quarta-feira, novembro 30, 2011

UFO OS CÓDIGOS PROIBIDOS PARTE 1 (LIVRO )


- achei algumas partes do livro fundamental no estudo da ufologia porem, outras partes foram cortadas pois, meu foco principal era somente os assuntos relacionados a ufologia.



Tradução: Adriana dos Santos Souza

MADRAS
2007


OS VIGILANTES NOS TEXTOS PERSAS

Os arcontes estão presentes também nas antigas culturas árabes e muçulmanas; transformaram-se, no mundo islâmico, nos djins, os demo­níacos anjos caídos, seres inicialmente bons e depois corrompidos pelo pecado do orgulho. Dizer que os modernos pilotos dos UFOs sejam os antigos djins, ou seja, demônios, é controverso; um autor kuwaitiano sus­tenta essa idéia; pessoalmente, penso que podemos dizer que pelo menos das raças extraterrestres que nos visitam, os Greys, assim chamados em virtude da cor da pele e descritos como pequenos macrocéfalos e com os olhos ovais e escuros, podem ter inspirado no passado, com as suas ações cruéis, as crenças em demônios, ou podem ter sido trocados ou confundi­dos com eles. Os mesmos djins do Alcorão, de resto, fogem a qualquer classificação: algumas fontes dizem que estes seriam diabos e ponto final; outros afirmam que, na verdade, são espíritos, alguns bons (anjos), outros perversos (anjos caídos), outros inofensivos (similares aos elfos dos mitos), como os extraterrestres, cujos comportamentos foram divididos pelos ufólogos em amigáveis, hostis ou indiferentes. De qualquer modo, os djins seriam criaturas sem matéria, parafísicos, que interfeririam neste e em ou­tros mundos. O folclore islâmico transformou-os nos gênios da lâmpada de Aladim de As Mil e uma Noites (fábula de origem indiana introduzida no mundo árabe no século IX). Essa tese foi recentemente retomada até mes­mo por dois filmes de horror americanos de grande sucesso, O Mestre dos Desejos e O Mestre dos Desejos 2, nos quais é apresentada a teoria segundo a qual essas criaturas viriam de um mundo paralelo e seriam muito mais potentes do que o homem sendo capazes de plasmar a matéria, mas a sua natureza seria demasiadamente cruel.
Os djins das possessões diabólicas eram chamados "Peri" (no folclore indiano encontramos os Pitri, divindades amigas da humanidade), e vários pensadores islâmicos associaram os ufonautas aos djins. No Alcorão, os djins são citados repetidas vezes nas suras VI-100, VII-179 nas quais se diz que foram criados por Deus mesmo sabendo que mereceriam o Inferno: na sura XVXV-72, diz-se que foram criados a partir de um "fogo efervescente"; na XXIII-69, 70, que eles não reconheceram Maomé como mensageiro divi­no e o renegaram; a sura XXVII-17 conta como muitos djins fizeram parte do exército do rei Salomão e construíram para ele palácios, estátuas e discos enormes; na XLVI-29,32, narra-se que alguns djins foram enviados por Deus (portanto, não eram todos perversos) "para que seguissem os ensinamentos do Alcorão". A sura VI-112, 113 revela: "E assim colocamos ao lado de cada profeta um inimigo, seres satânicos entre os homens e os djins, e alguns deles sugerem a outros discursos vazios para induzi-los ao erro. Deixe que escutem esses discursos vazios aqueles que não crêem no além".
Segundo a tradição, os djins seriam incapturáveis e capazes de apre­sentar-se de diferentes modos; bons ou ruins, eram já conhecidos no mundo árabe pré-islâmico. Segundo a História de Adão, do comentarista do Alco­rão al-Tarafi, "os primeiros que habitaram a Terra foram os djins. mas eles trouxeram corrupção e derramaram sangue, matando-se uns aos outros, por isso Deus mandou Iblis, o Diabo, com um exército de anjos. Iblis e o seu exército os massacraram, levando-os a se refugiarem nas ilhas dos mares e sobre os cumes das montanhas". Iblis, nomeado por Deus "rei do céu inferi­or", pertencia a uma tribo de anjos que foram chamados djins porque eram os guardiões de Ganna, o Paraíso; e Iblis, mesmo com o seu poder, era um guardião. Acontece, porém, que a arrogância se instalou em seu coração. Segundo o Alcorão, os anjos caídos foram expulsos não por terem se rebelado contra Deus, sentindo-se superiores a Ele, mas porque se recusaram a prostrar-se diante de Adão, a criação de Deus, se sentindo superiores ao homem (pois os homens eram criados a partir do barro, enquanto eles eram criados do fogo). Por essa desobediência e pelo ato de soberba, eles foram expulsos do Paraí­so. Satanás, segundo o profeta al-Hasan, nunca foi um anjo, mas "foi a ori­gem dos djins, como Adão foi a origem do gênero humano" (vários exegetas do Alcorão insistem nesse fato). Ibn Abbas sustentava que Iblis fazia parte de uma categoria de anjos chamados al-Ginn, "criados de fogo ardente" e que o verdadeiro nome do diabo era al-Harith e que era um dos guardiões do Paraíso. "Os anjos não pertencentes a essa categoria", explicava al-Tarafi, "foram feitos de luz, enquanto os djins, que são mencionados no Alcorão, foram criados pelas chamas puríssimas do fogo, na verdade uma chama to­mada pela ponta do fogo enquanto este queima". Al-Tarafi levanta a hipótese de que Iblis era provavelmente um anjo antes de desobedecer; chamava-se Azraya ou Azazil (Azazel, nos evangelhos apócrifos hebraicos), "habitava a Terra e era um dos anjos mais devotos e também um dos mais sábios, e isso o levava à arrogância. Tinha a obrigação de governar o céu inferior e, por isso, tinha autoridade sobre esse céu e sobre a Terra e era o guardião dos djins. Transmitem Ibn Mas'ud e Ibn 'Abbas que Deus, Potente e Grande, uma vez tendo terminado de criar tudo o que desejava, se sentou sobre o trono e nomeou Iblis rei do céu inferior. Ele pertencia a uma tribo de anjos que foram chamados djins porque eram os guardiões do Paraíso, e Iblis, mesmo com seu poder, era um guardião...".
Sobre os djins, depois que o autor deste livro publicou na Internet vários materiais sobre os arquivos islâmicos UFO, o doutor Abu Ibrahim Kalim, webmaster do Cultural Institute of the Italian Islamic Community de Roma, posicionou-se respondendo a um texto do ufólogo inglês Gordon Creighton, da Flying Saucer Review. Khalim, de acordo com o texto de Creighton, confir­mava que o "Islã sabe da existência de três espécies de seres inteligentes no Universo, totalmente separados e distintos, e entre outras coisas é capaz de fornecer detalhes surpreendentes pela precisão sobre a natureza, papel e ativi­dades deles. Essas três espécies são os anjos, os homens e os djins". Ainda reforçava: "Em árabe, djim significa invisível e, portanto, em alguns casos (mesmo no próprio Alcorão) os anjos são às vezes chamados djins (exatamente quando estão invisíveis), mesmo sendo uma categoria à parte com relação aos djins propriamente ditos. As principais características dos djins são: no estado nor­mal, são invisíveis à vista humana normal; são capazes de materializar-se e aparecer no mundo físico. Podem escolher tornar-se visíveis ou invisíveis conforme a própria vontade; podem mudar de forma e aparecer com qualquer aspecto, pequeno ou grande; possuem a capacidade de surgir na forma de animais; muitos são incorrigíveis mentirosos e enganadores e se deliciam em atrapalhar e enganar a humanidade com todo tipo de absurdos (seduções espí­ritas, etc...); nem todos porém são mentirosos; alguns são sinceros e não me­xem com os seres humanos; são levados ao seqüestro de humanos; podem, por outro lado, ocorrer relações sexuais (e até mesmo casamentos) entre um homem e uma djim ou entre um djim e uma mulher. Neste último caso, no entanto, se a mulher ficar grávida, o recém-nascido será sempre e unicamente um djim.
Segundo a Lei islâmica, ter relações com um djim ou com uma djim fora do casamento não é considerado adultério... Muitas das chamadas doenças psi­cossomáticas podem ser causadas por djins que assumem a forma de micró­bios, bactérias, etc...". Kalim concluía: "É muito provável que muitos dos pretensos extraterrestres sejam, na verdade, djins, assim como seriam os mortos que falam com os médiuns".
Os persas sabiam há muito tempo sobre os djins, e estão entre os primeiros a teorizar, 500 anos antes, a existência de mundos paralelos ditos "barzakh". Em um texto persa do século XV, o Rawzat-us-Safà [O jardim da pureza], o historiador Mirkhond del Bukhara (Muhammad ben Khondashah Mahmud, 1433-98) reconstruiu a história da origem do mundo e a temperou com elementos de fundo ufológico muito interessantes. Em primeiro lugar, Mikhond admite a existência de diversos universos (e Hosana Alá como "Se­nhor dos dois mundos"): o primeiro céu ou da Lua (Qamar), regido por Adão, no qual são elaboradas as formas; o céu de Mercúrio ('Utarid), lugar do espírito governado por Jesus; o céu de Vênus (Zohrah), com o profeta José, cujas características são a beleza e as artes; o céu do Sol (Sciams) regido por Enoch, pai da Cosmologia; o céu de Marte (Mirrikh), regido por Davi ou Aarão, caracterizado pela arte de governar; o céu de Júpiter (Barjis), presidi­do por Moisés, sendo particulares a legislação e o culto religioso; o último céu, o sétimo, é aquele de Saturno (Kaywan), regido por Abraão, cuja ca­racterística principal é a fé. Neste último céu bíblico, Enoch teria passado 30 anos aprendendo "todos os mistérios do mundo invisível", retornando depois sobre a Terra para "construir a pirâmide do Egito, chamada Gunbuzatran (Gizé), a fim de salvar do dilúvio as tumbas dos seus amigos".
Entre tantos conhecimentos anacrônicos, Mikhond cita dois estranhos discos de luz que iluminavam o interior da arca de Noé e as misteriosas "nuvens" (chamadas de Simun, extraordinariamente parecidas com as ar­mas atômicas descritas nos antigos textos hindus) usadas por Alá para exterminar o povo dos gigantes de 'Ad, descendentes dos Vigilantes, "cruéis e idólatras". "Os embaixadores de Hud pediram a Alá a doação de uma nuvem; o Altíssimo deixou-lhes a escolha entre três nuvens de diferentes cores (esse detalhe aparece também nos evangelhos apócrifos cristãos). Eles escolheram a de cor cinza, e esta nuvem, feita de cinzas ardentes, aniquilou a tribo de 'Ad. O profeta Hud refugiou-se na Mesopotâmia com 400 convertidos, estabelecendo-se no país de Haddramant." As nuvens foram usadas também por Moisés, que se utilizava de um tipo particular­mente esplendoroso, para defender a Arca da Aliança." "A irradiação e o esplendor dessa luz eram tão intensos que nenhum ser vivo ousava entrar naquele lugar."
Dos pérfidos gigantes, exterminados várias vezes por Alá, Mirkhond diz que "se dividiam em três classes: na primeira, tinham uma altura de 120 braços e um comprimento médio; na segunda, possuíam altos e largos 120 braços; na terceira, aquela dos anões, a altura variava de um polegar a quatro pés, e as suas orelhas eram longuíssimas". Essa é uma tipologia extraordinariamente recorrente na literatura ufológica! Esses seres, infor­ma-nos Mirkhond, foram derrotados em batalha por Zulkarnain ("que al­guns confundem com Alexandre Magno"), que os mantinha sob controle com um instrumento similar ao telescópio ou ao satélite: "um espelho mági­co que refletia qualquer exército inimigo proveniente das partes mais remo­tas do mundo, colocado sobre uma torre da altura de 600 cúbitos, na Macedônia, sobre suas ruínas foi construída Alexandria".
O historiador ainda nos impressiona narrando de maneira insólita a his­tória da Torre de Babel, acrescentando, com relação ao texto bíblico, que o gigante Nemrod, rei de Babel, completara, junto a um companheiro, uma viagem ao céu; a descrição que Mirkhond oferece da Terra vista do alto por Nemrod é surpreendente, e pressupõe um conhecimento direto: "Nemrod abriu a porta inferior e viu que toda a Terra parecia um mar sobre o qual flutuavam formigas em vez de montanhas. Prosseguiu a sua ascensão mais um dia e uma noite e abriu de novo as portas. O céu apresentava sempre o mesmo aspecto, mas embaixo só havia trevas. Nemrod, assustado, ordenou ao seu companheiro que fosse em direção à Terra, mas o vôo foi acompa­nhado por um rumor tão assustador que os dois astronautas pensaram que o céu estivesse desmoronando sobre eles [Incrível! É a descrição do atrito!]".
Depois é a vez dos djins. A descrição que ele faz nos primeiros capí­tulos do seu livro é iluminadora, pois preenche uma lacuna dos textos bíbli­cos e explica como e por que esses seres teriam sido corrompidos. Essa ausência dividiu estudiosos por 2 mil anos, até mesmo o ateu Jaroslavskij a ironizava escrevendo, na sua Bibbia per i Credenti e i non Credenti, deste modo: "Mas de onde saiu o Diabo? Segundo o ensinamento da Igreja ortodoxa, Deus criou anjos bons que se tornaram ruins. Ele os criou bons: foi culpa deles se se tornaram ruins. Podem imaginar uma coisa mais ab­surda? Deus onipotente e onisciente cria os anjos e esses se rebelam con­tra ele? Em seis dias foi criado todo o Universo e milhares de anjos. Um bom trabalho! Naturalmente, Deus não percebeu que tinha criado também um rebelde que arrastaria consigo todos aqueles que não queriam se submeter ao antigo Deus hebreu. Outros afirmam que os anjos pecaram muito antes da aparição do primeiro homem e que o seu pecado teria sido a inveja. E quem lhes inspirou essa inveja?"... (bolchevista hebreu, Emeljian Jaroslavskij - cujo verdadeiro nome é Minej Izarailevich Gubelman - da Liga dos ateus, foi autor de violentas, mas também agudas e minuciosas pesquisas sobre a Bíblia, em um período no qual a Igreja ortodoxa, na pessoa do patriarca Ticone, utilizava a fé para fazer política, apoiando o czar e criando obstácu­los à recente revolução bolchevique, exceto depois de reconhecer a sua culpa, arrepender-se e retomar as suas funções sob o novo regime).
Sobre o Diabo, Mirkhond elimina qualquer dúvida e escreve: "O Pai da gloria iluminou com o esplendor da beleza a luz de Muhammad (Maomé), que foi também chamada de essência branca. Essa essência se dividiu em duas partes: uma, infinitamente pura e luminosa, a outra, inferior à luz do intelecto. A primeira foi chamada luz; a segunda, fogo. Da primeira foram criados os seres nobres e superiores, os corpos celestes e as constelações; as almas dos profetas, dos santos e dos eleitos da mão direita. Foi, portanto, a luz de Muhammad que criou tudo, e ele é o ser perfeito, acima de qualquer outro. Alá, o Onipotente, disse: "Antes de tudo, criamos os djins com o fogo do simun. O pai dos djins foi Asum, apelidado primeiramente Jan, depois Tarnush, quando a sua descendência se multiplicou sobre a Terra. Alá deu aos djins uma lei, que eles seguiram por um ciclo de 24 anos. No ciclo seguinte, a maior parte deles a desobedeceu e foram punidos; o restante recebeu uma nova lei e um soberano, Haliaish. A mesma coisa aconteceu no início do terceiro ciclo, e os poucos fiéis que restaram tiveram por soberano Maliga. Assim também, no início do quarto ciclo, os djins bons receberam como chefe Hamus. Depois, todos os djins se corromperam e Alá enviou contra eles um exército de anjos que os exterminou. Alguns se esconderam nas ilhas e nas ruínas da cidade [na mítica Atlântida?]; os jovens foram levados ao céu como prisioneiros". Desta forma prossegue a história, que parece ter influenciado os roteiristas do Episódio II de Guerra nas Estrelas:  "Um deles, Iblis (Satanás), foi cuidado pelos anjos e fez tantos progressos que se transformou em um mestre ilustre, ao qual todos procuravam escutar. Depois de muitos anos, os djins que escaparam ao massacre haviam se multiplicado e retomado a posse do mundo sem renunciar ao pecado. Iblis desejou tornar-se chefe e legislador, e foi aceito como tal. Desceu sobre a Terra com um exército de anjos, aos quais se uniu um pequeno número de djins ainda virtuosos e mandou aos ou­tros um profeta para convidá-los a obedecer ao Senhor; mas eles o mataram. Um segundo e um terceiro enviado tiveram a mesma sorte; um quarto conse­guiu evitar a morte e unir-se a Azazi (Iblis). Este, com um exército de anjos, exterminou ou dispersou os rebeldes; então, orgulhoso daquele sucesso, pro­clamou diante da corte celeste a sua supremacia como possuidor de todas as perfeições teóricas e práticas, independentemente do próprio Onipotente.
Enquanto ele manifestava abertamente o seu orgulho, alguns anjos que foram consultar a Tábua Secreta (que conteria o destino do Universo) se mostraram preocupados. Interrogados por Iblis sobre a situação, informa­ram-no que, segundo a Tábua, um querubim da morada eterna estava para ser expulso e enviado à danação perpétua. Iblis, cego, desprezou essa ad­vertência e, conseqüentemente, foi jogado à condenação eterna. Que Alá possa nos preservar dela! Então o Universo ouviu estas palavras que anun­ciavam a vinda de Adão: 'Colocarei sobre Terra um substituto' (Alcorão, Sura II, verso 28). O impiedoso Satanás ficou completamente transtornado e gritou: 'Como pode um homem, feito de barro, pretender ser superior, o barro é denso e opaco, e o fogo (do qual são feitos os djins) é leve e luminoso, e a luz não prevalece sempre sobre a escuridão?'."
"Os anjos, não entendendo o motivo das palavras que tinham escutado, disseram a Alá: 'Colocarás sobre a Terra alguém que fará mal e derra­mará sangue, enquanto nós aqui celebramos as Tuas glórias e santificamos o Teu nome?' (Alcorão). A partir disso, o Senhor viu como os anjos ignora­vam que Adão seria o portador dos Seus mistérios e o revelador das Suas qualidades, e respondeu-lhes: 'Eu sei aquilo que vocês não sabem' (Alco­rão). Percebendo o abuso, os anjos imploraram o perdão. Mas Iblis conti­nuou resistindo."
Conclui Mirkhond: "Essa história sobre os djins foi tirada da tradução do livro de Adão, do sábio Abu' Ali Já'far, mas somente Alá conhece a verdade!". Sobre os djins, as tradições palestinas dizem-nos que era co­mum a união deles com mulheres estéreis da Terra (como os modernos alienígenas Greys).
No conto O Marido Jumail, traduzido para o italiano há pouco tempo por Fúlvio Foresti e Inea Bushnaq, fala-se de uma mulher que "não era apenas pobre, mas também estéril" a qual, alçando os olhos para o céu, "uma noite saiu de casa e ficou de pé sob o céu estrelado e pediu a Deus para conceder-lhe a bênção de um filho". Por milagre, "passando-se alguns dias a mulher descobriu que estava grávida". A criança conseguida, apenas dirigindo o olhar - não por acaso - ao céu, revelaria dons incomuns aos mortais: sabia levan­tar massas enormes apenas com a força do pensamento e, periodicamente, desaparecia; não somente isso, revelando-se à sua amada, disse ser "filho do rei dos djins, aprisionado no corpo de Jumail" (o conto foi falsificado, na época moderna, pois Jumail, além de nome próprio, também significa "camelo". Alguns estudiosos traduziram, portanto, a frase como: "Estou aprisionado no corpo de um camelo", mas assim toda a história perde completamente o significado; sabemos, no entanto, que os djins podiam assumir aparências humanas).
Misteriosos gigantes aparecem também na tradição nórdica. Adão de Brema, cronista do século XI, escreve: "Alguns nobres frisões navegaram para além da Noruega até os mais longínquos limites do Oceano Ártico, entraram em uma escuridão que os olhos apenas com grande esforço po­diam penetrar, encostaram-se a um maelstrom que quase os arrastou para o Caos, mas ao final, de repente, saíram completamente da escuridão e do frio para aportar em uma ilha luminosa que, circundada por um muro de altas rochas, continha cavernas subterrâneas, onde se escondiam os gigantes. Na entrada das moradas subterrâneas, havia um grande número de bacias e vasilhames de ouro e de outros metais que pareciam raros e pre­ciosos para os mortais. Os aventureiros tomaram para si tudo quanto pude­ram desse tesouro e voltaram rapidamente aos seus navios; mas os gigantes foram atrás, perseguindo-os. Um dos frisões foi alcançado e destroçado diante dos olhos dos seus companheiros. Os outros, graças ao Nosso Se­nhor e a San Willehad, conseguiram chegar a salvo à bordo de seus navios..."

