quarta-feira, novembro 30, 2011

PARTE 2 DO LIVRO : A Ameaça - Relatório Secreto Objetivos e Planos dos Alienígenas POR David M. Jacobs


Criando o Homo Alienus

Em 1992, comecei uma série de sessões de regressões hipnóticas com uma mulher que aparentemente tinha tido relações sexuais com um híbrido de aparência humana. Durante uma conversa, "Emily" e o híbrido haviam discutido sobre seus pais. Perguntei-lhe se haviam discutido as diferenças entre ele e nós. Ela me disse: "Ele é um híbrido. Sua mãe era como eu e seu pai era como ele. Então, ele... é um degrau mais perto." Fiquei intrigado com o que ela disse. Se verdadeiras, as implicações das suas informações eram extraordinárias.
À medida que eu pensava nas declarações de Emily, comecei a adicio­nar outras informações no mesmo contexto. Durante anos, os abduzidos têm relatado uma variedade de tipos híbridos. Alguns híbridos se parecem muito com alienígenas. Outros parecem uma combinação de seres huma­nos e alienígenas, e outros parecem extremamente humanos. Embora o processo exato de hibridização não seja conhecido, é possível, agora, for­ mular uma teoria que explica os tipos desbaratados de híbridos e suas ativi­dades.
A hibridização parece progredir em estágios. Pelos relatos de abdução, é claro que ela começa in vitro com a reunião dos espermas, de óvulos hu­manos e material genético alienígena. O resultado desta reunião, que é "de­senvolvido" parcialmente numa mulher hospedeira e parcialmente num dispositivo de gestação, é um ser híbrido que é um cruzamento entre alienígenas e humanos (híbrido 1). Muitos desses híbridos parecem quase alienígenas. Eles têm grandes olhos negros sem a parte branca; corpos pe­quenos e magros; braços magros; pernas magras; cabelos finos, esparsos e quase inexistentes; uma boca pequena; orelhas pequenas ou quase inexisten­tes e queixo pontudo. Eles não têm genitais. Alguns parecem tanto com os alienígenas que os abduzidos freqüentemente os confundem com alienígenas "puros”.
O próximo estágio (talvez o segundo) no processo de hibridização ocorre quando os alienígenas juntam um óvulo humano e esperma e assimilam material do híbrido do primeiro estágio (híbrido 1) no zigoto. Isto tam­bém começa como um procedimento in vitro e, então, requer tanto uma hospedeira humana quanto um dispositivo de gestação para o feto poder "nascer". A descendência resultante é um cruzamento entre o híbrido 1 e o humano. Estes seres (híbridos 2), ainda se parecem muito com os alienígenas. Eles têm a cabeça com a forma estranha, o queixo pontudo, altos zigomas, e uma pequena quantidade de branco nos olhos; seu cabelo é ainda muito ralo, mas em maior quantidade; seus corpos são magros mas largos. Não há nenhuma prova de que o híbrido 2 possa reproduzir. Quando maduros, esses híbridos de primeiro estágio muitas vezes ajudam os alienígenas com os procedimentos de abdução e são uma parte integral da mão-de-obra alienígena. Os abduzidos os vêem cuidando dos bebês e das crianças híbri­das, e executando outras tarefas importantes.
O próximo (talvez terceiro) estágio de hibridização envolve tomar um óvulo humano e esperma, e adicionar material genético do híbrido. Como os estágios anteriores, o processo de hibridização em estágio intermediário começa in vitro, continua no útero e também depois num dispositivo de gestação. Os híbridos resultantes (híbridos 3) parecem-se muito com os hu­manos. Se vestidos de maneira adequada e usando óculos escuros, eles po­deriam "passar" por humanos, embora tenham uma aparência peculiar. Os abduzidos dizem que os híbridos 3 podem ter muito escuro nas suas pupi­las e não ter pálpebras ou dlios. Como os híbridos dos estágios anteriores, esses híbridos ajudam os alienígenas, e alguns são responsáveis por traba­lhos mais complexos - realizando até abduções completas sem a supervi­são dos alienígenas.
A hibridização atinge um ponto crítico na geração de estágio mais avan­çado, "possivelmente" o quarto ou quinto. Mais uma vez, os alienígenas usam o processo de hibridização comum, combinando o óvulo humano e o esperma com material genético de um híbrido 3. Os híbridos resultantes de estágio avançado estão tão próximos dos humanos que poderiam facilmente “passar” por humanos sem serem notados.
A maioria dos híbridos de estágio avançado têm olhos de aparência normal (talvez apenas com a pupila um pouco dilatada). A cor da sua pele parece com a da pele humana, mas às vezes é um pouco mais clara. Muitas vezes, eles têm cabelo tipo escovinha, mas alguns têm cabelos com­pridos e até encaracolados. Alguns não têm sobrancelhas ou cílios, e a maioria não têm cabelo no corpo ou no púbis. Seu tórax às vezes é ma­gro, às vezes musculoso, mas nunca obeso. Muitas vezes são louros com olhos azuis, embora os abduzidos tenham notado uma variedade de cores de cabelo e dos olhos. As fêmeas têm características sexuais dos humanos e cabelo mais longo. A maioria dos machos têm genitais normais, mas os pênis poderiam ser considerados muito finos. Os machos não são circun­cidados. Esses híbridos de estágio avançado são chamados de "nórdicos" pelos abduzidos.
Os híbridos de estágio avançado possuem a extraordinária habilidade mental dos alienígenas. Eles podem realizar procedimentos de encarar, var­redura mental, visualização, projeção de imagens e assim por diante. Têm domínio quase completo sobre os abduzidos, que relatam ter um pouco mais de controle físico e mental durante a atividade de abdução pelos híbridos - não o bastante entretanto para resistir efetivamente às abduções.
Os híbridos de estágio avançado têm um atributo singularmente importante: podem reproduzir com humanos. Podem ter relações com os humanos de maneira "normal", superando a fase de coleta de óvulos e es­perma das abduções. A descendência híbrida resultante é levemente dife­rente dos Seres humanos "normais".
Embora se desconheça exatamente o número de estágios de desenvol­vimento de híbridos, as provas apontam inexoravelmente para o desenvol­vimento de um híbrido progressivamente parecido com o ser humano e com o comportamento humano, e a habilidade alienígena de manipular os seres humanos. Se os híbridos machos de estágio avançado podem repro­duzir com as híbridas fêmeas de estágio avançado não se sabe. Os abduzidos têm relatado que as fêmeas híbridas de alto estágio têm tido dificuldade em levar uma gravidez a termo.
Uma vez que os híbridos nascem, os alienígenas os dirigem em um tipo específico de serviço. Por exemplo, foi dito a Kathleen Morrison que alguns híbridos são para adquirir conhecimento, alguns são para "assis­tir" e alguns para ambas as tarefas. Ela também compreendeu que os "modelos" híbridos de geração avançada têm mais "poder" do que os pri­meiros. Claramente, nem todos os híbridos são iguais em comportamento e capacidade.
Os pesquisadores sabem pouco sobre o dia-a-dia dos híbridos. Entre­tanto, as narrativas de abdução têm fornecido bastante informações para, pelo menos, delinear muitas atividades dos híbridos, desde o feto até o adulto.



Fetos

Quando os fetos são removidos das abduzidas, são mantidos em tanques cheios de nutrientes líquidos. As abduzidas têm relatado a existência de salas, algumas pequenas, outras quase cavernosas, contendo centenas, e às vezes milhares, de tanques com fetos em gestação - seus grandes olhos negros abertos dominando seus pequenos corpos. Os tanques muitas vezes são arrumados de acordo com o estágio de gestação ou de desenvolvimento, do mais novo ao mais velho. Um alienígena cinzento disse a Allison que os fetos de estágio mais avançado são mantidos por mais tempo no útero por­que não podem se sustentar em incubadoras por muito tempo. Os híbri­dos de estágio anterior, disse ele, podem ser mantidos nas incubadoras por períodos mais longos.

Bebês

Quando os "recém-nascidos" são removidos dos tanques, geralmente são impassíveis, especialmente os híbridos de primeiro estágio. Parecem, com­parados aos humanos, parados e talvez "doentios". Não choram, não pe­gam com as mãos e seus corpos não têm as mesmas tensões musculares dos bebês humanos. As abduzidas muitas vezes comentam que esses bebês pa­recem sábios ou "maduros" para sua idade; algumas abduzidas têm dito que os bebês se comunicam com os olhos, como se estivessem absorvendo in­formações da abduzida através de um contato neural. Se isso é verdade, não se tem certeza, mas muitas abduzidas têm dito que os bebês, até mesmo numa idade inferior a dois anos, têm capacidades mentais fora do comum. Suzan Steiner uma vez teve nas mãos um bebê que a impressionou, por apresentar capacidade superior à da sua idade:

Ele parece ter de três a quatro meses, mas parece muito mais alerta do que um bebê desta idade... Não é realmente uma coisa física, mas eu podia ver que ele parecia estar olhando em torno. Ele tem um olhar curioso na sua face, apesar da expressão indiferente dos bebês de três a quatro meses. Ele parece de alguma forma mais velho e sábio. Quando olho nos seus olhos, tenho a mesma sensação que tenho daquele ser alto, quando estou na mesa de operações. Assim, tento evitar olhar nos seus olhos, porque isso me dá um certo desconforto. É quase como se os olhos pudessem me controlar e a gente não quer olhar para esses olhos por muito tempo.

As abduzidas têm alimentado os bebês no peito e em mamadeiras, e também têm pintado nutrientes na sua pele. Os bebês híbridos de primei­ro estágio parecem comer absorvendo líquido, os de estágio médio se ali­mentam por uma combinação de absorção e ingestão, e os híbridos de es­tágio avançado ingerem com a boca.

Crianças pequenas

Muitas vezes as abduzidas relatam ter tido contato com crianças híbridas (de dois a seis anos), em situações de grupos. O grupo de crianças geral­mente consiste em híbridos de estágios mistos, e os alienígenas levam as abduzidas às crianças para terem contato físico, brincar com elas ou ensinar-­lhes. Se há crianças abduzidas, eles pedem a elas que sejam líderes nos brin­quedos, ensinando os híbridos a brincar. Por exemplo, a criança humana pode sugerir que eles brinquem de roda; então, ela mostra aos híbridos como segurar as mãos e como andar em roda.
As crianças híbridas às vezes brincam com brinquedos humanos (cami­nhões, ursinhos, bonecas, aviões e bolas), e às vezes com brinquedos alienígenas (uma bola que tem cores que mudam dentro dela e pula no meio do ar, e outros brinquedos de alta tecnologia). As crianças alienígenas têm as suas habilidades e podem executar varredura mental e outros procedi­mentos com o uso do nervo óptico. As abduzidas relatam que as crianças usam o procedimento de olhar dentro dos olhos, para obter informações dos humanos.
Diversamente dos alienígenas, as crianças híbridas demonstram infini­tas diferenças de personalidade. Por exemplo, Diane Henderson entrou num quarto onde havia cinco ou seis crianças. Todas tinham olhos azuis com pouco branco, cabelo revolto, nariz pequeno, e vestiam roupas brancas. Ela se ajoelhou e abraçou uma a uma. O quarto tinha alguns blocos no chão, mas não havia nada para as crianças brincarem.

Eles só ficam olhando para mim como se olhassem nos meus olhos... todos parecem gostar de mim por alguma razão... Há uma menina que é mais tímida que as outras. Alguns parecem ser mais alegres de alguma forma. Não são tão lentos. Movimentam-se mais. Não muito mais. Parecem ser muito bem-comportados. Mas acho que não vi nenhum branco dos olhos em ninguém.

Freqüentemente, os alienígenas parecem se preocupar em dar às crian­ ças alguma estimulação sensorial. Eles às vezes constroem uma espécie de brinquedo que imita a natureza, para as crianças híbridas brincarem. Sarah Stevenson, uma corretora de imóveis de Delaware, entrou numa sala que parecia uma "bolha de vidro" onde viu Cindy, uma amiga dela também abduzida, brincando no chão com um grupo de cerca de quinze crianças, de três a quatro anos. Todas estavam ajoelhadas no chão com alguns adul­tos ao redor.

A impressão que se tem é que se está num zoológico e se procura uma casa. É muito cinzento, parece areia, luz, sabe como é, muita luz. Não há lilUita grama ou mais parece um tipo de pedregulho de areia, um bocado marrom. As crianças estão ajoelhadas no chão. Parece que estão vestindo a mesma coisa... uma túnica pequena ou algo assim. Não se vêem sapatos ou chinelos. Elas só estão com as túnicas.
Elas têm algum brinquedo?
Hum, hum. Não parece nada complicado. É como se fossem uns qua­drados. Parece que há alguns adultos ali, parecendo humanos. Dá a impressão de que estão brincando com eles.
Humanos normais ou uma espécie de humanóides?
Parecem seres humanos. É difícil para mim ver muito claro. Acho que Cindy está lá.
O.K.! E o que ela está fazendo?
Ela está sentada no chão com elas. Parece que está mostrando a elas como brincar com os quadrados. Eu não sei por quê, mas parece que há cavernas ou algo parecido. Não sei por quê. Como se eles estivessem brincando no chão e atrás deles há alguma coisa parecendo uma rocha. Dá a impressão de um zoológico?
Os alienígenas parecem saber das variadas necessidades das crianças híbridas, dependendo do seu estágio de hibridização. Um alienígena levou Roxanne Ziegler, uma enfermeira que mora no estado de Nova York, para ver um grupo de crianças que estavam brincando juntas. Então, um híbri­do adulto levou Roxanne para visitar uma criança em estágio avançado. Ela estava num quarto de brinquedos com um equipamento de escalar monta­nhas. Essa criança estava vestida com roupas humanas. O acompanhante disse que a criança nascera no ano de 1990 e que era de Roxanne.
Bem, agora ele está me levando para este outro quarto. Há uma espécie de corredor para esse quarto. Há uma espécie de quarto de ginástica com equipamentos. E é todo pintado de várias cores. Quer dizer, parece que é feito de metal. E há uma escada, há ganchos conectando com caixas abertas, uma espécie de labirinto, mas há ganchos. Uma seção é pintada, há várias outras misturadas. O degrau é vermelho e uma barra é verme­lha, a próxima barra é amarela, a próxima é como se fosse azul e a próxi­ma verde - é uma coisa assim. O.K. Há um garotinho que está se pendurando nessa coisa.
Ele tem a mesma idade dos outros ou é um pouco mais novo?
Eu acho que ele é mais velho. É um pouco mais escuro, o cabelo é mais escuro. Quer dizer, como se fosse, como a diferença entre... um tipo escandinavo, com cabelos louros e pele clara, para um... eu não sei, talvez mediterrâneo, talvez. Você sabe, mais escuro, como bronzeado... estão dizendo que ele venha para cá, estão pedindo que venha para mim, e ele está vindo. Eles têm esse garotinho vestido diferente das outras crianças que estavam brincando no outro quarto.
Ele não está usando o roupão branco?
Não. Ele tem uma... uma camisa de meia toda listrada. Quer dizer, você sabe, as listras que passam pela camisa. E também como um short azul.
O.K. Ele tem sapatos ou sandálias?
Sim. Ele está com um sapatinho marrom. E, sim, ele está vindo para mim. E fica ali em pé, está olhando para o ser e olhando para mim. Eu me ajoelho e o pego nos braços, e você sabe, digo a ele que quero dar-lhe um abraço, e ponho meus braços em torno dele... (ele) põe seus braços em torno de mim também. Aí eu me levanto com ele nos braços, e o ser parece estar muito contente. Esse ser disse que eu também segurei o garotinho quando era um bebê. Mas não posso levá-Io para casa comigo. Ele tem de ficar ali, porque eles dizem que não sobreviveria fora do ambiente que eles providenciaram. Mas eles se organizaram para que nós ficássemos juntos naquele dia. Parece que o que eles querem é que ele se acostume com a nossa raça de alguma forma, porque num certo ponto estão tentando criá-Io de modo que possa sobreviver nessa sociedade de alguma forma. Mas ele é diferente, sabe como é, ainda está ligado a eles. Mas ele pode, esse garotinho pode já ter uma vontade de fazer um pouco do que quiser. Havia alguma coisa numa prate­leira que ele não podia alcançar, ele queria dar para mim, queria me mostrar aquela coisa.
Qual era a distância da prateleira?
Bem... a prateleira é do outro lado da sala, e eu provavelmente não conseguiria alcançá-Ia, mas ele queria trazer isso para mim. É... uma espécie de nave foguete, não é uma nave espacial, é uma nave foguete, pequena e prateada. E do jeito como ele está pegando, só deseja que venha para ele, e o brinquedo flutua em sua direção. Ele pode me dar. É um pequeno foguete prateado. E é uma coisa, como uma espécie de forma de lápis, sabe como é, uma coisa com jeito de lápis dourado e com uma espécie de asas presas ao corpo.
Sim, como um foguete antigo.
Sim.
Parece um brinquedo do tipo americano, ou é um pouco diferente, ou...?
Bem, é de metal.
Tem marcas ou decalques, como você sabe, um brinquedo teria a bandei­ra americana pintada, alguma coisa assim? Você sabe, decalques colantes que se colocam no corpo do foguete.
Tem algo como um triângulo branco... você sabe como é que é, tem uma base curta e um lado reto... e invertido, do outro lado tem uma espécie de asa, azul em cima.
O.K. E esta coisa flutua em sua direção?
Sim, flutuou direto para sua mão e ele mostra para mim, ele está meio excitado com isso.
Ele se comunica com você ou... somente lhe mostra?
Sim. Os seus olhos estão mais ou menos brilhando, está sorrindo e apontando para a coisa. Ele é engraçadinho...
E você o está carregando todo esse tempo?
Sim, estou em pé e carregando-o nos braços, e ele está me mostrando essa coisa... Agora ele quer descer, mas aparentemente não me diz que quer descer. Ele saiu como que flutuando dos meus braços para o chão, onde pousou.
Mais tarde o garotinho mostrou a Roxanne um quarto especial onde ele vivia, com uma cama do tipo humano presa na parede. Ele parecia or­gulhoso de suas coisas.
As crianças híbridas às vezes desejam brincar com brinquedos de estilo humano. Mas muitas vezes não sabem como e precisam ser ensinadas. Os aIienígenas trazem crianças humanas a bordo para ensinar as crianças hí­bridas a brincar. Quando Claudia Negrón tinha cinco anos, um aIienígena fêmea levou-a a um quarto com cinco ou seis híbridos da sua idade. Eles brincaram juntos e ela os ensinou a usar um ioiô.
Eles querem me mostrar alguma coisa. Querem que eu lhes ensine os meus jogos... é engraçado. Eles têm um ioiô. É estranho.
Um ioiô normal?
Alguma coisa assim.
É colorido?
Não. É mais para branco.
Você sabe, a maioria dos ioiôs têm o nome do fabricante do lado. Duncan Científico ou outro qualquer...
Não, esse não tem nada. Eu posso dizer que é um ioiô - eu sei o que é um ioiô, mas não há nenhuma marca nele... Eles querem que eu mostre como se usa... Eles têm umas bolas pequenas que parecem bolas de gude.
Hum, hum. Onde você viu essas bolas? Elas estão no chão, nas mãos deles, ou numa espécie de caixa?
Uma das crianças estava com as bolas e me mostrou.
Eles disseram alguma coisa quando lhes mostraram?
Sim.
Eles chegaram e disseram olhe aqui, o que você pensa disso, ou alguma coisa nesse sentido?
Ninguém está falando, eles só mostram (o ioiô) para mim, e tenho a impressão de que querem que eu o use porque sei como usá-lo.
Eles parecem satisfeitos ou alegres?
Ah, sim. Ficaram felizes quando mostrei a eles.
Você mostrou a eles primeiro como usar o ioiô, ou...?
Eu mostrei a eles. Peguei na mão e mostrei como se joga com o ioiô. E assim mais ou menos quebrou-se o gelo.
Estou vendo. Bem, para uma criança brincar com ioiô é mais ou menos difícil.
Eu já tinha jogado com um antes...
Então eles tinham essas bolas de gude. Como você jogou com elas?
São umas bolas pequenas - umas bolas estranhas... elas giram.
Quer dizer, giram sozinhas?
Sozinhas. Há alguma coisa dentro delas que as fazem girar.
Bem, você está mais ou menos brincando com eles, ou mostra o que está fazendo, qual é o tipo de interação que você tem com eles?
Eles me mostram. É como se eles girassem e levitassem e continuassem girando.
Quer dizer que eles estão acima do chão, um pouco?
É, eles ficam girando. Eles vão para baixo. Estou cansada desse jogo, quero ir para casa.

Os adultos híbridos que tomam conta das crianças geralmente não dizem nada da sua origem ou vida familiar. Susan Steiner teve um peque­no diálogo sobre isso com um adulto híbrido, quando foi levada para um quarto cheio de crianças híbridas, aparentemente do mesmo estágio. As crianças estavam brincando com pequenos brinquedos e uma espécie de trapézio.

Eles tinham brinquedos sofisticados, talvez tenham pego na loja de brinquedos científicos ou alguma coisa assim. Não pareciam típicos ­talvez de vez em quando uma bola, alguma coisa assim. A maioria dos brinquedos parecia complicada em comparação com os brinquedos comuns.
Viu algum deles trabalhando nos brinquedos?
Sim, eles estavam brincando com eles. Tinha um garoto que estava brincando com alguma coisa que parecia um quebra-cabeça. E alguns garotos estavam brincando com a bola. E outros estavam brincando com alguma coisa tipo areia dourada molhada ou alguma coisa parecida... eles estavam acho que moldando com as mãos outras coisas, brincando com aquilo. Não havia televisão ali ou qualquer coisa parecida. Aquilo era uma espécie de ginásio para brincar com as coisas. Coisas por baixo das quais você podia se arrastar ou nas quais podia se pendurar. Como um ginásio de brinquedo. eu perguntei para ele: "Bem, a quem pertencem essas crianças?" E ele não me responde e não disse nada. eu disse assim: "Onde estão os pais deles?" Porque eles pareciam humanos. Então perguntei se ele era um dos pais. Ele mais ou menos olhou para mim, você sabe: "Eu gostaria de informar, mas não posso.”
Compreendo. Então, ele não estava se abrindo sobre o que estava lá dentro. Como as crianças estavam vestidas?
Bem, estavam usando roupas tipo miniatura, do tipo que ele usa. Mas não eram todas escuras, algumas tinham branco, um tipo de prateado, e algumas tinham preto. Como uma miniatura do que os adultos estavam vestindo. Mas elas não se parecem de jeito nenhum com eles. Nem todas são louras de olhos azuis.
Quer dizer que estavam usando esse macacão colante de uma peça única.
Certo. Mas têm cores diferentes de cabelo e outras coisas. Algumas têm os olhos cinzentos, outros os olhos azuis, outros ainda os olhos casta­nhos... Parecem se mover uniformemente. Não sei se é necessário que se movam uniformemente, mas parece que cada um sabe em que direção o outro vai se mexer. É como se fossem todas coradas, ou alguma coisa assim, pelo menos as louras.

Juventude

Do mesmo modo que as crianças, os abduzidos adultos e adolescentes são obrigados a brincar e ensinar os híbridos de estágio médio a usar os brin­quedos. Os abduzidos têm ensinado aos jovens híbridos uma variedade de jogos, incluindo futebol, jogos de bater palma e outras atividades de crian­ças. Os brinquedos dos jovens híbridos são altamente sofisticados do pon­to de vista tecnol6gico. Parece que os jovens têm mais seções de aprendiza­do dirigidas por abduzidos. Quando interagem com os abduzidos, parecem ser mais curiosos sobre os humanos de um modo geral e sobre as diferenças emocionais entre as duas espécies.
Kathleen Morrison tinha sete anos quando foi abduzida com suas ami­gas Heidi e Barbara. Ela brincou com os brinquedos dos híbridos e teve uma discussão sobre as emoções com seu amigo híbrido. Kathleen recorda o evento do ponto de vista de uma criança.

Os brinquedos deles são diferentes dos nossos brinquedos.
Como?
Os brinquedos deles têm sentimentos. Quando você brinca com eles, sente as coisas; com os nossos brinquedos não é assim.
Quer dizer que são como ásperos, ou...?
Não, eles fazem com que você sinta isso.
Que tipos de brinquedos então são esses?
Eles têm cores diferentes e formas diferentes, principalmente. E você tem de segurá-Ios.
É alguma coisa como uma bola ou um bloco, ou alguma coisa assim?
Não, é mais como vidro azul. Mas eles não gostam quando você os joga no chão.
Eles querem que você toque em algum?
Sim.
Quantos brinquedos há ali?
Talvez três ou quatro. Mas Barbara está ali (a sua amiga que foi abduzida com ela), e há um monte de outras crianças. Há um monte da gente também (crianças humanas)...
Então, você entra no quarto. O que é que todo o mundo está fazendo?
Meus meninos estão rindo e brincando. E há duas meninas sentadas juntas e uma menina está falando com a outra.
São crianças normais?
Uma é, mas a outra não é de jeito nenhum... não. Uma é como eles, e há a outra menina sentada falando com ela.
Você pode ouvir o que elas estão dizendo?
Bem, a menina que está falando está fazendo uma trança no cabelo dela. E há uma coisa sobre o cabelo dela.
Então, o que você fez?
Eu caminhei e fiquei perto de Heidi e Bárbara. Eu precisava ficar perto delas. Mas eles não gostam quando a gente fica junto da nossa mesma espécie. Mas nós temos de brincar todos juntos. Eu não gosto dos brin­quedos deles, porque fazem você sentir.
Bem, você pegou um brinquedo?
Sim, peguei aquele brinquedo azul.
Que tipo de brinquedo é esse?
Um triângulo? Mas parece que se derrete. É um triângulo que se derrete. Você conhece brinquedo de cera que, se você botar em cima de um radiador, se derrete todo? Bem, esse brinquedo é como de cera, como se se tivesse derretido, mas era redondo. Parecia que brilhava lá dentro.
E como você se sente quando pega esse brinquedo?
Muito feliz. Ele me faz sentir muito feliz.
Você precisa fazer alguma coisa ou somente o fica segurando?
Basta segurar nas mãos. Eu levei para Bárbara e a deixei segurar.
E ela gostou?
Sim, gostou. Achou que era engraçado. Disse que devia dar para os pais dela de vez em quando. Nós tentamos alguma coisa de diferente, porque a maioria deles era segura somente por uma pessoa, e a gente queria ver como ficava quando duas pessoas seguravam um. a gente fez e acho que ficamos mais felizes. Eu não sei. Ela não sorriu. Mas eu fiquei bem, bem comigo...
Antes disso você não falou com as outras crianças diferentes?
Depois que botei a coisa azul no chão? Eu não fui para lá, mas ainda falei com ela. Mas a gente não falou com as nossas bocas, (ela) queria saber por que eu estava rindo. "Porque eu estava me sentindo bem." Eu sempre ria desse jeito quando me sentia bem? "Não. Há dias em que me sinto bem." Eu não sei, parece que eles nno têm uma casa muito feliz.
Ela disse mais alguma coisa para você?
"Feliz é bom?" Acho que eu disse: "Sim." É uma questão idiota, realmen­te - "Feliz é bom?" Então, não penso que eles tenham uma casa feliz. Você sabe, ninguém fica rindo ali. Acho que quero ir para casa. Quero ir para casa agora. Quero ir para casa. Ela não compreende por que estou ficando tão nervosa. Eu quero ir para casa. Quero ficar com minha família. Quero ir para casa.

As abduzidas não ensinam as crianças a só brincarem com brinquedos e jogos humanos, elas também começam a ensinar sobre a Terra e a sociedade humana. Doris Reilly, uma comerciante de Harrisburg, Pennsylvania, tinha dez anos quando explicou a um grupo de híbridos como era um circo. Falando da perspectiva de dez anos de idade, ela se lembra de como os adultos híbridos a observaram enquanto interagia com um grande grupo de crianças híbridas.

