quinta-feira, outubro 04, 2007

Abdução Parte 1

Bom Esta Semana Eu Vou Falar Sobre um Tema Muito Polemico Que é o Tema Sobre Abdução, Implantes Alienígenas e Hipnose.

Mas antes de Começar a Falar sobre Abdução Tenho Que Começar Pelos Métodos da Hipnose o Que Significa Quando Surgiu e Para que Serve. Bom chega de Papo e Vamos a Matéria.


Logo Abaixo um Link para o Download de um arquivo em PDF que contem todas as Informações sobre a Hipnose, tem 18 paginas e pesa 545 k e super leve. Eu li tudo e recomendo. Pois possui muita informação

O link é http://www.4shared.com/file/25472837/79056bfa/Historia_da_Hipnose.html

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** O que é a Hipnose **

A hipnose moderna tem sido usada, com sucesso, para construir a auto-estima, mudar hábitos, perder peso, parar de fumar, melhorar a memória, modificar problemas comportamentais em adultos e crianças, tratar a ansiedade, medos,fobias, depressão, stress, preparar o sujeito para cirurgias,entrevistas de emprego, provas, testes de atores, provas escolares etc. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 90% da população mundial pode ser hipnotizada.
Mas, o que é hipnose?
Hipnose é um estado da mente que todos nós experimentamos, naturalmente, ao longo do dia. Por exemplo, ao dirigir o carro, você pode não se lembrar que está dirigindo, como se estivesse no piloto automático. O estado hipnótico natural também acontece quando você lê um bom livro, envolve-se com um filme interessante ou em qualquer outra atividade, onde todas as outras coisas parecem ter sido "bloqueadas". Alguém pode conversar com você e você pode não escutá-lo. Em qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração, automaticamente você se transfere para um estado hipnótico natural.
O uso da hipnoterapia é feito para acelerar o processo de terapia e encurtar o tempo de tratamento. O tempo varia de acordo com a pessoa e o problema, de uma sessão a poucos meses de trabalho.


Algumas áreas onde a hipnose tem bons resultados:


· Depressão


· Síndrome do Pânico


· Ansiedade


· Problemas de Aprendizagem

· Transtorno Obsessivo Compulsivo


· Stress Pós-Traumático


· Anorexia Nervosa


· Bulimia


· Compulsão Alimentar


· Stress


· Fobia Social e Específica


· Medo de avião


· Timidez


· Frigidez


· Impotência


· LER - Tendinite


· Dor


· Cigarro


· Obesidade


· Auto-Estima


· Jogos de aposta


· Memória fraca


· Gagueira


· Medo de Falar em Público


· Insônia


· Sonambulismo


· Preparação para entrevistas de emprego, provas escolares, testes de direção, papéis dramáticos, competições esportivas

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** Mitos e Verdades **

MITO DA INCONSCIÊNCIA - Muitos pensam que estar hipnotizado significa estar inconsciente. Há aqueles que até desejam ficar inconscientes para que "todos os seus problemas lhes sejam tirados". Na verdade, o transe hipnótico é caracterizado por uma dissociação consciente/inconsciente, onde a consciência está presente, e é desejável que esteja, para participar no processo de cura. Por estar vivenciando uma experiência agradável, eventualmente a pessoa não se lembra do que foi falado, porque ficou distraída com pensamentos, imagens ou sons.


MITO DE CONFESSAR SEGREDOS SEM QUERER - Mesmo em transe profundo a mente conserva um sentido de vigilância que protege a integridade da pessoa. Na hipnose Ericksoniana raramente a pessoa é convidada a falar. O inconsciente é capaz de resolver silenciosamente os conflitos mais profundos.


MITO DE NÃO VOLTAR DO TRANSE - Se, eventualmente, por estar numa experiência muito agradável ou num transe mais profundo, a pessoa não aceitar a sugestão de voltar do transe, basta deixá-la mais algum tempo, e naturalmente, o transe hipnótico se transforma em sono fisiológico e ela acorda.


MITO DE SER DOMINADA PELO HIPNOTERAPEUTA - Na hipnose Ericksoniana o estado de transe é sempre uma auto-hipnose. O hipnoterapeuta é um facilitador, um companheiro de viagem, apenas alguém que está ao lado enquanto o inconsciente da pessoa trabalha.


MITO DA DEPENDÊNCIA - Um hipnoterapeuta cuidadoso tem sempre o cuidado de dar sugestões pós-hipnóticas de autonomia e liberdade. Ex:...E no dia a dia sua mente inconsciente pode continuar por si mesma com um processo natural e saudável de mudanças... Por isto a Hipnoterapia Ericksoniana é considerada uma terapia breve.


MITO DE QUE A HIPNOSE POSSA SER PREJUDICIAL À PESSOA - O inconsciente é sábio e protetor, e absorve apenas aquilo que é saudável e útil. Naturalmente, como a hipnose é uma poderosa estratégia de comunicação com o inconsciente, só deve ser usado por pessoas devidamente treinadas, competentes e éticas. Uma pá é um excelente instrumento para remover terra, mas se for usado para atingir a cabeça de alguém...


MITO DA REGRESSÃO - Hipnose não é regressão. A regressão é apenas um fenômeno hipnótico que pode ser usado quando necessário. Como dissemos antes, a hipnose é um fenômeno psíquico, um estado especial da mente que permite ações terapêuticas as mais diversas.

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Hipnose
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Hipnose é um estado diferenciado de consciência, alterado em comparação com os estados ordinários de vigília e de sono, com elevada receptividade à sugestão por parte da pessoa que nele ingressa, por si mesma ou com intervenção de outra pessoa ou equipamento.
O termo "hipnose" (


No Brasil a hipnose ficou proibida no decorrer do governo do então Presidente Jânio Quadros num ato presidencial que contrariava os principais conselhos de saúde brasileiros, além de atrasar muito o trabalho sério e as pesquisas da área. Entretanto, na década seguinte, com o advento das perseguições militares, algo muito importante foi confirmado sobre a hipnose: É sabido que alguns agentes da repressão do governo tentaram utilizar o transe hipnótico para obter informações de presos políticos; a única informação importante obtida nessas tentativas foi que a hipnose legítima não pode ser obtida contra a vontade da pessoa ou em situação de pressão psicológica. O procedimento utilizado pelos agentes de repressão, vulgarmente conhecido pela maior parte da população como “lavagem cerebral”, é baseado em uma técnica de profundo esgotamento nervoso (através de tortura física e/ou psicológica) e apenas torna a vítima incapaz de reagir negativamente às determinações do torturador, sendo assim, obrigada a concordar com o que lhe é imposto, independente de ser verdade ou não. Tal técnica é considerada tortura e, como tal, é passível de punição como Crime segundo a legislação de nosso país. Existe a possibilidade de obter um "transe químico" com a administração de Barbitúricos (vulgarmente chamado de "soro da verdade") e alguns determinados psicotrópicos.
A hipnose passou a ser, no Brasil, legalmente utilizada primeiramente por odontólogos (dentistas) a cerca de quarenta anos, depois por médicos psiquiatras, psicólogos e terapeutas; hoje existem inclusive no Brasil, departamentos de polícia com a chamada Hipnose Forense que busca esclarecer crimes através da técnica do reforço da memória (hipermnésia) das vítimas de estupro e rapto principalmente, dando assim o conforto às pessoas, de que criminosos podem ser mais facilmente localizados e não mais ameacem suas vidas. Assim sendo, pode-se dizer que o Brasil está na vanguarda do uso da hipnose com fins realmente importantes para a sociedade, com Psicólogos, Psiquiatras, Dentistas, Terapeutas, Cirurgiões e Policiais se utilizando de um procedimento técnico-científico legítimo, com resultados práticos muito bons, a disposição da população brasileira.
É importante dizer que, o uso da hipnose por pessoas que não estejam legalmente inscritas em um sindicato, conselho de classe ou órgão profissional reconhecido pelo Ministério do Trabalho, não as torna apta a tratar pessoas. Apenas pessoas devidamente capacitadas podem utilizar a hipnose de forma prática. Não se deve confundir Hipnose de Palco com Hipnose Clínica, assim como um hipnólogo não deve (por motivos éticos) fazer apresentações recreativas, um hipnotizador não pode tratar do bem-estar de ninguém. Entretanto o que mais se assiste são hipnotizadores circenses fazendo apresentações bizarras (e de pouca credibilidade) de técnicas hipnóticas, o que pode parecer muito divertido e interessante; na verdade pode ter conseqüências sérias para a pessoas que se submete a este tipo de experiência.

Perguntas mais comuns


A hipnose não é considerada uma técnica esotérica ?
Não, definitivamente. Hipnose é um fenômeno neurofisiológico legítimo, onde o funcionamento do cérebro possui características muito especiais. Tais características, únicas, podem ser verificadas por alterações em eletroencefalograma no decorrer de todo estado hipnótico e visivelmente por manifestações não presentes em outros estados de consciência, como rigidez muscular completa, anestesia, hipermnésia (reforço da memória) e determinados tipos de alterações de percepção. A hipnoterapia usa as vantagens de trabalhar com o cérebro neste estado para ajudar as pessoas.


Que vantagens tem a Hipnoterapia ?


Uma pessoa hipnotizada pode lembrar-se com mais detalhes de situações passadas (regressão de memória) que explicam suas dificuldades emocionais e/ou sociais do presente e, desta forma, otimizar seu tratamento terapêutico, pois, uma das dificuldades dos procedimentos terapêuticos tradicionais é lidar com o “esquecimento” de determinados fatos do passado que atrasam o desenvolvimento da terapia.


É verdade que uma pessoa hipnotizada obedece a qualquer tipo de ordem dada ?


Não funciona desta maneira. O cérebro da pessoa está sempre pronto para desperta-la se ocorrer algo ofensivo, que seja contra sua moral ou costumes.


Pode alguém ser hipnotizado sem sua permissão ?


É muito difícil hipnotizar uma pessoa que não queira cooperar ou que não confie no hipnólogo, pois, a função do cérebro é sempre proteger e não se expor a qualquer tipo de situação desconhecida. O tipo de atividade cerebral que ocorre quando uma pessoa está sendo ameaçada, oprimida, assustada ou desconfiada, inviabiliza o transe hipnótico que possa ter alguma utilidade terapêutica. É certo que existe uma porcentagem pequena da população que tem uma sensibilidade muito grande à indução hipnótica, e essas são as maiores “vítimas” dos hipnotizadores circenses, pois esses, pela prática, identificam tais pessoas numa platéia e sempre as escolhem para fazer as apresentações, que não tem objetivo terapêutico algum. Por outro lado, existe uma outra porcentagem, também pequena, da população que é insensível à maior parte das técnicas de indução hipnótica.


Se o terapeuta passar mal e desmaiar, eu ficarei para sempre em transe ?


Não. Se algo ocorrer e a pessoa não for trazida do transe, ela continuará em processo de relaxamento até chegar o sono comum, cochilará por algum tempo e acordará normalmente; ou fará o processo inverso. Todo este processo é concluído em minutos.
Existe algum risco em fazer um tratamento terapêutico que use a hipnose ?


Apenas se o profissional não possuir um treinamento, tanto teórico quanto prático, feito de forma responsável. Não é aconselhável a uma pessoa com problemas emocionais participar de hipnose de palco (shows de hipnotismo), pois, o hipnotizador não lida com a técnica de maneira a ajudar as pessoas ou lidar com eventos de catarse (uma espécie de explosão emocional que tende a ocorrer durante o transe), sua função é meramente circense.
É Legal utilizar hipnose para tratamento de problemas emocionais, sociais etc ?


Sim. A hipnose é hoje legalmente reconhecida e utilizada no Brasil por profissionais de Medicina, Odontologia, de Psicologia, do Sindicato dos Terapeutas e possui diversas outras associações profissionais sérias em todo o mundo que estudam e utilizam a hipnose como ferramenta produtiva em seus campos de trabalho.
Então a hipnose poderia resolver tudo sozinha ?


Não. A hipnose é uma ferramenta que deve ser usada dentro de um processo terapêutico muito mais amplo; hipnotizar a pessoa e apenas eliminar determinados sintomas, simplesmente, sem investigar a causa de tais sintomas, não resolve seus problemas e pode até mesmo disfarçar (ou deflagrar) um problema maior.


A hipnose pode tirar meus medos de uma só vez, rapidamente ?


Em alguns casos sim, especialmente naquele grupo de pessoas mais sensíveis a indução hipnótica. Mas este tipo de terapia, apenas sintomática, é improdutiva e irresponsável. Muitas vezes os sintomas apresentados por clientes são apenas como “a ponta do iceberg”. É necessário toda uma investigação para que a correta aplicação de técnicas pertinentes seja oferecida. A terapia não busca o simples alívio dos sintomas, mas sim a investigação das causas dos problemas para que os sintomas não mais ocorram nem se transformem em outros piores. Muitas vezes uma mera “dorzinha” é associada, num evento de regressão de memória, à memórias tristes da infância ou relacionamentos mal solucionados.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipnoterapia

Hipniatra
chama-se o profissional médico, que exerce a hipnose.( Termo aprovado pelo Conselho Federal de Medicina ) Hipniatria é a hipnose praticada por médicos.
Hipnose

A hipnose é um processo que envolve um hipnotizador e uma pessoa disposta a ser hipnotizada. O estado hipnótico é geralmente caracterizado por (a) concentração intensa, (b) relaxamento extremo, e (c) alta sugestionabilidade.
Sua versatilidade é ímpar. Ela é praticada em ambientes sociais radicalmente diferentes: salões, clínicas, salas de aula e delegacias de polícia. Hipnotizadores de salão geralmente se apresentam em bares e casas noturnas. Seus pacientes geralmente são pessoas cujo conceito de diversão consiste em reunirem-se com dezenas ou centenas de pessoas num local onde o principal agente de coesão social é o álcool. Os pacientes dos hipnotizadores clínicos são geralmente pessoas com problemas, que ouviram dizer que a hipnoterapia é útil no alívio da dor ou para se superar um vício, ou uma fobia, etc. Outros usam a hipnose para recuperar lembranças reprimidas de abuso sexual ou de vidas passadas. Alguns psicólogos e hipnoterapeutas a utilizam para descobrir verdades ocultas da consciência normal, acessando amente inconciente, onde essas verdades supostamente residiriam. Finalmente, alguns pacientes da hipnose são pessoas que foram vítimas ou testemunhas de um crime. A polícia as incentiva a submeterem-se à hipnose a fim de ajudá-las a recordar detalhes de suas experiências.
A maior parte do que se sabe sobre a hipnose, ao contrário do que se acredita, veio de estudos sobre os pacientes hipnóticos. Sabemos que há uma correlação significativa entre ser imaginativo e responder à hipnose. Sabemos que os propensos a fantasias são provavelmente também excelentes pacientes hipnóticos. Sabemos que imagens vívidas aumentam a sugestibilidade. Sabemos que os que acham a hipnose uma bobagem não podem ser hipnotizados. Sabemos que os pacientes da hipnose não são transformados emzumbis e não são controlados pelos hipnotizadores. Sabemos que a hipnose não melhora a exatidão da memória de nenhuma forma especial. Sabemos que uma pessoa hipnotizada é bastante sugestionável e que a memória pode ser facilmente "completada" pela imaginação e por sugestões feitas sob hipnose. Sabemos que a confabulação é bastante comum durante a hipnose, e que muitos dos estados americanos não aceitam testemunhos induzidos pela hipnose, por serem intrinsecamente não confiáveis. Sabemos que o fator que melhor prevê a resposta à hipnose é o que a pessoa acredita a respeito dela.
A hipnose em seu contexto sócio-cognitivo

