quarta-feira, maio 11, 2011

OVNI e as Civilizações Extraterrestres Por Guy Tarade




GUY TARADE

OVNI

E As Civilizações Extraterrestres

Agradecemos a todos os nossos amigos e correspon­dentes, que nos trouxeram documentação e seus conhecimentos sobre o incrível problema das "Máquinas Fantásticas". Dirigimos um pensamento agradecido e toda a nossa gratidão a Você, G. B., que sabia tantas coisas sobre os "EXTRATERRES­TRES", e que não as ocultou.

INTRODUÇÃO

Foi em 1946, acima da Escandinávia, que apa­receu a primeira onda dos "discos-voadores" dos tempos modernos.

Há duas décadas, o fenômeno OVNI (Objetos Voadores Não Identificados) tem sido estudado por pessoas sérias que pertencem a todas as classes da sociedade, e uma conclusão se impõe: as observações constatadas não correspondem unicamente a formas luminosas e fugazes, mas, sobretudo, a engenhos que apresentam a aparência de "máquinas voadoras", tais como nós gostaríamos de construir se a nossa técnica fosse mais adiantada.

Numerosos testemunhos, a maioria provindos de pilotos, de técnicos, de engenheiros, provam-nos, de maneira irrefutável, que nos encontramos em presença de objetos fabricados, pilotados ou teleguiados.

Na França, como em quase todo o mundo, grupos particulares se constituíram para sondar esse irritante problema, enquanto organizações oficiais trabalhavam no mundo inteiro para desvendar o mistério dos engenhos espaciais de origem indeterminada.

Hoje, nos cinco continentes, quaisquer que sejam a nacionalidade, a religião, a influência da denomi­nação política, qualquer que seja o grau de civilização, existem muitas dezenas de milhares de pessoas, talvez milhões, que possuem uma compreensão comum que vai além das ideologias, que desafia os dogmas científicos e que, num grau nunca atingido antes nas relações de um mundo multi-racial, estão em concordância com uma doutrina solitária: uma crença nas visitas feitas ao nosso planeta por desconhecidos vindos de um outro espaço.

A história da humanidade prova-nos que o homem sempre encontrou mais do que procurava. As grandes descobertas, com freqüência, foram realizadas contra o senso comum. Era ir contra o senso comum afirmar, há coisa de quatro séculos, que a Terra girava em torno do Sol! Mas é preciso ainda fazer distinção entre o senso comum e o bom senso. É o bom senso que, apli­cando-se melhor ao detalhe e aprofundando-se no sen­tido das coisas, contraria com freqüência o senso comum, o qual é apenas a primeira impressão.

Aos testemunhos mais íntegros dos que puderam ver evoluir sob seus olhos um Objeto Voador Não Iden­tificado, os científicos afirmam: "É um balão-sonda, que você imaginou que fosse um disco-voador!" Com freqüência esta resposta-chavão, ridícula, foi empregada para levar ao ridículo os observadores.

M. Masse, um morador de Valensole nos Baixos-Alpes que, a 11 de julho de 1965, se encontrara face a face com um misterioso veículo celeste pousado em seu campo de alfazemas, teve de ouvir, muitas vezes, que ele confundira um helicóptero em manobra com um disco marciano!

Então, insidiosamente, tornamos a pensar no in­ventor do helicóptero: Sikorsky, que outrora foi o objeto de escárnio dos especialistas que opunham um veto for­mal à construção de tal engenho, afirmando que segun­do os seus cálculos seu aparelho não voaria nunca. Tenaz, Sikorsky replicou: "O besouro não pode voar, segundo as matemáticas. Mas o besouro ignora as ma­temáticas, faz pouco caso delas, e voa..."

Temos a certeza de que os pesquisadores oficiais que, há anos, reúnem, colecionam e classificam milha­res de informações sobre os "discos-voadores" detêm uma parte da verdade sobre nossos visitantes estrangeiros vindos de outro espaço celeste; por que, então, ignorá-los por mais tempo, e não contar com eles para desvendar um dos mistérios mais estranhos da história dos homens?

A complexidade do problema dos OVNI, que estudamos, é ainda aumentada pelo fato de aterrissa­gens, e as observações, mencionando o caso de pilotos no solo, até mesmo contatos. Entende-se que isto abre campo a numerosas polêmicas. Qual foi o problema antes de 1946? As pesquisas no passado não são um dos aspectos menos apaixonantes da questão. Exceções feitas a alguns testemunhos esparsos, possuímos o famoso Livro dos Condenados, de Charles Fort. Este norte-americano coleciona todos os pormenores insó­litos de sua época durante o período de 1800 a 1920, referindo-se evidentemente a documentos anteriores em relação a tempos mais afastados. É partindo desses critérios que queremos reunir, nesta contra-investigação, o máximo de informações úteis aos pesquisadores isolados. Outros antes de nós abriram o caminho, como eles nosso único propósito é servir à verdade.

1.

TESTEMUNHOS SOBRE OBSERVAÇÕES DO OVNI

Os relatórios de observações concernentes aos Objetos Voadores Não Identificados assumem valor absoluto quando a qualidade das testemunhas é a garan­tia de sua sinceridade. No plano técnico, a observação de um engenheiro ou de um piloto será certamente mais pormenorizada do que a de uma pessoa de boa-fé que nada conhece da tecnologia mecânica. Contudo, deta­lhes ínfimos podem ser notados por pessoas do campo, que vivem em contato permanente com a natureza e acostumadas a escrutar as coisas mais simples, ao passo que esses mesmos detalhes escaparão a pessoas que tenham uma instrução mais avançada, porém nenhum senso de observação.

Reunimos alguns testemunhos sérios que excluem um erro de interpretação devido a balões-sondas, meteoritos ou satélites. Ei-los:

A 30 de setembro de 1954, o sr. Bacqué, enge­nheiro arquiteto em Pau, observou durante mais de uma hora uma esfera brilhante que voava entre 6 mil e 8 mil metros. Este engenho se deslocava lentamente, quatro tubos saíam dele em direção ao céu.

A 4 de março de 1959, um disco-voador sobrevoou o aeroporto de Londres, por volta de 19h30. O objeto circular, de cor amarela, não foi registrado pelos ra­dares do aeroporto, embora, em alguns momentos, ele ficasse a apenas 65 metros do solo. Ao fim de 30 minu­tos, o objeto tomou altitude e desapareceu em grande ve­locidade.

Comunicado do Ministério do Ar britânico,

5 de março de 1959

Técnicos da torre de controle de Catânia-Sigonella seguiram, a 9 de julho de 1963, um objeto luminoso que se deslocava na direção sul-norte. Este engenho espalhou o terror em diversas localidades da costa siciliana onde, tomados de medo, os camponeses se fecha­ram em suas moradas.

Na noite de 18 para 19 de julho de 1965, o sr. Mansur Chaa, de Safi (250 km ao sul de Casablanca), adjunto do diretor do posto de embarque de fosfatos, aproveitando o clima suave e a calma da noite, contem­plava o céu, postado em uma falésia que bordeja a cidade, quando notou de súbito uma bola luminosa, brilhante e rápida que atravessava o espaço a grande velocidade.

O sr. Abderrahamane Louane, chefe da estação meteorológica de Safi, observou o engenho no teodolito quando ele se deslocava muito rápido na direção oeste.

Horas antes, por volta de 22hl5, um empreiteiro de Nice, que ia de carro pela estrada que liga Puget-Théniers a Nice, observou um engenho luminoso que, desta vez, se deslocava lentamente a uma altitude cal­culada em 2.000 metros. Era um disco prateado de contornos muito nítidos, que emitia uma luz metalizada, parecida quase a um tubo de néon. O sr. Vercoustre avalia o porte do objeto: devia ter as dimensões de um "Caravelle". Instantaneamente, o engenho tomou altitude e desapareceu a uma velocidade vertiginosa.

Um mês mais tarde, dia por dia, o sr. Alexandre Ananoff, eminente especialista dos problemas de As­tronáutica (Prêmio Internacional de Astronáutica 1950) observou no Eure-et-Loir um objeto voador desconhecido, familiarmente chamado "disco-voador". A serie­dade e a competência do sr. Ananoff não poderiam ser postas em dúvida, e confirmam a presença efetiva em nossos céus de Objetos Voadores Não Identificados, que derrotam os nossos técnicos.

Março de 1966 viu o sobrevôo programado dos aeroportos. No dia 18, técnicos da torre de controle de "Las Mercedes", perto de Managua, nas portas da capital da Nicarágua, observaram durante dois minutos um engenho de cor azul-celeste que evoluía a uma velo­cidade fantástica, fazendo manobras em ângulo reto.

Segunda-feira, 28 de março de 1966, a torre de controle do aeródromo de Lawson em Fort Benning na Geórgia foi colocada em alerta por um objeto em forma de cigarro, de cor esverdeada, que evoluía na zona de aproximação balisada. Doyle Palmer, especialista em controle aéreo, notou o OVNI no radarscópio. O enge­nho estava situado a uma dezena de quilômetros na di­reção este-sul-este do aeroporto, a 1.500 metros de altitude, e parecia balançar-se como se estivesse suspenso na ponta de um cabo. Um avião militar foi desviado de sua rota para examinar o misterioso objeto celeste. O pi­loto não conseguia ver nada, embora, segundo Palmer, tivesse se aproximado do cigarro. Seis policiais de Columbus observaram este fenômeno durante mais de uma hora e vários pilotos de linhas comerciais pediram ao aeroporto de Atlanta explicações sobre o que tinham visto.

Quando o desejam, os Objetos Voadores Não Iden­tificados criam, em redor de si, ao que parece, uma barreira fotônica que os torna invisíveis!

Vários astrônomos admitem ter observado OVNI. Estes testemunhos recolhidos de técnicos que passam horas a contemplar o céu têm um valor garantido. Pois bem, uma espécie de auto-censura filtra todas estas informações importantes!

Fotografias e filmes de discos-voadores

A 13 de agosto de 1963, um repórter monagasco, sr. Roger Maestri, conseguiu colher no céu do Principado, uma curiosa imagem. Era cerca de 21 horas quando um ponto luminoso de um brilho extremo, que não podia ser comparado ao de um satélite, pôs-se a fazer "ziguezagues" no espaço. Cobrindo-se o céu de nuvens, o ponto luminoso desapareceu aos olhos das testemunhas. Por volta de meia-noite, limpando-se o céu de novo, o engenho luminoso tornou a aparecer mais ao leste do que anteriormente. Desta vez, o enge­nho ficou uma hora no céu antes de desaparecer. Uma "bola de fogo" idêntica tinha sido perseguida quinze dias antes na Itália pela aviação de caça.

A 3 de julho de 1965, às 19h40 (hora local), o destacamento militar argentino da Ilha da Decepção (Antártida) foi alertado pelo observador meteorológico: uma flotilha de discos-voadores vermelhos e verdes de borda amarela acabara de aparecer. Durante mais de duas horas os OVNI voaram em círculo. Deixavam atrás de si um rasto fulgurante. Sendo uma noite muito límpida, o pessoal de uma base britânica vizinha ob­servou também o fenômeno e constatou que os OVNI voavam em "S". Um comunicado do Ministério da Ma­rinha argentino anunciou, alguns dias mais tarde, que os discos-voadores tinham sido fotografados. Não deixemos esta notícia sem antes pôr em relevo o termo "flo­tilha de discos-voadores" empregado pelo observador meteorológico. Parece que os Argentinos da ilha da Decepção foram testemunhas de um fato novo na his­tória dos DV: "A chegada em nossa atmosfera de veículos espaciais vindos de outro planeta e que pene­tram em nossos céus pela chaminé dos pólos".

Os físicos provaram que, neste exato local, as três camadas de Van Allen são as mais débeis. Já no dia seguinte, um habitante de Baia Blanca, grande porto cerealífero situado a 900 km de Buenos Aires, sr. Carlos Taboada, fotografou um disco-voador de cor rósea. Os astrônomos locais, que examinaram a foto, qualifica­ram-na de excepcional. Com efeito, nela aparecia o disco-voador, e no meio do engenho podia-se distinguir muito nitidamente um retângulo cortado por riscos ver­ticais.

No dia 16 de julho de 1965, OVNI sobrevoaram a capital argentina. Numerosas testemunhas, armadas de binóculos e de câmeras equipadas com filmes ultra-sensíveis, metralharam o céu. Naquela mesma noite o jornal "El Mundo" inseria em sua edição uma foto de um misterioso objeto celeste que se apresentava sob o aspecto de uma massa luminosa bastante espessa, perto da qual se mantinha um outro engenho, que não se pudera ver a olho nu. Outros jornais diários "La Crô­nica" e "La Nación" publicavam igualmente fotografias de engenhos espaciais insólitos. Naquele dia, os discos-voadores tinham sobrevoado a cidade durante vinte e cinco minutos...

No mês de setembro, a onda deslocou-se para o Peru. É impossível dizer quantos filmes e clichês de discos-voadores foram feitos naquele mês. Os OVNI integraram-se de tal modo à vida e aos costumes das pessoas do país, que um jornalista que as interrogava obteve a seguinte resposta dos moradores de Yungay, pequena cidade ao norte de Lima: "Não damos mais atenção a essas coisas, porque agora nós vemos esses objetos de maneira corriqueira, quase todas as manhãs". Uma figura eminente de Huancavelian foi mesmo testemunha de uma aterrissagem. Jurou ter visto dois "Marcianos" de 80 centímetros de altura caminhar sobre uma praia, depois tornar a entrar numa astronave que decolou com um ruído ensurdecedor.

Rex Hellin, inspetor dos Trabalhos Públicos do Condado de Orange, nos Estados Unidos, não acredi­tava em discos-voadores. A 15 de setembro de 1965, trabalhava perto do acampamento dos "Marines" de Santa-Anna quando, erguendo os olhos, viu um objeto insólito de cerca de 2 metros de diâmetro e de 60 cm de altura evoluir acima de sua cabeça. Armou-se com uma máquina Polaroid e fez uma fotografia desta nave espacial insólita que foi difundida pela imprensa do mundo inteiro.

No mês de junho de 1968, o prof. Gabriel Alvial Caceres, membro da "Gugenheim Memorial Founda­tion" e especialista mundialmente conhecido da foto­grafia nuclear, conseguiu fotografar um disco-voador acima da Cordilheira dos Andes. O engenho lenticular, abaulado em sua face superior e ligeiramente pontudo em sua face inferior, aparecia de maneira muito nítida na foto. Em uma declaração escrita, o prof. Alvial afirmou: "Os "discos-voadores" são objetos reais, con­cretos e não o produto de alucinações ou de perturbações físicas".

Propôs-se na época ao sábio 50.000 dólares para que ele entregasse sua foto, ele recusou!

O general Creighton Abrams, comandante-em-chefe das forças norte-americanas no Vietnã do Sul, teria, quanto a ele, pago muito mais a quem lhe tivesse entregado naquele mesmo mês de junho de 1968, uma fotografia ou um filme dos misteriosos Objetos Voado­res Não Identificados, que evoluíam acima da zona desmilitarizada entre o Norte e o Vietnã do sul. Observados em radarscópios, estes OVNI’s intrigaram durante muitos dias os serviços secretos dos Estados Unidos, em Saigon, e igualmente, sem dúvida, os de Hanoi. O Departamento da Defesa, em Washington, deu ordem à aviação para interceptar esses "aparelhos" e, na noite de 15 para 16 de junho, a Força Aérea dos Estados Uni­dos agiu sem nenhum resultado contra esses fantasmas do céu.

Em terra, os detectores de raios infra-vermelhos seguiram contudo esses OVNI’s, que foram a causa de um lamentável equívoco dos caça-bombardeiros da VII Frota que, lançados à caça noturna, daquilo que eles pensavam ser "helicópteros norte-vietnamitas", afunda­ram uma embarcação lança-torpedos e causaram estra­gos no destróier australiano "Hebart", quando essas duas embarcações passavam ao largo da zona desmilitarizada.

No dia 25 de julho de 1968, três "Marcianos" foram metralhados por policiais argentinos. Nossos visi­tantes "de além... espaço" responderam com raios paralisantes!

O caso ocorreu ao raiar de uma manhã no aeródromo próximo a Olavarria situado a 350 km a sudoeste de Buenos Aires. Alertados por uma fonte.luminosa intensa e estranha, que acabava de pousar sobre uma pista de socorro, um brigadeiro e três homens meteram-se num jipe, e partiram na direção da aparição. Che­gados ao local, os quatro homens viram, evoluindo a baixa altura e emitindo luzes multicores, um engenho de forma oval, bastante achatado e munido de pés.

O objeto pousou e três seres desceram dele: me­diam cerca de dois metros, vestiam uniforme fosforescente e tinham aparência humana. Como avançavam na direção da patrulha, o brigadeiro atirou uma rajada de metralhadora, mas sem atingi-los. Os "uranianos" responderam, dirigindo contra os policiais os raios de bolas luminosas que seguravam nas mãos; os represen­tantes da ordem ficaram paralisados, e os "seres" do espaço tornaram a subir a bordo de seu engenho que desapareceu a toda velocidade. Dois dias mais tarde, os serviços de meteorologia do aeroporto de Ljubljana, na Iugoslávia, observaram um misterioso objeto luminescente que evoluía a grande velocidade, e silenciosa­mente, emitindo uma luminosidade azulada. O OVNI, que voava a 1.500 metros de altitude, foi igualmente no­tado por inúmeras pessoas, apesar do céu bastante cheio de nuvens.

Um mês mais tarde, com alguns dias de intervalo, a milhares de quilômetros de distância, duas pessoas sofreram efeitos radiativos devidos ao sistema de propulsão dos Objetos Voadores Não Identificados.

Na Ilha da Reunião, Luce Fontaine, cultivador de todos conhecido por sua honradez e casado com uma professora, colhia capim para seus coelhos na planície de Cadres, no começo de agosto, quando viu numa pe­quena clareira a vinte metros de distância de onde estava, um objeto de forma oval, que media cerca de 5 metros de diâmetro e 2 a 3 metros de espessura, que planava a um metro do solo. A parte central do en­genho era transparente, e Luce Fontaine distinguiu no interior do veículo desconhecido, duas formas pequenas e gordas, parecidas a esses bonecos "joão-bobo", com altura de um metro mais ou menos. Um deles notou o cultivador, e imediatamente, houve uma luminosidade cegante que apagou a paisagem, sob uma fantástica explosão de luz branca. O sr. Fontaine baixou os olhos para proteger-se, e quando olhou de novo o objeto tinha desaparecido. Receando zombarias, Luce Fon­taine não preveniu de imediato as autoridades. Dez dias mais tarde, quando os pesquisadores da Proteção civil foram ao local com contadores Geiger, tiveram a sur­presa de descobrir vestígios de radiatividade, apesar das pesadas chuvas que haviam desabado sobre a região durante alguns dias. Prosseguindo em suas investiga­ções, eles constataram que as roupas que o cultivador usava no dia de seu encontro com o disco-voador esta­vam também impregnadas de radioatividade.

No dia 16 de agosto de 1968, os serviços de infor­mações da aviação argentina, e a comissão de energia atômica de Buenos Aires realizaram, conjuntamente, uma pesquisa sobre um incidente ocorrido na véspera em Mendoza. Uma enfermeira do hospital desta cidade, sra. Adela Caslaveri, de 46 anos, observou pela janela um objeto estranho, de forma esférica, que se deslocava no céu. Subitamente o engenho emitiu centelhas e a enfermeira, queimada no rosto, ficou momentanea­mente paralisada. No local onde, segundo a sra. Casla­veri, o engenho pousara, encontrou-se uma mancha de 50 cm de diâmetro e cor escura. Os contadores Geiger revelaram que esta porção de terreno era fortemente radioativa! São incidentes deste tipo que levaram os serviços de pesquisas avançadas da firma de aviação norte-americana Douglas a instalar uma estação de observação na Argentina.

Um relato do prof. Juan Aleandri, psiquiatra renomado e presidente da Associação argentina de Psico-Síntese, foi feita à Associação da Universidade John Kennedy de Buenos Aires, no começo de setembro de 1968. Segundo esse sábio que resumia o pensamento de seus confrades, o dr. Júlio César Blumtritt, e o prof. Mário Cohen, que tinham registrado as declarações de centenas de testemunhas de aparecimentos de OVNI, nossos misteriosos visitantes celestes estavam animados de intenções pacíficas.

Esta afirmação acalma um pouco os espíritos, por­que algumas semanas mais cedo, em Mendoza, nos Andes, seres de enorme cabeça desembarcados de um disco-voador teriam paralisado nos arrabaldes da cidade uma dezena de pessoas para tirar amostras do sangue delas. Segundo membros da sociedade de medicina argentina, os extraterrestres tentariam comunicar-se com nossa raça por meio da telepatia. A humanidade chegou a um ponto decisivo de sua evolução, e as visitas cada vez mais numerosas que nos fazem povos do cosmo significam sem dúvida que as fronteiras estreitas de nosso planeta vão explodir sob o impulso irresistível de nosso progresso para uma nova idade de ouro.

O mês de agosto de 1968 ficará marcado no gran­de livro da história dos Objetos Voadores Não Identi­ficados de maneira indelével, não pelo número impor­tante de observações que foram feitas durante trinta e um dias, mas pelos elementos formais e indiscutíveis que trouxeram policiais chilenos ao conhecimento deste perturbador mistério. Chamados a investigar na região de Talca (Chile) sobre a suposta presença de OVNI, uma patrulha de dez homens descobriu a 3.260 metros de altitude, na Cordilheira dos Andes, duas estranhas pistas de aterrissagem. Aparentemente de origem vul­cânica, elas eram formadas de blocos regulares de cerca de 2,50 metros de comprimento por 2 m de lar­gura. Estas duas superfícies, distintas, mediam respec­tivamente 350 m de comprimento por 200 metros de largura, a primeira, e 1.000 metros de comprimento por 60 metros de largura a segunda. Os policiais fizeram levantamentos fotográficos, mas não constataram ne­nhum traço recente de aterrissagem de aparelhos des­conhecidos. Algum tempo antes, turistas tinham assina­lado à polícia de Talca (cidade situada a 269 km de Santiago) terem observado, principalmente à noite, luzes que dançavam no céu. Peritos, que se dirigiram para o local, asseguraram que se tratava de verdadeiras pistas de aterrissagens destinadas a receber engenhos desco­nhecidos.

Por mais surpreendente que isto possa parecer, pistas idênticas foram observadas na França no Vale das Maravilhas, esta curiosa montanha dos Alpes Marítimos, onde o eminente sábio inglês Clarence Bicknell recenseou mais de 30.000 petroglifos. Antes dos arqueólogos, que procuram nos vestígios do pas­sado as provas de que outrora seres de um "outro espa­ço" vieram à Terra, antes dos pesquisadores que se entregam a infinitos estudos sobre os engenhos celestes de origem desconhecida, parece que os poetas foram os primeiros a pressentir a incrível verdade que haveremos de conhecer num dia próximo. Gérard de Nerval já escrevia no século passado:

Eles voltarão esses deuses que tu choras sempre. O tempo devolverá a ordem dos antigos dias.

Iniciado nas ciências chamadas malditas, Gérard de Nerval sabia que uma super-civilização originária dos cosmos havia, na aurora do mundo, implantado suas estruturas em nosso planeta. Esta civilização desa­pareceu num cataclismo gigantesco, mas seus vestígios nos oferecem, hoje, muitos segredos que nos foram voluntariamente ocultos.

2.

HÁ DEZ MIL ANOS, EXTRATERRESTRES VIVERAM EM NOSSO PLANETA

Os vestígios deixados por seres vindos de um outro espaço ao nosso planeta erguem-se em cada continente, e impõem-se como arquivos inalteráveis e inexplicáveis, no quadro de nossos conhecimentos atuais.

Na URSS, Alexei Kazantsev decidiu, há cerca de dez anos, realizar um périplo ao redor do mundo, para procurar vestígios arqueológicos insólitos. Depois de vários meses de trabalho meticuloso, afirmou:

"Os homens da pré-história representaram cosmo­nautas! É cada vez mais provável que extraterrestres tenham visitado a Terra há dez mil anos!"

Esta afirmação partia do fato de que, por toda parte em nosso planeta, desenhos rupestres representam homens com capacete, tais como os vemos hoje nas reportagens da televisão, do cinema ou da imprensa escrita.

A idéia de Kazantsev devia logo ser partilhada pelo prof. Agrest, que escrevia na "Literatournaya Gazeta": "Hoje, após as grandes realizações da ciência soviética abrindo o caminho do cosmos à humanidade, ninguém mais põe em dúvida a possibilidade de o homem atingir outros planetas distantes. Considerando que nossa Terra não pode ser uma exceção no universo infinito e eterno, é certo que habitantes de outros mundos, por mais distantes que estejam, podem, também eles, estar em condições de efetuar vôos espaciais, tendo alcançado um alto grau de realização científica".

Partindo dessas constatações, o prof. Agrest acres­centa: "Pode-se encontrar os traços desses exploradores nas coisas conhecidas sobre a Terra, mas cuja origem permanece um mistério insolúvel, assim como nas lendas antigas que existem em diversos povos". O emi­nente sábio apresenta, como prova, as formações hialinas descobertas em diversos pontos do mundo e cujos isótopos radiativos só poderiam ser formados por rea­ções termonucleares. Estas reações atômicas seriam atribuídas a projéteis-sondas ou a astronaves que utili­zassem como meio de propulsão a fissão do átomo. Agrest vê na destruição de Sodoma e de Gomorra, as duas cidades malditas da Bíblia, uma explosão do tipo da de Hiroshima!

Violentamente atacados, Kazantsev e Agrest encontram partidários e recebem as homenagens da ciência russa

As declarações bombásticas desses dois sábios ori­ginários de um país onde reina o marxismo materialista científico só podiam apoiar-se em provas materiais absolutas. Criticados acremente por suas idéias avançadas, Agrest e Kazantsev encontraram, contudo, um aliado entre os pontífices da ciência soviética.

Em 1963, o prof. Fesienkov, de Moscou, saudou publicamente a coragem de Kazantsev pelas suas teorias e, ainda melhor, aprovou-as!

Em junho de 1967, o mundo ocidental teve a prova de que as hipóteses corajosas dos dois pesquisa­dores de vanguarda tinham aberto caminho. Com efeito, o primeiro número do mensário "Sputnik" consagrava um artigo de doze páginas ao mesmo assunto, intitulado: "Cosmonautas desceram à Terra há 12.000 anos". Seu autor, Viatcheslav Zaitsev, licenciado em Filosofia, e especialista em literatura iugoslava, que exerce as fun­ções de catedrático assistente no Instituto de Literatura da Academia de Ciências da URSS, foi fortemente criti­cado em 1965 por Piotr Macherov, chefe do partido co­munista da Bielorússia, segundo o qual ele teria afir­mado, numa reunião em Minsk, que na sua opinião Cristo fora um extraterrestre.

Devemos reconhecer que há dois anos vem-se ma­nifestando uma enorme evolução entre Norte-Americanos e Russos, que sabem muitas coisas sobre os acontecimentos da história mais primitiva, notadamente sobre os fatos que se desenrolaram antes do Dilúvio. Até há bem pouco tempo, muitos acreditavam que outrora a Lua estava encaixada em nosso pobre planeta, hipótese temerária, mas que nada fica a dever a uma teoria recente, e ainda não revelada ao grande público: sábios dos dois blocos, que estão agora de posse de milhares de fotos da face oculta de nosso satélite, acham que a Lua teria sido outrora bombardeada por "forças pensantes".

Curioso mistério pesa ainda sobre a face oculta da branca Selene. No dia 18 de julho de 1965, o Dr. B. Levin, do Instituto de Ciências Físicas Schmidt de Moscou, apresentou a seus colegas norte-americanos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, imagens to­madas pelo satélite "Zond 3". As vinte e cinco fotos mostravam a topografia lunar em sua face oculta. Ora, coisa estranha, viam-se ali crateras de 3 a 30 quilô­metros de diâmetro, das quais um certo número estão dispostas em linha. Contrariamente às crateras da face visível, este alinhamento em cadeia lembra um tiro ao alvo escalonado. Seria a prova de que na noite dos tempos seres em comunicação num circuito intergaláctico envolveram-se numa guerra apocalíptica?

No Peru, um gigantesco desenho traçado sobre o solo guiava outrora engenhos voadores. O grande "Deus Marciano" de Tassili traz o mesmo símbolo.

Em 1962, os sábios franceses que trabalhavam no Sahara tiveram uma manhã a surpresa de ver desem­barcar Kazantsev seguido de uma equipe de fotógrafos e de cineastas. O Soviético vinha fotografar gravuras rupestres de Tassilin Ajjer (Tassili). Esses desenhos representam, de maneira espantosa, astronautas! O explo­rador francês Henri Lothe já denominara uma dessas figuras: "O Grande Deus Marciano". Sem dúvida por causa da enorme cabeça redonda que o caracteriza, e que parecia encerrada num capacete com um pequeno postigo.

No Hoggar, uma outra gravura, conhecida sob o nome de "Dama Branca", desafia a sagacidade dos ar­queólogos pela sua composição irracional. Também com ela, temos a impressão de que os homens que cor­taram a rocha para nos deixar um testemunho de sua arte, estilizaram um cosmonauta. Um detalhe desse desenho chamou-nos a atenção, trata-se de uma aranha colocada como um sinete sobre a composição. Ora, uma gigantesca figura de aranha foi, há milênios, esquematizada sobre o solo de um alto platô do Peru. Descobrem-se igualmente na planície de Nazca linhas geométricas imensas traçadas na terra, e somente visíveis de avião.

O prof. Mason, que estudou esses símbolos pré--Incas, imagina que essas figuras foram colocadas se­gundo um modelo reduzido ou com auxílio de uma grade. As numerosas fotografias que foram feitas da planície de Nazca fazem pensar, de modo irresistível, numa baliza que serve para guiar aparelhos vindos do céu. Os Incas consideravam que seus deuses eram ori­ginários da constelação das Plêiades. Foram certamente esses super-homens, iniciadores dos "Filhos do Sol", que traçaram com auxílio de laser, há dois mil anos, essa indicação necessária aos seus "discos-voadores"! O altiplano da Bolívia e do Peru evoca um outro planeta. Tanto quanto em Marte, a pressão do oxigênio é ali inferior à metade do que se apresenta ao nível do mar. Nas três velhas línguas, "aranha" significa "ímã", e mesmo em provençal, o ferro é chamado "aran" e "iran", segundo os diferentes dialetos. Como o nota Fulcanelli no "Mistério das Catedrais", aranha diz-se entre os félibres: aragno, iragno, airagno. Isto se apro­xima do termo grego, ferro e ímã. Se sabemos que Ariadne tem a mesma raiz, estamos muito perto de en­contrar seu fio que guiava de um outro espaço as naves cósmicas para a Terra. Onde quer que o encontremos, o "sinal da aranha" significa um ponto de encontro entre as forças telúricas e as forças cósmicas, ele indica essa espécie de trilho invisível pelo qual deslizam os OVNI.

Como um enxame de abelhas saqueiam as flores da Terra

A descoberta de desenhos rupestres representando cosmonautas prossegue a cada dia, e atualmente parece que os homens da pré-história estilizaram por toda parte em nosso planeta essas entidades vindas de um mundo idêntico ao nosso.

Na Ásia central soviética, um colaborador do Instituto de Cristalografia, G. V. Chiotskij, trouxe à luz do dia numerosos exemplares deles. Isto nada tem de surpreendente, pois que já sabemos que na fronteira da China e do Tibete, numa região montanhosa a que se dá o nome de Bian-Kar-Oula, há um quarto de século, os arqueólogos descobriram estranhos discos de pedra recobertos de sinais incompreensíveis, desenhos e hieróglifos, que foram feitos com ajuda de instrumentos desconhecidos. Todos esses discos (716 ao todo) trazem um orifício ao centro como os nossos atuais micros-sulcos, e deste orifício partem incisões em espirais que vão atingir a borda externa. Bem entendido, não se trata de discos de registro sonoro, mas de uma forma de escrita que é certamente a mais incompreensível que jamais se descobriu na China. O prof. Tsoum-Oum-Nui, da Academia de Pré-História de Pequim, depois de vários anos de estudo e de pesquisa, está em condições de afirmar, atualmente, que as inscrições espiralóides narram a chegada de naves espaciais nestas regiões, há doze mil anos...

Os "Dropa" e os "Ham" que vivem ainda nas ca­vernas de alta montanha próximo de Bian-Kara-Oula, e cujo porte físico, em muitos aspectos, corresponde à descrição que fazem testemunhas dos pilotos dos "discos-voadores", vistos perto de seus engenhos, não puderam ser classificados pelos etnólogos em nenhum grupo humano preciso. Seriam talvez descendentes de seres do espaço! Uma crônica local cheia de interesse chega a precisar: "Os Dropas desceram das nuvens em seus deslizadores aéreos. E dez vezes, até o erguer-se do sol, homens, mulheres e crianças se esconderam nas cavernas. Mas, por fim, compreenderam os sinais, e viram que, daquela vez, os Dropas tinham vindo com intenções pacíficas..."

Pode-se pensar, aparentemente, que esses visitan­tes de um outro mundo tivessem outrora mostrado agres­sividade em relação aos indígenas.

Velhas lendas chinesas falam de homens muito pe­quenos, magros, de rosto amarelo que teriam descido do céu. Esses seres monstruosos (para nossa ótica), cuja cabeça tinha um tamanho descomunal, eram supor­tados por corpos incrivelmente macilentos e delgados. Os Terráqueos sentiam profundo desgosto ao olhá-los. Esses seres foram exterminados por cavaleiros que os perseguiam impiedosamente. Numerosas tumbas recobrindo os restos desses bizarros humanóides foram des­cobertas nas cavernas pelos espeleólogos chineses.

Como foram exterminados os dinossauros da Ásia Central

Durante vários milhões de anos, a vida terrestre foi dominada por uma população de animais diversos que reinavam como senhores sobre um mundo mal saído de seu parto. Alguns répteis gigantes erguiam suas cabeças a vinte metros acima do solo. Alguns pareciam-se a golfinhos com goela de crocodilo e patrulhavam em pleno oceano, como os nossos atuais torpedeiros. Outros escrutavam o horizonte com olhos enormes como faróis de automóveis. Havia os que se deslocavam nos ares com tanta velocidade quanto nossas aves de rapina atuais. O cruel Tiranossáurio Rex semeava o espanto nesta fauna, sua fome quase insaciável tornava esse carniceiro temido pelos seus congêneres. Armado com cinqüenta dentes afiados como adagas, e cujo compri­mento atingia de quinze a vinte centímetros, ele atacava sem cessar os répteis herbívoros. Todos esses répteis gigantescos proliferaram e chegaram a ocupar a totalidade da Terra. Tendo atingido um grau bastante ele­vado de organização, esses monstros desapareceram de repente da cena do mundo, e seu desaparecimento cons­titui um enigma obcecante que a ciência gostaria muito de explicar.

Numerosos sábios acreditam que as condições climatológicas de nosso planeta mudaram bruscamente, e que a vegetação preferida por esses gigantes desapa­receu; eles morreram de fome; cada um deles consumia, realmente, mais de 500 quilos de alimentos em vinte e quatro horas...

Um dos melhores especialistas mundiais dos cemi­térios de dinossauros, o professor soviético Efremov, propõe uma outra teoria, que se situa nas fronteiras da ciência e da ficção. Segundo Efremov, que explorou algumas centenas de "cemitérios" e que manipulou milhares de ossamentas fósseis, estes répteis gigantes teriam sido exterminados por engenhos voadores com ajuda de armas ultra-aperfeiçoadas idênticas aos nossos mais modernos fuzis ou talvez até com uma arma semelhante a um raio da morte (laser superpotente). Efremov, num dia de 1939, foi chamado a Sikiang, onde operários chineses de construção tinham trazido à luz do dia um crânio de dinossauro; essa prova, com a idade de centenas de séculos, trazia no occipício um buraco idêntico ao que deixaria uma bala. Em seguida, e isto foi o que pareceu curioso ao soviético, encontraram-se muitas outras ossadas que apresentavam esta ferida anormal. Os paleontologistas são pessoas discretas e não quiseram, na época, divulgar sua descoberta.

Quando, em 1948, um vasto canteiro de obras se abriu na Ásia central soviética para furar canais e usinas hidrelétricas, em muitos vales dos montes Tian-Chan, paleontólogos acompanharam os técnicos da terraplenagem, na esperança de conseguir achados prodigiosos. O seu mais ambicioso sonho foi largamente superado! As escavadoras descobriram um alucinante cemitério de dinossauros que cortava um vale inteiro e prolonga­va-se por mais de dez quilômetros. Admiravelmente con­servados, esses ossos evocavam uma espécie de floresta mágica totalmente petrificada, transtornada por algum cataclismo.

A primeira descoberta importante foi a de um "monoclônio" dinossauriano herbívoro, cujo crânio também se apresentava furado por um pequeno buraco ligeiramente oval... Um fato deixou estupefatos os sábios: havia entre os esqueletos amontoados uma in­compreensível mistura de herbívoros e de carniceiros. Por ocasião de uma tragédia que se desenrolou há mais de 60 milhões de anos, uma trégua havia reunido para um derradeiro sacrifício, os carniceiros e suas vítimas. Por dezenas de milênios eles pareciam ter sido guiados para este encontro com a morte. Todos os crânios e as omoplatas estavam marcadas pela incrível ferida.

O prof. Efremov é de opinião que seres inteli­gentes, dotados de engenhos voadores, com auxílio de uma arma implacável, destruíram animais cuja promis­cuidade se tornava ameaçadora. Para esse sábio, seriam extraterrestres explorando o nosso planeta, que trava­ram um combate apocalíptico com esses dinossauros carniceiros. Para proteger certas culturas vegetais em fase de experiência, teriam organizado uma vasta bati­da, encurralando ou teleguiando milhares de répteis para o lugar onde tinham resolvido exterminá-los. Esses homens de "outro espaço", com toda certeza, foram nossos longínquos ancestrais.

No Japão, as esculturas da Ilha de Honso

A revista soviética "Sovietkaia Rossyia" publicava, em junho de 1963, um estudo sobre misteriosas esta­tuetas descobertas no Japão na ilha de Honso. Não somente se ignora totalmente a proveniência destas pe­quenas obras de arte, mas ainda, elas são extraordiná­rias por si mesmas. Parecem-se com escafandristas e são cobertas de motivos gravados e ornamentais que se poderiam confundir com instrumentos técnicos modernos (microfone, inalador e outros). Os exames arqueo­lógicos rigorosos aos quais essas esculturas foram sub­metidas são formais; elas datam de milhares de anos. Os habitantes da ilha lhes deram um nome curioso, "Ougou", o que significa "capacete desabrochado". Estas estatuetas poderiam representar cosmonautas em roupas pressurizadas.

O norte-americano Kurt V. Zeissing chamou a atenção dos pesquisadores para os filtros de respiração que são vistos nitidamente desenhados nos capacetes destas miniaturas no local da boca. Na parte posterior do capacete, há um postigo cercado de uma cadeia de­corativa. Ele parece-se com uma charneira de ouro; entre os povos primitivos que esculpiram os "Ougou", a charneira era completamente desconhecida.

A arqueóloga norte-americana Helen Gardner conta-nos em seu livro "A Arte Através das Idades", que estas estatuetas contrastam estranhamente com toda a arte pré-histórica japonesa. Originário do país, o sábio Mutsumura chamou-as "Jemon"; designam-se sob este termo no Japão os primeiros habitantes que po­voaram a ilha, e cuja origem é desconhecida. O sr. Matsumura considera, por outro lado, que os equipamentos dos "Jemon" eram somente usados para vôos espaciais. Apresentadas aos técnicos da NASA, estes não hesita­ram em confessar que sua administração trabalhava na confecção de uma roupa de cosmonauta que seria seme­lhante à dos "Jemon".

Discos-voadores e Marcianos do Vale Camonica.

O Vale Camonica apresenta-se como uma enorme falha de quase 70 quilômetros aberta no coração dos Alpes italianos em uma paisagem admirável de geleiras e de altas montanhas. Situado ao Norte da cidade de Bréscia seu acesso é fácil, e a proximidade da fronteira suíça traz a esta região uma atividade turística intensa no período do verão. Explorada desde 1933 pelo prof. Marro, seu verdadeiro interesse arqueológico foi evi­denciado por um de nossos compatriotas discípulo do abade Breuil: Emmanuel Anati.

Por volta dos anos 1960-61, Emmanuel Anati estudou, classificou depois de tê-las prospectado, mi­lhares de gravuras rupestres esculpidas em uma rocha dura e compacta. Os trabalhos deste arqueólogo atraíram ainda uma vez a curiosidade do soviético Kazantsev. E com razão! Com efeito, numerosas repre­sentações gráficas simbolizavam "Homens de capacete germinado". Ainda mais: uma cena cheia de vida reproduzida sobre a parede rochosa por homens que tinham vivido há dezenas de séculos, nos oferecia, a nós, homens do século XX, o primeiro relato de uma aterrissagem de um engenho voador desenhado por homens da idade do bronze!

Se, por razões bem fáceis de compreender, Em­manuel Anati não quer ver nessas suas descobertas mais do que um trabalho de rotina arqueológica, não nos é possível, a nós que pesquisamos as provas testemunhais sobre os humanos do passado, deixar no esquecimento certas figuras descobertas por este sábio. O vale alpino do Vale Camonica, que é uma verdadeira reserva arqueológica, conserva em seus rochedos a marca indelével de uma história desconhecida pelos homens. O estudo de certos "sóis" gravados na pedra merece nossa atenção, porque achamos que nossos longínquos ances­trais nos deixaram a prova absoluta de que OVNI’s os visitavam na aurora do mundo.

Emmanuel Anati levantou diferentes tipos de discos solares traçados pelas antigas civilizações do Vale Camonica, alguns desses "sóis" poderiam ser na realidade a reprodução de engenhos voadores, que há dezenas de séculos fizeram tremer a imaginação dos primeiros ho­mens. Temos o direito de perguntar-nos se os primatas do vale alpino não eram objeto de um interesse parti­cular da parte de uma população muito mais evoluída, que dispunha de aparelhos voadores, e cuja pátria de origem poderia encontrar-se em outro continente. Um abismo científico separa atualmente os selvagens de Bornéus dos pesquisadores de Cabo Kennedy e de Baikonour. Quem sabe se outrora os fatos não eram os mesmos?

O sentido que se atribui a certas gravuras é bas­tante obscuro, e os arqueólogos mostram-se prudentes quanto à sua interpretação. Temos, no curso de muitos anos de estudos sobre os OVNI, esquematizado as principais formas levantadas por testemunhas, e devemos dizer que os desenhos do Vale Camonica dão o que pensar! Pensamos particularmente na terceira figura reproduzida por Emmanuel Anati plancha 30, página 165 de seu livro. Descobrimos um grande círculo unido a outro menor, que poderia de maneira perfeita corres­ponder à descrição de um engenho duplo tal como várias testemunhas observaram em nossos céus desde alguns anos.

Uma destas observações remonta ao dia 18 de setembro de 1963, terça-feira. Naquele dia, dois ginasianos de Aix-en-Provence, Marc Giragossian, de treze anos, e seu companheiro Aimé Barberian, 14 anos, declaram ter visto por volta de 16h20 um estranho objeto atravessar o céu. "Estávamos no estádio, disse­ram eles, e olhamos para a colina perto de Besson, quando de repente, uma coisa engraçada apareceu no céu. Não saía de parte alguma! Era um objeto de forma irregular com muito volume adiante e outro tanto atrás; parecia-se um pouco com um aparelho telefônico. O objeto primeiro veio em nossa direção e desapareceu nas nuvens."

Poder-se-ia não dar nenhum valor a uma observação feita por duas crianças, se alguns elementos desta observação não nos confirmassem que Marc e Aimé disseram a verdade. Efetivamente, se tivessem querido mistificar alguém, teriam simplesmente dito terem notado um disco-voador, sem procurar inventar um objeto de uma forma ainda desconhecida pelos pesqui­sadores de OVNI.

Um engenho idêntico sobrevoou a 29 de abril de 1966, sexta-feira, a cidade de Assunção; desta vez, cen­tenas de testemunhas viram-no evoluir. Deslocou-se a mais de mil metros do solo e compunha-se de uma bola resplandecente ligada por uma espécie de fuselagem a um segundo núcleo igualmente brilhante, mas de dimen­sões menores. Espécies de postigos colocados adiante do engenho e dos lados deixavam filtrar a luz que vinha do interior.


Palenque, chave do Mistério

O documento mais perturbador que diz respeito à passagem sobre nosso planeta de homens vindos do espaço situa-se no México. Como cada qual sabe, a quase-ilha de Yucatan está repleta de templos e de pirâ­mides. No dia 15 de junho de 1952, Alberto Ruz Lhuillier e uma equipe de arqueólogos descobriram em Palenque um magnífico monumento de forma piramidal, sem dúvida o mais belo de todo o Estado de Chiapas. Era um túmulo secreto sob o qual repousavam os restos de um homem cuja morfologia era totalmente di­ferente dos Maias da época, que eram seus contemporâ­neos. Sua altura, 1.70 m, ultrapassava de vinte bons centímetros a altura média dos indígenas que não excediam nunca os 1,54 m.


A abertura do sarcófago será sempre um dos mo­mentos mais cativantes e dos mais excitantes da história da arqueologia. Somente lorde Carnavon e Howard Carter tinham conhecido, antes de Alberto Ruz Lhuil­lier, instantes assim tão emocionantes, quando, os primeiros, penetraram na tumba de Tut-Ank-Amon. Tendo chegado ao interior da pirâmide, Lhuillier e sua equipe de arqueólogos descobriram um sarcófago inviolado, recoberto por uma laje esculpida. Esta pedra, com o comprimento de 3,80 m e largura de 2,20 m, tinha a espessura de 25 cm. Pesava seis toneladas. Os arqueó­logos só tinham como instrumentos de trabalho dois macacos de automóvel. Reunindo a precisão à habili­dade, conseguiram levantar esta imponente tampa sem a quebrar. Esta laje tão pesada, que deu tantos cuidados a Alberto Ruz Lhuillier para a desembaraçar, merece tanto a nossa atenção quanto o sarcófago que ela reco­bria. Este túmulo, velho de muitos séculos, tinha a forma de um peixe, Oannés-Itchou, sinal sagrado dos iniciadores vindos "do além". Detalhando-a, tem-se a impres­são de que, a exemplo dos Hebreus que reuniram os seus conhecimentos orais no Talmude, os iniciados Maias esculpiram na pedra uma mensagem extraordi­nária, que seus antepassados lhes tinham transmitido.

Para quem olha esta escultura com um pouco de atenção e sem preconceito nem prevenção, é possível ver nela o esquema de uma máquina voadora pilotada por um homem ou uma mulher. Quando um povo deseja deixar mensagem imperecível à posteridade, é à pedra que ele a confia: é o único material capaz de lutar contra a eternidade. No presente caso, foi o que fizeram os Maias. Esta escultura é uma das mais belas e das mais finas de toda a arte pré-colombiana conhecida. É nítida e equilibrada. O motivo principal está cercado por vinte e quatro símbolos, o que faz com que pense­mos de novo nos misteriosos sinais que ornam a porta do Sol de Tiahuanaco, cujos motivos esculpidos fizeram com que o acadêmico soviético V. Kolelnikov dissesse que eles representam um calendário venusiano.

No caso presente o ideograma varia e os sinais são repartidos da seguinte maneira:

9 no alto para o céu;

9 em baixo para a Terra;

3 à esquerda para o ocidente;

3 à direita para o leste.

Esses hieróglifos explicam certamente as condições de pilotagem de um "vimana". Os "vimanas", conta-nos a tradição hindu, eram engenhos voadores aperfeiçoa­dos suscetíveis de realizar fantásticas viagens cósmicas. O motivo central que representa o "piloto" permite-nos constatar, que este último traz um capacete e observa a parte dianteira do aparelho. Suas duas mãos estão ocupadas, elas parecem manobrar alavancas. A cabeça do indivíduo repousa sobre um suporte, e um tubo inalador penetra-lhe o nariz.

Uma nave cósmica que utilizava energia solar.

No conceito maia, o papagaio simboliza o disfarce do deus solar. É este pássaro que se vê sobre o enigma de Palenque. Ele agarra-se à frente do veículo cósmico, e o "disfarce" do "deus solar" torna-se ENERGIA.

