparentemente o objeto percebeu a sua
presença, pois mergulhou e desapareceu
depois de passar diretamente por baixo de
sua embarcação. Não houve nenhuma
turbulência e nenhuma esteira visíveis. Ele
não tinha leme de profundidade,
estabilizadores verticais ou qualquer outra
coisa que interrompesse a sua superfície lisa e
inteiriça, e nenhuma escotilha.



 Desenhos de dois dos quatorze OVNIs
vistos pelo Dr. Valentine. A sefunda aparição 
foi feita à meia noite do dia 21 de
agosto de 1963. perto de Ashton. ao sul de
Orlando, na Flórida. O objeto aparentemente
estava apanhando água de um lago. A
distância do observador foi estimada em cerca
de setenta e cinco metros do objeto. O O VNI
du direita foi observado sobre árvores ao lado
de uma estrada, a Rodovia Federal ■W/.
alguns quilômetros ao sul de Pearson. na
Geórgia, às margens do pântano de
Okefenokee. às três horas da manhã. Ele
parecia ter luminescência e pulsava com uma
luz azulada. A distância do observador, era de
aproximadamente 35 metros.


OVW observado pelo Dr. Valentine às
duas da madrugada do dia 6 de dezembro de
1952, entre Douglas e Fargo, na Geórgia. Na
opinião do Dr. Valentine. o centro escuro do
vórtice afunilado mostra o que talvez possa
ser uma torrente de emissão de nêutrons
indicando uma fusão atômica ao invés de
uma fissão (desintegração), um possível
método não-poluidor de converter-se átomos
em energia. Tal fusão criaria um campo
magnético que propulsaria o OVNI a
velocidades incríveis e possivelmente
arrastaria para dentro deste mesmo campo
outros objetos móveis nas vizinhanças
imediatas.
OVNIS nos céus têm sido vistos tão
freqüentemente no Triângulo por pilotos de
aviões e tripulantes de navios que eles até já
se tornaram um lugar-comum, especialmente
sobre a Língua do Oceano. O que é mais
curioso é a presença de OVNIs flutuantes e
vistos por guardas e também por mim, sobre
a copa das árvores do pântano de
Okefenokee. No centro da Flórida eu vi um
deles com um facho de luz azul apontado
para as águas de um lago. Talvez eles
estivessem pegando água, ou até mesmo espécimes
da fauna local para estudos. Na
ocasião em que houve o escurecimento total
no sul da Flórida em abril de 1973, luzes azul-
esverdeadas e rastos de luz azul foram vistos
nos céus, especialmente na Ponta Turkey —
onde fica o reator atômico. No grande
escurecimento incidental em Eastern Seabord
há alguns anos atrás, uma esquadrilha de uns
doze OVNIs foi igualmente vista.
PERGUNTA: — O senhor tem alguma
teoria sobre a força propulsora dos OVNIs?
RESPOSTA: — Existem várias teorias
possíveis. Uma delas, válida somente dentro
de nossa atmosfera, seria a de um aparelho
em forma de disco e que tivesse um perímetro
de geradores de raios catódicos que podem
movimentar-se rapidamente em qualquer
direção simplesmente pela operação destes
geradores na borda direcional ou do lado do
movimento desejado. Desta forma os
geradores iriam ionizar o ar em frente ao
veículo, causando assim um vácuo no qual o
aparelho se movimentaria. Bolsões de ar
ionizado deixados por OVNIs poderiam ser a
causa das turbulências com ar claro
experimentadas por tantos pilotos... Outro
sistema de propulsão seria similar à do jato,
porém infinitamente mais rápido e
teoricamente bem próximo da velocidade da
luz. Os reatores de força iriam produzir uma
fusão atômica, em vez da conhecida fissão
(ou desintegração). Tudo o que é necessário é
um material capaz de se fundir em água. Isto
poderia explicar os OVNIs que foram vistos
"retirando" água de lagos internos.
Ainda uma outra teoria envolve a
mudança de dimensão e de aberrações de
tempo baseadas em campos magnéticos especiais.
PERGUNTA: — O Dr. Jessup pensava
haver uma certa conexão entre os OVNIs e o
Triângulo das Bermudas?
RESPOSTA: — Ele tinha uma teoria de que
a força dos campos magnéticos podia
transformar e transportar matéria de uma
dimensão para outra... Que os OVNIs podiam
entrar em nossa dimensão e sair novamente
levando consigo homens e outros espécimes.
Ele pensou um pouco mais tarde que alguns
dos acidentes foram causados pelos raios
catódicos que criaram um vácuo que
desintegrou os aviões quando entraram
dentro do campo: Foi isto provavelmente que
sucedeu a Mantel. Ele voou perto demais do
disco, dentro de seu campo de ionização. Seu
avião explodiu em tantos pedaços que não
sobrou nada mais do que um punho. Todos
os pedaços localizados estavam perfurados
como se pequenos vermes tivessem passado
por dentro deles.
Isto talvez tenha acontecido igualmente
ao Constellation que Bob Brush (um piloto de
avião comercial) viu explodir perto de Great
Inagua, nas Bahamas, em outubro de 1971.
Bob estava pilotando um DC-6 e captou o
Constellation em seu radar, voando baixo e
possivelmente com problemas. De repente ele
explodiu com um clarão que iluminou os céus
de um lado a outro do horizonte. A explosão
foi tão brilhante que chegou a lhe ferir os
olhos — absolutamente anormal. Um barco
que passava perto no momento recuperou um
manual de vôo e quando Bob examinou-o
mais tarde viu que estava crivado de
pequenos furos, exatamente como os
destroços do avião de Mantel.
Os OVNIs, sejam lá o que forem, parecem
um redemoinho magnético temporário, uma
forma de ionização que pode causar a
desintegração e o desaparecimento de navios
e aviões.
Jessup, antes de morrer, acreditava estar
à beira da descoberta das bases científicas
para o que estava acontecendo, e que ele
considerava explicável através da "teoria do
campo unificado" de Einstein.
PERGUNTA: — O senhor pode nos
oferecer uma explicação simplificada desta
teoria do campo unificado?
RESPOSTA: — A sua base é que todos os
nossos conceitos estanques de tempo-espaço
e matéria-energia não são entidades
separadas e sim efeitos transmutáveis sob as
mesmas condições de distúrbios
eletromagnéticos. Na realidade, a teoria do
campo unificado ainda oferece uma outra
teoria de como os OVNIs podem se
materializar e desaparecer repentinamente.
Na prática ele diz respeito aos campos
elétricos e magnéticos da seguinte maneira:
um campo de eletricidade criado por um
turbilhão induz um campo magnético a
ângulos retos em primeiro, cada qual
representando um plano de espaço. Mas
como existem três planos de espaço, deve
existir um terceiro campo, possivelmente um
campo gravitacional. Obrigando os geradores
eletromagnéticos a produzirem uma pulsação
magnética, talvez seja possível produzir-se
este terceiro campo através do princípio da
ressonância. Jessup contou-me que pensou
que a Marinha Norte-americana
inadvertidamente descobriu isto casualmente
durante uma experiência realizada em tempo
de guerra com um destróier e que foi
chamada de "A Experiência da Filadélfia".
PERGUNTA: — O que era a Experiência da
Filadélfia? RESPOSTA: — De acordo com
Jessup, a Experiência da Filadélfia foi uma
experiência secreta efetuada pela Marinha dos
Estados Unidos no mar, na Filadélfia. Seu
objetivo era o de testar os efeitos de um forte
campo magnético sobre uma embarcação
tripulada. Isto seria realizado através de
geradores magnéticos Degausseurs (os
dispositivos usados para protegerem os
navios contra as minas magnéticas).
Geradores vibratórios e nõo vibratórios foram
usados para criarem um tremendo campo
magnético sobre e em torno do barco parado.
Os resultados foram tão espantosos quanto
importantes, apesar dos efeitos posteriores e
infortunados sobre a tripulação. Quando a
experiência começou a se realizar, uma luz
esverdeada e indistinta surgiu, algo parecido
com os relatórios feitos pelos sobreviventes
de incidentes dentro do Triângulo e que falam
de uma neblina luminosa esverdeada. Logo o
barco inteiro ficou coberto por esta névoa
verde e, junto com seus tripulantes começou
a desaparecer das vistas daqueles que haviam
ficado no cais, até que apenas a sua linha
dágua era visível. O destróier, segundo foi
noticiado, teria aparecido e desaparecido em
Norfolk, na Virgínia, o que bem pode ter sido o
resultado de um teste de invisibilidade,
envolvendo uma conexão com um fenômeno
de aberração de tempo.
Foi dito por um dos membros da
tripulação que a experiência foi um sucesso
no mar, com um campo efetivo de
invisibilidade deforma esférica que se estendia
a cerca de cem metros de cada extremidade, e
que apesar de mostrara depressão feita nas
águas pelo navio, não o deixava visível.
Quando a força do campo magnético
aumentou, alguns membros da tripulação
começaram a desaparecer e tinham de ser
redescobertos por contato manual e
restaurado à visibilidade por uma espécie de
técnica de imposição de mãos. Outros foram
removidos para tão longe de suas dimensões
materiais originais que só podiam ser
encontrados e trazidos de volta à normalidade
por um aparelho eletrônico especialmente
construído. Em tais casos, quando um
marinheiro não podia ser visto nem "sentido",
a tripulação criou uma expressão original:
estar "preso dentro do melado". Na verdade
era um estado de suspensão animada do qual
a recuperação total podia ser um problema
sério. Correram boatos que muitos foram
hospitalizados, alguns morreram, e outros
foram calamitosamente afetados
mentalmente. A habilidade psíquica parecia
de um modo geral ficar mais aguçada,
enquanto que outros guardaram os efeitos da
transmutação sofrida durante a experiência,
desaparecendo e reaparecendo
temporariamente, tanto em casa, como
andando no meio da rua ou sentado em bares
e restaurantes, para a consternação dos
vizinhos e dos garçons. Por duas vezes a
bitácula do navio irrompeu repentinamente
em chamas, quando estava sendo levado para
terra, com resultados desastrosos para a
embarcação.
PERGUNTA: — Jessup testemunhou esses
incidentes?
RESPOSTA: — Não sei dizer o que ele
testemunhou pessoalmente das coisas que
me contou, mas posso garantir que pesquisou-
as profundamente. Vocês devem se
lembrar que ele não era um escritor
"excêntrico"' e sim um cientista famoso e um
astrônomo de renome. Ele dirigiu um
observatório com um dos maiores telescópios
de refração do Hemisfério Sul, coordenou
diversos projetos sobre eclipses, foi o
descobridor de estrelas duplas e tinha um
brilhante registro científico. A razão pela qual
ele se envolveu com a Experiência da
Filadélfia foi que um homem que se dizia um
dos sobreviventes da experiência, chamado
Carlos Allende (ou Carl Allen), escreveu para
Jessup em 1956 sobre seu livro 0 Caso dos
OVNIs devido a similaridade da teoria básica.
Allende iniciou uma troca de correspondência
com Jessup, que naturalmente respondia
como qualquer escritor responde a um
admirador. Algum tempo depois do início da
correspondência, Jessup foi chamado a
comparecer a Washington pelo Departamento
de Pesquisas Navais. Ê necessário lembrar-se
que a censura havia encoberto a Experiência
da Filadélfia, a não ser por um único e
lacônico artigo em um jornal da Filadélfia. Em
Washington mostraram a Jessup um
exemplar de seu livro com anotações escritas
a mão e que aparecerá misteriosamente no
Departamento de Pesquisas Navais, com
anotações volumosas se referindo às suas
teorias, à experiência e à atividades dos
OVNIs. Perguntaram a Jessup se ele
reconhecia a escrita, aparentemente
feita por três pessoas diferentes, cada
uma das quais identificou o que escrevera
com suas iniciais. Ele pensou reconhecer um
dos trechos e a respectiva assinatura de
Allende e submeteu as cartas de Allende ao
exame do Departamento de Pesquisas Navais.
Em conseqüência disto, o Departamento
mandou que reproduzissem no Texas, eu
creio, vinte e cinco cópias exatas do livro
marcado e com as anotações impressas em
vermelho. Jessup, que recebeu três destas
cópias, foi avisado que isto era apenas para
circular no alto comando dentro do
Departamento. A Marinha nunca admitiu
oficialmente alguma coisa a respeito da
Experiência, mas eles, com toda a certeza,
ficaram interessados no livro. Jessup me
contou também que a Marinha tentará entrar
em contato com Allende pelo endereço
remetente de suas cartas, mas nada conseguira,
nem tampouco identificar os outros
autores dos comentários escritos sobre o livro
de Jessup.
PERGUNTA: — Por que Jessup se matou?
RESPOSTA: — Se ele se suicidou, foi
provavelmente devido a uma extrema
depressão nervosa. Ele fora procurado pela
Marinha para continuar a trabalhar sobre a
Experiência da Filadélfia ou em projetos
similares, mas recusara — estava preocupado
com as perigosas ramificações existentes. Ele
estava igualmente desalentado pelas críticas
dirigidas contra seu livro pelo mundo
acadêmico e científico.
PERGUNTA: — O senhor disse "se ele se
suicidou". Existe alguma razão para
acreditarmos que ele foi assassinado?
RESPOSTA: — Houve alguns comentários
— algumas pessoas pensaram que sim — que
talvez ele ainda pudesse ter sido salvo. Ele
ainda estava vivo quando foi encontrado...
talvez deixaram-no morrer... Suas teorias
eram muito avançadas e talvez existissem
pessoas ou influências que quisessem
prevenir a sua expansão. Ê curioso que a
própria edição de Jessup do livro anotado da
Marinha assim como uma cópia que ele dera
a Briant Reeves (outro escritor sobre OVNIs)
desapareceu no correio quando foi enviada a
outras pessoas.
PERGUNTA: — O senhor concorda com as
teorias de Jessup?
RESPOSTA: — Em princípio, sim. O
complexo problema do magnetismo ainda é
um mistério. Se nós desenvolvermos o
corolário da teoria do campo unificado de
Einstein, que induziu os campos
gravitacionais e eletromagnéticos, dentro da
teoria espaço-tempo, campos magnéticos,
etc, concluiremos que se forem
suficientemente fortes serão capazes de
causar mudança efetiva de dimensões,
tornando-se por este motivo, invisíveis. A
resposta às perguntas sobre o Triângulo das
Bermudas pode perfeitamente ser encontrada
nas aberrações eletromagnéticas ou "controles",
que se tornam evidentes em certas
ocasiões, quando são ativados ou por acaso
ou propositadamente, e me parece plausível
que a presença dos OVNIs possa criar a carga
necessária de energia.
PERGUNTA: — O senhor tem alguma idéia
do motivo para esta maior concentração de
incidentes dentro do Triângulo?
RESPOSTA: — Eu acredito que seja
possível que seres inteligentes comandem os
OVNIs, que estão não somente coletando
espécimes, verificando nosso progresso
científico, como já foi verificado por seu
interesse em Cabo Kennedy e em nossas sondagens
espaciais, mas também retornando ao
que deve ter sido a localização de antigas
cidades sagradas, talvez centrais de energia
ou de força que estão agora cobertas pelas
águas. Foram descobertos nos últimos anos,
perto de Bimini e de outros lugares nas
Bahamas, grandes complexos de edifícios no
fundo do mar, indicando que um alto grau de
civilização já existia ali há muitos milhares de
anos atrás. Ê mais do que uma simples
coincidência que tantos acidentes aconteçam
nesta área e que tantos OVNIs sejam vistos
não apenas nos céus mas igualmente
entrando e saindo do oceano.
PERGUNTA: — O que podemos fazer
acerca dos OVNIs e sua ameaça potencial?
RESPOSTA: — Não há nada que possamos
realmente fazer nos dias de hoje. Não creio
que exista muito perigo para a maioria dos
viajantes e talvez as pessoas que
desapareceram ainda estejam vivas, em outro
local ou em outra dimensão. Penso, no
entanto, que é importante reconhecermos a
situação e tentar alguma forma de
comunicação com eles — e é isto que tantos
dentre nós estamos tentando fazer.
Em vista do que eles evidentemente são
capazes de fazer, nós podemos nos
considerar afortunados pelo fato de suas atividades
terem sido até agora benevolentes,
apesar de sempre existir a possibilidade de
quês estes visitantes não venham todos do
mesmo lugar do espaço externo ou interno, e
que nem todos compartilhem as mesmas
posições "conservacionistas" sobre o nosso
planeta e seus habitantes.
Se espaçonaves foram propositada ou
inadvertidamente responsáveis por nossas
maiores falhas de energia, ê um fato extraordinário
que nem um só acidente
envolvendo injúrias pessoais possa ser
atribuído à falta de energia durante aqueles
períodos.
Ê singular que em ambas as grandes
falhas de energia, no Nordeste em 1965 e em
Miami, em 1973, seguiram-se aparições
locais de
OVNIs. Durante o escurecimento do
Nordeste, visões de uma bola vermelha
flamejante de trinta metros de diâmetro foram
relatadas em Syracuse por observadores entre
os quais se encontrava o representante da
Agência Federal de Aviação. Outros OVNIs
foram avistados sobre Nova Iorque, Newark e
Filadélfia, e em inúmeros outros locais em
Massachusetts, Rhode Island e o estado de
Nova Iorque. Um curioso efeito colateral,
defeito nos motores dos automóveis próximos
aos OVNIs avistados, tem um ponto em
comum com as falhas de eletricidade e de
rádio associadas à sua presença e relatada
por tantos pilotos de aviões e navios dentro
da área do Triângulo das Bermudas. É
evidente, entretanto, que muitos indivíduos,
tendo opinião preconcebida de que a falha de
energia é uma prova de que a presença dos
OVNIs cria distúrbios no campo magnético da
Terra e nas comunicações e instalações
elétricas, estavam mais a espreita de visitantes
celestiais nestas ocasiões específicas,
especialmente porque não havia luzes que
causassem interferências e as condições para
examinar-se os céus eram ótimas.
De qualquer forma, enquanto se
confirmava que o que causou o Grande
Blecaute de 1965 foi uma falha na Comporta
N.° 2 Sir Adam no rio Niágara, a causa inicial
não chegou a ser explicada e uma avaliação
feita após a investigação é essencialmente
verdadeira: — "A falha de energia causada
pelo defeito na rede de força do nordeste criou
um dos maiores mistérios da civilização
moderna".
Vários dos mais persistentes observadores
do Triângulo das Bermudas, concordam que
não existe nenhuma explicação terrena para o
desaparecimento de tantas embarcações, e
que a única explicação possível pode muito
bem não ser deste mundo — remoção de
navios, aviões e pessoas através do engenho
dos OVNIs. Para fortalecer esta teoria, a
maioria das aparições dos OVNIs foi seguida
de luzes de cores diferentes e de muita
intensidade, principalmente à noite, e muitos
dos desaparecimentos espetaculares de
aviões foram caracterizados por luzes
estranhas que surgiram no céu noturno. Isto
aconteceu na ocasião do incidente com o Vôo
19 e novamente no caso do Star Anel.
Entretanto, apesar de todos estarem de
acordo sobre a ação dos OVNIs nos
desaparecimentos de navios e aviões, não
existe nenhuma concordância sobre o local de
onde eles estão vindo.
Algum lugar no espaço exterior, com seus
bilhões de possibilidades de planetas
habitados, seria uma fonte plausível de visitas
a não ser pelo problema do tempo de viagem,
se for calculado em anos-luz, e que tomaria
uma boa parte de uma existência, ou de
Muitas existências. (A viagem à estrela mais
próxima — nosso próprio Sol — levaria apenas
oito minutos se calculada em anos-luz, porém
a outra estrela mais próxima, está a 4,3 anosluz
de distância.) Mas é possível que a
duração de uma vida inteira como nós a
conhecemos seja consideravelmente diferente
daquela conhecida em outros planetas de
estrelas distantes. Além disso, novas teorias
foram criadas nos últimos anos a respeito dos
limites da velocidade — a velocidade da luz, a
curvatura do espaço, e a relação de
tempo/matéria e energia que pode
eventualmente modificar nosso conceito de
tempo necessário para viajarmos para outras
galáxias.
Alguns teóricos sugerem que a fonte das
visitas possa ser mais próximo da Terra,
Talvez até dos oceanos da própria Terra. Ivan
Sanderson, em seu livro Residentes Invisíveis,
baseado no fato de que quase três quartos da
superfície da Terra está abaixo d'água
(170.000.000 milhas quadradas de água
contra apenas 60.000.000 milhas quadradas
de terra) e de que os seres que respiram o ar
vivem muito perto da superfície da terra,
enquanto que os seres que respiram na água
não se limitam ao fundo dos mares e da
hidrosfera, tendo por isto um volume cúbico
tremendamente maior no qual podem operar
e se desenvolver, sugere a seguinte
possibilidade:
"...que pode existir uma "civilização" (ou
civilizações) submarina neste planeta, que ela
esteja ali há muito tempo e que haja mesmo
se desenvolvido ali, e/ou que ela comporte
seres inteligentes que tenham vindo para cá e
sejam provenientes de outros lugares... que
preferem usar o fundo da hidrosfera, e possivelmente
as suas camadas de superfície na
litosfera abaixo dela, e sobre ou dentro dela
residam e de onde operem."
Ele observa ainda que, se uma tal
civilização se desenvolveu em baixo d'água,
ela pode ser consideravelmente mais
adiantada que a civilização da superfície e terse
desenvolvido pelas formas de vida que
deixaram o mar pela terra há tantos bilhões
de anos atrás, visto que permanecendo no
mar elas já teriam um bom avanço em seu
meio ambiental original e continuariam a se
aperfeiçoar através das idades sem se
preocuparem, ou se preocupando muito
pouco, com os acontecimentos em terra
firme.
A presença de tais entidades
desenvolvidas e suas atividades tecnológicas
por baixo dos mares do mundo talvez tenha
dado origem a muitas lendas marinhas
contadas através de toda a nossa história e
até mesmo nos dias de hoje, quando
ocorrências singulares são verificadas e
relatadas com uma precisão infinitamente
mais apurada que nos tempos antigos. Isto
explicaria os OVNIs do ar-ao-mar vistos no
Triângulo das Bermudas assim como o
interesse particular dos OVNIs pelos
aperfeiçoamentos técnicos na região da
Flórida e sobre as águas adjacentes'. Quanto a
descobrir a verdade acerca de sua existência,
talvez seja uma questão não somente deles
nos descobrirem como de nos verem como
uma possível fonte de perigo a seu próprio
meio ambiente.
Temos ainda a sugestão de que os OVNIs
voam de uma para outra dimensão e raptam
aviões, navios e pessoas para fora da nossa.
A teoria de outras dimensões coexistentes,
com toques da teoria da matéria negativa,
uma Terra negativa, e mundos coexistentes, é
de qualquer forma menos fantasiosa hoje do
que o era quando foi proposta várias décadas
atrás.
O aviador e explorador famoso, o
Almirante Richard Byrd, que empreendeu
vôos sobre os intensos campos magnéticos
tanto do Pólo Norte como do Pólo Sul, fez
uma incrível transmissão em 1929, enquanto
voava sobre o Pólo Sul. Ele contou que depois
de atravessar uma neblina iluminada passou
para uma região de terras verdes com lagos
sem gelo e disse que estava vendo grandes
animais parecidos com bisões e outros seres
que se assemelhavam a homens primitivos. A
irradiação saiu imediatamente do ar e o
relatório do Almirante Byrd foi atribuído a uma
exaustão nervosa temporária ou a uma
alucinação. Tanto a exploração como o
relatório foram "vedados à publicidade", e o
fato de Byrd ter feito a transmissão não fez
nenhum bem à sua reputação nos meios
científicos. Por mais estranho que pareça, um
bom número de pessoas que freqüentavam os
cinemas nos anos vinte tem a certeza de
lembrarem um jornal da tela sobre o vôo de
Byrd, junto com vistas das "terras além do
Pólo", apesar de ser possível que elas tenham
lido a respeito do incidente e tenham feito
confusão com outros jornais da tela
mostrando as explorações do Almirante Byrd.
O incidente mesmo foi relegado ao mundo
das lendas e dificilmente é referido a não ser
pelos crentes de uma "terra oca", que calculam
que o Almirante voou para dentro de um
buraco na própria terra, mais do que um
buraco para uma outra dimensão como tem
sido sugerido para explicar os
desaparecimentos dentro do Triângulo das
Bermudas.
De qualquer forma deve mesmo haver
uma similaridade entre a força dos campos
magnéticos, tais como as supostamente
criadas na Experiência da Filadélfia, e as
condições acima dos próprios Pólos, sempre
imaginando que o vôo polar do Almirante
Byrd foi feito em circunstâncias normais e ele
no domínio perfeito de suas faculdades.
Considerando a ampla escolha de
explicações estranhas defendidas por tantos e
tão sérios e capazes investigadores dos
incidentes dentro do Triângulo das Bermudas,
lembramo-nos do epigrama de Haldane: — "O
Universo não é apenas mais estranho do que
nós imaginamos, ele é ainda mais estranho do
que nós podemos imaginar". Entre as várias
razões para o encadeamento dos desaparecimentos
inexplicados que acabamos de
examinar, temos a captura seletiva de seres
humanos por entidades de um espaço
externo/interno, um buraco dimensional nos
céus no qual os aviões podem entrar mas não
conseguem sair — ou o que já foi chamado de
"um rasgo magnético na cortina do tempo", e
redemoinhos magnéticos que causam o
desaparecimento de embarcações ou talvez o
seu transporte para outras dimensões.
Estas teorias não são mais nem menos
fantásticas que uma outra que defende a
existência de vastos complexos de força,
máquinas antigas ou fontes de energia de
antigas civilizações, jazendo no fundo do
oceano dentro da área do Triângulo e que
possam ser ocasionalmente ativadas por
aviões passando por cima, criando
redemoinhos magnéticos e causando defeitos
na aparelhagem magnética e eletrônica. Os
aviões que as sobrevoassem causariam, de
certa maneira e em certas ocasiões sob
determinadas condições, que elas fossem
ativadas, gerando inconscientemente a sua
autodestruição. Mas enquanto esta teoria é
talvez a mais inacreditável (dentro de nossas
normas de aceitação) de todas as sugeridas
neste e nos demais capítulos, certos aspectos
naturais e anormais da região em questão e
da história geológica da área apontam uma
certa conexão com várias das outras teorias
citadas.
Para estudarmos esta nova teoria nós
precisamos recuar dentro do tempo — no
tempo da vida do oceano e das civilizações
humanas.
7 - Uma Sugestão do Passado do Oceano.
Considera-se como coisa provada que
grandes partes da superfície da Terra já
estiveram sob as águas, enquanto outras que
atualmente estão por baixo d'água já foram
terras alguma vez. Isto já fora notado pelos
naturalistas dos tempos antigos, quando
encontraram exemplares de vida fóssil nos
desertos, assim como os naturalistas
modernos descobriram esqueletos de baleias
em regiões tão distantes do mar como
Minnesota e até mesmo nas montanhas do
Himalaia, ao mesmo tempo que encontramos
amplas evidências de que o Saara foi outrora
um mar interior. Ao mesmo tempo que existe
um acordo geral a respeito das vastas
mudanças de terra e mar através do mundo
inteiro, a questão do tempo torna-se
especialmente importante quando se leva em
conta as mudanças dos níveis de terra e dos
mares dentro do Triângulo das Bermudas, em
uma era geológica comparativamente recente.
Sabemos que, durante a Idade Glacial, um
imenso volume de águas oceânicas ficou
congelado dentro das geleiras de vários quilômetros
de profundidade que recobriam
grandes regiões do Hemisfério Norte. Há cerca
de 12.000 anos, quando as geleiras começaram
a derreter em virtude das mudanças
climáticas, cujas causas até hoje não são
muito claras, o nível das águas no mundo
começou a elevar-se, engolindo as terras
costeiras e as ilhas, transformando istmos em
estreitos e ilhas imensas em planaltos
submarinos. O nível das águas oceânicas na
Terra, naquela ocasião, quando a Terceira Era
Glacial entrava na sua última fase, é estimado
em 200 metros ou até mesmo mais baixo que
os níveis atuais. Além disso, muitas terras
que estavam por cima d'água podem estar
muito mais profundas do que o normal,
devido a atividades vulcânicas na ocasião ou
depois, da grande inundação, ou para
usarmos a nomenclatura bíblica que talvez
tenha descrito estes fenômenos — o Dilúvio.
Quase todas as tribos e raças do mundo
preservam vividas narrativas sobre a
destruição universal pelo fogo, pela água,
terremotos, explosões, ou avalanches que
abalariam a Terra inteira. Na maioria dos
casos, apenas um único sobrevivente, junto
com sua família e alguns animais
selecionados, foi tradicionalmente poupado
para iniciar uma nova vida, como fez Noé,
num mundo novo, quando os distúrbios
tiverem cessado ou as águas se acalmado.
Mas Noé foi apenas um dos sobreviventes —
o que é conhecido dos herdeiros das tradições
religiosas judaico-cristãs. Existem numerosos
outros sobreviventes da mesma ou de
catástrofes similares, inclusive Deucalião, dos
mitos gregos, que repopulou a Terra atirando
pedras; Baisbasbata, o sobrevivente de uma
inundação, contada no Mahabharata indiano;
Ut-napishtim, das lendas babilônicas, cuja
história muito se assemelha à de Noé; Yima,
do Irã; Coxcox, do México antigo, que
escapou da inundação com uma jangada feita
de um imenso cipreste; Tezpi, de outra raça
mexicana, mais desenvolvida, e que tinha
uma espaçosa embarcação às suas ordens,
que ele carregou com cereais e animais;
Bochica, das lendas chibchas da Colômbia,
que finalmente conseguiu verse livre das
águas abrindo um buraco na terra (como fez o
grego Deucalião); Tamandaré, o "Noé" guarani
do sudeste da América do Sul, que saiu
boiando num enorme tronco de árvore até o
alto de uma montanha, conseguiu sobreviver;
e muitos outros pelo mundo afora. Em cada
caso os animais que eles salvaram são um
reflexo da fauna local com referências gerais a
respeito dos animais levados na Arca por Noé,
exoticamente suplementados nas lendas
americanas pela menção específica de tais
animais como lhamas, jaguares, antas,
búfalos, coiotes e urubus, salvos por seus
antigos conterrâneos americanos.
Com uma lenda assim tão específica — até
mesmo a duração da inundação varia apenas
ligeiramente, geralmente entre quarenta e
sessenta dias — nos parece plausível aceitar
que realmente ocorreu uma catástrofe de
âmbito mundial, deixando um trauma
profundo nas memórias raciais, e que esta
catástrofe estava intimamente ligada aos
mares, mudanças conseqüentes de terrenos e
do nível das águas através da Terra inteira.
Vestígios desta ou destas catástrofes são
encontrados não somente na memória do
homem como evidenciadas pelo testemunho
dos grandes soerguimentos, afundamentos e
nas curvaturas da terra e do fundo dos mares,
tais como as praias de areia a centenas de
metros de profundidade em torno dos Açores
e as praias costeiras encravadas a centenas
de metros acima do nível da costa,
especialmente na Groelândia, Califórnia do
Norte e Peru (onde objetos feitos pelo homem
foram encontrados perto do fundo de antigas
camadas geológicas estriadas, depois de um
levantamento). Os próprios Andes
geologicamente muito recentes, parecem ter
sido soerguidos ou forçados para cima,
levando talvez consigo cidades como
Tiahuanaco, enquanto outras regiões
costeiras da América do Sul afundaram no
oceano dentro da Fossa Nasça. A mesma
catástrofe talvez haja causado o degelo das
geleiras, que por sua vez inundaram os
planaltos das ilhas do Atlântico e grandes
porções do próprio continente, que estavam
anteriormente acima do nível das águas. Na
mesma ocasião, mudanças climáticas
ocorreram através de todo o mundo, provavelmente
com uma rapidez surpreendente. Na
Sibéria, corpos congelados de mamutes são
encontrados até nos dias de hoje, congelados
tão rapidamente que a carne ainda pode ser
aproveitada, primeiro por cães e mais tarde
por cientistas soviéticos, em caráter
experimental. Estes mamutes, rinocerontes
pré-históricos e outros animais que normalmente
não são associados ao clima da
Sibéria, foram aparentemente presos em
torrentes de lama gelada (ou de lama que
posteriormente se congelou) e preservados
tão rapidamente, que plantas e alimentos não
digeridos (sobretudo plantas que já não são
nativas da Sibéria) foram encontradas em
seus estômagos.
Regiões do norte da Sibéria, Alasca e
Canadá estão literalmente cobertas por ossos
de grandes animais que morreram
repentinamente (novamente em uma data
estimada entre 10.000 e 11.000 anos atrás),
que algumas ilhas ou pontos mais altos de
montanhas, aonde eles foram à procura de
refúgio, são feitas inteiramente de seus ossos.
Outros locais de sobrevivência são
completamente diferentes e espécies inimigas
se agruparam em busca de abrigo e morreram
em grandes quantidades tendo sido
encontradas por toda a Europa Setentrional, a
Ásia Central e a China, como se toda a crosta
terrestre houvesse experimentado uma
mutação climática rápida e inesperada ao
mesmo tempo. Entretanto, em outros
hemisférios igualmente existem indicações de
uma dizimação simultânea das espécies,
como o imenso cemitério de elefantes nos
Andes colombianos, e até mesmo por baixo
d'água, como no caso de enorme cemitério de
elefantes ao largo das costas da Geórgia.
Nenhum destes animais tem seu habitat
natural nos locais onde encontraram a morte
em grande número na repentina mudança
climática de 12.000 anos passados.
Antigas áreas terrestres deste período,
que agora estão cobertas de água, incluem
parte do Mediterrâneo, inclusive trechos de
terra entre a África e Gibraltar e da Sicília à
Itália, uma grande parte do Mar do Norte, as
plataformas continentais da Irlanda, França e
península Ibérica, e a África, os planaltos
submersos dos Açores, das Canárias e da ilha
da Madeira, assim como a cordilheira
submarina Açores-Gibraltar e a cordilheira do
Atlântico Norte, as plataformas continentais
das Américas do Norte e do Sul e,
especialmente, os amplos baixios das
Bahamas, que, antes de serem submergidos,
cobriam uma área de vários milhares de
milhas quadradas.
Existem provas abundantes de que estas
áreas já estiveram acima do nível do oceano,
há uns dez ou doze mil anos atrás. Uma
expedição russa ao norte dos Açores apanhou
recentemente pedras a uma profundidade de
2.200 metros que provaram ter sido formada
na pressão atmosférica há cerca de 17.000
anos atrás, enquanto que uma operação de
dragagem realizada no século 19, ao reparar
uma ruptura num cabo transatlântico nas
vizinhanças dos Açores, trouxe à tona
pedaços de taquilito, uma espécie de lava
vitrificada que se forma acima das águas, sob
pressão atmosférica. Os exemplares tiveram
sua idade estimada em cerca de 12.000 anos.
(Este incidente foi muito comentado na
ocasião, e a razão da ruptura do cabo é de
interesse especial como um exemplo dos
movimentos do fundo do oceano — um
soerguimento repentino de cerca de 1.300
metros causou sua ruptura.)
Um projeto de nossos dias (1973-74)
realizado nos Açores pela Universidade de
Halifax para a investigação de energia
geotermal, teve como resultado indireto a
afirmação de que os primeiros oitocentos
metros de substâncias pétreas perfuradas
abaixo do nível do mar haviam sido formadas
acima do nível das águas, indicando que
grandes áreas em torno dos Açores atuais
estiveram, em determinada época, acima do
nível do oceano.
Outras descobertas bastante recentes
parecem confirmar que a mais recente
submergência de grandes áreas de terra no
oceano Atlântico ocorreu há 12.000 anos, o
que coincidiria com a época estimada da
Terceira Era Glacial. Em 1956, os Drs. R.
Malaise e P. Kolbe, do Museu Nacional de
Estocolmo, sugeriram que os esqueletos de
diatomáceas de água doce que o Dr. Kolbe
retirou de uma amostra de minério pescada a
4.000 metros de profundidade perto da Cordilheira
Atlântica, tivessem sido originalmente
depositados num lago de água doce, sobre
uma superfície de terras hoje afundadas no
meio do oceano. A idade destas diatomáceas
de água doce foi estimada entre 10.000 e
12.000 anos.
Estes números coincidem estranhamente
com as referências de Platão à Atlântica em
seu diálogo de Timeus, no qual ele se refere
ao grande continente que existira no oceano
exterior há "9.000 anos atrás" — ou seja,
11.400 anos antes de nossa época atual.
Ao passo que as datas destas lendas são
suspeitas e até mesmo pressupostas, por
virem de segunda e terceira mão, já que
Platão recebeu esta informação indiretamente
de Solon, que, por sua vez, apreendeu-a
originalmente durante uma viagem que fez a
Sais no Egito, é de qualquer forma singular
que este cálculo de tempo apareça com tanta
freqüência em outros campos quando
interligados a terras submersas.
Mas existem ainda outras indicações de
que grandes partes do Atlântico Ocidental
estiveram acima do nível do mar. Praias de
areia, por exemplo, não são formadas no
fundo dos mares, e sim pela força das ondas
que se quebram nas margens dos oceanos.
No entanto, praias de areia foram descobertas
em profundos planaltos submarinos em torno
dos Açores. Rios fazem desfiladeiros sobre as
terras; e entretanto, o desfiladeiro do rio
Hudson continua por baixo d'água por
centenas de milhas mar a dentro. Outros
desfiladeiros de outros rios se estendem da
mesma maneira, na Europa, África e América
do Sul, entrando no mar.
Ossos humanos e de mastodontes têm
sido encontrados no fundo do Mar do Norte,
junto com ferramentas pré-históricas,
indicando um certo grau de progresso e a
probabilidade de um desenvolvimento cultural
na era Pleistocena (anterior a 11.000 anos
A.C.). Porém talvez o mais surpreendente de
todos os indícios do afundamento de vestígios
culturais de povos pré-históricos desde a
época do degelo das geleiras sejam os
edifícios submersos, as muralhas, estradas
pavimentadas e trilhas encontradas agora
com mais freqüência sob as águas das costas
ocidentais da Europa e do sul da África e das
costas a sudeste da América do Norte. A
última inclui construções submarinas,
muralhas e estradas de pedra que levam a
leste das costas de Iucatán e Honduras,
estradas que provavelmente se ligariam a
outras cidades submersas ainda mais a leste
do oceano. Existe até mesmo uma "muralha"
submersa de dez metros de altura por cem
milhas de comprimento que se dirige para o
oceano partindo das costas da Venezuela na
altura da foz do Orenoco. Pensou-se, a
princípio, que se tratasse de uma formação
natural, porém suas linhas retas e sua composição
tendem a desmentir esta primeira
impressão.
Existem fortes indicações de que havia
uma grande massa continental no meio do
Mar das Caraíbas, da qual as ilhas e as
elevações das Antilhas talvez possam ser os
picos sobreviventes das montanhas. Em 1969
uma expedição de pesquisa da Universidade
Duke estudou a área do fundo do mar das
Caraíbas e realizou operações de dragagem ao
longo da cordilheira Aves, uma cadeia de
montanhas submersas que corre paralela à
margem ocidental da grande bacia oceânica
venezuelana, entre a Venezuela e as ilhas
Virgens. Em cinqüenta ocasiões, rochas
graníticas (magmáticas) foram trazidas à
superfície.
Normalmente este tipo de rocha é
encontrado somente nos continentes. Um
famoso oceanógrafo, o Dr. Bruce Heezen, ao
comentar este fato, observou: — "Até hoje, os
geólogos acreditavam que o granito claro ou
as rochas graníticas magmáticas eram
confinadas aos continentes e que a crosta
terrestre sob os mares era composta de
rochas basálticas escuras e mais pesadas...
Assim, a descoberta de rochas graníticas de
cor clara pode vir a servir de suporte a uma
velha teoria de que existia antigamente um
continente na região oriental do Mar das
Caraíbas e que estas rochas podem
representar o âmago de um continente
perdido que se afundou."
Ê no Planalto Submerso das Bahamas,
entretanto — a área onde mais ocorreram
incidentes dentro do Triângulo das Bermudas
— que as mais surpreendentes descobertas de
vestígios submersos foram feitas, muitas
delas a uma profundidade de apenas algumas
braças. As formações submarinas calcáreas
dos Baixios das Bahamas estavam
folgadamente acima do nível das águas, há
12.000 anos atrás. Esta imensa área de
terreno compreendia baías e canais interiores
que são hoje em dia evidentes nos mapas das
partes mais profundas do oceano em torno e
ao lado das Bahamas. Esta região
considerável de terras formava, em épocas
anteriores ao soerguimento do mar, uma
grande ilha ou várias ilhas que, se
acreditarmos nos vestígios submersos,
mantinham uma cultura bastante complexa.
De 1968 até hoje, descobertas
submarinas têm sido feitas, especialmente
perto de Bimini, do que parecem ter sido
maciças construções de pedras no fundo
atual do oceano, imensos blocos de pedra
colocados lado a lado e formando estradas,
plataformas, portos ou muralhas caídas. Eles
se assemelham estranhamente aos trabalhos
pré-incaicos em pedra no Peru, aos pilares de
Stonehenge ou às muralhas ciclópicas de
Minoan, na Grécia. A idade destas pedras é
incerta, se bem que raízes fossilizadas de
mangais que cresceram por cima das pedras,
tenham dado testes de carbono 14, datando
de cerca de 12.000 anos.
A mais famosa de todas as descobertas
foi a "Estrada" de Bimini ou a "Muralha",
descoberta em 1968 pelo Dr. Manson
Valentine junto com os mergulhadores
Jacques Mayol, Harold Climo e Robert
Angove. Vistas primeiras de bordo de um
barco, quando o mar estava
excepcionalmente transparente e sem
ondulações na superfície, elas eram, nas
palavras do Dr. Valentine, — "um extenso
pavimento de pedras chatas retangulares e
poligonais de vários tamanhos e espessuras,
obviamente talhadas e cuidadosamente
alinhadas para formarem um arranjo
convincentemente artesanal. Estas pedras
estavam evidentemente submersas há muito
tempo, pois as margens das maiores tinhamse
tornado arredondadas, dando aos blocos
uma aparência de grandes pães de forma ou
travesseiros. Algumas são absolutamente
retangulares, outras se aproximam de
 quadrados perfeitos. (Ê preciso lembrar que
não existem linhas absolutamente retas em
formações naturais.) Os pedaços maiores,
com três a cinco metros de comprimento no
mínimo, muitas vezes correm paralelos ao
lado de avenidas, enquanto que òs menores
formam pavimentos imitando mosaicos,
cobrindo as seções maiores... As avenidas de
pedras aparentemente arrumadas lado a lado
são estreitas e paralelas; a mais longa de
todas é delineada e toda dupla, interrompida
por duas extensões que mostram grandes
pedras chatas escoradas por membros
verticais (como os antigos dólmens da Europa
Ocidental); e a ponta sudeste desta grande
rodovia termina numa esquina maravilhosamente
encurvada; os três atalhos curtos feitos
de pedras cuidadosamente alinhadas e
imensas são de largura uniforme e terminam
com pedras de canto...
 