OS CARROS QUERUBÍNICOS

Também nos antigos textos hebraicos, as referências ufológicas abun­dam. O Sefer-ha-Zohar (Vayehi 21, 8b-9a), com relação à hora do juízo universal, fala de um mensageiro cuja proclamação será ouvida "nos 270 mundos" (no apócrifo Elenchos 7.27 fala-se de uma "Grande Ignorância" que será estendida por Deus "sobre todo o Cosmos, para que todos os seres fiquem de acordo com a sua natureza, e que nenhum deseje algo em contrá­rio"; esse Deus recorda o Criador ciumento do paraíso terrestre). O Midrashim fala explicitamente das naves extraterrestres, chamadas "carruagens dos anjos" (outros jewish UFO files, textos hebraicos contendo idéias ufológicas, os chamavam de carros querubínicos ou ma'asse merkavhah, "aquilo que se relacionava ao carro", porque se referiam ao carro divino descrito pelo pro­feta Ezequiel). Com relação à nuvem que guiava Moisés e os hebreus duran­te o êxodo (presente em Números 2 e 10), explicita-se: "Uma espécie de raio que saía da nuvem servia para indicar em qual direção deviam marchar... e aqui se manifestava a grandeza de Moisés, porque a nuvem da Divina Majes­tade não descia sobre o acampamento antes que Moisés pronunciasse estas palavras: 'Torna, ó Senhor, aos milhares de batalhões de Israel'". Na miste­riosa nuvem do Êxodo, muitos ufólogos viram justamente a descrição mitificada de um disco voador. Fala-se de vôos cósmicos no 13° capítulo de Midrash Rabba, no momento em que se coloca que o célebre comandante Alexandre Magno voou no céu. A descrição que o guerreiro faz da Terra vista do alto é desconcertante por ser absolutamente fiel e real: "Olhou a Terra e viu que era similar a uma bola e que todos os mares pareciam pequenas bacias...". Ainda que na época se acreditasse que o nosso planeta fosse um prato colo­cado sobre quatro colunas, o texto hebraico acenava claramente para uma esfera! E o reforçava mais adiante quando o comandante, ao voltar para a Terra, "ordenou a um pintor que pintasse o seu retrato colocando na sua mão um globo. Isso deveria significar que Alexandre, o Macedônio, reinava sobre todo o mundo, o qual é comparável a uma pequena esfera...".
Ainda em Midrashim, ficamos sabendo sobre um tipo de viagem no espaço feita pelo patriarca Jacó, que pôde assim observar os veículos espa­ciais, logo após a visita de alguns anjos que são apresentados como subordi­nados e dominados pelo próprio patriarca. Ao comentar o versículo de Gênesis 32:3 "E chamou este lugar de Mahanàim" (referindo-se justamente a um encontro de anjos), o Midrashim comenta: "O que quer dizer Mahanàim? Dois batalhões. Na verdade, quando Jacó sai da casa paterna em direção a Aram Naharaim, os anjos que desenvolviam as suas ordens na terra de Israel o acompanharam até as suas fronteiras, chegando ao extremo limite, se retiraram e outros anjos tomaram o seu lugar para acompanhá-lo. As­sim, ao retornar da morada, em Labão, os anjos que tinham sido confiados a Jacó o acompanharam até os confins da terra de Israel. Quando os anjos daquela terra perceberam a vinda de Jacó, foram ao seu encontro para acompanhá-lo; na verdade foi dito: quando sobrevieram mensageiros de Deus (32:2): os dois batalhões estavam próximos a ele; e foi entre esses anjos que ele escolheu os mensageiros a serem enviados". (Tanchuma-Vaislach 3) Logo após a misteriosa viagem "aos confins do mundo" (ou da Terra?), foram mostradas a Jacó as naves voadoras com as quais os "an­jos" se movimentavam no espaço. O Midrashim refere-se assim: "Diz Gênesis 32:4, E Jacó enviou diante de si mensageiros. Foram, na verda­de, confiados a Jacó dois batalhões de anjos. De quantos anjos é composto um batalhão? De milhares e dezenas de milhares, como foi dito de fato: Os carros do Senhor são dezenas de milhares (Salmo 68:18)". E confirma que estes são guiados por "anjos revestidos de armaduras de ferro"...

A VERDADEIRA GÊNESE DO HOMEM

As primeiras referências aos alienígenas, indícios antes explícitos e agora escondidos por mais de 80 mil traduções manipuladas da Bíblia, sur­gem já no momento da criação da humanidade.
O Dicionário do Cristianismo refere-se textualmente aos "arcanjos que recebem as iluminações divinas por intermédio de potências superiores". Dificilmente quem lê poderá entender o real significado dessa definição, se não conhece aramaico; essas "potências" são, na realidade, as Potências do antigo Judaísmo politeísta, os Elohim ou "deuses", transformados com o tar­dio Judaísmo e o primitivo Cristianismo em potências angelicais e sobera­nos dos arcanjos, e até mesmo "Soberanos" infernais. Essa confusão foi transmitida nas várias religiões, envolvendo até mesmo o Islã: os muçulma­nos de Moçambique acreditam que os criadores (cruéis) da humanidade sejam os djins.
Como foi possível surgir tal equívoco é fácil de explicar. No Gênesis, há na verdade duas histórias sobre a criação, e isto porque o livro é com­posto por dois documentos: o "Código J", mais antigo, difundido entre o povo de Judá em 700 a.C., e o "Código P", do século VI a.C., na época do cativeiro babilônico (os dois códigos foram unidos em 500 a.C.). Apesar de os dois originais nunca terem sido encontrados, lendo o texto, fica clara a diferença entre o Deus criador do mundo e do homem, denominado El (ou Elohim, que significa "As Potências"; depois passadas para a mitologia hebraico-cristã como as "Potências celestes", a corte angélica de Deus) e o Yahweh do "Código P" (Jeová, segundo uma tradução incorreta), que ajuda os hebreus a deixarem o Egito. Este último seria uma divindade me­nor; e ainda, de acordo com alguns exegetas cristãos dos primeiros séculos, considerados "heréticos", e de acordo com algumas seitas cristãs do ano mil, Yahweh seria um anjo criado por Deus, que depois se revoltou contra Ele (e por isso foi transformado em Diabo!). A moderna ufologia, que vai do inglês Brinsley Le Poer Trench ao hebreu russo-americano Zecharia Sitchin, do irlandês Desmond Leslie ao astrônomo americano Morris Jessup e até o guru francês Claudio Vorilhon Rael, viu nesse "anjo caído", na rea­lidade, um alienígena passando-se por deus. A hipótese sustentada por muitos autores modernos foi aos poucos apresentada e motivada com argumentos que iam do científico (como no caso do astrônomo Jessup) ao lingüístico (com Sitchin, profundo conhecedor das línguas hebraicas e sumérias), às crenças mais exageradas (como no caso de Rael, que sustenta ter tido a revelação diretamente dos extraterrestres, coisa difícil de acreditar). Além disso, a idéia de uma divindade comum a toda humanidade, mesmo sendo menor, foi sustentada no passado, em âmbito acadêmico, pelo biblicista Charles Marston: "Quando se nota que existe identidade entre o grego Deus Pai, Zeus Pater, e o sânscrito Dyaus-Pitar (em pali Dju Piter) da antiga Índia, Júpiter da antiga Roma e Thor da antiga Escandinávia, deduz-se que esses diversos povos tiveram todos, em uma determinada época, o mesmo Pai Celeste, a mesma crença monoteísta que degenerou em seguida no politeísmo, como aconteceu na Mesopotâmia, no Egito e na China". Yahweh Elohim, que no segundo capítulo do Gênesis cria o homem e a mulher, amaldiçoa-os porque pecaram e os expulsa do paraíso terrestre, é muito diferen­te de Elohim (nome das traduções bíblicas menos manipuladas, como a versão Garzanti do padre Bonaventura Mariani, 1964) que cria o homem "macho e fêmea" e, bendizendo-o, coloca-o no paraíso terrestre (esse ser bissexuado era considerado, pelos primeiros padres da Igreja, um anjo; e o episódio foi relido como a criação da corte celeste de Deus).
O primeiro versículo da Bíblia, na verdade, traduzido durante milênios como "No princípio, Deus criou o Céu e a Terra", nas versões mais antigas, e mais próximas ao hebraico, soava desta maneira: "No princípio, Elohim (= os deuses, as Potências) criou os céus (mais de um, portanto, mais mun­dos habitados) e a Terra". Essa versão também é reencontrada em um texto traduzido do alemão e publicado pela Mondadori em 1991, no capítulo intitulado "Milhares de mundos primordiais". Leiamos: "No princípio, Deus criou milhares de mundos. Mas não Lhe agradava nenhum. Destruía-os e os criava novamente. Mas também esses não iam bem. No final, estendeu a Sua mão direita e arqueou o céu, depois estendeu a Sua mão esquerda e fundou a Terra. Esse era o melhor dos mundos possíveis, no qual hoje nós vivemos". À parte da discutível conclusão, o texto é, na realidade, uma versão livre do texto hebraico Genesi Rabbab, o Gênesis rabínico ao qual se remetia o chefe da academia talmúdica de Cesaréia, rabino Abbahu (230-320), que deixou escrito: "Deus viu tudo o que havia feito. Eis que era muito bom" (Gênesis 1:31) "porque antes havia criado mundos que não lhe agradavam, e pouco a pouco os destruía todos. Depois fez este e disse: esse me agrada" (Genesi Rabbah 3:7). Essa história foi considerada verdadeira pelos hebreus, mas, na versão da Mondadori, fica claro que é um conto, aliás, o episódio é apresentado como uma fábula, tanto é que o título do volume é, não por acaso, Fábulas hebraicas! Todavia, a crença sobreviveu de maneira clandestina junto a tantos Pais da Igreja. São Cirilo de Jerusalém, mesmo se referindo aos anjos, repetia sempre: "A Terra que nós habitamos é como um pontinho; o céu possui um número de habitantes tão grande quanto a dimensão do espaço; o céu dos céus contém um núme­ro incalculável deles". Seitas heréticas também acreditavam nos mundos habitados, como aquelas dos maniqueístas, nascidos em 240 na Pérsia e Beluchistan, cujos escritos foram depois retomados pelos cataros. Estes, no Trattato dei manichei [Tratado dos Naiqueístas], no parágrafo "Os novos céus", interpretavam como uma prova da existência de outras terras a frase de São Pedro, na segunda Carta: "Nós esperamos novos céus e uma nova Terra, nos quais habitará a justiça" (2Pd 3: 13).
Mas vamos à versão cristã, a clássica e antiquada concepção do tes­tamento (Gênesis 1):

"Primeira história da criação. [1] No princípio Deus criou o céu e a Terra" (o rabino Benun traduz céu por Sham Ma'yim, lá tem água, para reforçar a crença de que os céus seriam separados por cavidades líquidas).

"[2] E a Terra era sem forma e vazia e havia trevas na superfície do abismo; o espírito de Deus pairava na superfície das águas. [3] Deus disse: 'Haja luz!' E a luz veio a ser" (segundo Benun, tratava-se de "uma luz que não aquecia"; por isso seria criado o Sol).

"[4] Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. [5] E Deus chamou a luz de dia e as trevas chamou de noite. Houve uma tarde, houve uma manhã: o primeiro dia. [6] Deus disse: 'Que haja um firmamento no meio das águas, e que ele separe as águas das águas'!" (mas o Midrash Konen, um texto hebraico da Alta Idade Média, comentado no século XII pelo místico Yishaq, o Cego, adverte para "não ler raqia’ firmamento, mas qeria', ruptura". Através dessa ruptura no céu, um tipo de abertura hiperdimensional, passavam provavelmente as várias raças alienígenas; o russo E. Jaroslavskij traduz por "parede sólida").

"[7] Deus fez o firmamento e separou as águas inferiores do firma­mento, das águas superiores. E assim aconteceu. [8] Deus chamou o fir­mamento de céu".

"Houve uma tarde, houve uma manhã: segundo dia. [9] Deus disse: "Que as águas inferiores ao céu se juntem em um só lugar e apareça o continente". E assim aconteceu. [10] Deus chamou o continente de Ter­ra; chamou de mar o conjunto das águas. Deus viu que isso era bom. [11] Deus disse: "Que a Terra se cubra de verdura, de erva que produza a sua semente e de árvores frutíferas que, segundo a sua espécie, produzam sobre a terra frutos contendo em si a sua semente"!" Assim aconteceu. [12] A terra produziu verdura, erva que produz a sua semente, segundo a sua espécie, e árvores que produzem frutos contendo em si a sua semen­te, segundo a sua espécie. Deus viu que isso era bom. [13] Houve uma tarde, houve uma manhã: terceiro dia. [14] Deus disse: "Que haja lumina­res no firmamento do céu para separar o dia da noite, que eles sirvam de sinal tanto para as estações como para os dias e os anos, [15] e que sirvam de luminares no firmamento do céu para iluminar a Terra". Assim aconteceu. [16] Deus fez dois grandes luminares, o grande luminar para presidir o dia, o pequeno para presidir a noite, e as estrelas. [17] Deus os estabeleceu no firmamento do céu para iluminar a Terra, [18] para presi­dir o dia e a noite e separar a luz da treva. Deus viu que isso era bom. [19] Houve uma tarde, houve uma manhã: quarto dia. [20] Deus disse: "Que nas águas pululem enxames de seres vivos e que o pássaro voe acima da Terra em face do firmamento do céu". [21] Deus criou os gran­des monstros marinhos e todos os pequenos seres vivos, os quais pululam nas águas segundo a sua espécie, e todo pássaro alado segundo a sua espécie. Deus viu que isso era bom. [22] Deus os abençoou dizendo: "Sede fecundos e prolíficos, enchei as águas dos mares, e que o pássaro prolifere sobre a Terra!" [23] Houve uma tarde, houve uma manhã: quin­to dia. [24] Deus disse: "Que a Terra produza seres vivos segundo a sua espécie; animais grandes, animais pequenos e animais selvagens segundo a sua espécie". Assim aconteceu. [25] Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais grandes segundo a sua espécie e todos os animais pequenos do solo segundo a sua espécie. Deus viu que isso era bom. [26] Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança, e que ele submeta os peixes do mar, os pássaros do céu, os animais grandes, toda a Terra e todos os animais pequenos que rastejam sobre a Terra!" [27] Deus criou o homem à sua imagem, à ima­gem de Deus ele o criou: criou-os macho e fêmea. [28] Deus abençoou e lhes disse: "Sede fecundos e prolíficos, enchei a Terra e dominai-a. Submetei os peixes do mar, os pássaros do céu e todo animal que rasteja sobre a Terra!" [29] Deus disse: "Eu vos dou toda a erva que produz a sua semente sobre toda a superfície da Terra e toda árvore cujo fruto produz a sua semente; tal será o vosso alimento. [30] A todo animal da terra, a todo pássaro do céu, a tudo o que rasteja sobre a Terra e que tem sopro de vida, eu dou como alimento toda a erva que amadurece. Assim aconteceu. [31] Deus viu tudo o que havia feito. Eis que era muito bom. Houve uma tarde, houve uma manhã: sexto dia." Assim termina a história sem nenhuma expulsão do Paraíso; não somente isso, o capítulo segundo do Gênesis especifica: "[1] O céu, a Terra e todos os seus elementos foram terminados. [2] Deus terminou no sétimo dia a obra que havia feito. Ele cessou no sétimo dia toda a obra que fazia. [3] Deus abençoou o sétimo dia e o consagrou, pois tinha cessado, nesse dia, toda a obra que ele, Deus, havia criado pela sua ação".

UFO PROJETO GÊNESE

Mas existe quem, ao contrário, se baseie em posições radicais. Em 1993, o professor Thomas Thompson, autoridade mundial em Arqueologia Bíblica, declarou no livro The Early History of Israelitic People (do qual o jornal londrino The Independem on Snnday publicou uma prévia) que "personagens do Antigo Testamento, muito populares entre as pessoas co­muns, como Moisés, Abraão, Jacó, Davi e Salomão," nunca existiram e que até mesmo os dez primeiros livros da Bíblia são quase que certamente frutos da fantasia, já que foram escritos entre 500 e 1.500 anos após os fatos que eles pretendem narrar". Segundo o professor da Universidade Americana Marquette, a total falta de provas históricas e arqueológicas de muitos eventos citados na Bíblia leva à conclusão, entre outras coisas, de que "o exílio do povo de Israel no Egito, o êxodo e a conquista da Terra Prome­tida nunca aconteceram".
Na verdade, não é exatamente assim, pois nos anos sucessivos à pu­blicação do livro de Thompson diversas descobertas arqueológicas talvez tenham confirmado a existência de alguns personagens do Antigo Testa­mento; mas o grande número de polêmicas e as diferentes posições dos estudiosos nos fazem refletir sobre o quanto, neste sentido, é necessário tomar cuidado, principalmente quando se busca interpretar antigos escritos, normalmente descontextualizados. Existe, por exemplo, um consolidado e entusiasmado movimento de apoio ao "criacionismo católico" formado por diversos estudiosos e crentes propensos a uma interpretação literal do Gênesis, sustentando-a também com argumentações científico-racionais. O físico australiano John F. Ashton, em 1999, encontrou 50 cientistas cris­tãos favoráveis ao criacionismo e os entrevistou para a publicação New Holland (no exato momento, chegou o exame do cientista materialista Colin Groves, na Skeptic); apesar de que tudo isso possa parecer um resquício medieval, o próprio Vaticano, nos últimos anos, procurou conciliar o texto do Gênesis (atualmente considerado apenas de valor teológico) com o evolucionismo (aceito como dado científico). A médica Anna Maria Cenci, autora de uma coluna semanal na Radio Maria, escreveu um livro que também foi apreciado pelos protestantes, no qual ela procurou provar com dados científicos o valor do texto bíblico, sem se apoiar na Hierarquia ou na Tradição, como normalmente se faz (os protestantes, no entanto, criticaram a distinção feita entre o tempo de elaboração e o de realização do projeto de Deus). A estudiosa afirma que "a pesquisa biológica e a Paleontologia fizeram grandes progressos até admitir a existência real da criação, mas os sacerdotes do evolucionismo fingem acreditar que o seu dogma seja ainda válido..." Tudo isso pode ser legítimo e válido, se não se pretende oferecer uma interpretação literal do Antigo Testamento. E errado, por exemplo, procurar redimensionar a idade da Terra (com cinco bilhões de anos, em uma galáxia que tem 50 bilhões de anos), como fazem os hebreus, um dos quais, o já citado rabino Benim, declarou em 2001, no popular programa de televisão Maurizio Costanzo Show, que para eles "a idade do mundo era de 5.762 anos", e que um ano da vida de Deus correspondia a mil dos nossos anos"; ou como os evangelistas, que afirmam na Internet que "o nosso mundo é mais jovem do que se imagina". Um deles, Renato Gallo, escreveu que "os evolucionistas afirmam que a Terra tem cerca de 10 bilhões de anos, mas existem diversos motivos para se acreditar que essa idade seja exagerada. Algumas provas que reportamos indicam uma ida­de máxima de milhares de anos, como se observava na Bíblia. Também onde surge indicada uma idade máxima de milhões de anos, igualmente se contesta a idéia evolucionista que necessita de bilhões de anos. Uma ida­de máxima de anos, portanto, não impõe que a Terra tenha efetivamente aquela idade, por isso não nega necessariamente o horizonte bíblico de cerca de 10 mil anos...".