Na decomposição da luz por um prisma, encontra­mos as cores de sua plumagem. Para os apreciadores de simbolismo, acrescentaremos que o verde é a cor dominante dessa ave trepadora. Esta cor separa no arco-íris as tintas diamagnéticas das pára-magnéticas. A cor verde era igualmente o atributo principal dos grandes deuses brancos dos antigos Mexicanos: Kukul-kan e Quetzalcoatl eram, estamos persuadidos disto, seres vindos de um distante planeta. Eram represen­tados tradicionalmente com os olhos e o umbigo incrus­tados de jade.

Na parte anterior do vimana, três receptores são visíveis, eles acumulam a emanação do astro diurno. Outros captadores estão gravados à direita e à esquerda do veículo espacial. O "motor" está disposto em quatro partes. O sistema de propulsão encontra-se atrás do piloto, a arrancada está nitidamente assinalada e manifesta-se sob a forma de chamas na parte traseira da na­ve voadora.

O continente sul-americano é o dos mistérios inexplicáveis. A civilização da Venta, por exemplo, edificou outrora cabeças de 30 toneladas, numa região pantanosa, semeada de gigantes; estas pedras gigan­tescas vinham de pedreiras situadas a 120 km dos san­tuários. O deus Tlaloc, protetor da chuva, traz óculos de cosmonauta! Apraz-nos ver na plataforma de Monte--Alban, perto de Oaxaca, a irmã gêmea daquela de Baalbeck no Líbano. As duas eram pistas de decolagem edificadas por um povo do espaço que veio colonizar nosso planeta. Esta colonização do continente sul-americano por um povo do espaço explicaria facilmente o conhecimento super-avançado da elite azteca e maia, que calculou com precisão o tempo do ano terrestre e o da rotação de Vênus.

O calendário sagrado utilizado pelos sacerdotes era um instrumento de conhecimento, que apenas os sábios iniciados sabiam utilizar. Por outro lado, as tribos mais afastadas da Amazônia conservaram, embora afastadas de todas as civilizações, a lembrança de deuses brancos que trouxeram há milhares de anos a paz e a felicidade sobre este continente. O erudito alemão Pierre Honoré vê no "O Homem de Máscara de Jade" que dormia seu último sono sob a pirâmide de Palenque, Viracocha, a divindade de pele branca, adorada por este antigo povo.

Sem o furor iconoclasta de Diego de Landa, o bispo espanhol do Yucatan (1549-1579), que destruiu 5.000 ídolos, 15 pedras de altar gigantescas, 22 me­nores e 27 manuscritos em pele de cabra montes, assim como 197 outros de todo tipo e tamanho, teríamos há muito tempo compreendido o sentido dos 360 hieróglifos que adornam a pirâmide de Palenque. Saberíamos também as causas de um fenômeno que se passou acima do barco de Juan de Grijalva, o conquistador; um objeto em forma de estrela sobrevoou o seu navio, depois se afastou emitindo fogos e deteve-se acima de uma aldeia do Yucatan. Durante três horas, este ob­jeto projetou raios luminosos em direção à Terra e de­pois desapareceu.

Os sacerdotes maias conservaram ciumentamente os elementos materiais que lhes tinham sido legados em herança por seus Mestres Cósmicos. Quando, por pre­monição, ou por uma outra fonte que ignoramos ainda, souberam que estrangeiros viriam invadir sua pátria, destruíram ou esconderam o que havia de mais precioso.

O Codex Telleriano-Remensis descreve, no ano 4 calli (1509) uma imensa chama elevando-se da terra até as estrelas. "Durante várias noites, diz Ixtlilxochilt, apareceu uma grande claridade que nascia do horizonte oriental e subia até o céu. De forma piramidal e com chamas, ela impressionou de tal modo o rei Texcoco, que este último resolveu por fim às guerras." Esta explo­são, pois que é preciso chamá-la pelo seu nome, parece confundir-se com aquela que destruiu Sodoma e Gomorra. Sua origem atômica não deixa nenhuma dúvida, e a descrição que nos dá o Codex Telleriano-Remensis tem mais de um ponto em comum com as manifestações luminosas que seguiram a catástrofe de Toungouse, sobrevinda a 30 de junho de 1908, e na qual os sovié­ticos Zotkin e Tsikoulin vêem a queda de uma nave es­pacial pilotada.

Seria uma reserva de combustível que foi sabotada em 1509 no México? Muitos elementos pendem em favor desta hipótese.

Deuses na Bolívia

Uma lenda boliviana pretende — mas, no fundo, seria mesmo uma lenda? — que o deus Viracocha desceu outrora na Terra perto do lago Titicaca. Deu como guias aos homens, Manco Capac e Mama Occlos, sua irmã. Ainda hoje, no promontório de Copacabana, em frente à ilha do Sol, milhares de Indígenas da Puna reúnem-se, a cada ano, no mês de agosto, em peregri­nação, para comemorar este acontecimento. Muitos acreditam que foi ali que, na noite dos tempos, os pri­meiros colonos vindos de outro espaço celeste pousaram o pé. Lutando contra uma vegetação luxuriante e hostil, deram a todo esse continente uma arte e uma ciência raramente igualadas, que ainda fazem sonhar muitas pessoas.

3.

A CIÊNCIA DAS RADIAÇÕES,

HERANÇA EXTRATERRESTRE NO EGITO

A civilização atlanteana era de origem extraterres­tre, e tudo quanto a ela se liga parece dever ser desco­berto, seja no Egito, seja na América do Sul, as duas re­giões do globo onde os sobreviventes da Ilha infortunada procuraram abrigo. São numerosos os arqueólogos de vanguarda que não desesperam de por, um dia, a mão sobre vestígios importantes e preciosos, que viriam confirmar de maneira irrefutável os escritos de Platão.

Ao que se diz, Schliemann, o homem que encon­trou a cidade de Tróia meditando sobre os relatos de Homero, determinou com certeza, meses antes de sua morte, a posição geográfica exata do continente engo­lido pelas águas. Devemos lamentar que o seu relevo sobre Poseidonis tenha sido alterado, depois motivo de galhofa. Há dois anos, um arqueólogo britânico, que certamente não desvenda o fundo de seu pensamento, prossegue sem cessar pesquisas que poderiam um dia ou outro nos reservar importantes surpresas.

A 7 de março de 1967, uma curiosa informação chegou aos teletipos das redações, e seu conteúdo me­rece toda a nossa atenção. Eis o que dizia:

Cairo.

O túmulo de Imhotep, sábio egípcio divinizado, que foi o principal conselheiro do rei Djeser, da terceira dinastia, será brevemente descoberto pelo arqueólogo inglês Walter Bryon Emery, que dirige atualmente as pesquisas em Saqqara, perto do Cairo.

Parece ter sido observado um caminho que leva ao túmulo, mas ninguém ousa por enquanto pronun­ciar-se sobre o tempo que será necessário para chegar até a necrópole.

Se tivessem êxito as pesquisas, importantes desco­bertas poderiam resultar delas. A vida e as obras de Imhotep são mal conhecidas. Foi sem dúvida o iniciador das arquiteturas em pedra que substituíram subitamente no planalto de Saqqara as construções em tijolo e ma­deira das épocas anteriores. Mas não foram as suas invenções que levaram ao lado dos deuses o grande Imhotep.

A baixa época votou-lhe um culto como deus curador. Pensa-se que a descoberta de seu túmulo per­mitiria encontrar uma parte de suas obras. A leitura dos papiros poderia trazer preciosos ensinamentos sobre sua obra literária, sobre a medicina que se praticava há milhares de anos no Egito, e sobretudo sobre a técnica de embalsamamento.

Saqqara

Saqqara é uma das reservas mais importantes de vestígios arqueológicos de todo o Egito. Não existe época que não esteja representada em Saqqara, pois que Mênfis, que engloba esta pequena aldeia, não deixou de ter durante a história do Egito uma impor­tância considerável. O "Pai" da metamorfose arquitetural de Saqqara, Imhotep, viu sua reputação chegar até a Grécia. Neste país, ele foi divinizado sob o nome de Asclépios.

Uma declaração de Walter Bryon Emery feita no Metropolitan Museum de New York

Walter Bryon Emery, que passou mais de 30 anos de sua vida em pesquisas e em estudos sobre os lugares que viram surgir o primeiro faraó, declarou um dia diante de um grupo de sábios, reunidos no Metropo­litan Museum de New York:

"Nenhum traço de homens civilizados existia no Egito há seis mil anos. Depois, sem transição de espécie alguma, o antigo habitante das cavernas põe-se a cons­truir palácios de uma arte e uma arquitetura notáveis. De repente, achou-se de posse de uma técnica e de ins­trumentos aperfeiçoados. De onde lhe veio esta extraor­dinária ciência?"

Bryon Emery emite então a seguinte hipótese:

"Tudo se passou como se, um belo dia, os selvagens habitantes do Nilo tivessem recebido a visita de alguns instrutores sobrenaturais vindos em disco-voador".

Se levamos em consideração os escritos de Platão, a veracidade do que ele revelou no Crítias, podemos da mesma forma imaginar que os contemporâneos de Imhotep eram sábios que emigraram da Atlântida algum tempo antes de seu fim catastrófico. Todos os grandes movimentos, todos os grandes acontecimentos se manifestam com antecedência; sinais prenunciadores tinham, estamos convencidos disso, posto em guarda uma elite iniciada, sobre os cataclismos que se prepara­vam. Em nossos dias, se os arquitetos norte-americanos fossem implantar seus gigantescos edifícios no coração da floresta africana, e que os Estados Unidos desaparecessem sob as ondas do Atlântico e do Pacífico, pro­blemas sem resposta poderiam apresentar-se aos arqueó­logos do ano 6.969...

Nos arquivos do Vaticano

Esta idéia de iniciadores vindos de um outro espaço para trazer ao nosso planeta a ciência e a sabe­doria, não é sem dúvida rejeitável. Se os discos-voadores parecem para alguns pertencer a uma atualidade recente, a exploração dos arquivos do passado nos prova o contrário. Um manuscrito de origem egípcia conser­vado na biblioteca do Vaticano, e cuja autenticidade não pode ser alvo de suspeita, pois foi oficialmente dado, pelos peritos, como proveniente dos Anais do Faraó Thutmose III, relata:

"No ano 22, no terceiro mês do inverno, às 6 horas do dia, os escribas da "Casa da Vida" viram um círculo de fogo no céu. Não tinha cabeça e a respiração de sua boca tinha um odor imundo. Seu corpo era comprido como uma vara e sua largura também. Não tinha voz... O coração dos escribas encheu-se de medo a esse espetáculo, eles deitaram-se no chão de barriga para baixo. Alguns dias depois, essas coisas eram mais nume­rosas no céu, elas brilhavam mais do que o Sol, nos limites dos quatro suportes do céu.

"Como eram poderosos esses círculos de fogo, o exército do rei os olhava e "Sua Majestade" estava no meio".

Thutmose III estava, portanto, a bordo de um desses discos-voadores!

Walter Bryon Emery funda suas pesquisas em fatos conhecidos dos egiptólogos, porém conservados cuidadosamente ao abrigo de investigações indiscretas, por pessoas pouco inclinadas a nos desvendar a história desconhecida, mas real, de nosso planeta.

Físicos da Ciência Atômica norte-americana intervém em Saqqara

É sob a orientação do prof. Alvarez, a quem se deve a idéia de auscultar as pirâmides com ajuda de "caixas de raios", que a pesquisa das salas desconhe­cidas prossegue atualmente no planalto de Gizé. A idéia é simples: mede-se no interior do monumento a penetração de raios cósmicos e, determinando-lhes sua intensidade de propagação segundo as camadas de materiais atravessadas, é possível localizar as partes ocas do edifício. As investigações americanas ligadas às pesquisas do egiptólogo Bryon Emery, levam-nos a pensar que uma central secreta de sábios tenta hoje arrancar à pré-história um dos mais fantásticos segredos que foram dissimulados ao conhecimento humano.

Os cientistas começam a admitir que os Objetos Voadores Não Identificados, que há vinte anos excitam a curiosidade pública, poderiam muito bem ser "vetores de civilização".

Esta possibilidade impele os arqueólogos modernos em seus estudos; a presença em nosso planeta, em épocas diferentes, do Povo do Espaço não deixa mais dúvidas. Certamente, esta presença insólita resolveria muitos problemas insolúveis concernentes aos vestígios de arquiteturas em moldes titânicos.

O verdadeiro segredo das pirâmides refere-se a uma ciência vinda de um outro mundo?

Em 820 d.C., a dar-se crédito aos relatos dos con­tistas árabes, a grande pirâmide possuía seu revesti­mento de pedra calcária, o qual trazia em sua superfície numerosos símbolos de cores diversas, verdadeiras obras-primas de conjunto. Ninguém sabia então de que lado se encontrava a entrada. Os iniciados árabes sabiam que o monumento abrigava sob a sua massa imponentes câmaras secretas que encerravam uma reve­lação sobre-humana: os Arquivos científicos do homem antediluviano, lá depostos pelos sábios da Atlântida. Não se afirma que a planta de Chéops foi desenhada por um dos maiores inspirados da Bíblia: Enoch, que subiu ao céu em um carro de fogo?...

Os mais sábios peritos consideram que o Egito do tempo dos faraós devia alimentar mais de 10.000.000 de habitantes e possuir máquinas de grande potência e de uma perfeição desconhecida agora, para poder levar a bom termo trabalhos gigantescos. Esta riqueza da terra dos faraós, encontramos prova dela na Bíblia, no capítulo 13 do Gênese (10) no qual Moisés escreve:

"Loth ergueu os olhos e viu toda a planície do Jordão que estava inteiramente irrigada, antes que o Eterno tivesse destruído Sodoma e Gomorra, era como um jardim do Eterno até Tsoar, como o país do Egito".

Quando o sucessor de Harum-al-Rachid, El Mamun, chegou ao poder, os Grandes Mestres Árabes o iniciaram em sua doutrina. Estes últimos sabiam a que se ater quanto à destinação primeira da Grande Pirâ­mide.

Eles confiaram a El Mamun a missão de penetrar no interior do monumento. Nesta época, numerosos textos escritos concernentes à estrutura do edifício existiam ainda, pois não se entenderia como os operários do califa, que fizeram saltar o revestimento de pedra na face norte, deram tão depressa com a entrada real, que nada podia revelar-lhes. O grés, o calcário e o granito foram abertos ao nível da sétima assentada, e a verda­deira "porta" está ligeiramente mais abaixo, o que prova que os trabalhos se apoiavam em um conhecimento profundo da planta do monumento. Malik al Aziz tentou, em 1196, com dezenas de milhares de homens destruir a "pirâmide vermelha". Guardemos este nome. Depois de vários meses de esforços, o monumento nem parecia sequer arranhado.

El Mamun e Malik al Aziz procuravam nessas duas construções um segredo conhecido por raros ini­ciados. Os dois filhos do Oriente, o país das lendas que revelam com poesia os antigos conhecimentos, não ignoravam nada dos "misteriosos tapetes voadores", que outrora evoluíram nos céus da Ásia Menor.

Um autor espiritualista de além-Atlântico, que parece muito bem instruído sobre o problema das civilizações desaparecidas e sobre a origem dos Engenhos Espaciais de Proveniência Desconhecida, revela em As Moradas Secretas do Leão, uma obra muito do­cumentada e apaixonante por mais de uma razão, que um "vimana" do passado foi enterrado há mais de qua­tro mil anos perto de Chéops. Este engenho munido de um gerador da energia-mãe, teria por missão reforçar certas radiações telúricas negativas que começavam a desaparecer neste ponto do mundo.

O que não disse o sábio Abade Moreux

Duas grandes linhas de força cruzam-se sob a Grande Pirâmide. O abade Moreux, esse maravilhoso e discreto erudito, deixou-nos a prova disso sem fazer nenhum comentário, sob a forma de duas cartas que ilustram seus livros: Os Enigmas da Ciência, pág. 13, e A Ciência Misteriosa dos Faraós, pág. 20. (Estas duas obras foram editadas pela casa Gaston Doin).

Quem dominasse a Pirâmide podia controlar todas as atividades do homem à superfície da Terra, e "tele­comandar" à distância não importa que organização humana onde quer que ela estivesse. O comportamento de uma civilização depende em grande parte da influência das correntes telúricas que a condicionam, essas correntes percorrem o solo, e são consideradas as veias de Géia.

O enigma do 30° paralelo

A noção de centrais energéticas espalhadas pela superfície da Terra e atuando sobre a evolução da hu­manidade é conhecida de todos os ocultistas. A Grande Pirâmide foi uma, e sua posição geográfica sobre o 30° paralelo merece que a analisemos. Parece, com efeito, que o globo tenha sido dividido outrora em seis zonas principais. Por exemplo, se do alto de Chéops nos deslocamos 60° para leste, constatamos com surpresa que caímos sobre Lhassa, a capital do Tibet, o "Teto do Mundo" onde desde tempos imemoriais se perpetua a mais alta iniciação.

Se, ao contrário, nos deslocamos para oeste, este deslocamento de 60.° nos conduzirá desta vez para um ponto do oceano Atlântico, cujas coordenadas são as seguintes: 30° de longitude oeste por 30° de longitude norte. Sob 2.000 metros de água repousa ali Poséidonis, a Cidade de Portas de Ouro, capital da Atlântida. Continuemos nossa exploração para oeste, e ainda uma vez chegaremos ao limite dos 60°. Este passeio nos permitirá cavalgar a vôo de pássaro as pirâmides maias do Yucatan.

A terra era outrora cinturada por "condensadores" de energia que fecundavam o espírito das raças em plena evolução. Essas potências radiantes captam talvez ainda os eflúvios nascidos dos quanta psíquicos mantidos pelas grandes religiões. O enigmático 30° paralelo, não nos esqueçamos, viu nascer todas as grandes organizações místicas e seus profetas.

O 30° paralelo: Mu, Yucatan, Atlântida, Chéops, Lhassa

Modelado por um cataclismo gigantesco, nosso globo esconde agora sob os oceanos ou sob milhares de toneladas de terra, segredos que pertencem a uma raça de homens desaparecida.

Atlantes — pirâmides — e migrações humanas

A Tradição Rosa-Cruz conta que em certas épocas grupos de adeptos emigraram para um planeta vizinho. O relato detalhado dessas migrações é conservado nos livros secretos da Ordem. Todas as espécies de tradições convergem para uma certeza: várias migrações inter­planetárias se realizaram no passado, e a última partida se deu de Gizé mesma.

Paul Brunton ensina-nos em Egito Secreto que com freqüência, do deserto, perto das pirâmides, a maior em particular, testemunhas percebem sempre "uma chama pequena, que se transforma de repente em uma coluna azulada", que gira em torno dos monumentos. O dr. Abbate Pacha, ex-vice-presidente do Instituto Egípcio e um outro membro do Instituto, sr. William Grog, viram por diversas vezes esse misterioso OVNI evoluindo muito perto do monumento de Chéops.

Cairo é Marte...

Voltemos a Malik al Aziz e à sua idéia de destruir a "Pirâmide Vermelha". Como se sabe, em astrologia, o vermelho é a cor simbólica do planeta Marte. Ora, a capital do Egito chama-se Cairo; nome que se escre­ve em árabe "El Kaher" e que designa nesta língua o mesmo planeta Marte! Malik al Aziz era um iniciado, que tanto quanto Walter Bryon Emery desejava desco­brir um fio de Ariadne que o levasse para vestígios ar­queológicos originários de um outro espaço. Imhotep, o sábio, viria do planeta de canais intrigantes? Walter Bryon Emery e o prof. Luís Alvarez talvez no-lo digam algum dia destes.

4.

NOS ESCRITOS DO PASSADO: A PROVA DE QUE RELAÇÕES INTERGALÁCTICAS EXISTIRAM NA AURORA DO MUNDO

Sem contestação, a escrita é a primeira das formas de evolução das grandes civilizações. Graças a ela, pos­suímos arquivos históricos referentes ao problema dos OVNI, que vêm juntar-se às provas arqueológicas que já conhecemos. Recorrendo aos textos do passado, podemos compreender de maneira perfeita a evolução do fenômeno no curso dos anos. Os autores e os histo­riadores antigos nos legaram, em suas obras, provas indiscutíveis de que os discos-voadores sulcaram os nossos céus, há dois mil anos!

Textos sânscritos, várias vezes milenários, como o Samarangana Soutradhara, dão uma descrição pito­resca de máquinas voadoras existentes entre os povos civilizados com o fim de garantir as comunicações entre os continentes, e de presidir à manutenção da ordem, talvez mesmo para a realização de grandes expedições inter-astrais.

O Samarangana Soutradhara, que é uma coletânea de antigos manuscritos, consagra duzentas e trinta páginas ao sistema de construção de engenhos voadores, esses fabulosos vimanas, que se elevavam verticalmente e podiam voar milhares de quilômetros. Suas possibili­dades eram muito grandes, eles evoluíam a grande velo­cidade e em grandes altitudes, escapando aos olhares das pessoas que estavam no solo. A laje de Palenque, que nos oferece o esquema de um deles, dá aos técnicos de nossa era o plano de um engenho voador rico em pormenores. Uma outra coletânea, o Samar, afirma que os vimanas não eram produtos de imaginação poética, mas engenhos que funcionavam com potência latente do mercúrio quente. Teremos de voltar a esta definição, quando passarmos em revista os futuros veículos cós­micos estudados atualmente em nossos modernos labo­ratórios terrestres. Quando estavam no espaço, os vima­nas não tinham asas, sustidos unicamente pela força que emitiam.

Nos livros esotéricos são enumerados quarenta e nove tipos de "Fogos propulsivos". Estes estavam liga­dos a fenômenos elétricos e magnéticos. Os veículos ce­lestes da Índia antiga escapavam da atração terrestre e transportavam tripulações perfeitamente protegidas.

Como nossos enormes cargueiros, ou os "soyouz" soviéticos atuais, cada aparelho tinha um nome parti­cular. Em tabuinhas védicas, fala-se do "Vimana Agnihotra" com dois fogos de propulsão posteriores.

Os contatos

Aparentemente, nesta longínqua época, os habitan­tes da Terra estavam acostumados a receber visitas per­manentes de seres originários de outros planetas. Rela­ções contínuas existiam entre todos os povos do uni­verso. Certos engenhos construídos em nosso planeta atingiam as regiões solares. Seu nome era "Suryaman-dala". Outros empreendiam cursos ainda mais distantes, para as estrelas, suas proporções eram enormes, e via­javam além do sistema solar. Eram chamados "Naha-satramandala".

As "Ilhas do espaço"

O Tantjoua e o Kantjoua aludem a essas mara­vilhosas máquinas, astronaves com foguetes, que gira­vam sempre em órbita ao redor da Terra, esperando as grandes partidas. Essas naves podiam receber mais de 1.000 passageiros.

Uma Guerra Atômica

O Mahabharata, livro escrito pelos veneráveis há alguns séculos, pretende que a arte de construir naves espaciais era ainda conhecida há 3.000 anos, mas os sábios precisaram ocultar a ciência por razões de segu­rança. Os homens que dominavam outrora a Ásia, doze mil anos antes de nossa era, dispunham de forças ter­ríveis de origem cósmica.

Destruíram cidades inteiras utilizando-se de explo­sivos nucleares. O Drona Parva cita fatos curiosos, que nos sugerem um conflito de origem atômica. Esta obra descreve um enorme projétil chamejante, queimando com fogo sem fumaça, fazendo arder as florestas e ma­tando milhares de indivíduos. De um monstruoso enge­nho voador é que era atirada esta bomba chamada Arma de Agneya. Arremetendo com um assovio dilacerante ela arrastava atrás de si, em sua corrida, um clarão cegante.

O Ramayana, ou então as Estâncias de Dzyan traduzidas em sânscrito e em velho chinês, encerram as relações de dezenas de fatos semelhantes narrados pelos historiadores de outrora.

A Herança Hebraica

Por volta de 550 a.C. é que os iniciados hebreus reuniram seus conhecimentos no Talmude. Desse saber nasceu a Bíblia que, também ela, relata a aparição de engenhos voadores!

Uma reportagem de Ezequiel

Uma descrição desconcertante, porém escrita em estilo realista, nos leva a pensar que Ezequiel foi teste­munha direta da aparição de homens de outros mundos desembarcando de engenhos voadores. Que se julgue; o profeta escreve:

"No ano trigésimo, no quinto dia do quarto mês, quando eu estava entre os cativos, junto ao rio Kebar, os céus abriram-se e eu tive visões divinas... Olhei, e eis que, veio do setentrião um vento impetuoso, uma grande nuvem, que espalhou para todos os lados uma luz resplandecente no centro da qual brilhava como que o bronze polido, saindo do meio do fogo. No centro ainda, apareciam quatro animais, cujo aspecto tinham uma aparência humana. Cada um deles tinha quatro faces, e cada um deles tinha quatro asas. Seus pés eram como aqueles de um vitelo, e eles brilhavam como o cobre polido.

"Tinham mãos de homens sob suas asas...

"Cada um caminhava direito para frente. Quanto à figura de sua face tinham todos uma face humana... Cada qual marchava para onde o espírito o impelia a ir, não se voltavam absolutamente em sua caminhada. O aspecto dos animais parecia-se ao de carvões ar­dentes, era como o aspecto de lâmpadas, e este fogo circulava entre os animais, ele lançava uma luz cinti­lante, e emitia clarões. E os animais corriam e volta­vam como o raio.

"Eu olhava os animais, e eis que havia uma grande roda sobre a terra perto dos animais, diante de suas quatro faces. Pelo seu aspecto e pela sua estrutura, essas rodas pareciam ser de crisólita e todas as quatro tinham a mesma forma, seu aspecto e sua estrutura eram tais que cada roda parecia estar no meio de outra roda. Avançando, iam pelos seus quatro lados, e não se volta­vam absolutamente em sua marcha. Tinham uma circunferência enorme, e uma altura espantosa, e à sua volta, as quatro rodas estavam cheias de olhos. Quando os animais caminhavam, as rodas caminhavam ao lado deles, e quando os animais se erguiam da terra, as rodas elevavam-se também. Iam para onde o espírito os impe­lia a ir, porque o espírito dos animais estava nas rodas.

"Acima da cabeça dos animais havia como um céu de cristal resplandecente que se estendia sobre suas cabeças no alto..."

Esta cena contada por Ezequiel é impressionante pelo realismo, e corresponde de maneira precisa à obser­vação de uma aterrissagem, seguida da aparição de cosmonautas ou de robôs teleguiados! O profeta diz-nos, contudo, que eles têm fisionomias de homens reco­bertas por um céu de cristal. Menos poeticamente nós designaríamos hoje esse objeto, o escafandro! A estreita relação existente entre as rodas e os "animais" que esta­vam em terra confirmaria um teleguiamento comandado por discos-voadores. O espírito estava nas rodas.

Zacarias deve confirmar...

Em 1873 o arqueólogo alemão Schleimann trouxe à luz do dia, no local da antiga cidade de Tróia, escritos proféticos atribuídos a Zacarias. Nesses manuscritos, o inspirado divino revela: "Ergui os olhos e olhei e eis que havia um "Cilindro" que voava. Tinha 20 côvados de comprimento e 10 de largura". Sabemos que o côvado sagrado mede exatamente 0,6350 m, arredon­dando, 0,64 m. O cigarro tinha portanto 13 metros de comprimento por um diâmetro de 6,50 m.

Um objeto idêntico atravessou, a 29 de março de 1905, o céu do País de Galles. Numerosas pessoas per­ceberam-no e ficaram aterrorizadas diante deste sinal no céu.

Nos Arquivos do Vaticano

Se nos fosse permitido fazer uma prospecção minu­ciosa e completa nos arquivos do Vaticano, descobri­ríamos sem dúvida alguma, documentos históricos ocultos, em relação direta com o assunto que nos inte­ressa. A biblioteca vaticana, que é uma das mais impor­tantes do mundo, abriga numerosos manuscritos de origem egípcia, grega ou latina. Esta fonte de ciência conservada pelos pontífices da Igreja católica de ma­neira quase secreta atraiu na noite de 25 para 26 de novembro de 1965 "curiosos" que arrombaram o local. Como por acaso, o secretário da Biblioteca, o padre Alfonso Raes, estava viajando...

Quando se sabe que 600.000 manuscritos inéditos e milhões de textos impressos estão escondidos da curio­sidade do público nessas prateleiras, vigiadas dia e noite por dispositivos eletrônicos ultramodernos, reconheçamos que os "visitantes da noite" deviam saber perfeitamente o que estavam buscando.

Observações que datam de vinte séculos

A maioria dos grandes autores latinos e gregos, tais como Esquilo, Tito Lívio, Plutarco, Sêneca, Valério Máximo, Xenofonte, Plínio o Velho, descrevem OVNI depois de ter observado no céu dos campos gregos e romanos espécies de "escudos de fogo". É em lembrança a esses escudos de fogo, que se chamavam na época "Clipeus Ardentes", que nosso amigo Gianni Settimo de Turim batizou com esse nome a revista que trata dos OVNI, que ele dirige.

Em sua História Natural, Livro II, Capítulo XXV e XXX, Plínio o Velho informa-nos que meteoritos discóides e ovóides evoluíram diante de milhares de teste­munhas estupefatas, sob os consulados de Valério e de Marcos.

Julius Obsequens escreve em seus Prodígios, que no dia da batalha de Cannes, a 2 de agosto do ano 216 a.C., foram observados objetos redondos, e outros em forma de navio, no céu da Apúlia, e que este fenômeno durou uma noite inteira. Do solo, afirma o autor, era possível distinguir formas brancas evoluindo a bordo desses objetos, que se mantinham tão perto da terra que se podia observá-los à vontade.

Um pouco antes da Guerra dos Cem Anos

Em 1290, na abadia de Bylant na Inglaterra, numa bela tarde de verão, os monges que estavam ocupados em trabalhos no pomar viram de repente com medo e estupefação, "uma coisa grande" prateada e redonda como um disco, voar lentamente acima de suas cabe­ças. O irmão arquivista consigna esta observação. O pergaminho que a menciona foi descoberto em 1913 na abadia de Ampleforth. Não se tratava de um balão-sonda... tão ao gosto dos detratores de nossos dias.

Sob Napoleão III, acima dos Alpes-Marítimos

O London Times do dia 9 de janeiro de 1866 informa a seus leitores, que "bolas de fogo" cegantes sobrevoaram alguns dias antes a cidade de Vence. Todas elas tinham saído de uma grande nuvem lenta que evoluía no céu mediterrâneo. A 23 de março de 1877, esses mesmos veículos celestes voltaram a semear o ter­ror na cidade.

O problema dos Objetos Voadores Não Identifi­cados, segundo nós, está intimamente ligado ao das civi­lizações desaparecidas; ora, a alguns quilômetros de Vence, num planalto, em plena montanha, existe um lo­cal mágico que os camponeses designam com o nome de "Vila Negra", e mesmo "Planalto da Lua". Ali, em Saint-Barnabé, um campo de ídolos esculpidos ergue-se diante de nossa civilização e apresenta aos visitantes fantásticas pedras que parecem ter sofrido formidável ação de calor vindo do céu! Por mais de um aspecto, este local parece-se com o de Marcahuasi descoberto no Peru, pelo explorador Daniel Ruzo. Os discos-voadores notados no último século eram sem dúvida pilo­tados por seres que voltaram cm peregrinação às ori­gens. Somente eles conhecem o segredo deste pedaço de terra apocalíptica.

A 1º. de agosto de 1871, um engenho enorme de cor prateada sobrevoou o porto de Marselha e descre­veu uma grande curva nos céus da grande cidade fociana. Dois anos mais tarde, em 1873, um objeto idêntico fez três vezes a volta da cidade de Bohan no Texas. No dia seguinte a esta aparição, ele sobrevoou Fort-Scott no Kansas.

Nos arquivos da Sociedade Real de Meteorologia da Grã-Bretanha

A 15 de junho de 1873, uma singular observação foi relatada a lida diante dos membros da Sociedade Real de Meteorologia da Inglaterra. Na volta de um cruzeiro tropical, e assim que navegava para a Ingla­terra, o capitão Banner, comandante do veleiro Lady of Lake foi alertado pelos membros da tripulação que acabavam de observar no céu colorido do crepúsculo, uma nuvem com forma esquisita, e parecendo-se a um sol cercado por um halo de cor cinza-claro. Esta nuvem comportava-se de um modo inteiramente diferente de uma simples nuvem. Ia mais depressa do que o vento. Elevando-se de um ponto para o sudoeste, onde não havia nenhuma bruma, ela chegou quase na vertical do navio. Ali, planou durante algum tempo, muito breve, e todos observaram com estupefação que apre­sentava uma forma curiosa, e que estava munida de uma cauda como um cometa... O capitão anotou em seu livro de bordo que pedaços de cirro-cumulus des­prendiam-se da parte traseira dessa estranha coisa.

As primeiras fotografias

A 12 de agosto de 1883, sábios do observatório de Zacatecas no México viram um grande número de corpos luminosos evoluindo acima do mar, e atraves­sando o disco solar. Arremessando-se para seus apare­lhos fotográficos, fizeram várias fotos, que constituem a primeira prova oficial, confirmando que veículos aéreos patrulhavam os nossos céus muito antes da invenção dos aviões.

Testemunho do tenente Schofield, feito à revista norte-americana "Monthly Wester Revue" (1904).

"A 28 de fevereiro de 1904, pouco depois das 6 horas da manhã, percebi vindos de noroeste, objetos que se pareciam com meteoros e se precipitando em peque­nos grupos cerrados sobre o meu navio, um abastecedor da Marinha.

"Diante de minha tripulação estupefata, constatei que seu deslocamento "em picada" era extremamente rápido e sua coloração de um vermelho brilhante. Mas, assim que se aproximavam de meu navio, sua trajetória mudou em 45° e eles arremessaram-se para o espaço, para as nuvens, que não tardaram a atravessar; depois seu curso afastou-se do mar num ângulo de 75° e eles desapareceram na direção oeste-noroeste.

"O maior desses "meteoros" parecia seis vezes mais volumoso do que o sol, tinha forma de ovo e con­duzia o vôo. Dois outros eram perfeitamente redondos, um deles tinha duas vezes o tamanho do sol, o outro era do tamanho do próprio sol. Quando se afastaram bruscamente da direção do navio que eles seguiam até ali, não houve modificações em sua posição respectiva".

5.

CONTRA-INVESTIGAÇÃO NO TEMPO: OVNI NO CÉU DA CÔTE D'AZUR E DA PROVENCE EM AGOSTO DE 1608

Após investigação de dois anos feita a pedido da Força Aérea dos Estados Unidos, e sob a pressão de uma população traumatizada pelas freqüentes aparições de OVNI sobre o território dos EUA, a comissão "Condom e Hyneck", da Universidade de Colorado, acaba de pu­blicar um relatório em três volumes, 1.485 páginas, so­bre os "discos-voadores". Sem nenhuma surpresa, soube­mos que os pesquisadores nada encontraram que prove que os OVNI venham de outro planeta. Quando se sabe que desde sua criação, esta comissão é "influenciada" pela CIA, não nos espantaremos com o lado negativo de suas conclusões. Entretanto, duas notas governamentais: AF 200-2 e JANAP 146 permanecem em vigor nos Estados Unidos, e prevêem sempre uma pena de 10 anos de prisão e 10.000 dólares de multa a qualquer pessoa que divulgue informações sobre os Objetos Voadores Não Identificados.

Contudo, uma poderosa reviravolta de opinião está em vias de manifestar-se no mundo inteiro, no que diz respeito ao problema dos OVNI. Todos entendem agora que os discos-voadores constituem o mais fantás­tico enigma proposto ao conhecimento humano. James Mac Donald, físico da Universidade do Arizona, que estudou durante dez meses processos conhecidos sob o nome de "Projeto Livro Azul", recolhidos pela Força Aérea dos EUA, acaba de concluir: "A comissão de investigação da Força Aérea dos EUA não deixou, desde 1953, de dissimular a verdade, tanto em relação à ciência quanto ao público "que reclamava informações exatas". De seu lado, após a nomeação do general da Aeronáutica Anatoly Stoltyerov à frente de uma comissão de pesquisa sobre os OVNI, os sábios sovié­ticos parecem ter banido para sempre de seu cérebro a frase do herói de Tchekov, que afirmava:

"Isto não pode ser, porque isto jamais foi".

Aliás, foi pelo estudo histórico desses fenômenos desconhecidos que os pesquisadores russos iniciaram suas investigações. Depois de Agrest, Kazantsev e Zaitsev, que trouxeram uma documentação substancial a esta nova forma de pesquisa, são agora homens como Vassili Kouprevitch, presidente da Academia das Ciências de Bielorússia, ou A. Zolotov, que entram oficialmente neste campo declarado "tabu" por certos sábios ocidentais. Zolotov, que estudou a explosão da Toungouska de junho de 1908, afirma: "Esta catástrofe tem parâmetros idênticos aos de uma explosão nuclear!" Um relato da Academia de Ciências (Tomo 72, fascículos IV e V de 1967) declara: "Tudo leva a crer que se tratava de engenho desconhecido, nave proveniente de um outro planeta e conduzida por um piloto, pois que ele executou no solo, antes de explodir, uma curva de centenas de quilômetros". Uma curva assim tão com­plicada caracterizava inegavelmente coisa muito diversa da queda de um corpo celeste na atmosfera.

A idéia de ingerências extraterrestres esporádicas em nosso planeta, de seres que efetuam missões deter­minadas é a mais plausível. O Livro dos Condenados de Charles Fort deu a alguns especialistas a idéia de reconsiderar os textos antigos, para tirar deles dados preciosos. O Avesta dos persas, os Vedas hindus, os manuscritos do Egito ou do Tibet, o Antigo e o Novo Testamento foram passados pelo crivo. Todos esses documentos revelam, sob forma metafórica, dragões ou serpentes voadoras, que produzem sons espantosos e que lançam chamas, ou mensageiros celestes fazendo evoluções em carros de fogo.

Compreende-se agora, esses prodigiosos fenôme­nos são apenas a transposição, em linguagem da época, daquilo que em nossa maneira de expressar corriqueira, traduziríamos por foguetes, reatores, engenhos espaciais ou cosmonautas. Realmente, para identificar um fato, é necessário possuir um objeto de comparação conhe­cido, ora nossos ancestrais não conheciam nem o avião nem os satélites artificiais.

Uma de nossas amigas, sra. Yasmine Desportes, jornalista do Nice-Matin, comunicou-nos amavelmente o resultado de pesquisas pessoais feitas nos arquivos amarelados da cidade de Nice. Os velhos manuscritos são uma mina de ouro para quem aprecia consultá-los, a busca da sra. Desportes vai provar-nos isto, suas in­vestigações foram frutuosas, pelo que podemos apreciar. Scaliero (Manuscrito Volume II, página 397) diz que em 957 e em 1139, a população foi tomada de comoção por "dois sóis" que percorriam o céu. Em 1147, foi uma cruz que apareceu na Lua. Em 1217, três cruzes voa­doras evoluíram no céu de Nice. Em 1309 "fogo" atravessou o espaço. A 5 de janeiro de 1433, diz-nos Bonifacy em seu volume IV, citando ele mesmo o manus­crito de Demagistris e o advogado Cristini, um globo luminoso apareceu nos ares durante muitas horas. Nos meses de agosto e de setembro de 1743, um estranho cometa ficou durante muito tempo visível no sudoeste do horizonte, oferecendo durante a noite viva claridade cor de sangue. Espalhou o pânico entre as pessoas crédulas, que viam nele uma maldição do céu. Embora todos esses relatos sejam interessantes, um, entretanto, chamou mais particularmente nossa atenção, porque os pormenores que nos conta são da mais alta importância. Datando de 1608, e escrito em francês arcaico, traz aos pesquisadores provas inestimáveis no estudo histórico das aparições insólitas do espaço; ei-lo.

Discurso sobre terríveis e espantosos sinais aparecidos sobre o mar de Gennes

"No começo de agosto último (1608).

"Com os prodígios do sangue que caiu no céu em forma de chuva do lado de Nice e em vários lugares da Provence.

"Junto a aparição de dois homens no ar, os quais foram atacados diversas vezes e foram vistos com grande admiração durante três dias, sobre a ilha de Martégue que é uma cidade sobre o mar a cinco léguas de Mar­selha.

"Os prodígios que nos aparecem sem dúvida, são mensageiros e postilhões celestes, que denunciam as desgraças que devem acontecer, e parece um convite a que corramos para os remédios das preces e dos jejuns, a fim de apaziguar este grande Deus, o qual, nós ofen­demos diariamente.

"Os Romanos logo que tomavam conhecimento dos prodígios, faziam sacrifícios aos deuses para apazi­guar suas iras, com vítimas e idolatria, E nós que somos Cristãos, alimentados em uma melhor escola, é preciso que nos apresentemos santamente, com os corações contritos e arrependidos e humildemente rogar ao Todo-Poderoso que nos perdoe as faltas e querer apazi­guar sua justa cólera: a fim de que as desgraças que nos estão preparadas pela justiça sejam desviadas e expulsas para longe de nós pela sua santa misericórdia.

"No começo de agosto de 1608, sobre o mar de Germes, foram vistos os mais horríveis sinais de que já falaram ou escreveram as memórias dos homens! Uns apresentavam-se em figuras humanas com braços que pareciam estar cobertos de escamas e seguravam em cada mão duas horríveis serpentes voadoras, que se enroscavam pelos seus braços, e não se mostravam senão acima do umbigo no alto do mar e lançavam gritos tão horríveis, que era coisa espantosa, e às vezes se imergiam no mar, e tornavam depois a surgir em outros lugares dali, soltavam gritos tão temíveis que muitos ficaram doentes do medo que sentiram deles, eles viam que pareciam estar em figuras de mulheres; outros tinham o corpo como de homens, todo coberto de escamas, mas a cabeça em forma de dragão.

"Desde o primeiro dia do referido mês, eles foram comumente vistos com grande espanto de todos os ha­bitantes de Gennes. A Senhoria fez detonar alguns canhões para procurar fazê-los deixar aquele lugar. Foram-lhes dados cerca de 800 tiros de canhão, mas em vão, porque eles não mostraram o menor espanto. As igrejas reuniram-se e procurando o verdadeiro re­médio fizeram obrigatórias procissões, ordenaram o jejum, os bons padres Capuchinhos ordenaram as 40 horas para tratar de apaziguar a ira de Deus, com seu remédio salutar.

"No décimo quinto dia de agosto apareceram sobre o dito mar do porto de Gennes três carruagens puxadas cada uma por seis figuras todas em fogo e aparência de dragão. E caminhavam as referidas carruagens arrastadas pelos ditos senhores que tinham sempre suas serpentes, e continuavam seus gritos espantosos e apro­ximaram tanto de Gennes, de tal modo que os especta­dores, ao menos a maioria, espantados fugiram receando os efeitos de tal prodígio.

"Mas depois de fazerem a volta por três vezes ao longo do porto, depois que lançaram gritos tão pode­rosos que faziam ressoar as montanhas das cercanias; eles perderam-se inteiramente no dito mar, e deles não se teve mais nenhuma vista ou notícia. Isto trouxe grandes males a muitos cidadãos de Gennes, uns que morreram de medo como entre outros o filho do senhor Gasparino de Loro, e também o irmão do Senhor Anthonio Bagatello, várias mulheres também foram afli­gidas e tais receios tiveram que morreram. Depois de se cantar o Te-Deum eles desvaneceram-se. Em seguida, ao longo do mar de Nice e em toda a costa da Provence, tanto do lado da costa marinha como da planície supôs-se ter visto chover sangue natural que corria e chegava a avermelhar as folhas e frutos das árvores. Em Toulon, a maioria das casas sobre o telhado estavam manchadas com o referido sangue, o pavimento da igreja paroquial do referido lugar à saída da Missa, viu-se virar um tinteiro de sangue puro e natural. No dia 18 do dito mês choveu sangue em tal abundância que corria ao longo das ruas e parecia que eles tivessem degolado uma infinidade de pessoas em Riliane.

"Em Lambex, a 20 do dito mês em presença de todo o povo viu-se uma tal chuva de sangue que ninguém saía fora de sua casa que incontinenti não ficas­se manchado do referido sangue que se destilava da cobertura dos telhados, ou então daquele que caiu com a primeira chuva. Breve ao longo da costa marítima de Nice a Marselha choveu sangue cm diferentes dias. Prodígios, certamente, mas que não deixa de pressagiar grandes acontecimentos. Outras coisas dignas de me­mória acontecidas quase ao mesmo tempo, na cidade da Ilha de Martégue, no 22º. dia do referido mês apa­receram dois homens no ar tendo cada um deles na mão armas e escudos que se batiam de tal modo que espantavam os espectadores e que depois de se terem longamente batido descansavam por um certo tempo, depois voltavam a bater-se e seu combate durou duas horas.

"No dia 27 do referido mês eles combateram a pé e descompuseram-se de tal sorte que pareciam fer­reiros que batiam sobre bigorna. No dia seguinte, en­contraram-se à cavalo, e faziam voltear seus cavalos co­mo pessoas de guerra, depois se chocaram de tal sorte que se poderia dizer que tanto um como o outro cairiam. E no dia seguinte, ouviu-se dizer por alguns que cada um deles estava de posse de um forte ou fortaleza e depois de uma acolhida muito boa um contra o outro houve ruídos como de tiros de canhão.

"O ruído era tão espantoso que parecia aos ouvintes ser o fim do mundo, depois tendo continuado os ditos jogos pelo espaço de sete horas, de repente uma nuvem espessa apareceu no ar, e cobriu tão escuramente, que pelo espaço de duas horas nada apareceu, senão nuvens e nevoeiros negros, obscurecidos, fedendo como salitre, e depois que o ar foi purificado nada mais foi visto de todas essas quimeras as quais desvaneceram-se. Esses prodígios maravilhosos tocaram a alma de vários cris­tãos, os quais tendo considerado as maravilhas deste grande Deus e conhecendo que ele é poderoso e que sua bondade é infinita, ele quer advertir-nos antes de nos enviar o castigo que nos é devido, se tornaram uns religiosos, outros fazem penitência para apaziguar a ira de Deus.

"O Santo Espírito assiste-os nesta boa vontade.

Assim seja."

Reimpressão Lyon MDCCCLXXIV.

Este texto longo e fastidioso de ler, nos traz a certeza de que o relato dos acontecimentos deste mês de agosto de 1608 tem importância capital. Em nenhum caso temos a impressão de que as testemunhas foram vítimas de visões subjetivas, porque o ruído que acompanhava a passagem dos misteriosos engenhos provocou a morte de várias pessoas em Gennes. Os sons engen­drados pelos OVNI eram sem dúvida de uma gama de freqüência perigosa para os seres humanos. O filho do senhor Gasparino de Loro, e o irmão do Senhor Anthonio Bagatello foram mortos por ondas acústicas, assim como várias mulheres desta cidade. A causa de sua morte está certamente mencionada nos arquivos muni­cipais do grande porto. A roupa coberta de escamas dos pilotos, que evoluíam no céu com propulsores indi­viduais (serpentes voadoras) lembra a de nossos cosmonautas. Um outro fato que prova que essas aparições visuais e sonoras eram reais, nos é dado pela ação da artilharia que lançou 800 tiros de canhão contra esses engenhos anfíbios, que imergiam no Mediterrâneo. Quando, três dias mais tarde, chuvas de sangue caíram um pouco por toda parte sobre o litoral, pode-se pensar, tendo em conta a estação, que chuvas de caráter tem­pestuoso se tingiram de micropartículas oxidantes resultantes do próprio modo de propulsão dos engenhos que evoluíam no espaço. Esta hipótese encontraria sua con­firmação nos "prodígios" que se desenrolaram acima da ilha de Martigues (Martégue) a 27 de agosto de 1608, e onde, ainda ali, aparelhos voadores semearam o terror durante quase quarenta e oito horas. Quando desapareceram, uma nuvem espessa de cor negra, e com forte cheiro de salitre, sucedeu-lhes; um tempo menos úmido opôs-se sem dúvida a nova chuva de "sangue".

Que devemos pensar de tal descrição? Os OVNI que espantaram os genoveses e os provençais em 1608 eram os mesmos que nos visitam atualmente? Ou então, essas bravas pessoas do século XVII teriam assistido, com trezentos anos de antecipação, ao desembarque de agosto de 1944, impotentes para reconhecer em suas miragens uma deformação do contínuo ESPAÇO-TEMPO! Os discos-voadores, esses fantasmas do céu, pode­riam efetivamente não vir do espaço, mas de uma di­mensão paralela que rege conjuntamente o espaço e o tempo, esses dois fatores de nossa evolução, que nos são ainda quase desconhecidos.

6.

AS MÁQUINAS FANTÁSTICAS VIRIAM DA QUARTA DIMENSÃO?