 
Massas terrestres formadas pelo
arquipélago das Bahamas, Cuba e a Flórida
anteriores ao final da última Era Glacial,
quando as águas da calota polar se
dissolveram causando o levantamento do
nível dos oceanos. As ilhas atuais são
mostradas dentro de suas formas antigas. A
Flórida, pode-se ver, estendia-se muito mais a
oeste para dentro do Golfo do México. A
mancha escura no meio de uma formação de
terras formada pelas atuais ilhas de Andros.
Exuma, Eleuthera e Nova Providência è o
profundo desfiladeiro oceânico chamado a
Língua do Oceano. O mar naquela época
formava grandes ilhas dentro de baías nas
Bahamas incluindo o atual estreito de Exuma
e a Língua do Oceano.
Do ar, a pessoa pode apenas vagamente
adivinhá-las, sob o seu manto de algas
escuras, aquelas pedras monstruosas que
margeiam com precisão este desafio
geológico ou arqueológico."
As primeiras descobertas submarinas em
Bimini foram feitas sob ataques consideráveis
de geólogos e arqueólogos, alguns dos quais
jamais visitaram o local, porém os achados
mais recentes sobre as gigantescas
construções mostram que elas seguem uma
curva e aparecerem em outros locais do fundo
do oceano, como se nalguma ocasião se
espalhassem em torno de Bimini e além,
indicando o tamanho aparentemente enorme
e as ramificações desta imensa estrutura, cuja
finalidade só podemos até agora presumir. O
descobridor expressou sua opinião pessoal: —
"A sugestão de que estas pedras representam
os remanescentes de muralhas, estradas, ou
até mesmo antigas docas são inaceitáveis no
momento porque ainda não ficou estabelecido
que existia alguma coisa além deste leito de
rochas... Entretanto, observações recentes em
águas ligeiramente mais profundas
verificaram que construções em várias
camadas existem em pelo menos um local.
Meu sentimento pessoal é que todo este
complexo representa uma utilização
inteligente, pelo homem da antigüidade, de
materiais fornecidos pela Natureza
apropriados para a criação de uma espécie de
centro cerimonial. A propósito disto, é bom
lembrarmo-nos que certos locais sagrados da
antigüidade, tais como o Círculo de
Glastonbury (48 quilômetros de
circunferência), e os desenhos do deserto de
Nasça, no Peru, com linhas retas e imagens
de animais de um quilômetro e meio de
comprimento, reconhecidos apenas de avião,
não tem virtualmente nenhum ponto de
referência com a nossa tecnologia moderna,
quanto às finalidades destes majestosos
objetos artísticos e que são totalmente
incompreensíveis para nós..."
Vôos exploratórios feitos a partir de 1968
indicaram outras formações igualmente
extraordinárias e aparentemente feitas pelo
homem nos Baixios das Bahamas, assim
como no fundo do mar perto de Cuba e do
Haiti e São Domingos. Algumas destas
construções se assemelham a pirâmides e a
fundações circulares monstruosamente
grandes, como uma da área de Bimini,
medindo 60 por 45 metros e que bem pode
ser o tipo truncado de uma pirâmide, e outras
pirâmides maiores (ou plataformas de
templos) vistos nos mares. Dentro das águas
territoriais cubanas foram localizadas
verdadeiras "ruínas" de todo um complexo de
construções submarinas à espera de serem
exploradas, a não ser que os próprios
cubanos (Fidel Castro é um mergulhador
entusiástico) já tenham estado lá.
Dois pilotos de companhias aéreas civis,
Bob Brush e Trig Adams, num vôo realizado
em 1968 nas vizinhanças da ilha de An-dros,
fotografaram um retângulo subdividido na
plataforma continental de Andros.
Mergulhadores descobriram posteriormente
que se tratava de uma muralha de pedras
mas não existe qualquer referência dos
habitantes originais ou dos conquistadores
espanhóis posteriores à construção no mar,
especialmente por baixo d'água. O que parece
ser uma estrada ou uma parede submersa
correndo no topo de um penhasco submarino
foi localizado e fotografado perto da ilha dos
Lobos. É possível que a antiga estrada
corresse ao longo do penhasco quando
ambos estavam acima do nível do mar. Talvez
os vestígios submersos de degraus escavados
nas pedras da plataforma continental ao norte
de Porto Rico, assinalados pelo capitão da
Marinha Francesa Georges Houot e o Tenente
Gérard de Froberville no batiscafo Archimède,
representem apenas uma escadaria feita
sobre as encostas rochosas e que descesse
até o nível antigo do mar, há 12.000 anos
atrás.
Ao largo das costas do Iucatán, no
México, numerosas estradas retas foram
vistas dos ares. Elas deixam a praia em linhas
retas para uma desconhecida localização
submarina, muito além e em águas
profundas. Enquanto as rodovias e viadutos
em terra ficam invisíveis devido à vegetação
protetora das florestas, aquelas que ficam por
baixo das águas ainda são visíveis de tempos
em tempos, quando ficam a descoberto
devido às correntes marinhas ou
tempestades.
O que parece ter sido uma imensa estrada
submarina, ou um pavimento que tenha sido
construído previamente acima d'água, foi
observada pelo submarino de mergulhos
profundos Aluminaut, numa missão realizada
em 1967 ao largo da Flórida, da Geórgia e da
Carolina do Sul. A estrada foi aparentemente
formada, ou pavimentada, com oxido de
manganês e, quando foram instaladas rodas
especiais sobre o Aluminaut, ele pode se
movimentar ao longo dela, que em certos
locais atingiu a profundidade de mil metros,
como se fosse um automóvel rodando por
uma estrada normal, a não ser pelo fato de
que a estrada, neste caso, estava no fundo no
mar. As dimensões desta superfície
pavimentada eram tão grandes que deixam
sugerir a conclusão de que ela tenha sido
construída pelo homem, como no caso de
uma extensa seção "ladrilhada" no fundo do
oceano observada pelo Dr. Bruce Heezen do
Observatório Lamont, enquanto fazia um mergulho
profundo na área das Bahamas.
Entre as ruínas aparentemente feitas pelo
homem na região das Bermudas, algumas são
claramente visíveis, porém muitas estão não
somente por baixo d'água, como também
abaixo do fundo do oceano. Ê uma verdade
que os trabalhos de pedra, ou as fundações
rochosas, enterradas por baixo da terra
devido à acumulação de muitas eras ou como
resultado de terremotos ou inundações,
podem mudar o tipo de vegetação que crescer
sobre elas. Isto levou a várias descobertas de
sucesso do passado, tanto em terra como por
baixo das águas do mar. Construções que
estavam desaparecidas, indo desde os
acampamentos romanos a estrada na
Inglaterra e antigos sistemas de canais e de
muralhas de cidades onde existiu uma vez a
antiga Babilônia e a Assíria (hoje o Iraque), e
no Irã e na Ásia Central, cidades inteiras que
estavam perdidas, foram descobertas e
reconstruídas pela variedade de padrões e
sombras da vida vegetal no solo ou em
pântanos ou no fundo do mar. As linhas retas
são percebidas pela mudança de coloração
onde fundações ou paredes estão enterradas
ou onde existam estradas ou leitos de
canalizações. A antiga cidade portuária
etrusca de Spina, na Itália, sumira tão
completamente que era considerada como
lendária até que os traços de suas paredes,
fundações, canais e docas, absolutamente
invisíveis no solo, foram claramente
delineadas do ar.
A possibilidade da localização de antigas
cidades vistas do ar tem sido posta em uso
nas Bahamas, onde a plataforma continental
que a rodeia é rasa o suficiente para se
perceberem os traços de construções
submarinas vistas do ar. Em muitos locais
dos Baixios das Bahamas existem estranhos
amontoados de grandes quadrados,
retângulos, cruzes, compridas linhas paralelas
umas às outras, estradas talvez, às vezes
dobrando em ângulos retos, círculos
concêntricos, triângulos, hexágonos e outras
formas geométricas, todas elas retraçadas
pela presença (ou ausência) de algas
marinhas sobre as ruínas existentes. Testes
submarinos realizados por mergulhadores
indicaram que as construções de pedra
retraçadas pelas linhas existentes no fundo
jazem a vários metros abaixo das areias.
Alguém pode perguntar por que todas
estas evidências singulares só agora estão
sendo exploradas, por que nunca foram
notadas antes. Parte da resposta é que, sem
dúvida alguma, jamais ocorreu a alguém
procurar vestígios de uma civilização perdida
nos Baixios das Bahamas, especialmente
porque tantos antigos locais históricos estão à
espera de serem descobertos no
Mediterrâneo. Expedições submarinas nas
Bahamas e ao largo das costas da Flórida têm
sido minuciosamente realizadas em busca de
navios espanhóis cheios de tesouros, onde
alguns objetos representam uma recompensa
financeira maior que o descobrimento de uma
civilização esquecida e por vezes difícil de ser
identificada. Até mesmo com evidências à
mostra, muitos esforços têm sido feitos em
certos círculos científicos para desacreditar os
achados de exploradores e pesquisadores
para receberem a atenção do público.
Igualmente devemos notar que alguns
pesquisadores qualificados hesitam ou
relutam em se confrontar com a opinião hostil
de outros arqueólogos e oceanógrafos. Outro
problema é que as construções ou obras de
arte podem ser cobertas pela ação das marés
e tempestades logo após serem localizadas e,
assim, novamente perdidas. É extraordinário,
entretanto, que desde 1968 um certo
ressurgimento no fundo do Grande Banco das
Bahamas teve lugar, deixando à mostra
traços de novas formações onde não havia
nada visível em fotografias mais antigas da
mesma área. Foi este o caso de uma formação
em forma de flecha, construída em pedra e
com trinta metros de comprimento, entre as
ilhas de North Cat e South Cat, Bimini; e uma
outra a sudeste de South Caicos, apontando
para sudeste e em alinhamento certo com
outra linha reta do fundo do mar e ainda
inexplorada.
Alguns dos locais já descobertos parecem
igualmente estar se levantando ou ficando
livres dos sedimentos pela ação das marés, de
forma que suas construções feitas pelo
homem ficaram mais visíveis. O Dr. James
Thorne, famoso oceanógrafo e mergulhador, e
absolutamente imparcial, para não dizermos
um tanto cético no que diz respeito ao
assunto de "civilizações perdidas no fundo do
mar", examinou recentemente espessas
colunas que serviam de sustentáculo à
muralha de Bimini, desmentindo
convincentemente opiniões emitidas por
vários outros oceanógrafos de que todo o
complexo de Bimini e outros locais nas
Bahamas sejam formações naturais. Outro
grupo de mergulhadores, que encontrou a
âncora afundada de um galeão espanhol,
descobriu, enquanto examinavam-na e
revolviam o fundo do local onde ela se
encontrava, que estava pousada sobre um
assoalho de mosaico ou um terraço, que
provavelmente se afundara milhares de anos
antes.
Colossal estátua de calcáreo gasta pelas
águas dentro das Cavernas de Loltún, em
Iucatán, no México, agora a várias centenas
de metros acima do nível do mar. Estas
enormes cavernas, ainda não completamente
exploradas, contêm estátuas tirânicas de uma
idade muito avançada, totalmente diferentes
de todos os padrões das culturas ameríndias.
Exemplos de fauna oceânica engastados em
suas reen-trâncias e dobras indicam que
estas estátuas foram feitas acima d'água,
ficaram submersas por um período
considerável de tempo e talvez trazidas de
volta à superfície na ocasião em que os
Baixios das Bahamas e outras ilhas do
Atlântico afundaram nas águas do mar.
 