AS SEIS ERAS DO MUNDO

Mas até mesmo sobre os seis dias de criação se acenderam violentas disputas, como no passado. Orígenes (185-254), fundador da igreja alexandrina, homem de vasta cultura e defensor do método alegórico de interpretação, foi o primeiro a considerar os "dias" da criação de modo não literal. O mais famoso dos padres latinos, Santo Agostinho (354-430), seguiu Orígenes na argumentação de que os "dias" da criação devem ser compreendidos muito mais de modo alegórico do que literal (A Cidade de Deus, XI, 4-7). Agosti­nho ensinava que Deus criou o mundo em um instante, mas nem Agostinho nem Orígenes tinham em mente um conceito evolutivo. Para eles, era mais importante, do ponto de vista filosófico, atribuir a Deus uma atividade criativa sem relação com o tempo humano. Os reformadores protestantes do século XVI insistiram sobre o sentido literal das Escrituras, isto é, o significado sim­ples do texto. Martinho Lutero, nas Leituras sobre o Gênesis, escrevia: "Nós sustentamos que Moisés falou no sentido literal, não no figurado ou alegórico, que o mundo, com todas as suas criaturas, foi criado em seis dias, no sentido literal das palavras", especificando que entendia um dia de 24 horas. O con­ceito de longos períodos de tempo na compreensão da origem da Terra foi introduzido nas publicações de James Hutton (1726-1797) e Charles Lyell (1797-1875), que começaram a interpretar os dias do Gênesis de maneira não literal, porque a nova visão do mundo que estava se desenvolvendo exigia longos períodos de tempo. Entre os primeiros a aceitar essa tese, estavam os concordistas. O estudioso inglês John C. L. Gibson sustenta que Gênesis 1 deve ser entendido como uma "metáfora", "narrativa" ou "parábola", não como um simples resumo dos acontecimentos da criação. Em 1983, o co­mentarista alemão Hansjorg Braumer declarou: "O dia da criação, descrito como contendo manhã e noite, não é uma unidade de tempo que pode ser determinada pelo relógio. É um dia divino, em que mil anos são como o dia de ontem (Salmo 90:4). O primeiro dia da criação é um dia divino. Não pode ser um dia terreno já que a medida temporal, o Sol, ainda não existia. Portanto, não causará nenhum dano à história do Gênesis incluir a criação em ritmos de milhões de anos". D. Stuart Briscoe, um criacionista progressista americano, no seu comentário sobre o Gênesis afirma: "O cientista naturalista fala com convicção em termos de milhões de anos e eras de evolução, enquanto aque­le que crê na Bíblia considera os seis dias e diz a si mesmo: fazer o quê... Não é nem um pouco irracional acreditar que o dia (yom, em hebraico, que pode ser traduzido literalmente como período) não se refira a dias literais, mas a eras e idades em que foi completado o trabalho progressivo de Deus". Tal convicção era expressa nos evangelhos apócrifos como o Livro dos Jubi­leus, que narra a vinda à Terra de estranhos anjos (muito similares aos visi­tantes espaciais) e de suas maldades, "por jubileus e jubileus" (eras).
O evangelista Gerhard F. Hasel, docente de Antigo Testamento e Teologia Bíblica na Andrews University, Berrien Springs, Michigan (EUA), afirmava que "considerar os dias da criação longos períodos de tempo trans­forma o sexto dia em sexta época da criação: isso abre a porta a alguns tipos de homo sapiens anteriores a Adão, colocando em crise o ponto de vista bíblico, no qual Adão e Eva foram os primeiros seres humanos criados por Deus...". Na verdade, está exatamente aqui a chave do enigma. Os Elohim, antes da formação deste mundo, criavam outros planetas, nos quais viviam os alienígenas. "Milhares de mundos criou o Senhor no princípio", afirmam as As Lendas do Povo Judeu, na tradução de 1913 de Bin Gorion; "depois criou novamente outros mundos, e são todos insignificantes diante dele. O Senhor criou outros mundos e os destruiu, semeou plantas e as arrancou, porque eram ainda confusas e se contrapunham à criação. E continuou criando e destruindo mundos, até criar o nosso". Os rabinos comentadores da Bereshit Rabba acenam para 26 gerações "no momento da criação, as outras não nasceram". São 27 os universos descritos no Manoscritto copto, conservado junto à coleção Borgia di Napoli e atribuído ao hebreu Simon Mago que, referindo-se claramente à tradição rabínica, declara: "Quando o Pai havia terminado de criar os 12 universos que nenhum anjo conhecia, criou então sete outros universos. Além daque­les sete, criou outros cinco; depois, externamente àqueles cinco, criou ainda três. Esses 27 universos estão todos para além do céu e desta Terra". Diferentemente, segundo os livros da Qabbalah (1200 d.C.), são sete os mundos que contêm o conhecimento esotérico rabínico; trata-se de mundos descritos de maneira simbólica e às vezes aparentemente infantil, mas com a clara intenção de fornecer elementos sobre a possibilidade de habitação dos outros planetas. Um deles, o "mundo de Geh", foi habitado por plantadores de árvores que, no entanto, "não conheciam o grão nem nenhuma espécie de cereais. O mundo deles é sombreado e existem muitos animais grandes". Os habitantes de Nesiah "são pouco desenvolvidos e apresentam no lugar do nariz dois buracos na cabeça, pelos quais respiram. Têm memoria curta e normalmente não se lembram por que começaram um trabalho. Acima do seu mundo brilha um sol vermelho. Os habitantes do mundo Tziah não são obrigados a comer aquilo que os outros seres comem. Procuram sempre canais de água; possuem aspecto fascinante e têm mais fé do que todos os outros. São dotados de grandes riquezas e possuem muitas construções belas. O terreno é seco, e sobre ele brilham dois sóis. Os habitantes do mundo de Thebel nutrem-se de água. Eles são superiores a todos os outros seres e o seu mundo é dividido em regiões, nas quais os habitantes são subdivididos com base nas cores e nos rostos. Eles têm a capacidade de ressuscitar os mortos. O mundo é muito distante do Sol. Os habitantes do mundo de Erez são descendentes de Adão. E também os habitantes de Adamah são os descendentes de Adão, porque Adão se lamentava da desolação de Erez. Eles cultivam a terra e comem plantas, animais e pão. São tristes na maioria das vezes e combatem entre si com freqüência. Esse mundo conhece a subdivisão em dias e são capazes de ver as constelações. Antes foram constantemente visitados pelos habitan­tes do mundo de Thebel, mas os visitantes perderam a memória em Adamah e não sabiam mais de onde vinham. Os habitantes do mundo de Arqa se­meiam e colhem. Os seus rostos são diferentes dos nossos. Eles visitam todos os mundos e falam todas as línguas. Destes últimos, os Arcontes ou Vigilantes, se fala também em Sepher ha-zohar, ou o Livro do Esplendor, do rabino Shim'on bar Jochai (130 - 170 d.C.), no qual vem até mesmo citado o diálogo entre o rabino Yosseph e um sobrevivente do misterioso mundo de Arqa (Hurqalya para os muçulmanos, que com tal termo indica­vam um universo paradimensional, parecido com o nosso).
Segundo a antiga crônica sapiencial, depois de uma grande catástrofe que aconteceu sobre a Terra, uma destruição "pelo fogo" (uma chuva de meteoritos?) o rabino Yosseph e um grupo de sobreviventes encontraram-se casualmente com um estrangeiro, saído de uma abertura e que tinha "um rosto diferente". Ele afirmava vir de "um mundo diferente do nosso", com "estações diferentes" e sementes "que podiam ser alternadas somente com anos de distância"; um mundo em que a disposição das estrelas "era diferente daquela que se podia observar daqui", que tinha uma população poliglota (ou telepática?) que "visitara todos os mundos existentes": os sete planetas da Cabala. Desses mundos habitados, somente a gente de Arqa "havia enviado mensagens sobre os outros", isto é, seria capaz, na época, de viajar no espaço. Esses eram os próprios extraterrestres, os "pilotos dos discos voadores" da fenomenologia UFO.
Ainda nos comentários da Torá (a lei hebraica de origem divina), como em Os Mitos dos Hebreus, está escrito textualmente que "quando Deus fez os nossos céus e a nossa Terra de hoje foram, além disso, forma­dos os novos céus e a nova Terra (cfr. Isaías 66,22) e os 196 mil mundos que Deus criou para a sua glória"; e na Mishnah (a tradição oral hebraica) existe uma passagem (infelizmente considerada apócrifa porque foi incluí­da tardiamente) na qual se diz que "no tempo que virá, Deus concederá a cada justo 310 mundos" (afirmação confirmada também nos comentários Petirat Mosheh e no Qetoret ha-Samim; 340 são os mundos citados em 'Alfa' Beta' de-Rabbi 'Aqiva; 390 no Derek 'Eresh e no Targum Yerushalmi; 18 mil no 'Avodah Zarah e em Seder Rabbah de-Bereshit), enquanto a Idra Suta chega a afirmar a existência de umas "360 miríades de mundos". No texto A Criação do Mundo das Haggadah (ou Os Mitos dos Hebreus, a tradição da história sacra hebraica), está claramente des­crita a existência de sete céus (o segundo deles hospeda os planetas; o quarto, o anjo Miguel; o quinto, os batalhões angélicos; o sexto, o anjo caído Metatron; o sétimo, as almas, os Serafins, os 'Ofanim ou Tronos', as hayyot e os anjos sacerdotes; e de sete terras, cada uma delas "separada da se­guinte por meio de cinco extratos". Na quinta, residem as almas dos maus, guardadas pelos anjos da destruição; na segunda, chamada Tevel e consi­derada "a primeira a ser habitada por criaturas vivas", viveriam "365 espé­cies, todas diferentes em tudo daquelas que vivem sobre a nossa Terra. Algumas possuem cabeça de homem em corpos de leão, de serpente ou de bois; outras possuem corpo humano e cabeças de um desses animais. Além disso, Tevel é habitada por seres humanos com duas cabeças, quatro mãos e quatro pés: todos os membros em dobro, exceto o tronco. Essa espécie de humano se distingue pela sua grande retidão, e também nisso diverge da espécie que povoa a nossa terra...".
Apesar de no século XII o Judaísmo ter sofrido uma profunda revisão graças ao filósofo hebraico (e aristotélico) Moisés Maimonide, a visão que a casta rabínica continuou a impor por séculos foi aquela de uma única Terra habitada, povoada por homens a serviço somente de um deus, por sua vez único. E com o bispo cristão Gregório de Nissa (335 - 394) se impôs, por meio da obra A Criação do Homem, a visão que colocava a formação do homem não por causa da queda das almas nos corpos (como acreditavam os gnósticos), mas ligada ao fato de que Deus tivesse criado o homem "desde o princípio por inteiro" (isto é, com alma e corpo).
A teoria segundo a qual os dias da criação são "dias de revelação" é sustentada hoje por alguns estudiosos e tornou-se proeminente por causa do geólogo escocês Hugh Miller no século XIX. Em 1946, P.J.Wiseman a retomou, em uma obra reimpressa em 1977 (Clues to the Creation in Genesis, Londres 1977, pp. 109-207). Segundo essa interpretação, Deus não criou o mundo em seis dias, mas em um período de tempo indetermina­do. Em seis dias literais, Ele somente o revelou e o explicou ao homem. A frase recorrente "e Deus disse" é usada para sustentar a teoria de que os "dias" da criação são, na verdade, "dias de revelação". Segundo essa teoria, o mundo não exigiria uma origem relativamente recente e nem mesmo uma criação em seis dias, literalmente, de 24 horas. Ademais, o termo he­braico yôm que assume uma grande variedade de significados, incluindo al­guns amplos, como "tempo", "vida", etc., aparece 2.304 vezes no Antigo Testamento e em 1.452 está no singular. No Pentateuco, esse termo é usado 668 vezes e no livro do Gênesis, 152 vezes, das quais 83 no singular e as outras no plural. Em Gênesis está ligado à preposição "be" (para ler como “be yôm"); o biblicista o utiliza em uma relação construída com a forma infinita de "asah", "fazer": literalmente se lê "no dia do fazer". Os seis dias são, portanto, o mesmo número de épocas em que os Elohim discutiram sobre como modificar as matérias inertes presentes na Terra, e também, em épo­cas sucessivas, as raças já existentes na Terra, manipulando uma parte delas, transformadas nos "Adãos" (termo que não significa apenas "homem", mas também "humanidade"). A impressão que se tinha cruzando a leitura dos vários Jewish UFO files é que, na memória histórica da humanidade, sobre­vivesse a lembrança ancestral de um grupo de visitantes espaciais, os Elohim, trocados primeiramente por deuses, depois homologados em um deus único, que criaram o homem (ou melhor, parte da humanidade) neste planeta. A ciência moderna justamente nos explica ademais que o ser humano não é fruto de uma criação, mas de uma evolução; as duas visões não são contraditórias; não somente porque não se pode excluir que a "criação" não seria outra coisa senão o processo de aceleração evolutiva de um macaco, mas também porque não está completamente demonstrado que o experimento Gênesis dos Elohim tivesse criado toda a vida deste planeta.


A CRIAÇÃO PELE-VERMELHA

Nos textos hebraicos originais, a distinção entre a criação das criatu­ras celestes (os alienígenas) e das terrestres é clara. Eis como as coisas realmente aconteceram segundo o Midrashim: "Estas são as gerações do céu e da terra (Gênesis 2,4). Disse Rabbi Shimeon filho de Chalafta: é bem grande a paz, se o Santo, bendito Ele seja, quis estabelecer paz e harmonia entre os seres celestes e os terrestres, no momento da criação. No primei­ro dia, de fato, criou seres pertencentes ao mundo celeste e ao mundo terrestre, como foi dito: No princípio, criou o Senhor o céu e a terra. No segundo dia, criou seres celestes, como foi dito: Faça-se o firmamento.
No terceiro dia, criou os seres terrestres, conforme o que está escrito: Produza a terra. No quarto dia, criou seres celestes, como foi dito: Façam-se os astros. No quinto dia, criou os seres terrestres, como foi dito: Produzam as águas. No sexto dia, criou o homem e disse: Se o criar pelo mundo celeste, este será superior ao terrestre por um ato da criação, e assim, se o criar pelo mundo terrestre, este seria superior ao outro e não existiria har­monia no universo; por isso o criarei participante dos dois mundos, segundo aquilo que foi dito: e o Senhor Deus formou o homem como pó da terra, isto é, criou-o por meio do mundo inferior, mas soprou sobre suas narinas um hálito vital, isto é (criou-o), pelo mundo superior (Bereshit Rabba 12)". Essa dúplice natureza estabeleceria uma ligação entre o homem e os aliení­genas, conforme o Bereshit Rabba, o texto da Gênese, segundo os rabinos.
É esclarecedor depois cruzar com as tradições indígenas (existe uma longa tradição que liga os índios da América aos alienígenas; diz-se que os primeiros teriam tido durante muitos séculos contatos com o povo do espaço, que os Sioux Lakota sabiam ler os círculos no milharal e, além disso, há séculos utilizavam aqueles símbolos como alfabeto; que a tribo dos Anasazi, misteriosamente desaparecida, teria sido levada para o espaço pelos ETs). Com certeza sabemos que os Cherokees acreditavam em um tempo, ante­rior à criação do homem sobre a Terra, no qual "as criaturas vivas moravam lá em cima, acima do arco-íris; mas o espaço era pouco e, em um determina­do momento, os animais estavam tão espremidos que não conseguiam mover-se". E os Osages transmitiram este conto religioso: "Os Hongas, espíritos Sagrados dos sete lares, reuniram-se e disseram entre eles: Irmãos, não deveríamos nós homens deixar o Sol e descer sobre a Terra para nos tornarmos um povo?". "Quando os homens não tinham ainda aparecido, o Chefe dos Espíritos Celestes decidiu deixar o Mundo Superior, onde conti­nuamente soprava um vento frio e fatigoso. Com uma pedra escavou um buraco no solo e, empurrando para baixo a neve que o recobria, formou uma montanha, que mais tarde seria chamada pelas pessoas de Monte Shasta. Empunhando o seu robusto cajado, o Senhor do Alto desceu por uma nuvem sobre o pico" (como o Deus dos hebreus, que aparecia em forma de nuvem sobre o Monte Sinai. No caso desta lenda Modoc, peles- vermelhas Penuti, hoje estabelecidos nas reservas do Oregon e de Oklahoma, é curioso notar a referência ao Monte Shasta, transformado no século XVIII no mundo cônca­vo interno, onde residiam os Mestres Iniciadores Imortais dos teósofos oci­dentais e, no século XIX, uma suposta base secreta dos discos voadores!). As lendas Wintu (rio Sacramento, Califórnia centro setentrional) contam: "Quando os homens existiam apenas nos projetos dos criadores, Olelbis (=Aquele lá em cima), o senhor do trovão, decidiu fazer descer sobre a terra todos os seres até então criados, que viviam com ele na sua esplêndida mora­da. Diante daquele anúncio se fez um grande falatório em Olelpanti (a parte mais alta do céu)". "As pessoas dos primórdios já haviam procurado estabe­lecer-se em três mundos, antes de chegar ao quarto", diz um mito navaho do Novo México e do Arizona (o casal nascido das espigas de milho): o povo dos primórdios havia sido isolado de todos pelo seu comportamento briguento e imoral. O novo mundo no qual chegara era imerso na escuridão, sem Sol, nem Lua, nem estrelas. No horizonte, apenas se adivinhava mais do que se via, quatro altos montes cobertos de neves...".
E nos contos dos Omahas: "No início dos tempos tudo estava na men­te do Wakonda (= Grande Mistério), tudo era espírito, esperando materia­lizar-se. Homens impalpáveis vagavam entre a terra e o céu, procurando um lugar no qual pudessem encarnar. Subiram ao Sol, mas não ficaram satisfeitos. Desceram então sobre a terra, esperando fazer a sua morada. Viram-na coberta de água. Flutuaram de norte a sul, de leste a oeste, alcan­çaram as quatro extremidades do mundo, sem distinguir um único ponto que não estivesse submerso. A dor deles era grande. De repente, das ondas do mar, emergiu uma enormerocha, que explodiu com uma violenta labare­da. As águas evaporaram pelo calor e, enquanto subiam ao céu sob a forma de nuvem, da terra seca surgiram árvores e ervas. Bandos de espíritos pousaram sob o solo e, alimentando-se das sementes e dos frutos, torna­ram-se de carne e sangue. Da terra saiu o seu hino homenageando Wakonda, criador de todas as coisas...".
Junto aos contos apaches existia até mesmo uma variante do mito de Caim e Abel (ou de Prometeu), sobre a luta pela posse do fogo, "quando os homens ainda não tinham povoado o mundo" entre "coiotes" e os misteriosos "garotos vaga-lumes". A sucessiva batalha pela posse das terras foi vencida pelos indígenas graças à cumplicidade da "Mulher pintada de Branco e do seu Filho, que, depois de ter deixado alguns poderes, subiram aos céus junto às Nascentes Quentes, no Novo México"; mas também graças à ajuda do enigmático "Povo do Trovão" e dos "espíritos Ganh saídos debaixo das montanhas, que ensinaram os rimais para estar bem. Os Ganh vestiam roupas belíssimas e trazi­am baquetas e penteados mágicos" (isso explica a persistência dos "mitos", herdados depois pelos brancos americanos, sobre as montanhas habitadas por "Mestres Espirituais", segundo a teosofia do século XVIII, e, posteriormente, pelos "Irmãos cósmicos" nos encontros da Era Atômica).
Se confrontarmos os contos da gênese hebraica com os das tradições sumérias, indígenas e africanas, temos muitas surpresas:

"Quando o alto não era ainda chamado céu, embaixo a terra parada ainda não tinha um nome; o Apsu primeiro, água do caos, o seu gerador e a forma primeira Tiamat, o caos, a geradora de todos eles; quando nenhum dos deuses tinha ainda surgido, nenhum chamado pelo nome, os destinos não fixados, então foram formados os deuses; então nasceram primeira­mente Lachmu e Lachamu".

(Enuma Elish, "Quando no alto", poema cosmogônio babilônico).