As crianças estão tão felizes de me ter aqui, elas estão tão excitadas... Há alguma coisa errada com essas crianças. Elas são retardadas?
Como você sabe?
Eu devo ser mais viva do que elas, porque com certeza me apresento melhor. Mas todas estão falando comigo bem rápido e estão falando na minha língua. Os corpos delas são mais fracos do que o meu. Elas são mais lentos do que eu. Eu ia ser o chefe do grupo se eu ficasse. Elas estão tão felizes por eu estar aqui, parece que sou tão maravilhosa para elas...
Há muitas crianças aí?
Eu vou brincar com elas. Estou gostando porque estão deixando que eu mostre para todo o mundo. Há pelo menos cinco ou mais que estão realmente prestando atenção em mim. Há outras brincadeiras acontecen­do em outros lugares porque aqui é uma sala enorme. Há crianças fazendo outras coisas, Mas não há muito barulho, Elas estão me pergun­tando sobre o circo. Ela está me dizendo que é isso que eles querem perguntar.
Quem é ela?
É uma fêmea bem grande, mais velha. Ela é quem está supervisionando as atividades. Ela é que está dizendo o que eles podem me perguntar. Esse menino me pergunta sobre o circo, como é. Elas querem falar sobre os animais e eu quero falar sobre os palhaços. Eu fico dizendo: "Vocês têm de saber sobre os palhaços. Eles são tão engraçados." Elas não sabem o que é engraçado, aí estou tentando mostrar como é. Estou explicando para elas como é uma sala de jogos. Elas não sabem como é uma gangorra. fico triste por elas. Quero chorar por causa delas. Elas não sabem como se brinca e eu brinco. Eu não me incomodo com os meni­nos. Fico triste pelas meninas. Digo a elas que vou fazer uma gangorra se me derem um martelo e umas traves, mas a senhora está dizendo que é impossível e a gente pára de falar sobre isso.
Ela está falando com você, ou...?
Ela está dizendo a elas o que devem dizer e as está desencorajando quanto ao quarto de brinquedos. Eu não estou dando importância a ela porque ela está falando para elas. Digo a elas como é uma caixa de areia.
Qual é a idade delas?
Têm a mesma idade que eu. Ela está me dizendo que pare de falar da gangorra. Eu não tenho de ficar escutando o que ela está falando. Não tenho de obedecer a ela. Vou falar com elas sobre aquelas caixas de areia grandes. A gente fica feito um conselho de índio... e explico para ela como é um balde e uma pazinha. Estou mostrando a ela como se pega a pazinha, para carregar areia para o balde. Elas estão me imitando, pare­cem tão idiotas, não sei o que há, Ela não gosta que eu pense que elas são estúpidas, tentando fazer aquilo.
Ela não gosta dos seus sentimentos?
Ela não gosta que eu me sinta superior, porque sei essas coisas. Estou dizendo a elas algumas coisas que não sabem. Elas querem ir aonde eu estou. Um grupo delas quer ver como é brincar com outras crianças. Ela está desencorajando, dizendo que a vida delas é mais feliz onde estão. E se não podem vir comigo eu fico com elas. Talvez não me deixem fazer uma gangorra e talvez me deixem fazer uma caixa de areia. Talvez me dêem uma chapa de metal e eu possa mostrar como se faz um escorregador gigante... E ela vai falando: "Nossas crianças não fazem isso." Mas elas querem fazer. Querem que eu fique. Ela não quer que eu fique. Elas estão se divertindo tanto comigo. Realmente gostam de mim; eu sou tão diferente e tão forte, e sei tanta coisa para ficar alegre e elas não sabem nada sobre isso. Querem saber mais sobre isso e é por isso que gostam de mim. Estou dizendo que, se vierem comigo, provavelmente vão se parecer comigo. "Vamos para o meu quarto, tenho certeza de que Deus vai fazer você igual a mim e você vai poder ficar e brincar comigo." Ela está dizendo a eles que parem de falar assim. Que parem. Sinto que ela tem um pouco de pena delas, mas ela tem de seguir as suas regras. Ela tem de ter certeza que tem paz e ordem entre todos eles. Há uma menina de quem eu realmente gosto, e vou chamá-Ia de Maria. Ela é menor que eu.
Mas ela tem o próprio nome?
Não dou importância. Estou dizendo que vou chamá-Ia de Maria e quero que ela seja minha amiga.
E como ela responde?
Diz que também vai gostar. Ela sabe que meu nome é Doris. Ela vai conseguir que eu volte para brincar com ela de novo. Elas não querem que eu saia, eu não quero sair.
Você ainda está ali?
Não, a senhora está mandando que eu saia. Eu não quero sair. Há tanto mais para brincar... Ela está me dizendo que agora tenho de ir. As crian­ças pareciam tão felizes enquanto eu estava ali, mas estou saindo. Há adultos observando tudo isso de algum lugar... eles estavam nas janelas ao lado e principalmente do lado direito. Estavam olhando para gente como se fôssemos ratos de laboratório. Eu olhei e eles estavam ali olhan­do para nós... Ela está me tirando do quarto. Meu coração está batendo muito depressa e subitamente... eu não quero ir embora. Prometi às crianças que ia voltar e elas disseram que eu tentasse de todos os meios voltar. Maria parece tão triste. Eu disse a Maria que vou voltar para brincar com ela. Prometo.

Às vezes os abduzidos vêem grandes grupos de crianças híbridas em quartos de brinquedos especiais. A interação entre os humanos e os híbri­dos é controlada de modo que os híbridos recebam o máximo de satisfação dos brinquedos. Ao contrário das crianças humanas, os híbridos parecem não ter disputas ou desentendimentos. Em 1965, Cada Enders, de dez anos, estava numa colônia de férias para meninas no Texas. No meio da noite, ela e aproximadamente vinte e cinco crianças do campo foram abduzidas. Foram levadas para um grande quarto cheio de crianças híbridas de estágios mis­tos e equipamentos de brinquedos altamente sofisticados. As crianças ime­diatamente começaram "a sorrir e a correr por todos os cantos," em estado de hilaridade artificialmente induzida.

Parece que aqui há um monte de coisas para as crianças brincarem.
É um quarto grande ou pequeno? Você pode mais ou menos sentir isso?
É realmente muito grande. É muito grande. Posso dizer o que todo o mundo está fazendo, mas parece que todos estão rindo e correndo. Parece que há meninas e meninos correndo como se estivessem brincan­do nesse ginásio e coisas assim, mas é diferente.
O que quer dizer?
... Como se fosse um grande parque de diversões com todas essas coisas diferentes para fazer. Como a Disneylândia, tudo compacto. Não sei explicar bem, mas parecia engraçado.
Você está falando de equipamento pesado, coisas para subir e escalar?
Parece que estava tudo pendurado, mas não havia nada que parecesse preso em alguma coisa. Só coisas que a gente se perguntava como esta­vam ali e como estavam funcionando. Acho que fiquei realmente surpre­sa. Naquela época não pensei muito sobre isso, só estava correndo com as outras crianças.
Eles dizem a você alguma coisa ou você apenas vai embora sozinha?
Eles só diziam: "Eu queria mostrar isso para vocês." Eles deixam a gente sozinha e eu vou olhar. Somente me lembro que parecia ser muito divertido. Como alguma coisa diferente do que eu já tinha visto.
Você ouve algum som, como as crianças gritando e sorrindo, mais ou menos assim?
Sim. Elas estão se divertindo como nunca.
Você ouve com seus ouvidos?
Sim, todas elas estão sorrindo, gritando e correndo. E todo o mundo está se dando bem. Ninguém está empurrando ou batendo, ou querendo ser o primeiro. Parece que todo o mundo está conseguindo o que quer.
Você vê algumas meninas do campo aqui?
Sim. Eu não me lembro bem delas. Mas as meninas são da minha idade, mais novas, e algumas mais velhas.
Todas elas estão vestindo camisola ou pijama de dormir?
Elas parecem que estão, mais ou menos, todas vestidas iguais. Alguma coisa muito simples, do mesmo jeito que os meninos. Ninguém está se preocupando com o que está vestindo. Ninguém dá bola. Elas nem estão sabendo se... mas agora a gente pensando acha engraçado, elas estão usando uma espécie de roupão ou alguma coisa parecida. Como um roupão de hospital com mangas, quase como um vestido. A gente nem pensou nisso.
Quando você diz "a gente" quer dizer as meninas do campo?
Todos nós, as meninas e os meninos... parece que está todo o mundo rindo. Eu não sei por que todos continuam rindo. Eu também estou rindo. Mas a gente nem consegue falar com os outros. Estamos somente rindo, é quase como se nos tivessem dado uma droga para ficarmos rindo o tempo todo...
E agora que você está sorrindo, está apenas em pé ali?
Não a gente está correndo por tudo quanto é lado. a gente pára e fica todo o mundo parado e rindo. É que a gente está se divertindo tanto que não pode parar de rir. Eu acho que elas estão pensando que isso é tão engraçado que a gente não pode parar de rir. Nós estamos rindo também para o outro, de certo modo. É como se a gente não quisesse sair dali. a gente fica correndo por tudo quanto é lado, parando num lugar... Elas parecem que estão parando no meio do ar. Então, há coisa que a gente não pode chegar perto e eles têm de ficar por perto. Como uma espécie de montanha-russa ou algo assim, mas que não tem trilhos.
O que elas estão fazendo?
Eu não sei, elas estão voando no ar, para cima e para baixo, bem depressa.
Você está num desses ou só observando?
Sim, eu também montei num desses.
E isso é acima das coisas?
Bem, você não pode ver o teto, é como esse grande espaço, mas você não pode ver o teto.
E, quando está lá em cima na montanha-russa, você olha para baixo e vê a situação?
Parece um grande parque de diversões e há crianças correndo em todas as direções, e andando em todos os brinquedos. Não posso dizer onde começa e termina, só que há aquela porta por onde a gente entrou. É tudo o que eu vejo. Não parece que os brinquedos vão muito alto, mas bastante alto, e há gente andando embaixo, mas não se machuca. E parece que a gente fica ali durante algum tempo e depois está na hora de ir embora.

Quando as crianças estão mais velhas, as abduzidas são às vezes obriga­das a ensinar-Ihes sobre a vida na Terra. Num ambiente parecido com uma sala de aula, os jovens perguntam sobre um assunto selecionado anterior­mente. Um alienígena levou Susan Steiner para uma sala com vinte jovens que estavam aparentemente esperando pela sua chegada. Eles estavam sentados em bancos embutidos. O alienígena disse a Susan que ela deveria dar uma aula, indicando que poderia usar um quadro parecido com uma tela na parede. A lição consistia em Susan responder às perguntas das crianças híbridas curiosas, enquanto animais domésticos e animais de fazenda apa­reciam na tela.

Então, há um quadro mais ou menos como os das escolas?
Bem, parece um quadro-negro, mas não é. Parece um tipo de tela. Parece uma tela na qual se pode escrever, mas é cheia de coisas. Uma tela pratea­da, como se houvesse um cachorro na tela. Ela diz que tenho de explicar a eles como é um cachorro e o que é.
Era um retrato de um cachorro?
Como um retrato de cachorro na tela, como um cachorro de verdade.
Em cor, ou preto e branco?
Em cor.
Que tipo de raça é?
É um cachorro pequinês. Um pequinês bem peludo com língua verme­lha. Ela diz que tenho de explicar-Ihes o que é um cachorro. Aí eu digo a eles o que é um cachorro. Você sabe, que os humanos gostam deles, os têm como animais de estimação, e que eles são muito fiéis. Então, perguntei se eles tinham alguma pergunta depois do que expliquei e um dos garotos me pergunta: "Por que o cachorro é fiel?", e eu digo que não sei, tem de perguntar a um cachorro. Não sei por que o cachorro é fiel. E eles dizem: "Por que ele gosta dos humanos?" E eu digo que não sei. Aí eles me fazem perguntas como: "O que é que o cachorro come?" E eu digo a eles o que ele come.
Bem, eles estão levantando a mão ou estão...?
Eles estão falando mais ou menos um de cada vez, um fala e, quando termina, o outro pergunta, e quando termina...
Então, eles perguntam: "O que um cachorro come?”
E eu digo que um cachorro deve comer carne. E eles me perguntam por que o cachorro deve comer carne, e eu digo que é porque o intestino dele é menor do que o meu. eles me perguntam se eu como carne e se tenho um cachorro.
Você responde que come ou não come carne?
Sim, digo a eles que não como... Eles me perguntam se tenho um ca­chorro, e eu digo: "Sim. Tenho um cachorro”. E eles me perguntam para que eu uso o cachorro e eu digo que para ser meu companheiro, e eles parecem satisfeitos com isso, como se tivessem terminado com o cachor­ro, e aí aparece um bode na tela e eles me perguntam sobre o bode. Eu respondo que não sei muita coisa sobre bodes, mas que algumas pessoas usam o bode para ter leite e que no lugar de onde venho as pessoas não comem bodes, mas que em alguns países, sim. Comem bode. Eles me perguntam por que algumas pessoas comem bodes. Eu digo que é por­que não conhecem outra coisa melhor. E eles me perguntam para que eu poderia usar um bode. Eu digo que há gente que usa o bode para traba­lhos, como puxar carroça, e que de certos bodes você pode tirar a lã, e há gente que faz queijo do leite. Tira-se o leite e faz-se queijo do leite de cabra e o pessoal come o queijo. aparece uma galinha na tela e eles me perguntam o que é uma galinha e outros animais aparecem na tela e a gente faz um processo semelhante - eu digo a eles como é e o que é uma vaca e um cavalo que aparecem na tela. Eles parecem estar interessa­dos no cavalo e me perguntam para que eu uso o cavalo. E eu digo bem, a gente usa muito o cavalo para trabalhos como o de puxar coisas e para montar, andar de um lugar para o outro - mas não muito atualmente, digo a eles, porque nós temos carros, mas houve uma época em que a gente andava a cavalo. E eles me perguntam se a gente come cavalo e eu digo que não no lugar de onde venho, mas que em alguns países se come. Eles me perguntam o porquê disso. E eu respondo que não sei. Agora me parece que a tela se apagou e as crianças vêm até onde estou e de um certo jeito me tocam, todo o mundo me toca com curiosidade.
Quer dizer que eles tocam você?
Eles tocam nos meus braços, nas minhas mãos. Até pegam nas minhas mãos e ficam olhando para elas, e por alguma razão, embora eu não tenha roupa nenhuma, eu não fico constrangida. É muito estranho, normalmente ficaria. Eles nem percebem isso.
E eles estão vestindo alguma coisa?
Sim, têm aquelas roupinhas bem apertadas no corpo como a que aquele adolescente está vestindo. Algumas das meninas têm uma espécie de vestido parecendo uma camisola de dormir, mas outras também têm aquela roupa bem apertada no corpo.
Mas elas são meninas?
Sim, são meninas e meninos.
Como você sabe?
Porque parecem pessoas normais. Eles se parecem com você ou comigo.
Quando falam com você, quando você está ouvindo as perguntas, estão falando com a boca?
Não.
Eles têm nariz normal, lábios e tudo isso?
Bem, seus olhos são muito, muito bonitos. Seus olhos são bem grandes e com um jeito de almôndega, não-oriental, mas eles têm grandes íris e um certo branco. E têm nariz pequeno, bonitinho, e sua boca parece normal.
A boca pode parecer mais fina que o normal, mas parece normal, e a pele é, bem, alguns deles têm uma pele bem clara e outros têm a pele que parece bem normal...
Eles então vêm e tocam em você, e você toca neles?
Sim, eu passo a mão na cabeça deles, esfrego-Ihes as costas e boto meus braços nos ombros de um menino. Parece que eles gostam disso. Depois de alguns instantes, a mulher me diz que a gente tem de sair. a gente sai do quarto.

Os jovens híbridos de estágio avançado às vezes demonstram uma cons­ciência da sua condição genética. Alguns abduzidos têm relatado conversa­ções que sugerem que esses híbridos se encontram atualmente divididos entre dois mundos. Quando Cada Enders tinha onze anos de idade, ela se en­controu numa situação particularmente triste com uma menina com quem tinha se encontrado em abduções anteriores. A menina estava intensamen­te curiosa sobre a vida familiar dos humanos e sentia que lhe estava faltan­do alguma coisa, crescendo naquele lugar. O encontro ocorreu numa gran­de sala, com um grupo de híbridos adultos observando.
nós paramos naquela sala... ela está andando em minha direção e agora parece mais velha. Eu estou realmente muito alegre em vê-Ia de novo.
Que idade ela tem? Dá para você imaginar?
Acho que tem a minha idade.
Onze anos, mais ou menos?
Sim, talvez um ano para mais ou para menos, mas ela tem mais ou menos a minha idade. Nós temos a mesma altura. A cabeça dela é maior do que a minha. Mas ela parece bem feliz em me ver. Ela não pode realmente sorrir, mas dá a impressão de que está sorrindo. Eu realmente gosto dela. Acho que é uma espécie de amor para ela também. Como se ela fosse a minha irmã. como uma irmã. Como você amaria a sua irmã... Parece que dou um abraço nela, e ela mais ou menos não sabe como corresponder, mas quase levanta os braços um pouco, e põe os braços um pouco em volta de mim, mas não como eu faço com ela. Ela não recebe abraços. Não sabe mais ou menos o que fazer numa situação dessas, mas sabe o que significa amor. Eu a achei um pouco triste. Estou meio triste por ela. Ela quer ser normal como nós. Ela gostaria de ser, é como se não pudesse ser livre, como se estivesse presa a uma armadilha ou alguma coisa assim. Ela não pode ter as mesmas experiências. É triste...
Você disse que está em pé olhando para ela.
Ela parece que quer ser parte de mim ou coisa parecida.
Agora vem a pergunta estranha, Cada. Para onde ela está olhando!
Ela está encarando os meus olhos.
E você para onde está olhando?
Eu também estou olhando para os olhos dela.
O quanto ela se aproxima de você?
Mais ou menos metade de um braço...
Ela está tocando você?
Não. É como se a gente estivesse trocando pensamentos. Como se ela estivesse tentando experimentar coisas por meu intermédio. É como se ela quisesse saber tudo a meu respeito - o que andei fazendo, o que aconteceu desde que a gente se viu, como mudei e como sou agora. É como se ela não tivesse nada para fazer. De vez em quando, ela vê algu­mas pessoas. É a coisa mais interessante que faz na vida. E, entretanto, está com outras crianças e se divertiu muito com a gente. Isso é tudo para ela. E ela fica agora sozinha, mas não é tão ruim como quando era mais jovem. Ela geralmente não está muito feliz. Acha que nunca vai ser muito feliz...
Ela se comunica especificamente com você?
Sim, ela diz "alô" e parece que sabe meu nome, e diz o quanto está feliz porque estamos juntas de novo, e ela gostaria muito que ficássemos juntas mais tempo. Ela não tem grande coisa na vida. É como se ela dissesse que não tem nada para fazer. E ela não tem nada para fazer, a não ser aquelas coisas que eles fazem aqui. E ela gostaria muito de fazer as coisas que a gente faz como se fosse uma criança, e realmente não vai conseguir ser uma criança a menos que fique com a gente. Ninguém aqui é como nós.
Então, eu tenho a impressão de que realmente ela quer a sua companhia.
Sim, então eu seguro a mão dela e não sei o que fazemos. Parece que andamos para algum lugar e ficamos sentadas, olhando para as mesmas coisas juntas, como um livro ou coisa assim. Eu não sei onde eles arranja­ram esses livros.
Livros normais, com páginas?
Eles parecem livros e ela está dizendo: "Eu tenho essas coisas para me lembrar de você e das outras crianças. Eles me lembram você, quando não está aqui comigo. Eles têm fotografias de pessoas.”
Estão escritos na sua língua?
São parecidos, parece que são livros para crianças.
Mas com letras reconhecidas e tudo isso?
Eu não sei se ela lê os livros. Eu acho que somente olha as gravuras. De alguma forma, acho que eles pegaram esses livros com a gente.
E as gravuras são gravuras normais?
De crianças, de gente velha, de animais e outras coisas, porque são livros feitos para nós, para crianças da nossa idade ou mais ou menos de 8 a 12 anos. Eles têm as letras bem grandes e um lado escrito, e o outro com desenhos ou fotos. E do que ela realmente gosta é olhar para os dese­nhos. Ela gostaria de estar nos desenhos. Ela só gostaria de estar nos desenhos ou fotografias. Eu digo a ela que não é tão bacana estar nas gravuras. Não sei por que digo isso a ela. Digo que talvez seja melhor ter o que ela tem, porque nem sempre na fotografia é tão bom. Há muitas coisas que podem acontecer que não são agradáveis. De certo modo eu sei que para ela é muito pior, mas, de certo modo, acho que ela tem coisas melhores porque não tem de experimentar muita coisa negativa do jeito como nós vivemos. Mas ela ainda pensa que gostaria de experimen­tar. Acha que seria melhor do que o que já experimentou até agora.
Ela diz o que experimenta, ou está falando de maneira geral?
Ela acha que tem uma capacidade de sentir as coisas de modo melhor que os outros. Eles não podem entender. Ela sente que nós podemos entendê-Ia. E realmente é muito solitário aquele modo, porque ela deseja sentir o que é ser amada, e acha que com eles nunca poderá sentir o que é ser amada. Nós somos os únicos que podemos dar isso a ela.
Compreendo. Ela agora está folheando o livro?
Ela folheia o livro bem devagar e está me mostrando a figura de que mais gosta, que parece ser aquela com meninos e os pais num parque ou coisa assim, e há um cachorro correndo por perto. E ela está realmente admirada:    “Como é       sentir esse jeito?” E eu estou pensando: “Bem, parece que é muito bom na fotografia e não se sabe se você vai conseguir isso." Ela acha que nunca conseguirá experimentar esse sentimento e, então, fica bem emocionada olhando para as gravuras, mas ao mesmo tempo fica muito triste. Eu não sei como ajudá-la, a única coisa que faço é dizer que é só uma gravura e não é exatamente assim que sempre acontece. Os animais são interessantes e é bom ter árvores em torno, e há muita coisa agradável na natureza, mas também muita coisa desagradável acontece. E as pessoas nem sempre são assim tão agradáveis e simpáticas para com as outras, e um bocado de coisa acontece. Há gente que passa fome, há gente que é assassinada, e eu digo a ela que há coisas ruins também.
Então você está fazendo com que ela se sinta melhor dizendo que ela deve também desfrutar a situação dela um pouco mais.
Acho que ela não entende bem como é que são as coisas e estou tentando explicar que nem sempre as coisas são tão boas. Há muita coisa boa que eu gostaria que ela visse. Mas eu também gostaria que ela soubesse que... acho que há boas coisas para ela...
Quantos livros ela tem ali?
Tem um monte de livros, todos livros diferentes para crianças diferentes, idades diferentes... Arrumados em pilhas... Parece que o que ela queria era somente ficar comigo um pouco. De vez em quando eu penso que ela podia ficar comigo. Talvez, se ela pode ler minha mente o tanto que pode, ela não precise ir lá, ela possa ver na minha mente, e de certo modo é como estar lá. Mas não parece que seja suficiente. Ela ainda gostaria de poder ir comigo, não tendo necessidade de ver nos meus pensamentos.
Certo. E o que acontece depois?
Pareceu para mim que a gente estava em pé, eu estava segurando a mão dela, e a gente caminhou num quarto um pouco, ficando juntas. Era só para ficarmos juntas um pouquinho mais. Nós ficamos caminhando em torno do quarto e eu disse a ela que era uma boa amiga, que eu realmen­te gostava dela como amiga e que sempre seria sua amiga. E aí pareceu muito triste porque a gente tinha de dizer adeus.
Como você sabe?
Ela só ficou ali e olhou para mim, bem triste. Como quando pela primeira vez ela me viu, estava tão alegre, e agora estava ali olhando como se não tivesse nada para ficar alegre. eu digo, bem, a gente se vê de novo. Acho que provavelmente vou vê-Ia de novo, mas não tenho certe­za. Parece que tento dizer que vou mandar os pensamentos para ela... eu não sei. Sei somente que isso me deixa muito triste.
Então você diz adeus?
Sim, ela tem de ir. Então ela se vira e caminha, um deles também cami­nha com ela, para o outro lado do quarto onde eu estava. Então, vem alguém e nós andamos em outra direção.

As provas sugerem que as crianças e os jovens estão envolvidos num processo de instrução duplo: ter conhecimento das suas próprias vidas e deveres, e aprender sobre.a Terra e a vida na Terra. Mas, em vez de tratar das instituições políticas e sociais da Terra, as lições parecem enfocar os eventos normais do dia-a-dia da vida dos humanos. Muito do que é ensi­nado envolve o relacionamento com os humanos e o agir como se fosse hu­mano - evidentemente, em preparação para o tempo em que os híbridos poderão viver entre nós.

9
As espécies híbridas - adolescentes e adultos

Quando os híbridos chegam à adolescência, os alienígenas lhes dão novas tarefas e responsabilidades no programa de abdução. Embora aprendam dos humanos, eles agora começam a interagir mais com as abduzidas no plano social e sexual. O uso que os alienígenas fazem dos híbridos adultos demonstra o objetivo do programa de cruzamento. Os adultos híbridos assumem funções complexas dentro do programa de abdução, como as dos adolescentes, às vezes envolvendo relações sexuais com as abduzidas. Mas os adultos têm interações com os humanos que vão muito além disso.

Adolescentes

Quando os híbridos chegam à adolescência, os alienígenas começam a lhes dar tarefas para realizar. Eles às vezes ajudam a localizar as abduzidas e a retirá-Ias do seu ambiente normal, ajudam em alguns procedimentos e acom­panham as abduzidas de quarto em quarto. Seu trabalho vai de serviços braçais à ajuda dos cinzentos em funções especiais. De fato, eles se tornam "aprendizes" dos pequenos alienígenas cinzentos.
Apesar de os adolescentes "trabalharem", eles são jovens e, diversamen­te dos alienígenas, se divertem. Susan Steiner narrou suas experiências com um adolescente híbrido que tinha uma espécie de "jogo". O menino, com quinze anos, acompanhou-a a quartos diferentes, mas num dado momen­to sentou-se para jogar com a máquina.
Não. Não está acontecendo nada. Então ele a toma da minha mão, aperta um botão, dá de volta para mim e eu devo apertar o mesmo botão. Aperto o botão e ele aperta de volta. Então ele aperta um botão e eu tenho de apertar o botão. Isso dura algum tempo; então ele me dá e eu aperto o botão e há aquele flash.
Você quer dizer que o flash vem da própria caixa?

Ele somente sorriu para mim, passou a mão no meu braço e pegou no meu pulso, e eu de certo modo gosto dele, pois estou feliz de vê-Io... E há aquela coisa debaixo do braço, uma maquininha que ele dá para mim... É uma coisa muito maravilhosa e fico muito alegre porque ele me deu essa coisa... E na hora em que eu pego naquela coisa é como se mergulhasse no chão, você sabe como é. Acho que gosto de ficar brincando com aquilo, porque posso ver que ele quer que eu brinque. Estou pensando: "Oh!, bem. Eu vou brincar com isso, embora não saiba o que é nem o que estou fazendo." Aí fico apertando uns botões na maquineta e recebo dele um sentimento que devo saber o que é, porque já vi isso antes.
Você disse que havia uma espécie de luminescência verde vindo da máquina?
É um diodo que emite luz ou coisa parecida. Talvez fosse uma coisa fina como um lápis, o centro da parte de metal. Ele dá para mim, e bem, eu primeiro olho para ela. Estou olhando e pensando: "O que é isso? Será que é estéreo? Será que ele pegou o estéreo?" Então percebo que não é um estéreo. Aí eu fico apertando todos os botões. Estou sentada com as pernas cruzadas - e vou colocar a maquineta nos meus joelhos e ficar apertando todos os botões, tentando ver se acontece alguma coisa, como mexer num display de cristal líquido.
Sim, parece que toda a caixa explode num flash... e eu a deixo cair porque tenho medo. Acho que é elétrico.
Quer dizer que você a deixou cair no chão?
Sim. Ele parece se divertir        com eu ter deixado cair porque estava com medo. Ele acha engraçado... acha divertido... quase acha engraçado.
Ele sorriu? Ou você somente tem a impressão de que ele acha engraçado?
Eu vejo um sorriso e tenho essa impressão, mas ele não sorri do jeito que a gente sorri. Tenho a impressão de que é como se ele estivesse sorrindo, mas ele não sorri como uma criança sorri. A boca se curva um pouco no sorriso. Aí eu acho que há três outros seres no quarto. E eles parecem mais sérios que os outros e estou com um pouco de medo deles. Eles parecem muito severos e diferentes daqueles que eu vi na sala de opera­ções e estão nos observando enquanto conversamos... Olham para mim muito sérios, olham bem duro para mim. Estou com um pouco de medo, mas quando o menino toca no meu ombro não sinto mais medo... Ele tenta dirigir minha atenção de volta para o brinquedo, aquela coisa, não sei o que é. Aí não estou mais prestando atenção neles, estou brincando com aquela caixa de metal de novo.
Quer dizer que você voltou a apertar os botões?
E você consegue fazer alguma coisa de diferente acontecer?
Hum, hum.
Você apertou os botões com ele numa seqüência? Você aperta, ele aperta, você aperta, ele aperta, ou está fazendo sozinha?
Sim, estamos fazendo assim. Ele aperta um botão e me devolve. Aperto um botão e ele aperta um botão, aperta um botão, ele está olhando. Mas não acontece nada. Nenhum flash como da outra vez.
E não vai fazer outro flash?
Não. Eu estou ficando meio frustrada. O menino pensa que é engraçado eu estar frustrada.
Então ele pensa que é divertido também?
Sim, ele parece se divertir, pois não consigo descobrir o que é isso. Ai eu pego essa coisa e me vem, eu não sei, alguma comunicação do garoto, mas eu não consigo descobrir o que é - como ele pode compreender por que eu não estou entendendo? Como ele sabe que eu não consigo entender o jogo? Eu não sei.      
Você sente que ele sabe que está confusa?
Hum, hum. É como se não fosse um sentido de superioridade, mas é uma comunicação de: "Bem, eu não esperaria que você compreendesse.» Aquele tipo de coisa.
Os híbridos de estágio avançado demonstram um forte instinto sexual e muitas vezes começam sua atividade sexual na adolescência. Quando Kathleen Morrison tinha oito anos, um híbrido de 16 anos, que ela reen­contraria durante sua vida inteira, começou o que claramente parecia uma atividade de masturbação com ela. Primeiro ele a colocou no colo e ficou se esfregando nela, enquanto lhe induzia sentimentos sexuais através de um procedimento de encarar seus olhos. Kathleen se lembra do episódio do ponto de vista de uma garota de oito anos.
Ele já fez isso antes?
... Sim, quando ficamos juntos, bem quietos. Geralmente, quando eu estou sentada no colo dele. Estou sentada nas pernas dele, aí monto numa das pernas e fico olhando para ele. ele me dá abraços maravi­lhosos. Depois ele olha para mim e eu me sinto diferente... Ele diz que gosta que eu sente nas suas pernas e fique bem junto a ele.
... Que idade você tem...?
Talvez oito ou nove. A gente não faz isso todas as vezes. Só de vez em quando. Quando está tudo quieto e estamos sozinhos. Ele gosta muito de se esfregar no meu corpo.
Ele normalmente tem algum tipo de roupa quando você o vê?
Nem sempre. Às vezes ele não tem muita roupa.
Quer dizer que, quando ele não tem muita roupa, significa que está completamente nu?
Às vezes.
Quando você está sentada no colo dele, o que ele faz, quando não está vestido?
Ele levanta os joelhos e eu monto em cima das pernas dele. E as pernas dele estão assim e eu me sento ali e me encosto nelas, ele me abraça, e às vezes respira bem forte. Mas sempre faz com que eu saia.
Ele faz você sair?
Eu sempre tenho de sair das suas pernas. Eu mais ou menos me sento do lado c entro mais ou menos em "coma" ou alguma coisa assim. Quando ele c:std respirando assim, muito forte, diz que é para eu sair do seu colo.
Os adolescentes híbridos são encorajados a ter relações sexuais com as abduzidas. Christine Kennedy contou um incidente em que, depois de uma varredura cerebral, teve de ficar em cima de um adolescente híbrido que estava reclinado num colchonete no chão. O jovem híbrido, que parecia ter 15 anos, começou a ter relações sexuais com ela. Ela ficou muito zanga­da e pensou que estava sendo usada somente para satisfazer as suas necessi­dades.
Eu me sinto como um "doce" que fosse jogado em cima desse filho da puta...
Quais são as suas reações? Quer dizer, o que ele faz com os braços? Você está deitada ao lado dele, ou...?
Não, seus braços estão me apertando bem forte. Eu não posso me mexer. Minha cabeça está encostada no ombro dele. Estou olhando para o espaço. É como... sinto que desmaiei. Eu sinto que não sou nenhuma parte do meu corpo.
... Você pensa que eles estão fazendo isso com intenções reprodutivas ou com outras intenções? Qual é sua opinião sobre isso?
Eu não diria que é para reprodução - não quando ele vem para mim, porque eu fiz ligadura de trompas.