 
A primeira fotografia da Muralha de Bimini
tomada de alguns metros acima do nível do
mar, com a transparência das águas
permitindo uma visão clara dos objetos a uma
profundidade de várias braças. Considera-se
provável que esta estrutura nao tenha sido
percebida antes por estar coberta pela lama
do fundo do mar, mas que tempestades ou
pressões tectônicas podem ter
ocasionalmente causado a sua descoberta
recente em 1968. (Foto: J. M. Valentine).


Mergulhador investigando um canal que
atravessa seções da Muralha de Bimini. A
forma e a colocação destes monolitos, os
ângulos retos e as pilastras por baixo de
algumas destas pedras são uma prova conclusiva,
apesar de ainda não estar
universalmente aceita de que elas foram feitas
pelo homem. (Foto: J. M. Valentine).
 


Detalhes de grandes monolitos
pertencentes à Muralha de Bimini. Outras
formações similares podem estar encobertas
pelas areias, sendo apenas indicadas pelas
linhas retas artificiais de crescimento de algas
no fundo do mar. (Foto: J. M. Valentine).


Vista aérea tomada através da água do
fundo do mar ao sul de Bimini. A grande
forma quadrada no canto direito da foto é
supostamente o resto de um cais pré-histórico
ou da plataforma de um templo hoje
enterrado abaixo do fundo do mar, que afeta a
vegetação que reflete as suas linhas retilíneas.
(Foto: J. M. Valentine).
 

Vista aérea da queda abissal a leste de
Cay Lobos, nas Bahamas. As águas escuras
são as do Velho Canal das Bahamas, ao norte
de Cuba. As áreas em cores mais claras no
lado direito da foto também estão abaixo das
águas e fazem parte dos Baixios das
Bahamas. As linhas na parte inferior da direita
indicam vestígios submersos do que pode ter
sido a parte de uma muralha ou de uma
estrada que passasse perto do mar há
milênios atrás quando toda região dos Baixios
das Bahamas ainda estava acima do nível das
águas. (Foto: J. M. Valentine).
 

Frisa esculpida em pedra nas ruínas
Maias de Cobá, mostrando uma fuga de um
cataclisma marcado por vulcões que
explodiram e, na parte superior à esquerda,
templos e pirâmides desabando. As lendas
Maias contam que os ancestrais de seu povo
vieram originalmente de uma grande terra no
"Mar Oriental" que foi destruída por um cataclisma
e afundou entre as ondas. As
tradições ameríndias se referem a esta terra
como Aztlán ou Atlán e outros nomes
parecidos que lembram o som de "Atlântida".
(Foto: J. M. Valentine).
 
 Detalhes da ação do oceano sobre as
montanhas perto de Ancón, no Peru. Esta
fotografia, tomada a uma altitude de dois mil
metros, mostra as evidências da ação das
ondas nos flancos da montanha na parte
inferior direita da foto. As projeções em forma
de dedos ainda contêm fósseis de moluscos e
outros exemplares da fauna marinha. Ao
longo da costa do Peru, nesta região,
estratificações cruzadas indicam que o antigo
fundo do oceano, em cujas camadas ainda se
encontram vestígios de culturas
antiquíssimas, sofreu um levantamento.

 
Vestígios de terras afundadas no
Mediterrâneo. O mergulhador está no topo de
uma acrópole submersa cerca de trinta
metros abaixo do nível das águas do Mar
Egeu, perto da ilha de Meios. Enquanto partes
do Mar Mediterrâneo e outras regiões
costeiras afundaram gradualmente no correr
dos séculos, algumas seções foram
precipitadas repentinamente a consideráveis
profundidades. Do loca! onde esta foto foi
tirada, uma estrada segue em frente, levando
a construções ainda mais profundas. (Foto:
Jim Thorne).


A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito,
talvez uma construção sobrevivente de uma
cultura mundial que existiu em uma data
anterior ao Egito dinástico. As medidas de
diferentes aspectos da Grande Pirâmide
sugerem que ela servia como um marco
gigantesco, um relógio astronômico e um
observatório matemático e astronômico,
preservando em pedra conhecimentos
previamente insuspeitados de culturas
anteriores ao "alvorecer" da nossa. (Foto:
cortesia da Trans-world Airlines).
 

As muralhas ciclópicas da fortaleza de
Sacsayhuamán, no Peru, que de certa forma
lembram as construções submersas de
Bimini. As paredes de Sacsayhuamán e
outras ruínas pré-incaicas no Peru (vistas na
foto depois de terem sido completadas com
pedras menores pelo trabalho posterior dos
Incas) são em si próprias um mistério arqueológico,
já que possuem uma idade muito
grande e as pedras são colocadas de forma
tão ajustada que dão a impressão de serem
fundidas umas às outras. Não existe uma
explicação de como estas pedras imensas
com ângulos externos e internos muito
curiosos puderam ser transportadas,
cortadas, medidas e colocadas no lugar (em
formatos sempre irregulares) pelos povos préhistóricos
do qual os Incas não guardam
nenhum registro. (Foto: cortesia da Pan
American World Airways).
 
 O Pagode Negro em Konarac na índia, um
exemplo vivo surpreendentes capacidade
arquitetônicas dos tempos antigos,
especialmente quanto ao transporte do
enorme bloco de pedra que encima a torre,
Avanços tecnológicos de culturas
extremamente antigas na índia sugerem uma
ligação com culturas ainda mais antigas onde
a ciência progredira até a consciência de vôos
em máquinas-mais- pesadas - que -o-ar,
foguetes, estrutura atômica, e o conceito de
Tem e sua colocação no espaço sideral iguais
às de hoje (Foto: cortesia do Escritório de
Turismo do Governo Indiano).

 Um objeto de ouro encontrado em um
túmulo pré-colombiano e que, apesar de sua
idade muito grande (cerca de 1.800 anos) é
considerado por muitos pesquisadores como
o modelo de um avião pré-histórico, completo
com suas asas em delta, motor, carlinga,
cauda e lemes de profundidade. Uma cópia
deste objeto controvertido está exposta no
Museu permanente do Mundo do Homem,
em Montreal. Outros objetos de ouro, semelhantes
a aeronaves têm sido encontradas
em diferentes locais da América do Sul. (Foto:
Jack Ullrich)


Vista aérea das Linhas de Nasca, no Peru.
Estas linhas de idade desconhecia nos
mostram animais, pássaros, formas
geométricas e, na opinião de muitos, campos
de aterrissagem. Difíceis de serem percebidas
de terra, elas não foram identificadas até o
meio do século XX — e apenas por vistas
aéreas. A linha negra cortando diagonalmente
um campo de aterrissagem é a Rodovia Panamericana.
Os astronautas do Skylab 2 foram
instruídos a fotografarem as Linhas de Nasça
para determinarem se elas tinham um
significado especial quando vistas do espaço
mas até hoje as fotografias espaciais não
tiveram êxito.
 
Baixo relevo Maia em pedra, em Palenque,
Chiapas, no México, freqüentemente citado
por crentes em visitas pré-históricas por antigos
astronautas como uma prova de tais
visitas e sua representação pelos antigos
Maias que os observaram ou que deles
ouviram falar. O escritor e cientista russo
Kazantsev considera que esta placa seja a
representação de um veículo espacial
completo com um sistema estilizado de
antenas porém ainda reconhecíveis, sistema
direcional de vôo, turbo compressor, painel de
controle, tanques, câmara de combustão,
turbina e escapamento.


O mapa de Piri Reis encontrado em
Istambul em 1928, parte de um mapa do
mundo que dizem ter sido recopiado de um
original grego na biblioteca da antiga
Alexandria. Entre outros traços, o mapa de
Piri Reis mostra formas detalhadas da
Antártida, evidentemente desenhadas
milhares de anos antes que a Antártida fosse
"descoberta", assim como a verdadeira forma
da Antártida sem a sua cobertura de gelo.
Outras características indicam um
conhecimento avançado de astronomia,
trigonometria e a habilidade de se determinar
a longitude, fato desconhecido da nossa
cultura até o reinado de Jorge III da Inglaterra.
(Foto: Biblioteca do Congresso.)
 

 O mapa Bennicasa de 1482, que Colombo
talvez tenha trazido em sua primeira viagem.
A parte de cima do mapa aponta a leste para
as costas de Espanha e Portugal e algumas
das ilhas do Atlântico mostradas aqui já eram
conhecidas dos navegadores europeus
enquanto outras eram lendárias. Antília, a ilha
na parte direita inferior do mapa, era reputada
pelos cartagineses como uma ilha muito
grande no oceano Atlântico Ocidental. (Foto:
Biblioteca do Congresso.)


O mapa Buache de 1737, copiado de
antigos mapas gregos, mostrando a Antártida
sem o gelo. Se o gelo não cobrisse hoje a
Antártida, os mares de Ross e de Weddell se
uniriam num estreito gigantesco separando a
Antártida em duas massas de terra, um fato
que só foi estabelecido nos tempos modernos
até o Ano Geofísico Internacional de 1968.
Este mapa é uma outra indicação das
surpreendentes capacidades tecnológicas de
algumas culturas antigas (Foto: Biblioteca do
Congresso).
Cada vez que vestígios de civilizações
submersas são encontrados no Atlântico (ou
em qualquer lugar), séries de artigos nos
jornais e reportagens em revistas, além de
livros, geralmente procuram identificá-la com
o continente "perdido" da Atlântida. A
Atlântida, cuja imagem estarreceu a
humanidade desde os tempos mais antigos,
foi descrita em detalhes consideráveis por
Platão em seus diálogos de Timaeus e Critias
como a terra da Idade de Ouro do homem, um
império grandioso e um mundo maravilhoso
no Atlântico que... "com violentos terremotos
e inundações... num único dia e uma única
noite de chuvas.,, afundou para dentro do
mar... e que é esta a razão por que o mar
naquelas paragens é vedado à passagem e
impenetrável..." A Atlântida, como era natural,
foi identificada com as ruínas submersas das
Bahamas, apesar de Platão, o mais famoso
comentarista da antigüidade da Atlântida,
localizá-la em frente às Colunas de Heracles
(Hércules), conhecidas hoje em dia como o
Estreito de Gibraltar, em algum lugar bem no
meio do oceano Atlântico. Uma leitura
minuciosa dos relatos de Platão, no entanto,
mostram uma informação bem mais
interessante sugerindo que o império
Atlântico não era formado por uma só ilha
mas por uma série de ilhas no Atlântico, que
se espalhavam para ambos os lados do
oceano. Platão escreveu:
"...Naqueles dias (aproximadamente há
11.500 anos atrás), o Atlântico era navegável
e havia uma ilha situada em frente aos
estreitos que vocês chamam de Colunas de
Heracles: a ilha era maior que a Líbia e a Ásia
reunidas, e era o caminho para outras ilhas, e
destas ilhas você podia passar para o
continente oposto que rodeia o verdadeiro
oceano; pois este mar que está dentro dos
estreitos de Heracles (o Mediterrâneo) é
apenas uma baía, que tem um entrada
estreita, porém o outro é que é o mar verdadeiro
e as terras que o circundam é que
podem ser verdadeiramente chamadas um
continente."
É notável o fato de que Platão mencionou
a Líbia (significando a África) e a Ásia, mas
específica e separadamente designou o
continente — isto é, o continente a oeste na
área que ele mencionara previamente como
sendo dos domínios da Atlântida.
Os complexos submarinos de Bimini e de
outros pontos nas Bahamas já foram
atribuídos a antigos viajantes dos oceanos —
fenícios, cartagineses, gregos minóicos,
maias, egípcios e, como último recurso e
quando sua idade se tornar mais evidente —
aos povos da Atlantida. É quase certo, no
entanto, que nenhuma raça conhecida por
nossa história os tenha construído e
duplamente certo que eles não foram
construídos por baixo d'água.
A referência de Platão a um continente do
outro lado do "verdadeiro oceano" tem sido
citada com freqüência como uma prova de
que relatos antigos conservavam um
conhecimento da América do Norte e que
estas recordações serviram de inspiração e
encorajamento a Colombo, que, conta-se,
levava consigo um mapa mostrando a
Atlântida e as terras além dela. O relato de
Platão tem uma conexão direta com a
possibilidade dos Atlantes (o termo usado
aqui no sentido de um império oceânico no
Atlântico) e sua presença na parte extrema
ocidental do oceano Atlântico. Isto incluiria as
ilhas atuais do Grande Banco das Bahamas,
onde vastas áreas de baixios estavam
bastante acima do nível das águas, com as
formações oceânicas mais profundas e atuais
tais como a Língua do Oceano e os estreitos
da Flórida, formando uma baía interior e uma
barreira de mar desde as costas da Flórida,
que estendia muito além na direção do mar.
De-clives circulares no fundo do mar a
quatorze milhas ao largo das ilhas ao sul da
Flórida e 150 metros de profundidade no mar
que os cercam — que é quase de 350 metros
naquela região, cartografada pelo Serviço de
Guarda Costa dos Estados Unidos e pelo
Departamento Geodésico — foram
confirmados como lagos de água doce
cobertos pelo mar na ocasião do último
levantamento do oceano ou o afundamento
das terras costeiras.
Uma olhada na atual tábua de
profundidades do Atlântico Ocidental
apresenta uma clara indicação de que, se o
nível do mar fosse abaixado de 200 a 300
metros, surgiriam grandes ilhas no Atlântico
onde hoje existem outras menores. E é do
maior interesse lembrarmos que este
levantamento das águas teve lugar entre
11.000 e 12.000 anos passados, coincidindo
com o relato que Platão, segundo a opinião
geral, recebeu através de Solon, que o
recebera de sacerdotes egípcios em Sais e
cujos registros escritos são muito anteriores
àqueles feitos pelos gregos há milhares de
anos.
A Atlântida, no correr dos anos, foi
"localizada" em um bom número de lugares
diferentes no mundo; por baixo do oceano
Atlântico, no mar Egeu, no mar Cáspio, no
mar do Norte, na África Ocidental, Espanha,
Tunísia, Alemanha, Suécia, no Saara, Arábia,
México, Iucatán, Venezuela, nos Açores, nas
Canárias e na ilha da Madeira, no Brasil,
Irlanda, Ceilão, e até mesmo no fundo do
oceano Índico, sempre dependendo da
nacionalidade e, podemos dizer, do
Weltanschauung do escritor ou do
observador.