"Quando o mundo não existia ainda, no alto, lá em cima, em uma névoa de luz branca, ofuscante e sem fim, Gudatrigakwitl, o Velho Celeste, dobrado sobre a vasta extensão de águas abai­xo do céu, disse a si mesmo: É ruim que não exista a terra." (peles-vermelhas algonkines Wishosk, estabelecidos na baía californiana de Humboldt).
"No início dos tempos, quando ainda não existia a terra, um céu sem fim se extendia sobre uma vasta dimensão de águas, domi­nada pela fumaça cinza." (lenda dos peles-vermelhas Achomawni, estabelecidos ao longo do rio Pit, da Califórnia setentrional)
"Uma espessa névoa cinzenta se adensava sobre a vasta extensão de águas, sobre as quais flutuava, levada pela brisa, uma macia e cândida espuma." (pele-vermelha Yuki, Califórnia)
"Agora a terra era sem forma e deserta e as trevas recobriam o abismo e o espírito de Deus flutuava sobre as águas." (Gêne­sis bíblico)
"Depois de criado o mundo, o demiurgo não se sentia satisfeito..." (indígenas Pima, do Arizona meridional)
"De repente, um furacão levantou-se girando em torno das on­das do mar, dali saiu uma voz que, em um primeiro momento incompreensível, rapidamente se elevou como um canto harmonioso, enquanto a espuma se recolhia em uma nuvem branca, aquietavam-se os ventos e as ondas se estendiam cal­mas ao redor... Taikómol, o Demiurgo, estava criando o mundo ... Weiey! Assim seja, disse então Taikómol, e com a sua pala­vra estendeu a terra sobre um plano horizontal, em todas as direções." (pele-vermelha Yuki, Califórnia)
"Deus disse: Faça-se a luz! E a luz se fez." (Gênesis bíblico)
O Deus criador repete-se na Bíblia (a Jacó sofredor conta: "Quem fixou as dimensões da Terra, para que tu saibas? E quem estendeu sobre ela a corda?"), mas também na mitologia dos Dogons de Mali, uma população que em 1947 estava ainda parada na idade da pedra e cujo xamã Ogotemmeli revelou ao etnólogo francês Mareei Griaule: "Ao primeiro Antepassado, sob o olhar benévolo de Deus, foi dado um cesto entrançado para a edificação de um sistema do mundo". Os Dogons, inexplicavelmente, conhecem há sécu­los estrelas invisíveis a olho nu (como Sírius B e C, cuja existência foi confirmada apenas no século XX), consideram o Cosmos um cesto entrançado (tanto é que os seus cestos são mapas estrelares em miniatura, com entrechos simbolizando estrelas e planetas; e os seus campos de trigo, que reproduzem em pequenas dimensões o "sistema do mundo", são idên­ticos à ponta de uma navezinha espacial. Leia Deus d'água, de Marcel Griaule, Red Edizioni, texto publicado na França em 1948, mas terminado em setembro de 1947, quando se falava há apenas quatro meses dos UFOs).
"No início dos tempos, a Terra era inteiramente recoberta pela água e os seres vivos habitavam um mundo subterrâneo imerso na escuridão, ilu­minado pela tênue luz de penas de águias acesas como tochas. Todas as criaturas que povoavam o subsolo possuíam a capacidade de falar: não apenas os vegetais, os animais e os Apaches Jicarilla, mas também as pedras. E cada um dizia a sua..." (Apaches Jicarilla)
"Raposa Prateada (o animal - Deus criador do mundo) disse: Al­guém deve surgir das nuvens cinzentas. Encontrou Coyote. Criaremos o mundo, disse a Raposa Prateada." (pele-vermelha Achomawni)
"O Velho Celeste fez o homem, que recebeu o nome de Chkekowik; colocou ao seu lado uma mulher, para não vê-lo só. Considerou a vastidão do mundo e disse: Surja a névoa..." (pele-vermelha Wishosk)
"Então o Senhor Deus fez descer uma névoa sobre o homem, que adormeceu; tirou-lhe uma das costelas... e formou uma mulher e a condu­ziu ao homem." (Gênesis bíblico, segundo uma tradução diversa da edição das Paulinas)

ADÃO, O SERVO TOLO

Durante um congresso sobre paranormalidade realizado na região de Rimini, na cidade de Bellaria, Zecharia Sitchin desafiava o monsenhor Corrado Balducci, um alto expoente do Vaticano convicto de que os ovnis são reais e extraterrestres, aconvencê-lo de que o homem teria sido criado pelos ETs. Sendo Balducci diplomático de profissão, a disputa, que teve como testemu­nha mais de mil participantes do congresso, resolveu-se de maneira indolor. Os dois estudiosos chegaram a uma conclusão comum: que a vida extrater­restre existia, que os alienígenas podiam ser mais avançados do que nós e que o homem poderia ter sido "adaptado" por um ser sensitivo preexistente. Esta última afirmação, divulgada não por Balducci (que é uma pessoa sobretudo muito conciliadora e tolerante na sua fala) mas por Sitchin, a meu ver deve ser observada com cuidados, já que poderia ser apócrifa. Segundo Sitchin, o monsenhor teria respondido que os estudos do judeu se interessa­vam pela matéria e não pelo espírito, que é aquilo que interessa à Igreja. O alto prelado italiano teria citado um grande teólogo, padre Marakoff, muito respeitado pela Igreja, que teria formulado a hipótese de que "quando se diz que Deus gerou o homem e lhe deu uma alma, o texto bíblico poderia ter se referido não a uma criação a partir do barro ou da cal, mas por meio de qualquer coisa preexistente, o que inclui também um ser sensitivo, capaz de sensibilidades e percepções". "A idéia de um pré-homem ou primata não corrompe a mensagem cristã", teria concluído o monsenhor, "uma vez que para a Igreja o fundamental é a distinção entre o corpo material e a alma dada por Deus".
Se Balducci, efetivamente, afirmou o que foi dito acima, então podemos dizer que um alto prelado romano teve de fato que admitir uma "criação" parcial do homem. Nesse caso, seriam verdadeiras as antigas traduções sumérias, quando nos falam dos Annunaki, chamados "os grandes Annunakis que decidem os fatos; sentavam trocando pareceres da Terra. Aqueles que criaram as quatro regiões, que ergueram os assentamentos, que cuidavam da Terra eram elevados demais para a humanidade". Eles teriam sido res­ponsáveis indiretos pela criação-formação do homem. No texto sumério Atra Hasis, fala-se que o deus Enki, após a rebelião dos Annunakis que não queriam mais trabalhar nas minas de ouro dos deuses, lançou aos ou­tros deuses uma atordoante sugestão: criar um operário primitivo que fizes­se o trabalho no lugar dos Annunakis. A discussão e a solução sugerida ecoam ainda na Bíblia: "e os Elohim disseram: criemos o homem à nossa imagem e semelhança". Muitos textos sumérios descrevem como, com a ajuda da deusa Ninmah e depois de muitas tentativas falidas, foi criado um lulu, um híbrido. Satisfeita por ter conseguido obter um "modelo perfeito", Ninmah o levantou e exclamou: "Eu o fiz com as minhas mãos". O impor­tante acontecimento vem até mesmo imortalizado sob uma marca cilíndri­ca. Comenta Sitchin: "Ele mostra o momento mais extraordinário da história da humanidade: o instante em que nós, homo sapiens, aparecemos sobre a Terra". E prossegue: "Usando a combinação genética que tivera finalmen­te sucesso, deu início ao lento processo de criação das cópias, o que nós hoje definimos como clonagem...". Os textos sumérios, como vimos, refe­rem-se a imagens ligadas, coladas. Na criação do mundo, por parte de Ninkli, esposa do deus Enki, o conto sumério refere-se textualmente: "O destino do novo nascido tu pronunciarás; Ninkli fixará sobre ele a imagem dos deuses". Na versão mesopotâmica do "mito" da criação, Enki é acor­dado no coração da noite com a notícia de que os deuses tinham decidido dar forma a um adamu, e que confiavam a ele a obrigação de encontrar os meios. Enki respondia: "A criatura de quem pronunciastes o nome já exis­te. Una a ela a imagem dos deuses. Comenta Sitchin: "Eis, portanto, a resposta ao enigma. Os Nephilim (os bíblicos Annunaki) não criaram o homem do nada; tomaram, ao contrário, uma criatura já existente e a modificaram um pouco". O texto sumério A Lenda de Adapa explica-nos posteriormente que enquanto os deuses conservaram para si mesmos a "vida eterna", concederam à humanidade "a sabedoria" (ou consciência), na verdade uma outra dose de genes da inteligência, provavelmente para que os nossos antepassados pudessem sobreviver em um ambiente hostil como era a Terra. O Gênesis hebraico descreve, ao contrário, um servo tolo colocado para cuidar do jardim do Éden, revoltando-se então com o seu pai-patrão depois da intervenção da serpente. Encontramos também o mes­mo resumo, com as devidas variações, no texto cátaro Livro dos Dois Princípios (escrito em latim no ano de 1240 na Lombardia); nele se afirma que "criar e fazer significam acrescentar alguma coisa às essências da­queles que eram bons"; portanto, segundo os cátaros, aqueles que já viviam sobre a Terra foram modificados e tornados melhores; os ruins foram, ao contrário, deixados para evoluir sozinhos. Eis por que a humanidade, segun­do esta lógica, seria composta por um percentual mínimo de mentes ilumi­nadas e por uma parte preponderante de materialistas de alma ruim que tornaram este planeta uma prisão; os cátaros falavam de um planeta puni­tivo criado pelo demônio, e os hebreus de dois instintos inclusos por Deus no momento da criação: jezer tov, o instinto bom, e jezer ha-ra', o ruim; o Adão cósmico hebraico não era então entendido como um escravo de Deus; o texto Genesi Rabbah (1,1) esclarecia que "desde o início da criação do mundo Deus desejou a cooperação do homem". Segundo uma tradição judaica, Deus usava "metade do seu tempo para unir homens e mulheres e a outra metade para criar novos mundos".
As criaturas "modificadas" pelos deuses estão presentes também nas antigas tradições rabínicas, que faziam referência a cerca de 26 tentativas malsucedidas, antes da criação de Adão. Estas são até mesmo representa­das, com aspectos monstruosos, na arte e nas marcas sumérias. É o caso do misterioso Usmu, um ser humanóide com uma cabeça e duas faces; os tex­tos da época falam detalhadamente de uma criatura que não conseguia con­ter a urina, que sofria de uma série de disfunções, incluindo distúrbios na vista e nos olhos, tremores nas mãos, fígado insuficiente, "doenças da velhice" e coração defeituoso. O texto chamado Enki e Ninmah: a Criação do Gêne­ro Humano, além de elencar várias deformidades (rigidez das mãos, pés para­lisados, perda de esperma), descrevia também o divino Enki como um deus gentil que, mais do que destruir os seres deformados, encontrava um modo de dar-lhes uma vida aceitável. Por isso, quando vinha "constando" um ser com deficiências físicas, como, por exemplo, a cegueira, Enki ensinava-lhe uma arte para qual a visão não era necessária, como cantar e tocar a lira. O aspecto intrigante é que a genética moderna nos ensina que a "síndrome de Willians", uma deformação que ataca um em cada 20 mil nascimentos, deriva de um problema genético (uma minúscula fissura no cromossomo 7, que pri­va a pessoa de aproximadamente 15 genes); ela leva a um intelecto muito baixo quem é congenitamente afetado, mas ao mesmo tempo potencializa infinitamente as habilidades artísticas destes doentes, que por esse motivo a Medicina rebatizou de "sábios idiotas". Uma das freqüentes deficiências da lesão do cromossomo 7 é a falta da visão; e um dos talentos que mais se desenvolvem, por compensação natural, é o musical. E isso é exatamente o fenômeno descrito no texto sumério anteriormente citado!
Por essa ótica, como justamente reconfirma Sitchin, "os nossos genes são, de fato, a nossa conexão com o Cosmos".
Os antigos criadores também estavam temerosos com o fato de que os homens, tornados inteligentes, pudessem entender os seus segredos (e isso é um defeito que caracteriza essa humanidade, a inveja medrosa). Não estavam talvez de todo errados, na medida em que o homem do Terceiro Milênio, decodificando por inteiro o genoma humano e aperfeiçoando as técnicas de terraforming e de clonagem, é efetivamente capaz de criar homens e mun­dos como um Deus. Nos textos hebraicos, para impedir o acesso do homem expulso ao laboratório Éden, recorre-se aos querubins "de espada flamejan­te"; na Lenda de Adapa, por outro lado, afirma-se por fonte suméria que Adapa pediu e recebeu de Enki o "mapa rodoviário" para chegar ao lugar "da imortalidade". "Permitiu que Adapa tomasse o caminho para o céu, e ao céu ele subiu". Enki forneceu-lhe instruções precisas sobre como obter o acesso à sala do trono do deus pai Anu; mas lhe deu também instruções completamente erradas sobre como comportar-se quando lhe oferecessem o "Pão da Vida" e "a Água da Vida". "Se os aceitar e os tomar, Enki avisou Adapa, certamente morrerás!", disse-lhe o deus sumério. E assim, desviado pelo próprio pai divino, Adapa recusou o alimento e a água dos deuses. Não obteve a imortalidade e terminou sucumbindo ao seu destino de mortal. Se refletirmos sobre isso, veremos que é o mesmo "mito" da árvore do conheci­mento do bem e do mal e da árvore da vida eterna encontrada no Gênesis. Com a diferença que os cristãos transformaram Yahweh, o "deus ciumento" (Êxodo 20:5) em uma serpente e confundiram e manipularam tanto o episódio, a ponto de fazer recair a culpa da inveja divina sobre um diabo que não se sabe de onde tenha saído (visto que não se havia mencionado nada dele antes no Gênesis e que, em 1986, papa Wojtyla definiu como "um anjo cego").
Mas, para criar o homem, era necessário dar-lhe o "sopro vital" (os textos cristãos falam de "alma"; os hindus, de "massa"; isto é tudo o que procuram "decodificar" e reproduzir os alienígenas que seqüestram e estu­dam os humanos); os textos gnósticos dizem que Yahweh Elohim não era capaz de dispor do "sopro da vida" e que, portanto, o seu homem ficou na terra como um fantoche animado, tendo tomado vida apenas depois que os Elohims bons, movidos pela compaixão, mandaram Sophia para a Terra (a personificação do conhecimento; os hebreus falavam de Ruha, o espírito santo, sempre de natureza feminina); ela incutiu no adamah, o corpo de barro, o espírito vital que o transformou em Adão, homem, ser sensitivo capaz de evoluir. Esse conceito está presente também em um texto hebraico antigo, A Lenda de Aqhat, que cita Danei (Daniel, "Aquele que Deus Julga"), um homem rapha (isto é, um descendente dos Repha'im, os gigantes) que não conseguia ter um filho. Envelhecendo, amargurado pela falta de um herdeiro, dirigiu-se não ao deus de Israel Yahweh (justamente!), mas "a outros deuses:
Baal e Anat, e estes, por sua vez, intercederam junto a El. Satisfazendo o desejo do gigante, El inseriu nele um vivificante sopro da vida que lhe per­mitiu unir-se à sua mulher e gerar um filho, que os deuses chamaram Aqhat".
É o segredo do "sopro da vida" que uma raça alienígena bárbara, degenerada e privada de emoções humanas, tenta extrair de nós.


ANJOS CAÍDOS

A diferença entre Yahweh e Elohim evidencia-se também na sétima Berakhot do Talmude, no qual se louva a Deus com o nome "Akatriel Yah, o Senhor dos Exércitos". Akatriel significa "coroa de Deus", e Yah vinha geralmente identificado com Sebaoth, o guerreiro deus dos exércitos; quan­do Jesus, antes de expirar na cruz, se volta para o seu Pai, exclama: "Eli Eli lema sabactani" (Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?; Mateus 27:46); a versão aramaica do texto informa: "Eli Eli lamaha azavtani", na qual Eli provém da raiz El, cujo plural é Elohim.
Estamos falando, portanto, de duas figuras distintas.
Uma releitura "mitológica" da união entre Adão e Eva aparece, trans­formada por uma visão feminista, do outro lado do mundo, nas antigas lendas dos Pani de Nebraska, o que me leva a pensar que não se trata de um mito, mas de antiga memória planetária. Refere-se à lenda:

"Tirawa criou o Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra e tudo que nela existe. Quando, pelo som de sua voz, apareceu a mulher, perguntou aos deuses do céu que coisa devia fazer para torná-la feliz e dar-lhe filhos. Disse a Lua: Dê um companheiro à mu­lher, viverão juntos, ajudando-se reciprocamente."
Quanto à história de Caim e Abel, o Midrash Rabba hebraico, no verso Bereschith 22, relata: "Com o assassinato de Abel, o homem per­deu a imagem semelhante a Deus e começou a assumir os traços do macaco".
E há outro paralelo iluminador: "Genos, filho de Eon e de Protogenos, procriou filhos mortais. Eles descobriram o fogo esfregando a lenha e ensi­naram isso aos homens. Tiveram filhos de grande estatura e força", lemos na Cosmogonia do fenício Sanconiatone. O paralelo com os gigantes bíbli­cos Nephilim é impressionante. Diz Gênesis 6:1-4: "Naqueles dias, os gi­gantes estavam na terra; e ainda estavam nela quando os filhos de Deus vieram ao encontro das filhas do homem e tiveram filhos delas. São os heróis de outrora, homens de renome". Este é um dos pontos mais obscu­ros da Bíblia. As versões mais antigas falavam de "filhos de Elohim", identificando neles os anjos e não, como quer a moderna Teologia, os des­cendentes de Seth, terceiro filho de Adão. Pais da Igreja como Flavius Josephus,* Filone, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Clemente Alexandrino, São Cipriano e Santo Ambrósio afirmavam que os filhos de Elohim eram anjos caídos. A união deles com mulheres gerou uma estirpe de "gigantes" (o termo original indicava na verdade apenas seres "maravi­lhosos", isto é, que suscitavam maravilhas; na tradução hebraica da Bíblia, Rosemberg: "Figuras de heróis foram parturidas, homens e mulheres de fabulosa fama"; no apócrifo Livro dos Jubileus diz-se que "Jacó levantou um monte, o qual recebeu o nome de Monte da Testemunha, mas antiga­mente se usava chamar a terra de Gallad a Terra dos Repha'im, os gigan­tes; efetivamente nas alturas de Gola, a antiga Gallad, foi encontrado um lugar monolítico desse tipo, chamado Gilgal Repha'im).
A tradução grega da Bíblia ou versão dos Setenta traduzia o nome desses gigantes como "os Anjos de Deus"; a tradição rabínica referia-se a "os filhos dos Potentes". Do século III em diante foi traduzido incorretamente como "os Setitos" (os descendentes de Seth). Mas sabemos que os anjos são denomina­dos "filhos de Deus" em várias passagens da Bíblia (Daniel, Jacó, os Salmos). Os seus descendentes terrestres tinham, segundo as lendas hebraicas, uma particularidade: seis dedos nas mãos e nos pés. Esses seres, nos quais não é arbitrário ver visitantes extraterrestres, foram exterminados pelo dilúvio univer­sal. Ele aparece nas tradições de todo o mundo, primeiramente na dos peles-vermelhas: "Nihant (= Senhor Universal) viu que os homens que habitavam a terra eram ferozes e selvagens. Quero fazer um mundo novo, falou para si mesmo", relatam os Gros Ventres, algonkinis norte ocidentais de Montana. Assim, a Bíblia: (2:5) "O Senhor viu que a maldade do homem se multiplicava na terra: o dia todo, seu coração não fazia outra coisa senão conceber o mal. (6) E o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra e afligiu-se com isso (7) e disse: Apagarei dá superfície do solo o homem que criei, homem, animais grandes, animais pequenos e até os pássaros do céu, pois me arrepen­do de tê-los feito...". A destruição do mundo segundo os indígenas canadenses Cree, algonkinis: "A água continuava a subir. A Awisagatacak restava apenas construir uma barca, se quisesse escapar do dilúvio e salvar-se com os animais que viviam por lá". A Bíblia: "(2:3) Deus disse a Noé: Para mim chegou o fim de toda a carne! Pois, por causa dos homens, a terra está repleta de violência e eu vou destruí-los junto com a terra. (14) Faze para ti uma arca de madeira resinosa. Farás a arca com compartimentos. Tu a revestirás com betume por dentro e por fora. (15) Esta arca, fa-la-ás com...". Em A Epopéia de Gilgamesh suméria, lemos: "O grito da humanidade é intolerável e o sono não é mais possível por causa desta babel. Por isso os deuses decidiram exterminar a humanidade ... Homem de Shuruppak, constrói um navio ... Eis as medidas da barca ... Conduz nela o sêmen de todas as criaturas vivas...".
"As águas vieram de toda parte, reuniram-se para inundar a terra, até os picos rochosos e os mais altos montes", contam as tradições dos indíge­nas Kato da Califórnia, centro setentrional. "Os homens foram expulsos pela fúria das ondas; e também os ursos cinza, veados, panteras, lobos, raposas, lontras... O vento soprava mais e trazia neve, geada ou chuva. Não havia mais raios e trovões, não havia nuvens ou sol. As trevas se estendiam plenamente sobre a superfície das ondas...". "As primeiras lu­zes do dia, veio do horizonte uma nuvem negra", descreve a testemunha ocular do conto sumério. "Os sete juízes do Inferno, os Annunaki, ergue­ram as suas tochas, iluminando a terra com pálida chama. O cavaleiro da tempestade mandou a chuva. Olhei para fora e o tempo estava terrível, por isso eu também subi a bordo e alcei a porta do navio. Estava tudo termina­do, o fechamento e a calafetagem, dei então o timão ao timoneiro Puzur-Amurri, e também a navegação e o cuidado com todo o navio. Susto e desespero subiram ao céu quando o deus da tempestade transformou a luz do dia em trevas, quando destruiu a terra em cacos. Por um dia inteiro caiu a tempestade, enfurecendo-se sempre mais, caía sobre as pessoas como a violência de uma batalha; ninguém podia ver o próprio irmão, nem do céu se podiam ver os homens. Até os deuses se aterrorizaram com o dilúvio, fugi­ram para o céu mais,alto, o firmamento de Anu; espremeram-se contra os muros, encolhendo-se como cães bastardos. Os ventos sopraram por seis dias e seis noites; enchentes, tempestades e cheia dominaram o mundo...".