Algumas abduzidas sentem que a relação sexual com adolescentes é quase uma sessão de "treinamento" com o híbrido para o futuro. Em algumas ocasiões, um adulto híbrido dirige ativamente o adolescente em como ter relações sexuais com uma abduzida. O adolescente híbrido aprende com essas experiências e assim terá um comportamento sexual mais ativo quan­do for adulto.

A vida de um adulto híbrido

Quando os híbridos se tornam adultos, suas responsabilidades aumentam e, de acordo com os relatos das abduzidas, ficam mais envolvidos na rotina da abdução. Embora ainda sejam "assistentes", numa posição subalterna, alguns adultos híbridos realizam toda a gama de procedimentos físicos, mentais e reprodutivos. Eles trabalham ao lado dos alienígenas cinzentos - e se tornam companheiros trabalhando para o objetivo comum. Nos últimos anos, as abduzidas têm relatado eventos nos quais os híbridos rea­lizam abduções completas, sem nenhum cinzento em evidência.
Algumas abduzidas preferem estar com os híbridos a estar com os cin­zentos. Para elas, os híbridos oferecem o conforto da familiaridade huma­na. Outras acham que os híbridos de estágio avançado metem medo e pre­ferem os alienígenas cinzentos, que são mais previsíveis. Os cinzentos agem de acordo com um sistema bem definido, e com o passar do tempo muitas abduzidas terminam se sentindo confortáveis com eles. Na maioria das vezes, os híbridos agem como os cinzentos: concentrados nas tarefas, eficientes e clínicos. Mas a sua presença traz uma nota de emocionalidade e im­previsibilidade. Sua própria humanidade quase os faz se sentirem partici­pantes de um crime envolvendo o seqüestro de homens e mulheres. Muitas mulheres se sentem emocionalmente vulneráveis perto dos híbridos de es­tágio avançado. Allison Reed é quem melhor define, quando diz:
Parece loucura, mas me sinto mais confortável com os pequenos caras cinzentos do que quando estou sozinha com esses que parecem gente (híbridos)... Eles não têm aquela compaixão, eu não a sinto. Eu não sei se eles são alguma coisa como seres humanos. Talvez por isso é que tenha medo, porque os seres humanos podem ser muito cruéis. Enquanto os caras cinzentos fazem o seu trabalho, não querem machucar você e não querem também, sabe como é, dar beijos e fazer amor. Eles são de certa forma mais ou menos neutros. Mas os seres humanos podem ser muito cruéis.4 Pouco se conhece da vida pessoal dos híbridos, mas alguns dos teste­munhos mais sugestivos vêm da abdução de Allison, que durou quatro dias e meio e fornece uma rara oportunidade de observar certos aspectos do dia­a-dia da vida do híbrido. Suas experiências revelam que os híbridos têm uma rotina de limpeza; lavam-se juntos e verificam uns aos outros em problemas de saúde. Em um dado momento, um acompanhante alienígena levou Allison para um quarto onde eles deviam se limpar e arrumar. Mui­tos híbridos masculinos e femininos, entre 18 e 30 anos, estavam nus no quarto. Allison, acompanhada por uma híbrida fêmea de 18 anos, e outros híbridos, caminharam em fila para uma zona de "chuveiros". Eles ficaram em pé na frente de jatos na parede que esparziam uma névoa fina que seca­va ao contato. Os jatos eram lançados mais ou menos na altura do tórax. Allison estirou-se lentamente para que o jato se espalhasse por todo o seu corpo. Ela teve a impressão de que o jato, de certa forma, não só limpava como também protegia sua pele.
Depois do chuveiro, ela e os demais foram para uma área central no meio da sala. Os híbridos se dividiram em pares e começaram a se en­xugar e a se examinar. A adolescente híbrida examinou-a e mostrou a Allison como examiná-Ia - Allison teve de olhar o cabelo da híbrida, atrás do pescoço, nos olhos; teve de baixar as pálpebras inferiores e ve­rificar manchas vermelhas em cada olho. A adolescente disse-lhe que os híbridos são vulneráveis a assaduras nas axilas e Allison teve de examiná-­Ia naquele lugar. A adolescente híbrida tinha cabelo "macio", pálpebras rosadas (sem manchas vermelhas), sem cílios, e pele esticada. Seu corpo era longo e magro, sem quadris. Lembrou a Allison a figura de desenho animado Bambi. Depois do exame, cada híbrido cortou as unhas dos pés do outro. Allison não teve de fazê-Ia porque a adolescente que esta­va com ela não tinha unhas nem nas mãos nem nos pés. Finalmente, ela e a híbrida escovaram os cabelos uma da outra com um instrumento semelhante a uma escova.
A híbrida foi para uma outra área pegar suas roupas - uma camisola branca. Ela a pegou em um escaninho, uma espécie de armário cilíndrico, e Allison ajudou-a a se vestir. Pouco tempo depois, a companheira de Allison levou-a para um grande dormitório. Os híbridos estavam dormindo em be­liches, suspensos no ar por cabos presos ao teto. A cena era uma reminiscên­cia do filme Coma.

Susan Steiner também viu um dormitório de híbridos. Havia camas beliches arrumadas em grupos de três.
Podia ser muito grande (como o hangar de um aeroporto). Eu não posso ver tudo porque há divisórias. Há áreas que estão divididas e há aquelas camas beliches por toda parte, e há gente nas camas beliches... parecem embutidas na parede e parece que há três de cada vez, uma sobre a outra. E a sala é mais ou menos dividida. Aí eu posso ver, é como se fossem áreas. Em cada lado da parede há beliches embutidos. Então tem um monte deles.
Você está dizendo que há grupos de três?
É, são beliches com três camas. E talvez... são divididos em fileiras e há esses beliches embutidos nos lados opostos da parede e deve haver outros. Eu não posso ver o que há do outro lado da divisória, mas a impressão é que há outros do mesmo jeito. Como tudo parece a mesma coisa, é um ambiente muito homogêneo.

Os híbridos adultos parecem ter uma vida semelhante à dos seres hu­manos, embora tudo indique que eles tenham uma vida mais comunal e menos privada do que os seres humanos na sociedade moderna. Eles ba­nham-se, dormem, vestem-se e trabalham juntos. Como os humanos, têm problemas de saúde. No plano emocional, entretanto, suas vidas são uma espécie de ponte entre a vida humana e a alienígena.
De acordo com os relatos dos abduzidos, os híbridos não têm lembran­ças de pais, antepassados, vida familiar, crescimento em família, amigos e outros eventos emocionalmente importantes que ligam os seres humanos. Numa longa conversação, um híbrido de estágio avançado disse a Reshma Kamal que as lembranças dela eram muito diferentes das dele. Então, estou perguntando se ele tem pais como eu, ou amigos, ou coisas assim. Ele parece bastante triste. Não sei se ele olha para baixo e depois para mim, e diz não. Ele diz: "Nós só pertencemos a isto aqui"... Eu quase tenho pena dele. Estou perguntando se tem mãe e pai. Ele olha para baixo de novo, e depois para mim e continua: "Eu sei de onde venho, mas não tenho laços como vocês." Eu digo: "O que você quer dizer com laços?" E ele está dizendo "arquivos"... Eu pergunto de novo: "O que você quer dizer por arquivos?" ... E ele me diz, ele está me explicando que quando a gente vê os nossos ancestrais tem memórias e histórias. Está dizendo que, quando ele olha para a "sua” formação, só tem de olhar nos arquivos. Não existem laços, não existem memórias... Ele diz: "Quando você se lembra da sua mãe ou da sua irmã, está lem­brando memórias de estar ali, de vê-Ios." Ele está dizendo: "Quando eu quero fazer essas coisas, tenho de ver nos arquivos. Não tenho esses laços nem essas memórias." Então, eu digo: "Você nunca viu os seus pais?" Ele diz: "Já os vi, mas não tenho os mesmos laços." Ele diz: "Nós somos apenas informados de quem eles eram e de que estão nos arquivos." Não sei o que ele quer dizer com isso. Ele está me dizendo alguma Coisa como, eu não sei, ele está me explicando como era quando criança ou alguma coisa assim. É como se ele estivesse realmente triste, ele está dizendo que quando ele era um garoto e quando perguntou a eles (por que ele tinha uma aparência diferente deles) - acho que ele quer dizer "eles" como alienígenas, porque ele olha para lá (para os alienígenas que estão na sala)... mostraram para ele um arquivo... E eu digo: "Um arquivo? Você quer dizer retratos e seus objetos pessoais?" Ele diz: "Mais do ponto de vista médico." ele começa a falar de coisas médicas, de genealogia, ou dos dados médicos dos seus pais e outras coisas, mas não fotografias ou... Ele diz: "Não de piqueniques que a gente fez ou de festas, mas sempre informações médicas. Você compreende?" Eu mais ou menos dou de ombros, mais ou menos... eu estou perguntando se ele não pode voltar, sabe como é? E ele continua, está me perguntando: "Voltar para onde? Você quer dizer para a sua casa?" E eu digo: "Mas é sua casa, não é?" Ele está dizendo: "Eu não tenho casa. Não no scntido que você tem." Ele está dizendo: "Não pertenço a nenhum IlIgill'." Eu estou perguntando assim, onde ele mora, e ele olha para os alienígenas e diz que com eles. E eu digo: "O que você quer dizer? Você mora com eles? Eles não têm uma casa como eu tenho?" Ele parece estar dizendo que têm uma casa, mas não com o mesmo sentido que eu dou a uma casa. Ele está me fazendo uma pergunta: "Você sabe o que é um robô?" Eu digo sim. Ele está me pedindo que dê um exemplo. E eu estou dizendo: "Bem, um robô é alguma coisa que você cria e faz o que você quer, e nada mais." Quando dou essa resposta, ele continua: "Agora você sabe como eu estou me sentindo." E eu estou dizendo: "Você é um robô?" Ele parece um pouco chateado comigo. Ele diz que não, mas que o sentido é o mesmo. Um robô não tem laços emocionais. E somente faz o que é programado para fazer. E ele diz: "Você vê que eu estou fazendo a mesma coisa?" E eu digo... "Compreendo isso, mas você não tem suas próprias emoções?" E ele está me dizendo: "Mesmo que tivesse emoções, qual era a vantagem de eu ter emoções se nada vai acontecer?" E eu pergunto: "O que você quer dizer com isso?" Ele não me responde, mas parece muito triste, e estou perguntando: "Você é feliz?" E ele está me perguntando o que eu penso ou o que eu percebo olhando para ele. Não respondo porque não quero que ele fique triste, mas dá a impressão de que ele de fato não tem praticamente vida nenhuma. Ele somente está vivo e respi­rando. Ele diz: "Nós só estamos aqui para trabalhar." Então, ele olha para os alienígenas de novo. Ele está dizendo: "Nós temos de fazer tudo o que eles dizem." Eu digo: "Você tem um laço emocional com eles como eu tenho com a minha família?" E ele está dizendo: "Não os mesmos laços que você tem." Como nós temos nossas relações, sentimos amor, ódio, tristeza e tudo isso. Ele diz, não dessa maneira, ele não tem um relacionamento com eles. É como se eles apenas estivessem no controle total de tudo. Ele é apenas a criação deles, o que quer que eles tenham feito, e ele tem de fazer tudo o que eles dizem. Então ele olha para mim e diz: "Se você quer me entender, basta pensar em um robô. É tudo o que existe", diz ele.

Não sabemos os efeitos da falta de laços familiares ou memórias. Quaisquer que sejam as conseqüências, o desenvolvimento emocional dos híbridos nesse aspecto seria privado de todo o convívio que todos os humanos partilham, e suas vidas emocionais seriam muito diferentes das nossas.

Transferência de informações entre híbridos e humanos

Como fazem com híbridos mais jovens, as abduzidas são freqüentemente forçadas a instruir os híbridos adultos. A instrução tem duas formas: direta e involuntária por meio de transferência. O caso de Allison Reed fornece um bom exemplo. Ela foi ordenada para instruir quatro adultas híbridas fêmeas sobre como estabelecer laços com uma criança; as híbridas disse­ram-lhe que não queriam criar as crianças num ambiente esterilizado, mas como os humanos "normais" e diferentemente da sua própria experiência de infância com os alienígenas cinzentos.
Como as crianças mais velhas, os adultos híbridos demonstram interes­ se pelas atividades da Terra. Por exemplo, Claudia Negrón acordou uma noite com dois híbridos em seu quarto - um masculino e um feminino com pouco mais de 20 anos. Eles queriam saber por que ela estava pendu­rando as roupas em diversos lugares do quarto em vez de ser no armário; ela explicou que estava remodelando o armário. Eles fizeram outras per­guntas e depois foram embora.
Às vezes um abduzido é ordenado a transferir suas memórias para um híbrido, quase como se faz uma transferência para um "depósito de dados". Kathleen Morrison colocou suas mãos em volta de um objeto multifacetado, que ficou irradiando uma luz vermelha, enquanto o híbrido olhava pari ela e colocava suas mãos sobre as dela. Ele "baixou" informações do seu cérebro - quais as teses escolares que ela estava escrevendo e como estava indo na escola. Ele também examinou mentalmente uma briga que ela ti­vera com sua irmã.
A transferência de dados para os híbridos também inclui reações emo­cionais. Allison uma vez se encontrou "ligada" numa híbrida fêmea que se sentou na sua frente e realizou uma varredura mental. Allison viu coi­sas tristes e dolorosas da sua vida, como a morte do seu avô, e também viu coisas detestáveis. Quando o procedimento terminou, a híbrida disse que tinha tido muita sorte porque Allison tinha uma grande variedade de emoções.



Reprodução híbrido-humana

O aspecto mais problemático da interação entre os abduzidos e os híbridos de estágio avançado é a freqüência da atividade sexual. Os híbridos querem sexo não somente porque é crucial para o programa de cruzamento mas também porque aparentemente isso lhes satisfaz. Os híbridos têm controle total sobre o encontro sexual e os híbridos machos exigem que as abduzidas tenham uma variedade completa de reações sexuais. Para assegurar essa reação, os híbridos realizam um procedimento separado no qual estimulam fisicamente a mulher quase até o orgasmo, enquanto um alienígena olha direto nos seus olhos, no que equivale a uma "regulagem fina” para uma reação neural precisa do cérebro. "Beverly" teve essa experiência enquan­to estava deitada numa mesa, com um aparato semelhante a capacete na cabeça:

Há um tipo de processo de monitoramento. É... como uma coisa que eles botam na minha cabeça e que eu tenho a impressão... que observa a minha atividade cerebral, ondas cerebrais... alguma coisa com o cérebro. É alguma coisa com o cérebro. É alguma coisa a ver com o cérebro e monitorar as ondas cerebrais, atividade cerebral, ou qualquer coisa do gênero. Esse cinzento está aqui do meu lado esquerdo.
Isto significa que ele é seu acompanhante?
Sim, o mesmo cara. Há um híbrido do meu lado direito, e eu estou menos nervosa do que antes.
A ansiedade desapareceu?
Muito. Muito mesmo. Especialmente por causa desse... eu ia dizer "homem", mas não quero humanizá-Io. O cara cinzento... ele não fica muito perto do meu rosto, mas, usando telepatia, pode passar uma energia que me acalma, não me desejando porque assim a reação da minha mente não vai ser legítima. Se eles forem mexer com o meu cérebro e futucar ali e fazer alguma coisa e eu ficar calma, parecendo um vegetal, assim, vai atrapalhar o...
Então, eles estão deixando você ficar nervosa?
Sim... o híbrido está falando sobre ficar calma e coisas assim, mas eu não confio nele. Ele está sendo simpático, mas não gosto de ficar nesta situação. Não gosto nem um pouco. E, de novo, não acho que nenhum desses dois caras queiram me fazer mal, e acho que nada de mal vai acontecer comigo... Eles estão fazendo o trabalho deles, qualquer que seja, e não gosto das coisas que fazem. Esse cara aqui não está sendo mau, corno há alguns que podem ser maus. Ele não está sendo mau. Só está por aí e o'que acontece é que ele me toca em toda parte. Ele me toca por toda parte e de modos diferentes. Ele me toca e o que sinto é que as minhas reações estão sendo observadas quando ele me toca em vários lugares. É como, você sabe, monitorar... para zonas sexuais, estímulos sexuais. Você sabe, há gente que fica estimulada sexualmente quando se toca aqui, outras ficam sexualmente estimuladas quando se toca... mas é claro, os lugares óbvios, você sabe o que todas nós ternos em comum. Mas há pessoas que têm áreas diferentes que ficam mais excitadas quando são tocadas, talvez em outro lugar...
Bem, como você sabe que ele está fazendo isso?
... Não há diálogo. É só um meio de "saber" - uma daquelas coisas que eu sinto muito, mas não consigo dizer como é que sei. Mas sei.
Você está reagindo quando ele está fazendo isso? Você está dizendo para você mesma: “Sim isso é bom”, ou: “Não, não é bom”, ou alguma coisa assim?
Eu estou... numa atitude de negação. Não há nada que ele faça que me dê prazer. E é como estou, mas há uma outra parte que registra, não sei qual é o mecanismo que eles estão usando... é uma violação, uma violên­cia. Eu não gosto disso.

Similarmente, "Paula” foi visitada por híbridos no seu quarto de dormir. Eles prenderam um dispositivo "elétrico" nos seus genitais e ela teve relação sexual com o híbrido. No momento do orgasmo, o híbrido abrup­tamente saiu de dentro dela. O orgasmo teve uma intensidade fora do co­mum, foi quase doloroso. Enquanto isso estava acontecendo, um dos hí­bridos ficou olhando demoradamente para o dispositivo com o que parecia ser um modo de "leitura” e lhe disse que aquilo media os "impulsos elétri­cos". O dispositivo foi removido e Paul a sentiu uma fortíssima dor física seguida de náusea. Ele deixou uma lesão no seu clitóris que a obrigou a procurar um ginecologista, que ficou curioso para saber como ela se ferira daquela forma.
Durante as relações sexuais com as abduzidas, alguns híbridos masculi­nos de estágio avançado têm reações sexuais "normais" e movimentos físi­cos. Outros, entretanto, não realizam os movimentos normais de pistão. As abduzidas descrevem mais o que lhes parece um "impulso", ou uma penetração rápida, seguida de ejaculação. Os híbridos também criam o orgasmo nas mulheres com a ajuda da varredura cerebral. Assim, é possível que o orgasmo feminino durante as relações sexuais com os híbridos pro­duza a ovulação ou facilite a concepção.
Os híbridos muitas vezes notam a gravidez nas abduzidas. Para Stan Garcia, um conselheiro de reabilitação, esse é um fato de que não gostaria nem de ter ouvido falar.

Ela está bem diretamente na minha frente, em pé olhando para mim... eu me sinto enojado.
Por que ela era uma fêmea, ou por causa do que ela estava fazendo?
Por causa do que ela estava fazendo.
E o que ela estava fazendo?
Quando eu digo o que ela estava fazendo, é como se ela fosse escolhida, porque ela era a que tinha sobrado para mim. Eu me senti enojado, porque não podia dizer nada. Só estou sentindo nojo da coisa toda - eu não tinha opinião sobre o que estava acontecendo.
Quando você diz que ela era a que tinha sido escolhida para você, o que isso significa?
É que ela vai ter filhos meus... Isso não me dá nenhum tesão.

Problemas físicos

Alguns híbridos nascem desfigurados ou com outras características anor­mais. Por exemplo, os alienígenas mostraram a Kethleen Morrison cinco bebês híbridos deformados. Suas pernas e braços tinham se desenvolvido com formas defeituosas ou não se desenvolveram de jeito nenhum. Terry Matthews viu um híbrido mais velho com o queixo retorcido, dando uma vaga aparência de "Popeye". Em outra ocasião, Terry viu um adolescente híbrido cuja cabeça deformada era grande demais e tinha "caroços".
Os híbridos têm outros problemas físicos. Allison Reed viu jovens híbridos com marcas vermelhas na pele. Durante uma abdução ocorrida em 1994, ela foi informada de que sua "irmã" estava "doente" e precisava da sua ajuda; os alienígenas inseriram uma agulha no pescoço de Allison e ti­raram sangue da sua veia carótida. Numa situação semelhante, os híbridos levaram Susan Steiner para perto de um adolescente híbrido doente. Eles retiraram sangue (disseram que queriam "hemoglobina”) e extraíram uma pequena seção do seu fígado. Os alienígenas explicaram que precisavam dessas coisas para que o menino pudesse sobreviver.
As híbridas fêmeas têm problemas reprodutivos. Os abduzidos têm re­latado que as fêmeas parecem ter problemas de aborto. Há indícios também de que as fêmeas híbridas tem mais dificuldade para reproduzir com ho­mens do que os híbridos machos têm para reproduzir com mulheres. Reshma Kamal uma vez perguntou a um híbrido adulto por que não exis­tiam fêmeas por perto.

Agora estou perguntando a ele por que eu não vi nenhuma fêmea. Ele olha para mim e estou dizendo: "Fêmeas, como eu. Eu sou uma fêmea e você é um macho. No seu grupo, na sua raça” - eu não sei o que ele é - "não há nenhuma fêmea?" Aí ele fala, ele está me perguntando se estou querendo dizer ele ou os alienígenas. E eu digo ele. Onde estão as fêmeas? E ele parece que está me dizendo que elas são usadas para outro trabalho qualquer. Estou perguntando a ele que trabalho e também se elas são iguais a mim? Ele diz: "Nem todas elas são como você." Ele aponta para a barriga e faz um gesto. Ele continua: "Elas não podem. “
Ele está fazendo um gesto, imitando a barriga com seu estômago, como alguém que está grávido ou coisa que o valha?
Exatamente. Ele disse: "Elas não podem." E estou dizendo para ele: "O que você quer dizer com elas não podem?" Ele continua: "Umas partes que você tem, as delas não funcionam assim". E estou dizendo: "Como é que pode? Elas não são humanas?" E ele está dizendo: "Não como você. Elas não têm a mesma função. Não podem ser usadas para isso." Ele diz que algumas delas podem, mas não completamente. Não é a mesma coisa. Então, pergunto a ele o que quer dizer com isso e ele diz que é claro que eles tentaram emprenhá-Ias e tudo isso, mas não funcionou. O feto ou o que seja... o bebê não se desenvolveu completamente para uma sobrevivência normal.
Allison Reed viu uma fêmea híbrida dando à luz um natimorto. Os alienígenas levaram Allison a concluir que "o feto conseguiu manter a vida (na fêmea híbrida) por algum tempo, e isto em si já é um passo".

Reações emocionais

A maioria dos híbridos que dão assistência aos alienígenas a bordo dos óvnis exerce suas funções de forma indiferente. Em certos momentos, entretan­to, os abduzidos podem provocar emoções nos híbridos. Vejamos o relato da abduzida Doris Reilly. Quando ela tinha cinco anos, duas fêmeas ado­lescentes híbridas a acompanharam até a sala de procedimentos, onde a colocaram sobre uma mesa. Ela bateu os pés e agitou os braços, e elas tiveram de segurá-Ia para controlá-Ia. Ela levantou a mão e puxou o cabelo da híbrida, dando um solavanco. A híbrida exclamou surpresa, "Ui!", e Doris pôde ver uma lágrima escorrendo de seus olhos. Em outros casos, os abduzidos têm relatado que os híbridos sorriem, parecem tristes, zangados, felizes e assim por diante - emoções da variedade humana.
Entretanto, há um componente emocional de alguns híbridos que não é aceitável - a perda de controle. É como se alguns dos híbridos tivessem uma adaptação social imprópria e estivessem soltos, fazendo o que querem. Nesses casos, eles podem ter um desejo sexual forte, sem estarem controla­dos pelas restrições sociais. Um alienígena disse a Allison que os alienígenas têm de aprender tudo, que a genética não tem papel importante na sua formação social. Ele disse que, embora o comportamento dos híbridos seja, em larga escala, também aprendido, seu componente genético humano afeta suas reações emocionais e faz com que eles sejam menos previsíveis. Esta imprevisibilidade têm sido fonte de preocupação para ele.
Os problemas emocionais dos híbridos se mostram de forma mais acen­tuada quando eles têm projetos pessoais - abduzidas especialmente selecio.. nadas, escolhidas para eles - e quando agem independentemente dos alienígenas.

Híbridos de Projetos Pessoais

Alguns híbridos de última geração têm responsabilidades que vão além dos procedimentos normais do cenário de abdução. Eles têm projetos pessoais, relacionamentos a longo prazo com abduzidas humanas, com o objetivo de reprodução. O relacionamento entre a abduzida e seu híbrido de projeto pessoal começa cedo, quando a abduzida ainda é uma criança, e continua na adolescência. A abduzida é sujeita aos procedimentos normais de abdução e então, ou tem uma interação particular com o híbrido, ou é acompanha­da pelo híbrido durante a abdução. Eles conversam e brincam juntos e cons­troem uma amizade.
As relações sexuais começam quando a abduzida chega à puberdade, geralmente entre treze e quinze anos. Enquanto outros híbridos podem ter relações sexuais com abduzidas durante sua vida de abduções, o híbrido de projeto pessoal fica sendo o seu parceiro reprodutivo mais firme. Quando "Emily" completou quinze anos, ela começou a ter relações sexuais com um híbrido de projeto pessoal e esta atividade continuou, uma vez por mês, durante seis meses. "Sally" começou a atividade sexual com seu híbrido de projeto pessoal aos treze anos. Ela ficou confusa quando viu que ele queria fazer essa coisa. Sabia que isso poderia levar à gravidez, mas o seu conheci­mento sexual era extremamente limitado e, além disso, ele disse que estava tudo bem - ninguém saberia e ele cuidaria de qualquer gravidez.
Embora a atividade sexual seja primordialmente para efeito de depósi­to de esperma, os híbridos de estágio avançado parecem desfrutá-Ia com prazer. Muitas vezes eles demonstram as emoções humanas de afeto e amor para com o seu projeto pessoal selecionado. Durante a relação sexual são feitos os afagos preliminares: eles se acariciam, beijam-se e assim por dian­te. Às vezes há uma conversa romântica, com declarações de amor. As abduzidas muitas vezes partilham o envolvimento sentimental - até de forma profunda. O "casal" ri, conta piadas e bate papo. Depois das relações sexuais, alguns híbridos até demoram algum tempo antes de colocar as rou­pas e se afastar para cuidar de outras tarefas. Muitas abduzidas sentem um amor profundo por seu híbrido de projeto pessoal durante as abduções. Para algumas, isso pode repercutir na sua vida "normal" e interferir com o seu desenvolvimento social e emocional.
Tanto os homens quanto as mulheres têm relatado sobre híbridos de projeto pessoal. "Rob" tem uma híbrida de projeto pessoal chamada Janice, com quem tem vários filhos. Os alienígenas o levam para Janice depois que completam os procedimentos rotineiros; então, ele interage com a sua "família”. Geralmente ele tem relações com Janice, embora tenha sido força­do, em algumas ocasiões, a ter relações com outras híbridas. Ele desenvolveu uma ligação emocional com a família híbrida, que é revivida intensamente quando a vê.
Há indícios de que os alienígenas cinzentos indicam híbridos para hu­manos específicos, quando os abduzidos e os híbridos são jovens. Quando estão mais velhos, é tomada uma decisão conjunta dos híbridos com os alienígenas. Quando Emily tinha oito anos, seu híbrido de projeto pessoal lhe deu uma idéia de como as decisões são tomadas e do que eles estariam fazendo juntos no futuro. Ela estava sobre a mesa e eles realizavam os pro­cedimentos, que eram administrados por um "doutor" (possivelmente um híbrido de baixo estágio), enquanto tiveram esta conversa. Ela conta como se fosse uma criança de oito anos.