Elevações submarinas do fundo do
Atlântico Ocidental mostrando as áreas
escuras como as mais profundas. As
montanhas do centro mostram as Bermudas
sobre o grande planalto chamado Surgimento
das Bermudas. A área mais profunda, a oeste,
é a Planície Abissal de Hatteras e ao sul. a
Planície Abissal de Nares. Os limites do Mar
dos Sargaços podem ser seguidos a partir da
Fossa de Nares, ao longo de toda a Fossa de
Hatteras, virando a leste na ponta norte do
surgimento das Bermudas, e ao sul. quando
se aproxima da Cordilheira do Atlântico
Central, e então novamente a oeste, de volta à
Planície de Nares. Ao largo das costas dos
Estados Unidos dois grandes desfiladeiros
fluviais, agora submersos pelo mar. podem
ser vistos como a continuação dos leitos dos
rios Hudson e Delware para dentro do mar,
através de canais escavados na plataforma
continental. A plataforma continental do
continente americano e as plataformas das
Antilhas e das Bahamas, o planalto em torno
das Bermudas. e as altas montanhas e platôs
que começam no extremo direito do mapa
estavam, provavelmente, acima d água antes
do final da última Era Glacial. e teriam dado
ao Atlântico Ocidental uma forma totalmente
diferente cerca de 12.000 anos atrás.
A hipótese que colocava a Atlântida na
parte ocidental do Triângulo das Bermudas
popularizou-se desde as descobertas de 1968
e por um acúmulo de circunstâncias, ligadas
ao próprio ano de sua descoberta. Isto diz
respeito às profecias de Edgar Cayce, o
"profeta adormecido" e curandeiro psíquico
que morreu na Virgínia em 1945, mas cujas
"leituras" (um termo usado para as entrevistas
dadas por Cayce quando se encontrava em
transe) continuaram a influenciar vários
milhares de pessoas. Enquanto ele vivia, deu
através de suas leituras conselhos e
indicações para mais de 8.000 pessoas,
primeiro quanto ao estado de saúde e, mais
tarde, sobre grande variedade de assuntos. A
documentação de suas curas extraordinárias
e poderes telepáticos não precisam ser
recontadas aqui, exceto para provar que
foram as mais singulares das previsões
arqueológicas, que diziam respeito
principalmente à Atlântida e Bimini.
Entre os anos de 1923 e 1944 Cayce
concedeu centenas de entrevistas em transe
sobre a Atlântida, relacionando-a a pessoas
que, em sua opinião e na daqueles que
haviam continuado seu trabalho à frente da
Associação para Pesquisas e Esclarecimentos,
tinham vivido na Atlântida durante uma vida
anterior. Quando não estava em transe, Cayce
tornava-se indiferente e até mesmo ignorante
do problema da Atlântida e, muitas vezes,
expressava uma certa perplexidade ao saber
que ele a mencionara tantas vezes.
Entretanto, em junho de 1940, ao citar
numerosas outras observações prévias sobre
a Atlântida que teria existido na área de
Bimini (referida por Cayce como Poseidia) ele
declarou inesperadamente:
"Poseidia estará entre as primeiras
porções da Atlântida a se erguer novamente...
isto é esperado em 1968... e 1969... daqui a
pouco tempo.
Esta curiosa profecia arqueológica foi
cumprida quase que dentro da data prevista
com as numerosas descobertas feitas nos
Baixios das Bahamas, da exposição pelas
marés de algumas construções e um
levantamento do fundo do mar em certas
áreas. Ficamos tentados, no entanto, a
imaginar se estas descobertas foram feitas
como previra a profecia ou porque se
conheciam as profecias, ou ainda porque
aqueles que leram Cayce estavam à procura
delas como foi o caso de alguns dos pilotos
que avistaram as primeiras formações ou
construções submersas.
Como era de se esperar, estas
descobertas submarinas de 1968, como fora
previsto há vinte e oito anos atrás, deram
motivo para muitas pessoas examinarem
outras referências feitas por Cayce sobre a
Atlântida e toda aquela área com um
interesse renovado. Se as seções de Cayce e
as lendas antigas foram baseadas em
recordações de verdadeiras ocorrências,
podemos encarar a possibilidade da existência
de forças desenvolvidas por uma antiga
civilização cientificamente mais avançada
operando parcialmente, ainda hoje, dentro
daquela área aonde eles numa época se
concentraram; e podemos também considerar
a possibilidade de que as aberrações
eletrônicas,, magnéticas e gravitacionais do
Triângulo das Bermudas sejam uma herança,
embora uma herança negativa, de que uma
cultura tão longínqua no tempo que quase
não existem mais vestígios e da qual nossas
memórias sejam mais instintivas que
concretas.
8 - As Surpresas da Pré Pré-Histó História. ria.
Vários investigadores dos fenômenos do
Triângulo das Bermudas sugeriram que seres
inteligentes alienígenas talvez estejam
interessados, ou até mesmo preocupados,
com a possibilidade de nossos aperfeiçoamentos
no campo da desintegração
nuclear para fins de guerra estarem
ameaçando a existência da civilização em
nosso planeta, como talvez já tenha destruído
outras civilizações deste ou de outros
planetas.
A era do homem racional neste planeta,
com um potencial de inteligência comparável
ao dos dias de hoje, pode se entender por um
período de 40.000 a 50.000 anos atrás ou até
mesmo antes. Por isto, se dermos a uma
civilização tal como a nossa um período de
cerca de 10.000 anos para progredir a um
ponto na ciência e na tecnologia que a torne
capaz de se auto-destruir, teremos ainda o
tempo suficiente para a presença de uma ou
mais culturas anteriores à nossa. Talvez
qualquer civilização tecnicamente avançada
pudesse eventualmente, por sorte ou
desígnios próprios, desenvolver o poder intrínseco
da desintegração nuclear (a nossa
civilização levou bem menos de 10.000 anos
para consegui-lo). A que ponto a civilização
terá necessidade de decidir sobre os meios de
controlá-lo e a seu desenvolvimento ou de
arriscar a sua própria ruína? Se uma tal
cultura existiu neste mundo, ela causou a sua
própria destruição e desapareceu, mas sua
memória talvez pudesse ter sido preservada
através das lendas, ou sugerida por certos
artefatos anacrônicos de idade incerta, ou
relembrada por ruínas imensas e impossíveis
de identificar ou explicar-se. E estes são os
verdadeiros elementos que tendem a localizar
o lugar de uma tal cultura sobre a área hoje
coberta pelas águas do Triângulo das
Bermudas.
Edgar Cayce, em seus artigos sobre a
Atlântida, repetidamente fez o que parecem
ser referências a fontes de energia nuclear,
raios laser e maser, comparáveis aos nossos e
geralmente empregados para os mesmos
usos que nós gostamos (se for esta a palavra
certa) de fazer hoje em dia. As descrições de
seus usos e a observação quanto ao perigo de
um emprego mal feito teriam sido
considerados hoje praticamente normais e
indignos de comentários editoriais, mas como
Cayce podia saber de uma coisa destas há
mais de trinta e cinco anos atrás?
Cayce descreveu estas fontes de energia
em detalhes. Eram grandes geradores
produzindo energia para a propulsão de
embarcações aéreas e submarinas. Eram
capazes de produzir iluminação, calefação e
comunicações. Faziam funcionar formas de
radiodifusão, televisão, e eram igualmente
usadas em fotografias a longa distância.
Supriam ainda a energia que servia para a
modificação e o rejuvenescimento dos tecidos
vivos, inclusive os do cérebro, e graças a isto,
eram igualmente usados para controlar e
disciplinar toda uma classe social.
No entanto, através de um emprego
errado das forças naturais que eles haviam
aperfeiçoado, e através de antagonismos civis
e externos, os Atlantes eventualmente
libertaram forças incontroláveis da Natureza
que causaram a sua própria destruição, numa
crença geralmente partilhada por Cayce e as
lendas das mais antigas culturas e civilizações
do mundo. Nas palavras de Cayce:
..."O Homem criou as forças destrutivas...
que combinadas aos recursos naturais de
gases, de forças oriundas da Natureza e em
sua forma natural, deu origem à pior de todas
as erupções já nascidas das profundezas da
Terra que se esfriava lentamente e aquela
porção (da Atlântida) que agora fica perto do
que foi S chamado o Mar dos Sargaços foi a
primeira a mergulhar no oceano..."
Em sua relação com a pré-história, Cayce
parece especificamente prever o emprego de
raios laser e maser, cuja existência
reconhecida naquele momento (em 1942)
ainda jazia muito à frente do futuro. Ele
descreveu uma fonte de energia como um
cristal gigantesco:
...No qual a luz aparecia como um meio de
comunicação entre o infinito e o finito ou os
meios pelos quais existiam as comunicações
com aquelas forças externas. Posteriormente
isto veio a significar que do local de onde a
energia era irradiada, como de um centro de
onde as atividades radiais guiavam as várias
formas de transição e de mudanças através
dos períodos de atividade dos Atlantes.
Era montado como um cristal, apesar de
ter uma forma muito diferente daquelas
(primeiro) usadas ali. Não confundam as
duas... pois existem muitas de diferentes
gerações. Era nestes períodos em que havia
as forças propulsoras dos aeroplanos ou de
outros meios de transporte, pois eles naquela
época viajavam por ar, ou pelas águas, ou por
baixo dágua, da mesma forma. No entanto a
energia que os dirigia era proveniente de uma
estação central de força... ou a pedra de Tuaoi
que era... e o facho de luz no qual
funcionava...
Em outra seção, ele referiu-se a um local
em "Poseidia", ou, em outras palavras, na área
das Bahamas e, portanto, agora abaixo do
nível das águas, como a posição de:
..."o local de armazenagem das forças
motivadoras da Natureza que se irradiavam
do grande cristal que condensava as luzes, as
formas, as atividades, que serviam para guiar
não somente as embarcações no mar como
também nos ares e também muitas daquelas
agora conhecidas conveniências para o
homem como a transmissão do corpo, e a
transmissão da voz, e no registro destas
atividades que muito em breve se tornarão
uma coisa prática ao criarem as vibrações
necessárias à televisão — como as
conhecemos no presente. (O "presente", neste
caso refere-se a 1935!)
Uma "seção" de 1932 continha uma
referência interessante ao transporte de
materiais pesados e objetos:
..."pelo uso de... estes gases recentemente
redescobertos e aqueles das formações
elétricas e aéreas na ruptura das forças
atômicas para produzirem a força de empuxo
a meios de transporte ou de viagem, ou para
levantarem grandes pesos, ou para mudar as
próprias forças da Natureza."
O fato de povos supostamente primitivos
da pré-história terem deixado enormes pedras
ainda no lugar após vários milhares de anos,
sobre muitas das quais as raças
subseqüentes construíram novas edificações,
há muito se tornou um mistério arqueológico,
já que estas pedras são muito maiores e mais
difíceis de serem transportadas que aquelas
postas nos locais pelas culturas posteriores e
que sua presença e meios de transporte
usados são até hoje inexplicáveis. Entre os
exemplos se incluem os blocos de pórfiro de
200 toneladas de ollantaytambo e
ollantayparubo, no Peru, transportadas a
grandes distâncias através das montanhas e
ravinas e depois colocadas no topo de outras
montanhas de 500 metros de altitude. Os
enormes blocos de sacsayhuamán, no Peru,
tão grandes e tão intrinsecamente colocados
uns contra os outros que os incas atribuem a
sua construção aos deuses; os blocos de 100
toneladas das fundações de Tiahuanaco, na
Bolívia, sobre os quais se fizeram imensas
edificações não se sabe de que maneira,
apesar de se acharem a uma altitude de 4.000
metros acima do nível do mar. Outros
exemplos incluem as grandes pedras de
calendário ou do observatório de Stonehenge,
na Inglaterra, os blocos maciços das muralhas
submarinas de Bimini; as fundações ou o
forte marítimo, ou as pedras postas em pé da
pré-histórica Bretanha, uma das quais pesava
mais de 340 toneladas e erguia-se a 22
metros de altura, e as grandes pedras das
fundações do templo de Júpiter em Baalbek,
na Síria, colocadas no lugar bem antes que o
templo clássico fosse construído, uma das
quais pesa 2.000 toneladas. Como quase
todas estas construções são extremamente
difíceis de serem explicadas foi sugerido que
uma civilização superior tenha sido a
responsável por sua construção. Essa teoria é
sustentada pelo fato de que muitas destas
ruínas inexplicáveis se assemelham umas às
outras.
Cayce especificamente seleciona Bimini
como uma das várias localizações onde
informações a respeito das supostas fontes de
energia da Atlântida podem ser encontradas:
— "... No local onde afundou a Atlântida ou
Poseidia, onde uma parte de seus templos
pode vir a ser descoberta sob as camadas de
lodo de muitas eras de água salgada, perto do
lugar em que é conhecido por Bimini, ao largo
das costas da Flórida."
Uma descrição detalhada de uma destas
usinas de força (ou usinas nucleares?) foi feita
em 1935. O filho de Cayce, Edgar Evans
Cayce, um engenheiro e também um escritor
("Edgar Cayce sobre a Atlântida", Warner
Library, 1968) observou ao comentar o
paradoxo das considerações de Cayce sobre a
pré-história tendo antedatado por várias
décadas os nossos próprios aperfeiçoamentos
científicos: "Um leigo hoje em dia dificilmente
poderia descrever nossos últimos desenvolvimentos
científicos com mais clareza."
Os comentários de Cayce (gravados em 1933)
falam de um edifício aonde uma "pedra de
fogo" ou um complexo de cristal era guardado
e do qual a energia era difundida:
"No centro do edifício que hoje se diria ter
sido construído com pedras não-condutoras
— algo parecido com o asbestos, com...
outros materiais não-condutores tais como os
que são fabricados hoje em dia na Inglaterra
sob um nome que é bem conhecido daqueles
que lidam com estes tipos de materiais.
O edifício por cima da pedra era oval; ou
um domo em que pudesse haver... uma
porção que se abria para trás, para que a
atividade das estrelas — a concentração de
energias que emanam dos corpos que já
estão em chamas por si mesmos... junto com
os elementos que são e não são encontrados
na atmosfera da Terra.
A concentração através de prismas ou
vidros (como seriam chamados no presente)
era feita de tal forma que agia sobre os
instrumentos com os quais eram ligados e
com as diversas maneiras de viajar através de
métodos de indução que se pareceriam muito
com o (mesmo) tipo de controle que nos dias
presentes seria chamado de controle remoto
através de vibrações por rádio ou direções;
por uma espécie de força que emanava da
pedra e que agia sobre as forças motivadoras
nas embarcações.
O edifício foi construído de tal maneira
que quando o domo era recuado para trás
deveria haver um mínino ou nenhum obstáculo
à aplicação direta da energia às várias
embarcações que deveriam ser
propulsionadas através do espaço — tanto
dentro do raio de visão ou se fosse dirigido
por baixo da água, ou por baixo de outros
elementos, ou através de outros elementos.
A preparação desta pedra ficava
exclusivamente nas mãos dos corpos que já
estão em chamas por si mesmos... junto com
os que dirigiam as influências das radiações
que dela emanavam, sob a forma de raios que
eram invisíveis para os olhos mas que
atuavam sobre as próprias pedras assim
como as forças motivadoras — se a aeronave
fosse levantada pelos gases durante o
período; ou se servisse para guiar os veículos
que pudessem passar perto da Terra, ou
embarcações na água ou sob as águas.
Estas, eram então impulsionadas pela
concentração dos raios que partiam das
pedras colocadas bem no meio da estação de
energia ou da casa de força (como se
chamaria hoje).
Cayce volta constantemente ao problema
do mau emprego das tremendas forças
aperfeiçoadas por esta super-civilização: — "...
o aumento das forças do próprio sol até aos
raios que causam a desintegração do átomo...
trouxe a destruição a esta parte da Terra."
Se, e sempre se, um tal cataclismo ou
uma série de cataclismos ocorreram, a grande
fonte de energia teria sido precipitada para
dentro do mar, junto com cidades populosas,
muralhas, canais e outras construções da
Atlântida. E interessante considerarmos que
os próprios locais indicados por esta teoria
são aqueles em que as muitas aberrações
eletromagnéticas do Triângulo das Bermudas
se verificaram, tais como a Língua do Oceano,
Bimini, e outros lugares.
Enquanto dificilmente se poderia esperar
que tais complexos de energia ainda estariam
em funcionamento depois de milhares de
anos, é de certa forma interessante
comentarmos neste sentido o comportamento
das misteriosas "águas brancas" notadas por
vários observadores, desde Colombo até os
astronautas. Estes verdadeiros canais de água
branca parecem se originar no mesmo ponto
ou nos mesmos pontos de emanação, sobem
da mesma maneira, e depois derivam por uma
milha ou mais. As linhas são bem definidas
no começo e depois vão se tornando mais
difusas, quase como se elas indicassem gases
escapando sob pressão.
Os desvios das bússolas e os defeitos nos
aparelhos elétricos podem ser causados por
uma enorme concentração de metal por baixo
dágua. Isto tem sido observado em várias
partes do mundo onde conhecidos depósitos
de minério de ferro causam a variação das
bússolas. Massas de sub-superfície ou de
substrato podem possivelmente afetar até
mesmo a superfície dos mares. Em 1970, a
NASA publicou um relatório sobre uma
"cavidade" na superfície do oceano acima da
Fossa de Porto Rico, e esta depressão da
superfície das águas foi atribuída pelos
cientistas a "uma estranha distribuição de
massas abaixo do fundo do oceano",
causando uma reflexão na força da gravidade.
No caso do Triângulo das Bermudas, foi
sugerido que estas fontes de energia em
ruínas ainda conservaram algumas de suas
forças e, acionadas em certas ocasiões,
poderiam ser não somente os responsáveis
pelos desvios magnéticos e eletrônicos mas
também contribuir com impulsos elétricos
para as tempestades magnéticas.
Esta teoria, uma das mais singulares que
já foram propostas para explicar os incidentes
dentro do Triângulo das Bermudas, é baseada
nas "seções de Cayce e na crença que elas
sejam verdadeiras. Entretanto, pode-se
justificadamente perguntar: existe alguma
razão para os curiosos darem crédito a
qualquer um dos pronunciamentos gravados
por Cayce ou simplesmente admirá-los como
produto de uma imaginação prodigiosa?
Enquanto for verdade que algumas das fontes
de força que ele descreveu há trinta e cinco
anos atrás ainda não haviam sido descobertas
ou até mesmo imaginadas no "mundo real" (e
algumas delas mesmo agora ainda não foram
aperfeiçoadas), devemos lembrar que Cayce
não era um físico. Nem tampouco um
historiador. Ele era simplesmente um vidente
esclarecido e com uma excelente reputação.
No entanto, previsões que não têm nada a ver
o curandeirismo que ele fazia no curso de
suas seções, de certa maneira se" provaram
inconfortavelmente verdadeiras, tais como a
bomba atômica, o assassinato de presidentes
dos Estados Unidos, conflitos raciais nos
Estados Unidos e até mesmo deslizamentos
de terras na Califórnia.
Além de tudo, as seções de Cayce eram
propositadamente baseadas em visões ou
lembranças da vida de seus pacientes durante
suas encarnações anteriores, num fato que
freqüentemente abalou a credibilidade por
parte de pessoas que, pela religião, convicção
científica ou pela própria lógica, não aceitam a
teoria da reencarnação. Ficamos imaginando
se não pode haver uma outra explicação para
descrições tão detalhadas e cientificamente
válidas de civilizações passadas e seus
aperfeiçoamentos potencialmente perigosos.
Nos registros filosóficos e religiosos da
antiga índia, que muitas vezes contêm
conceitos estranhamente modernos sobre a
matéria e o universo, encontramos referências
ao que eles chamam de "consciência
cósmica", significando a presença persistente
de lembranças de tudo o que aconteceu
antes. Hoje, a existência da telepatia, a influência
e a insistência escondida das
memórias, e o poder das emanações
psíquicas, longe de serem subestimadas pelas
modernas investigações científicas, vêm
sendo seriamente estudadas, não somente na
Terra, como também no espaço, tanto como
um fenômeno, mas também como um meio
de comunicação. Experiências têm sido feitas
pelos líderes das corridas espaciais, os
Estados Unidos e a União Soviética, que
sugerem que a ficção científica talvez esteja
sofrendo uma metamorfose para um fato
futuro da ciência. É possível já esperarmos
desenvolvimentos surpreendentemente novos
nesta área na qual até os dias de hoje, alguns
indivíduos privilegiados tiveram, quase sem
ter consciência disto, a habilidade de captar
os pensamentos de outros ou talvez suas
memórias esquecidas de um passado. O
passado, neste caso, pode-se referir às
memórias herdadas em cromossomos de
nossos ancestrais. Pois, assim como nós
herdamos os atributos físicos e as tendências
de nossos pais e avós, podemos herdar
igualmente, num grau menor talvez, de
nossos antepassados mais distantes, e estes
cromossomos de memória podem bem fazer
parte desta herança. Existe um espaço
bastante amplo dentro do cérebro humano
(do qual se estima que apenas dez por cento
sejam usados) para a armazenagem de um
banco da memória de heranças.
Isto viria a explicar a presença de
memórias incompletas em uma pessoa, a
impressão angustiante de já se ter visitado
um local anteriormente, onde a gente sabe
que nunca esteve em toda nossa existência, a
certeza frustrante de ter vivido um grande
período de tempo dentro de um simples
sonho, o reconhecimento da parte de certas
pessoas, algumas vezes, mas nem sempre
sob hipnose, de detalhes de vidas passadas (e
que diversas vezes foi verificado como historicamente
certo, quando informações
previamente desconhecidas acerca do período
de tempo em questão foram descobertas),
casos de fluência repentina e o esquecimento
posterior por crianças de línguas faladas por
seus antepassados mas que elas não
poderiam possivelmente adquirir. Enquanto
que a consideração destes fatores conhecidos
são muitas vezes atribuídos à reencarnação
das almas, uma crença partilhada por
budistas, hinduístas ou neobramanistas, e a
religião que talvez seja a mais velha de nossa
história religiosa, a do antigo Egito, a
sugestão da memória herdada oferece uma
possível alternativa apesar de na realidade se
aproximar da mesma coisa, apenas um tanto
modificada se considerarmos que, ao invés da
alma do indivíduo ter sido a mesma em uma
outra época, são os nossos próprios
ancestrais que se reencarnaram em nós,
doando suas memórias acumuladas, junto
com os outros atributos, exatamente como
nas "gerações" de computadores que podem
ser programados para instalarem seus
arquivos de memória em novas máquinas
sucessivas.
Entretanto, se Edgar Cayce efetivamente
se comunicou com as almas ou também com
as memórias reencarnadas de pessoas que
ele usou, o efeito foi mais ou menos o mesmo
e o interesse pela Atlântida gerado por suas
"seções" deu ao assunto um novo ímpeto, que
aumentou consideravelmente quando as
descobertas inesperadas ocorridas no último
decênio ofereceram um notável fortalecimento
às teorias sobre a Atlântida.
Aqueles que se apegam à teoria de que
existia uma civilização mundial altamente
desenvolvida antes mesmo dos primeiros
vestígios culturais no Egito e na Suméria,
foram durante muito tempo considerados
como cultistas, sensacionalistas, visionários
ou simplesmente imbecis. Esta reação contra
o que nós podemos chamar de "as instituições"
dos estudos arqueológicos e préhistóricos
é compreensível quando
consideramos que a existência de uma grande
civilização antes do terceiro milênio A.C. iria
"bagunçar o coreto" e desarrumar os degraus
progressivos da história desde os seus
princípios no Egito e na Mesopotâmia,
passando pelas culturas da Grécia e de Roma
e culminando eventualmente em nossa
"supercivilização" de hoje. Admissões
transitórias são muitas vezes concedidas a
outras culturas antigas pouco conhecidas
como, por exemplo, as civilizações pré-históricas
das Américas, índia e Ásia Central, e
certas outras áreas que não afetam, de forma
alguma, a nossa própria "linha direta" de
civilização.
Apesar de existirem muitas lendas e
registros de todas as antigas culturas a
respeito de um extermínio repentino de uma
grande civilização antes do dilúvio, que havia
progredido tanto até o ponto de desafiar os
céus, os deuses, ou Deus, estas lendas por
mais estranhamente que se assemelhem
entre si, podem simplesmente representar
uma lição objetiva ou uma história
interessante transmitida através do mundo
inteiro nos antigos mercados ou nas trilhas
das caravanas ou nas rotas marítimas durante
milhares de anos e posteriormente
preservadas dentro dos registros religiosos de
quase todos os povos da Terra.
Lendas sobre .uma inundação universal,
uma torre que os homens tentaram construir
para chegar aos céus, mas que os trabalhadores
ficaram atrapalhados por uma
confusão de línguas divinamente inspirada,
assim como outras histórias que nos são
familiares, já foram encontradas pelos
espanhóis no seio das populações indígenas
das Américas, na época das primeiras
conquistas. Em todas as partes do mundo
existem lendas conservadas pelas populações
indígenas vivendo sob as sombras de
enormes ruínas, cuja construção elas não
poderiam projetar nem realizar, a não ser por
técnicas de assentamento de pedras e de
transporte de uma tecnologia extremamente
avançada, referida por eles sempre como uma
raça semelhante aos deuses que puseram
aquelas pedras no lugar muitos milhares de
anos antes que a sua própria história
começasse. Existem até mesmo vestígios do
que talvez tenha sido uma antiga linguagem
comercial, possivelmente uma língua
ancestral do grego com reflexos aramaicos,
encontrada em regiões tão distantes do
Oriente Médio que parecem ter sido levadas
ali pelas ondas do oceano e dos mares.
Temos assim palavras de grego arcaico no
Havaí e outras línguas da Polinésia, na língua
Maia do Iucatán, no Nahuatl, falado pelos
Aztecas, e a perdida língua dos Guanches das
ilhas Canárias, falado por uma misteriosa raça
branca. (Os Guanches, descobertos e logo
exterminados pelas expedições espanholas do
século XV, tinham lembranças de uma ^
pátria muito maior e com uma cultura
superior que afundara no oceano.) As antigas
línguas americanas também possuíam
palavras evidentes do Aramaico e de origem
fenícia, assim como outras análogas àquelas
que existem nas línguas polinésias e siníticas
do outro lado do Pacífico, tudo isto indicando
as longas viagens e os contatos culturais da
extrema antigüidade. Inscrições em fenício,
aramaico, minóico, grego e outras línguas que
não chegaram a ser identificadas, têm sido
encontradas com uma freqüência cada vez
maior nas Américas do Norte e do Sul, nas
selvas ou em áreas de "segundo crescimento".
Porém lendas, mitos religiosos ou
curiosidades lingüísticas não são o bastante
para dar-se crédito às afirmações feitas por
Cayce em suas seções, assim como não o são
as tradições tribais, as lendas e até mesmo os
registros escritos da antigüidade a respeito de
conhecimentos científicos altamente
desenvolvidos, e a existência, em épocas
arcaicas, de muitos dos confortos modernos
em viagens, comunicações e de destruição
em escala cósmica.
E é precisamente nestas regiões,
entretanto, que estranhas descobertas e
reavaliações de materiais previamente
descobertos têm sido feitas nos últimos anos.
Elas contêm extraordinárias indicações de um
conhecimento avançado e invenções
sofisticadas que pertenceram a uma era muito
anterior àquela que à história nos conta que
teve início com as primeiras culturas no
Oriente Médio. Ê interessante lembrar a
respeito disto, que as lendas do Egito e da
Suméria referem-se ambas a uma grande
cultura anterior da qual eles tiraram a própria
inspiração e o impulso. Em certas culturas,
exatamente como no caso do Egito, Bolívia,
Peru, América Central, México e índia, para
citarmos apenas algumas delas, a civilização
permaneceu estática ou até mesmo
retrocedeu em vez de conservar o impulso original.
Qualquer sugestão séria sobre o fato de
que culturas extremamente antigas da Terra
já estavam familiarizadas com as "máquinas-
mais-pesadas-que-o-ar" são normalmente
acolhidas com zombarias. De qualquer forma,
um número cada vez maior de objetos ou de
referências escritas tem sido descoberto ou
reexaminado nos anos mais recentes e eles
indicam um conhecimento ou até mesmo
uma certa familiaridade com aeronaves e
viagens aéreas em uma época
consideravelmente anterior àquela que nós
consideramos o alvorecer de nossa história. E
estes registros ou modelos não podem ser
comparados às referências pitorescas da
antiga mitologia, tal como Ícaro e suas asas
de penas colocadas com cera, ou o carro de
Apoio levando o Sol, e puxado por quatro
corcéis flamejantes. Pelo contrário, são
registros concretos que demonstraram um
conhecimento de aerodinâmica e uma
consciência dos fatores da decolagem,
propulsão, freagem e aterrissagem.