AS IGREJAS CONTRA OS ALIENÍGENAS

A encíclica papal Gaudium e Spes, do Concilio do Vaticano II, considera o homem a "única criatura que Deus quis sobre a terra", e o padre da Igreja Lattanzio escreveu nas Divinas Instruções que "o mundo foi criado por Deus para que nascesse o homem. Os homens foram criados para que reconhecessem Deus como pai; nisso consiste a sabedoria". Esse antropocentrismo a todo custo foi reelaborado, em 2000, por grupos de seitas paracristãs. Christina Kuo, no número de fevereiro de 1991 de La Pura Verità, órgão da Igreja Mundial de Deus (uma seita fundada nos Estados Unidos por Hebert Armstrong), em um artigo intitulado "Os Extra­terrestres Existem?", escreveu: "A noite, olhando a abóbada estrelada do céu, perguntamo-nos se lá em cima não existe alguma forma de vida inte­ligente. Existem criaturas vivas em outros mundos? Ou não há outro plane­ta como a Terra em todo o Universo? Alguns cientistas afirmam que, se no espaço interestelar existe a vida, deveríamos construir a tecnologia neces­sária para nos colocarmos em contato com esses seres, e para receber as suas mensagens. Todavia, até agora todas as tentativas de estabelecer um contato foram completamente infrutíferas. De fato, nenhum astronauta al­guma vez viu homens verdes atravessarem o espaço a bordo de discos voadores. Aliás, todos os esforços dos programas espaciais demonstraram até agora a inexistência de formas de vida física fora do nosso planeta. E significativo que a própria Bíblia não dê a mínima indicação sobre a existên­cia de criaturas vivas em outros planetas. Na verdade, as Escrituras pro­clamam que a Terra é a gema mais esplêndida da criação de Deus, o foco do seu grande Plano Mestre. O nosso planeta não é simplesmente um dos inumeráveis corpos celestes que giram vertiginosamente na imensidão do espaço: 'Assim fala o Senhor: o céu é o meu trono - e a terra, o escabelo dos meus pés’ (66:1). Uma leitura atenta de toda a Bíblia revela claramen­te que Deus tem a intenção de atuar o Seu plano em um só lugar: o nosso minúsculo planeta. Quando Ele criou a vida física, foi sobre a Terra que colocou Adão e Eva, não em Marte, Urano ou qualquer outra estrela des­conhecida: "Todavia, assim fala o Senhor, o criador dos céus, Ele, o Deus que modelou e fez a Terra, que a tornou firme, que não a criou vazia, mas a modelou para ser habitada" (Isaías 45:18). Portanto, Deus mesmo criou este imenso universo com suas infinitas galáxias, estrelas e planetas com suas luas e no seu centro incrustou deliberadamente uma belíssima gema azul e marrom, envolvida por cândidas nuvens, resplandecentes sobre o fundo negro do espaço: a Terra. Sobre este magnífico e minúsculo planeta Deus então criou os seres humanos, os animais, as plantas, ou seja, cada forma de vida física (...) ao homem e à mulher por Ele criados o Onipotente ordenou que seguissem o modo de vida que asseguraria a sua felicidade e que, enfim, com a Sua ajuda, lhes consentiria realizar o grande objetivo pelo qual Ele os criara. O primeiro casal humano infelizmente faliu na execução desse projeto e, desde então, a maioria dos seus descendentes se recusa a conformar-se com aquele modo de vida. Vocês, porém, podem escolher seguir a vida indicada por Deus. Em vez de escutar os inúteis coaxares intergalácticos na esperança de se comunicar com os extraterrestres, já é hora de os seres humanos lerem a mensagem (o Evangelho) enviada à Terra pelo Criador de todas as coisas, dedicando o seu tempo e as suas energias para estabelecer um contato com aquele grande Deus do qual é oriunda a mensagem que nós chamamos de Bíblia Sagrada!".
Esta última afirmação lembra extraordinariamente aquela divulgada pelo muçulmano convertido, Jean Robin, autor de um livro no qual susten­tava a natureza demoníaca dos UFOs, remetendo-se ao esoterismo de um outro convertido, René Guénon. Robin, que considerava UFO e alienígenas uma ilusão criada pelo Anticristo, "o Messias Mentiroso (al-Masih ad-daj-jal)", atacava os ufólogos, vistos como sacerdotes incons­cientes do demônio; os contatadores que cultuam o alienígena-diabo; os cientistas da exobiologia (aquela parte da ciência que procura a vida ex­traterrestre), "cujos radiotelescópios, gigantescas orelhas de ferro volta­das para a noite cósmica, produzem ilusões satíricas desses deuses que o homem moderno inventou a partir da própria imagem, substituindo a nave de Isaías. Eles não são os anjos que riem dessa bestialidade humana, mas os demônios que se fazem passar por anjos". Mas, paradoxalmente, os muçulmanos ortodoxos ou sunitas (mais sábios do que aqueles que não se impõem realmente contra a existência de vida alienígena) consideram o guenonismo, "falso Islã", de matriz satânica. Assim, Robin, que acusava todos de serem satânicos, acaba por ser considerado um satânico (apesar de seu livro, em 1980, ter recebido críticas positivas do Centro Islâmico de Milão).


Capítulo  2
O Mistério das Nossas Origens Perdidas

"Os mundos são 18 mil e nove os caminhos que levam aos céus..."
Farid al-Din Attar, Ilahi-Nama (O Poema Celeste).

Contatos das Plêiades - Os extraterrestres dos peles-vermelhas - O homem lagarto descido do céu - Luzabel e os textos perdidos dos cátaros - Nos cromossomos a marca do E.T. - Operação Torre de Babel - O livro dos Jubileus - A descida dos Vigilantes - A queda dos gigantes - A assunção de Maria — O messias do espaço – O Protoevangelho de Tiago

CONTATOS DAS PLÊIADES

Em 1949, o romancista John D. MacDonald escrevia, na história "De­feito", publicada no Startling Stories: "Por milhares de anos a humanidade olhou as estrelas e pensou em alcançá-las. As estrelas deviam ser as novas fronteiras, os novos mundos sobre os quais a humanidade podia expandir-se e realizar por completo a promessa do espírito humano"; é provável que seja assim, mas talvez também tenham razão autores como o especialista Zecharia Sitchin, convicto de que o nosso desejo em direção às estrelas seja, na verda­de, a memória genética, ocasionalmente revigorada, das nossas origens ce­lestes, pórtennos sido criados pelos deuses. Segundo essa hipótese, já teorizada pelo catedrático soviético Vladimir Sherback, convencido de que o nosso DNA teria sido "programado" pelos alienígenas, o ser humano seria a prova viva da existência dos extraterrestres, assim como teria sido "construído" (o romancista americano J.G. Ballard escrevia de forma meio séria, meio brin­calhona, em 1962, que "o único planeta realmente alienígena é a Terra").
Seja como for, para os antigos evangelhos gnósticos, os guardiões e policiais dos nossos "paraísos perdidos" eram aqueles "anjos da face" com os quais concluímos o capítulo anterior. Vigilantes bons que, conforme o gnóstico Valentino, controlavam um Universo dividido como uma grelha em 365 seto­res (estilo Jornada nas Estrelas). A sua função, segundo um místico sufista, Farid al-Din 'Attar, era "registrar as ações dos homens" (ou melhor, contro­lar-nos). Eles atravessavam o Universo graças a aberturas dimensionais, já notadas pelos copistas hebreus do Midrash Konen como "rasgos no firmamento" ou qeria, (reproduzidos também nos ícones grego-ortodoxos e há milênios conhecidos pelos pré-cristãos: os gregos colocavam as brechas ce­lestes "no céu noroeste" e as chamavam Ogigia, Maelstrom para os escan­dinavos e "os noves yin" para os chineses; para Sócrates[1] e os poetas gre­gos, tal abertura permitia escrutar "o céu visto da outra parte". "Que exista um redemoinho no céu, através do qual passavam Kronos-Fetonte e Vainamoinen", afirma Giorgio de Santillana, "é um fato bem conhecido; tra­ta-se de um grupo de estrelas situadas ao pé de Qrion, próximo a Rigel, cujo grau era chamado morte, segundo Hermes Trismegisto." Os maoris afir­mam abertamente que Rigel assinala o caminho de Ade, enquanto Castor indica a pátria primordial, Hawaiki". Era através dele que os anjos da face chegavam à Terra? As Fábulas da tradição hebraica, contos criados a partir dos textos rabínicos e divulgados na bacia mediterrânea, sustentam que "os anjos caídos ficaram sobre a Terra, sem asas, e não puderam retornar en­quanto não encontraram aquela escada, com a qual o nosso patriarca Jacó sonhou um dia. E assim que eles, hoje, sobem e descem, com essa escada" {Midrash Tovat). O fato de o escritor evangélico ressaltar a "face" leva à dedução de que os viajantes espaciais não tivessem rosto humano, mas humanóide (Enoch, na versão etíope do seu Livro, fala de seres com "rostos transparentes como o cristal", como se vestissem capacetes de astronautas, e as Haggadah hebraicas afirmam que os bem-Elohims, os filhos terrestres dos anjos caídos, tinham o rosto resplandecente). Diferentemente dos bem-Elohims e dos filhos de Nephilim, considerados perversos por terem pecado, os primeiros com as mulheres da Terra e os segundos por terem trazido o canibalismo e a destruição sobre o planeta, os "anjos da face" eram conside­rados entidades amigas da espécie humana. As miniaturas grego-ortodoxas os representaram, ainda, (rascunhando, na verdade, as iconografias egípcias e aquelas siríaco-palestinas do século IX) como rostos circundados por asas entrecruzadas dispostas de maneira oval; os antigos fenícios chamavam-nos "oannes" e afirmavam que eles teriam chegado na noite dos tempos, "pelo Mar Eritreo", em cujas profundidades moravam, para levar aos homens a civilização (e o seu traço distintivo seria uma dupla pele, uma capa em forma de peixe sobre um corpo claramente humano); o culto dos oannes, "homens peixes", influenciou de modo profundo as culturas africanas e meridiorientais:os Dogon de Mali afirmam ter recebido os seus extraordinários (e anacrôni­cos) conhecimentos por meio dos "Nommo", criaturas anfíbias que vieram da estrela Sírius. Jesus foi também considerado "peixe" portador de conheci­mento, tanto é que os primeiros cristãos eram normalmente identificados gra­ças ao símbolo de um peixe, o ichtys, sigla para a frase grega "Jesus Cristo filho de Deus Salvador"; o mesmo Jesus, no momento da sua triunfal entrada pascoal em Jerusalém, não foi saudado de imediato com a frase "Hosana (hosha'na, enche-nos de graça) nas alturas", mas, muito provavelmente, com "Oannes que veio do céu", subentendendo com isso a missão civilizadora; e não por acaso o seu primo, o Batista, fora chamado João, Johannes, como previsão daquilo que ele pregaria, dando um sentido de reli­gião global a uma etnia fechada em si mesma ao extremo. Mas também os antigos gregos conservavam a memória desses visitantes anfíbios, apesar do tempo impiedoso e das destruições das bibliotecas, verdadeiros ataques ao saber secreto, que teriam destruído quase todos os antigos documentos: Plutarco relata, no seu tratado sobre os motivos pelos quais os oráculos não davam mais respostas (De Defectu Oraculorum, 23, 422 E), que Petrone, filósofo da escola itálica antiga, contemporâneo e amigo do grande médico Alcmeone (550 a.C.), teorizava que deveriam existir numerosos mundos, 183 para ser exato. Outras notícias sobre esses mundos foram relatadas por Cleômbroto, um dos participantes da conversa sobre a obsolescência dos oráculos, ele as teria recebido de um "homem misterioso que tinha por hábito encontrar-se com os seres humanos uma única vez por ano nas proximidades do Golfo Pérsico e passava o resto do seu tempo na compa­nhia de ninfas errantes e semideuses" (21, 421 A). Segundo Cleômbroto, conforme referido por Giorgio de Santillana em II Mulino de Amleto [O Moinho de Hamlet], o oannes "colocava aqueles mundos sobre um triân­gulo equilátero, 60 em cada lado e mais um em cada canto". Representa­ções dos oannes, similares aos tritões e com os ichtys na mão, sobrevive­ram também na tradição cristã longobarda: podemos ainda hoje observá-las na Paróquia de S. Maria a Petroja, em Perugia.
Uma parte dos antigos oannes tinha seis dedos nas mãos e seis nos pés; esse sinal seria, segundo as lendas da Amazônia (que falam de uma população que desceu na noite dos tempos em Akakor e veio do planeta Schwerta), o traço característico da sua proveniência alienígena, enquanto no resto eram humanos; seis dedos tinham também algumas divindades sumérias; seis dedos encontram-se pintados em vermelho-terra nas grutas dos peles-vermelhas; seis dedos tinham o filho do soberano maia Pacal,[2] considerado o "Cristo mexicano", que em Palenque construiu um templo para os deuses, no qual hoje está a sua tumba, e em cuja pilastra o soberano parece cortar o céu a bordo de um míssil (embora os arqueólogos e eu mesmo afirmemos que se trata apenas de uma representação alegórica).
Os modernos sacerdotes maias sustentam que os seus antepassados eram provenientes das Plêiades; mas também a Bíblia, com o profeta Amós, nos diz que "a morada de Deus está nas Plêiades" (e os mórmons tomam essa afirmação em sentido literal); e os Sioux Lakota, que afirmam encontrar periodicamente alienígenas com perfeito aspecto humano, indicam as Plêiades como o local da sua divina procedência. Elas eram muito caras aos sumérios, cujos heróis as visitavam a bordo de estranhos "globos voadores"; e aos muçulmanos sufistas da Turquia, um dos quais, Farid al-Din'Attar, no "21º verso" do seu Poema Celeste, recita o "orvalho da lua que pinga sobre as Plêiades"; elas retornam também nos contos, infelizmente pouco confiáveis, dos modernos contatados, sendo Méier o mais célebre deles.
O público italiano soube do caso de Eduard "Billy" Méier, o contatado suíço que diz manter conversas com os habitantes das Plêiades, por inter­médio das reportagens do Giornale dei misteri, de Florença, uma publica­ção mensal dedicada às temáticas espaciais. A história é conhecida e desde então divide o público entre céticos e crentes. Méier, que começou a contar as próprias experiências em 1975, em 28 de janeiro daquele ano se encon­trava em um prado nas proximidades de Hinwil (Zurique) quando um UFO desceu à terra e dele saiu uma esplendorosa garota loira, de macacão, que dizia chamar-se Semjase. Com a bela extraterrestre, que afirmava vir de Erra de Yaygeta, um planeta das Plêiades a 500 anos luz de nós, Méier teria em seguida se comunicado, repetidamente, por meio da telepatia. Desde aquele momento, o contatado suíço tornou-se profeta da Nova Era, segun­do ele, o escolhido pelos pleiadianos para conduzir a humanidade em perigo a um renascimento espiritual. Em Hinterschmidrüt, para onde se transferiu, teve pelo menos 250 contatos físicos com alienígenas (interrompidos em 1978) e um número incalculável de contatos mentais, reunidos nos Libri di Semjase [Livros de Semjase] (nunca publicados), compostos de mais de 18 mil páginas que vão da vida extraterrestre até a história do homem, da Ciência à Astronomia e à Espiritualidade. Semjase não teria sido o único canal de Méier, que aos 5 anos, em 1945, teria tido a primeira visão e que, depois de 1975, teria falado também com os pleiadianos Safth, Asket, Semjase, Quetzal, Ptaah, Florena e com muitas outras entidades semi-espirituais, pluridimensionais ou bidimensionais até os quase divinos Arahat-Aterasata e Petali. Durante esses encontros, Méier teria apreendido uma fatia considerável da ciência do Universo, memorizando 50 milhões de sím­bolos alienígenas; o contato teria sido quase que exclusivo (somente outros quatro colaboradores seus teriam compartilhado o contato, mas não o seu atual porta-voz Guido Moosbrugger) já que os erranos, vivendo em um es­tado de vibração diferente do nosso, se ressentiriam da proximidade dos ter­restres (com exceção de Méier, capaz de entrar em um estado vibratório suportável).
Depois do primeiro encontro, Méier deu uma entrevista à ufóloga ale­mã Use von Jacobi, para um artigo que foi publicado em 8 de julho de 1976 na popular revista semanal Quick, depois retomada por outras revistas euro­peias. No ano seguinte, Méier começou a falar em conferências, conquistando imediatamente muitos seguidores. Para demonstrar a veracidade de suas afirmações, começou a reunir muitas fotos de UFOS extraordinaria­mente nítidas e a divulgar uma profunda mensagem em parte técnico-científica, em parte espiritual, que esboçara na escritura do Talmude Emmanuel, um texto religioso contendo os verdadeiros ensinamentos de Jesus (que, abrindo um parêntese, Méier teria encontrado durante uma viagem no tem­po, assistindo" ao episódio do discurso sobre o monte e aprendendo que o verdadeiro nome de Cristo era Emmanuel e que teria sido enviado pelos pleiadianos à Terra).
Com as primeiras doações, Méier comprou a Hinterschmidrüti, uma fazenda batizada de Semjase Silver Star Center, e fundou uma comuni­dade espiritual chamada "Freie Interessengemeinschaft für Grenz und Geisteswissenschaften und Ufologiestudien" (FIGU), ou seja, Livre Co­munidade de Interesses para a Ciência Espiritual e de Fronteira e para os Estudos Ufológicos. Há muitos anos ela comercializa qualquer coisa liga­da a Méier, desde fotos, vídeos e camisetas; e depois livros, manifestos, broches e vários souvenirs, reivindicando os direitos autorais (tanto é que a editora Diffusione Nazionale, de Milão, que em 1996 publicara algumas fotos de UFOS de Méier em um Anuário Ufológico, recebeu um pedido de reembolso).
Na Itália, existe apenas um volume de Méier que contém uma parte pequena sobre as comunicações pleidianas, Mensagens das Plêiades (o outro livro, Contatos com as Plêiades é um texto fotográfico assinado por Brit e Lee Elders; ambos foram editados pela Rizzoli. O escritor Gary Kinder publicou posteriormente Anos Luz). O outro volume de primeira mão, só recentemente traduzido do alemão para o inglês, And yet... they fly!, é obra do porta-voz de Méier, Guido Moosbrugger (que alguns afirmam ser o ver­dadeiro contatado e autor das mensagens). Os pontos fundamentais da crença aquariana são: o fato de que o homem teria sido criado pelos aliení­genas; que acontecerá uma destruição final (em 18 de março de 1978, Méier teria sido transportado para o futuro e teria visto a destruição de São Francisco, aniquilada por um terrível terremoto; pena que a imagem descri­ta seja idêntica a uma pintura que apareceu um ano antes na revista france­sa Geo; logo depois fizeram a foto desaparecer) e até mesmo que, em fevereiro de 1995, os pleiadianos deixariam o nosso planeta, e mais especi­ficamente, a sua base subterrânea na Suíça ativa desde o final de 1600, e retornariam ao seu mundo, deixando a Méier a tarefa de divulgar os seus ensinamentos. Tudo isso é recheado de informações científicas e astronô­micas avançadas (por exemplo, Méier soube, com anos de antecipação, sobre o buraco na camada de ozônio; mas, na verdade, os cientistas ameri­canos Nick Balaskas e Harold Shiff trataram disso em 1975 durante um curso de química atmosférica na York University, que teve grande destaque nos meios de comunicação).
A verdadeira força do caso Méier está, segundo os seus admiradores, nas fotos e filmagens, todas muito claras e nítidas. Na verdade, analisando bem, das muitas fotografias realizadas por Méier (em 1995 eram 1054), boa parte mostra o UFO desfocado e o fundo nítido, ou vice-versa, e isso é típico do uso de miniaturas colocadas a poucos metros da máquina fotográ­fica. Várias associações ufológicas têm contestado, durante esses anos, a autenticidade desse material: a americana Ground Saucer Watch, que ana­lisou dez fotos, encontrou nelas traços de fios; o mesmo aconteceu em 1995, quando a British UFO Research Association examinou uma foto e encontrou o fio que mantinha a miniatura (a análise feita pelo computador foi publicada pela Philip Mantle na revista inglesa UFO Times). As mesmas conclusões chegou o americano, ufólogo e cético, Kal Korff que, durante a sua visita ao Semjase Silver Star Center, comprou 186 das melhores fotos (pela bela quantia de quase um milhão e meio de liras) e as analisou no computador, encontrando diversos fios; céticos são os também ufólogos "crentes" Bruce Maccabee e Colman von Keviczky (que estimou em miniaturas de 60 centímetros os "discos" de Méier; o ufólogo espanhol Manuel Fernandez confirmou as medidas triangulando as distâncias dos UFOs com relação ao panorama que estava em volta).
Outras fotos foram realizadas com duplas exposições e fotomontagens. Existem, porém, vários filmes (pelo menos 12), um dos quais, ao mostrar um disco que seguia em linha reta, foi julgado "impossível de se falsificar". Ainda assim, nessa ocasião, vários ufólogos se disseram céticos. A come­çar pelo professor Corrado Malanga da Universidade de Pisa, o qual afir­mou que os vídeos teriam sido falsificados com uma técnica de sobreimpressão computadorizada, usada para inserir sobre um fundo um UFO em movimento.
Segundo o cético Philip Klass, jornalista aeronáutico, Méier utilizaria algumas miniaturas penduradas por uma vara de pesca (isso explicaria porque os fios seriam invisíveis a olho nu e por que muitos UFOs voariam apenas com movimentos rotatórios); de qualquer modo, deveria ter neces­sitado de alguns cúmplices. De fato, alguns modelos de discos foram encon­trados no armazém de um seu colaborador, Hans Jacob. Também foram encontrados negativos e fotografias de UFO parcialmente queimadas, que por não estarem bem falsificadas, foram destruídas. Há pouco tempo, até a própria mulher de Méier, Popi, depois de uma briga, admitiu ao ufólogo suíço Martin Sorge que o marido falsificava. A fonte verdadeira de muitas fotos foi identificada: aquela que representa os dois pilotos pleiadianos Asket e Neera foi tirada de um episódio de Dean Martin Show de 1975; as duas esplêndidas extraterrestres não eram outras senão as duas ajudantes do programa; uma foto que mostra o encontro entre a Apolo 18 e a cápsula soviética Soyuz em 17de julho de 1975, que Méier diz ter tornado imortal a bordo de um disco voador, foi tirada da televisão; diga-se o mesmo para as "suas" fotos de Vénus (na verdade, a fonte é a NASA); enfim, a imagem de uma estação alienígena foi realizada desfocando cuidadosamente o pro­jeto de uma estação espacial terrestre, o Island One, apresentada no livro do físico Gerard O'Neill, The High Frontier - Human Colonies in Space (Morrow, 1977). Concluindo, nas três fotos tiradas, segundo ele, enquanto estava em órbita em torno da Terra e que mostravam muitos UFOs, os pesquisadores verificaram o reflexo de uma janela e de uma árvore. Foram tiradas, mais uma vez, de uma tela de TV.
Sobre os alienígenas Méier também forneceu visões contraditórias: primeiramente, Asket teria vindo de "DAL", um universo paralelo e igual ao nosso, depois de Erra (que ele teria visitado pessoalmente em 1975); então, depois que em 1995 vários cientistas confirmaram que as Plêiades são um conjunto de estrelas (composto por 254 estrelas, na Constelação de Touro) jovem e quente demais para poder ter planetas habitados, Méier disse que os seus alienígenas não eram pleiadianos, mas plearianos, recor­dando o seu condutor Plejos. Abrindo um parênteses, o autor deste livro, junto ao astrônomo milanês Daniele Baretton, já tinha excluído a idéia de que nas Plêiades pudessem viver os E.T.s de Méier durante uma transmis­são a uma rádio local de S. Giuliano Milanese, em 1994.
Nas histórias de Méier existem muitas outras contradições. Ao contrá­rio do que afirma, ele não começou a se interessar por Ufologia nos anos 1960; já em 1964 foi preso e expulso da índia por ter tentado vender falsas fotos de UFOs. A sua primeira foto "autêntica" UFO de (cinco luzes em formação) foi publicada em 1959 na revista alemã sobre contatos UFO Nachrichten, assinada por "Eduard Méier, do Grupo UFO-IFO de Uitikon, Suíça". Não é nem mesmo verdadeiro que seja ignorante em Ufologia: por anos comprou regularmente materiais sobre o assunto na livraria Schnarwiller de Wetzikon. Em 1974, com um anúncio na revista alemã Esotera, reuniu uma dezena de pessoas interessadas em metafísica, às quais revelou, um ano antes da versão oficial, ter estabelecido um contato físico com um grupo de alienígenas provenientes das Plêiades.
No decorrer dos anos, Méier também exibiu queimaduras no solo e quatro amostras de metal extraterrestre. Estes últimos foram, porém, exa­minados em março de 1978 pelo Laboratório Federal de Zurique, que os identificou como metais terrestres normais. A mesma conclusão chegou o doutor Walter Walker, um especialista em metalurgia da Universidade de Tucson, Arizona (mas para que, se blefava, submeter os resíduos às análi­ses? Méier manipulava ou era manipulado?).
A defesa de Méier levantaram-se diversos ufólogos: os americanos Wendelle Stevens, Gary Kinder, Brit e Lee Elders e Tom Welch, que forma­ram uma sociedade, a Genesis III Productions Limited, para se aproveitarem dos direitos das fotos de Méier (material agora reivindicado exclusivamente pelo FIGU, o qual, segundo disseram, era explorado por Stevens); os newages James Deardorff e Randolph Winters; o controverso analista fotográfico Jim Dilettoso; o jornalista alemão Michael Hesemann. A TV japonesa e a emissora de televisão alemã RTL também defenderam a autenticidade das imagens. Segundo a opinião dos seguidores de Méier, as poucas fotos falsificadas (são em torno de 30 as fotos 100% desmascaradas) teriam sido feitas pelos inimigos de Méier, não pelo contatado suíço, e foram divulgadas para desacreditá-lo. O que confirmaria que muitos UFOs os visitaram em Hintershmidrüti.
Os nomes conhecidos dessas UFO-testemunhas, asseguram os céd­eos, são na verdade apenas 14, muitos dos quais membros do FIGU (Hesemann, porém, encontrou 22); mas poderiam existir outros visitantes escondidos. Há quem sustente que o fenômeno das visões de UFO na zona de Hinterschmidrüti já existia antes da chegada de Billy Méier; um dos vizinhos do contatado suíço (a zona é composta por apenas sete casas) afirma que há anos vé os globos de luzes que sobrevoam o vale, e elaborou sobre isso uma teoria orgânica (os UFOs seriam na verdade energias pa­ranormais) que não tem nada a ver com os pleiadianos; outros estudiosos afirmam que as misteriosas aparições são atribuídas à presença de uma, tão secreta quanto próxima, base de mísseis militares. Méier poderia, então, ter-se inserido em um contexto ufológico já iniciado, aproveitando-se da situação? E nesse caso, mente sabendo que está mentindo?
Não podendo perguntar-lhe diretamente (não apenas porque não nos responderia, mas também porque há muito tempo não dá mais entrevistas, com exceção daquela, bem paga, concedida ao jornalista televisivo mexica­no Jaime Maussan), entrevistamos seu filho Matusalém. "As fotos são fal­sas", ele me contou, "foram criadas e veiculadas pelos inimigos de meu pai, como aquela representando a estação de O'Neill. Não era uma foto de meu pai. De qualquer modo, é verdade que existem três estações extrater­restres no espaço, mas não são dos pleiadianos e não estão mais ocupadas. Os pleiadianos não precisam de uma estação espacial com pista de aterris­sagem. Isso é uma piada. Os seus discos podem ficar suspensos no ar sem pista... Também, no que se refere à foto de Asket e Neera, não é como conta Korff. Na época não existia a TV via satélite, não poderíamos de modo algum registrar o Dean Martin Show. Meu pai fotografou realmente duas alienígenas, mas quando entregou o rolinho para revelar, devolveram-lhe um forjado; a falsificação foi feita por um indivíduo manipulado de ma­neira negativa pelos Homens de Preto (um grupo secreto, que desacreditaria os testemunhos sobre UFOs). Infelizmente, apenas em 1998 nós percebe­mos que aquela foto tinha sido falsificada. Klass, então, diz sempre que usamos miniaturas penduradas por uma vara de pescar, mas meu pai é deficiente, não tem um braço, e estava sozinho quando tirou as fotos. Como poderia fazer, como poderia manter na mão a máquina fotográfica e a vara? Quanto à minha mãe, não sei por que se comporta desse modo, dizendo que meu pai usou miniaturas. Sei que ela naquele período sofria de distúrbios psíquicos. Ela conhece a verdade: estávamos, ambos, presentes quando chegaram as astronaves. Eu também as vi, mesmo não tendo nunca visto os alienígenas. Ademais, eu não procuro um contato; acredito que seja muito mais importante o ensinamento. Quanto às fotos, desde 1982 os pleiadianos não se deixam mais fotografar, porque hoje com o computador é muito fácil criar fotos falsas. Eu mesmo, para provar, criei duas. Portanto, a foto não é mais uma evidência". "Os alienígenas", continua, "nos deram outras pro­vas; há 20 anos, levaram, do museu de um outro planeta, uma pistola laser, com a qual meu pai furou uma árvore. A arma agia nas ondas cerebrais da pessoa, por isso só podia ser utilizada por elementos positivos e não por loucos ou agressivos. Em seguida, os alienígenas tomaram-na de volta. Seria um problema se caísse nas mãos de alguns governos. Quanto aos fragmen­tos de UFO, eles são realmente compostos por metais presentes também sobre a Terra, mas são fundidos com uma liga que a nossa tecnologia ainda não conhece. Existem também muitas queimaduras sobre o terreno, todas sem radioatividade; quanto aos discos, existem de diversos modelos, desde os de um centímetro àqueles de vários metros, cuja energia poderia forne­cer luz por um ano a toda a cidade de Los Angeles. Encontramos também as impressões dos alienígenas: uma vez de um alienígena gigante, de três metros e meio de altura, chamado HaroHoro, e outra vez as dos elfos". Apesar de todas essas afirmações não se sustentarem, Matusalém afirma que seu pai é uma pessoa excepcional: "Tem fortíssimos poderes telecinéticos. Uma vez, concentrando-se e usando a força da mente, afas­tou por um metro uma estufa de 350 quilos, que nem mesmo em quatro conseguíamos levantar; também dobra as colheres e as torna incandescen­tes. E por uma semana a queimadura fica em suas mãos. E é uma pessoa que incomoda. Sofreu 16 atentados, dispararam contra ele e lançaram facas para matá-lo".
Quando lhe perguntamos o significado dessas experiências (sobre as quais sou cético), Matusalém responde: "Os pleiadianos vêm para nos aju­dar, para nos direcionar a uma vida mais aceitável, baseada em leis de amor, na meditação. Não estão aqui para salvar-nos dando ajuda física, por exemplo, contra o câncer ou a AIDS, mas espiritual. Sei que virão ainda para ajudar-nos...".