(Ele) quer que eu seja dele um dia. Ele quer esse projeto. É uma coisa que ele quer fazer. É um compromisso que tem de fazer para o seu governo e ele está me dizendo que realmente, realmente me acha interes­sante. EIe realmente se importa... Vai fazer com que eu faça alguma coisa de que eu nunca mais terei medo. Ele diz que vai ficar tudo bem. Não sei o que eles vão fazer comigo... Não quero que seja uma coisa ruim! Ele diz que ainda tem de esperar muito tempo para fazer isso. Ele fez com que eu visse coisas. Vi um grande, um enorme jardim, e tem flores, não tem bichos nem insetos para me fazer medo. Tem cisnes. Eu estou mais velha e ele está mais velho também. Eu tenho um vestido bonito, um vestido longo e bonito. Ele diz que um dia, quando eu estiver completamente crescida, nós vamos ficar juntos. "Você vai ser tão bonita, eu vou ter orgulho de você. Nós vamos ter filhos bonitos. E você vai ser uma mãe tão boa. E não vai precisar ter medo. Eu não quero que você tenha nenhuma angústia - nada para você se preocupar." Então eles terminaram. Olhei para ele, e o doutor não estava alegre. Ele não falou, mas sei o que ele disse. Era: "Ele não escolhe a sua designação." E ele disse ao doutor que devia se concentrar nos procedimentos médicos e que ele ia cuidar dos projetos. Eles não disseram nada, só olharam. 
Para as mulheres abduzidas, o critério mais importante para inclusão no programa de projeto pessoal dos híbridos é que ela tenha suas funções de reprodução normais. "Donnà' era um caso fronteiriço. Quando tinha quatorze anos, os alienígenas encontraram uma disfunção ginecológica que ameaçou a sua posição no programa. O seu híbrido de projeto pessoal in­terveio. Os híbridos e dois seres cinzentos discutiram sobre a sua inclusão como projeto pessoal. A cena dramática que se segue revela a importância do relacionamento de projeto pessoal e o jogo entre os híbridos e os alienígenas. Embora os alienígenas sejam os chefes, os híbridos podem, al­gumas vezes, demonstrar a sua vontade:
Ele quer que eu seja reconsiderada, porque eu deveria estar junto com ele. Porque nós estamos juntos há muito tempo, e estabelecemos um (relacionamento) que funciona e há muita energia colocada ali, e eu deveria ser parte disso. A reação deles é porque há alguma coisa que está errada e ele não concorda com eles... Ele quer uma reconsideração.
Uma reconsideração de quê?
Realmente não sei. Ele diz que eu devo ser reconsiderada para trabalhar com ele e que preciso estar com ele nesse projeto. Eles dizem que há um problema. E eu realmente não sei do que estão falando. Então, sinto que ele começa a falar de mim como se eu fosse "dele". Ele começa a falar sobre atributos físicos e dizer que estou em boa forma, e que os músculos são bons. Estou fisicamente bem. Que eu esteja bem, isso não é a palavra, acho que eles falaram em "critérios"... E a resposta deles é que poderia haver problemas. Não é no exterior, é no interior. E eles concordam que preciso fazer um exame. Ele continua insistindo e diz que eles devem dizer mais para ele e que podem estar errados, ele está argumentando. Ele está argumentando muito. É um pouco embaraçoso.
Como é isso?
Nunca me aconteceu estar com alguém que fica argumentando a meu respeito. Mas sei que não quero que ele vá embora, é muito impor­tante.
Eles contestam a argumentação ou...?
Ele está demonstrando fisicamente o seu desagrado, batendo os pés de vez em quando e andando de um lado para o outro. Eles só estão ali parados, estão muito reservados e respondendo aos argumentos. Num dado momento, ele chega a fazer um som que eu ouço... é assim como: "Puxa!" Você sabe, de frustração. Ele faz aquele pensamento quando olha para mim... Isso vai parecer engraçado, mas é como se ele estivesse comunicando para eles de uma maneira e comunicando para mim de outra. Os dois cinzentos caminham de volta para uma daquelas mesas móveis - uma espécie de mesa-carrinho - e ele me gira, abraça meus ombros e olha para mim direto no rosto.
Ele então se comunica com você?
Ele diz que eles precisam fazer um exame e que ele não vai me deixar. Ele vai ficar comigo durante o exame e que vai dar tudo certo. E que só preciso relaxar. E que vai dar tudo certo. E que durante o exame eu vou poder ficar com ele. Então, ele me acompanha até onde está a mesa. Ele me ajuda a sentar nela, porque ele é bem maior do que eu. Estou ali sentada e minhas pernas estão balançando no fim da mesa. Ele diz: "Não importa o que acontecer, lembre-se que estou sempre com você”. Então, eu me deito na mesa.
É uma espécie de exame normal ou é. ..?
É um exame ginecológico.
Eles não fazem nada mais?
Não. Bem, ele faz. Ele acaricia os meus cabelos e dá tapinhas no meu rosto de vez em quando. Ele está segurando minha outra mão. Eu per­gunto por que ele está fazendo isso. Ele diz: "Lembre-se, eu estou aqui"...
O que eles estão fazendo aí?
Não acho que eles estão somente na vagina. Sinto que eles vão até o útero também. Estão verificando com uma espécie de monitor. Eu diria que é como se eles estivessem colocando uma sonda dentro de mim. E é alguma coisa que tem a ver com as paredes do útero. É como se eles estivessem tentando mostrar a ele alguma coisa e ele não estivesse concor­dando com o diagnóstico - que não é tão estranho assim.
Quando eles tentam mostrar a ele alguma coisa, como é que fazem?
Há uma espécie de vídeo que eles estão olhando, e quando falam estão mostrando alguma coisa nele.
Você pode mais ou menos seguir um pouco a conversa?
Há alguma coisa que... eu não funciono normalmente. Eles encontram isso de vez em quando e eu não funciono tão normal, ou com a facilida­de que eles preferem. E há alguma coisa sobre... é claro, com o funciona­mento anormal torna-se arriscado... poderia ocorrer uma quebra de sigilo. Eu não sei.
Então, o importante é a quebra de sigilo?
Sim. É muito arriscado. E o acordo é que eles teriam de monitorar a situação. É como um período probatório. E, se eu me tornar muito arriscada, você sabe, é aquilo.
Significando o quê?
... Eu não estaria mais no projeto. Mas eles vão observar, monitorar e ver como funciona. E ele continua dizendo coisas como: "Há algumas piores que vocês aceitaram", e ele está argumentando com eles, que ele viu algumas piores e que não foi tão ruim. E que essa é uma boa candidata. E que essa é uma "positiva”. E que isso é possível. Tenho a impressão de que eles não querem fazer isso, mas terminam fazendo.
Você quer dizer que ele vai ficar satisfeito?
Sim. Eles estão lhe dando o benefício da dúvida. Meu sentimento é que ele sempre vai cuidar de mim. E que não vai demorar muito até que a gente comece...
Onde está o seu amigo?
Sentado a meu lado. Ele está sentado junto de mim. Sim, eu sei o que ele está fazendo.
O que ele está fazendo?
Ele está me excitando (sexualmente)...
Ele está olhando nos seus olhos?
Sim. É como se ele estivesse demonstrando. É interessante.
Então ele está fazendo com que você fique sexualmente excitada enquan­to você está deitada ali.
Certo. Pelo que posso dizer, eles conseguiram o que queriam. Estavam procurando alguma coisa. Mas ele não me deixou ir até o orgasmo e tudo... Ele se levanta e vai para o canto da mesa. Eles estão conversando no canto da mesa.
Eles estão ainda debatendo isso?
Eles estão tendo uma boa discussão e os dois cinzentos continuam dizendo que vai ser monitorado. Ele finalmente desiste e concorda com isso. Vai ser monitorado.
Então, ele não queria que fosse monitorado?
Não, ele não queria que fosse monitorado. Mas parece que não está ganhando naquele ponto, e está deixando passar. Eles não estão cedendo.
Então, é ali que eles estão fixando o limite?
Certo. E os dois cinzentos saem. Eles saem por uma porta... E eu fico ali onde ele está, e ele ainda está preocupado.
Ele ainda está preocupado, embora eles tenham saído e ele tenha basica­mente vencido a discussão.
Sim. Mas ele tem de ceder um pouco.

Quando "Emily" tinha quinze anos, o seu híbrido de projeto pessoal também teve uma discussão com ela sobre como os alienígenas a haviam selecionado para o programa. Vários híbridos a abduziram num pomar atrás de sua casa. Sua memória consciente é que havia falado com um ser. Suas roupas foram removidas, ela foi colocada sobre uma mesa e o híbrido disse que não iria machucá-Ia.
Ele continua me dizendo que não vai me machucar e que sempre vai tomar cuidado comigo. Que está me observando há muito tempo. Que já sabia onde eu estava. Diz que eu fui avaliada durante anos e que ele tem me estudado e sabe que agora eu estou pronta para produzir, e decidiu que vai ser ele quem vai cruzar comigo.
Compreendo. Ele usa a palavra "cruzar"?
Sim. Alguém lhe disse que não era prudente, e ele diz que já foi decidi­do, e que os exames médicos foram favoráveis. E, que se indicarem que eu sou fértil, ele vai estabelecer laços comigo. E que as pessoas fazem isso às vezes, disse ele, no lugar de onde ele vem, e que é permanente. Mas que as pessoas com quem ele trabalha acham que está cometendo um erro - que eu sou "um recurso, não um divertimento". Ele tomou pessoalmente a decisão.

Uma vez que um híbrido de projeto pessoal tenha sido designado para uma abduzida, ele se torna parte significante da sua mente inconsciente por causa da qualidade emocional e humana das experiências. Os efeitos sobre o desenvolvimento social e sexual das abduzidas podem ser substanciais. E a maioria desses efeitos depende da qualidade emocional e física de uma experiência de abdução particularmente independente.
É a relação pessoal com as abduzidas humanas flue permite aos híbri­dos terem uma vida semi-independente, além dos limites do óvni. A ativi­dade independente dos híbridos constitui uma parte extremamente impor­tante do fenômeno de abdução. Na verdade está no próprio cerne dos planos dos alienígenas.

10
Atividade híbrida independente

A atividade híbrida independente é resultado normal do fenômeno de abdução e do programa de cruzamento, tendo profundas implicações para o futuro da interação humano-alienígena. Ela envolve híbridos que podem, por curtos períodos de tempo, "passar" por humanos, sem serem notados pela sociedade humana, agindo independente e livremente da presença e do controle dos cinzentos.
Quando encontrei pela primeira vez relatos sobre atividades híbridas independentes numa regressão com Emily, tive grandes dúvidas. O episó­dio envolvia relações sexuais românticas com um humano bonito. Eu nun­ca tinha ouvido falar disso antes e o fato de híbridos com aparência huma­na fazerem amor com mulheres nos seus quartos parecia mais a satisfação de uma fantasia do que um procedimento de abdução. Naquela época, eu tinha pouco conhecimento do comportamento dos adultos híbridos e não conhecia Emily tão bem para confiar na possível realidade de sua narrativa.
Eu já havia sido enganado no passado e não queria repetir a experiên­cia. Disse-lhe que as memórias às vezes não são o que parecem. Falei com ela sobre os problemas das falsas memórias e tentei gentilmente convencê­Ia de que era possível que o seu relato fosse uma fantasia. Emily ficou re­ceptiva à idéia e de olhos nbcrtos a essa possibilidade. Então, falei com as pessoas do Fundo para as Pesquisas de Óvnis, a organização que a enviara, e lhes disse que deveriam ser extremamente cuidadosos com o seu testemu­nho. Lembrei-Ihes que a fabulação é um problema comum e que toda a sua história poderia ser um rico exemplo daquilo.
No ano seguinte, entretanto, comecei a ter notícias da atividade híbri­da independente. Finalmente, como com outras partes do fenômeno de abdução, esta prova tornou-se grande demais para ser ignorada e tive de reconhecer que a atividade híbrida independente era uma parte integrante do fenômeno.
Como isso ocorre? A maioria da atividade híbrida independente é rea­ lizada por híbridos de estágio avançado com projeto pessoal. Os relatos dão a entender que eles podem subsistir na sociedade humana por doze horas. E achamos que a maioria da atividade híbrida independente ocorre entre híbridos e abduzidas. (Entretanto, esses dados podem se modificar, à me­dida que os pesquisadores obtenham maiores informações sobre a ativida­de híbrida independente.) Parece que a maioria da atividade híbrida independente se relaciona exclusivamente com abduções, mas geralmente acontece fora dos lugares da atividade normal dos óvnis. A atividade híbri­da independente ocorre na casa de uma abduzida ou no seu ambiente de trabalho. Às vezes essas abduções ocorrem ao ar livre, tanto à noite quanto de dia, em locais onde os passantes não podem ver os híbridos.
O caso de "Deborah", uma mulher solteira de 31 anos, fornece um bom exemplo de atividade híbrida independente. Ela recebeu um telefonema de um estranho, que marcou um encontro para uma "entrevista de emprego". Ela foi a um escritório mobiliado modestamente com uma mesa e duas cadeiras. Quando ela se sentou, a atividade híbrida começou imediatamente e consistia num "entrevistador" de aparência estranha, que lhe fez pergun­tas bizarras. Quando a entrevista terminou, ela teve a forte impressão de ter tido relações sexuais com ele. Voltou para casa com a lembrança da "entre­vista”, esquecendo os detalhes. Dias depois ela passou pelo edifício, mas ele estava vazio.
A maioria das abduzidas ignora a freqüência da atividade híbrida inde­pendente. Ela é uma exceção e não a "regra", mas, à medida que os investi­gadores descobrem mais eventos de abdução, torna-se mais freqüente a presença de híbridos com projeto pessoal, bem como a ocorrência de ativi­dade híbrida independente. É importante notar que há pouca prova de híbridos que realizem atividades humanas "normais" - trabalhando num emprego, morando num apartamento e assim por diante. Quando os hí­bridos aparecem no local de trabalho de uma abduzida, ou mesmo em outros lugares, como um bar ou restaurante, eles estão realizando funções legadas ao programa de abdução. Eles não aparecem porque estão interessados no trabalho ou no lazer dos humanos.

Quando em público

Os híbridos de estágio avançado se esforçam para "passar" por humanos, mas dentro de certos limites. A bordo dos óvnis, uma das razões pelas quais os híbridos sãs facilmente reconhecíveis é que usam roupas indistintas, be­ges ou brancas. Em público, entretanto, eles se vestem como os humanos, misturam-se com o resto da população humana e não são notados. Em geral, eles usam roupas comuns. Os homens usam jeans ou cáqui, camisetas ou camisas de mangas longas. As abduzidas, até agora, não relataram que os mesmos se vestissem mais formalmente, usando ternos ou, mais esportiva­mente, usando short.
Os híbridos de estágio avançado também se vestem com roupas de apa­rência militar, como macacões de serviço que parecem uniforme de pilo­tos. Como eles parecem tão humanos, é fácil confundi-Ios com militares, e muitas abduzidas têm ligado suas abduções a militares. Durante muitos anos, as abduzidas têm informado que havia soldados envolvidos nas suas abduções, ou que homens uniformizados, às vezes em vizinhanças de bases militares, estavam presentes durante seus eventos de abdução.
Os híbridos às vezes abduzem pessoas e as levam para bases militares abandonadas, ou áreas desertas onde ocorrem atividades militares. As abduzidas às vezes vêem militares sendo abduzidos, por vezes em unifor­me. Tudo isso, além da crença existente de um "acobertamento" por parte do governo americano, tem levado muitas abduzidas e pesquisadores a con­cluir que o Governo está conspirando secreta mente com os alienígenas.
Alguns abduzidos chegaram mesmo a peticionar ao secretário de Saúde e Serviços Humanos, requerendo uma investigação sobre as atividades de abdução dos militares.
De fato, não há prova de que o governo americano ou militares estrangeiros estejam envolvidos com a abdução de pessoas. É bem possível que as abduzidas estejam se lembrando de fragmentos de atividade híbri­da independente, durante a qual foram levadas para locais de aparência militar. Elas não conseguem entender essas experiências nem colocá-Ias no seu contexto real, por falta de hipnose competente ou porque a infor­mação sobre a atividade híbrida independente não era conhecida do hipnotizador.
É imperativo obter mais dados sobre a atividade híbrida independente. Precisamos saber por que, por exemplo, eles viajam muitas vezes em camionetes ou até em helicópteros. Às vezes os helicópteros são "reais"; às vezes a abduzida pensa que está vendo um helicóptero, mas é uma ilusão. Algumas abduzidas relatam terem visto helicópteros voando em torno de suas casas. É claro que a maioria dos helicópteros são reais. Sua proximida­ de das casas das abduzidas pode ser fruto de uma coincidência e eles nada têm a ver com a abdução. Entretanto, alguns desses helicópteros são parte de uma atividade híbrida independente. Para complicar as coisas, a análise de alguns relatos sobre helicópteros revela que não têm caudas ou rotores, e têm um formato mais circular ou tubular, e não fazem barulho. Isso é uma "memória anteparo" de um óvni.
Precisamos obter informações sobre como os híbridos reagem em con­tato com a sociedade humana. Ocasionalmente, um híbrido poderá demons­trar um interesse passageiro por algo que vê em público. Em um dos even­tos de atividade híbrida independente na infância de Susan Steiner, com o seu híbrido de projeto pessoal, os dois passearam pela vizinhança antes de irem para um óvni. Durante a caminhada, ele perguntou qual era o carro do pai dela, por que as pessoas colocavam plantas nas janelas e o que estava fazendo alguém que acendia um cigarro. Quando Susan explicou sobre o cigarro, ele riu e disse que aquilo era uma "bobagem".

Atividade híbrida afetuosa

Algumas abduzidas estabelecem relacionamentos com híbridos independen­tes que incluem amor, afeto e bondade. Freqüentemente, a sua qualidade carinhosa resulta em laços profundos com a abduzida.

“Emily”

Emily se recorda de ter tido um relacionamento amoroso e romântico com o seu híbrido de projeto pessoal, que lhe falou de sua futura vida jun­tos, dos filhos que estavam produzindo, e às vezes sobre o programa de abdução. Um exame cuidadoso do caso de Emily revela que a conversa era geralmente numa direção - e nos termos do híbrido. Quando ela fazia perguntas, às vezes ele respondia, às vezes silenciava. Ele é quem comanda­va. Ele dava as ordens e ela obedecia. Ele raramente fazia perguntas sobre sua vida em família, seu trabalho, ou sobre a sociedade e a cultura humanas.
A razão principal do seu contato com Emily era a reprodução. Na maioria das ocasiões eles tinham relações sexuais, geralmente um mínimo de duas em cada evento. Ele jogava conversa fiada e dizia que a amava; di­zia que voltaria e ela se entristecia, quando ele partia. Mas seria um erro presumir que ele não fosse sincero. Como ele é um híbrido de estágio avan­çado, há fortes razões para crer que ele se envolveu profundamente no rela­cionamento, que veio a durar vários anos. Há também indicações de que os híbridos independentes não são monógamos e que desenvolvem simultaneamente vários "projetos".
A maioria dos encontros de Emily, como parte de atividade híbrida independente, ocorreu em locais escolhidos especialmente pelos híbridos. Uma noite, por exemplo, quando Emily e uma amiga, Kelly Peterson, passavam de carro por um estacionamento, notaram uma camionete que as seguia. Depois de alguns quarteirões, Kelly ficou tão irritada que, quan­do pararam num sinal vermelho, saiu do carro para reclamar com o cho­fer da camionete. Quando voltou, estava calma. Disse a Emily que tudo estava bem e que elas iriam seguir um outro carro que havia parado em frente ao seu.
Os três automóveis então seguiram para um aeroporto abandonado que tinha uma torre de controle de vôo. Emily e Kelly saíram do carro e dois híbridos de projeto pessoal conhecidos se aproximaram. Elas conversaram um pouco com os híbridos e depois foram com eles ao edifício para ter relações sexuais. Quando começaram as relações sexuais entre Kelly e seu híbrido de projeto pessoal, o híbrido de Emily levou-a para o porão do edifício, onde conversaram e tiveram relações sexuais. Depois os híbridos acompanharam as mulheres de volta ao carro. Kellye Emily disseram adeus e foram embora. Elas não se lembraram nada de suas experiências, mas chegaram em casa com duas horas de atraso.
Emily relatou esse evento sob hipnose. Ela nada falou de suas memó­rias à amiga Kelly, que tem uma vida de eventos fora do comum. Então, dois meses e meio depois de minha sessão com Emily, Kelly decidiu exami­nar suas experiências fora do comum. Em nossa primeira sessão, eu lhe per­guntei sobre a camionete que as seguira. Ela ficou surpresa, pois viera à sessão com uma lista de coisas estranhas que lhe haviam acontecido e esse inci­dente não era muito importante. Ela se recordava vagamente de ter sido seguida e se perguntava por que havia chegado em casa com duas horas de atraso, e nada mais. Entretanto, durante a sua sessão de hipnose, ela confir­mou todos os detalhes do evento - desde as instruções recebidas do cho­fer da camionete até as suas relações sexuais com um híbrido (ela não sabia das relações sexuais de Emily na torre). Kelly também lembrou-se de que a relação com seu híbrido de projeto pessoal durava toda a sua vida.
Os relatos das duas mulheres divergem apenas quando os híbridos as separaram para ter relações sexuais na torre. Elas divergem também sobre o tipo de veículo usado pelos híbridos: Emily pensa que foi um helicóptero, enquanto Kelly acha que foi um avião, embora estivesse muito escuro para ver os detalhes.
Depois da hipnose, Emily e Kelly discutiram o evento e refizeram fisi­camente seu caminho. Elas encontraram o local onde a atividade de abdução ocorrera - era uma instalação desativada da NASA. Como a entrada esta­va fechada, elas não puderam prosseguir na sua investigação.

“Donna”

As experiências de Donna com a atividade híbrida independente começaram quando ela era ainda criança, e quando completou vinte anos já estava encontrando seu híbrido publicamente. Um desses encontros ocor­reu no verão de 1969, quando Donna e seus amigos estavam num quebra­mar, contemplando o oceano no Maine. Quando Donna se afastou de seus amigos, o híbrido subitamente apareceu. Ele vestia jeans, camiseta e blu­são. Seus cabelos escorriam até abaixo das orelhas. Ele e Donna se esconde­ram sob o quebra-mar e elé lhe disse tê-Ia visto representar numa peça de teatro amador, na noite anterior.
Ele disse: "Eu vi você." Perguntei o que ele queria dizer. Ele disse: "Te­nho observado você. Eu vim para ver você." Como ele soube onde eu estava? Ele viera não nesta semana, mas na anterior, e se sentara no balcão.
Ele estava assistindo?
Sim. "Por que você não veio falar comigo?" "Naquele momento eu não podia, ou não dava tempo." Algum tipo de problema com o tempo. E agora ele está ali, oh, e me sinto tão bem. Perguntei sobre os meus amigos, podia apresentá-Ios? Ele disse: "Não. Não se preocupe com eles.”
Você protestou, ou não se preocupou?
Não me preocupei. Ele estava ali e era tudo o que importava. Não consigo ficar muito tempo longe dele. É como se cada poro no meu corpo desejasse se abrir para ele.
Então você não se pergunta como ele veio?
Agora não. Olha, ele está aqui. Oh, estou tão feliz de tê-Io comigo. Ele pode ficar comigo? "Tenho certeza de que encontraria um meio de ficar.
Não sei como, mas sei que há um meio. Não é possível neste momento, mas não vamos pensar nisso agora. Vamos aproveitar os momentos juntos.
Você está agachada?
... Não, embaixo do quebra-mar. Estamos sentados e olhando para o encontro das águas no quebra-mar... aqui é meio afastado. "Onde você esteve?" "Tenho estado ocupado"... Ele tem projetos. Às vezes têm a ver com pessoas, às vezes com outras coisas. Algo de que ele quer tomar conta, manter em níveis aceitáveis. Ele diz que gostaria de ficar mais tempo comigo, mas não pode. Há algum tempo ele vem monitorando essa área.
Então ele diz que vocês deviam aproveitar os momentos juntos?
Certo. Eu disse a ele que nós sempre aproveitamos. os momentos juntos. E ele tem sido um grande amigo há muito tempo. Gostaria que pudésse­mos nos encontrar mais vezes. Então, ele me dá um daqueles beijos­ - puxa - Oh. Estou ficando bem embaraçada, pois ele sabe que gosto tanto e, puxa, eu poderia me transformar num ferro em brasa... sabia? Ele se diverte vendo até que ponto pode me excitar. Ele realmente se diverte. É uma gozação. E eu lhe digo: "Você está se divertindo, não é?" “Hum,    Hum”.
“Você sabe exatamente o que está fazendo”.   “Hum, Hum”.
Bem, Donna, não pense que eu não a conheço..." Ele sabe que eu gosto disso tanto quanto ele... Só não gosto de onde nós estamos. Acho que ele percebe meu desconforto. "O que você está fazendo?" "Vamos para outro lugar" ... Ele se levanta bem rápido, pega na minha mão e diz: "Vamos." Ele sobe no quebra-mar, vai para um carro que está parado na rua, dá a volta e senta-se no chão, de costas para o pneu... Eu estou achando graça e rindo. Ele está fazendo papel de bobo. E está sorrindo e se divertindo... É como brincar de pique. E eu estou rindo e me sento ao seu lado, junto do pneu. E ele diz: "Vamos, está pronta?" "Pronta? Aonde vamos?" "Venha comigo." Corremos pela rua e entramos num parque do outro lado. Eu tropeço num arbusto. Tropeço e caio no chão. Ele diz: "Grande dançarina, não consegue nem ficar em pé." E estou gargalhando no chão. E ele me empurra e eu rolo no chão e ele também rola. E estamos gargalhando e ele está me agarrando. E, quanto mais ele me agarra, mais eu rio. A grama está molhada. E ele pára de rir. E per­gunta como é que eu tenho cuidado do meu corpo. Eu digo: "Do mes­mo jeito que sempre cuidei." Ele diz que tem de verificar. Eu quero saber para que ele quer verificar. Ele vai verificar para ver se eu o tenho manti­do como se deve. Eu pergunto por que, puxa, ele iria se interessar pelo meu corpo? Ele pensa que é proprietário dele? Agora ele é quem está rindo. Ele diz: "De certo modo." Agora vou mostrar a ele, e tentarei me levantar. Ele não está me deixando. Eu estou pressionando. Estou tentan­do levantar. “Esse corpo é meu, não seu”. E ele diz: “Sim, mas você me deixa visitá-Io de vez em quando." E então ele dá um daqueles olhares longos. Eu me sinto como se estivesse derretendo.
Ele olha nos seus...
Bem profundamente nos meus olhos... Sim, ele estava montado na minha barriga, quando tentei me levantar, aí ele chegou muito perto e olhou pra mim. Aí ele veio ainda mais perto e me deu um daqueles longos beijos. A gente sente o cérebro explodindo e os dedos dos pés tinindo, e todo o resto do corpo absolutamente - como fogos de artifício! Vai em cada curva, em cada buraco do seu corpo... minha barriga começa a se contrair. Todos os músculos do estômago e das costas começam a se movimentar, minha cabeça pula para trás. E é tudo resul­tado daquele olhar. Eu simplesmente... Oh! Ele agora se agacha ao meu lado e diz: "Bem, eu pensei que você ia para algum lugar." Eu me espre­guiço um pouco. Eu me alongo. "Não, acho que vamos ficar aqui.”
“Você gostou?” “Sim”.     “Você quer que eu faça de novo?”    “Sim”. Vamos        fazer de novo. Sim. Eu sinto quando ele vem em cima do meu corpo. A sensação é de ser completamente esmagada. Pressão extrema... Ele está empurrando para baixo o mais duro que pode e a sua mão vem dentro da minha blusa, nas minhas costas. Ele me beija e depois me aperta do lado. Sua mão está acariciando o meu corpo, mas ele não parou de me beijar. Ele me perguntou se eu quero ficar mais apertada. Será que ele vai deixar alguma coisa comigo? Se ele quiser. Tenho a sensação de estar flutuando. Eu estava de calcinha, short e uma blusa leve. Boto minhas calças porque começa a ficar frio naquela hora e ainda posso sentir a sua mão na minha barriga...
Ele tinha de tirar a mão da sua barriga e o corpo também para você se levantar?
E minhas calças estão abertas...
Mas ele está usando jeans?
Hum, hum. Sim. Dá pra ficar assim... (Eu me sinto) arrebatada, como se estivesse flutuando e de repente - "boom!”
De repente, o que foi?
Oh. Traduzir "boom". De repente, você está dominada pelo ato e está flutuando. É como se você estivesse inebriada, mas não bêbada. Você não tem contato total com seu corpo, mas com o estímulo que vem de dentro. A diferença entre isso e o sexo normal é que muito do sexo normal é estímulo externo e isso aqui é completamente fechado bem no centro e irradia. Tudo está em "absoluto" - uma consciência ampliada do estímulo interno, mas ao mesmo tempo é como se estivesse flutuando nele. A fluência dele é, não como se fossem vagas, num crescendo. É quase num crescendo oscilante. Eu posso senti-Io todo da ponta dos meus pés às palmas das minhas mãos. É como se eu tivesse totalmente eletrificada. Quando ele me faz gozar, não é somente o estímulo mental, há mais alguma coisa no seu beijo, que vai além... A impressão que tenho é que vou desmaiar a qualquer momento se ele demorar muito. Eu fui­-me embora... E você sabe quando eu fico ainda mais tesuda, mais tesuda? É quando ele fala que deixou alguma coisa comigo. Então passou de um alto nível para uma exclusão. Isto é totalmente e absolutamente o ápice da experiência cinética... Ele "faz a coisa dele" e depois fica ali um pouco.
Ele acaricia o meu cabelo. Eu tenho um cabelo muito longo. Ele põe o meu cabelo para trás, depois segura a minha cabeça com as mãos, olha para mim e eu fico com muito sono. Quando consigo acordar, tudo já está no seu lugar.
Suas calças já estão de novo no lugar, sua camisa já está arrumada?
Está tudo no lugar... E quando eu acordo ele está atrás de mim me abraçando. Me abraçando muito apertado.
A sua cabeça está na grama ou no peito dele?
No braço dele. E a sua perna está em torno do meu corpo, ele está mais ou menos me ninando.
Ele tem uma reação sexual normal? Ele faz tudo o que você espera?
Não, é mais frio. Controla tudo. É muito deliberado e conserva energia. Muito orientado. Muito enfocado. É como se o seu interior fosse muito concentrado - é mais do que o ato, mas é como um objetivo; alguma coisa a que ele aspira. Talvez seja uma forma de colocar... Eu penso, mas sou suspeita. Gosto de dizer que ele está desfrutando. Mas quase que se torna, depois de um certo ponto, mais comercial...
Aí então ele diz alguma coisa pra você?
A maior parte do tempo, estou mais ou menos fazendo sons como "hum, hum". Para cada som que faço, ele me aperta mais ainda. É como se estivesse abraçando e segurando ao mesmo tempo. Ele vai tentar voltar logo. Ele agora tem uma oportunidade melhor de voltar mais cedo.
... Ele pode voltar e ver você com mais freqüência agora?
Eu digo: "Você não precisa ir?" E ele diz: "Não, não preciso, fique aqui comigo só mais um pouco." Eu digo: "Eu gosto de abraçar você, gosto de sentir você perto de mim." Eu só tenho esse sentimento de empatia por ele e o deixo escorregar por minhas costas e hum, digo: "Deixe-me agarrá-Io.”
E ele quer isso?
Ele quer. Ele quer. Não sei se deseja ou não. Não sei, mas acho que está gostando disso. Tenho a impressão de que isso é o tipo de coisas de que ele sente falta... é uma questão difícil. "Se pudesse vir comigo, você viria?”
Ele pergunta isso a você?
Ele pergunta, mas eu também pergunto a ele: "Se pudesse ficar, você ficava?" Eu sei que não é possível. (Ele diz) com o sentido de "você precisa me carregar com você, ou me carregar com você ou me ter com você"... Eu digo a ele que ele é como um raio de luar na minha vida e que eu me lembro de como ele se sente. Ele diz que eu devo guardar esse sentimento todo o tempo, e que ele está sempre comigo, que sempre está me observando; ele olha pra mim muito mais do que eu sei, eu preciso olhar para as estrelas, porque quando ele está assim, como agora, não tem vontade de voltar, mas precisa... "Você é parte do meu objetivo, mas não meu trabalho"... Naquele momento, nós nos sentamos. "Vai aconte­cer logo. Guarde-me no seu espírito, no seu ser. Aproveite o que você é, o que você está fazendo." Eu acho que ele sabe que estou gostando muito do que ele está fazendo naquele verão... E nós voltamos e ficamos mais ou menos onde estávamos. Ele fica em pé atrás de mim e me abraça. Ele disse: "Vamos olhar juntos a lua." E depois coloca as mãos nos meus ombros. Eu me viro e olho para ele mais uma vez. E ele me dá um beijo muito suave, não como os outros. Um beijo muito gentil. E, então, dá uns passos para trás. E há um meio sorriso no rosto dele. O que eu lembro depois é ter voltado o rosto e ficado olhando para a lua.
Você vê quando ele vai embora?
Acho que sim. Eu o vejo desaparecer. Daquele jeito. Para cima e para longe.