 
1 – Açores 2- Madeira 3- Canárias
4- Cabo Verde
5 Pequenas Antilhas 6- São Pedro e São
Paulo, 7- Fernando de Noronha. 8-
Ascensão. 9- Ilhas da Guiné. 10 — Santa
Helena 11 — Trindade
12 — Tristão da Cunha 13 — Gaugh. 14
— Bouvet.
15 — Georgias do Sul. 16 — Sanduíches do
Sul. 17 —- Falklands ou Malvina
Mapa da Cordilheira do Atlântico,
mostrando as conexões com a América do Sul
e a África, interrompidas apenas pela "zona de
fratura" (F.Z)I. As ilhas oceânicas associadas à
cordilheira são mostradas numeradas sobre o
mapa em seu canto inferior direito:
Algumas destas ilhas podem ter formado
consideráveis áreas de terreno quando o nível
do oceano era mais baixo, cerca de 12.000
anos antes da era atual, formando naquela
ocasião as grande ilhas descritas por Platão,
inclusive a da "Atlântida". As fossas oceânicas
são mostradas nas áreas claras de cada lado
da cordilheira. (A linha de contorno de 2.000
braças desenhada aqui, delimita as
plataformas continentais.
Na coleção de objetos antigos de ouro no
Museu da Colômbia, por exemplo, existe um
modelo de ouro do que já foi considerado
como um pássaro, uma mariposa ou um
peixe voador, encontrado em uma tumba
junto com outros objetos enterrados e que
tinham uma idade estimada de 1.800 anos.
Este objeto foi posteriormente examinado com
lentes de aumento por Ivan Sanderson, que
suspeitou que ele não fosse um modelo de
um organismo vivo, e sim, de um objeto
mecânico, muito semelhante a um avião com
asas em delta, com motor, carlinga e párabrisas,
e tudo isto como um avião de nossos
dias, possuindo ainda o leme e as aletas de
inclinação lateral ou lemes de profundidade.
Este objeto foi mostrado a diversos pilotos e
engenheiros, inclusive J. A. Ullrich, um piloto
experimentado com uma folha de serviço com
combates em duas guerras e professor de ae-
rodinâmica. Quando lhe perguntaram o que
era aquilo, Ullrich, que ignorava a sua
procedência, ou o fato de que ele já fora
considerado anteriormente um pássaro, um
inseto ou um peixe, afirmou que parecia se
tratar de um modelo de um avião de caça F-
102 e o fato das asas se encurvarem nas
pontas, assim como a forma do avião,
indicavam que se tratava de um avião a jato.
Ele reparou que certos detalhes, tais como a
falta de aletas traseiras, que também não
existem no F-102, eram iguais às do novo
caça Sabre, recentemente aperfeiçoado na
Suécia. Parte de sua opinião é especialmente
interessante devido à menção de Cayce a
veículos que podiam voar pelos ares e por
baixo d'água, como tantas observações feitas
no Triângulo das Bermudas a respeito de
OVNIs entrando e saindo das águas a grandes
velocidades. Nas palavras de Ullrich:
"A configuração é válida apenas para
certos tipos de vôo — em altitudes muito
grandes. O tipo de asas é adequado para uma
atmosfera acima de quinze a vinte mil
metros... O perfil é para evitar vibrações ao
ultrapassar a barreira do som... A estrutura
das asas indica uma habilidade supersônica...
Quando você voa a uma supervelocidade cria
uma espécie de colchão de ar... Ele seria
capaz também de voar dentro d'água sem
arrebentar as asas. Se quiséssemos fabricar
uma embarcação de alta velocidade para voar
por baixo d'água ela seria (construída) como
esta."
Mas este "avião", se for mesmo um avião,
não é um único exemplo arqueológico. Outros
exemplares, alguns com dois pares de asas,
já foram descobertos em diferentes túmulos
pré-colombianos. Podemos apenas imaginar
que outros modelos estranhos de aperfeiçoamento
mecânicos de eras pré-históricas —
talvez nem mesmo reconhecidos por seus
posteriores usuários — se perderam quando
os espanhóis invasores fundiram todos os
objetos de ouro que conseguiram localizar
para transformar em barras que facilitassem a
sua distribuição entre os conquistadores.
Reproduções gravadas do que parecem
ser aeronaves ou foguetes têm sido
identificadas cada vez mais ou reconhecidas
nas artes das antigas culturas da América.
Como a maior parte dos registros escritos ou
pintados e desenhados de várias civilizações
foi destruída pelos espanhóis, estas
referências foram preservadas de outras
formas — às vezes gravadas em pedras,
pintadas num vaso, esculpidas em pedra, ou
tecidas em fios usados como vestimentas
para as múmias. Temos um exemplo
especialmente notável na figura de um Maia
semi-reclinado e esculpido em pedra sobre a
tampa de um sarcófago encontrado enterrado
no fundo da pirâmide de Palenque, no
México. Não se sabe ao certo o que
representa a minuciosa escultura; uma
autoridade em assuntos maias diz que a
figura do fundo é um monstro terrestre no
qual a pessoa está apoiada enquanto que os
dois são acobertados por uma árvore. O
escritor e cientista soviético Alexander
Kazantsev sugeriu uma explicação bem mais
revolucionária. Ele acredita que a figura
reclinada esteja dentro de um veículo espacial
estilizado, comparável em construção e
desenho aos foguetes de hoje. Até mesmo a
posição da figura de um homem (ou piloto) é
semelhante à posição que nossos astronautas
tomam dentro do foguete e todas as formas
desde a antena até o sistema direcional de
vôo, o turbo compressor, painel de controle,
tanques de combustível, câmara de
combustão, turbinas e escapamento são
reconhecidos apesar de estarem um tanto
modificados para um efeito estético. Ficamos
com a impressão que estas representações de
aeronaves e foguetes são remanescentes ou
lembranças de uma era de uma civilização
mais avançada, quando tais veículos seriam
feitos daquela forma e não apenas
estilisticamente.
Em agosto de 1973, os astronautas do
Skylab 2, que se encontravam em órbita no
espaço, receberam uma missão estranha. Eles
deveriam fotografar, se fosse possível, as
linhas de Nasça, uma série de misteriosas
linhas artificiais no vale de Nasça, no Peru,
para ver se elas eram visíveis do espaço.
Estas imensas marcas no solo formam uma
série de linhas retas e figuras geométricas,
imensos desenhos de animais visíveis apenas
dos ares, assim como várias pistas prováveis
de aterrissagem. Elas foram cavadas na terra
ou entalhadas nessas pedras do solo
pedregoso do vale em um tempo
desconhecido no passado. Não existem
lendas locais sobre elas, pois que são vistas
de terra, e só foram descobertas do ar,
durante uma busca a fontes de água nos
Andes. Estas linhas e desenhos gigantescos
enchem uma boa parte do vale de Nasca, de
cem quilômetros de comprimento por
dezesseis de largura. Por vezes elas
desaparecem em frente a pequenas elevações
e surgem em linha reta do outro lado. Às
vezes os desenhos como no caso dos
prováveis campos de pouso, são extremamente
largos e chegam a formar imensas e
artisticamente sofisticadas figuras de animais,
peixes e pássaros, até mesmo a de uma
aranha monstruosa. Enquanto teorias de suas
origens são formuladas, a única evidência
clara é que elas foram traçadas por povos que
possuíam instrumentos altamente
aperfeiçoados de cálculos e que foram feitas
para serem vistas do céu, pois esta é a única
forma de seguirmos os seus contornos.
Na baía de Pisco, no Peru, existe uma alta
muralha de pedras na qual está gravado um
enorme tridente ou um candelabro, de acordo
com a interpretação do observador, o qual, ao
contrário das Linhas de Nasça (tem mais de
270 metros de comprimento), era facilmente
visto do mar pelos espanhóis invasores, que a
interpretaram como um sinal da Santíssima
Trindade para encorajá-los a conquistar e
converter os pagãos. Fosse qual fosse a sua
finalidade, ela é mais notada do ar do que do
mar e o dente central do tridente aponta
diretamente para o Vale de Nasça, como se
fosse um indicador de direção para os supostos"
campos de pouso", talvez as próprias
bases para os aviões tão estranhos
representados naqueles modelos de ouro.
Outras linhas geométricas e figuras
enormes, aparentemente desenhadas para
serem vistas dos ares, existem em vários
locais das Américas tais como as imensas
figuras de humanóides no deserto de
Tarapacá, no Chile, o labirinto dos Navajos na
Califórnia, os montes do Elefante e da
Serpente no Wisconsin, assim como em
outras partes diferentes do mundo, algumas
sem nenhuma tradição arqueológica.
O grande depósito da arqueologia, o Egito
faraônico, revelou recentemente algumas
indicações surpreendentes de princípios de
máquinas de voar mais-pesadas-do-que-o-ar
na antigüidade. Ao contrário dos aviões de
ouro da Colômbia, estes são feitos de
madeira, encontrados em tumbas onde foram
preservados por milhares de anos do
apodrecimento pelo clima seco do Egito.
Parecem ser modelos de planadores e se
encontram em coleções de museus onde, em
princípio, foram tomados como modelos de
pássaros, descobertos nos túmulos antigos.
Um modelo de madeira que está atualmente
no Museu Egípcio de Antigüidades,
identificado e estudado em 1969 pelo Dr.
Khalil Messiha, longe de ser um pássaro,
possui as mesmas características das
aeronaves monoplanas dos dias de hoje. O
leme ou cauda é vertical e o corpo tem uma
seção em aerofólio. Ao comentar os ângulos
em diedros existentes de cada lado, o irmão
do Dr. Messiha, Sr. G. Messiha, um
engenheiro de vôo, observou:
"Os ângulos diedros negativos preenchem
as mesmas exigências que os positivos; um
corte mostra que a superfície da asa faz parte
de uma elipse que fornece a estabilidade de
vôo; e as formas dos aerofólios no corpo
diminuem a resistência ao avanço, um fato
que só foi descoberto depois de muitos anos
de trabalhos experimentais em aeronáutica."
O planador, depois de milhares de anos,
ainda pode voar e, quando atirado com a mão
voa admiravelmente, demonstrando o
conhecimento de aerodinâmica por parte de
seus antigos criadores. Depois que o Dr.
Messiha percebeu que a envergadura das
asas de alguns modelos de pássaros eram
quase idênticos à envergadura dos novos
aparelhos Caravelle, outros aviões e
planadores em potencial foram identificados
e, em 1972, abriu-se uma exposição de
quatorze modelos no Museu de Antiguidades
do Cairo como prova do conhecimento de
vôo. no antigo Egito. Nós não sabemos se
estes objetos foram inventados ou herdados
de uma cultura mais antiga. No entanto,
como a maior parte dos objetos existentes
nos túmulos egípcios estão ligados a originais
maiores, é possível que, por baixo das areias
do deserto um planador original ou um avião
estejam à espera de seu escavador.
O mais completo dos antigos registros
escritos a respeito de aeronanves talvez seja o
do Mahabharata, a epopéia hindu, que apesar
de ter sido escrita em sua forma atual por
volta de 1500 A.C., foi aparentemente copiada
e recopiada desde a mais remota antigüidade.
Este tratado épico conta as proezas dos
deuses e dos antigos povos indianos, mas
contém uma tal riqueza de detalhes de
natureza científica que, quando primeiro foi
traduzido em meados do século XIX, as
referências a aparelhos aéreos e propulsão de
foguetes não fizeram nenhum sentido para
seus tradutores, já que os mecanismos
descritos há milhares de anos só seriam
conhecidos nos tempos modernos mais de
meio século depois. Muitos dos versos do
Mahabharata são dedicados às máquinas
voadoras chamadas vimanas e continham,
para a perplexidade dos tradutores,
informações minuciosas sobre os princípios
de sua construção. Em outro antigo texto
indiano, o Samarangana Sutradhara, as
vantagens e desvantagens de diferentes tipos
de aeronaves são discutidas em
profundidade, quanto às suas capacidades
relativas de ascenção, velocidade de cruzeiro,
e aterrissagem, e até mesmo a descrição das
fontes de combustível — mercúrio — e
recomendações quanto aos tipos de madeira
e metais leves e que absorvem calor indicados
para a construção de aparelhos voadores.
Para completar, existem informações
detalhadas sobre como fotografar-se os
aviões inimigos, métodos para determinarem
a sua aproximação, meios de tornarem os
seus pilotos inconscientes, e finalmente,
como destruir os vimanas inimigos.
 
 
Antigo modelo egípcio de planador
encontrado num túmulo e que originalmente,
foi dado como um modelo de pássaro, —
comparado com um antigo modelo de gavião.
O planador (à esquerda) sugere um
conhecimento da parte de seu fabricante dos
princípios da aerodinâmica, demonstrando o
arqueamento, o ângulo das asas se afastando
da parte traseira da fuselagem, e o ângulo
diedro, o ângulo de elevação ou depressão em
relação à fuselagem. A causa do planador é
vertical — um fato que nunca acontece com
os pássaros. As asas do planador são
construídas para formarem um vácuo. Apesar
de possuir princípios de vôo comuns, os
pássaros, com suas asas e caudas
emplumadas, são feitos de maneira diferente
dos planadores, e a construção deste planador
é uma ampla prova de que ele não é
um modelo de pássaro, e sim de uma
máquina-mais-pesada-que-o-ar. Para
completar, ele voa a uma distância
considerável quando atirado com a mão.
Em outro clássico antigo hindu, o
Ramayana, encontramos curiosas descrições
de viagens feitas em aeronaves, milhares de
anos atrás. Detalhes de vistas aéreas do
Ceilão e de partes da costa da índia são
descritos com tanta naturalidade e são tão
similares às que estamos acostumados a ver
hoje em dia — as arrebentações na beira das
praias, a curva da terra, a subida das
montanhas, o aspecto das cidades e florestas
— que corremos o risco de nos convencer que
alguns viajantes aéreos dos tempos antigos
viram realmente a terra dos céus em vez de
apenas imaginá-la. Num trabalho de ficção,
contemporâneo do Ramayana, o Mahavira
Charita, o deus-herói Rama, de volta de
Lanka, de onde ele acabara de salvar sua
esposa, Sita, é apresentado em um vimana
especial, descrito da seguinte maneira: —
"movimentos livres, com a velocidade
desejada sob um controle perfeito, cuja ação é
sempre obediente à sua vontade... (dele, que
voava com a máquina)... com janelas
espaçosas e excelentes assentos..." num
exemplo dos antigos clássicos que bem podia
servir de anúncio para a Air índia. No mesmo
texto nós encontramos um diálogo que é
especialmente surpreendente quando
lembramos que ele foi escrito há milhares de
anos atrás:
Rama: — O movimento desta carruagem
maravilhosa parece ter mudado.
Vishishara: — ... Esta carruagem está
abandonando agora nas proximidades do
mundo médio.
Sita: — Como é possível que mesmo à luz
do dia apareça... este círculo de estrelas?
Rama: — Rainha! Ê realmente um círculo
de estrelas, mas devido à grande distância em
que nos encontramos não podemos percebêlas
durante o dia pois nossos olhos estão
ofuscados pelos raios do sol. Agora que
subimos tanto, este obstáculo foi removido
pela ascensão desta carruagem... (e assim
nós podemos ver as estrelas).
Se estes relatos são memórias de uma
civilização muito antiga e tecnicamente muito
avançada ou se são simplesmente fantasias
comparáveis à imaginação de nossos
modernos escritores de ficção científica,
alguns destes textos de um passado tão
longínquo nos parecem estranhamente
contemporâneos a não ser pelo material
usado como fonte de energia para suas
aeronaves (e que podem muito bem ter sido
mal traduzidos do original):
"... Dentro é necessário colocar o motor de
mercúrio com seu maquinismo térmico de
ferro por baixo. Por meio do poder latente do
mercúrio que impulsiona o redemoinho em
ação, um homem sentado dentro dele pode
viajara distâncias muito longas pelos ares...
quatro'tanques de mercúrio devem ser
construídos dentro da estrutura interior.
Quando estes forem aquecidos por um fogo
controlado... o minana desenvolverá uma
potência de trovão através do mercúrio... Se
este mecanismo de ferro com suas
articulações devidamente soldadas for cheio
de mercúrio e o fogo for levado para a parte
superior, ele desenvolverá uma força como o
ronco de um leão... e imediatamente flutuará
como uma pérola nos céus..."
Porém modelos e reproduções de
aeronaves e histórias de foguetes e vôos
espaciais são apenas uma indicação, não uma
prova, de um grande avanço científico. No
entanto, certas técnicas e objetos, alguns
reconhecidos muitos anos depois de sua
descoberta pelo que são realmente, fornecem
uma prova mais definida de uma prévia capacidade
tecnológica insuspeita num passado
distante.
Um bom exemplo disto é o "computador
de estrelas" de Antikythera, um pequeno
objeto de bronze, consistindo de duas placas
ou chapas e rodas ou mostradores soldados
pela ação do mar, e descoberto junto com
outros objetos, na maioria estátuas, num
destroço antigo no fundo do Mar Egeu há
mais de setenta anos atrás. Submetido a
exames detalhados e banhos de ácido, quase
sessenta anos após a sua descoberta através
dos estudos de vários arqueólogos, inclusive
Derek de Solla Price e George Stamires, ele
revelou-se uma luneta de pesquisa de
estrelas, articulada, e um computador de
órbita dos planetas, um mecanismo para
fornecer a posição do barco durante a noite,
indicando um conhecimento astronômico e
náutico insuspeitado nos tempos antigos. Nas
palavras do Dr. Prices: — "Nada parecido com
este instrumento foi encontrado em outros
lugares... Encontrar um objeto deste é como
achar-se um avião a jato dentro do túmulo do
Rei Tutancâmon..." — uma eventualidade que
talvez não estivesse completamente fora de
possibilidade às luzes de descobertas mais
recentes...
Outras provas concretas de avanço
técnico podem existir ainda em museus,
classificadas como objetos religiosos,
brinquedos de crianças, ou simplesmente
rotuladas com "de uso desconhecido".
Wilhelm Konig, um arqueólogo alemão,
escavando em ruínas de 2.000 anos de idade
perto de Bagdá, no Iraque, pouco antes da
Segunda Guerra Mundial, desenterrou alguns
objetos curiosos, cilindros envoltos em
asfalto, guardados dentro de potes e munidos
de um tampão de ferro — em outras palavras,
pilhas secas sem o eletrólito que, fosse lá
como fosse, se evaporara. Amostras destas
baterias funcionaram mais tarde
perfeitamente quando um novo eletrólito —
sulfato de cobre — foi adicionado. Após sua
descoberta inicial, Konig identificou partes de
outras baterias já em exibição em museus e
rotuladas como "objetos de uso
desconhecido". Depois que estas baterias
foram escavadas e identificadas muitos outros
exemplares têm sido achados no Iraque e em
outras partes do Oriente Médio. Elas eram
aparentemente usadas para galvanizar os
metais, porém ficamos imaginando se estes
conhecimentos extremamente antigos de
eletricidade, talvez herdados de alguma
civilização anterior mas esquecido até ser
redescoberto no século XVIII, teriam sido
usados para outras finalidades além da
galvanização. O mundo greco-romano usava
tochas e lâmpadas a óleo para iluminação e
onde ainda existem corredores e passagens
altas entre edifícios antigos, traços de fumaça
podem ser encontrados nos tetos. Porém, no
caso das mais remotas civilizações egípcias,
túneis, subterrâneos, maravilhosamente
pintados e esculpidos, não mostram nenhum
vestígio de tochas ou de lâmpadas de óleo
nos tetos, nem as paredes e os tetos de
certas cavernas na Europa Ocidental onde os
sofisticadíssimos pintores das cavernas de
Magdalena e Aurignac executaram suas obras
primas de 12.000 a 30.000 anos passados.
Um antigo baixo-relevo no Templo de
Hathor, em Dendera, no Egito, durante muitos
anos considerado como um enigma arqueológico,
representa uma cena onde dois criados
parecem estar carregando duas lâmpadas
gigantescas, com filamentos interiores na forma
de serpentes muito finas, ligados a uma
caixa ou comutador por cabos trançados, e
que sugerem poderosas lâmpadas elétricas
apoiadas sobre siladores de alta tensão. Ao
examinar os cabos o Dr. John Harris, da
Universidade de Oxford, observou:
" — Os cabos são virtualmente uma cópia
exata das ilustrações de engenharia
correntemente usadas. O cabo é reproduzido
como sendo muito pesado, indicando um
feixe de muitos (para múltiplas finalidades)
condutores em vez de um único cabo de alta
voltagem..."
Existem muitas outras ilustrações em
papiro e esculturas, conservadas há milhares
de anos pelo clima seco do Egito, que,
quando olhados com olhos novos e
imparciais, parecem-se evidentemente com
descrições dos empregos de aparelhos
modernos na antigüidade. Lembramo-nos que
nos registros egípcios existem referências a
um reinado dos deuses antes da Primeira
Dinastia, a uma época de uma civilização
superior e poderes miraculosos, partilhados
na memória e nos registros das mais antigas
culturas de nosso mundo.
É surpreendente imaginarmos que
culturas antigas, consideravelmente
anteriores a Grécia e Roma, possuissem
conhecimentos de astronomia, matemática
avançada, cálculo do tempo, e as medidas da
Terra e do sistema solar milhares de anos
antes que estes fatos fossem redescobertos
ou reestabelecidos nos tempos modernos.
Para conseguirem estes conhecimentos e
informações, estas antigas ou antiga cultura
deveriam ter a seu dispor telescópios ou
outros instrumentos suficientemente
preciosos para realizarem os cálculos com
exatidão.
Descobertas extraordinárias foram feitas
com os estudos de certos mapas medievais,
notadamente pelo Professor Charles Hapgood,
(Mapas dos Antigos Reis do Mar), que passou
muitos anos reexaminando estes mapas à luz
das informações que eles continham sobre
terras presumidamente desconhecidas na
época em que foram feitos.
 