OS EXTRATERRESTRES DOS
PELES-VERMELHAS

Méier foi imitado por um relativo baixo número de pessoas; evidente­mente o seu contato "ateu" teve menor influência no público do que as histórias de "irmãos cósmicos" da memória bíblica. Entre os contatadores "pleiadianos", recordamos: a americana Lyssa Royai, que afirma "canali­zar" três alienígenas de planetas diferentes: Germane, Bashar e Sasha, a pleidiana. A técnica da canalização é utilizada também por Barbara Hand Clow que, em A Agenda Pleiadiana, declara ter recebido mensagens de Satya, "diretor de um grupo de pleiadianos e guardião dos arquivos sobre Alcyone, a estrela central das Plêiades". Diane Katavolos também contataria os pleiadianos (além de algumas "entidades negativas"), e Kanti "Moon-childpn" (o sobrenome é desconhecido) os veria em sonho; o italiano Valentino há anos receberia mensagens da bela Asket.
Mas, para além dessas histórias subjetivas, dizíamos que as Plêiades também são o lugar de proveniência preferido dos Sioux Lakota. Eles for­mam uma etnia muito interessante. Afirmam que o vale das Black Hills, as colinas negras entre o Wyoming e a Dakota do Sul, representam um cír­culo estrelar; isso também foi declarado pelo medicine-man Stanley Cavalo-que-olha, pai do guardião do Cachimbo Sagrado original, afirmando que "tudo aquilo que está sobre a Terra está nas estrelas, e tudo aquilo que está nas estrelas está sobre a Terra".
Ao lado da área, nas extremidades da Rapid City, aponta uma monta­nha cortada conhecida como "a torre do diabo", imortalizada por Steven Spielberg no seu filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau, onde não por acaso o cineasta judeu imaginou o desembarque dos alienígenas. As Black Hills refletem sobre a Terra diferentes constelações e estrelas, das Plêiades até o cinturão de Orion. Os Sioux sempre chamaram as Black Hills de "a planície do coração", dando a essa definição um particular signi­ficado místico e afetivo. O aspecto curioso é que quando o satélite Eros filmou e fotografou a zona, de uma distância de 700 milhas, descobriu-se que ela tem realmente o formato de um coração. Mas como os Sioux pode­riam saber disso é um grande mistério. Mas não é só. As crenças cosmogônicas dos Sioux deixaram de boca aberta os estudiosos reunidos para o Primeiro Congresso Internacional de Etnoastronomia, feito pelo Smithsonian Institution de Washington em setembro de 1983 (cujas atas foram inseridas no livro Earth and Sky, de Ray A. Williamson e Claire Farrer, impresso pela Universidade do México. Nas suas crenças é recor­rente uma figura mitológica, às vezes apresentada de maneira alegórica, outras vezes literal, conhecida como Wicahpi Jinhpaya ou Estrela Caden­te, notória em todas as populações Sioux, mas também junto aos Left Heron, como "o Messias" e citada pelo célebre xamã Alce Negro como "o Sábio" e "O sagrado UM".
Nos mitos dos nativos americanos Chickashaw, fala-se dos Iyaga-nasha, "pequenas e potentes criaturas, capazes de dar saltos incríveis e de se tornar invisíveis". Freqüentemente os Iyaganasha são associados aos misteriosos desaparecimentos de seres humanos, que são levados para uma terra desconhecida, instruídos sobre ciências ocultas e então devolvidos à sua gente.
Mas seres extraterrestres aparecem também nas lendas dos peles-vermelhas Chotaw, que acreditam no Nalusa Falaya, um ser "que se asseme­lha de alguma forma a um homem, mas tem o rosto enrugado, os olhos muito pequenos e as orelhas um tanto quanto longas e pontiagudas; o nariz também é comprido. O Nalusa Falaya tem muitos filhos que quando são pequenos possuem um estranho poder. Durante a noite eles podem tirar as suas vísceras e, mais leves, os corpos tomam-se pequenos e luminosos e, às vezes, são vistos ao longo das margens dos açudes". O Nalusa Falaya pertence ao tipo de criaturas que moram nas florestas, que os indígenas Catawba chamam "os Homens Pequenos". Esses, segundo as tradições orais recolhidas por George Lankford, se comportam exatamente como os Greys: "As vezes le­vam embora as crianças. Uma vez, levaram embora o meu irmãozinho", conta uma lenda indígena narrada em primeira pessoa, "e o fizeram sentar sobre o tronco de uma árvore em um açude. Chuparam-lhe o sangue do braço. Um parente meu atravessou as águas para ir buscá-lo e quando o pegou, o pequeno estava quase morto". A tradição dos Homens Pequenos é muito ouvida também entre os Cherokees, assim como vários xamãs afir­mam ter visto alienígenas ou ter sido levados "aos céus" (mas essa, etnologicamente, é uma crença típica do xamanismo). O célebre "homem de medicina" Alce Negro (Black Elk) contou ao seu biógrafo John Neihardt desta maneira a sua "subida ao céu": "Sim, aqueles foram dias felizes; mas terminaram. Fomos a Manchester e ali fizemos um espetáculo durante várias luas. Quando o espetáculo estava para deixar Manchester, de manhã, muito cedo, três outros jovens e eu nos perdemos naquela cidade, e a carruagem de fogo foi-se embora sem nós. Não podíamos falar a língua dos Wasichu (ho­mens brancos) e não sabíamos o que fazer, e assim continuamos a vagar pela cidade. Depois de um tempo, cruzamos com outros dois Lakota que também tinham se perdido, e um deles sabia falar inglês. Disse que se fôssemos a Londres, poderíamos ganhar dinheiro em um outro espetáculo que havia ali, e assim conseguiríamos voltar para casa. Estávamos todos loucos de vontade de voltar para casa. Assim aquele que falava inglês comprou alguns bilhetes com o dinheiro que tínhamos e fomos para Londres de trem. O espetáculo se chamava "Joe, o Mexicano ". Era um espetáculo pequeno, mas nos davam um dólar por dia para trabalhar com eles. Depois de ter trabalhado por certo tempo em Londres, "Joe, o Mexicano" nos levou para Paris, e ali fizemos esse espetáculo por muito tempo. Havia uma garota Wasichu que vinha sem­pre ao espetáculo. Ela gostava de mim e me levou à sua casa para apresentar seu pai e sua mãe. Eles também gostaram de mim e foram bons comigo. Eu não sabia falar a língua deles. Fazia alguns sinais, e a garota aprendeu algu­mas palavras em Lakota. De Paris fomos para a Alemanha e da Alemanha, a um lugar onde a terra queimava. Havia um monte alto, que terminava em fornia de barraca, e lá em cima queimava. Ouvi dizer que há muito tempo atrás uma grande cidade e várias pessoas desapareceram da Terra, naquele lugar. Eu estava cada vez mais com vontade de voltar para casa, porque tinham se passado dois invernos, desde que eu partira. Não conseguia pensar em outra coisa, e no final isso me fez ficar muito doente, mas eu pensava que devia ficar com o espetáculo enquanto não conseguisse juntar o dinheiro suficiente para a viagem. "Joe, o Mexicano" levou-nos de volta a Paris, mas desta vez eu não poderia participar do espetáculo porque estava doente. A garota de quem falei me levou à sua casa com seu pai e sua mãe, e me fez ficar melhor. Então, uma manhã, voltei para casa, mas não por muito tempo.
Naquele dia, vestia algumas roupas de Wasichu [homem branco], sapatos e tudo. A única diferença era que os meus cabelos eram longos. Não estavam trançados, mas caíam sobre os ombros. Eu me sentia bem e estávamos para tomar o café da manhã. Essa garota, minha amiga, estava sentada ao meu lado, e sua mãe, seu pai e as duas irmãs também estavam sentados em volta da mesa. Enquanto estava ali sentado, olhei para o teto e pareceu que se movia. Aparte de cima da casa começou a girar e, enquan­to girava, ia subindo para o alto. Eu via que nós todos subíamos rapidamen­te com a casa inteira, que girava subindo. Depois uma nuvem desceu na nossa direção e, de repente, eu estava sobre a nuvem, enquanto as outras pessoas e a casa caíam para trás e se distanciavam de mim. Fiquei sobre essa nuvem, que se movia velozmente. Agarrava-me com força, porque tinha medo de cair. Lá embaixo, muito embaixo, conseguia ver as casas e as cidades, a terra verde e os rios, e tudo parecia plano. Depois me encon­trei até mesmo sobre uma grande água. Não tinha mais medo, porque já entendia que estava voltando para casa. Estava escuro, e depois que a luz voltou, pude ver sob mim uma grande cidade e sabia que era o local onde tínhamos subido pela primeira vez na grande carruagem de fogo, e que me encontrava de novo no meu povoado. Agora estava muito feliz. A nuvem e eu continuamos viajando muito rapidamente, e via passar as cidades e os rios e as outras cidades e a terra verde. Depois comecei a reconhecer a região sobre a qual voava. Vi o rio Missouri. Depois vi de longe as Black Hills e o centro do mundo de onde os espíritos me levaram, na minha gran­de visão. Enfim me encontrei sobre Pine Ridge, e a nuvem parou. Olhei para baixo e não conseguia entender aquilo que via, porque parecia que quase todos os grupos do meu povo estavam reunidos lá em um grande acampamento. Vi a tenda de meu pai e de minha mãe. Estavam ao lado da tenda, e minha mãe preparava a comida. Queria saltar da nuvem para ficar com eles, mas tinha medo de morrer ao cair. Enquanto eu estava ali olhan­do, minha mãe levantou os olhos e tenho certeza de que ela me viu. Mas justo naquele momento a nuvem começou a voltar para trás, muito veloz. Isso me entristecia muito, mas não podia saltar. Embaixo, via afastarem-se rapidamente os rios e a terra verde e a cidade. Pouco depois, a nuvem e eu estávamos de novo sobre a grandíssima cidade. Depois apenas água e noi­te sem estrelas; e eu, estando completamente sozinho em um mundo negro, chorava. Mas ao final comecei a ver um fio de luz muito longe. Depois, vi novamente abaixo de mim a terra e as cidades e a terra verde e as casas que pareciam voar para trás. Logo a nuvem parou em cima de uma grande cidade, e uma casa começou a subir na minha direção, e, subindo, girava e girava. Quando tocou a nuvem, pegou-me e começou a descer de novo, sempre girando, comigo dentro. Quando tocou a terra, ouvi a voz da garota, e depois outras vozes de pessoas assustadas. Finalmente, encontrei-me, deitado na cama, e a garota e seu pai e sua mãe e as duas irmãs e um médico me olhavam estranhamente, como se estivessem assustados. Aquele que falava inglês veio do espetáculo e me disse o que tinha acontecido. Enquanto estávamos sentados à mesa para o café da manhã, disseram que eu olhara para o alto, sorrira, e depois caíra da cadeira como um morto. Ficara assim por três dias; somente de vez em quando respirava um pouco. Disseram que, com freqüência, não se sentia o bater do meu coração. Es­tavam certos de que logo eu estaria mesmo morto, e já pensavam em com­prar-me um bonito caixão. Talvez se não tivesse voltado à vida naquele momento, estaria em um belo caixão; mas, como vão as coisas agora, acho que me restará um caixão qualquer. Não contei às pessoas onde tinha es­tado porque sabia que não acreditariam. Poucos dias depois, eles ouviram dizer que Pahuska chegara novamente à cidade. Então me levaram aonde ele fazia o seu espetáculo, e ele ficou feliz em me ver. Disse a toda sua gente para fazerem três hurras de saudação. Depois me perguntou se queria ficar no seu espetáculo, ou se queria voltar para casa. Disse-lhe que não via a hora de voltar para casa. Então, disse que pensaria sobre isso. Deu-me um bilhete e 90 dólares. Depois me ofereceu um grande almoço. Pahuska tinha um coração forte. Então veio um policial e me disse para pegar as minhas coisas. Levou-me para a estrada de terra, e na manhã seguinte tinha che­gado à grande água e me fizeram subir em uma outra grande carruagem de fogo. Ficamos sobre a água oito dias. Parte desse tempo estive doente, mas não estava triste, porque voltava para casa. Quando a carruagem de fogo chegou de novo na grande cidade, no meu país, coloquei-me imediatamente em viagem pela estrada de ferro. Chegamos de manhã bem cedo a Rushville. Ali não havia um único Lakota, mas encontrei uma carroça coberta, puxa­da por mulas, que partia em direção a Pine Ridge, e assim, viajei nessa carroça. Quando cheguei a Pine Ridge, tudo estava exatamente como tinha visto da nuvem. Todos os Lakotas estavam ali reunidos, como os tinha visto, porque aquele era o ano do tratado (1889), quando os Wasichu com­praram um outro pedaço da nossa terra: tudo o que estava compreendido entre o rio Terra Fumosa (o Branco) e o rio Bom (o Cheyenne). Estivera ausente por quase três anos, e até aquele momento não tivera notícias dessa idiotice. A tenda de minha mãe estava exatamente onde a vira do alto da nuvem, e outras pessoas estavam acampadas no local em que as vira. Os meus pais estavam muito contentes e minha mãe começou a chorar de felici­dade. Eu também chorei. Já era um homem feito, mas comecei a chorar...".
Terá sido após essa impressionante experiência que Alce Negro co­meçou a acreditar em extraterrestres? Não sabemos, mas ele deixou uma "prece ao Grande Espírito", recuperada pelo ufólogo George Andrews, na qual o chefe indígena diz: "Exististes desde sempre e antes de vós havia o nada. Não há ninguém para se rezar além de vós. Os povos estelares dispersos no Universo são vossos, assim como vossos são os cabos das ervas que crescem sobre a Terra. Dia após dia, vós sois a vida de todas as coisas...".
Nasedo é o termo pele-vermelha para indicar os alienígenas. "Entre os indígenas Hopi, Apaches e Cherokees permanece a lembrança de antigos relatos sobre deuses vindos do céu que teriam trazido para eles as leis, as suas experiências, a sua ajuda e que, uma vez retornados para o céu, ficariam em contato com os ministros do culto das tribos", está escrito no site I want to believe. "Os indígenas Hopi, uma tribo do Novo México, representam com alguns ídolos o povo dos Katchinas, os mestres da estrela azul, divin­dade à qual estão ligados fenômenos naturais e místicos. Os Hopi, indígenas de origem maia, afirmam que os Katchinas são os seus civilizadores, os mestres vindos das estrelas em tempos anteriores para presentear a civiliza­ção por meio de mensagens que são até hoje encontradas nos cantos e nas danças sagradas. Os estrangeiros desceram sobre a Terra, naquele que os peles-vermelhas chamam de o tempo da criação. A entidade que se mani­festou aos pele-vermelhas como a representação dos Katchinas em vários momentos históricos, chamada Mulher Bisonte Branco, fez a sua primeira aparição em épocas remotas para instruir o povo escolhido por meio de um saber de tipo cósmico, que pode ser percebido pelos rituais clássicos das suas crenças e que formou o modelo de vida social e religioso desse povo. A utilização da roupa branca nas cerimônias deve-se justamente à tradição liga­da à Mulher Bisonte Branco. Esse culto existe em todos os diversos ramos lingüísticos dos indígenas Hopi: Taroan, Keresan, Zuni e Uto Aztecan. Essa entidade teria prometido retornar antes da mudança que os Hopi esperam adorando uma pedra conhecida como Pedra da Profecia, na qual foram esculpidas, ao longo do tempo, as diversas épocas históricas e os aconteci­mentos futuros que interessariam à humanidade. Entre as profecias que te­riam sido lidas nos símbolos das pedras: o tempo em que o homem branco traria a destruição, a Segunda Guerra Mundial, que estaria representada sobre a rocha com uma suástica nazista, além de uma catástrofe pior que no futuro levaria a uma mudança definitiva. Com base no que afirmam os Hopi, essa pedra foi trazida pessoalmente pelos mestres das estrelas para a sua tribo, pressupõe-se, portanto, um possível, real e antigo contato com uma civilização avançada com capacidade de prever acontecimentos futuros. A utilização das penas nos trajes indígenas também estaria ligada a um culto de origem estelar. As tradições Hopi afirmam que esses costumes vinham das estrelas e foram iniciados com a raça dos Akhu, os homens pássaros portadores do fogo. Nos trajes usados na dança do fogo, os Hopi portam dois discos nas costas que, durante a cerimônia, rodam e saltam. A simbologia oficial Hopi associa-os ao fogo, mas Robert Morning Sky, chefe da tribo Lakota Sioux, afirma que eles representam alguma coisa diferente do fogo. Sinais do mesmo tipo se encontram em esculturas da área mexicana, deixa­das pelas populações e que, certamente, devem ter tido uma mesma origem. Em Tiahuanaco e em Tula, as estátuas apresentam alguns discos nas costas que nenhum arqueólogo soube interpretar. A resposta para as tradições Hopi deve ser procurada no antigo contato que essas culturas tiveram no passado.
Os Hopi, conhecidos também como Pueblo, nome dado a eles pelos espanhóis durante a conquista do Novo Continente, celebram uma cerimô­nia chamada Oku Shadei ou festa da dança da tartaruga, existente tam­bém no ramo Sioux, uma das mais sagradas celebrações realizada a cada solstício de inverno.[3] O canto que a acompanha fala de dois Katchinas vestidos de branco, que vieram para trazer ensinamentos a bordo de uma enorme tartaruga. Ela é considerada um animal sagrado justamente porque está ligada ao culto ancestral que diz respeito ao meio pelo qual os Katchinas se manifestaram aos indígenas. E dedutível a aproximação entre a enorme tartaruga sagrada e um objeto voador, cuja descrição se encontra na lingua­gem de um povo que vivia em harmonia com a natureza. A adoração da tartaruga Hopi é também observada em outras culturas que apesar de dife­rentes, podem ter sido contatadas pelos mesmos seres evoluídos. Monumentos com representações desse animal são encontrados também no México, em Uxmal, onde a Casa da Tartaruga está decorada com repre­sentações pictóricas dela, e a Chichén Itzá, onde era considerado animal sagrado e, portanto, totêmico. Itzamma, o principal deus da cultura dos Itzá, no México, é representado em um baixo relevo que o mostra saindo do casco de uma tartaruga. Aqui também as duas culturas se completam mu­tuamente, fornecendo indícios claros sobre o chamado paleocontato.
Uma outra lenda presente nos vários ramos dos indígenas da América é a queda do Pássaro do Trovão. Esse mito também parece recordar a moderna fenomenologia UFO. Ela relata que, há muito tempo, dois caçado­res seguindo o curso de um rio, durante uma caçada, chegaram ao lago situado em cima do monte. Tendo escurecido, prepararam-se para enfren­tar a noite, cobrindo-se de folhagens para não sentirem frio. Mas, enquanto dormiam, um barulho atordoante, que parecia vir do lago, os acordou. Volta­ram-se e viram abaixo do nível das águas um enorme pássaro que parecia subir para a superfície. Quando veio à tona, os dois caçadores observaram um raio sair do bico e um impetuoso trovão sacudir a terra enquanto ele parecia abrir as asas. Subia cada vez mais, gerando raios ao redor, seguidos por um urro, voltando depois, de repente, para submergir novamente. O rumor dos trovões e os raios foram ouvidos durante um tempo, até quando restou apenas um borbulhar de águas na superfície. Apesar da colocação naturalística da história, parece ser bem evidente os indícios de que o Pássaro do Trovão pudesse ser algo tecnológico. A ele estão ligadas tam­bém algumas entidades, na verdade os Chippewa e os Sioux combinam a figura dessa divindade à de um deus, Wakon (de Wako, que significa sa­grado). Estes desceram entre os homens na cabeça de uma infinidade de Pássaros do Trovão; em outras culturas é representado a bordo de uma tartaruga. Novamente, o círculo se fecha. O Pássaro do Trovão e a tartaruga sagrada poderiam ser a lembrança distorcida do mesmo objeto voador, com o qual desceram seres evoluídos, e são chamados conforme cada ramo lingüístico, Katchina ou Wakon. A mesma figura de Wakon é observada em outro lugar: os índios Waikano do Mato Grosso adoram o Deus Wako, vindo da terra que está além do horizonte, percorrendo o Rio Amazonas, com uma frota de canoas redondas como cascos de tartarugas; nas Antilhas, a tribo dos Karibi adora o Grande Wako que, vestido com um longo traje branco e dotado de poderes sobrenaturais, chegou a bordo de bacias voadoras.
Entre os indígenas Navarros também estão bem vivas historias legendárias e cultos ancestrais relacionados a contatos com seres avança­dos e divinizados. Na California, o Death Valley, ou Vale da Morte, é cha­mado pelos Navarros Tomesha, a Terra Flamejante. Os Navarros Paiute contam que Tomesha é habitada no subsolo desde que a Terra era jovem. Os seus habitantes são os Hav-Musuvs que 'viajam a bordo de canoas voadoras, que se movem com um leve zumbido e podem mergulhar no ar de cabeça para baixo, como apenas as águias sabem fazer. Os Hav-Musuvs vestem-se de brancos e possuem armas manuais na forma de tubos, capa­zes de atordoar, gerando uma sensação aguda, como uma chuva de espi­nhos de cactos'. Segundo os Navarros, eles ainda estão ali e as suas naves são aquelas que hoje nós chamamos UFO. Essa história foi contada em 1948 por OgaMake, um xamã navarro, e relatada na Fate Magazine em 1949. As correspondências com a fenomenologia UFO são notáveis. As canoas voadoras movem-se fazendo um zumbido, descrição que coinci­de com aquela fornecida por um grande número de testemunhas de visões de UFOs, as quais puderam ouvir um zumbido ou um tipo de vibração de alta freqüência, talvez por causa do sistema de propulsão desses objetos. O movimento de mergulho no ar, que apenas as águias sabem fazer, poderia estar relacionado à sua capacidade de mover-se com manobras repentinas e improvisadas.
Nas lendas Cherokees, fala-se de contatos voluntários ou involuntá­rios. A mais interessante fala de um grupo de caçadores que, acampados durante a noite nas montanhas, vê duas luzes no céu similares às estrelas. O fenômeno não se repetiu na noite seguinte, por isso, depois de ter discu­tido sobre o acontecimento, decidem ir, de manhã, ao lugar onde estas pare­ciam desaparecer. Depois de muito procurar, encontraram-se diante de duas estranhas criaturas, grandes e redondas, cobertas de pelagem ou plumas da qual saía uma cabeça semelhante a uma tartaruga. Quando o vento sopra­va, as plumas se agitavam e espirravam centelhas. Curiosos, conseguiram levá-las ao vilarejo e as mantiveram sob controle por alguns dias e algumas noites. De dia, atingidas pelo vento, lançavam centelhas, enquanto de noite se iluminavam como estrelas. Depois de alguns dias, levantaram-se da ter­ra como bolas de fogo e em um instante foram para o céu sob o olhar estarrecido da tribo'. Eis que retorna a tartaruga, abacia cósmica, o vôo, ao lado de outros elementos interessantes como a forma arredondada, a parti­da vertical, a luminosidade noturna e as centelhas. Talvez os dois corpos de animais possuíssem uma energia que não era natural, mas fruto de um mecanismo tecnológico".
"Até aqui, são tradições. Mas, nos últimos anos, alguns nativos ame­ricanos começaram a demonstrar conhecimentos e eventos mais recentes em que foram protagonistas e que se ligam à história do seu povo. Robert Morning Sky no seu livro The Terra Papers. The Hidden History of Planet Heart (Os Documentos da Terra. A História Secreta do Planeta Terra), sugeriu uma interpretação da história do homem. Ele relata como seis jo­vens indígenas Hopi, em 13 de agosto de 1947, um mês depois do presumi­do acidente de Roswell, foram testemunhas do encontro de um UFO caído e de um alienígena que sobreviveu. Eles recuperaram o ser e o curaram, dando-lhe o nome de Estrela Maior, em homenagem ao seu planeta de origem. Em troca, o alienígena contou aos Hopi a verdadeira história do planeta Terra. O avô de Robert Morning Sky seria uma das seis jovens testemunhas do acontecimento e contou como a humanidade não teria nas­cido de modo natural, mas teria sido modificada geneticamente. Robert Morning Sky afirma que se hoje temos consciência e experiência, devemos isso justamente àquela intervenção externa. Os conceitos aqui expressos ligam-se ao que foi afirmado por Zecharia Sitchin sobre o Gênesis sumério e os Anunnaki. Uma afinidade anterior entre os conhecimentos dos peles-vermelhas e as tradições sumérias, estudadas por Sitchin, é observada nas afirmações dos Hopi sobre um corpo celeste especial. Kachina Na-ga-shou, segundo o que contam os Hopi, deveria aparecer no final desse ciclo (os indígenas dividem a idade da Terra em ciclos: este seria o quinto); ela é uma estrela luminosa de aspecto azul e com uma cruz sobre a face: Nibiru, segundo Zitchin, o 12a planeta do Sistema Solar, era representado pelos sumérios com o símbolo da cruz.
Morning Sky afirmou várias vezes que, apesar de o mundo ocidental considerar essas histórias como mitos e lendas, os indígenas, ao contrário, sempre tiveram tais entidades como seres vivos e seus mestres, e ele está convicto de que estejam estreitamente ligadas ao fenômeno que nós chama­mos UFO. Naturalmente não foi encontrada uma prova concreta desses con­tatos, mas independentemente da efetiva conexão entre o fenômeno UFO e esses antigos mitos, os indígenas da América conservam, assim mesmo, um saber e uma cultura para serem redescobertos e para serem melhor considerados, como patrimônio de toda humanidade".
Dan Katchongva, chefe Hopi, também acreditava que "os outros pla­netas fossem habitados" e que as preces dos peles-vermelhas "fossem escutadas lá em cima".