O último filme de Jean Cocteau foi-lhe inspirado por um fato deveras estranho. Antes da última guerra mundial, duas jovens inglesas viveram no castelo de Versalhes uma curiosa aventura digna ao mesmo tempo de um romance de mistério e de ficção-científica. Elas viram, perto do Pequeno Trianon, um curral margeado por gramados verdes sobre os quais pessoas com as roupas da época se divertiam. Entre eles encontrava-se uma lindíssima mulher loura, que estava sentada na erva.

Quando elas perguntaram a um guarda o caminho para voltar aos lugares que as tinham tão agradavelmente surpreendido, este, aturdido, respondeu-lhes que essa paisagem não existia... "A descrição que elas fize­ram então a um dos conservadores do castelo, do qua­dro que tanto haviam apreciado, não correspondia a mais nada do que existe atualmente, porém enquadra­va-se perfeitamente com os cenários do Trianon sob Maria Antonieta... A jovem loura que elas tinham visto sentada na grama era a rainha mártir!

Um pequeno ponto tinha particularmente atraído o olhar dessas duas encantadoras pessoas, elas descre­veram-no com precisão, e deveu-se reconhecer que este edifício existira mesmo outrora, naquele local, mas há muito tempo fora destruído. Somente alguns historia­dores conheciam ainda sua existência passada, e pude­ram confirmar sua presença sob Luís XVI.

Supôs-se que as duas jovens mulheres tivessem visto os figurantes de um filme, fazendo evoluções sobre o gramado do prado, mas foi preciso render-se à evi­dência: nenhuma companhia cinematográfica rodava filme naquele dia em Versalhes!

A solução que restava ultrapassava o racional: as imagens percebidas pelas duas visitantes tinham surgido do Tempo... Por um instante o passado se encaixara no presente. O tempo estira-se depois se contrai e não se torna em definitivo, para nós, senão um fenômeno de perspectiva; uma dimensão na qual aprenderemos um dia a circular. Fantasmas vindos do passado, encontra­mo-los em outro exemplo no livro de Vincent Gaddis, publicado pela Edições França-Império: Os verdadeiros Mistérios do Mar. O autor, que aborda o problema dos discos-voadores apresenta uma observação relatada no "Coronet" de abril de 1943: "No início de 1940, um certo tenente Grayson realizava uma patrulha, à noite, perto de Douvres, quando percebeu um avião de silhueta desconhecida. Pôs-se a persegui-lo sem poder alcan­çá-lo, finalmente, viu-o claramente sob um raio de lua. Era um biplano, suas asas traziam a cruz de ferro, símbolo da Alemanha imperial. Sobre a fuselagem estava pintado o "Círculo Volante", insígnia do barão Manfred von Richtofen, az abatido em 1918". Seria uma de­formação do espaço-tempo? Trouxera ela ao espaço de 1940 um fragmento do espaço de 1918? Ninguém o sabe! O Capitão Cléroutin, um francês, foi o primeiro pesquisador a supor que os OVNI’s poderiam não provir do espaço, mas do Tempo!

Aimé Michel faz notar em seu livro Esclarecimentos sobre os discos-voadores (Mame, Editor) que esses fantásticos engenhos desapareciam de maneira instantâ­nea, e que jamais a rede ótica Minitrack os apanhou em suas observações... ao menos oficialmente. Isto po­deria permitir a suposição de uma manipulação do espaço-tempo pelas tripulações do OVNI. Esta opinião é também a do norte-americano Louis Schonherr, que pensa que os OVNI não são necessariamente meios de transporte no sentido convencional da palavra, mas, por exemplo, poderiam ser estratagemas técnicos para a produção de curvaturas locais do espaço, as quais se estenderiam no espaço que deve ser contactado. Alcan­çado isto, os extraterrestres de outros espaços poderiam passar para o nosso!

É uma explicação para esses casos em que enti­dades aparecem, como relatam diversas testemunhas, subitamente junto a um OVNI, no solo, sem terem saído aparentemente por uma porta ou alçapão.

Há alguns anos tal hipótese seria considerada como criação mental de espíritos acostumados à ficção-científica. Hoje, ela não surpreende mais ninguém. De­vemos dizer a este respeito que tivemos o prazer de encontrar excelente artigo de Michel Vives no n.° 547 de Ciência e Vida: (Cinqüenta anos de descobertas que vão transformar nossa vida), que confirma esta possibi­lidade.

"Depois dos últimos trabalhos de Einstein, de Dirac e Heisemberg, os pesquisadores empenham-se em aprofundar as idéias que estes últimos sábios lançaram: a saber, a antigravitação, a inversão de rotação dos eixos, livrar-se da força que nos prega ao solo é o grande sonho de Ícaro. Na América, o prêmio Newton foi ins­tituído para recompensar o trabalho que se aproximasse mais da solução antigravítica. Sociedades particulares criaram escritórios especiais de pesquisa e assiste-se nos últimos tempos a experiências destinadas a conhecer o segredo da onda gravitaria. Heim, na Alemanha, estuda as variações de mésons e sua interação sobre a constante de Newton. Ele espera tirar destas constatações um processo capaz de quebrar a inércia. Além desta preocupação maior, chega-se à extrapolação pura e simples da matéria, isto é, à transformação da massa em um estado espectral. Tornamos a encontrar Wells e seu homem invisível..."

Astrônomos norte-americanos, em 1956, observa­ram estrelas submetidas a campos fantásticos de 7.000 gauss, a fusão hélio-hidrogênio desviada do ciclo de Bethe. Um ano mais tarde o físico Gnolls, do CERN, constatou na câmara de Wilson a formação de partí­culas cúbicas e não esféricas, sob uma tensão de 700 gauss por metro quadrado. A aproximação entre os 7.000 gauss astronômicos e os 700 gauss de Gnolls tentou um matemático que concluiu que a formação aberrante correspondia a uma massa paralelepipédica cujos lados eram imaginários. Isto é, dependendo da ordem de:

3V — 1

No limiar de sua formação a massa seria irreal SURGINDO DE UM ESPAÇO DESCONHECIDO. Mas antes de nos fazer penetrar numa eventualidade tão desejada por nossos físicos modernos, a massa nos colocaria em presença de um universo que não se cogita se está criado ou incriado, mas de estar ligado a uma propriedade essencial inteiramente diferente. O espírito renunciaria à noção de gênese, desembaraçando-se desse enigma, que pesa sobre o homem desde sempre, para adquirir uma noção mais funcional e mais fundamental do universo.

Quando os "Discos" param os motores dos carros

É incontável o número de testemunhos que se re­ferem à imobilização de carros nas estradas pelos OVNI. Sabemos de boa fonte que esses incidentes levaram os físicos e os eletrotécnicos a estudar essas "panes" miste­riosas de maneira muito séria. Os sábios registraram numerosos depoimentos de motoristas cujos carros foram bloqueados por "raios" que emanavam de en­genhos pousados no solo. A conclusão que tiraram dessas investigações é espantosa. Avaliando a distância do engenho desconhecido em relação ao veículo imo­bilizado, encontraram sempre os mesmos fatores de cálculos, isto prova que os automobilistas que afirmaram ter sido vítimas dos "Marcianos" disseram a ver­dade. Somente, um fato fantástico revelou-se então. Era preciso que os "discos-voadores" dirigissem sobre os veículos um campo magnético de 2 milhões de gauss para cortar a ação de acendimento da bobina!

Dentro de nossos conhecimentos atuais das ener­gias magnéticas, somos ainda incapazes de criar uma tal força. Amanhã, sem dúvida, depois de ter encon­trado pelo LASER o meio de amplificar a energia luminosa e pelo MASER o das ondas hertzianas, encon­traremos sem dúvida a possibilidade de amplificar o magnetismo.

Correntes que abrem ou fecham as "portas"

Parece-nos interessante estudar essas pesquisas de vanguarda que nos permitem fazer uma aproximação com dois fatos conhecidos dos pesquisadores de OVNI.

1) A ação magnética sentida pelos aparelhamentos sensíveis quando das passagens de OVNI. Ação tão poderosa que as conseqüências são às vezes curiosas. Assim é que, no dia 9 de julho de 1965, um "Objeto Ci­líndrico" — cigarro voador — que se deslocava lenta­mente, a uma altitude avaliada, entre 8.000 e 10.000 metros, deteve todos os pêndulos elétricos do aeroporto de Santa Maria, nos Açores. Os ponteiros estavam mar­cando 15h45, isto é, o instante exato em que o OVNI se encontrava em posição vertical ao aeroporto.

Os serviços meteorológicos portugueses do arqui­pélago e as unidades de guerra da França, de Portugal e da Grã-Bretanha, que faziam nas águas dos Açores levantamentos geofísicos, declararam na época não ter lançado nenhum balão-sonda ou outro objeto. Assina­laram por outro lado ter perfeitamente seguido o grande cigarro das nuvens.

2) O desaparecimento instantâneo dos misteriosos engenhos poderia ocorrer numa dimensão que os mate­máticos nos provam, mas que a imperfeição de nossos sentidos nos dissimula.

Os fenômenos magnéticos percebidos poderiam set­as "correntes de ar" resultantes da abertura de uma por­ta sobre este além sem dúvida muito próximo no qual as tripulações dos discos-voadores integram e desintegram seus veículos misteriosos. Campos de força desempe­nhariam o papel dos "sésamos" do contínuo "Espaço-Tempo".

Suspendendo este canto de véu que nos oculta um universo tão real quanto o nosso, as palavras pronun­ciadas por Henri Poincaré diante de Jean Cocteau, há mais de sessenta anos, enchem-se de atualidade. O grande matemático dizia então: "No que diz respeito às relações da ciência moderna com o desconhecido, lhe direi que começamos a ouvir os primeiros golpes de picareta dos mineiros que vêm ao nosso encontro". Henri Poincaré foi um dos primeiros a considerar a quarta dimensão como acessível ao homem.

7.

AS AMAZONAS PILOTAVAM OVNI?

Semanas antes de sua morte, Albert Einstein, este gênio do século XX, confiou a jornalistas que o vieram interrogar sobre o misterioso problema dos Objetos Voa­dores Não Identificados:

— Os discos-voadores são pilotados por um povo, que deixou a Terra há 10.000 anos, ele volta em peregrinação às origens.

Esta indicação dada por este grande sábio não foi nunca, ao menos oficialmente, explorada a fundo, e ainda hoje, a identidade dos construtores destas estra­nhas máquinas espaciais permanece um enigma. Pode­mos, contudo, confiar em Einstein, no que diz respeito à sua perturbadora afirmativa; o pai da fórmula E = MC2 tivera acesso aos livros sagrados dos rabinos cabalistas, e por meditação, este matemático fora de série compreendera muitos segredos de nossa evolução.

Numerosos hebraístas pensam que foi no SEPHER BERESHITH, que Einstein encontrou os elementos necessários para a elaboração de suas equações revo­lucionárias. Ele teria principalmente compreendido a verdadeira significação do terceiro rio sagrado para­disíaco que, em linguagem esotérica, escreve-se Hidéquel, e que os iniciados hebreus designam pelo termo de ChiDeQel. Chideqel é a potência-total destinada a reger e a controlar a desagregação da matéria. O Livro dos Princípios ensina efetivamente que em todo fenô­meno de condensação se prepara e se sucede sempre uma fase de liberação e de expansão. Chideqel é, portanto, a potência destinada a reger e a controlar esta fase. Os termos E = MC2 imaginados pelo matemático são a transposição da base radical de Chideqel que é: ChaD que significa em linguagem usual: "afiado", "cortante"; portanto, em absoluto, potência-total existencial susceptível de dividir, de desagregar, por isso de fazer expandir-se e difundir. Este sentido é ainda reforçado pela união da primeira base à segunda: qaL, significando "rápido", "leve". O "lamed" final exprime, pode-se dizer, o resultado da ação preliminar de penetração, de dilaceramento expressa também pela palavra: "Che-DeQ", isto é, "pontudo" e "picante". A base radical ChD = manifestação vital em ato de divisão e a base final QL significando liberação, expansão do que estava até então, em condensação relativa. Constata-se, pois, que existe uma analogia profunda entre este sentido eso­térico de uma parte do Béreshit e a idéia mesma da desagregação atômica.

Se Albert Einstein compreendera o sentido oculto, esotérico da escrita hebraica, e partindo disto, imaginou a fórmula matemática que deu nascimento à descoberta da energia atômica, podemos, portanto, estar certos que tinha também "entrevisto" numerosos outros mistérios, e em particular, o relativo aos "discos-voadores".

A identidade dos seres que os pilotam não devia mais ser um segredo para ele.

Os discos-voadores e seus pilotos

"Os discos-voadores deixaram a Terra há 10.000 anos..." afirmou Einstein. Se remontarmos a esta longínqua época, podemos pois desvendar a identidade de seus ocupantes!

Segundo a Gênese, foram as mulheres as primeiras que degustaram o fruto da Árvore da Ciência que dava o conhecimento. Foram as primeiras a transpor o passo que separava a animalidade da humanidade. Bem antes dos homens, elas tiveram uma consciência e uma per­sonalidade. Foi somente muito mais tarde que o homem chegou ao seu nível! Elas tiveram, antes do sexo dito forte, um domínio da matéria que nós apenas vamos redescobrindo lentamente com nossa sociedade pa­triarcal. É preciso dizer, em nossa defesa, que o saber feminino foi totalmente apagado por um dilúvio purifi­cador!

Como se sabe, esta aventura ginocrática terminou muito mal, pois nossos distantes ancestrais foram expulsos, "manu militari", do Paraíso Terrestre, e que, desde então, a porta desta é guardada por querubins que agitam uma espada chamejante!

O tempo nos ensinou que as mulheres tiveram sempre, mais do que os homens, o dom da profecia ou das faculdades mediúnicas; foram com mais freqüência do que eles chamadas ao sacerdócio. Foram elas que praticaram o culto da Deusa-Mãe, e o mundo inteiro desde então vota uma devoção particular à rainha do Céu e da Terra. No México, isto é, na zona de influên­cia das "Amazonas", os pré-colombianos renderam outrora fervente homenagem à "Itzac", a Virgem Bran­ca, que, como "Maria" na religião católica, traz um manto azulado constelado de estrelas. Devendo escon­der-se sob a pressão patriarcal, a Virgem Cósmica des­ceu às criptas. Aquela que era Lúcifer: que traz a Luz, tornou-se então a hindu Kali ou a egípcia Ísis. É sua imagem que descobrimos ainda sob nossas catedrais e em nossas velhas igrejas. Ela reina sempre em Chartres, no Puy ou em São Vitor de Marselha. Tornada subterrânea, telúrica, seu culto está ligado ao fogo interno e à idéia da vida em gestação.

As Virgens-Mães parecem datar da civilização hiperboreana, e podemos notar, de passagem, que a Caaba da Meca, que contém a "Pedra Negra", tinha seu igual no antigo México! Adorava-se no templo de Utlatlan um objeto simbólico idêntico! UMA PEDRA NEGRA. Ora, o Templo de Utlatlan estava situado na cidade mexicana de Cahaba... Quando esta sociedade ginocrática foi exilada do "Paraíso Terrestre", a huma­nidade precisou partir outra vez do zero e, como o ensina a Bíblia, ganhar seu pão com o suor de seu rosto, sobre uma terra maldita, que não produzia senão sarças e espinhos... Esta situação não durou muito tempo, pois que, como já vimos no capítulo precedente, os "Anjos do Céu" vieram trazer às filhas do homem outro conhecimento susceptível de lhes dar a onipo­tência material.

A ciência dos "Anjos"

Licenciosos, mas necessários no planejamento da evolução cósmica, pelo seu papel de amantes insólitos e de "revalorizadores genéticos", os "Anjos" deixaram para as suas esposas terrestres uma descendência. Foram os "Heróis" e "Gigantes" da Antigüidade! Infeliz­mente esses pais cosmonautas não puderam por mais longo tempo prolongar sua permanência entre as cria­turas mortais. Antes de subir ao "céu" definitivamente, quiseram assegurar a suas amantes e a seus filhos bens imperecíveis. Confiaram às filhas dos homens "segredos" celestes e algumas verdades divinas!

As mulheres guardaram escondida a mensagem recebida e segundo a promessa feita aos seus visitantes, colocaram-na nas mãos de seus filhos para que eles pu­dessem eventualmente tirar partido dela. Os mais inteligentes e os mais sagazes dentre eles souberam fixar esses preciosos conhecimentos em Livros Sagrados, que não deviam ser comunicados senão a seres excepcionais. Eram segredos da Ciência e acrescenta-se às vezes que ali se encontrava também o segredo da fabricação de armas. A "partida" dos "Anjos" foi seguida de uma era de batalhas sancionada pelo Dilúvio.

As mães iludidas

Esta era de batalhas que determinou um cataclismo cósmico nos é contada por todas as tradições, sagradas ou profanas. Seria interessante procurar as motivações profundas que fizeram opor-se sobre nosso planeta diferentes organizações humanas. No A Chave dos Grandes Mistérios, um monumento do ocultismo, Eliphas Lévi, que muitos consideram como o renovador do esoterismo antigo, escreveu: "OS GIGANTES FO­RAM OS USURPADORES DA TERRA". À luz das conquistas da ciência moderna, esta afirmativa adquire todo o seu valor. A intromissão, em nosso globo, numa época determinada, de seres de outro espaço não deixa mais dúvida. Para que as filhas do homem tivessem recebido em seus leitos estes amantes caídos do céu, seria necessário que nesses tempos longínquos, os "ma­chos" terrestres não tivessem direito de opinar! Não se admitiria, atualmente, que os homens aqui de baixo oferecessem suas esposas aos pilotos do OVNI! Era, portanto, uma sociedade matriarcal que governava a Terra, há dez mil anos ou mais.

A raça nova que nasceu do cruzamento dos anjos com as filhas de Abrão era, sem dúvida, uma raça de "mutantes" geneticamente diferente de todas aquelas que existiam sobre o planeta desde o princípio dos tempos. Não se deve, porém, esquecer que os pais desses homens-sublimados tinham deixado uma herança desti­nada à sua descendência. Herança que continha os se­gredos da ciência do "céu", e que com toda a certeza as mulheres eram incapazes de analisar e de compre­ender apesar de seu poderoso saber.

Diz-se que o livro que contém o Conhecimento Supremo é a Cabala, e que, ainda hoje, sua onipotência é com freqüência utilizada pelos rabinos iniciados que velam pela direção do mundo. Não se duvida que o poder mudou então de mãos. Os "Gigantes" e os "He­róis" decidiram abolir a sociedade ginocrática que os vira nascer, e pode-se perguntar se a verdadeira missão do comando extraterrestre que se colocou sobre a montanha de Hanon não consistia exatamente em fazer voltar os lobos aos currais! As mulheres foram enganadas por seus amantes e elas abrigaram víboras em seu seio! O Dilúvio foi a conseqüência de uma luta titânica entre duas iniciações oponentes.

A Fuga das Amazonas

A tradição hebraica é avara em confidências no que diz respeito à sociedade matriarcal que reinou outrora sobre a Terra, e se queremos procurar a verdade sobre o drama que se representou na origem do mundo, é na América do Sul que deveremos ir fazer nossa pes­quisa. Uma velha crônica andina, muito mais pura que os textos sagrados bíblicos, pois que ela não foi, volunta­riamente, alterada, conta-nos a história de Oréjona, a mulher de grandes orelhas vinda do planeta Vênus, que para alguns poderia ser o antigo Paraíso. Foi Oréjona quem introduziu neste continente a ciência e o culto de Quetzalcoatl, seu país, tornando-se então Itzcoatl Hunac, que em quíchua significa terra da Serpente Verde. Este nome deve ser comparado com Escualdunac, nome que se dá aos nossos compatriotas bascos!

A "serpente verde", objeto de anátema e animal maldito dos cultos patriarcais, era sem dúvida o sím­bolo da dominação feminina sobre o nosso globo. Estas mulheres, que possuíram outrora a Terra, entra­ram para a lenda sob a denominação de "Amazonas". Entretanto, Diodoro da Sicília descreve-as para nós como as piores inimigas dos Atlantes, e em nossos dias os próprios Boêmios diziam-se ainda "Romnitchels", o que na língua dos Roms húngaros significa "Filhos da Mulher". Em seu livro Os Grandes Iniciados, Ed. Schuré a quem ainda recorremos, descreveu a luta de Ram o Celta contra essas poderosas guerreiras, e sua fuga da Europa para escapar ao seu ódio. Se Schuré faz de seu herói o salvador da iniciação celta, esquece, contudo, de nos contar a respeito do destino das Amazonas que ocupavam as nossas regiões.

Parece certo que, detentoras de uma ciência supe­rior e possuindo já máquinas voadoras aperfeiçoadas, elas emigraram graças a suas naves aéreas para um outro planeta, antes que a Terra fosse abalada por um dilúvio que elas tinham, sem dúvida, provocado!

Queiramos ou não, nosso planeta é atualmente visitado por esses "discos-voadores" dos quais Einstein sabia a origem. Aquelas que os possuem "acionam" sociedades secretas que lhes são inteiramente devotadas, e pode-se perguntar se, por outro lado, as grandes reli­giões patriarcais não recebem o apoio técnico de uma outra organização espacial que prega o culto do homem e vota ao anátema tudo o que diz respeito ao matriar­cado.

Quem será o vencedor do próximo conflito que se anuncia? Ninguém parece atualmente em condições de estabelecer prognósticos válidos. Entretanto, todos os que se interessem pelo insólito registro de fatos perturbadores em relação com a aparição de OVNI no espaço aéreo terrestre. Entre estes fatos, os contatos e os raptos constituem um enigma que, uma vez esclarecido, po­deria conduzir-nos a uma pista sobre nossos estranhos visitantes.

Contatos e raptos

O Livro dos Condenados, de Charles Roy Fort, apaixonou centenas de milhares de leitores. Fort conta em sua obra numerosos casos de raptos perpetrados por tripulações de engenhos voadores muito antes do aparecimento dos helicópteros e dos aviões. Em cada um destes casos, é sempre um ser do sexo masculino que desaparece.

Em todos os relatos dos contatos que conhecemos, somente existem duas exceções de mulheres que tenham sido constatadas, e mesmo em um desses casos, uma delas estava com seu marido. Trata-se da senhora Betty Hills que, na noite de 19 de setembro de 1961, quando rodava com seu marido na estrada nacional US 3 atra­vés das Montanhas Brancas em direção de Portsmouth (New Hampshire), percebeu uma "estrela" brilhante, alta no céu, que era na realidade uma imensa nave es­pacial. O engenho imobilizou o veículo de Betty e Barney Hills e os dois foram como que "atraídos" para a nave celeste que acabava de aterrissar.

Sofreram, no interior na nave vinda de um outro mundo, um exame médico aprofundado, que tinha por fim sem dúvida conhecer o grau de evolução física dos seres da terra doze mil anos depois do cataclismo que os fez mudar mais uma vez. Interrogados sob hipnose pela Polícia, os Hills não diferiram em nada em suas respostas, mesmo nas menores coisas. Um fato parece interessante para se guardar: Barney Hills é de raça negra, e pode-se perguntar se uma Quinta Coluna a serviço de Senhores Cósmicos não foi designada para esse casal diferente dos outros.

Uma outra mulher disse ter sido raptada a 1.° de julho de 1968, nas cercanias de Buenos Aires, e pre­tende que a tripulação de um disco-voador, depois de ter-lhe "oferecido" um batismo do ar, a teria recolo­cado em terra alguns momentos mais tarde a vários qui­lômetros de sua casa. Sejamos prudentes e abandone­mos esse caso que cheira a farsa para ver em pormenores dois processos perturbadores do problema dos OVNI.

Antônio Villas Boas

Antônio Villas Boas vivia tranqüilamente perto da pequena cidade de São Francisco de Sales, Estado de Minas Gerais, no Brasil, quando na noite de 15 para 16 de agosto de 1957 (ano mundial da onda de discos-voadores) a monotonia de sua vida de camponês labo­rioso foi totalmente transtornada.

Naquela noite, Antônio estava pronto para traba­lhar seu campo (prática usual no Brasil, nessa região, onde outubro é um mês muito quente), quando um objeto aéreo de grande porte, com luzes brilhantes, chegou ao seu campo, aterrissando sobre um tripé. O trator de Villas Boas deteve-se e seus faróis apagaram-se. Quando, tomado de medo, tentou escapar-se, qua­tro pequenos seres vestidos de roupas brilhantes que se combinavam e trazendo capacetes altos, lançaram-se sobre ele, e o transportaram até o seu engenho espacial. Ali, aspergiram-no com um líquido e foi arrastado a uma pequena peça na qual pouco tempo depois foi introduzida uma "fêmea" com 0,90 a 1 metro de altura. Tinha os cabelos de um branco brilhante, partidos ao meio por uma risca. Longos e sedosos, eles desciam até o pescoço. Mais tarde, o Brasileiro descreveu-a assim:

"Seus olhos eram grandes e azuis, mais alongados do que redondos, subindo para as têmporas. Seu nariz era estreito, mas não pontudo nem volumoso. O que era diferente era o seu rosto, pois as maçãs das faces eram muito altas, o que tornava o seu rosto muito largo. (Mais largo que o das indianas). Mas afinava-se para baixo, dando ao rosto uma forma triangular. Seus lábios eram muito finos, dificilmente visíveis. Suas orelhas eram pequenas, não muito menores do que as das mulheres que eu conheço. As maçãs do rosto muito altas davam a impressão de que havia um osso por baixo delas, mas ao tocar, não havia nada..."

Sabendo-se que Antônio Villas Boas foi obrigado a praticar o coito com esta agradável pessoa, havere­mos de convir que sua anatomia não devia ser diferente daquela de uma mulher de nosso planeta! A missão desta visitante insólita consistiria em se fazer fecundar por um macho que vivesse junto à natureza e longe do condicionamento das cidades? Sim, sem dúvida, se esta "fêmea" chegava diretamente de uma terra-colméia na qual o homem-zangão não é considerado senão como um vetor de fecundação, e que o elemento positivo esteja em falta ali... Antônio teria "amado" uma mulher originária de "outro mundo"? Ou então se teria acoplado a uma entidade-robô, sem personalidade, criação sintética de um "outro espaço", programada ou telecomandada sob hipnose profunda?

O segredo deste encontro jamais será conhecido, sem dúvida, e pode-se propor uma questão: quantos casos idênticos a este nunca foram revelados? Somente a Força Aérea Norte-Americana e a comissão Condom e Hyneck poderiam dar uma resposta a isto.

A escrita das mães no céu de Socorro

No dia 24 de abril de 1964, por volta de 17h45, Lonnie Zamora, policial de Socorro (Novo México), residente nesta cidade à rua Reservoir 606, e exercendo suas funções há cinco anos, perseguia um carro que co­metera uma infração, quando viu ao longe uma chama no céu. Pensou logo que um depósito de dinamite próximo tinha saltado aos ares! Decidiu abandonar a perseguição do carro faltoso, para ir ao local do incên­dio. A chama era ao mesmo tempo azulada e alaranjada, estreita no alto e alargando-se na base. Foi então que percebeu um ruído que se parecia a um ronquido de gato, que ia de uma freqüência elevada a uma fre­qüência baixa. Olhando de mais perto, viu então um objeto pousado sobre um aterrissador e dois seres ao lado, vestidos com roupas de vôo brancas, sem capa­cetes. Os dois extraterrestres foram tomados de pânico vendo Zamora e seu carro. Saltaram em seu engenho que decolou imediatamente. O policial teve apenas tempo de ver uma sigla vermelha que se destacava no fundo prateado do engenho. Zamora tomou sua cader­neta e, como bom funcionário, desenhou-o imediata­mente. Suas dimensões eram as seguintes: 0,70 m de altura por 0,60 de largura em toda a volta. O objeto que tomara altitude fugia então horizontalmente a grande velocidade. Mais tarde, o policial devia dizer: "Os pilotos pareciam garotos de oito anos muito fortes".

Quando, em 1967, Charles Bowen, especialista norte-americano em OVNI, foi a Valensole, mostrou ao sr. Masse uma reconstituição fotográfica do engenho visto por Zamora. O cultivador de alfazema dos Baixos-Alpes quase desmaiou, pois pensou por um momento que tinha sido fotografado o "seu disco". Para nós, o símbolo desenhado pelo policial do Novo México continua sendo importante. Apresenta-se sob a seguinte forma:



Este sinal constitui uma antiga escrita, o alfabeto de uma língua primitiva, que podemos interpretar por:

"Somos as Mães do Templo Universal fecundadas pelo Deus Desconhecido (ou a causa primeira)".

Com efeito, o meio-círculo significa a letra "M" que, em todas as línguas, se refere à mãe. Possuindo sempre o mesmo valor, este símbolo existe ainda na língua berbere.

As duas barras indicam o Templo das duas colunas (L em nosso alfabeto). A flecha central é uma simples barra: o menhir, a pedra bruta: o Ser UM, o Deus Desconhecido.

O traço horizontal, que sublinha o conjunto, re­presenta o universo em marcha. Os Egípcios tinham, para representar o universo, um hieroglifo especial que era um rolo de papel fechado por sinetes. Estes símbolos levantados por Zamora podem ser lidos da direita para a esquerda, ou da esquerda para a direita ou indife­rentemente de baixo para cima e de cima para baixo. Como o "Tamachek" que também se lê em ziguezagues.

Eruditos em Lingüística vêem na escrita berbere a sobrevivência da língua dos Atlantes. As Amazonas teriam conquistado a ilha antes de sua desaparição e tomado emprestado dos vencidos o seu alfabeto, isto não é impossível, entretanto não esqueçamos que o fim da Atlântida, que se situa na época do Dilúvio, corres­pondia a um tempo em que todos os povos da Terra falavam a mesma língua e utilizavam os mesmos sinais para se corresponder.

Dissemos mais acima que organizações religiosas não ignoravam nada da luta dissimulada que se desen­rola no universo e mais particularmente sobre o globo terrestre entre o matriarcado e o patriarcado. Os sinais levantados por Zamora vêm em apoio de nossa tese.

Este símbolo em meio-círculo do M que domina o Templo é empregado desde a mais alta antigüidade. É o "selo" universalmente admitido da maternidade e da reprodução. Entre os Hebreus, a letra "Mem" é considerada como uma das três letras mães. A palavra egípcia "Mãe" (mout) começa por um "M" como na maioria das línguas indo-européias.

A imagem que no Egito representava o "M" era a coruja. A Minerva antiga era representada nos vasos do neolítico com uma cabeça de coruja! Protetora dos Troianos, ela foi também reproduzida nos monumentos do megalítico de uma idade que não se pode avaliar. Foi num vaso com cabeça de coruja que o arqueólogo Henry Schliemann colocou, diz-se, um testamento se­creto em que relata o ponto exato onde se localiza a Atlântida. Na América do Sul, os Pré-Colombianos gravaram aos milhares "a cabeça de coruja" que, para eles, representava Vênus. Minerva Glaucopis tinha os olhos verdes, cor da Estrela d'Alva.

Os cabalistas hebreus governadores de um culto patriarcal votam a coruja ao anátema. Para eles, esta imagem viva do "M" feminino, eles a consideram como a esposa do Príncipe das Trevas. Nesta língua primitiva, coruja escreve-se, aliás, como "Lilith".

Observado por instantes no céu do Novo México pelo policial Zamora, o sinal materializado sobre o disco-voador vindo de um outro mundo, convida-nos a tornar a pensar sobre todo o problema dos Objetos Voadores Não Identificados que, há séculos, visitam com freqüência nossos céus e dirigem sem dúvida nosso próprio destino.

8.

À GUISA DE CAPÍTULO, UMA HIPÓTESE: A CONJUNÇÃO DOS SEXOS

Para nosso amigo Robert Carras, que se entrega a pesquisas sobre a evolução humana, não há nenhuma dúvida de que a natureza evolui por ciclos. De acordo com a gênese hebraica, ele fez sua a tese segundo a qual "homem" e "mulher" são nascidos de um ser hermafrodita que era ao mesmo tempo macho e fêmea. Os atributos inúteis que ainda restam a um e outro sexo seriam uma prova em favor disso.

Robert Carras afirma: "A puberdade é com fre­qüência uma luta aberta entre as duas tendências se­xuais, luta que vê realizar-se a materialização efetiva do positivo ou do negativo".

Este pesquisador nota ainda: "As curvas compa­radas há alguns séculos sobre a duração da vida humana indicam matematicamente que nós tendemos para a imortalidade, da qual conheceremos fatalmente um dia o segredo, para, com muita certeza, perdê-lo em seguida..." Então, não haverá mais necessidade de procriar. Como se concebe, isto trará numerosos pro­blemas às futuras civilizações, a menos que a Senhora Natureza, que tudo prevê, nos encaminhe insensivelmente para um novo ser hermafrodita, idêntico àquele que serviu de "fonte" para nossa evolução.

A Nova Raça

Basta observar as moças de hoje para se perceber que, desde já, grande número delas tem o peito acha­tado e as ancas retas dos rapazes. O que elas consideram, aliás, com um grande orgulho, como o testemunho de um fim atingido, para não dizer adquirido! De resto, vestir uma calça de homem sem que seja preciso reto­cá-la é considerado por algumas como uma verdadeira consagração! Para muitos psicólogos, a simples emancipação feminina, de que tanto se fala, não pode expli­car um movimento tão profundo. Movimento que marca, aliás, a jovem mulher de hoje que não está, na maioria dos casos, mais em condições de dar, com seu leite, toda a alimentação que um recém-nascido reclama!

Graças à contribuição da civilização, esta situação está longe, neste caso preciso, de mostrar-se alarmante. Mas se revelaria catastrófica se fosse necessário que voltássemos aos tempos da pré-história, ou a um período de fome.

Por outro lado, a barba está desaparecendo entre os homens e, de maneira geral, a virilidade. O "garanhão" de nossos dias não dispõe mais, ajudado nisto pelo nosso modo de vida, do porte físico (espáduas largas) e da musculatura que ele ainda descobre em seus antepassados. Porte físico e músculos, aliás, não são mais apreciados pela maioria das mulheres jovens de hoje! Devemos admitir que, paralelamente, os gostos mudaram e, inversamente, a mulher opulenta, de ancas largas e de seios fartos não seduz mais os homens, como antes as nutrizes de "vaudevilles".

O encontro do + e do —

Os sexos têm a tendência de fundir-se um no outro, é uma constatação, e amanhã o aspecto físico de nossa raça se confundirá num modelo único. A este propósito, pode-se recordar o rumor que correu no ano passado em Paris, a respeito de uma casa de costura que tivera a coragem, ao que parece, de apresentar tanto a moda masculina como a feminina pelo mesmo manequim! Eis aí, confessamo-lo, o que fala alto sobre nossa época e que marca com traço forte e espesso os gostos pelas roupas e vestimentas em geral, de uma certa juventude que será cada vez mais a juventude escolhida de amanhã, isto mesmo que, por um tempo efêmero, a moda volte a ser o que era antes, tanto é verdade que toda moda é um tanto superficial e não pode por muito tempo igno­rar a realidade. Assim, à medida que nos aproximamos da imortalidade, aproximamo-nos também do ser hermafrodita que deu nascimento à raça humana. Amanhã, fecharemos o ciclo, para certamente recomeçar um se­gundo.

Com sua mania de descobertas mais ou menos de­moníacas, o homem pode, em nome do progresso, in­fluenciar mais do que remediar a esta evolução. Já não se constatou que os homens que trabalham em laboratório que fabricam hormônios viam, com o tempo, seus seios aumentar e sua voz afinar-se? Parece então que o ciclo não se fecha sempre nas condições desejadas pela natureza e pela evolução; nós nos divertimos tanto em convulsionar suas leis! Então, em lugar de fechar a roda no "Jodchéva" primitivo, o andrógino da huma­nidade nascente, o caminho desvia-se e as mulheres põem-se, por exemplo, a procriar apenas mulheres ou apenas homens, sem dúvida com uma superioridade intelectual constatável no sexo sobrevivente.

As Lições do Passado

A condição ideal de todo equilíbrio é ser delicado, precário, e mesmo romper-se mais ou menos a longo termo. Ora, ele o é talvez assim atualmente no que diz respeito à divisão de sexos ao nascimento.

A procriação em massa de seres do sexo masculino produziu-se certamente há muito tempo em algum pla­neta muito evoluído de nossa galáxia, quando os "anjos" (seguramente, cosmonautas) desceram dos céus para fecundar as belas terráqueas que sofriam a carência inversa. Uma das particularidades da sabedoria cósmi­ca, e talvez uma razão de ser da criação, exige que exista um equilíbrio por oposição entre o + e o —, o macho e a fêmea, e sem dúvida a matéria e a anti-matéria.

Entre os milhares de planetas que povoam o cos­mos, podemos razoavelmente pensar que vários são "habitados" e que em alguma parte sobre um deles, um ciclo está em vias de terminar. Mas um ciclo onde as coisas se apresentam na ordem contrária daquele que a Terra conhece há dez ou vinte mil anos. Isto é, que nesta terra longínqua apenas nasçam crianças do sexo feminino! Daí a imperativa necessidade de reme­diar a esta situação antes que a raça se extinga totalmen­te por privação de elementos machos. Os habitantes des­te planeta, que sem dúvida transgrediram muito sensi­velmente as leis da natureza, devem necessariamente en­contrar "em outra parte", num mundo "irmão" de nosso universo (a Terra, por exemplo) a polaridade que lhes falta. Eis, talvez, o que explica a presença de "discos-voadores" em nossos céus e os numerosos raptos cons­tatados em diferentes partes sobre cada continente.


9.

CONTATOS DIRETOS OU INTUIÇÃO DIRIGIDA?

Acontece-nos muitas vezes, quando lemos artigos referentes aos "discos-voadores" e que esses relatos cheiram a ficção-científica, pensar no Livro dos Fan­tasmas de Jean Ray! Nesta coletânea de novelas fan­tásticas bastante espantosas, Jean Ray afirma ter ele mesmo e várias vezes encontrado um fantasma. Este, pequeno personagem de pescoço envolvido por um lenço vermelho, aparecia e desaparecia misteriosamente ou antes se materializava e se evanescia, e isto até mesmo no próprio quarto do escritor. Seria uma pro­jeção de seu espírito? Jean Ray admite eventualmente esta resposta. Mas admite também o inverso quando escreve:

"Não impede que confusamente eu continue acre­ditando na misteriosa intervenção do homem de lenço vermelho". A acreditar que as histórias de fantasmas que a gente pensa ter inventado de princípio ao fim podem encerrar uma realidade, e aqueles que as escre­vem, estar de algum modo encarregados de uma missão de um mundo oculto que tenta revelar-se a nós, obrigando-nos a refletir, quando preferiríamos sorrir, erguer os ombros e querer, por covardia humana, não ver no desconhecido senão um entretenimento que não se deve ler à noite.

Dos fantasmas de Jean Ray aos escritos de ante­cipação de fatos não há mais do que um passo a dar. Os autores são de algum modo os "médiuns" e os intér­pretes de forças ocultas que procuram comunicar-se conosco por sistemas que não são captados pelos nossos sentidos comuns. Estas informações, Júlio Verne, Jonathan Swift, e Robert Graves receberam-nas. ELES ES­CREVERAM MENSAGENS VINDAS DE OUTRO MUNDO, ou simplesmente estiveram em contato com seres que vieram de outro mundo.

Todos estão de acordo, atualmente, em dizer que Júlio Verne foi um extraordinário vidente. Sua obra encerra numerosas antecipações que o gênio humano realizou depois. O homem no espaço, a conquista da Lua, o submarino, o helicóptero, os foguetes gigantes, a televisão, as expedições polares, a espeleologia; tudo ele previra, adivinhara. Entretanto, sem lhe tirar ne­nhum mérito, e fazendo um pequeno recuo no tempo, podemos consultar os escritos de um outro autor célebre que viveu trezentos anos antes: Jonathan Swift (1667-1745). As Viagens de Gulliver, seu livro mais conhecido, encantou nossa infância. Ficou em nossa memória a narração de sonhos no país do fantástico. Descobrimos hoje que este livro encerra incríveis segredos.

Jonathan Swift, que foi deão da catedral Saint-Patrick de Dublin, pertencia certamente a uma socie­dade secreta depositária do conhecimento esotérico, ou em contato ativo com um povo do espaço. Em seu pre­fácio aos Mistérios das Catedrais de Fulcanelli, dedicados aos "Irmãos de Heliópolis", Eugène Canseliet diz dele que falava e praticava com virtuosismo e ciência a "Língua dos Deuses" ou "língua dos pássaros" (língua da corte entre os Maias).

Foi em 1726 que Swift publicou seu famoso livro Viagens a Diversas Nações Longínquas do Mundo por Samuel Gulliver. Mais tarde este título muito longo tor­nou-se As Viagens de Gulliver.

Entre os países místicos que o herói do romance visitou estava a ilha voadora de Laputa, mantida no espaço por um ímã gigantesco. Nesta ilha voadora, Gul­liver encontrou astrônomos que lhe confiaram que tendo chegado a um alto grau de civilização e de ciência, tinham descoberto que duas "luas" giravam em torno do planeta Marte. Melhor ainda, uma girava duas vezes mais depressa que a outra. Na época do aparecimento da obra, considerou-se esta hipótese como índice da mais alta fantasia! Cento e cinqüenta e um anos mais tarde, o mundo estupefato soube que Swift estava com a razão. Por volta do ano de 1877 o astrônomo norte-americano Asaph Hall, diretor do observatório naval dos Estados Unidos em Washington, descobriu os dois satélites do planeta vermelho, um dos quais girava efe­tivamente duas vezes mais depressa que o outro!

Quem teria soprado na orelha de Jonathan Swift esta verdade? Como o escritor conseguira fazer esta des­coberta prematura? Estas duas questões ficam sem resposta lógica!

Seria preciso pensar numa espécie de telepatia entre os habitantes dos dois mundos separados por incríveis distâncias, ou admitir simplesmente que o deão de Saint-Patrick, em contato com extraterrestres, visi­tara Laputa... Sabemos pessoalmente em que acredi­tar, e deixamos a vocês o cuidado de adivinhar! Mas há melhor ainda: em novembro de 1959, a revista in­glesa Discovery que não se pode taxar de leviana em seus artigos, afirmou que sábios muito sérios admitiam que um dos satélites de Marte poderia ser artificial (Entre esses sábios um norte-americano e um russo). Com efeito, ele gira seguindo uma curva semelhante à curva descrita pelos satélites artificiais. Demorará 15 milhões de anos para tocar o solo do planeta. Este comportamento esquisito explica-se se se admite que este sa­télite é oco, em forma de esfera, cujo diâmetro atinge 25 km, mas cujas paredes não têm mais que 25 cm de espes­sura. Um tal corpo não pode ser natural! Os astrônomos e os físicos supõem que os Marcianos, a menos que se­jam habitantes de um dos dois planetas que existiram entre Marte e Júpiter e que se destruíram por colisão, tenham capturado um asteróide para o colocar em órbi­ta em redor de Marte. Talvez ainda eles o tenham tor­nado oco para ali instalar um laboratório. Laputa, a ilha voadora, teria vindo de lá e somente Swift poderia confirmar-nos esta hipótese.

A Deusa Branca

Há uma dezena de anos, o historiador inglês Robert Graves publicava nas edições "Faber and Faber" de Londres um livro cujo título era A Deusa Branca. Nesta obra, o historiador expunha o resultado de suas pesquisas referentes às velhas lendas de Cornualha e do País de Gales, assim como as da Bretanha francesa e cuja origem remonta aos Celtas. O escritor inglês pensou ter descoberto nelas toda sorte de mensagens secretas que revelavam as modalidades de um culto esotérico a divindades lunares.

Robert Graves pretendia até em seu livro que os primeiros homens a desembarcar na Lua deveriam esperar surpresas muito grandes! O livro e o autor foram logo esquecidos, mais ninguém se lembra atualmente nem de um nem de outro. É pena! Robert Graves, como Swift, trouxe aos homens uma mensagem, entretanto não acreditamos que serão necessários cento e cinqüen­ta e um anos para saber se realmente suas descobertas correspondem à realidade. Não estamos mais nas condi­ções de há três séculos, e as invenções caminham em um ritmo alucinante, sobretudo, no domínio espacial, esta ciência nova. Na quinta-feira, 3 de fevereiro de 1966, às 19h45m30s (hora de Paris) depois de cinco tentativas infrutíferas, um engenho soviético de exploração cós­mica pousou suavemente sobre nosso satélite. "Luna 9", este é o seu nome, pesava 1.583 kg e estava munido de câmaras de televisão encarregadas de retransmitir para a Terra fotografias do solo lunar. Alunissando sua­vemente como estava previsto, no "Oceano das Tem­pestades", a oeste da cratera Reiner "Luna 9" fez nume­rosas fotos que televisou em direção ao nosso planeta numa freqüência de 183,538 mega-hertz.

A estação de Jodrell-Bank foi a primeira na Eu­ropa, graças ao seu rádio-telescópio gigante, a captar as imagens. No dia seguinte, sir Bernard Lovel decla­rava: "Vivi ontem o dia mais excitante de minha vida..." A estação lunar automática, equipada com um telescópio Macsoutov de 500 mm girando em volta de um eixo, montado sobre uma câmera aperfeiçoada, emitia fotos de extraordinária nitidez ao espaço. A pri­meira coisa que se constatou, e eis onde se torna a falar de Robert Graves, foi a presença nessas imagens de menhirs, como os da Cornualha, do País de Gales e da Bretanha!

Reunidos no mês de maio de 1966 em Viena, sob os tetos do palácio de Hofburg, para o congresso do Comitê Internacional de Pesquisa Espacial (COSPAR) os maiores especialistas da selenologia confrontariam as vistas tomadas pelo "Luna 9" e as fotos norte-ame­ricanas realizadas com sondas lunares. A mais sensa­cional comunicação foi feita pelo sr. A.I. Lebedinsky, um dos principais responsáveis pelo programa soviético dos "Luniks". Projetando imagens aumentadas tomadas a 3 de fevereiro de 1966, mostrou ao auditório atento de 500 sábios que estavam na sala, que se percebiam sobre as provas numerosas pedras como que pousadas sobre um pedestal.

Esta experiência foi, como se sabe, seguida de muitas outras. Num programa comum, russos e norte-americanos puseram em órbita em torno da Lua veí­culos de exploração, que "rasparam", com ajuda de aparelhos de tomadas de vistas ultra-aperfeiçoados, o solo de nosso satélite. A 24 de novembro de 1966, "Luna-Orbiter 2", que gravitava em torno do astro das noites, fez fotos de protuberâncias que se elevavam como estalagmites sobre o solo da Lua. Foi de Passadena, na Califórnia, que esta notícia foi divulgada para o mundo. Como é sabido, a National Aeronautics and Space Administration (NASA) recusa-se a dar mais amplos pormenores sobre a dimensão exata destas estra­nhas asperidades. Soube-se, em seguida, sem dúvida de­pois de uma indiscrição, que essas "torres" selênicas tinham altura de 12 a 25 metros e um diâmetro de 15 metros na base.

No fim de dezembro de 1968, depois de ter conse­guido a mais grandiosa aventura jamais tentada por seres humanos, os cosmonautas norte-americanos Anders, Lovel e Borman ofereceram aos sábios 1.500 fotos recolhidas no cosmos. O êxito prodigioso de sua viagem ao redor da Lua, que pudemos acompanhar graças à televisão, em transmissão direta, permitirá sem dúvida aos pesquisadores da NASA melhor conhecer a branca Selene. Muito discreta sobre as imagens que possui, a administração norte-americana não publicará, sem dú­vida, nunca aquelas que mostrem no solo de nossa vi­zinha elementos perturbadores, dos quais pressentimos a presença.1

(1) O autor, escreve naturalmente, antes da conquista da Lua em 21 de julho de 1969. Mas os fatos que aponta e as dúvidas que levanta não perdem atualidade, visto que, até hoje, nenhum relatório oficial (russo ou norte-americano) foi divulgado sobre as verdadeiras des­cobertas feitas no solo lunar (N. do T.).

Desenvolvendo-se segundo um planejamento per­feitamente estudado, o programa espacial dos Estados Unidos progride de maneira constante e sem tropeços. No fim de fevereiro de 1969, James Mac Divitt, Daniel Scott e Russel Schweichart, que teve seu batismo cós­mico, subiram de Cabo Kennedy para cumprir a mais delicada missão preparatória para a conquista da Lua: o teste do "L. E. M." (Lunar Excursion Module): é o veículo que permitirá a dois homens desembarcar na Lua. Estaremos então às vésperas da colonização de nosso satélite. Cumprindo sua missão com um sangue-frio extraordinário, os três norte-americanos nos trou­xeram a prova de que prometer a Lua não é uma pala­vra vã...