O hipnotizador e o hipnotizado aprendem o que se espera deles de acordo com os respectivos papéis, e reforçam um ao outro com suas representações. O hipnotizador fornece as sugestões e o paciente responde a elas. O restante do comportamento --a repetição de sons ou gestos por parte do hipnotizador , sua voz suave e relaxante, etc., assim como a postura semelhante a um transe ou repouso semelhante ao sono, etc., por parte do paciente-- são apenas encenação, parte do teatro que faz com que a hipnose pareça misteriosa. Despindo-se essa roupagem dramática, o que resta é algo bastante trivial, mesmo se extraordinariamente útil: um estado auto-induzido e "psiquificado" de sugestibilidade.
O psicólogo Nicholas Spanos concorda com Baker: "os procedimentos hipnóticos influenciam o comportamento indiretamente, alterando as motivações, expectativas e interpretações do paciente." Isso não tem qualquer relação com levá-lo a um transe ou exercer controle sobre a mente inconsciente. A hipnose, segundo Spanos, é um comportamento aprendido, que surge de um contexto sócio-cognitivo. Podemos obter os mesmos resultados de diversas formas: indo à universidade ou lendo um livro, fazendo cursos de treinamento ou ensinando uma nova habilidade a alguém, ouvindo palavras de estímulo ou dizendo-as a nós mesmos, freqüentando cursos de motivação ou simplesmente criando voluntariamente uma determinação para atingir objetivos específicos. Em resumo, o que se chama de hipnose é um ato de adequação social, e não um estado de consciência específico. O hipnotizado age de acordo com as expectativas que têm do hipnotizador e da situação hipnótica, e comporta-se da forma que acha que se espera que uma pessoa se comporte quando hipnotizada. O hipnotizador age de acordo com as expectativas que tem do paciente (e/ou da platéia) e da situação hipnótica, comporta-se da forma que acha que se espera que uma pessoa se comporte quando faz o papel do hipnotizador.
hipnose: o bom, o mau e o feio

Freud, o padrinho da repressão, sabiamente abandonou o uso da hipnose nas terapias. Infelizmente, no entanto, ela continua sendo usada numa ampla variedade de contextos, nem sempre benéficos. Usá-la para auxiliar pessoas a parar de fumar ou manter uma dieta pode ser útil e, mesmo se não der certo, provavelmente não será prejudicial. Usá-la para ajudar pessoas a recordar placas de carros usados em crimes pode ser útil e, mesmo se não der certo, provavelmente não será prejudicial. Usá-la para ajudar vítimas ou testemunhas de crimes a recordar o que aconteceu pode ser útil, mas pode também ser perigoso devido à facilidade com que o paciente pode ser manipulado por sugestões do hipnotizador. Hipnotizadores policiais excessivamente determinados podem colocar sua convicção na culpa daqueles que pensam ser culpados acima da convicção honesta, gerada por provas honestas apresentadas a um júri. A hipnose também é perigosa no ambiente policial devido à tendência de muitos policiais de acreditar em soros da verdade,detetores de mentiras, e outras formas mágicas e fáceis de se obter a verdade.
Usar a hipnose para ajudar pessoas a recuperar lembranças de abuso sexual por parte de seus parentes próximos ou por alienígenas em naves espaciais é perigoso e, em alguns casos, claramente imoral e degradante. Às vezes, a hipnose é utilizada para incentivar o paciente a se recordar e então passar a acreditar em eventos que provavelmente nunca aconteceram. Se essas lembranças não fossem de eventos tão horríveis e dolorosos isso causaria menores preocupações. Mas, ao nutrir ilusões de males sofridos, os terapeutas freqüentemente causam danos irreparáveis aos que depositam neles sua confiança. E o fazem em nome de curar e tratar pessoas.

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** Notícias históricas **

Franz Anton Mesmer (1734-1815) um médico que havia aprendido realizar curas com um padre, desenvolveu uma das primeiras técnicas de humanização em saúde. Mesmer elaborou o Magnetismo Animal, uma forma de psicterapia que aplicava passes com objetivo de conduzir as pessoas a um estado de transe onde ocorreria catarse. Mesmer foi acusado de charlatanismo, pois o Magnetismo animal não possuia validação científica e usava teorias astrológicas para explicar as curas obtidas. Sua terapia passou a ganhar novos adeptos em vários países da Europa, tendo uma forte influência na "descoberta" da hipnose (LOPES, 2005). Até hoje se utilizam os termos mesmerizar e mesmerismo como sinônimos de hipnotizar e hipnotismo, dando-lhe, assim, o merecido reconhecimento na literatura até os dias atuais.
James Braid (1996-1860) , iniciou a hipnose científica. Cunhou, em 1842, o termo hipnotismo (do grego hipnos = sono), para significar o procedimento de indução ao estado hipnótico. Hipnose, hipnotismo, ficou logo claro, eram termos inadequados (não se dorme durante o processo). O uso, porém, já os havia consagrado e não mais se conseguiu modificá-los, remanescendo até a atualidade.
James Esdaile (1808-1868), utilizou, como cirurgião, aanestesia hipnótica (hipnoanalgesia) para realizar aproximadamente 3.000 (três mil) cirurgias sem a necessidade de anestésicos químicos. Nestas estão incluídas até mesmo extração de apêndice entre outros procedimentos de grande vulto. Todas as cirurgias estão devidamente catalogadas. Talvez o método de Esdaile não tenha tido maior projeção científica porque, à mesma época, foram descobertos os anestésicos químicos (éter, clorofórmio e óxido nitroso) que passaram a fazer parte dos procedimentos médicos da nobreza européia. Curioso é saber que os anestésicos químicos mataram muito mais pessoas que se imagina, dada à ignorância das reações ao procedimento. Tal nunca ocorreu com a hipnose.
Ivan Pavlov (1849-1936), famoso neurofisiologista russo, conhecido por suas pesquisas sobre o comportamento, que foram o ponto de partida para o Behaviorismo e o advento da Psicologia cientifica do comportamento; estudou os efeitos da hipnose sobre o córtex cerebral e a indicação terapêutica deste tipo de intervenção.
Jean Charcot (1825-1893), conhecido médico da escola de Salpetrire (França), professor de Freud, estudou os efeitos da hipnose em pacientes histéricos. Charcot afirmava que apenas histéricos eram hipnotizáveis, mas outros médicos contemporâneos constataram que a hipnose é parte do funcionamento normal do cérebro de qualquer pessoa. Muitos dos erros cometidos por Charcot (e repetidos por Freud ) levaram a crer na ineficácia da hipnose, o que foi rebatido anos depois.

Sigmund Freud (1856-1939), [[médico] neurologista, nascido na Morávia (atual República Tcheca), autor da maior literatura acerca do inconsciente humano, fundador da psicanálise, aplicou a hipnose profunda no começo de sua carreira e acabou por abandoná-la, pois, ele a utilizava para a obtenção de memórias reprimidas (Freud não sabia que nem todas as pessoas são suscetíveis à hipnose profunda facilmente).
Milton Erickson (1901-1980) , médico psiquiatra americano, introduziu as técnicas modernas de hipnose. Costuma-se considerar que "Erickson está para a hipnose clínica como Freud está para a Psicanálise e Dumont para a Aviação". Foi com ele que nasceram as ,metáforas em hipnose e métodos modernos para alcançar a parte inconsciente da mente Erickson iniciou nova era para os profissionais que utilizam a hipnose, com o fim da imposição para mero alívio de sintomas.

Karl Weissmann (1911-1981), austríaco naturalizado brasileiro, autor do best-seller "Hipnotismo, técnica e aplicação", foi o introdutor da hipnose no Brasil, declarando que a hipnose é uma parte legítima da Psicologia.


Anatol Milechnin (1916-1986), nascido na Ucrânia, foi uma das pessoas mais elogiadas por Milton Erickson pelo excelente trabalho publicado em 1967: "Hypnosys", trabalho este premiado pela "Real Sociedade Britânica de Hipnose Terapêutica".Milechnin dizia que a hipnose é um estado emocional intensificado.


Galina Solovey, esposa de Milechnin, foi considerada a maior representante feminina da hipnose terapêutica no mundo. Autora do magnífico livro "A hipnose de hoje", publicação premiada pela "Real Sociedade Britânica de Hipnose Terapêutica".


Alberto Lerro Barreto (1915-), brasileiro de são Paulo, fundou a "Sociedade Paulista de Hipnotismo" em 1956 médico autor de livros traduzidos para o inglês e espanhol.


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** Competência, método e técnica em hipnose **


Método refere-se ao caminho utilizado por um sujeito para alcançar dado objetivo; técnica, ao instrumento utilizado para esse fim.
Quanto ao método, é essencial que o hipnotizador estabeleça estreito vínculo de confiança com o intencionado a ser hipnotizado. Assim, a empatia entre ambos é, em realidade, o caminho através do qual a(s) técnica(s) poderá(ao) ser aplicada(s).
Conquanto médicos hipnoterapêutas possam reivindicar exclusividade em tal domínio, é também verdadeiro que hipnotizadores não-médicos podem desenvolver as habilidades de hipnose com perfeito sucesso em praticamente todas as áreas.
A questão da exigibilidade de formação médica pregressa e a subseqüente capacitação em hipnose passa pelos crivos (1) da competência médica [para conhecer do aspecto médico da questão] e (2) da competência legal [para poder, legalmente, exercer tal ofício, sem que se caracterize o exercício ilegal da Medicina).
É de se observar que países diferentes tratam diferentemente a matéria. Na Inglaterra em muitos países europeus, não é exigida a formação médica pregressa para que o hipnotizador exerça efetivamente a hipnoterapia: basta que, submetido, a uma banca examinadora competente, comprove ser capacitado para tal. Nos Estados Unidos, porém, exige-se a formação médica pregressa para que alguém possa exercer clinicamente a hipnoterapia. O Brasil segue a mesma linha dos Estados Unidos.

Há todo um conjunto de técnicas desenvolvidas para levar o paciente a experimentar tal estado especial, entre elas:
Fixação do olhar;
Sugestões verbais;
Indução de relaxamento ou visualizações;
Concentração de foco de atenção, geralmente interiorizado;
Aplicação de estímulo de qualquer natureza, repetitivo, rítmico, débil e monótono;
Utilização de aparelhos eletrônicos, com estímulo de ondas cerebrais alfa.


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** Transe hipnótico não é inconsciência **


Embora durante a indução hipnótica freqüentemente se utilizem expressões como “durma e sono”, tal é feito porque tais palavras criam a disposição correta para o aparecimento do transe. Não significam, em absoluto, ingresso em estado inconsciente.
Traçados eletroencefalográficos de pacientes em transe, mesmo profundo, aparentemente adormecidos, revelam ondas alfa características do estado de vigília em relaxamento.
O paciente em transe percebe claramente o que ocorre à sua volta, e pode relatá-lo.
A parte mais importante da indução hipnótica se denomina rapport, que pode ser definido como uma relação de confiança e cooperação entre o hipnólogo e o paciente. Qualquer violação desta relação com sugestões ofensivas à integridade do paciente resultaria em interrupção imediata e voluntária do estado de transe por parte do mesmo. Infundado, portanto, o temor de revelar segredos contra a vontade ou praticar atos indesejados. Da mesma forma, a crença de que se pode morrer em transe ou não mais acordar é meramente folclórica e não corresponde à realidade. Um paciente "esquecido" pelo hipnólogo sairia espontaneamente do transe ou passaria deste para sono fisiológico em poucos minutos.

** Hipnose como auto-hipnose **

Na verdade o paciente não é propriamente hipnotizado, mas antes ensinado a desenvolver o estado de transe hipnótico. Tal só poderá ser realizado com seu consentimento e participação ativa e interessada nos exercícios propostos. A velocidade do aprendizado e os fenômenos que podem ou não ser desencadeados variam de pessoa para pessoa. O treinamento é composto de uma série de exercícios que vão aperfeiçoando a capacidade do indivíduo de aprofundar a sua experiência hipnótica.

** Requisitos para aprender hipnose **

O único pré-requisito para aprender hipnose é ser capaz de entender a palavra falada. Ao contrário do que muitos pensam, quanto mais inteligente e imaginativa a pessoa, de um modo geral maior a sua facilidade para entrar em transe. Não há distinção de origem étnica, sexo, grau de instrução, idade e posição social Crianças são especialmente suscetíveis à hipnose e os pais podem ser ensinados a utilizar técnicas de comunicação baseadas em sugestões hipnóticas para produzir grandes resultados. A hipnose é contra indicada apenas para portadores de certas doenças mentais.

** Tratamento de doenças orgânicas e funcionais **

Há um número muito grande de doenças em que não existe lesão ou comprometimento da estrutura de determinado órgão. Estas doenças são conhecidas como doenças funcionais, e nesse grupo de patologias a hipnose, assim como o efeito placebo, obtém excelentes resultados.
Como exemplos de disfunções, citam-se:
Neurológicas: Enxaquecas e outras cefaléias crônicas; certas tonturas e vertigens; zumbidos (tinnitus);
Digestivas: Gastrites; dispepsias; obstipações; certas diarréias crônicas (síndrome do cólon irritável); halitose;
Respiratórias: Asmas brônquicas; rinites alérgicas; roncos e apnéia do sono;
Genitourinárias: Enurese noturna; incontinência urinária; disúria funcional; dismenorréia; tensão pré-menstrual.
Sexuais: Impotência psicológica; frigidez e vaginismo; ejaculação precoce; diminuição do libido;
Dérmicas: Urticária e outras alergias; doenças de pele associadas a fatores emocionais;
Cardiovasculares: Hipertensão arterial essencial, certas arritmias cardíacas.
Em todas as outras doenças, hipnose também é indicada, podendo auxiliar quer no manejo dos sintomas desagradáveis ou ainda potencializando ou provendo os recursos de cura do próprio paciente.
Sabe-se hoje da íntima relação do sistema imunológico e fatores emocionais. A prática da hipnose pode predispor o organismo como um todo para a cura ou manutenção da saúde.
Obviamente não se indica a hipnose como tratamento isolado ou principal para doenças graves como o câncer. O paciente portador de câncer, entretanto, que receber treinamento em hipnose, pode precisar de menores doses de medicação analgésica, controlar melhor os efeitos adversos do tratamento quimioterápico e radioterápico, ter melhor apetite e disposição geral, além de uma postura mais positiva frente à doença e seu tratamento.

** Tratamento de distúrbios psicológicos **

Ansiedade, pânico, fobias, depressão e outros.
O sofrimento psicológico pode ser tão ou mais intenso e incapacitante quanto dor física.
As atuais técnicas psicoterápicas nem sempre são eficazes e por vezes são muito demoradas e onerosas.
Medicação, conquanto competentemente prescrita, está freqüentemente associada a efeitos colaterais, secundários desagradáveis. Afora o fato de, também com freqüência, não se conhecer medicamente, com a profundidade necessária e suficiente, da doença.
Quer seja prescrita e praticada por hipnólogo médico ou por médico prescrita / recomendada, porém praticada por hipnólogo não-médico, é inconteste que hipnose pode ajudar a aliviar os sintomas e trazer serenidade, ao capacitar a pessoa a apresentar respostas mais saudáveis aos estímulos do meio, à sua própria história pessoal e às suas emoções.

** Tratamento e cura de hábitos e vícios **

É natural o desejo humano de construir o mundo que o cerca através de suas próprias decisões. Muitas pessoas se acham aprisionadas por traços de personalidade indesejáveis ou vícios como o jogo, o etilismo, o tabagismo e a drogadição. A hipnose pode ajudar tais pessoas a expandirem o controle sobre suas vidas, devolvendo-lhes o poder de optar livremente, sem automatismos e a repetição de velhos hábitos nocivos.

** Tratamento da disfução alimentar **

Em princípio, qualquer disfunção suscetível de psicoterapia, é tratável com hipnoterapia.
Assim, pois, as disfuções alimentares em geral: anorexia, bulimia, desnutrição e obsidade.
Emagrecimento saudável não pode ser obtido da noite para o dia. Pelo menos não sem impor riscos e agredir o organismo com cirurgias desnecessárias, dietas rigorosas e prejudiciais ou medicamentos perigosos. E mesmo assim tais resultados raramente são duradouros.
As diferenças entre uma pessoa obesa e uma magra vão muito além do que a balança e o espelho registram.
O tratamento baseado em hipnose propõe uma reestruturação da personalidade, na qual magreza e elegância acompanham mudanças profundas e definitivas na relação do indivíduo com o mundo.

** Hipnose e a prática desportiva **

Aprender hipnose pode ajudar o atleta a desenvolver uma atitude mais positiva e confiante em competições.
É possível aumentar a resistência física e psicológica ao esforço e estimular disciplina e motivação para o treinamento.

** Analgesia em episódios de dor aguda ou crônica **

Toda dor tem dois componentes: um físico, devido à lesão tecidual, e um psicológico, que amplifica a percepção desta dor. O emprego de técnicas hipnóticas pode desligar definitivamente o componente psicológico da dor, diminuindo por si só grandemente a necessidade de analgésicos. Excelentes resultados podem ser conseguidos também com o componente físico da dor, porém aí são freqüentemente necessárias sessões repetidas ou a prática de auto-hipnose. Lombalgias e outras dores de coluna, LER/DORT e fibromialgia, dor pélvica crônica e outras síndromes dolorosas respondem muito bem à hipnose.

** Anestesia para procedimentos cirúrgicos **

Na literatura médica há muitos relatos de cirurgias de grande porte realizadas com anestesia puramente hipnótica. Em nosso meio tais estudos estão se iniciando, e várias pequenas cirurgias já foram realizadas tendo a hipnose como método único de anestesia. Mesmo nas ocasiões em que a anestesia química é empregada, o uso de hipnose diminui consideravelmente a quantidade de medicamentos empregados. Embora seja ainda um método experimental que não substitui a anestesia convencional, há evidências de que é uma ótima alternativa para pacientes que por quaisquer motivos não podem submeter-se a anestesia por drogas.

** Hipnose em obstetrícia **
A obstetrícia é a área da medicina em que a hipnose se encontra mais difundida, devido aos seus resultados impressionantes. Gestação e parto são fisiológicos e naturais, e a hipnose pode ajudar a:
Aliviar a hiperemese gravídica (vômitos da gravidez), dores lombares e urgência miccional;
Disciplinar a alimentação da gestante, evitando ganho excessivo de peso;
Fazer profilaxia da DHEG (doença hipertensiva específica da gestação);
Promover analgesia durante o parto, relaxamento muscular e tranqüilidade (parto sem dor);
Diminuir a incidência de distócias e outras complicações;
Fazer profilaxia da depressão pós-parto e estimulação da lactação.

** Hipnose no auxílio ao aprendizado **

Hipnose pode auxiliar no progresso nos estudos e aumentar a chance de aprendizado em cursos e estudos regulares, bem como na aprovação em concursos.
É possível:
Expandir a capacidade de memorização;
Auxiliar a estabelecer maior disciplina na rotina de estudos;
Motivar o aprendizado;
Desenvolver serenidade, fundamental para o bom desempenho em provas.

** Relaxamento e redução de estresse **

Perigos reais e sobrecargas mesclam-se com as exigências da vida nas cidades.
Preocupações profissionais invadem e destroem os momentos de lazer e intimidade com a família. Vive-se constantemente em prontidão, em modo de "lutar ou fugir", a resultar hiperatividade crônica do sistema nervoso autônomo simpático e em muitos efeitos nocivos ao organismo.
O uso da hipnose (ou auto-hipnose) podem ser providenciais recursos para restaurar a harmonia e o bem-estar, pessoal e/ou convivencial.

** Hipnose e insônia **

O sono tem uma arquitetura toda especial, e é constituído de diversas fases, essenciais para a recuperação das funções mentais e do organismo como um todo. Os medicamentos para dormir afetam esta arquitetura e diminuem a qualidade do sono. A aplicação de técnicas hipnóticas pode ser efetiva no combate à insônia.

** Auto-hipnose **

Já foi dito que, segundo vários especialistas, toda hipnose é, na verdade, uma auto-hipnose.
Auto-hipnose é uma habilidade extremamente útil para a promoção de saúde e bem-estar.
A melhor maneira de aprender a entrar em transe hipnótico é receber treinamento por um hipnólogo. Via de regra, ensinar auto-hipnose é o último passo de todo tratamento com hipnose, dotando o paciente de um recurso valioso na busca de seu próprio aprimoramento pessoal.
Também pode ser utilizada apenas para atingir estado de relaxamento profundo, dormir melhor, melhorando, pois, a qualidade de vida.

** Hipnose e desempenho pessoal **

É uma ambição universal querer ser uma pessoa melhor, considerados todos os aspectos: pessoal, familiar, profissional social etc..
Aprender coisas novas, ter versatilidade e fazer cada vez melhor o que já se faz bem é anseio comum.
Através da prática da hipnose é possível suprir deficiências ou estimular traços de personalidade desejáveis, como a autoconfiança e a liderança, vencer a timidez, progredir nas relações pessoais e de trabalho ou superar suas limitações quaisquer que sejam.

** Hipnose criminalística e forense **

Uma das aplicações da hipnose, para fins de investigação criminalística e prática forense, é a possibilidade de regressão do paciente à lembrança de fatos passados, inclusive da primeira infância.
Pela hipnose é possível a regressão de memória, em dias, meses e até mesmo anos. Aqui se encontram as aplicações em vítimas ou testemunhas de um crime, uma vez que fatos passados são relevantes para as investigações policiais.
No Brasil, o Instituto de Criminalística do Paraná é o primeiro, desde 1983, na associação da hipnose como técnica auxiliar as investigações criminais e, também, na confecção do retrato-falado hipnoassistido.
Tais experimentos obtiveram ótimos resultados, tendo sido criado oficialmente em dezembro de 1999, o primeiro Laboratório de Hipnose Forense, considerado o único do país.


** Hipnose, Misticismo e Parapsicologia **

As possibilidades da percepção humana vão muito além do já explorado.
Em sessões de hipnose é freqüente observar fenômenos que costumam ser atribuídos à competência da Parapsicologia. Contudo, a bem de não se recair em imponderações científicas, ou mesmo propensões de fundo sectário qualquer (espiritual, religioso etc.), é preciso cautela a respeito, pois muitos casos que são referidos como manifestações parapsicológicas são, em realidade, manifestações ou expressões, sim, de outros estados da consciência — estados alterados da consciência.
Fenômenos assim podem ser provocados e treinados por sugestão ou podem aparecer espontaneamente. Mas, em qualquer caso, podem ser examinados em estado hipnótico. Muitos pacientes experimentam a sensação de flutuar fora do próprio corpo e poderem se deslocar a outros lugares. Outros afirmam saber o que ocorre à distância etc..
Costuma-se, também, associar à hipnose o suposto acesso a vidas passadas, que traria, também, por suposto, a conexão com a idéia de reencarnação. Contudo, a bem do rigor científico e da seriedade que deve pautar toda investigação da / na natureza, o que quer que se dê durante sessões de regressão hipnótica para além da "fronteira anterior ao nascimento" da pessoa hipnotizada nada permite afirmar inequivocamente, a favor ou contra, a preexistência da pessoa em vida(s) passada(s), como pretendem os reencarnacionistas.
Tudo o que se pode inferir de modo cientificamente válido é que "algo como um complexo de elementos eventualmente pertencentes ao inconsciente coletivo — um arquétipo coletivo — possa, de algum modo, ser acessado por hipnose".
A mesma cautela deve ser reportada no trato da chamadaTerapia de Vidas Passadas – TVP, de modo que, com ou sem hipnose, não se façam afirmações eventualmente infundadas, não suportadas por citérios observantes do métodos cientifico.
Qualquer incursão afirmativa em favor ou contra tal matéria será, pois, parcial, ou tendenciosa — além de infundada segundo os cânones do método cientifico — razão pela qual devem restringir-se aos domínios específicos desse estudo.
Hipnose é, pois, em última análise, um estado especial de consciência, com todas as suas idiossincrasias que a caracterizam univocamente, e pode ser utilizado em benefício so ser humano em praticamente todas as facetas da sua vida, como visto.
Hipnologia, como estudo da hipnose, é um instrumento de estudo da mente humana, sob o aspecto da consciência, capaz de suscitar respostas impressionantes. Contudo, há muito a ser conhecido e explicado a respeito.

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** Disposições legais **

Ao contrário do que o senso comum alega, de que a legislação do Brasil permite o uso clínico e terapêutico da hipnose apenas a médicos, odontólogos e psicólogos, e cada qual em sua área específica de atuação, o fato é que a Hipnose é uma técnica de livre exercício, podendo, portanto, ser utilizada por qualquer profissional capacitado para tanto
As controvérsias sobre se outros profissionais da área de saúde, tais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogo,enfermeiros e paramédicos, entre outros, poderiam beneficiar a seus pacientes, aprendendo e utilizando técnicas de hipnose foram criadas por grupos exclusivistas que se auto-regulamentam como sendo os únicos "proprietários" desta técnica
Se existem aqueles que consideram a hipnose adequada apenas se receitada através de um diagnóstico médico específico, a experiencia mostra que é principalmente a experiência quem determina a capacidade de uso da técnica e, assim, esta poderia ser uma ferramenta útil para um maior número de profissionais.
Por outro lado, aqueles que defendem a sua disseminação destacam a quantidade de benefícios que pode trazer, se mais praticantes preparados e certificados em hipnose pudessem oferecer o seu trabalho à população, seja na redução de sisturbios psicossomáticos, como também evitando justamente o mau emprego da hipnose - hoje tão comum - por praticantes não-oficialmente regulamentados.

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** HIPNOSE CLÁSSICA E HIPNOSE ERICKSONIANA **

Toda concentração , focalização num tema específico , provoca um estado alterado de consciência (estados alfa e teta) que, pode ser chamado de transe. O estado de transe é a porta de acesso aos registros inconscientes . O conceito de hipnose não é unânime. De acordo com o dicionário "Aurélio", hipnose é o "estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer à s sugestões feitas pelo hipnotizador." Segundo a American Psycological Association, numa definição publicada em 1993, a "hipnose é um procedimento, durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere que um cliente, paciente ou indivíduo, experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos." Entre os conceitos já aceitos, hipnose é "um estado natural de consciência, diferente do estado de vigília." O "estado hipnótico", sempre existiu (estado hipnótico é diferente de indução hipnótica formal). Sociedades primitivas já usavam tambores para induzir (sem saber), um estado de transe. Outros exemplos são a imposição das mãos para curas no tempo de Cristo e o toque real, na idade média (acreditava-se que o monarca, tinha o poder de cura, pela imposição das mãos. O rei Eduardo, 1066, o confessor da Inglaterra foi quem introduziu o toque real - através do toque na cabeça dos doentes, conseguia a melhora dos sintomas - sugestão). No oriente, o ioga é outra forma de hipnose. Os sacerdotes gregos e egípcios usavam a hipnose 2 mil anos atrás, no tratamento de várias doenças. Hipnose clássica: * Século XXX a. C.: No Egito, os sacerdotes induziam um certo tipo de estado hipnótico, nos "Templos do Sono". * Século XVIII a.C.: Na China, sacerdotes induziam um transe, para buscar a aproximação entre os pacientes e seus antepassados. * Mitologia grega: Filho de Apolo e Coronis, Asclépius aprendeu com o centauro Quíron, um tipo de sono especial que, curava as pessoas. * Século XI: Avicena (Abu Ali al-Husayn ibn Sina, 980 - 1037), sábio, filósofo e médico iraniano, acreditava que a imaginação era capaz de adoecer e de curar pessoas. * Século XVI: Paracelso (Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim - 1493- 1541), médico naturalista, pai da medicina hermética, acreditava na influência magnética das estrelas, na cura das pessoas doentes. Confeccionava talismãs com inscrições planetárias e zodiacais. Acreditava que o ser humano tinha uma "força interior". Introduziu o imã como elemento de cura (magnetos). * Século XVIII em diante: - Franz Anton Mesmer (1734- 1815), foi considerado o pai da fase científica da hipnose. A história moderna da hipnose, começou com ele. Mesmer trabalhava com o sacerdote jesuíta, Maximilian Hell, que era astrônomo real em Viena. Eles usavam ímãs no tratamento de vários casos de histeria. Mesmer acreditava que as curas eram produzidas pela redistribuição de algum tipo de fluido, que ele chamou de "magnetismo animal". Mais tarde, Mesmer passou a dizer que ele possuía forças especiais e que seus pacientes eram curados quando raios magnéticos fluíam de seus dedos. Em 1778, mudou-se para Paris. Em 1784, foi investigado por uma comissão (Benjamin Franklin, Lavoisier, Dr. Guilhotin, etc.), que chegou à coclusão que as "curas" de Mesmer eram resultado da imaginação dos pacientes e, denunciaram Mesmer por fraude. O fato é que, mesmo desacreditado, Mesmer lançou as bases que fundamentaram a psiquiatria dinâmica moderna e, suas pesquisas levaram a um melhor entendimento das relações entre sugestão hipnótica e a psicoterapia. Desprestigiado e, abandonado, foi para a Suíça. Morreu em Meesburg, em 1815. * Marquês de Puységur (1751- 1825) - Discípulo de Mesmer. Descobre o sonambulismo artificial. Deixa vários discípulos, entre eles, o padre José Custódio de Faria, o Abade Faria. * Abade Faria (1755- 1819) - Estudou a fundo o hipnotismo e, concluiu que não havia influência fluídica na obtenção dos fenômenos hipnóticos. * John Elliotson (1825- 1893) - Professor de medicina em Londres - em 1838, inventou o estetoscópio. Seguiu as idéias de Mesmer. Foi interditado pela prática do mesmerismo. * James Braid (1795- 1860)- Médico inglês. Em 1841, desenvolveu a técnica de fixação visual para a indução de estados de relaxamento e chamou-a de "hipnose". Ele pensava que a hipnose era idêntica ao sono, "hypnos", em grego. - James Esdaile (1845- ). Cirurgião escocês. Trabalhou nas florestas da Índia, fazendo cirurgias em nativos, usando anestesia mesmérica - amputações de pernas, remoção de tumores de próstata, etc. Os casos foram documentados. Mesmo assim, quando voltou à Inglaterra foi ridicularizado e esquecido. - Ambroise - Auguste Liebault (1823- 1904) - França , Bernheim (1840- 1904) e , trataram cerca de 10 mil pacientes com hipnose (1886). * Jean Martin Charcot (1825- 1893) - França. Discordou das idéias de Bernheim e Libault, de que a sugestão era um fator importante na hipnose. Charcot afirmava que era apenas uma outra forma de manifestação da histeria. Charcot retomou a teoria de Mesmer sobre o magnetismo animal. Com o tempo, a história foi provando que Charcot estava errado e Bernheim e Liebault certos. * Ivan Pavlov (1849- 1936) - Médico russo que, definiu o transe como um "sono incompleto", causado por sugestões hipnóticas. Estas sugestões provocariam uma excitação em algumas partes do córtex cerebral e inibição em outras partes. Criador da indução reflexológica. * Pierre Janet (1849- 1947)- Francês que descreveu o transe como uma dissociação. Introduziu o termo subconsciente para diferenciar do inconsciente. * Sigmund Freud (1856- 1939) - Interessou-se pelo trabalho de Bernheim e Liebault. Porém, posteriormente, rejeitou a hipnose, por considerá-la "superficial". Isso atrasou o seu desenvolvimento em, pelo menos, 50 anos. * Ernest Simmel (1918) - Psicanalista alemão. Tratou soldados com neurose de guerra (Primeira Guerra Mundial) com hipnose e, chamou a técnica de hipnoanálise. Ele juntou à hipnose técnicas psicodinâmicas. * Hadfield e Horsley e mais tarde Grinver e Spiegel, durante a Segunda Guerra Mundial , de 1939 a 1945, usaram barbitúricos para induzir um estado de hipnose medicamentosa (narcossíntese), com o objetivo de trazer à tona o material traumático. A fusão da hipnose com a psicanálise foi um dos mais importantes avanços médicos decorrentes da Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Hipnose ericksoniana: * Milton Erickson (1901- 1980) - Psiquiatra norte-americano. Ele é considerado o pai da hipnose médica moderna. Erickson criou uma nova abordagem, baseada no resgate dos recursos internos do paciente. O seu método consistia em utilizar aquilo que o paciente trazia em si, como algo de mais forte, mais do que analisar ou dar ênfase à s suas fragilidades. Ao contrário da hipnose clássica, onde o hipnotizador tinha o poder de sugestionar o paciente passivo e dominado em sua vontade, Erickson desenvolveu um método em que usava os próprios recursos do paciente, deixando que as coisas acontecessem naturalmente. Seu método é considerado naturalista. De acordo com Milton Erickson, hipnose é a "suscetibilidade ampliada para a sugestão, tendo como efeito uma alteração das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado." Erickson percebeu a natureza multidimensional do transe, que se modifica experiencialmente de pessoa para pessoa. "Deve-se reconhecer que uma descrição, não importa quão precisa ou completa seja, não irá substituir uma experiência real, nem tão pouco poderá ser aplicável a todos os pacientes ."(Milton Erickson). Erickson não usava nenhuma indução clássica , mas sim uma indução especial e única para cada paciente, fazendo com que, o paciente se tornasse seu próprio indutor. ******* Martha Follain - bacharel em Direito; formação em Programação Neurolingüística - Master Practitioner; formação em Hipnose ; formação em Terapia de Regressão; formação em Reiki; formação em Terapia Floral de Bach - Instituto Bach - especialização em animais e humanos. colunista dos sites: www.petgree.vet.br www.eupersamiau.com.br www.abcanimal.org.br www.petfeliz.com.br www.ciadogatopersa.com.br www.jornal3milenio.com.br upar.indaiatuba.info colunista e co-responsável pelo site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.rg.com.br colunista e responsável pelo site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br CRT 21524

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** Hipnose: A Sua Melhor Escolha **


Somos uma espécie em constante evolução. Velocidade, agilidade, eficiência e resultados imediatos são alguns predicados que fazem parte do nosso dia-a-dia. Na psicoterapia não é diferente, não podemos nos utilizar de métodos e técnicas de muitas décadas atrás, é necessário uma constante modernização. Métodos antigos acabam necessitando de um tempo maior para o tratamento, essas formas de pensar tinham lugar em um mundo onde não se tinham muitas escolhas. O sofrer estava mais presente no cotidiano do ser humano e por muito mais tempo.
Em sua busca insaciável por evolução, muitos novos problemas, dificuldades e doenças foram surgindo. Por conseqüência a evolução também requer soluções para tais mazelas. Muitas vezes em situações extremas, busca-se medidas extremas, com isso cria-se soluções nunca antes pensadas ou efetivadas, mudando assim toda uma forma de pensar, beneficiando as novas gerações. A hipnose também teve um momento extremo, e com isso ganhou seu espaço e reconhecimento.
Durante a segunda guerra mundial, além dos mortos, muitos eram os feridos que voltavam dos campos de batalha, a dor e o desespero eram intensos. Além da dor física, a dor psicológica. Muitos eram os soldados que voltavam traumatizados, provocando diversos distúrbios, chamados de neuroses de guerra, como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Pouco se podia fazer, a estrutura não suportava a demanda. A medicina ainda não estava tão evoluída, seus recursos eram muito limitados. Chegou um momento em que um dos principais recursos para o combate da dor na época, a morfina, começou a ficar escassa e por vezes acabar, foi neste momento em que a hipnose entrou em cena, começando a ser utilizada no combate, amenização ou eliminação da dor nos soldados, além de trabalhar com os traumas, e seus feitos foram reconhecidos, pois a hipnose teve ótimos resultados.
Uma das pessoas mais importantes da hipnose foi Milton H. Erickson, criador da hipnoterapia Ericksoniana, ele trator de feridos e traumatizados da guerra. Seus resultados eram alcançados com um alto grau de eficiência. Eram vistos quase como “milagres”, devido a precisão e rapidez de suas intervenções. Erickson conhecia o Ser Humano em seus mínimos detalhes, isso lhe dava um poder muito grande enquanto hipnoterapeuta, obtendo assim os resultados desejados. Sua forma de fazer hipnose foi o legado que deixou aos profissionais das gerações seguintes que escolhem essa técnica na ajuda e cura psicoterapêutica.
Por que escolher hipnose como uma possível solução para a dor e o sofrimento como um todo? Por que a hipnose é a sua melhor escolha? Porque sua forma de entender, diagnosticar e intervir no paciente é precisa, é rápida e é eficaz. Porque a hipnoterapia ericksoniana, assim como a hipnoterapia educativa, que é outro método de compreensão do Ser Humano, também muito eficaz, vêem o indivíduo como possuidor de uma realidade individual, e é através dela que se busca a solução. Solução com a mesma rapidez com que os problemas são criados. Alívio rápido da tensão, diminuição significativa no sofrimento e recuperação rápida, devolvendo a tranqüilidade e a qualidade de vida do indivíduo.


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** Hipnose e Sintoma **

Sintoma é qualquer fenômeno de caráter subjetivo provocado no organismo por uma doença, podem ser pensamentos, comportamentos ou somatizações. Todos os sintomas têm uma causa, um motivo. Se apenas o sintoma for tratado, de pouco resolve, pois as causas continuarão e poderão produzir outros sintomas ou mesmo voltar os antigos.
Sigmund Freud, antes de criar a Psicanálise teve aulas e experiências com a hipnose, a qual teve muitas influências para o nascimento da teoria psicanalítica. Freud tentou usar a hipnose com pacientes, mas não conseguiu muitos dos resultados que esperava, resolvendo então abandonar a hipnose, dizendo que a mesma eliminava apenas os sintomas, mas não as causas, admitindo depois que não se achava um bom hipnotizador.
Logo Freud se tornou muito conhecido no meio médico e psicológico, por elaborar suas teorias sobre a mente humana, portanto suas palavras tinham cada vez mais impacto, tanto positiva quanto negativamente. Com suas declarações iniciais a hipnose caiu em descrédito. Entretanto mais tarde, reelaborou seus conceitos dizendo que realmente não sabia trabalhar com a hipnose, mas que ela poderia sim trazer bons resultados. Com isso, no final de sua vida, quando agonizava com um câncer na boca, utilizou-se da hipnose para o controle da dor provocada pela doença.
Como a primeira impressão é a que acaba permanecendo, a força das palavras de Freud ecoaram por todo o século XX e em muitos meios ainda ecoam. Percebe-se que suas palavras “a hipnose apenas cura os sintomas”, ainda serve como referencia atual para muitos. Porém isso não é verdade, tanto que muitos dos psicoterapeutas que se utilizam de métodos tradicionais para fazer psicoterapia, quando não conseguem encontrar as causas indicam a hipnose em busca de um diagnóstico.
A hipnose busca as causas dos problemas, geralmente se necessário eliciando fenômenos como hipermnésia e regressão de idade. Do contrário de nada valeria a hipnoterapia, a cura por meio da hipnose. Cada vez mais busca-se um conhecimento mas abrangente do ser humano. É claro que a hipnose se modernizou e está se modernizando depois de Freud, por isso está alcançando resultados cada vez mais rápidos, como na hipnose ericksoniana ou moderna. Na hipnose moderna o indivíduo é visto como único, formado por suas diferentes aprendizagens. Busca-se chegar à raiz dos problemas para que se possa elimina-los, e é este o objetivo da hipnose.

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CASOS DE REGRESSÃO(Vivências do Dr. Marco Natali)

Meu primeiro casa de regressão
Caso de asuso sexual na infância
Caso de Obsidade reincidente

Caso de reincidência afetiva incompatível


MEU PRIMEIRO CASO DE REGRESSÃO


"Apresentada por um de meus alunos, em 1992 aceitei uma nova paciente - uma jovem senhora de trinta e dois anos, casada e mãe de um casal de filhos a quem chamarei Helena, para preservar sua privacidade e a ética da minha profissão. A anamnése de Helena revelou um caso típico de angústia, com incidência de estados depressivos, que havia sido diagnosticado como Síndrome de Pânico por outros terapeutas, que consultara antes de vir a mim - nada de muito extraordinário em seu quadro clínico, exceto dois sintomas persistentes: uma sensação de sufocamento que a deixava bastante angustiada em certas circunstâncias e uma forte sensação de queimadura no estômago que foi diagnosticada como gastrite mas que não pudera ser identificada em nenhum dos exames médicos já feitos. No prosseguir das sessões terapêuticas - inicialmente duas por semana e mais tarde reduzida para uma - parte dos sintomas cessou mas ainda se manifestavam estados depressivos de quando em quando. Em uma determinada ocasião estávamos recorrendo à "linha do tempo" (uma técnica da Neurolingüística em que o paciente é convidado a revisitar fatos marcantes de seu passado), parecia haver um certo "nó" preso ao parto e à vida intra-uterina de Helena (período anterior a seu nascimento). Resolvi recorrer à hipnose para acelerar o processo, revisitamos seu nascimento e descobrimos, numa sessão bastante complicada, que nascera asfixiada pelo cordão umbilical que a impedira de respirar, tendo sido colocada em um balão de oxigênio para que se recuperasse. Essa passagem ocorrida com o cordão umbilical explicava pelo menos em parte a sensação de sufocamento que Helena sentia e depois dessa sessão ela melhorou bastante nesse particular mas, ainda permanecia a sensação de queimadura no estômago, que resistia a qualquer técnica que utilizasse. Algumas consultas depois, resolvi recorrer novamente à hipnose para ver se resolvíamos de uma vez por todas essa questão e quando lhe dava sugestões para recuar no tempo - estávamos na vida intra-uterina - ela extrapolou para o que se acreditou ser uma vida passada. Interrompi a sessão, trazendo-a de volta à consciência, sem dificuldades. Havia me utilizado da técnica hipnoterápica de Torres Norry, que era uma variante da hipnose processual de Davis & Husband - tudo bastante tradicional e acadêmico, nenhuma chance para deslizes e erros. Três sessões depois, resolvi recorrer novamente à hipnose e mais uma vez se manifestaram os mesmos efeitos. Desta vez, resolvi seguir em frente e os resultados, obtidos a nível terapêutico, foram excepcionais, progressivos e sólidos. Tenho desde então recorrido à regressão para o tratamento das mais diversas manifestações patológicas, sejam de origem emocional ou fisiológica, com resultados bastante marcantes. Abandonei a técnica da "Linha do Tempo" da Neurolingüística por obter resultados mais palpáveis através da hipnose. Não recorro à regressão como técnica inicial para evitar os curiosos, aquele tipo de pessoa que recorre ao terapeuta não em busca de um aperfeiçoamento a nível psicológico e sim como artifício à sua busca desenfreada de emoções. Aqui mesmo você obterá outras informações a respeito da regressão, bastando clicar no link "regressão" na página principal."

CASO DE ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA


"Uma de minhas pacientes, a quem chamarei de Rita para preservar sua privacidade, apresentava diversos distúrbios de comportamento, entre eles uma timidez marcante que a fazia se sentir angustiada e envergonhada em público. Manifestava também ciclos de depressão e angústia periódicos. Trabalhamos durante algumas sessões com meu método de recuperação de auto-estima (método calcado em Branden e Cypert), e reeducação emocional (técnicas da PNL) com alguns resultados razoáveis mas que ainda deixavam a desejar. Recorri então à hipnose Ericksoniana com o fim específico de instalar estados de recurso. Como os resultados que obtive ainda não eram ideais, utilizei as técnicas de regressão, vindo a descobrir que a paciente havia sido molestada por um tio. Quando jovem, sendo de uma família muito pobre, dormiam todos em um mesmo quarto (ela, três irmãos, o pai, a mãe e o tio), o tio abusava sexualmente dela obrigando-a a práticas de sexo oral e até mesmo penetrando-a em idade pré púbere. Devido à grande carga emocional envolvida, sua mente havia feito com que esquecesse todo o caso. Sob hipnose os detalhes afloraram (hipermnésia) e em algumas poucas sessões conseguimos abordar satisfatoriamente o assunto. Depois dessa conscientização a paciente teve melhoras sensíveis e sua personalidade aflorou de forma bastante extrovertida."

Esta matéria logo acima eu achei na Internet por acaso e resolvi postar aqui.


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ATENÇÃO: Estas informações foram selecionadas entre as muitas disponíveis sobre hipnose e regressão e correspondem ao parecer abalizado de especialistas na matéria, mas para se submeter a uma hipnose, ouça primeiro o conselho de seu médico ou de seu psicólogo. Se eles não tiverem formação ou especialização no uso das técnicas de hipnose e regressão, encaminhe estas matérias que envolve hipnose, para que possam se informar adequadamente. Acima de tudo recorra sempre aos préstimos de profissionais competentes, médicos, psicólogos, dentistas ou profissionais hipnoterapeutas devidamente credenciados.

MÉTODO DE HIPNOSE DE ORMOND McGILL

Antes de iniciar defina o objetivo da sessão.
1 – Coloque-se em pé diante da paciente sentada em uma cadeira comum e use a indução negativa a seu favor: Não quero que se sinta com sono ou cansada. Ser hipnotizada não é dormir. Quero que fique alerta, se concentre e siga as instruções que vou lhe dar.
2 – Pegue as mãos da paciente, vire-as com as palmas para cima e as apóie em seu colo. Diga: Agora apenas relaxe e siga minhas instruções enquanto ouve a minha voz.
3 – Traga seu indicador direito até embaixo de seu olho direito e diga: Olhe dentro deste olho e ouça a minha voz. A partir desse momento vá fazendo a indução ao mesmo tempo em que vai realizando passes partindo das laterais de sua cabeça em direção à paciente – len ta men te. A medida em que você olha para o meu olho você irá começar a sentir uma agradável sensação de paz descendo sobre você e libertando-a de toda a tensão nos músculos do seu corpo. Relaxe os músculos de sua cabeça e do seu rosto e vá descendo, relaxando os músculos do seu pescoço e dos seus ombros. Cada músculo do seu corpo inteiro está relaxando, em direção aos seus pés. Você está se tornando calma e relaxada. Você está tranqüila e em paz. Você está se relaxando completamente. Tudo está quieto e sereno. Pense em um pano de veludo pesado sendo colocado sobre você e te protegendo do mundo e dos sons. Quaisquer sons que você possa ouvir vão conduzi-la a um relaxamento mais profundo. Agora apenas relaxe e siga minhas instruções enquanto ouve a minha voz. Seus olhos estão fixos. Seus olhos estão começando a ficar cansados. Suas pálpebras estão se tornando pesadas; seus olhos estão começando a querer piscar e estão querendo se fechar. Como você quer fechar esses olhos cansados eles começam a queimar e a arder. Está tudo bem, feche-os e obterá alívio. Vou contar de dez a um. A cada contagem os seus olhos vão se tornar mais pesados e pesados até que, quando eu chegar no número 1, ou até mesmo antes, eles estarão totalmente fechados. Pronto? 10, 9, seus olhos estão ficando pesados, tão pesados que eles estão começando a fechar. 8. como estão pesados os seus olhos, você mal consegue mantê-los abertos . Seus olhos estão fechando, 7, 6, deixe os seus olhos cansados se fecharem agora. É uma sensação tão boa fechar esses olhos cansados. 5, 4, Isso! Feche os seus olhos agora. 3, 2, UM! Olhos fechados, as pálpebras se juntam se libertando da luz. Seus olhos estão completamente fechados. Se os olhos da paciente ainda não tiverem se fechado, feche-os com seus dedos e sugira: Feche os seus olhos cansados agora e deixe-os descansar.
4 – Como é gostoso fechar esses olhos cansados. É tão bom deixá-los descansar. Eles estão fortemente fechados agora e estão se fechando mais e mais. Eles estão fechados tão fortemente que não se abrirão. Eles estão cimentados juntos. Cimentados fortemente!
5 – Coloque seu polegar direito no centro da testa da paciente e empurre para baixo em direção a raiz do nariz enquanto pega seu pulso direito com sua mão esquerda. Você não pode abrir seus olhos agora mesmo que você tente com força. Eles estão fortemente atados juntos. Perceba como eles estão fortemente fechados. Tente abrí-los mas você não consegue. Após a paciente fazer uma tentativa para abrir os olhos, prossiga: Esta tudo certo, apenas relaxe e esqueça seus olhos... apenas deixe-os descansar... e descanse bastante você também... e vá dormir agora. Apenas descanse e tenha um sono profundo. Vá pro fundo, sono profundo. Seus olhos estão descansando, você está descansando, você está indo para um sono profundo. Durma.
6 – Vá para trás da paciente e faça passes sobre sua testa com suas duas mãos, do centro da testa em direção à têmporas. Ao mesmo tempo em que executa os passes, diga: Tudo está ficando sereno, tranqüilo e calmo. Você está serena, tranqüila e calma. Você está tão calma e tranqüila. Você está tão relaxada e sonolenta. Então durma profundamente agora mesmo. Parece tão bom. A partir daqui diminua o tom da voz, ela parece estar cada vez mais longe, mais longe. Tudo está ficando nublado e evanescente. Você está indo dormir, mergulhando em profundo sono. Pra baixo, pra baixo em profundo sono. As coisas estão se evanescendo cada vez mais, mesmo minha voz está lhe parecendo cada vez mais distante, você mergulha pro fundo, profundo, profundo em um sono profundo. Volte ao seu tom normal de voz e diga: Você está se aprofundando em direção ao sono profundo. Um sono sonolento. Profundo, profundo sono. Durma profundamente. Seus músculos estão todos relaxados. Sua cabeça está se tornando pesada, está caindo para a frente do seu peito. Dê um empurrãozinho gentil forçando a cabeça em direção ao peito e esfregue a nuca de cima a baixo len ta men te umas três vezes; em seguida cutuque firmemente o buraco da nuca lá em cima com o seu indicador e sugira: Você esta relaxada e sonolenta. Tudo está nublado e evanescente. Durma, durma, durma profundamente. Seu corpo inteiro está relaxado agora, durma.
7 – Coloque suas mãos apoiadas sobre os ombros (na altura do trapézio) e pressione para baixo enquanto sugere: Suas mãos e seus braços estão tão pesados. Muito, muito pesados. Você pode senti-los pesando sobre suas coxas e os dedos de suas mãos estão começando a formigar. E suas pernas também estão se tornando muito pesadas. Elas estão fazendo uma forte pressão sobre o chão à medida que você se aprofunda mais e mais e dorme. Agora sua respiração está começando a se aprofundar. Respire fundo e livre. Respire fundo e livre. Respire fundo e livre. E cada respiração está te mandando mais pro fundo, para um sono ainda mais profundo.
8 – Afaste-se e confira sua paciente por um momento para observar se ela aprofundou a respiração (o que indica que suas sugestões estão funcionando).
9 – Coloque o seu nariz próximo ao ouvido da paciente e inale e exale fortemente como se estivesse em sono profundo. Procure fazer com que a paciente compasse sua respiração de forma cada vez mais profunda. Você está respirando profundamente... profundamente... profundamente... a cada respiração o seu sono está se tornando mais profundo, mais profundo, mais profundo... Durma profundamente. Durma profundamente. Para baixo e pro fundo, profundo, profundo, profundo.
10 – Vá à frente da paciente e faça longos passes para baixo do topo de sua cabeça até o colo (próximo ao corpo mas sem contato), enquanto sugere: Profundo, profundo sono. Durma. Perceba como seus braços estão soltos e relaxados. Eles estão soltos como se fossem pedaços de pano molhado.
11 – Pegue um dos pulsos da paciente e o solte para que caia. Em seguida erga os dois pulsos e os solte pelos lados deixando que caiam e fiquem pendurados, enquanto sugere: Você está num profundo estado de paz e serenidade, apenas durma profundamente e em paz. MInha voz parece vir de muito longe e você está dormindo calmamente.
12 – Pegue suas mãos e as coloque novamente sobre o colo pressionando com seus polegares as raízes das unhas dos dedos indicadores e médios da paciente enquanto sugere: A medida em que pressiono os seus dedos você irá dormir mais profundamente e ainda mais profundamente. Mergulhe fundo, durma profundamente! MERGULHE FUNDO! DURMA PROFUNDAMENTE!
13 – Erga as mãos da paciente pelos pulsos e as deixe cair no colo – se elas caem flácidamente, completamente sem resistência, saberá que induziu um estado de hipnose profundo e pode sugerir: Agora, enquanto você dorme, nada irá perturbar você, e tudo que você faça irá aumentar a profundidade do seu sono . Você seguirá cada sugestão que eu apresentar a você. Nada consegue te aborrecer ou perturbar e você continuará a aprofundar e aprofundar o seu sono no transe hipnótico... durma em profunda hipnose.
14 – Faça as sugestões que atendam o objetivo da sessão.
15 – Proceda à finalização padrão.


** CITAÇÕES HIPNÓTICAS: **

"Esdaile começou sua prática na Índia, como médico da British East India Company. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica." Karl Weissmann
"A pratica provou que noventa por cento dos indivíduos são suscetíveis ao hipnotismo... Liebault obteve 1700 resultados positivos em 1756 pacientes. Bramwell teve apenas dois insucessos nos seus primeiros quinhentos pacientes." Ernest Roth


** CURIOSIDADES HIPNÓTICAS: **

Apesar de que alguns de meus pacientes possam se sentir bastante normais durante a hipnose, eu sei que eles estão hipnotizados. Como sei? Faço acompanhamento durante 6 meses, dos pacientes que vêm ao meu consultório para parar de fumar. Envio a eles um questionário para saber se eles ainda estão fumando ou se voltaram a fumar e o que comentariam a respeito de suas sessões de hipnose comigo.
Em um desses questionários, obtive a seguinte resposta:
“Prezado Dr.”

Você foi muito bacana em não se sentir insultada quando lhe disse que eu não achava que tivesse sido hipnotizado quando estive em seu consultório aquele dia. Eu sabia que você havia tentado bastante, mas eu estava consciente de cada barulho e cada movimento durante a sessão. Não me senti sonolento e dirigi para casa sem nenhum problema. A propósito, coincidentemente, naquela tarde eu decidi, por mim mesmo, de desistir de meu habito de fumar duas carteiras de cigarro todos os dias. Acho que eu não precisava de hipnose afinal de contas.
Sinceramente
Seu paciente não hipnotizável.”
A hipnose pode mudar tensões musculares, o batimento cardíaco, o consumo de oxigênio, o fluxo sanguíneo, e a temperatura da pele.
Ao ser hipnotizado você recebe sugestões para se colocar em um estado de tranqüilidade, e normalmente, você obedece.
Sua pressão sanguínea cai, seu ritmo cardíaco diminui um pouco e se torna mais regular, e seus músculos relaxam.
Seu coração, seus músculos, suas glândulas, e sua pressão sanguínea são todas reguladas pelo seu sistema nervoso autônomo.
É interessante para os cientistas notarem que as palavras têm efeito sobre esse sistema – um sistema que, supostamente funcionaria automaticamente.
A hipnose usa sua mente para controlar o seu corpo.

** DEPOIMENTO DE PACIENTES DO DR. MARCO NATALI **
(Divulgação autorizada pelos pacientes)

“Dr. Marco. Venho em meu nome e da minha esposa Andréa, que efetuou o tratamento contra os medos que possuía, trazer-lhe informações maravilhosas, resultantes de seu excelente trabalho. Antes de escrevermos, decidimos providenciar todos os testes possíveis, para termos certeza absoluta do resultado vindo do tratamento. Como havíamos retratado no tratamento, a Andréa possuía terrível medo de injeções, quaisquer que fossem estas, tanto é que após sua infância nunca mais havia efetuado exame de sangue, tendo em vista também o seu medo para com médicos. Pois bem, após as consultas, para nossa grata surpresa, a Andréa demonstrou mais confiança e seu medo já não era tão evidente, tanto que um dia ela mesmo marcou o tão esperado exame de sangue. No dia, fiquei um tanto preocupado, lembrando das reações anteriores, mas felizmente ela conseguiu fazer o exame sem maiores dificuldades, quebrando essa terrível barreira. Após isso, aguardamos outro exame, que no ano passado nos trouxera terrível passagem, uma endoscopia, e novamente fomos surpreendidos pelo desempenho dela. Assim, através deste email, gostaríamos de agradecer imensamente o seu tratamento, e mostrar o tamanho da nossa felicidade. Que Deus o proteja e continue dando prosseguimento para este trabalho maravilhoso, do qual você está contando com mais dois adeptos. Muito Obrigado.” Wagner Ferreira e Andréa R. C. Ferreira
“A você, Dr. Marco Natali, que deixando à porta de seu consultório seus momentos difíceis de ser humano, soube realizar um trabalho primoroso, a minha ADMIRAÇÃO E CARINHO, e a certeza de sua ESPECIAL IMPORTÂNCIA em minha formação, em meu crescimento ... em meu dia a dia. Que a tranqüilidade e a paz que todo mundo tanto precisa, façam sempre parte de sua vida.”
Marcelo Gorito Motta (As palavras em maiúsculas respeitam os originais enviados pelo paciente)

DEPOIMENTO DE ALUNOS DO DR. MARCO NATALI(Divulgação autorizada pelos alunos)

“Está tudo dando certo doutor. No início atendia pacientes apenas aos sábados, já que trabalhava no banco de segunda a sexta feira. Logo estava com meus sábados lotados e comecei a trabalhar à noite também. Até que um dia minha esposa reclamou e tinha razão, já não estava me sobrando tempo para dar atenção a ela e aos meus filhos. Fiz minhas contas e conclui que ganhava em duas noites, atendendo da 18 às 22hs, mais do que em um mês de trabalho no banco. E olha que estava no banco há 8 anos! Resolvi me demitir. Meus amigos foram contra e me disseram que estava fazendo uma grande bobagem, que a fonte ia secar. Mas eles se enganaram doutor. Continuo atendendo e cada dia sou mais procurado. Fiz uma espécie de convênio com médicos e psicólogos, eles me mandam pacientes para hipnose e eu indico eles para os tratamentos que não são de minha alçada. Já estou pagando as primeiras prestações da sede própria de meu novo consultório. Tenho certeza que, quem quer que faça seu curso e siga sem titubear os seus conselhos, saberá sair-se bem. Abraços.” Rodolfo Martinez


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** Transe Hipnótico **

É comum as pessoas ficarem curiosas para saber o que elas vivenciarão no transe. Tem algumas pessoas que imaginam que regressarão ao útero materno, outras imaginam que fatos importantes vão ser revelados durante o mesmo, outras acreditam e portanto querem voltar a outras vidas passadas, etc. As expectativas das pessoas variam de acordo como aprenderam ou ouviram dizer sobre do que seja realmente o transe hipnótico.
Uma coisa é importante as pessoas saberem: cada transe é único, ou melhor, acontece a cada vez de maneira diferente. Isto porque cada momento da vida de uma pessoa também é diferente. Sendo assim, pode parecer, à primeira vista, difícil para uma pessoa saber se realmente esteve em transe ou não. Na verdade, como já foi dito, o transe é natural, e acontece tão naturalmente no nosso dia a dia, e na maioria das vezes tão rápido, que não percebemos. O que acontece no transe hipnótico é que ele pode se estender por um tempo maior, podendo assim a pessoa se dar conta das transformações que aconteceram com ela durante esse período.
Durante o transe hipnótico acontecem os fenômenos hipnóticos, e são estes que mostram para o hipnoterapeuta e, alguns para a própria pessoa, que ela realmente esteve em transe. Muitos desses fenômenos acontecem naturalmente ou são induzidos pelo hipnólogo.
São os fenômenos hipnóticos:
RapportÉ o primeiro fenômeno que acontece. É o laço de confiança, pois o cliente se solta, na medida que confia no hipnoterapeuta.
CatalepsiaDevido ao relaxamento acentuado, o corpo se comporta como se fosse de cera. Quando ocorrem os movimentos, estes são vagarosos. Posições normalmente desconfortáveis, como braços levantados, por exemplo, não provocam fadiga.
Distorção do tempoA percepção do tempo se altera para mais ou para menos. Trinta minutos parecem cinco, dez minutos parecem ter durado uma hora.
DissociaçãoOs estados psicológicos consciente e inconsciente ficam separados. No estado de transe hipnótico o consciente está presente, mas a pessoa percebe que algo mais está acontecendo.
AmnésiaÉ a perda da habilidade de lembrar. É diferente do esquecimento, porque o conteúdo "esquecido" parece ter sido selecionado pela mente. Ocorre espontaneamente em transes profundos, ou pode ser sugerido pelo hipnoterapeuta.
HipermnésiaAumento da capacidade de lembrar fatos do passado, próximo ou remoto.
Regressão de idadeConsiste em reviver estados psicológicos do passado espontaneamente ou por solicitação do hipnoterapeuta.
Progressão de idadeConsiste em ver-se no futuro, projetar-se para o futuro imaginado ou desejado, e até mesmo formar um "eu futuro" que pode aconselhar ao "eu presente" sobre o que fazer para atingir objetivos saudáveis.
Alucinação positiva e alucinação negativaNa alucinação positiva a pessoa vivencia uma percepção na ausência do objeto. Na alucinação negativa a pessoa não percebe um objeto presente ( ex. pode-se sugerir à pessoa que o amigo fulano de tal - presente no ambiente - não se encontra ali , a pessoa hipnotizada não será capaz de ver o tal fulano).
Escrita automáticaPor sugestão do hipnoterapeuta a pessoa escreve em transe, sem a vigilância ou interferência da mente consciente.
Sugestão pós-hipnóticaExecução, após a experiência do transe, de instruções ou sugestões dadas durante o transe.
Analgesia - anestesiaAnalgesia consiste no entorpecimento da consciência da dor. Anestesia perda completa da consciência da dor. Fenômenos hipnóticos muito úteis em pessoas nas quais o uso de analgésicos e anestésicos é contra-indicado.
HiperestesiaAumento da sensibilidade física normal.
Movimentos ideomotoresSão movimentos automáticos de algumas partes do corpo que acontecem automaticamente ( tremores, repuxões, levitações etc).

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** Referência Histórica sobre Regressão **


Embora ainda popular nos dias de hoje, a TVP é uma técnica muito antiga, referendada através da história do homem, em inúmeras civilizações. Ainda no século passado, citam-se:
As pesquisas do Barão Alberto Rochas D’Aiglun (1837-1914), diretor da Escola Politécnica Militar de Paris, que realizou pesquisas a respeito de regressões sob hipnose chegando a até dez vidas anteriores em 19 pacientes.
As pesquisas de Lafayette Ronald Hubbard e sua teoria a respeito dos engramas que resultaram na ciência da Dianética.
As pesquisas de Thorwald Dethlefsen que ao dirigir uma sessão hipnótica de regressão etária, extrapolou e surpreendeu-se ao perceber que o paciente regressara a uma vida anterior.
Em tempos mais recentes, citam-se Morris Netherton que afirma ter realizado mais de 3.000 regressões bem sucedidas e o Dr. Brian Weiss, autor do livro "Muitas Vida, Muitos Mestres", publicado no Brasil pela Editora Salamandra.
Citando o Dr. Walter Steiss: "A terapia da vida passada baseia-se no pressuposto de que os pacientes podem determinar a origem dos traumas desta vida, tanto mentais quanto físicos, em fatos enraizados em suas vidas pregressas. É uma técnica que possibilita apagar os efeitos desses incidentes, de modo que o indivíduo possa aprender a viver no presente."

Precauções a serem tomadas na Regressão
Na escolha do terapeuta e do método:
Não confie em um terapeuta que não tenha habilidade suficiente, e um currículo profissional que comprove isso. Lembre-se que quanto mais ampla for sua formação melhor, pois terá a seu dispor, maiores recursos.
Procure alguém que tenha cultura geral, é muito importante esse detalhe, para que tenha chance de verificar a veracidade dos fenômenos e dos relatos.
Não aceite um terapeuta que lhe faça promessas, ou que lhe assegure o sucesso da regressão independente das circunstâncias, você estará participando de um fenômeno um tanto raro, e nem sempre ao alcance de todas as pessoas que se interessem por ele. Pressuponha que haja uma certa predestinação para que a regressão seja bem sucedida, nem todos que a intentam, conseguem resultados palpáveis, portanto, um profissional sério não lhe fará promessas, se o fizer não estará lhe tratando de uma forma honesta, e seria útil que não confiasse plenamente em suas intenções.
Cuidado com a Curiosidade:
Jamais concorde em fazer uma regressão por mera curiosidade. Algumas vezes os fatos revividos numa regressão são perturbadores e seja como for, de relevância emocional, o que desaconselha transformá-los apenas num passatempo excitante.
Não tenha pressa em obter resultados, o ideal é que proceda a regressões etárias, antes de intentar regressões a outras vidas.
Avisos Importantes:
Não acredite que só vale a pena fazer uma regressão se estiver passando por um problema grave (seja de saúde física ou psicológica). Você não precisa estar doente, talvez a regressão possa lhe ser útil, para alcançar um melhor sentido de vida, uma sensação de plenitude, para aumentar sua segurança ou sua auto confiança. Se você está passando por sofrimentos psíquicos, procure recorrer ao auxílio de um terapeuta, para determinar suas origens nesta vida, antes de fazer uma regressão a vidas passadas.
Tenha paciência, nem sempre as imagens de vidas passadas aparecem para todas as pessoas, e é muito raro que surja na primeira sessão.
Existem bons motivos para que a natureza humana não tenha permitido a lembrança de vidas passadas a todas as pessoas, sem o recurso de um processo terapêutico, pode ser que seja preciso harmonizar esta vida antes de tentar conhecer algo das vidas anteriores.
Evite tomar qualquer medicação e não ingira nenhum tipo de bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem cada sessão.

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** HIPNOTISMO **


Muito se fala sobre o hipnotismo, porém o que realmente se constata na leitura de pesquisas e estudos científicos relacionados ao mesmo é que a hipnose como ciência é um ramo extremamente recente, sendo assim, ainda pouco explorado.
As afirmações e estudos sobre o hipnotismo levam a crer que o estado de hipnose, ou transe, seja uma característica inerente ao ser humano. Apesar de muito utilizada em terapias, principalmente por profissionais das áreas de medicina, psicologia e psiquiatria, a hipnose não é vista com bons olhos por ser, constantemente, alvo de charlatões, tendo assim sua imagem deturpada.

** HISTÓRICO CIENTIFICO **


Em 1955, a Associação Médica Britânica, e em 1958 a Associação Médica Norte-Americana definiram a hipnose como sendo ““ uma condição temporária que pode ser induzida por outra pessoa e em que uma variedade de fenômenos pode ocorrer espontaneamente ou em reação a estímulos verbais ou de outra ordem. Esses fenômenos incluem alterações na consciência e na memória, aumento da suscetibilidade à sugestão e a produção de reações e de idéias estranhas ao individuo no seu estado de espírito habitual. Além disso, fenômenos como anestesia, paralisia e rigidez de músculos, assim como alterações vasomotoras – suor e enrubecimento –, podem ser produzidas ou removidas no estado hipnótico ””. Hoje, já se comprova com auxilio de tecnologias medicas avançadas que além de reações motoras, o individuo hipnotizado pode ter diversas áreas do cérebro ativadas ao comando do hipnotizador, áreas estas que comandam por exemplo às emoções, a percepção de cores, etc.
Mexendo potencialmente com a mente dos seres humanos, a hipnose está envolta em muitas contradições. Inicialmente acreditava-se que a hipnose estava diretamente relacionada com os deuses. Posteriormente a essas afirmações tiveram inicio as pesquisas cientificas relacionadas ao hipnotismo, que datam do século XVIII e XIX.

O inicio dos estudos sobre hipnose demonstraram um rumo um tanto quanto místico a exemplo de Franz Anton Mesmer, médico austríaco, que, em períodos anteriores ao século XVIII, sustentava sua técnica hipnótica, denominada mesmerismo, em afirmações extravagantes como a do magnetismo animal que seria um fluido magnético, proveniente do Sol e das estrelas, que atingia todos os seres vivos. Quando este fluido fosse possivelmente interceptado e distribuído irregularmente surgiam as doenças. Mesmer e os mesmerista (seus seguidores), conseguiram muitos adeptos à suas técnicas, em contrapartida, o charlatanismo floresceu. Em 1784, cientistas da Academia de Ciências e da Faculdade de Medicina de Paris organizaram uma comissão com o intuito de investigar a técnica mesmerista contando com o auxilio de cientistas notáveis como Antonie Lavoisier e Benjamin Franklin entre outros. As conclusões obtidas pela comissão consideraram Mesmer um impostor sendo afirmada a inexistência de tal fluido e a ineficácia de tal tratamento pois muitos de seus pacientes continuaram doentes após o mesmo.
Já muito anteriormente ao inicio das pesquisas cientificas sobre o assunto, a hipnose era utilizada, por exemplo, pelos egípcios, e condenada pelos cristãos que associavam a técnica com bruxaria ou manifestações demoníacas. “ NA AMINHA OPNIÃO ENVEZ DESAS DEZENAS DE PESSOAS NESTA ÉPOCA EM TEMPOS REMOTOS CRITICAREM OS EGIPCIOS ELES DEVERIAM FAZER AO CONTRARIO SEGUIR OS EGIPCIOS POIS A INTELIGENCIA EGIPCIA A CULTURA E A CRENÇA EGIPCIA ANTIGA E ATÉ MESMO O FATO DAS PIRAMIDES A CULTURA COMO JÁ FALEI DOS DEUSES NA MINHA OPNIÃO OS ANTIGOS EGIPCIOS ERAM A CIVILIZAÇÃO MAIS AVANÇADA QUE TINHA NEM OS INCAS NEM ASTECAS CHAGAVAM AOS PÉS DOS EGIPCIOS ENTÃO SE DEVEMOS NA NOSSA VIDA APRENDER ENTÃO SURGIRO APRENDERMOS COM OS ANTIGOS EGIPCIOS.”

Dando-se continuidade a pesquisa cientifica, entre 1840 e 1850 iniciou-se investigações sistemáticas a respeito do funcionamento da hipnose pelo médico inglês James Braid. Braid tentou definir a hipnose como fenômeno psicológico e ressaltou que o transe em si diferia nas características fisiológicas do sono como já vinha sendo afirmado. Neste período de intensificação da condição do hipnotismo ligado a ciência, outros pesquisadores desenvolveram novos métodos de utilização da técnica, como James Esdaile que se valeu da hipnose como anestésico em 261 operações.
Contudo, em meio às novas descobertas e aproveitamento do hipnotismo, somente no fim do século XIX a hipnose começa a ter crédito entre a comunidade cientifica. Dentre as investigações para a aplicação hipnótica na medicina cabe ressaltar a experiência do cientista francês Jean Martin Charcot e o prestigio que o mesmo angariou entre neurologistas da época ao fundar, em 1880, uma clinica para doenças nervosas na qual desenvolveu diversas experiências com auxilio da hipnose. Sigmund Freud, discípulo da Charcot, desenvolveu seus primeiros estudos sobre o inconsciente em pessoas hipnotizadas. As pesquisas realizadas nos períodos acima descritos contribuíram para uma melhor compreensão da hipnose porém não conseguiram firma-la concretamente como ciência.

** CONTRADIÇÕES **


Apesar de estudada pela ciência moderna e contar com o auxilio de alta tecnologia para o desenvolvimento e mapeamento, através do hipnotismo, da capacidade cognoscente do ser humano, os cientistas não escondem que a hipnose se trata de um meio envolto em muitas contradições e duvidas.
As indagações começam a surgir uma vez que a mente humana é passível de falhas e muito influenciável. Enquanto para uns a pessoa sob hipnose se encontra em um estado de alta sugestionabilidade, ou seja, quase incapaz de não atender o que lhe é ordenado, sugerido, para outros não se trata de sugestionabilidade e sim de um estado de alta suscetibilidade que nada mais é do que um aspecto no qual o individuo hipnotizado estaria mais vulnerável, suscetível, a obedecer. Para por cada vez mais em cheque a veracidade das atitudes de uma pessoa sob hipnose, entre outros tipos de terapia, uma nova pesquisa realizada na área de psicologia afirma que é relativamente fácil fazer uma pessoa se lembrar de algo que não aconteceu, por exemplo “criando” traumas de infância (abuso sexual, acidentes, etc), momento da vida no qual, quando adultos, as lembranças de tal fase são realmente esparsas. A esta capacidade de acreditar em fatos que não ocorreram dá-se o nome de “inflação da imaginação” que é explicado pela psicóloga norte-americana Elizabeth Loftus como sendo um processo pelo qual a mente, após imaginar os detalhes do fato “ocorrido”, tende a aumentar a certeza de que ele de fato ocorreu. Para proporcionar o resgate da memória muitos terapeutas utilizam-se do hipnotismo, técnicas de interpretação de sonhos ou outros meios. Porém, o que seria um trabalho sério vem tendo sua imagem, juntamente com a dos profissionais da área e dos pacientes dos mesmos, manchada com estes “implantes” de memória como relata Loftus em trechos de uma reportagem concedida ao jornal Folha de São Paulo.

** UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE HIPNOSE **


Entre outros fatores, a hipnose é bastante empregada por pesquisadores da área neurológica visando uma maior compreensão do funcionamento cerebral do ser humano, novamente, enfatizando, o indispensável auxilio de alta tecnologia para se dar maior vazão e confiabilidade aos estudos juntamente com as técnicas de hipnotismo. Um dos relatos da utilização de tecnologias para estes tipos de estudos se encontra na revista Super Interessante 05/1998 que demonstra a utilização do Pet, iniciais em inglês para tomografia por emissão de positrons, exame que aponta as áreas cerebrais ativadas na pessoa hipnotizada ao comando das ordens do hipnotizador.
Utilizado também, porém não tão difundido como na área de aplicação médica, o hipnotismo é, em alguns casos, visado para auxiliar na resolução de crimes. No Brasil o estado do Paraná é o pioneiro nesta técnica. Coordenado pelo psicólogo Rui Fernando Cruz Sampaio, o laboratório de Hipnose Forense do Instituto de Criminalística do Paraná, único na América Latina, conta com 600 casos elucidados com o auxilio de técnicas de hipnose, segundo reportagem publicada no jornal Diário Popular de 09/09/2003. Ainda com base na mesma, afirma-se que a hipnose é utilizada principalmente nos casos de trauma por parte das testemunhas como em casos de estupros, atropelamentos, etc. E que as investigações não tomam os relatos das testemunhas sob hipnose como provas concretas e sim como meios de se chegar a uma possível elucidação de crimes. Em entrevista concedida ao mesmo jornal, o psicólogo coordenador do laboratório enfatiza características do estado hipnótico como a de que não há perda de consciência sendo assim, o hipnotizado mantém controle sobre o que irá revelar podendo até mesmo forjar versões, fato que leva os investigadores à não aplicarem a hipnose em criminosos. Porem, mesmo com os benefícios acima relatados, cabe ressaltar que, apesar do seu aparente auxilio, o hipnotismo utilizado em investigações criminais não conta com muitos adeptos, o que pode ser explicado pelo passado obscuro e fantasioso da técnica, além da capacidade de forgar fatos e recordar acontecimentos que nunca aconteceram.

O hipnotismo tem sua importância bastante ressaltada em utilizações para o tratamento de doenças psicossomáticas, psiquiátricas e psicológicas uma vez que, a principio, permite um trabalho relacionado com o inconsciente. No tratamento de dores crônicas, estudos relatam que o hipnotismo pode ser um agravante destes casos pois, assim como antiinflamatórios e analgésicos tomados por conta própria, a hipnose seria apenas um meio de aliviar a dor e não os sintomas da mesma.
Pentotal sódico (o soro da verdade) e alguns barbitúricos, são drogas que podem facilitar o processo de hipnose. Porém, os cientistas acreditam que 1 em cada 4 pessoas pode ser hipnotizada por meio das técnicas chamadas clássicas. A respeito dessas técnicas pouco de concreto se divulga. As informações mais facilmente disponíveis á leigos são de instruções extremamente evasivas. Pesquisas cientificas investigam técnicas mais radicais como: processos que levarão as pessoas a serem hipnotizadas com ou sem seu consentimento. Vale ressaltar a importância que se é dada a especialização necessária para a aplicação da hipnose, reforçada, ainda, por uma formação adequada em psicologia. Adotado, em 1958, um relatório elaborado pelo Conselho de Saúde Mental da Associação Médica Norte-Americana buscou analisar os perigos relacionados à hipnose e tornou obrigatório que médicos que procurem auxilio para seus pacientes nas técnicas de hipnotismo pratiquem-no em casos relacionados com a especialização clinica dos mesmos.
Diretamente relacionado com a redescoberta de experiências já esquecidas, o estado de regressão mental é muito comentado e altamente fantasiado, principalmente por leigos no assunto. Tomada muitas vezes como provas palpáveis de que o individuo encontra-se em um outro momento da vida, a regressão no meio médico é tida como fantasia, e os profissionais que a utilizam interpretam-na como se a mesma fosse apenas um sonho do paciente. Comentando a espécie de folclore em torna da regressão, a psicóloga Juliana Radaelli faz a seguinte afirmação: “Provado cientificamente que um índio não pode fazer regressão, e voltar até o útero materno, visto que nunca viu uma ecografia, logo não pode imaginar sua posição fetal. Então a regressão não pode ser considerada confiável, pois tudo que lembramos é fruto de nossa imaginação e pode não ser um fato verdadeiro”.

** CÉTICOS **


Por trabalhar essencialmente com a mente humana, lidando especialmente com o emocional, e também, como atenuante, estar envolto em concepções ligadas ao sobre natural, o caminho do hipnotismo como ciência sofreu e continua sofrendo muitas criticas até mesmo dentro do próprio meio científico. Discursos, textos e relatos inflamados defendem que não passa de uma atitude hipócrita tratar hipnotismo como técnica médica ou ciência.
Ainda hoje, muitos cristãos condenam a hipnose (ver Histórico Cientifico) classificando-a como uma fraude espiritual. Muito relacionada ao misticismo oriental “ COMO NA PNIÃO DELES É A CULTURA EGIPCIA” , é tida também como uma ciência oculta, ou seja, relacionada ao ocultismo e a pseudo-religiões.
Com tantas contestações e realmente, em muitos casos, exercida de modo equivocado por pessoas não instruídas, não é de se admirar a dificuldade da subida do hipnotismo na hierarquia da ciência. Porém, tanto com os inúmeros escritos contrários , como também com os poucos relatos favoráveis possuidores do aval cientifico, e estudos realmente confiáveis e imparciais, só e possível afirmar que o hipnotismo possui benefícios e resultados comprovados no ser humano, ainda que os mesmo sejam pouco compreendidos.
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** HIPNOSE E REGRESSÃO **

Quem pensa em hipnose e regressão, logo imagina um sujeito barbudo, de óculos, com um reloginho pendurado numa corrente, tentando fazer com que seu pobre paciente imite um cachorro, plante bananeira ou revele que foi Cleópatra em outra encarnação.Acontece que, na realidade, a terapia hipnótica está bem longe disso.Seu uso tem se tornado um recurso comum em diversas áreas, como na medicina e na odontologia, e sua eficácia impressiona, provando que a cura para doenças do corpo e da mente podem estar dentro de nós mesmos.Foi um médico alemão chamado Friedrich Anton Mesmer o responsável pelas primeiras experiências modernas com a hipnose e o transe, a partir da metade do século XVIII. Ele acreditava que podia manipular uma espécie de fluido magnético que existia em todas as pessoas e, com isso, induzir seus pacientes a estados alterados de consciência, que resultavam em comportamentos fora do normal.Com esses transes, o Dr. Mesmer conseguiu curar um grande número de pessoas, sem precisar prescrever nenhum medicamento, o que, obviamente, escandalizou a sociedade científica da época e rendeu a ele uma enxurrada de acusações de charlatanismo. Entretanto, suas descobertas chamaram a atenção de diversos pesquisadores, que passaram a desenvolver teorias para tentar explicar o fenômeno.Ainda hoje existem dúvidas sobre os fatores que agem sobre alguém que está em transe hipnótico. "Mas o grande número de curas, utilizando técnicas de hipnose demonstra que, neste estado alterado, a pessoa pode lançar mão de recursos que não julgava ter para realizar curas de doenças que afetam o corpo e a mente", explica o presidente e fundador do Instituto Brasileiro de Hipnose Holística, Fernando Rabelo.Segundo ele, as indicações mais comuns da terapia são nos tratamentos de distúrbios como a síndrome do pânico, a depressão e o estresse. A medicina geral também é outra área em que a hipnose vem sendo utilizada com sucesso. "É comum o uso da terapia em consultórios médicos para induzir o paciente a um relaxamento mais profundo. É muito útil em exames ginecológicos ou para dentistas, já que é possível fazer uma extração de dentes, por exemplo, sem anestesia, só com a hipnose, que tem o poder de controlar a dor", revela a Dra. Clystine Abram, Presidente do Instituto Brasileiro de Hipnose Clínica. No entanto, em função de sua alta necessidade de concentração, a hipnose não é indicada em pacientes em surto psicótico, assim como para hipertensos, cardíacos e grávidas, já que o transe pode afetar o bebê.Segundo a Dra. Clystine, existem várias técnicas de indução ao transe, entre clássicas e modernas. "Em geral, são conversas calmas, num ambiente relaxante. Também são usadas ações corporais, toques em pontos de acupuntura e movimentos bruscos, que ajudam na quebra dos padrões cerebrais", explica. Tudo depende do nível de relaxamento necessário para a terapia. O mais leve, conhecido como hipnoidal, é o ponto de partida da hipnose e basta que o paciente esteja de olhos fechados.A partir do estágio médio, a percepção se distorce e, embora o hipnotizado tenha sensação de sonolência, a consciência se mantém, o que desmente o mito de que, em transe hipnótico, o paciente pode acabar revelando segredos íntimos. "Esse é o grau de transe trabalhado no consultório psicológico. O último nível, mais profundo, de inconsciência, é mais utilizado nos consultórios médicos", explica a Dra. Clystine. Segundo ela, não existem riscos de "não voltar" do transe. "Se o paciente oferecer algum tipo de resistência, com o tempo o transe se transforma em sono e ele acaba acordando, naturalmente", conta.A economista Lilian Vieira, que vivia às turras com a mãe, experimentou a terapia hipnótica para resolver os problemas do relacionamento.Utilizando técnicas de respiração e relaxamento aprendidas na terapia, ela entrou em transe e iniciou um processo de regressão. "Estava deitada e, aos poucos, fiquei como se estivesse metade consciente, metade inconsciente. De repente, estava em posição fetal e me sentindo em uma espécie de fluido. Estava regredindo e tinha chegado ao útero da minha mãe", relembra. Lilian afirma que a regressão e a hipnose mudaram completamente sua maneira de encarar a vida, dali por diante. "Foi uma experiência fantástica", analisa.A regressão de idade é considerada umas das técnicas mais interessantes da hipnose.Nela, o paciente em transe é levado a recordar fatos – alguns já completamente esquecidos – de etapas da vida, enquanto o hipnotista avança ou recua, na tentativa de esclarecer seus comportamentos. "A hipnose clínica propõe uma regressão até o útero materno. Mas há a Terapia de Vidas Passadas, em que a maioria dos terapeutas trabalha com a idéia de reencarnação", explica a Dra. Clystine. O hipnólogo Fernando Rabelo conta melhor como a viagem para outras vidas pode ajudar a resolver problemas do presente: "Os fatos marcantes e traumáticos do passado são a origem de emoções, sensações e pensamentos que ficam guardados no inconsciente. Quando a pessoa renasce, isso pode ser ativado e se manifestar de algum modo no novo corpo", explica, lembrando que o fenômeno da regressão, assim como a hipnose como um todo, continua desafiando cientistas a esclarecerem teoricamente o processo.Durante a regressão, o paciente entra em transe, mas se mantém num estágio intermediário de consciência. Isso permite que ele relate ao terapeuta o que vê ou sente, ajudando o analista a livrá-lo dos traumas que essas sensações possam ter provocado. "Ao remover esses sintomas, trabalhar emoções, modificar pensamentos e comportamentos, o terapeuta contribui muito para que o indivíduo encontre um novo ponto de equilíbrio interior simultaneamente físico, emocional, mental e espiritual", acredita Fernando Rabelo, garantindo que o bem-estar de cada um está muito acima de qualquer comprovação científica.