O HOMEM LAGARTO DESCIDO DO CÉU

Hoje, muitos chefes peles-vermelhas participam como convidados fi­xos dos congressos ufológicos, como no caso do "The heart of the hearf' (o coração, como vêem, é recorrente) realizado em Trout Lake, Washington, de 21 a 24 de junho de 2002 pela Celestial Heart Conferences, com a presença de Wallace Black Elk, vidente Lakota descendente de Alce Negro, e do sioux Guy Red Owl-Oglala. Um dos mais famosos relatores é Robert Morning Sky, que está convencido, como muitos xamãs indígenas, de que os alienígenas estão entre nós (os Lakotas afirmam até mesmo, contou-me Marjorie Tomkins da associação cultural Ina Wakan, que recebem os ETs tranqüilamente para almoçar; eles seriam em tudo idênticos a nós; em uma ocasião, um disco voador teria aterrissado em um vilarejo sioux e dele teria descido um alienígena de aspecto humano; chegou a toda velocidade um carro policial, cujas lanternas e o motor, porém, se apagaram de repen­te, é provável que por meio da ação do UFO; o disco decolou depois, de repente, sob os olhares de diversas testemunhas). O ufólogo Derrel Sims, de origem indígena, apesar de se resguardar de tantos falsos peles-verme­lhas que de repente se tornam chefes de tribo por lucro, lotando os congres­sos sobre UFOs, sustenta que um grande número de pessoas que teriam tido "contatos" é de origem genética irlandesa ou pele-vermelha.
Mas os ETs retornam também nos antigos relatos da tradição austra­liana, na qual aparece Namumaurkunjurkunju, definido pela imprensa como "um dos mais estranhos seres alienígenas, hoje considerado antepassado-lagarto, vindo do espaço para difundir o conhecimento". Esse curioso ancestral tinha como séquito uma equipe de seres conhecidos como "Numbakulla". As tradições das populações autóctones australianas fa­lam de seres muito diferentes do homem de hoje: tinham pálpebras caídas sobre os olhos, orelhas fechadas, membros colados ao corpo amorfo, já que eram seres unidos uns aos outros. A equipe celeste dos Numbakulla inter­veio geneticamente sobre esses seres "separando-os e dando-lhes a liber­dade dos membros". Namumaurkunjurkunju cuidava do alto e, quando as operações terminaram, desceu à Terra e instruiu os seres sobre como poderiam se unir para procriar...
O alienígena divino, segundo as crenças xamânicas, continuaria até hoje observando do alto o desenrolar desse admirável experimento de alta engenharia genética. Ainda na Austrália, junto às tribos Aranda e Kaitish transmite-se de geração a geração uma história interessante: quando "o Tempo era um sonho", voou sobre a Terra um grupo de extraterrestres, conhecidos como Ulla-Kupera; esse povo alienígena "transformou muitas criaturas inacabadas em homens ou mulheres". Terminada a sua tarefa, os alienígenas voltaram aos caminhos celestes em busca de outras terras inexploradas. A verdade transformou-se em relato, e o relato em lenda.
Os portadores espaciais da civilização são recordados pelos indíge­nas australianos como Wandjina e estão representados em muitas pintu­ras rupestres antigas. Existe, por exemplo, em uma parede rochosa a pintura de uma figura com capacete aureolar e, ao lado, uma quantidade de zeros, dispostos em três linhas de 21, 24 e 17, que poderiam correspon­der a números. Outras figuras foram descobertas nas rochas de Alice Springs (seres com roupas espaciais), de Laura (um homem voador), de Ndahla Gorge (deuses com antenas), de Yarbiri Soak e de Nimingarra. Na Terra de Arnhem e em Moon City, a cidade dedicada à Lua, foram descobertas pinturas que nos fazem lembrar astronautas. Rex Gilroy, diretor do Museu de História Natural de Mount Victoria, afirma ter desco­berto, nas montanhas azuis de New South Wales, uma série de desenhos primitivos que reproduzem estranhas figuras e insólitos objetos que hoje podem ser denominados astronaves, as quais evidentemente foram vistas pelos habitantes primitivos da Austrália. Quanto a Moon City, a "lenda" diz que ela foi destruída pelo carro de fogo do Deus do Sol. Curiosamente a zona está completamente erodida e seca. Efeito da natureza, dizem os arqueólogos, mas todo o resto em torno de Moon City não possui qualquer sinal de erosão.
A estudiosa Ivana Malpede, uma pesquisadora que passou dez anos na Oceania e que conduziu profundos estudos sobre essas culturas, em parte destruídas pelo contato com os "civilizadores" ocidentais, explicou-me que "muitas tradições foram ensinadas aos aborígines pelos Wandjina, os deuses que representavam o Universo e que deixaram muitas histórias e tradições orais ligadas a estrelas específicas, como Beta e as Plêiades. Segundo as tradições locais, os Wandjinas, termo que significa O Tudo, viveram em um tempo chamado dos pais (isto é, dos Criadores), uma era em que alguns desses deuses, descritos como seres gigantescos e sem boca, com a cabeça rajada e os olhos negros, ensinaram as leis aos ho­mens. Em um período indeterminado da nossa história, os Wandjina so­freram uma transformação. Criaram o mundo por meio do canto. Eram provenientes do tempo do sonho, uma época na qual os deuses não tinham uma forma bem definida, mesmo sendo gigantescos". Eram similares em tudo aos Greys, como se pode ver pela representação presente em um vasinho Karaki, obra de um indígena Womora (zona do Kimberey), que reproduzi no meu livro anterior UFO - Projeto Gênesis. E também con­corda a senhora Malpede: "Sim, é verdade. E não se pode excluir isso. Aquelas terras são repletas de aparições de UFOs. Existem representa­ções de deuses muito estranhos, humanóides alongados, com braços muitos longos, que lembram o chefe dos alienígenas no filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau".
A tradição oceânica também acredita ser plausível a existência de "serpentes criadoras". Os indígenas da ilha de Rossel acreditam em "uma ampla lagoa, em cujas profundezas ficava Tenewe, o país dos mortos. Ali morou durante muito tempo uma raça imortal, cujo chefe era Wonajõ, que de dia tinha a forma de serpente e de noite tomava o aspecto humano"; uma gênese muito similar àquela bíblica que se encontra junto aos Hainuwele de Borneo, convictos de que "o criador Mahatala", a serpente aquática (portanto, um anfíbio como os Nommo Dogon), teria gerado "a virgem Djata" (a criação neste caso é feminista; o homem veio em segundo lugar), tentada "pela extraordinária Arvore da Vida", cujos frutos não eram, porém, proibidos. O mito engloba também a luta entre os primeiros irmãos (três modelos dos habitantes do mundo superior, do gênero humano e de vários espíritos bons e ruins). Os Toba Batak de Sumatra central, cuja religião foi muito influenciada pelo Hinduísmo, acreditam que "no início o mundo do meio estava submerso pela água. Farei seres humanos, disse Mula-djadi". O "mundo do meio", ou segundo céu, é a Terra, colocada entre o mundo inferior, habitado pelos espíritos dos mortos e pelos demônios, e o céu, sede dos deuses celestes. Mas "Mula-djadi tirou do meio o Monte Tinggir-radja, que ligava a Terra com o céu, e transferiu a sua sede muito mais para cima, para que não sentisse mais nem mesmo o cheiro deste mundo".
Nessas narrações antigas se encontram com freqüência conhecimen­tos científicos impossíveis para a população da época. Os indígenas do Kajan, Bornéu central, afirmam que "os primeiros seres humanos se moviam arrastando-se pelo chão e somente depois, de geração a geração, aperfeiçoaram a sua forma, primeiramente colocando-se as pernas e aprendendo a caminhar ereto, depois completando o resto do corpo". Essa é uma descrição simples, mas realista, da evolução da espécie!