Anos mais tarde Donna ficou grávida e, quando ela estava no hospital depois do que parecia ter sido um aborto espontâneo, o seu híbrido a visi­tou. A perda da criança ocorrera em circunstâncias misteriosas. Não houve sangue nem resto do feto, e o híbrido indicou para ela que talvez não tives­se havido um aborto. Ele chegou ao seu quarto vestindo uma roupa branca de enfermeiro. "Não se preocupe. Tudo está como devia ser", disse a ela. Donna protestou, dizendo que um aborto não é como devia ser. Ele colocou a mão na sua cabeça e ela teve uma grande sensação de alívio. Ele então encarou-a nos olhos para ver se ela estava bem. Ele lhe disse que ela era "importante" e necessária para a realização da sua tarefa. Ele estava muito feliz porque eles poderiam continuar a trabalhar juntos. Ela ficou irritada e perguntou: "Por quê?" Ele disse que havia tantas ramificações que ela não compreenderia completamente. E, além disso, isso lhes dava a oportunida­de de ficar juntos. Eles receberam uma "existência especial" juntos; era uma dádiva ele poder vê-Ia tão freqüentemente. Ele lhe disse que tem uma liga­ção com ela que não é ativada com outros projetos simultâneos.
Donna estava sempre feliz em ver o seu híbrido, e ele lhe disse que tam­bém estava feliz em vê-Ia. Quando eles estavam juntos, falavam de como estavam tão felizes juntos e como ficariam juntos no futuro. As relações sexuais de Donna com seu híbrido diminuíram depois que ela sofreu uma histerectomia, mas ele ainda a visita ocasionalmente. Eles se abraçam e se beijam e até têm alguma atividade sexual, mas isso agora é raro.

Atividade híbrida abusiva

As mulheres que têm contatos agradáveis com os híbridos são felizes. Ou­tras mulheres têm experimentado relações difíceis com eles. Até os híbridos românticos podem subitamente demonstrar raiva e malícia. A crueldade proposital é um componente importante da interação dos híbridos com as abduzidas - especialmente nas relações sexuais.

"Emily”

Quando o casamento de Emily estava com problemas, ela namorou ou­tro homem e pensou em ter relações sexuais com seu novo admirador. Isso provocou advertências duras do seu híbrido, que geralmente era do tipo ro­mântico. Em relação ao novo interesse amoroso de Emily, o seu híbrido ficou zangado e vingativo. Durante uma abdução, ele ameaçou entregá-Ia para os alienígenas cinzentos, que ela odiava, e até a puniu, incluindo-a como namorada num incidente de encenação. O híbrido "colocou" o amigo de Emily numa sala perto dela. Quando ela o viu, fugiu do híbrido e correu para o seu aman­te, pedindo-lhe que a ajudasse a sair dali. Quando ela o abraçou, percebeu que não era o seu amante, mas um dos "doutores" alienígenas cinzentos, a que detestava e temia tanto. Emily ficou horrorizada, mas o híbrido sorriu. Ele disse que podia fazer qualquer coisa que quisesse com ela e este era mais um aviso para ficar longe do seu amante.
Pode-se explicar o episódio como a angústia de um noivo ciumento, e pode ser que seja isso. Entretanto, é importante saber que o marido de Emily linha feito uma vasectomia e não poderia depositar esperma. Assim sendo, uma razão mais provável para a reação do híbrido é que ele não podia per­mitir que o esperma de um outro homem invadisse o seu campo reprodutivo privado. Durante as várias abduções seguintes, ele reiterou, muito energi­c:unente, que Emily não deveria ter mais nada com seu amante. Finalmen­te, ela rompeu com seu amante e se divorciou do marido. Depois ela se casou de novo e mudou-se para outro estado. Daí em diante, não se sabe o que aconteceu ao seu relacionamento com o híbrido de projeto pessoal.

"Deborah”

Outras abduzidas têm tido experiências com híbridos de projetos especiais que vão muito mais longe do que a raiva. Alguns híbridos demonstram tanta crueldade que os seus "projetos" vivem com medo de passar por isso de novo. O caso de Deborah é um bom exemplo de um relacionamen­to abusivo no qual o híbrido comanda por meio de medo, intimidação e punição. Durante uma abdução, ela se encontrou no chão da cozinha, com o híbrido conhecido em pé perto dela. Ela reagiu como sempre fez, ado­tando uma atitude de não dar importância a nada que ele fizesse com ela.
E ele começa a dançar na minha sala e na cozinha. Ele está girando e dançando. O modo como ele está girando me lembra do que vi num concerto. Ele parece que está doidão, com a cara cheia de alguma coisa.
Ele diz alguma coisa?
Está sorrindo. Chega bem perto de mim e diz: "Olhe! Eu estou aqui. Posso chegar a hora que quiser. E você nunca, nunca vai ficar segura... ele olha pra mim e diz: "Veja o que posso fazer", e eu olho pra onde ele está olhando. Há uma fogueira acesa na minha cozinha. Eu digo a ele que não acredito que há uma fogueira ali. Ele diz: ''Ah, mas há. Você sente o calor no seu rosto"... Ele faz um gesto com as mãos na direção da cozinha e diz: "Tudo isso é meu. Você pensa que é dona disso, mas não é." Ele diz: "Eu posso levar qualquer coisa num minuto." Ele chega perto de mim e diz: "Também posso foder você num minuto, e você vai fazer exatamente o que eu disser." E ele está certo. Eu sinto esse medo come­çando dentro de mim. Nada tem importância. Eu digo a ele que pode fazer o que desejar, porque realmente não importa... mas eu deveria me importar, não deveria querer isso. Mas simplesmente não me importo. Ele se aproxima, chega perto e abre as minhas pernas no chão. Ele está de quatro na minha frente. E diz pra mim: "Eu vou me lembrar de que você não se importa que eu goze." Ele levanta a minha blusa e diz: "Peitinho bom." Baixa a blusa... Ele se inclina sobre mim e lambe o meu rosto. Então, ele me arrasta pra sala... Ele me diz que é pra eu prestar atenção. Ele diz: "Eu posso destruir a sua vida a qualquer hora que quiser, olhe pra isto.". Ele começa a dançar em cima da minha mesa. Eu ouço a sua gargalhada. Ele continua dizendo: "Lembre-se de mim!" Eu coloco as mãos nos ouvidos, como se nada tivesse importância. E ele diz: "Eu posso até sair pela porta da frente e ninguém vai perceber a diferença. E vou fazer isso agora mesmo - vou sair pela porta da frente." Ele vem de novo pra mim e diz: "Eu sou de você. Vou voltar." Ele começa a rir de novo. Ele diz: "Vou sair. Lembre-se de mim." Então ele riu, e disse: "Talvez eu vá para o outro lado da rua e compre alguma coisa. Ninguém vai saber a diferença." eu começo a chorar.
E o que mais ele faz?
É só isso. Então, vai embora...
Como ele está vestido?
Jeans, casaco, tênis. O casaco é azul-celeste.
Ele está com a camisa de baixo?
O casaco dele está fechado. Mas ele realmente está de jeans. Nunca o vira de jeans.
Você sabe de que tipo elas são?
Não prestei atenção. Eu me sinto insegura nesse apartamento. Ele pode chegar e entrar a hora que quiser. eu começo a soluçar...
E onde ele está?
Ele saiu pela porta da frente, estou presumindo que fez o que disse.
Você ouviu a porta se abrir e fechar?
Não.
Culpa, intimidação e morte são temas comuns nos eventos de ativida­de híbrida independente. Os híbridos continuamente a ameaçam de mor­te. Eles apontaram uma arma para ela e até colocaram uma faca na sua gar­ganta. Ela voltava desses eventos com ferimentos e contusões no corpo, como uma fratura na costela, marcas no rosto, um tendão de Aquiles torcido e um punho luxado.
O híbrido de projeto pessoal de Deborah teve a primeira relação sexual com ela quando Deborah tinha sete anos e o contato sexual continuou durante anos, com ele e com outros híbridos. Ele geralmente não batia nela (os outros híbridos batiam), mas, em uma ocasião, ele tentou fazer com que ela reagisse emocionalmente às suas atividades. Ela se recusou, colo­cando-se num estado neutro e dissociado, pois assim não teria de enfrentar o medo e o terror do evento. Ela estava sentada no chão de sua casa com o híbrido de projeto pessoal em pé junto dela.
Ele me dá um tapa. Ele me bateu. Nunca fez isso antes. Ele me empurra contra a parede... Estou me sentindo vazia por dentro. Não luto. Ele está com a mão segurando meu queixo. Ele diz que pode quebrar meu pescoço se quiser. Quando eu não respondo, ele diz: "Então, isso parece que não lhe incomoda”, e ele puxa o meu cabelo. "Então você gosta desse tratamento, hem?" Ele diz que não tem nada me segurando. Eu não luto. Não estou com medo. Digo a ele que não me importo. E ele diz: ''Ah, então você gosta disso, hem? Você quer que eu faça isso?" Ele diz: "Basta dizer não e eu paro com isso." Eu começo a pensar que não estou aqui. Continuo ouvindo-o gritar. Ele me joga no chão. Está me pisando e continuo estendida no chão. Ele diz: "Quem manda aqui sou eu." E me diz que posso ir embora quando quiser e que tenho toda a liberdade. Então, ele diz: "O que você quer?" Eu digo a ele que não me importo. Ele diz que ele é quem manda. Que os ciIizentos não mandam nada, ele é quem manda. ele diz: "O que você quer?" Eu digo-lhe que não me importo. Ele ainda está vestido, está de camiseta, ele se agacha nas minhas pernas e diz: "Por que você não está lutando?" Ele diz: "Eu sei que você está afetada." E eu digo a ele que não tem importância o que eu quero. Ele fica tão zangado que me bate. Ele me bate com o punho. Bate com toda força no meu queixo. E diz: "Então você gosta disso, hem? Depois de tudo o que eu fiz por você, é assim que você me trata? Estou começando a ficar zangado. Eu vou mostrar a você como é que é." Ele se levanta e começa a tirar a roupa. Tira a camisa e eu não tento ir-me embora. "Você pode ir embora. Eu não estou impedindo-a." Eu somente fico deitada ali. Posso me mexer, então não é que eu não possa me mexer.
Mas você não está jogando o jogo dele.
Eu não me importo. Ele se ajoelha em cima de mim. Ele diz: "Sua putinha, você gosta deste tratamento, hem?”
Eu estou olhando para cima. Não para ele; estou tentando imagina!. outras coisas.
E o que ele está fazendo?
Ele está em cima de mim. Está me machucando. Continua gritando comigo. "Sua puta egoísta, você só pensa em você." Enquanto ele está fazendo isso... dói!... tudo dentro de mim dói... meu queixo ainda está dolorido de quando ele me bateu... Imagino que não estou aqui, que voltei pra casa. Não luto. Num instante ele já acabou comigo. ele mais ou menos pára. Parece realmente com nojo de mim. Ele diz: "Você realmente gostou disso, não é? Você quer que eu faça de novo?" Eu não respondo. Parece que ouvi o que ele disse, mas ele não estava ali. Ele está apertando meus ombros. Ele grita pra mim: "Você não me ouviu, sua puta? Quer que eu faça de novo?" Ele se levanta e diz que é pra eu me levantar do chão, que ele não ia me satisfazer fazendo aquilo.
Então ele se levanta e diz que não vai fazer de novo... o que ele faz a seguir?
Ele se veste.

“Laura”

Cinco híbridos de diferentes estágios se aproximaram de Laura no seu quarto, uma noite. Eles não gostaram do fato de ela estar usando equipa­mentos eletrônicos para detectar a presença deles - pelo menos foi essa a desculpa que deram. Ela se lembra que eles já agiram dessa forma no passa­do. Mesmo antes, quando ela estava consciente das suas abduções.
Ela estava deitada junto do marido, quando a atividade híbrida independente começou.

Há cerca de cinco deles vindo do canto da minha cama. E estão vindo rápido. Não são cinzentos. Há um que parece. Ele parece que é mais cinzento. Mas há um híbrido que é branco. Ele parece até muito huma­no... Tem cabelos longos quase como Ed (meu marido). Acho que eles vieram em grupo. Eles estão do meu lado. O pé da cama é ali - eu estava olhando pra lá. Eu devia ter virado a cabeça... Não sabia que eram cinco deles. Eles vêm em grupo, mas há um que vem na frente. Ele não parece alegre, parece mau... Meu Deus, ele está em cima de mim.
Ed está deitado ao seu lado?
Hum, hum. E eu não posso fazer nada.
Bem, esse cara está vestido com uma roupa original?
Ele está sem roupa... Eu estou olhando na direção da porta do quarto, porque um deles está saindo, eles estão indo para o quarto das crianças. Meus filhos vão ver esta merda.
Como é que você sabe?
Porque eles estão em pé junto da porta.
As crianças estão na porta, olhando para você?
Sim.
Enquanto ele está em cima de você?
Sim... Estão me dizendo que isso vai acontecer com minhas crianças. Se eu fizer assim, vai acontecer com as minhas crianças.
Se você fizer assim? Fizer o quê?
Usar o (aparelho eletrônico) e resistir.
Bem, ele está em cima de você. E ele está fazendo tudo. Em outras palavras, isto é só demonstração, ou ele...?
Eu não sei. Eu queria estar morta. Vejo... ele saiu de cima de mim e agora há outro vindo em cima de mim. Vejo também que o outro está em cima da (minha filha) Jane. Oh, meu Deus.
o primeiro que tinha ficado em cima de você?
Hum, hum.
E o que ele está fazendo com a Jane?
Ele está me dizendo que vai fazer com que ela faça coisas, se eu não parar. Que porra!
Jane reage... ou fica somente ali e absorve isso?
Ela somente está bem confusa.
E o que o outro quer fazer?
Eu não posso falar. Não posso. Que merda! Oh, meu Deus. Eu estou de joelhos na minha cama. Estou fazendo sexo oral com esse filho da puta!... Ora, é isso que eles vão fazer a Jane se eu não parar com isso. E provavelmente os outros. Eu tenho muita vergonha.
... Agora as outras três crianças também estão vendo isso?
Hum, hum.
E eles continuam fazendo tudo, ou é só uma demonstração?
Não, fazendo tudo. Deus meu!
Esse cara diz alguma coisa, ou é somente o primeiro cara que diz alguma coisa?
Ele não está dizendo nada, mas eu posso sentir a sua raiva. Ele pode ser tão cruel...
O que acontece quando ele termina?
Agora estou em pé. Eles agora estão levando as crianças para o quarto delas. O primeiro deles está bem na minha cara. Ele está realmente zangado. Eu não vou fazer nada. Não quero fazer nada para que ele fique zangado de novo.
E como é que ele expressa sua raiva a você?
Está dentro da minha cabeça - eu simplesmente não sei. Eles dizem que vão machucar as minhas crianças.

Beverly”

As experiências de Beverly são semelhantes. Numa ocasião três híbri­dos, que ela já encontrara antes, entraram no seu quarto, tiraram-na da cama e começaram uma noite de terror e intimidação sexual.
Primeiro, eles fizeram Beverly se recordar de uma conversa que tivera com uma grande amiga durante a sua adolescência. A amiga lhe tinha dito que ela não deveria dar o seu corpo a menos que tivesse certeza, porque era o que ela tinha de mais precioso. Então os híbridos disseram a Beverly que eles podiam tomar o seu corpo quando quisessem, que ela estaria sempre vulnerável e que jamais estaria segura. Um híbrido violentou-a e ela foi forçada a realizar felação em outro. Eles a beliscaram, torceram sua pele e a machucaram sem deixar marcas. Eles empurraram uma vela apagada den­tro da sua vagina. Então lhe disseram que ela era a culpada de seus filhos terem sido abduzidos.
Num outro evento de abdução, os híbridos colocaram imagens deles próprios na mente de Beverly, como seus amigos íntimos. Eles então a vio­lentaram e forçaram-na a praticar felação com dois outros híbridos. Eles bateram nela, morderam, beliscaram e puxaram o seu cabelo. Noutra oca­sião, os híbridos fizeram com que ela visualizasse sua filha de seis anos, ca­minhando para um quarto cheio de híbridos nus que tinham ereções; ela foi induzida a acreditar que a filha seria violentada por todos eles.
Durante outro evento, os híbridos sentaram Beverly em uma cadeira, ficaram em pé ao seu redor e encheram sua mente de imagens horrendas. Ela viu um cemitério com os corpos de pessoas queridas, incluindo suas crianças, que tinham sido retalhadas até morrer e cujos corpos estavam cobertos de sangue. Ela viu um carro que quase atropelara seu filho, que foi salvo no último momento por um híbrido invisível. Beverly compreendeu que, a menos que ela fosse mais cooperativa (não há indícios de que ela tenha deixado de ser compreensiva), o híbrido não salvaria seu filho. Ela viu uma cena de crucificação com os seus entes queridos, incluindo seus filhos, pregados em cruzes. Então, os híbridos colocaram imagens de figu­ras religiosas em sua mente e a assaltaram.
Eles fazem essas coisas, você sabe, beliscam e torcem a sua pele, somente o bastante para você ficar bem puta, mas sem deixar marcas. Eles puxam seus braços e o pescoço para trás, ou suas pernas, sabe como é, um de cada vez, e abrem suas pernas até que você pense que os músculos vão se romper, coisas assim que doem e são cruéis. E também puxam o seu cabelo e a sua cabeça para trás. Coisas que doem muito e que ninguém pode ver.

Disfunção híbrida

Quais são as razões para esse comportamento sádico, durante a atividade híbrida independente? Parece possível que algumas mulheres sejam selecio­nadas para relacionamentos abusivos. É também possível que o comporta­mento cruel dos híbridos com relação às abduzidas seja necessário. Talvez eles precisem gerar medo, intimidação, culpa, vergonha e humilhação para cumprir os objetivos dos seus planos. Um alienígena parece ter reforçado a hipótese de que o comportamento sexual violento era parte de seu progra­ma, depois de um assalto particularmente violento contra Beverly a bordo de um óvni. Quando tudo acabou, ela perguntou ao alienígena por que ele deixava que os híbridos fizessem aquilo com ela. Ele replicou: ''A expressão é necessária." Isso pode significar ou que era uma parte necessária para to­dos os híbridos ou que há alguns híbridos que têm de expressar as suas ten­dências sexuais agressivas desse modo, porque não podem expressá-Ias na sociedade controlada em que vivem.”
Mas se as ações agressivas não são procedimentos necessários, então é possível que a parte genética humana dos híbridos esteja causando isso. Como os híbridos de último estágio são preponderantemente humanos, eles têm um instinto sexual muito forte, mas pouca consciência. É como se tivessem atributos humanos mas não possuíssem o controle humano. Mes­mo que tenham uma consciência, sabem que a vítima humana esquecerá imediatamente tudo o que aconteceu com ela. O híbrido poderia assumir que não há nenhum efeito duradouro para o humano e que, assim, pode fazer e dizer o que' quiser impunemente. Além disso, relatos de abdução sugerem que os alienígenas não têm ainda a capacidade de "humanizar" os híbridos. Sem controle efetivo, os híbridos ficam "livres" para dar vazão às suas tendências agressivas.
Se os híbridos estão continuamente recebendo genes humanos e assim tornando-se mais humanos, e se eles podem existir na sociedade humana sem serem notados por pequenos períodos, então é possível que no futuro eles possam fazer isso por períodos maiores de tempo - ou até indefinida­mente. As implicações que isso cria para o futuro são, pelo menos, pertur­badoras. E o mistério intensifica-se. Agora nós precisamos perguntar não somente o que os alienígenas esperam conseguir com seu programa de hibridização mas também se as suas intenções são benevolentes ou hostis.


11
A natureza das intenções dos alienígenas

Apesar dos numerosos exemplos de comportamento agressivo e humilhan­te, a existência de atividade híbrida independente "benigna” e a aparência "pacífica” e até cortês dos alienígenas cinzentos têm levado alguns abduzidos e até pesquisadores a concluir que o fenômeno de abdução constitui uma força positiva. Esse grupo em expansão lançou uma cruzada para conven­cer o público de que todo o plano alienígena é benevolente, protetor e espiritualmente gratificante. "Eu vejo os visitantes E.T. - os chamados 'humanóides alienígenas' - como amigos e com motivações positivas e efeitos beneficentes." Assim escreve o Dr. John Hunter Gray (cujo nome anterior era John Salter), de estudos indianistas na Universidade de Dakota do Norte, um ativista social comprometido, ganhador do prêmio Martin Luther King de direitos civis, e também abduzido.
Hunter Gray lembra-se de ter sido abduzido conscientemente, com seu filho, em 1988. Dos fragmentos que guarda do evento, ele sabia que os bons alienígenas estavam visitando a Terra e que ficou pessoalmente melhor por sua abdução. Sua opinião é típica daqueles pesquisadores e abduzidos que acham que os alienígenas são seres benevolentes que vieram à Terra para ajudar os humanos, tanto no campo pessoal quanto no social. Desde a década de 1980, os positivos têm esposado a crença de que a humanidade tem sorte de ter sido escolhida para essa beneficência.

Proponentes influentes

Além de John Hunter Gray, há vários outros proponentes positivos que formaram um segmento da opinião pública sobre o sentido das abduções e as intenções finais dos alienígenas. Um dos primeiros defensores da idéia de que os alienígenas estão na Terra para nosso benefício foi o professor de orientação e aconselhamento moral e cívico da Universidade de Wisconsin Leo Sprinkle. Um dos pioneiros das pesquisas de abdução, tendo começa­do a usar a hipnose em meados da década de 1960, Sprinkle concluiu que a simples explicação de que os alienígenas vieram à Terra para seus pr6prios objetivos era insuficiente.
Finalmente, Sprinkle desenvolveu o raciocínio de que "há dois temas para os objetivos dos extraterrestres; 1) os E.T. estão aqui para rejuvenescer o planeta Terra, e 2) os E.T. estão aqui para assistir a humanidade em outro estágio de evolução." O método empregado pelos E.T. para mostrar à hu­manidade que estão aqui para nos ajudar, explica Sprinkle, é "através de uma metamorfose da consciência humana”. Essa metamorfose se dá, em parte, através das lições que os sábios alienígenas ensinam aos humanos sobre as questões cósmicas. Os alienígenas muitas vezes comunicam essas lições mediante canalização. No curso de sua pesquisa, Sprinkle veio a perceber que ele próprio é um abduzido.
Em 1980, Sprinkle realizou a primeira de suas conferências anuais em Laramie, Wyoming, que se tornou um dos pontos centrais de encontro do ponto de vista positivo. Nas conferências, Sprinkle freqüentemente responde a perguntas de indivíduos preocupados com abduções ou aparições, e "ca­naliza” o significado dos eventos individuais, fazendo perguntas diretamente aos alienígenas e relatando as respostas. Essa aceitação total da espiritualidade do fenômeno de abdução o popularizou entre muitos abduzidos e pesqui­sadores influenciados pelo pensamento da Nova Era.
Outro proponente dos temas positivos é Richard Boylan, um antigo psicólogo particular em Sacramento, Califórnia, também um abduzido. Como Hunter Gray e Sprinkle, Boylan interpreta as suas experiências de abdução como profundamente benevolentes e benéficas para ele. Seus alienígenas são criaturas ligadas ao meio ambiente e que desejam aumen­tar a consciência popular sobre os problemas da Terra e o lugar da huma­nidade no cosmo. De acordo com Boylan, a "missão" dos alienígenas é "comunicar aos seres humanos as preocupações partilhadas pelos E.T. sobre nossa violência contra os nossos semelhantes e a violência do gover­no contra todos; sobre a destruição ecológica e a degradação da Terra; sobre nosso fracasso em cuidar e educar as crianças; sobre a nossa posse e intenções de uso de armas nucleares como meio de resolver as disputas; e sobre uma maior consciência de nossa herança e de nosso destino (que ambos envolvem os E.T.)."
Boylan acredita que os alienígenas finalmente se revelarão e que neste momento uma humanidade "condicionada” não terá medo. Quando o gran­de evento ocorrer, nós receberemos os amigos alienígenas de braços abertos e nos uniremos com eles à fraternidade universal.
Nós esperamos, enquanto as implicações dos relacionamentos entre os seres humanos e os E.T. se desenvolvem até o ponto dos contatos imediatos do quarto grau (isto é, as abduções), o encontro oficial, aberto e mutuamente bem-vindo entre os representantes da Terra e os representantes dessas outras civilizações estelares, e então finalmente teremos um mundo realmente multirracial, racial no sentido verdadeiro de raças de outros planetas, pois somos apenas uma raça humana com diferenças de cor da pele, estrutura 6ssea e assim por diante... Se abandonarmos nossas armas atômicas e nossa atitude guerreira na solução de nossas diferenças, tentando puxar o revólver mais depressa do que o outro, então estaremos prontos para a nossa admissão nas Nações Unidas Intergaláticas. Nós podemos pensar em intercâmbio cultural ou representantes da Terra e de outras civilizações, pois eles têm outras coisas para aprender conosco, do mesmo modo que temos coisas a aprender deles, e isso pode envolver de fato o intercâmbio de pessoas que irão para outros planetas observar a sua sociedade e seus representantes vivendo entre nós.
Para Boylan, os alienígenas são ainda mais aceitáveis, porque acreditam numa forma de Ser Supremo e assim confirmam o monoteísmo judeu-cris­tão: "Os E.T. também percebem que há um Ser Supremo ou uma fonte suprema de tudo. Eles não acham que estão no alto da pilha. Eles reconhe­cem ali uma fonte suprema - a nascente da vida."
Uma influência significativa na crença dos positivos foi o pesquisador de Massachusetts Joseph Nyman, que começou a realizar sessões de regres­são hipnótica com abduzidos no final da década de 1980 e acrescentou "vidas passadas" à visão dos positivos. Quando fazia regressões à primeira infância para recuperar as primeiras memórias de abduções, ele descobriu que po­dia levar seus clientes até quando estavam no útero da mãe, e então para uma "vida passada“. Alguns deles se lembravam de ter tido uma vida passada como alienígenas. Nyman teorizou que os abduzidos foram levados desde crianças, pois eles já teriam existido como alienígenas em suas vidas passadas.
Nyman não apenas descobriu que muitos abduzidos haviam sido alienígenas em vidas passadas; ele também sugere que alguns abduzidos possuem uma "consciência" alienígena que impregna a sua atual forma humana. Para Nyman, as provas são "arrasadoras" no sentido de que os alienígenas impõem essas, duas personalidades - humana e alienígena ­ nos abduzidos. "Implica a existência na forma humana, no momento do nascimento (ou antes), de uma inteligência completamente desenvolvida que durante algum tempo tem consciência de sua natureza tanto não­humana quanto humana e do sistema de monitoramento que será condu­zido durante toda a vida." Os abduzidos e os alienígenas estão "fundidos" juntos de algum modo, no sentido de que os abduzidos e os alienígenas são os mesmos. Os abduzidos vivem sua vida atual com uma "referência du­pla”, humana e alienígena. Isso permite ao abduzido ter uma conexão positiva com os alienígenas, dando como resultado a perda do "medo, an­siedade e dúvida”. 
Talvez o porta-voz mais importante do ponto de vista dos positivos seja John Mack, da Universidade de Harvard. Examinando a estrutura das abduções, Mack concluiu que o objetivo dos alienígenas era mais do que administrar procedimentos médicos. Embora Mack diga que o fenômeno de abdução é "misto" e não inteiramente positivo, ele acredita que as abduções propiciam uma oportunidade para transformação espiritual e desenvolvimento da consciência.
Mack foi influenciado pelo psiquiatra Stanislav Grof, que postulou que a mente humana poderia se conectar com a "inconsciência coletiva”, o universo e todas as coisas animadas e inanimadas, presentes e passadas. Do mesmo modo, Mack acredita que o fenômeno de abdução tem o potencial, como no caso das filosofias metafísicas orientais, de "mostrar o universo e todas as suas realidades num vasto jogo de consciência e manifestações físi­cas". O efeito das abduções pode ser "o crescimento pessoal", que resulta numa "intensa preocupação pela sobrevivência do planeta e uma poderosa consciência ecológica”.
Mais ainda, Mack pensa que a sociedade ocidental se desligou da "cons­ciência de qualquer forma mais alta de inteligência” do universo. Na sua opinião, os alienígenas previram a destruição da Terra pelo cerco de um "consumismo tecnodestrutivo induzido pelo medo", e ele sugere que os alienígenas estejam usando o programa de hibridização e as visualizações de nossa auto destruição para obter a cura da Terra e uma "maior evolução da consciência”.
Dentro desse quadro, Mack começou a realizar a regressão hipnótica de abduzidos em 1990, esperando "ir além" de seu trauma e revelar a bondade essencial da consciência mais alta dos alienígenas. Mack con­cluiu que, embora a maioria dos pesquisadores de abdução não se refira a narrativas de vida passadas como alienígenas, a "referência dual" de Nyman era uma "dimensão fundamental da expansão ou abertura de consciência que constitui um aspecto intrínseco do próprio fenômeno de abdução".
Como membro credenciado da Faculdade de Harvard, com entrada franca na vida intelectual corrente, Mack tornou-se um advogado podero­so e corajoso do fenômeno de abdução. Onde ele se desvia do pensamento corrente, é na sua crença de que o fenômeno transcende as idéias sobre a natureza da realidade. Para Mack, a compreensão da realidade exige uma expansão da consciência que vai além da ciência tradicional. E essa expan­são da consciência só pode ser boa para a humanidade.
Um número crescente de abduzidos, que não são pesquisadores de óvnis, também tem achado suas experiências transformadoras e espiritualmente gratificantes. Numa conferência de abdução realizada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a abduzida "Susan" explicou que a "comuni­cação" que ela recebe "dos 'guardas' alienígenas de nosso planeta oferece conhecimento interior e sabedoria para um mundo que precisa disso. Con­tém uma mensagem de amor e apoio a um planeta que precisa se curar". Ela também retirou benefícios pessoais da experiência: "Depois de minha experiência, eu me regozijo em ser o que sou, sem expectativas de como eu deveria ser e aceitação completa do que sou. Minha mudança é estontean­te. Minha vida se desenrola como uma mágica... Embora num momento eu dissesse 'por que eu?', agora eu digo 'obrigada por terem me escolhido.'''
A abduzida, Leah Haley, que relatou sua experiência no livro Lost Was the Key (A chave foi perdida), acredita que os membros das forças armadas americanas - de algum modo em conjunção com os alienígenas - a abduziram em muitas ocasiões e a mantiveram num edifício que parecia um quartel. Entretanto, apesar dessas experiências claramente negativas, sua visão dos alienígenas é positiva. No seu livro infantil Ceto's new friends (Os novos amigos de Ceto), Haley conta a história de Ceto, um alienígena cin­zento que vem à Terra e encontra os pequenos Annie e Sem. Os três brincam juntos e Ceto os convida a ir a bordo de seu óvni. Eles ficam alegres com o convite, flutuam até o objeto, disputam vários "jogos" e depois flu­tuam de volta. Na página final, as duas crianças, felizes e cansadas, olham com saudade para o óvni, e a história termina com Haley escrevendo que "a nave espacial se afastou, mas Ceto voltará logo para visitar seus novos amigos na Terra”. Embora a maioria dos abduzidos não tenha ido tão lon­ge na "humanização” sentimental dos alienígenas, o ponto de vista de Haley é uma extensão lógica do desejo - talvez a necessidade - de que os alienígenas sejam amigos e protetores.
Vista em grupo, a mensagem dos positivos é que os seres humanos têm se comportado de uma maneira que conduzirá à degradação do planeta e ao fim da espécie humana. Os seres humanos causaram pobreza, ignorância e superpopulação, e estão arriscados a sofrerem uma catástrofe ambiental e aniquilação atômica. Os alienígenas preocupados estão "educando" os abduzidos para nos avisar do que poderá acontecer se não mudarmos o nosso comportamento.
Os positivos argumentam que os alienígenas são mais evoluídos espiri­tualmente do que os seres humanos, e que têm uma consciência mais aguçada dos mistérios do universo. Os alienígenas reconhecem as peculiaridades da vida humana e estão conscientes de como a humanidade tem errado. Eles respeitam a santidade da vida humana mais do que nós. Eles se preocupam conosco e nos amam. Os alienígenas são os professores e nós somos os dis­cípulos. Eles são os pais e nós as crianças. Eles têm de nos ensinar a nos comportarmos. Como são uma espécie benevolente, eles vieram para nos ajudar a encontrar soluções para os nossos problemas.
Mais ainda, os positivos acreditam que a orientação dos alienígenas não existe apenas para a sociedade em geral. Os alienígenas podem ajudar o abduzido individualmente no seu crescimento espiritual, dando-lhe conhe­cimento dos altos domínios da existência e da comunicação com todas as coisas. Eles também podem ajudar individualmente vários abduzidos nos problemas de saúde que tiverem. John Hunter Gray recebeu graças dos alienígenas. Seus pêlos corporais cresceram, seu rosto e pescoço ficaram afilados, muitas manchas e rugas desapareceram de seu rosto, e sua circulação sangüínea e sua capacidade de cicatrização melhoraram. Depois da abdução ele nunca mais adoeceu e, depois de fumar durante quarenta anos, deixou o vício sem qualquer sinal de falta da nicotina. Ele também sentiu melhoria psíquica. Hunter Gray está convencido de que os alienígenas tratam todas as pessoas com a mesma bondade e respeito com que o trataram.
Um aspecto-chave da estratégia positiva para formar a opinião pública é a mudança do vocabulário para descrever os alienígenas e as abduçães. Eles negam legitimidade à expressão abduzido, em favor da palavra experi­mentado. Um abduzido é alguém seqüestrado contra a sua própria vontade. Um experimentado é escolhido para uma tarefa muito importante. Um abduzido é alguém que sofre procedimentos traumáticos e indesejados. Um experimentado é um participante voluntário de um grande plano maravilhoso. Um abduzido suporta procedimentos sexuais e reprodutivos que às vezes beiram o estupro. Um experimentado ajuda os alienígenas a criar o novo homem, em benefício dos alienígenas e dos seres humanos. Os abduzidos são animais de laboratório, mas os experimentados estão unidos aos alienígenas para construir um novo mundo. Para reforçar a benignidade do fenômeno, os positivos usam somente termos neutros ou amigáveis para descrever os eventos de abdução: os visitantes vêm aqui para ter encontros com os experimentados: os visitantes são E.T. e não alienígenas. O uso desses termos humaniza os alienígenas e faz com que pareçam amigáveis e benig­nos. O fenômeno de abdução como um todo é um "contato imediato de quarto grau”.
Além do mais, alguns positivos tentam agressivamente desacreditar os pesquisadores que não estão no seu campo. John Hunter Gray chama os pesquisadores de abdução que adotam uma atitude cética ou mesmo neu­tra de "amigos da catástrofe e da escuridão" e os trata com desdém. Ele acu­sa os pesquisadores "deprimidos e desesperados" de serem "totalmente pa­ranóicos, motivados por interesses comerciais ou ideologicamente desejosos de ressuscitar uma nova versão do perigo vermelho da Guerra Fria". Do mesmo modo, o positivo Richard Boylan sugeriu que os pesquisadores de abdução em geral estão trabalhando juntamente com "a elite interesseira do governo" para evitar que surja a "verdade real" sobre os alienígenas. Os "deprimidos e desesperados" fazem com que os planos dos alienígenas se tornem de execução mais difícil, pois eles jogam com os temores da popu­lação.
Tanto Boylan quanto Mack minimizam os efeitos dos procedimentos rotineiros da abdução. Boylan acredita que os procedimentos ginecológi­cos e urológicos só acontecem a um pequeno número de abduzidos e ele raramente os focaliza. E, embora Mack tenha encontrado a gama com­pleta de procedimentos físicos, mentais e reprodutivos que os alienígenas realizam, ele só os menciona de passagem enquanto enfatiza o que conside­ra elementos espiritualmente gratificantes. Joe Nyman acredita que os investigadores que acham que as abduzidas foram vitimizadas estão influem­ciados pela mídia que tem noticiado sobre o fato. Para Nyman, esses investigadores "prejulgaram" o fenômeno e sua pesquisa de abdução é “superficial” e “incompleta”.
A "virada" benevolente que os positivos (tanto abduzidos como pesqui­sadores) dão ao fenômeno de abdução é tumultuada, em vista do fato de a maioria das pessoas descrever a abdução como: levadas contra a sua vonta­de; serem submetidas a procedimentos físicos dolorosos (que às vezes dei­xam cicatrizes permanentes); passarem por episódios sexuais abusivos, in­cluindo relações sexuais indesejadas, vivendo com medo e ansiedade de serem abduzidas de novo.
Os positivos reconhecem que alguns procedimentos da abdução podem ser dolorosos ou traumáticos, mas eles os comparam a uma ida ao dentista, onde se suportam dores imediatas pela cura a longo prazo. Eles ignoram o medo, pois os abduzidos amedrontados ou traumatizados deixam de en­tender as motivações benevolentes não visíveis dos alienígenas. Uma vez que os "experimentados" percebam o plano geral, eles compreenderão que o medo e a dor temporárias representam um preço insignificante a pagar pelas enormes recompensas que lhes reserva o futuro.

