sexta-feira, junho 29, 2007

Analizando Marte 2º Parte

** O Crocodilo Domesticado **








O culto do deus Sebek é originário do Faium, que no Antigo Império era apenas uma região alagadiça e aquática onde pululavam os crocodilos. Obras executadas na região pelos faraós da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.) tornaram-na cultivável. Em Shedet, a capital do oásis — em grego Crocodilópolis — situada junto ao lago Moeris, foi construído, no Médio Império, o principal santuário de Sebek. A partir daí seu culto se expandiu por todo o Egito.
O historiador grego Heródoto (aprox. 480-425 a. C.) é quem nos conta:
Parte dos egípcios encara o crocodilo como animal sagrado; mas a outra parte move-lhe guerra. Os que habitam as vizinhanças de Tebas e do lago Moeris têm pelos referidos anfíbios muita veneração. Escolhem sempre um para criar e domesticar. Nas orelhas desses crocodilos põem brincos de pingentes em pedras artificiais ou em ouro e pequenas correntes e braceletes nas suas patas dianteiras. Dão-lhe alimentos especiais e cuidam dele da melhor maneira possível enquanto vive. Quando morre, embalsaman-no e depositam-no numa urna sagrada.


Na outra extremidade do Egito, constata Heródoto:
Os habitantes de Elefantina e das vizinhanças não consideram, absolutamente, os crocodilos animais sagrados, não tendo nenhum escrúpulo em comê-los.
Os camponeses eram obrigados a conviver com os ferozes crocodilos, mas a lenda diz que os habitantes de Dendera eram imunes aos ataques desses monstros. Uma canção de amor faz alusão a isso:
O amor de minha bem-amada, sobre a outra margem, está em mim... mas um crocodilo mantém-se sobre o banco de areia. Dentro d'água, patinho na corrente... acho o crocodilo semelhante a um rato, pois meu amor por ela me fortalece: ele será para mim como o Charme das Águas...















O belíssimo templo de Kom Ombo, da época greco-romana, situado sobre uma colina às margens do Nilo, com edifícios anexos e dentro de um recinto cercado de muros de tijolo, foi dedicado ao deus Sebeke em seus arredores existia uma necrópolede crocodilos embalsamados.
Sabe-se, também, que no ano 10 a.C., no lago Moeris, sacerdotes egípcios mantinham um crocodilo domesticado, alimentado com bolos e vinho feito de mel.

Textos de culto fazem supor que em outras localidades também os crocodilos desempenhavam um papel importante em certas cerimônias que se realizavam nos lagos sagrados.

** Deuses **

O Início

Como em todas as civilizações antigas, a cosmogonia ocupa a primeira parte dos textos sagrados egípcios, tentando explicar com a fantasia e o relato milagroso tudo quanto se escapa do reduzido âmbito do conhecimento humano. Para os egípcios, como para o resto das grandes religiões, a criação do Universo faz-se de um único ato da vontade suprema, a partir do nada, da escuridão, do caos original. O seu criador chama-se Áton (Num ou Atum) e era o espírito primigênio, um indefinido ser. Num foi o berço espiritual, das primeira força em que iam tomando forma os novos espíritos, os dois primeiros filhos divinos nasceram com corpos de humanos e cabeças de leão. Tefnut, passional e emotiva tornou-se a deusa das águas que caem na terra, da humidade. Shu, o prático, a mente, o deus do ar. Mas tamJuntos ficavam na areia sentados sob os tornozelos como esfinges de olhos dourados, fitando direções opostas com as caudas entrelaçadas guardando as entradas para o mundo.Também Shu e Tefnut vão continuar a obra iniciada por Áton, criando da sua união, outros dois novos filhos. A filha, de nome Nut, era a aurora e o anoitecer, o céu. O filho, Geb, era a força vital e passional da Terra. Eles eram um par de amantes divinos; toda emoção sentida por Geb era também sentida por Nut. Os dois deitavam-se juntos como se fossem um só, num abraço tão longo quanto a eternidade. Um par de filhos foram os frutos dessa união celestial; o primeiro nasceu na aurora e recebeu o nome de Rá, a criança dourada, o nobre Sol. A segunda nasceu no anoitecer e recebeu o nome de Toth, o deus escriba, a Lua. As duas crianças progetavam luzes sobre os seus pais, que finalmente puderam ver os seus corpos, que antes só haviam tocado e sentido. Logo Nut estaria novamente grávida.À medida que crescia a barriga da mãe céu, crescia igualmente o ciúme e a irritação do primogênito Rá, que, confiando na força de seu avô Shu, pediu ao deus do ar que erguesse Nut, afastando-a cada vez mais de seu amado irmão Geb, podendo vê-lo mas incapaz de tocá-lo, exceto nas bordas do horizonte, onde os dedos das mãos e dos pés roçavam a Terra.

** A CRIAÇÃO DA HUMANIDADE (REMIT) **


Rá, que havia criado o dia e a noite, a duraçãos dos meses e do ano egípcio decreta, então, que ele poderia criar de si mesmo, seus filhos e filhas, qual chamaria de Remit (humanidade), e povoaria toda a Terra com eles, e mais ninguém, além da Remit, nasceria em qualquer dia ou noite do seu ano.Os filhos de Rá eram como sementes que caem no chão, e assim como as sementes podiam ser boas ou más. Levadas pelo vento até os confins do mundo, criaram raízes, prosperaram e cresceram como ervas silvestres. Não podiam ser contidas.Enquanto isso anos, séculos ou até milênios se passaram. E impossível dizer quanto tempo os irmãos e irmãs de Rá, permaneceram, em gestação, no ventre escuro da Mãe-Céu Nut. Lá estava Osíris, deus da fecundidade, a divindade que representa e sustenta a continuidade da natureza; ele é quem faz nascer a semente, quem a amadurece e quem agosta os campos; Osiris é o princípio da própria vida. Lá estava Ísis a irmã e esposa de Osíris. Ísis reinará em igualdade sobre o extenso domínio do Nilo, em perfeita harmonia com o seu irmão, formando o casal positivo do binômio. Se Osíris se encarrega de proporcionar a vida aos humanos, Ísis está sempre à frente, após a invenção de todas as artes necessárias para desenvolver a vida, desde a moagem do grão até às complexas regras e leis da vida familiar. Lá estava Neftis, a segunda irmã e a mais pequena de todos, não podia ter a sorte de Ísis, a sorte de ser esposa do bom e belo Osiris; por isso Neftis ficou à margem da felicidade; também por isso era a representação do resto do país útil, a deusa das terras menos felizes, as terras secas junto dos campos de cultivo. Lá estava Seth, o segundo homem e o terceiro dos filhos, é a criatura que pressagiou o seu destino ao nascer prematuramente, dado que abriu o ventre da sua mãe Nut, fazendo-a sofrer cruelmente; Set é o deus da maldade, o espírito negativo e o representante do deserto sem vida, a personificação da morte.

** O NASCIMENTO DOS DEUSES **

Em algum lugar do Céu ou da Terra, a sutil Lua, Toth, jogou infindáveis partidas de damas com arrogante irmão Rá, o Sol, deixando ganhar a maioria dos jogos, porem Toth era um jogador habilidoso e durante um certo tempo apostou e ganhou cinco dias da luminosidade do Sol. O deus Lua recolheu os seus ganhos. Então os quatro deuses e deusas gerados pela Mãe Céu reuniram-se tirando a sorte para ver quem deveria nascer primeiro. Osíris concordou em sair primeiro e fazer as pazes com Rá, que havia impedido-os de nascer, juntando forças com o Sol para reavivar a Terra e devolver ao Nilo sua abundância. Mas Seth queria nascer primeiro e lutar contra Rá. Nasceu então Osíris, o primeiro deus-homem. Sua força era silenciosa; o saber sutil. Por onde ele passava, as rochas secas se fendiam e a água fluia pelo chão. Então, deformado pela ira, Seth rompeu a barriga de sua mãe, Nut, e caiu no chão. Tinha a cabeça de asno e seu nobre coração endureceu como um bloco de ferro. No dia do nascimento de Seth, Rá enviou um vendaval, um torverlinho cheio de fúria e arreia. Seth transformou-se numa áspide e, coleando, entrou pela greta de alguma rocha do deserto, esperando a tempestade passar.No terceiro dia, cessou o vendaval e então Ísis atravessou o portal do tempo, deixando Néftis sozinha na escuridão esperando pelo seu parto.No quarto dia, a deusa Néftis nasceu cercada de uma curtina de mistério. Dizem que na noite de seu nascimento os lobos uivaram e as rãs, engolindo o ar, saltaram das profundeças do rio e se diziam que a deusa trazia às Terras do Egito, consigo, a verdade, mas a verdade só podia ser vislumbrada em sonhos. A partir desses modelos de deuses-homens e deusas-mulheres, foi feito o mundo. E os deuses chamaram essa Terra de Kemit.

**Amón **

Acreditava-se que Amón estava presente em todas as coisas, podendo assumir diversas formas. Unindo-se a Rá, o deus passou a ocupar uma posição de destaque após a fundação da XII Dinastia pelo Faraó Amenemhet I, que tornou o Egito novamente um reino poderoso e unido.A primeira referência conhecida ao deus aparece na pirâmide do famoso Rei Unas da V Dinastia, onde tanto ele quanto a sua esposa Amaunet são incluídos no rol dos deuses primevos associados com Nut - "Os pais e mães" que estavam "nas profundezas".Amón era primitivamente um deus estritamente local, cujo culto foi absorvido pelos egípcios, e que passou por tantos estágios e desenvolvimentos que é impossível apreender o conceito tribal original, que provavelmente era vago e rudimentar.Os egípcios interpretavam seu nome como "Aquele que Esconde a Si Mesmo", pois ele escondia sua "alma" e seu "nome", sendo ele a força efetiva invisível no vento. Amón pode ter sido um deus do Mundo Subterrâneo, pois está ligado a Osíris como divindade lunar. Em seu caráter como Amón-Rá ele chegou a tomar o lugar deste deus como o juiz dos mortos.Durante o Novo Reinado, os sacerdotes de Tebas atingiram as alturas da eloqüência em hinos dedicados ao deus Amón que exaltavam sua grandeza como o criador. Esses hinos, particularmente as estrofes do papiro Leiden 1350, objetivavam demonstrar que todos os elementos do universo físico eram manifestações de um protagonista solitário. Há uma confluência de todas as noções de criação para a personalidade de Amon, uma sintése que enfatiza como o deus transcende todas as outras divindades em ser "Mais Além do Céu e Mais Profundo que o Mundo Subterrâneo". De tempos em tempos os sacerdotes-poetas egípcios tentavam interpretar a inexplicabilidade de Amon. Seu mistério é contido em seu nome - devido à sua essência imperceptível, ele não podia ser chamado por nenhum nome. Sua identidade era tão secreta que nenhum outro deus conhecia seu nome verdadeiro.Amón era representado em várias formas:Como um macaco; como um leão descansando com a cabeça ereta; como um homem com cabeça de sapo acompanhado por Ament, sua esposa com cabeça de serpente; como um homem com cabeça de serpente, enquanto sua consorte tem cabeça de gato; como um homem com o cetro real em uma mão e o símbolo da vida (ankh) na outra; como um homem com cabeça de carneiro.Amón, o deus carneiro, era o oráculo mais famoso do Egito, tendo alcançado grande renome. Guerreiros o consultavam para saberem o resultado de batalhas, malfeitores eram denunciados pelo deus, e até mesmo assuntos de estado eram decididos sob seu auspício. Dizia-se que o deus respondia às perguntas balançando a cabeça, e muitas vezes escolhia pessoas apontando com seu braço.Amón foi associado a diversos deuses, como indicam suas variadas formas animais. A cabeça de carneiro evidentemente deriva do deus Min, e é possível que a cabeça de sapo seja derivada de Hekt. Seu culto também apropriou-se do deus da guerra Mentu, que era representado como touro. Mentu, contudo, continuou tendo uma vida independente, devido à sua fusão com Hórus.A manifestação do deus como cobra era denominada Kem-atef "Aquele que completou o seu tempo"Amón foi associado ao grande deus sol durante a XI Dinastia, e como Amón-Rá ele finalmente foi elevado à posição suprema como deus nacional do estado, enquanto seu culto se tornou o mais poderoso do Egito.Amón é sinônimo do crescimento de Tebas como capital religiosa, mas foi nos cinco séculos do Novo Reinado que Amon se tornou o deus mais importante do panteão egípcio (exceto por um eclipse de duas décadas, na qual o disco solar Aton do Faraó Akenaton se tornou a maior divindade). Amón, como o governante universal com seu título de "Senhor dos Tronos das Duas Terras" e "Rei dos Deuses", teve templos tão majestosos erguidos em sua honra que os rumores do esplendor de Tebas se espalhou por além das fronteiras do Egito, no mundo do compositor do épico grego, como no comentário de Aquiles sobre Agamemnon:"Eu odeio seus presentes. Nem que ele me desse dez vezes igual, e vinte vezes mais do que possui agora, nem que mais venha para ele de outro lugar... tudo o que é trazido à Tebas do Egito, onde as grandes possessões são guardadas nas casas, Tebas dos cem portões, onde através de suas portas duzentos homens guereiros vieram para lutar com cavalos e carruagens..."Homero , Ilíada.Amón era o deus "que deu origem a si mesmo" gerando-se antes de toda e qualquer matéria. Os intelectuais de Tebas devem ter lutado duramente para resolver este mistério. Sem muitos detalhes específicos sobre esse misterioso evento, a atmosfera da ocasião é evocada pela imagem do seu fluido se tornando unido ao seu corpo para formar um ovo cósmico. Após emergir, Amom formou a matéria primordial, o elemento do Ogdoad(1) do qual ele próprio é parte. Desta forma ele se torna "O primeiro que dá origem aos primeiros". Mas o universo estava escuro, silencioso e sem movimento. Aparentemente Amon foi o surto criativo de energia, que provocou o Ogdoad à ação. Em outras palavras, ele foi a brisa estimulante sobre o oceano primevo, mexendo-se em um vortex do qual o monte primordial iria emergir. Esta é uma sugestão tentadora, e o a noção de vento encontra ressonância na invisibilidade de Amón.O hino de Leiden dá uma outra versão, um tanto divertida, de Amon iniciando a atividade de criação. O cenário é o silêncio mortal do cosmo, através do qual ecoa a voz do "Grande Buzinador", que, sem nenhuma surpresa, "abre todos os olhos", causando comoção no cosmos. Amon tem a forma do ganso primevo colocando a criação em movimento com seu guincho agudo.***A esposa de Amón era Mut, cujo nome significa "A Mãe", e ela devia se identificar com Apet. Ela era a "Rainha dos Deuses" e "Senhora do Céu". Como Nut, Isis, Neith e outras, ela era a "Grande Mãe" que deu origem a tudo o que existe. Ela era representada como uma leoa. A leoa como a gata, simbolizava a maternidade. Mut porta a dupla coroa do Egito, indicando que ela absorveu todas as demais "Grandes Mães" do Egito. Foi para Mut que Amenhotep III, o pai de Akenaton erigiu o magnífico templo de Karnak, com suas grandes avenidas de esfinges com cabeça de carneiro.O deus-lua Khonsu era considerado em Tebas como o filho de Amon e Mut, e em Hermópolis e Edfu ele era associado com Thot. No Hino de Unas, Khonsu foi enviado por Orion para matar a alma de deuses e homens, mito que explica porque as estrelas desaparecem perante a lua. Seu nome significa "O Viajante".

** Anúkis **

Anúkis (nome grego da deusa Anuket) é uma antiga deusa, segunda mulher de Khnum, com quem formou uma tríade divina. Deusa de origens provavelmente núbias, personificava as benéficas águas do Nilo. É representada com forma humana usando coroa branca ladeada de dois chifres de gazela. Seu santuário principal localiza-se em Elefantina, uma ilha próxima à Assuão. A gazela é seu animal sagrado. Mais tarde tornou-se conhecida como "A Soberana da Namibia".


** Apópis **

Assim que Rá abre a pálpebra, o dia começa. A noite cai logo que ele a fecha. Quando os céus escurecem, a barca de Rá desaparece no Ocidente, afastando-se do mundo visível. Imediatamente, o deus abandona a forma humana que apresenta durante o dia e ganha uma cabeça de carneiro, com longos chifres recurvados. Seu barco atravessa uma vasta região selvagem e desolada, que separa do reino dos vivos o reino dos mortos - é o Amanti, o mundo subterrâneo. Nesse lugar sombrio, o barco vai atravessar, uma após a outra, as doze portas da noite : cada uma representa o passar de uma hora. Quando, com infinita lentidão, os tripulantes conseguem levar o barco para além dos desertos áridos, Rá chega finalmente ao império dos deuses subterrâneos, que o acolhem com deferência. Em seguida, os deuses oferecem a Rá quatro barcos, para que possa saudar Osíris, que reina sobre os mortos. Na décima terceira hora, Rá atinge o domínio do deus Osíris. Na margem, os mortos aclamam-no com alegria e rebocam seus barcos. Depois de atravessar várias portas, o Sol penetra nas cavernas do Ocidente, onde, sob as ordens de Osíris, quem domina é Socáris. Ali, as trevas são absolutas. O olho de Rá nada atinge, apesar de seu poder sobrenatural; os mortos também não podem mais enxergar o deus resplandecente. Nesse ponto, o rio está infestado de serpentes, que tornam a navegação perigosa e difícil. O único recurso de Rá é a magia. Segundo contam alguns, Rá transforma a barca numa enorme serpente, que se confunde com a massa agitada de répteis e consegue passar facilmente. Outros garantem que ele não modifica nada, mas coloca seu navio sob proteção de Mehen, a serpente divina. Tudo acontece em meio a uma escuridão tão profunda que se pode compreender que os homens dêem explicações tão diferentes para esse episódio. O que importa é que o Sol deixa são e salvo essa zona perigosa, e em seguida sua barca avança lenta e facilmente. Dois peixes seguem à frente, um de nadadeiras cor-de-rosa e outro de nadadeiras lápis-lazúli. De repente, eles lançam um alerta, e Rá percebe que é chegada a hora de enfrentar seu pior inimigo. Realmente, ora brotando do fundo do abismo, ora enrodilhada em torno de um pico rochoso, ergue-se a silhueta ameaçadora e gigantesca da serpente Apópis, um monstro de quatrocentos e cinqüenta côvados*, que ataca o Sol toda manhã e todo entardecer. Se for derrotado, Rá dasaparecerá, e uma desordem inimaginável se instalará no universo. De certo modo, será o fim do mundo, a morte definitiva de todo o Cosmos. No decorrer desse combate, Rá precisa usar todos os seus poderes mágicos. Às vezes, qundo os dois se defrontam, o imenso corpo de Ápopis esconde o grande Rá. Nesse momento, o sol pára de brilhar, e os homens assistem a um eclipse. Rá, no entanto, sempre consegue vencer o terrível réptil, que não desanima: o monstro sempre volta ao ataque. A vitória do deus Rá é o auge de sua navegação noturna e subterrânea. Ao atravessar uma porta monumental, o sol volta a brilhar no mundo dos vivos. Para grande alegria dos homens, o dia finalmente renasce.

** Áton **
Amenófis IV (1353-1335 a.C.) tornou-se príncipe herdeiro após a morte de um príncipe chamado Tutmósis. Começou o seu reinado atribuindo-se o título de sumo-sacerdote do deus-sol, papel tradicional dos faraós do Egito, mas não incorporado nos seus títulos. Formulou então um novo nome dogmático para o deus-sol, " Rá-Harakhty, que se regozija no horizonte do seu nome de Shu (ou luz) que é o disco solar (Áton) ". Este nome foi em breve incorporado num par de cartuchos, atribuindo ao deus a qualidade de um rei, e criou-se uma nova representação do deus, sob a forma de um disco com raios terminando em mão, que oferece o hieróglifo que significa vida ao faraó e à rainha. O desenvolvimento deste culto, que quase não deixava lugar para nenhuma das divindades tradicionais, exceto o deus-sol, tornou-se, com a autoglorificação, o principal objetivo da vida do faraó. Os deuses do sol, Rá e Atum, perderam muita de sua importância durante este período.Talvez no 5º ano de seu reinado, Amenófis IV mudou o seu nome para Akhenaton (benéfico para o disco) e começou a construção de uma nova capital no local virgem de Tell el-Amarna, Akhetaton (Horizonte do Disco Solar) em egípcio antigo, e erigiu um templo enorme de Áton em Carnaque, mas a cidade foi abandonada após sua morte e o templo de Áton foi destruído por seus sucessores. Por volta do 9º ano de seu reinado tentou estabelecer um culto monoteísta com Áton como o único deus, fechando templos de outros deuses por todo o país e apagando a palavra "Ámon", e por vezes "deuses" no plural, mas depois que sua morte o Egito retornou ao politeísmo.Áton foi descrito como um disco solar radiante com raios que terminam em mãos que prendem os símbolos do Ankh ou em mãos de benção sobre o rei e sua família, mas também como um disco alado do sol. Este disco era também subtendido pelo amuleto da cobra Uraeus. Os santuários principais de Áton estavam em Tebas, Akhetaton e Heliópolis.Antes do período de Tell el-Amarna Áton era representado como o deus-sol envelhecido (o aspecto de Rá ao poente).

** Bastet **

A deusa gato egípcia, Bastet era estritamente uma divindade solar, simbolizando o calor benéfico do sol, até a chegada da influência grega na sociedade egípcia, quando se transformou em uma deusa lunar devido aos gregos que a associavam com Artemis. Bastet foi adotada no mito de Osíris-Ísis como sua filha porque os gregos igualaram-na com Diana e Artemis e a Hórus com Apollo, (esta associação, entretanto, nunca foi feita precedente à chegada da influência helenistica no Egito). É considerada mãe do deus leão Mihos (que foi adorado também em Bubastis, junto com Thot). Datada da 2º dinastia (aproximadamente 2890-2686 a.C.), Bastet representada originalmente como um gato selvagem do deserto ou como uma leoa, somente tornou-se associada com felinos domesticados por volta do ano 1000 a.C. Foi comparada geralmente com o Sekhmet, deusa leão de Mênfis, Wadjit e Háthor. Bastet era a " filha de Rá ", uma designação que a colocava na mesma categoria de deusas como Maat e Tefenet. Inclusive, Bastet era considerada como um dos " olhos do Rá ", o título do deus da vingança que é enviado para devastar os inimigos do Egito e de seus deuses. O culto de Bastet foi centrado em Bubastis (situado na região do delta) ao menos durante a 4º dinastia. Bubastis foi feita famosa pelo viajante Heródoto no século IV a.C., quando descreveu em seus anais um dos festivais periódicos que ocorriam em honra à Bastet, distinguidos pelas danças, o vinho e as orgias além das mumificações e sepultamentos com honras divinas dos gatos consagrados à deusa.

** Bés **


Divindade de origens inseguras. Governava o sono e as iniciações místicas. Sua figura apesar de ser horrorosa, adornava muitos leitos, objetos de uso feminino e amuletos. Bés era um deus agressivo, mas ao mesmo tempo alegre, como demonstram algumas imagens em que o deus aparece representado enquanto toca um instrumento musical de sopro. Originalmente era o deus protetor da realeza do Egito, mas tornou-se gradualmente em deus popular nas casas em todo Egito, especialmente entre as massas dos povos comuns. É um deus de prazeres e da alegria, da música e da dança. Era o protetor das crianças e das mulheres no trabalho, e ajudava à deusa Taweret no parto. Ao contrário da maioria dos outros deuses egípcios, Bés era descrito de com rosto enorme, tipo máscara (freqüentemente nu, com genitália proeminente). Foi mostrado como um anão, com a língua se projetando, pés e orelhas curvados , muitas vezes com coroas de penas e juba e cauda de um leão ou de um gato.

** Imhotep **

A Pirâmide de Degraus de Netjerykhet Djoser foi construída pouco depois de 2630 a.C. Foi a primeira pirâmide da história do Egito e a mais antiga estrutura de tais dimensões no mundo. O desenho da pirâmide de degraus foi tradicionalmente atribuído a Imuthes (Imhotep em egípcio), descrito por Manetho, uns 2400 anos mais tarde, como o " inventor da arte de construir em pedra talhada". Durante a escavação do complexo da entrada da Pirâmide de Degraus, em 1925-1926, o nome de Imhotep foi, de fato, encontrado inscrito no pedestal de uma estátua de Netjerykhet.A época de Djoser foi vista mais tarde como uma idade de ouro do empreendimento e do saber. O nome de Imhotep, provável arquiteto da Pirâmide de Degraus - tinha o título de mestre escultor, entre outros - , veio a ser particularmente venerado e era, no período greco-romano, uma divindade popular, associada especialmente à cura de doenças. Talvez fosse um herói dos trabalhadores da sua própria época.Perto da pirâmide sul, de Sesóstris I em el-Lisht, encontra-se o túmulo do sumo-sacerdote Imhotep.Na mitologia egípcia, Imhotep era o patrono dos escribas, curador, sábio e mágico, e vizir principal (o alto executivo oficial) da 3º dinastia (2635-2570 a.C.). Ele também trabalhou com Thot em escriturários. Considerado como filho de Ptah e de uma mulher, Khreduankh. Os gregos identificaram-no com Asclepius.


** Ísis **


A deusa mais popular do Egito, Ísis representa a magia e os mistérios de todo Egito.Foi mulher de Osíris, e quando ele foi destruído, ela partiu pelo Egito em busca dos pedaços de seu amado e o traz de volta a vida com a ajuda de Anúbis para poder gerar seu filho , Hórus. Ela também representa a mãe perfeita em sua dedicação.É representada como uma mulher que costuma carregar inscrito sobre sua cabeça os hieróglifos referentes ao seu nome.

** Khepri **

Khepri era da classe dos deuses egípcios associados com um animal particular. O nome significa o escaravelho ou aquele que surge. Divindade solar cujo culto menciona-se nos textos das pirâmides. O escaravelho é um tipo de besouro do esterco comum em todo Egito.O hábito do escaravelho de botar ovos em esterco animal bem como nos corpos de escaravelhos mortos foi observado pelos egípcios.O chocar subseqüente dos ovos de material aparentemente pouco prometedor conduziu os egípcios que associam o escaravelho com renovação, renascimento, e ressurreição. O hábito do escaravelho de enrolar esterco em esferas e empurrar através da terra foi também notado pelos egípcios Antigos. Khepri era freqüentemente associado com o Sol e foi concebido como um escaravelho gigantesco que rola o Sol através do céu. A renovação e renascimento associados com o escaravelho também entrou em jogo aqui. Khepri renova o sol cada dia antes de rolar ele acima do horizonte e carrega-o com segurança através do outro mundo após o pôr do sol para renová-lo no dia seguinte.O sacerdócio de Heliópolis o consagrou como deus do sol diurno e o venerou como sol ao surgir na tripla forma de Khepri-Rá-Áton ( raiar, meio-dia, poente). Nas iconografias aparece em forma humana com o escaravelho situado em lugar de sua cabeça, ou simplesmente como um escaravelho que empurra com suas patas dianteiras o disco solar através do céu. O símbolo do escaravelho estava sobre os amuletos e nos selos do rei. Existia um escaravelho do coração que formava parte do vestuário do defunto.

** Khnum **

Antigo deus criador cultuado em torno da primeira catarata como guardião das fontes do Nilo que faz com que seja apropriado para a agricultura. Foi adorado na ilha de Elefantina junto com as divindades locais Anúkis e Satis com as quais formou uma tríade divina, com um culto que se prolongou até épocas tardias. Foi adorado também em Esna, (Latopolis antigo, sul de Luxor) com sua esposa, a deusa Menhit e seu filho Heka (deus da mágica). Em Esna, um templo dedicado a Khnum pode ainda ser encontrado. Associado ao culto solar de Rá, teve honras sob a forma de Khnum-Rá. Para a lenda, Khnum criou o primeiro homem a partir da argila, moldando-o com uma roda de oleiro. É representado como um carneiro ou como humano com cabeça de carneiro e cornos horizontais.

** Khons **


Deus lunar, filho de Ámon e de Mut com quem dá forma a uma tríade em Tebas. Como " o mestre do tempo " é por vezes identificado com o deus Thot. Segundo outros é filho de Hátor e do deus Sobek, com os quais formou uma tríade divina. As imagens o mostram mumificado, com suas mãos saindo das faixas para sustentar a pilastra Ded. Em outras iconografias tem o rosto de criança e a cabeça coroada pela crescente lunar. Deram-lhe os atributos de senhor da alegria e o qualificaram de navegante, fazendo referência a uma viajem mistica que o deus fez através do céu.


** Min **


Um antigo deus egípcio da fertilidade, e um dos deuses mais populares. É também um deus da criação, da vegetação, e protetor dos viajantes e das caravanas no deserto oriental.Min era um deus da sexualidade masculina, e no Reino Novo (1567-1085 a.C.) foi honrado nos ritos de coroação dos faraós para assegurar seu vigor sexual e a produção de um herdeiro masculino. Além do seu papel em ritos do coroação, Min foi honrado nos festivais da colheita durante os quais oferecia-se alface e polias de trigo. A alface era um de seus atributos, conhecido como um tipo de afrodisíaco. Foi adorado originalmente em Koptos e em Akhmim, mais tarde seu culto espalhou-se por todo o reino. Min é representado usando gorro com duas plumas e fita, mumiforme e ictifálico, com braço direito levantado segurando um chicote. Originalmente venerado sob a forma de objeto não identificado. É dado às vezes como o filho ou o consorte de Ísis. Os gregos igualaram-no com seu deus Pã e nomearam sua cidade Akhmin de Panópolis.


** Neith **


Neith é a deusa mais antiga citada pelos textos egípcios, o que pode significar que ela foi protetora do Baixo Egito antes da unificação do país.Neith é a deusa da guerra e da caça, muitas vezes relacionada em companhia da divindade guardiã Sobek (representado com a forma de um homem e cabeça de crocodilo).Neith é representada com a forma de uma mulher usando uma coroa vermelha (do Baixo Egito) e duas setas cruzadas e um escudo na cabeça (que também podem ser empunhados em suas mãos).

** Ptah **

Ptah é o deus-criador de Mênfis, cidade que serviu de capital na maioria da história do antigo Egito e que é conhecida durante essa historia, como Het-ka-Ptah ou "casa da alma de Ptah". Ptah é um entre diversos deuses egípcios atribuídos à um mito sobre a criação. Como o deus Ta-tenen (o monte primordial), cria na teologia Menfita o mundo, seus habitantes, e o ka (ou espíritos) dos outros deuses. É representado com forma mumificada, a cabeça coberta com um gorro ajustado, o queixo provido da barba do deuses, portando um cetro composto dos símbolos da vida (Ankh), poder (Era), e estabilidade (Djed).Deus criador, patrono dos artífices é anterior ao sol, foi identificado na antiguidade clássica com Hefaísto e Vulcano. Cria mediante um ato de seu coração (espírito e vontade) e pelo poder de sua palavra, um concebendo e o outro decretando o que quer o primeiro. É o mestre do artesãos, o patrão da metalurgia, da construção e da escultura. Seguidamente é tido como um deus curandeiro, sob a forma de um anão com o crânio achatado, e a forma de um gênio protetor.Um outro deus de Mênfis, Sokar deus da necrópole , era também um patrão dos artesãos, e parece ter dividido seu trabalho com Ptah: onde Ptah foi associado com o trabalho em pedra, Sokar foi associado com o trabalho em metal. No período tardio, Ptah e Sokar tornar-se-iam sincretizados com Osíris para dar forma à Ptah-Sokar-Osíris, um deus composto que invoca as propriedades exibidas por todos os três: criação, morte, e pós-morte. Em Heliópolis, esta tríade seria conhecida como Ptah-Sokar-Átum, mas aclamada como Osíris.A esposa de Ptah é geralmente Sekhmet ou, menos geralmente, Bastet. Os deuses atribuídos como suas crianças são Nefertem, Imhotep (o deificado arquiteto do velho reino), e Maahes. Ápis, o touro de Mênfis, foi associado com Ptah como seu oráculo.Da teologia Menfita:"Assim é dito de Ptah: 'ele que fêz tudo e criou os deuses.' E é Ta-tenen, de que deram o nascimento aos deuses, e de quem cada coisa veio adiante, alimentos, provisões, oferta divina, todas as coisas boas. Assim reconhece-se e é compreendido que é o mais poderoso dos deuses. Assim Ptah foi satisfeito depois que tinha feito todas as coisas e todas as palavras divinas."

** Rá **

Máxima divindade egípcia, deus solar por excelência, expressão do triplo aspecto do sol. Emerge do oceano primordial e assume o nome de Rá convertendo-se no único deus criador dos deuses, sem o auxílío de outra entidade. Rá era o deus oficial dos faraós egípcios, que se consideravam a um só tempo seus filhos e a própria reencarnação do deus. Inicialmente era apenas uma entre as várias divindades solares do início do antigo império, mas por volta de 2400 a.C. já se convertera no deus dos faraós e representante da justiça. No médio império sua importância foi ofuscada pelo culto a Osíris. Os faraós tebanos da XVIII dinastia, que deram início ao novo império em 1570 a.C., impuseram a todo o Egito o culto a Ámon-Rá, venerado como o "único criador da vida", resultado do sincretismo entre Rá e o deus local Ámon. Assumindo um caráter cósmico de uma era astral pré-disnástica, que baseava sua doutrina sobre as estrelas, Rá se converteu no deus solar, símbolo da religião aristocrática do período mais antigo, em antítese com o culto de Osíris, mais democrático e popular. O deus reinou durante muitos anos sobre o Egito, mas desiludido de seu reino terrestre místico e desgostoso pela traíção daqueles a quem havia beneficiado com sua sabedoria, decidiu abandonar a terra e subir ao céus para castigar o gênero humano. Do céu o deus enviou a terra seu olho divino que, assumindo a aparência da deusa Hátor de aspecto leonino, exterminou grande parte da humanidade ganhando o epíteto de Sekhmet, "a Poderosa". Com a tripla forma de Khepri-Rá-Áton sintetizou os três aspectos do sol: Khepri ao alvorecer, Rá ao meio-dia, Áton ao poente, sínteses que criaram um culto especial em Heliópolis, onde se representa o deus antropomorfo com a cabeça de falcão coroada pelo disco solar, símbolo da luz solar, doadora da vida, e do ciclo de morte e ressurreição. Ao deus se atribuem algumas mulheres, entre elas figuram Rait, contrapartida feminina de seu nome e Uert-Hekeu (Iusas) durante o dia.


** Shu **

Shu, deus do ar, a incorporação do céu. Na enéade de Heliopólis é o filho de Rá e irmão-marido de Tefenet. Foi um dos primeiros deuses a serem criados por Rá de seu sêmen ou de seu cuspe. Com Tefenet transformou-se no pai de Nut (o céu) e de Geb (a terra). Levantou o corpo de sua filha acima da terra e separou assim o céu e a terra. Representado como uma figura humana com uma pluma na cabeça enquanto sustenta o céu. Em algums amuletos aparece sustentando o sol. Segundo a tradição, Shu sucedeu a seu pai no governo do Egito, depois, enfermo e cansado deixou o poder para seu filho Geb.


** Tefnut **

Tefnut é a deusa personificada da umidade na mitologia egípcia. Junto com seu consorte Shu (ar) foi criada por Rá de seu próprio corpo pela masturbação. Mãe de Geb e de Nut. É representada como uma mulher, às vezes com cabeça de leoa, usando na cabeça o disco solar e a serpente Uraeus.


** Tuéris **

Uma deusa-hipopótamo egípcia muito popular nos partos. É uma deusa doméstica retratada em camas e descansos. As mulheres grávidas usavam geralmente os amuletos que carregavam a imagem da deusa. Taweret ajuda a mulheres no trabalho e afastava os demônios (daí sua aparência assustadora). Foi encontrada freqüentemente na companhia do deus anão Bés, que teve uma função similar. Foi descrita como uma mulher com cabeça de hipopótamo, seios pendentes, e uma barriga inchada. Às vezes teve também os pés e os braços de um leão, e a cauda de um crocodilo. Essa divindade foi muito reverenciada em todos os períodos da história egípcia e em todos os níveis da sociedade. Supunha-se que as imagens dos deuses tinham poderes sobrenaturais e os egípcios usavam muitos amuletos para se protegerem. Também conhecida como Opet.

** Seth **


O antigo deus egípcio do caos, da incorporação da hostilidade. É também um deus da guerra, dos desertos, das tempestades, e de terras estrangeiras. Seth encarna as idéias de furor, violência, tormenta, crime e maldade.

Por ser o deus dos desertos ele protege as caravanas que viajam através do deserto, mas causa também tempestades de areia que traz no conflito com o deus Osíris da fertilidade. Seth pertence a Enéade de Heliópolis e é filho de Geb e de Nut (ou de Rá e de Nut). É o irmão de Osíris, de Ísis, e de Néftis, que é dada às vezes como sua consorte, embora Seth seja associado mais geralmente com a estrangeira, deusa Astarte. Seth apresenta-se como um homem com a cabeça de origem indeterminada. Estava às vezes inteiramente na forma animal com o corpo similar à de um cão galgo. Animais sagrados a este deus são o cão, o chacal, a gazela, o asno, o crocodilo, o hipopótamo, e o porco. Os gregos igualaram-no com Typhon. Ele mesmo está representado como um ser estranho : largo corpo delgado, nariz afilado, orelhas quadradas, olhos globulosos e longa cauda bifurcada. Seth é a encarnação das forças que se opõem a Maat, a deusa da ordem, o equilíbrio e a justiça. Seth se converte na personificação das forças hostis e no símbolo da rebelião contra os homens e contra os deuses. Toma possessão de alguns homens para torná-los irresponsáveis, e os possuídos por Seth assemelhan-se a ele : ameaçam a sociedade. Destruidor, queima os cultivos ou os destrói com granizo. Todas a catástrofes vem dele. É o deus inimigo e é deus dos inimigos. É o irmão de Osíris e seu oposto. O universo só funciona pela sua ação contraditória. Seth mata seu irmão, que é ressuscitado por Ísis; depois se opõe a Hórus, o filho de seu inimigo. A guerra que se seguiu à morte de Osíris por Seth durou oitenta anos, durante os quais Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus e este rasgou os testículos de Seth. Eventualmente, Hórus emergiu vitorioso, ou foi julgado o vencedor pelo conselho dos deuses, e transformou-se assim no senhor do Alto Egito e Seth no senhor do Baixo Egito. Em outras versões foi viver com o deus-sol Rá, onde se transformou na voz do trovão. No livro dos mortos, Seth é chamado " senhor do céu do norte " e considerado responsável pelas tempestades e o tempo nublado. Apesar de sua reputação, Seth tem algumas características boas. Está na proa da barca de Rá e a protege durante sua viagem noturna ao mundo subterrâneo. Combate o demônio Apópis, que lhe ameaça todas as manhãs e todas as noites. Cada vez que Seth consegue a vitória Apópis ressucita para recomeçar a luta. Deste conflito permanente nascem o equilibrio das forças e a harmonia universal.













** Anúbis: **

o deus-chacal, protetor do embalsamamento, curandeiros, e cirurgiões; na cura e em cerimônias de mumificação, Anúbis era a deidade protetora que preparava o morto e curava o vivo. É considerado que Anúbis é o grande deus-necrópole. Anúbis era uma deidade com a cabeça de chacal, que presidiu em cima do processo de embalsamamento e acompanhava reis mortos no pós-mundo. Quando os reis estavam sendo julgados por Osíris, Anúbis colocava os corações deles em um lado de uma balança e uma pena (representando Maat) no outro. O deus Thoth registrava os resultados que indicaram se o re poderia entrar no pós-mundo. Ele era o “senhor da Terra do Silêncio de Ocidente, a Terra dos Mortos, o preparador do caminho para o outro mundo”.

A representação de Anúbis em forma de homem com cabeça de chacal - embora às vezes aparecesse só como chacal e cão - é uma das mais perturbadoras da arte egípcia.

Enquanto fosse originalmente uma divindade local, Anúbis se converteu mais tarde no deus do além-túmulo da religião egípcia. Era o encarregado dos ritos funerários - tais como o embalsamamento dos cadáveres - e de conduzir as almas à presença de Osíris. Este, no fim do Império Antigo, substituiu Anúbis como deus dos mortos. Segundo a mitologia, Anúbis era fruto da união ilegítima de Néftis, mulher de Seth, com Osíris, embora alguns autores afirmem que era irmão deste último. Sua missão de mostrar a trilha que levaria os mortos até o além lhe valeu o apelido de "guia dos mortos". Mesmo tendo perdido para Osíris o lugar de deus do mundo do além-túmulo, Anúbis não desapareceu do panteão egípcio. Ao contrário, sua imagem perdurou através dos séculos. Depois da conquista do Egito por Alexandre o Grande, integrou-se à religião grega, nos mistérios e cultos herméticos, de marcado caráter oriental, que através do mundo greco-romano exerceriam duradoura influência no esoterismo europeu.













A " Senhora da casa "

(Nebet-het ou Nebt-het na língua egípcia), Néftis é a " amiga dos mortos, " e é mencionada primeiramente na literatura funerária do reino velho montando a " barca da noite " do mundo subterrâneo, encontrando-se com o espírito do rei falecido e acompanhando-o na " terra da luz ". Seu cabelo é comparado metaforicamente às tiras do pano que encobrem os corpos dos mortos. Néftis é na maioria de mitos a filha mais nova de Nut, irmã de Ísis e de Osíris e irmã-consorte de Seth. Em períodos tradios Néftis é considerada também como a mãe de Anúbis, uma forma primordial do senhor dos mortos que se tornou mais tarde subserviente a Osíris no mito egípcio. Néftis é quase universalmente descrita como uma mulher com o hieróglifo que simboliza seu nome (uma cesta e uma casa, empilhadas no alto) situado sobre sua cabeça, embora ela possa também ser descrita como um pássaro (mais freqüentemente um papagaio ou alguma outra forma de falcão). Foi associada com os rituais funerários durante toda a historia egípcia antiga e era venerada não como a própria morte, mas como a companheira que dá a orientação aos recentemente mortos, e como uma senhora com asas que conforta os parentes vivos do defunto. A nosso conhecimento atual de Egiptologia, Néftis não teve seus próprios cultos ou templos no Egito até o período Ptolomaico-Romano, entretanto, como seu nome é meramente um título (o mesmo título dado à mulheres mais velhas em alguma casa egípcia antiga), é possível que Néftis pode ser uma forma especializada de uma outra deusa, as candidatas prováveis incluem Bat (como é chamada a " senhora de Het, " ou de " Nebt-het ") e Neith (com quem Néftis é emparelhada nos vasos canopos do santuário, enquanto Ísis é com Serket, que é vista às vezes como um aspecto de Ísis). Néftis teve conexões com a vida e morte - esteve na cabeceira das camas de nascimento para confortar e ajudar à mãe que dá a luz.














Maat:
deusa da verdade, direito e conduta em ordem; representada como uma mulher com uma pena de avestruz na cabeça. É dito que no julgamento do morto, ela segura as balanças que pesam o coração humano. Maat é a deusa da verdade e da justiça.
Maat nos lembra que o que fizermos aos outros, a nós será feito”. É Maat, que protege os tribunais.


Nuit -

O Primeiro Conceito. A Grande Mãe e o Grande Nada/Tudo. A matéria. A circunferência infinita e complemento de Hadit, o ponto. Pode ser representada pelo Espaço Infinito e na Cabala por Ain Soph. Ver carta 17 .

Shaitan

- forma de Set. Shaitan foi uma divindade adorada na Mesopotâmia, por um povo chamado Iezide (ver Renascer da Magia ,de Kenneth Grant), e cujo culto Crowley diz ter ressuscitado.



Typhon, Tífon -

inicialmente mãe de Set, deusa do caos e da noite. As vezes confundida com Set, o Destruidor. Hoor-Paar-KraaT---------------- o Senhor do Silêncio, uma forma de Hórus, gêmeo de Ra Hoor Khuit. Ankh-f-na-Konsu----------------(Pronuncia-se "Ankhefenkons") - Šacerdote da cidade de Thebas, Egito, do culto ao deus Mentu, da 25ª Dinastia (cerca de 725 A.C, Crowley achava que era 26ª mas recentes pesquisas provam 25ª). A Estela da Revelação seria uma tábua funerária deste Šacerdote. Crowley afirmava que ele iniciara o Æon de Osíris e ao mesmo tempo, que fora uma de suas encarnações passadas. Ao lado, a Estela da Revelação, onde aparecem o Deus Ra Hoor Khuit, a Deusa Nuit e o Sacerdote Ankh-f-n-Khonsu. Aiwass----------o "Ministro de Hoor Paar Kraat" , aquele que ditou o Livro da Lei a Aleister Crowley em 1904. Posteriormente Crowley o reconheceu com o seu S.A.G. Para uma melhor descrição ir para Liber Al vel Legis. Aiwass não soletrou a Crowley o seu nome. Em grego é Aiwass e na Cabala Grega o nome resulta 418, o número da Grande Obra. Em hebraico é Aiwaz, que resulta 93. Crowley usava as variações de acordo com o trabalho a ser realizado, se místico, Aiwaz, se de natureza mágica, Aiwass. Apophis - As forças da destruição e decadência. Também chamada de Apep Temu - o Criador, o primeiro deus a aparecer do caos (Nuit). Ao se masturbar gerou dois filhos, Shu e sua irmã Tefnet. Estes criaram Geb (o deus da Terra) e Nut (a deusa do Céu) que por sua vez deram origem a Osíris, Isis, Set e Nephtys. Typhon, Tífon - inicialmente mãe de Set, deusa do caos e da noite. As vezes confundida com Set, o Destruidor


** Múmias do Egito Antigo e a Mumificação **









Anúbis executando a mumificação

Introdução De acordo com a religião egípcia, a alma da pessoa necessitava de um corpo para a vida após a morte. Portanto, devia-se preservar este corpo para que ele recebesse de forma adequada a alma. Preocupados com esta questão, os egípcios desenvolveram um complexo sistema de mumificação.

O processo de mumificaçãoO processo era realizado por especialistas em mumificação e seguia as seguintes etapas:1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-se as víceras (fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc. O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes a parte. O cérebro também era extraído. Para tanto, aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas, esperando o cérebro derreter. Após o derretimento, retirava-se pelos mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias.3º - Após desidratado, enchia-se o corpo com serragem. Aplicava-se também alguns “perfumes” e outras substâncias para conservar o corpo. Textos sagrados eram colocados dentro do corpo.4º - O corpo era envolvido em faixas de linho branco, sendo que amuletos eram colocados entre estas faixas. Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os dias de hoje. Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam. Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos, descobriram a ação de vários elementos químicos.Curiosidades: - Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados.- Alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo.

Os Faraós

Quem eram os faraós, governo, poderes, história, política e economia, maldição do faraó, tesouros e pirâmides

Introdução Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.
O poder dos faraósNa civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.Exemplos de faraós famosos e suas realizações:- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade. - Tutancâmon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.
Curiosidade:

A maldição do faraó No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão.

** Os Hieróglifos **
















Seja simplesmente gravados nas pedras, ou brilhantemente coloridos e até revestidos de ouro, os hieróglifos pululavam por todo o antigo Egito. Os egípcios davam-lhes o nome de medju-netjer, que significa palavras dos deuses. Quem deu o nome de hieroglífica para a escrita egípcia foram os gregos. O termo é junção das palavras gregas glyphein, que significa inscrever, gravar e hieros, que significa sagrado. Inscrições sagradas, portanto, porque os gregos achavam, erroneamente, que se tratava de uma escrita meramente religiosa. Os hieróglifos devem ter surgido por volta de 4000 anos a.C.
Sendo um dos mais antigos métodos de escrita de que se tem notícia, suplantado talvez apenas pela escrita suméria, trata-se de um sistema pictográfico, ou seja, baseia-se em imagens que formam a escrita. Muitas dessas imagens são derivadas do meio ambiente africano, o que prova tratar-se de uma criação original e não de um empréstimo. Em outras culturas que também utilizaram sinais pictográficos em suas escritas, o sistema evoluiu para formas abstratas. No Egito isso não ocorreu e o sistema manteve-se pictográfico até o final da história faraônica. Existem cerca de 6 mil hieróglifos conhecidos, se considerar-mos todo o período durante o qual essa escrita foi empregada. Entretanto, a maioria deles foi desenvol-vida por razões religiosas durante o período greco-romano. Em geral, cerca de 700 foram de uso corrente em todas as épocas da história egípcia.

Qualquer objeto ou ser vivo que pudesse ser desenhado era empregado como um sinal na escrita egípcia. Para escrever as palavras arpão ou peixe, por exemplo, desenhava-se a imagem correspon-dente. Ações também podiam ser representadas através de desenhos. As palavras correr ou nadar nada mais eram do que o desenho de uma pessoa correndo ou nadando. O sistema não se prestava, porém, para representar termos abstratos como amar ou lembrar. O problema foi resolvido através do uso de dois outros princípios: a homofonia e a ideo-grafia.
O princípio da homofonia é fácil de entender. Por exemplo: o signo de enxada era pronunciado mer e podia ser usado também para representar o verbo amar, cuja pronúncia também era mer. Entretanto, as palavras homófonas eram relativamente poucas e, então, os escribas estenderam esse princípio para a junção de palavras. Por exemplo: o verbo estabe-lecer era pronunciado semen e para representá-lo eram empregados dois desenhos: um pedaço de tecido dobrado e um tabuleiro de xadrez. O primeiro se pronunciava s(e); o segundo, men. A junção de ambos resultava em s(e)+men=semen, que significava estabelecer ou fundar.
Com esse sistema era possível escrever qualquer palavra, ainda que complexa, decompondo-a em sons que tivessem desenhos correspondentes aproximadamente com a mesma pronúncia e que pudessem representar tais sons. Havia, entretanto, algumas dificuldades. A primeira: como saber se uma figura representava o objeto em si ou um som? Os escribas passaram a acrescentar uma linha vertical depois de cada desenho que designava o próprio objeto. Outra dificuldade: o desenho de um barco, por exemplo, como deveria ser lido — barco, bote, navio, embarcação? Gradualmente foram criados 24 sinais, cada um deles com apenas uma consoante, e os escribas passaram a utilizá-los para indicar a leitura fonética das figuras. Por exemplo: uma figura que representa um pão sobre uma esteira era pronunciado hetep. Para esclarecer o leitor, passou-se a utilizar duas outras figuras logo a seguir: pão, pronunciado t, e assento, pronunciado p. Esses dois desenhos indicavam ao leitor que a pronúncia da figura anterior deveria ser hetep. Como os egípcios não escreviam as vogais, esses 24 símbolos que representavam todas as consoantes da língua egípcia desempenhavam, na prática, o papel de letras e eram um embrião para a invenção do alfabeto. Entretanto, eles nunca deram o passo final nessa direção.
Nesse estágio, além de não terem passado para a escrita alfabética e de terem criado um grande número de sinais que representavam sozinhos combinações de duas ou três consoantes, os egípcios complicaram um pouco mais as coisas criando sinais puramente ideográficos, ou seja, desenhos de objetos concretos que representavam idéias. Colocavam tais sinais no final das palavras, classificando-as em determinadas catego-rias. Um exemplo: verbos que designavam uma ação física, como atingir e matar, eram seguidos por um desenho que representava um braço humano empunhando arma. Outro exemplo: o substantivo bacia era acompanhado pelo ideograma água, três linhas horizontais onduladas. E todo esse complexo sistema foi empregado durante mais de três mil anos, sem que seus princípios essenciais sofressem grandes alterações.
A escrita hieroglífica pode correr da direita para a esquerda ou vice-versa e tanto pode estar disposta em linhas quanto em colunas, sendo que os símbolos de cima precedem sempre os de baixo. A direção do texto é indicada pelos sinais animados, geralmente aves, serpentes, etc., que se encontram voltados para o início do texto. Na ilustração ao lado, por exemplo, o texto é lido da direita para a esquerda. Nem todos os sinais são do mesmo tamanho. Alguns são grandes e preenchem toda a largura e altura do espaço a eles destinado; outros são altos porém estreitos; outros ainda são largos e achatados; finalmente há os que ocupam apenas um minúsculo espaço no texto, geralmente em forma de vasos, círculos ou cruzes. De qualquer forma, cada grupo de sinais era arrumado com simetria em um retângulo imaginário e nunca escapou aos egípcios a beleza e o aspecto decorativo dos caracteres da sua escrita. As palavras não se encontram separadas umas das outras e não há sinais de pontuação para separar frases. Os últimos homens que realmente usaram esses sinais foram sacerdotes egípcios do século IV da era cristã, já que a última inscrição conhecida data de 394 d.C. Daí em diante seu significado ficou obscurecido até que Champollion os decifrou em 1822.


** O EGITO ANTIGO, UM MUNDO MARAVILHOSO. **














O Egito sempre nos pareceu uma terra repleta de mistérios.Heródoto afirmava que o Egito era um reino repleto de maravilhas e que seu povo tudo fazia de modo estranho e insólito. Os gregos às vezes super-sutis estavam certos de que o povo egípcio, assim como a sua Esfinge, sabiam algo que não queriam contar, outros povos também sentiam a mesma coisa, talvez porque tanto dos registros do passado egípcio ,haja permanecido ininteligível até recentementeA civilização egípcia distinque-se das demais civilizações dos tempos antigos por diversas características.A civilização egípcia foi sem dúvida a que mais tempo existiu; mais de 3400 anos decorreram entre o começo da Primeira Dinastia em 3110 a.C e o triunfo do cristianismo, perto do fim do período romano -30 a.C - 324d.C. - quando se pode dizer que a velha civilização desapareceu.A integridade cultural; no período pré-dinástico não foi nenhum modo insignificante na história cultural do Egito. Houve notáveis progressos nas artes, nos ofícios e até em algumas ciênciasInstrumentos, armas e ornamentos eram habilmente confeccionados de pedra,cobre e ouro.Desenvolveram um sistema eficiente de irrigação, o saneamento de terras pantanosas e condição de tecidos de linho de qualidade verdadeiramente superior.No sistema pré-dinástico, os egípcios desenvolveram um sistema de leis baseadas nos costumes, sistemas esse cercado de grande prestígio que mais tarde se impôs ao próprio faraó. Entrou também em uso um sistema de escrita embora nunca ter sido encontrado um exemplar de tal escrita, às espécimes que possuimos da Primeira Dinastia são tão complexas que devem ter-se originado muito tempo atrás.Os egípcios desse período inventaram ainda o primeiro calendário solar da história da humanidade. Tudo indica que basearam no reaparecimento anual da estrela SIRIUS, e dividia o ano em 12 meses de trinta dias cada, com cinco dias de festas adicionadas ao fim de cada ano.








Máscara de ouro de Tutankhamon,faraó que morreu perto de 1352A.C. com apenas 19 anos de idade. O túmulo de Tutankhamon foi descoberto em 1922, praticamente intacto e cheio de mobiliário e ornamentos típicos do período de apogeu da civilização egípcia.

É provável que este calendário tenha sido colocado em vigor por volta de 4.200 a .C., de acordo com o cômputo dos egiptólogos modernos.Uma característica importante que se deve dar muita importância é a religião.Todos os povos antigos estiveram até certo grau sob influência religiosa e mesmo no Egito essa influência foi muito forte. No governo, na economia, na arte e em todos os campos, continuou a ter um significado religioso.Fatores naturais também ajudaram a civilização egípcia a se desenvolver em uma região de estreita faixa de terras cercados de desertos: a água.O Rio Nilo que nasce no coração da África atravessa o deserto e deságua no MAR MEDITERRÃNEO, fornecia a água necessária à sobrevivência e do plantio do Egito. Os solos férteis que no período das cheias, as águas do Nilo inundavam era rica e depositavam a camada de húmus. Quando o Rio Nilo retornava ao seu nível normal, o solo rico e fértil estava pronto para ser cultivadoSomente os fatores naturais não são necessários e suficientes para explicar o desenvolvimento da civilização egípcia.Temos que considerar também a funcionabilidade do homem, que sem dúvida soube aproveitar os recursos naturais, através do trabalho, planejamento e criatividade.Para se proteger das inundações, construíram diques, barragens, construíram canais de irrigação para levar água a regiões distantes. Com essas criatividades, o homem egípcio fez surgi uma das maiores e mais antigas civilizações que conseguiu desenvolver em uma região de "clima árido" (clima quente e seco) cercado por deserto.Essa civilização sobe aproveitar os recursos, fornecidos pela natureza sempre acompanhando o curso do Rio NiloPara os egípcios o Nilo (O RIO DEUS ) era considerado um deus, cujo o nome era HAPI.Um velho hino saudava HAPI, afirmando:"Salve ò Nilo que provém a vida em forma de água e alimentos".As enchentes do Nilo formavam, ao longo de suas margens, uma área de "terra preta" rica e fértil para

Das quase setenta pirâmides que sobreviveram até os nossos dias a maior e a de Quéops.

agricultura.Nas regiões não atingidas pelas enchentes ,o solo era desértico, sendo conhecido como " terra vermelha.Situado no nordeste da África o Egito localizava-se em uma região desértica, porém se desenvolveu no fértil vale do Rio Nilo, beneficiando-se do seu regime de cheias.Seria impossível imaginar o Egito sem o Rio Nilo. Esse país é um verdadeiro oásis em meio a uma região desértica.A área povoada tinha um cumprimento superior a largura abrangendo 30.000 Km²de área cultivável. Sua população era de aproximadamente 7 milhões de pessoas, um verdadeiro aglomerado humano, constituído por misturas de grupos étnicos, porque o Egito é um ponto de encontro entre os mundos mediterrâneo, asiático e africano.Embora, em certo grau de isolamento, o Egito não ficava tão afastado que não mantivesse colérico e intercâmbio cultural com outras terras.Ao sul estava a NÚBIA, a terra das cataratas do Rio Nilo com que o Egito manteve contatos através de sua história. A oeste ficava o DESERTO LÍBICO, de onde muitas vezes vinham invasores atacara região do delta. A leste achava-se o DESERTO ARÁBICO, pelo qual, caravanas seguiam caminho para o litoral do MAR VERMELHO. A costa Mediterrânea do norte proporcionou aos egípcios manter relações com povos estrangeiros. A rota mais usada era a estreita passagem da África para a Ásia através do Ístimo de Suez e da Arábia Pétrea. Por essa rota ia e vinha a maior parte do tráfico entre o Vale do Nilo e o Fértil Crescente e através dessa parte de terra marchavam os exércitos do Egito, Assíria e da PérsiaA compleição racial do Egito pré-dinástico era essencialmente a mesma que se observa em épocas posteriores. Os habitantes pertenciam ao ramo mediterrâneo da raça caucásica. Eram de estaturas baixas, de tez escura, cabeça alongada, cabelos lisos e pretos, olhos fundos e nariz levemente aquilino. Alguns mostravam traços de cruzamento negróides e líbios e possivelmente de sangue semita ou de outros povos da Ásia Ocidental.O idioma possuía vestígios de elementos semíticos que indicariam do mesmo modo, relação com alguns nativos da Ásia. Os egípcios portanto, não eram uma raça pura e nada indica que os fatores raciais em si mesmo tenham desempenhados papeis importantes no desenvolvimento de sua cultura.A história do Egito inicia-se quando a população que vivia nas margens do Rio Nilo tornaram-se sedentárias e constituíram comunidades que dedicando mais a agricultura do que a pesca e caça, evoluíram para a formação de pequenas unidade políticas chamada de nomos, que eram pequenas comunidades autônomas que se desenvolveram com uma agricultura rudimentar e eram chefiados pelos nomarcas.Das unificações dos 22 nomos existentes, formaram dois reinos: o Alto Egito localizado no sul dó rio Nilo e o Baixo Egito ao norte. Por volta de 3.200 a.C. o faraó MENÉS(ou NARMER) unificou os dois reinos, com a capital em TINIS, daí o período chamar-se tinita; durou até 2.800 a.C.Com MENÉS começa a história dinástica egípcia - isto é a história dividida em períodos relacionadas com as dinastias dos reis que governaram - e MENÉS é geralmente considerado o fundador da PRIMEIRA DINASTIA. Com a unidade política criada por MENÉS que estabelecia a capital do Egito, passou da cidade de TINIS para a cidade de MENFIS atual CairoNo Egito Antigo o chefe de Estado era um rei conhecido como Faraó, proprietário nominal de todas as terras, era considerado um verdadeiro deus, por isso afirma-se que o Egito era uma "teocracia".Os camponeses tinham que produzir em excedente de produção que era entregue aos fiscais do Faraó. Parte da riqueza servia para o sustento da família real, de um grande corpo de funcionários palacianos e dos militares. O resto da produção destinava-se a financiar obras de drenagem e irrigação e uma parte da produção era armazenada para épocas de colheitas baixas.Além de grande proprietário, o estado egípcio controlava as atividades econômicas regulamentava o comércio, recolhia impostos, taxas, organizava as obras públicas e o trabalho coletivo. Os camponeses trabalhavam no plantio e também eram obrigados a prestar serviços nas obras públicas (canais, templos e pirâmides)

Seus impostos geralmente eram pagos em mercadorias ou em trabalho.Os escravos também trabalhavam nas obras públicas, existiam duas formas de escravidão: por conquistas (povos derrotados nas guerras) e por dívida (aqueles que não tinham condições de pagar seus impostos e compromissos, tornavam-se escravos)Podemos notar que a sociedade egípcia estava voltada para grandes obras que levaram décadas para serem completadas, o que torna mais fácil entender como foi possível o erquimento de construções como as pirâmides.Contrastando com a autonomia das cidades da Mesopotâmia, o Egito mantinha um estado forte centralizado e muito organizado, sob a direção do Faraó. Esse processo de centralização teve início por volta de 4000 a.C. com a instituição das comunidades nomásticas que eram comandadas pelos nomarcas, com autonomia e independência, mas cooperavam entre si. Esses nomarcas embora autônomos tinham autoridade limitadas. Os verdadeiros representantes do poder central(e portanto do Faraó) eram os escribas que detinham o conhecimento da escrita e da contabilidade registrando as arrecadações os impostos e as determinações centraisA agricultura egípcia vista pelo grego Heródoto" Os habitantes do Delta são certamente aqueles que de todos os homens que vivem noutros países ou no resto do Egito recolhem os frutos da terra com menor fadiga; não penam abrindo regos com charruas,nem mesmo se servem de enxadas; quando o rio regou, ele próprio os seus campos e em sequida se retirou cada um deles semeia e larga no campo os porcos; quando estes pisando enterram as sementes, só lhes restam esperar o tempo da ceifa." ( Heródoto, citado por Gustavo de Freire)
Foi durante o período dinástico que se deu à construção das grandes pirâmides, o crescimento territorial e econômico do Egito.As fases desse período são divididas em:
ANTIGO REINO- 3200-2423 a .C
Durante os tempos do Antigo Reino, a capital estava em MENFIS.Nunca antes ou depois tiveram reis egípcios poder tão absolutos quanto os faraós que reinaram em MENFIS. Seus monumentos registros impressionantes de sua grandeza nunca foram igualadosQUEOPS, QUEFREM e MIQUERINOS faraós da IV Dinastia tiveram grande destaque. Eles foram responsáveis pela construção das mais famosas pirâmides do Egito.Há no Egito 80 pirâmides, construídas aproximadamente 4000 a.C. distam apenas 10Km da cidade do Cairo. As pirâmides são as únicas sobreviventes das famosas "Sete Maravilhas do Mundo". A maior pirâmide, e a mais antiga é a de QUEOPS. Possui 148 metros de altura, 234 metros de base. A área que ocupa é de 54.000 m². Nela foram empregados 2.300 000 blocos de granito de 02 toneladas cada um.As pedras foram trazidas da Arábia e transportadas em grandes barcaças pelo Rio Nilo.No transporte de terra eram colocadas em enormes pranchas que por sua vez deslocavam sob troncos roliços de grandes dimensões.Trabalharam na construção cerca de 100.000 operários durante 20 anos. Queóps foi ali sepultado. Entretanto seu cadáver não foi encontrado. O explorador PERRING encontrou a câmara mortuária violada e saqueada, provavelmente por ladrões.A pirâmide de MIQUERINOS é a mais rica, embora seja menor, ocupando uma área de 27.000m². A pirâmide de QUEFREM ocupa 48.000 m² além de outros grupos menores, merecem menção os seguintes grupos de túmulos piramidais: SAKARA com 09 túmulos, DASHUR, com 05 túmulos GIZÉ com 04 túmulos e ABUSIS com 04 túmulos.













Existem ainda inúmeros tesouros arqueológicos encerrados nas pirâmides e quem sabe que surpresa ainda não reservam os imponentes túmulos geométricos para a humanidade?Grandes revelações vem sendo feitas nas explorações do grupo de GIZÉ, que está sendo alvo de pesquisas atuais.Comumente o significado das pirâmides é mal compreendido.Há uma teoria corrente de que a falência do sistema econômico mal orientado compeliu os faraós a empregar seus súditos na edificação de inúteis monumentos de pedra.Mas essa teoria é refutada pelo fato de já estarem construídas as pirâmides quando a civilização egípcia se encontrava ainda na infância.Pode-se certamente encontrar algumas provas de decadência econômica no terceiro milênio a .C. mas o significado real das pirâmides era político e religioso. Sua construção foi ato de fé que exprimia ambição de dar ao estado permanência e estabilidade. Tumbas indestrutível dos soberanos, acreditavam-se serem elas garantias da imortalidade do povo, pois o faraó era corporificarão da vida nacional. É impossível também que fossem destinadas a servir como símbolos da adoração do sol. Como as mais altas construções do Egito, captariam os primeiros raio de sol e refleti-los-iam na direção do vale.Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e esperavam que as almas viessem de volta a procura dos corpos; por isso embalsamavam os cadáveres.Para comandar o Estado, os faraós possuíam como auxiliares uma quantidade muito grande de funcionários.Nos postos de liderança estavam os administradores locais das províncias (nomos), os supervisores dos canais de irrigação e os planejadores das grandes construções. Na base da sociedade estava uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, as construções e arcavam com pesados tributos (pagamento obrigatório feito ao governo).No Antigo Reino, a capital do Egito foi primeiro a cidade de TINIS, depois foi MENFIS. No final da 6ª dinastia, os nomos começaram a se tornar independentes levando o poder dos faraós à fragmentação. As colheitas desse período foram insuficientes o que aumentou o descontentamento com relação ao faraó.O Egito voltou a ser dividido em pelo menos dos reinos: o Alto e o Baixo Egito reunificação foi feita pelo Faraó MENTUHOTEP por volta de 2060 a.C. esse período o Egito viveu uma fase de distúrbios e guerra civil.Na época do Antigo Reino, o Egito possuía uma longa e complicada história religiosa. A religião era formada por elementos: o totemismo dos primitivos clãs, os antigos mitos legados as primeiras conquistas, seitas locais dedicadas a divindades de cidades e nomos específicos, as idéias religiosas que os sacerdotes desenvolveram e influências de terras estrangeiras, especialmente da Ásia. Era inevitável que uma confusão surgisse quando às tradições dos deuses e às relações entre eles e os sacerdotes nem sempre poderiam esclarecer todos os pontos.Apesar de riqueza e grandeza do império e das dinastias faraônicas, a partir do VIII dinastia começa a decadência do Antigo Reino. Na X Dinastia, o Estado egípcio se enfraqueceu minado pelas incursões de povos nômades pela crescente autonomia dos nomarcas(que passaram a controlar a produção e a arrecadação dos impostos) e por alguns levantes camponeses. Assim ao estado acabou se dividindo (2280 a.C) em quatro centros políticos, que rivalizavam entre si e disputavam o poder


DINASTIAS EGÍPCIAS
Período Pré-histórico= 4500-3110 a .C.Período proto-histórico=Primeira e Segunda Dinastias = 3110-2665 a .C.

O ANTIGO REINO
Terceira Dinastia= 2664-2615 a. C.SOZER = 2664-2646 a .C.Quarta Dinastia = 26l4-2502 a .C.SNEFERU= 2664-259l a .C.KHUFU (Queóps)=2590-2568 a .C. KAFRE ( Quefrem )= 2556-2562 a . C. MENKAURE(Miquerino)=2525-2508 a . C. Quinta Dinastia =250l-2342 a . C.Sexta Dinastia= 2341-2181 a . C.NEFERKARI PEPI= 2277-2181 a . C.

PRIMEIRO PERÍODO INTERMEDIÁRIO
Sétima a Décima Dinastia = 2180-2052 a .C.
MÉDIO IMPÉRIO
2065 A 1785 a . C.
Muito antes do fim do antigo reino, havia sinais de que o grande poderio dos reis da Quarta dinastia ia declinando.Para citar um exemplo as pirâmides eram menos impressionantes.O poder passava para os sacerdotes, especialmente os de Heliópodes, e para os senhores dos nomos. Antes mesmo de findar a Sexta Dinastia o velho poder centralizado do faraó praticamente deixara de existir. Seguiu-se uma época de tumultos.Reis adventícios rivalizavam entre si pelos apoios dos nobres e invasores da Líbia, e da Ásia varriam o país. Finalmente a Undécima Dinastia de reis tebanos (2134-1999) restaurou ordem e restabeleceu o poder central sob NEBHEPETRE MENTUHHOTEP em 2052 a. C. Sua obra possibilitou as glórias da Décima Segunda Dinastia durante a qual a civilização do Antigo Reino Egito voltou a alcançar elevado desenvolvimento

O universo teme o tempo, mas o tempo teme as pirâmides. ( Provérbio árabe)



Quase dois séculos de domínio dos hicsos trouxeram inúmeras contribuições para o Egito: desenvolvimento da metalurgia, introdução do gado de grande porte, de novos frutos e legumes e principalmente de novas técnicas militares (carros de guerras, cavalos) permitindo a adoção de uma política militar expansionista.O dinamismo do período deveu-se as novas obras de irrigação, ampliando as áreas agrícolas e produtivas e a construção de grandes templos. Tal foi o desenvolvimento que as artes e a literatura egípcia desta época transformaram-se em modelos e fontes de interesses para gerações posteriores.


DINASTIAS EGIPCIAS2134-1570 a. C.

MÉDIO IMPÉRIO
Décima-Primeira dinastia= 2134-1999 a .C.NEBHEPETRE MENTUHHOTEP II = 2061-20llIntervalo= 1998-1992

Décima-Segunda Dinastia= 1991-1786 a. C.AMENEMHET= 1991-1962 a .C.SENUSRET I=1971-1828 a .C.AMENEMHET II= 1929-1895 a .CSENUSRET II= l897-1879 a. C.SENUSRET III=1878-1843 a .C.



AMENEMHET= 1842-1797 a .C.
SEGUNDO PERÍODO INTERMEDIÁRIO1785-1580 a. C.
Povos da Ásia chamados de hicsos estabeleceram no delta do Nilo, fixaram na cidade de Alvaris, e a partir dali foram conquistando o país. O Egito voltou a ficar dividido. Foi KAMÉS, chefe militar de Tebas que iniciou a luta contra os invasores de AHMÉS, seu sucessor que conseguiu derrota-lo definitivamente tomando ÁLVARIS.Os hicsos deixaram para os egípcios importantes contribuições como o uso do cavalo, fundição de bronze, tear vertical para fabricar tecidos.
Décima Terceira Dinastia ( Tebas) 1785-1647 a .C.Décima Quarta Dinastia (Xoi´s) 1785-1603 a .C aprox.Décima Quinta Dinastia ( Hicsos) 1678-1570 a .C.KHIAN 1647-1607 a .C.AUSERRE 1603- 1570Décima Sétima Dinastia (Tebas) 1600-1570 a .C. aproxCAMOSES
A organização social do Médio Reino era em geral semelhante à do período anterior. A classe média tornara-se maior do que antes, porém a massa do povo provavelmente vivia melhor. Contudo a vida dos camponeses era ainda dura e insegura e, no solo da estrutura social os escravos na maioria núbios feitos prisioneiros de guerras haviam-se tornado numerosos.As condições econômicas permaneciam mais ou menos as mesmas do antigo Reino. A agricultura continuava como sempre a fonte primeira da riqueza egípcia. O comércio exterior incluía traços privados e no interior o trabalho tornou-se mais vivo durante o próspero período da Décima Segunda Dinastia. A religião do Médio Reino revelou-se desenvolvimentos novos. A supremacia do deus-sol RÁ continuou, porém RÁ era forçado a dividir o seu lugar de honra com uma nova divindade tebana chamada AMON. Após o começo da Décima-Segunda dinastia, falou-se de ambas juntas, como AMON-RÁ. A fusão solarizou AMON, e deu-lhe precedência sobre os deuses de todas as cidades, ao mesmo tempo que fortaleceu o poder da nova dinastia vinda de Tebas. Outra divindade que se ergueu à proeminência foi o deus crocodilo SOBEK, que também foi associado à RÁPor volta de 1750 a .C. o Egito foi invadido pelos hicsos. A invasão do Egito não foi unicamente o resultado da fraqueza e da deserção na terra do Nilo
Devia-se também a acontecimentos no Oriente que agora começavam a ter importantes repercussões sobre negócios egípcios.Os hicsos não constituíam uma massa compacta e sim mescla de alguns indo-europeus - dos que chegaram pouco antes à Ásia Ocidental - com muitos semitas que fugiram de outros bandos invasores que os tinham despojados de suas terras. A todos esses elementos a tradição egípcia deu o nome de hicsos ou reis pastores e a era de tal invasão viria a ser recordada sempre como um tempo muito amargo.Instalando-se inicialmente no delta, os invasores procuraram entrar no vale e dominar o país, mas se chocaram com a resistência das cidades quase inexpugnáveis. Os hicsos permaneceram no território durante um século, mas no começo do século XVI a.C. o faraó AMÓSIS I conseguiu expulsa-los e restabelecendo o poder na cidade de Tebas


NOVO REINO.
1580-1085 a . C.
A expulsão dos hicsos marcou nova fase de enorme desenvolvimento militar, a ponto de transformar o Egito em potência imperialista. O período começou sob o reinado de AMÓSIS e continuou com TUTMÉS I e HATSHEPSUT, regente durante a menoridade de TUTMES III. HATSHEPSUT foi a primeira egípcia a atribuir-se poderes de faraó. Mas foi TUTMES III que estendeu a dominação até o Rio Eufrates.Os hebreus, também invasores de origem asiática, foram dominados e escravizados perto de 1250 a.C. os hebreus conseguiram deixar a região sob o comando de MOISES, no chamado ÊXODO. Assim a unidade territorial e política foi restabelecida e tebas retornou a posição de capital, dando início ao NOVO REINO, período de apogeu de civilização egípcia.No apogeu AMENÓFI IV, casado com a rainha NEFERTITI, fez uma revolução, substituiu o deus tradicional AMON-RÁ, por ATON, simbolizado pelo disco solar. A medida que tinha caráter político, pois Amenofis queria livrar-se dos sacerdotes, Amenofis os expulsou, construiu um templo em HERMÓPOLIS e passou a chamar AQUENATON: supremo sacerdote do novo deus.O sucesso de Tutancaton,restaurou o deus AMON e colocou fim a revolução,mudando o próprio nome para TUTANCAMON.O uso das técnicas militares apreendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-se em guerras de conquistas. Assim invadiram territórios da Ásia, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Os povos submetidos eram obrigados a pagar são faraó tributos em forma de ouro, escravos e alimentos.Contudo apesar da expansão e enriquecimento do Império a exploração dos camponeses e escravos continuava: por isso diversos movimentos contra os abusos nas cobranças de impostos e a miséria eclodiram no reinado de RAMSÉS II.Ramsés II (1320-1232 a.C.) enfrentou novos obstáculos como a invasão dos hititas vindos da Ásia Menor.O Império estava em declínio, inimigos ameaçavam as fronteiras e internamente a remitência enfraquecia coma rivalidade entre faraó e grandes senhores enriquecidos pela guerra.Por volta do século VII a.C., os assírios invadem o país. Em 525 a.C., o rei persa CAMBISES bate o faraó PSAMÉTICO III. A independência acabou. Nos séculos posteriores os povos do NILO seriam dominados pelos gregos e por último cairiam nos domínios do imperialismo romano, 30 a.C.

DINASTIAS EGÍPCIAS - 1570-1075 a .C.NOVO REINO
Décima- Oitava Dinastia: 1570-1304 a .C.AHMOSES: 1570-1545 a . C.TUTMOSES III: 1490-1436 a .C.HATSHEPSUT ( rainha) : 1484-1469 a .C.AMENHOTEP III : 1397-1360 a .CAMENHOTEP IV; 1370-1353 a .C.TUTANCÂNMON;1352-1343 a .C.HOREMHEB; l339-1304 a .C.
Décima-Nona Dinastia: 1304-1181 a .C.SETI I; 1303-1290 a .C.RAMESÉS II; 1290-1223 a .C.
Vigésima Dinastia: 1181-1075 a .C.RAMSÉS III: 1179-1147 a .C.
O FARAÓ; O DEUS NA TERRA
A palavra faraó, em egípcio significava a grande morada. Herdeiro dos deuses, o faraó era responsável pelo equilíbrio da natureza e o único que podia se aproximar das forças divinas. Sua imagem era vista em cenas religiosas das paredes dos templos. O faraó só participava das cerimônias dos templos do Egito.Eram os sacerdotes em seu nome que celebravam as cerimônias de menor importância. Fora dos templos, o faraó, era um defensor do Egito, com a ajuda dos deuses mantinham a ordem universal diante de seu povo. Era responsável pela diplomacia com os adversários do país. A frente dos exércitos, o faraó se responsabilizava pela segurança do território egípcio e comandava toda e qualquer invasão.Vivia ricamente no palácio construído em pedras e decorado com pinturas e incrustações. A parte privada do palácio era constituída de salas para a realeza, quartos para os príncipes e lá encontrava-se também o harém (espaço onde ficavam as mulheres a serviço do sultão). Havia um salão de audiências para reuniões oficiais.Uma janela permitia o faraó uma aparição ao público. Geralmente isso acontecia nas festas destinadas a recompensar as cortesãs (prostitutas elegantes) que mais se destacavam.

**ARQUITETURA EGÍPCIA **



O Antigo Império é o mais longo e mais importante período da civilização egípcia, durou quase mil anos (3200 a.C. - 2052 a.C.), nele foram criados as primeiras leis civis e religiosas, sua identidade artística e a escrita hieroglífica. A primeira metade do império é marcada pelo isolamento do Egito em relação aos outros povos o que contribuiu para a sedimentação de sua cultura.
A partir de 3650 a.C. inicia a época chamada das pirâmides e a ela pertencem os faraós da III à VI dinastias. O primeiro faraó da III dinastia foi Djoser, que construiu o primeiro grande edifício de pedra: a pirâmide escalonada de Sakkara, no mesmo local onde se encontram as construções funerárias mais antigas do Egito em frente a Mênfis. Com o crescimento da cidade a necrópole também cresce, primeiro em direção sul até Dashur, depois em direção ao norte até Gizé. A IV começa com o faraó Snefru pai do famoso faraó Quéops, ele desenvolveu o método para construção de pirâmides de faces lisas, sua pirâmide foi construída em Dashur, mas foi superado pela magnificência dos faraós seguintes Quéops, Quéfrem e Miquerinos construtores do complexo de Gizé ao norte de Mênfis.
O Antigo Império termina com o período chamado Primeiro Intermediário (2190 a 2000) das dinastias VII à X. Por volta do ano 2000 a.C. a capital é transferida para Tebas.
O Novo Império é marcado pela arquitetura religiosa, são notáveis os templos de Amon-Ra em Karnak (por volta de 1570-1070 A.C.), de Horus em Edfu e outros. A arquitetura doméstica pode ser analisada a partir das casas desenterradas em Tel el Amarna que serviam aos artesãos contratados pelo faraó Aknaton (1500 a.C.). Embora as casas fossem construídas em alvenaria e não em pedra como nas grandes construções, inclusive no caso do faraó, tinham a significação essencial da arquitetura egípcia, dela se originam todas as formas arquitetônicas egípcias. O mais famoso faraó egípcio Ramsés II da XIX dinastia, reinou de 1290 a 1223 a.C.. Algumas de suas construções são: o Rameseum de Tebas, parte do templo de Luxor, e a sala hipostila do templo de Karnak. Afirma-se que ele mandou apagar o nome de outros faraós para colocar o próprio nas construções que mandou reconstruir.

Arte Egípcia

Características da arte egípcia, pintura, escultura, arquitetura, objetos em ouro, obras de arte









Máscara em ouro maçico do faraó Tutancâmon

Pintura EgípciaGrande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e expressões eram representadas por desenhos). As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc).Escultura EgípciaNas tumbas de diversos faraós foram encontradas diversas esculturas do ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as técnicas de trabalho artístico em ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas da religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado para fazer máscaras mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.Arquitetura EgípciaOs egípcios desenvolveram vários conhecimentos matemáticos. Com isso, conseguiram erguer obras que sobrevivem até os dias de hoje. Templos, palácios e pirâmides foram construídos em homenagem aos deuses e aos faraós. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar todo poder do faraó. Eram construídos com blocos de pedra, utilizando-se mão-de-obra escrava para o trabalho pesado.


Gostaria de saber onde se localizava, exatamente, o Alto e o Baixo Egito?

A região do Baixo Egito compreendia todo o delta do Nilo até a cidade de Mênfis, inclusive, e era formada por 20 nomos ou divisões administrativas. Já a região do Alto Egito abrangia todo o restante do país, até Assuão e era formada por 22 nomos. Na ilustração ao lado vemos a área do Baixo Egito; abaixo dela estendia-se o Alto Egito.



Li que recentemente foi encontrado um sarcófago intacto e que isso é raro. É verdade? Poderia me fornecer detalhes sobre o assunto?

De fato, em 15 de junho de 2002 foi descoberto um sarcófago intacto perto das pirâmides de Gizé. Supõe-se que ele contenha a múmia de Neni Sout Wizart, que viveu na IV dinastia (c. de 2575 a 2134 a.C.) e foi o mais importante supervisor dos trabalhadores que construíram a pirâmide de Kéops. O sarcófago é de pedra, tem dois metros de comprimento e um de largura e foi desenterrado a dois quilômetros a sudeste da Esfinge. Este é o sarcófago intacto mais antigo jamais encontrado: tem 4.500 anos. Até então, haviam sido descobertas mais de 120 tumbas de trabalhadores nas proximidades das pirâmides de Kéops, Kéfren e Miquerinos, mas nenhuma delas com um sarcófago intacto e selado.

** Como era a ordem sucessória no Egito Antigo? **

Christiane Desroches Noblecourt, em seu livro a mulher nos tempos dos faraós, nos ensina que em caso de morte, está estabelecido que os bens próprios do morto passem naturalmente aos parentes que sobreviveram: os filhos legítimos recebem uma parte igual, sem levar em conta seu sexo. Na falta de descendentes, tudo fica para a esposa. Ocorria, assim, que um pai podia fazer testamento sobre uma parte de seus bens, deixando a lei reger o excedente em igualdade. Uma estrela do Cairo relata um desses casos no qual um pai faz uma doação especial para uma das filhas, sem privá-la da parte que ela receberia da partilha da herança entre ela, seus irmãos e irmãs.Já no que se refere aos faraós, reconheceu-se como fato indiscutível que a hereditariedade era assumida pela rainha: ela veiculava a divina substância ao infante real. Esse conceito implicava, portanto, que ela própria fosse filha de um faraó; então, através de sua união com um pretendente ao trono, não herdeiro direto, ela podia transmitir o sangue real solar aos filhos do novo soberano. Por sua vez, como os direitos da filha real eram primordiais, os reis da II dinastia (c. 2770 a 2649) estabeleceram a plena legitimidade da mulher para ocupar o trono.


Gostaria de saber o que aconteceu com o filho de Cleópatra e Júlio César e com os gêmeos que ela teve com Marco António?

Cesário, o filho de Cleópatra com Júlio César foi assassinado por Otaviano. Alexandre Hélio (Sol) e Cleópatra Selene (Lua), os filhos gêmeos de Cleópatra e Marco António, ao que parece foram levados para Roma, para junto de Otávia, irmã de Otaviano e antiga esposa de Marco António, a qual generosamente os educou juntamente com os próprios filhos. Cleópatra Selene casar-se-ia com o Rei da Macedônia, Juba II, por volta do ano 20 a.C. e morreria jovem, em 11 a.C., deixando um filho de nome Ptolomeu. Cleópatra teve ainda um terceiro filho com Marco António que recebeu o nome de Ptolomeu Filadelfo, mas sobre ele faltam registos históricos e parece ter desaparecido misteriosamente.

** Cleópatra **

Sua biografia e realizações históricas, relacionamentos amorosos, seu reinado, Júlio César e Marco Antônio.










A mais famosa rainha do Egito

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.

Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas ( diamantes, esmeraldas, safiras e rubis ), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.
A luta pelo poder entre ela e seus irmão gerou uma forte instabilidade política e econômica para o Egito. Diante disso, ela acabou exilada e decidiu pedir o auxílio de Roma ( atual Itália ). Sedutora e extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se muito bem do poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria, embrulhada dentro de um tapete, como presente a Julio César. Após desenrolar-se do tapete, seu argumento foi tão ousado quanto seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e assim queria conhece-lo. Tornaram-se amantes e ele a ajudou assassinar seu irmão em 51 A.C. Após isto, ela tornou-se a rainha e foi para Roma, onde deu a luz a Cesarion.
A rainha retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C. Ainda mais ambiciosa, ela tomou conhecimento da posição importante que Marco Antônio se encontrava na Anatólia, que ocupava o cargo de governador da porção oriental do Império Romano. Estimulada pela ambição que lhe era comum, a rainha seduziu este outro romano iniciando com ele um relacionamento amoroso em 37 A.C.
Durante o período que estiveram em Alexandria, ela deu dois filhos a Marco Antonio que, em troca, devolveu-lhe os territórios de Cirene e outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império Romano.
A atitude de Marco Antônio, que se deixava dominar cada vez mais pelo pode de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado romano, que, este, declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C. Após isto, o Egito voltou às mãos de Roma.





Painel mostrando a adoração de Aton (Akhenaton e Nefertiti)






Braceletes que foram usados por Ramsés II














Cajado e mangual (malhador de cereais) de Tutankhamon








Bracelete de Sheshonq II, com um udjat no centro





Anel com uma barca solar; do tesouro de Tutankhamon
Zodíaco, no templo de Dendera
Anúbis sobre um tabernáculo
** A Maldição do Faraó **

"A morte virá com asas ligeiras para aqueles que perturbarem o repouso do faraó"
Inscrições assim ficam na entrada das tumbas dos faraós. Era uma advertência para possíveis violadores. Os arqueólogos não confirmam a existência do aviso. Mas a história ganhou força quando após a descoberta da múmia do faraó Tutancâmon, em 1922, pelo inglês Howard Carter. Tutancâmon foi um faraó da XVIII dinastia egípcia ( 1555 a 1335 a.C. ), falecido muito jovem. A suposta praga do faraó teve início com a morte prematura do lorde Carnarvon, o financiador da expedição de Carter, picado por um mosquito. Mais vinte pessoas, ligadas à descoberta da múmia morreram de forma misteriosa.
Continua .........