A corrida espacial americana-soviética está agora perfeitamente sincronizada. Os vôos do "Soyouz 4" e "do "Soyouz 5" realizados na primeira quinzena de ja­neiro de 1969 constituíam uma etapa muito importante no estabelecimento de uma plataforma espacial permanente. Esta plataforma serviria de trampolim para o infinito cósmico, porque com menores despesas de energia, seria possível saltar para a Lua, Marte ou Vênus. Todos os documentos transmitidos à Terra pelas estações automáticas de exploração, há anos facilitaram largamente as pesquisas em laboratório. Que mistérios esconde a Lua, podemos perguntar-nos?

O homem deverá lutar para alunissar

O major Patrick Power que está à frente do pro­grama de desenvolvimento no espaço dos Estados Uni­dos, escreveu um dia que, na sua opinião, "o primeiro homem que atingir a Lua deverá lutar para obter o privilégio de ali alunissar".

Em dezembro de 1962, na convenção da Sociedade norte-americana de foguetes "American Rocket Society", em Los Angeles, o dr. Carl Sagan, conselheiro junto aos serviços militares para a vida extraterrestre, anunciou que não ficaria surpreso em saber que seres inteli­gentes vindos de alguns outros pontos do universo, já nos fizeram visita, e que têm suas bases na face oculta da Lua.

Borman, Anders e Lovell descobriram uma base de OVNI na face oculta da Lua?

A 25 de dezembro de 1968, um "suspense" deveria cortar a respiração de todos os dirigentes do Centro de Houston, e de milhões de telespectadores. A cabine "Apolo 8" que gravitava em órbita a 112 km da super­fície lunar emudecera!

Durante seis longos minutos, não previstos no programa de vôo, os cosmonautas ficaram sem comu­nicações com a Terra, por uma "pane" nas ligações de rádio. Noventa e três horas e dois minutos após sua partida de Cabo Kennedy, Houston tentava manter o contato com a "Apolo 8". Vinte vezes o apelo: "Houston chamando Apolo 8" foi lançado sem resultado. A res­posta veio enfim. James Lovell anunciou: "Acabam de nos informar que Papai Noel existe, sim!"

Estas palavras que poderiam parecer banais quanto ao seu conteúdo, num dia de Natal, tinham de fato um sentido em código. Um outro cosmonauta, Wally Schirra, a bordo do "Mercury 8" designou também sob os termos "Papai Noel" um Objeto Voador Não Identi­ficado, que se aproximou de seu engenho.

Há alguns anos, quando numerosas observações de OVNI tinham sido efetuadas no Mediterrâneo, a VI Frota Norte-Americana desfechou nas águas daquele mar uma importante manobra que tinha o nome sim­bólico de "Santa Claus".

Santa Claus: o Papai Noel anglo-saxão é represen­tado na iconografia infantil atravessando o céu num trenó puxado por jovens renas! Nossos amigos norte-americanos têm um senso de humor apropriado a todas as circunstâncias.

Os mistérios da Lua

Os membros da Sociedade Real da Grã-Bretanha observaram, em 1869, luzes dispostas simetricamente, no mar das Crises. Após numerosas observações, elas desapareceram, e depois de um século, o mistério ainda permanece. Dois anos antes, em 1867, os astrônomos tinham cuidadosamente notado a presença de uma cra­tera à qual deram o nome de "Lineu". De uma dúzia de quilômetros de diâmetro, esta cratera estava situada no Mar da Serenidade. Ora, em 1869, os observadores, entre eles Flammanion, constataram seu desapareci­mento!

Em 1882, o astrônomo alemão Gruithuisen relata que identificara na Lua as ruínas de uma cidade e que podia ver muito distintamente as paredes! O local chama-se agora, nas cartas selênicas, "Gruithuisen City".

Em 1915, alguns observatórios assinalaram a pre­sença de "paredes retas e também curvas" que surgiam nas zonas dos círculos lunares.

Na noite de 11 de dezembro de 1947, o Inglês Hodgson viu ao telescópio pontos luminosos sobre o lado escuro de nosso satélite.

O dr. H. P. Wilkins, astrônomo britânico muito conhecido por seus trabalhos científicos, notadamente por uma carta geográfica da Lua usada por todos os astrônomos de nosso planeta, viu aparecer "um objeto luminoso que parecia "sobrevoar" o solo lunar na região do círculo de Aristarco". Segundo a descrição que ele redigiu na época, o objeto era de forma oval. Sete se­manas mais tarde, o dr. James Bartlett registrou fenômeno análogo, sempre nesta mesma região.

John O'Neill instalou-se uma noite, a 29 de julho de 1953, em seu observatório para explorar, com ajuda de seu telescópio, aquela que chama "sua amiga, a Lua". De repente, pensou que era joguete de uma alucinação. Acabava de notar, no fundo desértico do mar das Crises, a silhueta de uma ponte imensa. Admitindo que não estava sonhando, teve de admitir que esta cons­trução extraordinária existia realmente, e devia medir dezoito quilômetros de comprimento...

Tendo aumentado o campo da lente para 250, viu nitidamente esta gigantesca estrutura, que de repente se erguera nesta região da Lua que ele observava regu­larmente, remontando o seu último estudo a pouco mais de quarenta dias...

Depois de um período de hesitação, que compre­endemos bem, John O'Neill, que temia o veredito dos homens de ciência porque era apenas um amador, deci­diu submeter à Associação dos Observadores Planetá­rios e Lunares, um relatório circunstanciado porém mui­to prudente, no qual designava a ponte do mar das Cri­ses, sob o nome de "objeto natural". Como se sabe, os especialistas apoderaram-se da informação e ridicularizaram-na. Não por muito tempo, contudo, pois um es­pecialista, o célebre Dr. H. P. Wilkins, declarou sem a menor ambigüidade, que ele mesmo verificaria um mês apenas depois de O'Neil a presença da insólita estrutu­ra. Poucos dias mais tarde, o prof. Patrick Moore re­velava, por sua vez, que observara por duas vezes a ponte fantástica!

A BBC apossou-se do caso e pediu ao dr. Wilkins que desse explicações diante de seus microfones. O sábio afirmou então:

"É mesmo uma ponte! Mede pouco menos de vinte milhas, tem uma altura de cerca de cinco mil pés, (1.500 metros) acima do solo do mar das Crises. Sua largura atinge cerca de duas milhas, parece-me artificial, isto é, que poderia tratar-se daquilo que nós chamamos na Terra de uma obra de arte".

Na Cordilheira dos Andes e no Vale das Maravilhas: a mesma obra

Sabemos que construções estranhas, que pode­riam ser pistas de aterrissagem para OVNI, foram descobertas na América do Sul, na Cordilheira dos Andes, e na França no Vale das Maravilhas. O prof. Frazer Thompson, da Universidade norte-americana de Tulane, observou a 6 de maio, na Lua, fundações idênticas a estas. Com efeito, uma brecha jamais obser­vada antes na cintura do "círculo Piccolomini" foi descoberta naquele dia. Ela formava "uma longa faixa estreita e retilínea, com largura, entretanto, de mil pés (300 metros, mais ou menos) e que se parecia a uma super-rodovia ou pista de decolagem!"

Outros astrônomos viriam confirmar também a observação do prof. Thompson e estão agora tentados a acreditar que esta arquitetura selênica está em es­treita relação com os Objetos Voadores Não Identifi­cados! Não será sem dúvida o reverendo Padre Reyna, do observatório argentino de San Miguel, quem os des­mentirá. O padre Reyna, que pertence à Companhia de Jesus (Jesuítas), ordem séria se é que existe alguma, fotografou na noite de 1º. de dezembro de 1965, no campo luminoso da Lua, três discos voadores. As fotos realizadas por esse astrônomo foram publicadas por numerosas revistas especializadas.

Vida e sinais sobre a Lua

O astrônomo soviético Alexandre Deitch, diretor do observatório de Poulkovo, perto de Leningrado, declarou em 1961 a um correspondente da Agência Tass, que poderia existir vida no interior da Lua, onde a temperatura é mais constante do que na superfície, e onde existiriam gases, assim como um meio propício ao desenvolvimento da vegetação e da vida animal. Outro astrônomo, Nicolas Kozyrez, observara semanas antes um "vulcão lunar" no interior da cratera Alphonse. O que, segundo ele, confirma bem a possibilidade de calor e de gás no interior de nosso satélite natural. Por várias vezes, astrônomos constataram a presença de fontes luminosas na cratera Aristarco, um "X" na cratera Eratóstenes; um dia, a letra "Gamma" apareceu na cratera de Littrow. Um dos maiores mistérios lunares pertence à cratera Platão, onde esquadrilhas foram observadas por várias vezes. A 12 de agosto de 1944, notou-se no interior dela "alguma coisa" que refletia fortemente a luz solar.

A revista norte-americana Sky and Telescope de junho de 1956 publicou um documento notável, que ela devia ao astrônomo mexicano Robert E. Curtis, que exercia oficialmente as funções de observador do céu. Curtis conseguira fotografar uma singular cruz luminosa situada na proximidade da cratera "Parry". Este último fenômeno inexplicado foi interpretado de diver­sos modos. A possibilidade de um efeito solar batendo diretamente a crista de duas cadeias de montanhas "cruzando-se em ângulo reto" foi apontada. O que contraria, observou George Langellan, esta maravilhosa hipótese, é que duas cadeias de montanhas não podem cruzar-se em ângulo reto!

Clarões lunares observados com simples binóculos...

As misteriosas luminescências lunares intrigam os organismos oficiais da NASA, cujos olhos estão perma­nentemente voltados para a rainha das noites. A 15 de novembro de 1965, esta organização confessava ter observado na cratera Aristarco (sempre ela), poderosos clarões. Esta confissão "espontânea" partindo de uma organização considerada muito justamente como bas­tante discreta deveria surpreender-nos, se não soubéssemos que a amplitude do fenômeno foi tal que simples astrônomos amadores que olhavam a Lua com possantes binóculos o notaram! Curiosa mudança de opinião veri­ficou-se no curso destes últimos anos, nos meios oficiais da astronomia soviética. Admite-se agora que a Lua poderia não ser um astro tão morto quanto se queria pretender. A possibilidade de uma vida orgânica neste subúrbio da Terra é de se esperar.

A 5 de fevereiro de 1966, o prof. Kukarkin es­creveu na revista "Tempos Novos": "Não existe nenhu­ma razão particular para pensar que a vida não exista em nosso satélite. Podem existir ali certos organismos vivos, a uma certa profundidade, que se adaptaram a uma situação desfavorável para os seres humanos".

Uma vida desconhecida?

A NASA, que deve fazer aterrissar em julho de 1969 três cosmonautas sobre a Lua, tomou já todas as precauções para evitar que a volta desses exploradores celestes provoque em nosso planeta uma catástrofe com riscos incalculáveis. Efetivamente, ao término de sua grande aventura, os três homens que voltam de tão longe não conhecerão de imediato as alegrias das "boas­-vindas". Assim que sua cápsula toque as águas do Pacífico, macacões e capacetes especiais lhes serão lan­çados a bordo.

Médicos e biologistas encarregados do programa espacial dos Estados Unidos querem prevenir a disse­minação eventual de micróbios lunares desconhecidos. Os cosmonautas ganharam as enfermarias de Houston para ali sofrer um isolamento total de trinta dias. Como na Idade Média, os Terráqueos deverão colocar em quarentena esses navegadores do outro mundo, primei­ros conquistadores do sistema solar. Esta sábia pre­caução evitará, sem dúvida, graves inconvenientes para nós, pois poderia ocorrer que a Lua esteja contaminada por formas de vida vindas das profundezas cósmicas. Frank Halstaed, curador do observatório de Duluth (Minnesota) pensa que Marte e Vênus, como a Lua, constituem bases para "discos-voadores" que vêm de outro sistema solar. A National Aeronautics and Space Administration deve ter a prova disso. Quando em 25 de dezembro de 1968 James Lovell declarou: "Acabam de informar-nos que Papai Noel existe mesmo...", os controles telemétricos provaram que ele acabava de sofrer uma enorme surpresa. Seu pulso atingia 120 pulsações por minuto, ao passo que durante as 93 horas precedentes, seu ritmo cardíaco tinha sido sempre nor­mal! É quase certo que a tripulação da "Apolo 8" viu em nosso satélite coisas fantásticas, mas é ainda muito cedo para tornar públicas estas descobertas, que poderiam convulsionar totalmente o equilíbrio de nossa sociedade.

Todos aqueles que negam ainda a presença em nossos céus de Objetos Voadores Não Identificados, sob a simples presunção de um conhecimento perfeito das paragens de nosso planeta, paragens que se esten­dem a alguns milhares de quilômetros na atmosfera e a bilhões de anos-luz no cosmos, deveriam meditar as declarações do prof. Gleb Chebotarev que datam de agosto de 1965. Este sábio, chefe do Instituto de Teoria Astronômica de Leningrado (é uma referência) confes­sava na época: "Os instrumentos que existem atual­mente não dão aos astrônomos senão a possibilidade de estudar uma parte insignificante de todo o sistema solar. Depois de ter efetuado cálculos sobre a interação gravitacional do Sol e das estrelas de nossa galáxia, penso que o sistema solar se estenderá até a 230.000 unidades astronômicas, isto é, a 35.088 trilhões de qui­lômetros, enquanto que Plutão, o planeta do sistema solar mais afastado que conhecemos, não está senão a 40 unidades astronômicas do Sol, isto é, a 5.952 milhões de quilômetros".

Dez bilhões de sistemas planetários

Su Shu Huang, da Universidade de Northwestern Evanston (Illinois), que é um astrofísico cuja autori­dade e competência foram utilizadas nas pesquisas es­paciais na NASA, considera que é provável que a vida exista em planetas que giram em torno de estrelas amarelas. Assim sendo, existiriam na Via Láctea dez bilhões de sistemas planetários idênticos ao nosso sis­tema solar, e uma forma de vida poderia ter-se desen­volvido em alguns desses planetas. Su Shu Huang que efetua, sob o patrocínio da NASA, uma série de estudos sobre a formação dos planetas, baseia sua teoria em uma nova interpretação do princípio da "força angular", energia produzida pelos deslocamentos das estrelas no espaço. Segundo Huang, os sistemas planetários da Via Láctea teriam se formado em redor de dez bilhões de estrelas amarelas que formam 10% das estrelas que existem em nossa Via Láctea. Planetas girariam em volta dessas estrelas do mesmo modo que os planetas de nosso sistema giram em torno do sol, que também é uma estrela amarela. Huang explica assim a existência desses sistemas planetários:

"As estrelas que giram sobre si mesmas absorvem por sua rotação sua força angular, mas aquelas que não efetuam nenhuma revolução distribuem esta força ao redor dela. O Sol e as outras estrelas amarelas não giram".

Respeitando-se este princípio da conservação da energia, deve-se logicamente supor a existência de objetos relativamente próximos para absorver a energia desprendida pela força angular. No início da vida das estrelas jovens, existiam à volta delas nuvens de gases e de partículas. Os planetas foram provavelmente for­mados pela condensação desses gases no curso de pe­ríodos que se alongaram por milhões de anos. Os objetos girando em torno das estrelas em órbita circular, os planetas deveriam conservar esta órbita. As estrelas amarelas datam de um bilhão de anos. A vida sob suas formas mais desenvolvidas, levando três bilhões de anos para se formar, é provável que exista vida sobre os planetas que giram em volta de estrelas amarelas.

10.

QUANDO O CÉU FALA: DIÁLOGO COM O ESPAÇO

No mês de janeiro de 1966, "A Estrela Vermelha" publicou a entrevista de um sábio soviético, sr. Nikiforov. Este pesquisador declarou então: "Os engenhos espaciais do futuro farão abastecimento de oxigênio e de hidrogênio sobre o sol..." Segundo ele, esses dois elementos existem em todo o universo, e afirmou que seria possível um dia que naves espaciais se aproximas­sem do sol para ali se reabastecer, depois tornar a partir para outros planetas distantes.

Tem-se o direito de perguntar se os sábios sovié­ticos não chegaram à conclusão de que os iniciados do passado tinham razão, quando ensinavam que a tem­peratura do astro do dia, na sua superfície, não ia além dos 37° centígrados. Os raios calóricos que percebemos não seriam senão uma forma de onda nascida nas altas camadas da atmosfera a 500 ou 600 quilômetros, sob a ação de energias vibratórias. Os mistérios do cosmos são considerados com o maior interesse por certos sábios, e o problema dos OVNI, que se integra entre os segredos do espaço, leva numerosos cientistas a reconsiderar sua posição em relação aos nossos "visi­tantes celestes".

Três pesquisadores chilenos declaravam em agosto de 1965 ao jornal "La Tercera de La Hora": "É lamentável que os governos não parecem dar-se conta do que se chama "discos-voadores", e que mantém o público na ignorância a este respeito. Para nós é certo que engenhos misteriosos circulam em redor da Terra e que os teste­munhos não são fantasias. Certamente, o fenômeno fica cientificamente inexplicado, mas estamos persua­didos de que não estamos sós no universo". Vinda do prof. Gabriel Alvial, diretor do Centro de Radiações Cósmicas do Chile, do prof. Cláudio Anguita, diretor do observatório de Cerra Calan, e do prof. Mitrovan Zuerev, um soviético designado para esse mesmo obser­vatório, esta afirmação adquire certo valor!

Segundo Sir Bernard Lovell, é provável que a vida exista em numerosos pontos do universo. Os elementos necessários para a criação da vida existem nas nuvens gasosas das galáxias. No curso da formação do universo, estes elementos depositaram-se sobre as estrelas, os planetas e sua combinação permitiu a evolução. Certamente, estes elementos serão descobertos quando o homem puder atingir outros planetas.

Alguns mistérios de Vênus

O dr. John Kraus do Observatório do Estado de Ohio nos Estados Unidos considera que em razão dos sinais freqüentemente percebidos, uma estação de trans­missão de rádio poderia existir em Vênus. Comentando os resultados obtidos pela experiência do Venusik, o prof. Alexandre Lebedinsky escrevia no número de março de 1966 de Terra e Universo: "A temperatura à superfície de Vênus é da ordem de 50 a 60° C, isto é, menos do que se admitia até o momento". Já, em 1964, o russo Kozirev ficara surpreso de detectar à superfície do planeta fenômenos luminosos cuja inten­sidade era comparável à das explosões atômicas.

Em busca de comunicações extraterrestres

Os astrônomos norte-americanos e soviéticos em­preenderam um programa comum, que consistia em alcançar os meios de comunicar-se com eventuais civili­zações extraterrestres. Esta questão foi longamente examinada num dia de setembro de 1964 no observa­tório de Burakane em Evran. Esta assembléia extre­mamente séria era presidida pelo acadêmico Ambartscumian, presidente da União Internacional Astronô­mica. Durante esta reunião, analisou-se o problema sob todos os ângulos. Um dos maiores especialistas mun­diais de rádio-astronomia, o prof. Shklovski resumiu as conclusões deste encontro. "Devemos desde agora son­dar o cosmos para tentar entrar em contato com even­tuais civilizações extraterrestres. Supondo-se que uma civilização extraterrestre exista e que seja mais avançada do que a nossa, pode-se pensar que ela emite sinais no cosmos. As ondas rádio-decimétricas e centimétricas deveriam permitir uma comunicação entre sistemas solares".

Os sábios que participavam desta reunião consi­deraram que os meios de escuta de que dispomos atual­mente na Terra devem captar tais sinais, se é que existem. Mas antes de tentar tal operação, é preciso ser capaz de distinguir um sinal de rádio natural de um sinal artificial. Há, com efeito, no cosmos nume­rosas fontes naturais de ondas hertzianas que os rádios-astrônomos escutam. Estes, pois, propuseram uma série de critérios que permitam distinguir um sinal artificial de uma emissão natural. Atualmente, uma rede de re­ceptores terrestres de sinais hertzianos cobre a superfície do globo. Para poder assinalar nossa presença em caso de recepção de uma onda suspeita, os rádios-astrônomos dispõem de emissores possantes. Um plano de escuta cósmica foi posto em ação e pesquisas siste­máticas permitem detectar emissões que venham de distâncias de 1.000 anos-luz. A França ocupa um lugar de primeiro plano neste tipo de pesquisas.

Kellerman escuta...

Partindo desses dados é que o professor australiano Kellerman relançou, no início de 1965, o interesse pelos misteriosos sinais do espaço que seriam transmitidos por uma super-civilização instalada em um distante planeta. Mensagens foram captadas no observatório de Parkes no Estado de Nova Gales do Sul por um rádio-telescópio gigante. A fonte de energia captada em Parkes foi denominada 1934-63. Recorda-se que os Soviéticos Kardachev e Chklovsky tinham notado traços de uma emissão muito potente atribuída também a uma civilização avançada situada em CTA 102 a vários bilhões de anos-luz. A intensidade das emissões rece­bidas em nosso globo revelaram então que os meios de que se dispõem neste planeta longínquo são nitida­mente superiores aos nossos. Poderíamos encontrar lá a prova de que os OVNI são engenhos reais e que são pilotados por seres que têm uma técnica superior à nossa.

Rádio Júpiter

Quatro sábios da Universidade da Flórida estuda­ram durante mais de cinco anos mensagens provenientes de Júpiter. Este estudo posto sob a direção de T. D. Carr revelou um fantástico segredo. Sabe-se agora que emissões são recebidas num comprimento de onda de 18 megaciclos, e que elas se manifestam durante perío­dos bem definidos: 9 horas 55 minutos e 28 segundos. Os astrônomos que não gostam de comprometer-se atri­buem estas ondas a tempestades na atmosfera do pla­neta. Mas o ritmo e a duração fixa de seu tempo de recepção deviam levá-los a excluir esta hipótese. Pen­sa-se em vulcões, o que parece bem improvável porque não têm sido detectadas ondas de rádio durante erup­ções terrestres. Os sábios sérios colocam-se agora na única posição válida: a existência de seres inteligentes, de uma química diferente da nossa, em Júpiter!

Em outubro de 1965, o engenho-laboratório "Zond III" lançado pelos russos, detectava por sua vez mis­teriosas emissões de rádio de uma extraordinária po­tência, que emanavam de um dos planetas do sistema solar. Os soviéticos excluíram imediatamente a possi­bilidade de perturbações rádio-elétricas de origem solar (erupções). O astrônomo Vyacheslav Blysh, por sua vez, concluiu que essas emissões tinham por origem Júpiter. Esta conclusão não é certamente estranha ao fato de que T. D. Carr localizara meses antes os pontos de ori­gem exatos dos emissores "jupiterianos"... Três fontes fixas distribuídas na superfície do planeta!

Uma experiência durante a qual surgem monstros...

Há mais de quarenta anos, em agosto de 1924, o planeta Marte aproximou-se da Terra. A marinha norte-americana quis aproveitar o fato de ele passar a 60 milhões de quilômetros da Terra e "somente" para captar sinais eventuais, se é que Marte poderia emitir sinais. Mas, como a experiência poderia fracassar, os obser­vadores da Marinha quiseram permanecer no anoni­mato. Financiavam a operação, forneciam o material e a mão-de-obra técnica necessária, mas outra pessoa qualquer é que devia endossar a responsabilidade oficial da empreitada. O dr. David Toddo foi esse responsável.

Em fitas registradoras gravam-se cabeças apocalípticas...

O governo ordenou a todas as emissoras de rádio que ficassem em silêncio durante toda a duração da experiência. No interior de uma rádio-câmera Jenkins, uma fita de papel sensível passava diante de pontos lu­minosos oscilantes. Cada sinal de rádio captado era con­vertido num risco luminoso que se registrava sobre o "filme". O material de registro media cerca de 9 metros de comprimento e 0,15 m de largura. Outros países cooperaram com a experiência. A 28 de agosto de 1924, a imprensa anunciava: "O filme mostrou, preto e branco, de uma parte um alinhamento contínuo de sinais, de outra parte a intervalos regularmente espaçados, sinais apresentando em grupos e curiosamente embaralhadas, formas que pareciam fisionomias humanas cruelmente descarnadas..."

Os sábios que examinaram este espantoso do­cumento ficaram estupefatos pelo inusitado caminho que os acontecimentos iam tomando. O inventor da rádio-câmera, Jenkins, não compreendia absolutamente nada desses sinais esquisitos e das caricaturas apoca­lípticas que tinham vindo inscrever-se na fita sensível. Classificaram a película como maldita e esqueceram-na completamente.

Após alguns meses, sábios norte-americanos insta­laram no deserto de Mojave, na Califórnia, uma antena parabólica gigante capaz de seguir uma cabine espacial até aos confins do cosmos. Esta orelha de 65 metros de diâmetro é a mais sensível jamais construída, entre elas a de Jodrell Bank. Esta instalação permite detectar um veículo cósmico até as proximidades de Plutão, seja a 5,6 bilhões de quilômetros da Terra. A nova antena de Gladstone, cujo topo domina, a 72 metros de altura, o deserto de dunas e de areia, onde não sobrevivem senão cactos de formas apocalípticas, tem o dobro do alcance daquela que serviu às comunicações entre os dois "Mariners" que sobrevoaram Marte e Vênus, portanto apta para seguir os OVNI a distâncias enormes.

Dobrando esta rede de vigilância, os Estados Uni­dos elaboraram um programa de observação e de iden­tificação de satélites artificiais. Este programa com­preende especialmente um sistema fotográfico encarre­gado de filmar os satélites graças a um poderoso raio "laser". Três câmeras foram instaladas em Cloudroft no Novo México. Os satélites são iluminados e filmados. Os EUA possuem atualmente a carteira de identidade dos engenhos colocados em órbita pelo homem e que evoluem no espaço aéreo dos Estados Unidos.

Não é mais segredo para ninguém dizer que, atual­mente, todas as grandes potências já penetraram uma parte do mistério OVNI. Os meios de detecção aperfei­çoados postos em comum pelos Russos e os Norte-Americanos não podem em nenhum caso ser inferiores àqueles que possuem os simples amadores, que conse­guiram fotografar os OVNI. As fotos não podem ser contestadas, contam-se por centenas. A única conclusão que se impõe, é que nas altas camadas uma senha de silêncio foi imposta sobre o fenômeno.

Os pequenos homens verdes: L. G. M.

Foi numa bacia natural em Arecibo (Porto Rico) que os norte-americanos construíram uma orelha gigante que lhes permite seguir durante mais de duas horas os murmúrios do planeta Vênus. O refletor de Arecibo é fixo. Mas, estando em latitude de 18° norte, encontra-se numa região onde regularmente os planetas passam no zênite. De outro lado, a 50 metros acima do refletor, uma cabina de 550 toneladas está suspensa a cabos que sustentam três grandes torres. E graças aos desloca mentos desta cabine, na qual foi instalado um conjunto emissor-receptor, é possível visar fontes até aos 18° zênite.

Esta grande antena registrou uma fonte destes sinais do espaço que se perpetuam três horas por dia. Os membros da Universidade Cornel de Arecibo colo­cam as suas maiores esperanças no instrumento que foi posto à sua disposição. Graças a ele, foi possível veri­ficar a incrível descoberta feita por sir Martin Ryle, da Universidade de Cambridge: "Os Pulsars".

Frank Darke, diretor do observatório ionosférico de Arecibo, descreve-os assim: "Produzem-se a cada 1,3372795 segundos com uma rigorosa regularidade. A intensidade de cada impulso é variável durante um minuto. A emissão enfraquece até desaparecer durante três ou quatro minutos, para reaparecer com a mesma intensidade: O presente ciclo é contínuo".

O imenso rádio-telescópio de Arecibo pode captar sinais emitidos desde uma distância de 300 anos-luz. Não é, pois, de se surpreender saber que os sinais pro­vêm de um ponto situado entre Vega e Altair, perto do centro da Via Láctea.

Os sábios da Universidade de Tecnologia de Pasenda na Califórnia assinalavam, por sua vez, ter cap­tado, a 17 de maio de 1968, emissões que vinham de estrelas da Via Láctea. As freqüências recebidas variam de 20 a 2.292 megaciclos. Duas outras estrelas emitem nas freqüências de 83,3 a 86,3 e de 84,4 a 85,4 (freqüências utilizadas pela televisão e o rádio em modu­lação de freqüência). O campo magnético de nosso planeta e a presença da atmosfera prejudicam conside­ravelmente a recepção de emissões extraterrestres, e sem dúvida foi por esta razão que a 30 de julho de 1968, a NASA pôs em órbita um satélite semelhante a uma imensa aranha, que possui quatro longas antenas de cinqüenta metros cada, e uma de quarenta metros. Este engenho, que gravita a 5.500 quilômetros da Terra, numa órbita circular, já coletou informações da mais alta importância para a rádio-astronomia.

No mês de agosto de 1968, dois sábios do Depar­tamento de Astrofísica da Universidade de Sidney cap­taram sinais de rádio, que poderiam ser transmitidos por uma longínqua civilização, acredita o prof. Bernard Mills, diretor desse departamento. Esses "apelos" provêm de fontes situadas a 500 anos-luz da Terra, isto é, em nossa galáxia. Os drs. Tomy Turtle e Alec Vaughan também registraram, graças ao rádio-telescópio gigante "de Mills Cross, estas modulações do infi­nito. Estes sinais, salientou o prof. Mills, são freqüentes e regulares, e emitidos a intervalos exatos. Não se pode dar atualmente nenhuma explicação do fenômeno, mas o prof. Mills não exclui a existência de uma forma qual­quer de civilização extraterrestre que disponha de uma fonte "artificial" de emissão.

Sinais idênticos tinham sido captados em novem­bro de 1967 em Cambridge, na Inglaterra. O prof. sir Martin Ryle, chefe da equipe de Cambridge que de­tectou esta fonte de rádio, considera pouco provável que estas ondas sejam emitidas por uma "inteligência", mas acrescenta: "Nós batizamos como "L. G. M." o ponto de onde provêm estes "apelos cósmicos". Isto é "Little Green Men" (Pequenos Homens Verdes) ou planeta dos pequenos homens, verdes".

Sabendo-se que existe um dossiê "secretíssimo" no Estado-Maior da Real Força Aérea (Royal Air Force-RAF) sobre os "L. G. M." e suas curiosas máquinas voadoras, deveremos admitir que sir Martin Ryle tem um senso de humor tipicamente britânico...

11.

MÁQUINAS FANTÁSTICAS CONSTRUÍDAS EM NOSSO PLANETA

Numerosas pessoas acreditam nos discos-voadores e, com freqüência, ouvimos esta afirmação: "Sim, os OVNI existem, porém pertencem ao arsenal de armas secretas de uma nação da Terra tecnicamente adian­tada".

Desde o aparecimento destes estranhos engenhos, volta-se a falar muito de uma arma secreta construída por sábios alemães no fim da última guerra mundial: o V-7 (Vengeltungswaffe). Esta arma de ataque devia sair das oficinas subterrâneas de Breslau. Tratava-se de um engenho em forma de disco, cujas primeiras provas satisfatórias tinham sido efetuadas sobre o Báltico. Os laboratórios secretos caíram em mãos dos russos que se apressaram em apreender todo o material e apos­saram-se dos três engenheiros que tinham criado esses aparelhos. Um dos técnicos, pai do V-7, o dr. Miethe, conseguiu fugir para o Egito e de lá para os EUA, portanto Russos e Norte-Americanos partilhariam os planos dos discos V-7.

Este avião supersônico estava equipado com 12 turbo-reatores BMWO 28. Podia voar a mais de 20 mil metros de altitude e percorrer 40.000 quilômetros sem escala! É exatamente o que nós não podemos crer... O consumo de combustível de 12 turbo-reatores é muito importante, e a volta da Terra sem escala parece enor­me! Além disso, uma tal bateria de propulsores seria ex­cessivamente barulhenta, o que não ocorre com os discos-voadores que deslizam pelo céu como águias...

Em maio de 1953, o engenheiro Georges Klein revelava em Die Welt, um jornal de Hamburgo, que Miethe realmente conseguira fabricar um disco-voador que podia atingir a velocidade de 2.000 km/h... Estamos, portanto, muito distantes das façanhas reali­zadas pelos OVNI que atravessam os nossos céus a 10.000 km/h.

Se os discos-voadores tivessem origem terrestre e especialmente alemã, atribuiríamos sua invenção a dois físicos que, sob o regime nazista, trabalharam no pro­blema da antigravitação: Vogth e Muller.

M2-F2:

A administração norte-americana do espaço estuda um protótipo revolucionário em matéria de engenhos espaciais: o "M2-F2". Este engenho de forma lenticular (tronco de cone arredondado) é concebido segundo os princípios da estabilidade aerodinâmica dos corpos e não possui asas. Prevê-se que se largará no espaço esse engenho durante as provas de vôo de um bombardeiro "B-52" voando a 720 km/h e numa altitude de 15.000 metros. O disco será dirigido por um piloto de prova que tentará manter-se após uma queda de quatro mi­nutos.

O disco de Paul Moller

Um professor da Universidade da Califórnia, sr. Paul Moller, acaba também de construir um "disco-voador" de decolagem vertical que pode atingir 160 km/h... Há muitos anos ele aperfeiçoa esse engenho com ajuda de um grupo de alunos. Equipado com um sistema de propulsão que compreende 4 motores de 15-CV, este aparelho poderia ser vendido a 20.000 F (vinte mil francos) isto é, o preço de um automóvel de luxo. Verifica-se que estes dois protótipos estão longe de obter acelerações idênticas à dos OVNI que, partindo de 0 km/h passam, em alguns segundos, a 20.000 km/h.! ESTA ACELERAÇÃO, MUITAS VEZES SUPERIOR A "G" não seria suportável para um ho­mem da Terra!

Anti-G

Entre os diferentes projetos futuros concernentes à propulsão no cosmos, estudam-se em diferentes labo­ratórios do mundo engenhos antigravitacionais. Deve-se dizer que esta supressão do peso constitui, para os físi­cos, a fórmula importante a ser descoberta. Na França, Marcel Pages estudou muito a fundo a questão, e seu assistente, que estava ao corrente de todos os seus tra­balhos, desapareceu durante uma viagem ao Brasil. Nos EUA, Fisher-Sykorsky-Babson obtiveram resultados encorajadores sobre a antigravidade. Na URSS, Platkull e Stanioukovich tomaram o caso em suas mãos. Os trabalhos secretos do prof. Auger, sob a direção do co­ronel Jacques Pierrat, na França, levam-nos atualmente ao primeiro plano nestas pesquisas.

Ciência e Mistério

Certos meios de Perpignan afirmam que o enge­nheiro Lucien Frémont teria lançado, em 1961, no Brasil, um engenho "antigravitacional". Lucien Frémont seria atualmente membro da Sociedade de Astronomia Nacional do Brasil e seus trabalhos sobre o "anti-G" dos mais avançados. A propulsão atual dos engenhos espaciais é uma fórmula ultrapassada, estas tentativas para fugir à atração de nosso planeta estão já em desuso. No futuro, os veículos deverão ser mais pesados, mais rápidos e capazes de transportar cargas úteis mais elevadas.

Fórmulas novas

Estudando-se as novas fórmulas de propulsão aper­feiçoadas em nosso planeta, é que podemos compreen­der que, apesar de seu pequeno volume, os discos-voadores podem vir de muito longe.

A astronave com propulsão por meio de foguetes está inteiramente ultrapassada. Está-se aperfeiçoando atualmente na URSS um "quantonef" que seria propelido por quanta, ou impulsos de ondas, produzidos a partir da desintegração total da matéria. Numerosas tentativas já foram feitas neste sentido, e a elaboração definitiva deste engenho poderá ocorrer muito breve. Já foi até batizado: "A Lâmpada Voadora".

Uma firma norte-americana trabalha no sentido de lançar um motor astronáutico de bolso! Parece-se com um anel e é tão leve que pode ser levado na mão. Graças a ele, Marte e Vênus podem tornar-se em breve subúrbios da Terra. Planetas como Plutão ou Netuno seriam facilmente alcançados com um tal sistema de propulsão. Motores como estes seriam usados a partir de plataformas espaciais, porque a projeção iônica não é suficientemente forte para arrancar um foguete à atração terrestre, mas, chegado ao espaço cósmico, o fraco impulso que oferecem (cerca de uma libra) per­mitiria atingir centenas de quilômetros por segundo.

O princípio de funcionamento está baseado na transformação da energia nuclear de um pequeno reator em energia elétrica. O combustível utilizado é o césium, cujos átomos são transformados em íons quando o va­por do césium se difunde através de uma grade quente em tungstênio. Estes íons projetados para trás do reator imprimem ao foguete o seu impulso. Seriam necessários apenas 17 dias para se chegar a Marte. Eis-nos muito próximos dos vimanas da Índia antiga e do foguete es­culpido na laje de Palenque.

O motor a mercúrio

Dois sábios alemães, os profs. Joseph Freisinger e Horst Loeb conceberam um motor a mercúrio! Os textos sânscritos há vários milênios nos falam, recorda-se, deste modo de propulsão nos veículos celestes cons­truídos há mais de 10.000 anos. Eis como os dois alemães o imaginaram. O princípio de funcionamento deste motor é o seguinte: o mercúrio é levado a uma temperatura em que se torna gasoso. Passa depois para uma câmara de ionização onde suas partículas (íons) são carregadas positivamente por meio de um campo magnético, depois expulsos à velocidade de 100 km por segundo. Nos foguetes a combustível sólido ou líquido, as partículas químicas não atingem cinco quilômetros por segundo... Com um tal motor poderíamos atingir Plutão em três anos.

Um motor estudado pelos soviéticos à gás-plasma-íon

Em outubro de 1966, os soviéticos fizeram o lança­mento de uma estação ionosférica munida de um motor a gás-plasma-íons... A finalidade do lançamento deste laboratório científico era, segundo a Agência Tass, estudar os vôos tripulados para as camadas superiores da atmosfera. Neste motor, existe um gás, de prefe­rência o hidrogênio ou o azoto, que é elevado a uma temperatura muito alta por descargas sucessivas provocadas por condensadores. O gás muda então de estado e torna-se plasma, isto é, ele decompõe-se em íons posi­tivos e negativos e em partículas neutras. Diz-se então que o gás é ionizado.

Se se faz passar um tal gás ionizado através de um campo magnético, suas partículas são fortemente aceleradas e basta dirigi-las então para uma abertura inferior para que provoquem um impulso semelhante ao que se obtém com combustível sólido ou líquido de origem química. É quase certo que os russos lançarão para Marte e Vênus astronaves equipadas com tais mo­tores.

Os reatores fotônicos

O grande sonho de todos os pesquisadores é o de construir um foguete que utilizasse fótons ou grânulos de luz como partículas ejetadas por reatores de um tipo revolucionário. O prof. Staniukovitch prepara um pro­jeto cuja idéia básica é a seguinte, e parece espantosa­mente simples: para utilizar a energia luminosa, é pre­ciso projetar numa direção dada e contrária à direção a tomar, um feixe luminoso de fótons. O dito feixe seria produzido pela transformação da matéria bruta em energia. Infelizmente, ainda não chegamos a esse está­gio. Se a realização prática parece entrar no domínio das possibilidades, as conseqüências de uma projeção no espaço cósmico a uma velocidade próxima daquela da luz são mal conhecidas. Os cálculos deixados por Einstein fazem supor que tendo atingido 300.000 quilômetros por segundo, astronave e pilotos cairiam numa outra dimensão. Teriam atravessado a barreira do Tempo!

Para a gravitação e a antigravitação artificiais

Vítima de acidente em laboratório durante a Segunda Guerra Mundial, o sr. Burkhard Heim teve amputadas as duas mãos. Além disso, ficou com surdez avançada e quase inteiramente cego. Foram necessárias mais de cinqüenta operações para devolver-lhe parte de suas aptidões visuais e auditivas. Licenciou-se em ciências depois que se tornou cego e surdo! Com a ajuda de sua esposa que lhe serve de secretária, Burkhard Heim tornou-se um "computador humano".

Durante anos, munido de um aparelho construído especialmente para sua surdez avançada, fez com que lhe lessem os textos que devia estudar e memorizou-os. Tem uma memória prodigiosa, e fórmulas e conhecimentos são fielmente registrados em seu cérebro. Seus colegas comparam-no a um "Robô humano", a um computador apto a registrar e classificar milhares de informações, mas também de imaginar e criar!

Burkhard Heim, este físico alemão cujo nome, por si só, simboliza a coragem, considera possível aumentar ou anular o peso. A 7 de janeiro de 1969, no Instituto para estudo de campos de força, de Nordheim, perto da velha cidade universitária de Goettingue, na Baixa Saxônia, Heim deixou estupefatos seus colegas demons­trando de maneira prática que era possível criar arti­ficialmente um campo de gravitação, transformando a luz em magnetismo.

O autor desta demonstração é já conhecido por ter feito, há dez anos, a demonstração teórica da possibili­dade de transmudar um campo elétrico em campo de gravitação e vice-versa. Na época, sua teoria da uniformidade dos quanta dos campos de força da gravi­tação e da matéria, causou sensação no mundo cientí­fico, e deu margem a numerosas publicações, indo da análise séria às fantasmagorias da ficção-científica. Heim imaginou aparelhos nos quais os fótons perdem sua luz, isto é, sua energia. Tornam-se invisíveis, a ener­gia luminosa transformando-se em energia de gravitação exercendo forças magnéticas. Foi inspirando-se na "câmara de bolhas" que permitiu tornar visível a fissão de um átomo numa placa fotográfica, que o sábio cons­truiu um detector extremamente sensível que permitiu registrar os mais fracos impulsos de gravitação.

A invenção de Heim constituirá sem dúvida nos próximos anos a pedra angular da propulsão espacial. Os foguetes mais aperfeiçoados e os mais potentes usados pelos soviéticos e norte-americanos atualmente, apresentam muitos inconvenientes. Todo mundo sabe que esses monstros vomitando fogo e expelindo chamas como os dragões da lenda, devoram milhares de tone­ladas de combustível e comburente para propelir no cosmos cargas relativamente pequenas. A chave do espaço chama-se antigravitação; quando, dentro de meses, o resultado da experiência de Burkhard Heim for apresentado oficialmente à imprensa alemã e internacional, o homem saberá então que uma era nova se abre para ele, e que dentro em breve as viagens cós­micas mais distantes se realizarão.

Se um povo do espaço possui um avanço técnico de cinqüenta anos sobre nós, podemos crer que já é senhor da propulsão antigravitacional. Os OVNI, cuja realidade não pode mais ser posta em dúvida, funcio­nam certamente com "motores" baseados neste prin­cípio. Os fenômenos magnéticos verificados quando de sua passagem estão em relação com este modo de pro­pulsão. Na invenção de Heim, nós vimo-lo, a energia luminosa transforma-se em energia magnética, esta perturbadora constatação leva-nos a estabelecer uma analogia entre a ciência terrestre e a tecnologia extraterrestre. A descoberta por "cognição" deve ser comum a todas as organizações pensantes do universo. Ela possui uma fonte única, isto Burkhard o sabe, ele que, voluntariamente e por razões religiosas e filosóficas, entregou-se a estudos sobre a cosmogênese e os fenô­menos evolutivos.

12.

OVNI — ESCRITOS SACROS — CIÊNCIA ANTIGRAVITAÇÃO E SINAIS NO CÉU

Há muito tempo os radiestesistas provam que lhes é possível detectar com ajuda da varinha e do pêndulo as correntes elétricas que percorrem o globo terrestre.

Essas radiações têm marcante influência sobre a saúde e o comportamento humano. Certas zonas são sulcadas por ondas nocivas, que alteram a saúde dos seres que nelas vivem. Estas ondas nocivas destroem o equilíbrio vital dos animais e dos vegetais, e engen­dram no seio dos minerais eletrólises que desagregam as pedras. O prof. André Bouguenec dá desse fenô­meno uma explicação esotérica que não surpreende os defensores da ciência hermética.

"Existem lugares mágicos, escreve este sábio. De­ve-se considerar o globo terrestre como um ser vivo, organizado, com uma fisiologia tão complexa quanto a nossa.

"Sua matriz fecundou diversos "cordões umbili­cais" alimentadores, dos quais o homem perdeu o ves­tígio.

"Estas zonas são "erógenas" no sentido em que elas engendram eflúvios de amor.

"O homem deve, pois, procurar suas afinidades com sua mãe a Terra e é encontrando-as que ele concilia os planos intelectuais e físicos."

Reconheçamos imediatamente que esta tese não é a de nosso amigo engenheiro René Jacques Mouton, que afirma em seu manuscrito Verdade 8668 enviado a alguns privilegiados, que a Terra é a mãe devoradora da humanidade! René Jacques Mouton, que se inspirou na Bíblia em seus trabalhos, considera que o livro santo apresenta uma exatidão matemática verificável, sendo de caráter transcendental os textos que o compõem. Pai de nova Cabala, o engenheiro Mouton, a exemplo de Einstein, está absolutamente certo de que Deus é essen­cialmente matemático e, portanto, absolutamente justo.

Os segredos da matéria

Tornamos a encontrar na sua tese os conceitos filosóficos atuais tais como os ensina Robert Lissen nu­ma obra aparecida nas Edições Planeta: Espiritualidade da Matéria. Neste livro, o autor escreve:

"Pode-se dizer que Deus é matemático e que ele empregou, para a criação do Universo, matemáticas da espécie mais sublime". Einstein já dizia, observando a perfeição geométrica das trajetórias do átomo: "Deus não joga dados!"

Deus é, portanto, a precisão, a exatidão, a ordem e a verdade personificadas. René Jacques Mouton pre­cisa: "Não podemos ver nosso Pai Criador do qual somos as imagens, porque ainda não estamos identificados com seu Espírito. Seu olhar nos destruiria imedia­tamente e eis por que a santa Bíblia nos diz: "Ver a face de Deus, é morrer!" Esta não-identificação expli­ca-se pela irradiação espiritual negativa que emana da matéria inanimada, em conseqüência de sua origem espiritual. Efetivamente, esta matéria inanimada obe­dece à segunda lei da termodinâmica (Carnot Clausius) que pretende o nivelamento das temperaturas, das pressões, de toda descontinuidade física. Ora, esta lei é exa­tamente oposta ao princípio de Pauli que governa toda matéria viva e dá-lhe uma irradiação espiritual posi­tiva".

R. J. Mouton prossegue: "Os campos espirituais ligados à matéria têm efeito físico bem conhecido que é a base da teoria de Newton, sobre a gravitação uni­versal!"

Sir Isaac Newton descobriu que a atração de duas massas é proporcional ao produto destas duas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas dis­tâncias. Nosso peso terrestre é um caso particular desta lei que governa todos os astros do universo. Ninguém mais pôde descobrir depois a origem desta força. "Afir­mo de minha parte, diz o engenheiro Mouton, que ela é espiritual porque ela é anulada espiritualmente. Os fenômenos de levitação das mesas girantes, das cordas atiradas para o alto e que ficam assim retas, sem sus­tentação, são certamente provocados por médiuns espirituais. Os incidentes sobre o psiquismo são incontáveis e explicam os milagres.

"Vivemos na superfície de uma enorme massa de matéria inorgânica: a Terra. Esta influencia-nos espi­ritualmente no sentido negativo de uma igualação mor­tal. Sob essa influência é que vemos os homens perder sua virilidade e as mulheres sua feminilidade. A influên­cia planetária é coletiva, ao passo que a influência celeste espiritual é individualizante, portanto vivificante.

"A Terra, que é "mulher", destrói o homem que não se conforma à lei para apropriar-se dela. Ora, o homem terrestre é absolutamente incapaz de seguir es­tritamente a lei posta em evidência pelos profetas. As­sim, ele é destruído materialmente pela inteligência feminina, em vez de ser convertido espiritualmente pela inteligência masculina. Esta polarização negativa do planeta sobre o qual vivemos constitui a alma do globo: o Espírito Santo Negativo, isto é, Satã ou o Diabo.

"Quando os pensamentos negativos destruidores que emitimos entram em harmonia com nossa "Mãe" Terrestre, aumentamos sensivelmente as forças do mal, em sua potência. O Espírito Santo Negativo é o agente das destruições aqui embaixo. Influi inteligentemente sobre o psiquismo humano para o aterrorizar e o sub­meter. Podemos pois considerar que um cataclismo como o da Atlântida, descrito por Platão, isto é, o último dilúvio, desenrolou-se numa época em que os homens se tinham tornado depravados e maus e corresponde bem a uma realidade primária das leis da criação. A energia pensada de uma geração produz o seu vir-a-ser!

"Parece que um estreito paralelismo se manifesta entre as catástrofes ditas "naturais", geradas pelo "Es­pírito Santo Negativo", e a forma pensada, que domina as grandes organizações humanas. Deus é o criador do bem, e a Terra-Mãe, a destruidora do Mal!"