 
Baixo-relevo nas paredes do Templo de
Hathor, em Dendera, no Egito, com milhares
de anos de idade, mostrando o que foi
anteriormente descrito como "objetos rituais",
mas que. aos olhos modernos, lembram
estranhamente lâmpadas poderosas com
cabos trançados ligados a um gerador ou
comutador geral. Evidências de conhecimentos
de eletricidade foram
descobertos em áreas diferentes do Egito e do
Antigo Oriente Médio, junto com indicações
de seu uso em galvanização e possivelmente
também em iluminação.
Alguns deles foram copiados e recopiados
no correr dos séculos de originais que
desapareceram e guardados anteriormente na
biblioteca da antiga Alexandria, e
demonstram conhecimentos extraordinariamente
exatos sobre terras ainda não
descobertas (de acordo com a história como
nós a estudamos) quando os originais e até
mesmo as cópias foram feitas, tais como a
existência das Américas do Norte e do Sul e a
Antártida, milhares de anos antes das viagens
de Colombo. O mapa de Piri Reis, uma seção
de um mapa-múndi dos tempos antigos,
descoberto em 1929 entre as ruínas de um
antigo harém do extinto Sultanato da Turquia,
mostra claramente as costas verdadeiras da
Antártida como elas deveriam ser quando não
havia gelo, assim como a topografia do
interior, igualmente sem a cobertura de gelo.
Um exame de amostras de terra na Antártida,
tomados nas vizinhanças do Mar de Ross,
indicam que ela já está coberta de gelo há
seis mil anos, no mínimo. Isto significaria que
o mapa original foi feito consideravelmente
antes da nossa história conhecida, durante a
época de tempo atribuída à Atlântida e sua
reputada cultura mundial.
Outro mapa, o Mapa do Mundo de 1502
do Rei Jaime, igualmente uma cópia de
mapas muito mais antigos, mostra o deserto
do Saara como uma porção de terras férteis
com lagos enormes, rios e cidades, o que,
numa época muito remota, ele foi mesmo. O
Mapa do Mundo de Buache de 1737 mostra a
Antártida, como foi copiada de um antigo
mapa grego (e a própria existência da
Antártida era apenas suspeitada no mundo
moderno antes de sua descoberta oficial em
1820), como duas ilhas muito grandes',
separadas por um mar interior. Se os gelos
pudessem ser retirados na Antártida seria
precisamente assim que as terras apareceriam
se bem que este fato só ficou conhecido
quando as expedições do Ano Geofísico de
1958 revelaram a descoberta. Outros mapas
mostram algumas das geleiras da Idade do
Gelo ainda existentes em partes da Europa, da
Inglaterra e da Irlanda, e, em outro, o estreito
de Bering é desenhado como um istmo de
terra, como foi numa era passada.
Os traços marcantes destes mapas,
recopiados de outros mais antigos, são os
fatos de que as coordenadas exatas e o
conhecimento da longitude (que só foi
aperfeiçoado no mundo moderno por volta do
final do século XVIII) indicam um
conhecimento de trigonometria esférica, o uso
de instrumentos geodésicos de excelente
precisão, e a possibilidade de que eles tenham
sido riscados há aproximadamente 8.000 a
10.000 anos atrás, muitos séculos antes de
nossa própria história começar.
Pequenos bocados de informações
astronômicas corretas existem nos registros
de antigas raças, se bem que, até aonde nós
sabemos, eles não possuíam telescópios,
gigantes ou simples, para obterem tais dados.
Estes dados incluem a percepção das duas
luas de Marte, (e sua distância do planeta), os
sete satélites de Saturno, as quatro luas de
Júpiter e as fases de Vênus (chamada a
"Cornucópia", nos registros babilônicos). Até
mesmo aspectos de estrelas distantes foram
descobertos: a constelação do Escorpião é
assim chamada porque tem uma "cauda", um
cometa dentro da constelação, mas isto só
pode ser visto por um telescópio poderoso. Do
outro lado do oceano, os Maias da América
Central, que talvez compartilhassem um
conhecimento de culturas anteriores,
chamavam também esta constelação de
"Escorpião". (Os Maias, de todos os povos
antigos, computavam o ano solar no cálculo
mais próximo jamais alcançado por outro
calendário, inclusive o nosso próprio, como
tendo 365,2420 dias, quando o número exato
é de 365,2422 dias.)
Os conhecimentos científicos
aparentemente regrediram de seu antigo
apogeu, e desta forma as informações
astronômicas se transformaram em lendas,
como, por exemplo, aquela que o deus
(planeta) Urano comeu (eclipsou) suas
próprias crianças (luas) e depois vomitou-as
(o fim do eclipse). Apesar de tais fenômenos
não poderem mais ser vistos devido ao
desaparecimento dos aparelhos de observação,
as informações astronômicas foram
preservadas através de mitos semi-religiosos.
Talvez a mais estranha de todas as
indicações de uma ciência anterior à nossa e
muito adiantada, ainda existente e disponível
a nossos exames, seja a da Grande Pirâmide
do Egito. Durante milhares de anos ele foi
olhada como um túmulo, se bem que as
tradições conservadas pelos coptas, uma
minoria de egípcios descendentes diretos dos
antigos egípcios, indicam que ela seja uma
compilação dos conhecimentos do "Reino dos
Deuses"; e que isto prova que ela seja um livro
de pedra, compilado por Surid, um dos reis de
antes da inundação, e que ela seria decifrada
no futuro por aqueles suficientemente
avançados para compreendê-la.
Este aspecto secreto de informações da
Grande Pirâmide foi notado durante a invasão
Napoleônica no Egito, quando engenheiros
franceses, usando a Grande Pirâmide como
um ponto de triangulação, descobriram que
os lados eram alinhados na direção dos
pontos cardeais com o meridiano de longitude
passando sobre o ápex da Pirâmide, e linhas
diagonais que passavam através do ápex, se
prolongadas no rumo norte, iriam formar uma
bissetriz exata com o delta do Nilo. Uma linha
prolongada para o norte através do encontro
das diagonais da base iria errar o Pólo Norte
por apenas 6.400 metros, sempre
considerando que o Pólo Norte poderia ter
mudado de posição nos séculos que se
seguiram à construção da Grande Pirâmide.
O sistema de medidas de hoje é baseado
no metro, um décimo-milionésimo do
meridiano, uma medida desenvolvida pelos
franceses pouco antes da invasão do Egito. O
côvado piramidal de cinqüenta polegadas
empregado pelos antigos egípcios e que era
anterior ao metro francês de milhares de anos
é quase igual ao metro, mas é na realidade
mais exato pois é baseado no comprimento
do eixo polar em vez de no de qualquer
meridiano, que pode mudar de acordo com os
contornos da Terra.
Certas medidas tomadas na Grande
Pirâmide, em termos de côvado egípcio,
indicam um extraordinário conhecimento da
Terra e de sua colocação dentro do sistema
solar — um conhecimento que foi esquecido e
só voltou a ser redescoberto na era moderna.
Esta informação é traduzida em termos
matemáticos: o perímetro da pirâmide é
equivalente aos dias do ano, 365.24;
dobrando-se o perímetro obtêm-se o
equivalente a um minuto e um grau no
Equador; a distância da base até o ápex pelo
declive de um dos lados é um seiscentos-avos
de um grau de latitude; a altura multiplicada
por 109 dá a distância aproximada da Terra
ao Sol; o perímetro dividido pelo dobro da altura
da pirâmide nos dá o valor de, ir- 3,1416
(consideravelmente mais exato que o número
a que chegaram os matemáticos gregos antigos
— 3.1428); o peso da pirâmide
multiplicado por 101$ nos fornece o peso
aproximado da Terra. O eixo polar da Terra
muda de posição no espaço de dia para dia
(trazendo uma nova constelação do zodíaco
por detrás do sol uma vez a cada 2.200 anos),
e alcança a sua posição original uma vez em
cada 25.827 anos, um número que aparece
nos cálculos da pirâmide — (25.826,6) quando
as diagonais cruzadas das bases são
adicionadas. As medidas da Câmara do Rei
dentro da Grande Pirâmide têm as dimensões
exatas dos dois triângulos básicos de
Pitágoras: 2.5.3 e 3.4.5, apesar dela ter sido
construída vários milhares de anos antes de
Pitágoras. E estas são apenas algumas das
coincidências entre as medidas da pirâmide.
Fica-se imaginando porque uma estrutura
tão imensa e tão complicada teria sido
erguida para transmitir tais informes, a não
ser que, após uma série de catástrofes
mundiais, os sobreviventes possuíssem
facilidades técnicas e desejassem transmitir
seus conhecimentos de uma maneira que não
pudessem ser destruídos até mesmo se todos
os registros e todas as línguas da terra se
perdessem. Em relação a este problema, é
preciso lembrar que quando os exploradores
do espaço chegarem à Terra ou exploradores
da Terra alcançarem outros planetas
civilizados, a matemática e as equações
matemáticas seriam um meio efetivo de
estabelecerem as comunicações primordiais,
já que os conhecimentos científicos e
tecnológicos para uma tal viagem seriam
necessariamente baseados na matemática. A
mensagem da Pirâmide, que não vem do
futuro e sim do nosso próprio passado,
poderá revelar consideravelmente mais
elementos de informação na medida que nós
formos ficando mais hábeis em reconhecê-los.
Já foi sugerido diversas vezes por
pesquisadores que a Grande Pirâmide é um
registro de um órgão de conhecimentos que
mais tarde se perdeu ou se dispersou, a não
ser pela parte preservada pelas lendas. Tais
vestígios de uma civilização mundial antiga
ou de civilizações que nós pensamos
conhecer parecem indicar que, enquanto
alguns de seus aperfeiçoamentos são
similares aos nossos, talvez tenham
desenvolvido em outros campos coisas que
até os dias de hoje nos são desconhecidas. As
enormes estruturas de pedra espalhadas pelo
mundo são classificadas como "anônimas", o
que significa que ninguém sabe realmente
quem as construiu, e geralmente se assemelham
umas às outras, lembrando o
alinhamento dos planetas, o sol e a lua em
suas órbitas, as constelações e outras estrelas
fixas, e outras forças ainda, possivelmente os
campos magnéticos e as correntes da Terra.
Estas enigmáticas estruturas pré-históricas
incluem as pirâmides de Teotihuacán no
México e nas cidades antigas de Iucatán, nas
ruínas pré-incaicas dos Andes peruanos e as
linhas do Vale de Nasça, as maciças ruínas de
Tiahuanaco a uma altitude de 4.500 metros,
as estruturas de pedras gigantescas das ilhas
Britânicas, sobretudo Stonehenge e Avebury,
e as grandes pedras eretas da Bretanha,
algumas das quais ainda subsistem no fundo
do oceano, as ruínas pré-históricas das ilhas
do Mediterrâneo, no Oriente Médio, no
sudeste Asiático, os restos ciclópicos das
Carolinas, Marquesas e de outras ilhas do
Pacífico, as estruturas monolíticas abaixo do
nível das águas no Mar das Caraíbas, os
trabalhos de pedra pré-históricos de Niebla,
na Espanha, e os trabalhos anônimos no
norte da África, inclusive no Egito, os
alinhamentos dos grandes montes nos
Estados Unidos e as pirâmides arcaicas na
China.
Até a primeira década do século atual,
todas as moradias da China, antes de serem
construídas, eram orientadas por um feiticeiro
no sentido de tirar vantagens de todos os
rumos da felicidade ou das correntes
invisíveis que passam sobre e por dentro da
terra. (Deve ser recordado que as primeiras
bússolas, como as conhecemos hoje em dia,
vieram da China.) Um comentarista
inteligente, escrevendo sobre a arquitetura
urbanística da China, o Dr. Ernst
Borschmann, calculou que o arranjo dos
templos, pagodes e pavilhões, dispostos em
um centro de onde se espalhavam, pareciamse
a um campo magnético. O processo para
se seguirem as linhas de força na Terra (em
chinês— feng shui, vento-água), possivelmente
os remanescentes de uma ciência antiga
avançada, desceram agora ao nível das
superstições apesar de uma outra forma de
superstição, a acupuntura, que talvez seja
uma relíquia científica válida através de
séculos de magia, tenha sido elevada a uma
posição de respeito pelo atual regime político
da China.
Se as forças do magnetismo ou do
magnetismo inverso já foram compreendidas
e desenvolvidas em épocas muito antigas até
um ponto em que a gravidade, ela própria
uma forma de magnetismo, possa ser
canalizada como outras forças naturais, pode
existir uma explicação simples para certas
construções pré-históricas tecnologi-camente
impossíveis, muitas das quais parecem ter
sido literalmente atiradas nos cimos de
montanhas e penduradas em plataformas de
precipícios como se estas pedras monolíticas
houvessem flutuado até lá.
É curioso refletirmos que alguns resíduos
de antigas técnicas eletromagnéticas estejam
talvez protegendo as pirâmides do Egito enquanto
os cientistas de hoje estão se
empenhando em revelar seus segredos —
neste caso as câmaras seladas dentro das
pirâmides. Durante algum tempo organizouse
um projeto para penetrar a estrutura
interna da pirâmide de Quefrén em Giza, pela
penetração registrada de raios cósmicos nas
massas de pedras. Este projeto esteve sob a
direção do Dr. Amr Gohed, da Universidade
de Fin Shams, no Cairo, usando, entre outros
equipamentos, um computador IBM 1130
novo. Apesar dos testes terem sido realizados
corretamente, os registros, dia após dia,
davam padrões completamente diferentes nas
mesmas áreas. De acordo com o Dr. Gohed:
— "... Isto desafia todas as leis conhecidas das
ciências e da eletrônica..." — e — "é cientificamente
impossível". Um artigo escrito no
London Times dizia que:
—"As esperanças de uma grande
descoberta foram transformadas em um
amontoado de símbolos incompreensíveis..." e
o Dr. Gohed, ao constatar o fracasso do
projeto, declarou: — "...Existe alguma influência
que desafia as leis da ciência
trabalhando na pirâmide..."
Longe de ser um desafio às leis da ciência,
talvez ela esteja simplesmente ligada a nutras
leis ou usos ou modificações de outras leis
que nós não compreendemos até mesmo hoje
em dia — tensões e atrações que representem
as forças ocultas da Terra, dos planetas, do \j
sol, da lua e das estrelas.
Em seu livro Uma Visão sobre a Atlântida,
John Mitchell se refere a uma unidade de
cultura pré-histórica e observa o seguinte: —
"A terra está juncada de trabalhos de
engenharia pré-histórica ligados ao uso do
magnetismo polar." Ele sugere que nós
vivemos dentro — "... das ruínas de uma
antiga estrutura cujo tamanho tão vasto
tornou-a invisível..." — unindo as grandes
pedras remanescentes da pré-história e que
ainda existem nas planícies, nas montanhas,
nos desertos, nas florestas e por baixo dos
mares do mundo. Na opinião dele: — "Os
filósofos daquela época (consideravam que) a
Terra era uma criatura viva e seu corpo, como
o de qualquer outra criatura, possuía um
sistema nervoso ligado e relacionado a seu
campo magnético. Os centros dos nervos da
Terra, correspondendo no corpo humano aos
pontos da acupuntura da medicina chinesa,
eram guardados e santificados por
construções sagradas, elas próprias dispostas
como microcosmos de uma ordem cósmica..."
Vestígios do que talvez possa ter sido
uma ou mais de uma civilização mundial num
passado remoto que desapareceu em
resultado de catástrofes naturais ou induzidas
por eles próprios e que aconteceu muito antes
de nossos próprios começos de que se tem
notícia no quarto milênio Antes de Cristo,
sobreviveram com facilidade através de
fragmentos de conhecimentos avançados,
contados e recopiados pelos séculos afora.
Edifícios ou monumentos que talvez ainda
datem deste período, por mais imponentes
que sejam, dificilmente podem ter sua idade
determinada. Além do que, a duração deste
período que nós previamente havíamos
reservado para o aparecimento e desenvolvimento
do homem civilizado, dificilmente
permitiria o tempo necessário para a
construção de edificações desta
àvançadíssima e hipotética cultura.
Entretanto, as descobertas recentes feitas
pelo Dr. Louis Leakey e Mary Leakey no
Desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia, e
aquelas de Richard Leakey, no Quênia,
indicam que o homem primitivo pode recuar
até cerca de 2.000.000 anos atrás, e os
achados das grutas de Vallonet, na França,
deram a idade de 1.000.000 de anos para as
ferramentas primitivas ali encontradas. O
estudo dos crânios do Homem de Cro-
Magnon (geralmente considerado como tendo
existido entre 30.000 e 35.000 anos antes de
nossa era) indicam que sua capacidade
craniana, com o tamanho provável de seu
cérebro, era pelo menos igual ou algumas
vezes superior ao nosso.
Enquanto as maravilhosas pinturas de
animais das cavernas da França e da
Espanha, muitas vezes em locais que se
encontram abaixo do nível do solo, têm sido
aceitas como parte da herança artística do
mundo, outros trabalhos artísticos menos
conhecidos podem eventualmente causar
uma reavaliação básica da idade do homem
civilizado. Desenhos rabiscados sobre
pedaços chatos de pedra, escondidos por
diversas camadas posteriores de terra,
encontrados em Lussac-les-Chateaux, na
França, mostram desenhos tão surpreendentes
para este período geralmente associado
aos homens das cavernas que são
inacreditáveis; numa era milhares de anos
antes do alvorecer da civilização como nós a
conhecemos, vemos inesperadamente pessoas
de aparência moderna usando roupas,
botas, cinturões, casacos e chapéus, e os
homens são desenhados com barbas
aparadas e bigodes.
Outros desenhos e pinturas murais
sofisticadas existem em cavernas profundas
na África do Sul, aproximadamente do mesmo
período mostrando viajantes brancos, usando
vestimentas muito elaboradas, empenhados
no que parece ter sido um safári pré-histórico
ou uma viagem de exploração.
Os conceitos da evolução pré-histórica
postulam que cada tipo de homem segue um
outro em uma escala evolucionária
ascendente, com os mais aptos e mais
desenvolvidos tomando o lugar dos mais
primitivos. Se bem que isto seja geralmente
verdadeiro, com o tipo mais adiantado do
Homem de Cro-Magnon substituindo o
embrutecido Homem de Neanderthal, seria
ainda possível durante a longa história da
Terra, que junto com estes dois tipos,
coexistissem outros, numa situação que
encontramos presente até os dias de hoje em
meio à população do nosso mundo, que inclui
cientistas atômicos e aborígines australianos.
Se uma civilização muito adiantada
chegou mesmo a existir antes daquelas que
nós conhecemos, parece-nos razoável esperar
que alguma indicação sobreviveria,
fornecendo uma prova evidente (se é que
existe alguma coisa realmente evidente nas
pesquisas arqueológicas) de que uma cultura
tecnicamente tão adiantada houvesse vivido
não há poucos, mas há muitos milhares de
anos atrás. No entanto, assim como no caso
de nossa própria civilização chegar a ser
destruída, a maioria das construções,
máquinas e aparelhos iria apodrecer, enferrujar-
se, partir-se em pedaços e se tornar
irreconhecível antes que outros milhares de
anos se passassem. Alguns indícios poderiam
compreensivelmente sobreviver se tivessem
sido enterrados sob avalanches de terra sob
os gelos eternos dos Pólos Norte e Sul, ou
escondidas no fundo dos mares.
O aperfeiçoamento dos testes de carbono
14, potássio argônio, urânio, tório, termo
luminescência, dendrocronologia (o sistema
de verificar-se a idade das árvores pelo
número de anéis concêntricos nos troncos), e
outros processos para determinar-se a idade
de objetos e ruínas, sacudiram algumas das
sempre clássicas teorias sobre os primeiros
passos da civilização. Uma mina de ferro em
Ngwenya, no Lesotho, foi explorada por
mineiros desconhecidos há 43.000 anos
passados. Ferramentas de pedra encontradas
no Irã tiveram a sua idade determinada em
100.000 anos. Operações de grande escala
nas minas de cobre no estado de Michigan,
nos Estados Unidos, aparentemente
antecederam os índios americanos em
milhares de anos. Em Wattis, no estado de
Utah, um túnel recente escavado dentro de
uma mina de carvão abriu uma série de vários
outros túneis já existentes e de idade
desconhecida. O carvão encontrado nestes
túneis estava tão velho que não servia mais
para queimar. Não existem lendas índias a
respeito destas minas, nem os índios usam as
técnicas de túneis para a mineração.
À medida que o homem vai se
aprofundando na exploração da terra, certos
objetos manufaturados vão sendo
descobertos encerrados dentro de carvão,
pedras ou outros minerais, indicando ter uma
idade tão grande que ela pode ser apenas
grosseiramente calculada. Uma marca de
sapato no Desfiladeiro Fisher, em Nevada,
encravada num veio de carvão, teve a sua
idade estimada em 15.000.000 de anos; outra
marca de uma sola de sapato com nervuras
ou uma sandália encontrada sobre um lençol
de arenito sob o Deserto de Gobi foi calculada
como tendo provavelmente vários milhões de
anos de idade. Ainda uma outra marca de
sandália fossilizada, descoberta nas vizinhanças
de Delta, no Utah, continha
trilobitas incrustrados, significando que eles
vieram depois da marca da sandália ou
estavam engastados nela. Ora, trilobitas são
animais paleozóicos marinhos que se
tornaram extintos, acredita-se, pelo menos há
200.000.000 anos passados. Um esqueleto
humano fossilizado escavado na Itália em
1959, estava rodeado por camadas de
materiais cuja idade foi calculada em milhões
de anos.
Um pedaço de quartzo encontrado na
Califórnia revelou um prego de ferro,
completamente encerrado dentro dele, como
os insetos pré-históricos preservados em
âmbar no Mar do Norte. Um fragmento de
feldspato das minas Abbey, em Treasure City,
no estado de Nevada, em 1865, continha um
parafuso de metal de cinco centímetros, que
se havia oxidado porém deixara a sua forma e
suas espirais dentro do feldspato; a própria
pedra teve a sua idade calculada em vários
milhões de anos. No século passado, na
aldeia de Schondorf, perto de Vocklabruck, na
Áustria, um pequeno cubo de ferro de menos
de um centímetro de comprimento e largura,
foi achado dentro de um bloco de carvão que
havia sido aberto em dois. Uma linha escavada
forma uma ranhura em torno do cubo,
que tem as pontas arredondadas, como se
houvesse sido feito por uma máquina. Não
existe, é lógico, nenhuma explicação sobre o
que seja ou como foi parar dentro do bloco de
carvão há milhões de anos atrás.
Na época da conquista do Peru, sabe-se
de um registro de um prego que foi achado
dentro de uma pedra por um grupo de índios
que trabalhava sob as ordens dos espanhóis,
dentro de uma mina peruana, um incidente
que causou uma certa movimentação não
somente devido à sua idade aparente mas
também porque o ferro era desconhecido na
América antes da chegada dos espanhóis.
Um mastodonte encontrado em Blue Lick
Springs em Kentucky foi escavado a uma
profundidade de quatro metros. Mas, ao
continuarem as escavações, foi descoberto
uma área pavimentada de pedras cortadas e
encaixadas umas nas outras, a um metro
mais ao fundo, por baixo do mastodonte. Este
é apenas um dos exemplos de achados de
antigos trabalhos em pedra nos Estados
Unidos, tão velhos que a sua idade fornecida
pelos materiais que os cercam ou pela
superposição de outros objetos (como no
caso do mastodonte) não pode ser aceita.
Este e outros casos são tão difíceis de
explicar em termos de história que muitos se
inclinam a não dar crédito integral a eles,
enquanto outros preferem acreditar em
visitantes de outros mundos que deixaram
suas pegadas em nosso mundo em eras tão
remotas que as próprias pedras eram
maleáveis e certas áreas viscosas. Uma possibilidade
existe, no entanto, de que estas
marcas de pés e simples objetos tenham sido
feitos por homens de raças extremamente
antigas, vivendo na terra, e que as
descobertas feitas dentro das minas signifiquem
que esta civilização estivesse tão atrás
nos tempos que apenas os vestígios que
ficaram enterrados no seio da terra ou
conservados dentro de outros materiais
fossem encontrados e, mesmo assim, nãoidentificados.
Imagina-se quantas destas
pequenas indicações não foram destruídas
através dos séculos, ficando apenas uns
enigmas remanescentes para provarem
qualquer evidência de uma civilização anterior
ao amanhecer da nossa.
Lendas e representações pictóricas
gravadas de animais extintos, porém ainda
identificáveis, podem vir a ser outra indicação
da cultura humana. Um animal extremamente
parecido com o toxodonte desenhado em
cerâmica foi encontrado em Tiahuanaco, a
cidade de cinco mil metros de altitude na
Bolívia. O toxodonte, um animal pré-histórico
semelhante a um hipopótamo, havia sido
considerado anteriormente extinto muito
antes do desenvolvimento da civilização
humana e, de qualquer maneira, seu habitai
natural não poderia nunca ser um planalto
agreste a cinco mil metros de altitude como é
Tiahuanaco, nem esta região seria um local
adequado para o florescimento de uma
grande civilização. E existem indicações,
como os terraceamentos para o plantio de
milho erguidos acima das linhas de neves
atuais nas montanhas vizinhas e um lago
profundo contendo exemplares de fauna
oceânica, de que toda a região estivesse
alguns milhares de metros mais baixa
.quando Tiahuanaco foi construída, talvez até
ao nível do mar e sobre a costa.
No Planalto de Marchuasi, perto de Kenko,
no Peru, encontram-se imensas escavações
em pedras — em alguns casos encostas inteiras
foram modificadas pelas esculturas. Estes
entalhes, apesar de gastos pelo correr de
tempos incontáveis, podem ainda ser
identificados como leões, cavalos, camelos e
elefantes, nenhuma espécie que supostamente
tenha vivido na América do Sul
durante a era do homem civilizado. Ainda no
Peru, lhamas desenhadas em cerâmica préincaica
muito antiga encontrada nas ruínas de
uma cidade costeira perto de Pisco, são
mostradas com cinco dedos, como elas
possuíam há milhares de anos atrás, no lugar
do casco fendido que mais tarde
desenvolveram.
O que parecem ser dinossauros foram
descobertos em petróglifos inseridos em
formações rochosas tanto na América do
Norte como na do Sul. Mas como os lagartos
comuns, os helodermas e as iguanas por
exemplo, se assemelham muito aos seus
ancestrais dinossauros, é difícil determinar-se
se estes exemplares representam monstros
pré-históricos ou lagartos comuns. Talvez seja
este o caso de uma gravura indígena ou pré-
indígena exibindo um grande lagarto,
rabiscada sobre uma formação rochosa no Rio
Big.Sandy, em Oregon. A gravura, entretanto,
é uma cópia excelente de um estegossauro.
A expedição Doheny encontrou, em 1924,
petróglifos antiqüíssimos no desfiladeiro de
Havasupai, perto do Grand Canyon. Um
desenho em pedra mostra homens atacando
um mamute, um petróglifo inesperado de ser
encontrado na América, onde o homem
sempre foi considerado, geologicamente
falando, um retardatário. Entre outras
gravuras examinadas existe um desenho
bastante razoável de um tiranossauro, de pé
sobre as patas traseiras, em parte equilibrado
sobre a cauda, exatamente como as
reproduções posteriores feitas nos museus o
exibiam. Outros petróglifos encontrados
ao longo do rio Amazonas e seus
tributários mostram outros animais préhistóricos,
especialmente o estegossauro.
Perto da aldeia de Acámbaro, no México,
durante uma escavação realizada numa ruína
em 1945, estatuetas de barro foram
desenterradas e causaram um tumulto
arqueológico que durou muitos anos. Elas
consistiam em modelos de rinocerontes,
camelos, cavalos, macacos gigantescos,
assim como dinossauros da Era Mesozóica.
(O achado foi mais tarde desacreditado pois o
seu descobridor, Waldemar Julsrud, ao
oferecer o pagamento apenas pelas estatuetas
intatas, inadvertidamente encorajou os índios
locais a fazerem reproduções.) Testes de
carbono 14 realizados com algumas figuras,
no entanto, indicaram que elas tinham entre 3
mil e 6 mil e 500 anos. Uma das figuras se
parece extraordinariamente com um
dinossauro chamado braquissauro que, se
não fosse pelas eras geológicas entre os dois,
dificilmente poderia ter sido desenhado por
um artista que não houvesse visto o animal.
O fato de homens primitivos terem
desenhado ou modelado animais que se
assemelhavam a dinossauros, é lógico, não
serve de prova de que eles realmente tenham
visto algum destes animais (apesar deles
poderem ter visto os seus ossos). O Dragão
de São Jorge e o Dragão da China estão
retratados em meio a animais verdadeiros ao
longo das muralhas da babilônia, sendo
dificilmente realidades físicas. De qualquer
forma, certos detalhes sugerem que o homem
primitivo talvez tenha surgido muito antes do
que é comumente pensado e que ele manteve
relações com alguns animais considerados
extintos naquela época...
Alguns destes sobreviventes seriam
localizados no tempo nas últimas épocas da
Era Terciária. Entretanto, já que algumas
picto-grafias parecem retratar répteis da Era
Mesozóica, muito anterior ao advento do
homem, pode-se sugerir uma explicação
surpreendente. Se homens altamente
civilizados existiram na Terra numa época anterior
à nossa, sua curiosidade científica sem
dúvida os levaria a descobrir a presença
anterior dos dinossauros Jurássicos como foi
o nosso caso. Com o desaparecimento desta
civilização este conhecimento talvez tenha
sido conservado através de lendas (dragões) e
pictografias. Novamente, como no caso de
nossa civilização, é preciso lembrar que, há
pouco mais de cem anos atrás, certos
tradicionalistas explicavam a presença de
enormes fósseis na Terra dizendo que Deus
os fizera ao mesmo tempo em que criara a
Terra.
Andrew Tomas, escrevendo sobre
anacronismos históricos em seu livro Nós não
Somos os Primeiros, fala a respeito de um
crânio desenterrado de um auroque (espécie
de touro selvagem antigo) agora no Museu de
Paleontologia de Moscou. Este crânio, com
várias centenas de milhares de anos,
apresenta um buraco na parte frontal,
evidentemente causado por um projétil
redondo. A falta de linhas de fratura radiais, a
velocidade e o calor do projétil, assim como o
seu formato, sugerem uma bala. Esta suposta
bala não foi desfechada após a morte do
auroque, já que as investigações realizadas
sobre a ferida mostraram que ela cicatrizara
algum tempo depois de ter sido feita. Existe
um outro exemplo em Londres (no Museu de
História Natural), aonde se exibe um crânio
humano, encontrado em uma caverna, em
Zâmbia, e com 40.000 anos de idade, com
um orifício parecido no lado esquerdo,
igualmente sem fraturas radiais. As possibilidades
contidas nestes dois tiros préhistóricos
são extraordinárias, se é que foram
mesmo tiros...
Tais descobertas, isoladas e interpretadas
da maneira que se desejar, apontam para
uma probabilidade de que o homem civilizado
existiu na Terra muito antes do que foi
suposto anteriormente. Sem mesmo
considerarmos a possibilidade de que a
civilização tenha sido trazida à Terra do
espaço externo, como foi freqüentemente
sugerido, haveria tempo e espaço na história
de nosso próprio planeta para uma ou várias
culturas se terem desenvolvido a um ponto de
aniquilação própria através de guerras,
distúrbios do meio ambiente ou por terem
sido destruídas por outras forças que
involuntariamente acionaram.
Nossa própria cultura, se tomarmos como
ponto de partida a data de 4.000 anos Antes
de Cristo, progrediu desde a agricultura e as
atividades pastoris primitivas até a
desintegração nuclear em apenas 6.000 anos.
Considerando-se a idade da humanidade,
existe tempo de sobra para outras civilizações
terem chegado a um nível grosseiramente
igual ao nosso. Um reexame de alguns dos
registros antigos que nos chegaram às mãos
talvez possa dar alguma indicação da humanidade
ter previamente atingido a nossa
presente capacidade de destruição. Enquanto
existem várias alusões a grandes explosões
sobre a superfície da Terra na Bíblia (Sodoma
e Gomorra), nos mitos gregos, e nas muitas
lendas dos índios das Américas do Norte e do
Sul, é nos antigos registros da índia, copiados
e recopiados desde a mais pré-histórica
antigüidade, que encontramos, descritos com
grande riqueza de detalhes, o uso e o efeito
do que se parece terrivelmente com explosões
atômicas na guerra.
Referências inesperadas a tais
aperfeiçoamentos de nossa civilização
tecnológica estão presentes em muitos livros
antigos da índia, que, ao contrário de tantos
escritos do mundo ocidental, escaparam ao
fogo e à destruição. Estas referências, como
se houvessem sido escritas nos dias de hoje e
não há milhares de anos atrás, falam de
coisas como a relatividade do tempo e do
espaço, os raios cósmicos, a lei da gravidade,
a radiação, a natureza cinética da energia e a
teoria atômica. A escola Vaisesika de filósofos
cientistas da antiga índia desenvolveu ou
preservou a teoria de que os átomos vivem
em constante movimento. Seus membros
subdividiram as medidas de tempo em uma
série de incríveis frações de segundo, sendo a
mais infinitesimal delas considerada como "o
período levado por um átomo para atravessar
a sua própria unidade de espaço".
Referências surpreendentemente
modernas são abundantes no Mahabharata,
um gigantesco compêndio de mais de
200.000 versos sobre a criação do cosmos,
religião, orações, costumes e hábitos, história
e lendas a respeito dos deuses e heróis da
índia antiga. Calcula-se que ele foi escrito
originalmente há 3.500 anos, mas se refere a
eventos que tiveram lugar milhares de anos
antes disto. Entre os versos do Mahabharata,
há um bom número que encerra vividas descrições
do que parece ter sido uma primeira
mão de uma guerra atômica.
Quando estudantes de filosofia e religião,
por volta de 1880, conseguiram ler e estudar
o Mahabharata (a tradução só foi completada
em 1884), eles naturalmente consideraram
como poéticas fantasias as freqüentes,
curiosas e detalhadas referências a antigas
aeronaves ( vimanas), com instruções de como
deviam ser propulsionadas e como reconhecer
as aeronaves inimigas. Havia citações ainda
mais estranhas a respeito de uma arma que
paralisava os exércitos inimigos (mohanastra
ou "a flecha da inconsciência"), assim como
descrições de "carruagens celestes de dois
andares" com muitas janelas que projetavam
um fogo vermelho que subia aos céus até que
se parecessem a cometas... para as regiões
tanto do sol como das estrelas.
É necessário que se note que o
Mahabharata foi traduzido décadas antes do
aparecimento dos aviões, dos gases
venenosos ou dos nervos, dos foguetes
tripulados e das bombas atômicas. Tais
citações não significaram nada e só
alimentaram os devaneios da imaginação dos
leitores da era vitoriana. Outras referências
eram facilmente compreendidas pelos
estudiosos ocidentais do Mahabharata já que
se referiam a armamentos relativamente
modernos como os controles de fogo, os
diferentes tipos de artilharia e foguetes, as
"balas de ferro", balas de chumbo, explosivos
de salitre, enxofre e carvão, bombas e
foguetes capazes de reduzir os portões de
cidades a destroços, e as agneyastras,
canhões cilíndricos que faziam um barulho de
trovão. Apesar destes inventos serem
atribuídos aos indianos antigos, não
chegaram a divertir os leitores, alguns dos
quais suspeitaram que os trechos eram
"intrusos" ou que haviam sido encaixados
entre as traduções numa compreensível
tentativa indiana de dizer "nós já sabíamos
disto antes de vocês".
Outras armas misteriosas mencionadas
no Mahabharata foram compreendidas
melhor, apesar de serem quase
incompreensíveis antes, durante o correr da
Primeira Guerra Mundial. Um comentarista
militar indiano, Ramchandra Dikshitar (A
Guerra na Índia Antiga), acentuou que a arte
da guerra finalmente alcançara o
Mahabharata com os modernos aeroplanos
equivalentes aos vimanas, a arma
mohanastra que causava a inconsciência aos
exércitos inimigos, o equivalente aos gases
venenosos; ele citou ainda o emprego de foguetes
de fumaça que produziam uma densa
neblina de camuflagem, e comparou as
tashtras, "capazes de exterminar grandes
números de inimigos ao mesmo tempo", com
os explosivos modernos aperfeiçoados.
Enquanto estudiosos do século passado e
oficiais britânicos da Primeira Guerra Mundial
podiam reconhecer algumas das armas
"redescobertas" descritas no Mahabharata,
outras descrições eram tão incríveis que
chegavam a confundir os tradutores. Até
mesmo o tradutor principal, P. Chandra Roy,
observou na introdução ao seu trabalho: —
"Para o leitor inglês tradicional existem muitas
coisas neste livro que ele pensará que são
ridículas."
Porém o que era ridículo nos anos de
1880 e até mesmo durante a Primeira Guerra,
já não é mais um enigma para quase ninguém
neste mundo incerto de nossos dias. Os
seguintes trechos, que falam das guerras
antigas, são desagradavelmente familiares
para nós, apesar de estarem separados de
nossa era atômica por vários milhares de
anos. Uma descrição de uma arma especial
lançada contra o exército inimigo diz o
seguinte:
"Um único projétil, carregado com todo o
poder do Universo. Uma coluna
incandescente de fumaça e chamas, tão
brilhante quanto dez mil Sóis, ergueu-se em
todo o seu esplendor... era uma arma
desconhecida, um trovão de ferro, um
mensageiro gigantesco da morte e que
reduziu a cinzas a raça dos Vrishnis e dos
Andhakas (os inimigos contra os quais ela foi
empregada)... Os cadáveres ficaram tão
queimados que estavam irreconhecíveis. Suas
unhas e os cabelos caíram; as cerâmicas se
quebraram sem nenhuma causa aparente, e
os pássaros ficaram brancos. Depois de
algumas horas, todos os alimentos ficaram
contaminados... para escapar deste fogo, os
soldados se atiraram nos rios para se lavarem
e a seu equipamento...
(Esta armada todo-poderosa)... varreu as
multidões (de guerreiros) com seus corcéis de
batalha e elefantes e carros e armas como se
eles fossem folhas secas das árvores...
levadas pelos ventos... eles tinham um ar
muito lindo, parecendo pássaros esvoaçantes...
voando de cima das árvores..."
Em vez de referir-se aos resultados visuais
subseqüentes à explosão desta super-arma
como uma nuvem em forma de cogumelo, o
escritor, que viu, recopilou de outros
narrativas, ou simplesmente imaginou o
efeito, descreveu-o como se grandes nuvens
se abrissem umas por sobre as outras como
uma série de parassóis gigantescos: uma
noção diferente da nossa, mas não tão
diferente...
Até mesmo as medidas aproximadas da
arma ou da bomba são fornecidas:
"Um dardo fatal como o cajado da morte.
Ela media três côvados e dois metros. E
encerrava toda a força dos trovões de Indra, o
de mil olhos... e era... a destruidora de todas
as criaturas vivas..."
Existe ainda um resumo do encontro de
dois mísseis nos ares.
"... As duas armas se encontraram em
pleno céu. Então, a Terra com todas as suas
montanhas e mares e árvores começou a
tremer, e todas as criaturas vivas se
aqueceram com a energia das armas e foram
grandemente afetadas. Os céus se iluminaram
e o ponto além do horizonte tornou-se negro
de fumaça..."
A grande guerra descrita no Mahabharata
é calculada como sendo a invasão "ariana" ao
subcontinente indiano pelo norte, uma
narrativa que podia ter sido relatada em
termos compreensíveis, em proporção à
época, como Ilíada, sem os recursos de tais
coisas como a ficção científica e os tipos de
armas estranhamente proféticos.
Cabe-nos ainda acentuar, entretanto, que
esqueletos descobertos nas antiqüíssimas
cidades de Mohenjo-Daro e Harappa, no
Paquistão, estavam extremamente
radioativos. Não se sabe praticamente nada
destas cidades tão antigas exceto o fato de
que elas foram repentinamente destruídas.
Antigas descrições de aeroplanos e de
uma guerra atômica, por mais exata que
sejam não provam que quem as escreveu
testemunhou tais maravilhas pessoalmente
ou que elas chegaram mesmo a acontecer
somente dentro de sua febril e ativa
imaginação. Em nossa própria era, as
histórias em quadrinhos de Buck Rogers
lidavam livremente com o uso de bombas
atômicas até que o FBI, pouco antes de que a
supersecreta bomba atômica verdadeira fosse
testada no estado do Novo México, persuadiu
o autor a desistir de tais referências em suas
historinhas. Outra coincidência inconsciente
de ficção científica existe nas páginas do livro
de Júlio Verne, Viagem à Lua, quando ele
estabeleceu na Flórida a base para o
lançamento de seu foguete fictício à Lua, mais
de um século antes do lançamento real de um
homem à Lua. Outra coincidência profética:
as medidas citadas por Verne, há cem anos
atrás, para o submarino imaginário do Capitão
Nemo são quase idênticas às dos atuais
submarinos atômicos americanos. Ainda mais
extraordinário é o caso de Swift e as luas de
Marte. Ao escrever As Viagens de Gulliver, em
1726, Swift descreveu os satélites de Marte e
deu-lhes aproximadamente as dimensões
verdadeiras e detalhes de suas órbitas em
torno do planeta, apesar do fato de que as
duas luas que ele tão casualmente (e exatamente)
se referia em um trabalho de ficção
não foram descobertas antes de 1877. De
qualquer maneira, Verne, Swift e o criador de
Buck Rogers viviam numa era científica em
que a possibilidade de tais descobertas ou
invenções era simplesmente uma questão de
tempo. Mas os registros indianos foram feitos
talvez há mais de seis mil anos passados.
Certos asiáticos e também ocidentais, que
sustentam a teoria de que o homem civilizado
existiu por um período de tempo muito maior
do que o anteriormente suspeito (e o recuo da
cortina da civilização parece realmente se
estender por séculos e até mesmo milênios
que ainda estavam vagos) não consideram
inacreditável a possibilidade da existência de
ondas sucessivas de civilizações pelo mundo
inteiro, algumas das quais teriam
desaparecido sem deixar vestígios a não ser
em lendas. Assim eles estão preparados para
acreditar que as inesperadas e detalhadas
citações indianas aos átomos, armas
atômicas e tecnologia avançada possam
simplesmente ser uma recordação de
civilizações pré-históricas e cientificamente
muito adiantadas.
Nas lendas da índia, devemos igualmente
considerar o fato de que certas regiões da
Terra e de sua superfície parecem mostrar cicatrizes
atômicas, algumas adquiridas
milênios antes de nossas atividades atômicas
atuais. Estes locais podem ser vistos na
Sibéria, no Iraque, no estado do Colorado e na
Mongólia (aonde os chineses com seus testes
atômicos estão deixando novas cicatrizes
comparáveis às antigas e, em alguns lugares,
muito abaixo do nível atual do solo).
Durante escavações exploratórias ao sul
do Iraque em 1947, camadas de culturas
foram sucessivamente empilhadas no que
bem poderia ser chamado de uma mina
arqueológica de veios. Partindo do nível atual
do solo, as escavações passaram os níveis
culturais da antiga Babilônia, Suméria e
Caldéia, com marcas de inundações entre as
diferentes idades culturais, depois passaram
as primeiras aldeias com vestígios de cultura,
depois a um nível correspondente aos
primitivos agricultores de uma época
localizada entre 6.000 e 7.000 anos A.C., e
por baixo deles, indicações de tribos pastoris,
e finalmente a uma era correspondente ao
período Madaleniano ou da Idade das
Cavernas de cerca de 16.000 anos atrás. Mais
fundo ainda, por baixo de todos os outros
níveis, foi descoberto um assoalhado de vidro
fundido, diferente de tudo o mais, porém
idêntico ao solo dos desertos do Novo México
depois das explosões que inauguraram a
nossa atual Idade Atômica.
9 - Os Espiões: Defensores, Atacantes ou
Observadores Neutros.
Se aviões, navios e pessoas estão sendo
seqüestrados, especialmente dentro do
Triângulo das Bermudas, e em outras áreas
do mundo, por OVNIs ou outros engenhos e
meios, um fator importante de qualquer
investigação deve ser as considerações acerca
de uma ou várias possíveis razões. Alguns
pesquisadores têm sugerido que entidades
inteligentes, anos-luz cientificamente mais
avançadas se comparadas aos povos
relativamente primitivos da Terra, estão
empenhadas em observar nossos progressos
através dos séculos e eventualmente irão
intervir para impedir que nossa civilização
venha a destruir o seu próprio planeta. Isto
seria, é lógico, a admissão da existência de
uma natureza altruística da parte destes seres
de um espaço exterior ou interior, um fato
nem sempre dominante entre exploradores ou
pioneiros.
Por outro lado, talvez seja possível que
exista, nas vizinhanças do Triângulo das
Bermudas e certas localizações nodais de
correntes gravitacionais eletromagnéticas,
uma porta ou uma janela para uma outra
dimensão no tempo ou no espaço, através da
qual seres extraterrenos suficientemente
sofisticados nas ciências possam penetrar
segundo sua própria vontade, mas que
quando encontrada por humanos represente
uma rua de mão única, da qual o simples
retorno seria impossível devido ao nível de
seus aperfeiçoamentos científicos* ou, vedada
por forças alienígenas. Muitos dos
desaparecimentos, especialmente aqueles que
dizem respeito às tripulações completas de
alguns navios, sugerem expedições de
captura, coleta de exemplares humanos para
jardins zoológicos espaciais, exibições em
eras diferentes no desenvolvimento planetário
ou para experiências.
O Dr. Manson Valentine sugere que
podem haver vários e quem sabe? — até
mesmo grupos antagônicos de visitantes
espaciais, ou das profundezas oceânicas, ou
mesmo de outra dimensão, alguns talvez até
aparentados — nossos próprios primos de
muitos milhares de anos passados,
suficientemente civilizados para terem uma
razão altruística para nos proteger e à própria
Terra, ou pragmaticamente preocupados com
o seu próprio meio ambiente.
A partir deste último ponto de vista é
evidente que a Terra e suas populações
estejam cada vez mais caindo em um perigo
maior e de âmbito mundial de ruínas e
destruição. Esta situação talvez já tenha até
acontecido em diversas ocasiões nos milênios
passados, mas apesar da Terra haver passado
por um grande perigo, não se tornou
inabitável como talvez tenha sido o destino de
vários de nossos planetas vizinhos e suas
luas. Memórias de catástrofes mundiais
quase-fatais ainda continuam preservadas
entre certas raças antigas que praticamente
desapareceram. De acordo com as tradições
de várias destas raças da antigüidade, não
houve apenas uma, mas várias catástrofes de
âmbito global. As raças indígenas da América
Central contam que se viram frente à frente
com três fins de mundo até os dia> de hoje
estão à espera do quarto fim do mundo —
desta vez pelo fogo — numa data não muito
longínqua no futuro. Os Hopi, que, entre as
tribos de índios dos Estados Unidos, são os
que guardam os registros mais completos e
estranhamente detalhados de suas
peregrinações e dos rumos do próprio
cosmos, falam também de três fins de mundo
anteriores, uma vez devido a erupções
vulcânicas, uma vez causado por terremotos e
uma rotação temporária do planeta fora de
seu eixo e uma terceira vez pelas inundações
e o afundamento dos continentes devido aos
habitantes guerreiros do "Terceiro Mundo"
estarem destruindo mutuamente suas cidades
por meio de uma guerra aérea. Fica interposta
a referência de que a Terra rodou fora de seus
eixos, o que já é uma indicação de
extraordinários conhecimentos mantidos por
uma tribo indígena muito pequena, não
somente da verdadeira forma da Terra, mas
também de sua rotação. A teoria da Terra
perder o seu movimento giratório e depois
tornar a reajustá-lo está de acordo com uma
teoria científica recentemente desenvolvida
por Hugh Auchin-closs Brown, que afirma
que os distúrbios de rotação foram causados
por um excesso de peso do gelo sobre um
dos pólos.
Antigas lendas religiosas da índia contam
das nove crises do mundo, enquanto outras
culturas da antigüidade variam de acordo com
o número, porém não quanto à negação de
catástrofes globais.
Platão, em seu diálogo Critias, cita um
sacerdote egípcio que contou ao legislador
ateniense Solon, durante uma viagem ao
Egito, o seguinte:
"... Já houve, e vai haver novamente
muitos extermínios da humanidade em
conseqüência de causas diversas."
E depois de explicar a Solon como os
egípcios, devido a seus registros, tinham
conservado as memórias de alguns destes
acontecimentos, ele supostamente observou:
"... e então, no período atual, as correntes
dos céus descerão como uma pestilência... e
assim vocês terão de recomeçar novamente
como se fossem crianças... (acrescentando,
como uma advertência à falta de observações
por parte dos gregos). Vocês se lembram
apenas de um Dilúvio, quando vários deles já
aconteceram..."
A teoria cíclica da civilização, aceita no
mundo antigo e ainda em certas regiões da
Ásia, forma um contraste marcante com a
teoria do progresso de nossa própria cultura e
sua preocupação com o correr do tempo e
com a luta constante para o avanço da
civilização e do desenvolvimento científico.
Enquanto nossos conhecimentos aumentam,
no entanto, nós passamos a descobrir que o
que eram apenas suspeitas de observadores
da antigüidade pode muito bem ser o que
realmente sucedeu.
Catástrofes mundiais e destruições de
civilizações inteiras podem ser o resultado de
uma variedade enorme de causas, muitas das
quais enfrentamos hoje em dia, mas que
resolutamente nos recusamos a encarar.
Proeminente entre todas é a questão da
superpopulação, um problema que se
encontra em alusões nos registros da
antigüidade, não somente no Mahabharata,
como se o subcontinente indiano houvesse
sofrido em determinada ocasião de uma
estrangulante superpopulação. A guerra
nuclear, sugerida igualmente nos registros da
antigüidade, é um dos outros problemas
importantes de nossos dias, e é, logicamente,
uma maneira inadvertida de resolver o problema
da superpopulação, apesar de acarretar
o dilema da destruição de boa parte da vida
do planeta e até mesmo de prejudicar a sua
futura habitabilidade, se as reações atômicas
forem bastante fortes, causando desastres
sísmicos e eventualmente inundações
resultantes do degelo das calotas polares.
Outras catástrofes podem estar se
desenvolvendo agora mesmo, nãorelacionadas
às atividades atômicas, mas
ligadas ao desenvolvimento tecnológico, cujos
resultados só serão conhecidos com o correr
do tempo. Pois hoje, além dos nossos testes
atômicos, resíduos nucleares, poluição
ambiental do ar e das águas, desequilíbrio da
ecologia, e outras coisas, estamos
inconscientemente envolvidos em diversas
experiências gradativas que poderão
eventualmente causar conseqüências
surpreendentes.
Um exemplo disto foi sugerido pelo
observador científico, Dr. Columbus Islin, exdiretor
do Instituto Oceanográfico de Woods
Hole. Discutindo o aumento de dióxido de
carbono na atmosfera, ele afirma:
"Durante os últimos cem anos, o uso
crescente de combustíveis provenientes de
fósseis em nossa civilização industrial global
resultou na produção de cerca de 1.700
bilhões de toneladas de dióxido de carbono,
70 por cento do qual se encontra atualmente
na atmosfera. Devido ao fato de dois terços
deste dióxido de carbono acrescentado ao ar
ter sido absorvido pelo mar, um aumento de
talvez 20 por cento de dióxido de carbono
deve ser esperado na atmosfera.
Os efeitos de um tal aumento não são
fáceis de serem previstos, mas existem razões
para crermos que isto possa resultar no
aquecimento das camadas baixas da
atmosfera em vários graus. Assim, estamos
realizando, a despeito de nossa vontade, uma
tremenda experiência."
O efeito de um degelo, provocado pelo
homem, das calotas polares ocorrendo junto
com maremotos e inundações das costas
através do mundo inteiro são reminiscências
do que agora já consideramos longe de ser
lendário, o Dilúvio da pré-história que cobriu
as terras do Atlântico, do Mar das Caraibas e
do Mediterrâneo e outros, Até mesmo o
vazamento de petróleo de um destes cada vez
maiores superpetroleiros ou de um oleoduto
no Ártico podem iniciar um degelo polar em
larga escala e de efeitos imprevisíveis.
A extinção de tantas espécies de vida
animal pode vir a ser outra fonte em potencial
de futuros desastres dos quais nós ainda nem
podemos suspeitar. Numa catástrofe anterior,
lembremos que Noé, um ecologista antes da
moda chegar, enquanto levou sete pares de
cada um dos animais mais úteis para bordo
de sua Arca, levou também um par de cada
um dos outros animais, fossem eles úteis ou
não. Talvez a caminhada entre o barbarismo e
a civilização e, eventualmente, os
conhecimentos e a habilidade para se usar a
desintegração nuclear, sejam comuns ao
homem e a outras inteligências igualmente
equipadas, um processo natural que não
ocorreu antes somente na Terra mas em
várias outras partes do Universo. Quem sabe
se outros sistemas civilizados, extraterrestres
ou não, como foi sugerido por Valentine,
Sanderson e outros, se bem que não sejam
aparentes para nós, triunfaram sobre este
impulso de autodestruição e estejam
estudando nosso mundo através de seus
caminhos ou portas abertas dentro do
Triângulo das Bermudas? Seja como uma
lição objetiva ou para preservar partes de sua
cultura para estudos, ou para impedir que
eles se destruam a si próprios. Talvez eles até
planejem guiar-nos, como as nações mais
fortes tentam fazer com as menos
desenvolvidas. Porém atribuirmos motivos a
nossos espiões seria assumir que eles
pensam como nós: animais selvagens não
podem realmente entender porque os
colecionadores querem apanhá-los e mostrálos
em exibições em vez de matá-los e comêlos.
Possivelmente, como já foi mencionado,
os OVNIs estão simplesmente "reconhecendo"
nosso planeta. Se for assim, eles andam por
aqui realmente há muito tempo. Se existe
alguma verdade na hipótese de que entidades
alienígenas estejam visitando e observando a
Terra e recolhendo informações e espécimes
para fins desconhecidos, especialmente
dentro da área do Triângulo das Bermudas,
será interessante especular o porque desta
área ser a de maior concentração especial
para os OVNIs. Visões de aparelhos "celestes"
no passado distante mostram que eles apare-
ceram em regiões onde o desenvolvimento
cultural e tecnológico estava em seu apogeu,
como que para se certificarem de tempos em
tempos, onde novos núcleos de civilização
estavam se aperfeiçoando e se eles seriam ou
não perigosos potencialmente. Basta apenas
notarmos a seqüência dos antigos registros a
respeito destas visitas celestiais à Terra por
deuses e aeronaves para percebermos um
vago padrão de movimento e ênfase. As
primeiras visitas descritas em detalhes foram
aquelas feitas ao antigo Egito durante o
reinado de Tutmés III e a viagem espacial
empreendida pelo sumeriano Etana. Temos, é
lógico, indicações mais detalhadas destes
contatos extraterrenos no Livro de Ezequiel,
que conta as visitas feitas à Terra pelo que
parece ser uma espaçonave em quatro
ocasiões durante um período de dezenove
anos, e que em uma ocasião viu dois deles e,
como Etana, foi igualmente um passageiro,
além de uma outra possível indicação no caso
de Elijah, que subiu aos céus dentro de uma
"carruagem flamejante" — para nunca mais
voltar. Da índia temos a memória de vôos
espaciais na descrição do vôo empreendido
por Rama e nas antigas referências
americanas ao fato de que os deuses
chegaram em máquinas do céu para
construírem Tiahuanaco. Sucessivamente, os
muitos relatos vindos da Grécia, de Roma, da
Europa Renascentista e, em nossos dias, um
número cada vez maior em todo o mundo,
porém especialmente dentro do Triângulo das
Bermudas, sugere a possibilidade de que
estes espiões ou observadores estejam
interessados nos avanços da civilização
tecnológica na Terra, especialmente no que
diz respeito às viagens aéreas, viagens
espaciais e técnicas de guerra moderna.
Durante a Segunda Guerra Mundial e a
Guerra da Coréia a aparição de um bom
número de "fogos" (luzes não-identificadas ou
objetos que acompanhavam os bombardeiros
e os caças durante as missões), eram quase
um lugar comum, enquanto concentrações
relatadas de OVNIs estiveram presentes nas
vizinhanças das áreas de explorações
espaciais, ou porque isto representa um
desenvolvimento potencial de técnica ou por
ser uma ameaça ao sistema solar ou a parte
do Universo.
As teorias de Ivan Sanderson, entretanto,
sugerem que esta ameaça cada vez maior ao
meio ambiental de nossos oceanos talvez
possa ser compartilhada por formas de vida
altamente desenvolvidas dentro dos próprios
oceanos.
Parece haver ocorrido várias e
surpreendentes confirmações (além dos
exemplos citados no Capítulo 6) de OVNS
submarinos e suas atividades sendo
observados e rastreados por unidades da
Marinha dos Estados Unidos. Estes incidentes
têm sido, como de costume, "abafados" tanto
quanto possível, exceto pelos relatos iniciais.
Um dos mais extraordinários foi o
rastreamento de um objeto submerso,
movimentando-se a mais de 150 milhas,
primeiro por um destróier e posteriormente
por um submarino durante um exercício da
Marinha americana a sudeste de Porto Rico
em 1963, na margem sul do Triângulo das
Bermudas. Como as manobras eram
efetivamente um treino de rastreamento,
imaginou-se que o objeto fazia parte do
exercício e treze outras naves da Marinha
captaram o objeto que se movia rapidamente
impulsionado, provavelmente, por uma hélice
e fizeram anotações a respeito dele em seus
respectivos livros de bordo. Ele foi seguido
por um total de quatro dias, às vezes
penetrando a profundidades de nove mil
metros e sempre mantendo a sua incrível
velocidade. Nunca se soube ao certo o que
era, apesar da maioria dos relatórios
concordarem que se tratava de algo
propulsionado por uma única hélice.
Apesar de registros de OVNIs saindo do,
entrando no, ou operando no mar, serem
relativamente freqüentes no passado, poucas
vezes um deles foi tão atentamente detectado
e rastreado como durante as manobras de
1963, que eu acabei de descrever.
Supondo a existência de um ramo mais
antigo da humanidade ou de outra forma
"civilizada" de vida por baixo dos mares, tais
criaturas, com uma quantidade de espaço
vital muito maior à sua disposição do que a
insignificância ocupada pelas formas de vida
civilizada sobre a superfície da Terra como
nós, eles não se teriam preocupado com
nossas ações durante os últimos milênios.
Mas uma vez que nosso potencial técnico
representou um perigo para eles, a política do
Laissez-Faire pode muito bem mudar e os
fenômenos do Triângulo das Bermudas
podem muito bem ser uma tentativa de an-
tecipação ou de ações exploratórias antes de
executarem algo mais definitivo.
Ivan Sanderson sugere que certos
relatórios inexplicáveis e não-publicados
sobre gigantescos domos transparentes
submersos, alguns dos quais foram vistos por
pescadores de esponjas ao largo das costas
da Espanha e, às vezes, percebidos também
da superfície, quando a visibilidade submarina
era favorável, por pescadores de lagostas e
pescadores profissionais sobre a plataforma
continental americana, podem ser (se não
forem instalações secretas de defesa) partes
de uma rede submarina sendo construída por
seres submarinos para fins possivelmente
ligados à neutralização da progressiva
poluição e envenenamento dos mares. Se nos
estendermos neste rumo de raciocínio ainda
mais além, seria possível, já que a Terra é
essencialmente um dínamo gigantesco, "ligarse"
a Terra com a extensão de redes eletromagnéticas
dentro dos oceanos e,
eventualmente, ao se ativarem os impulsos
corretos, mudar a rotação do planeta.
Esta ligação da própria Terra é
remanescente de antigas tradições assim
como de teorias comparativamente novas a
respeito das grandes fontes de energia da
Atlântida, dos complexos de cristal dos raios
laser que talvez ainda estejam no fundo do
Mar dos Sargaços, parcialmente em
funcionamento após milhares de anos e
intermitentemente causando as tensões
eletromagnéticas e os defeitos que resultam
no mau funcionamento e na desintegração de
embarcações aéreas e marítimas.
Para nós, é claro, é natural refletir sobre
as razões para as visitas de seres
extraterrenos e procurar identificar suas
finalidades dentro de nossos próprios pontos
de referência. Seguindo este raciocínio, é
normal supormos que estes visitantes tenham
vindo para nos proteger de nós mesmos,
enquanto outros observadores menos
otimistas calculam que os visitantes não
tenham vindo com fins de proteção e sim
apenas de colecionadores. Esta última
suposição poderia parecer a mais lógica
considerando-se o número de aviões, navios e
pequenas embarcações com suas tripulações
que desapareceram dentro do Triângulo das
Bermudas.
O Dr. John Harder, professor de
Engenharia da Universidade de Berkeley e um
investigador do OVNIs, recentemente (outubro
de 1973) expressou a teoria singular e pouco
lisonjeira de que a Terra talvez seja uma
espécie de "jardim zoológico cósmico,
separada do resto do universo e que de vez
em quando os guardas venham aqui e façam
uma coleta, ao acaso, de seus habitantes".
Uma outra teoria defende que os
visitantes talvez sejam indiferentes à
humanidade, muito ocupados com seus
próprios objetivos, que até agora não fomos
capazes de imaginar, e que estas irregularidades
aparentes (já que não podemos
afirmar definitivamente se alguém morreu
mesmo nestes desaparecimentos) tenham
sido causadas inadvertidamente, pela
projeção dentro do campo de ionização.
Esta teoria tem fornecido aos jornais e às
revistas oportunidades periódicas para títulos
'tais como "A Atlântida Perdida está Bem Viva
e Está Seqüestrando Navios e Aviões". A idéia
de que um facho de raios laser possa destruir
ou pulverizar um avião é plausível, mas a
idéia de que instalações de energia ou
gigantescos complexos de raios laser ainda
possam estar em funcionamento depois de
milhares de anos imersos no fundo do mar
me parece portentosamente ridícula, já que as
centrais de laser, como as conhecemos,
precisam de manutenção e manejo.
Entretanto, laser é um aperfeiçoamento
relativamente recente em nosso mundo, e é
provável que eles possam ser levados a um
grau de perfeição bem maior no futuro. O
laser ultravioleta (que ainda não está
desenvolvido) terá consideravelmente mais
energia que os lasers raios-X, como será
igualmente o caso quando os lasers forem
operados a partir de baterias de energia solar
ou, como no caso da Atlântida, por forças de
dentro da Terra. De qualquer forma, uma era
tecnológica altamente civilizada no passado
poderia tê-lo desenvolvido não
obrigatoriamente da mesma forma que os
nossos, nem eles estariam restritos aos
limites presentes e temporários de nossa
técnica ainda em desenvolvimento.
Ao considerarmos as centenas de
desaparecimentos dentro do Triângulo das
Bermudas, nota-se que o único traço em
comum entre eles é o fato de que os navios e
os aviões desvaneceram-se completamente
ou que os barcos foram encontrados sem
seus tripulantes e passageiros. Enquanto
mistérios isolados desta natureza podem ser
explicados por circunstâncias extraordinárias
ou coincidências de tempo e erros humanos,
a maior parte dos incidentes no Triângulo das
Bermudas aconteceu com tempo bom e claro,
perto dos portos, costas ou pistas de
aterrissagem, e por isto tornam-se
inexplicáveis de acordo com nossos atuais
conceitos.
A história do Triângulo das Bermudas
abrange eventos toldados pelas névoas de
lendas antigas e modernas, pelas aberrações
aparentemente intermitentes das forças
naturais e teorias de física ainda não
desenvolvidas e que poderiam revolucionar
nossos conceitos prévios. O Triângulo das
Bermudas nos leva de volta às terras perdidas
e que se afundaram, a civilizações há muito
esquecidas, a visitantes de nossa Terra
através dos séculos, vindos de um espaço
exterior ou interior e cuja procedência e
finalidades nos são até agora desconhecidas.
Antes de teorizarmos sobre explicações
até agora inexplicáveis, talvez seja mais fácil
dizer que o Triângulo das Bermudas existe
apenas na imaginação dos místicos,
ocultistas, dos supersticiosos e dos
sensacionalistas. Um dos muitos
comentaristas que acreditam
que o Triângulo não seja mais que uma
coincidência de desaparecimentos, cada um
dos quais pode vir a ser explicado
separadamente, observou: — "Aqueles que
acreditam no Triângulo das Bermudas
acreditam também nas serpentes marinhas",
se bem que este último epigrama não seja
necessariamente uma prova de que se um
não existe o outro também não pode existir,
isto é, se uma serpente marinha for
finalmente e satisfatoriamente identificada,
então todas as outras lendas dos mares se
tornarão mais verossímeis.
Em geral, as pessoas não gostam de se
defrontar com mistérios que não podem
eventualmente ser explicados ou que não
tenham uma explicação teórica em termos
que elas possam compreender. Espiritualmente
é mais confortador quando somos
capazes de reconhecer o que estamos
encarando no perímetro de nosso mundo
físico do que enfrentarmos uma ameaça
desconhecida. Se o fenômeno não pode ser
explicado, a melhor resposta é ignorá-lo — um
tipo de ação muito tranqüilizadora e, de certa
forma, mais inocente. Mas a época da
inocência científica, junto com a confiança
implícita, já passou, tendo terminado
definitivamente naquela manhã do dia 16 de
julho de 1945, em Alamogordo, no estado do
Novo México, quando a teoria atômica
estabeleceu a sua própria prova conclusiva de
que ela não era apenas uma teoria.
Nós vivemos atualmente em um mundo
em que as linhas da ciência e da paraciência
estão convergentes — um mundo em que as
antigas magias e os sonhos dos feiticeiros
têm sido adotados pela ciência e tornados
aceitáveis por sua nomenclatura científica. Os
biólogos já podem criar a vida; biólogos da
criogenia em breve serão capazes de
preservar a vida humana indefinidamente
através do congelamento dos corpos vivos;
transferências de pensamento de desenhos
para filmes já foram provadas; a psicocinese,
o movimento de objetos pela força da
vontade, já não é mais um assunto de
levitação e sim uma experiência séria; a
telepatia dentro e fora do espaço sideral já foi
assunto para experiências de nossos maiores
líderes espaciais. O sonho dos alquimistas, a
transmutação da matéria, já não é mais uma
impossibilidade, e o único impedimento para
se transformar quantidades de chumbo em
ouro seriam de ordem financeiro.
Numa escala cósmica o firmamento das
verdades científicas abriu-se em crateras tão
grandes e tão profundas que muitos daqueles
que preferem andar em solo firme e familiar
ficam estonteados e desorientados. A
possibilidade da existência da anti-matéria, a
curvatura do tempo e do espaço, os novos
conceitos de gravidade e magnetismo, a
suspeita da existência dos planetas obscuros
dentro de nosso próprio sistema, sóis
implosivos, novíssimas e minúsculas partículas
de matéria mais pesada que todo um
planeta, quasars e outros orifícios escuros no
espaço, um universo infinito que aumenta à
medida que nossa visão telescópica se
estende a milhões de galáxias desconhecidas
— este misterioso conhecimento que nos
espera à medida que avançamos a uma
velocidade tão acelerada que nenhum
"mistério" já nos surpreende apenas porque
não nos parece lógico. O Triângulo das
Bermudas, uma área localizada em uma
região tão familiar de nosso planeta, se bem
que talvez ligada a forças que ainda não
compreendemos (mas que em breve talvez
possamos entender), pode ser um destes
mistérios. Como raça, estamos agora nos
aproximando da maturidade. Não podemos
retroceder em nossa busca de conhecimentos
ou novas explicações — tanto neste mundo
como talvez em outros...
Agradecimentos.
O autor deseja expressar o seu
reconhecimento às seguintes pessoas e
organizações que contribuíram com opiniões,
sugestões, perícias ou fotografias para este
livro. A menção de qualquer citação individual
ou de uma organização não implica, é claro,
na aceitação ou conhecimento ou
concordância de qualquer uma das teorias
expressas neste livro, exceto aquelas
especificamente atribuídas a eles.
O autor deseja expressar seu
agradecimento especial ao Dr. J. Manson
Valentine, Doutor em Filosofia, Curador de
Honra do Museu de Ciências de Miami e
Pesquisador Associado ao Museu Bishop de
Honolulu, por seus desenhos, mapas,
fotografias e entrevistas, citadas no texto.
Os seguintes nomes estão citados em
ordem alfabética:
Norman Beam, escritor, conferencista,
pesquisador de OVNIs.
José Maria Bensaúde, presidente das
Linhas Navecor, em Portugal e nas ilhas dos
Açores.
Valerie Berlitz, escritora, artista.
Boeing Commercial Airplane Company.
Hugh Auchincloss Brown, engenheiro
eletrônico, escritor.
Jean Byrd, presidente da ISIS.
Edgar Evans Cayce, engenheiro elétrico,
escritor.
Hugh Lynn Cayce, presidente da
Associação para Pesquisas e
Esclarecimentos.
Diane Cleaver, editora, escritora.
Julius Eglqff Jr., oceanógrafo.
Fairchild Industries.
Mel Fisher, especialista em salvamentos,
mergulhador.
Athley Gamber, presidente da Red
Aircraft.
Carlos Gonzales G., Pesquisador de
OVNIs.
Professor Charles Hapgood, cartografo,
historiador, escritor.
Dr. Bruce Heezen, oceanógrafo, escritor.
Capitão Don Henry, comandante,
mergulhador.
Robert Hieronimus, escritor, artista,
presidente da A.U.M.
J. Silva Júnior, diretor da "Terra Nostra",
Ilhas dos Açores.
Theodora Kane, educadora, artista.
Edward E. Kuhnel, advogado, especialista
em leis oceânicas. •
Biblioteca do Congresso.
Capitão Gene Lore, piloto oficial da TWA.
Howard Metz, piramidologista.
Albert C. Muller, físico de radiações.
Arquivas Nacionais e Serviço de Registros.
Alan C. Nelson, iatista.
Thomas O'Herron, membro da Embaixada
dos Estados Unidos,
em Lisboa.
Arnold Post, escritor, oceanógrafo,
mergulhador.
Reynolds Metals Company.
Ivan T. Sanderson, explorador, zoólogo,
escritor, fundador da SITU.
Sabina Sanderson, escritora,
pesquisadora, diretora da SITU.
Gardner Soule, escritor, oceanógrafo.
John Wallace Spencer, escritor,
conferencista, investigador dos OVNIs e do
Triângulo das Bermudas.
Jim Thorne, oceanógrafo, comandante,
mergulhador, escritor.
Carl Payne Tobey, matemático,
astrônomo, astrólogo, escritor.
Carolyn Tyson, pintora de marinhas.
Paul J. Tzimoulis, oceanógrafo, escritor,
editor, fotógrafo.
Força Aérea dos Estados Unidos.
Serviço de Guarda Costeira dos Estados
Unidos.
Marinha de Guerra dos Estados Unidos.
Vijay Verma, escritório de Turismo do
Governo Indiano.
Charles Wakeley, piloto de aviões e
helicópteros.
G. Theon Wright, escritor, explorador,
pesquisador psíquico.
Roy H. Wirshing, Capitão-de-Corveta,
reformado da Marinha
dos Estados Unidos.
Robie Yonge, piloto, comentarista,
investigador de OVNIs.
Bibliografia.
Antes de mencionar alguns dos livros a
que me refiro neste presente trabalho, eu
gostaria de recomendar a atenção do leitor
para a Bibliografia do Triângulo das
Bermudas, um apanhado feito por Larry
Kusche e Deborah Blouin, para a Biblioteca da
Universidade Estadual do Arizona, em abril de
1973 e que contém numerosas referências,
inclusive livros e artigos de jornais e revistas,
a respeito do Triângulo das Bermudas. Apesar
das centenas de autores citados nesta
bibliografia, as informações mais concretas e
completas sobre os fenômenos do Triângulo
podem ser encontradas nos trabalhos de
Sanderson, Gaddis e Spencer, citados na lista
anexa, entre outros.
Barker, Ralph, — Great Mysteries
ofitheAir, Londres, 1966.
Berlitz, Charles, — Mysteries from
Forgotten Worlds, Nova Iorque, 1972.
A Bíblia — versão do Rei James.
Blumrich, J., — The Space Ships of
Ezekiel, Nova Iorque, 1973.
Bosworth, A.R.,— My Love Affair with the
Navy, Nova Iorque, 1969.
Briggs, Peter, — Men in the Sea, Nova
Iorque, 1968.
Brown, Hugh Auchincloss, — Cataclysms
of the Earth, Nova Iorque, 1967.
Burgess, Robert F., — Sinkings, Salvages
and Shipwrecks, Nova Iorque, 1970.
Carnac, Pierre, — L'Histoire commence
àBimini, Paris, 1973.
Chevalier, Raymond, — Vavion à Ia
decouverte du passe, Paris, 1964.
Edwards, Frank, — Stranger than Science,
Nova Iorque, 1959.
Edwards, Frank, — Strangest ofAll, —
Nova Iorque, 1956. Freuchen,
Peter, — Peter Freuchen s Book of the
Seven Seas, Nova Iorque, 1957.
Fuller, John G., — Incident atExeter, Nova
Iorque, 1966.
Gaddis, Vincent, — Invisible Horizons,
Filadélfia, 1965.
Gaston, Patrice, — Disparitions
mystérieuses, Paris, 1973.
Godwin, John, — This Baffling World,
Nova Iorque, 1968.
Gould, Rupert T., — Enigmas, Nova
Iorque, 1965.
Keyhoe, Donald F., — Flying Saucer
Conspiracy, Londres, 1955.
Kosok, Paul, — Land, Life and Water in
Ancient Peru, Nova Iorque, 1965.
Mahabharata, traduzido por Protap
Chandra Roy, Calcutá, 1889. Mahavira.
O'Donnell, Elliot, — Strange Sea Mysteries,
Londres, 1926.
Sagan, Carl, — Ingelligent Life in the
Universe, São Francisco, 1966.
Sanderson, Ivan T., — Invisible Residents:
A Disquisition upon Certain Matters Maritime,
and the Possibility of Intelligent Life Underthe
Waters ofThisEarth, Nova Iorque, 1970.
Sanderson, Ivan T., — Investigating the
Unexplained, Englewood
Cliffs, Nova Jersey, 1972. Snow, Edward
Rowe, — Mysteries and Adventures Along the
Atlantic Coast, 1948.
Soule, Gardner, — Undersea Frontiers,
Chicago, 1968.
Soule, Gardner, — Ocean Adventure, Nova
Iorque, 1964.
Soule, Gardner, — Wide Ocean, Chicago,
1970.
Soule, Gardner, — Under the Sea, Nova
Iorque, 1971.
Spencer, John Wallace, — Limbo of the
Lost, Westfield, Massachussets, 1969.
Steiger, Brad, — Atlantis Rising, Nova
Iorque, 1973.
Stewart, Oliver, — Danger in the Air, Nova
Iorque, 1958.
Stick, David, — Graveyard of the Atlantic,
Chapel Hill, 1952.
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of Aviation History, Nova Iorque, 1966.
Tomas, Andrew, — We Are Not the First,
Londres, 1971.
Tucker, Terry, — Beware the Hurricane,
Bermuda, 1966.
Villiers, Alan, — Wild Ocean, Nova Iorque,
1957.
Waters, Frank, — Book of the Hopi, Nova
Iorque, 1969.
Wilkins, Harold, T., — Flying Saucers on
the Attack, Nova Iorque, 1954.
Wilkins, Harold, T., — Strange mysteries
of Time and Space, Nova Iorque, 1959.

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