quinta-feira, junho 28, 2007

Analizando Marte


Analizando Marte

*A Nasa
* Pirâmides
* Antigo Egito
* Gizé.



** A Nasa **

** Sci-Fi quer processar NASA **













Bonnie Hammer

O canal a cabo Sci-Fi, presidida por Bonnie Hammer, está movendo uma ação contra a Nasa, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos EUA. O motivo da ação: que a NASA forneça mais informações sobre objetos voadores não identificados (OVNIS) e, em especial, um incidente denominado "o novo Roswell", ocorrido em 1965.Em dezembro daquele ano, moradores de Kecksburg, Pensivânia, EUA viram uma misteriosa "bola de fogo" cruzar o céu em direção a uma floresta, logo após o avistamento, a região da suposta queda do objeto foi cercada por militares. Nunca ficou claro o que realmente aconteceu e as autoridades não informaram o que encontraram. Esse incidente recebeu o nome Roswell, em alusão ao famoso caso ocorrido em 1947 no Novo México, EUA. Bonnie Hammer, a presidente da Sci-Fi, uniu-se a um jornalista investigativo, uma empresa de advocacia e John Podesta, o ex-chefe de gabinete do ex-presidente Bill Clinton, para obter a divulgação, junto à NASA, dos documentos relacionados ao incidente.O canal Sci-Fi apresenta programas e séries sobre temas ligados à ciência e ficção: http://www.scifi.com/


** Pirâmides **
Bom como eu vi que há tipos de construções em marte iguais as pirâmides encontradas no antigo Egito resolvi aprofundar a pesquisa tentando ligar as pirâmides de lugares diferentes mas com mesma estrutura tamanho e virada pra mesma direção . Cada bloco usado para construir as pirâmides possuía cerca de 2,5 toneladas , novos estudos do século 21 mostra que uma pirâmide levara cerca de 6 e uns quebrados de anos para serem construidas mais ou menos esse tempo cada um fala um tempo diferente mas tudo bem , as posições das pirâmides pelo que me lembro era sempre para o norte cerca de 190 º , o incrível é que elas foram construidas certamente para resistir ao tempo , resistir a tempestades e a cataclismas da terra normais esplicaveis ou anormais sem explicação , foram criadas na posição em que de dia os raios do sol pudessem penetrar dentre os blocos pequenas aberturas de ar e claridade já que naquela época naum havia nenhum tipo de iluminação pelo menos é o que se sabe hoje em dia , a noite só durante as épocas de lua cheia é que a claridade passava entre as entradas deixando que a pirâmide ficasse mais clara e naum um completo escuro ou pelo menos a parte que era mais escura ela clariava , as pirâmides antes de serem construidas tinha que saber também naum só a posição pro sol pegar por causa do claro mas também a posição na qual o vento sempre vinha a bater nela , as medias teriam que ser naum certas mas 100 % perfeitas um erro e todo trabalho ai por água abaixo é uma das construções que realmente leva-se muito tempo para serem construidas , todos tem uma teoria de como foi construida mas alguns se arriscam , tem pessoas que falam que foi os próprios homens que a construio outros falam que foram outras civilizações que vieram de fora do planeta terra outros falam que só foi possível ser contruidas por causa de vários prisioneiros escravos trabalhando para os egípcios , bom todos tem uma versão diferente bom eu diria no que eu acredito mas vou deixar pro final dessa postagem quando eu encerrar o tema que envolva pirâmides e o Egito . bom vou falar um pouco da histôria do Egito já que eu tive a oportunidade de estudas sua cultura crenças mitos ou lendas e entre outras coisas .
Bom vou começar com a cultura depois vou falar da histôria depois vou falar um pouco da ligação que as piramides do egito podem ter com as piramides de marte só que pra isso vamos ter que começar dez do inicio da histôria do egito passando por sua cultura mitologia e curiosidades , bom vamos começar com a mitologia : Boa Leitura