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** NARCO – HIPNOSE **

A hipnose não constitui o único processo com que se conta hoje para alterar profundamente a consciência humana e desvirtuar o sentido de sua liberdade. Semelhante resultado obtém-se também com a administração de narcóticos.
Daí a chamada narco-análise, de que tanto têm abusado, diga-se logo, os regimes totalitários modernos, com a finalidade de liquidar “os inimigos do povo” (entenda-se: inimigos da classe dirigente do povo ou nova classe, no dizer de Milovan Djilas).
Em que consiste propriamente a narco-análise? Segundo Leandro Canestrelli, “a narco-análise consiste numa forma especial de interrogatório, sob a ação de uma substância hipnótica (chamada vulgarmente “soro da verdade”), que, injetada em doses calculadas, por via endovenosa, favorece a revelação de atitudes ou conteúdos mentais, que o indivíduo, quando em estado de consciência clara, mantém ocultos, intencional ou inconscientemente”.
Deve-se ao ginecologista House a denominação de “soro da verdade” às drogas “faladoras”, entre elas, o pentotal e a escopolamina. No que respeita aos objetivos, a narco-análise costuma ser empregada em psicoterapia e em ação judiciária.
Narco-análise e ação judiciária
Em ação judiciária, como meio de prova, o emprego da narco­-análise é muito discutido entre os juristas. O problema da liberdade dos meios de prova envolve a debatida questão do emprego da narco-análise, nas perícias criminais. Médicos e juristas de numerosos países têm discutido intensamente o tema.
Entre nós, Roberto Lyra, apregoa o uso da narco-análise, para fins criminais. Flamínio Fávero, Nelson Hungria e outros, mostram-se radicalmente contra a aplicação do método. Os autores que apregoam a adoção da narco-análise, na justiça penal, fundam-se no caráter cientifico, desse meio de prova. As causas de erro, afirmam, são mínimas. O verdadeiro culpado confessa o delito; o inocente nega-o.
O que parece, todavia, inspirar esses autores é o alto e nobre propósito de, com a narco-análise, coibir as violências e arbitrariedades das polícias contemporâneas .
Heinrich Kranz, situando a questão à luz da psiquiatria, acentua que o método é inseguro; que são duvidosas as declarações de quem se acha em estado de perturbação da consciência; que a interpretação dessas declarações produz erros e inexatidões... A posição do ilustre psiquiatra alemão é tão radical que chega ao exagero de negar as vantagens do método como meio de diagnóstico.. . O Direito Penal moderno (inclusive o francês) não rejeita o uso da narco-análise (diga-se: narco-diagnóstico) para fins psiquiátrico-criminais.

** DETETOR DE MENTIRAS **

O detector de mentiras (lie-detector), também chamado polígrafo, é, segundo Leandro Canestrelli, “um dispositivo que permite o registro simultâneo de manifestações somáticas diversas - e, por sua natureza, incontroláveis pelo indivíduo - que acompanham atitudes emotivas que, sob certas condições, se produzem ao mesmo tempo que mentiras conscientes, das quais essas manifestações somáticas se tornam, portanto, indicações indiretas, fora de toda participação deliberada do indivíduo examinado”.
Completemos a definição de Canestrelli com esta descrição de Karl Zbinden: “O detector de mentiras consiste na combinação de vários instrumentos, com que se medem a tensão arterial e o pulso, a respiração e a transpiração, os movimentos dos braços e das pernas, às vezes também o reflexo psicogalvânico, ou seja, a modificação da resistência elétrica da pele, causada pela excitação”.
Detector de mentiras e processo judiciário
Apesar de fortes resistências, por parte de muitos juristas, o detector de mentiras tem sido empregado em processos judiciários. “Propugnam... diversos autores, escreve Lourival Vilela Viana, dentre os quais os mesmos apologistas da narco-análise (Graven, Inbau, Lyra, etc., o uso de aparelhos (psicógrafos) como meio de prova”.
O mais conhecido é o chamado polígrafo de Berkeley (em atenção à cidade norte-americana de Berkeley, onde funcionou, pela primeira vez, o pneumopsicógrafo, inventado por Larson e aperfeiçoado por Keeler), o «lie-detector», dos americanos. Os Estados Unidos, como se vê em Wigmore, têm feito largo uso desse aparelho, tanto nas investigações criminais, como nas empresas públicas e particulares. Fora desse país, o «lie-detector» não obteve o mesmo sucesso. A justiça penal européia (fá-lo entender claramente Gorphe) não o admite. Na América Latina, esse meio de prova é pouco usado.

QUANTO À NARCO-ANÁLISE

Felizmente, o campo de trabalho, no caso da narco-análise, é bem mais restrito do que no da hipnose, por isso que, a narco-análise é usada apenas em psicoterapia e em ação judiciária.
Em psicoterapia, a utilização da narco-análise é discutida. Assim sendo, a ser utilizada, que o seja com a máxima prudência e cautela.
Em ação judiciária, é considerada ilícita. A constituição do processo, deve excluir a tortura física e a psíquica e a narco-análise, primeiro por lesarem um direito natural, mesmo se o acusado é realmente culpado, e depois por muitíssimas vezes darem resultados errôneos. Não raro, de fato, levam exatamente às confissões desejadas pelo tribunal e à condenação do acusado, não por este ser culpado em verdade, mas por a sua energia física e psíquica estar esgotada e ele se encontrar pronto a fazer toda espécie de declaração.
Deste estado de coisas encontramos abundantes provas nos processos espetaculares bem conhecidos, com as suas confissões, as suas auto-acusações e os seus pedidos dum castigo inexorável. Haja vista os famosos processos dos regimes totalitários - processos que se divertem em degradar, até o ínfimo grau, a pessoa humana do acusado. ...

QUANTO AO DETECTOR DE MENTIRAS

Do ponto de vista moral e em relação aos processos judiciários, deve-se dizer, do detector de mentiras, o mesmo que se disse das torturas físicas e psíquicas, da hipnose e da narco-análise: sua utilização lesa um direito natural e seus resultados são, muitíssimas vezes, errôneos.

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Implantes de memória
Por Marco Montarroyos
Artigo publicado originalmente na revista Ciência e Vida Psique número 07 Editora Escala.

Conhecimento e expectativas influenciam significativamente as lembranças, distorcendo o processo de codificação, armazenamento e recuperação de informações, criando recordações de fatos que nunca ocorreram.
Pesquisas recentes têm apontado que a lembrança que temos do passado não é uma reconstrução literal dos eventos, mas, sim, uma construção fortemente influenciada por expectativas e crenças do sujeito, e mesmo pela informação do presente. Este aspecto do funcionamento da memória acarreta um fenômeno intrigante chamado “implantes de memória” ou “falsas memórias”, ou seja, a recordação de um fato ou uma experiência que nunca ocorreu. O desconhecimento do aspecto construtivo da memória, pouco discutido no Brasil, gera importantes implicações técnicas e éticas para todos aqueles envolvidos com a recuperação de lembranças, em especial no tratamento de transtornos psicológicos ou na área jurídico-forense.
Os psicólogos cognitivos costumam dividir a memória em três operações básicas: codificação, armazenamento e recuperação. A codificação é a transformação de uma entrada (input) sensorial em uma representação na memória. O armazenamento refere-se à manutenção deste registro, e a recuperação é a operação que dá acesso à informação arquivada. Essas operações, aparentemente, ocorrem em seqüência, mas na verdade são processos interdependentes, pois se influenciam reciprocamente. A pesquisa científica deu os primeiros passos na direção de uma elucidação destes mecanismos na primeira metade do século XX com o trabalho de um dos fundadores da psicologia cognitiva, o psicólogo britânico Frederic Bartlett (1886-1969), que introduziu a noção de uma memória construtiva.
Um dos pioneiros na pesquisa da codificação e recuperação da memória, Bartlett reconheceu, ainda nos anos trinta(1), a necessidade de estudar como o conhecimento e as expectativas prévias afetam significativamente a memória, às vezes intensificando, distorcendo ou interferindo nos processos pelos quais codificamos, armazenamos e recuperamos as informações sobre nossas experiências de vida. Bartlett pediu aos sujeitos de um estudo para lerem, em inglês, a tradução de um mito indígena norte-americano, uma lenda estranha chamada A Guerra dos Fantasmas. Ele descobriu que os sujeitos recuperavam a lenda de acordo com seu aprendizado cultural e esquemas previamente existentes, distorcendo a evocação de forma que a história se tornou mais compreensível. Em outras palavras, eles moldavam a história de acordo com o contexto de experiências prévias, adulterando os trechos esquisitos para que fizessem sentido.
O trabalho de Bartlett e de outros pesquisadores que prosseguiram nesta linha de investigação revelou um aspecto importante da memória: o fato de que a recuperação de uma lembrança não é literal e fidedigna, como se fosse um filme. Na realidade, se parece mais com uma montagem editada, que é influenciada fortemente pelas experiências prévias do sujeito. As lembranças não são apenas fatos que recuperamos. Os aspectos originais das situações vivenciadas fazem parte das lembranças, mas também fazemos ajustes para tornar estas memórias coerentes com o modelo internalizado de expectativas sobre nós mesmos e sobre o mundo. Este processo de ajuste ocorre através da seleção do que lembramos, do que esquecemos e da adição de novas informações. A memória deixou de ser vista como apenas reconstrutiva (o armazenamento de informação sobre eventos ou fatos é depois reconstruído literalmente) e foi reconhecida como essencialmente construtiva (o armazenamento é afetado pelo conjunto de crenças preexistentes e mesmo por novas informações, construindo-se uma lembrança ajustada para ser coerente).
Para investigar o grau de precisão da memória, pesquisadores desta abordagem realizaram uma série de estudos baseados na metodologia bastante simples de pedir aos sujeitos para lerem histórias e depois recontá-las. A análise do material relembrado mostrou que as passagens eram mais curtas e coerentes, reordenando, reconstruindo e condensando as originais. Os sujeitos não se davam conta de que estavam editando os originais. O mais curioso é que, quando confrontados mais tarde com as duas versões, a original e a distorcida, demonstravam mais convicção na sua versão, que havia sido editada de modo a fazer sentido.
Não havia confabulação nem mentira, os sujeitos interpretavam a história. Nossa percepção e memória são antes um processo de transformação, interpretação e síntese das informações sensoriais do que um registro fiel do mundo externo. A recuperação ou lembrança da memória armazenada depende da capacidade de remontar - a partir das modalidades sensoriais específicas - a imagem da situação vivida e, neste processo, nosso cérebro lança mão de diversas estratégias cognitivas para gerar uma recordação coerente, como excluir elementos díspares, adicionar os que faltam, construir suposições implícitas e acreditar nelas, fazer inferências etc.
MÉTODO
Para entender o caráter construtivo da memória, temos que compreender como nosso cérebro trabalha armazenando e relembrando a representação de objetos, eventos e pessoas. Nossa experiência consciente é de uma representação unificada - a imagem de nossa mãe em dada situação, por exemplo. Na verdade, em nenhum lugar de nosso cérebro existe algo como um filme de nossa mãe. O armazenamento de memórias não ocorre através de representações gerais; é subdividido em diversas categorias, e estas categorias ainda se subdividem de acordo com as modalidades sensoriais. Este processo fica claro através do estudo de lesões cerebrais, que podem produzir déficits específicos - lesões no lobo temporal esquerdo, por exemplo, podem impedir o sujeito de lembrar do nome de pessoas, sem causar problemas na recordação de objetos inanimados.
Um exemplo interessante de memória construtiva é a situação de “falsas memórias” relatada na autobiografia do pesquisador suíço Jean Piaget. O grande psicólogo lembrava vividamente de um incidente de infância, que sempre acreditou ser piamente verdadeiro, até descobrir que a história foi inventada por uma babá para enganar os seus pais. As descrições falsas foram repetidas tantas vezes que Piaget acreditava não só que o fato ocorrera, como também que o tinha presenciado, com detalhes minuciosos sobre sua interação com pessoas, ambiente, etc.
Na verdade, Piaget foi vítima de um autêntico “implante de memória”, neste caso, algo relativamente inofensivo. No entanto, os implantes de memória também podem causar dor e sofrimento e é por isso que este fenômeno deve ser mais conhecido, especialmente no âmbito clínico e jurídico.