NOS CROMOSSOMOS A MARCA DO ET

Mas quando se fala de alienígenas, não se deve pensar somente nas visões de entidades estranhas, cuja lembrança deformada gerou cultos e mi­tos; os "anjos da face" não teriam trazido apenas conhecimentos espirituais e tecnológicos para levar ao progresso, ainda que pouco, a bárbara raça hu­mana; a Bíblia nos ensina que os primeiros patriarcas pré-diluvianos, que tinham um contato muito próximo com "Deus", podiam viver por períodos de tempo hoje impensáveis. Trata-se, provavelmente, de lendas, ou de er­ros por causa de uma contagem diferente do tempo; mas não podemos realmente excluir que no passado tenham existido manipulações genéticas para tentar prolongar a duração da vida humana, em um período cujas con­dições ambientais eram tão adversas, a ponto de os terrestres correrem o risco de extinção. Um indício a favor dessa hipótese surgiu graças aos cohen, os sacerdotes indicados no Êxodo por Yahweh como guardiões das Tábuas da Lei de Moisés. Eles gozavam de uma condição privilegiada (eram membros da tribo de Levi, e sobre os seus hábitos está, até mesmo, reser­vado um dos cinco livros do Antigo Testamento, o Levííico); tal privilégio foi várias vezes identificado linguisticamente por meio do uso de "Cohen" como sobrenome (modificado posteriormente para Kabn, Kahane, Kuhn) ou como adjetivo: Tali-Há-Cohen, o sacerdote; foi esse aspecto da na­tureza patriarcal da tradição hebraica dos Cohen que provocou a curiosida­de de um grupo de pesquisadores de Israel, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. Concentrando-se sobre o cromossomo masculino "Y", passado de pai para filho, examinaram centenas de "Cohen" de diferentes países e descobriram que no total havia dois únicos "marcadores" no cromossomo. Esse demonstrou ser o caso, tanto dos hebreus Ashkenazi (leste europeu) como dos hebreus Sephardi (médio orientais e africanos), que se ramifica­ram depois da destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C.; indicando o quanto eram antigos os marcadores genéticos. "A explicação mais simples e direta é que esses homens possuem o cromossomo Y de Arão", afirmou o dr. Karl Skorecki do Instituto israelense de tecnologia de Haifa.
Por outro lado, os hebreus não são iniciantes na busca "de marcas" realizadas mais ou menos secretamente: desde o estudo da Torá, por meio dos códigos (é o caso do Código da Bíblia, de Michael Drosdin, inspirado nos estudos cabalísticos de Moshé Katz, da Universidade de Haifa, que com o computador retirou da Bíblia uma letra a cada 49, encontrando pala­vras secretas e profecias), até a construção de computadores biológicos pequeníssimos, criado pelo Instituto de Ciências Weizmann, do tamanho de uma gota d'água, composto por um trilhão de células vivas e com capacida­de para calcular um bilhão de operações por segundo.
Para funcionar, esse nanocomputador precisa de pouquíssima ener­gia, com vantagens imensas para a economia energética. A equipe de estu­diosos, orientada por Ehud Shapiro, não o define como um "computador", porque é necessário ainda muito tempo para a conclusão do projeto.
O objetivo é obter um computador totalmente biológico, muito mais veloz do que qualquer computador que se possa realizar atualmente.
Mas o estudo sobre o cromossomo é a pesquisa mais fascinante con­duzida pelos cientistas, "alquimistas" do planeta. Sabemos que quando o Antigo Testamento emprega a palavrayôm junto a um número (150 vezes), refere-se invariavelmente a um dia literal de 24 horas. A única exceção, no âmbito dos números que vão de 1 a 1000, encontra-se em um texto escato-lógico, profético (Zacarias 14:7), no qual a expressão hebraica Yôm 'echad, que foi traduzida de diferentes maneiras, como: "será um dia único" (New American Standard Bible); "e haverá um dia contínuo" (New Revised Standard Versión); "será um dia contínuo", ou então, "e o dia será único" (R.L. Smith, Micah-Malachi, Waco, '1984, p. 277). O "dia contínuo" do futuro escatológico será um dia em que será mudado o ritmo normal da noite e da manhã, tanto que no dia escatológico haverá "luz também de noi­te". Os estudiosos reconhecem que essa expressão é muito específica na língua hebraica e dificilmente pode ser utilizada para mudar o uso simples que encontramos em Gênesis 1. A interpretação, portanto, da duração mé­dia da vida dos patriarcas pré-diluvianos deve, então, ser tomada literalmente! E os patriarcas bíblicos possuíam a vantagem de uma longevidade impressionante. Com o dilúvio, contam-nos os textos sagrados, a imortali­dade se perdeu, mas quem sabe, outra vez, o homem, que quer ser Deus, conseguirá realizar uma variação desse enésimo dom (ou maldição) dos deuses. Em 17 de janeiro de 2002, a imprensa relatava esta curiosa notícia: "Se lhes interessa se tornar imortal, a NASA está trabalhando para vocês. A única coisa que pede em troca é um pouco de confiança nas nanotecnologias. O caminho para chegar à técnica da vida eterna pode parecer tortu­oso, mas já há quem o está percorrendo. Cinco estudiosos, James Leary, Stephen Lloyd e Massoud Motamedi, da University of Texas; Nicholas Kotov, da Oklahoma State University; e Yuri Lvov, da Louisiana Tech Uni­versity, estão conduzindo uma pesquisa financiada pelo órgão espacial ame­ricano, com a finalidade de aplicar nos astronautas a nanocirurgia. O obje­tivo deles é construir minúsculas navezinhas capazes de navegar dentro do corpo humano e de reparar as células prejudicadas. Certamente, já vimos uma história do gênero no filme Viagem Insólita, mas, desta vez, se fala seriamente. Os astronautas, segundo o site da NASA na Internet, têm um grande problema com as radiações. Todas as vezes que deixam a Terra, perdem a proteção do campo magnético que envolve o planeta. Natural­mente, estão protegidos por materiais e macacões especiais, mas estes estratagemas não bastam. Algumas partículas movidas pela radiação pene­tram, assim mesmo, as telas e furam as células como se fossem pequenos projéteis. O resultado, em muitos casos, é o desenvolvimento de graves doenças, como o câncer. Para resolver esse problema, a NASA pensou na nanocirurgia. Esse setor da pesquisa médica tem a ambição de criar minús­culas partículas, capazes de se moverem pelo corpo humano para identifi­car as células doentes e curá-las ou destruí-las. As partículas possuem dimensões de algumas centenas de nanômetros, isto é, muito menores do que uma bactéria, pois um nanômetro é a milionésima parte de um milíme­tro. Elas carregam em seu interior as substâncias necessárias para reparar o DNA de uma célula, como algumas enzimas, e as liberam somente depois de terem penetrado na membrana. Os médicos podem injetar milhões delas no sistema circulatório, lançando-as contra o seu objetivo específico. Todas as células, na verdade, emitem sinais, e, quando são prejudicadas pelas radiações, produzem uma proteína chamada CD-95. Dessa forma, infor­mam que estão feridas. As nanopartícuias têm a capacidade de decifrar a mensagem e penetrar a membrana para liberar a substância necessária para curá-las. Mas o que isso tem a ver com a imortalidade? Em primeiro lugar, uma terapia desse tipo consentiria a cura com eficácia de doenças gravíssimas, como o câncer, sem os efeitos destrutivos da quimioterapia ou da cirurgia. Seria já um grande passo adiante, mas não é tudo. Para enten­der melhor, basta pegar nas mãos o livro The First Immortal, escrito por James Halperin em 1999. Conta a história de Ben Smith, um ancião que sofre um terrível ataque do coração. Estamos em 1988, e Ben não quer morrer. Portanto se entrega a uma nova prática chamada criogenia: conge­la o seu corpo, na esperança de que a ciência desenvolva técnicas para ressuscitá-lo e curá-lo. Em 2072, por ocasião do seu 147o aniversário, Smith é reanimado por uma bisneta que usa os prodígios da nanotecnologia. Fic­ção científica? Certamente não. Na América, os centros de criogenia já existem, e do resto a NASA está cuidando...


A DESCIDA DOS VIGILANTES

Conta-nos o Capítulo 4: "[1] E no terceiro setênio do segundo jubileu (Eva) gerou Caim, no quarto gerou Abel e no quinto gerou a filha Awan. [2] E no início do terceiro jubileu, Caim matou Abel, pois (Deus) aceitara a oferta das suas mãos e não aceitara o sacrifício das mãos de Caim. [3] E (Caim) o matou no campo. E o seu sangue gritou pela terra até o céu, chorando por causa daquele que o matara, [4] e o Senhor censurou Caim, por ter matado Abel. E, por causa do sangue do seu irmão, expulsou-o da terra e o amaldiçoou. [5] Por isso, sobre as tábuas do céu, está escrito: maldito aquele que machuca o próprio amigo por maldade e (malditos) to­dos aqueles que ouviram (isso) e o aprovaram; e aquele que viu e não contou, seja maldito como ele. [6] E por esta razão, porque ouvimos, vie­mos expor, diante do nosso Senhor Deus, todos os pecados que estão no céu e na terra, na luz e nas trevas, e por toda a parte. [7] E Adão e a sua mulher ficaram quatro setênios arrependidos por Abel. E no quarto ano do quinto setênio (Adão) foi feliz e conheceu pela segunda vez a sua mulher e esta lhe gerou um filho que ele chamou Seth porque, disse, Deus nos deu, na terra, outra prole em substituição a Abel, morto por Caim. [8] No sexto setênio, ele gerou a filha Azura. [9] E Caim tomou para si, como esposa, sua irmã Awan e esta, ao final do quarto jubileu, gerou Enoch. E no primeiro ano do primeiro setênio do quinto jubileu, foram construídas casas sobre a terra e Caim construiu um povoado e o chamou, com o nome do seu filho Enoch. [10] E Adão conheceu Eva, a sua mulher, e ela lhe gerou outros nove filhos. [11] E no quinto setênio do (quinto) jubileu, Shet tomou como mulher a irmã Azura e ela, no quarto (ano), gerou-lhe Enosh. [12] E ele começou, primeiramente, a invocar o nome do Senhor sobre a terra. [13] E no sétimo jubileu, no quinto setênio, Enosh tomou como esposa a própria irmã Noemi e esta, no terceiro ano do quinto setênio, lhe gerou um filho e ele o chamou Qenan. [14] E ao final do oitavo jubileu, Qenan tomou como esposa sua irmã Mualet e esta, no terceiro ano do primeiro setênio do nono jubileu, gerou um filho e ele o chamou Mahalalel. [15] E no segundo setênio do décimo jubileu, Mahalalel tomou como esposa Dina, filha de Barakehel, (e) filha da irmã de seu pai e ela, no terceiro setênio, no sexto ano, gerou-lhe um filho e ele o chamou Iéred, pois, naqueles tempos, desceram sobre a terra os Anjos do Senhor, chamados vigilantes, e ensinaram os filhos do homem a serem justos e retos sobre a terra. [16] E no 11º jubileu, Iéred tomou como esposa Baraka, filha de Rasuyal, filha da irmã de seu pai, no quarto setênio deste jubileu, e esta, no quinto setênio, no quarto ano do jubileu, gerou-lhe um filho e ele o chamou Enoch. [17] Ele foi o primeiro, entre os homens nascidos na terra, a aprender a escrita, a doutrina e a ciência para que os homens conhecessem os períodos dos anos segundo as regras de cada Lua, escreveu no livro os sinais do céu segundo a regra das luas. [18] Ele foi o primeiro a escrever os testemunhos e os falou à huma­nidade, nas famílias da terra, e indicou os setênios dos jubileus, indicou os dias dos anos, assim como nós lhe indicáramos. [19] Ele viu o passado e o futuro em visões noturnas, em sonho, e o que acontecerá à humanidade, às suas gerações. [20] E no 12o jubileu, no sétimo setênio, tomou como esposa uma mulher chamada Edena, filha de Danei (e), filha da irmã de seu pai e ela, no sexto ano daquele setênio, gerou-lhe um filho e ele o chamou Metushálah [21] e passou, então, seis jubileus com os Anjos de Deus e (estes) lhe mostraram tudo o que estava na terra e nos céus, a potência do Sol, e escreveu tudo [22] e Enoch testemunhou contra os vigilantes que tinham pecado junto com as filhas do homem, pois começaram a unir-se com as filhas da terra e a ficar impuros e Enoch testemunhou contra todos eles. [23] E ele foi tomado dentre os filhos do homem e nós o levamos, para (sua) grandeza e a (sua) glória, no jardim do Eden, e ei-lo ali a escrever o juízo e a condenação do mundo e toda a maldade da humanidade. [24] E (o Senhor), por sua causa, mandou o dilúvio sobre a terra do Éden, pois ali ele foi posto como sinal para testemunhar contra os filhos do homem (e) para dizer todas as ações das gerações até o dia do juízo... [29] E no final do 19a jubileu, no sétimo setênio, no sexto ano, Adão morreu e todos os seus filhos o enterraram na terra onde fora criado e ele foi o primeiro a ser enterrado naquela terra [30] e faltavam 70 anos para mil anos, pois, nos testemunhos dos céus, mil anos equivalem a um único dia. E por isso, sobre a árvore do conhecimento, foi escrito: No dia em que comeres dela, morrerás. E por isso (Adão) não completou os anos daquele dia: porque morreu naquele mesmo dia. [31] E quando se completou este jubileu, no mesmo ano, depois dele, foi morto Caim: a casa caiu sobre ele, morreu no meio da casa, atingi­do pelas suas pedras, porque com uma pedra matara Abel e pela pedra, para uma condenação justa, foi morto. [32] Por isso, sobre as tábuas do céu, estabeleceu-se: Aquele que mata com armas o seu próprio compa­nheiro seja morto com ela (arma); assim como feriu, seja por nós, ferido!"

A QUEDA DOS GIGANTES

Prossegue o Capítulo 5: "[1] E foi quando os fdhos do homem come­çaram a multiplicar-se sobre a terra e nasceram deles algumas fdhas (que) os anjos do Senhor, ao vê-las no ano um deste jubileu (e), por serem belas de se ver, as tomaram como esposas entre todas aquelas que escolheram, e elas geraram seus filhos e estes eram gigantes. [2] E cresceu a maldade sobre a terra e todos os seres corromperam o seu modo de viver, dos ho­mens aos animais, às feras, aos pássaros e até aqueles que se arrastam sobre a terra. Todos corromperam o seu próprio modo de viver e as suas próprias regras e começaram a se devorar entre si; a crueldade aumentou sobre a terra e os pensamentos de todos (foram) igualmente, em todo tempo, maus. [3] E, o Senhor olhou a terra. E eis que ela se corrompera e cada ser de carne corrompera a própria regra (da vida), e todos, diante dos seus olhos, tornaram cruel (tudo) aquilo que estava sobre a terra. [4] E disse: Apagarei o homem e todos os seres de carne que foram criados sobre a face da terra. [5] Somente Noé encontrou graças diante dos olhos do Senhor. [6] E enfureceu-se muito contra os seus anjos que mandara para a terra (a ponto de) retirar-lhes todos os poderes e dizer-nos para uni-los nas suas profundezas: e eis que eles estão unidos entre si e estão sós. [7] E contra os seus fdhos desceu a palavra da boca do Senhor para feri-los com a espada e expulsá-los da terra. [8] E disse: O meu espírito não estará, para sempre, nos homens, visto que eles são (de) carne. Que seja, o tempo deles, de 120 anos. [9] E mandou para o meio deles a sua espada para que cada um matasse o seu companheiro. E começaram a matar-se uns aos outros até que todos caíram sob a espada [10] e, sob o olhar dos seus pais, foram eliminados sendo, então, unidos nas profundezas da terra até o dia do juízo final para a condenação eterna de todos aqueles que corromperam, diante do Senhor, o próprio modo de viver e o próprio modo de pensar. [11] E os eliminou todos do seu lugar e não houve nenhum que ele não tenha conde­nado por toda a sua crueldade. [12] E fez, em cada obra sua, uma criação nova e boa para que não cometessem o pecado eterno, em todas as suas criaturas, e fossem todos, em cada espécie, sempre bons. [13] E a conde­nação de todos eles foi estabelecida e escrita sobre as tábuas do céu sem injustiça e para todas as criaturas e todas as espécies, que transgrediam o caminho que fora estabelecido que seguissem, não o seguindo, foi escrita uma condenação. [14] E das coisas que estão no céu e na terra, na luz e nas trevas, no Inferno, nos abismos e na sombra não existe nenhuma cujas condenações (não tenham sido) estabelecidas, escritas e esculpidas para todos, para os pequenos e para os grandes... [19] E, para todos aqueles que, antes do dilúvio, corromperam o próprio modo de viver e de pensar, não foi feito favoritismo: com exceção de Noé, porque foi parcial no que se refere aos filhos que (Deus), por sua causa, salvou do dilúvio, pois seu coração era bom em todo o seu modo de viver, assim como lhe fora ordena­do, e ele não se afastava nunca daquilo que fora estabelecido para ele. [20] E o Senhor disse: Destruirei tudo aquilo que está sobre a terra e tudo o que foi criado, dos homens às feras, aos animais, aos pássaros e aos répteis. [21] E, para que o salvasse do dilúvio, ordenou a Noé que fizesse para si uma arca. [22] E Noé fez uma arca da maneira que (o Senhor) lhe havia pedido, no quinto ano do quinto setênio do jubileu. [23] E entrou nela no sexto (ano) deste (setênio), no início do segundo mês. Até o 16 entrou ele e todos aqueles que nós introduzimos para ele na arca, e o Senhor, à noite, deixou do lado de fora o 17. [24] E o Senhor abriu as sete cataratas do céu e as sete aberturas, em número de sete, das fontes do grande abismo. [25] E as cataratas começaram a derramar água do céu por 40 dias e 40 noites, e as fontes dos abismos fizeram subir (ao nível da) água até que todo o mundo se encheu de água. [26] E a água cresceu sobre a terra, elevou-se 15 côvados acima das altas montanhas e a arca elevou-se da terra e seguiu vagando sobre a superfície das águas. [27] E a água esteve sobre a terra por cinco meses, (isto é) 150 dias. [28] E a arca seguiu vagando e parou sobre o cume de Lubar, um dos montes de Ararat. E no quarto mês fecha­ram-se as fontes do grande abismo, as cataratas do céu foram retidas [29] e, no início do sétimo mês, todas as aberturas dos abismos da terra se abriram e a água começou a descer para o abismo inferior. [30] E no início do décimo mês, apareceram os cumes dos montes e, no começo do mês, apareceu a terra. [31] E as águas desapareceram de cima da terra no sétimo ano do quinto setênio e no 17o dia do segundo mês a terra secou. [32] E no 27o (Noé) abriu a arca e liberou as feras, os animais, os pássaros e os répteis. Depois do dilúvio, o texto nos conta da separação dos filhos de Noé e, no sétimo capítulo, de Ham que "[14] construiu uma cidade e a chamou com o nome de sua mulher: Neelat Mek. [15] Yafet viu, teve inveja de seu irmão e construiu ele também uma cidade e a chamou com o nome de sua mulher, Seduqatelbab. [17] E eis que as cidades são três, próximas ao Monte Lubar: Seduqatelbab de frente para o monte, a oeste: Naultemauk na direção do Norte e Adataneses, na direção do mar. [18] E estes (são) os filhos de Shem: Elâm, Assur e Arpakshad. Esta é a estirpe, dois anos depois do dilúvio... [19] (E estes são os filhos de Yafet): Gomer, Magog, Madai, Yavan, Tubal, Meshek, Tiras. Estes são os descendentes de Noé. [20] E no 28a jubileu Noé começou a dar as ordens, a justiça e os mandamentos a seus descendentes - do jeito que os conhecia - e disse aos filhos para aplicar a justiça, cobrir as partes, bendizer Aquele que os criara, respeitar o pai e a mãe, amar ao próximo e manter-se distante de toda fornicação, de toda impureza e crueldade. [21] Porque, por causa destas três (coisas), houve o dilúvio sobre a terra; por causa da sua fornicação que os anjos vigilantes, desrespeitando os preceitos da sua lei, fizeram de séquito algumas filhas dos homens, para que tomassem esposas entre aquelas escolhidas; e porque deram início à impureza. [22] E os filhos de Nafadem geraram filhos e todos eles não se assemelhavam e comiam-se uns aos outros. E o gigante matou Nafil e Nafil matou Eleyo e Eleyo matou o filho do homem e o homem matou o seu amigo [23] e todos começaram a fazer crueldades e a derramar o sangue de muitos, e a terra se encheu de crueldade. [24] E depois, todos eles, (também) as feras, os animais, os pássaros e os répteis (tornaram-se maus). E se es­palhou o sangue de muitos sobre a terra, e todos os pensamentos e a vontade dos homens eram sempre cruéis e vaidosos. [25] E o Senhor, por causa das suas ações e do sangue que fora derramado no meio da terra, eliminou tudo da face da terra. E no Capítulo 8: "[1 ] E no 28o jubileu, no início do primeiro setenio, Aipakshad tomou como esposa Rasuya, filha de Susan, filha de Elam e esta, no terceiro ano desse setênio, gerou para ele um filho e ele o chamou de Qenan. [2] E o filho cresceu; o pai ensi­nou-lhe a escrita e foi procurar para ele um lugar para ocupar, um povoado. [3] E encontrou um escrito que os antigos esculpiram sobre a pedra, leu o seu conteúdo, transcreveu-o e viu que nele havia a doutrina dos vigilan­tes e como eles viam os presságios do Sol, da Lua, das estrelas, e em todas as constelações. [4] Escreveu e não falou do seu escrito a Noé para que este não se enfurecesse com ele por causa disso...

Um comentário:

Dunga disse...

Gostei muito do livro , pena que ele foge muito do foco que eu gostaria que fosse UFO, e fala muito sobre a religião católica.