** MITOLOGIA EGÍPCIA **

















Como em todas as civilizações antigas, a Cosmogogia ocupa a primeira parte dos textos sagrados egípcios, tentando explicar com a fantasia e o relato milagroso tudo quanto se escapa do reduzido âmbito do conhecimento humano. Para os egípcios, como para o resto das grandes religiões, a criação do Universo faz-se de um único ato da vontade suprema, a partir do nada, da escuridão, do caos original. O seu criador chama-se Nun e era o espírito primigênio, o indefinido ser que tinha tomado o aspecto do barro. Este barro que aparece com tanta freqüência em todas as mitologias junto dos parágrafos das criações de deuses e de homens, a matéria-prima por excelência dos oleiros e (por assimilação) a matéria lógica para os deuses criadores, não era senão a terra e a água próximas dos antigos povoadores do mundo. Por isso o barro Nun foi o berço espiritual, a primeira força em que ia tomando forma o novo espírito da luz, Ra, o disco solar, pai de tudo o que habita sob os seus raios. Da vontade de Ra vão nascer os dois primeiros filhos diferenciados da divindade: são Tefnet e Chu. Ela é a deusa das águas que caem na terra e ele é o deus do ar, e os dois filhos estarão com o grande pai Ra no firmamento, compartilhando a sua glória e o seu poder e ajudando-o na longa e eterna viagem. Mas também Chu e Tefnet vão continuar a obra iniciada por Ra, criando da sua união outros dois novos filhos, os dois sucessores da última geração celestial: o deus da terra Geb, e a sua irmã e esposa, a deusa do céu Nut, para que eles relevem à primeira geração e criem a terceira, a que vai estar na terra do Egito. Os filhos de Geb e Nut, os quatro filhos do Céu e da Terra, dois homens e duas mulheres (embora haja versões que dão um quinto filho, chamado Horoeris), formam a primeira geração de seres que vivem no solo do Egito, os quatro primeiros deuses que se ocupam dessa terra escolhida e que velam por ela, ou que entram no mundo egípcio para completar o binômio do bem e do mal, da vida e da morte. O primeiro dos homens e o mais velho dos quatro, Osíris, é o deus da fecundidade, a divindade que representa e sustenta a continuidade da natureza; ele é quem faz nascer a semente, quem a amadurece e quem agosta os campos; Osíris é o princípio da própria vida. Ísis, a sua irmã e esposa, reina em igualdade sobre o extenso domínio do Nilo, em perfeita harmonia com o seu irmão, formando o casal positivo do binômio. Se Osíris se encarrega de proporcionar a vida aos humanos, Ísis está sempre à frente, após a invenção de todas as artes necessárias para desenvolver a vida, desde a moagem do grão até às complexas regras e leis da vida familiar. Neftis, a segunda irmã e a mais pequena de todos, não podia ter a sorte de Ísis, a sorte de ser esposa do bom e belo Osíris; por isso Neftis ficou à margem da felicidade; também por isso era a representação do resto do país útil, a deusa das terras menos felizes, as terras secas junto dos campos de cultivo; as parcelas de sequeiro que não tinham a sorte de ser regularmente inundadas pela água e pelo limo do rio nas suas cheias anuais. Set, o segundo homem e o terceiro dos filhos, é a criatura que pressagiou o seu destino ao nascer prematuramente, dado que abriu o ventre da sua mãe Nut, fazendo-a sofrer cruelmente; Set é o deus da maldade, o espírito negativo e o representante do deserto sem vida, a personificação da morte. Naturalmente, Set odeia desde a infância o primogênito Osíris; esta é a fábula constante do bom irmão diante do mau; é a lenda exemplificadora do mau assassinando o bom, tentando evitar a sua clara superioridade, tentando apagar com a morte a distância entre ambos. Mas continuemos com a história dos quatro filhos de Geb e Nut, e digamos que Set casou com a sua irmã Neftis, mantendo a tradição iniciada pelos seus antecessores divinos. Mas Neftis foi esposa do malvado Set também mau grado seu, porque ela amava Osíris, e deste casamento não surgiu nenhum filho, porque Set tinha que ser forçosamente estéril pela sua maldade. Mas não sucedeu a mesma coisa com Neftis, dado que ela sim, conseguiu ter um filho e, precisamente um filho de Osíris. Para conseguí-lo, embebedou o seu irmão e deitou-se com ele. Esse filho nasceria mais tarde e seria conhecido com o nome de Anúbis. Neftis amava tanto Osíris e tanto desprezava o seu marido que, quando se produziu o seu assassínio, a boa e infeliz Neftis fugiu do seu perverso marido, para poder estar ao lado do amado, junto da sua irmã Ísis, ajudando-a no embalsamamento. Após aquele momento, Ísis e Neftis permaneceriam sempre unidas à morte, acompanhando o piedoso defunto na sua sepultura, para proporcionar-lhe a ajuda que necessitasse no outro lado da morte. Ao assassinar Osíris, Set só conseguiu divinizar ainda mais o seu odiado irmão, porque o Osíris triunfante sobre a morte ia estabelecer-se como a personificação divina do ciclo, e voltaria a nascer e morrer eternamente, reinando na vida eterna do céu e deitando sobre o seu traidor irmão na terra, ao ficar com as suas posses e ser a figura amada pelas duas irmãs Ísis e Neftis, a figura adorada e homenageada por todos os egípcios, a divindade bondosa que governava as estações e o benéfico Nilo em proveito dos homens. Não foi demasiado difícil a Set terminar com a vida do seu bom irmão, o grande rei Osiris, apesar da constante vigilância que Ísis mantinha sobre as suas idas e vindas, dado que ela sim conhecia bem o seu malvado irmão e não confiava de maneira nenhuma nas suas artes. Depois de tentar uma e outra vez assassiná-lo sem êxito, finalmente Set tramou um plano que lhe permitia iludir Ísis e assim mandou construir uma caixa muito rica e bela, com o tamanho exato do seu irmão. Com a caixa em seu poder, Set organizou uma grande festa, à qual convidou Ísis e Osíris, junto com outras setenta e duas personagens, que não eram outras que os seus aliados no sinistro plano. Terminada a festa, Set comentou que tinha idealizado um jogo, que consistia em ver quem de todos os presentes cabia melhor naquela magnífica arca, e para o feliz tinha reservado um grandioso prêmio. Os convidados provaram sorte, mas nenhum dava o tamanho adequado, de maneira que chegou a vez de Osíris e ele sim, enchia completamente o buraco da caixa. Mas não havia tal prêmio; os presentes lançaram-se em tropel e encerraram o rei dentro dela; depois lançaram-na ao Nilo e o rio arrastou a caixa e a sua carga para o mar. Ísis saiu em perseguição do baú e Neftis uniu-se ela rapidamente na procura, enquanto Set e as suas seis dúzias de cúmplices celebravam precipitadamente a suposta vitória do usurpador. As duas irmãs entretanto, encontraram a caixa onde Osíris tinha sido encerrado e comprovavam que já era simplesmente um cadáver. Com os seus tristes lamentos e prantos, as irmãs comoveram os deuses e estes decidiram trazer de novo à vida ao infeliz Osíris, mandando-as que amortalhassem o seu corpo embalsamado em ligaduras, dando assim a pauta para o posterior rito funerário, ou que reunissem os seus restos para poder insuflar de novo a vida no seu destroçado corpo, segundo a versão correspondente.