Ecos dos contatados.

Os positivos, embora mais complexos e mais sofisticados, lembram os "contatados" da década de 1950. Os contatados eram um grupo de pessoas que inventavam narrativas sobre contato permanente com os benevolentes "irmãos do espaço", que vinham à Terra para impedir os seres humanos de explodirem o planeta com bombas atômicas, perturbando os demais pla­netas. Os contatados tomavam o cuidado de sugerir que os alienígenas acre­ditavam num deus judeu-cristão, e alguns até que Jesus também era para eles uma figura religiosa. Os contatados vinham em seguida às missões alienígenas, para difundir a palavra contra as guerras atômicas, viver juntos em fraternidade e erradicar o comunismo. O contatado Howard Menger resumiu: "Eles são pessoas amigas e estão, de longe, muito mais avançados física e espiritualmente do que as pessoas deste planeta. Atualmente, eles estão nos observando. Eles desejam nos ajudar a atingir uma maior com­preensão da vida e do seu significado... Só estão aqui para nos ajudar e ado­rar o mesmo criador infinito que nós adoramos."
Inicialmente razoáveis, depois de algum tempo as histórias dos contata­dos ficaram mais enfeitadas. Os irmãos do espaço lhes davam carona nos discos voadores - um veio de Los Angeles até Kansas City. Howard Menger esteve na lua. Num dado momento, os contatados estavam voando para Marte, Vênus e outros planetas. Liderados pelo "professor" George Adamski, Daniel Fry, Orfeo Angelucci, Howard Menger, Truman Bethurum, Buck Nelson e outros, os contatados se tornaram uma fonte terrível de embaraço para os legítimos pesquisadores de óvnis daquele período, que tiveram de gastar muito tempo e dinheiro combatendo-os e explicando ao público confuso que os contatados não passavam de charlatões, que não represen­tavam testemunhas legítimas de óvnis.
Das muitas influências no pensamento dos contatados, talvez a mais importante tenha sido o filme O dia em que a Terra parou, de 1951. O fil­me retrata os seres humanos como guerreiros e o alienígena pacífico Klaatu, que possuía uma tecnologia avançada capaz de acabar com a doença. Klaatu tem uma mensagem protoecológica: se a Terra continuar no seu caminho agressivo e guerreiro, sua tecnologia atômica pode colocar em perigo a comunidade dos planetas; assim sendo, os terráqueos devem renunciar à guerra, ou o alienígena usará o seu robô, Gort, para explodir a Terra e dar assim um fim ao perigo à paz da confederação planetária.
Embora os contatados tenham perdido sua popularidade na década de 1960, sua herança ainda permanece. Ainda existem seguidores devotados dos ensinamentos de George Adamski e outros contatados nos Estados Unidos. O recente contatado suíço Billy Meier publicou volumes de rumi­nações filosóficas supostamente derivadas dos alienígenas que vêm da cons­telação de Plêiades. Meier despertou um grande número de seguidores em todo o mundo e fornece fotos, filmes e fitas de óvnis, todos de origem duvidosa, para sustentar suas afirmações. O Dr. Steven Greer formou uma organização que levará um membro para um local isolado de onde fará si­nais para que os alienígenas venham à Terra, para visitas particulares. As afirmativas de Greer sugerem um relacionamento especial com os extraterrestres de modo que eles atenderão ao seu pedido.
O positivo Leo Sprinkle usa a palavra "contatado" para descrever suas experiências e as de outras pessoas. Ele acha que a meditação pode causar a aparição de um óvni, tanto na vida presente como em uma ou mais vidas passadas. Ele afirma estar em comunicação direta com os alienígenas e po­der obter dos mesmos respostas às suas perguntas.

Usando a Nova Era para enfrentar a abdução

É extremamente difícil para abduzidos inconscientes que não se submete­ram a uma hipnose competente, ou que nunca se submeteram a nenhum outro tipo de hipnose, conciliar-se emocionalmente com suas abduções. Como resultado, eles desenvolvem mecanismos de compensação para en­frentar o contínuo assalto físico e psicológico das suas experiências. Para mitigar sua angústia, eles transformam a sua vida de medo e ansiedade num cenário psicologicamente mais suportável.
Esses abduzidos procuram segurança e encontram organizações e pes­soas que partilham sua crença de que os alienígenas são benevolentes. Muitas vezes, eles se envolvem com grupos da Nova Era, que enfocam a existência de realidades alternativas. Os abduzidos aprendem que existe algo mais na vida além do que se conhece a nível consciente e objetivo. Quando entram em contato com a canalização de alienígenas ou com espíritos alienígenas, eles "descobrem" uma explicação para as suas experiências. Canalizando, a entidade responde a todas as perguntas, não importando seu grau de im­portância, ainda que esotéricas ou triviais. E as mensagens canalizadas se voltam diretamente para o seu raciocínio sobre a experiência de abdução: os abduzidos foram escolhidos para realizar uma missão de ajuda à huma­nidade, à Terra, aos alienígenas e ao universo. Os abduzidos não são víti­mas - mas jogadores importantes, no majestoso plano alienígena, para a melhora da humanidade. Um pouco de dor e medo é um preço modesto para participar de uma tarefa tão importante.
Para evitar os problemas de serem levados contra sua vontade, vivendo apavorados e sem poder dizer "não", os abduzidos da Nova Era acreditam que deram permissão aos alienígenas para abduzi-Ios, seja numa vida pas­sada, seja quando crianças. Eles celebraram um contrato verbal e, assim sendo, é próprio, até legal, os alienígenas abduzi-Ios. Para os positivos da Nova Era, os alienígenas são amigos da humanidade. Sendo divindades, eles vieram dos céus para nos ajudar a encontrar o nosso caminho. Eles não têm apenas uma tecnologia superior; o seu senso moral, seu desejo de paz, espiritualidade e capacidade de amar são muito mais avançados que os nossos. É um privilégio e uma honra fazer parte de sua visão cósmica.
Freqüentemente, os positivos da Nova Era se reúnem em grupos fecha­dos para se defenderem dos seus detratores - pesquisadores e abduzidos que chegam a conclusões diferentes do fenômeno de abdução. Os positivos reforçam mutuamente seus sentimentos e se isolam do terror de suas vidas; eles se zangam quando pesquisadores de abdução "menos esclarecidos" questionam sua interpretação.
Durante anos os críticos do fenômeno de abdução afirmaram espuria­mente que as testemunhas de abdução estavam formando uma "nova reli­gião", baseados em deuses do espaço. Isso nunca aconteceu com testemu­nhas de abdução que se apresentaram para relatar suas aparições e depois seguiram suas vidas. Entretanto, os abduzidos e os pesquisadores que acei­taram os ensinamentos da Nova Era partilham um sentimento quase reli­gioso na interpretação das intenções dos alienígenas. Eles aceitam poderes benevolentes aos alienígenas e têm um fervor quase religioso em proteger os alienígenas de indivíduos mal-avisados, que os tratariam mais como objetos científicos do que como mensageiros milagrosos. Os positivos humanizam e deificam os alienígenas ao mesmo tempo. Enquanto os deu­ses alienígenas benevolentes eram todo-poderosos, eles têm uma estrutura moral não diferente da nossa. Eles podem nos destruir, mas preferiram tra­balhar para o nosso desenvolvimento. Em troca, receberão a nossa gratidão e saberão que conservamos a Terra e a vida preciosa que nela existe, o que é intrinsecamente gratificante para eles.
O sistema de crença dos positivos da Nova Era é excepcionalmente for­te porque eles sabem que os deuses alienígenas existem. Afinal de contas, eles têm realmente contatado os "experimentados" individualmente, o que adiciona "prova” à sua crença religiosa e estimula o zelo missionário dos "experimentados". Cada abdução confirma a realidade do fenômeno e re­força as crenças da Nova Era. Para os positivos da Nova Era, os alienígenas não são apenas uma questão de fé - trata-se de um fato.
É claro, alguns abduzidos da Nova Era procuraram a assistência de um hipnotizador competente, bem versado no fenômeno de abdução. Como resultado, eles se lembram de eventos que não parecem tão positivos. Mui­tas vezes, a contradição entre a crença e a realidade é arrasadora, e o abduzido abandona a hipnose e volta ao seu ninho protetor da Nova Era.

Rejeitando a importância da hipnose competente

Uma razão primordial para a atitude positiva é que a maioria desses abduzidos não se submeteram a uma hipnose competente para ajudá-Ios a compreender o que lhes aconteceu. Eles têm somente recordações consci­entes, que são freqüentemente maculadas por "memórias anteparo", falsas memórias, reminiscências de visualizações e procedimentos de imagens e fantasias.
Na pesquisa de abdução, as lembranças derivadas hipnoticamente e sob a orientação de um hipnotizador competente são mais confiáveis do que as memórias conscientes. Isso se demonstra claramente quando se examina o "quadro" da abdução - os primeiros e os últimos segundos da abdução­que geralmente ocorre no ambiente normal da pessoa. Abduzidos incons­cientes (os que não se submeteram a uma hipnose competente) freqüen­temente extrapolam fragmentos de memória desses períodos. Por exemplo, um abduzido inconsciente pode se lembrar que um alienígena se aproxi­mou de sua cama para "saudá-Io", e sob hipnose isso se revela ser um pro­cedimento de olhar nos seus olhos para subjugar o abduzido. Um abduzido inconsciente dirá que observou os alienígenas no seu quarto, disse a eles que não queria ser abduzido naquela noite e os viu sair. Mas, sob hipnose, o abduzido inconsciente revela que o cenário, de que ele se lembra conscien­temente, consiste nos primeiros segundos da abdução, quando os alienígenas apareceram, e nos últimos segundos da abdução, quando eles saíram, horas depois. Não inclui toda a abdução. Em ambos os casos, os alienígenas ori­ginalmente apareceram falsamente com a aparência de razoáveis, até "hu­manos", mostrando preocupação com o abduzido e satisfazendo os seus desejos.
A experiência com o abduzido inconsciente leva claramente à conclusão de que a barreira mais séria à pesquisa de abdução é a hipnose incompetente. Esse problema se complica pela falta de padrões estabe­lecidos da hipnose de abduzidos e pelo persistente debate sobre a natu­reza do sentido da abdução. Sem uma metodologia padronizada, o hipnotizador pode usar qualquer técnica de indução hipnótica ou téc­ nicas questionáveis - mesmo experimentais ou questionáveis - para explorar as narrativas de abdução. As técnicas questionáveis, aliadas à falta de conhecimento do hipnotizador sobre o fenômeno de abdução, dão como resultado falsas memórias, memórias inseridas, fabulação, estados dissociados e erro.
Uma segunda barreira à pesquisa de abdução competente é o pensa­mento preconcebido do hipnotizador. Muitos hipnotizadores e terapeutas que trabalham com abduzidos são aderentes das filosofias da Nova Era e procuram ativamente pela confirmação de suas idéias. Durante a hipnose, o hipnotizador enfatiza o material que reforça seus próprios pontos de vis­ta. Se tanto o abduzido quanto o hipnotizador estão envolvidos com as crenças da Nova Era, o material resultante das sessões de hipnose deve ser encarado com ceticismo, pois seu pensamento preconcebido pode compro­meter seriamente a sua habilidade de discernir os fatos.
A hipnose competente da abdução é difícil. Cada pergunta deve ser intrínseca ao relato de abdução e deveria crescer organicamente dele, sem que se introduza material estranho. O investigador deve avaliar criticamente cada resposta à luz do conhecimento estabelecido do fenômeno de abdução, verificando a sugestionabilidade do abduzido, tendo a habilidade de filtrar as memórias errôneas mantendo ao mesmo tempo a integridade interna do relato e o elemento inefável de suprema importância - o bom senso.
Quando hipnotizadores incompetentes fazem a regressão hipnótica de um abduzido, eles podem deixar de situá-Io no evento, segundo a segundo. Sem os laços da seqüência temporal, os abduzidos podem interpretar os eventos sem os fatos necessários para guiar seus pensamentos, o que leva à fabulação e outros problemas de memória. O hipnotizador incompetente e o abduzido caem em fantasias mutuamente confirmáveis: o abduzido rela­ta uma fantasia; o hipnotizador assume o relato da narrativa do abduzido é uma realidade objetiva. E então, perguntando os detalhes do pseudo­evento, o hipnotizador valida sua realidade.
Durante anos os pesquisadores demonstraram que os alienígenas são racionais. Praticamente tudo o que ocorre numa abdução é, com informa­ções adequadas, lógico e compreensível. Um enfoque sistemático, rigoroso e cético para esse fenômeno tem revelado seus segredos com sucesso; não há razão para abandonar a análise competente em favor de crenças religio­sas ou filosóficas.
Além disso, os pesquisadores de abdução competentes não consegui­ram desvendar nada de paranormal, espiritual, religioso ou metafísico no fenômeno. Não há prova para confirmar a afirmações dos hipnotizadores da Nova Era de que, uma vez que o abduzido "supere o trauma” de sua abdução, ele encontrará "guias espirituais" ou "anjos da guarda” que o gui­arão com segurança através dos eventos de abdução, protegendo-o na vida e guiando-o para o iluminismo. Geralmente, "superar o trauma” é feito a expensas do desenraizamento do abduzido da realidade do que está ocor­rendo. Assim, o hipnotizador ingênuo tem involuntariamente empurrado o abduzido para estados dissociados irreconhecíveis.

Presunções espirituais e interrogatório validado

John Mack é um bom exemplo de um hipnotizador que depende mais do pensamento da Nova Era do que de um enfoque objetivo da hipnose. O estudo de Mack, sobre a transformação consciente e o iluminismo espiritual, informa e molda seus pressupostos e questões durante as regressões hipnó­ticas. Ele pensou, desde o início de seu interesse em abduções, que as inter­pretações aceitas do fenômeno de abdução - de que os seres têm seus pró­prios planos de exploração fisiológica dos humanos - eram inadequadas. Ele também suspeitava que os pesquisadores de abdução em geral confir­mavam a estrutura de abdução aceita, porque "eles puxavam dos abduzidos o que queriam ver".
Ignorando a pesquisa bem documentada sobre abdução, memória re­cuperada, fabulações, falsas memórias e erros, que os abduzidos cometem freqüentemente sobre os procedimentos de visualização, Mack começou a se concentrar no fenômeno sob uma perspectiva fora do convencional. Ele usou para as suas sessões de hipnose uma combinação de hipnose tradicio­nal e "respiração" de Grof (respiração holotrópica), na qual o hipnotizado regula a inspiração de oxigênio e a expiração de monóxido de carbono. Numa respiração holotrópica completa, as pessoas podem sentir que estão experi­mentando seu nascimento, algumas podem ter alucinações fortíssimas e muitas têm reações emocionais. O efeito da respiração modificada na hip­nose e na formação da memória é desconhecido, mas a informação assim obtida deve ser encarada com cautela.
Apesar de sua metodologia e de seu ponto de vista da Nova Era, Mack encontrou muito do material que outros pesquisadores haviam descoberto: "Esses indivíduos contaram que foram levados contra a sua vontade por seres alienígenas, às vezes através das paredes de suas casas, e submetidos a elaborados procedimentos invasivos que parecem ter um objetivo repro­dutivo." Entretanto, Mack também começou a ouvir mais relatos trans­formadores e "espirituais" dos abduzidos, que ou relatavam conversas com os alienígenas, ou apenas "sabiam”. Em vez de prosseguir com extremo ce­ticismo, ele assumiu a veracidade dos abduzidos e incorporou a informa­ção num cenário idiossincrático de abdução.
Mack é sensível às alegações de "dirigir" o hipnotizado durante as ses­sões de hipnose. Ele diz sinceramente que "não dirige os clientes a qualquer direção particular, de modo que se a informação, que é relevante para os aspectos da expansão espiritual ou da consciência do fenômeno de abdução, emerge durante as sessões, isso acontece livre e espontaneamente e não como resultado de minhas perguntas específicas". Entretanto, ele sinceramente acredita que a construção de um cenário de abdução depende da "fluência conjunta intermitente do consciente das duas (ou mais) pessoas no quar­to". Eles constroem "criando conjuntamente" uma experiência que parti­lham para o benefício de ambos.
Embora Mack não "dirija a testemunha" no sentido clássico da fra­se, ele abraça a técnica terapêutica "positiva", que leva a fantasias mutua­mente confirmáveis e facilmente conduz o abduzido pelos caminhos canalizados dissociados. Essa técnica pode ser temporariamente útil, mas representa a antítese do objetivo da pesquisa científica - descobrir os fatos.
Aparentemente despreocupado com os problemas da dissociação, John Mack aceita as "lembranças" sem questioná-Ias. Por exemplo, um dos hip­notizados de Mack, Ed, "lembrou-se" de um ser fêmea que disse ao jovem que possuía dons e poderes especiais e recomendou um curso de ação ambiental para ele.

"Ouça a Terra, Ed" (disse o ser). "Você pode ouvir a Terra. Você pode sentir a angústia dos espíritos. Pode ouvir os gritos de choro das iniqüidades. Eu vou salvar você. Vou salvá-lo... coisas podem acontecer", disse ela, mas ele devia "ouvir os espíritos", mesmo que fossem sarcásticos, e não devia ficar arrasado. "Ela me deu um flash... abriu o canal e aumentou o volume. Alguns (dos espíritos) estavam uivando. Alguns são alegres. Ela me fez percorrer tudo num par de segundos. "Você pode ver e sentir tudo isso. As outras pessoas podem pensar que você é louco." A própria Terra, disse-lhe o ser, está com raiva da nossa estupidez, e "a pele da Terra vai expulsar alguns vermes" que não sabem "trabalhar em harmonia simbiótica” com ela.

Em vez de encarar esse diálogo com extremo ceticismo, Mack faz per­guntas para confirmar e reafirma a fantasia e pede mais informação: "Eu perguntei a Ed como essa expulsão iria acontecer." Fazendo essa pergun­ta, ele involuntariamente se une com o hipnotizado numa confirmação mútua de uma fantasia e assume a autenticidade da informação, acrescen­tando-lhe veracidade.
Há muitos exemplos de interrogatório validado na pesquisa publicada por Mack, o que torna a informação na qual ele funda suas teorias excepcio­nalmente suspeita. Mas, apesar de sua metodologia, a posição positiva de Mack é atraente para muitas pessoas e sua metodologia é típica de pesqui­sadores que acham que as abduçães são positivas. A aparência positiva, entretanto, não emana apenas das inadequaçães metodológicas. Há procedimentos que os alienígenas realizam dentro do fenômeno de abdução que geram sentimentos positivos - mas de modo inesperado.

Afirmação alienígena do ponto de vista positivo

Alguns abduzidos pensam que os alienígenas são benevolentes como resul­tado direto de procedimentos de abdução. Os alienígenas podem ser edu­cados, atenciosos e até bondosos. Eles asseguram aos abduzidos que não lhes infligirão dores durante os procedimentos invasivos. Eles curam doen­ças. Eles podem ser agradecidos. Eles reafirmam que o abduzido é uma "pessoa especial". Para as mulheres, o procedimento de varredura mental, com sua geração de sentimentos românticos e sexuais, as encoraja a sentir amor e afeto pelos alienígenas. Quando essas mulheres pensam nos aliení­genas, sentem certa saudade, um sentimento de vazio emocional, como se se lembrassem de um amor perdido.
As abduzidas passam suas vidas enredadas no fenômeno de abdução e os alienígenas às vezes usam esse fato em seu próprio benefício. Eles freqüentemente dizem às abduzidas que elas são parte da "família” alienígena e muitas vezes dizem às crianças que os alienígenas são seus "pais". As abduzidas têm um sentimento de perda quando seus descendentes híbri­dos são levados, reforçando a idéia de que têm um interesse emocional em outro lugar que não a Terra. Para essas abduzidas, os alienígenas têm que ser benevolentes. As duas espécies estão trabalhando juntas para criar um mundo melhor. A interpretação positiva é um resultado natural desses la­ços íntimos de colaboração ativa.

Os positivos estão certos?

É prematuro assumir que os positivos estão completamente errados sobre as intenções dos alienígenas. É possível que os alienígenas, afinal, ajudem a humanidade e o mundo. Sua intervenção na corrida dos eventos humanos pode ser um passo na direção da solução dos problemas das doenças, do meio ambiente e da guerra. Entretanto, no presente momento, a prova de sua benevolência é, no melhor dos casos, ambígua. Uma coisa é certa: a maioria dos abduzidos diz que o fenômeno tem um efeito devastador sobre suas vidas. Muitos têm fobias, cicatrizes, contusões, problemas físicos, especialmente ginecológicos, e disfunções urológicas. Muitos vivem com medo de que isso acontecerá de novo e se sentem culpados pelo fato de não pode­rem proteger seus filhos.
O debate sobre as intenções dos alienígenas traz novamente à baila a questão do que é verdade na pesquisa de abdução. Hipnose, memórias lem­bradas conscientemente, falsas memórias - há uma maneira de separar o joio do trigo? Descobrir a realidade dos eventos de abdução é difícil, mas possível. O rigor metodológico desenvolveu um núcleo de informações sólidas, confirmadas por centenas de abduzidos, e permitiu aos pesquisa­dores compreender o fenômeno de abdução. As intenções dos alienígenas, uma área que não pode ser encarada do ponto de vista da prova, depende dos objetivos finais dos alienígenas. Suas intenções estão ligadas ao fim do seu programa e podem ser reduzidas a três possibilidades: suas ações são mutuamente benéficas tanto para os alienígenas quanto para os humanos; elas são benéficas para os alienígenas e intencionalmente deletérias para os humanos; elas são benéficas para os alienígenas, que simplesmente não se importam com as conseqüências de suas ações sobre os humanos.
Há um meio de discernir qual será o resultado? Nosso estado presente de conhecimento finalmente nos permitiu compreender o que provavel­mente acontecerá no futuro, quando os objetivos e intenções dos alienígenas ficarão evidentes. Não temos todas a peças do quebra-cabeça, mas os con­tornos estão bem definidos e o quadro é claramente reconhecível. Não é um quadro que eu goste de olhar.