A "Serpente" fere a "Mulher" no calcanhar, mas esta lhe esmaga a cabeça, ensina-nos o simbolismo cabalístico. As pesquisas do engenheiro René Jacques Mouton confirmam em todos os pontos esta imagem simbólica, e provam-nos que os grandes mistérios es­condem, às vezes, dose muito grande de ciência.

Quando a terra treme, os misteriosos objetos celestes passam...

De modo errôneo, os positivistas consideraram os relatos dos Evangelhos como contos de fadas para crianças retardadas. Entretanto, o tempo que se escoa ajuda-nos a entender que a revelação dos Apóstolos esconde uma grande verdade. Os parágrafos que se referem aos últimos tempos profetizam acontecimentos que estamos a ponto de viver, e que nos surpreendem pela sua clareza.

Haverá "sinais" no céu e tremores de terra, diz-nos São Mateus; esta correlação de fatos, que até aos últi­mos meses parecia não existir, e que nos leva a pensar que o evangelista era um escritor de imaginação transbordante, aparece hoje como uma perturbadora reali­dade! Especialista na pesquisa de elementos ligados aos Objetos Voadores Não Identificados, um "discólogo" francês, Fernand Lagarde, de Tarbes, pôs em relevo um ponto importante no estudo das máquinas fantásticas. Coincidências "exageradas" provam que os OVNI que percorrem nossos céus evoluem de maneira muito fiel à vertical das falhas tectônicas. Os locais em que a crosta terrestre está em movimento, onde os tremores de terra são freqüentes, conhecem uma forte atividade de sobrevôos por engenhos espaciais de proveniência inde­terminada.

Nosso jovem amigo Francis Scheafer, fundador do Agrupamento de Estudo dos Objetos Celestes Não Identificados, dedicou-se a uma pesquisa no tempo e no espaço, que reuniu centenas de provas em favor da tese de Tarbais Lagarde. Melhor, Scheafer prova que os tremores de terra poderiam ser provocados por OVNI. Seu dossiê volumoso e perfeitamente pormeno­rizado bastaria a um juiz de instrução para inculpar o primeiro "Marciano" que desembarcasse em nosso planeta, um dia, pelas destruições voluntárias do bem alheio! Dois notáveis brasileiros, sr. J. Terceiro, mestre-adjunto de Pereiro, e seu compatriota, um deputado do Estado do Ceará, sr. Ernesto Valente que declararam ao Parlamento que as máquinas fantásticas eram responsá­veis pelos tremores de terra, e convidaram o governo federal brasileiro a abrir uma investigação, não desmen­tiriam as constatações de nossos dois pesquisadores franceses!

É fato reconhecido por um sismólogo de uma gran­de universidade, desde 1948, isto é, desde que se regis­tram os aparecimentos maciços de misteriosos objetos celestes, por toda parte em nosso globo, que se passa algo de difícil de definir. Forças poderosas trabalham no interior da terra, provocando vastos movimentos de terras em vários continentes. Quanto mais afastados estamos do último grande sismo, mais próximo se está do seguinte. Um tremor de terra pode ser comparado a uma terrível explosão subterrânea que envia vibra­ções em todas as direções.

Antigravitação e sismos

O físico Pellat demonstrou, em 1885, que os fenô­menos elétricos que se localizam em nossa atmosfera, explicam-se completamente partindo-se do fato de que a Terra possui em sua superfície uma camada de ele­tricidade negativa, fato estabelecido por Thomson. Em 1955, no curso de um congresso de "Física-Química", à Rua Pierre-Curie, em Paris, o eminente físico inglês Blackett apresentou relatórios pessoais sobre a imantação de nosso planeta e sobre o seu magnetismo pró­prio. Esse sábio considera que estes dois fenômenos são devidos ao movimento de rotação de nosso globo. Em seguida, forneceu as provas de que cada galáxia do universo (e nossa Via Láctea é uma delas) e por sua vez a sede de um campo magnético gigante no qual vivemos, e que interfere com nosso magnetismo ter­restre.

A matéria em si mesma não tem peso, o peso mede o grau de atração que a força magnética é capaz de exercer. Sem esta atração, não há mais peso. Esta atra­ção terrestre é a resultante do campo específico da matéria. Se, por um meio particular, pudéssemos modificar o campo específico, obteríamos imediatamente uma modificação local do peso.

Tudo leva a crer que antigas civilizações conhe­ceram esse processo. A construção das pirâmides do Egito ou das muralhas de Baalbeck certamente se fez com o auxílio desta prática. Efetivamente, para transportar blocos que pesam 80 toneladas a 130 metros de altura, era necessário usar meios que suprimissem mo­mentaneamente o peso.

Discos voadores e energia cósmica

A 11 de dezembro de 1968, Pedro Romaniuk declarava diante dos membros da "Associação John Kennedy" de Buenos Aires:

"Um disco-voador caído no deserto do Novo México foi descoberto pelas forças aéreas norte-ameri­canas que, desde então, guardam segredo sobre sua existência".

Pedro Romaniuk, especialista em OVNI, prosse­guiu:

"Este disco era construído com material indestru­tível. Havia cinco cadáveres no seu interior, semelhan­tes a seres humanos, porém bem menores.

"Ficou estabelecido que este disco funcionava com energia cósmica".

OVNI e propulsão

Se seres inteligentes, terráqueos ou outros, desco­briram um metal ou uma liga suscetível de ser car­regada negativamente com forte intensidade, podem utilizá-lo na construção de aparelhos capazes de domi­nar a força de repulsão.

A potência de emissão dirigida do interior dos aparelhos pelos seus ocupantes permitirá variar a ener­gia repulsiva, portanto a força ascensional. Todas as decolagens, evoluções, aterrissagens ou manobras aéreas serão possíveis em nosso planeta e em outros globos celestes. Se admitimos que os construtores de "discos-voadores" encontraram o meio de acumular a ENERGIA-MÃE para poder evoluir no espaço, utilizando à vontade as forças de repulsão e de atração espaciais, poderemos do mesmo modo compreender por quais processos seus veículos espaciais provocam tremores de terra sob as zonas que eles sobrevoam.

Ressalta do que acabamos de dizer que nosso pla­neta aparece como um ímã de polaridade negativa. Ora, assim como os corpos pesados se afastam da Terra à medida que pesam menos, em volume igual, do que o meio que os cerca, assim também um ímã repele o corpo que é menos magnético do que o meio em que está mergulhado. Imaginemos um corpo carregado negativamente. Está colocado sobre o solo terrestre que é polarizado negativamente, enquanto que as camadas superiores da atmosfera sofrem a influência do meio mais positivamente eletrizado. Neste caso, o corpo é repelido pela terra e atraído pela atmosfera. Se a carga é suficiente em polaridade se elevará, até que sua "negatividade" se equilibre com um meio magnético idêntico ao seu. Então, ele se estabilizará em certa altura e depois planará.

Anti-g para os sismos

Assim sendo, se seres extraterrestres se apropria­ram desta técnica, é-lhes possível empregá-la após focalização para provocar sismos locais, nos lugares esco­lhidos por eles. Por que, que é um sismo senão a colo­cação em movimento de forças prodigiosas que agem no interior da Terra, e rompendo brutalmente sua su­perfície? O mecanismo é simples. As camadas rochosas subterrâneas cedem sob o esforço da pressão intensa e terminam por romper-se. Quando desta ruptura, as rochas entrechocam-se, e uma energia enorme é liberada sob a forma de vibrações, isto é, de ondas. As "bolas luminosas", chamemo-las pelo seu nome, "os discos-voadores" que sobrevoam os pontos onde a catástrofe vai produzir-se, podem, se utilizam variações de campo, modificar o peso de certas rochas internas. Estas, mais leves, perdem seu equilíbrio instável após pouco tempo, o que provoca um desmoronamento em cadeia, do qual conhecemos muito bem as conseqüências.

Os construtores de discos-voadores detêm técnicas com que sonha mais de um engenheiro de astronáutica. Esses engenhos provocam tremores de terra; esta cons­tatação é feita com base em dados sérios, o que alguns pensam ser um ato de agressão poderia ser ao contrário uma espécie de proteção. Os extraterrestres, que visitam nosso planeta há mais de dois mil anos, seriam de algum modo esses deuses da Antigüidade, encarregados de velar pela evolução humana. Neste caso, seus engenhos misteriosos não sobrevoariam os pontos vitais senão nos momentos de catástrofes, desempenhando o papel de gênios protetores. Infelizmente, poderia também não ser exatamente assim, porque há muito tempo já os homens, habituados a esses sinais precursores teriam abandonado as zonas ameaçadas sobre as quais planam os OVNI.

Para um novo povo escolhido

Nossa civilização descobriu tudo, inventou tudo, nossos sábios estão convencidos de que são os mestres do mundo e, a esse título, mais de um recusa-se a reco­nhecer a existência dos "discos-voadores", essas realizações técnicas superiores, que provam que em alguma parte no infinito cósmico, numerosas organizações pen­santes evoluídas presidem à marcha programada do universo.

Reflita-se nisto: há séculos, a evolução terrestre parece submetida a forças exteriores, que agem sobre agrupamentos humanos escolhidos segundo critérios que nós ignoramos. A raça judia, que constituiu o povo escolhido, deu ao mundo pensadores e sábios prodigio­sos, permitiu para uma grande parte a passagem da animalidade à humanidade. Os preceitos do Torá e do Talmude são decalcados em numerosos códigos morais que os homens fizeram para governar-se. A lei confiada a Moisés pelo "Eterno" era sem dúvida de inspiração extraterrestre. Todos aqueles que estudaram a Bíblia ou que simplesmente assistiram à projeção do filme de Cecil B. De Mille "Os Dez Mandamentos" ficaram impressionados com o fato de que, no episódio da pas­sagem do Mar Vermelho pelos exilados hebreus, o elemento líquido parecer ter-se aberto como empurrado sob a ação de uma força dirigida.

O filme, como o relato sagrado, conta o naufrágio dos exércitos egípcios. Os dois ilustram perfeitamente uma ação militar refletida, montada como uma embos­cada, mais do que um milagre. Moisés deixou seus perseguidores meter-se numa armadilha, depois a rede fechou-se sobre eles! Um feixe dirigido de um engenho voador, dotado de um emissor magnético com campo negativo parece ter largamente ajudado o profeta em sua tarefa. A "nuvem" que acompanhava Moisés no deserto era, estamos certos disso, de fato um engenho espacial "javético".

A teoria do capitão Plantier sobre a antigravitação explicaria perfeitamente bem esse fenômeno celeste. Não esqueçamos que nos "Números" (XVI, 1 e 2) a Bíblia concede ao grande profeta hebreu o poder de provocar os tremores de terra. O fim trágico de Coré, Datan e Albiron num cataclismo telecomandado está lá para nos provar. Conhecendo a correlação descoberta por diferentes pesquisadores, entre os tremores de terra e os OVNI, o relato sagrado deixa-nos pensativos.

Levando em consideração os graves aconteci­mentos, que há alguns anos se desenrolam no Oriente Médio, temos a impressão de que os grandes inspirados judeus tiveram a faculdade de "viajar no tempo". Numerosas profecias foram já cumpridas, e quando se relê o Livro Santo, podemos facilmente adivinhar o de­senrolar das futuras e grandes comoções que ocorrerão incessantemente na Terra Santa.

Depois do primeiro congresso sionista, Israel voltou ao seu país. É uma nação independente, fundada a 14 de maio de 1948, com seu Parlamento e sua bandeira. Jeremias anunciara em seu livro (29-14): "Eu vos reunirei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos expulsei, disse o Eterno, e vos levarei de volta ao lugar de onde vos fiz sair em cativeiro". Atualmente, Israel está em plena evidência. Tem seus detratores encarniçados e seus defensores ardorosos. O que acontece na Palestina não pode deixar ninguém indiferente. Tentemos considerar objetivamente a situação: Israel conquistou vastos territórios que está ocupando. Seus dirigentes aceitariam sentar-se à mesa para discutir as condições de paz com os Árabes. Mas selvagemente, estes últimos se opõem a isso, e a media­ção das grandes potências parece de antemão votada à nulidade. Zacarias parece ter anunciado muitos sé­culos antes as crises políticas que o jovem Estado atra­vessa, e suas previsões são mais do que pessimistas, pelo que podemos ver: (Zac. 12,3).

"Farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos. Todos aqueles que a levantarem serão magoados. E todas as nações da Terra se reunirão contra ela".

Frederico Nietzsche, o filósofo cuja obra é áspera e odiosa, afirmou: "Para que um santuário nasça é preciso que outro desapareça!" No instante mesmo em que todas as sociedades estão em mutação, temos o direito de perguntar-nos se o ciclo evolutivo do judaís­mo não terminou? Um novo povo eleito-— mas por quem? — terá a sua vez em nosso planeta, e se conside­rarmos a lei do número, poderá ocorrer muito bem que os escritos sagrados sejam substituídos amanhã por um certo pequeno livro vermelho... Impotentes para modi­ficar a Lei evolutiva que a Terra sofre, nós nos con­tentaremos em assistir como testemunhas à transfigu­ração do homem e da natureza.

13.

OS EXTRATERRESTRES, NOSSOS VIZINHOS VINDOS DE FORA: OS CONTATOS

Se o aparecimento dos Objetos Voadores Não Identificados constitui por si mesmo o maior dos enig­mas dos Tempos Modernos, o contato com os extra­terrestres será, por si, o sinal de uma explosão que fará ruir todos os fundamentos filosóficos e religiosos de nosso velho mundo. É mesmo impossível pensar que a vida terrestre seja a única vida do universo, e que, de todas as vidas siderais, esta unicamente teria evoluído para o espírito. Temos agora a certeza de que veículos espaciais mais aperfeiçoados do que os nossos cruzam, com freqüência, nossos céus. Suas aventuras e o desprezo total que suas tripulações demonstram em face de nossas armas ultra-modernas são indícios certos de que as inteligências que os pilotam, e que os criaram, pos­suem um conhecimento da matéria mais aprofundado do que aquele de que nos orgulhamos. O que nos leva a pensar que, ligada a esta tecnologia, existe uma pro­gressão moral sem nenhuma relação com a nossa.

Se há civilizações científicas em nossa galáxia, e existirão provavelmente, os humanóides que as com­põem poderiam bem não se parecerem inteiramente conosco! Esta perspectiva é bastante desencorajadora, para não dizer decepcionante. Decepcionante é também a idéia que podemos fazer desse interlocutor, se o encontramos um dia sobre o nosso planeta. A vida, tal como a conhecemos, baseada na química do carbono num meio rico em oxigênio e em água, reagindo num meio aquoso, usando os compostos orgânicos funda­mentais (ácidos aminados, hidrato de carbono, ácidos graxos), formando combinações macromoleculares fun­damentais (proteínas, ácidos nucléicos, lipídeos, glucídeos) é a única forma possível de vida? Não se poderia conceber uma vida baseada em alguns outros elementos multivalentes além do carbono, sobre outro meio que não a água? Neste caso, todos os raciocínios teriam de ser refeitos. Assim, em lugar de seres à nossa imagem, respirando oxigênio e matando a sede com a água, imagina-se a existência possível de seres amoniacais que respiram azoto e bebem amoníaco. A vida amoniacal seria possível apenas a uma temperatura não superior aos 33° C, pois a esta temperatura o amoníaco começa a evaporar-se. Outros imaginaram também um tipo de vida em que os átomos de silício seriam o centro de moléculas orgânicas. Em certas condições o silício for­ma combinações orgânicas complexas que poderiam servir de base para a formação da vida. A particularidade de seres deste tipo seria sua capacidade de existir em temperaturas superiores a várias centenas de graus acima de zero.

Tais vidas, vidas que nós não conhecemos, basea­das em elementos multivalentes além do carbono e sobre meios que não a água não são compatíveis com a nossa. Se existem e se nós encontrássemos um dos organismos desse tipo arriscaríamos muito de não o reconhecer como... "vivo". Talvez eles também se preocupem, como nós, com o grande problema da vida no universo?

Quem são estes "homens" do espaço? Ainda uma pergunta que parece sem resposta lógica. Quando da aterrissagem dos OVNI numerosas testemunhas afir­mam ter visto os pilotos destas astronaves desconhecidas.

A descrição que nos dão deles deixa-nos inquietos. Anões e gigantes, tais parecem ser, ilogicamente, em sua constituição. Para se ter uma opinião a respeito de nossos visitantes uranianos, somente os diferentes teste­munhos a eles ligados podem-nos guiar numa pista cujos traços já estão apagados desde o instante em que são descobertos! Vamos estudar agora algumas descrições e descobrir as aparentes contradições que elas encerram.

Pesquisa de Maurice Malvillan, investigador de Fréjus

Nosso amigo Maurice Malvillan, de Fréjus, é um daqueles que há vinte anos coletam e colecionam informações sobre os Objetos Voadores Não Identificados. Pesquisador sincero e sempre à espreita de uma pes­quisa, Maurice Malvillan comunicou-nos com freqüên­cia dados preciosos para as nossas investigações. Eis os que ele recolheu junto a uma testemunha, de uma ater­rissagem acontecida em sua cidade, em 1954.

No início do mês de novembro de 1954, por volta das 6 horas da manhã, caindo então uma chuva fininha, dois militares, os soldados Christophe de Devi e Zopina, que iam buscar leite em uma mercearia, foram testemunhas de um estranho espetáculo nas proximidades de uma ravina vizinha do hospital.

"Foi um leve zunido, que atraiu a atenção dos dois militares. Viram então pousado no solo um engenho esférico inteiramente branco, como feito de metal cromado. À sua volta brilhava uma faixa luminosa de cor alaranjada.

"O aparelho tinha uma cauda idêntica, por sua forma, ao leme de um avião. Movidos pela curiosida­de, os dois militares aproximaram-se a menos de dez metros do objeto. Distinguiram então dois homens de porte normal. O primeiro estava numa espécie de pas­sagem circular situada na parte de baixo do aparelho. Trazia um macacão de piloto e tinha cabelos frisados e a tez bronzeada.

"Os soldados contemplavam esta curiosa aparição quando uma porta se abriu no engenho. Um segundo homem saltou em terra. Parecia-se estranhamente com o primeiro e dirigiu-se a ele numa língua desconhecida das duas testemunhas. Os dois "uranianos" dirigiram-se então para os militares. Temendo ser atacados ou mesmo raptados, estes puseram-se em fuga e só pararam de correr diante da capela do hospital. Encontraram ali dois companheiros, o soldado Roch e o enfermeiro Issoujan que voltavam da cozinha onde tinham ido em busca de café. Os quatro viram decolar o OVNI que tomou altitude com uma rapidez fulminante e desapareceu ao longe".

Na Grã-Bretanha

No dia 23 de maio de 1955, um personagem de um posto ministerial declarava à jornalista Dorothy Kilgallen:

"Com base em nossas informações, acreditamos que os discos-voadores são pilotados por pequenos ho­mens, provavelmente com quatro pés de altura (cerca de 1,20 m). É espantoso, mas inegável que os discos-voadores vêm de um outro planeta!" Esta declaração foi feita após a queda sobre a terra de naves aéreas. A opinião desta personalidade é partilhada pelo ex-ma­rechal Lord Dowding, antigo chefe da RAF. O duque de Edimburgo, que exige que lhe sejam enviadas todas as informações e todos os relatórios concernentes aos OVNI, pensa a mesma coisa.

Aterrissagem no Wiltshire

Nos meados de julho de 1963, o ministério da Guerra da Grã-Bretanha encontrou-se às voltas com um enigma digno de um romance de ficção-científica. Em Charlton, no Wiltshire, misteriosa cratera apareceu uma noite num campo cultivado. Este buraco de um metro de profundidade e 2,50 m de diâmetro, foi descoberto de manhã por Roy Blanchard numa cultura de cevada e de batata inglesa. Os especialistas comprovaram imedia­tamente que esse buraco tinha em seu perímetro sinais de quatro pequenos buracos, que se pareciam com as im­pressões que teriam deixado elementos de sustentação de um aparelho do espaço. Este caso teria certamente pas­sado desapercebido, e ficado sem repercussão, se de mo­do concomitante o fazendeiro Roy Blanchard não tivesse constatado o desaparecimento de sua cevada e de suas batatas inglesas... Uma vaca que pastava em seu pasto, não longe dali, perdeu todos os pelos... Esses fenômenos levaram o proprietário do campo e da vaca a avisar os meios oficiais. Em seguida o exército afirmou que a cratera não tinha sido causada por uma bomba alemã, lembrança da última guerra mundial. Este apa­recimento de cratera não foi, aliás, único, pois duas escavações semelhantes foram descobertas na Escócia perto de Dunbar.

Um parlamentar trabalhista perguntou a 25 de julho de 1963 ao ministro do Ar, sr. Julian Amery, se tinha a intenção de mandar examinar a cratera para determinar se sua origem era devida a um OVNI. Na segunda-feira seguinte foi o sr. Patrick Wall, membro do governo, que pediu ao ministro da Guerra, sr. Joseph Godber, que desse informações sobre as investigações realizadas pelos técnicos do exército. E se tinham sido reunidas provas que confirmassem a hipótese de que um engenho extraterrestre, de origem desconhecida, tinha mesmo pousado em Charlton. Um astrofísico aus­traliano, o dr. Robert Randall, antigo pesquisador do centro de experiências de mísseis de Woormera, que se encontrava na Inglaterra nesta época, foi até o campo do fazendeiro Blanchard e examinou as marcas deixadas pelo disco. Deduziu que o engenho era de grandes di­mensões e que seu diâmetro atingia 150 metros para um peso de cerca de 600 toneladas! Segundo o dr. Randall, as baterias solares do engenho teriam entrado em pane, o que forçou o piloto a aterrissar. O dr. Ran­dall afirmou que tinha vindo à Inglaterra porque espe­rava alguma coisa desse tipo. Levantamentos feitos durante os nove últimos anos na França, na Austrália e nos Estados Unidos por ocasião de aterrissagens de OVNI tinham-lhe revelado que esses contatos diretos eram organizados segundo um esquema de sobrevôo bem preciso. O técnico australiano considera que esses objetos voadores vêm da região de Urano. Este podia ter uma tripulação de cinqüenta pessoas. O quartel general do exército para o setor sul da Inglaterra publicou um comunicado negando que a participação de Randall nas pesquisas efetuadas tivesse sido requisitada por seus serviços.

Esta declaração terminava com estas palavras: "Evidentemente, ficaríamos um pouco embaraçados se, no final das contas, um batalhão de pequenos homens verdes saísse do buraco". Certamente a força aérea inglesa possui muitas provas exatas, confirmando que os pilotos dos discos-voadores são pequenos homens verdes...

Os "Uranianos" do prof. Oberth

O prof. Herman Oberth, inventor e construtor da V-2, que não tem nenhuma dúvida sobre a existência dos discos-voadores, pensa que esses misteriosos engenhos são pilotados por plantas dotadas de razão: "Uranidas". Segundo este sábio, esses Uranidas estão milha­res de anos mais adiantados do que os homens da Terra, em sua evolução espiritual ou técnica. Nenhuma ciência, por mais precisa que seja, opina o prof. Oberth, está em condições de desmentir sua teoria segundo a qual os Uranidas são plantas com capacidades humanas. Sua pátria de origem é um planeta onde não se encontra oxigênio em estado gasoso. A vida animal ou a do homem são ali impossíveis por isso. Entretanto, as plantas podem tirar o oxigênio que lhes é necessário dos sais de oxigênio contidos no solo dos planetas. A reprodução dessas plantas é assegurada por frutos que se destacam da planta-mãe quando maduros, como seres independentes.

Nas suas origens, esta vida movente não conheceu, como em nosso globo, senão formas primitivas. Mas, tendo decorrido milhões de anos, estes "frutos" desen­volveram-se em seres de alta inteligência que aprende­ram a dominar perfeitamente a matéria. Estas formi­dáveis afirmações poderiam parecer extrapolações cora­josas, se recentes trabalhos de um sábio soviético, o sr. Igor Gladounov, colaborador da Academia de Ciên­cias Técnicas e Florestais da URSS, não viessem por em relevo a identidade de estrutura entre a célula vegetal c a célula nervosa. Se condições particulares de clima, de temperatura, de meio ambiente constituí­ram em nossa evolução e em nosso organismo fatores evolutivos importantes, nada se opõe a que, em outros planetas, o jogo misterioso da vida tenha dado a cria­turas de madeira uma inteligência superior. Esta constituição física, por si só, poderia resolver o problema de pilotagem desses engenhos embaraçantes, que são os Discos-Voadores, cujas acelerações não dariam a pilotos terrestres nenhuma chance de sobrevivência.

O Popol-Vuh e os "Homens de Madeira"

Conhecendo os trabalhos do prof. Oberth, é com vista nova que podemos ver os textos do Popol-Vuh, esta "Bíblia" dos Maias, que nos afirma em sua "Gê­nese" que os homens da primeira idade da Terra eram de madeira... Devemos aproximar esta curiosa idéia da superstição que, por toda parte do mundo, diz res­peito à mandrágora, esta raiz vegetal de formas huma­nas. Por sua apresentação, a mandrágora impressionou o espírito dos mitólogos, os magos e os curandeiros. Os poetas, que são também visionários, cantaram seus louvores. Quem sabe se, na aurora do mundo, quando da criação da Terra, nosso planeta não tenha também alimentado os Uranidas?

Em Warminster, discos dirigem o Sabá

A Inglaterra sempre foi o país dos fantasmas. Os OVNI são, de algum modo, fantasmas do espaço e sua aparição não devia passar sem deixar marcas na Grande Albion. Tudo começou na noite de Natal de 1964 em Warminster. O diretor do Correio foi acordado por um ruído que se parecia com o de telhas caindo do teto. Este corajoso homem, que estava deitado, ergueu-se do leito, porém não viu nada. No dia seguinte, examinou a casa e tudo estava em ordem.

Dias mais tarde, uma mulher desta cidade contou por sua vez que ela ouvira um ruído terrível: "Era, confiou ela, como se um caminhão descarregasse pedras ao longe, depois o ruído aumentou de intensidade, pas­sou acima de minha cabeça para desaparecer ao longe". Em seguida, foi o farmacêutico do lugar, David Holton, que também percebeu um estranho barulho e viu pom­bos que voavam perto da fonte desses sons caírem mortos. Em abril de 1965, toda a cidade de Warminster ouvira esses ruídos esquisitos. Naquele mês, uma moça foi atacada de paralisia parcial quando da manifes­tação do barulho. Depois dos ruídos, chegaram os fenômenos luminosos. O reverendo Graham Phillips, abade da igreja de Heytesbury, afirma ter visto um objeto em forma de cigarro. Num raio de 6 quilôme­tros em redor de Warminster, vinte pessoas pelo menos juram ter visto também uma coisa luminosa em forma de foguete e parecendo-se a uma pilha de barras super­postas.

Para o dr. John Cleary-Baker, um dos dirigentes da Associação Britânica para Objetos Não Identifica­dos, não há dúvida alguma de que criaturas extraterres­tres vivem no céu de Warminster. "Não é preciso alarmar-se, declarou ele, se essas pessoas tivessem a intenção de nos atacar não teriam esperado até agora."

Robôs

A aventura ocorrida em outubro de 1963 a Er­nesto Douglas, motorista de caminhão argentino, ficará gravada para sempre em sua memória.

Na noite de 17 para 18 de outubro de 1963 rodava a bordo de seu veículo entre Monte Maiz e Islã Verde (província de Córdoba) sob violento temporal, quando foi cegado de repente por uma viva luz que envolvia seu caminhão por todos os lados, e des­locava-se na mesma trajetória que ele. Douglas sentiu de repente uma queimadura no rosto. Freou, mas seu caminhão derrapou depois deixou a estrada para ir atolar-se nas margens laterais. Nesse instante, ele desceu e encontrou-se em presença de três seres estranhos que se pareciam a robôs, perto dos quais havia um engenho de forma oval munido de postigos e emitindo uma luz plena. Desvairado, Ernesto Douglas apanhou seu revólver e deu quatro tiros contra essas criaturas misteriosas. Elas refugiaram-se em seu veículo espacial que se pôs em movimento. Por várias vezes os uranianos sobrevoaram o motorista e seu caminhão, e, de cada vez, Douglas sentiu violentas queimaduras em todo o corpo. Esgotado, as roupas em farrapos, Ernesto apresentou-se ao posto policial de Monte Maiz, onde passou por um exame médico. O médico que cuidou dele devia declarar que as queimaduras de Douglas apresentavam o aspecto de "curiosas lesões" das quais ele não pôde determinar as causas exatas. O médico garantiu que a vítima estava em seu juízo perfeito.

Um visitante amigável

Na terça-feira, 1º. de março de 1965, foi um bom diabinho uraniano que encontrou John F. Reeves, um estivador aposentado, com sessenta anos, que mora em Broksville na Califórnia. Aproveitando uma tarde de primavera, passeava ele entre Weeki Wache e Broks ville, quando de repente percebeu à 400 metros à sua frente um disco-voador que tinha diâmetro de 10 metros e cerca de 2 metros de altura. Estava pousado em terra, apoiado sobre um trem de aterrissagem de quatro pés. O engenho de cor verde-azul, com tendência para o vermelho, tinha dois postigos em sua parte superior. Quando Reeves estava a cerca de trinta metros de dis­tância, uma criatura saiu do aparelho e caminhou para ele. Deteve-se a cerca de 5 metros do aposentado, que pôde contemplá-la à vontade. Esta entidade tinha cerca de 1,50 m de altura, atarracada, e trazia roupa verde e um capacete verde. Sua pele era de cor escura. Todas as partes do corpo estavam cobertas, exceto o rosto. A distância que separava os olhos era maior do que a normal, e seu queixo mais pontudo do que o de um homem da Terra. John Reeves declarou: "O extraterrestre começou a deslocar-se na minha direção fixando seus olhos em mim. Eu olhava seu capacete de vidro". O antigo estivador esclareceu que o piloto do disco lhe dera algumas folhas de papel cobertas com uma escrita estranha, depois de tê-lo provavelmente fotografado. John Reeves enviou a uma comissão de pesquisa da base de Mac Dill (Flórida) as folhas escritas que o insólito visitante lhe dera.

Valensole

Foi um disco-voador em forma de bola de rugby e pousando sobre dois pontos, que o sr. Maurice Masse, de Valensole, nos Baixos-Alpes, descobriu em seu campo de lavanda. Eram cinco horas da manhã, princípios de julho de 1965, quando a atenção do cultivador foi atraída por um assobio que vinha de um engenho ovóide perto do qual evoluíam pequenos seres de forma humana indefinível. Uma entidade tendo observado o sr. Masse, imediatamente os uranianos meteram-se em seu engenho que decolou a uma velo­cidade fulminante. Quando os policiais chegaram ao local, descobriram os vestígios de quatro pontos de apoio, que se tivessem sido comparados com aqueles deixados em Broksville pelo objeto visto pelo estivador, certamente podia-se afirmar que eram idênticos!

O sr. Masse, que é homem íntegro, não foi o único a ver OVNI na região de Valensole, outras pessoas recusaram-se a dar seu testemunho depois que a impren­sa e o rádio ridicularizaram o testemunho desta curiosa aterrissagem.

Depois de um estudo da região, chegamos a uma conclusão perturbadora. Os OVNI parecem seguir uma estrada materializada em terra por uma corrente telúrica, da qual certos monumentos megalíticos atestam a presença. Assim é que os discos foram notados em Gréoux-les-Bains, Rebouillon, Draguignan, no Muy, em Roquebrune-sur-Argens, e em Fréjus. Na segunda-feira, 18 de julho de 1966, três Dracenenses observaram du­rante mais de vinte minutos um engenho misterioso que evoluía a menos de cem metros do solo. De cor cinza mate e de forma ovóide, estacionava na vertical sobre um abismo, silencioso como uma águia. Os habitantes da região pretendem que, freqüentemente à noite, OVNI sobrevoam as futuras instalações do campo de artilharia atômica tática que deve ser implantado em Canjuers...

Um extraterrestre envia um cartão de identidade a um brasileiro

O Jornal do Brasil, um diário muito sério, relatou, em primeira página, a 12 de agosto de 1965, que um camponês do Estado de São Paulo conversara com o piloto de um disco-voador. O camponês pescava tranquilamente às margens do Rio Paraíba, quando um visitante do espaço, de cerca de 70 cm de estatura e de olhos estranhamente brilhantes, o interpelou em Português. João do Rio, é o nome do pescador, foi autorizado pelo piloto do disco a relatar seu diálogo. Antes de tornar a subir em sua astronave, o extraterrestre en­tregou ao seu interlocutor um pedaço de metal desco­nhecido sobre a terra, para, disse ele, convencer os céticos. Como João era considerado homem muito sério, o laboratório de uma fábrica vizinha fez a análise deste curioso cartão de visita. Este cartão de visita deve ser certamente de uso corrente entre nossos visitantes do espaço, pois foi também uma tal peça metálica que dois pequenos homens de 80 cm de altura deram a 14 de agosto de 1965 a dois estudantes do Instituto Politécnico do México. Ali, também, a peça de metal foi estudada pelo laboratório da escola. Encontrou-se no ponto de aterrissagem um estranho líquido que poderia ser um combustível.

A este respeito, seja-nos permitido emitir uma hipótese sobre a qual, aliás, voltaremos. No mês de julho de 1965, constatou-se num vinhedo de Saint-Gervazy, localidade do Gard situada entre Nimes e Remoulins, que trinta parreiras traziam em suas folhas misteriosas queimaduras provocadas por gotículas de um produto gorduroso. Fato notável, o solo não apresentava nenhum traço deste líquido, e dos 7.000 pés de vinha, como acabamos de dizer, somente 30 pés agrupados em um canto foram atingidos. Podemos pensar num levanta­mento vegetal por extraterrestres neste vinhedo a partir de um engenho estacionado em ponto fixo. As marcas apontadas poderiam corresponder ao resultado de uma combustão, devida ao escapamento de resíduos.

Pequenos seres com cabeças em forma de batatas inglesas

A última observação feita na França de pilotos anões data de 19 de julho de 1967. A filha de um marceneiro de Arc-sous-Cicon, nos Doubs, Joelle Ravier, percebeu em plena tarde quatro pequenos seres perto de um bosque onde ela passeava com seu jovem irmão Rémy e outra criança, Marie-Reine Mirot. Esta voltou para casa chorando, declarando que vira um pequeno homem que a ameaçara. Joelle foi ao local indicado pela criança e viu por sua vez à margem de um bosque, no lugar chamado "os Cascalhos", um foguete que subia para o céu, depois quatro pequenos seres, com altura de quase um metro, todos negros, a cabeça em forma de batata inglesa e de abdome proeminente.

Quando eles perceberam a presença da moça, os anões fugiram a toda pressa, em velocidade incrível, trocando entre eles uma linguagem musical. Dois astrô­nomos do observatório de Besançon deviam perceber no céu um objeto de forma circular que, após permanecer imóvel durante trinta segundos acima do horizonte, diri­giu-se para o sul a grande velocidade.

Hipóteses para o inferno

Como se verifica, é muito difícil formar uma opi­nião sobre os "contatos" entre os homens do espaço e os Terráqueos. Muitas perguntas ainda precisam ser feitas para saber qual é realmente a finalidade perse­guida por esses visitantes de um outro mundo. Qual será o ponto final a ser atingido um dia em nossas re­lações com essas entidades que parecem pertencer a várias raças, como ocorre em nosso globo? Podemos perguntar-nos: homens de outro espaço vivem entre nós? Alguns o afirmam. Fala-se de homens mortos acidental­mente nos EUA que tinham dois corações. De um ferido cujo sangue coagulava todos os outros grupos conhe­cidos, e deste outro ser encontrado na praia de Gdansk (Dantzig), em 1959, que tinha uma circulação hori­zontal e não vertical, como todo terrestre deve ter. Ele foi transportado para um hospital de Moscou e ninguém mais ouviu depois falar dele. Um fato, contudo, des­taca-se de todas as observações feitas sobre os homens do espaço, as mais freqüentes envolvendo seres de pequenas estaturas. Estas relações entre nossa raça e esta raça vinda do céu são confusas. Às vezes amigáveis e simpáticas, outras vezes agressivas e perigosas. Esta "confusão" constitui por si mesma o nó do problema quanto à posição justa a adotar-se em caso de encontro.

Constituindo-se as aterrissagens somente 1% dos aparecimentos de OVNI, e os contatos 1/1.000%, ra­zões bem particulares devem condicioná-los. Pode-se até perguntar se as relações diretas não são evitadas por razões materiais ou morais. Pode ser que eles ou nós emitamos radiações perigosas tanto para uns como para outros dos nossos organismos. A menos que, psiquica­mente, nós, povos da Terra, não estejamos prontos para tal encontro.

O contato é talvez invisível, como o pensa Aimé Michel, e os pilotos do OVNI, perfeitamente idênticos, a nós, misturam-se com a multidão e passam, por esta harmonização, despercebidos. Na mesma ordem de idéias, podemos imaginar entidades não perceptíveis por causa da limitação de nossos sentidos. Os contatos podem também ser secretos, e uma "quinta-coluna ter­restre" seria então a única em condições de preparar a multidão para aceitar os futuros senhores vindos de além-espaço. Se adotamos um raciocínio lógico, é nas regiões de sobrevôo intenso que teríamos mais oportu­nidade de ver veículos celestes aterrissar, e suas tripu­lações manter contatos conosco. Isto foi o que ocorreu em 1965 na América do Sul. Com toda certeza, um plano de entrada em contato entre nossas duas organizações já está elaborado. Mas, por razões fáceis de entender, nossos visitantes agem por etapas. Os uranianos são prudentes e querem evitar a todo preço reações perigosas de nossa parte. A primeira reação de Douglas o motorista não foi a de abrir fogo com seu revólver contra os "robôs" que queriam manter contato com ele?

Homens de máscara de chumbo

Um curioso caso criminal digno dos romances de James Bond causou sensação no Brasil em 1965. Foram encontrados no alto de uma colina arborizada, em Ni­terói, em frente ao Rio de Janeiro, os cadáveres de dois engenheiros, Miguel José Viana e Manuel Pereira da Cruz. Um estava com trinta e quatro anos, o outro com trinta e dois. Os dois eram especialistas em eletrônica. A autópsia aprofundada que foi feita em seus cadáveres não permitiu descobrir a causa exata da morte. Não havia traços de queimaduras nem de veneno. Um fato, contudo, intrigou os policiais: os dois homens estavam com o rosto recoberto por uma máscara de chumbo semelhante àquelas usadas na indústria. Ao lado dos dois cadáveres, os policiais descobriram uma nota ma­nuscrita assim redigida: "Às 18h30, tomamos as cápsu­las laranja. Quando o efeito se produziu protegemos a face com as máscaras de chumbo. Aguardamos o sinal convencionado".

Entre outros documentos que os investigadores descobriram figuravam cartas em código e à primeira vista indecifráveis. Toda a clareira onde os corpos tinham sido descobertos foi minuciosamente revistada sem outros resultados. Na oficina de Viana, obras de espiritualismo científico foram descobertas misturadas a notas pessoais sobre os OVNI. Algumas obras tratavam de máscaras de chumbo e raios luminosos. Consi­derando o local onde foram encontradas as duas víti­mas, podemos pensar que foi tentando entrar em con­tato com homens do espaço que os dois engenheiros encontraram a morte. O lugar mesmo em que seus cadáveres estavam faz supor esta hipótese. Uma clareira bem isolada no alto de uma colina cheia de árvores convinha perfeitamente a contatos discretos e insuspeitados. Os dois homens foram vítimas de radiações perigosas, eis o segredo guardado cuidadosamente pela Polícia brasileira, que pretendeu, neste caso, deixar en­trever um duplo crime ritual.

Desaparecimentos de terrestres

Nas relações entre seres de nosso planeta e os uranianos, alguns dados ficarão sempre misteriosos. Um dos dados mais secretos e mais perturbadores diz res­peito exatamente aos desaparecimentos múltiplos veri­ficados em diversos países.

Famílias inteiras desaparecem assim sem deixar vestígios. Somente no ano de 1965, um organismo oficial dos Estados Unidos afirmou que CINCO MI­LHÕES DE NORTE-AMERICANOS tinham-se literalmente volatilizado! Entidades de um outro espaço esta­riam praticando raptos em grande escala, para repovoar um planeta sobre o qual a vida está em vias de de­saparecer? Eis uma pergunta que podemos fazer-nos, mas à qual não poderemos responder de maneira exata. A menos, e eis o que seria ainda mais trágico, que exista em alguma parte do cosmos uma humanidade superior, para a qual o homo sapiens é uma cobaia, e que pratica sobre os Terráqueos cativos as experiências que nós mesmos realizamos sobre os nossos irmãos con­siderados inferiores. Existe talvez tanta diferença entre os pilotos de OVNI e nós, quanto entre nós e os porquinhos-da-Índia!

Uma outra explicação parece também válida. Os extraterrestres preparam, longe de nosso planeta, indi­víduos de nossa raça para uma missão que ignoramos. Trata-se sem dúvida de uma reserva de homens e mu­lheres, que os etnólogos de um outro mundo desejaram conservar, com o fito de os preservar de um cataclismo futuro; seja termonuclear ou natural esse cataclismo. O mito da arca de Noé aumentado em escala cósmica... Não se afirma que, a 28 de agosto de 1915, um regi­mento inglês, o 1-4 Norfolk, compreendendo várias centenas de homens, foi raptado de Gallipoli (Dardanellos)? O regimento desapareceu inteiramente, depois de ter, sob os olhos de milhares de testemunhas, passado pelo meio de uma estranha toalha de neblina que repou­sava no solo. Esta toalha era de tal modo brilhante, que os artilheiros não puderam regular os seus tiros, que eles dirigiam como uma barragem.

Desde 1947, ano do aparecimento maciço de OVNI, numerosos carros em bom estado foram encon­trados sem os seus ocupantes, em pleno campo, sem que fosse possível reencontrá-los.

Em 1964, um barco de guerra da Marinha dos EUA recebeu a ordem de interceptar um iate, que as estações de rádio e de observação não conseguiam mais contatar. Dirigindo-se para o local do suposto desapa­recimento, os marinheiros norte-americanos viram no céu um grande disco brilhante de forma ovóide. Horas mais tarde o iate abandonado era encontrado, vazio, sem nenhuma tripulação, à deriva, ao sabor das corren­tes. Não faltava nenhuma canoa de salvamento, a hipó­tese de um rapto foi conservada, quando a correlação entre os diferentes elementos desta investigação foi estabelecida.

OVNI ou universo paralelo?

A Tribuna de Genebra é um jornal muito sério, e por esta razão é que nós estudamos com interesse a informação sobre um rapto misterioso relatado neste grande diário a 6 de junho de 1968. O caso ocorrera há seis meses, pois os atores desta rocambolesca aven­tura viveram-na no início de janeiro de 1968.

Nesta época, o sr. e a sra. Vidal, que circulavam de carro por uma rodovia da província de Buenos Aires desapareceram bruscamente, para reaparecer quarenta e oito horas mais tarde... no México com seu veículo! Imediatamente o casal Vidal telefonou a amigos, depois ao consulado da Argentina no México, anunciando-lhes que voltariam de avião para Buenos Aires. Na volta, narraram sua incrível epopéia, digna de um romance fantástico.

Foi quando estavam no carro na estrada que liga Chascomus a Maipu, que uma nuvem espessa os envol­veu. O sr. e sra. Vidal adormeceram (...) Quando despertaram (...) logo se aperceberam que estavam no México! O carro, cuja pintura parecia ter sido arran­cada a maçarico, foi enviado a um laboratório dos Es­tados Unidos, para exames. Um espírito que seja um tanto cartesiano fica impossibilitado de admitir esta aventura de uma "relatividade" tão duvidosa; lembre­mo-nos, contudo, que foi também em uma nuvem bri­lhante que o 1-4 Norfolk desapareceu a 28 de agosto de 1915!

Quando os "Marcianos de 1608" reaparecem 300 anos mais tarde

A crônica de 1608, descoberta nos arquivos de Nice por madame Yasmine Desportes, jornalista do Nice-Matin, constitui sem dúvida um dos mais preciosos documentos da história do OVNI trazido à luz do dia nos últimos anos. Uma observação feita em junho de 1968 pela srta. Maria Pretzel, que mora em Carlos Paz, uma pequena cidade da província de Córdoba, situada a 800 km de Buenos Aires, merece que a gente se de­tenha nela, pois a moça assistiu a um espetáculo idên­tico ao que os Provençais contemplaram três séculos e meio antes.

"Media pelo menos dois metros de altura. Estava vestido com uma espécie de macacão de escafandrista azul recoberto de escamas, declarou Maria. Deslocava-se lenta e silenciosamente. Sorria sem cessar e falava uma espécie de língua que se parecia com o japonês". Antes de desmaiar, a moça pôde observar que pés e mãos do “Marciano" emitiam feixes luminosos fosforescentes. Em 1608; os Genoveses tomaram esses feixes por serpentes de fogo!

Uma viagem em disco

Benjamin Solari Parravicini, pintor e escultor ar­gentino, com 60 anos, não quer publicidade. Muito conhecido na Argentina e possuidor de numerosos prê­mios obtidos durante exposições realizadas na França e na Bélgica, o artista afirmou certo dia de junho de 1968:

"Numa manhã de nevoeiro, quando me encontrava em pleno centro de Buenos Aires, encontrei-me diante de um homem grande e louro, vestido com roupa trans­parente, que me interpelou numa língua desconhecida. Pensei que fosse um louco e quis prosseguir meu cami­nho, porém desmaiei, e despertei mais tarde a bordo de um engenho no qual fiz a volta da Terra e que depois me deixou de volta a menos de quinhentos metros de meu ponto de partida..." O pintor declarou que tivera em seguida numerosos contatos com esses extraterrestres que lhe tinham afirmado "que eles velavam sobre a Terra, para evitar que alguma catástrofe se produzisse nela!"

Amigos dos artista, que o consideram homem sério e ponderado, acreditam na realidade dessas relações extraterrestres. A possibilidade de encontro entre seres de nosso planeta e homens de outro espaço é igualmente encarada pelo comandante em chefe da aeronáutica militar argentina, o brigadeiro Teodoro Alvarez, que revelou na mesma ocasião:

"Prosseguimos nossas investigações com os meios de que dispomos atualmente. Pessoalmente, creio na possibilidade da existência dos discos-voadores. Senão, eu não seria aviador".

Há muitos meses mesas-redondas reúnem especia­listas das questões espaciais, jornalistas e professores dirigem-se periodicamente a Buenos Aires e a outras principais cidades da província. Uma pergunta que intriga os Argentinos é esta: por que os Objetos Voado­res Não Identificados escolheram este país como cabeça-de-ponte de sua missão exploradora?

Se estes engenhos extraterrestres existem realmente, a única resposta válida é que a Argentina, graças ao seu imenso Pampa desabitado, oferece grandes possibi­lidades a naves espaciais de outro planeta desejoso de manter secretas suas primeiras operações de "desem­barque" neste mundo. As informações sobre evoluções de OVNI na Argentina atraíram fortemente a atenção do mundo inteiro. A firma Douglas, criadora de nume­rosos modelos de aviões em serviço no mundo, revelou que tinha instalado neste país uma estação de obser­vação equipada com aparelhos científicos ultra-modernos, para controlar a atividade desses engenhos.

O "Futuro-Passado"

Quando uma bela manhã de primavera de 1968, Fernando Sesma, presidente da Sociedade dos Amigos do Espaço, penetrou no escritório do jornalista madrilenho Armando Puente, este último não esperava re­ceber as estranhas confidencias que lhe vinha fazer este funcionário espanhol, que dizia estar em relação há catorze anos com seres do planeta "Wolf 424". Com três meses de antecipação, Fernando Sesma anunciou-lhe o assassinato do senador Robert Kennedy e uma impor­tante onda de Objetos Voadores Não Identificados sobre a Argentina. O presidente da Sociedade dos Amigos do Espaço foi afirmativo: "Seres de outro planeta vivem na Terra com documentos falsos". Estas entidades de Wolf 424 são eminentemente superiores e suprema­mente pacíficas. Elas falam todas as línguas da Terra, e sabem tudo do passado e do futuro de nosso globo, o que poderia significar, que de maneira concomitante à sua viagem no espaço, os Wolfianos evoluem também no tempo! Primeiro embaixador no mundo da galáxia, Sesma, que, diga-se de passagem, na entrevista aos jornais, rádio e televisão de Madrid, declarou que seus fantásticos amigos se revelarão oficialmente aos governantes mundiais em 1970.1

Esperamos com impaciência ver escoar-se os poucos meses que nos separam da data fatídica, para saber enfim se nossos estranhos visitantes não são os homens do ano 5.000 que voltam no tempo! É uma hipótese extraordinária, fantástica e inimaginável, contudo, um físico francês teve a audácia de a enunciar. Segundo ele, os "discos-voadores" existem realmente, mas não vêm de Marte ou de outro planeta do nosso sistema solar. São pilotados por homens do V ou VI Milênio que encontraram o meio de voltar no tempo. Esta fabu­losa hipótese já tinha sido com freqüência apresentada em romance, em particular por outro físico: Paul Anderson, em seu relato Patrulha do Tempo. Em matéria de ciência, a realidade ultrapassa com freqüência a fic­ção, testemunham os relatos de Júlio Verne que nos causam espanto pela precisão prodigiosa. Um físico francês, cujo nome é mantido em segredo, assegura ser possível que os homens de gerações futuras e muito afastadas de nós façam experiências, ainda em estado embrionário, para entrar em contato com os homens atuais.

(1) Se a revelação foi feita, não podemos ainda ter certeza, visto que esse contato pode ter-se realizado de modo ultra-secreto. Mas pode­mos verificar que importantes e definitivos passos foram dados, de 70 para cá, no relacionamento entre as grandes potências mundiais e no equacionamento dos problemas das grandes massas humanas marginalizadas (N. do T.).

A aeronáutica norte-americana e diversos orga­nismos, que no mundo participam com organizações científicas do estudo do fenômeno OVNI, estão muito próximas de partilhar a idéia do sábio francês. Aliás, em nosso país foi o capitão Clérouin o primeiro a en­carar a eventualidade de incursões em nossa porção de "espaço-tempo" de seres que vêm do futuro. Os OVNI não são, segundo ele, veículos de transporte no sentido convencional da palavra, mas vetores que evoluem em uma dimensão onde um dia próximo teremos de viajar. Ao preço de vertiginosas viagens, os homens do futuro velariam, assim, sem que o saibamos, ao perfeito desenrolar dos acontecimentos. Efetuando patrulhas no passado, eles corrigiriam os efeitos do acaso, afastando precursores indesejáveis e modelando a História segundo um plano estabelecido desde toda a eternidade.

Procedendo a pesquisas, no sudeste da França, os investigadores do Centro de Estudo e de Pesquisa de Elementos Desconhecidos de Civilização, de Nice, ti­nham chegado a conclusões idênticas. Assim é que eles observaram que vários OVNI foram notados na região de Fréjus ou de Draguignam, na vertical de zonas onde o exército francês pensava em seguida implantar campos de tiro para a artilharia atômica tática, ou rampas para lançamento de mísseis. Se, no plano filosófico, a idéia de uma alienação do livre arbítrio a uma "fatalidade" pré-estabelecida choca o bom-senso, podemos muito bem, conservando a hipótese dos viajantes extra-temporais, acreditar que aqueles fazem turismo de tipo especial, muito especial mesmo, e visitam o século XX, como nós vamos, hoje, dourar-nos ao sol de Cannes ou de Miami. Como fotografamos no Egito as pirâmides que os faraós nos legaram, as tripulações dos discos-voadores vêm também fazer fotos vivas e animadas de civilizações que os precederam! Por que rir-se disso? Tudo isto parece inverossímil, certamente, mas que diria vosso bisavô se lhe anunciassem um dia que seu neto veria numa tela de televisão a imagem de cosmo­nautas em órbita em redor da Lua?

14.

A PERTURBADORA HISTÓRIA

DAS MÁQUINAS FANTÁSTICAS DESDE 1946

A primeira onda de Objetos Voadores Não Identi­ficados dos tempos modernos desencadeou-se sobre a Escandinávia durante o verão de 1946. Na época, os meios oficiais atribuíram aos soviéticos a paternidade desses objetos desconhecidos. A guerra acabara de termi­nar, e todo mundo sabia que russos e norte-americanos faziam experiências com foguetes do tipo V-l ou V-2 tomados dos alemães. A localização bem precisa das zonas sobrevoadas, então, no norte da Europa, per­mite-nos constatar um fato que com freqüência se re­produziu depois por ocasião de ondas maiores: os engenhos cósmicos de proveniência desconhecida tinham penetrado em nossa atmosfera pela "chaminé" do pólo norte, ali onde a camada de radiações de Van-Allen é quase nula. Em 1963, uma "esquadrilha" de discos-voadores penetrou nos céus terrestres pela "chaminé" do pólo Sul, e sobrevoou numerosas bases militares insta­ladas na Antártida.

Data de 1947 o início de um interesse mais sério pelos OVNI. A 24 de junho desse ano, Fred Johnson, um norte-americano de Oregon, estava nos Montes Cascades, quando sua atenção foi atraída por seis discos luminosos que evoluíam em fraca velocidade em um céu perfeitamente puro. Possuindo um telescópio, examinou-os à vontade. Horas antes, o proprietário da Companhia que fornecia materiais de incêndio do Grande Oeste, Kenneth Arnold, percebera, quando pilotava seu avião particular entre Chehalis e Yakima (Estado de Washington), nove discos cintilantes que se deslocavam à altura dos picos cobertos de neve do monte Rainer. Cada um deles parecia-se a um disco e tinha o porte de um C-54. Kenneth Arnold avaliou a velocidade dos engenhos a 2.000 quilômetros por hora. Fred Johnson e Kenneth Arnold, saídos de meios totalmente diversos, não se conheciam. Entretanto, os dois descreveram objetos voadores idênticos, não corres­pondendo a nada conhecido quanto a tipos de aviões usados na época pelos civis ou pelos militares. Fred Johnson, graças a seu telescópio, estava acostumado às coisas do céu; quanto a Kenneth Arnold, piloto tarim­bado, sabia perfeitamente que os engenhos que vira acima do Monte Rainier não caracterizavam nenhum engenho voador em serviço naquela época.

O Caso Mantell

O fim trágico do capitão Mantell é conhecido por todos os pesquisadores, mas acreditamos útil mencio­ná-lo mais uma vez aqui, porque depois de 7 de janeiro de 1948, houve numerosos "capitães Mantell" que mor­reram ao enfrentar discos-voadores...

Tudo começou em Madisonville a 7 de janeiro de 1948, às 13h45, hora local. Dezenas de testemunhas observaram no céu durante vários minutos um enorme disco-voador que sobrevoava a cidade. Alertou-se a Polícia. Os membros da administração que possuíam binóculos inspecionaram o engenho até às 14h30. Neste momento, ele mudou de rumo, dirigindo-se para Fort-Knox onde está guardado o estoque de ouro dos Estados Unidos. A polícia alertou então a aviação de caça. Um quarto de hora mais tarde o OVNI foi localizado pelo vigia do aeroporto de Godman. A distância entre Madisonville e Godman é de 150 km. O disco desloca­va-se então a 600 km-h. O OVNI demorou-se na posição vertical sobre a base, e todos os oficiais do aeroporto puderam vê-lo em pormenores. O coronel Hixe, coman­dante da base, fez realizar um controle pelo radar, de­pois alertou três caças F-51 que passavam naquele ins­tante sobre Fort-Knox. Deu-lhes então a ordem de identificar o misterioso engenho. Os pilotos obedece­ram e partiram para cima dele.

A perseguição era dirigida pelo capitão George Mantell, piloto que prestara serviços notáveis, "az" da aviação de caça. Às 14h45 Mantell avisou o coronel Hixe que o disco estava exatamente em cima dele. "Aproximo-me para melhor examiná-lo, disse ele. O engenho é enorme, parece ser de metal". Durante 25 minutos Mantell e os dois perseguidores que o acompanhavam tentaram chegar bem próximo ao objeto, mas este lhes escapa com facilidade, desenvolvendo uma velocidade superior à dos F-51.

"A coisa sobe a uma velocidade igual à nossa, anunciou Mantell, isto é, a 500 km-h." A 5.000 metros de altitude os dois caças perderam o avião de Mantell de vista nas nuvens. Às 15hl5 Mantell informou que o engenho subia sempre e que a 6.000 metros, não tendo máscara inaladora de oxigênio a bordo de seu avião de caça, ele abandonaria a perseguição. Foi sua última mensagem. Horas mais tarde, descobria-se seu apare­lho pulverizado, os destroços espalhados por vários quilômetros quadrados. Visivelmente o F-51 havia sido desintegrado em pleno céu. Como se sabe, o caso Man­tell teve grande repercussão, pois em nenhum caso este piloto experiente poderia ter sido vítima de uma mira­gem. Tentou-se esconder o acidente, afirmando que os três F-51 tinham perseguido um balão-sonda! A mais de 500 km-h e contra o vento, esse balão era muito rápido... Mantell atribuirá ao objeto que perseguia um diâmetro de 170 metros. Estas afirmativas foram, regis­tradas pela torre de controle e verificadas pela comissão de investigação.

Seria preciso imaginar outra versão para os fatos. Afirmou-se então que o piloto subira acima de 6.000 metros e atacado de anoxemia, atingido pelo vôo cego, seu avião teria se desintegrado no ar após ter ultrapas­sado a barreira do som! Mas no dia em que G. Mantell encontrou um fim trágico, a torre de controle de Lockbourne (Columbus) notou um disco-voador enorme que atravessava o céu a mais de 1.000 km-h. O radar da base seguiu-o por muito tempo, enquanto, como os vimanas da Índia antiga, ele evoluía em "montanhas russas", parecendo, em certos momentos, tocar o solo. Mais uma vez, imaginou-se outra versão para explicar o fim de Mantell. O capitão teria perseguido... o pla­neta Vênus! Infelizmente, os azimutes de Vênus não concordavam inteiramente com a posição do objeto que parecera ameaçar o cofre-forte dos EUA.

Desde o acidente de Mantell, os pilotos norte-ame­ricanos receberam ordens muito determinantes quanto às suas relações com os OVNI. Proibição de usar as armas de bordo e limite da perseguição.

Desde 1947, os serviços secretos norte-americanos tinham boas razões para crer que os discos-voadores não eram ilusões de ótica. A 30 de dezembro, o secretário de Estado da Defesa, James Forrestall, constituiu uma primeira comissão de investigação. O estudo dos OVNI foi empreendida em numerosos projetos.

- Projeto Twinckle

- Projeto Blue Book

- Comissão Grudge

- Projeto Sign

Após a invasão dos céus em 1952 por milhares de OVNI, ano durante o qual a América e a Europa foram sobrevoadas por centenas e centenas de vezes, o Air Technical Intelligence Center (ATIC) estudou 3.000 casos de aparecimentos. A 19 de setembro de 1952, quando diversas forças marítimas da OTAN par­ticipavam da operação "Grande Verga", um disco-voador fez uma evolução bastante notada acima dos navios do Pacto do Atlântico. Centenas de marinheiros e almirantes viram um avião "Gloster Meteor" da Home Fleet perseguido por um disco-voador...

São acontecimentos graves, e nova passagem aberta de alto à baixo nesta escalada de um tipo especial. Eles fizeram com que se rompesse o silêncio oficial. Pelos comunicados repetidos, através da imprensa, teve-se a impressão de que um condicionamento do grande pú­blico estava em vias de ocorrer. A 12 de abril de 1966, um conselheiro da Força Aérea dos EUA, quebrando o muro de silêncio construído em torno das aparições dos OVNI, preconizou uma investigação séria sobre o pro­blema. Os Estados Unidos puseram em ação, então, a comissão de investigações dirigida pelos professores Condon e Hyneck. Bem depressa as dissensões se manifestaram entre os dois principais dirigentes, Condon respeitando muito estritamente as diretivas governamen­tais, Hyneck ameaçando revelar ao grande público tudo o que fora a ele dissimulado sobre os OVNI durante vinte anos.

Na URSS foi um programa de televisão "O Correio das Novidades" que assinalou aos russos as observações sobre OVNI que se estavam efetuando há cinco anos sobre o território nacional.

Durante o programa, fotografias e desenhos de engenhos foram apresentados; na maioria dos casos, os discos-voadores tinham sido assinalados no Cáucaso, perto de Stawaropol, e atrás do círculo polar, na região de Dikson. Sob a proteção da Sociedade "Dosaff", que se juntou ao Círculo de Trabalho "Kosmonautik", pes­quisas do mais alto interesse foram feitas. O major-general Stoljerow foi convidado a dirigir a nova orga­nização. Oficial da aviação, "Anatoli" para os íntimos, estudou sistematicamente e com prioridade as nume­rosíssimas fotos tomadas pelos pilotos e pelos astro­nautas. Paralelamente às pesquisas soviéticas, o NICAP ergueu na Europa um sistema denominado EURONET, ou rede sobre a Europa. Esta organização norte-ameri­cana mobilizou todos os pilotos de vinte e cinco linhas aéreas européias. Para nosso pesar, a AIR FRANCE não participou desta operação. Sabem todos que, para se tornar piloto de linha, é preciso dar provas de extraor­dinário sangue-frio, possuir instrução de nível superior, e passar por exames médicos acurados. Os testes psico­técnicos que avaliam o psiquismo dos futuros candidatos parecem torturas chinesas! Os aviadores são, portan­to, pessoas equilibradas, não sujeitas a alucinações. Nes­te caso, por que, quando um deles declara ter cruzado entre o céu e a terra com um OVNI, a companhia que o emprega não o castiga com proibição de vôo?

Só há duas soluções: os discos-voadores são todos balões-sondas, e os pilotos que os tomam como discos-voadores são vítimas de miragem, ou então os pilotos são sadios de espírito e os OVNI existem. Parece difícil sair disso! Se todos os aviadores que encontram OVNI fossem paranóicos, podemos apostar que um deles já teria há muito tempo tomado a Praça da Concórdia pela pista de Orly! Falemos seriamente, se deixamos de lado o caso Mantell e de seus dois companheiros de equipe, uma das primeiríssimas observações aéreas foi feita por dois pilotos experientes da Eastern Air Lines, a 24 de julho de 1948, às 3 horas da manhã.

Naquela noite, C. S. Chiles e John B. Witted pilo­tavam um avião civil, a 1.500 metros de altitude, perto de Montgomery no Alabama. De repente, viram um aparelho sem asa, de 30 metros de comprimento, em forma de cigarro, de diâmetro que era o dobro do da fuselagem do "B-29" e que se deslocava um terço mais depressa do que um avião a reação. Parece ter uma fileira de postigos acima de uma cabina arredondada, que sugeria uma cabina de pilotagem. O interior desta cabina parecia extraordinariamente luminoso. A luz emitida era idêntica a de uma tocha de magnésio. Ao longo dos flancos do aparelho havia um halo de cor azulada, que nimbava sua superfície. Chamas vermelho-laranja escapavam-se por trás.

Quando os pilotos do OVNI viram o avião, o cigar­ro voador acelerou com um terrível jato de chamas que saiu de uma espécie de reator. O misterioso objeto ce­leste perdeu-se então nas nuvens. Chiles e Witted fica­ram um instante estupefatos e, depois de terem combi­nado entre si, decidiram tomar o mesmo rumo que o OVNI. Naquele preciso momento seu "DC-3", sacudido por abalos terríveis, quase se partiu no ar.

A 1º. de outubro de 1948, acima do aeródromo de Fargo (Dakota do Norte) o tenente Gorman, da Força Aérea dos EUA, deu combate a um disco luminoso. Mergulhou por cima dele com seu F-51. O engenho desviou-se, escapou-lhe bruscamente, depois voltando-se a uma velocidade fantástica, caiu sobre ele. Para evitar a colisão, Gorman teve de recolher-se. No solo a interceptação era seguida por diversos aviadores dotados de binóculos. Dois aviões que se preparavam para ater­rissar viram também essa bola luminosa.

Manilha 1949: o tenente Moyers, da 67.a Esqua­drilha do 18º. Grupo de Caça, dirige uma patrulha de quatro "Mustang" contra um enorme cigarro voador. Este percebe-os, faz meia-volta e quase os faz entrar um no outro. Como um cão raivoso, minutos mais tarde atira-se sobre um DC-3.

15 de junho de 1951, no Vale do Reno, dois pilo­tos de caça põem-se a perseguir um objeto metálico circular. Depois de sete minutos de corrida espacial seus "Vampiros" perdem terreno. O disco deixa-os no mesmo lugar subindo ao céu verticalmente.

Meses mais tarde, dois pilotos da AIR FRANCE, Chavasse e Clément, notam outro disco no céu de Draguignan.

A 20 de agosto de 1958, um misterioso e rotineiro objeto sobrevoa pela décima segunda vez consecutiva a região de Udine. Fiel a um horário digno da SNCF, o OVNI passava todas as noites à mesma hora (19h50. hora de Paris). Segundo os peritos que o examinaram no Friul, o objeto viajava a 450 metros do solo apenas, mas a uma velocidade de 16.550 quilômetros por hora... Aviões movidos a reatores da base de Udine (Rivolto) filmaram este OVNI e o observatório da cidade o fotografou.

O Fígaro de 27 de fevereiro de 1959 relata uma observação feita por várias testemunhas. Esta informa­ção emanava de Detroit e era datada de 26 de fevereiro de 1959.

"A tripulação e os trinta e cinco passageiros de um avião de linha norte-americano:

"Três discos-voadores nos escoltaram durante quarenta e cinco minutos...

"Segundo o testemunho da tripulação e dos pas­sageiros, três "objetos" misteriosos em forma de discos escoltaram na noite anterior durante quarenta e cinco minutos um DC-6 da companhia norte-americana Airlines que faz a linha New York-Detroit. O piloto e os membros da tripulação assim como os trinta e cinco passageiros foram objetivos em sua chegada à Detroit: os três objetos começaram a escoltar o aparelho em Philipsburg (Pennsylvania) para o deixar em Cleveland (Ohio).

"O avião voava à altitude de 2.500 metros, mais ou menos, e a uma velocidade de 560 quilômetros por hora.

"O piloto, o capitão Peter Killian, declarou que jamais vira algo semelhante antes. Os objetos mantinham-se bastante longe do avião, esclareceu ele, porém modificando sem cessar sua ordem de vôo, sempre man­tendo uma velocidade que os conservava ao nível do aparelho". Outros pilotos da companhia American Air­lines teriam também notado os discos.

Dois anos mais tarde, a mesma aventura aconteceu a um piloto brasileiro: José Guilherme Saez.

A 26 de julho de 1961, ele declarou, ao aterrissar em São Paulo:

"Agora acredito em discos-voadores! Meus com­panheiros e eu mesmo, mais os treze passageiros de meu avião pudemos testemunhar que um disco-voador vol­teou ao redor de nós a uma velocidade maluca.

"Nenhum avião poderia ter nem a forma nem a velocidade do objeto redondo que vimos no céu de São Paulo".

O comportamento dos OVNI quando encontram aparelhos construídos pelo homem da Terra é curioso. Às vezes parece amigável, mas, em certos casos, os pilotos dos OVNI parecem não se dar conta de que nos­sos aviões arriscam-se a chocar-se contra eles; acontece que suas manobras nos deixam perplexos e fazem com que consideremos seus atos como hostis.

A declaração do comandante Domingo Longo é edificante a esse respeito; ei-la:

Testemunho do comandante Domingo Longo, da Aerolineas Argentinas, à comissão de investigações que tomou suas declarações.

"No dia 21 de novembro de 1965, às 21 horas (hora local), quando me preparava para aterrissar, percebi diante de mim um objeto luminoso que a princípio tomei como sendo um outro avião que voasse com todos os seus faróis acesos. Mas assim que ele chegou bem perto de nós, percebi que não se tratava de um avião e gritei ao co-piloto Pedro Bassi, que estava no comando:

"Cuidado! Cuidado! Ele vai chocar-se conosco!" Bassi mudou de direção, e exatamente naquele momento o objeto, que tinha a forma de uma lua cheia tomou altura à grande velocidade e desapareceu. A noite era calma e sem bruma e a visibilidade excelente.

O operador da torre de controle afirmou que também observara o objeto. O co-piloto Bassi confirmou as palavras do piloto Longo e precisou que o disco-voador aproximara-se a uma centena de metros do "Caravelle", arriscando-se a chocar com ele.

Sábado, 27 de agosto de 1966, outro Objeto Voador Não Identificado fazia sua aparição muito notada acima da Floresta Negra e do Lago de Constância. Se­gundo testemunhas que o observaram durante longo tempo este engenho evoluía a grande velocidade e em elevada altitude, mudando continuamente de forma. Redondo, quadrado, depois retangular, parecia trans lúcido e de cor prateada.

Fizemos pessoalmente, no dia 24 de maio de 1967, com cinco testemunhas, uma observação idêntica entre 6h30 e 6h45 no céu de Nice. Atribuímos essas defor­mações constatadas a uma ionização periférica do objeto. No dia 27 de agosto de 1966, algumas teste­munhas viram mesmo uma faixa de raios luminosos em toda a volta do OVNI. Este disco foi observado pelos radares militares do controle aéreo norte-americano. Dois aviões de caça da base de Ramstein, "F-102" a reação, decolaram e lançaram-se em perseguição do estranho objeto. Bom jogador, este deixou-os chegar à distância de tiro, depois desapareceu bruscamente no espaço, a uma altitude de 25.000 metros. Os dois F-102 receberam ordem de voltar à sua base, não represen­tando mais o OVNI um perigo para o tráfego aéreo! Neste novo episódio da história já longa dos discos-voadores, constatamos que os OVNI parecem conhecer as possibilidades de nossos aviões mais modernos.

No número 10 de abril de 1966, do semanário inglês News of the World, que tira sete milhões de exemplares, revista bastante séria, apareceram em pri­meira página fotografias de um engenho celeste desco­nhecido feitas pela senhora Joan Olfield, com uma câmera fotográfica comum. A sra. Olfield estava a bordo de um aparelho da British United, a 3.000 metros de altitude, com um tempo ensolarado, quando, na ver­tical da cidade de Cannock, na região de Staffordshire, ela percebeu um objeto, que a princípio pensou que fos­se um avião a jato. Tirou sua câmara e começou a fil­mar, quando este último se pôs a girar em volta do avião que a transportava. O OVNI passou bem perto, reco­lheu suas asas, depois tomou a forma de um disco voa­dor antes de desaparecer.

A 16 de abril de 1966, os aviadores da base de Yougstone no Estado de Ohio, subiram ao espaço para dar caça com seus aviões a jato a um disco-voador que sobrevoava sua base. O "DV" diminuiu sua velocidade, e os "jatos" muito rápidos viram o disco escapar-lhes. Dois adjuntos do xerife do condado de Portage segui­ram-no de carro por mais de 140 km. O OVNI foi filmado pelos pilotos e por numerosas testemunhas no solo.

Um mês mais tarde, a 16 de maio de 1966, os fotógrafos de Copenhague fizeram centenas de fotogra­fias de um disco-voador que ficou várias horas no céu sob a forma de um grande ponto luminoso. Os radares do aeroporto localizaram esse objeto acima da Repú­blica Democrática Alemã. Numerosos pilotos de aviões assinalaram o fenômeno para a torre de controle, e perceberam a intensa atividade aérea que reinava junto do OVNI.

Os cosmonautas russos e norte-americanos foram também surpreendidos por certas manifestações insó­litas do espaço. Globos de fogo não maiores do que bolas de tênis os acompanhavam às vezes em seu giro ao redor da Terra. A muitas centenas de quilômetros no espaço, Charles Conrad e Richard Gordon filmaram quando sobrevoavam a África a bordo do "Gemini XI", um objeto que não puderam identificar próximo à sua cápsula espacial. Esta observação deve ser comparada às aparições de mini-discos, que se apresentam sob a forma de "rodas encaixadas" ou discos de pequeno diâmetro... Luminosos e móveis, estes objetos foram vistos numerosas vezes. Um deles atravessou um campo sob o olhar estupefato de um valente camponês em Attigneville, na França.

Uma informação muito importante, concernente ao vôo da Apolo-7 parece que nunca foi publicada na França. Devemo-la ao Grupo de Estudo de Objetos Celestes Não Identificados (CEOCNI) cujo dinâ­mico presidente, sr. Francis Schaefer, pôs em funciona­mento uma rede de informações tão extensa quanto aperfeiçoada. Num rápido noticiário de sexta-feira 11 de outubro de 1968, às 22hl5, a Agência telegráfica suíça anunciava os seguintes fatos:

"Quando a cápsula "Apolo-7" sobrevoou a Aus­trália, o astronauta Cunningham assinalou que corpos voadores não identificados passavam nas proximidades de sua cápsula espacial". (Fim da citação) A Agência telegráfica suíça recebia esta informação da Agência britânica "Reuter" de Cabo Kennedy. A informação da "Reuter" foi transmitida por telex às 20h20, folha 44 do Serviço estrangeiro. Esta desventura da Apolo-7 é particularmente perturbadora, e entra no quadro das numerosas observações anteriores efetuadas por cosmo­nautas da NASA. Gordon Cooper, ao qual Henri Salva dor dedicou uma de suas canções, parece que dificil­mente se recuperará de seu choque, e este astronauta não mais será colocado em órbita. Também ele, quando sobrevoava a Austrália, teve a ocasião de fotografar um disco-voador brilhante e verde, que uma estação de observação australiana acabara de detectar.

O dr. Kurt Debus, diretor do Centro Espacial de Cabo Kennedy predisse que o homem encontraria outros seres vivos" no espaço "exterior". Afirmou mes­mo: "É uma certeza matemática muito maior do que as antigas teorias expostas por sábios e filósofos, cujas ob­servações e descobertas tornaram possíveis nossas ati­vidades atuais".

Podemos perguntar-nos se acidentes, devidos a uma não-preparação "moral" para encontros com outras formas de vida e de inteligências cósmicas já não se produziram. A imprensa ocidental publicou, há alguns meses, uma informação guardada em segredo durante muitos anos. Ela diz respeito a uma experiência espa­cial soviética, que teria terminado de maneira trágica.

Na noite de 24 de fevereiro de 1961, as estações de escuta de Bochum, Meudon e Turim, captaram a última mensagem de um casal de cosmonautas sovié­ticos, que tinha sido lançado quatro dias antes, da base de Baikonour. Esta tripulação, composta de um homem e uma mulher, declarava que a condição física era boa, mas que sua reserva de ar estava quase esgotada. Além do mais, o homem relatou que a energia elétrica baixava consideravelmente, mas que a órbita se mantinha como estava previsto, a cápsula correspondendo aos comandos do piloto. De repente a mulher interrompeu-o. Imediatamente, percebeu-se que ela estava agitada.

"Vou segurá-lo e mantê-lo fechado em minha mão direita, disse ela. Olhe pelo postigo, olhe pelo postigo... eu o tenho..." Alguns segundos mais tarde, a voz do homem fez-se ouvir de novo:

"Há alguma coisa! Aconteceu alguma coisa! (três segundos se escoaram). Se não voltarmos, o mundo jamais o saberá! É difícil..."

Naquele instante, a estação cortou para anunciar que eram 20 horas, hora de Moscou. As últimas pala­vras pronunciadas pelo casal eram ininteligíveis; é evi­dente que o homem e a mulher tinham visto, muito perto deles, no espaço, alguma coisa que os surpreen­dera, depois aterrorizara! Que teriam visto, lá onde a tradição científica pretende que não exista nenhuma forma de vida organizada, neste espaço considerado inviolado por engenhos de um outro mundo? O Boletim Polonês de Informação número 2 de 1959 sem dúvida vai-nos fornecer a resposta à nossa pergunta.

Esta publicação consagra, com efeito, desde esta época, um longo artigo a uma misteriosa manifestação insólita do espaço. Esta última desenrolara-se a bordo de um avião TU-104 que voava de Kasachstan (Alma Ata) para Moscou, na primavera de 1959.

O fenômeno descrito é semelhante àquele que se passou a bordo de uma Fortaleza Voadora norte-ame­ricana do tipo B-29, durante a Guerra da Coréia. O TU-104 evoluía normalmente, quando se notou brusca­mente uma luz fraca no interior da cabina de passageiros, muito perto do corredor que leva à cabina de pilotagem. Este pálido clarão tomou de súbito uma forma sólida, metamorfoseando-se, durante esta "materialização" em um disco luminoso de cerca de 50 centímetros de diâmetro. O objeto permaneceu então imóvel numa posição vertical. Os passageiros alarmaram-se, e uma pessoa chegou a gritar "Fogo!" Imedia­tamente, um piloto da tripulação precipitou-se para fora da sua cabina, armado com um extintor, mas não viu fogo nem o objeto, tendo este desaparecido! Os ânimos acalmaram-se e a situação mal começava a voltar ao normal, quando, de repente, o "objeto" ressurgiu! Ele começou uma lenta evolução através da cabina, de janela em janela, num movimento que o punha quase em contato com os passageiros. Transidos de medo, estes evitaram até fazer o menor movimento! Mais tarde, um deles afirmou ter sido roçado pelo objeto discoidal, que não era quente nem tinha cheiro. Depois de ter feito minuciosamente a volta ao avião, este mini-disco voltou ao seu lugar inicial, perto da entrada da cabina de pilotagem, antes de desaparecer para sempre. À sua chegada em Moscou, pediu-se aos passageiros que não revelassem nada a ninguém a respeito deste in­cidente e não procurassem penetrar o segredo desta "coisa".

Entre os viajantes estava um jornalista polonês que, felizmente, fez um relatório desta aventura. Pode-se admitir que se tratasse de um "disco telemétrico", re­gistrando imagens e pensamentos (?) para os transmitir a naves habitadas, e que os passageiros do TU-104 foram testemunhas de materialização e desmaterialização de uma espécie de computador ultra-aperfeiçoado, imaginado por seres de outro mundo.

Quando os policiais de Cieux (Alta Viena) pesquisam sobre os discos telemétricos

Cieux, Alta Viena, um nome ideal para os apare­cimentos de OVNI. Os habitantes desta comuna de 1.200 almas perguntam-se qual será a origem das fontes luminosas que aparecem todas as noites, entre 19 horas e 23 horas, diante da casa de um cultivador, o sr. Leroy, pai de oito crianças, que mora numa casa isolada perto do lugarejo chamado Laparrige. Esses pontos lumino­sos, do tamanho de uma lâmpada elétrica, manifestam-se à altura de um homem, ora amarelos, ora alaranjados, ora vermelhos, e não possuem raios. O sr. Leroy, que reside em Cieux há oito anos, começou a perceber este fenômeno em outubro de 1968. No início, seus vizinhos, aos quais ele narrou os fatos, pensaram que se tratasse de luzes provenientes de lugarejos vizinhos, ou faróis de carros, que circulam numa estrada que se encontra mais abaixo. Outros pensaram que o sr. Leroy tinha lido muitos livros de ficção-científica! Bem depressa, a casa desse corajoso homem viu surgirem os curiosos e os céticos, que acabaram concluindo que não era nada, e que apenas se tratava de um fenômeno de alucinação.

No final de dezembro de 1968, mais de cinqüenta pessoas marcavam encontro todas as noites diante da fazenda. Todas as crianças do lugar pediram então a seus pais que as levassem para a frente daquela casa, convencidos de que as luzes desconhecidas pertenciam ao Papai Noel... Quanto aos policiais, decidiram eles efetuar regularmente patrulhas nas cercanias, depois que, no domingo, dia 21 de dezembro de 1968, uma dezena de tiros foram feitos sobre as misteriosas luzes. Estas nem por isso desapareceram mais depressa do que de costume.

Isto permite concluir que o estranho fenômeno luminoso não era obra de gozadores. Pode-se perguntar, se estes discos estranhos são, como nós o pensamos, ins­trumentos de estudo enviados por uma outra civilização, que opinião terão nossos visitantes a respeito de nosso comportamento agressivo. Tentar destruir o que escapa a seu entendimento, eis bem uma reação do homem do planeta Terra, e sem dúvida, isto explica a recusa de contato por parte de nossos visitantes celestes. No momento em que nos preparamos para colonizar a Lua, ainda não humanizamos o nosso próprio planeta!

15.

ALERTA NO CÉU...

Razões particulares bem determinadas levaram o estado-maior das forças aéreas dos Estados Unidos a encarregar um grande instituto universitário de efetuar uma pesquisa exaustiva e imparcial sobre os fenômenos desconcertantes dos Objetos Voadores Não Identifica­dos.

Há alguns anos, verificou-se um número sempre crescente de acidentes de aviões cujas origens e causas permaneceram misteriosas. Curiosas interferências fo­ram assinaladas no funcionamento de instrumentos eletrônicos e de precisão, a bordo de aviões supersônicos e de satélites norte-americanos.

Relatórios a respeito desses acidentes permanece­ram secretos, e constituem um dos parágrafos do livro vermelho dos OVNI.

Em seu excelente livro Black-Out sobre os Discos-Voadores Jimmy Guieu revelou um fato deveras estra­nho, referindo-se ao desaparecimento de um avião no início do ano de 1952.

"Uma super-fortaleza B-29 voava ao Norte de Hokkaido (Japão) e era perfeitamente acompanhada pelos radares. Estas estações detectaram logo um "avião des­conhecido" que entrou no campo do radarscópio. Pare­ceu fundir-se com o B-29 e este último emitiu logo um sinal de perigo... Mas nunca foi encontrado". Como escreveu Charles Fort em seu O Livro dos Con­denados: "Creio que nos pescam..." A super-fortaleza poderia muito bem ter entrado, segura pelas garras de um gavião do espaço-tempo numa outra dimensão? Infelizmente, jamais o saberemos!

A 2 de maio de 1953, um "Comet" atingiu acima de Calcutá um objeto não identificado. Explodiu, qua­renta e três pessoas estavam a bordo, não houve sobre­viventes.

Ainda em 1953, dois pilotos da companhia Fouga, de Pau, aproximaram-se em vôo de um engenho discoidal que se parecia a um prato emborcado, tendo sobre ele uma cúpula, que sobrevoava Pau.

A alguma distância do OVNI, os pilotos precisa­ram precipitadamente mergulhar para desaparecer das imediações do disco: sua cabina de pilotagem tornara-se intoleravelmente quente.

A 2 de abril de 1954, um objeto aéreo desconhe­cido evoluía no céu do Estado de Nova York; a aviação militar encarregou um "Starfire" de interceptar o en­genho. Os detectores de radar dirigiram a perseguição; para esta missão, o "jato" estava armado com fogue­tes ar-ar para ataque. Aproximando-se do OVNI, o calor a bordo tornou-se subitamente insuportável. O piloto e o radarista precisaram saltar de pára-quedas no instante mesmo em que o avião pegava fogo. No espaço de alguns segundos o "Starfire" entrara em incandescência.

Na noite de 3 para 4 de novembro de 1957, o capitão Jean de Beyssac, piloto-chefe de um avião de carga C-46 da companhia VARIG, decolou de Porto Alegre em direção de São Paulo (BRASIL). Por volta de 1hl0 da manhã, o piloto notou uma estranha luz vermelha surgida à esquerda do avião, e abaixo dele. Antes que o capitão Beyssac pudesse imprimir uma mudança de rota suficiente ao avião, o objeto estava ao alcance da mão. Beyssac sentiu forte cheiro de queimado; uma verificação em seus detectores de in­cêndio mostrou-lhe que não havia nada de anormal dentro do avião. De repente, a luz vermelha incandes­cente do objeto começou a diminuir. Um rápido olhar ao quadro de bordo permitiu a Beyssac constatar então que o rádio, o gerador do motor direito e o radiogoniômetro estavam inutilizados... Fez girar o avião e len­tamente retomou o caminho de Porto Alegre. Um rela­tório pormenorizado deste incidente foi feito pelo chefe de bordo e seu co-piloto.

Ainda que nenhum documento oficial faça menção a atos agressivos entre os OVNI e aviões, testemunho de pessoas dignas de fé demonstra que esta eventuali­dade existe. A 1º. de abril de 1959, às 7h44 captou-se um "SOS" que vinha de um avião cargueiro C-118 que decolara do aeroporto militar McChord em Tacoma (Estado de Washington). Naquela manhã, às 6h30, o aparelho subira normalmente com quatro homens de tripulação a bordo. De repente a torre de controle captou esta mensagem angustiada:

— Atingimos alguma coisa, ou alguma coisa nos atingiu.

Segundos de silêncio, depois o piloto gritou:

— "May day! May day!" (Palavra de código para SOS em fonia internacional.)

O grande avião de transporte arrebentou-se nas encostas de uma montanha entre Summer e Orting. Não houve sobreviventes. Numerosas testemunhas que assistiram aos derradeiros instantes do avião abatido declararam que dois discos amarelos e alaranjados per­seguiam de perto o C-118. Outros objetos semelhantes tinham sido vistos no início da noite, na véspera, em diversos lugares e nas imediações da catástrofe. Na base de MacChord declarou-se à imprensa que os objetos incandescentes eram simplesmente foguetes iluminadores lançados de pára-quedas, usados durante um exer­cício do Fort Lewis. Ora, o porta-voz de Fort Lewis afirmou que nenhum exercício desse tipo ocorrera na noite de 1º. de abril de 1959.

É curioso notar que os primeiros discos-voadores, como são chamados, tinham a forma de um disco cego. Mas a partir de 1950, numerosas testemunhas mencio­nam luzes que piscam, azuis ou verdes, às vezes, vermelhas, no alto desses engenhos. Sem concluir nada, podemos admitir que a introdução desses elementos sobre os OVNI teria ocorrido com a finalidade de evitar colisões com os aparelhos construídos pelo homem.

Que se passou no céu de Palomares?

Na segunda-feira, 17 de janeiro de 1966, a aero­náutica norte-americana anunciou oficialmente que um bombardeiro gigante B-52 do Strategic Command e seu avião reabastecedor um CK-154 tinham-se chocado em vôo sobre a pequena cidade andalusa de Cuelvas de Almasor. Supôs-se que várias bombas atômicas que estavam a bordo do B-52 tinham-se perdido. Logo no dia seguinte uma verdadeira armada da 6.a Frota chegava ao lugar da catástrofe. Durante vários dias, uma atividade febril reinou nesta zona que foi interditada.

Com extrema rapidez as quatro bombas H de 25 megatons foram localizadas e recuperadas. Mas, parece, não foi encontrada uma certa "caixa negra", equipa­mento ultra-secreto que permitia evitar uma guerra atômica acidental, segurança eletrônica de alta precisão. O filme "Fail Safe", aliás, tornou célebre este equipa­mento.

Neste ponto é que ficamos intrigados! Todo mundo sabe, desde a última guerra mundial, que o aparelhamento secreto do tipo: "Interrogador-respondedor Ra­dar" que permite a estações de terra identificar um avião amigo de um inimigo, é automaticamente destruído em caso de acidente que sobrevenha ao avião em que ele está instalado. Com efeito, uma carga de TNT explode e põe este instrumento fora de uso, pulverizando-o. Não tendo havido mudanças, os serviços secretos norte-americanos devem ter aperfeiçoado os dispositivos auto-destruidores dos aviões do SAC.

Portanto, se não era uma bomba atômica nem uma caixa negra que os norte-americanos procuravam em Palomares, em que podemos pensar? Não serão os técnicos da 6.a Frota que no-lo dirão! Iremos procurar a verdade nas declarações do sr. Rafael Lorente, antigo vice-cônsul da Espanha na França que se encontrava no local por ocasião da colisão. Este, como numerosas testemunhas, declarou:

"Tivemos a impressão de que três aparelhos caíam, dois em terra e o terceiro no mar!" Daí os fantásticos meios movimentados o foram na realidade para encon­trar este terceiro engenho: um OVNI! Eis o que procuraram, sem êxito, aliás, nas águas de Palomares os serviços de informações dos Estados Unidos: UM DISCO-VOADOR. Este entrou em colisão com o B-52 e o CK-154 a 10.000 metros de altitude acima da penín­sula ibérica. A explosão que disso resultou formou uma nuvem em forma de bola de 1 km de diâmetro muito brilhante que foi fotografada por um turista inglês, sr. Eddie Fowlie.

Tudo isto explica a resposta sibilina do coronel Barnette Young, Relações-Públicas da Aeronáutica norte-americana, destacado para Madri: "Como ex-jornalista, se eu pudesse dizer o que se passou aqui seria a mais bela história de minha carreira!" Dos onze aviadores que constituíam as tripulações, sete morreram de imediato. Os quatro outros foram mantidos em se­gredo enquanto uma comissão de investigação os inter­rogava durante muitas horas.

Alguns dias antes, no domingo, 9 de janeiro de 1966, um incidente esquisito acontecera acima da prin­cipal base da OTAN no Mediterrâneo: Nápoles.

Um globo de fogo aparecera bem em cima de Capri e todas as luzes da cidade se apagaram. Uma gigantesca falta de energia elétrica acabava de mergu­lhar nas trevas mais completas todo o sul da bota ita­liana. Durou quarenta e cinco minutos e estendeu-se de Nápoles a Brindisi. Os animais domésticos manifes­taram grande nervosismo quando "o globo de fogo" sobrevoou Nápoles. A aeronáutica norte-americana enviou atrás dele, dois caças a jato, mas o objeto des­conhecido desapareceu quando eles se aproximaram. Os pilotos do OVNI cumpriam missões bem determi­nadas, sobre objetivos conhecidos por eles de modo perfeito. Não haveria em Nápoles um estoque de bom­bas A e H para guarnecimento dos B-52 do SAC? O sobrevôo e a falta de energia não tinham sido previstas pelos responsáveis pela OTAN? Se a resposta for posi­tiva, podemos pensar em ultimatos secretos entre um povo de outro espaço e certos chefes de Estado de nosso planeta, constituindo o caso Palomares um segundo golpe de advertência para pôr fim a uma ação que nós ignoramos. É quase certo que os discos-voadores evo­luem à vontade tanto no espaço quanto sob os mares, o que explicaria o desaparecimento do OVNI, após o acidente.

O Livro dos Condenados de Charles Fort está repleto de observações feitas por marinheiros, a res­peito de engenhos em forma de roda, que surgem da água, dirigindo-se em seguida para o céu. Muito próximos de nós, testemunhas assistiram à queda de objetos no mar. Assim é que no dia 12 de dezembro de 1965, domingo, um mês antes da falta de energia que atingiu a Itália, um fotógrafo romano, Willy Colombini, que estava preparado para fazer algumas fotos da estrela francesa Marie Latour sobre um dos terraços do hotel da ilha de Capri, viu um objeto misterioso descer do céu e entrar nas águas do Mediterrâneo. Como profis­sional competente, desviou a câmara da linda moça, e fez várias fotografias do objeto que se parecia a um pára-quedas aberto, e que outras testemunhas também viram, a cerca de quinze quilômetros ao redor. A polícia da ilha, avisada, examinou as fotos feitas por Willy Co­lombini e entrou em contato com o aeroporto de Nápo­les, enquanto que um navio partia para o local. Mas este não encontrou nada. As autoridades aéreas de Nápoles responderam que não tinham conhecimento de que estivesse perdido algum avião.

Na noite de 11 de maio de 1966, os teletipos das agências noticiosas funcionaram mais uma vez para dar uma notícia semelhante. A informação era de poucas horas antes e vinha do Japão. A tripulação de um barco de pesca da região de Nemuro (Hokkaido) tinha visto uma bola de fogo cair no mar. Vários navios dirigiram-se para o ponto da queda, porém nada encontraram. O jornal Yomiuri Shimbun anunciou tratar-se de um míssil ou de um satélite soviético. Não se pode aceitar que os russos experimentassem e recupe­rassem um engenho secreto nas águas infestadas de navios dos EUA.

Howard Menger, num livro tão curioso quanto desacreditado, Meus Amigos os Homens do Espaço, alude a um partido negro extraterrestre que teria nas entranhas da Terra bases secretas, cujo acesso seria aquático. Tomando esta informação com prudência, recordamo-nos de um capítulo do livro de nosso amigo Robert Charroux: "História desconhecida dos Homens desde 100.000 anos" (Os Cavaleiros de Poséidon).

Robert Charroux escrevia então: "Em 1950, ao menos na França, os hitleristas dispersos, mantidos afastados das funções públicas, pareciam ter consumido suas forças vivas. De repente, no mundo inteiro surgia a 3.a Força Negra e seu núcleo mais virulento constituía-se em sociedade secreta: "Os Cavaleiros de Poséi­don", escondendo os seus desígnios sob atividades esportivas, as de mergulhadores submarinos. Incapazes de participar da grande aventura cósmica que se anun­cia, quiseram marcar a sua presença. Trata-se de criar um homem novo — o Homo Acquaticus — artificial­mente aparentado com os peixes e capaz de viver como eles num meio marinho. Por mais inverossímil que isto possa parecer, os Cavaleiros de Poséidon querem tor­nar-se peixes e criar um império submarino".

À primeira vista, um projeto semelhante, mesmo desenvolvido durante séculos, parece quimérico para não dizer maluco. A mutação prevista para o Homo Acquaticus visa a fazer nadar, respirar, alimentar-se e procriar exatamente como os peixes e sem o socorro de escafandro. Mas este projeto muito sério não per­tence inteiramente aos antigos nazistas. Eles o toma­ram emprestado de organismos oficiais absolutamente estranhos à sua ideologia política. É verdade que, mes­mo se os Cavaleiros de Poséidon tivessem tido a idéia primeiro, não tinham possibilidade de experimentá-la publicamente. A operação pré-continente realizada pelo comandante Cousteau e seus pesquisadores, e que a televisão nos mostrou em transmissão direta, prova bem que a criação de uma cidade submarina e a adaptação de indivíduos ao meio é realizável. É preciso dizer, con­tudo, que o comandante Cousteau é um sábio que es­tuda com minúcias realizações diante das quais outros se sentiriam perdidos. Seu nome ficará ligado à conquista dos fundos dos mares a serviço da ciência.

A 20 de fevereiro de 1966, a imprensa do mundo inteiro publicava uma informação que provinha dos Estados Unidos e que confirmava em todos os pontos a possibilidade futura para o homem de viver sob a água. O sábio norte-americano Walter L. Roob desco­briu um material plástico essencialmente construído de borracha siliconada que permite construir caixas que fazem o papel de guelras gigantescas. As paredes dessas caixas pouco espessas (2 centésimos de milímetro) deixam passar o oxigênio num sentido, oferecendo do outro uma livre passagem ao gás carbônico. Experiên­cias feitas em testadores imersos numa caixa respira­tória tendo-se revelado positivas, pode-se pensar que logo o homem poderá permanecer sob a água sem que precise carregar garrafas de oxigênio ou de hélio. A descoberta dessas brânquias artificiais para o homem-peixe permite uma gama muito diversificada de apli­cações; os pesquisadores poderão estudar os fundos dos mares com toda liberdade, os criadores e os agriculto­res submarinos vigiarão com toda a calma seus rebanhos de peixes e as algas nutritivas.

Demonstrando um dom de pré-cognição pouco comum, Robert Charroux escrevia ainda em seu livro: "Estaria nas cogitações dos Cavaleiros de Poséidon criar uma verdadeira cidade sob o mar, invulnerável, de onde eles poderiam lançar ataques e controlar vastos espaços submarinos.

"Se chegassem um dia a introduzir ali um subma­rino atômico, russo, norte-americano ou francês, o que não está excluído de seu programa, teriam então à sua disposição e por um tempo praticamente ilimitado (5.000 anos) uma central capaz de alimentar toda a sua cidade". Não se faz ainda uma distinção exata do que existe de hipotético e de realizável neste projeto, mas não se poderia classificá-lo a priori como impossível, visto que ele corresponde ponto por ponto ao problema da colonização da Lua e de outros planetas.

História desconhecida dos Homens desde 100.000 anos acabou-se de imprimir em 21 de maio de 1963, portanto o autor teria entregue há meses o manuscrito ao editor Robert Laffont, quando, a 10 de abril de 1963, o submarino nuclear norte-americano "The Thresher" desapareceu em pleno oceano Atlântico. Cento e vinte e nove homens estavam a bordo. Jamais puderam ser estabelecidas as causas de seu desapare­cimento e as provas formais de sua destruição. Como se sabe, o FBI e a CIA procuraram conhecer todos os "fios" deste mistério. Quanto ao público, nada soube e a opinião que prevaleceu foi a do naufrágio do submersível. Agora, impõe-se uma pergunta: "O Thresher" soçobrou completamente ou ficou prisioneiro debaixo de algum fundo submarino do Atlântico ou do Pacífico? As duas hipóteses são válidas e a segunda deve ser, particularmente, encarada. Com efeito, alguém neste caso está misturando as cartas... Na segunda-feira, 29 de março de 1966, na praia de Kilkee na Irlanda, um passeante descobriu um cilindro com as marcas: "U.S. Navy-Radioactif-Danger The Thresher - propriedade do governo dos Estados Unidos". Levado à embaixada norte-americana em Dublin, o cilindro que um tal de Jeremiah Mac Dermott havia encontrado foi tido como falso pelos serviços especializados. Jamais este destroço tinha pertencido ao submarino desaparecido! O enigma continua.

Os Cavaleiros de Poséidon constituem uma orga­nização conhecida, e nada indica que o desapareci­mento do submarino norte-americano lhe seja atribuí­vel, muito ao contrário. Por que não pensar que a vida que se desenvolveu na atmosfera sobre nosso planeta tenha podido manifestar-se e organizar-se sob as águas. Numerosas testemunhas afirmam que os pilotos dos discos-voadores são pequenos com grandes cabeças, e olhos globulosos. Não seriam seres anfíbios dotados de uma super-inteligência? Nós mesmos, durante milê­nios, subimos uma escala evolutiva que teve sua raiz no fundo dos oceanos. Isto é tão verdadeiro que nosso serum isotônico salgado no qual se banham os glóbulos vermelhos tem a mesma taxa salina que a água do mar. Se comandos avançados de outro planeta desembarca­ram sobre a Terra e o metabolismo dos indivíduos que os constituem exige o meio marinho para se equilibrar, é sob a superfície dos oceanos que teremos mais opor­tunidade de os descobrir. Este fato não exclui, todavia, a possibilidade de contato com uma "quinta-coluna" de mutantes terrestres.

Senhores dos céus e dos oceanos, eis o que seriam os pilotos dos discos-voadores. Este domínio total manifesta-se por um número jamais atingido de acidentes de aviões inexplicáveis, atingindo indistintamente apa­relhos comerciais ou particulares, assim como aviões militares.

Corrida no céu de Sevilha

A 23 de abril de 1966, um disco luminoso de cor branca provou ao seu modo a setenta membros de uma sociedade de astronomia de Viena (Áustria) que os OVNI não são um mito. Estas pessoas, reunidas em pleno ar para assistir a uma conferência, viram apare­cer acima de suas cabeças uma espécie de halo cujo diâmetro era o dobro do da Lua. Declinou, tornou-se um simples ponto, depois eclipsou-se para renascer mais brilhante ainda. Descreveu um arco de círculo no céu e desapareceu. Era pouco mais de 21 horas. Alguns minutos depois, entre 21h30 e 21h40 (hora local no Cabo Antibes), o sr. André Triste, cinqüenta e três anos, mordomo, foi testemunha de misterioso fenô­meno luminoso. Viu bem acima da costa um halo luminoso que se iluminava gradativamente até tornar-se um círculo cheio. A luminosidade e a forma do objeto ficaram estacionadas, depois o círculo esticou-se, bri­lhou com mais intensidade e desapareceu. Por volta de 22 horas, os habitantes de Almeria seguiram no firmamento um disco voador esbranquiçado, dirigindo-se de norte a sul... Almeria é uma pequena cidade situada perto de Palomares...

A 25 de maio de 1966, o departamento do Var foi sobrevoado durante numerosas horas por um enor­me cigarro voador. O engenho apareceu às 8h30 e atraiu os olhares das pessoas que se entregavam a suas ocupações. Sua passagem acima dos Arcos foi muito notada, e o escritor Villevieille fez dele um desenho que, no dia seguinte, ilustrou o artigo do jornal O Provençal consagrado a esse fato diferente. Por volta das 9 horas, o objeto cruzava o céu de Fréjus, e mais especialmente sobre a base aeronaval de Fréjus-Saint Raphael. Ali, civis e militares, marinheiros e aviadores seguiram-no com binóculo em suas evoluções desorde­nadas e rápidas. Um avião da base, um "Alizée", que estava em vôo, recebeu ordem de fotografar o engenho. As fotos provaram que não se tratava de um balão-sonda clássico, mas de um "ônibus" do espaço! Horas mais tarde, seis "Mystère" espatifaram-se nos arredores de Sevilha...

A patrulha tinha partido de Cazaux, composta por três pilotos brevetados e três alunos que já totalizavam dezenas de horas de vôo em aviões a jato. A missão consistia em um vôo clássico de treinamento para na­vegação utilizando o processo internacional. Esta na­vegação, para o estrangeiro, constitui o último exer­cício do programa de instrução, é de uso corrente na aviação francesa. O enchimento completo dos reservatórios, compreendidos os reservatórios suplementares, fora realizado nos seis "Mystère IV". O plano de vôo previa Biarritz e Madrid como opções em caso de aci­dente. Exatamente sobre Sevilha cada avião dispunha de 1.200 a 1.300 quilos de combustível. Podia assim atingir Moron ou Madrid sem problema. A formação adotada era o vôo em grupo, em formação de seis, a uma altitude de 9.000 metros. Os pilotos dispunham de radar, de rádio-compasso e seus emissores UHF e VHF eram especialmente cristalizados para esta via­gem. Cada "Mystère IV" estava, além disso, dotado de um aparelho de pergunta-resposta para identificação. Como se vê, este vôo fora perfeitamente preparado por oficiais competentes, e em nenhum caso o chefe da es­quadrilha podia ser responsabilizado pelo acidente cole­tivo sobrevindo aos seis aviões. Alguma coisa aconteceu no céu, e esta "alguma coisa" permaneceu em segredo.

O comunicado do ministério do Ar, publicado pouco depois do acidente, afirmava: "Os auxílios à navegação sobre o território metropolitano e sobre o território espanhol funcionaram normalmente". De seu lado, o ministério do Ar espanhol dava ao público a seguinte declaração: "O tráfego aéreo do aeródromo de San Pablo, perto de Sevilha, foi normal durante todo o dia de ontem, e o sêxtuplo acidente com os "Mystère IV" franceses continua inexplicável". O avião reabastecedor que os acompanhava aterrissou normalmente às 14h01 no aeródromo de San Pablo. Tudo parece, por­tanto, indicar que se produziram perturbações eletro­magnéticas de rádio-orientação nos aparelhos. Entre­tanto, em todas as aviações do mundo, existe uma fre­qüência de socorro pela qual é possível lançar mensa­gem de perigo internacional: o "may day". O UHF e o VHF sendo os 'dois cristalizados para esse vôo, por quais razões suas emissões não foram captadas?

Um chefe de esquadrilha experiente como aquele que dirigia esta patrulha certamente utilizou todos os recursos disponíveis para não perder os aparelhos que estavam sob suas ordens. Mas quando o silêncio do rádio é total, e que navega em PSV, um piloto encon­tra-se nas mesmas condições que um banhista surdo e mudo que se afoga em plena noite. Neste caso, parece que o governador civil de Huelva, sr. Perez Herman Cubella, é que tinha razão, ao declarar: "Os aviadores franceses não estavam mais em condições de saber onde se encontrava o mar!" O mar estava, contudo, a dois passos, pois que, a cinco minutos de vôo, encontra-se Palomares...

Os pilotos, saídos todos indenes deste acidente inexplicável, foram mantidos isolados durante vários dias. Pelo que se sabe, o capitão Paul G... que dirigia a patrulha sofreu apenas uma censura formal. Se sua responsabilidade tivesse sido realmente comprovada, podemos estar certos de que seus galões não teriam resistido a este sêxtuplo acidente.

Foi um desarranjo idêntico dos instrumentos de bordo que custou a vida, a 8 de junho de 1966, a dois dos melhores pilotos de provas norte-americanos: Joe Walker e Carl Cross. Joe Walker, que detinha o recorde mundial de altitude e o da velocidade estabelecido por meio do avião a jato X-15, bateu a empenagem atrás de um bombardeiro gigante XB-70 de asas em delta, impulsionado por seis reatores. Vimos o filme do aci­dente. Completamente desmantelado, o caça F-104 que Walker pilotava veio chocar-se contra o mastodonte arrancando-lhe uma parte das asas de trás. Os dois aviões caíram de nariz para o chão e arrebentaram-se contra a base aérea de Edward. Um terceiro piloto, Al White, conseguiu sair dos destroços em chamas e foi transportado em estado grave para o hospital. Um de­talhe, a colisão ocorreu quando o F-104 voava a 3.000 km por hora.

16.

MÁQUINAS FANTÁSTICAS, ACIDENTE CÓSMICO

E CALENDÁRIO MAIA

Jung, o grande psicólogo, pretendeu ver, na febre dos discos-voadores um fato maior de nossa civilização, visto que ele lhe consagrou um estudo dos mais áridos, em sua obra: "Um mito moderno", na qual ele compara os discos celestes do século XX aos grandes símbolos da alquimia e das tradições orientais. Esquecendo os fenômenos que podem servir de sustentáculo a esta re­presentação mental, o mestre de Zurique restringia-se ao seu domínio, o da subjetividade, onde nenhum pes­quisador, oficial ou oficioso, podia discutir com ele. O caso, sem dúvida, não é tão simples quanto Jung queria dar a entender.

Um jornal alemão, Neues Europa, tentou em 1965, furar a conspiração de silêncio imposta ao mundo, sobre o misterioso problema dos Objetos Voadores Não Iden­tificados, publicando a respeito dele uma carta recebida do dr. Stalter, de New York, e na qual se pode ler especialmente: "A consternação reina no ministério da Defesa americana. Para ele, está agora oficialmente confirmado que, durante o ano de 1964, astronaves do espaço procuraram aterrissar aqui e manter contatos com oficiais". Alguns círculos do Pentágono, em Was­hington, estão convencidos da existência das naves cósmicas. O que, até o presente, foi mantido em segredo por razões especiais, é agora revelado. Há vários rela­tórios oficialmente confirmados, que afirmam que os "Unidentified Flyings Objects" (OVNI) tentam a ater­rissagem.

Boatos não confirmados revelam um estranho caso que se teria desenrolado há alguns meses no deserto do Novo México. Segundo um pesquisador particular, Pedro Romaniuk, de Buenos Aires, um disco-voador propelido a energia cósmica, foi descoberto por forças aéreas norte-americanas, que desde então fazem segredo sobre isso. Este engenho, construído com material indestrutível, continha seis cadáveres de seres seme­lhantes aos Terráqueos, porém muito menores. O major Hector Quintanella, da base de Wright Patterson (Ohio) da Força Aérea dos EUA, declarou um dia, diante de uma reunião de jornalistas, que a posse de uma nave vinda de outro planeta seria de extrema importância. Mas, sujeito a uma severa lei de discrição, ele recusou confirmar que tripulações extraterrestres estariam de­tidas nos Estados Unidos. Estes uranianos, guardados com o maior segredo, compunham a tripulação de três astronaves de 11 metros, vítimas de um acidente de vôo e obrigadas a aterrissar no território dos EUA.

Meios bem informados pretendem também que homens do espaço manteriam estreitos contatos com seres que vivem numa cidade proibida da Amazônia. Ali, viveria uma organização humana de raça branca, que conseguira escapar ao último dilúvio. Estes seres possuiriam ainda o saber do antigo ciclo e teriam per­manecido há séculos em relação com outros planetas. Possuindo ainda antigos "vimanas", teriam sido eles que numerosas testemunhas viram nos céus no curso dos tempos passados.

É bem certo que tais afirmações devem ser aceitas com a maior prudência. Contudo, parece confirmado que a Aeronáutica norte-americana revelou na América do Sul atividades "celestes" suspeitas, oriundas de observações aéreas sérias. A base de Shreveport, na Louisiana, foi batizada de "Barksdale", e colocada sob o controle do Stratégic Air Command: sabe-se que ela foi encarregada de pesquisar o ponto exato de decola­gem e aterrissagem dos OVNI na América do Sul. Dispondo para suas investigações de aviões do tipo "U-2" de longo raio de ação e podendo voar a altitude de 30.000 metros, pilotos foram encarregados destas missões de buscas. Foi no curso de uma delas que o capitão Robert Hickman encontrou morte misteriosa, idêntica sem dúvida à de Mantell. Seu avião-guia desa­pareceu no dia 29 de julho de 1966 e foi achado desintegrado dois dias depois no sudeste do território ama­zônico, na Bolívia, perto da vila de Oruro. Os destroços estavam dispersados por diversos quilômetros quadra­dos, totalmente carbonizados.

A Amazônia, que sempre foi considerada como a pátria das Amazonas, esconde sem dúvida ciosamente nas espessas florestas, organizações matriarcais, que rei­naram outrora sobre o mundo e que um conhecimento avançado das leis da natureza preservou de um "dilú­vio" destruidor. Considerando os textos antigos, pro­fanos e sagrados, muitos perguntam atualmente se o aparecimento maciço de "discos-voadores" não seria o sinal precursor de um acidente cósmico iminente?

A história, a religião e a arqueologia podem tra­zer-nos luzes sobre os graves acontecimentos futuros que nós pressentimos, a chave do mistério dos OVNI está talvez ali.

Fazendo escavações na gruta de Grimaldi, entre Menton e Vintimille, arqueólogos descobriram, numa camada geológica inferior, um esqueleto de homem, do tipo negróide, cercado de ossadas de animais que viviam sob os trópicos; e numa camada superior, um esqueleto humano muito diferente cercado de ossadas de animais que viviam nas regiões polares. Esta curiosa mistura apoiando outras observações do mesmo gênero pareceria indicar que variações térmicas parecem devidas a modificações do ângulo sob o qual os pontos da su­perfície considerados um por um, são tocados pelos raios solares.

Há cerca de trinta anos, Jean Barles, um alto funcionário hoje desaparecido, apresentou à Academia das Ciências uma memória na qual este pesquisador demonstrou que a Terra estaria animada por um segun­do movimento de revolução sobre si mesma.

Foi estudando as migrações da pré-história e suas incidências sobre os homens, que Jean Barles trouxe à luz um fenômeno físico desconhecido até então, se bem que seus efeitos tenham sido constatados com freqüência. Segundo este sábio, alguns pontos do globo ocupa­ram, na longa seqüência dos tempos, diferentes posições em relação ao eixo ideal que passa pelas posições polares, entendendo-se por isso os dois pontos de saída deste eixo em redor do qual a Terra realiza o seu movimento diário de rotação sobre si mesma e não os pontos de convergência dos círculos de longitudes (90° de latitude norte e 90° de latitude sul). Segundo Barles, os pontos da superfície considerados teriam sido postos alternadamente de modo tal que recebessem os raios solares ora perpendicularmente, como atualmente sobre o Equador, ora mais ou menos obliquamente co­mo nas regiões tropicais, temperadas ou glaciais. Este pesquisador calculou até que o deslocamento de climas se efetuava numa direção norte-este, sul-este.

Os complexos trabalhos de Jean Barles, sempre pondo em relevo o movimento oscilatório de nosso planeta, que se parece ao de um pião fora de eixo, em vias de perder ou de retomar o seu equilíbrio, levam-nos e pensar que há milênios um enorme bólido deu um gigantesco "esbarrão" em nossa pobre Terra. Desde então, esta passa por altos e baixos tentando recompor-se lentamente, muito lentamente desta colisão cós­mica.

Um Satélite da Terra Espatifou-se na Argentina há 6.000 Anos

Em junho de 1968, quando o asteróide Ícaro "cruzou" a órbita da Terra, o prof. S.T. Butler, da Universidade de Sidney, exprimiu sua inquietação diante do risco de "encontro" possível com o nosso planeta. Ícaro não é tão grande, mas se ele tivesse se chocado conosco com toda sua força, sua potência explosiva seria igual à de mil bombas H. Incontestavelmente, houve numerosos "Ícaros" na vida de nosso sistema solar, nenhum fatal, mas alguns provocaram terríveis colisões.

Um grupo de sábios norte-americanos e argenti­nos, dirigidos pelo dr. William A. Cassidy, da Univer­sidade de Columbia (Nova York), descobriram na região de Campo Del Cielo, no norte da Argentina, uma sucessão de nove crateras dispostas quase em linha numa distância de 16 quilômetros. Depois de realizar três expedições nas províncias semi-áridas de Santiago del Estero e do Chaco, quase a meio-caminho entre Tucuman e Corrientes, e descoberto na proximi­dade das crateras um campo de pequenos meteoritos que se estende por 72 quilômetros, estes sábios afirmam que um satélite natural da Terra, depois de desa­gregar-se na atmosfera, cavou há 6.000 anos estas "bacias" gigantes. Com efeito, escavações permitiram-lhes recolher mais de quinhentos fragmentos de um peso que variava de 500 gramas a 35 quilos. O teor em carbono 14 do carvão encontrado no fundo de uma cratera permitiu estabelecer em 5.800 anos a idade máxima das nove depressões. Foi sem dúvida um tal "acidente", que provocou outrora os transtornos cons­tatados pelos arqueólogos na gruta dos Grimaldi...

Mudança de Clima e Migrações

Modificações de clima de caráter profundo, ocor­rendo em diferentes pontos do mundo, provocam inevi­tavelmente migrações humanas grandiosas, e a queda de organizações sociais solidamente estabelecidas. A herança cultural que nos legaram os pré-colombianos prova-nos isto.

Os Aztecas (Azteca, em lembrança de Aztlan, ponto de partida de sua migração) não se considera­vam a si mesmos senão como filhos degenerados de civilizações brilhantes que os tinham precedido. Para eles, as pirâmides que os sábios oficiais datam do VI século, mais ou menos, tinham sido construídas por "deuses" na origem do mundo. As artes, a arquitetura, o mosaico, a cinzeladura, e a escultura, assim como a invenção do calendário cosmogônico eram devidos, segundo eles, aos antigos habitantes de Tula, que tinham sido iniciados pelo Deus-Rei Quetzalcoatl: "A Serpente de Penas". Ele era o Senhor do Mundo, e os Toltecas foram os primeiros a praticar todas as artes e adquirir todas as ciências das quais se beneficiava o antigo México.

Devemos reconhecer que muito antes de os Hebreus reunirem seus conhecimentos orais no Talmude, por volta de 550 anos antes de nossa era, os sábios Aztecas condensaram a soma de seu saber em dois documentos invioláveis para o profano: o Popol Vuh e o calendário cosmogônico. Este último constitui, aliás, a síntese de diferentes capítulos do livro sagrado. O Popol Vuh ou Livro do Conselho, que relata os aconteci­mentos anteriores ao dilúvio, foi de novo transcrito em latim no século XVI por um sábio "quíchua", que, com toda a certeza, era um Espanhol católico. A mais no­tável tradução francesa deste documento é devida ao erudito abade Brasseur de Bourbourg, e não há nada que prove com certeza que esta "bíblia" possa ser atri­buída aos Quíchuas!

A herança pré-colombiana

Como outros povos da América média, os Mexi­canos pensavam que vários mundos sucessivos tinham precedido o nosso. Cada um deles tinha-se desmo­ronado em virtude de cataclismos durante os quais a humanidade perecera. Foi esta idéia que dominou o mito dos "Quatro Sóis" do calendário cosmogônico, assim como as narrativas do Popol Vuh. Segundo o etnólogo Raphael Girard, esta obra é o documento mais antigo da humanidade. É anterior ao Rig Veda e ao Zend Avesta. Este documento foi descoberto no início do século XVIII pelo irmão Francis Ximenez, que tentou traduzi-lo, ajudado em sua tarefa pelos Lacandons. Em todos os tempos, os Indígenas o tinham conservado; mas, após a sua descoberta e sua tradução, ele ficou obscuro para o mundo ocidental. Escrito originalmente em linguagem simbólica, seu sentido completo é esotérico. Dividido em "idades", ele permite remontar do horizonte primitivo aos nossos dias. É o único relato conhecido que afirma que nosso planeta já sofreu vários "fins de mundo". Para o pesquisador alerta, este conjunto de textos sagrados constitui mais do que um livro teológico, pois sua documentação ines­timável pertence à ciência. As descobertas modernas colocam-no em seu exato posto: nos arquivos de nosso planeta! Os fatos que o Popol Vuh relata lançam luzes novas sobre nossa própria gênese. Segundo este do­cumento, os homens da Primeira Idade da Terra eram criaturas vegetais dotadas de capacidades humanas. Esta civilização foi destruída porque ela não sabia adorar os deuses. (A origem vegetal do homem poderia explicar a extraordinária importância que os magos e feiticeiros do passado atribuíam à mandrágora).

Depois deste fracasso, nova raça fez o seu apare­cimento. Como na concepção hebraica, ela saiu do limo da terra. Com ela começa o ciclo hortícola, a religião e o sistema comunal. Tendo sido exterminada por sua vez, na terceira idade, os deuses mudaram de nomes e novo sol brilhou no céu. Por ter maltratado os animais e feito mau uso dos seres domesticados, por sua vez esta geração foi castigada. Os macacos que vivem nas indevassáveis florestas da América do Sul seriam a degenerescência desta raça.

O Mundo Antediluviano

O sol que dominava a criação que precedeu a nossa foi chamado pelos sacerdotes pré-colombianos: "Naui Atl" (4. Água). Este mundo foi exterminado pelo dilúvio que todas as tradições relatam.

A palavra "ATL", que significa água, é idêntica em bérbere e em quíchua, isto é, dos dois lados do Atlântico; constitui a raiz do nome do oceano que, segundo Platão, cobriria com seu manto líquido o con­tinente desaparecido da ATLÂNTIDA. O relato que os Aztecas nos deixaram deste cataclismo está em perfeito acordo com os escritos cristãos de São Pedro, o vigário de Cristo que, sobrevoando o passado e profetizando-nos o futuro, declarou em sua Segunda Epís­tola (3-5-6-7-8):

"Querem ignorar, com efeito, que existiram céus outrora para a palavra de Deus, assim como uma terra tirada da água e formada por meio da água, e que por essas coisas o mundo de então pereceu submergido pela água, enquanto que, pela mesma palavra, os céus e a terra de agora estão reservadas e guardadas para o fogo, para o dia do julgamento final e da ruína dos homens ímpios". Este mundo tirado da água e destruído pela água é certamente a Atlântida, cujo fim trágico nos foi contado por Platão no Crítias da seguinte maneira:

"Então, tendo-se os homens tornado depravados e maus, o Deus Supremo quis castigá-los. Houve tremores de terra e cataclismos. No espaço de um dia e de uma noite, a ilha da Atlântida abismou-se no mar e desapa­receu". Tornamos a encontrar uma identidade de pensa­mento entre o relato de Platão, filósofo ateniense e o de São Pedro, discípulo de Jesus. Estes dois sábios destacam uma verdade primeira, que nos ensina que fantásticos transtornos surgem sempre quando a cor­rupção toma conta da humanidade. Quando o "turbi­lhão" da matéria sobrepuja as forças espirituais. Esta afirmação não é sem dúvida uma tolice, mas a verifi­cação primordial de uma grande lei da geodinâmica universal.

O próximo Apocalipse visto pelos iniciados Aztecas

Nosso mundo está destinado a conhecer o mesmo destino que os precedentes, sua sorte está definida pela data, que por assim dizer marcou-o em seu nascimento: NAUI OLLIN. O glifo "ollin", em forma de cruz de Santo André, que acompanha a máscara do deus solar no centro do calendário azteca, tem o duplo sentido de movimento e de tremor de terra. Simboliza ao mesmo tempo o primeiro movimento do astro e os cataclismos que destruíram nossa civilização. Nesta época, a reali­dade será descerrada como um véu, e os monstros do crepúsculo, os "Tzitzimines" que aguardam no fundo do Ocidente a hora fatal, surgirão para se lançar ao assal­to dos últimos viventes. A imagem destes tempos do fim descrita pelo Popol Vuh assemelha-se, a ponto de con­fundir-se, com aquela que nos ensina São Mateus em seu Evangelho (24-7).

A síntese de uma ciência: o calendário Azteca

O mais popular dos calendários aztecas é o que está exposto no Museu Ciudad do México. Provém de escavações efetuadas sob a catedral da cidade. Apre­senta-se sob a forma de uma pedra monolítica de quatro metros de circunferência, chamada "Pedra Solar". Aquele usado pelo clero iniciado era em ouro ou em prata, de forma discoidal, seu perímetro atingia 35 cm. Seu peso variava entre 300 e 350 gramas. Sobre uma face encontrava-se representada a síntese cosmogônica dos magos, e sobre a outra, a data — ou o símbolo hieroglífico — à qual o calendário estava ligado. Esta data era calculada com precisão pelos astrólogos-astrônomos pré-colombianos, segundo leis muito rígidas em relação com a irradiação cósmica. O objeto sagrado tornava-se assim um instrumento condensando a ener­gia universal. Quando chegaram os conquistadores ao México, todos estes objetos foram escondidos em lugar seguro, e raros são aqueles que possuem ainda um exemplar autêntico deste instrumento do culto. Estamos no número desses felizes privilegiados. Atrás do nosso está a cabeça de um homem ornado com penas de águia, que se destaca em relevo: é a imagem do deus-sol. Em certas épocas, este instrumento emite, de maneira tangível, uma energia perceptível. Sobre a outra face, no centro, a máscara de Tonatiuh, o astro do dia, mostra uma língua em forma de "tau" grego. Esta "cabeça" é encimada por um "V", duplo emblema da luz. Os nomes hieroglíficos dos quatro sóis que pre­cederam o nosso figuram em uma espécie de cruz de Santo André. "Sol da Água" — "Sol da Chuva" — "Sol do Vento" — "Sol do Tigre".

Examinando estes símbolos que ilustram as quatro idades do mundo, somos obrigados a estabelecer uma aproximação com as imagens do esoterismo cristão: "a águia", "o boi", "o leão" e o "Homem" que cercam o "Cristo solar" nas cúpulas de certas igrejas góticas: a Terra, a Água, o Fogo e o Ar. A primeira coroa cer­cando o motivo central comporta 20 símbolos; cada um deles refere-se a um dia do mês, que entre os pré-colombianos comportava 20 dias.

Estes são pela ordem: o crocodilo — o vento — a casa — o lagarto — a serpente — cabeça de morto - o cervo — o coelho — o cão — o macaco — a erva - caniço — o jaguar — o abutre — o movimento - machado de pedra — a chuva, e enfim uma flor. Ligados à coroa dos dias, 4 "V" fechados dão a direção dos quatro pontos do espaço. Estas direções eram fastas ou nefastas e cada um servia para dividir a série de 20 dias em 4 grupos de 5 dias cada.

Antes da chegada dos conquistadores espanhóis à América do Sul, os autóctones usavam um calendário composto de 18 meses de 20 dias, mais 5 dias chamados nefastos. Para os sacerdotes, estes cinco dias correspondiam ao caos original. Repetiam-se a cada ano de 17 a 21 de dezembro, época do ano na qual o sol está na posição mais baixa de seu curso na zona em que o calendário foi imaginado, isto é, ao norte do Pacífico, entre 14°15 e 15°14 de longitude.

Para o clero iniciado, este instrumento tinha quatro usos:

1) Pentaclo dinâmico ofertado a cada sacerdote quando de sua entronização.

2) Tabela agrária que permitia calcular com pre­cisão a data exata de todas as atividades da­queles que se dedicavam aos campos de milho.

3) Ábaco astronômico.

4) Espelho adivinhatório.

De uma precisão sem igual, este instrumento deter­minava o período das semeaduras e a data exata da estação das chuvas, seu início e seu fim. O calendário cosmogônico era venerado com profundo respeito por todo o povo.

Adivinhação e Cosmogonia

Nenhum povo do mundo como os Mexicanos foi submetido à obcecante inquietação das leis do "céu". Os sábios visavam principalmente a evitar a ameaça constante que eles julgavam pesar sobre o universo. Adivinham-se neste comportamento os traços inde­léveis deixados por um atavismo arraigado no mais profundo do subconsciente dos indivíduos, e tem-se a impressão de que o Popol Vuh, que relata vários "fins de mundo", seja verdadeiro! Nos arquivos das antigas civilizações da América do Sul, conserva-se a prova de que numerosas organizações humanas já foram des­truídas por cataclismos cósmicos.

Uma afirmação domina toda a história dos velhos povos terrestres: CONHECIMENTO, isto é, CIÊNCIA = PERIGO! Esta idéia domina sempre as ações dos iniciados do mundo inteiro, que se recusaram a partilhar com o comum dos mortais o privilégio de saber o que muitos deviam ignorar.

Ficamos confusos diante da grandiosa concepção do universo que os sábios pré-colombianos expressavam por números. Os Maias voltaram no tempo a 400 mi­lhões de anos antes de sua era, que se inicia em 3.331 anos antes de Jesus Cristo! Atormentados por uma angústia cósmica que não lhes deixa nem trégua nem descanso, descobriram que certas conjunções de astros eram mortais para a natureza e para o homem. Foi erguendo fantásticas montanhas de cifras contra o céu noturno que encontraram consolo para um destino quase inelutável. Suas meditações matemáticas não eram, aliás, destituídas de interesse. Se compararmos seu saber ao nosso, descobrimos que os cálculos astro­nômicos modernos dão ao ano uma duração de 365 dias, 242, 198 enquanto que os Maias lhe conferiam o valor de 365, 242, 129... Tinham também calculado o tempo de revolução de Vênus: 584 dias; os astrôno­mos de hoje dão-lhe 583, 92.

Um estranho culto

Vênus desempenhava papel muito importante na vida religiosa dos povos da América média. Este pla­neta foi divinizado sob o nome de "Quetzalcoatl": a Serpente de Penas. Deveremos ver neste fato a afirmação dada pelos Teósofos segundo a qual os Senhores da Chama, originários da Estrela d'Alva, teriam desem­penhado o papel de iniciadores, guias dos primeiros homens da Terra?... A menos que a brilhante Vésper tenha sido para os Aztecas da primeira idade, a ima­gem do Paraíso Perdido, da longínqua pátria. Nosso amigo Robert Charroux considera que Vênus veio colo­car-se em nosso sistema solar a menos de 12.000 anos.

Esta hipótese é perfeitamente válida, se nós a julgamos em função de dados arqueológicos infelizmente pouco conhecidos e não desvendados. Encontrou-se na Síria, na cidade de Ugarit (Ras Shamra), um poema dedicado à deusa-planeta ANAT, que inverteu as duas auroras e a posição das estrelas! Ora, ANAT não é senão Vênus.

Uma migração no sentido Vênus-Terra não deve, pois, ficar fora de cogitação, se aceitamos a possibili­dade, para um povo adiantado, de usar engenhos voa­dores aperfeiçoados, idênticos aos "discos-voadores". Prevendo as conseqüências de um cataclismo próximo, este povo teria emigrado para todo o universo e em par­ticular para o nosso planeta. O papiro Harris fala de um cataclismo cósmico através da água e do fogo durante o qual o sul tornou-se norte, porque a Terra fez uma reviravolta. O papiro Ipuwer indica, assim como o papiro Hermitage, esta inversão dos pólos! O dilú­vio que a Bíblia nos conta foi sem dúvida universal, se bem que Moisés fez dele uma catástrofe localizada.

Se a Terra fosse de repente desintegrada por uma monstruosa explosão atômica não controlada, todo o nosso sistema solar ficaria transtornado. Quem sabe se, outrora, um planeta hoje desaparecido não provocou um semelhante caos em nosso universo? Deslizando de sua órbita original Vênus teria vindo sacudir a Terra! Os arqueólogos descobriram no túmulo de Semout, o arquiteto da rainha Hatshepout, uma tela pintada num teto representando a esfera celeste. Os signos do Zodía­co e as outras constelações foram reproduzidas com uma orientação falsa da tela sul. O grupo Orion-Sirius, que ocupa o centro desta tela, causa espanto aos astrôno­mos. Com efeito, Orion aparece a oeste de Sirius em vez de encontrar-se a leste. Além disso, parece deslo­car-se no sentido errado. A verdadeira interpretação da orientação irracional da tela "sul" e a posição invertida de Orion parece ser esta. O céu representado neste afresco foi pintado antes que o sul, o norte, o leste e o oeste invertessem suas posições na esfera celeste. É uma imagem do céu do Egito tal como Senmout o contemplou outrora. Como se sabe, se foi mesmo Vênus quem provocou "um fim de mundo" do qual foram teste­munhas os povos sobreviventes, sua nova órbita, assim como sua presença, deviam ter um lugar especial num calendário astronômico, assim como num calendário adivinhatório calculados após tal acontecimento.

O calendário adivinhatório dos Maias funcionava num ritmo baseado em 13 ciclos de 20 dias, 13 e 20 sendo dois números sagrados de seu esoterismo. 13 diz respeito ao Sol e 20 ao Homem. Como em todas as doutrinas místicas, vemos o Ser em face do Cosmos e em estreita relação com este último; o que é muito mais real do que se admite geralmente! A penúltima coroa do calendário é ilustrada por oito glifos que representam a relação de "tempo" existente entre os anos venusianos e os anos terrestres: 5 anos venusianos são iguais em valor a 8 anos terrestres. No calendário astronômico, os anos traziam todos um nome imposto por uma combinação de 4 sinais e 13 números. Obtinham-se assim 52 grupos diferentes. Ao final de um período de 52 anos, produzia-se a mudança de "século". Os sacerdotes consideravam esta época como perigosa; o sol, segundo eles, poderia extinguir-se!

Estejamos certos de que esta passagem temida não era uma elucubração ou uma ficção criada por espíritos fortes, visando dominar as baixas classes ingênuas, porém a manifestação tangível de uma grande lei da mecânica celeste da qual nós, atualmente, perdemos o segredo. Os cabalistas hebreus praticaram outrora o jubileu, em função deste conhecimento. Depois de um período de 50 anos, obrigavam o povo a deixar a terra em repouso durante dois anos. 50 + 2 = 52 anos ou um século maia!

1975, Ano Fundamental para nossa Evolução

Partindo desses critérios conhecidos, parece inte­ressante procurar nos tempos futuros a data marcante da próxima conjunção fatal, isto em função dos núme­ros sagrados e tabus dos colégios iniciados pré-colombianos. Para encontrar na História um ponto de obser­vação certo, devemos necessariamente apelar para as luzes da arqueologia que, sozinhas, são capazes de nos fornecer as bases de trabalho sérias. Numa obra apa­recida nas Edições R.S.T.: A Arqueologia, descoberta do passado, Henry Garnett, o autor, informa-nos que por ocasião de escavações feitas no Templo da Ser­pente de Tenayuc, os arqueólogos descobriram que este edifício construído para obter dos "deuses" a suspensão do fim do mundo (após um "século" de 52 anos) fora reerguido (uma construção sobre a outra) cinco vezes. Edificado em 1299, foi aumentado em 1351, 1403, 1455, 1507.

Pode-se, portanto, considerar 1299 como um ano fundamental e que serve de ponto de partida para nossos cálculos. Se a 1299 acrescentamos o valor sagrado de 13 séculos de 52 anos, obtemos uma data crucial para nosso tempo. 1299 + (52 x 13) = 1975. Todas as profecias que conhecemos levam-nos a pensar que vivemos atualmente o final de nosso ciclo; os sacer­dotes maias tinham razão sem dúvida quando eles cal­cularam os pontos negros das ligações do tempo refe­rindo-se à sua época e à nossa, mas podemos também indagar-nos se as tripulações dos OVNI, que os antigos consideravam como deuses, não estariam encarregadas de restabelecer o equilíbrio instável de certas forças cósmicas e preservar-nos assim de uma destruição futura. A Terra conheceu desde suas origens numerosos cataclismos e, contudo, nunca, a raça humana foi total­mente destruída. Fulcanelli, o iniciado alquimista que escreveu O Mistério das Catedrais, acredita em tal pos­sibilidade, e ainda que considerando os "dilúvios" cíclicos como leis naturais da evolução garante que sempre uma parte dos homens escapa à destruição. Estes fugitivos são os "Eleitos", os filhos de Elias, o profeta que subiu ao céu levado por um "carro de fogo"!

Nosso planeta incluso num contexto universal vivo não pode em caso algum ser um astro morto. A sabedoria antiga fazia da Terra uma entidade dinâmica e pensante, submetida a leis de mutações e de desordens. Cuvier, que afirmava que todas as grandes transfor­mações tinham sido brutais, não possuía sem dúvida os dados do problema em seu conjunto. Se todo o uni­verso é regido por Senhores Cósmicos, estes podem, com os meios de que dispõem, destruir ou construir, à sua vontade. O deus de Moisés provocou certamente o dilúvio, mas era ele realmente o regente de nosso globo? Ou então, como senhor deste mundo pôs fim a uma ocupação ilegal de seu domínio? Eliphas Levi, que teve acesso aos mais altos segredos da Cabala, escreveu no último século, no A Chave dos Grandes Mistérios, que os Gigantes que ocuparam a Terra quando do último cataclismo eram USURPADORES! Isto é, originários de um outro mundo! Tendo conquis­tado o globo, tinham-no submetido às suas leis! Quanto à raça, nós "pertencemos" a "alguma" que vela pelo nosso bem! Nosso planeta constitui sem dúvida um objeto de cobiça para seres de um outro espaço, que desejam monopolizar a energia que nós produzimos. Nossos "deuses", que residem em algum lugar do cos­mos, velam para que os lobos não penetrem no redil.

Ainda que o fazendeiro não partilhe da morada de seu rebanho, assegura a sua segurança!

Numerosos testemunhos sobre os combates aéreos entre OVNI seriam uma prova a favor desta tese. Assim é que em setembro de 1968, os habitantes de Yuquin no México, contemplaram boquiabertos, as evoluções de dois "discos-voadores" que acompanhavam suas acrobacias com um espetáculo variado de fosforescências, até que, inesperadamente, colocaram-se um diante do outro, depois explodiram, produzindo um fogo de artifício extraordinário, seguido de uma forte detonação. Esta explosão foi ouvida em Simojovel, distante 8 km de Yukin. Nos dias seguintes, pesquisadores quiseram encontrar os restos dos dois engenhos, mas, para sua grande surpresa, constataram que tinham sido totalmente desintegrados! O fazendeiro cuida e protege seu rebanho, assim como o apicultor mantém e preserva a sua colméia. Quer sejamos rebanho ou enxame, nossos senhores de um outro mundo não têm nenhum interesse em ver-nos desaparecer ou perecer totalmente. Os dons científicos modernos permitem-nos resolver muitos mistérios e compreender muitos enig­mas, por simples analogia.

No Capítulo dos OVNI: os "Gigantescos Cogumelos" Argentinos

No início de novembro de 1968, a descoberta de gigantescos "cogumelos" em diferentes pontos do ter­ritório argentino atraiu de novo a atenção da população sobre a eventualidade da aterrissagem de OVNI. Estes "cogumelos" extraordinários apareceram primeiro na província de Santa Fé, ao norte de Buenos Aires, de­pois a 500 quilômetros ao sul da Capital. Um piloto da aviação civil notou um deles nas proximidades de uma pista de pouso. Voltou ao local em companhia de vários membros da Comissão de pesquisa sobre os Objetos Voadores Não Identificados, e diversos militares. Estas pessoas constataram que o solo estava totalmente calcinado num diâmetro de seis metros, no local onde um OVNI tinha pousado. No interior desse círculo encontravam-se oito cogumelos brancos, dos quais um atingia 81 centímetros de altura. Os meios científicos oficiais ainda não deram nenhuma explica­ção sobre este fenômeno que alguns jornais atribuíram na época a radiações extraterrestres.

Se consideramos os extraterrestres como amigos ou como senhores de nossa raça, e este é bem o caso, pois, se não fosse, há muito tempo não existiríamos mais, devemos examinar com atenção o aparecimento desses criptógamos desconhecidos. Constituem certa­mente um elemento importante na missão que pros­seguem aqui nossos visitantes vindos do espaço. Estes cogumelos gigantes poderiam responder a uma neces­sidade vital para a fauna, a flora e o homem de nosso planeta. Sua presença entra em um plano que nos es­capa, mas que sem dúvida está relacionado com as grandes modificações que sentimos neste momento na Terra. O sr. Kaminsky, diretor do observatório da estação de rastreamento de satélites de Bochum (Alemanha Fe­deral) considera que a União Soviética poderia enviar ao planeta Vênus bactérias que produzissem oxigênio, se o satélite "Vênus 5" revelasse que a atmosfera da Estrela D'Alva estivesse desprovido dele!

Kaminsky considera que, deste modo, toda a atmosfera de Vênus poderia ser transformada em alguns séculos e que o planeta se tornaria habitável, o que poderia resolver o problema da superpopulação terres­tre. Tomando o problema em sentido inverso, não é impossível admitir que os cogumelos gigantes da Ar­gentina, "trazidos" pelos OVNI, constituam os agentes vetores de uma transformação de nossa atmosfera. O equilíbrio natural da criação recebe de tempos a tem­pos alguns piparotes, dados pelos "jardineiros cósmi­cos"! Devemos ver as coisas antigas com olhos novos. O maná milagroso que Deus enviou sob a forma de chuva aos israelitas famintos, que erravam no deserto, é sem dúvida mais do que um símbolo.

Ninguém pode dar hoje a origem exata do milho, que foi divinizado entre os povos pré-colombianos. O mesmo acontece com o trigo. A tradição afirma que as abelhas foram trazidas à Terra pelos Venusianos. Diana de Éfeso era sempre representada com estes insetos laboriosos! Uma força exterior ao planeta parece sempre prover às necessidades dos homens, sem que estes se dêem conta disso. Há muitos anos assinala-se, em todas as partes do mundo, animais des­conhecidos, nos Estados Unidos e na América do Sul, mais especialmente, isto é, nas zonas onde a atividade dos OVNI é importante. A Terra parece ser um vasto zoológico sobre o qual os sábios de um outro espaço realizam experiências de adaptação.

No segundo semestre de 1968, o comandante Cousteau organizou uma expedição submarina, no cé­lebre lago Titicaca. Bolivianos e Peruanos levantaram a hipótese, então, de que o especialista do "mundo do silêncio" procurava uma base de discos-voadores neste lago sagrado, porque com freqüência eles tinham visto os "discos-voadores" entrar e sair das águas. Como se sabe, o comandante Cousteau desmentiu esta afir­mação e negou estar à procura de uma cidade sub­mersa. Seus mergulhadores notaram no lago peixes de origem desconhecida, e trutas cujo peso ia além dos 30 quilos. Sabendo-se que as águas do lago são exces­sivamente corrosivas, a tal ponto que alguns elementos materiais de que os mergulhadores necessitam ("scooter" submarino, disco de mergulho, etc.) foram totalmente roídos pela acidez do meio, está-se no direito de perguntar se esta vasta extensão de água não cons­titui um aquário natural usado pelos pilotos de OVNI para experiências científicas!

17.

MÁQUINAS FANTÁSTICAS. ORIGEM GANIMEDES OU OS TRABALHOS DE FRANCIS SCHEAFER, O CIENTISTA, CONFUNDINDO-SE COM AS MEDITAÇÕES DE PAUL LE COUR, O MÍSTICO INICIADO

Num maravilhoso livro, A Era do Aquário, o grande Paul Le Cour escrevia:

"O Aquário é representado em Astronomia por duas linhas onduladas paralelas. É o hieróglifo que re­presenta a água no Egito e no México".

O fato de encontrar o mesmo hieróglifo com o mesmo sentido dos dois lados do oceano mostra que tiveram uma origem comum. Nos mapas celestes, o Aquário é representado sob o aspecto de um rapaz, com um gorro frígio à cabeça, tendo uma urna revirada de onde as ondas se expandem através do céu. O nome desse rapaz é Ganimedes, sua história faz parte da mitologia grega. Na hora atual, os mitólogos não vêem nessas lendas senão fatos que dizem respeito a fenô­menos meteorológicos ou astronômicos, o que é uma maneira muito simplista de interpretar o que a Anti­güidade nos legou.

A história de Ganimedes tem uma importância muito grande, todo mundo a conhece, mas poucas pes­soas tentaram ainda penetrar-lhe o sentido oculto. Zeus, o senhor do Olimpo, descontente com os serviços de Hebe, encarregada de verter para os deuses a ambrosia, observou em Creta um jovem de uma beleza maravi­lhosa: Ganimedes. Era o filho de Tros e de Callirhoé. Zeus resolveu raptá-lo e fazer dele o copeiro dos deuses. Tomou para tanto a forma de uma águia, colheu o rapaz em suas garras poderosas e subiu ao céu levan­do-o. Na iconografia religiosa, assim como Ganime­des, São João, o patrono dos iniciados, é representado tendo a águia como símbolo. Sabemo-lo, os sábios sa­cerdotes pré-colombianos recebiam, quando de sua entronização, um pentaclo-calendário mágico tendo no verso a figura de um guerreiro com penas de águia à cabeça. O vaso que Ganimedes segura, é também o que São João segura, o Graal, esse vaso sagrado sim­bólico no qual o sangue do Cristo representa o Conhe­cimento e o Amor. Ganimedes derramando sobre o mundo o conteúdo de sua urna simboliza a difusão das doutrinas esotéricas com a vinda da Era do Aquário na qual já penetramos. O símbolo do Aquário é a onda como elemento líquido, isto é, a água, mas também as forças hidrelétricas, e as radiações cósmicas, assim como ondas de rádio, e talvez também uma energia nova e desconhecida, idêntica àquela que dá impulso aos OVNI. Em uma palavra, o Ganimedes da mitologia grega representa a era futura que os homens de nosso planeta vão viver.

Por curioso acaso, Francis Scheafer, presidente do Grupo de Estudo dos Objetos Celestes Não Identifi­cados e redator-chefe da revista Fenômenos Desconhe­cidos, afirma que uma civilização avançada existe num dos doze satélites de Júpiter: Ganimedes. Esta civili­zação possuiria os misteriosos discos-voadores que nos visitam regularmente há centenas de anos. Eis o que escreve o presidente do GEOCNI, em uma de suas monografias:

"Apesar das pesquisas aprofundadas, apesar das sínteses, tendências e opiniões autorizadas mais diver­sas, aqueles que se dedicam ao problema irritante dos OVNI, para não dizer dos extraterrestres, não conse­guiram determinar, ainda, com exatidão a origem, ou as origens, desses misteriosos objetos celestes. Contra­riamente ao que se poderia acreditar percorrendo esta sumária introdução, não tenho absolutamente a pre­tensão de erguer o véu sobre um dos enigmas que en­cerra o cosmos, do qual as estrelas do firmamento constituem pontos de interrogação!

"As pesquisas e experiências cósmicas, tanto norte-americanas quanto soviéticas, são o ponto alto do decênio espacial provando, por fatos indiscutíveis e indiscutidos, a possibilidade para seres vivos de viajar efetivamente no Espaço. Vinte anos de pesquisas "discológicas" continuadas trouxeram elementos constru­tivos para a edificação de uma HIPÓTESE que poderia muito bem ultrapassar o quadro restrito de uma polê­mica sem fundamento.

"Antes de tentar um exame dos pormenores pri­mordiais, devo sublinhar um "paradoxo" admitindo que este substantivo seja adequado para a qualificação de um fato delicado que constatamos há tempos. Efetivamente, resumindo-o, poderíamos defini-lo assim: os Objetos Voadores Não Identificados são uma realidade sustentada por argumentos científicos irrefutáveis. Aimé Michel provou sua existência... ortotecnicamente; Jacques e Janine Vallée não puderam concluir definitivamente ao acaso analisando como nós sabemos as linhas estabelecidas graças a testemunhos concordantes. Acrescentemos a isto fatos concretos e visíveis como os vestígios de Marcianos na Costa do Ouro, o caso de Valensole, a morte de Snippy, os efeitos eletromagnéticos, os efeitos de magnetização, de dessecação, de calcinação, e muitos outros fenômenos que não é necessário enumerar mais uma vez. Nesta ordem de idéias, constatamos objetivamente que o fato de discutir sobre a existência de OVNI está largamente ultrapassado... A EXISTÊNCIA estando provada, trata-se principal­mente de progredir com um passo cartesiano e nós fazemos uma pergunta derivada dos fatos evocados: estas naves existem, mas não vêm da Terra, de onde elas vêm?

"Por si mesma esta pergunta é dupla:

Do espaço "exterior"?

De nosso sistema solar?