Também se conta, em outros relatos sagrados, que a arca tinha saído para o mar quando Ísis chegou à foz do Nilo, e só terminou a sua viagem na muito longínqua costa da Fenícia, indo de encontro a um tronco que crescia à beira do Mediterrâneo, muito próximo da cidade de Biblos. a árvore, milagrosamente, cresceu num instante, englobando o féretro flutuante no seu tronco para dar-lhe o último abrigo. Movido pelo destino, o rei de Biblos viu aquela gigantesca árvore e mandou cortar o seu tronco e com ele ordenou construir uma coluna para o seu palácio. Mas Ísis soube também do portentoso fato e empreendeu a viagem até chegar à cidade de Biblos, onde pediu ser recebida pelo rei, para fazer-lhe saber a razão da sua penosa expedição. O rei ouviu o relato da rainha e ordenou imediatamente que lhe fosse devolvido o caixão onde repousavam as restos mortais do bom Osíris. Concedido o seu desejo e com o caixão em seu poder, regressou sigilosamente para o Egito, não sem antes tentar ocultar o cadáver do infeliz esposo da maldade de Set. Mas Set, senhor da noite e das trevas, deu com ele e voltou a tentar terminar com a ameaça que Osíris representava, fazendo com que os seus restos fossem dispersos por todo o imenso e intransitável delta do grande rio. De novo Ísis empreendeu a procura dos restos de Osíris nos pântanos do Nilo e, um a um, reuniu outra vez o cadáver. Quando os conseguiu, tomou a forma de uma grande ave de presa e pousou-se sobre os despojos, batendo as suas asas até que com o seu ar benfeitor insuflou uma vida renovada em Osíris. O esposo ressuscitado tomou-a e a boa Ísis ficou grávida de Hórus, o filho que teria de vingar o pai assassinado e restauraria a ordem divina no Egito. Mas, enquanto chegava o momento do nascimento de Hórus, Ísis ocultou-se de Set nos pantanosos terrenos do delta do Nilo. Osíris retornou ao reino dos mortos, mas já tinha deixado a sua semente em Ísis e dela nasceu felizmente Hórus em Jenis. Com a presença devota da sua mãe foi educado no maior dos segredos, preparando-se com esmero e paciência o sucessor do rei assassinado no seu esconderijo do Delta, enquanto a mágica Ísis o cobria com a impenetrável couraça dos seus conjuros, esperando até que chegasse a hora da vingança definitiva. E esta hora chegou, mas a luta entre Set e Hórus seria longa e angustiosa; uma briga que aparecia não ter fim, na qual um e outro infringiam tanto mal como o que recebiam do seu adversário. Tão penoso era o combate que Tot, o deus da Lua e a divindade da ordem e a inteligência, se apiedou dos combatentes e interveio para mediar na disputa, levando a ambos perante o tribunal dos deuses e fazendo comparecer também Osíris, para que todos pudessem ouvir as razões de um e dos outros. O tribunal sentencia que, na causa entre Set e Osíris, seja Osíris quem recupere o reino que teve em vida, e acrescenta à sua coroa a parte do país que originalmente correspondeu ao seu irmão e assassino. Na longa e controversa vista da briga entre Set e Hórus, que durou nada menos que oitenta anos, os juízes celestiais terminaram por sentenciar o pleito sobre os direitos sucessórios a favor de Hórus. O filho póstumo de Osíris recuperava o que correspondia pela sua linhagem: a sucessão no trono de Egito. Assim, o filho era reconhecido pela divindade como soberano indiscutível, dentro da tradição clássica que adjudicava aos reis e aos reinos um sentido de vontade divina. Por estas duas sentenças Set perde o seu poder, conquistado com enganos, mas não é castigado senão afastado do mundo; Set passa a ser também uma divindade necessária ao ser acolhido por Ra, divindade solar, para que se ocupe nos céus de alternar a noite com o dia e deixe que sejam os reis os que governem sobre a terra. Hórus, por sua vez, engendra quatro filhos: Amsiti, Hapi, Tuemeft e Kevsnef; embora não se especifique com exatidão quem pode ser a mãe, se é que existe tal (há quem dizem que são filhos de Hórus e da sua mãe Ísis). Estes filhos, que acompanharão Osiris nos julgamentos aos mortos, também cuidam dos quatro pontos cardeais e se ocupam de velar pelas necessidades e pela saúde das entranhas de Osíris. Como costuma contar-se em todos os mitos, uma vez passada a primeira época de harmonia, as criaturas terrestres, os seres privilegiados criados pela simples vontade de Ra, deus supremo, levantaram-se contra o seu senhor. Eram as sucessivas lutas à morte entre os inimigos da terra e as comitivas celestiais, lutas tão ferozes que foram desgastando as energias de Ra, até o fazer perder a sua força e babar. Com essa baba caída da sua boca, Ísis formou um barro e com ele construiu o áspide que -colocado no caminho do deus- envenenou Ra. Feito isto, Ísis apresentou-se diante do ferido, prometendo o antídoto em troca de que a divindade revelasse o seu nome secreto. Ra resiste enquanto pode agüentar a dor terrível, e trata em vão de esquivar a resposta, pois sabe que o nome da coisa e o poder sobre ela são uma única coisa. Mas afinal, vencido pela crescente dor, Ra tem que aceitar e dizer ao ouvido de Ísis esse nome que agora também ela vai conhecer, comunicando-lhe com esse ato a sua força total. Uma vez vencido por Ísis, o enfraquecido Ra vai ser também o alvo de outros ataques dos seres humanos, e a sua vingança, através da deusa Sekhmet, a mulher-leoa que encarnava a guerra, é tão terrível que quase termina com a humanidade, embora seja maior o amor que sente pela sua obra criadora, apiedando-se dos açoitados humanos justamente a tempo, ao enviar uma chuva de cerveja vermelha que cobre toda a superfície do planeta, confundindo Sekhmet, que a toma por sangue e trata de saciar a sua sede de morte com ela, embriagando-se com o vermelho líquido de tal maneira que deixa de executar a sentença de morte que Ra tinha decretado para os humanos. Depois deste ato de compaixão para com os seus desagradecidos filhos da Terra, Ra retira-se para sempre de todo o relacionado com os assuntos de governo, cedendo ao filho do seu filho Chu, o bom Geb, representante divino do planeta, o poder sobre o globo terrestre e quem sobre ele habita, pessoas, animais ou vegetais, mas sem o abandonar à sua sorte, dado que Ra se compromete a ajudá-lo com os seus conselhos e perpétua vigilância. Já conhecemos Tot quando interveio nos pleitos divinos entre Osíris, Hórus e Set, levando a sua arbitragem ao tribunal dos deuses, mas fica por definir a sua origem, o seu poder, dado que ele era o ser que reinava sobre todo o Universo com a sua sabedoria e punha nele a ordem. O grande Tot é identificado com a posse de todos os conhecimentos mágicos e considerado inventor da palavra, criador da escritura, o ser superior que manejava os conceitos e possuía, pois, o poder sobre os seres e as coisas inanimadas. Por essa ordem, era o deus natural dos muito importantes e onipresentes escribas de Egito, o grupo dos mais significados funcionários de todo o reino, dos homens que contavam e relacionavam todos os atos, os que catalogavam as posses de reis e senhores, e os que narravam as crônicas de cada época. Tot, por sua parte, estava encarregado, como escriba, em fazer a relação dos reis presentes, passados e futuros. Ele conhecia o destino dos rebentos reais e apontava qual deles reinaria pela vontade dos deuses sobre todo o império do Nilo e quanto duraria o seu feliz reinado. Tot determinava assim tudo o que estava escrito (pela sua própria mão) que devia suceder, ele era a personificação do destino omnisciente. Desposado com Maat, deusa da justiça e filha de Ra, formava um casal que compreendia todo o âmbito da justiça, pois ele exercia-a sobre os deuses e os seres vivos, e Maat presidia o julgamento dos mortos, junto com Osíris. Também se apresenta Tot casado com outras duas esposas de ascendência divina, Seshet e com Nahmauit, e era considerado o pai de outros dois deuses menores, Hornub, filho havido com a primeira, e NeferHor, na sua união com a segunda, e gozava de um mês com o seu nome, consagrado a ele, situado no princípio de cada ano. Se importante era a alma universal de Tot, Amon converteu-se no rei dos deuses a partir da capitalidade de Tebas, no poder divino aos faraós e no deus único e oficial do Egito, substituindo-se a partir do trono o culto ao cansado e enfraquecido Ra no transporte do disco solar ao longo do arco celestial. Amon, com um critério coerente com a importância do astro solar, passou a ser o deus da vida, da criação, da fertilidade. Quando desaparecia no céu visível, Amon passava a iluminar a noite dos mortos, o outro lado da vida. Depois, com o reinado de Amenofis (auto-batizado Akhaenaton), Amon foi substituído por Aton, um derivado do deus criador, Atum, que doador da vida original foi converter-se na representação do sol de Poente e de lá, por vontade do faraó, no deus único. Mas ainda mudando de nome continuava a ser o mesmo deus solar, e pouco custou -após a morte do herege rei Akhaenaton- devolver-lhe o velho nome e as antigas atribuições, para recuperar a sua identidade inicial de Amon e ultrapassar os limites do império egípcio, sendo adotado como deus supremo nos povos vizinhos da Líbia, Núbia e Etiópia, convertendo-se em deus oracular no seu grande templo situado no meio das arenas desérticas da Líbia. O grande Amon, casado com a deusa Mut, teve um filho, Jons, que passou de ser uma divindade lunar secundária para converter-se em permanente acompanhante do seu pai nas diárias travessias a bordo da barca solar. Com Mut e Jons, completa-se o panteão tebano e fecha-se completamente a sagrada trindade dos deuses de Tebas, à semelhança do trio formado por Osíris, Ísis e Hórus. Se grande era o poder dos deuses e quase tanto o dos seus designados, os faraós, o mundo da morte era, em definitiva, o que governava a vida dos humanos, dado que toda a vida se orientava a cumprir com o custoso rito do enterramento, da preservação do corpo do defunto e do reunião dos muitos bens que deviam acompanhá-lo na sua marcha para a vida eterna. Além de todo este cortejo de móveis, barcas rituais, imagens do morto, efígies dos deuses menores e maiores, alimentos, livros de orações e conselhos, devia permanecer o corpo, tão intacto como se soubesse fazer, porque ainda não se tinha chegado a abstrair a idéia da "alma", e só se identificava a possibilidade da vida após a morte com a conservação do aspecto humano. Por isso, nos enterros mais privilegiados conservavam-se embalsamadas por separado, junto da múmia igualmente embalsamada, as vísceras do defunto, dado que não resultava possível, pela sua rápida deterioração, mantê-las dentro do cadáver. Aqui desempenhavam um papel decisivo os quatro filhos de Hórus, dado que -como faziam com as entranhas de Osíris - eles cuidavam do bom estado das vísceras humanas e as protegiam de qualquer perigo que pudesse ameaçá-las. As quatro repartiam as suas funções da seguinte maneira: Amsiti estava ao cuidado da vasilha que continha o fígado; Hapi velava pela urna onde se encontrava o pulmão; Tuemeft vigiava o estômago do defunto; e, finalmente, Kebsnef cuidava do vaso no qual se conservavam os intestinos. Mas os quatro filhos de Hórus não estavam sozinhos nestas transcendentais tarefas de ultra-tumba, dado que Ísis acompanhava Amsiti; Neftis estava com Hapi; Tuemeft cumpria a sua missão junto de Neith, a deusa das águas do Nilo; e Selket, divindade do Delta e que tinha criado o grande Ra, estava com Kebsnef. Osíris, com Hórus, Tot e Maat e os seus quarenta e dois assessores especializados nas quarenta e duas faltas que deviam ser calibradas, (sete vezes seis, um número duplamente mágico), presidia as cerimônias do estrito julgamento dos mortos. Ante ele eram pesadas as boas e as más obras do defunto, a alma ou resumo da sua vida, e julgava-se essa relação de pecados ou virtudes. Mas não terminava o trâmite com a pesagem e defesa do defunto; após essa primeira parte, se passava a contrastar se o exposto tinha sido certo e tudo o julgável tinha sido trazido à luz.



















A veracidade do julgamento da alma era verificada com a pesagem minuciosa e precisa do coração, colocado na balança diante de uma leve pena, e bastava que esse coração fosse o que inclinasse a balança para o seu lado para que se condenasse o morto na verdadeira prova final, sendo condenado a padecer todos os sofrimentos possíveis, imobilizado na escuridão da sua tumba ou imediatamente o seu corpo devorado por uma aterradora divindade, Tueris, uma criatura com cabeça de crocodilo e corpo de hipopótamo que aguardava pacientemente o mentiroso. Se tudo estava a favor do defunto, Osíris premiava-o com o renascimento e a passagem para a vida eterna. Mas junto dele estavam outras duas divindades especializadas no ciclo da morte: Anúbis, filho de Neftis e Osíris, embora criado e educado por Ísis, e Upuaut, um antigo deus da guerra. Os dois aparecem sempre com cabeça de chacal, ou de cão (especialmente Anúbis) acompanhando Osíris no transe do julgamento como seus primeiros auxiliares. Eram dois seres acostumados a cuidar dos mortos, um por ter ajudado no seu dia a embalsamar o cadáver de Osíris, e o outro por ter tido que fazê-lo em tantas ocasiões, quando guiava as expedições guerreiras e devia cumprir o ritual com os seus guerreiros falecidos em combate. Embora fundamental para a vida em Egito, o grande rio, o Nilo, nunca chegou a ter uma divindade que o representasse no panteão nacional em igualdade de condições com os outros deuses, e só contou com o deus Hapi, que não era o mesmo que oficiava como filho de Hórus, dado que este tinha rasgos híbridos de mulher e de homem e luzia roupas de barqueiro do rio, tendo a sua morada numa caverna próxima da primeira catarata, a mais de mil quinhentos quilômetros da foz. Outras partes do rio tiveram quase mais importância do que Hapi, como foi o caso da grande corrente de água que conformava o rio - Satis - representada por uma mulher tocada com a tiara branca do alto Nilo e o arco e as flechas nas suas mãos, que era esposa da divindade da primeira catarata - Jnum - um deus com cabeça de carneiro, embora haja que precisar que foram quatro os diferentes Jnum venerados sobre as águas do Nilo. Também era esposa do Jnum da primeira catarata a deusa Anukit, a divindade que representava o estreitamento do rio à sua passagem pelas gargantas rochosas de Filae e Siena, ou o deus dos lagos -Hersef- que aparecia aos homens com o corpo de um homem e a cabeça de um borrego. Sabek, com cabeça de crocodilo, era a divindade das inundações benfeitoras, filho da deusa Neith, protetora das terras fecundas do Delta. Para as terras secas do Egito existia também uma divindade masculina específica, Minu, relacionada com a proteção dos viajantes que cruzavam as solitárias e calorosas arenas do deserto, e também encarregado da fecundidade dos campos e do gado. Nejbet, como mulher tocada com a tiara branca, ou em forma de abutre que voava sobre a cabeça dos reis, era a deusa protetora do Alto Egito. Hathor, além de ser a vaca criadora de tudo o visível e a protetora das mulheres e a maternidade, também estava situada no limite entre as terras férteis e as secas, oferecendo das figueiras a água e o pão aos mortos que se aproximavam do seu terreno para fazer-lhes saber que eram bem-vindos. Se a alegre e feliz Hathor tinha a forma de uma vaca, o seu animal companheiro devia ser o muito relevante deus Ápis, o boi divino adorado desde os primeiros tempos da existência do Egito, embora não chegasse à sua categoria celestial. Não é de admirar esta representação animal dado que todos os deuses egípcios tinham uma característica animal que geralmente portavam nas suas figurações em lugar da cabeça humana, quer fosse uma de falcão, como no caso de Hórus; de chacal ou cão, como a que distinguia Anúbis; de leoa, como a que personificava a deusa Sekhmet; de vaca, como às vezes levavam Ísis e Neftis; de bode, como podiam luzir Ra e Osíris; a cabeça de gato que diferenciava Bast e Mut; a de ganso que era a de Amon; o íbis e o macaco que encarnavam o supremo Tot; o escorpião que representava o espírito da deusa Selket, ou o fênix triunfal, que era a melhor forma de dar a conhecer a eternidade da alma dos dois grandes deuses Ra e Osíris. Mas o boi Ápis era um verdadeiro animal, selecionado entre os seus congêneres de acordo com umas marcas sagradas que deviam exibir, para servir de centro do seu culto; era cuidado no seu templo de Mênfis durante vinte e cinco anos, se chegasse a alcançar tal idade, depois era afogado e mumificado, para dar lugar ao seu sucessor. Mas junto da magnificência do boi Ápis, não há que esquecer o escaravelho sagrado, o Jepri, representação viva e múltipla do deus do sol e venerado em todos os cantos do Egito, sendo uma das representações mais freqüentes da divindade solar, que faz parte essencial da civilização egípcia e que está imortalizado entre os signos escolhidos para a linguagem escrita. Como pudemos ver, na envolvente da muito importante civilização egípcia se gera grande parte dos conhecimentos que vão fazer parte das culturas mediterrâneas. Como é natural, também no Egito nascem grande parte dos mitos recolhidos posteriormente pelos povos próximos, por hebreus e cristãos na Bíblia e pelos muçulmanos no Corão. Egito é o berço da gênese hebraica, é a primeira cultura que trata de sintetizar a criação do mundo e o seu barro original, é aceita para explicar também os diferentes credos que se elaboram a partir do seu. Egito é, sobretudo, o berço indiscutível do monoteísmo, do futuro deus único; do Egito, esta proposta sai para o norte com os hebreus que viviam e trabalhavam para os faraós; os cristãos retomam-na e os muçulmanos elaboram-na com novos dados, conservando o núcleo dos relatos bíblicos e acrescentando os elementos cristãos posteriores na sua singular recopilação do relato dos livros santos; também lá, com Set e Osíris, está a origem do mito de Caim e Abel como o vai estar o de Maria, nos primeiros séculos do cristianismo, da diocese de Alexandria, como mãe do menino Jesus, à qual se passa a denominar Rainha dos Céus, aproveitando o fervor que esta imagem levanta nos fiéis egípcios, mantendo-a igual a Ísis quando era adorada com o seu filho-irmão Osíris nos braços como prova do seu contínuo renascimento. Ainda mais importante: a vida depois da morte é outra das grandes idéias, talvez a fundamental, sobre as quais gira o espírito religioso egípcio, e essa promessa de vida eterna de uma melhor vida para os justos. Se se quer encontrar a melhor aportação da mitologia egípcia às religiões posteriores, há que procurá-la na grande esperança que implica o seu sistema de julgamento dos seres humanos. A recompensa imensa que os sucessivos deuses únicos (Jeová, a Trindade, Alá) vão oferecer aos hebreus, aos cristãos e aos muçulmanos, é a mesma que se descreve no Egito com o relato do julgamento de Osíris e a possibilidade da eternidade feliz; ao sair do seu contexto faraônico original democratiza-se e torna-se acessível a todos os fiéis por igual, ou mais concretamente, é oferecida com maior segurança a quem mais sofre, a quem menos possuí e desfruta nesta vida terrena, sendo a de Osíris a primeira idéia que o homem forja sobre a existência de um ser superior que tem que julgar os méritos e deméritos de cada um de nós. Com Osíris estão os seus quarenta e dois assessores, e deles nasce e fortalece-se a idéia do pecado estabelecido, a regra da religião exata e canônica, que toma corpo nos livros que no futuro querem ser norma inapelável. Para os cristãos, as tríades dos deuses egípcios (Osíris, Ísis e Hórus, ou Amon, Mut e Jons) consolidam-se e mantêm-se no conceito trinitário do seu deus. Egito, inicialmente isolado pelo deserto e pelos terrenos pantanosos do Delta, abre-se aos gregos e aos romanos e, através de Roma, a sua última dominadora, após a guerra entre os dois grandes rivais na luta pelo Império, Julius Cesar e marcus Antonios, junto de Cleopatra, a rainha grega dos últimos dias da sua existência independente e grandiosa, termina por exportar para o Oriente próximo e para o Ocidente inteiro a base do seu ideário mítico, quando parece que o seu poder já se extinguiu para sempre.

** MITOLOGIA Parte 2 **

Egiptologia é o estudo da antiga civilização egípcia, e para alguns egiptólogos, a adoração ao Sol revela uma tendência ao monoteísmo (crença em um deus único, o oposto de politeísmo).

NUMO oceano sem praias, cujas ondas iam estourar na imensidão das trevas. Do fundo das águas, emergiu uma ilhota minúscula, de onde surgiu um ovo, de superfície lisa e perfeita.
RÁ - AMON - AMON-RÁ - ATON - PTÁ
O deus Sol, é um deus pacífico, pai e mestre do Universo, que teria nascido segundo certos mitos, de um ovo, segundo outros, originou-se de um lótus. Ele desperta no oriente e é conduzido pela sua barca de ouro, de 770 côvados (o côvado egípcio tinha cerca de 52 centímetros) de comprimento, para distribuir calor e luz pelo mundo. Durante o dia apresenta uma forma humana e durante a noite ganha uma cabeça de carneiro, com longos chifres recurvados. De seu palácio, na cidade de Heliópolis, o deus Sol, reina sobre os egípcios, protege-os e concede-lhes incontáveis benefícios, enquanto vão constituindo povos em torno da terra do Egito: ao sul, os núbios; ao norte, os asiáticos; a oeste, os líbios e a leste, os beduínos. São seus filhos: Chu (o ar), Tefnut, Geb (a Terra) e Nut (o céu). Foi Rá que determinou que, quando um homem ofender os deuses, seja sacrificado um animal em lugar dele, um boi, uma ave, pois, Rá sente repulsa aos sacrifícios humanos. O passar do tempo é inexorável, tudo está condenado à velhice e à decrepitude, e nem mesmo o deus Rá escapa a essa lei. Seus membros vão ficando rígidos, seus ossos se convertem em prata, seu corpo vai transformando-se em ouro, seus cabelos ficam lápis-lázuli, ele precisa apoiar-se num bastão para conseguir caminhar. No decorrer dos séculos, os egípcios veneravam uma série de divindades, suas crenças religiosas variaram muito, e cada religião ou mesmo cada cidade, prestava um culto particular a um deus ou uma deusa que o restante do império ignorava. Todos os deuses importantes foram associados a Rá, assim:
· Amon em Tebas torna-se o primeiro de todos os deuses no decorrer do Novo Império, nessa época uma classe sacerdotal de muito poder venera-o em todo o Egito, e é representado em forma humana, às vezes dotado de cabeça de carneiro. Desde a I Dinastia, os carneiros são mumificados, mas é principalmente no Baixo Império que se tem o costume de construir vastas necrópoles, gigantescos cemitérios de animais.
· Ptá, criador do mundo e senhor dos artesãos, segundo os sacerdotes de Mênfis, é um personagem mumificado, tem fama de ser particularmente atento às súplicas dos homens, por isso, às vezes sua imagem é representada com grandes orelhas.
· Cnum, deus carneiro, cujo principal santuário encontra-se na ilha de Elefantina.
· Aton (o disco solar) em Heliópolis. A ave chamada fênix também é venerada em Heliópolis no nascer do sol.




** ESCARAVELHO **



O escaravelho, em Heliópolis, é visto como "o deus que veio sozinho à existência", ou seja, Rá.
O deus Sol, é um deus pacífico, pai e mestre do Universo, que teria nascido segundo certos mitos, de um ovo, segundo outros, originou-se de um lótus...
Ele desperta no oriente e é conduzido pela sua barca de ouro, de 770 côvados (o côvado egípcio tinha cerca de 52 centímetros) de comprimento, para distribuir calor e luz pelo mundo.
Durante o dia apresenta uma forma humana e durante a noite ganha uma cabeça de carneiro, com longos chifres recurvados. De seu palácio, na cidade de Heliópolis, o deus Sol, reina sobre os egípcios, protege-os e concede-lhes incontáveis benefícios, enquanto vão constituindo povos em torno da terra do Egito: ao sul, os núbios; ao norte, os asiáticos; a oeste, os líbios e a leste, os beduínos.




São seus filhos: Chu (o ar), Tefnut, Geb (a Terra) e Nut (o céu). Foi Rá quem determinou que, quando um homem ofender os deuses, seja sacrificado um animal em lugar dele, um boi, uma ave, pois Rá sente repulsa aos sacrifícios humanos.




O passar do tempo é inexorável, tudo está condenado à velhice e à decrepitude, e nem mesmo o deus Rá escapa a essa lei. Seus membros vão ficando rígidos, seus ossos se convertem em prata, seu corpo vai transformando-se em ouro, seus cabelos ficam lápis-lázuli, ele precisa apoiar-se num bastão para conseguir caminhar.




No decorrer dos séculos, os egípcios veneravam uma série de divindades, suas crenças religiosas variaram muito, e cada religião ou mesmo cada cidade, prestava um culto particular a um deus ou uma deusa que o restante do império ignorava. Todos os deuses importantes foram associados a Rá, assim:




Amon em Tebas torna-se o primeiro de todos os deuses no decorrer do Novo Império, nessa época uma classe sacerdotal de muito poder venera-o em todo o Egito, e é representado em forma humana, às vezes dotado de cabeça de carneiro. Desde a I Dinastia, os carneiros são mumificados, mas é principalmente no Baixo Império que se tem o costume de construir vastas necrópoles, gigantescos cemitérios de animais.




Ptá, criador do mundo e senhor dos artesãos, segundo os sacerdotes de Mênfis, é um personagem mumificado, tem fama de ser particularmente atento às súplicas dos homens, por isso, às vezes sua imagem é representada com grandes orelhas.
Cnum, deus carneiro, cujo principal santuário encontra-se na ilha de Elefantina.
Aton (o disco solar) em Heliópolis. A ave chamada fênix também é venerada em Heliópolis no nascer do sol.




** KHEPRA ou KHEPRI — ESCARAVELHO **




Khepri era da classe dos deuses egípcios associados com um animal particular. O nome significa o escaravelho ou aquele que surge. Divindade solar cujo culto menciona-se nos textos das pirâmides.
O escaravelho é um tipo de besouro do esterco comum em todo Egito. O hábito do escaravelho de botar ovos em esterco animal bem como nos corpos de escaravelhos mortos foi observado pelos egípcios...




O chocar subseqüente dos ovos de material aparentemente pouco prometedor conduziu os egípcios que associam o escaravelho com renovação, renascimento e ressurreição.
O hábito do escaravelho de enrolar esterco em esferas e empurrar através da terra foi também notado pelos egípcios Antigos. Khepri era freqüentemente associado com o Sol e foi concebido como um escaravelho gigantesco que rola o Sol através do céu...




A renovação e renascimento associados com o escaravelho também entrou em jogo aqui. Khepri renova o sol cada dia antes de rolar ele acima do horizonte e carrega-o com segurança através do outro mundo após o pôr do sol para renová-lo no dia seguinte.
O sacerdócio de Heliópolis o consagrou como deus do sol diurno e o venerou como sol ao surgir na tripla forma de Khepri-Rá-Áton (raiar, meio-dia, poente).
Nas iconografias aparece em forma humana com o escaravelho situado em lugar de sua cabeça, ou simplesmente como um escaravelho que empurra com suas patas dianteiras o disco solar através do céu.




O símbolo do escaravelho estava sobre os amuletos e nos selos do rei. Existia um escaravelho do coração que formava parte do vestuário do defunto. (veja mais abaixo)

















Aquele que em vida trouxesse consigo uma imagem do escaravelho garantia, de certa forma, a persistência no ser e aquele que levasse essa imagem para a tumba tinha certeza de renascer para a vida.




O escaravelho era, assim, o amuleto preferido de vivos e mortos. Os escaravelhos destinados aos mortos têm sua face inferior tratada com o maior realismo. Geralmente são escaravelhos-corações, amuletos de pedra dura que eram depositados no lugar do coração, no peito da múmia.
Muitas vezes, o escaravelho está incrustado numa moldura retangular, fixada sobre o peito do morto. Tais amuletos foram encontrados também no tórax de certos animais sagrados.



























** HÓRUS - O DEUS SOLAR FALCÃO **

Nos pântanos do delta, num lugar chamado Chemnis, perto da cidade de Buto, Ísis dá à luz ao seu filho Hórus, que tem cabeça de falcão.
No mesmo instante, confia-o à deusa-cobra Uadite, que reina sobre todo o delta, para partir numa tarefa longa e penosa: a busca do corpo de Osíris.
Amamentado pela vaca Hátor e protegido pela cobra Uadite, o falcão Hórus enfrenta muitas dificuldades.
Depois, cresce e aperfeiçoa sua educação, e quando as suas forças tornam-se vigorosas o suficiente, Osíris, volta a Terra para ensinar-lhe as técnicas básicas de combate.
Hórus anseia por vingar o pai, reúne os egípcios fiéis a Osíris, e encorajado por Ísis, declara guerra a Set. Este e seus partidários transformam-se em animais, compondo uma tropa de serpentes, crocodilos, hipopótamos e gazelas.
Hórus, sob a forma de falcão, mutila Set, e este arranca-lhe um olho. Depois de muita luta, os dois rivais são convocados ao tribunal divino, e quem soluciona a questão, depois de curar as feridas dos dois, é o deus-íbis, Thot.
Set rumina a derrota, mas não está morto, a todo momento retoma com Hórus, a luta das trevas contra a luz (a eterna luta do bem contra o mal).
Assim, a profunda veneração que os egípcios dedicam a Hórus, só se iguala, ao terror que lhes inspira Set. Como o pai, Hórus governa com sabedoria, depois dele, reinam seus descendentes, a começar por Menés, o faraó que inaugura a I Dinastia.
Durante mais de 3.000 anos, os soberanos de 27 dinastias serão considerados herdeiros de Hórus. O Templo de Hórus, fica em Edfu.
Ele aparece sob a forma de um falcão pousado sobre os ombros do faraó Quefrén, em estátua existente no Museu do Cairo. É também representado com corpo de homem e cabeça de falcão, conforme aparece em estátua existente no Museu do Louvre, em Paris.












O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar.
A sede de seu culto ficava em Heliópolis (On em egípcio), o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. O deus-Sol é retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações.
Seu nome mais comum é Rá e podia ser representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus.























** THOT - HOMEM COM CABEÇA DE ÍBIS **


É um sábio que, às vezes, é representado como um grande babuíno branco e outras vezes por um íbis sagrado. Hermópolis, é a sua cidade.
Senhor da voz, mestre das palavras, ele é famoso em toda parte por seus profundos conhecimentos. Seu espírito criativo produz invenções o tempo todo, criou os diferentes idiomas humanos, os algarismos, o cálculo, a geometria, a astronomia, aos jogos de xadrez e de dados.
Foi ele quem criou também o primeiro calendário e a escrita (os hieróglifos, que é a escrita sagrada dos egípcios).

















Durante muito tempo, os hieróglifos, constituíram um mistério indecifrável e, talvez, Thot tenha sido mesmo sábio, ao reservar certos conhecimentos secretos a alguns iniciados e escondê-los do grande público, tal parece ser o ponto de vista dos escribas (aquele cuja profissão é escrever e que gozam de consideração e poder), os únicos que conseguiam ler os sinais enigmáticos, grafados da direita para a esquerda.
Em Hermópolis, cidade de Thot, há uma quantidade impressionante de múmias de íbis e de babuínos.
O íbis é uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth.
Essa ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.
Na simbologia, o íbis representa o pássaro sagrado para os antigos egípcios, que o consideravam o inventor da escrita e o deus da sabedoria. Está relacionado à morte, ao julgamento das almas e à espiritualidade, está também associado à lua crescente.





















O babuino ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais.
Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.




A primeira série de selos comemorativos foi emitida em 1925, para marcar o Congresso Internacional de Geografia, ocorrido no Cairo. Os 3 selos (Scott: 105/107), com valores faciais de 5 milliemes (marrom), 10 milliemes (vermelho) e 15 milliemes (azul), mostram Thoth escrevendo o nome do rei Faud.


GEBO deus da Terra. A terra casa-se com o céu (Nut) e tem quatro filhos: Osíris, Set, Néftis e Ísis.
NUTA deusa do Céu. Seu imenso corpo é repleto de estrelas e forma a abóbada celeste. Às vezes, os egípcios representam o Céu sob a forma de uma vaca. Casada com Geb, contra a vontade do pai Rá, foi amaldiçoada à esterilidade eterna. Mas, a astuta Nut, pede ao deus da sabedoria Thot, que acrescente cinco dias ao calendário egípcio, que nessa época tinha 360 dias. Assim, escondida do pai, Nut teve quatro filhos: Osíris, Set, Néftis e Ísis.
CHUO ar é quem sustenta o ventre de Nut.
AMANTIO mundo subterrâneo, com suas “12 portas da noite”, cada uma representa o passar de uma hora.

** HÁTHOR - DEUSA DO AMOR **




“Senhora do céu”, “alma das árvores”, ama-de-leite de Hórus, a vaca Hátor aparece com freqüência nos mitos. É uma deusa benevolente, adorada em várias regiões, principalmente em seu templo de Dendera. Vaca tranqüila que geralmente personifica o olho de Rá, amamentou Hórus quando nasceu. Uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres representava Hathor, deusa do céu e das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.






** SEKHMET - A LEOA SANGUINÁRIA **





Uma divindade sanguinária, com corpo de mulher e cabeça de leão, encimada pelo disco solar, representava a deusa Sekhmet que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas, comanda os mensageiros da morte e é responsável pelas epidemias, tanto causando como curando as epidemias. Essa divindade feroz e poderosa era adorada, temida e venerada em várias regiões, sobretudo na cidade de Mênfis. São feitas oferendas de cerveja a esta deusa, a fim de acalmá-la. Sua juba — dizem os textos — era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...




BASTET -




DEUSA GATADeusa de cabeça de gato, doce e bondosa, cujo templo mais conhecido ergue-se em Bubástis (seu centro de culto), cujo nome em egípcio — Per Bast — significa “a casa de Bastet”. No Antigo Egito, o gato doméstico, trazido do sul ou do oeste por volta do ano de 2.100 a.C., é considerado um ser divino, de tal ordem que, se um deles morrer de morte natural, as pessoas da casa raspam as sobrancelhas em sinal de luto. No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras efígies de bronze que provam a veneração a esse animal. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.
NECBETA deusa abutre que reina sobre o Alto Egito, e a Uadite, uma cobra fêmea que domina o delta, são imagens que estão sobre a coroa sagrada do faraó.
CONSUDeus da Lua, esse mago de grande reputação é cultuado em várias regiões. Os tebanos vêem nele o filho de Amon-Rá. Sua cabeça de falcão é coroado pelo disco lunar.




**SOBEQUE - CROCODILO **




Sobeque, domina Ombo e a região do Faium. Na cidade de Crocodilópolis, é considerado o senhor do Universo, associando-se ao Sol (algumas divindades tornaram-se solares sem nenhuma justificativa em sua personalidade de origem, é o caso do deus crocodilo Sobeque). Um crocodilo (inimigo de morte dos camponeses) ou um homem com cabeça de crocodilo representavam o deus Sebek, uma divindade aliada do implacável deus Seth. Seu centro de culto era Crocodilópolis, na região do Faium, onde o animal era protegido, nutrido e domesticado. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.

**ANÚBIS - CHACAL**




Deus com cabeça de chacal (um dos cães selvagens que então eram comuns no Egito), que domina a arte secreta de impedir que os corpos apodreçam. O “Senhor das necrópoles”, como é chamado muitas vezes, encarrega-se de velar os túmulos e introduzir no outro mundo as almas dos defuntos. Sua cor negra, é uma promessa de renascimento. Foi ele quem reconstitui o corpo de Osíris, embalsama-o e envolve-o em bandagens, nas quais Ísis inscreve fórmulas mágicas. Anúbis é quem acompanha Osíris e Thot, numa conquista ao vasto mundo.






















Cães sagrados eram dedicados a Anúbis. O chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

** OSÍRIS **




Primeiro filho de Nut e Geb, tem uma pele escura e grande estatura. Rá deixa o seu trono suntuoso do Egito para Osíris, que desposa a sua irmã Ísis. E deste palácio em Tebas, eles governam os egípcios. Em suas mãos, Osíris, leva o cetro e o enxota-moscas, insígnias da realeza. Ele é considerado o deus do mundo vegetal, e suas cores são a preta, que representa o renascimento, e o verde, que representa a fecundidade e a vegetação. O trigo, a vinha, a cevada, foram uma dádiva de Osíris para a população, pois, ele indicou aos homens, as plantas que serviam para a sua subsistência.




















Osíris organiza a religião, regulamenta o culto e edifica numerosos templos no Egito. Percorre o mundo, numa conquista pacífica e proveitosa, acompanhado de Thot e de Anúbis. É denominado Unenefer, “a boa entidade”. Osíris, é morto e esquartejado em 14 pedaços, por seu invejoso irmão Set. Depois de muito tempo e um longo trabalho de Ísis, ajudada por Néftis, Thot e Anúbis, o deus assassinado, desperta para uma nova vida, porém jamais voltará à vida terrestre, segue as ordens de Rá, que ele se tornará o senhor do reino dos mortos. Depois de morrer, Osíris vai morar no Sol.
Em cada cidade onde é venerado, supera um deus já existente ou assume as funções desse deus. Assim, em Mênfis é associado a Socáris, deus local dos mundos subterrâneos, e torna-se deus dos mortos. O culto a Osíris chega a ofuscar o culto ao Sol, a partir do final da V Dinastia, passa-se a acreditar que o faraó morto transforma-se em Osíris. No Médio Império, essa crença estende-se a todos os defuntos, qualquer que seja a sua origem.

**SETH **












Segundo filho de Nut e Geb, é um deus ruivo, que se manifesta de modo inquietante como um deus vermelho, símbolo da desordem, da violência, dos trovões, das tempestades e da guerra. Reina sobre os oásis e o imenso deserto, com sua esposa e irmã Néftis, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Inimigo mortal do irmão Osíris, seu único desejo é vencer e derrubá-lo de seu trono. Em uma armadilha, Osíris fica preso dentro de um caixão de madeira lacrado com chumbo derretido, que é jogado no rio Nilo. Set apossa-se do trono, e sai em perseguição aos companheiros de Osíris. Para escapar a essa fúria, Thot, Anúbis e os deuses favoráveis a Osíris, transformam-se e refugiam-se no corpo de animais.



























** ÍSIS **



É uma grande maga, tem sabedoria tanto quanto o avô Rá, é ambiciosa e astuta. O único conhecimento que lhe falta é o verdadeiro nome de Rá. Ela planejou um esquema contra Rá, onde uma serpente com seu poderoso veneno causou um mal que atormentava o seu corpo. Ninguém conseguia curar o poderoso deus, até que Ísis diz que saberia como livrar-lhe do mal, mas para isso, ela precisaria saber o seu verdadeiro nome. Conseguiu salvá-lo desse encantamento com palavras mágicas, e conseguiu descobrir o que queria, adquirindo assim poderes, onde transformou-se mais tarde, numa das maiores divindades.(Para os egípcios, o nome próprio não é apenas um rótulo associado ao indivíduo, tem um significado muitas vezes religioso e chega mesmo a possuir um poder mágico. Ao saber o nome de uma pessoa, tem-se poder sobre ela. Essa crença no valor do nome encontra-se no código penal egípcio. Assim, é possível castigar um delinqüente reduzindo seu nome, ou até mesmo, para imprimir maior severidade, suprimindo-o. Nesse caso, o criminoso perde junto com seu nome, toda esperança de vida após a morte).




A deusa Ísis foi objeto de uma admiração fervorosa pelas multidões. Mostra-se mãe dedicada e compassiva, uma maga protetora das crianças, esposa fiel (mesmo depois da morte do marido), e também sensível às tristezas humanas, sendo capaz de compartilhá-las. Segundo a mitologia egípcia, a história de Ísis começa quando ela e seu irmão e marido Osíris, vivem entre os homens, reinando sobre todo o Egito, com grande sabedoria. O irmão Set, mata e esquarteja Osíris. Pouco depois da morte de Osíris, Ísis tem um filho, Hórus, destinado a proteger o Egito Antigo como deus supremo, o grande deus do Sol nascente.


















pelo Egito, juntando os pedaços do irmão morto, até que reconstitui seu corpo. A deusa faz muitos encantamentos, pronuncia palavras sagradas, dispõe amuletos sobre a múmia, e finalmente Ísis e Néftis agitam suas grandes asas sobre o corpo inanimado, onde os olhos de Osíris abrem-se. O deus assassinado desperta para uma nova vida, porém, jamais voltará à vida terrestre, segue as ordens de Rá. Depois de morrer, Osíris vai morar no Sol, e Ísis na Lua, dai adivindo a crença de que as chuvas torrenciais, que caem por influência lunar, são na realidade o pranto de Ísis por seu irmão e amante. Ísis é a deusa egípcia da natureza, que traz as cheias do rio Nilo, após as quais a terra se torna mais fértil. (O Templo de Ísis, fica na ilha de Agilka).

** TOURO ÁPIS **


Funerais suntuosos eram feitos regularmente em Mênfis, quando morria o touro Ápis “alma magnífica” de Ptá, que depois renascia em outro touro sagrado. O pêlo do Ápis é branco, com manchas negras na testa, na espinha dorsal e no pescoço. Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptá. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.














KNUM (CARNEIRO)O carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios, simbolizava um dos deuses relacionados com a criação. Segundo a lenda, o deus Knum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu torno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Seu centro de culto era a cidade de Elefantina, junto à primeira catarata do rio Nilo. Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa era Heqet, deusa com cabeça de rã, também associada à criação e ao nascimento.






























** APÓPIS e UADITE (SERPENTE) **

A serpente é às vezes “boa” - Uadite, e às vezes “má” - Apópis. Uma ameaçadora e gigantesca serpente, um monstro de 450 côvados, que ataca o Sol toda manhã e todo entardecer. Às vezes quando os dois se defrontam, o imenso corpo de Apópis esconde o grande Rá, nesse momento, o Sol para de brilhar, e os homens assistem a um eclipse. As serpentes que habitavam o além-túmulo são descritas no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era a grande serpente Apófis. Buto, é uma cidade que tem lugar de destaque nos mitos egípcios, pois, é a pátria de Uadite, a deusa cobra, e fica ao lado de Chemnis, local de nascimento de Hórus.

Fontes:

Atlas Geográfico Mundial - Folha de São Paulo, 1994 - São Paulo.O Egito - Mitos e Lendas, Alain Quesnel, Jean-Marie Ruffieux , Jean-Jacques e Yves Chagnaud. Editora Ática, 1994 - São Paulo.Egypt - Simonetta Crescimbene e Patrizia Balocco. Tiger Books International PLC, 1994 - England.Egito - O Incrível Mundo da National Geographic Society. O Estado de São Paulo.Almanaque Abril - A Enciclopédia em Multimídia. Abril Multimídia, 1995 - São Paulo.Revista Viagem e Turismo - Editora Azul, Junho de 1997 - São Paulo.Mistérios do Desconhecido - Lugares Místicos. Abril Livros LTDA / TimeLife, 1991 - Rio de Janeiro.História em Revista - A Era dos Reis Divinos - (3.000 - 1.500 a.C.). Abril Livros LTDA, 1991 - Rio de Janeiro.Knopf Guides - Egypt. Copyright® 1995 Alfred A. Knopf, Inc., New York

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