12
A vida como nós a conhecemos?

Os alienígenas se referem sempre ao futuro. Eles dizem que será melhor para os seres humanos e para os alienígenas. Quando engravidam as mu­lheres, dizem que as mulheres estão "carregando o futuro". Eles se referem às "crianças do futuro”. Falam de uma "mudança” que está chegando ­ uma mudança difícil, mas inevitável. O que nós vemos no fenômeno de abdução é aparentemente um processo. Tudo o que aconteceu com os abduzidos e todas as atividades dos alienígenas são parte de um processo dirigido a um objetivo predeterminado no futuro. Esse processo tem con­tinuado durante o século XX, e num certo ponto, num futuro próximo, ele terminará quando atingir seu objetivo.
Contrariamente às previsões otimistas dos positivos, eu não gosto do que vejo no futuro. E, quanto mais informações reúno sobre o fenômeno de abdução, mais ominoso se torna o quadro. Quando o fim chegar - e ele chegará -, o que acontecerá com a humanidade?
Tenho aversão a enfrentar essa questão, preferindo ignorá-Ia. De certo modo, é mais fácil e mais confortante ouvir os relatos de abdução das pes­soas, tentar encontrar sentido no que está acontecendo e não confrontar as implicações para o futuro no que elas estão dizendo. Os relatos são tão ex­traordinários que é fácil se perder nas minudências dos procedimentos alienígenas e deixar de dar um "passo para trás", a fim de ganhar uma pers­pectiva de para onde tudo isso está nos levando. Mas, apesar da minha re­lutância, tem de ser feito.
Os alienígenas trouxeram à Terra um programa altamente eficiente de exploração fisiológica. Os programas de hibridização e de cruzamento se introduziram em nosso mundo e assumiram o controle das vidas dos abduzidos. Os alienígenas têm explicado aos abduzidos que esses progra­mas são necessários para "salvar" o futuro. Eles têm concentrado sua comu­nicação com os abduzidos na necessidade de salvar o meio ambiente, na necessidade de evitar, ou pelo menos enfrentar, o risco de destruição em massa, e nos benefícios da mudança, que é como alguns deles se referem ao evento culminante nos seus planos para o futuro. Mas quem irá se benefi­ciar da mudança?

Salvando o meio ambiente

Um efeito intrigante do fenômeno de abdução é a preocupação com o ambiente demonstrada pelos alienígenas. Eles dizem que a poluição e ou­tros problemas estão destruindo o meio ambiente e que os seres humanos estão prestando um desserviço à Terra. Os positivos acreditam na mensa­gem ambiental dos alienígenas. Entretanto, a conclusão de que uma "lim­peza” ambiental é o assunto mais importante nas mentes dos alienígenas é questionável.
É significativo o fato de que os alienígenas nunca dizem ou fazem nada para ajudar o ambiente; eles apenas lamentam sua devastação. Por exem­plo, eles mostraram cenas de devastação das cidades e da vida selvagem a Pam Martin, com as quais lhe inculcaram a consciência da responsabilida­de dos seres humanos para com o problema.

Tenho a impressão de que há uma comunicação passando agora.
O que ele está dizendo?
Não sei se é alguma coisa que devemos passar. Como devemos evitar. Não sei se eles estão me mostrando. Posso ver isso no jornal da televisão. Já sei disso... Ele diz que isso, tem de evitar, ou podia ser evitado, ou tem de ser evitado, ou alguma coisa parecida... Não sei, só tenho a sensação de que eles pensam que a gente é muito estúpida. Como se tivesse algo de errado conosco. Tenho a impressão, como ele me comunica, de que ele olha para nós como um grupo... como se não estivesse pondo a culpa em nós, mas que nos considera responsáveis... Continuo tendo a impres­são de que devemos consertar isso como um grupo. Ele não parece entender como isso funciona aqui entre nós.

Lucy Sanders também recebeu uma mensagem incisiva sugerindo que a Terra corria perigo e que os seres humanos eram o problema.

Agora eles estão com uma tela na minha frente. Estão me dizendo algo sobre o futuro. "O que deve se saber do futuro." Vejo uma bomba explodindo. Vejo fendas no mundo. Tem lava saindo. Estou olhando de cima do mundo e de uma grande fenda no mundo. O mundo gira e a fenda aparece. E nuvens negras e vento sujo. E gente morta no chão. Vejo cadáveres por toda parte. "Isso não pode aconte­cer. Isso não deve acontecer. Isso não acontecerá. Só você pode fazer algo a respeito... Você tem de impedir. Está chegando. Nós estamos chegando. Você tem de impedir isso. Você tem de impedir a destrui­ção. Seu bem é o nosso bem.

O híbrido de projeto pessoal de Kathleen Morrison lhe disse que os seres humanos não compreendiam as ações e os efeitos além deles mesmos. Embora os seres humanos fossem um "atraso" para o planeta, ele não suge­riu uma ação corretiva. Durante a conversa, Kathleen estava olhando para as estrelas pela janela de um óvni, enquanto seu híbrido a abraçava.
É maravilhoso aqui. Reforça a idéia do quanto minúsculos nós somos, quanto os nossos conceitos são minúsculos. Temos muitas oportunidades de estragar tudo naquele tempo, embora (sorriso)... Estou num abraço bem forte e isso é maravilhoso. Eu adoro ter seus braços em volta de mim. Isso pode parecer engraçado, mas ele nunca fala de ter um caso de amor com a Terra.
O que você quer dizer?
Que é um dos lugares mais lindos que ele viu. Que tem a oportunidade de ter paz e tranqüilidade. E que o homem é muito tacanho nas suas necessidades pessoais. É como se (o homem), não visse o aspecto geral. E, de fato, nós não percebemos que não é somente a nós que afetamos. E mesmo quando ele está dizendo essas coisas... é como se estivesse massageando minha mente com cada palavra. Acho que eu posso tam­bém ser parte desse amor pelas coisas... É como se a população humana estivesse num estágio crucial, nós estamos sendo um obstáculo ao planeta em vez de ajudá-lo. Há uma importância no iluminismo. E eu acrescento em algum lugar: "Nem todos são assim. Nós não somos todos desse jeito." Minha pergunta é: "Se eu fosse assim, estaria aqui?" e ele pergun­ta: "O que você acha? Você acha que nós iríamos investir nosso' tempo com alguém que não fosse diferente?" E isso me deixa com um pé atrás. É um elogio às avessas, pois ele usou o plural "nós iríamos" em vez de dizer que "ele investe em mim". Percebo que ele quis fazer um elogio mas... ele poderia ter dito que há uma mudança em mim, na minha energia. Não sei, acho que me retesei um pouco.

Se os alienígenas estão genuinamente preocupados com o destino do planeta, então é porque têm interesse nele. Falar para abduzidos seleciona­dos que o meio ambiente está ameaçado é inútil. A maioria nem se lembra­rá da conversa, e a maioria dos abduzidos não é ambientalista ou ativista político. Mais ainda, a preocupação com o meio ambiente é relativamente nova nos planos dos alienígenas. Os pesquisadores podem considerar que o fenômeno de abdução começou em 1920 e as histórias familiares suge­rem sua origem na década de 1890. Os alienígenas estavam preocupados com o meio ambiente quando começaram seu programa de cruzamento na virada do século? Se foi assim, não temos nenhuma prova a sugerir tal fato. É mais provável que o estratagema da preocupação com o meio ambiente se tenha desenvolvido bem depois do início do programa de cruzamento.
Visto nesse contexto, os pesquisadores devem encarar essas declarações, sobre a preocupação dos alienígenas com o meio ambiente, com grande ceti­cismo. É inteiramente possível que eles estejam usando esses pronunciamen­tos para justificar o programa de cruzamento. Podem também estar tentando dar certa moralidade aos seus procedimentos. Se eles conseguirem inculcar nos abduzidos a idéia de que a raça humana está se destruindo e que eles es­tão aqui para impedi-Io, então ficará mais fácil para eles defender suas ações e solicitar ajuda dos abduzidos. Quase tão importante, a mensagem ambiental pinta os alienígenas como benevolentes, o que se ajusta plenamente com o que muitos humanos querem desesperadamente que eles sejam.
Não será possível que os alienígenas estejam tão preocupados com o meio ambiente porque querem uma Terra limpa para eles? O fato de que os humanos vivem num planeta sujo não parece importante para eles, mas o fato de que eles poderiam ter de viver num planeta destruído pode ser into­lerável.

Impedindo a destruição

As imagens de destruição em massa são comuns durante as abduções ­ muito mais do que as imagens ecológicas. Virtualmente, todo abduzido teve de observar essas cenas de destruição. Muitos maremotos, inundações, ter­remotos, bombas atômicas, guerras e misérias. As cidades devastadas mos­tram suas feridas. Mortos por toda parte. Homens, mulheres e crianças mortos e feridos gritam por ajuda ao abduzido sobrevivente. Os abduzidos são levados a crer que isso vai acontecer, que não precisava acontecer, e que os seres humanos são os culpados.
Muitas vezes os alienígenas sugerem uma maneira de evitar a destrui­ção - eles mesmos. Eles estão trabalhando para evitar esse cenário infeliz. Seu programa de cruzamento é a esperança do futuro e trará paz e conten­tamento. Eles podem dar um final feliz a esse horror. Patti Layne teve essa experiência:
E eles disseram que precisam de algumas peças, algumas coisas de mim e que eu ajudaria todo o mundo nesse planeta. Disseram que algumas coisas más vão acontecer... Eles me deram algumas imagens muito nítidas... e eu me sentei na cadeira e eles colocaram um visor na minha cabeça... Disseram que algumas coisas más vão acontecer. Disseram que coisas terríveis aconteriam à Terra e que iria explodir, e as cidades desmo­ronariam e as montanhas deslizariam e o sol ficaria negro. E disseram que tudo de ruim é porque as pessoas não renunciam à sua avareza e que eles estão fazendo algo para nos ajudar, não sei como. Eu não pude fazer a conexão entre colocar alguma coisa na minha barriga e o que isso poderia nos ajudar.

Para Terry Matthews, a cena catastrófica terminou com híbridos alegres, passeando numa linda paisagem. Primeiro os alienígenas dirigiram a sua atenção para uma tela em que viu uma grande explosão:

Parece um grande cogumelo. É o que parece.
É a Terra ou algum outro planeta?
Não sei, só pude ver a bomba. Só a explosão... Era realmente ofuscante, nuvens brancas eXplodindo, e eu sabia que não era na minha cabeça. Era na tela.
O que mais você viu enquanto estava sentada ali?
Por um minuto pensei que via exércitos e aviões caídos. Exércitos, soldados de infantaria marchando, e vi um avião acidentado, e então vi um campo onde não crescia nada, nem erva daninha, só vazio. Agora vi uma menina com o rosto redondo... de pé ao lado de uma parede. Ela parece muito pobre. Com jeito de zangada e sozinha. Foi só um flash, muito rápido. Essas imagens não são longas.
Você ouviu algum som com elas?
Acho que não. Embora, na explosão do começo, eu quase tenha sentido a vibração dela, ainda que fosse só uma imagem. Ela me assustou tanto, mas podia ser somente minha adrenalina. Não sei, mas não escuto nada. Sinto como se ouvisse um cinzento falando no seu... você sabe, não falando. Pensando. Como uma voz distante.
O que está pensando o cinzento, ou você pode captar o sentido?
Sim, mas soa artificial. Como: "Isso vai acontecer." Mas as palavras não são essas. "Inevitável", foi essa a palavra que ouvi. É como se traduz. E tenho a impressão de estar ouvindo propaganda... Eu me sinto quando se é criança e é admoestado: "É melhor você se comportar, senão Papai Noel não vai trazer nada para você", sabe como é? É o sentido daquilo. Mas eu não sei o que eles querem de mim. Não sei por que eles querem que eu veja isso.
E como é a próxima imagem que você vê?
Foi bem rápida. A primeira foi de um campo deserto, até onde os olhos podem ver, sabe como é? Não de gente morta, mas de terra morta, penso eu. Solo morto. Sem árvores, sem casas, e de repente, campos lindos, flores e... híbridos.
O que os híbridos estão fazendo?
 (A cena) parece feliz.
Os híbridos estão felizes?
Bem, contentes, ou... parece um lindo dia.
... O que eles estão fazendo?
Passeando, todo o mundo está andando devagar e pacificamente, até as crianças. Parece um (sorriso) cartão-postal alienígena. É o que parece... É propaganda, eu sei que é... É como uma espécie de jardim de algum tipo... Isto me lembra... o jeito que eles estão aos pares, bem devagar... como passar uma tarde de domingo, sabe? Quando tudo está perfeito... é como um enorme jardim que não termina mais.

Durante a abdução de Allison Reed, que durou cinco dias, ela testemu­nhou muitas cenas de devastação. Os alienígenas lhe disseram que, durante um período futuro de guerra humana, eles interfeririam e nos salvariam de nós mesmos.
A experiência de Roxane Ziegler terminou com uma nota de otimismo. Ela viu soldados uniformizados e depois houve uma explosão.

E então (vejo) uma bomba explodindo. Parece um cogumelo. É como, como tudo virando preto e branco. E a cor desapareceu. É pura desolação. E um fogo gigantesco - árvores queimadas e... animais fugindo. As pes­soas com a pele negra, queimada... uma espécie de devastação, só fuligem. E tudo quieto, só preto e branco. O sol está surgindo, e uma brancura imensa cobrindo a terra. Parece... algo de que eu ouvi falar antes.
O que é?
É como: "Tudo está bem, quando termina bem." É como se houvesse uma voz que vem dos céus, e ela envolve toda a Terra. E a escuridão desaparece, e a desolação vai embora. E a grama cresce de novo. E aparecem algumas borboletas. E as flores estão surgindo. E elas parecem seres luminosos. É quase como figuras angélicas cheias de luz. E as pessoas estão se movendo e fazendo todas as coisas. E as pessoas estão sorrindo novamente. Todo o mundo parece forte e saudável. E crianças brincando lá fora. Os animais parecem contentes. E a floresta é verde. Há navios, muitos navios. E toda essa gente está saindo dos navios. É como se todo o mundo falasse com todo o mundo, e eles têm muitos navios chegando, e as pessoas estão saindo dos navios, quase como se alguns deles já tivessem estado aqui antes. É como se estivessem fora por algum tempo, mas é como se eles estivessem voltando para casa.
Quando eles saem dos navios, como eles estão? Parecem pessoas normais?
Eles não vestem as mesmas roupas que nós. Estão saindo com esta roupa luminosa... mas elas têm cores variadas, como raças diferentes. Eles estão levando esses seres para... é como se eles estivessem mostrando o lugar... é como se não tivessem mais medo deles ou de nada. Tenho a impressão, entretanto, de que esses - os que estão parados ainda parecem alienígenas - ainda não podem viver aqui. Acho que eles podem ficar por um tempo reduzido, então eles têm, pelo menos, de voltar para os navios ou coisa que o valha. Mas há partes deles que estão conosco, porque eles têm toda essa gente que é uma miscigenação. As coisas não vão voltar a ser como antes - as coisas vão ser melhores. Vai ter uma tecnologia muito melhor e as pessoas vão poder usar os seus dons. As pessoas vão aprender a se entender melhor, pelo menos essas pessoas. Há mais respeito pela Terra e todos os seres viventes. E vai haver mais amor e aceitação... mais oportunidade de realizar o bom potencial. A tela está desaparecendo... Essa pessoa (que está) de pé ao meu lado parece estar dizendo que, você sabe: "Não se preocupe, não vai ser tão ruim como parece. Nós temos de testar suas emoções." Vai haver mudanças e não vão ser tão ruins. Eles não estão causando as mudanças que estão ocor­rendo na Terra, mas há alguma coisa chegando. Eles têm de fazer pessoas como eles e que possam sobreviver em nossa sociedade. Nós precisamos do que eles têm a nos oferecer. Em outras palavras, teremos de fazer um esforço enorme para nos recuperar, e o fato de eles estarem aqui fará as coisas mais fáceis para nós - não tenha medo.
Agora, ele diz que alguma coisa está chegando. Ele diz o que está vindo, ou não?
... Ele diz que as coisas ficarão claras com o passar do tempo. Diz que eles estão fazendo o necessário. Tem de ser feito e eles estão tentando não nos machucar. Mas algumas coisas podem ferir - eles tentam anular a dor. Tentam fazer com que as memórias desapareçam... porque as memó­rias podem causar confusões com as pessoas, e ainda não chegou a hora. Mas, finalmente, tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar claro.
A mudança e o papel dos abduzidos

Se essas narrativas de salvação são verdadeiras, então a mensagem dos alienígenas está clara: depois da catástrofe acontecer, qualquer que ela seja, os híbridos de último estágio e talvez os próprios alienígenas realizarão uma integração geral com a sociedade humana. Como um híbrido disse a Clau­dia Negrón: "Bem cedo toda a vida vai mudar. As pessoas serão diferen­tes." Presumivelmente, todos nós viveremos em paz e harmonia. O meio ambiente será saudável e não haverá mais guerra ou conflito.
Como a mensagem ecológica, a mensagem da salvação pode ter um objetivo subliminar - uma comunicação tranqüilizadora para ser usada antes e durante a mudança. Isso sugere que os abduzidos - os alienígenas raramente mencionam os não-abduzidos - poderiam ter um papel mais ativo no futuro programa de integração. Esses planos são revelados de vári­as maneIras.

Acalmando

Uma das responsabilidades dos abduzidos no futuro será acalmar as pessoas. Eles parecem estar sendo treinados para esse papel. Os alienígenas muitas vezes os usam para acalmar os outros abduzidos durante uma abdução. Por exemplo, quando Kay Summers estava esperando por um óvni, no qual embarcaria com um grupo de abduzidos, os híbridos fizeram com que ela acalmasse as vítimas para que eles parassem de chorar. Uma vez os alienígenas disseram a Susan Steiner que ela se levantasse de sua mesa e acal­masse sua amiga Linda, que estava deitada na mesa ao seu lado. Pam Martin acalmou seu vizinho a bordo de um óvni, enquanto estava deitado numa mesa. Ela colocou as mãos nos seus ombros e na sua testa e tentou minorar o seu terror. Os alienígenas fizeram Kathleen Morrison acreditar que no devido tempo ela agiria como um agente para acalmar as pessoas. Na sua lembrança ela explicava suas funções:

Fazer as pessoas se sentirem bem... comunicar conhecimento... estabele­cer comunicações entre as pessoas... criando um sentido de comunidade e unificação. E isso vai parecer estranho, pois não penso que sejam apenas pessoas, acho que devem ser também idéias. É para comunicar como há coisas similares que parecem dissimilares.12

É importante lembrar que os alienígenas acalmam as pessoas durante cada abdução. Não faz sentido ensinar os abduzidos a acalmar as pessoas, quando os alienígenas estão presentes. Isso sugere que eles desejam que os abduzidos o façam sozinhos no futuro.

Ajudando

Muitas vezes os alienígenas exigem que os abduzidos os ajudem nas tarefas. Carla Enders ajudou a convencer uma mulher recalcitrante a dar de mamar a um bebê híbrido. Os alienígenas mandaram Kay Summers colocar uma máquina embaixo de uma mulher que estava deitada numa mesa; quando ela terminou a tarefa, eles ficaram alegres com seu desempe­nho. Terry Matthews ajudou a fazer coleta de esperma de quatro homens deitados nas mesas. Ela colocou as mãos numa certa posição sobre os seus genitais enquanto um alienígena olhava fixamente nos seus olhos. Pam Martin também ajudou a obter esperma. Com um alienígena do seu lado, ela flutuou através de uma janela para dentro da casa de um vizinho e mas­turbou um homem adormecido (também abduzido), que havia sido "des­ligado".
Durante alguns desses procedimentos de ajuda, o abduzido veste rou­ pas especiais - freqüentemente um uniforme azul colante. O fato de ves­tir-se desse modo e ajudar os alienígenas pode provocar intenso complexo de culpa e vergonha nos abduzidos. Mas isso claramente não é a intenção dos alienígenas. Ao contrário, segundo parece, eles estão, de novo, prepa­rando os abduzidos para algum papel no futuro.

Salvando

Os alienígenas parecem interessados em salvamento. De tempos em tempos, eles evocarão no abduzido o desejo de salvar alguém. Por exemplo, Christine Kennedy observou uma "cidade" habitada por híbridos que esta­va ameaçada por uma inundação. Ela sabia que os bebês híbridos morreriam se não fossem resgatados e se entristeceu com essa possibilidade, e com a culpa que sentiria se não pudesse salvá-los. Charles Petrie recebeu, através da visualização, a idéia de que uma colônia de alienígenas estava instalada no fundo do mar e que os cabos que a ligavam à superfície não estavam funcionando bem. Ele se imaginou perguntando a outros como consertar os cabos e salvar os alienígenas. 
Na cena de devastação imaginada por Allison Reed, ela salvou um bebê em meio a explosões, fumaça, ruínas, corpos calcinados e sobreviventes fe­ridos que pediam socorro. Pessoas desconhecidas corriam atrás dela, en­quanto ela escapava com o bebê por um caminho na direção de uma luz branca e finalmente o salvou. Depois daquela visão, ela se sentiu segura com os alienígenas e contente de fazer parte do seu programa. Os alienígenas lhe disseram: "Está no futuro."

Facilitando

Alguns abduzidos indicam que eles mesmos irão facilitar o caminho para a mudança. Eles não sabem especificamente o que farão, mas pensam que irão saber, quando chegar a hora. Os alienígenas disseram a Pam Martin que, quando o mundo mudar, eles a chamarão para ajudar as pessoas a se adaptar à nova realidade.

Eles estão me dizendo coisas do futuro...
O que eles lhe dizem?
Eu não sei se eles estão me gozando ou o que é. Isso parece doideira. É como se eles estivessem me explicando coisas, preparando-me para um momento quando terei muitas responsabilidades. Mas eu não preciso me preocupar com nada, porque eles estarão ali para me guiar, para me dizer o que fazer.
Em que contexto? O que eles querem dizer com isso?
Bem, tem alguma coisa a ver com ensinar coisas a outras pessoas... Eles me dizem que as pessoas vão me escutar. Acho que estou pensando com duas cabeças, pois estava pensando naquela hora e estou agora. Naquela hora eu estava escutando e concordando. Agora acho que estou ficando doida.
Que mais ele disse que você iria fazer?
... Só que eles estão me preparando. Mas não dizem para que estão me preparando...
Então você está ensinando coisas às pessoas e eles vão ouvir, e tudo o mais?
Sim.
O que você vai ensinar?
Sobre a vida, sobre as mudanças do mundo. Ajudando as pessoas a se adaptar. E agora eles estão me preparando para aceitar o inaceitável.
O.K. O que eles querem dizer com "depois que o mundo mudar?" Eles explicam que tipo de mudanças? Dão o sentido disso?
Bem, o mundo não será como nós estamos acostumados. Eles estarão aqui.

Outros abduzidos sentem que terão funções específicas a realizar para facilitar a mudança, quando seu tempo chegar. Durante um procedimento de varredura mental com um alienígena insetóide, disseram a Reshma Kamal que ela era "uma das escolhidas". Quando ela protestou, dizendo que não era, o alienígena insetóide lhe disse que "o plano vai ser executado e que ela estaria nele daquele modo". Mostraram a ela imagens nas quais era diretora de trânsito para orientar pessoas e multidões desorientadas e aterrorizadas pelas ruas na direção de um posto central. Os não-abduzidos estariam con­fusos e assustados, explicou o alienígena, mas ela não. Ela era "parte do plano".
Pode ser que os abduzidos recebam conhecimentos para facilitar a mudança. Durante anos muitos deles têm dito que os alienígenas lhes de­ram conhecimentos, mas que não se lembram direito. A hipnose raramente consegue recuperar essas memórias. Os alienígenas dizim aos abduzidos que as memórias serão recuperadas "no devido tempo".
De modo típico, eles disseram a Steve Thompson, um chefe de porta­ria, que alguma coisa que ele sabia era importante, mas ele não poderia se lembrar disso, "porque não está na hora de saber". O conhecimento de Patty Layne estava ligado a um possível implante. Disseram-lhe que ela saberia mais tarde de que se tratava.

Ele começou me dizendo alguma coisa, mas não sei o que foi.
Quer dizer que você não se lembra?
Não me lembro. É como um segredo, mas eu não me lembro. Tem a ver com alguma coisa que ele colocou em mim. Ele disse que ficaria ali, que no tempo certo servirá a um propósito e me dirá quando chegar a hora...
Você sabe o que isso quer dizer?
Naquela hora parecia fazer sentido, mas agora não. Eu tive a impressão de que era algo extremamente importante, algum grande plano.
Carla Enders tinha oito anos quando um alienígena lhe disse que seria impossível que ela se recordasse. Rememorando a experiência, como uma garota de oito anos, ela teve dificuldade em verbalizar o mecanismo de te­lepatia e o que o alienígena lhe estava dizendo:
Não parece real. É como se ele pudesse falar comigo na minha cabeça. E não compreendo o que ele está dizendo na minha cabeça. Como outra língua ou coisa assim. Como, talvez, ele esteja colocando coisas na minha cabeça e mais tarde eu vou ouvir. Não sei, como uma gravação ou algo parecido. Mas agora não estou entendendo. É como guardar alguma coisa na minha cabeça, o que ele está me dizendo. Como se ele estivesse quase me dizendo que eu não entendo o que ele me diz. Como se me dissesse que eu não compreendo. Mas um dia compreenderei. O que quer que seja. O que for, diz ele, está na minha cabeça.
Está na sua cabeça quando você tem oito anos?
Sim.

Ela então visualizou imagens de alienígenas morrendo. Eles estavam no chão, ao relento, ou deitados pelo chão de vários quartos. Ela acha que os outros abduzidos no quarto com ela estavam vendo a mesma coisa.
Disseram a Allison Reed que haveria muitas mudanças no futuro e ela saberia o que fazer.

Ele está falando do futuro. Vai haver muita mudança. E vai haver muito distúrbio e deslocamento... Eu devo entender que é minha cooperação com eles é... vou saber o que devo fazer. Terei uma válvula de segurança. Não estou pescando, não sei o que vai acontecer e ele não está sendo específico. Há só alguma coisa, sinto que vai ser em escala global. No futuro, não sei quão distante. Pode ser que nem aconteça alguma coisa, ele só está me fazendo saber que vai acontecer alguma coisa, e que vai ser horrível, mas que eu saberei o que fazer. E que eu apenas saberei, eles têm me ensinado. Ele não usa a palavra programação, mas é como eu posso descrever. Eles vêm me programando - o que quer que isso seja, alguma coisa vai acontecer e eu não preciso me preocupar porque tenho a informação, embora não saiba disso e eu vou saber o que fazer, e que tudo o que eles têm feito comigo tem a ver com minha preparação, bem como com eles mesmos, para o que irá acontecer... Alguma coisa vai acontecer; vai ser catastrófico. Está no futuro, o que quer que isso signifi­que, e eu vou saber o que fazer, e as informações estão chegando através das minhas experiências.

A conclusão desconcertante é, claramente, que os abduzidos são "trei­nados” e “preparados” para eventos futuros e nesse contexto que as expe­riências primárias atordoadoras de teatralização e testes podem ser entendidas. Alguns desses procedimentos podem ser parte do programa de treinamento que os abduzidos começam desde crianças. No procedimento de teatra­lização, os abduzidos são obrigados a participar de uma produção "teatral", que é uma combinação de visualização e representação. Susan Steiner testemunhou outra mulher abduzida gritando e correndo pelo quarto descon­trolada. Subitamente, a mulher em pânico se bateu numa parede e foi aci­dentalmente apunhalada por um instrumento pontiagudo que saía dela. Ela caiu sangrando no chão. Susan foi instruída para ajudá-Ia. Consterna­da, Susan se aproximou da infeliz mulher e, quando se abaixou, percebeu que a mulher era na verdade um alienígena cinzento. Todo o episódio ha­via sido encenado.
Nos procedimentos de testes, os abduzidos são forçados a operar dis­positivos especiais que indicam que receberam conhecimentos especiais da operação de equipamentos, ou são obrigados a realizar tarefas mentais apa­rentemente impossíveis, como enxergar uma coisa através dos olhos de um alienígena. Os alienígenas devem ter alguma razão para inculcar essas habi­lidades especializadas, que bem podem servir para tarefas futuras.

Alterações de abduzidos

A impressão de estar imbuído de conhecimento pode se relacionar com a crença, comum entre os abduzidos, de que os alienígenas realizaram altera­ções fisiológicas neles e nos seus filhos. Começando com a "primeira gera­ção" de abduzidos, os alienígenas continuaram abduzindo seus filhos, o que indica que os descendentes dos abduzidos têm certas qualidades desejadas.
Os abduzidos sentem muitas vezes que alguma coisa foi feita com eles para facilitar o processo de abdução, e que esse "algo mais" será "ativado" no futuro, quando os alienígenas precisarem. Muitos abduzidos pensam que os seus implantes os mantêm na "fila" da abdução e que podem servir para governá-Ios no futuro. Os abduzidos também têm a impressão de que os alienígenas realizaram neles alguma manipulação neural que os torna diferentes. É comum, por exemplo, para os abduzidos, acharem-se com capa­cidade "psíquica” ampliada - eles "sabem" o que as pessoas pensam. Essas alegadas capacidades chegam ao auge pouco depois de um evento de abdução, e então se desfazem. Às vezes essas capacidades ampliadas são tão intensas que assustam os abduzidos.
Não é fora do comum para os pais abduzidos dizerem que seus filhos fo­ ram "alterados". As crianças às vezes dizem que, embora tenham nascido do ventre de sua mãe, "sabem" que não pertencem à sua família. Alguns abduzidos podem encontrar tantas diferenças significativas entre eles e seus filhos, pais e parentes, que é compreensível como questionam seus laços genéticos.
A prova de alteração fisiológica de abduzidos é puramente incidental e não nos foi possível identificar procedimentos que inequivocamente resul­tem em mudanças permanentes. Os alienígenas são caracteristicamente re­ticentes a respeito, embora tenham dito aos abduzidos que seus bebês hí­bridos são mais inteligentes do que as crianças normais e que têm um crescimento de certo modo mais acelerado. Em algumas ocasiões, os alienígenas dizem à mulher grávida que seu feto normal foi "mudado". O feto humano de Pam Martin foi removido e depois substituído no seu úte­ro. Os alienígenas lhe explicaram que "ele saberá coisas que não conseguiráexplicar a outras pessoas". Isso será verdadeiro para todas as crianças que foram abduzidas?
Talvez a pesquisa da Organização Roper forneça uma pista. Os ativistas político-sociais, um grupo incluído na pesquisa, responderam positivamente em maior número do que os demais grupos a todas as perguntas da pesqui­sa, indicando que possivelmente há um maior número de abduzidos nesse grupo. De acordo com a Organização Roper, essas pessoas são "americanos influentes". Eles são muito mais criadores de tendências do que seguidores de tendências (o itálico é deles). Eles são mais abastados e mais educados do que a maioria dos americanos, e presumivelmente acima da média em inteligência. Se há de verdade mais abduzidos nesse grupo do que em ou­tros grupos da sociedade, então pode ser que esteja ocorrendo uma altera­ção sutil, que não seja necessariamente visível nem se perceba nos abduzidos individualmente, mas que se manifeste nas estatísticas de grupo. Isso pode sugerir que os alienígenas estão de alguma forma alterando os seres humanos para facilitar os seus planos. Mas nesse momento não há informações suficientes para confirmar essa hipótese assustadora.