IMPLANTANDO FALSOS REGISTROS


Em 1992, um conselheiro de igreja no estado do Missouri, nos EUA, ajudou sua paciente Beth Rutherford, na época com 22 anos, a lembrar-se, durante a terapia, que seu pai, um clérigo, violentou-a regularmente entre a idade de sete e quatorze anos, e que sua mãe, às vezes, teria colaborado, segurando-a durante o estupro bárbaro(2). Lembrou-se também que seu pai a teria engravidado duas vezes, forçando-a a abortar sozinha, com uma agulha de tricô. Durante a psicoterapia, estas “memórias reprimidas” foram estimuladas a vir à tona, e os fatos inaceitáveis e doloridos foram conscientizados, com o estímulo do terapeuta. O pai de Beth abdicou do posto que ocupava quando as acusações tornaram-se públicas, e teve sua reputação e vida destruídas, passando a fechar-se em casa para não ser agredido ou linchado.
No entanto, exames médicos revelaram, com segurança absoluta, que ela simplesmente continuava virgem e que nunca tinha passado por nenhuma gravidez. Deste modo, ficou evidente que as memórias dos improváveis abusos foram involuntariamente implantadas durante a terapia. Em 1996, a família ganhou a ação movida contra o terapeuta e recebeu uma indenização de um milhão de dólares.
O caso desta moça é apenas um entre centenas de relatos semelhantes do que foi chamado de “síndrome da falsa memória”. A década de 1990 foi marcada, nos EUA, pela polêmica em torno das repercussões do grande número de depoimentos de lembranças de abuso sexual na infância, que em geral teriam sido cometidos pelos pais. A grande maioria era de mulheres da classe média que tinham iniciado psicoterapia e, durante o trabalho terapêutico, teriam sido auxiliadas a lembrar de eventos “reprimidos”. Os pais foram duramente acusados de abuso sexual e de negação de uma realidade difícil de aceitar, no entanto, quase sempre reagiam com indignação e repudiavam a versão das filhas, afirmando que tal coisa nunca tinha acontecido.
É plausível que alguns relatos de resgate de memórias de abuso sexual sejam verdadeiros, mas, mesmo assim, este fato dificilmente justificaria a dimensão epidêmica de queixas, acusações e processos que irromperam no início dos anos 90, atingindo o auge em 1992; o próprio caráter súbito da inundação de ocorrências tornou visível que muitas destas memórias resgatadas não eram precisas. Segundo apontaram pesquisas realizadas nos EUA exatamente neste período(3), o uso de técnicas sugestivas como hipnose ou imagens mentais assistidas era corrente, pois muitos terapeutas acreditavam que assim estariam estimulando a lembrança perdida de acontecimentos significativos da infância, que poderia estar reprimida. Desconhecendo os mecanismos de nossa memória construtiva, alguns terapeutas adeptos destas práticas estavam, involuntariamente, implantando falsas recordações naqueles pacientes mais sugestionáveis.
Como as pessoas atingidas pelas acusações tiveram suas vidas profissionais e pessoais destroçadas irremediavelmente, resolveram reagir e juntar forças criando, em 1992, uma organização dedicada ao estudo desta forma de distorção, a Fundação Síndrome da Falsa Memória. Os pais que dirigiam a entidade procuravam dar apoio às vítimas da síndrome, cujo número aumentava cada vez mais.
A enxurrada de acusações foi rapidamente associada ao uso destas práticas por alguns terapeutas, e os psicólogos que estudavam a memória foram convocados a se manifestar em julgamentos, no meio acadêmico e nos meios de comunicação. A sociedade demandava respostas mais precisas sobre as questões emergentes – seria possível criar memórias sobre eventos pessoais nunca experimentados realmente? A pressão por respostas cientificamente consistentes impulsionou uma verdadeira corrida dos pesquisadores da área por dados elucidativos, e uma intensa polêmica que atravessou a década. Segundo relata o psicólogo Daniel Schacter (2003), no final da década de 1990, o número de casos despencou nos EUA, em função do conhecimento advindo das pesquisas realizadas e também pelos processos impetrados na justiça contra terapeutas.
A psicóloga cognitiva Elisabeth F. Loftus ocupou um lugar central nesta discussão, uma vez que vem estudando o assunto de forma pioneira desde os anos 70. Reconhecidamente uma especialista em certos aspectos da memória humana, já realizou com sua equipe cerca de 200 experimentos envolvendo mais de vinte mil sujeitos. Foi eleita presidente da American Psychological Society em 1998, e já publicou mais de 250 artigos científicos e 18 livros sobre o assunto, sendo regularmente chamada como especialista aos tribunais, uma vez que estudou a validade do depoimento de testemunhas oculares.
Seu trabalho ajudou a esclarecer uma série de crimes, apontando como a memória construtiva pode levar a um depoimento convicto, mas errôneo, de uma testemunha ocular. Existe uma série de distorções sistemáticas ou vieses de nossa memória construtiva que tornam potencialmente problemático condenar alguém somente com base neste tipo de evidência. Por exemplo, nos EUA, erros de identificação aumentam se os suspeitos em reconhecimento são de raça diferente da testemunha. Se a testemunha parece altamente confiante quando depõe, o júri tende a condenar o acusado, mesmo que o depoimento forneça poucos detalhes percebidos ou respostas contraditórias. Um interrogatório policial sugestivo pode implantar facilmente, embutidas nas perguntas, memórias falsas sobre as afirmações.
Um dos estudos(4) traz implicações dramáticas para a condução das investigações policiais, pois documentou experimentalmente que a simples apresentação de fotos de suspeitos aumenta a chance de um falso reconhecimento posterior. A nova informação (as fotos vistas na delegacia) mistura-se com o cenário original (a cena do crime) sob certas condições. Quando você abre um arquivo antigo em um computador e adiciona informações novas, ao fi m você pode salvá-las ou não. O cérebro salva na memória as novas informações muitas vezes automática e inconscientemente, o que já levou testemunhas convictas, mas equivocadas, a convencerem o júri a uma condenação. Mais tarde, a confissão de responsabilidade por parte de outro suspeito revela o engano, muitas vezes tarde demais.


LEMBRANÇAS REPRIMIDAS


Loftus pesquisou também o fenômeno das assim chamadas memórias reprimidas, demonstrando como podem ser implantadas na mente das pessoas sem que estas percebam, e fazendo com que acreditem estar lembrando de fatos que nunca experimentaram realmente. No entanto, é preciso deixar claro que o fato de existirem falsas memórias, que o sujeito supõe reprimidas, não invalida a possibilidade de existirem memórias verdadeiras que não são evocadas.
Na realidade, o fenômeno dos implantes de memória não acontece somente em situações extraordinárias; é uma experiência que faz parte do nosso cotidiano mental, não requer hipnose e nem sequer intenção deliberada. Ocorre muitas vezes em suspeitos pressionados por policiais em interrogatórios, em pacientes submetidos a técnicas psicoterápicas que estimulam o uso da imaginação e também em pessoas em situações que incentivam experiências esotéricas, como regressão às supostas “vidas passadas”. Sob certas condições, nossa memória construtiva absorve novas informações sensoriais, sugestões ou dados da imaginação, assimilando-os às memórias verdadeiras.
Loftus iniciou suas investigações estudando o efeito da desinformação, demonstrando que pessoas que testemunharam um evento têm freqüentemente suas memórias distorcidas quando expostas às novas e falsas informações sobre o fato. Seus sujeitos “lembraram” de ter visto vidros quebrados e filmadoras em cenas onde não havia nada disso, um carro azul em vez de um branco em uma cena de crime, e coisas como ter apertado a mão do coelho Pernalonga em uma visita à Disneylândia (Pernalonga não é um personagem Disney). Mas se implantar detalhes é fácil, seria possível implantar uma memória completa de uma experiência de infância?
Quanto mais distante no tempo, mais sujeita à distorção está a memória, o que deveria inspirar maior cautela e conhecimento das vicissitudes deste fenômeno por parte de psicanalistas e psicoterapeutas que trabalham com lembranças da infância de seus pacientes. Em um estudo(5), entrevistas com familiares garantiram que os sujeitos nunca haviam se perdido na infância, e então se tentou implantar a falsa memória que incluía os seguintes elementos: ficar perdido em uma grande loja de departamentos por um período prolongado, chorar abundantemente, ser socorrido e confortado por uma velhinha, e finalmente ser ajudado a reunir-se novamente com a família. Os participantes leram textos com quatro informações sobre um incidente de infância com a extensão de um parágrafo, sendo três verdadeiros e o outro contendo os elementos fictícios. Os fatos verdadeiros eram lembrados por 68% dos sujeitos, mas, espantosamente, cerca de 29% lembraram parcial ou completamente o evento fictício, mantendo sua confiança mesmo em duas entrevistas de seguimento realizadas depois.
Existiam algumas diferenças entre as verdadeiras e as falsas memórias; os sujeitos usavam mais palavras e tinham maior clareza quanto aos episódios reais. No entanto, simplesmente não é possível saber se a pessoa está relatando algo que realmente ocorreu ou uma falsa memória. Mesmo que um detector de mentiras futurista hipotético tenha precisão de 100%, nada revelaria, pois a pessoa não está mentindo – ela acredita que realmente vivenciou a experiência.


CONDIÇÕES FAVORÁVEIS AOS IMPLANTES


Vivências emocionais completas e com um forte sentimento de ajuste pessoal têm maior probabilidade de ser criadas, seja em ambientes terapêuticos ou na vida cotidiana, quanto maior for a presença destas três condições externas: demandas sociais que incentivam as pessoas a lembrar de algo, encorajamento explícito para imaginar eventos e, também, estímulo para as pessoas não pensarem se suas construções são reais(6).
Emergem dessas investigações alertas importantes para todos aqueles que lidam com a memória humana, especialmente psicólogos e psiquiatras. Mesmo o mais experiente e qualificado clínico não tem muito a fazer para diferenciar um implante de uma memória verdadeira se não existirem dados que corroborem objetivamente as lembranças. Além disso, todo profissional de saúde mental precisa conhecer e limitar a poderosa influência exercida pelas situações onde a imaginação é usada como instrumento para relembrar o passado. A memória depende não só dos registros armazenados, mas também das expectativas sobre as recordações e informações atuais, e técnicas sugestivas podem facilmente induzir implantes de falsas recordações.
NOTAS(1) MAZZONI & LOFTUS, 1998(2) LOFTUS, 1997(3) POOLE & Cols, 1995(4) LOFTUS & KETCHAN, 1994(5) LOFTUS & PICKRELL, 1995(6) LOFTUS, FELDMAN & DASHIELL, 1995; LOFTUS, 1997
BIBLIOGRAFIA
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Cambridge: Cambridge University Press, 1996.SCHACTER, D. L. Os sete pecados da memória. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

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** PÓS ABDUÇÃO E RECRESSÃO : **

O período pós-abdução talvez seja o mais difícil que o seqüestrado tenha que enfrentar. Nesta fase de retorno ao lar, na maioria dos casos, o abduzido ainda não tem noção do que lhe acontecera. Ele recomeça sua vida achando que é a mesma pessoa de antes e que tudo pode não ter passado de um sonho muito ruim. Mas é inevitável a sensação da diferença entre os seus. Algo aconteceu. Mas como saber o que foi e por quê? Os sintomas aparecem sem explicações em nosso mundo físico. São os efeitos sobre si mesmo que o seqüestrado não tem controle.Elias Seixas, que foi abduzido no dia 25 de setembro de 1980, retomou à sua casa com algumas seqüelas e sem entender o que estas queriam dizer. Após o encontro com os extraterrestres, Elias teve crises de paranormalidade. Talhares entortavam sem que ele fizesse o menor esforço para tal. Lâmpadas novas queimavam. Os aparelhos de televisão a cores não podiam ser ligados na sua presença. Bloqueios de memória eram freqüentes sendo que o pior de todos os esquecimentos tinha a ver com sua filha de 11 meses. Ele não lembrava que era pai. E isto só porque passou o equivalente a 5 horas do tempo terrestre dentro de uma nave.Neste dia, Elias chegara em sua casa muito cansado. A barba estava crescida mais do que o normal para alguém que há menos de 12 horas a havia cortado. A blusa estava sem botão. Realmente, algo tinha acontecido. Mas o quê?As perguntas sem respostas duraram pouco mais de um ano quando resolveu procurar a ajuda dos ufólogos. Nesta época encontrava-se em depressão. Tinha algo do seu passado que não conseguia lembrar. Parte de sua vida que precisava conhecer.O primeiro passo foi fazer regressões com hipnose. Fez duas com o médico Silvio Lago e três com o também médico Raul Sobral, que foram fundamentais para ele entender o que tinha acontecido durante aquelas poucas horas fora da terra.Apesar de ter sofrido muito com a abdução, Elias hoje entende que existia um sentido maior por trás de tudo aquilo. E o auxílio dos pesquisadores no assunto o ajudou a superar os momentos mais difíceis da pós-abdução. Elias foi marginalizado por aqueles que considerava serem seus amigos e no meio evangélico, do qual fazia parte, sua experiência era interpretada como uma possessão demoníaca. Quase enlouqueceu.Hoje, Elias está recuperado e cônscio de tudo o que vivera. Realiza até palestras sobre o assunto e incentiva a quem foi abduzido a fazer uma regressão.Mas há uma seqüela que age como se estivesse iluminando seu passado. É uma pequena mancha branca no seu peito que em algumas ocasiões fica tão branca que parece estar acesa.Notas: (Texto extraído do Jornal Vimana, nº4 - pg 12)



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** UFOLOGIA E HIPNOSE **

Um hípnólogo, com, os conhecimentos dos bons livros, consegue facilmente produzir amnésias, inclusive permanentes, em pessoas profundamente hipnotizadas. Às vezes isso é conveniente, como explicarei.
Todas as pessoas mentalmente sadias, e com capacidade de entender, são hipnotizáveis. Não os são as crianças pequenas, os senis e alguns doentes mentais.
Hoje está provado que pessoas que se julgavam insuscetíveis são também hipnotizáveis, dependendo das circunstâncias. Durante a segunda guerra mundial, na primeira metade do século passado, muitos prisioneiros em campos de concentração em ilhas japoneses precisaram sofrer grandes cirurgias, como amputação de membros, e não havia anestésicos, já que os próprios aliados impediam a chegada de navios ou aviões de abastecimento. A única solução era aplicar as eficientes anestesias hipnóticas. Nesses casos não foram agravantes a dor, que normalmente dificulta a hipnose, o fato de que os médicos tinham pouquíssima experiência nessa área e o paciente se julgava insuscetível. Essas hipnoses ocorreram com enorme profundidade, já que o gangrenado, por exemplo, sabia que tinha que colaborar. caso contrário iria morrer em péssimas condições e com muito sofrimento.
Esse é um dos casos em que convém apagar da lembrança, permanentemente, o que ocorreu durante a cirurgia, feita entre choro, gritos, tiros, bombas, nervosismo, medo, sustos. A anestesia hipnótica comprovadamente diminui a hemorragia, acelera a cicatrização e diminui os riscos de contaminação.Porém a amnésia somente pode ser aplicada após o início, e durante a hipnose. Não se consegue mandar esquecer o que ocorreu antes ou depois , quando o hipnotizado estava em vigília.
Nos casos, cada vez mais freqüentes, de abduções alienígenas, ocorre algo muito curioso. A amnésia e a hipnose iniciam quando é vista uma luz e terminam após os ETs terem se afastado. E a amnésia é imposta em diferentes níveis de profundidade.
Ao longo dos últimos 22 anos fiz muito mais do que uma centena de hipnoses gratuitas em ufologia, sendo mais de 20 casos de abduções, estas sempre envolvendo violência e amnésias hipnóticas provocadas pelos ETs, só facilmente removíveis por outras hipnoses. Consegue-se remove-las parcialmente como se recuperássemos as lembranças menos traumáticas, mas sabendo que há muitas ocorrências que não sabemos fazer lembrar.
Quem conta o ocorrido durante o período em que esteve na nave, consegue lembrar-se, apenas de uma parte, e, mesmo assim, de maneira não totalmente clara, Os ETs, sem dúvida, são hípnólogos muito mais capazes do que nós.
Nos Estados Unidos há muitos hipnólogos em ufologia, espalhados por todo o país, e clínicas de tratamento psicológico de abduzidos, dirigidas por psicólogos, psiquiatras e ufólogos. Alguns deles escreveram livros campeões de vendas e que deram origem a filmes, Entre os mais famosos hipnólogos-escritores estão um artista plástico, um professor de história americana um engenheiro, um ex-mílitar e agente da CIA. Entre os hipnólogos não autores há um com comerciario, um terapeuta hotístico, vários outros sem nível universitário, alguns psicólogos. um professor de psiquiatria etc.
No Brasil há pouquíssimos hipnólogos em ufologia: poucos médicos, uma psicóloga, dois engenheiros um parapsicólogo , um funcionário público, um advogado, eu, que interrompi meu curso no quarto ano de direito na US.P e alguns mais. Lamentavelmente poucas pessoas, interessadas em reserva de mercado, difundiram eficazmente a falsa informação que somente médicos, psicólogos e dentistas podem praticar a hipnose no Brasil e muita gente. acredita nessa mentira, o que prejudicou seriamente a pesquisa ufológica no país bem como trabalhos em muitas outras áreas .No Brasil só houve uma única lei,de 1961,que "não pegou",e que proibia exibições publicas de hipnose,e que foi revogada em 1991.Passada mais de uma década ,áreas interessadas fingem não saber dessa revogação .Na atualidade não há nenhuma lei que regulamente a hipnose em nosso pais.
Precisamos de muitos hipnólogos, das mais diversas formações profissionais, atendendo áreas como esportes, musica,investigação forense e policial, magistério, vendas, ufologia etc.Tenho procurado motivar que isso ocorra.
Em São Paulo,Belo Horizonte e outras grandes cidades há bons cursos de hipnose para pessoas com e sem nível universitário.