A respeito do Espaço "Exterior"

Rejeitando à primeira vista o sistema solar, como o fazem aqueles que pretendem saber tudo a respeito de tudo, ao passo que nós procuramos antes de tudo eliminar o número de nossas idéias falsas preconcebi­das, somos obrigados a viajar sem escala até a região de Alfa ou Próxima do Centauro, mesmo a estrela de Bernard e nosso computador indica já mais de quatro anos-luz! Depois disso, as distâncias tomam processos de impossibilidade relativa. Notamos, de passagem, que os trabalhos de Albert Einstein permitem, entretanto, uma solução cientificamente aceitável. Mesmo possuin­do "astronaves-mães" que atinjam os 300.000 km por segundo, isto é, a velocidade da luz, estas últimas leva­riam, segundo os dados, quatro anos e quatro meses para atingir a órbita terrestre. Imaginemos que a volta exigiria o mesmo tempo, e a experiência, ou a aventura, duraria quase dez anos... Seria fácil apregoar a im­possibilidade de uma tal expedição cósmica. Estamos todos involuntariamente acostumados a conceber o tempo como uma quantidade absoluta. Sabemos, admi­tindo a veracidade da Relatividade de Einstein, que o espaço, o tempo e a massa são relativos pela razão simples de que dependem do movimento. O vôo à velocidade da luz não é, portanto, impossível por definição, mas ul­trapassa ainda a lógica por causa de dificuldades que en­contramos para colocar três cosmonautas numa cápsula espacial durante uma duração infinitesimal de alguns dias! Aliás, o homem vive em média sessenta a setenta e cinco anos, em geral. Alguns animais vão muito além desta média. Para a efêmera, ou outros insetos, a du­ração da vida humana representa uma eternidade "incrível"... Os extraterrestres podem muito bem viver alguns séculos e para eles um período de dez anos não tem nada de alucinante. Confessemo-lo, nossa orgu­lhosa lógica não se funda senão em conhecimentos adquiridos, mas seu valor é nitidamente limitado quando nós o aplicamos ao universo conhecido. Tudo depende, portanto, de fatores biológicos e cronológicos. A estrela que vemos cintilar estará no centro de um sistema planetário? Na afirmativa, um dos planetas manteria a Vida? Não possuindo nenhuma prova, contentar-nos-emos em divulgar a nossa ignorância. Se o caso de Alfa ou de Próxima do Centauro se revela ne­gativo, seríamos quase obrigados a confessar a não-existência dos OVNI. Mas resta a Relatividade... Assim mesmo, o número de coisas que ignoramos ainda nas ciências ultrapassa em muito o dos conhecimentos de­finitivamente adquiridos. Como tememos instintivamente abordar as dimensões fantásticas de um Uni­verso que o é ainda muito mais, eis-nos "aprisionados" na ronda sempiterna e maravilhosamente orquestral de nove planetas: nosso sistema solar.

A respeito do Sistema Solar

O planeta Mercúrio sendo verdadeiramente uma fornalha, não nos demoraremos nele de modo algum e nosso comportamento será idêntico para Saturno, Urano, Netuno e Plutão cujos distanciamentos titânicos não nos permitem nenhum comentário fundamentado sobre conhecimentos astronômicos adquiridos. O ter­ceiro planeta do sistema solar, a Terra, é habitado? As sondas meteorológicas "Tiros" e "Nimbus" respon­dem negativamente, com apoio de fotografias! Regiões como New York, Londres, Calcutá, Chicago, Paris, Tóquio ou Los Angeles nem mesmo são visíveis! Mesmo as mudanças de estações não aparecem nas diversas fotos feitas pelos satélites artificiais "Tiros" e "Nim­bus".

"E, entretanto, ela gira!" Com a mesma certeza, podemos afirmar que ela é habitada. Tiraremos, con­tudo, uma filosofia desta conclusão científica que re­lata a ausência total de vida sobre a Terra: nossos satélites falsificam uma certeza sobre a qual seria tolo deter-se mais longamente. Mas como se pode, neste caso, confiar-se cegamente nos valores transmitidos por nossas sondas especiais enviadas para Marte e Vênus? Além disso, os sinais percorrem primeiro milhões de quilômetros antes do seu registro em numerosos centros espaciais... Este parêntese fora do assunto visa sublinhar, assinalemo-lo, que é impossível por enquanto tirar conclusões definitivas quanto a vida eventual em outros planetas, tais como Marte e Vênus. Neste mesmo pa­rêntese não pretendemos de modo algum afirmar que estes dois planetas são habitados, como o fez George Adamski para o caso de Vênus. (Alguns afirmam mes­mo que suas fotos de engenhos interplanetários foram feitas com a parte superior de um aspirador de 1937, mas isto é uma outra história).

Para voltar aos dois mundos citados acima, como explicar as nuvens densas e perpétuas que envolvem Vênus se ali reina um inferno de 300° C? Aliás, as duas "luas" marcianas, Febos e Deimos, constituem anomalias cósmicas que irritam nossos astrônomos há muito tempo. Como para mostrar desprezo pelos pes­quisadores do planeta vizinho, essas "luas" apresentam sintomas de satélites artificiais! Não nos arriscaremos, absolutamente, em intermináveis elucubrações em torno de uma hipotética civilização sobre o planeta vermelho ou mesmo sobre a misteriosa Vênus. Aliás, sairíamos do quadro desta pesquisa. "Ab jove principium"! Por eliminação, vamo-nos de encontro ao monstro de nosso sistema solar: Júpiter. Contudo, não será sobre este planeta que estabeleceremos as bases de nossa análise.

Ganimedes

Doze satélites prosseguem sua ronda em torno de Júpiter e fixamos o nosso interesse sobre os mais im­portantes: "Europa", "Calisto" e "GANIMEDES". Ficaremos neste último, cujo diâmetro avaliado em 4.750 quilômetros permite eventualmente a retenção de uma atmosfera.

Antes de examinar os caracteres típicos de Ganimedes, é necessário sublinhar o principal argumento do qual nasce esta hipótese de uma eventual civilização sobre esta jovem lua jupiteriana: os Objetos Voadores Não Identificados aparecem periodicamente e em mé­dia a cada vinte e cinco meses. Ora, a que corresponde este ciclo regular? O PLANETA JÚPITER, ARRAS­TANDO SEU CORTEJO DE SATÉLITES NATURAIS, ENCONTRA-SE PRÓXIMO À TERRA A CADA VINTE E CINCO MESES! A síntese aprofun­dada dos ciclos é bastante complexa. Os "discófilos" conhecem as pesquisas metódicas de Marc Thirouin, da CIESO de Valence, pesquisas publicadas na revista internacional Uranos. Estas últimas referem-se, aliás, principalmente aos perigeus periélicos de Marte e as correspondências que disso decorrem quanto às prin­cipais ondas de observações de OVNI. Sem entrar no pormenor dessas certezas adquiridas, contentar-nos-emos em reter esta periodicidade de vinte e cinco meses, número cíclico que corresponde tanto às ondas de observações quanto à passagem de Ganimedes na "proximidade" da Terra. Astronomicamente falando, o estudo dos satélites jupiterianos é problemático por causa da agitação atmosférica que perturba a qualidade e a estabilidade das imagens a serem obtidas. Se a massa de Ganimedes é bem determinada com a ajuda da me­cânica celeste, não acontece o mesmo para a avaliação rigorosa do diâmetro.

Seja como for, os especialistas supõem 4.750 quilômetros como diâmetro para Ganimedes que, assim como os outros satélites naturais de Júpiter, apresenta sombreados nas bordas. Aliás, este satélite imenso, cuja massa em relação à Lua é de 2,07, apresenta uma superfície sobre a qual são visíveis manchas cuja natu­reza não está ainda definitivamente esclarecida. A determinação das bordas sendo tão delicada, ainda não é possível dizer que o diâmetro de Ganimedes é superior a 4.750 km. A título de comparação, lembre­mos que Titan, satélite de Saturno, possui um diâmetro de 4.900 km e tem efetivamente uma atmosfera, Calisto, segundo satélite de Júpiter, por ordem de tamanho, mede 4.460 km e não escapa à regra quanto à avaliação do seu porte efetivo. Não poderão ser-nos censuradas estas margens de avaliação nos números alinhados quando se sabe que mesmo pessoas mais qualificadas hesitam no desacordo.

De uma parte, P. Guérin (página 290 de Planetas e Satélites, Larousse) afirma: "Admite-se que o pla­neta deva ser bastante volumoso para reter uma atmos­fera suficientemente densa". P. Guérin acrescenta, entre parênteses: RAIO AO MENOS IGUAL A 3.000 KM. Isto indica um diâmetro de 6.000 km. Esta afir­mação não é inteiramente exata, pois Titan retém uma atmosfera com seus 4.900 km unicamente. Poder-se-á retorquir: ela não é suficientemente densa. Aliás, Titan não é um planeta, mas um satélite natural de Saturno. Segundo a conclusão de P. Guérin, seria mais sábio omitir este estudo, pois que faltam 1.250 km a Ganimedes para afirmar que este mundo estranho retém uma atmosfera suficientemente densa para favorecer o eventual desenvolvimento de uma civilização capaz de construir engenhos espaciais, que ultrapassam em muito as técnicas adotadas por Cabo Kennedy e Baikonour. No caso menos favorável, Ganimedes poderia sempre servir para o estabelecimento de uma base de descanso para aqueles que viriam então de mais lon­ge...

Por outro lado, o sr. Combes não toma posição e declara na mesma obra (páginas 225 e 226), Larousse, já citada: "Pode-se, por cálculo teórico, determinar se um corpo planetário é capaz de reter uma atmosfera. É o caso de Ganimedes, mas não foi possível concluir com certeza quanto aos outros três satélites jupiterianos. (...) Tentou-se, Kuiper em particular, revelar pela espectroscopia, moléculas que provariam a exis­tência de uma atmosfera (...) Acrescentemos que está ainda fora de questão estudar o assombreamento às bordas dos satélites, que poderia dar-nos indicações quanto à eventual presença de uma atmosfera". Alguns indícios puderam, contudo, fazer crer nesta existência: as zonas brancas a oriente de Ganimedes podem ser interpretadas como sendo ligeiras nuvens ou conden­sações de produtos voláteis. O problema da atmosfera fica, pois colocado e as medidas fotométricas e espectroscópicas se contradizem. Primeiras tentativas provam a existência da atmosfera, as outras, ulteriores, des­mentem as conclusões iniciais. O mais perturbador é que Ganimedes lembra o planeta vermelho. Conhece­mos um pouco o nosso vizinho, mas não o suficiente para tirar as conclusões que nos interessam. Pode-se, a este respeito, perguntar-se o que aconteceu ao "Mariner 4", por ocasião de seu périplo por trás de Marte. A grosso modo, analisando as características de Gani­medes, vemos que Marte, a esta distância, apresentaria a mesma imagem muito fluida, é preciso convir nisso, apesar dos esforços notórios dos especialistas do Pico do Meio-Dia, que fizeram dele ótimas fotos.

Se se tem dúvidas quanto à determinação das margens (os métodos são efetuados graças ao micrômetro a fio, o interferencial e a duplas imagens) não ocorre o mesmo para o conhecimento das superfícies. Ganimedes, com seu aspecto amarelado, seus caracte­res, evoca o planeta Marte. Combes disse-nos: "A observação visual, em excelentes condições atmosféri­cas, permitiu por em evidência sobre a superfície do satélite manchas permanentes e fugitivas. É quando o satélite passa diante do disco de Júpiter que se vêem com mais facilidade as manchas". Mais adiante, ensina-nos: "Ganimedes, que é menos reverberante (0,26) e de uma rugosidade análoga, lembra o planeta Marte! Zonas brancas aparecem na borda oriental do astro; elas podem indicar um fraco depósito de geada".

Estas indicações têm um valor importante: se há depósito de geada, arriscamo-nos a dar um trunfo a mais a esta hipótese. A geada é uma camada de gelo que pode, aliás, muito bem ligar-se a árvores ou aos regatos. O gelo não é nada mais do que água congelada, sendo, aliás mais leve do que a água. O gelo funde-se a 0° com uma condição: "Pressão atmosférica normal". Ignoramos infelizmente a pressão atmosférica eventual que pode reinar em Ganimedes. A presença de gelo neste astro torna verossímil a idéia de que certas partes seriam formadas pelo gelo... Em troca, as manchas disseminadas provam que o gelo, se existe gelo, não co­bre a totalidade do maior satélite galileano. Notemos, de passagem, que a água constitui, pelo menos, 60% do volume das células, acrescentemos a isto que os liquens podem resistir a dessecações muito surpreenden­tes... Somente sobre a terra vemos evoluir formas de vida extremamente diversas desafiando com freqüência o mais utópico dos romances de antecipação. Contudo, a água, como o ar, é um dos elementos primordiais e vitais para um meio propício à vida organizada. O fato comprovado de que Ganimedes faz uma volta sobre si mesmo ao mesmo tempo em que completa uma ro­tação em torno do monstro jupiteriano é, talvez, inte­ressante de ser guardado. Ganimedes apresenta, pois, sempre a mesma face ao planeta em torno do qual evolui. Assim como a nossa Lua, ele tem, pois duas zonas muito distintas, que constituem realmente dois meios diferentes. Sendo a massa determinada, vemos que a força de gravidade deve ser relativamente mínima e parece permitir um "mover-se fácil", os hipotéticos autóctones de Ganimedes podem assim realizar atos mais facilmente do que em outra parte. A vegetação "se é que existe" pode ser surpreendente, mas seus aspectos pitorescos são puramente gratuitos, pois que nós nos baseamos mais uma vez sobre os valores terrestres pre­concebidos pelo nosso atavismo ancestral. Nosso siste­ma decimal é, por exemplo, inútil para o espaço intergaláctico.

Em Ganimedes, o "dia" é constante: com efeito, ali onde terminam os raios jupiterianos, começam os do Sol. Se uma atmosfera cerca este satélite suscetível de abrigar um povo organizado, ela é certamente pequena, digamos "relativamente pequena" em relação à do nosso planeta. Seríamos tentados a acreditar que, sendo a camada atmosférica tão pequena, os raios do sol são tórridos..., mas o Sol não se aventura a dardejar seus raios abrasadores por que, visto o distan­ciamento, a luz e o calor que nosso Sol irradia são vinte e cinco vezes menos fortes do que aqueles que conhe­cemos desde que temos consciência de nossa existência neste mundo...

Do ponto de vista do clima, o extremo inclina-se para o frio.

Se os habitantes de Ganimedes existissem, teríamos de concebê-los com órgãos da vista bastante im­portantes, porque o sol não é cegante neste lugar afastado dele cerca de 778,35 milhões de quilômetros. O que corresponde a 5,2 unidades astronômicas. O cúmu­lo é que as testemunhas que pretendem ter observado seres nas abordagens dos "discos", descrevem esses extraterrestres como possuindo olhos globulosos muito grandes e nós sabemos que alguns testemunhos são indiscutíveis. Certos trechos espantosos são provas irre­futáveis. Logo, qualquer que seja a constituição bio­lógica de seus olhos — ou o que neles desempenha esse papel — os extraterrestres parecem diferenciar-se bas­tante de nós por este detalhe muitas vezes descrito, pos­tos de lado seus escafandros brilhantes de capacetes transparentes. Os extraterrestres são, aliás, pequenos e sua caminhada é um tanto curiosa e lembra um "brinquedo mecânico"... Não se sabe se é uma ligeireza ou uma lentidão... da parte desses seres que desem­barcam em um planeta que não é manifestamente o seu mundo de origem. Isto prova ao menos que existem condições de atração sensivelmente opostas. É o caso de estabelecermos ainda uma comparação bastante audaciosa entre Ganimedes e a Terra. Estas relações são evidentemente errôneas se as criaturas descritas pelas testemunhas são na realidade andróides dirigidos como autômatos pelos extraterrestres. Esta hipótese não é mais inverossímil, aliás, do que qualquer outra.

O processo referente a Ganimedes, o maior saté­lite do planeta de mancha vermelha, deve permanecer aberto e o problema não está, de modo algum, resol­vido definitivamente. Seria preciso antes de tudo CO­LOCAR o problema. Isto feito... Em troca, dispo­mos de alguns elementos um tanto austeros que auto­rizam extrapolações baseadas em argumentos plausíveis. Apenas uma exploração espacial "in situ" poderá por um ponto final nesta hipótese.

À GUISA DE CONCLUSÃO: UMA QUADRA DE NOSTRADAMUS DITADA PELOS NOVE SUPERIORES DESCONHECIDOS

"No ano mil novecentos e noventa e nove no sétimo mês"

"Do céu virá o Grande Rei do terror"

"Ressuscitar o Grande Rei de Angouleme"

"Depois Marte reinará pela felicidade"

Nostradamus

(Centúria X, quadra 72)

No estado atual de nossos conhecimentos, tirar conclusões sobre os Objetos Voadores Não Identifica­dos é praticamente impossível. A complexidade do problema abre a porta a muitas polêmicas. Com objetividade, devemos examinar todas as observações, e considerando quão sério é o problema, preparar-nos para ver alargarem-se as dimensões tornadas muito estreitas de nosso mundo. Em face de nossa civilização arrastada pela incontrolável torrente do progresso cien­tífico se elevam, do fundo dos espaços cósmicos, outras organizações pensantes muito evoluídas, das quais nada sabemos, ou quase nada. Elas apenas começam a fazer-nos sinais, e suas naves cósmicas vêm roçar as margens de nosso planeta.

Qualquer que seja a evolução, talvez a solução mais ou menos a longo termo do problema, o impor­tante é estar consciente do processo de evolução hu­mana iniciado e preparar a ligação entre um passado desconhecido e um futuro rico em promessas. A ver­dade científica não constitui mais uma prova irrefu­tável, e é para além desta última que devemos olhar, para assistir à revolução do espírito humano. O pro­blema dos discos-voadores precipita-nos em uma "pa­rede" que obstrui nosso conhecimento. Precisamos compreender que o raciocínio perfeito do pensamento humano, apoiando-se sobre a lógica cartesiana, não mais se adapta ao nosso tempo.

Os homens perceberam isto, como o professor James MacDonald, da Universidade de Minnesota, que declarou a 18 de julho de 1967 em Sidney:

"Os discos-voadores existem. Eles vêm de outros planetas, mas as autoridades de todos os países escon­dem a verdade, reduzindo a importância dos fenôme­nos constatados".

O aparecimento de OVNI corresponde a um sinal de transformação da humanidade. Uma mutação total deverá ocorrer! Já, a atitude dos grandes blocos parece ter evoluído. No plano político, depois de alguns anos, Estados Unidos e União Soviética iniciaram uma reaproximação cada dia mais sensível. Os engenhos de exploração cósmica colocados em ação por esses dois grandes países são de tal modo semelhantes que é pos­sível perguntar se não são os mesmos engenheiros que concebem os planos num laboratório comum! Enquanto um "Gemini 8" evoluía em redor da Lua, um foguete soviético estava pronto para decolar de Baikonour para levar assistência aos cosmonautas norte-americanos, no caso em que estes fossem vítimas de um acidente de vôo! A troca, dias mais tarde, a várias centenas de quilômetros no espaço, de tripulação entre a "Soyouz 4" e a "Soyouz 5" prova que essa operação teria sido perfeitamente realizável!

Os grandes chefes políticos, acima das paixões ideológicas e confessionais, parecem partilhar um se­gredo a respeito de fatos tão importantes que a razão de Estado deve necessariamente ser relegada a segundo plano. Este segredo poderia dizer respeito aos extrater­restres!

Einstein pretendia: "Os discos-voadores são pilo­tados por um povo que deixou a Terra há milhares de anos. Ele volta em peregrinação às origens!" Nesta afirmação reside, estamos convencidos disso, todo o mistério que cerca os Objetos Voadores Não Identifi­cados!

Os céticos espantam-se pelo fato de veículos ce­lestes originários de um outro mundo nos visitarem, e que seus pilotos recusem o contato com nossa civili­zação. Se, como o acredita o pai da célebre fórmula E = MC2, antigos habitantes do mundo voltam para nos visitar, depois de uma ausência que durou dezenas de séculos, e que estes últimos evitem contatos conosco, é porque existe uma razão! Esta razão poderia ter uma motivação profunda por causas que adivinhamos, e que um estudo aprofundado dos textos sagrados e profanos nos revela. A Terra sofreu um dilúvio, um fim de mundo provocado por uma raça superior que viveu aqui! Esta antiga humanidade, dizem-nos os textos hindus, conhecia a bomba atômica e as máquinas voa­doras. Foi sem dúvida por ocasião de uma guerra titânica que nosso globo foi atomizado, e que a raça terres­tre mudou, degenerou! Somos, pois, mutantes no mau sentido do termo, e pode dar-se que as condições par­ticulares de vida que regem e condicionam a natureza e os homens sejam a resultante de um cataclismo. Outrora, não havia nada parecido, e os homens de antiga­mente viviam em condições totalmente diferentes da­quelas que nós conhecemos atualmente.

Depois desta catástrofe, os sobreviventes procura­ram reorganizar-se nas regiões menos afetadas pela des­truição. Fixaram-se nos lugares onde uma chance de sobrevivência lhes era oferecida. A Índia e a América do Sul pareciam ser estas terras prometidas, assim como o Egito.

A sra. Ruth Reyna, física da Universidade de Punjab, emitiu uma hipótese muito perturbadora que se propôs comprovar através da NASA. Segundo ela, um grupo de autóctones do vale sagrado dos Hindus teria embarcado a bordo de máquinas voadoras, para emigrar para Vênus, isto há cinco mil anos. A dra. Ruth Reyna assegura que, prevenidos da iminência de uma catástrofe, pelos astrólogos, iniciados hindus teriam ido procurar céus mais clementes na face fria de Vésper, que teriam aquecido artificialmente. Foi baseando-se em textos sagrados do hinduísmo que a física situou esta migração em três mil anos antes da ascensão de Cristo.

Por curioso acaso, encontramos na história dos Maias uma data que corresponde ao cálculo da sra. Reyna, e que constitui para os arqueólogos o maior dos enigmas. O verdadeiro mistério desta civilização come­ça a "4 ahau 8 cumhu". É uma data várias vezes encon­trada nas ruínas maias. Corresponde ao ano 3113 antes de Cristo. Ocorreu então, para os Maias, um aconteci­mento de prodigioso significado, idêntico à saída do Egito para os judeus, à fundação de Roma para os romanos, ou à morte de Jesus para os cristãos. Mas qual seria este acontecimento, que cometa, que prodígio, que chegada ou que partida, eis o que gosta­ríamos muito de saber! Aí está o segredo! De co­mum acordo, os últimos detentores do conhecimen­to antediluviano decidiram deixar este planeta? Foi em 3113 que os últimos possuidores de naves cós­micas, os guias dos que se salvaram do dilúvio, julga­ram que a humanidade nova podia progredir sem sua ajuda? Estamos tentados a acreditar nisto, e esta pos­sibilidade é que nos faz entrever a verdadeira missão dos "Nove Superiores Desconhecidos", que decidiram outrora manter em segredo a ciência!

A tradição dos Nove Superiores Desconhecidos nasceu na Índia há 273 anos a.C. Pretendem alguns que esta organização secreta que rege o mundo foi fundada pelo imperador Asoka. Pensamos que ela é bem mais antiga, mas a vida lendária do imperador Asoka serviu sem dúvida de base para a difusão da idéia. Neto de Chandragupta, primeiro unificador da Índia, Asoka quis aperfeiçoar a obra de seu ancestral. Cheio de ambição, empreendeu a conquista do país de Kalinga que se estendia da atual Calcutá a Madras. Os Kalinganeses resistiram e perderam mais de cem mil homens na batalha. Este sacrifício sangrento revoltou Asoka, que ficou horrorizado com a guerra. Renunciou a prosseguir na integração do país submetido, decla­rando que a verdadeira conquista consiste em ganhar o coração dos homens pela lei do dever e da bondade, pois a "Majestade Sagrada" deseja que todos os seres animados desfrutem de segurança, de livre arbítrio, da paz e da felicidade. Conhecendo os horrores da guerra, o imperador quis proibir para sempre aos homens o mau uso da inteligência. Asoka reuniu os sábios, e re­solveu com eles esconder o conhecimento. Oito iniciados e seu soberano iam fundar uma organização secreta que não tem similar na História.

Não se exclui atualmente a hipótese de que os Nove Superiores Desconhecidos tenham sido "influen­ciados" por Senhores Cósmicos que residissem num planeta irmão. Suas pesquisas, que iam da estrutura da matéria às técnicas da psicologia coletiva, foram dissimuladas durante mais de 2.000 anos. Quase nunca os Nove Superiores Desconhecidos manifestaram-se à luz do dia, entretanto, alguns Europeus parecem ter estado em contato direto com eles. O papa Silvestre II, por exemplo, que também conhecemos sob o nome de Gerbert, nascido em Auvergne em 920, morreu em 1003 depois de ter deixado ao mundo a lembrança de um homem erudito, que parecia estar deslocado em seu tempo. Professor na Universidade de Reims, arce­bispo de Ravena e papa pela graça do imperador Oton III, Gerbert inventou órgãos a vapor e um relógio movido por um peso. Desde 970, tinha construído um aparelho com três esferas, com ajuda das quais descre­via o movimento dos planetas e réguas de cálculos de números inteiros e fracionários análogos ao sistema atual. Possuía em seu palácio um autômato que res­pondia sim ou não às perguntas que o papa lhe fazia sobre política ou a situação da cristandade. Este apa­relho foi destruído à sua morte e os conhecimentos adquiridos de modo misterioso por Silvestre II passaram para a biblioteca do Vaticano.

Segundo Talbot Mundy que fez parte, durante vinte anos, da polícia inglesa nas Índias, os Nove Supe­riores Desconhecidos fariam uso de uma linguagem sintética, cada um deles estaria de posse de um livro reescrito constantemente e contendo a exposição de uma ciência. O primeiro livro seria consagrado às técnicas de propaganda e de influência psicológica. Sabemos atualmente quão perigosa pode ser uma tal ciência, sobretudo com os meios de propaganda audio-visuais modernos! O segundo livro seria consagrado à fisiologia e encerraria uma exposição completa sobre a acupuntura e sobre o conhecimento dos "pontos" (Tsine), dos "meridianos" (Tsing), mas, sobretudo, da "energia vital" (Tsri). O terceiro livro estudaria a microbiologia e principalmente os colóides de proteção. O quarto trataria da transmutação dos metais. Fulcanelli teria des­coberto na arquitetura das catedrais a ilustração "viva" desta obra, gravada na pedra pelos maçons (pedreiros) iniciados! O quinto livro conteria o estudo de todos os meios de comunicação, terrestres e extraterrestres. O sexto encerraria os segredos da gravitação. O sétimo seria consagrado à mais vasta cosmogonia concebida por nossa humanidade. Os Maias, que possuíam um calendário "mágico" tirado deste sétimo livro, tinham voltado o tempo até quatrocentos milhões de anos antes de nossa era... Como se constata, a sociedade secreta dos Nove Superiores Desconhecidos não data apenas do Imperador Asoka. Ela encerrou seu trabalho na Terra há várias dezenas de séculos, em 3.113 a.C., certamente, quando os "Senhores do Mundo" decidiram emigrar para outro planeta de nosso sistema solar! Tra­tando da luz e da energia fotônica, o oitavo livro está reservado às invenções futuras. O nono, consagrado à Sociologia, daria as regras da evolução das sociedades e permitiria prever sua queda.

Longe das paixões religiosas, sociais ou políticas e perfeitamente dissimulado, este Colégio Invisível en­carna a imagem da ciência pura, do saber dominado pela consciência. Mas, para agir, não lhe faltam discípulos. Tão poderosos quanto possam ser nove homens, jamais poderão controlar totalmente o planeta. Suas diretivas serão, por isso, transmitidas a organizações se­cretas, depois executadas fielmente. Para comunicar entre si e conhecer as diretivas a longo termo, dos Nove Superiores Desconhecidos, estes iniciados deverão pos­suir também eles os nove livros de seus mestres: o plano de trabalho e de evolução redigido por esses Regentes de nosso planeta. Os nove livros são certamente nove capítulos de uma mesma obra destinada aos que sa­bem... Obras tidas como pueris poderiam na realidade ser livros selados, destinados a iniciados, que detêm a chave deles.

Depois de ter escrito Formulário de Alta Magia, depois a Sorte da Europa, segundo a Célebre Profecia dos Papas de São Malaquias, o erudito esotérico P.V. Piobb dedicou-se, desde 1930, às Centúrias de Nostradamus. Vários anos mais tarde, afirmou: "Michel de Nostradamus não escreveu uma só palavra de suas pro­fecias. O Mago de Salon era incapaz de saber do que se tratava no livro que assinou!" Os textos originais das profecias de Nostradamus, os mais conhecidos, foram extraídos da famosa edição aparecida em Amsterdã em 1668, na casa Janson. Janson e Jason, eis dois nomes que estão bem próximos um do outro! Jason e seus Argonautas procuravam o Tosão de Ouro, e falavam o argot (gíria) ou l’art cot", a linguagem dos "Filhos do Sol"!

Hunt Williamson, um autor espiritualista norte-americano, escreveu há alguns anos uma obra surpre­endente: As moradas secretas do Leão, na qual assegu­rava que certos lugares da Terra abrigam arquivos científicos de um mundo desaparecido. As moradas do Leão ou lugares solares (como se sabe, o leão é um dos símbolos do Sol), seriam permanentemente vigiados pelos ocupantes dos misteriosos OVNI. Estas espécies de "centrais de energia" teriam sido edificados sobre "chakras" terrestres. Nosso globo é percorrido por uma rede de correntes elétricas que é, de algum modo, o seu sistema nervoso. Nas encruzilhadas de certos tre­chos existiriam "umbigos" que os Adeptos conhecem bem, e que permitiriam condicionar de maneira sutil as populações que se deseja submeter. Os iniciados tinham este conhecimento do mundo interno, e leva­vam-no em grande consideração quando desejavam construir um santuário ou escolher um refúgio. O Asgard, ou palácio dos deuses Ases escandinavos, con­tava 540 quartos para os deuses e estava situado numa região chamada Thrudwang, isto é, o "campo de força". O fenômeno ortotécnico, descoberto por Aimé Michel e cujo esboço aberrante não parece corresponder a ne­nhum elemento conhecido, é talvez um reflexo do siste­ma fluídico de nosso planeta. As sociedades secretas e as grandes organizações com tendência mística, como os Templários e os Cátaros, sempre utilizaram estas for­ças telúricas depois de ter implantado seus "Templos" sobre pontos bem determinados do solo. Nestes lugares é que os Mestres recebiam as instruções (talvez telepáticas) de seus dirigentes cósmicos!

Isto é tão verdadeiro que a iconografia ortodoxa pinta-nos o processo, sobre um afresco do monte Athos (Karyai Protaton), Grécia. São João, o teologista, ali figura recebendo "a inspiração" dirigida a partir de dois OVNI perfeitamente representados em cada ângulo superior do quadro! Lembremo-nos que o con­quistador Juan de Grijalva anotou, no século XVI em seu livro de bordo, fatos estranhos. Estes relatavam o sobrevôo de uma pequena cidade do Yucatan por um objeto voador, que dirigia para o solo um raio verde! Um outro São João receberia no México instruções precisas a respeito de documentos que deviam ser dis­simulados aos profanadores espanhóis? Por que não? Ninguém pode atualmente compreender a missão exata reservada às tripulações de OVNI que percorrem os nossos céus. A presença desses engenhos é relatada em todos os tempos na história dos homens. Há alguma coisa de irritante. Concebe-se com muita dificuldade a existência de pessoas bastante inteligentes para cons­truir máquinas voadoras aperfeiçoadas, e bastante es­túpidas para recusar qualquer contato com os seres que eles visitam! Os contatos existem, estamos persuadidos disso, mas numa escala bem determinada. Somos sem dúvida a "colméia" de alguém, e o mel que fornecemos é de um tipo bem especial. Aqueles que o utilizam conhecem nossos "apicultores", que nós conhecemos sem dúvida, mas condicionados há séculos para realizar tarefas que nos são impostas, nós "adormecemos" lite­ralmente de olhos abertos, incapazes de apreender a realidade.

Nostradamus e os segredos de um outro mundo

O caso dos Objetos Voadores Não Identificados reserva às vezes muitas surpresas, quando se quer esta­belecer correlações entre o aparecimento deles e outros elementos misteriosos da história desconhecida dos homens.

Os discos-voadores sobrevoaram numerosas vezes o sudoeste da França, e a região de Pau e de Oloron-Sainte-Marie em particular. A onda européia de 1952 parece interessante por mais de uma razão, porque mostra o fenômeno sob aspecto definitivo, confirmando uma série de fatos em que a mistificação era impossível. Entre estes, a aparição de múltiplos engenhos a 17 de outubro de 1952 acima de Oloron deve classificar-se entre os acontecimentos malditos tão caros a Charles Fort! Neste dia, o céu pireneano era de uma limpidez perfeita, e o diretor do colégio de Oloron acabava de consultar seu relógio que marcava 13h20. Perto dele, sua mulher e outros professores vigiavam um grupo de jovens que brincavam alegremente no pátio do esta­belecimento, esperando a hora de voltar à aula. De re­pente todos os gritos cessaram, e, olhos fixos no céu, crianças e adultos foram testemunhas de um curioso espetáculo. Um engenho, com a forma de um cigarro, avançava no céu, deixando atrás de si milhares de discos multicoloridos. O cigarro era precedido por cerca de trinta discos, que as testemunhas chamam de "discos-voadores". Estes discos eram compostos de uma bola central de cor vermelha e de um anel claro muito ama­relo. Esta esquadrilha atravessou o céu no eixo norte-este/sul-este, a 3.000 metros de altura, mais ou menos. O diretor do colégio, que exercera vários anos as fun­ções de meteorologista, seguiu os engenhos com um binóculo durante quase vinte minutos. O cigarro avançava de modo retilíneo, os discos voavam em zigue-zague. Mas logo um segundo fenômeno devia seguir-se ao primeiro, e acreditou-se que, pela primeira vez em sua história, os OVNI iam deixar sinais palpáveis de sua passagem. Com efeito, depois do sobrevôo da cidade por esses misteriosos engenhos, várias pessoas de Oloron, entre elas o diretor do colégio e seus amigos, puderam recolher sobre as árvores e nos tetos (especial­mente sobre o pára-raios da casa do médico) fios que tinham caído do céu. Os professores fizeram um pacote deles, que eles queimaram, e esses fios arderam como celofane! Desejosos de analisar sua estrutura química, ajuntaram uma grande quantidade deles, mas logo, ao contato com o ar, eles transformaram-se em matéria gelatinosa e desagregaram-se depois até desaparecer inteiramente.

Esses fios eram resultado de uma combustão ou uma espécie de "maná" caído do céu e destinado a "alguém" que conhecia o seu emprego exato? Esta pergunta não fica talvez sem resposta. Hunt Williamson pretende que existam Moradas do Leão, e P.V. Piobb que as Centúrias de Nostradamus significam mais do que profecias! A verdade está sem dúvida ali e nume­rosos esoteristas estão convencidos disso. Não foi talvez sem razão que o catarismo floresceu outrora tão rapida­mente no sudoeste da França. Há doutrinas que, como as plantas, encontram uma terra especial em certos solos. Sobretudo quando as profundidades telúricas contêm um bom estrume.

Toda a região dos Pireneus, sabemo-lo, conheceu a doutrina dos "Puros". Montségur é um nome que dificilmente se esquece. Ora, segundo Michel de Nos­tradamus, um tesouro está escondido perto dali! Nosso amigo esoterista Serge Hutin acentuou, em seu livro As Profecias de Nostradamus, a 27.a Quadra da Pri­meira Centúria. Hutin pensa que este enigma diz res­peito ao lugar onde está escondida a chave das intri­gantes mensagens legadas pelo vidente de Salon.

Por extensão, diremos que estes versos indicam "uma morada do Leão"...

"Dessous de Chaíne de Guien du Ciei frappé"

"Non loing de là est cachê trésor"

"Qui par long siècles avor été grappé"

"Trouvé mourra 1'oeil crevé de ressort."

Guien é empregado aqui por Guiana, e nós pode­mos considerar que se trata da Cadeia dos Pireneus, que estava em parte incluída há cinco séculos nesta província. Depois de uma pesquisa séria e aprofundada, estamos convencidos de que a quadra à qual Serge Hutin liga tão grande importância designa a região de Oloron-Sainte-Marie!

Na primeira quadra da 8.a Centúria, Nostradamus escreveu o nome desta localidade: LORON. Se decom­pormos esta palavra segundo as regras da cabala fonética tão ao gosto dos "sopradores" e dos "Irmãos de Heliópolis", obtemos em primeiro lugar, o O signo sa­grado e símbolo solar por excelência. LORON torna-se: o Ouro Redondo, isto é, por fim: o Sol! Sainte-Marie é "Notre-Dame" (como Nostradamus)": a Virgem ligada ao primeiro nome nos faz pensar no androginato má­gico dos Templários! A reunião dos dois símbolos ocultos designa um ponto de nosso país onde as forças cósmicas se conjugam com as forças telúricas!

O "Tesouro" dos Mouros

Uma lenda local transmitida de Equiül a Barcus, à noite durante o serão, diz que existe numa das grutas da região um tesouro fabuloso ali deixado há quase 1.200 anos pelos grandes iniciados mouros. Desde então, todas as tentativas para o recuperar fracassaram. Um velho sacerdote basco confiou um dia a seus ou­vintes, antes de morrer: "Este tesouro é sagrado, nin­guém poderá recuperá-lo sem a ajuda de Deus, os "anjos" o guardam!"

Que se sabe exatamente do famoso "tesouro"?

Tudo leva a crer que se compõe de riquezas que os conquistadores árabes sempre levavam com eles. Em 711, quando atingiu as costas espanholas, Tariq Ibn Ziyad arrastou atrás de si pesadas e misteriosas caixas, as quais são mencionadas ainda em 714, quando da tomada de Saragoça. Nesta época, os conquistadores não se moviam por qualquer coisa. E o corpo especial de guardas era encarregado de vigiar sobre o saque. Um fato é certo, é que, chamado com urgência a Da­masco, em 715, Tariq não teve possibilidade de trazer de volta à terra sarracena todas as suas presas de guer­ra, e uma grande parte ficou para seus sucessores que, exatamente quatro anos depois, iam empreender a pas­sagem dos Pireneus.

Diz-se também que os Sarracenos teriam sido os depositários dos "Segredos do Mundo". E o tesouro dos Mouros não seria senão uma espécie de ciência infusa!

A civilização avançada que os califas impuseram na Espanha ainda bárbara, milita em favor desta hipótese, e sentimos atrás dela o selo dos Nove Supe­riores Desconhecidos. Qual seria o conteúdo desta "bi­blioteca" considerada então como o mais precioso dos tesouros? Dois elementos devem ser guardados. Todos os segredos da Natureza e da Ciência estariam revelados nestes livros, compreendidos aí os que dizem respeito à energia nuclear e a conquista do espaço! Eis-nos bem próximos de obras atribuídas aos Nove Supe­riores Desconhecidos. O tesouro dos Mouros seria, pois esse poço de ciência universal. Na Espanha, sem dú­vida, os Sarracenos não puderam extrair dele todo o benefício, em razão da falta de matérias-primas. Mas tanto do ponto de vista da arquitetura quanto do domínio da agricultura, fizeram o que se chamaria hoje de milagres. Tudo isto poderia ainda pertencer ao do­mínio da especulação pura, se o segundo elemento desta biblioteca não atraísse nossa atenção a respeito daquele que é considerado como o maior profeta de todos os tempos: Nostradamus, ou, segundo seu estado civil, Michel de Nostredame, nascido a 14 de dezembro de 1503 em Saint-Rémy-de-Provence.

Ora, por volta de 1529, Nostradamus deixou Montpellier, seus estudos encerrados, por Bordeaux. Percorreu os Pireneus antes de voltar a Salon-de-Provence onde começou a escrever as predições, que to­maram o nome de Centúrias. Fernando Sesma, presi­dente em Madri da Sociedade dos Amigos da Espanha, que fez também profecias de uma exatidão notável, à imprensa madrilenha, afirma sempre que seus amigos de Wolf 424 conhecem o futuro...

Muitos morreram pelo "Tesouro dos Mouros"

Os defensores do esoterismo que conseguiram des­cobrir nas Centúrias de Nostradamus informações pre­cisas sobre o segredo de suas profecias, são, sem dúvida, mais numerosos do que se quer admitir, em geral.

Desde 1938, um radiestesista, que mal conhecia coisas sobre o tesouro de Oloron, descobriu a presença de um monte de ouro, disse-se na época, numa gruta, entre Oloron e Arette. Ele montou sua própria expedi­ção, acompanhado de um perito em dinamitação. As grutas das cercanias encheram-se de explosões. Depois, uma bela manhã, o radiestesista despediu o seu assis­tente e meteu-se sozinho na galeria. Nunca mais voltou. O caso foi bastante comentado na região para que as línguas se desatassem: "Não é o primeiro que a terra engole, contaram os velhos. Existem muitos como este que partem à procura do tesouro dos Mouros, e depois ninguém mais os vê!" Fazendo contas, sabe-se que mais de vinte aventureiros deixaram suas vidas nesta em­presa!

Mas foi no mês de maio de 1946 que se realizou a expedição mais estranha, que a Estrela do Sul, jornal hoje desaparecido, conta a seus leitores, em seu número 192 (12 de maio de 1946). Um desconhecido desceu a sessenta metros embaixo da Terra, no fundo de uma caverna no pico de Cambeillon. Ao perguntarem-lhe, à sua volta à superfície, o que tinha ido procurar "lá", respondeu: "Queria encontrar a mensagem de paz!" Ninguém soube nunca se ele encontrara a "mensagem" em questão; em troca, todos puderam ver que ele vol­tara com os bolsos vazios! Isto não impediu, aliás, que alguns dias depois, a polícia judiciária vasculhasse suas bagagens num hotel de Oloron.

O misterioso desconhecido chegava do Egito, e segundo pessoas bem informadas, executava uma mis­são que lhe fora confiada por uma sociedade secreta em contato com os Nove Superiores Desconhecidos! Algumas semanas mais tarde, o Serviço de Inteligência vigiava-o estreitamente depois que ele passara vários dias sobre o monte Sinai! Nesta época, clarões insólitos brilharam sobre a montanha sagrada, e os membros de uma congregação religiosa vizinha afirmaram mesmo que curiosos engenhos voadores tinham pousado ali, onde, cinco mil anos antes, Moisés encontrara o "Eter­no"... Seja como for, foi ele, ao que se lembram, o único que escapou da estranha investigação do "Tesou­ro dos Mouros".

No mês de agosto de 1967, os montanheses dos Pireneus viram sem surpresa chegar à sua região uma dezena de espeleólogos equipados com material, pelo menos, curioso. Detectores eletrônicos eram vizinhos de sondas ultra-sensíveis numa panóplia de perfeito explo­rador subterrâneo! Estes turistas de tipo especial pro­curavam também nas cavernas e grutas que se estendem entre Oloron e Arette o grande segredo dos sábios árabes! No domingo, 13 de agosto, às 23hl5, quando, cansados por um dia inteiro de estafantes escaladas, todos repousavam sob suas tendas, um abalo telúrico sacudiu os Pireneus. A pequena cidade de Arette foi destruída em cerca de 95%, mas por milagre, não se teve de lamentar senão um morto e uma dezena de fe­ridos. Simples à superfície, o sinistro provocara no subsolo quedas de rochas imponentes capazes de enter­rar, sob espesso lençol, até ao final dos tempos, o fantástico segredo de uma civilização desaparecida e presente ao mesmo tempo. Passado o sismo os cientistas visitantes perceberam que os marcos que eles tinham estabelecido não existiam mais! Tiveram que levantar acampamento verificando mais uma vez ainda, como o dizia o velho cura basco, que esse tesouro é sagrado, e que ninguém poderá reavê-lo sem a ajuda de Deus, porque os "anjos" o guardam!

Conhecendo os trabalhos de Fernand Lagarde e de Francis Scheafer, que estabelecem de maneira formal uma correlação existente entre o sobrevôo de certas zonas pelos OVNI e os tremores de terra que seguem essas passagens, podemos concluir que, mais uma vez, os "anjos" cumpriram bem sua missão.

O problema dos Objetos Voadores Não Identifica­dos ultrapassa de longe tudo o que o espírito humano pode supor de mais fantástico. A solução disso é sem dúvida muito simples, e é por esta razão que ela nos parece complicada. Possuímos, esparsos, todos os pe­daços do quebra-cabeça. Nostradamus nos faz entender, em sua X Centúria, que nós teremos, em 1999, no mês de julho, a chave do enigma, tendo por coroamento um desembarque extraterrestre em nosso planeta. Com­preenderemos, então, que sempre, olhamos a "tapeça­ria" do lado errado! O rumor de uma revelação é como o do grande dia, precisa de uma aurora. É esta aurora que nós vivemos atualmente, os profetas, os poetas e os "sonhadores" penetram por intuição num universo proibido ao comum dos mortais, são eles que, com freqüência, detêm a verdade que espanta os racionalistas.

Na 72.a Quadra da X Centúria do Mago de Salon:

"No ano mil novecentos e noventa e nove no sétimo mês"

"Do céu virá o Grande Rei do Terror"

"Ressuscitar o Grande Rei de Angouleme"

"Depois Marte reinará pela felicidade".

Acrescentaremos os versos de Gérard de Nerval:

... "Eles voltarão estes deuses que tu choras sempre.

O tempo devolverá a ordem dos antigos dias".

Estas duas últimas linhas constituem certamente a melhor conclusão que possamos dar a uma obra que, voluntariamente, ultrapassou as fronteiras da ciência, para explorar os fatos malditos que são caros àqueles que não consideram como "tabus" os grandes mistérios da criação.

POSFÁCIO

O que pensam a respeito dos OVNI sábios, astrô­nomos e personalidades:

Prof. Hidoo Itokawa, sábio japonês:

"Os discos-voadores vêm de um outro mundo".

Dr. Hermann Oberth, sábio especializado em foguetes:

"Creio que inteligências extraterrestres observam a Terra, e visitam-nos há milhares de anos".

Dr. Walter Riedel, antigamente diretor da base de Peenemünde, Alemanha:

"É possível que os OVNI venham de Vênus e utilizem a face oculta da Lua como base".

Dr. J.J. Kalizkewski, sábio especialista em raios cósmicos, do "Navy Project":

"Eu, com outros sábios, observei dois discos-voa­dores em forma de cigarro. Eram estranhos, terrivel­mente rápidos. Penso que o governo devia estabelecer uma rede de alerta durante as vinte e quatro horas do dia, equipada com radares, telescópios, câmaras aéreas e outros instrumentos".

Dr. Carl Sagan, célebre astrônomo da Universidade da Califórnia, membro do "Space Biology Advisory Committee", da NASA, da Academia das Ciências e do Comitê das Forças Armadas, sobre a vida extrater­restre:

"Creio que existem Objetos Voadores Não Iden­tificados (UFO)"

Louis Bréguet, fabricante de aviões:

"Os discos-voadores utilizam um meio de propulsão diferente dos nossos. Não há nenhuma outra ex­plicação possível: os discos-voadores vêm de um outro mundo".

Pierre Clostermann, piloto de caça, az da última guerra mundial:

"Os discos-voadores têm uma origem extraterres­tre. Nem Russos nem Norte-Americanos são capazes de construir máquinas desta espécie. As características desses engenhos são nitidamente superiores às possibilidades atuais da ciência".

Capitão James Howard, piloto da BOAC, que observou um cigarro voador imenso e dez discos-voa­dores:

"Devem ser tipos de naves aéreas de um outro mundo".

Capitão W.B. Nash, piloto da Pan American Airways, que com seu co-piloto observou seis grandes discos:

"Creio que esses engenhos eram comandados por inteligências extraterrestres".

Capitão Richard Adickes, piloto da TWA, que, com sua tripulação e sete passageiros observou um OVNI luminoso, que acompanhou seu aparelho, perto de South Bend:

"Antes desta observação eu não estava convencido da existência dos UFO’s (Unidentified Flying Objects): agora, eu acredito neles!"

Gabriel Voisin, construtor francês e pioneiro da aviação:

"Estes exploradores extraterrestres estão separados de nós por uma barreira mais intransponível do que o Himalaia: nosso atraso técnico e nossa mais alta igno­rância".

Almirante Delmer Fahrnex, antigo chefe dos Mísseis da Marinha dos Estados Unidos, numa confe­rência de imprensa a 16 de janeiro de 1957:

"Relatórios positivos indicam que objetos entram em nossa atmosfera em velocidades fantásticas e são comandados por inteligências pensantes".

Lord Dowding, marechal-em-chefe da Força Aérea inglesa:

"A existência desses engenhos é evidente e aceito-os inteiramente".

Albert M. Chop, antigo diretor do Serviço Secreto da Força Aérea dos Estados Unidos:

"Uma coisa é certa, estamos sendo observados, por seres que vêm do espaço".

Capitão Edward J. Ruppelt, ex-chefe do Project Blue Book, da Força Aérea dos Estados Unidos:

"O que é que constitui uma prova? Será necessário que um UFO aterrisse à porta do Pentágono, junto aos chefes do Estado-Maior? Ou será uma prova quando uma estação de radar no solo detecta a presença de UFO, envia uma esquadrilha de interceptação, os pi­lotos vêem o UFO, apanham-no em sua tela de radar e vêem que ele se afasta a uma velocidade fantástica? Uma prova só será válida quando o piloto faz fogo contra ele e mantém sua versão diante de uma corte marcial? Isto não constitui uma prova?"




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