Depois da mudança

Os alienígenas às vezes descrevem o futuro depois da mudança. Courtney Walsh viu o que chamou de "filme de propaganda” numa tela sobre a estrada de felicidade no futuro. Começou pela extração de um feto de uma abduzida.
Parece uma tela, mas não sei se realmente é. E tem um retrato de um embrião, e foi implantado, está crescendo, e então chega o momento de retirá-Io novamente. Parece um filme de propaganda, como "isso não é bom". Tenho a impressão de que ali tem uns seres que querem que eu veja. Mas eu não estou vendo isso, estou com a cabeça nas mãos. De fato não estou vendo de tão perto! É como se eu os ouvisse dizendo: "Você pensa que ela viu a cena?" "Sim, ela viu." "Bem, ela não está prestando atenção." "Não, não tem importância, já fez efeito.”
Quando você vê esse filme, e eles estão removendo o feto, o que fazem com ele?
Colocam numa pequena jarra. Depois levam para uma jarra maior, e depois para uma incubadora que é grande como um bebê. E há tubos indo para ele. E estamos olhando para ele e há três seres tomando conta dele. E está tudo cor-de-rosa e alegre, e os seres fêmeas estão acariciando os bebês, e falando com os bebês. E há uma foto de uma criança - uma menina - e você tem a impressão de que: "Essas crianças não são uma gracinha? Essas crianças não são fortes, estão bem?”
Eles mostram algumas mais velhas?
É tão estúpido. Quase parece que eles mostram um par de crianças, e elas estão sorrindo, e atrás delas filas (andando), como vários alienígenas, e é tão estúpido. Eles estão dando as mãos às crianças e se dando as mãos, e atrás deles há adultos humanos, e eles também estão de mãos dadas, e todo o mundo está feliz. É realmente estúpido, eu sei. É apenas realmen­te bobo. E todo o mundo está sorrindo e estão todos vestidos de branco, e estão ali em frente da gente e tenho a impressão de que: "juntos vamos conseguir" alguma coisa. Algo como "felicidade ou contentamento". Nem sei se isso é real. Isso é um lixo.
Kathleen Morrison também observou uma cena de harmonia com hu­manos, alienígenas e híbridos juntos num cenário ao ar livre no futuro.
Ele está mostrando algumas fotos realmente maravilhosas. Acho que é como as coisas devem ser com todos nós juntos.
Com você e o cara alto, ou alienígenas e humanos?
É uma mistura de alienígenas e humanos. Mas há todos os tipos de alienígenas, todas as cores de humanos. É uma paisagem agreste, com rochas. É macio para os pés. Dá uma sensação de euforia.
O que todo o mundo está fazendo?
Conversando. Andando em grupos e falando. Parece um lugar estranho para se reunir.
O que mais ele está mostrando?
Abraços entre híbridos e humanos. Entre espécies.
Entre espécies?
Abraçando. É quase como se os cinzentos olhassem para isso como deles, a impressão que dá é de uma festa de casamento, todo o mundo tão alegre. (Kathleen disse mais tarde que os ventres das mulheres parecem cheios, redondos.) E isso é bom, agradável. Não vejo nenhum híbrido pequeno e nenhuma criança. Não é terrestre. Não há ciúme. Há uma citação bíblica que me vem à mente... parece assim: "Eles viram tudo quanto fizeram e eis que era bom."... Os cinzentos estão se sentindo de modo matriarcal/patriarcal quanto ao que está ocorrendo.
Há cinzentos nessa cena?
Não há cinzentos pequenos, só há o hierárquico (mais alto)... Eles estão misturados ali, estão incentivando e todos estão felizes com isso.

Claudia Negrón foi levada a um quarto cheio de recipientes com fetos em gestação, e um alienígena lhe disse que alguns dos fetos eram dela.

Oh, meu Deus! Eu tenho alguns bebês aqui? Talvez algum deles seja meu.
É isso que ele indica para você?
Hum, hum. É o que ele está indicando.
Como você se sente com isso?
Eu me sinto tão estranha. Eu me sinto bem. Eles não são deste mundo, mas vão ficar neste mundo.
É o que ele está dizendo?
É o que ele está dizendo. As duas espécies estão se fundindo e tornando-­se algo melhor. Para construir um mundo melhor. Isso parece ser a maior preocupação deles. Também se preocupam com outras coisas. Eles têm outras coisas planejadas. É o que estão me dizendo... Essas pessoas vão ser especiais. Eles estão aqui por uma razão especial. Mas ele não me diz qual a razão. Eu quero saber muito, quero saber... Quando chegar a hora, eles vão me dizer. Ainda não está na hora. Ele diz que às vezes eles deixam a gente ficar com as crianças, às vezes não. É tudo do jeito que eles querem que as coisas sejam.

Allison Reed viu uma apresentação de mídia semelhante, de como a vida seria com os híbridos. Ela e outras abduzidas foram trazidas a um quarto com um grande dispositivo parecido com uma tela, e ela observou uma linda cena de um parque, com pessoas fazendo um piquenique e jogando bola. Sua extraordinária lembrança é uma descrição perturbadora dos planos alienígenas para um futuro perfeito.

Eu vejo nessa tela raios de sol, coisas boas, felizes. Coisas boas. As coisas são boas. Tudo ali é bom. Tudo sobre isso é bom.
Que tipo de imagem é essa?
Varia. Há flores, jardins, famílias, famílias se relacionando. Não sei. Não consigo dizer. Não consigo dizer.
Não consegue dizer o quê?
Eles querem que a gente veja isso e diga quem são "eles" e quem somos "nós", e a gente não consegue dizer. Não dá para criar um ambiente familiar, para fazer um parque e algumas famílias, sabe como é? E há jogo de bola e outros jogos borbulhantes. Não consigo saber se há uma família "deles" ou se "eles" estão misturados com famílias normais. Se são os mesmos eu não posso, não posso (dizer a diferença).
É esse o ponto central? Você não pode dizer a diferença?
É como um desafio. "Encontre minhas criações. Encontre para mim e destaque deste quadro." E eu não consigo.
Você quer dizer que isso é a razão do quadro?
Há híbridos ali, há gente - não dá nem mais para chamá-Ios de híbri­dos - há pessoas ali que não se criaram através da evolução normal do ser humano e estão ali. Eles foram criados por meio de um processo de muitos anos de experiências. ''Ache onde eles estão. Você não vai conse­guir notar a diferença." Eu não consigo ver a diferença.
Quando você diz que eles estão jogando bola, na cena do jogo de bola, eles estão somente fazendo um bate-bola? Estão jogando beisebol ou outro jogo?
É como bola na praia.
Oh, compreendo. Eles não dão uma pista ou palpite sobre quem é quem?
Eu tenho a impressão de que esse é justamente o ponto. Esse é o ponto, não dá para perceber... É como um teste mental, todo o mundo de lápis na mão, número um, sabe como é? Onde estão os híbridos? Tenho trinta segundos para responder à pergunta. Não sei. Número dois, sabe? Está vendo uma família híbrida? Não. Eles não usam essa palavra, longe disso  - nossa “criação”, quase como se quisessem que eu descubra a sua família criada, que custou um milhão de dólares. E eu não consigo. É desse jeito que me parece.
Agora eu me perdi. É como se você não pudesse distinguir numa família, ou entre famílias?
Exatamente. Eles tentam estreitar um pouco. Encontrar uma família que tem um, e você tem o quadro geral... há um ali e ele está jogando bola, e há outro jogando outra coisa. Eu posso ver como grupos com toalhas estendidas e famílias...
Esse filme tem som, ou multimídia, ou outra coisa?
É mais um som no fundo - como sorrisos, como sorrisos, mas muito baixos. É como um fundo musical à distância. Eles são todos brancos. Todo o mundo é caucasiano, não há espanhóis, negros, orientais.
Como eles estão vestidos? Para o inverno, para o verão?
Primavera. Todo o mundo está vestido. Os homens com calças. Alguns de shorts. Sabe como é, primaveril. É muito agradável, muito legal. Não consigo ver qual o ponto central aqui, mas não dá para captar o que eles estão me pedindo. É muito, mas muito assustador. Eu acho assustador. Mas nem sei se isso é real. Quer dizer, pode ser que todos sejam eles ou pode ser que todos sejam como nós e eu estou olhando por nada. Mas sinto que é muito importante para a minha opinião que nessa cena haja híbridos e acho que o ponto é... acho que eles atingiram o seu objetivo. Eles conquistaram a técnica de cortar e misturar, botar no tubo de ensaio, e agora dá para misturar. Não dá para distinguir um do outro. Eles estão orgulhosos disso...
Você percebe o sentido do objetivo que isso teria - do que foi atingido?
Não, não agora. O que acontece agora é que o filme como se interrompe e agora está tudo colorido. Eu estou olhando para isso, como eu estava dizendo, é como uma toalha aqui e famílias, e crianças. Há um monte de toalhas, está tudo espalhado, e famílias fazendo coisas. Acho que cada toalha representa uma família individual, é sua área de piquenique. Como que tudo pára. Agora há por aqui uma, duas, três, bem, talvez quatro áreas de toalhas de mesa para piqueniques e eu diria que há um homem de pé ali. Tudo está colorido, e tudo pára. E estava originalmente olhando para cá. Então gira a cabeça e olha para mim, e ele é como uma imagem em preto e branco, ele é o protagonista. E então começa. Alguma coisa ali, inicialmente devagar. Há essa menina com um vestidinho cor-de-rosa. Ela tem o cabelo até aqui, cabelos escuros. E a mesma coisa acontece com ela. O quadro está parado, mas a cabeça dela está se virando, olha para mim e pára, está preto e branco. E eles fazem isso com algumas pessoas, e eles são os que eu não vi, e não dá para dizer a diferença.
Eles parecem diferentes quando você olha para eles? É possível que você perceba de repente: "Oh, sim, é aquele." Ou você ainda não os distingue?
Só há uma maneira de dizer e é o campo de energia, o campo de energia em torno deles, mas a menos que você possa ver não dá para dizer.
Um campo de energia em torno deles.
Mas, você sabe, o homem, a mulher, a família com que ele está - eles não ficaram em preto e branco. E os seus filhos não ficam em preto e branco. Somente ele. Minha impressão é que ela não é um deles.
Você quer dizer a esposa?
Certo. Mas não sei se os dois filhos não são considerados deles, porque... eles não consideram que os descendentes desse híbrido e dessa mulher valem a pena surgir em preto e branco. Eles são como nós. Talvez porque ela não fosse uma híbrida, não sei. Mas as crianças, os filhos dele, não são considerados híbridos, embora o pai seja híbrido. Assim, tudo conrinua. O branco e preto desaparece e tudo volta ao velho jogo. É quando eu ouço aquela coisa sobre o campo de energia.
Que é o campo de energia que os distingue?
Mas eu não o vejo. Não o vejo em ninguém. Mas vai haver gente que vai ver e eles saberão. Isso é uma loucura. Os que podem ver ou distin­guir... aqueles que vêem o campo de energia e sabem a diferença, e vai haver uma revolta sobre isso, e eles serão eliminados. Então, há uma questão de poder. Não sinto a experiência. Eu mais ou menos sinto que isso não somente é feito geneticamente mas também com esse objetivo, acho que tem um poder ou motivação política, como também no sentido das coisas... Todos eles parecem tão felizes. Eles são mais saudáveis. Sabe, isso é quase como um comercial ou um programa, como se eu fosse um investidor e eles têm esse programa e querem que eu invista nele, e estão me mostrando o projeto desde o começo até o fim. É a impressão que me dá.
Um folheto, ou coisa assim.
Hum, hum. Eles são mais saudáveis. Eles não sabem tudo nisso. Não dizem dessa forma, mas ainda há coisas para serem trabalhadas. Eles colocam desse jeito. Que essas pessoas são mais saudáveis, os em preto e brancos. Que eles ainda não conseguiram tudo, mas estão perto. É como um supermodelo completo.

Allison então viu sua própria família no parque. Ela, seu marido e seus dois filhos, de sete e nove anos. Eles se integravam na cena com as outras famílias e tudo estava perfeito.
Um híbrido de último estágio foi excepcionalmente duro com Reshma Kamal, durante uma longa conversação sobre o que os alienígenas estão planejando fazer. Ele forneceu mais uma visão aterrorizante do futuro.

E ele está me dizendo que: "Você sabe como tem lembranças?" E eu estou dizendo: "O que você quer dizer com lembranças?" Ele está dizen­do: "Você sabe como se lembra do seu pai, sua mãe, sua irmã, das festas de aniversário?" Penso que ele está me dando um exemplo e digo que sim. E ele continua: "Um dia chegará quando as pessoas que são como você também não terão essas lembranças. Elas vão ser como eu." Como se ele dissesse assim. E eu estou dizendo: "O que você quer dizer com isso?" E ele está dizendo: "Você não compreende?" Eu digo que não, ou melhor, só mexo com a cabeça. E ele me diz novamente que escute. Ele diz: "Só vai existir uma utilidade para você. Você não vai ter lembranças ” como tem agora. E  eu estou perguntando a ele: Você quer       dizer eu?  Ele continua: "Não. As pessoas que virão depois de você." Não entendi o que ele quis dizer com isso. Ele está me perguntando: "Você entendeu?" Eu estou balançando a cabeça negativamente. Estou perguntando: "Eles não vão me levar, vão?" E ele está dizendo: "Eles não vão levar você. Eles é que virão." Não entendo o que ele quis dizer. De novo pergunto o que eles estão fazendo... Ele olha para mim e levanta o braço. Ele está dizen­do como: "Você está vendo isso?" E eu digo: "O quê? Seu braço?" Ele continua: "Deixe pra lá." Eu digo: "Não, diga para mim. O que (os alienígenas) estão fazendo?" E ele está dizendo tudo em que eles estão interessados, que não importa o que aconteça, são eles que vão estar no controle.

Os planos dos alienígenas

Todas as provas parecem sugerir que o objetivo final dos alienígenas é a integração na sociedade humana. E todos os seus esforços e toda a sua ati­vidade parecem se dirigir na direção do controle completo dos seres huma­nos na Terra. De fato, os abduzidos já estão vivendo sob o jugo da visitação e manipulação pelos alienígenas.
Agora é possível discernir pelo menos quatro programas específicos que os alienígenas têm utilizado para atingir seu objetivo:

1. O programa de abdução. Os alienígenas inicialmente selecionaram víti­mas humanas em todo o mundo e instituíram procedimentos para tirar esses seres humanos e seus descendentes do seu ambiente, sem serem notados.

2. O programa de cruzamento. Os alienígenas fazem coleta de esperma humana, alteram geneticamente o embrião fertilizado, incubam fetos em hospedeiras humanas e fazem com que os seres humanos se rela­cionem com os descendentes para o desenvolvimento desejado dos hí­bridos.

3. O programa de hibridização. Os alienígenas refinam os híbridos medi­ante alteração contínua e cruzamento com seres humanos através de gerações para torná-los mais humanos, embora retendo características cruciais alienígenas. Talvez os seres humanos sejam também alterados para adquirir características alienígenas.

4. O programa de integração. Os alienígenas preparam os abduzidos para eventos futuros. Finalmente, os híbridos ou os próprios alienígenas se integrarão na sociedade humana e assumirão o controle.

Os alienígenas têm sugerido que não está distante a hora na qual seus programas terminarão e eles terão atingido os seus objetivos. Muitos abduzidos acreditam que cedo "algo vai acontecer" e que os alienígenas es­tão perto do seu objetivo. Disseram a Claudia Negrón que o tempo é curto:

Um deles está falando comigo.
O que ele está dizendo?
Ele está dizendo que os estou ajudando, e que deveria estar orgulhosa disso. Eles estão contentes comigo, e os estou ajudando muito. Eles dizem que precisam fazer isso, eles têm de fazer isso, e que eu deveria estar feliz por ser parte disso. Eles não podem dizer agora o que é, mas dirão mais tarde. Numa outra hora eles me dirão.
Eles lhe dirão o que é?
Eles me dirão o que é e me mostrarão. Vão me levar lá e me mostrarão, mas agora não podem. Está quase pronto, mas não está completo. Há ainda mais para fazer...
Então ele diz que está quase completo, mas não de todo, e eles ainda têm coisas para fazer?
Bem, eu compreendo que ele está falando do futuro e está falando sobre eles - a sua raça. Eles têm de guardar segredo sobre isso. Tem de ser assim, pois de outro modo eles não conseguirão.

Pam Martin foi sugestionada a acreditar que os planos dos alienígenas têm três estágios - gradual, acelerado e rápido. Os alienígenas lhe indica­ram que estão agora no estágio acelerado e ela sentiu "que tudo isso vai de­sabar mais depressa do que as pessoas pensam". Um alienígena disse a Jason Howard que isso aconteceria perto de 1999. Os alienígenas em ge­ral são vagos em relação a datas, porém a maioria insinuou que a mudança viria, como disseram a Claudia Negrón em 1997, quando ela lhes fez uma pergunta direta: "Logo. Em breve." Os indícios são que isso pode significar ou dentro dos próximos cinco anos ou dentro das próximas duas gerações.
O fato de que os alienígenas e híbridos parecem primariamente ocupa­dos com a Terra e não com os seres humanos é preocupante; eles não co­mentam a respeito da conservação da vida, ou do valor da humanidade, ou das instituições humanas. Dizem que pretendem fazer um mundo melhor, mas nunca falam em se associar aos humanos, coexistência pacífica, igual­dade. Disseram a Reshma Kamal que depois da mudança haverá uma for­ma de governo: os alienígenas parecidos com insetos exercerão controle total. Não haverá necessidade de governos nacionais. Haverá "um sistema" e "um objetivo" .
Como para reafirmar seu plano, os alienígenas falam do futuro mas não dizem o que a maioria dos abduzidos e pesquisadores gostaria de ouvir: "Em pouco tempo vamos embora. Nosso programa terminou. Obrigado pela ajuda. Depois que sairmos, ninguém terá certeza de que jamais estivemos aqui." Isso nunca é dito. O futuro para os alienígenas e os híbridos é sem­pre um futuro na Terra, onde eles serão integrados com os humanos. Eles não oferecem outra possibilidade. 
Ainda existe outro aspecto muito perturbador do futuro, do ponto de vista dos alienígenas. Quando eles se referem aos "humanos", estão falando dos abduzidos. O futuro dos não-abduzidos ou com os não­-abduzidos é raramente assunto de alguma conversa. Eles disseram a Reshma Kamal que os não-abduzidos serão mantidos como uma peque­na população de cruzamento, para o caso de o programa de hibridização ter problemas imprevistos. Allison Reed foi sugestionada de modo a acre­ditar que os não-abduzidos são descartáveis. A prova parece sugerir que o futuro será primeiramente dos alienígenas, dos híbridos e dos abduzidos. Os não-abduzidos terão um papel inferior, se tiverem algum. A nova ordem será controlada pelos alienígenas com aparência de insetos, seguidos pelos outros alienígenas, híbridos, abduzidos, e finalmente os não-abduzidos.

O que pode ser feito

O segredo em torno do fenômeno de abdução mostra que os alienígenas instituíram um esforço elaborado para impedir que ele seja notado. A detecção, portanto, pode dar-se onde eles são mais vulneráveis. Se é assim, então talvez ainda tenhamos uma oportunidade de intervir. Entretanto, até o presente, todas as nossas tentativas de intervenção e de prevenção têm sido inócuas. As experiências de interferir na abdução, com o uso de videocâmaras e outros equipamentos eletrônicos, não têm deixado de im­pedi-Ios, embora, algumas vezes, se tenha observado uma diminuição de sua recorrência.
Ainda mais, nos últimos anos os abduzidos têm relatado um aumento substancial na freqüência de suas abduções. Talvez isso seja o resultado da crescente consciência do fenômeno por parte da sociedade. Qualquer que seja o caso, impedir as abduçães - e suas conseqüências - não parece factível no momento presente. A longevidade do programa, os comentá­rios dos alienígenas sobre estarem perto de seu final e a descrença da so­ciedade na sua existência - tudo sugere que sua terminação virá antes que o grande público compreenda a gravidade da situação.
Não tenho ilusões quanto ao apelo costumeiro à comunidade científi­ca para dar uma olhada séria nesse fenômeno. Os pesquisadores de óvnis vêm pedindo essa assistência, desde o fim da década de 1940, sem sucesso. Está claro que, a menos que haja um evento público irrefutável e dramáti­co, a comunidade científica provavelmente não irá pesquisar o fenômeno óvni - apesar da importância do assunto. E, mesmo que os cientistas de­cidam agora realizar uma pesquisa séria, talvez já seja tarde demais.

13
Aceitando o inaceitável

Passei toda a minha vida no meio acadêmico, e sempre acreditei na pri­mazia da razão e da lógica. O estudo do fenômeno me fez parecer ilógico e fora de contato com a "realidade" para meus colegas e velhos amigos. Agora me encontro na posição extremamente desconfortável de reforçar a sua opinião, não somente porque descobri que o fenômeno de abdução é "real" mas porque me tornei de certo modo apocalíptico em relação ao seu objetivo. Cheguei à conclusão de que a civilização humana pode estar se dirigindo para uma mudança rápida e talvez desastrosa e não projetada por nós, e me sinto ainda mais desconfortável porque esta mudança é a menos aceitável para a sociedade - a integração alienígena.
Minha conclusão de que a integração alienígena dentro de pouco tem­po trará mudanças sociais radicais não tem a menor relação com outras visões apocalípticas. Não tem suporte religioso como a "segunda vinda”, nenhu­ma base tecnológica como o holocausto nuclear ou a degradação ambiental. Qualquer dessas razões poderia lhe dar pelo menos um grau mínimo de credibilidade. Estou consciente das similaridades superficiais da minha con­clusão com construções da ficção científica ou do milenialismo, mas a pro­va não suporta esta ligação. Minha conclusão não é derivada do pensamen­to humano ou esforço de qualquer espécie, salvo os canais da memória. Minha conclusão é baseada no meu conhecimento de atividades além do meu controle, trazidas através de narrativas das vítimas dessa guarda avan­çada - relatos que a sociedade encara como provas irrefutáveis de doença mental.
Existem na sociedade aqueles que poderiam "admitir a possibilidade" da existência do fenômeno de abdução, mas a maioria não está numa posição de influenciar a opinião pública ou científica. No vácuo de um paradigma científico aceitável, às vezes a mídia encara a abdução como um meio ga­rantido de gerar vantagens financeiras, e, embora de vez em quando a trate seriamente, tornou-se apenas mais um assunto dos jornais sensacionalistas, competindo com outros eventos bizarros e extraordinários que possam gal­vanizar a atenção da opinião pública.
Nossos encontros com o fenômeno de abdução ocorreram freqüentemente sob a névoa da fabulação, canalização ou memórias inconfiáveis informadas por pesquisadores incompetentes. Quando pesquisadores competentes reve­lam o fenômeno, a revelação é tão fantástica que se torna intelectual e emo­cionalmente impossível de aceitar. Tem tamanho cunho ele fantasia cultural e psicogênese, que as barreiras para a sua aceitação parecem insuperáveis.
Entretanto, estou persuadido de que o fenômeno de abdução é real. E, como resultado, a rede de segurança intelectual que usei por tantos anos desapareceu. Sou tão vulnerável quanto os próprios abduzidos. Eu deveria "ser mais esperto", mas aceito como real um cenário que é tão embaraçoso como difícil de defender. Apesar disso, devo ir aonde as provas me levam. Vejo o fenômeno de abdução por alienígenas como um asteróide dirigin­do-se em alta velocidade contra a Terra - que é descoberto tarde demais para uma intervenção. Podemos acompanhar o seu progresso, mas somos completamente incapazes de impedir a colisão.
Por mais otimista que queira ser, encontro pouca esperança no futuro. De certo modo, gostaria de ser como os positivos, habitando uma terra de sonhos ingênuos, esperando pela vinda dos benevolentes. A crença dos positivos, envolvida pela sua própria forma de espiritualidade, deve ser guiada por uma visão utópica que não possuo.
O desafio de compreender as aparições de óvnis, que ocuparam tanto do meu tempo e atenção quando comecei minha pesquisa, é agora uma memória distante. Naquela época tratei o fenômeno como um quebra-cabeça gi­gante, sem perceber que o quadro completo seria muito mais angustiante do que meu otimismo e minha excitação durante o tempo em que eu o desven­dava. À medida que as peças se juntavam, uma inquietação começou a me incomodar. Desde cedo percebi que o fenômeno óvni era a única ocorrência física com a qual deparávamos que ditava ativamente os termos do seu estu­do. Não percebi que nossa inabilidade em estudar o fenômeno era parte de um programa calculado de propósito para esconder suas atividades.
A enxurrada de informações sobre o fenômeno de abdução me causou um choque revelatório, comparável ao que os abduzidos sofrem quando per­cebem o que Ihes está acontecendo. Agora tenho conhecimento interno das ações e dos motivos dos alienígenas. Os mistérios dos óvnis "caçando" auto­móveis, desaparecendo, deixando marcas nos corpos das pessoas e assim por diante - todos constituíam elementos rotineiros da atividade de abdução. O que os pesquisadores estavam ouvindo dos que haviam passado por essas experiências ou mesmo visto aparições de baixa altitude de óvnis eram meros fragmentos de lembranças, muitas vezes distorcidas e incompletas. Mediante hipnose competente, o que ouvi de inúmeras pessoas que haviam sido abduzidas e levadas a bordo de óvnis eram relatos similares, complexos, detalhados, todos levando a conclusões inevitavelmente desconcertantes.
Quando ouvi pela primeira vez a narrativa de certos procedimentos alienígenas, eles me pareceram ilógicos e irracionais, mas, à medida que tomava conhecimento dos objetivos dos alienígenas, eles pareceram exata­mente o oposto. Tudo o que os alienígenas fazem é racional e objetivo. Me­diante o uso de uma tecnologia superior, tanto física quanto biológica, eles estão empenhados numa exploração biológica sistemática e clandestina, e talvez numa alteração dos seres humanos com o propósito de passar adian­te, aos seus descendentes, suas qualidades genéticas, a fim de que estes se integrem na sociedade humana, para sem dúvida controlá-Ia. Seus planos são egocêntricos, sem considerar os seres humanos, como seria de esperar de um programa que enfatiza a reprodução. É possível que no final haja algum benefício para nós, mas, se sobrevivermos como espécie, o preço dessa caridade será a renúncia da liberdade de ditarmos o nosso próprio destino e, muito provavelmente, o aniquilamento de nossa liberdade pessoal.
Através de pesquisa competente, muitos dos desafios do fenômeno de abdução foram enfrentados, muitos dos seus mistérios solucionados. E um dos seus aspectos surge com uma claridade cristalina. Os alienígenas têm nos enganado. Eles nos induziram uma atitude de incredulidade e compla­cência, desde o início de nossa consciência da sua presença. Assim, não pudemos compreender as dimensões da ameaça que eles representam e não tomamos medidas para intervir. Agora pode ser tarde demais. Minha pró­pria complacência há muito já se foi, substituída por um sentimento de profunda apreensão e até alarme. Sabemos o que significa seu comporta­mento e agora torna-se imperativo nos perguntarmos quais as conseqüên­cias que esse comportamento trará às futuras gerações da sociedade humana. Talvez a resposta a essa pergunta não seja encontrada até que eles comple­tem seus planos, mas acho que não teremos de esperar muito tempo.
Levamos mais de cinqüenta anos, mas finalmente aprendemos por que os óvnis estão aqui. Agora sabemos as dimensões alarmantes dos planos e objetivos dos alienígenas. Eu jamais poderia imaginar que fosse assim. Es­pero desesperadamente que isso não seja verdade. Não penso no futuro com muita esperança. Quando era criança, eu sonhava com um futuro brilhante. Quando era criança, via o futuro com esperança. Agora temo pelo futuro dos meus próprios filhos.


Agradecimentos

Este livro é o resultado de um esforço individual com a ajuda de cola­boradores. Meu editor na Simon & Schuster, Fred Hills, demonstrou sua coragem ao me incentivar originalmente a escrever este livro. Ele e seu co­lega Burton Beals deram apoio contínuo e extraordinária ajuda para colo­car o manuscrito em sua forma final. Uma vez que o leitor compreenda quão estranho é o material, poderá compreender como Hills e Beals são intelectualmente honestos e de mente aberta. Eles assumem o significado verdadeiro do profissionalismo. O editor assistente, Hilary Black, também forneceu graciosamente a sua ajuda editorial.
Minha agente, Meredith Bernstein, teve fé e compreensão para com o trabalho, que inevitavelmente me exauriu. Tenho muita sorte em tê-Ia como advogada.
John e Nancy Dodge não apenas transcreveram a maioria das fitas gra­vadas com abduzidos das minhas pesquisas como me ajudaram de modo imensurável na criação de um banco de dados sobre a atividade de abdução. Carolyn Longo e Wendy Hanson ajudaram na transcrição de fitas e a res­ponder perguntas feitas por e-mail. Wendy Roda não apenas transcreveu fitas, como ajudou com a análise crítica do manuscrito. O dr. K. D. Manning, o dr. Roy Steinhouse, Corkie Joyen, Katherine Beauchemin, Jerome Clark, o dr. Michael Swords e Carol Rainey fizeram valiosos co­mentários nos primeiros estágios do livro.
Budd Hopkins, meu amigo e "cúmplice no crime", forneceu seu conhecimento usual, seus sábios conselhos e seu valioso apoio aos meus es­forços. Ele me ajudou a manter o equilíbrio num mundo de fatos, fantasia e frustração.
Desde meados da década de 1960, minha esposa, Irene, renunciou a parte de sua vida em favor de minha pesquisa. Ela não somente providen­ciou a mais meticulosa preparação do livro mas colaborou durante todo o desenvolvimento do manuscrito. Além de agüentar minha obsessão emba­raçosa por todos esses anos, o que representa um esforço acima do seu de­ver. Mera apreciação não é suficiente.
Finalmente, sem os abduzidos este livro não poderia ser escrito. Sua bra­vura, perseverança e humanidade em face da natureza arrasadora do fenô­meno me enchem de admiração e espanto. Espero que este livro faça justi­ça às suas vidas.

Nenhum comentário: